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Votorantim e Huaxin estão interessadas na unidade de cimento da CSN

16 de Março de 2026, 09:12

A Votorantim e a Huaxin Cement estão entre as empresas em negociações para adquirir a unidade de cimento da CSN, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O preço de compra pode chegar a US$ 3 bilhões, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas por estarem discutindo informações confidenciais. A CSN está trabalhando com o Morgan Stanley na venda, informou a empresa na quinta-feira.

O negócio está em estágios iniciais e pode acabar não acontecendo, disseram as pessoas. 

A Votorantim e sua unidade de cimento não quiseram comentar. A CSN e a Huaxin não responderam a pedidos de comentários.  

A Cia. Siderúrgica Nacional, como a empresa é formalmente conhecida, está sob pressão financeira, já que sua dívida líquida aumentou 11%, para R$ 41,2 bilhões durante o quarto trimestre, elevando o índice de alavancagem líquida da empresa para 3,47 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA). 

O aumento foi um “evento pontual”, disse o presidente Benjamin Steinbruch a investidores e analistas durante uma teleconferência na quinta-feira. 

A empresa, controlada pela família bilionária Steinbruch, contratou assessores para vender uma participação significativa em seu braço de infraestrutura e logística, bem como o controle de seu negócio de cimento. O objetivo é fechar os negócios no terceiro trimestre, visando arrecadar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, quase metade do endividamento líquido atual.

A CSN pretende usar ações de sua unidade de cimento como garantia para um empréstimo, disse o diretor financeiro Marco Rabello em uma teleconferência com investidores. Embora ele não tenha especificado o valor do empréstimo, ele mencionou reportagens que algo na faixa de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,5 bilhão.

Para obter a aprovação do Cade, a Votorantim precisaria formar um consórcio com outras empresas, no qual a Votorantim manteria alguns ativos onde tem menor presença de mercado, enquanto parceiros deteriam participações em negócios onde a Votorantim tem presença significativa, disse uma das pessoas. A Huaxin provavelmente não seria parte desse consórcio, disse a pessoa. 

A gigante chinesa Huaxin Cement entrou no mercado brasileiro no final de 2024 ao adquirir a Embu S.A. Engenharia e Comércio por US$ 186 milhões. A operação incluiu quatro pedreiras no estado de São Paulo, focadas na produção de agregados para construção civil.

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Cade autoriza venda do controle da CBA para Chinalco e Rio Tinto; empresa deverá sair da Bolsa

11 de Março de 2026, 10:06

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para uma joint venture formada pela chinesa Chinalco e pela anglo-australiana Rio Tinto.

A decisão, assinada pelo superintendente-geral Alexandre Barreto de Souza, foi sem restrições. Agora, haverá um prazo de 15 dias para eventuais contestações e, caso não ocorra, haverá o aval definitivo.

A operação, anunciada em 29 de janeiro, avalia a maior produtora de alumínio da América Latina em mais de R$ 10 bilhões, somando valor de mercado mais as dívidas. A Votorantim recebe R$ 4,7 bilhões pela sua fatia de 68,6% na companhia. Os compradores ainda farão uma oferta pública de aquisição (OPA) para retirar a CBA da bolsa, o que deve demandar outros R$ 2,1 bilhões.

Além da aprovação regulatória, os compradores precisarão lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para os acionistas minoritários, que detêm os 31,4% restantes da companhia, ao preço de R$ 10,50 por ação. 

A OPA é obrigatória por lei em casos de troca de controle em empresas listadas no Novo Mercado da B3, mas a Chinalco e a Rio Tinto vão além: no pedido ao Cade, declaram explicitamente que a intenção é usar a oferta para cancelar o registro da CBA como companhia aberta, tirando a empresa da Bolsa.

Outras etapas

A aprovação do Cade é uma das etapas regulatórias necessárias para o fechamento do negócio. A operação ainda aguarda aval de autoridades de concorrência da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai, além da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no Brasil.

Para a Chinalco, controlada pelo governo chinês, a aquisição representa a entrada na América Latina e o acesso a uma cadeia produtiva integrada, da extração de bauxita à fabricação de produtos de alumínio. Para a Rio Tinto, é uma plataforma de alumínio de baixo carbono alimentada por fontes renováveis, em linha com sua estratégia global no setor.

A CBA chegou à transação com dívida líquida de R$ 3,3 bilhões e alavancagem de 2,97 vezes o Ebitda, patamar que limitava sua capacidade de bancar projetos de expansão, como o Projeto Rondon, de mineração de bauxita no Pará, que demandaria cerca de US$ 2,5 bilhões em investimentos. Em 2025, a empresa faturou R$ 8,8 bilhões, com lucro líquido anual de R$ 230 milhões.

A venda marca mais um capítulo da saída da Votorantim de negócios intensivos em capital e sujeitos a ciclos de commodities.

Nos últimos anos, o grupo controlado pela família Ermírio de Moraes já havia se desfeito da Votorantim Siderurgia, vendida à ArcelorMittal em 2018, e da Fibria, incorporada pela Suzano em 2019. No fim de 2025, vendeu ainda uma participação na Citrosuco, produtora de suco de laranja, para o fundo de pensão canadense PSP.

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