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Microsoft vai investir US$ 1 bi na OpenAI

22 de Julho de 2019, 15:22
A Microsoft informou hoje (22) que está investindo US$ 1 bilhão na OpenAI e que as duas empresas formaram uma parceria para desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial por meio do serviço de computação em nuvem Azure, da gigante do software. LEIA MAIS: Microsoft tem resultado trimestral acima do esperado A OpenAI foi fundada em 2015 como uma entidade não lucrativa e com US$ 1 bilhão em financiamento dos investidores do Vale do Silício Sam Altman, Peter Thiel e Reid Hoffman, cocriador da rede social LinkedIn. O grupo depois criou uma entidade voltada ao lucro para poder receber investimentos externos. Desde sua fundação, a OpenAI utilizou pesquisadores de inteligência artificial para avançar no campo, como ensinar uma mão robótica a executar tarefas humanas por meio de utilização apenas de software, o que reduz o custo e o tempo para se treinar robôs. O grupo também está focado em segurança e nas implicações da tecnologia de inteligência artificial, pesquisando como os computadores podem gerar reportagens realistas com pouco mais que sugestões de manchetes e alertando pesquisadores a considerar como seus trabalhos e algoritmos podem ser usados com implicações negativas antes das descobertas serem publicadas. A OpenAI afirmou que o investimento da Microsoft vai ajudar o grupo a pesquisar "inteligência artificial geral", ou AGI, na sigla em inglês. A tecnologia AGI é o santo Graal do campo e significa que um sistema de computação pode dominar um assunto tão bem ou melhor que humanos, e também dominar mais campos do conhecimento que um humano. "Acreditamos que é crucial que a AGI seja desenvolvida de maneira segura e que os benefícios econômicos disso sejam amplamente distribuídos", disse Altman. As duas partes não responderam perguntas da Reuters sobre os termos do acordo. Quando a OpenAI criou a estrutura com fins lucrativos em março, afirmou que os investidores que colocarem dinheiro na nova entidade terão seus retornos limitados e que a missão da parte não lucrativa da entidade teria precedência sobre a área voltada ao lucro. VEJA TAMBÉM: Microsoft e AT&T fazem parceria de mais de US$ 2 bi As duas empresas também negaram dizer se o investimento da Microsoft será feito em dinheiro ou se vai envolver créditos para utilização do serviço de computação em nuvem Azure. Serviços de computação em nuvem são uma grande fonte de custo para a OpenAI, que gastou US$ 7,9 milhões na atividade no ano fiscal de 2017, ou cerca de um quarto de suas despesas naquele ano, segundo dados da Receita Federal dos Estados Unidos.
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Como usar a inteligência artificial para fazer cerveja

12 de Fevereiro de 2019, 06:00
A inteligência artificial (IA) tem muitas contribuições a dar ao mundo. Algumas cervejarias, por exemplo, já estão usando IA para melhorar a própria produção. Seria isso algo brilhante ou inacreditável? Ainda é cedo para dizer, mas é certo que o uso de dados na tomada de decisão dos fabricantes, e no fabrico de cervejas artesanais, faz com que a bebida produzida pela IA instigue a curiosidade de muitos. LEIA MAIS: Blockchain chega à mesa de jantar A cerveja produzida pela IA A inteligência artificial oferece um ótimo suporte à produção. Depois de falar como as cervejarias multinacionais usaram os dados para tomar decisões publicitárias, Hew Leith e Rob McInerney, fundadores da IntelligentX, cervejaria que faz uso de IA, resolveram usar a tecnologia para melhorar o próprio produto. A IntelligentX se diferencia pelo fato de ter criado a primeira cerveja com algoritmos do mundo. A empresa criou quatro rótulos: Black AI, Golden AI, Pale Al e Amber AI. O endereço online da marca é impresso na embalagem, para que os consumidores deem um feedback via Facebook Messenger e digam o que acharam da cerveja. Ao responder a uma série de dez perguntas, mais de 80% das pessoas que entraram em contato com a empresa forneceram a ela mais de 10 mil informações para um valioso banco de dados. Esses dados são processados por um algoritmo IA e, em seguida, a cervejaria decide se deve ou não atender aos pedidos. A ideia de Leith e McInerney não é substituir um mestre cervejeiro, mas, por meio da IA, obter insights para aprimorar a produção. Uma vez que a empresa é capaz de atender aos pedidos, pode ser possível encomendar uma cerveja com base nos gostos pessoais do cliente, criando assim bebidas personalizadas. Projeto de impressão digital da Carlsberg A Carlsberg, uma cervejaria de Copenhagen, iniciou um projeto milionário de impressão digital da bebida em parceria com a Microsoft, a Universidade de Aarhus e a Universidade Técnica da Dinamarca. A cada dia, eles criam cerca de mil amostras diferentes de cerveja, num esforço que, esperam, mude a forma como a bebida é produzida. O projeto emprega sensores que podem determinar a impressão digital do sabor de cada amostra, além de analisar leveduras diferentes. Os dados são coletados por um sistema de IA para utilização no futuro. O sistema não apenas permite que os produtos cheguem ao mercado com mais rapidez, mas também garante uma melhor qualidade. A India Pale Ale perfeita Uma cervejaria da Virgínia usa o aprendizado de máquina para desenvolver a India Pale Ale (IPA) perfeita. A Champion Brewing se associou à Metis Machine, uma empresa de IA, em uma espécie de estímulo para fabricar uma nova IPA ML (sigla para machine learning, ou aprendizado de máquina). O primeiro passo foi inserir informações sobre as dez IPAs mais vendidos dos Estados Unidos, assim como os dados sobre as dez marcas mais comercializadas. Com base em tudo, o algoritmo determina a melhor receita. SAIBA TAMBÉM: Programa de TV mais visto do mundo será exibido em IA Esses dados também foram utilizados em um outro processo de fabricação de cerveja por meio da IA, um experimento que combinou receitas de Brewdog e classificações da Untappd -- rede social de troca de experiência sobre cervejas -- para dar início a uma rede de cervejas artificiais. A rede seria então empregada na avaliação de novas receitas, e para determinar quais eram mais propensas a obter altas classificações. Tal experimento concluiu que a IA poderia ser uma aliada poderosa para a criatividade de um cervejeiro ou para otimizar rótulos já existentes, mas que não substituiria o trabalho humano. Barman robô A espuma da cerveja pode não atender às expectativas da maioria das pessoas. Para determinar o que faz uma espuma perfeita, uma equipe de pesquisa australiana criou o RoboBeer, um robô que pode derramar a cerveja com precisão suficiente para criar uma espuma mais consistente. Os pesquisadores fizeram um vídeo da máquina derramando a bebida e rastrearam o tamanho da bolha, a cor da cerveja e outras características. Em seguida, mostraram o vídeo para os participantes do projeto e pediram um feedback sobre a qualidade da bebida. Os pesquisadores também gravaram suas reações enquanto observavam o robô. Uma máquina de IA analisou os dados biométricos dos participantes da pesquisa enquanto assistiam ao vídeo. Esses dados foram alimentados em uma rede neural para saber o que os participantes pensavam sobre a cerveja, antes mesmo de provar ou preencher o formulário. A rede foi capaz de prever com precisão de 80% se a altura da espuma de uma cerveja atendia ao gosto do público. A equipe também descobriu que poderia prever, com 90% de precisão, a receptividade da cerveja fornecida, usando apenas os dados do robô.

Por que o futuro das compras de uísque pode estar na IA

5 de Fevereiro de 2019, 07:00
Para os entusiastas, beber uísque é um hobby, uma paixão, um estilo de vida. Os admiradores compram lançamentos diretamente de suas destilarias favoritas e viajam para diferentes países em busca do melhor da bebida. Uma dificuldade ainda para os produtores é atrair a atenção da população mais jovem, uma vez que o uísque é visto como uma bebida de sucesso apenas entre os mais velhos. Quando diante dos enormes displays de supermercados e restaurantes, os novatos acham difícil entender a infinita variedade e apreciá-las. E aquilo que escolhem não é, muitas vezes, adequado ao seu paladar. O SmartAisle procura mudar essa experiência - para melhor. LEIA MAIS: HBO e Diageo lançam uísques de Game of Thrones A agência mundial de marketing The Mars Agency se juntou à varejista norte-americana BevMo! para testar a iniciativa, cujo cerne é um assistente digital de compras de uísque. Com inteligência artificial, tecnologia ativada por voz e luzes de LED nas prateleiras, o SmartAisle ajuda os clientes a selecionar a garrafa perfeita para o seu perfil. Depois de perguntar quais são as preferências do consumidor, o assistente detalha as informações. Três garrafas são recomendadas e as prateleiras se iluminam para o cliente se aproximar e observá-las. Se ele já tiver algo em mente, o assistente pode recomendar outras marcas ou garrafas com sabores semelhantes. O processo dura menos de dois minutos e, com as informações - e até piadas -, o robô torna a experiência agradável e informativa. Mais de 50 uísques farão parte estratégia - um número que pode crescer se o teste for bem-sucedido. “Estamos empolgados com a parceria com a The Mars para testar a plataforma SmartAisle em nossas lojas”, diz Tamara Pattison, diretora de marketing e informações da BevMo!. “Isso aumenta nosso compromisso em usar tecnologia para oferecer melhores experiências aos clientes. Este tipo de solução inovadora está totalmente alinhada com a nossa estratégia." Em fevereiro de 2018, a The Mars Agency testou o SmartAisle em parceria com um varejista em Manhattan. Após dois meses, o assistente ajudou a aumentar em 20% as vendas na comparação anual das garrafas em destaque e trouxe um feedback extremamente positivo dos compradores que utilizaram o serviço. VEJA TAMBÉM: As 25 marcas de uísque mais vendidas do mundo Ken Barnett, CEO global da The Mars Agency, compartilhou planos para expandir o programa. “Acreditamos que o SmartAisle tenha o potencial de transformar o modo que as pessoas compram produtos em uma ampla gama de categorias. Estamos conversando com diversas marcas e varejistas para transformar esta visão uma realidade.” Embora ainda seja muito cedo para dizer, o assistente pode ser o futuro do uísque, do vinho e de várias outras bebidas. Os supermercados ao redor do mundo podem utilizar a tecnologia para guiar novos clientes em suas jornadas de compras.

Primeiro hotel robótico do mundo demite metade de seus robôs

18 de Janeiro de 2019, 06:30
O Henn Na, ou Strange Hotel, é um empreendimento robótico no Japão, que chegou a ter mais de 50% de robôs em sua força de trabalho desde que foi lançado. O hotel estampou as manchetes em 2015, quando foi inaugurado, e o "Guinness World Records" o reconheceu oficialmente como o primeiro empreendimento do tipo do mundo. LEIA MAIS: Como impedir que robôs roubem nossos empregos No entanto, segundo uma reportagem do "The Wall Street Journal", mais da metade dos 243 droides do hotel teriam sido demitidos, já que estavam dando mais trabalho do que ajudando. “Ficou fácil agora que não somos frequentemente chamados por hóspedes devido a problemas com os robôs”, disse um membro da equipe. O hotel inicialmente esperava que os robôs ajudassem a superar a escassez de mão-de-obra na área rural em que está construído. O intuito era usar os robôs para tudo, desde misturar coquetéis até responder a uma infinidade de perguntas dos clientes. Mas os robôs não são avançados o suficiente para executar muitas das tarefas esperadas. Os hóspedes ficaram frustrados, por exemplo, quando o droide do quarto, "Churi", que fica atrás de outras inteligências artificiais como Siri e Alexa, não conseguiu responder às suas perguntas. Um hóspede supostamente foi acordado diversas vezes porque o robô achava que ele estava fazendo uma pergunta, quando, na verdade, estava apenas roncando. Segundo a reportagem, houve um robô que agradou: um enorme braço mecânico que guarda e retira bagagens do guarda-volumes.
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