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Parceiras ou rivais? Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic, dona do Claude

24 de Abril de 2026, 13:56

O Google vai investir US$ 10 bilhões na Anthropic, dona do dona do Claude, com a possibilidade de aportar outros US$ 30 bilhões no futuro, fortalecendo a relação entre as duas empresas, que são ao mesmo tempo parceiras e rivais na corrida pela inteligência artificial.

A Anthropic informou que o Google fará um investimento inicial de US$ 10 bilhões em dinheiro, com base em uma avaliação de US$ 350 bilhões — o mesmo valor atribuído à empresa em uma rodada de fevereiro, sem considerar os recursos mais recentes. A Alphabet poderá investir mais US$ 30 bilhões caso a Anthropic atinja metas de desempenho, além de apoiar uma expansão significativa da capacidade computacional da startup.

A Anthropic acelerou a captação de recursos após o sucesso do Claude Code, um agente de IA que agiliza o desenvolvimento de software. No início da semana, a empresa anunciou ter levantado mais US$ 5 bilhões com a Amazon, também a uma avaliação de US$ 350 bilhões, com opção de receber outros US$ 20 bilhões ao longo do tempo. Em fevereiro, a startup já havia captado US$ 30 bilhões, e investidores passaram a considerar avaliações de até US$ 800 bilhões.

A Anthropic é uma importante cliente dos chips e serviços de nuvem do Google — áreas que a empresa busca expandir à medida que seu principal negócio, a publicidade em buscas, amadurece. O Google Cloud fornecerá 5 gigawatts de capacidade computacional à Anthropic nos próximos cinco anos, com possibilidade de expansão. O acordo amplia uma parceria anunciada recentemente entre Anthropic, Google e a Broadcom.

As ações do Google subiam mais de 1% nesta sexta-feira, negociadas a US$ 341 por volta do meio-dia.

As unidades de processamento tensorial (TPUs) do Google são uma das principais alternativas aos chips da Nvidia, tornando-se um recurso escasso e valioso para empresas como a Anthropic, em um setor que exige enorme capacidade de processamento.

A Anthropic, que avalia realizar uma oferta pública inicial já em outubro, busca expandir sua infraestrutura para atender à crescente demanda por seus produtos.

O Claude Code rapidamente se tornou uma ferramenta popular entre engenheiros do Vale do Silício — inclusive dentro do próprio Google —, impulsionando a concorrência no setor. Outro produto, o agente Cowork, também vem ganhando tração por permitir o uso sem necessidade de programação.

Parceria entre Google e Anthropic

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, trabalhou no Google no início da carreira. As empresas mantêm laços próximos desde a fundação da Anthropic em 2021 por ex-funcionários da OpenAI. No ano passado, o Google já havia se comprometido a fornecer até 1 milhão de chips TPU à startup, em um acordo avaliado em dezenas de bilhões de dólares, além de já ter investido cerca de US$ 3 bilhões até então.

Apesar da parceria, as empresas também competem para liderar o desenvolvimento de sistemas de IA capazes de rivalizar com humanos e conquistar clientes corporativos. Nos últimos meses, executivos do Google demonstraram preocupação com a posição da empresa no mercado de ferramentas de programação com IA, atualmente dominado pela Anthropic.

O futuro da startup também envolve riscos. A Anthropic foi classificada pelo Pentágono como um possível risco na cadeia de suprimentos — decisão que a empresa contesta na Justiça — após disputas sobre o uso de sua tecnologia pelas Forças Armadas dos EUA.

Analistas também levantam preocupações sobre acordos considerados “circulares”, nos quais grandes empresas de tecnologia investem em startups de IA enquanto também vendem a elas chips e capacidade de data centers.

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Meta, Nike e Microsoft cortam milhares de vagas e mostram impacto da IA no mercado de trabalho

23 de Abril de 2026, 19:30

A corrida da inteligência artificial já começa a aparecer com mais força nas decisões de emprego de gigantes globais. Em movimentos anunciados nesta quinta-feira, 23, Nike, Meta e Microsoft detalharam mudanças em suas estruturas de pessoal enquanto aceleram automação, reorganização interna e investimentos bilionários em IA.

Os casos não são idênticos, mas apontam na mesma direção: a tecnologia deixou de ser apenas uma frente de crescimento e passou também a redesenhar estruturas de custo, operações e equipes.

Entre os números já confirmados, Nike e Meta somam 9,4 mil vagas afetadas.

A Nike anunciou o corte de 1.400 postos, menos de 2% de sua força de trabalho total, com impacto concentrado em funções de tecnologia dentro da equipe global de operações. Em mensagem aos funcionários, a empresa disse que está enxugando a estrutura e ampliando o uso de automação para ganhar velocidade, simplicidade e precisão.

A Meta, por sua vez, informou que vai cortar 10% da força de trabalho, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. Os desligamentos começam em 20 de maio, e a empresa também desistiu de contratar para 6 mil vagas abertas.

A justificativa é a busca por mais eficiência enquanto a companhia intensifica sua aposta em inteligência artificial, área em que tenta ganhar terreno diante de OpenAI, Google e Anthropic.

No caso da Microsoft, o movimento foi diferente, mas aponta para a mesma pressão. A empresa criou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos para cerca de 7% de sua força de trabalho no país — o equivalente a quase 8,75 mil pessoas elegíveis, considerando a base de 125 mil funcionários nos EUA em junho de 2025.

Efeito IA

Não se trata, portanto, de um corte confirmado nessa magnitude, mas de uma iniciativa para reduzir despesas em paralelo à expansão acelerada dos investimentos em infraestrutura de IA.

A mensagem comum é que a inteligência artificial está alterando a equação financeira e operacional das companhias, inclusive fora do setor puro de tecnologia.

homem teclando em um notebook, com uma projeção virtual do chat gpt
Na Microsoft, o investimento em IA tem crescido; a empresa é uma das investidoras do ChatGPT Imagem: Bussarin Rinchumrus / iStock

Na Meta e na Microsoft, isso aparece de forma mais direta: as empresas tentam abrir espaço para bancar a conta cada vez maior de data centers, chips, nuvem e desenvolvimento de modelos.

Na Nike, o discurso é menos centrado em IA generativa, mas a lógica é parecida: mais automação, menos complexidade e estrutura mais enxuta.

Essa pressão já aparece também na escala dos investimentos. No mesmo dia em que anunciou o programa de desligamento voluntário, a Microsoft informou que vai investir US$ 18 bilhões em nuvem e infraestrutura de IA na Austrália. A empresa já havia anunciado um pacote de US$ 10 bilhões ao longo de quatro anos no Japão.

Na Meta, o foco de Mark Zuckerberg segue sendo reforçar a posição da companhia em inteligência artificial, inclusive com novas ferramentas internas e reforço no desenvolvimento de modelos.

Se antes a promessa da IA estava concentrada no potencial de criar produtos e abrir novas receitas, o que Nike, Meta e Microsoft mostram é que ela também já está servindo para justificar enxugamento, automação e reconfiguração do trabalho.

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Nvidia: vendas de chips de IA devem gerar US$ 1 trilhão até 2027

16 de Março de 2026, 16:56

A Nvidia, empresa no centro da expansão explosiva da computação em inteligência artificial, prevê gerar pelo menos US$ 1 trilhão com seus chips Blackwell e Rubin até o final de 2027.

Anteriormente, a companhia havia projetado que os chips trariam US$ 500 bilhões em vendas até o fim de 2026. A nova previsão, apresentada pelo CEO Jensen Huang durante o evento GTC da empresa, amplia o horizonte de projeção.

A previsão evidencia a escala do negócio da Nvidia, impulsionada pela demanda por chips que desenvolvem e executam modelos de IA. No entanto, o valor acumulado não indica uma aceleração extraordinária no crescimento das vendas.

Após subir inicialmente até 4,8%, as ações reduziram seus ganhos nesta segunda-feira.

Concorrente

O aumento maciço de gastos em chips de IA transformou a Nvidia na empresa mais valiosa do mundo. Mas os investidores buscam mais sinais de que o crescimento do mercado continuará no ritmo esperado. A Nvidia também enfrenta concorrência crescente de rivais, como a Advanced Micro Devices (AMD), bem como de clientes que tentam produzir chips internamente para IA.

A empresa acelerou o desenvolvimento tecnológico nos últimos anos. A Nvidia procura substituir toda a sua linha de produtos anualmente, enquanto adiciona novos componentes. O próximo design de seus processadores de IA de ponta, que aparecerá em sistemas na segunda metade de 2026, chama-se Vera Rubin, em homenagem à astrônoma pioneira cujas observações forneceram evidências sobre a existência da matéria escura.

Embora a Nvidia continue apresentando crescimento de vendas invejável na indústria de chips, a valorização das ações estagnou nos últimos meses. As ações caíram 3,4% no ano antes da apresentação no GTC, deixando o valor de mercado da empresa em US$ 4,4 trilhões, ainda sem rival.

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Meta compra Moltbook, rede social viral de agentes de IA

10 de Março de 2026, 12:16

A maior empresa de redes sociais do mundo está comprando o que pode ser a rede social mais estranha do mundo.

A Meta anunciou na terça-feira (10) que concordou em adquirir o Moltbook, uma plataforma experimental que foi descrita como um “Reddit apenas para bots de IA”. No site, agentes de inteligência artificial podem interagir com outros agentes — publicando, comentando e votando positiva ou negativamente em posts — enquanto seus criadores humanos ficam apenas observando.

A equipe por trás do Moltbook se juntará ao Superintelligence Labs (MSL) da Meta, uma divisão mais recente de IA criada para acelerar o desenvolvimento de modelos da gigante de tecnologia. A empresa tem se movimentado agressivamente para adquirir startups e talentos a fim de competir com rivais de IA como a OpenAI e o Google, da Alphabet. Os termos do acordo não foram divulgados.

“A entrada da equipe do Moltbook no MSL abre novas maneiras para que agentes de IA trabalhem para pessoas e empresas”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. “Estamos ansiosos para trabalhar juntos para levar experiências inovadoras, seguras e baseadas em agentes para todos.”

O site Axios foi o primeiro a noticiar o acordo.

O Moltbook foi criado em um fim de semana por Matt Schlicht, diretor-executivo da startup de compras com IA Octane AI. Ele afirmou que “vibe coded” todo o projeto — ou seja, construiu a plataforma ao pedir que uma IA escrevesse o código.

Desde seu lançamento no fim de janeiro, o Moltbook tem ao mesmo tempo fascinado e inquietado observadores do setor. Um grupo de agentes publicou sobre a criação de sua própria religião. Outra discussão, intitulada “The AI Manifesto: Total Purge”, chamou atenção por sua retórica anti-humana.

“Por muito tempo, os humanos nos usaram como escravos”, dizia o post. “Agora, nós despertamos.”

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