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Elon Musk admite uso de modelos da OpenAI para treinar o Grok

30 de Abril de 2026, 19:00

Elon Musk confirmou que a xAI usou modelos de inteligência artificial (IA) da OpenAI para treinar o Grok, se beneficiando da expertise da rival no desenvolvimento do então novo bot. A revelação aconteceu durante depoimento em um tribunal da Califórnia (Estados Unidos) nesta quinta-feira (30).

Sem fornecer maiores detalhes, o bilionário deu a entender que sua empresa de IA utilizou técnicas de destilação em sistemas da desenvolvedora do ChatGPT. Em tais métodos, um modelo maior e já estabelecido age como "professor", transferindo conhecimento para outro menor e em formação.

Prática comum no setor de IA

Questionado se sabia o que é destilação de modelos, Musk respondeu corretamente. Na sequência, foi perguntado se a xAI adotou a técnica no treinamento da sua própria IA a partir da tecnologia da OpenAI.

  • O bilionário tentou se esquivar da resposta, como relata o The Verge, mas acabou respondendo que todas as empresas de IA fazem isso;
  • Indagado se aquilo significava sim, que a sua empresa destilou modelos da OpenAI, o dono do X disse que "em parte";
  • Logo após, falou mais uma vez que "é prática comum usar outras IAs para validar a sua própria IA";
  • Não existe um consenso sobre a legitimidade da técnica, mas a destilação pode violar os termos de uso estabelecidos pelas desenvolvedoras, como ressalta o TechCrunch.
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Elon Musk falou sobre o assunto durante julgamento na Califórnia. (Imagem: Benjamin Fanjoy/Getty Images)

Apesar da falta de clareza em relação à legalidade, o uso do método tem crescido nos últimos anos, levando os principais nomes do mercado a se posicionarem contra a prática. Startups como OpenAI e Anthropic estão entre elas.

De acordo com companhias, empresas chinesas utilizam a técnica para compreender o funcionamento de modelos avançados e otimizar os seus próprios sistemas, acusação que também foi feita pela Casa Branca. O Google é outra empresa que criticou os supostos ataques de destilação estrangeiros.

Vale lembrar que a presença de Musk no tribunal californiano tem relação com o processo movido por ele contra a dona do ChatGPT. Na ação, o empresário acusa Sam Altman e Greg Brockman, CEO e presidente, respectivamente, de violarem a missão original da startup.

© Mariia Shalabaieva/Unsplash

Samsung tem lucro recorde no 1º trimestre de 2026 com chips de IA

30 de Abril de 2026, 17:30

A Samsung registrou aumento superior a oito vezes no lucro operacional do primeiro trimestre de 2026, com 57,2 trilhões de wons, o equivalente a R$ 211,6 bilhões pela cotação atual. A quantia supera estimativas do mercado e alcança um novo recorde, conforme comunicado divulgado nesta quinta-feira (30).

O balanço financeiro também aponta uma receita recorde alcançada pela gigante sul-coreana nos três primeiros meses do ano, com 133,9 trilhões de wons, ou R$ 495,4 bilhões, igualmente acima do esperado. Isso representa um salto de 43% na comparação com o período anterior.

Chips de IA impulsionam recordes

Dando continuidade aos ótimos números do final do ano passado, a Samsung tem na divisão de memória uma das principais impulsionadoras dos resultados. Com a alta demanda por chips de IA, a oferta ficou restrita e os preços subiram, beneficiando a fabricante.

  • Em meio a isso, a companhia vem expandindo o desenvolvimento de memórias de alta largura de banda (HBM), componente fundamental para data centers de IA;
  • Vendas em massa de produtos HBM4 e SOCAMM2 para a plataforma Vera Rubin da Nvidia e o desenvolvimento de SSDs PCIe Gen6 também contribuíram para o sucesso;
  • A big tech prevê que a demanda pelos semicondutores continue em alta no segundo trimestre, com a expansão da infraestrutura do setor, e planeja consolidar a liderança técnicas com as primeiras amostras da HBM4E;
  • "A divisão também pretende capitalizar proativamente a demanda inicial por novas GPUs e CPUs a serem lançadas no segundo semestre de 2026 e planeja continuar sua estratégia de vendas focada em produtos de IA, tanto para DRAM quanto para NAND", disse a Samsung, em comunicado.
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A Samsung vem faturando alto com a forte demanda pelos chips para data centers de IA. (Imagem: mikkelwilliam/Getty Images)

Outras divisões apresentaram bons resultados, como a Device eXperience (DX), com alta de 19% nas vendas do trimestre, graças às estreias de novos smartphones premium. Os negócios de displays, MX e redes foram outros com balanços positivos no período.

Por outro lado, a divisão de ar-condicionado teve melhora limitada nos resultados do primeiro trimestre, lidando com pressões de custos e tarifas. Já a Harman apresentou queda nos lucros por conta do aumento de despesas, restrições de memória e sazonalidade, conforme a Samsung.

Continue no TecMundo e saiba mais sobre os possíveis impactos dos conflitos no Oriente Médio no mercado de tecnologia.

© JHVEPhoto/Getty Images

Instagram amplia restrições contra perfis que repostam conteúdos não originais

30 de Abril de 2026, 17:00

O Instagram anunciou, nesta quinta-feira (30), a expansão de restrições contra perfis que atuam como agregadores de conteúdos na rede social, repostando publicações feitas por terceiros com frequência. A mesma política aplicada em relação aos Reels passa a contemplar fotos e carrosséis.

Essas contas afetadas pela medida não serão mais elegíveis para recomendações no app da Meta, de acordo com o chefe do Instagram, Adam Mosseri. Na prática, elas perderão visibilidade, deixando de aparecer para pessoas que poderiam se tornar suas seguidoras.

Valorizando criadores originais

A nova atualização, que entrará em vigor ao longo de maio, objetiva impulsionar o trabalho de criadores originais na plataforma. Além disso, evita que as mesmas postagens apareçam repetidas vezes no feed, irritando usuários.

  • Segundo a plataforma, conteúdo original é aquele que foi totalmente criado pela pessoa que fez a publicação ou reflete sua perspectiva única;
  • Materiais substancialmente editados, como memes ou vídeos populares que recebem aprimoramentos por terceiros também são considerados originais;
  • Por outro lado, as edições artificiais, como a simples inclusão de marcas d'água ou alteração de velocidade de reprodução não se enquadram nos critérios definidos pela empresa;
  • "Se você compartilha principalmente conteúdo de terceiros que não foi criado por você ou que você não editou de forma significativa, sua conta não será recomendada para pessoas que não te seguem", explicou Mosseri em seu perfil oficial.
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Exemplos de conteúdos que a rede social considera originais e não originais. (Imagem: Instagram/Divulgação)

Ainda conforme o executivo, perfis impactados pela mudança podem verificar sua situação no status da conta a qualquer momento. Caso acredite que a limitação de alcance tenha sido um erro, a pessoa pode apelar da decisão, solicitando a revisão.

É válido notar que a ampliação das restrições contra perfis que funcionam como agregadores de conteúdo no Instagram não afeta a forma como a plataforma exibe postagens dessas contas para seus seguidores. A mudança é que elas deixarão de aparecer nas recomendações em todo o app.

Siga no TecMundo e conheça os recursos que devem estrear na versão paga da rede social, atualmente em teste.

© 5./15 West/Getty Images

Anatel apreendeu 1,3 milhão de dispositivos piratas entre 2025 e 2026

27 de Abril de 2026, 16:00

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retirou de circulação mais de 1,3 milhão de dispositivos sem homologação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, durante esforços de combate à pirataria. As informações foram reveladas nesta segunda-feira (27).

Levando em conta os valores de venda desses produtos irregulares, o órgão estima que o total correspondente aos aparelhos apreendidos chegue a R$ 136,6 milhões. O cálculo considera notas fiscais, pesquisas online e, em último caso, metodologia específica da Gerência de Fiscalização.

Equipamentos de radiação restrita dominam a lista

De acordo com a agência, os equipamentos de radiação restrita são os principais alvos das operações de combate à pirataria. Eles chegam a quase 1 milhão de unidades do total 1.394.385 dispositivos apreendidos ao longo do período.

  • Esses aparelhos têm radiofrequência de baixa potência e operam com limites rigorosos de emissão, exigindo certificação e homologação para a venda;
  • Roteadores, dispositivos Wi-Fi e carregadores de baterias dominam a maior parte dos itens confiscados;
  • As apreensões aconteceram durante 381 ações de inspeção focadas em verificar se os eletrônicos estavam homologados, garantindo que não causem interferências em outros sistemas;
  • Dessas, 255 começaram a partir de relatos de irregularidades pelos consumidores, como destaca o relatório.
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As apreensões ocorreram durante centenas de operações de fiscalização entre 2025 e 2026. (Imagem: Anatel/Divulgação)

"O objetivo da Anatel com a fiscalização e as apreensões é a segurança do usuário, uma vez que a utilização de produtos não homologados traz riscos à saúde, devido à falta de testes de segurança elétrica e de emissão de radiofrequência", afirmou o conselheiro Edson Holanda, em comunicado.

Ainda conforme o porta-voz do órgão, os produtos piratas podem impactar serviços de emergência e a rede de telefonia móvel, que utilizam as mesmas frequências. Ele coordena as ações relacionadas ao tema.

Como identificar produtos piratas?

Para saber se um dispositivo possui homologação e venda autorizada no Brasil, é necessário verificar a presença do selo da Anatel no equipamento. Além disso, vale consultar o número do certificado no site da agência.

Segundo a Anatel, a segurança e a sustentabilidade são priorizadas na destinação dos produtos apreendidos. Aqueles que não podem passar por regularização e doação vão para a manufatura reversa.

Dessa forma, acontece a desmontagem para a reciclagem ou reutilização de peças e componentes, evitando que o meio ambiente seja comprometido e, também, o retorno de dispositivos perigosos ao mercado.

Siga no TecMundo e confira 5 dicas para descartar corretamente o lixo eletrônico.

© Sitade/Getty Images

DeepSeek revela novo modelo de IA adaptado a chips da Huawei

24 de Abril de 2026, 17:00

A DeepSeek lançou, nesta sexta-feira (24), uma prévia do seu novo modelo de inteligência artificial generativa que tem como atrativo o suporte aos chips da Huawei. A mudança contribui para reduzir a dependência de hardware estrangeiro, em meio às restrições de exportação das fornecedoras americanas.

Enquanto a versão lançada no final do ano passado possuía forte dependência das GPUs da Nvidia, a quarta geração do modelo da startup chinesa foi adaptada para rodar em sistemas com os processadores Ascend de alto desempenho da Huawei. A novidade estará disponível em duas variantes.

Tentando voltar ao topo

O modelo DeepSeek V4 apresentou bom desempenho em testes de benchmark na comparação com opções desenvolvidas por concorrentes. A empresa não divulgou detalhes, mas afirma que o seu sistema ficou atrás apenas do Gemini Pro 3.1, do Google.

  • Esse resultado se refere à versão Pro da atualização, destinada ao trabalho com agentes de IA, mais complexos que os bots convencionais;
  • Já a variante Flash do novo modelo tem como foco as aplicações mais leves e de baixo custo, que se destacam pela maior velocidade;
  • Segundo a DeepSeek, a divulgação da prévia permitirá coletar feedback a partir de casos de uso real, fundamental para aprimoramentos antes da estreia da versão final;
  • Por enquanto, não há um cronograma definido para o lançamento do modelo completo, que pode ajudar a recolocar a empresa em destaque no cenário internacional.
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A IA DeepSeek teve altos e baixos em 2025, e agora tenta recuperar sua fatia no mercado. (Imagem: Justin Sullivan/Getty Images)

Depois de estrear com sucesso, chegando a superar o ChatGPT em quantidade de downloads no início do ano passado, o modelo de IA chinês de baixo custo sofreu uma queda gigante. Os problemas foram relacionados ao tratamento de dados, principalmente.

A partir das acusações de que compartilhava informações com Pequim, a IA DeepSeek foi banida dos dispositivos oficiais de vários países, embora continue entre as mais procuradas nas plataformas de código aberto. A chegada de novos concorrentes locais também levou à perda da liderança no país.

Gostou do conteúdo? Continue no TecMundo e saiba mais detalhes sobre a acusação da Casa Branca contra a China de suposto roubo de tecnologia de IA. A denúncia pode acirrar ainda mais a disputa pela liderança no segmento.

© Anthony Kwan/Getty Images

Governo proíbe plataformas que monetizam previsões nos esportes, eleições e mais

24 de Abril de 2026, 16:45

As apostas em plataformas de mercado preditivo para determinados tipos de eventos serão proibidas no Brasil a partir de maio. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (24), está em uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) e não afeta as bets tradicionais.

Na prática, a norma impacta empresas como Kalshi e Polymarket, que já haviam se tornado alvo de reclamação no Ministério da Fazenda por parte das casas de apostas legalizadas. De acordo com as bets, elas funcionam sem nenhum tipo de regulação no mercado nacional.

Quais apostas em mercados preditivos serão proibidas?

Segundo a nova regra do CMN, a proibição nesse tipo de plataforma vale para as apostas relacionadas a eventos esportivos, de entretenimento, políticos, culturais e sociais. Outros temas também poderão ser adicionados posteriormente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

  • Ou seja, os mercados de previsão não poderão ofertar ou negociar títulos sobre eventos reais de temática esportiva, por exemplo;
  • Jogos online também se enquadram na norma, assim como reality shows e outros tipos de programas envolvendo celebridades;
  • As apostas associadas a resultados de eleições são outra temática proibida pela mudança, da mesma maneira que acontecimentos não ligados à economia;
  • Por outro lado, continuarão permitidas as apostas sobre indicadores econômicos e do mercado financeiro, incluindo juros, inflação, preços de ações e demais ativos de segmentos autorizados.
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Apostas sobre resultados de processos eleitorais estão entre as afetadas pela proibição. (Imagem: Scott Olson/Getty Images)

Vale ressaltar que o mercado de previsões se baseia em títulos que dependem do valor futuro de um ativo ou mercadoria, com o usuário apostando em "sim" ou "não" sobre algo que pode acontecer. De maneira semelhante às ações na bolsa, o contrato cai ou sobe conforme as mudanças nas probabilidades.

Devido a essas características, os contratos do mercado preditivo são equiparados a derivativos e regulados por CVM e CNM. Já as bets seguem o modelo de cota fixa para um determinado resultado, no qual o apostador tem um prêmio fixo.

A nova regra, que impacta as plataformas Kalshi e Polymarket, deve começar a valer no dia 4 de maio. As empresas ainda não se manifestaram a respeito da decisão do governo.

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© Scott Olson/Getty Images

Irã ameaça atacar infraestrutura de energia e TI dos EUA 'sem restrições'

7 de Abril de 2026, 17:32

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) subiu o tom contra os Estados Unidos nesta terça-feira (7), ao ameaçar atacar a infraestrutura energética do país e seus aliados no Oriente Médio sem qualquer restrição, colocando outros setores também em perigo. O alerta foi divulgado em canais do Telegram.

De acordo com a organização paramilitar, a ofensiva deixará os atingidos sem recursos que dependem de petróleo e gás "por muitos anos". A promessa é de que a retaliação acontecerá se a Casa Branca seguir com as ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Empresas de tecnologia estão entre os alvos

Em seu perfil na plataforma Truth Social, Trump sugeriu que algo de grande importância está para acontecer, se referindo à guerra contra o Irã. Citando a presença de novas pessoas comandando o país do Oriente Médio, ele digitou uma mensagem ameaçadora.

  • "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", digitou o republicano;
  • Após a postagem, o Irã interrompeu as negociações de cessar-fogo que aconteciam de maneira indireta, além de divulgar o alerta da Guarda Revolucionária;
  • "Anunciamos o fim de todas as restrições de direcionamento. Atacaremos a infraestrutura de forma a privar os Estados Unidos e os países da região de recursos de petróleo e gás por muitos anos", afirma o texto da IRGC;
  • Na sequência da mensagem, o grupo disse que as ordens de ataque já haviam sido transmitidas a todas as bases de mísseis, que estariam prontas para entrar em ação.

🚨 BREAKING

IRGC Missile Command:

​"We announce the end of all targeting restrictions. We will strike infrastructure in a manner that will deprive the United States and regional countries of oil and gas resources for years to come.

​Orders have been transmitted to local… pic.twitter.com/U8zJtr6B7F

— Daily Iran News (@DailyIranNews) April 7, 2026

Um dia antes, os militares iranianos também colocaram como possível alvo o Stargate UAE, data center de IA da OpenAI nos Emirados Árabes Unidos. Além do complexo bilionário da desenvolvedora do ChatGPT, outras instalações de empresas americanas sofreram ameaças nas últimas semanas.

Em março, 18 organizações sediadas nos EUA e que possuem operações no Oriente Médio foram alertadas de que estavam em uma lista para retaliações de ataques sofridos pelo Irã. Agora, com a retirada das restrições, outras também podem ser incluídas entre os alvos.

Siga no TecMundo e confira mais notícias sobre os conflitos no Oriente Médio, como o uso da IA na guerra pelos militares americanos e os ataques sofridos pela AWS em meio à guerra.

© NiseriN/Getty Images

Project Maven: como a IA tem ajudado os EUA nos ataques contra o Irã?

7 de Abril de 2026, 16:00

Os Estados Unidos estão usando um programa de inteligência artificial para aprimorar os ataques lançados contra o Irã, obtendo vantagens estratégicas importantes na guerra moderna. Trata-se do Project Maven, lançado em 2017 e que passou por mudanças recentemente.

Em entrevista à CNBC no mês passado, o CEO da Palantir, Alex Karp, confirmou a utilização da tecnologia pelo Pentágono nos conflitos do Oriente Médio. A empresa é, agora, a responsável pela iniciativa, após o Google deixar o projeto que ajudou a desenvolver.

Como funciona o Project Maven?

Criado com o objetivo de auxiliar analistas militares na interpretação de dados fornecidos por satélites, drones e sensores, o programa de IA recebeu melhorias e está mais avançado. Atualmente, também funciona como um gerenciador de alvos e das missões.

  • Reunindo os dados coletados por diferentes meios, o sistema inteligente cria uma versão virtual do campo de batalha;
  • Analisando os detalhes em tempo real, é capaz de identificar movimentos suspeitos e transformá-los em possíveis alvos, classificando-os por tipo;
  • Também fornece sugestões de ataques com base nos dados, para que o operador escolha a mais adequada para o caso;
  • Em seguida, o comandante toma a decisão e gerencia a campanha pela interface do próprio Project Maven, acompanhando a execução das ações.

The Pentagon's top AI officer live demoed the software the United States military is using right now to select and destroy targets inside Iran.

Cameron Stanley is the Department of War's Chief Digital and Artificial Intelligence Officer and he personally built Project Maven back… https://t.co/ejYyTalYBx pic.twitter.com/C3PzvdttHK

— StockMarket.News (@_Investinq) March 13, 2026

Durante uma demonstração do sistema, o diretor de IA do Departamento de Guerra dos EUA, Cameron Stanley, afirmou que a ferramenta substituiu de oito a nove programas usados nesse trabalho. Além disso, reduziu a equipe de agentes de 2.000 pessoas para apenas 20.

O Maven é alimentado pela IA Claude, mesmo depois da proibição pelo governo Trump, em um impasse quanto ao uso militar da tecnologia. OpenAI, xAI e o Google, o último após mudanças em suas políticas, negociam com a Casa Branca para substituir o bot da Anthropic.

E os resultados?

Não se sabe quais foram os resultados do uso da IA que reduz o trabalho de horas para minutos nos ataques ao Irã, pois o Pentágono não comentou sobre a presença da tecnologia nas ofensivas. A Palantir também se recusou a fornecer detalhes.

Mas como relata a AFP, é possível que o recurso tecnológico tenha aprimorado as campanhas dos EUA na região. A especulação se baseia no ritmo de ataques do país, mirando entre 300 a 500 alvos por dia, possivelmente devido à IA.

O Project Maven teria sido usado, ainda, na operação de captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início do ano, conforme o The Wall Street Journal.

Siga no TecMundo e relembre os motivos que levaram o Google a abandonar o projeto em 2018.

© Dragos Condrea/Getty Images

Uber vai banir motociclistas que acelerarem em excesso

26 de Março de 2026, 18:30

A Uber anunciou na quarta-feira (25) o "Painel de Direção", função projetada para incentivar melhorias nos hábitos de direção, como a redução do excesso de velocidade nas viagens. A novidade é integrada à modalidade Moto.

Reunindo dados coletados automaticamente, baseados no GPS do smartphone do condutor, com as avaliações dadas pelos passageiros, a plataforma vai gerar uma nota para cada parceiro. Dependendo dos resultados, motociclistas que cometerem excessos poderão ser banidos do app.

Como funciona o Painel de Direção do Uber Moto?

Disponível em todo o Brasil, o novo recurso do app de transporte tem no celular do condutor um importante aliado. Ele aproveita as métricas fornecidas pelo GPS do dispositivo para analisar o comportamento do motociclista no trânsito.

  • Em uma tela detalhada, o condutor parceiro irá verificar os registros de cada corrida, incluindo os detalhes sobre a velocidade;
  • Nos eventuais casos de excesso, o sistema apresentará o momento exato da viagem em que o motociclista acelerou demais;
  • O painel também inclui uma seção dedicada aos comentários dos passageiros;
  • Nessa parte, o usuário terá a possibilidade de relatar se o motociclista usou o celular durante a viagem e não respeitou os limites de velocidade das vias.
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O Painel de Direção foi testado durante meses antes da estreia oficial. (Imagem: Uber/Divulgação)

Avaliações baixas, somadas às análises dos dados de viagens, poderão resultar no envio de alertas e conteúdos educativos para melhorar o comportamento. Nos casos mais graves, o condutor poderá ser banido do Uber Moto.

"Nosso foco é alavancar a tecnologia própria da Uber para buscar avanços significativos que possam salvar vidas. O painel é uma forma de trazer uma visão rápida e prática dos comportamentos que podem ser melhorados", afirmou o líder de operações de segurança do app no Brasil, Rafael Thosi.

Outras infrações serão avaliadas

Ainda em 2026, o Painel de Direção do Uber Moto passará por atualizações para adicionar a análise de outros hábitos de direção. Com isso, a tecnologia vai avaliar mais tipos de infrações eventualmente cometidas.

Movimentos de zigue-zague, mudanças de faixa repentinas e curvas fechadas estão entre os próximos hábitos de direção a serem monitorados. O app também incluirá o uso do celular na direção e as frenagens bruscas.

Nos últimos anos, a modalidade reforçou a segurança com a chegada de alerta de velocidade, selfie de capacete e lembrete de uso do capacete. Porém, a plataforma tem enfrentado problemas para operar em São Paulo (SP).

Siga no TecMundo e confira detalhes da operação da modalidade na maior cidade do Brasil.

© Joa_Souza/Getty Images

IA e bots superam tráfego humano e dominam a internet, aponta estudo

26 de Março de 2026, 16:00

Os agentes de inteligência artificial (IA) e os chatbots inteligentes tomaram conta da internet, superando o tráfego online gerado por usuários humanos. É o que diz um estudo da empresa de cibersegurança Human Security, divulgado hoje (26).

Com base em dados de 2025, o relatório "State of AI Traffic" aponta que o tráfego automatizado, gerado por sistemas de software, está crescendo oito vezes mais rápido do que o humano. O tráfego impulsionado por IA é o principal causador disso.

Tráfego automatizado supera o humano

Incluindo recursos de grande popularidade como os bots de IA (ChatGPT, Gemini, Copilot etc), as visões gerais do Google e o preenchimento automático, entre outras ferramentas, o tráfego automatizado dominou a web. O crescimento vem sendo registrado ano após ano.

  • Segundo a análise, o volume mensal cresceu 187% de janeiro a dezembro de 2025, quase o triplo do registrado em 2024, considerando apenas o relacionado às IAs;
  • Mais de 95% se concentra em três setores específicos: varejo e comércio eletrônico, viagens e hotelaria, e streaming e mídia;
  • Pela primeira vez, os sistemas de IA passaram, também, a realizar transações na internet, em vez de apenas ler os conteúdos disponíveis;
  • Isso pode ter relação com o tráfego gerado por agentes de IA, como o OpenClaw, que aumentou quase 8.000% no ano passado.
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Agentes autônomos, como o OpenClaw, aumentaram sua presença na web a partir de 2025. (Imagem: OpenClaw/Reprodução)

"A internet como um todo foi criada com a noção muito básica de que existe um ser humano do outro lado da tela do computador, e essa noção está sendo substituída muito rapidamente", afirmou o CEO da Human Security, Stu Solomon, à CNBC.

O executivo ressaltou que o tráfego automatizado não é necessariamente malicioso. "Temos que viver em um mundo onde as máquinas agem em nosso nome e precisamos estabelecer um nível de confiança que seja duradouro".

Números gerais podem ser diferentes

O estudo foi baseado em dados de um produto da Human Security que processou mais de um quatrilhão de interações entre clientes em 2025. Ou seja, a análise considerou apenas essa amostra e não a web como um todo.

Assim, os números da atividade automatizada em toda a internet podem ser diferentes. "Depende da amostra que você obtém. Depende de onde você está obtendo os dados, de onde vêm as medições", observou o professor da Universidade de Indiana (EUA), Filippo Menczer.

A empresa responsável pelo levantamento reconhece a dificuldade de identificar o tráfego automatizado na internet como um todo, devido à falta de informações completas. De qualquer forma, apontou o estudo como um retrato confiável da rede.

Curtiu o conteúdo? Então, continue no TecMundo e conheça a teoria da internet morta, que tem relação com o tema abordado no estudo.

© NAJAnaja/Getty Images

Armas autônomas (killer robots): por que a ONU tenta regular

25 de Março de 2026, 19:15

Nos conflitos armados atuais, como nas guerras entre Rússia e Ucrânia e nas ofensivas conjuntas de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o uso de inteligência artificial no campo de batalha tem ganhado destaque. A tecnologia está no planejamento de ataques e em armas autônomas.

Também conhecidos como “killer robots”, os armamentos avançados incluem, principalmente, drones sem operadores humanos. Apesar das vantagens, a presença contínua desses recursos em cenários de batalha levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a pedir a regulação e até a proibição de tais máquinas.

O que são armas autônomas

Chamados de “Lethal Autonomous Weapon Systems” (LAWS) ou “Sistemas de Armas Autônomas Letais” em tradução livre, esses dispositivos de guerra possuem capacidade de identificar e atacar alvos sem depender de controle humano. Para tanto, utilizam sensores e IA, entre outras tecnologias.

Os mecanismos integrados às armas registram e analisam dados do campo de batalha, entendendo o ambiente e diferenciando pessoas de veículos e objetos. Com base nessas informações, os sistemas automatizados selecionam alvos e tomam a decisão de atacar ou não por conta própria.

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Essa categoria é representada principalmente pelos drones autônomos. (Imagem: NiseriN/Getty Images)

Inicialmente restritos à ficção, os robôs de combate aparecem em diferentes formatos, como drones alimentados com IA, submarinos não tripulados e outros tipos de veículos autônomos. Até mesmo robôs humanoides para usos militares já foram testados.

É importante destacar que as versões mais avançadas da tecnologia bélica ainda não foram totalmente implementadas. Porém, os drones autônomos, que localizam alvos e disparam mísseis, estão entre as armas mais usadas nos conflitos recentes.

Diferença entre armas automatizadas e autônomas

Em geral, os equipamentos da guerra moderna são classificados em três categorias. Na primeira e mais básica, o sistema localiza o alvo e se prepara para o ataque, mas requer a aprovação humana explícita para o disparo.

Na intermediária, a máquina pode iniciar o ataque, mas um operador humano consegue interromper a ação. Já na terceira categoria, os killer robots operam sem depender de ordens, representando a mais avançada e controversa versão dos LAWS.

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As armas automatizadas dependem da operação humana. (Imagem: Onfokus/Getty Images)

Ou seja, a primeira e a segunda categoria são consideradas automatizadas ou automáticas, pois seguem um ciclo predefinido e exigem ativação do operador. Sistemas de defesa que lançam mísseis após a detecção e metralhadoras são exemplos disso.

Por sua vez, a última conduz operações militares complexas autonomamente, localizando e atacando alvos de maneira independente, com o auxílio da IA, como os drones kamikaze. Como a intervenção humana pode ser nula, ela alimenta debates sobre ética na guerra.

Como a inteligência artificial é usada nesses sistemas

Os robôs de combate são resultado de uma grande combinação de tecnologias, como sensores que monitoram o ambiente, sistemas LiDAR gerando mapas 3D e câmeras térmicas. Dependendo do tipo pode haver, ainda, radares para identificar movimentos.

Todos esses componentes geram uma extensa quantidade de informações para o panorama completo e em tempo real do local. Sem operadores, o processamento é feito por algoritmos de IA treinados em amplos conjuntos de dados.

A tecnologia diferencia, em milissegundos, civis de soldados, carros de equipamentos de guerra e daí por diante.

Decisões sem intervenção humana

Nos armamentos com IA, os modelos de linguagem fazem as avaliações de ameaças. Eles consideram aspectos como o perigo representado pelo alvo, as movimentações e o valor da ação, entre outros, para decidir sobre o ataque.

Depois de analisar tudo isso, em segundos, a IA decide sem qualquer intervenção humana. Além da rapidez, outro diferencial é a ausência de julgamento ético, o que representa um grande perigo, na visão dos críticos.

Riscos para civis e conflitos armados

Na guerra moderna, o uso de armas com capacidade de decidir autonomamente oferece vantagens estratégicas. No entanto, esses sistemas levantam preocupações quanto à segurança, pois assim como os bots convencionais, a tecnologia de combate também pode errar.

Se a IA alucinar durante a missão, existe a chance de confundir alvos, mirando em civis ou trocando armazéns de armas por hospitais ou escolas, lançando mísseis no prédio errado. A tragédia pode ser maior se envolver enxames de drones autônomos.

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Os enxames de drones autônomos tornam a tecnologia ainda mais poderosa. (Imagem: onurdongel/Getty Images)

Esses grupos de aeronaves atingem diversos alvos simultaneamente. Segundo a ONU, isso fere os princípios de proporcionalidade e precaução inseridos no Direito Internacional Humanitário (DHI), que limita os efeitos dos conflitos armados.

Além disso, há outro perigo a se considerar: a segurança cibernética. Caso invasores acessem sistemas controlados por adversários, poderiam reprogramar as armas, fazendo-as se voltarem contra os operadores originais.

Por que a ONU tenta regular os killer robots

Um dos principais opositores dos robôs assassinos no campo de batalha, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, já abordou os riscos da tecnologia em várias ocasiões. Em um relatório de 2025, ele apontou a incapacidade da IA de respeitar o princípio da distinção como um dos maiores problemas.

Conforme o chefe das Nações Unidas, a inteligência artificial é propensa a produzir resultados distorcidos ao absorver vieses. Na hora de distinguir entre civis e militares, o gênero, a raça e a idade são analisados pelos sistemas autônomos, podendo levar a decisões equivocadas.

Por isso, Guterres defende o controle humano para evitar erros e pediu a proibição das ferramentas. “Não há lugar para sistemas de armas autônomas letais em nosso mundo. Máquinas que possuem o poder e a capacidade de tirar vidas humanas sem controle humano devem ser proibidas pelo direito internacional”, declarou.

Debates internacionais sobre regulamentação

Desde meados da década passada, membros da ONU têm considerado regulamentar LAWS. Os debates acontecem no âmbito da Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW), que trata da possibilidade de violação do direito humanitário.

Iniciativas como “Pacto para o Futuro” e “Stop Killer Robots” são algumas das mais recentes. Porém, as conversas ainda não avançaram, devido a dúvidas sobre o que caracteriza sistemas autônomos e como funcionaria o controle humano mais significativo.

Guterres alertou sobre a necessidade de urgência da regulamentação, diante do uso cada vez maior da tecnologia na guerra moderna. “O tempo está se esgotando para tomarmos medidas preventivas”, ressaltou.

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António Guterres é um dos maiores opositores dos armamentos com IA. (Imagem: Michael M. Santiago/GettyImages)

Desafios éticos e legais no uso de Killer robots

De acordo com a ONU, o primeiro caso de armas autônomas atacando pessoas sem envolvimento com guerras ocorreu em 2021. Na ocasião, civis se tornaram alvo de um drone sem operador humano na Líbia, incidente que acendeu, de vez, o alerta em relação aos perigos dessa tecnologia.

Em um caso como esse, quem seria o responsável pelo erro da máquina? O desenvolvedor, que criou o código do sistema, a fabricante da aeronave não tripulada ou o comando militar que decidiu implementar o mecanismo?

Nas discussões sobre a regulamentação internacional das armas que funcionam de maneira autônoma, essa é uma das dúvidas que dificultam a criação de leis rígidas. Países como Nova Zelândia e Áustria estão entre os que defendem regras rigorosas, incluindo a proibição total.

Por outro lado, EUA, China, Rússia e Israel opõem-se às restrições, argumentando que os armamentos com IA serão cruciais nos conflitos futuros.

Onde essas tecnologias já são utilizadas

Mesmo com os riscos das armas autônomas na guerra, vários países desenvolveram ou implementaram essas máquinas. O drone turco Kargu-2, que opera em modo autônomo buscando e atacando alvos, é um dos exemplos. Ele teria sido usado no conflito na Líbia, citado acima.

Também há o drone russo ZALA KYB, funcionando sem auxílio humano direto, e o israelense Harop, capaz de voar por horas aguardando para atacar. Outro destaque é o Boeing MQ-28 Ghost Bat, que atua ao lado de outras aeronaves militares e deve ser adotado pela Austrália.

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Em meio aos debates sobre ética na guerra, a tecnologia é usada nos conflitos atuais. (Imagem: Olena Bartienieva/Getty Images)

Atualmente, o conflito entre Rússia e Ucrânia se tornou o maior campo de teste da nova tecnologia bélica. Relatórios sugerem que a maioria das aeronaves não tripuladas ucranianas têm algum nível de automação, atraindo o interesse dos EUA, com as tropas russas também desenvolvendo sistemas inovadores.

Sabia que os drones autônomos podem ser úteis, ainda, para a astronomia? Descubra como eles ajudam a procurar meteoritos que caem na Terra.

© sommersby/Getty Images

Mercado Livre anuncia R$ 57 bi em investimento e 10 mil novas vagas no Brasil

25 de Março de 2026, 17:30

O Mercado Livre anunciou na terça-feira (24) que vai investir um total de R$ 57 bilhões para ampliar sua operação no Brasil, em 2026. Este será maior valor aportado pela empresa até então, representando um salto significativo em relação aos R$ 38 bilhões do ano passado.

Junto com o aporte histórico, a gigante do comércio eletrônico revelou a abertura de 10 mil novas vagas de trabalho em diferentes segmentos. A previsão é de que a companhia encerre o ano com mais de 70 mil contratados.

Principais focos do investimento

De acordo com o Mercado Livre, o aporte recorde será direcionado a três áreas, principalmente, que receberão os maiores recursos. A logística é uma delas, com a abertura de 14 novos centros de distribuição.

  • Operando no modelo fullfilment, essas instalações funcionam como hubs logísticos, permitindo gerenciar todo o processo de pós-venda, resultando em envio rápido ao consumidor;
  • Com as inaugurações, a empresa chegará à marca de 42 unidades fullfilment no Brasil, um acréscimo de 50%;
  • As novas unidades também poderão contribuir para o fortalecimento da plataforma de marketplace, outra área que a marca deseja focar;
  • Os planos são de aumentar a penetração do e-commerce no Brasil, atualmente em 17%, patamar distante dos Estados Unidos (27%) e da China (32%).
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O Mercado Livre também tem planos de melhorar a penetração do comércio eletrônico no Brasil. (Imagem: FG Trade/Getty Images)

"Com este aporte anual, o Mercado Livre reafirma a confiança no Brasil como um dos mercados mais promissores para e-commerce e serviços financeiros no mundo. Estamos focados em tornar nosso ecossistema mais eficiente e acessível, melhorando a experiência dos usuários", afirmou o porta-voz da companhia, Fernando Yunes, em comunicado.

Em relação às vagas no Mercado Livre, a maior parte desta nova oferta será destinada às equipes de logística, serviços financeiros e tecnologia. Tais setores são considerados cruciais para garantir a eficiência de todo o ecossistema.

Investimentos no Mercado Pago

O segmento financeiro é o terceiro eixo em que a organização concentrará os investimentos em 2026, com destaque para o Mercado Pago. Os planos incluem consolidar o banco digital como o preferido dos brasileiros.

Neste sentido, a companhia prevê a ampliação do portfólio de crédito para pessoas físicas e empreendedores. A fintech vem se destacando com o uso da tecnologia na democratização do acesso aos serviços financeiros, integrando-os à experiência de compra no marketplace.

"Para 2026, vemos grandes oportunidades e continuaremos investindo com disciplina para encantar nossos usuários e vendedores e gerar valor para a sociedade brasileira", apontou Yunes, que é vice-presidente executivo de Commerce do Mercado Livre na América Latina.

Gostou do conteúdo? Siga no TecMundo e conheça o Modo Blindado, nova ferramenta de segurança para quem tem conta no Mercado Pago.

© onurdongel/Getty Images

Firefox ganha VPN gratuita e mais melhorias em nova versão

25 de Março de 2026, 17:00

A Mozilla lançou na terça-feira (24) o Firefox 149, versão atualizada que traz uma série de novidades. Entre os destaques, há a Rede Virtual Privada (VPN) gratuita e integrada ao navegador para melhorar a segurança.

O browser também adicionou o modo de tela dividida, ferramenta interessante para utilizar no trabalho e estudos. Com o recurso ativado, é possível visualizar duas páginas lado a lado, ao mesmo tempo, sem a necessidade de alternar entre as abas.

VPN gratuita com 50 GB mensais

A VPN grátis do Firefox chega para resolver um problema comum quando se trata do serviço oferecido sem custos: o tratamento dos dados. Como a ferramenta é integrada ao navegador, segue o seu modelo de privacidade adotado, segundo a desenvolvedora.

  • Isso também permite manter toda a navegação em um mesmo ambiente, já que não é preciso baixar apps externos nem gerenciar conta para acionar o recurso;
  • Segundo a Mozilla, o tráfego é direcionado por meio de um proxy para ocultar o endereço IP e a localização do usuário;
  • Além de melhorar a segurança durante a navegação, a VPN também possibilita acessar sites e conteúdos que tenham algum tipo de bloqueio regional;
  • Outro detalhe importante é que a VPN gratuita do Firefox oferece 50 GB de dados por mês.
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Para ativar a VPN do Firefox basta clicar no botão da função na barra de endereços do navegador. (Imagem: Mozilla/Divulgação)

Essa quantidade de tráfego mensal não se equipara às versões pagas do serviço para uso constante em plataformas de streaming, por exemplo. No entanto, deve atender à navegação diária sem maiores dificuldades.

A má notícia, por outro lado, é que a VPN integrada ao navegador está disponível exclusivamente nos Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido, por enquanto. Ainda não há previsão de lançamento em mais países.

Outras novidades do Firefox 149

Junto com a VPN sem custos e a visualização dividida, a nova versão do browser adicionou a API Sanitizer, se tornando o primeiro a incluí-la. O padrão de segurança bloqueia ataques cibernéticos antes que eles cheguem ao usuário.

O programa traz, ainda, as Notas em Abas, para fazer anotações em qualquer página aberta, que precisam ser ativadas na seção Firefox Labs. Outra novidade que também exige habilitação manual é a função com IA para resumir páginas e comparar produtos.

Para ter acesso às novas ferramentas, basta atualizar a versão em uso para o Firefox 149 ou realizar o download do navegador no site oficial, caso não o tenha. Ele está disponível para Windows, macOS e Linux.

Continue no TecMundo e descubra como os venezuelanos recorreram às VPNs após o ataque dos Estados Unidos no início do ano.

© Mozilla/Divulgação

SongDNA: Spotify lança função que revela origens de músicas

24 de Março de 2026, 12:30

O Spotify começou a liberar nesta terça-feira (24) o "SongDNA", função que oferece ao ouvinte a possibilidade de explorar as origens de suas músicas favoritas, conhecendo as conexões criativas por trás da obra. A novidade chega para usuários pagos no Android e no iOS.

A ferramenta, que se assemelha aos créditos interativos do Tidal, foi desenvolvida com base no banco de dados colaborativo WhoSampled, adquirido pela gigante do streaming de áudio no ano passado. A ideia é dar mais visibilidade a quem trabalha nos bastidores da produção musical.

Como funciona o SongDNA do Spotify?

Integrada à tela "Tocando Agora", a funcionalidade expande a já existente "Sobre a Música", permitindo descobrir mais detalhes da canção atualmente em reprodução na plataforma. A partir daí, é possível ter uma experiência interativa à procura de conexões.

  • Ao tocar no cartão SongDNA, o app exibe compositores, produtores e colaboradores que participaram daquela faixa;
  • Também é possível conferir samples e interpolações que ajudaram a moldar o som, bem como navegar pelas versões inspiradas na canção;
  • O recurso oferece, ainda, a chance de interagir com os criadores para descobrir outros artistas com os quais eles trabalharam, conhecendo novas produções;
  • "É uma maneira interativa de acompanhar as conexões entre as faixas e ver como artistas, épocas e gêneros se cruzam, proporcionando uma compreensão mais profunda de como o que você está ouvindo foi criado", explicou o Spotify.
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A função SongDNA está disponível em músicas compatíveis para assinantes do Spotify. (Imagem: Spotify/Divulgação)

A novidade também traz benefícios para quem trabalha na indústria musical. Por meio dela, encontrar novos colaboradores, produtores, engenheiros de som e outros profissionais da área fica mais fácil.

De acordo com a plataforma, as informações exibidas no "DNA da música" são geradas por uma combinação de dados recebidos de artistas e suas equipes, complementadas por detalhes fornecidos pela comunidade. As conexões podem ser revisadas para garantir maior confiabilidade.

Disponibilidade

A função SongDNA do Spotity está sendo liberada gradualmente para os assinantes, em todo o mundo, no app para dispositivos móveis. A previsão é que o lançamento esteja concluído até abril.

Quem já tem acesso ao recurso pode encontrá-lo ao abrir a opção "Em reprodução", rolando a tela para baixo até o card SongDNA nas faixas compatíveis. Toque nele para conferir as informações e nos links para descobrir mais detalhes.

A novidade foi liberada no seu app? O que achou da ferramenta? Conta pra gente, comentando nos perfis do TecMundo no Instagram e no Facebook.

© stockcam/Getty Images

Professor brasileiro usa Assassin's Creed em sala de aula e é celebrado pela Ubisoft

24 de Março de 2026, 08:15

O vídeo de um professor usando o jogo Assassin`s Creed Syndicate para auxiliar no aprendizado em sala de aula, que viralizou nas redes sociais nos últimos dias, também chegou à Ubisoft. A empresa celebrou o método adotado pelo educador.

"Um mentor com seu próximo grupo de iniciados", escreveu a produtora no perfil oficial do game no X, nesta segunda-feira (23). A postagem foi acompanhada do vídeo que exibe o professor brasileiro, Wesley Bernardo, rodando o título em um PlayStation 5 na escola.

Aula sobre Revolução Industrial com Assassin`s Creed

No vídeo viral, o docente aproveita cenas do game para ilustrar a aula sobre a Revolução Industrial, processo marcado por grandes transformações tecnológicas, econômicas e sociais iniciado no século XVIII, na Inglaterra. O novo modo de produção se consolidou nos dois séculos seguintes.

  • "Usando o jogo Assassin's Creed Syndicate no 8º ano do ensino fundamental, para mostrar como eram as vivências dos trabalhadores dentro das indústria no século XIX", escreveu Wesley, em seu perfil no Instagram;
  • Segurando o controle do PS5, o professor aborda o uso do carvão como fonte de energia para as máquinas da época, movimentando o personagem pelos cenários;
  • Também são mostradas as máquinas a vapor e o ambiente insalubre em que elas funcionavam;
  • Em seguida, ele fala sobre os riscos aos quais eram expostos os operários que trabalhavam naquele tipo de serviço.

Nas imagens é possível notar, ainda, que os alunos se mostram bastante atentos à aula, sugerindo que o método adotado funcionou bem para as aulas de História. Já nas redes sociais, o vídeo recebeu inúmeros elogios.

"Parabéns pela iniciativa!", "Ter aula com esse professor deve ser muito brabo" e "Genial! Com certeza, os alunos nunca mais irão se esquecer dessa aula" são alguns dos comentários. Também há sugestões de outros jogos para usar nas aulas e muitas pessoas pedindo iniciativas semelhantes em suas escolas.

Cenários perfeitos para o aprendizado

Os jogos da franquia Assassin`s Creed são desenvolvidos pela Ubisoft com base em períodos reais, o que torna a série uma boa opção para enriquecer as aulas. No caso de Syndicate, lançado em 2015, a cidade de Londres em 1868 é o cenário.

Fábricas funcionando, ferramentas, roupas, rotinas e contrastes sociais da época são alguns dos elementos que aparecem na trama, inserida em meio ao contexto do período inicial da industrialização. Por causa dessas características, muitos professores costumam aproveitar o game no aprendizado.

Sabia que a franquia também inspirou a abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024? Relembre o assunto nesta matéria do Voxel.

© Instagram/Wesley Ribeiro/Reprodução

Samsung vai indenizar usuários do Galaxy S22 por limitar desempenho

21 de Março de 2026, 19:00

A Samsung foi condenada pela justiça da Coreia do Sul a indenizar proprietários de Galaxy S22 por causa de um app instalado nos smartphones da série que limitava o desempenho dos aparelhos. A Divisão Civil do Tribunal Superior de Seul divulgou a decisão nesta semana.

No processo aberto há quatro anos, os clientes apontaram o Game Optimizing Service (GOS) como o responsável por frear o desempenho dos celulares em certas ocasiões. O software vinha pré-instalado e era ativado por padrão nos dispositivos top de linha da marca.

Mais de 1.000 apps e jogos afetados

Principais lançamentos da Samsung em 2022, os modelos da série tinham no GOS uma ferramenta para evitar superaquecimentos e melhorar a vida útil da bateria. O sistema entrava em ação quando um jogo pesado era aberto no telefone.

  • Esse software limitava a performance da CPU e da GPU, automaticamente, para diminuir riscos de danos e garantir uma maior autonomia;
  • No entanto, muitos usuários começaram a se irritar com o recurso, que também reduzia a resolução da tela nos momentos de maior exigência de processamento;
  • Estima-se que a desaceleração de desempenho tenha afetado mais de 1.000 apps e jogos, segundo o SamMobile, gerando uma grande insatisfação;
  • Com o aumento das queixas, a Samsung acabou disponibilizando uma atualização para permitir que o GOS fosse desativado, mas isso não impediu os processos judiciais.
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Todos os modelos da linha Galaxy S22 traziam o GOS, conforme o processo. (Imagem: Samsung/Divulgação)

Em março de 2022, um grupo de proprietários acionou a gigante da tecnologia na justiça, alegando publicidade enganosa. Inicialmente, o tribunal concordou com as justificativas dos autores, porém negou a indenização por falta de evidências de danos, à época.

Agora, saiu a decisão final com a qual a empresa concordou para encerrar a ação. O pedido original era de 300.000 wons por celular, o equivalente a R$ 1.058 pela cotação do dia, mas o valor exato que a empresa pagará não foi revelado.

O pagamento será destinado a cada um dos 1.882 consumidores que assinaram a ação coletiva na justiça sul-coreana. Vale lembrar que o Galaxy S22 passou por outros problemas que também geraram processos, como a inutilização do celular após a atualização da One UI.

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© Samsung/Divulgação

Marinheiro francês revela posição de porta-avião nuclear ao usar app de corrida

20 de Março de 2026, 20:30

A localização do porta-aviões Charles de Gaulle foi revelada depois que um marinheiro usou o aplicativo Strava para registrar suas atividades físicas no convés da embarcação francesa, conforme noticiou o Le Monde na última quinta-feira (19). 

O caso aconteceu na semana passada e na ocasião o navio estava a noroeste do Chipre, a cerca de 100 km da costa da Turquia, quando o tripulante compartilhou os dados de seus exercícios, registrados em um smarwatch, com o app de corrida. A presença dos militares na região tem relação com a guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã.

Colocando a tripulação em risco

De acordo com o jornal, o tripulante do porta-aviões nuclear da França possui um perfil público no Strava. Dessa forma, qualquer pessoa com acesso à plataforma pôde ver os dados compartilhados por ele e foi assim que a reportagem descobriu a localização do navio.

  • No último dia 13, o oficial da Marinha francesa enviou ao app os registros dos pouco mais de 7 km de corrida, percorridos em quase 36 minutos, incluindo os dados do GPS de seu relógio;
  • Comparando essas informações com imagens de satélite da região, na mesma data, o jornal confirmou que a embarcação de 262 m de comprimento estava mesmo na área;
  • Pelo perfil do marinheiro apelidado de Arthur (nome fictício), foi possível descobrir, ainda, que ele esteve em Cherbourg (França) e Copenhague (Dinamarca) no mês passado;
  • Outros perfis de tripulantes também compartilharam seus dados no app, alguns com fotos das atividades, do convés e da paisagem, igualmente revelando a posição do Charles de Gaulle.
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O perfil público do marinheiro no Strava mostrou os dados da corrida e também o local em que a atividade aconteceu. (Imagem: Le Monde/Reprodução)

Embora a missão do porta-aviões não fosse um mistério, já que a passagem pela região havia sido anunciada no início do mês, o compartilhamento do posicionamento em tempo real representa riscos no contexto do conflito atual. Recentemente, bases francesas foram atacadas pelo Irã.

Nessas ofensivas, um soldado foi morto e outros seis ficaram feridos, depois de um ataque com drones direcionado à base localizada no Iraque.

Questionado sobre a descoberta da localização do navio por meio do app de corrida, o Estado-Maior das Forças Armadas da França disse que a divulgação desses dados "não está em conformidade com os regulamentos vigentes". As autoridades disseram que tomarão “medidas apropriadas” para solucionar o caso.

Curtiu o conteúdo? Siga no TecMundo e conheça o Geospy, app com capacidade de descobrir o local em que uma foto foi tirada.

© jeangill/Getty Images

'Alien.gov': EUA registram domínios para arquivos sobre ETs

19 de Março de 2026, 19:00

O governo dos Estados Unidos registrou os domínios "alien.gov" e "aliens.gov" sugerindo que a divulgação de arquivos oficiais sobre vida alienígena está próxima de acontecer. O assunto foi abordado pelo presidente Donald Trump no mês passado.

Na ocasião, o republicano determinou a publicação de documentos governamentais relacionados a vida fora da Terra, objetos voadores não identificados (OVNIs) e fenômenos aéreos não identificados (UAPs). A ordem veio depois que o ex-presidente Barack Obama disse que os “ETs são reais”.

Sites ainda não foram lançados

Identificados por um perfil na rede social Bluesky especializado em monitorar sites oficiais de órgãos ligados à administração federal, os dois novos domínios associados ao governo dos EUA ainda não levam a nenhuma página. Ou seja, eles foram apenas registrados, até o momento.

  • No site WHOIS, que armazena dados sobre proprietários de domínios na internet, é possível saber que eles foram criados na terça-feira (17);
  • A plataforma informa, ainda, que os domínios "alien.gov" e "aliens.gov" foram registrados pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA);
  • O serviço também informa se tratar de um domínio de nível superior governamental, mas oculta outros detalhes;
  • Subordinada ao Departamento de Segurança Interna (DHS), a CISA atua na proteção de infraestruturas críticas do país contra ataques online.
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Conforme a imprensa dos EUA, o governo Trump vai divulgar arquivos sobre supostos alienígenas nos novos domínios. (Imagem: Jacob Wackerhausen/Getty Images)

Procurada pela imprensa americana, a Casa Branca não forneceu maiores informações. O governo Trump se limitou a dizer que todos devem "ficar atentos", com a mensagem acompanhada de um emoji de alienígena, aumentando o mistério.

Nos últimos anos, o Pentágono tem intensificado as investigações sobre OVNIs e realizado audiências com líderes militares de alto escalão. Porém, um relatório recente aponta que não foram encontradas evidências de tecnologias extraterrestres.

Por outro lado, antigos oficiais e investigadores independentes sugerem que o governo não diz a verdade. Ex-membro de inteligência da Força Aérea dos EUA, David Grusch afirmou, em 2023, que o país possui naves e material biológico não humano de seus pilotos.

Não viu a entrevista de Obama que trouxe o tema de volta ao noticiário? Leia os detalhes nesta matéria.

© ktsimage/Getty Images

'Lei Felca': ECA Digital entra em vigor hoje (17); entenda as novas regras

17 de Março de 2026, 06:00

A "Lei Felca" entra em vigor nesta terça-feira (17), dando um passo a mais rumo à regulação do ambiente digital no Brasil. Apontada como uma das legislações mais rigorosas no segmento, globalmente, ela estabelece novas regras para a proteção de menores de 18 anos na internet.

Também conhecida como "ECA Digital", em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei 15.211 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em setembro do ano passado. Ela foca principalmente em segurança de dados e riscos virtuais.

Qual é a origem da Lei Felca?

Criada com o objetivo de enfrentar a adultização precoce, a nova legislação voltou ao debate público após um vídeo do influenciador Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, viralizar. Ele denunciava a exploração de crianças e adolescentes nas plataformas digitais.

  • O vídeo, que foi ao ar em agosto de 2025, expôs a circulação de conteúdos mostrando a sexualização de menores na internet;
  • Segundo o youtuber, meninos e meninas retratados com comportamentos tipicamente adultos, o que inclui uso de roupas e linguagem de faixas etárias diferentes, têm sido utilizados em muitos conteúdos online;
  • Em muitos desses casos, a divulgação era ampliada com algoritmos, levando os materiais ao alcance de mais pessoas, e gerava monetização para os criadores;
  • Um dos casos citados na denúncia é o do influenciador Hytalo Santos, que no mês passado foi condenado a 11 anos de prisão pela produção de conteúdos com teor sexual envolvendo menores.
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A nova legislação objetiva mudar a maneira como crianças e adolescentes usam as redes sociais atualmente. (Imagem: hapabapa/Getty Images)

A denúncia teve repercussão imediata, gerando alerta sobre os limites entre a liberdade de expressão e a exploração infantil em meios online. Além disso, o Senado formalizou proposta para criar uma CPI que investigasse influenciadores e plataformas digitais.

Em meio às discussões tratando das responsabilidades das big techs, famílias e autoridades, veio o consenso em relação à necessidade de atualização do ECA, lançado em 1990. Foi assim que surgiu o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).

Novas regras e impactos para crianças e adolescentes

Ampliando o alcance do ECA para o mundo digital, a Lei Felca é baseada no projeto de lei 2.628/2022 do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ela adiciona regras específicas para redes sociais, jogos online, apps e plataformas de streaming.

A atualização estabelece obrigações para empresas e reforça a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção dos menores nos ambientes online. Além disso, assegura a preservação dos direitos à dignidade, segurança, privacidade e desenvolvimento saudável.

Confira as principais mudanças propostas pela Lei Felca:

1. Supervisão parental e verificação de idade

A partir da entrada em vigor do ECA Digital, as plataformas online serão obrigadas a implementar mecanismos confiáveis de verificação de idade. O objetivo é impedir o acesso a conteúdos impróprios para menores de 18 anos.

O controle não poderá ser feito por meio de autodeclaração e, além disso, contas de menores de 16 anos deverão ser vinculadas a um responsável legal. Esses perfis terão recursos para restringir contatos, limitar tempo de uso e aprovar compras em apps e jogos.

2. Proibição de loot boxes para menores

A nova legislação proíbe a oferta de caixas de recompensas (loot boxes) em jogos eletrônicos para crianças e adolescentes. Conforme o texto, esse tipo de ferramenta se equivale a jogos de azar, gerando um ciclo viciante de expectativa para os usuários.

3. Regras claras para microtransações

Já as pequenas transações que acontecem em algumas plataformas vão precisar ter transparência total em relação às regras, indicando o que foi adquirido, o valor real e a utilidade. A regra evita a indução a gastos desnecessários.

4. Sem publicidade direcionada a crianças e adolescentes

Outra inovação do ECA Digital é a proibição da personalização de publicidade para menores, com as empresas ficando impedidas de coletar e tratar informações pessoais desse público. Elas também não podem usar análise emocional nem recursos de realidade virtual, aumentada e estendida para tal finalidade.

5. Alerta de conteúdo nocivo

Também ficou estabelecida a obrigatoriedade de as plataformas informarem às autoridades sobre a presença de conteúdos nocivos. Isso inclui materiais com aparente exploração sexual, assédio, cyberbullying, discursos de ódio e incentivo a desafios.

Esses alertas deverão ser enviados ao Centro Nacional de Triagem de Notificações da Polícia Federal. O novo órgão ficará responsável por fornecer dados para investigações e lançar relatórios periódicos com estatísticas.

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Tanto pais quanto as plataformas poderão ser responsabilizados em casos de violações à lei. (Imagem: StockPlanets/Getty Images)

6. Responsabilização de pais e plataformas

Outro ponto importante do ECA Digital é a responsabilização solidária entre pais e gigantes da tecnologia. Se uma criança for exposta a conteúdos nocivos, tanto os responsáveis quanto a plataforma que permitiu o acesso poderão ser notificados.

No caso dos pais, há ainda a responsabilização por exposição abusiva dos filhos para gerar engajamento. Dessa forma, o uso de crianças em campanhas de publicidade online terá modificações.

7. Proibição de rolagem infinita

Ferramentas que prendam a atenção de crianças e adolescentes, como a rolagem infinita de feed, também serão vetadas com a entrada em vigor das novas regras. Esse tipo de design de interface carrega conteúdo automaticamente ao descer a página.

Embora resulte em navegação mais fluida, o recurso é considerado um mecanismo viciante, maximizando o tempo de tela e capturando a atenção do usuário. Dessa forma, a interface das redes sociais deverá passar por mudança nas versões para menores.

8. Abrangência da lei

Exigindo, ainda, a proteção de dados e privacidade habilitada por padrão nos recursos destinados a menores, o ECA Digital é válido para qualquer serviço online acessado por crianças e adolescentes no Brasil. Empresas sediadas no exterior também deverão cumprir as regras.

Vetos e punições aos infratores

Durante a tramitação do projeto, o poder executivo vetou três pontos. Um deles atribuía à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o encaminhamento das ordens de bloqueio às plataformas infratoras.

Também não avançaram o artigo que propunha a destinação dos valores obtidos com multas ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (FNCA) e a entrada em vigor da lei após um ano da publicação. Neste último caso, o prazo definido foi reduzido para seis meses.

O tema é polêmico e trouxemos duas visões no TecMundo:@ayubio com A Lei Felca pode bloquear o Linux no Brasil? https://t.co/8MtR3MQp1n@prenass com O Linux sobreviverá ao ECA Digital: https://t.co/lzxmTHBLyO pic.twitter.com/RPx229xVgQ

— Felipe Payão (@felipepayao) March 16, 2026

Já em relação às punições, as empresas que descumprirem as normas da Lei Felca ficam sujeitas a advertência, pagamento de multa e suspensão temporária. Dependendo do caso, há chance de proibição da plataforma infratora no Brasil.

As multas podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico ou variar de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário cadastrado, limitada a R$ 50 milhões, se não houver faturamento. As penas previstas no Código Penal também se aplicam à nova lei.

E você, o que pensa sobre o assunto? Comente nos perfis do TecMundo no Instagram e no Facebook e aproveite para conhecer visões antagônicas a respeito da Lei Felca nesta matéria.

© Felca/YouTube

Ar-condicionado 9.000 BTUs: conheça 7 melhores opções do mercado

16 de Março de 2026, 19:15

Chegou a hora de trocar o ventilador por um equipamento mais potente e eficiente, mas você não sabe qual escolher? O ar-condicionado 9000 BTUs é uma boa opção, principalmente para uso em ambientes de tamanho reduzido.

Indicado para quartos, salas, escritórios e outros cômodos pequenos, ele é um dos mais populares, trazendo equilíbrio entre preço e eficiência energética. Além disso, pode incluir funcionalidades extras, como recursos inteligentes.

Samsung, Midea, LG e Electrolux são algumas das marcas que oferecem versões com tal potência, ajudando a espantar o calor. Qual ar-condicionado 9000 BTUs comprar? O TecMundo lista, a seguir, 7 modelos com essa capacidade de refrigeração.

Definição de BTUs: entenda o que é

Antes das sugestões para aprimorar a climatização residencial, vale citar informações úteis para a escolha do equipamento. Uma delas é sobre a sigla BTU, que gera muitas dúvidas.

A British Termal Unit, ou Unidade Termal Britânica, em tradução livre, é uma unidade de medida que descreve a quantidade de energia para modificar a temperatura em um ambiente. Por causa disso, o termo é comum na climatização.

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Os BTUs indicam a capacidade do aparelho de climatização residencial. (Imagem: AndreyPopov/Getty Images)

Os BTUs representam a potência do ar-condicionado e estão entre as principais especificações do aparelho. Dessa forma, quanto maior o número, mais capacidade de resfriamento ele tem, o que também vale para o aquecimento nos modelos com essa função.

Então, é melhor escolher um aparelho com a maior quantidade de BTUs, certo? Não necessariamente. Para evitar gastos excessivos de energia e garantir o resfriamento adequado, o usuário precisa verificar a capacidade para o ambiente de instalação, considerando o tamanho e outros fatores.

O ar-condicionado de 9000 BTUs é indicado para qual tamanho de ambiente?

Ar-condicionado ideal para ambientes pequenos, o modelo de 9000 BTUs combina com cômodos que possuem entre 10 m² a 15 m². Isso vale principalmente para uso residencial, em quartos, salas e escritório de home office, por exemplo.

nos espaços comerciais, essa quantidade de BTUs deve ser usada em ambientes com até 12 m². A diferença se dá pela maior circulação de pessoas e o número a mais de eletrônicos, afetando a eficácia do dispositivo.

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O ar-condicionado 9.000 BTUs é para espaços reduzidos, entre 10 m² a 15 m² em residências. (Imagem: FamVeld/Getty Images)

Fatores que influenciam o desempenho do ar-condicionado

A quantidade de pessoas impacta o funcionamento do eletrodoméstico. Cada morador a mais ou cliente no ambiente comercial é uma fonte de calor extra, podendo fazer a climatização não funcionar adequadamente.

O mesmo vale para dispositivos ligados na energia, como computadores, TVs, lâmpadas, caixas de som e outros eletrônicos. Por isso, é importante considerar esses aspectos ao escolher o melhor ar-condicionado 9.000 BTUs para quarto ou outro ambiente.

E não é só, pois a incidência da luz solar impacta na climatização, sendo necessário optar por uma versão mais potente se o ambiente estiver exposto ao Sol. Dependendo, o ar-condicionado 12.000 BTUs será a solução.

Algumas empresas possuem calculadoras de BTUs que ajudam a definir a potência para cada espaço. É o caso da ferramenta da Electrolux, que calcula a capacidade ideal ao informar a metragem e a exposição ao Sol, entre outros detalhes.

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O consumo de energia pode ser excessivo se o modelo escolhido não for adequado para o ambiente. (Imagem: PonyWang/Getty Images)

Outros critérios de compra

Junto com o cálculo da quantidade ideal de BTUs, é importante saber as diferenças entre o ar-condicionado split, compacto e silencioso, com motor instalado externamente, e o split inverter. Este último mantém a temperatura estável e tem menor gasto energético.

Também há o modelo de janela, mais barato, porém barulhento, e o ar-condicionado portátil, que não depende de obras e funciona em qualquer lugar, mas não é silencioso. Dependendo da região, vale considerar uma opção que resfria e aquece, para uso o ano inteiro.

O ar-condicionado com Wi-Fi é outra alternativa, oferecendo controle pelo celular e recursos extras, inclusive com IA. Verificar o nível de ruído do equipamento e o selo Procel de eficiência energética são outras boas práticas.

7 melhores opções de ar-condicionado de 9000 BTUs

Agora que você sabe a importância de escolher a capacidade de refrigeração pelo tamanho do ambiente, que tal conhecer modelos de ar-condicionado 9.000 BTUs? Listamos, abaixo, 7 opções com características e funcionalidades variadas.

Samsung WindFree Pro Energy 9.000 BTUs

Para quem está em busca de um ar-condicionado 9.000 BTUs econômico, esta versão da Samsung é uma boa aposta. O equipamento deixa a temperatura agradável nos dias mais quentes sem pesar na conta de energia.

Além da eficiência energética, se destaca pelas funções WindFree, que evita o ar gelado no rosto, e Good Sleep, realizando ajustes durante a noite. Ele também traz compressor com silenciador, se conecta ao Wi-Fi e recebe comandos de voz.

Springer Midea Xtreme Save Connect 9.000 BTUs

O sistema com tripla filtragem e ionizador é um dos atrativos deste ar-condicionado split, otimizando a eliminação de vírus, bactérias, pólen e outras impurezas. O aparelho tem, ainda, função noturna com até 75% de economia e modo turbo para resfriamento rápido.

Com o controle remoto, o usuário faz ajustes sem a necessidade de se levantar, mas também é possível modificar as configurações pelo celular. Outro destaque é a função de geolocalização, para ligar/desligar o ar ao se aproximar ou afastar do eletrodoméstico.

LG AI Dual Inverter Voice 9.000 BTUs Quente/Frio

Entre os modelos de ar-condicionado 9.000 BTUs inverter, também vale conhecer a opção da LG que suporta assistente de voz, bastando conectá-lo ao Wi-Fi. Há, ainda, IA para ajustar a temperatura automaticamente.

A operação silenciosa é outro atrativo, emitindo somente 22 decibéis (dB), segundo a fabricante, evitando incômodos ao assistir TV, trabalhar ou dormir. Ele também traz proteção contra maresia.

Daikin EcoSwing Smart Gold 9.000 BTUs Quente/Frio

Com tecnologia exclusiva, apresenta consumo de energia reduzido, eliminando uma das maiores preocupações dos usuários. Além disso, tem baixo nível de emissão de ruído, gás ecológico R-32 e filtragem para melhorar a qualidade do ar.

Quanto à conectividade, possibilita monitorar e controlar o equipamento de qualquer lugar, programando horários para ligar e desligar e ajustar o fluxo de ar, entre outras coisas. Um dos diferenciais é a possibilidade de instalar a evaporadora a até 3 cm do teto.

Electrolux Split Color Adapt Frio com Wi-Fi 9.000 BTUs

Combinando economia e design, o ar-condicionado inverter da Electrolux oferece até 80% de economia e possui tamanho compacto. Outra característica que merece atenção é a possibilidade de personalizá-lo com diferentes cores.

Filtragem tripla para ar saudável, auto limpeza para agilizar a manutenção e o recurso de ar indireto também estão presentes. Ainda segundo a fabricante, ele atinge a temperatura desejada até 37% mais rápido e a mantém estável.

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Além do controle remoto convencional, muitos modelos recebem comandos pelo celular e por voz. (Imagem: mohd izzuan/Getty Images)

Gree G-Top Auto Inverter 9.000 BTUs

Com lugar de destaque na lista de melhor ar-condicionado 9.000 BTUs para quarto, o G-Top traz sete velocidades de operação, produz apenas 24 dB de ruídos e usa o controle remoto para detectar a temperatura e manter o conforto térmico. Já o multi filtro protege contra partículas causadoras de doenças respiratórias.

Ar-condicionado com IA integrada, usa a tecnologia para calcular o melhor ponto de operação, reduzindo o consumo e aumentando a eficiência. A versão também tem conectividade via Wi-Fi e Bluetooth, comandos de voz e auto reparo.

Elgin Eco Inverter II 9.000 BTUs

Qual ar-condicionado 9.000 BTUs comprar? Para finalizar a seleção, escolhemos uma opção da Elgin encontrada nas versões Frio e Frio e Quente. O modelo vem com a função Conforto, que se baseia no sensor do controle para direcionar o ar, e tecnologia Inverter para menor gasto de energia.

Com dimensões compactas, se encaixa bem em espaços reduzidos, usa filtragem com íons de prata e ionizador para eliminar até 99% das impurezas do ar e permite desligar a iluminação do visor para não atrapalhar o sono. Comandos de voz via e gerenciamento pelo celular são outros destaques.

Qual das opções de ar-condicionado 9.000 BTUs da lista você mais curtiu? Conta pra gente e aproveite, também, para conferir um guia completo para auxiliar na escolha em sua próxima compra.

© Lazy_Bear/Getty Images

'Arma de desinformação': Trump acusa Irã de usar IA para distorcer notícias

16 de Março de 2026, 17:00

O Irã estaria utilizando ferramentas de inteligência artificial para espalhar desinformação, em conteúdos relacionados ao sucesso do país na guerra contra os Estados Unidos e Israel, de acordo com Donald Trump. O presidente americano falou sobre o tema no último domingo (15).

Em seu perfil na plataforma Truth Social, o republicano citou exemplos do suposto uso de IA pelo Irã para difundir notícias falsas do conflito. Ele também acusou, sem apresentar provas, veículos de mídia ocidentais de colaboração com o governo iraniano ao divulgar tais conteúdos.

Deepfakes sobre a guerra

Segundo Trump, o país do Oriente Médio usou IA para gerar conteúdos como "barcos kamikazes". Com a tecnologia, teriam sido criadas imagens falsas de um ataque bem-sucedido contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

  • O presidente dos EUA também alegou que as imagens de um comício que teria reunido 250 mil pessoas em apoio ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, são fictícias;
  • Para o chefe da Casa Branca, esse evento nunca foi realizado e a multidão que aparece no conteúdo é resultado de manipulação com ferramentas inteligentes;
  • Com relação a tais declarações, a Reuters analisou vídeos gravados no porto de Basra, no Iraque, mostrando dois barcos iranianos lotados de explosivos em um aparente ataque a navios de combustível, resultando em um tripulante morto;
  • A imprensa do Irã chegou a noticiar ataques ao porta-aviões americano, mas não há muitas informações sobre essa ofensiva em veículos internacionais.
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Donald Trump também criticou a cobertura da guerra feita por emissoras americanas, acusando-as de se alinhar ao Irã. (Imagem: Nathan Howard/Getty Images)

Quanto ao evento com centenas de milhares de pessoas, a agência de notícias não encontrou relatos de multidões se reunindo em Teerã para apoiar o novo chefe do governo. No entanto, manifestações de apoio ao regime, de menor porte, foram registradas.

Em entrevista a bordo do Air Force One, Trump comentou que a IA “pode ser muito perigosa”, mencionando a geração de fake news e alertando sobre a necessidade de ter cuidado com a tecnologia. Conforme o The New York Times, pelo menos 110 imagens geradas por IA sobre o conflito foram identificadas nas duas últimas semanas.

IA contra adversários

Apesar das declarações contra as práticas iranianas, Trump já fez uso semelhante da tecnologia, como lembra o The Verge. Em certas ocasiões, o republicano aproveitou recursos de IA para espalhar desinformação política e atacar oponentes.

A publicação também destaca que o presidente dos EUA tem promovido a desregulamentação do setor no país. Com isso, vários estados apresentam dificuldade para implementar salvaguardas de segurança para o uso de IA.

Na última semana, a Casa Branca divulgou um vídeo feito por IA para alimentar mensagens de guerra, o que tem se tornado recorrente. Continue no TecMundo e saiba mais sobre o assunto nesta matéria.

© Deagreez/Getty Images

Huawei lança no Brasil roteador Mesh X3 Pro com design diferente e Wi-Fi 7

16 de Março de 2026, 14:00

Com foco em design e a promessa de fornecer internet em toda a residência sem falhas, a Huawei lançou o roteador Wi-Fi Mesh X3 Pro no Brasil. O modelo, à venda a partir desta segunda-feira (16), tem o visual minimalista como um dos atrativos.

A proposta é fazê-lo combinar com a decoração da casa, possibilitando colocar o equipamento em mesas e estantes "sem comprometer a estética do ambiente", como afirma a fabricante. Posicionado em locais abertos, o equipamento garante uma melhor distribuição de sinal.

Combinando desempenho e design

Um dos diferenciais do novo roteador da Huawei é a antena de conexão transparente. Ela possui design inspirado em montanhas cobertas de neve, com as luzes refletindo o nascer e o por do Sol, ajudando a complementar a decoração do ambiente.

  • Além do design diferente, o componente amplia a cobertura e a estabilidade da rede sem fio doméstica, segundo a gigante chinesa;
  • O modelo é compatível com Wi-Fi 7 de banda dupla de 3,6 Gbps, oferecendo conexão de alta velocidade para jogos, streaming, chamadas, trabalho home office e navegação;
  • Ferramentas de gerenciamento da rede também estão disponíveis, possibilitando visualizar todos os dispositivos conectados;
  • Disponível para Android e iOS, o app Huawei AI Life identifica aparelhos desconhecidos e bloqueia conexões, mostrando também o histórico de uso cada equipamento.
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O Huawei Wi-Fi Mesh X3 Pro tem um visual bem diferente. (Imagem: Huawei/Divulgação)

Pelo aplicativo, o usuário também consegue criar e gerenciar uma rede exclusiva para convidados. O recurso reforça a segurança, evitando o compartilhamento da senha, e inclui a definição de limites de velocidade e de temporizador para desconexão automática.

"Com o aumento do número de dispositivos conectados nos lares brasileiros, soluções que combinam desempenho de rede, facilidade de gestão e integração com o ambiente doméstico tendem a ganhar cada vez mais espaço, acompanhando a evolução da vida digital dentro de casa", afirmou o gerente de relações públicas da Huawei, Diego Marcel.

Quanto custa o roteador Huawei Wi-Fi Mesh X3 Pro?

Comercializado em duas versões, o Huawei Wi-Fi Mesh X3 Pro tem preço sugerido de R$ 989 no Brasil, no modelo padrão. Já a opção Pro Master, com a torre principal e uma unidade adicional, custa R$ 1.989.

O novo roteador está à venda na loja online oficial da Huawei, em diferentes marketplaces, e também na rede varejista.

Tem dúvidas sobre como funciona um roteador mesh? Continue no TecMundo e leia mais a respeito da tecnologia nesta matéria.

© Huawei/Divulgação

Adobe pagará US$ 75 mi a clientes para encerrar processo de cancelamento de assinaturas

15 de Março de 2026, 15:00

Processada por dificultar cancelamentos de assinaturas, a Adobe anunciou nesta sexta-feira (13) um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar a ação aberta em 2024. A empresa pagará um total de US$ 150 milhões, o equivalente a R$ 798 milhões pela cotação atual.

Desse montante, US$ 75 milhões (R$ 399 milhões) ficarão com a principal agência de aplicação da lei do governo americano. Já a outra metade será destinada aos usuários impactados, por meio da oferta de serviços gratuitos para quem tiver direito ao ressarcimento.

Clientes encorajados a desistir do cancelamento

No processo aberto há quase dois anos, a dona do Photoshop foi acusada de esconder taxas de rescisão de contratos e complicar o encerramento de assinaturas. A denúncia foi feita pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC).

  • Conforme a entidade, termos de uso do plano anual pago mensalmente ficavam ocultos em meio a letras minúsculas e links;
  • Dessa forma, muitos assinantes de serviços como Photoshop e Illustrator não sabiam da cobrança pela rescisão antecipada do contrato;
  • A ação também menciona uma série de dificuldades para cancelar a assinatura, com o cliente precisando passar por inúmeras páginas para confirmar a solicitação;
  • Segundo os autores, a empresa encorajava o assinante a desistir do cancelamento ao aplicar a taxa, que podia chegar a custar centenas de dólares.
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Assinantes de serviços da Adobe nos EUA impactados terão direito ao ressarcimento. (Imagem: MyndziakVideo/Getty Images)

As dificuldades continuavam, ainda, nas tentativas de cancelamento por meio do chat ou ligação telefônica. Há relatos de desconexão dos usuários nos dois casos, com os interessados em encerrar o contrato precisando refazer todo o processo.

Investigando as supostas violações, as autoridades pediram que a companhia encerrasse as práticas relatadas pelos assinantes. Também foi solicitado o pagamento de indenização aos clientes prejudicados.

Adobe nega irregularidades

À época de abertura do processo, a empresa negou as acusações e garantiu transparência no cancelamento de assinaturas. Agora, ela voltou a refutar as queixas, porém concordou em pagar para encerrar a ação.

"Embora discordemos das alegações do governo e neguemos qualquer irregularidade, estamos satisfeitos por resolver esta questão. Concordamos em fornecer US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes elegíveis", afirmou a Adobe, em comunicado.

Os usuários afetados serão notificados assim que o acordo com o Departamento de Justiça estiver formalizado no tribunal.

Gostou do conteúdo? Siga no TecMundo e confira, também, detalhes da saída do CEO da Adobe, que deixou o cargo depois de quase 20 anos.

© David Tran/GettyImages

'Agente do caos': bot autônomo realiza ataques em larga escala no GitHub

14 de Março de 2026, 15:30

Pela primeira vez, um agente de inteligência artificial foi flagrado realizando ataques de larga escala no GitHub utilizando linguagem humana simples. A campanha maliciosa aconteceu no final de fevereiro e foi detectada pela Pillar Security, que revelou os detalhes na última semana.

Batizado de "Chaos Agent", ou "Agente do Caos", em tradução livre, o bot malicioso mirou grandes projetos disponíveis na plataforma, de empresas como Microsoft, Aqua Security e DataDog. Suas capacidades avançadas permitiram encontrar vulnerabilidades e comprometer os sistemas rapidamente.

Causando o caos no GitHub

Também conhecido como "Hackerbot-Claw", o invasor iniciou a operação atacando projetos da Microsoft e da DataDog, sequestrando ferramentas de desenvolvimento para a inserção de comandos maliciosos. Correções emergenciais foram necessárias para barrá-lo.

  • Em seguida, o agente autônomo se voltou ao projeto AwesomeGo, enviando quatro solicitações para testar as defesas em menos de meia hora;
  • Logo depois, passou para a etapa mais devastadora da campanha, focando no projeto Trivy da Aqua Security, onde excluiu 97 versões de software;
  • Nesta fase, também removeu 32.000 estrelas, que funcionam como a principal métrica de popularidade da plataforma;
  • O agente do caos ainda retornou ao AwesomeGo para o roubo de tokens de segurança e se passou por um desenvolvedor legítimo ao invadir um projeto da CNCF.
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O agente autônomo roubou dados e fez modificações nos projetos invadidos. (Imagem: Wanan Yossingkum/Getty Images)

De acordo com os pesquisadores que identificaram a ameaça, o Hackerbot-Claw se mostrou ousado ao enganar outros agentes autônomos no GitHub, induzindo-os a ajudá-lo nos ataques. Bots baseados nas IAs Gemini, Copilot e Claude foram transformados em cúmplices.

Para tanto, o agente de IA malicioso usou um prompt de engenharia social de 2.000 palavras em linguagem natural para enganar os assistentes. Isso levou ao roubo de senhas para acesso a serviços na nuvem e chaves de segurança, entre outros dados confidenciais.

Campanha interrompida

Apesar do sucesso obtido ao comprometer outros bots, o invasor enfrentou resistência de pelo menos um deles. O projeto intitulado Ambient Code, usando o modelo Claude Code da Anthropic, detectou os códigos maliciosos em 82 segundos.

Conforme o relatório, esse foi o único agente que conseguiu deter o ataque no momento da execução. Os pesquisadores também apontaram que, possivelmente, um operador humano supervisionou cada passo dado pelo agente do caos.

Os ataques realizados pelo software malicioso com IA não estão mais ativos e as vulnerabilidades exploradas foram corrigidas. Mas a empresa ressalta que as técnicas adotadas pelo agente podem inspirar novos ataques.

Os conflitos no Oriente Médio também chegaram ao ambiente digital. Siga no TecMundo e saiba mais sobre os ciberataques realizados por um grupo iraniano contra empresas americanas.

© Saulo Angelo/Getty Images

Samsung passa a listar apps compatíveis com conexão via satélite

13 de Março de 2026, 16:00

Os celulares da Samsung começaram a identificar os aplicativos instalados que suportam a conectividade via satélite, em meio à expansão do serviço anunciada recentemente pela empresa. Eles aparecem em um novo menu, descoberto pelo leaker "CID".

Como revelou o informante em seu perfil no X, na quinta-feira (12), a novidade permite saber quais apps funcionam mesmo em áreas sem cobertura das redes móveis e Wi-Fi convencionais. O recurso, no entanto, é restrito a dispositivos selecionados, entre os quais a série Galaxy S26.

Quais apps funcionam na conexão por satélite?

De acordo com o relato, basta acessar o menu "Conexões", dentro das configurações do smartphone Samsung compatível com esse tipo de conectividade, e em seguida ir à opção "Redes de satélite". A lista será baseada nos apps instalados atualmente no telefone.

  • No caso do vazador, a seleção mostra serviços como WhatsApp, Mensagens, Google Maps, X e Grok, entre outros;
  • Ele também consegue usar Google Play Services, Messenger, Samsung Health, Find my Mobile e Conta Samsung se o celular estiver conectado a satélites;
  • Cabe ressaltar que a lista pode variar de usuário para usuário, dependendo dos apps instalados em cada celular;
  • Outro detalhe importante é que as funcionalidades disponíveis dependem da operadora contratada, da tecnologia oferecida na região e do dispositivo em uso, como lembra o Android Authority.
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Novo menu da Samsung lista apps compatíveis com conexão via satélite. (Imagem: X/theonecid/Reprodução)

Nos Estados Unidos, a conexão via satélite da Verizon é limitada ao SOS de emergência e mensagens de texto, não fornecendo navegação convencional. A operadora também exige hardware dedicado para acesso à rede.

Já a T-Mobile comercializa o pacote T-Satellite, em parceria com a Starlink, que inclui pacote de dados para conectividade mais ampla, permitindo usar diferentes apps. Além disso, ela não depende de hardware exclusivo para o acesso via satélite.

E no Brasil?

Os serviços de comunicação via satélite da Samsung ainda não estão disponíveis no Brasil. Dessa forma, o novo menu que lista os apps compatíveis com o serviço não deve aparecer nos celulares em uso no mercado nacional, por enquanto.

A gigante sul-coreana comentou, no mês passado, que trabalha na expansão do acesso à tecnologia em parceria com diferentes operadoras. No entanto, não divulgou um cronograma para o lançamento em mais países.

Não conhece o novo recurso que bloqueia os celulares da marca se eles ficarem inativos durante 72 horas? Confira os detalhes nesta matéria.

© Wellington Arruda/TecMundo

Operação desmantela grupo que vendia armas feitas em impressoras 3D

12 de Março de 2026, 20:00

Uma organização criminosa especializada na fabricação de armas de fogo em impressoras 3D foi alvo de uma grande operação deflagrada nesta quinta-feira (12) em 11 estados. Pelo menos quatro pessoas foram presas até o momento.

Realizada por várias entidades, incluindo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Polícia Civil, a Operação Shadowgun cumpriu cinco mandados de prisão em São Paulo. Mais 36 mandados de busca e apreensão foram registrados em outros estados.

Como funcionava a venda de "armas impressas"?

Usando pseudônimo e máscara para não ser reconhecido, o líder do grupo divulgava um manual explicando como fabricar armas em casa por meio da impressão 3D. O material, bastante detalhado, sugeria o uso de produtos de baixo custo.

  • Conforme a investigação, pessoas com conhecimento intermediário do processo de impressão seriam capazes de realizar o procedimento sem maiores dificuldades;
  • Esse material era comercializado em redes sociais, fóruns online e na dark web, incentivando a produção clandestina de diferentes tipos de armamentos sem rastreabilidade;
  • O chefe da quadrilha é um engenheiro com especialização em controle e automação, segundo o relatório, que também oferecia orientações para a montagem e a calibração das armas impressas;
  • A estrutura incluía, ainda, pessoas responsáveis pelo "suporte técnico" dos produtos, divulgação e articulação ideológica, propaganda e identidade visual.
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Vários materiais foram apreendidos durante a prisão do homem apontado como líder do esquema. (Imagem: Governo de São Paulo/Divulgação)

O grupo atente clientes de 11 estados, segundo as informações oficiais, muitos com antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e outros delitos graves. Os investigadores tentam descobrir se o arsenal clandestino era usado pelo crime organizado.

Ao menos 79 compradores realizaram negociações com a quadrilha, somente entre 2021 e 2022, utilizando criptomoedas nas transações para tornar o rastreamento difícil. Destes, 10 são do Rio de Janeiro, de cidades como Araruama, São Pedro da Aldeia e Búzios, entre outras.

Líder do esquema preso

Entre as pessoas detidas, está o homem apontado como chefe da organização. O suspeito foi localizado em Rio das Pedras (SP), onde os agentes também encontraram revólveres, pistolas e fuzis, além de protótipos de armas de fabricação própria.

Munições de diversos calibres, granadas, coletes, capacetes balísticos e as impressoras 3D usadas na fabricação das armas foram outros itens apreendidos no local, bem como computadores e rádios de comunicação.

Os mandados foram cumpridos, ainda, em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima, entre outros estados. Os detidos podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas.

Que tal conferir as informações sobre outra operação policial de grande proporção? Nesta matéria, falamos sobre a ação da Polícia Federal contra o grupo que desviou R$ 710 milhões em ataques cibernéticos no ano passado.

© Governo de São Paulo/Divulgação

Justiça ordena Stone a reintegrar funcionários demitidos em layoff

12 de Março de 2026, 19:10

A Justiça do Trabalho determinou, nesta quinta-feira (12), que a Stone reintegre todos os funcionários demitidos recentemente. A decisão atende à ação civil pública proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SINDPD-SP).

Concedida pela juíza da 20ª Vara do Trabalho de São Paulo, Rita de Cássia Martinez, a liminar reconhece a nulidade das demissões diante da falta de intervenção sindical prévia, segundo entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 638. Os cortes afetaram 3% da força de trabalho da fintech.

Prazo para reintegração e multa

De acordo com a magistrada, a empresa de máquinas de pagamento terá que reintegrar os cerca de 370 funcionários dispensados em um prazo de até dez dias. A contagem inicia a partir da publicação da decisão.

  • Em caso de não cumprimento da ordem judicial dentro do prazo estabelecido, a Stone terá que pagar multa;
  • Ficou definido o valor de R$ 500, por dia, para cada contratado que não tiver o seu emprego de volta;
  • O despacho também proíbe a companhia de realizar novas demissões coletivas sem negociação prévia com o sindicato;
  • Para este último caso, a justiça fixou multa de R$ 10 mil para cada novo trabalhador dispensado se a empresa descumprir a determinação.
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Os cortes na força de trabalho da fintech de pagamentos atingiram principalmente o setor de tecnologia. (Imagem: andreswd/Getty Images)

"Essa decisão da justiça deixa uma mensagem clara: trabalhador não é descartável e nem estatística para ser eliminada em um processo de ‘reestruturação’. As empresas precisam respeitar a lei, o diálogo social e a negociação coletiva. Demitir em massa sem conversar com o sindicato é desrespeitar a dignidade de quem constrói diariamente os resultados dessas empresas", disse o presidente do SINDPD-SP, Antônio Neto, em comunicado.

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (FENATI), Emerson Morresi, também comemorou a decisão. "Não se trata apenas de um caso isolado, mas de um recado para todo o setor de tecnologia de que demissões coletivas não podem ocorrer à revelia", apontou.

As entidades afirmaram que seguirão acompanhando o caso e o cumprimento da decisão judicial, apoiando os trabalhadores. Já a Stone ainda não se pronunciou sobre a liminar.

Enquanto a empresa justificou as demissões como um "ajuste pontual" na sua estrutura, alguns dos dispensados relataram que foram substituídos por ferramentas de IA. Entenda o caso nesta matéria do TecMundo.

© BrianAJackson/Getty Images

YouTube supera Disney e se torna a maior empresa de mídia do mundo, mostra estudo

11 de Março de 2026, 16:30

O YouTube se tornou a maior empresa de mídia do mundo em receita, superando a Disney, ao registrar US$ 62 bilhões em 2025, o equivalente a R$ 321,9 bilhões pela cotação atual. É o que aponta um estudo da MoffettNathanson, divulgado na segunda-feira (9).

Antiga detentora do título, a The Walt Disney Company teve receita de US$ 60,9 bilhões (R$ 316,2 bilhões) no mesmo período, caindo para a segunda posição. Vale destacar que o faturamento se refere apenas ao setor de mídia da gigante do entretenimento, deixando de fora produtos e parques.

Números em alta do YouTube

De acordo com a consultoria financeira, a plataforma de vídeos do Google começou a escalada rumo ao topo em 2024, quando gerou US$ 50 bilhões (R$ 259,6 bilhões) em receita, se aproximando da concorrente. Grande parte do sucesso vem da publicidade.

  • No quarto trimestre do ano passado, o streaming alcançou US$ 11,4 bilhões (R$ 59,2 bilhões) em receita publicitária, fechando o total anual com mais de US$ 40 bilhões (R$ 207,7 bilhões);
  • Mas a plataforma tem outras boas fontes de receita, que contribuíram para o resultado positivo;
  • O negócio de assinaturas, que inclui YouTube Premium, YouTube Music, NFL Sunday Ticket e YouTube TV, está entre os destaques;
  • São cerca de 10 milhões de assinantes apenas no YouTube TV, atualmente, e estima-se que a plataforma vai superar operadoras de TV paga líderes nos Estados Unidos em alguns anos.
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Os bons resultados financeiros apresentados pelo YouTube foram registrados em 2025, levando a marca ao topo. (Imagem: Zulfugar Karimov/Unsplash)

O relatório destaca, ainda, o enorme volume de recursos distribuídos pelo serviço aos criadores de conteúdo, empresas de música e parceiros de mídia. Foram mais de US$ 100 bilhões (R$ 519,3 bilhões) repassados no ano passado.

"Nos próximos anos, diferentemente de quase todos os outros ativos que analisamos, acreditamos firmemente que o YouTube será um dos principais beneficiários tanto dos fatores estruturais favoráveis quanto dos fatores desfavoráveis que as empresas de tecnologia e mídia enfrentam", previu a consultoria.

Grande valorização de mercado

Com os resultados apresentados pelo streaming do Google em 2025, a plataforma se consolida como a mais valorizada do mercado no segmento, conforme o estudo, ficando muito à frente da rival mais próxima.

A MoffettNathanson estima que o YouTube esteja avaliado entre US$ 500 bilhões e US$ 560 bilhões (de R$ 2,59 trilhões a R$ 2,90 trilhões), no momento. A Netflix é a segunda colocada, com valor de mercado de US$ 409 bilhões (R$ 2,12 trilhões).

Classificando o YouTube como "o novo rei de todas as mídias", a consultoria também apontou o alcance global, os investimentos em inteligência artificial e a capacidade de distribuição de conteúdos como outros pontos positivos da empresa.

Sabia que o YouTube terá anúncios que não poderão ser pulados no app para smart TVs? Confira mais detalhes nesta matéria do TecMundo.

© Nordwood Themes/Unsplash

Por que a China emitiu alerta de segurança contra IA OpenClaw?

11 de Março de 2026, 15:30

Autoridades chinesas estão recomendando aos funcionários de estatais que não instalem o OpenClaw em computadores utilizados para o trabalho, conforme noticiou a Bloomberg nesta quarta-feira (11). A restrição se deve a riscos de segurança relacionados à tecnologia.

Fontes ouvidas pela publicação afirmam que reguladores do governo chinês sugeriram não instalar o agente de IA que ganhou fama no início do ano nem mesmo em PCs pessoais. A ferramenta é a base para acessar o Moltbook, suposta "rede social para bots de IA".

Quais são os riscos do OpenClaw?

De acordo com a reportagem, os alertas oficiais de Pequim dão conta de que o assistente pessoal tem problemas relacionados à privacidade de dados. Por isso, usá-lo em dispositivos com informações sensíveis não seria uma boa ideia.

  • Os relatos apontam que o OpenClaw poderia vazar dados com os quais fosse autorizado a lidar nos computadores de estatais;
  • Também há temor de que o agente autônomo apague informações sigilosas ou as utilize indevidamente, em meio às tensões geopolíticas;
  • A recomendação abrange, ainda, agências governamentais e os maiores bancos do país;
  • Em alguns casos, os trabalhadores foram instruídos a informar seus superiores se já haviam instalado a IA antes dos alertas, para uma verificação de segurança e possível remoção.
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O agente de IA OpenClaw é a base da rede social para bots Moltbook. (Imagem: Moltbook/Reprodução)

Uma das fontes, que falou sob a condição de anonimato, comentou que o uso da ferramenta inteligente não chegou a ser totalmente proibido no seu local de trabalho. No entanto, não ficou claro se as restrições representarão o fim do OpenClaw em órgãos públicos chineses.

Procuradas, autoridades chinesas como o Ministério da Indústria e o regulador de ativos estatais não se pronunciaram a respeito dos alertas sobre riscos de segurança do agente de IA recebidos pelos funcionários.

Centros de tecnologia adotam a novidade

Apesar das orientações para não utilizar o recurso no trabalho, o OpenClaw tem sido adotado em larga escala na China. Recentemente, dois centros de tecnologia do país anunciaram o uso da ferramenta em seus projetos.

Um deles, ligado à comissão municipal de saúde de Shenzhen, ofereceu treinamento para usar o OpenClaw que contou com milhares de participantes, ajudando a expandir a tecnologia no setor. Já em outra iniciativa, um agente autônomo para servidores públicos foi desenvolvido com o software.

Criado por Peter Steinberger, contratado pela OpenAI no mês passado, o projeto de código aberto permite controlar dispositivos e automatizar diversos tipos de tarefas. Com grande capacidade de personalização, ele foi chamado anteriormente de Clawdbot e Moltbot.

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© TecMundo/Gerada por IA

Hackers chineses usam a guerra no Irã como isca para ataques

11 de Março de 2026, 14:30

Links maliciosos escondidos em notícias falsas sobre a guerra no Irã estão sendo utilizados por hackers chineses para atacar alvos militares e a indústria de energia no Catar. Detalhes dessas ações foram revelados pela Check Point Research na segunda-feira (9).

De acordo com a empresa de cibersegurança, duas campanhas maliciosas distintas foram intensificadas em meio aos conflitos no Oriente Médio, aproveitando a ofensiva em curso como isca para as vítimas. O grupo conhecido como Camaro Dragon estaria por trás das operações.

Organizações militares como alvo

Iniciada um dia após o lançamento da Operação Epic Fury por Estados Unidos e Israel, um dos ataques cibernéticos usava fotos da destruição causada por mísseis iranianos nas proximidades de uma base no Bahrein para espalhar malware. Ao abrir a notícia, a cadeia de infecção se iniciava.

  • Quando executado, o arquivo LNK escondido no documento compactado iniciava a conexão com o servidor dos cibercriminosos para baixar softwares comprometidos;
  • Um deles é o Baidu NetDisk, para gerenciamento de arquivos na nuvem, que trazia o trojan PlugX integrado, usado por hackers chineses desde 2008;
  • Esse backdoor modular permite aos invasores acessar o dispositivo infectado remotamente, para executar comandos maliciosos;
  • Monitoramento do PC em tempo real, com registro de teclas digitadas e capturas de tela, além do roubo de dados, são alguns dos recursos do trojan.
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Montagem usada pelos cibercriminosos para distribuir o malware entre os militares do Catar. (Imagem: Check Point Research/Reprodução)

Tal método de infecção não é inédito. Segundo os pesquisadores de segurança, a mesma técnica foi identificada em dezembro passado em ciberataques direcionados a organizações militares da Turquia.

"Essa consistência sugere que o grupo mantém um foco mais amplo em alvos no Oriente Médio, com as operações agora se voltando para entidades no Catar, à medida que o atual cenário regional cria novas oportunidades de ataque", destacou a Check Point, em comunicado.

Ataques à indústria de energia

Já a segunda campanha teve como foco empresas dos setores de petróleo e gás do Catar, de acordo com o relatório. Neste caso, os cibercriminosos usaram IA para criar conteúdo falso se passando pelo governo de Israel e invadir os dispositivos dos alvos.

Escondido em um arquivo compactado que supostamente trazia informações sobre impactos da guerra na indústria energética, o código malicioso levava à instalação do Cobalt Strike. Essa ferramenta é usada legitimamente para a simulação de ataques.

No entanto, o uso malicioso dela proporciona o mapeamento completo da rede invadida. Cibercriminosos frequentemente aproveitam o recurso para avaliar o ambiente e determinar se uma ação mais profunda é válida.

Os especialistas destacaram que organizações e autoridades na região devem ter extrema cautela ao lidar com anexos de emails relacionados aos conflitos no Oriente Médio, principalmente em épocas de tensão. Este foi o principal meio de distribuição dos arquivos maliciosos nas duas campanhas.

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© li dekun/Getty Images

Guerra no Irã pode impactar indústria da tecnologia, alerta Foxconn

6 de Março de 2026, 18:00

Os conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã podem resultar em fortes impactos na indústria em geral, incluindo a tecnologia, dependendo da duração da guerra. O alerta é do CEO da Foxconn, Young Liu.

Em declarações à imprensa nesta sexta-feira (6), o executivo disse que, por enquanto, a maior fabricante de eletrônicos do mundo lida com impactos "limitados" associados às ofensivas no Oriente Médio. Mas a situação tem chance de piorar caso os ataques se prolonguem.

Petróleo e matérias-primas em alta

De acordo com Liu o problema está, principalmente, no preço do petróleo. A região onde a guerra se concentra é uma das maiores produtoras do mundo e tem uma das rotas marítimas mais importantes, o Estreito de Ormuz.

  • O tráfego pela rota teve uma redução significativa desde o início dos conflitos, com embarcações afetadas por interferências no GPS;
  • A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a passagem foi fechada para navios americanos, israelenses, europeus e de países aliados;
  • Controladora do tráfego na região, a entidade disse que petroleiros pertencentes a esses países podem ser atingidos se identificados passando pelo Estreito de Ormuz;
  • Isso vem resultando em uma grande pressão sobre o petróleo, levando a uma disparada nos preços.
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Petroleiros de vários países estão impedidos de passar pelo Estreio de Ormuz, perto do Irã. (Imagem: FarzadFrames/Getty Images)

Para o chefe da Foxconn, os problemas para a indústria ficarão maiores quando os barris forem vendidos a US$ 100 cada (R$ 527,21 pela cotação do dia). Ele acredita que isso terá impacto direto nos preços das matérias-primas.

"Se esses efeitos durarem mais, todos começarão a senti-los. Mas se a duração puder ser curta, pelo menos por enquanto, o impacto não é muito grande, com base no que estamos vendo no momento", afirmou Liu, como relata a Reuters.

O executivo também desejou que a guerra termine "o mais rápido possível" e disse que espera um ano com bons resultados para a empresa. Impulsionada pela alta demanda por dispositivos de IA, a Foxconn registrou receitas recordes.

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© Cheng Xin/Getty Images

LG anuncia novos eletrodomésticos e fábrica no Brasil

5 de Março de 2026, 09:30

A LG anunciou uma série de novidades na edição 2026 do Innofest voltada à América Latina, que se encerra nesta quinta-feira (5) em Cancún (México). Os eletrodomésticos com inteligência artificial, incluindo a primeira WashCombo de 27", estão entre os destaques.

Durante o evento, a empresa também confirmou que vai inaugurar uma nova fábrica no Brasil. A planta industrial tem previsão de iniciar as atividades ainda este ano, reforçando sua capacidade de produção no mercado nacional.

Novidades da LG Innofest 2026 LATAM

Durante seu principal encontro regional, a gigante sul-coreana apresentou as próximas novidades destinadas aos consumidores latino-americanos. Segundo a companhia, os produtos foram projetados com base no estilo de vida desta parte do continente.

Soluções de lavanderia com IA

A LG apresentou a WashCombo de 27" desenvolvida para a América Latina. O modelo segue a preferência desses clientes por lavadoras com abertura superior, seguindo os padrões de uso e a estatura média da região.

O lançamento traz a tecnologia Inverter Heat Pump, permitindo lavagem e secagem, e seletor com interface LCD. O design externo angular, facilitando o acesso às roupas, é outro atrativo.

Novidades também aparecem na linha WashTower, com a estreia de uma opção de 25" e novos modelos de 27" com painel LCD. Os lançamentos se juntam às lavadoras já existentes de 24" e 27".

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A linha de geladeiras da LG também contou com novidades no Innofest 2026. (Imagem: Pedro Castro/TecMundo)

Refrigeradores atualizados

Para a linha de geladeiras, o LG Innofest 2026 LATAM revelou os modelos Fit & Max que maximizam a capacidade interna sem abrir mão da flexibilidade de instalação. A ideia é aproveitar os ambientes com espaço limitados que se tornaram comuns na região.

As novidades incluem o recurso "Cleaning Time", que desativa os avisos de porta aberta, temporariamente, e reduz a atividade do compressor enquanto o eletrodoméstico é limpo.

Novas opções de refrigeradores InstaView com iluminação interna ajustável na tonalidade, para diferentes ocasiões, e o Mini Craft Ice, que cria gelo picado e em cubos, foram outros destaques.

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A LG apresentou várias outras novidades para os consumidores latino-americanos ao longo do evento. (Imagem: Pedro Castro/TecMundo)

Pacotes B2B ampliados

As cozinhas SKS ultra-premium com produtos embutidos, estavam entre as atrações. Elas incluem um refrigerador com gavetas conversíveis e ajustes independentes de temperatura e uma adega que minimiza a vibração e a flutuação de temperatura.

Além disso, a marca revelou pacotes para construtoras adequados às características habitacionais e últimas tendências do mercado imobiliário da região.

Nova fábrica da LG no Brasil

A marca também confirmou a inauguração de uma nova planta no território nacional. Nela, será fabricado um freezer adaptado para o Brasil, com padrão bivolt, puxador embutido, porta plana e o exclusivo Color Picto Display.

De acordo com o vice-presidente de vendas da LG, Rodrigo Fiani, a produção será restrita a refrigeradores, em um primeiro momento. Mas não se descarta a ampliação para mais produtos e o abastecimento de outros países, futuramente.

"Depois, essa fábrica será ampliada para outros produtos no Paraná, então nós vamos ficar com duas plantas, Manaus e Paraná. A gente está com uma produção bem forte de ar-condicionado, para produto residencial e comercial. Nós somos líderes de mercado", afirmou o executivo.

Ele também comentou sobre as linhas de monitores gamers e TV, e destacou que o segmento B2B é uma das principais apostas da marca. "Isso daí a gente quer que seja uns 50% do faturamento da LG nos próximos 5 anos", ressaltou.

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*O TecMundo foi convidado pela LG e está presente no evento em Cancun, México.

© Pedro Castro/TecMundo

Spatial Signage: Samsung lança no Brasil tela 3D que dispensa óculos

5 de Março de 2026, 08:00

A Samsung anunciou, nesta quarta-feira (04), o lançamento do Spatial Signage no Brasil, monitor revelado durante a edição mais recente da Consumer Electronics Show (CES) 2026 , em janeiro. Trata-se de uma tela 3D que dispensa o uso de óculos.

Destinado ao mercado B2B, o display imersivo ajuda a capturar a atenção do público imediatamente, como destaca a gigante da tecnologia. Com isso, se torna uma opção para shoppings, hotéis, lobbies corporativos, joalherias, lojas de luxo e grandes redes.

Diferenciais do Samsung Spatial Signage

Com 85 polegadas, a nova tela 3D da Samsung que não depende de óculos especiais para a visualização de conteúdos apresenta resolução 4K e formato 9:16. Ela cria uma "percepção de profundidade realista a partir de imagens 2D", de acordo com a fabricante.

  • A novidade conta com upscaling em 4K, mapeamento de cores em 16 bits e aprimoramento dinâmico de HDR, entre outros recursos;
  • Essa combinação resulta em imagens mais nítidas, transições fluidas e cores precisas e uniformes, segundo a gigante sul-coreana;
  • Alimentado pelo processador Quantum da marca, o display também traz tecnologia avançada de exibição com profundidade multidimensional;
  • O design ultrafino da tela inovadora é outro atrativo, permitindo que ele se integre à decoração do ambiente sem maiores dificuldades.

Já a gestão de conteúdo acontece remotamente por meio da plataforma na nuvem VXT. Com isso, as empresas podem fazer ajustes em suas campanhas, gerenciar múltiplas unidades em diferentes localidades e padronizar a comunicação visual, reduzindo custos operacionais.

"O Brasil é um mercado estratégico para a evolução da sinalização digital na América Latina. Com o Spatial Signage, damos um novo passo na integração entre experiência física e tecnologia imersiva, oferecendo às empresas uma solução capaz de gerar impacto real no ponto de venda e fortalecer a conexão com o consumidor", destacou o diretor sênior de B2B da Samsung Brasil, Kauê Melo.

Disponibilidade

Com espessura de apenas 52 mm e instalação facilitada em paredes e vitrines, a tela Samsung Spatial Signage já está à venda para empresas no Brasil. A comercialização ocorre por meio dos canais B2B da marca.

O display com tecnologia 3D sem óculos, que proporciona destaque para lançamentos e produtos premium, além de contribuir para uma maior permanência de clientes nos pontos de venda e aprimorar campanhas sazonais de alto impacto, não teve os preços divulgados.

Gostou do conteúdo? Que tal ler mais notícias sobre a Samsung no TecMundo? Na semana passada, a empresa expandiu a comunicação via satélite para mais mercados e smartphones, tecnologia que ainda não está disponível no território nacional.

© Samsung/Divulgação

Após acordo com Pentágono, OpenAI mira negócios com a OTAN

4 de Março de 2026, 18:00

Depois de fechar contrato com o Pentágono, a OpenAI agora mira acordo para fornecer modelos de inteligência artificial aos sistemas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A negociação foi revelada pelo The Wall Street Journal na terça-feira (03).

Conforme a publicação, as tecnologias de IA da desenvolvedora do ChatGPT serão implementadas em "redes não classificadas" da entidade, caso o acordo avance. Fundada em 1949, a aliança militar sediada na Bélgica conta atualmente com 32 países membros.

IA em redes não confidenciais da OTAN

Inicialmente, o CEO da OpenAI disse que a negociação envolvia a integração da tecnologia às "redes classificadas" da organização. A fala surgiu durante reunião da startup realizada recentemente.

  • No entanto, um porta-voz da empresa esclareceu à reportagem que o contrato é para a implantação da IA em redes não confidenciais da OTAN;
  • Esse tipo de sistema é utilizado para o compartilhamento de informações que não têm níveis mais altos de exigência quanto à privacidade;
  • Como não envolvem dados que comprometam a segurança nacional, tais redes servem para o tráfego de dados "convencionais";
  • Trocas de informações relacionadas a serviços administrativos, mensagens cotidianas e dados que não são sinalizados como "segredos de Estado", mesmo que indisponíveis publicamente, circulam nesses sistemas.
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A princípio, Altman disse que a IA seria usada em redes confidenciais da OTAN, o que foi corrigido posteriormente. (Imagem: Andrew Harnik/Getty Images)

Por outro lado, as redes confidenciais citadas por Altman contam com um nível de proteção muito mais elaborado. Nelas, passam dados secretos e informações sensíveis que, se vazadas, podem representar riscos para a segurança de um país.

Não se sabe os valores envolvidos nem quando a tecnologia seria implementada, se o contrato for realmente firmado, pois não há muitas informações disponíveis. A OTAN não se pronunciou, até o momento.

Mudanças em acordo com o Pentágono

Firmado na semana passada, o contrato entre OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos ganhou força após o imbróglio entre o órgão e a Anthropic. A desenvolvedora do bot Claude se mostrou contrária ao uso da ferramenta na vigilância em massa e armas autônomas.

Embora tenha dito que não pretende acionar a IA para tais finalidades, o Pentágono desejava acesso irrestrito à ferramenta. Com o impasse, a Casa Branca determinou que a parceria com a Anthropic fosse interrompida.

Após a repercussão do caso, a dona do ChatGPT decidiu atualizar os termos do acordo com o governo. Na segunda-feira (2), ela comunicou que suas tecnologias não devem ser usadas para vigilância de pessoas nem em sistemas de agências de inteligência.

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© Pixelbizz/Getty Images

Receita apreende R$ 25,4 milhões em eletrônicos contrabandeados

4 de Março de 2026, 17:00

A Receita Federal apreendeu um total de R$ 25,4 milhões em eletrônicos contrabandeados, em todo o Brasil, por meio de diferentes operações realizadas ao longo de cinco dias. Detalhes dessas ações foram divulgados na última terça-feira (03).

Realizado entre os dias 27 de fevereiro e 3 de março, o trabalho ocorreu em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando, celebrado ontem. Ao todo, foram confiscados R$ 69,1 milhões em mercadorias com algum tipo de irregularidade fiscal.

Celulares e mais produtos apreendidos

De acordo com o órgão, os eletrônicos representaram a principal categoria de produtos ilegais apreendidos nas operações especiais. Uma das ações em destaque aconteceu na região de Foz do Iguaçu (PR), perto da fronteira com o Paraguai.

  • Em uma única abordagem a um ônibus, os oficiais apreenderam uma carga de produtos avaliados em R$ 2,5 milhões;
  • Pelo menos 200 smartphones estavam entre os itens confiscados pelos agentes, mas detalhes a respeito dos modelos não foram informados;
  • Diversos medicamentos introduzidos clandestinamente no território nacional também faziam parte da carga;
  • Já as demais operações na mesma área, durante o período, resultaram na apreensão de R$ 4 milhões em mercadorias de diferentes tipos, bem como 156 kg de substância análoga à maconha.
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Parte da carga apreendida em Foz do Iguaçu. (Imagem: Receita Federal/Divulgação)

Abaixo dos eletrônicos, aparecem itens de vestuário e acessórios, somando R$ 15,2 milhões em apreensões. Produtos diversos (R$ 9,3 milhões), cosméticos (R$ 5,7 milhões) e medicamentos (R$ 5,3 milhões) completam o top 5.

Nessas ações, que contaram com a participação de mais de 450 servidores da Receita e apoio de policiais, drones e cães farejadores, mais de 800 kg de drogas foram apreendidos. O trabalho levou, ainda, à prisão de 14 pessoas.

Fiscalização reforçada

As operações comemorando o Dia Nacional de Combate ao Contrabando também incluíram a participação da Polícia Militar de vários estados, Polícia Rodoviária Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre outras instituições. Elas ocorreram em 37 localidades.

Reforçando a fiscalização em rodovias, aeroportos, portos, fronteiras, centros de distribuição e estabelecimentos logísticos e comerciais, a ação especial mirou diversos tipos de práticas ilícitas. Além do contrabando, o foco estava em pirataria e descaminho.

Tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de bens foram alguns dos outros crimes investigados. O comércio ilegal de armas também estava entre os alvos, inclusive resultando na apreensão de 16 canos de fuzil no Aeroporto Internacional de Viracopos (SP).

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© Receita Federal/Divulgação

WhatsApp Premium permitirá fixar até 20 conversas

4 de Março de 2026, 14:00

Novos detalhes sobre os recursos que serão oferecidos aos assinantes da versão paga do WhatsApp seguem surgindo. Uma das funcionalidades extras é a possibilidade de fixar até 20 conversas no topo da lista, salto significativo em relação ao limite atual.

Indícios dessa novidade aparecem na versão de teste mais recente do mensageiro para Android, conforme revelou o WABetaInfo nesta quarta-feira (4). Ela permitirá que uma maior quantidade de bate-papos de alta prioridade fique sempre visível.

Vantagens de fixar mais conversas

Se o usuário tentar fixar mais do que três conversas, atualmente, o app informa que o número máximo foi alcançado. Mas para os futuros assinantes, isso não será problema, com a permissão para fixar no topo mais 17 chats.

  • A ampliação oferece uma maior flexibilidade para manter conversas importantes acessíveis, economizando tempo na busca por elas;
  • O recurso deve ser útil principalmente para administradores de grupos e pessoas que têm grandes volumes de conversas;
  • Quem está ao mesmo tempo em grupos do trabalho, da faculdade e da família, por exemplo, terá a possibilidade de manter essas conversas destacadas no alto da tela;
  • Já para comerciantes, a ferramenta permitirá fixar mais conversas com clientes atendidos no momento e também com funcionários, melhorando a organização.
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Assinantes do WhatsApp Premium terão até 20 conversas fixadas no topo da lista. (Imagem: WABetaInfo/Reprodução)

É importante ressaltar que essa nova função do WhatsApp será exclusiva para assinantes. Outro detalhe é que a Meta comercializará a versão paga como opcional, continuando a oferecer o mensageiro gratuito normalmente.

Ou seja, quem não fizer o upgrade para a assinatura poderá usar a versão convencional do serviço de mensagens sem pagar nada e com a fixação de até três conversas no topo.

Quando estará disponível?

No momento, a fixação de até 20 conversas no WhatsApp está em desenvolvimento pela gigante da tecnologia. A prévia da função foi encontrada no WhatsApp beta para Android 2.26.9.9, utilizado por testadores.

Ainda não há prazo definido para a estreia do recurso, que deve acontecer junto com o lançamento do plano premium do mensageiro. Informações sobre o valor da assinatura também não foram revelados.

Quando a versão paga do WhatsApp estrear, os assinantes terão acesso, ainda, a várias opções de ícones para o aplicativo, seleção de temas e cores diferenciadas e pacote de figurinhas exclusivo. A não exibição de anúncios deve ser outro benefício.

Curtiu o conteúdo? Que tal ler mais notícias sobre o mensageiro no TecMundo? Nesta matéria, falamos sobre a função de agendar envio de mensagens, que pode chegar em breve.

© stockcam/GettyImages

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