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FGC: Conselho Monetário Nacional aperta regras; veja o que muda

24 de Abril de 2026, 17:43

O Conselho Monetário Nacional (CMN) apertou as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e mandou um recado direto ao mercado: acabou a farra de captação agressiva com respaldo do fundo.

As mudanças, aprovadas na quinta-feira (23), entram em vigor em 1º de junho de 2026 e miram um problema claro — o uso do FGC como “escudo” para levantar dinheiro a taxas elevadas, prática que ganhou notoriedade em casos como o do Banco Master.

Na prática, o objetivo é simples: reduzir o apetite por risco das instituições e proteger a estabilidade do sistema financeiro.

Hoje, o FGC funciona como uma espécie de seguro: cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, incluindo produtos como CDB, LCI, LCA e poupança. Essa estrutura segue intacta.

O que muda é o jogo para os bancos — principalmente os menores.

Captação mais difícil (e mais cara)

Com as novas regras, instituições com perfil mais arriscado ou dependentes de captação via renda fixa vão sentir o impacto.

Isso porque o CMN mexeu em dois pilares: a contribuição ao fundo e os limites de alavancagem.

No primeiro ponto, a chamada Contribuição Adicional dobrou. O multiplicador saiu de 0,01% para 0,02%.

Além disso, o gatilho ficou mais rígido: agora, bancos passam a pagar essa taxa extra quando os depósitos cobertos pelo FGC atingirem 60% da captação via dívida — antes, o limite era de 75%.

Traduzindo: quem cresce puxando CDB, LCI e LCA vai pagar mais por isso.

Trava no crescimento descontrolado

A principal mudança, porém, está na obrigatoriedade de alocar recursos em títulos públicos — uma espécie de freio de emergência para evitar excessos.

A regra amplia os cenários em que os bancos precisam “tirar dinheiro de circulação” e estacionar em ativos mais seguros.

Isso acontece quando pelo menos um destes três gatilhos é acionado:

  • Quando os depósitos garantidos pelo FGC superam em 6 vezes o patrimônio líquido e chegam a 80% da captação via dívida;
  • Quando esses depósitos passam de 10 vezes o patrimônio do banco;
  • Ou, em um cenário mais extremo, quando superam os próprios ativos da instituição.

Se qualquer um desses limites for ultrapassado, o banco terá que imobilizar o excedente em títulos públicos — impedindo o uso desses recursos em crédito ou ativos mais arriscados.

A lógica é evitar que o volume de depósitos garantidos cresça muito além do tamanho do banco — exatamente o tipo de distorção vista no caso do Banco Master.

Implementação gradual

O aperto vem, mas não de uma vez.

A exigência será implementada aos poucos: começa com 5% do valor excedente em julho de 2026 e sobe gradualmente até atingir 100% em julho de 2028.

No fim das contas, o recado do CMN é claro: crescimento financiado por captação agressiva, com o FGC como rede de proteção, agora tem limite — e custo mais alto.

Selic a 14,75%, Ibovespa em queda e IPCA+ em alta: como investir com o novo patamar de juros?

22 de Março de 2026, 12:00

Na última quarta-feira (18), o Banco Central confirmou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou de 15% para 14,75% ao ano. A decisão veio após semanas de elevada incerteza, em que os mercados oscilaram entre diferentes cenários para o ritmo de flexibilização monetária.

Nos dias que antecederam o anúncio, as apostas nas opções de Copom da B3 refletiram essa volatilidade: saíram de uma expectativa de corte mais agressivo, de 0,50 p.p., migraram para 0,25 p.p. e, em alguns momentos, chegaram até a precificar a possibilidade de manutenção dos juros.

No fim, a autoridade monetária seguiu o caminho que, em tese, deveria trazer alegria para os investidores, mas na prática, não foi bem assim.

No dia seguinte (19) após o Copom, as taxas dos títulos do Tesouro voltaram a disparar e, antes do terceiro “circuit break” do dia, por volta das 16h20, era possível encontrar retornos de IPCA+ 8% no Tesouro Educa+.

Já na sexta-feira (20) o Ibovespa apresentava queda de 1,65% no intraday. Em paralelo, o dólar se apreciava mais de 1% contra o real e o petróleo tipo brent negociava na casa dos US$ 109.

Diante desse cenário, como o investidor pode se posicionar, tanto para se proteger, quanto para buscar lucros? Para Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus Research, neste momento, uma classe específica de títulos “premium” pode oferecer retornos reais de até 7,97% ao ano, isentos de Imposto de Renda.

Juros em queda não tiram o protagonismo da renda fixa na estratégia do investidor

Em geral, quando o Banco Central começa a cortar juros, espera-se que o mercado migre para ativos de risco. Contudo, no atual cenário, a decisão do último Copom não é o único fator considerado nas mudanças dentro das carteiras.

No dia seguinte ao Comitê, os investidores acordaram com ataques do Irã a polos de gás no Catar, país aliado dos EUA, o preço do petróleo acima dos US$ 100. e os resultados das decisões de juros em outros países.

Em relatório publicado horas após o Copom, Lais explicou que o comunicado mais hawkish (tom mais duro) do Banco Central da Inglaterra “estressou bastante o mercado de juros global e apagou a expectativa de qualquer redução nas taxas americanas em 2026.”

Segundo a analista, esses fatores pesaram nos ativos domésticos ao longo do dia.  Da mesma forma, na sexta-feira (20), os ataques do Irã a áreas residenciais em Israel, bem como as divergências entre Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu trouxeram ainda mais tensão para o mercado.

Ou seja, apesar do corte na Selic, o mercado está bastante sensível ao cenário externo. Nesse sentido, a renda fixa continua ocupando um lugar importante nas carteiras.

De acordo com Laís, é possível capturar altas taxas de retorno real no longo prazo, com uma ótima relação risco-retorno. Com a decisão da última quarta-feira (18), a analista fez alguns ajustes na carteira na qual recomenda títulos “premium” da renda fixa.

Entre as indicações, há um ativo que oferece retorno de até 7,9% ao ano, acima da inflação e isento de IR. E a boa notícia é que você pode conhecer a carteira completa de forma gratuita.

Selic a 14,75% abre espaço para 4 oportunidades em renda fixa com retorno de até 7,9% ao ano real e isenção de IR

Laís aponta que, diante do cenário atual, os títulos de longo prazo, indexados à inflação (IPCA), continuam sendo uma boa estratégia de alocação. Como dito, recentemente ótimas oportunidades foram encontradas, inclusive, em ativos do Tesouro Nacional.

Contudo, para quem topa um risco um pouco maior que o da renda fixa tradicional, há a oportunidade de capturar rentabilidades reais de 7,9% ao ano, acima da inflação, com um outro ativo. Embora a taxa esteja bem próxima à do Tesouro IPCA+, esse ativo conta com a grande vantagem da isenção de Imposto de Renda.

Isso pode fazer grande diferença na rentabilidade ao fim do investimento. Ou seja, com títulos como esse, é possível “travar” um retorno real de 7,9% ao ano com isenção de IR.

Você pode conhecer a carteira completa, com esse e outros títulos recomendados por Lais,agora mesmo, pois a Empiricus Research está disponibilizando como cortesia o acesso gratuito ao portfólio.  

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Tesouro IPCA+ aumenta prêmio de risco e oferece até 7,58% com guerra no radar; confira as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira (5)

5 de Março de 2026, 10:13

As taxas do Tesouro Direto operam com movimentos mistos na sessão desta quinta-feira (5), com leve alta em alguns vértices da curva e ajustes pontuais em relação ao fechamento anterior.

Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 oferece 13,52% ao ano, praticamente estável frente aos 13,51% registrados no fechamento anterior, uma alta marginal de 1 ponto-base. Já o Tesouro Prefixado 2029 paga 12,97%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 oferece 13,69% ao ano.

Nos papéis atrelados à inflação, o movimento foi de abertura da taxa em alguns vencimentos. O Tesouro IPCA+ 2032 rende IPCA + 7,58%, acima dos IPCA + 7,49% observados no fechamento anterior.

Em vencimentos mais longos, os retornos seguem elevados. O Tesouro IPCA+ 2040 oferece IPCA + 7,14%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 paga IPCA + 6,86%. Entre os títulos com pagamento de juros semestrais, o Tesouro IPCA+ 2037 rende IPCA + 7,41%, e o Tesouro IPCA+ 2045 oferece IPCA + 7,14%.

O Tesouro Selic 2031, por sua vez, é negociado a Selic + 0,099% ao ano, mantendo o comportamento mais estável típico dos títulos pós-fixados.

Os movimentos indicam pequena reabertura da curva real, com investidores exigindo prêmio ligeiramente maior em alguns títulos atrelados à inflação, enquanto os prefixados mostram estabilidade após o recuo observado na sessão anterior.

O conflito no oriente Médio segue no radar dos investidores que calculam até quanto o preço do petróleo pode chegar e o impacto que isso teria na inflação mundial. Apesar de um alívio ontem com a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, os temores de uma escalada da guerra voltaram ao radar.

Mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correrem para abrigos antiaéreos, enquanto Israel lançou uma grande onda de ataques à Teerã nesta quinta-feira.

Taxas dos títulos do Tesouro Direto hoje (5):

Título Rendimento Anual Investimento mínimo Preço unitário Vencimento
Tesouro Selic 2031 Selic + 0,099% R$ 184,39 R$ 18.439,33 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 12,97% R$ 7,10 R$ 710,93 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 13,52% R$ 4,80 R$ 480,13 01/01/2032
Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 13,69% R$ 8,23 R$ 823,78 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 7,58% R$ 28,93 R$ 2.893,55 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037 IPCA + 7,41% R$ 42,43 R$ 4.243,20 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,14% R$ 17,16 R$ 1.716,03 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2045 IPCA + 7,14% R$ 41,90 R$ 4.190,45 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,86% R$ 9,22 R$ 922,04 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2060 IPCA + 7,07% R$ 40,35 R$ 4.035,11 15/08/2060
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2030 IPCA + 7,20% R$ 19,23 R$ 1.923,50 15/12/2049
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2035 IPCA + 7,05% R$ 13,93 R$ 1.393,36 15/12/2054
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2040 IPCA + 6,94% R$ 10,15 R$ 1.015,33 15/12/2059
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2045 IPCA + 6,90% R$ 7,34 R$ 734,78 15/12/2064
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2050 IPCA + 6,89% R$ 5,28 R$ 528,96 15/12/2069
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2055 IPCA + 6,91% R$ 3,77 R$ 377,26 15/12/2074
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2060 IPCA + 6,92% R$ 2,69 R$ 269,59 15/12/2079
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2065 IPCA + 6,92% R$ 1,93 R$ 193,32 15/12/2084
Tesouro Educa+ 2027 IPCA + 7,72% R$ 36,37 R$ 3.637,77 15/12/2031
Tesouro Educa+ 2028 IPCA + 7,65% R$ 33,87 R$ 3.387,60 15/12/2032
Tesouro Educa+ 2029 IPCA + 7,60% R$ 31,55 R$ 3.155,77 15/12/2033
Tesouro Educa+ 2030 IPCA + 7,56% R$ 29,40 R$ 2.940,32 15/12/2034
Tesouro Educa+ 2031 IPCA + 7,51% R$ 27,43 R$ 2.743,55 15/12/2035
Tesouro Educa+ 2032 IPCA + 7,46% R$ 25,62 R$ 2.562,52 15/12/2036
Tesouro Educa+ 2033 IPCA + 7,42% R$ 23,93 R$ 2.393,80 15/12/2037
Tesouro Educa+ 2034 IPCA + 7,36% R$ 22,42 R$ 2.242,45 15/12/2038
Tesouro Educa+ 2035 IPCA + 7,31% R$ 21,00 R$ 2.100,78 15/12/2039
Tesouro Educa+ 2036 IPCA + 7,26% R$ 19,69 R$ 1.969,46 15/12/2040
Tesouro Educa+ 2037 IPCA + 7,21% R$ 18,47 R$ 1.847,99 15/12/2041
Tesouro Educa+ 2038 IPCA + 7,16% R$ 17,35 R$ 1.735,66 15/12/2042
Tesouro Educa+ 2039 IPCA + 7,11% R$ 16,31 R$ 1.631,52 15/12/2043
Tesouro Educa+ 2040 IPCA + 7,07% R$ 15,32 R$ 1.532,89 15/12/2044
Tesouro Educa+ 2041 IPCA + 7,03% R$ 14,41 R$ 1.441,39 15/12/2045
Tesouro Educa+ 2042 IPCA + 7,00% R$ 13,54 R$ 1.354,17 15/12/2046
Tesouro Educa+ 2043 IPCA + 6,97% R$ 12,73 R$ 1.273,03 15/12/2047
Tesouro Educa+ 2044 IPCA + 6,95% R$ 11,95 R$ 1.195,19 15/12/2048
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