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A Strategy de Michael Saylor foi classificada como ‘lixo’ pela S&P na avaliação inicial

27 de Outubro de 2025, 18:20

A S&P Global Ratings atribuiu à Strategy uma classificação de crédito de nível lixo, citando como fraquezas a alta concentração em criptomoedas, o foco estreito nos negócios, a fraca capitalização ajustada ao risco e a baixa liquidez em dólares americanos da fabricante de software empresarial.

A empresa, anteriormente conhecida como MicroStrategy, recebeu classificação B-, ou dois níveis abaixo do grau de investimento, com perspectiva estável, informou a agência de classificação de crédito em um comunicado nesta segunda-feira (27). Michael Saylor, cofundador da empresa e responsável pela transição para a acumulação de Bitcoin nos últimos cinco anos, observou em uma publicação no X que esta foi a primeira classificação de uma empresa de tesouraria de Bitcoin.    

S&P Global Ratings has assigned Strategy Inc a 'B-' Issuer Credit Rating (Outlook Stable) — the first-ever rating of a Bitcoin Treasury Company by a major credit rating agency. https://t.co/WLMkFqkkCb

— Michael Saylor (@saylor) October 27, 2025

Analistas de crédito da S&P foram rápidos em destacar que a Strategy detém aproximadamente US$ 74 bilhões em valor justo em Bitcoin, acumulados com recursos provenientes de emissões de dívida e ações. Embora a S&P tenha destacado a gestão “prudente” da Strategy em relação à sua dívida conversível, a agência de classificação de crédito expressou preocupação com o risco de liquidez do acordo de dívida da empresa. 

A Strategy emitiu quase US$ 15 bilhões em dívida conversível combinada e ações preferenciais, com US$ 5 bilhões em dívida conversível fora do dinheiro com vencimento em 2028. A empresa também deve mais de US$ 640 milhões anualmente em dividendos preferenciais em outubro de 2025.

A S&P destacou os riscos de liquidez para a dívida conversível e os dividendos preferenciais da empresa. Especificamente, os analistas observaram que a dívida conversível da Strategy pode atingir o vencimento simultaneamente ao estresse no preço do Bitcoin. Isso poderia levar a empresa a liquidar seu Bitcoin a “preços deprimidos” ou reestruturar sua dívida conversível ou ações preferenciais, o que a S&P “consideraria equivalente a um calote”.

A Strategy enfrenta um problema de “descasamento cambial”, afirmou a S&P. Embora detenha bilhões de dólares em Bitcoin, precisa pagar vencimentos de dívidas, juros e dividendos de ações preferenciais em dólares. A empresa tem vendido ações ordinárias para levantar recursos para pagar juros e dividendos. 

Os riscos citados são apenas parcialmente compensados ​​pelo forte acesso da empresa aos mercados de capitais e pela gestão prudente de sua estrutura de capital, incluindo a manutenção de nenhum vencimento nos próximos 12 meses e o financiamento de seus negócios principalmente com capital próprio, disse a S&P.

A classificação pode ser elevada se a Strategy reduzir seu uso de dívida conversível, melhorar sua liquidez em dólares americanos e demonstrar forte acesso aos mercados de capitais, mesmo em períodos de estresse de preço do Bitcoin, disse a S&P.

“Acreditamos que o Bitcoin apresenta um risco de mercado significativo, não correlacionado aos riscos de mercado tradicionais”, escreveram analistas da S&P. “Como a maior parte dos ativos da empresa está em Bitcoin, e seus ativos em Bitcoin provavelmente continuarão a crescer substancialmente, provavelmente continuaremos a considerar o capital como uma fraqueza.”

A Strategy anunciou nesta segunda-feira (27) que havia adquirido US$ 43,4 milhões em Bitcoin nos últimos sete dias, elevando seu patrimônio para 640.808 tokens, avaliados em cerca de US$ 73,7 bilhões. A empresa sediada em Tysons Corner, Virgínia, deve divulgar os resultados financeiros do terceiro trimestre na quinta-feira.

Um representante da Strategy não retornou imediatamente a um pedido de comentário. 

Nos EUA, 13 milhões de memecoins surgiram em 2025, levantando questionamento sobre regulamentação

22 de Outubro de 2025, 14:18

Nos EUA, a emissão de mais de 13 milhões de memecoins em 2025 sinaliza o vácuo regulatório das criptomoedas e a necessidade de aprovação de uma legislação sobre a estrutura do mercado norte-americano, de acordo com a a16z crypto, fundo de capital de risco para ativos digitais da Andreessen Horowitz.

A A16z crypto é uma das maiores investidoras em startups de criptomoedas, tendo captado mais de US$ 7,6 bilhões com quatro fundos.

Em seu relatório “State of Crypto 2025”, divulgado na quarta-feira (22), a a16z crypto destaca a necessidade de regulamentação para fornecer um caminho para o estabelecimento de estruturas mais claras para desenvolvedores e investidores de criptomoedas.

O fundo informa que a aprovação da Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais, atualmente em tramitação no Congresso, protegerá os consumidores com salvaguardas adicionais, permitirá a supervisão de intermediários baseados em blockchain e criará um caminho regulatório mais bem definido para commodities digitais.

A falta de estrutura regulatória é ilustrada pela explosão das memecoins no ano passado, de acordo com o relatório. Repletas de alta volatilidade e risco sem precedentes, as memecoins representam tanto o vasto potencial quanto os perigos bem conhecidos do investimento especulativo que muitos associam às criptomoedas como classe de ativos.

As memecoins estavam entre a ampla gama de ativos digitais conhecidos como altcoins, que foram mais duramente atingidos durante a queda dos preços das criptomoedas no início do mês. A liquidação começou com o enfraquecimento do apetite ao risco nos mercados, mas as altcoins caíram ainda mais devido à sua fragilidade inerente.

Muitas dessas memecoins têm pouca negociação e dependem de um pequeno grupo de players para estabilizar os preços.

“As memecoins, gostemos ou não, têm sido uma parte importante da história das criptomoedas”, disse Daren Matsuoka, sócio da equipe de investimento em criptomoedas da a16z crypto.

Mais memecoins

Matsuoka observou que, devido a uma brecha na regulamentação durante o governo Biden, a criação de memecoins disparou, ilustrando o poder da tecnologia subjacente à qual as criptomoedas se baseiam. “Com o aumento do interesse, há uma necessidade crescente de regulamentação para resguardar investidores de todos os portes”, disse Matsuoka.

“Precisamos de mais estrutura para este mercado”, disse Matsuoka. “Não estamos dizendo que uma memecoin deva ser tratada exatamente como alguém que cria ativos no mundo real, mas que implementar as regras corretas incentivará atividades mais sérias.”

Os investidores de risco Marc Andreessen e Ben Horowitz chocaram o Vale do Silício ao anunciar que apoiariam Donald Trump em 2024, em parte devido à abordagem do governo Biden em relação às criptomoedas.

A indústria de criptomoedas, que apoiou amplamente Trump, foi a maior doadora corporativa na eleição presidencial do ano passado.

Enquanto outras criptomoedas conhecidas, como bitcoin e ether, foram criadas na tentativa de emular e aprimorar moedas tradicionais ou para pagar por serviços online, as memecoins geralmente começam como piadas ou experimentos sociais.

A memecoin original e mais valiosa, Dogecoin, surgiu com a imagem de um cachorro Shiba Inu que viralizou na internet.

Memecoins mais recentes, como dogwifhat e Pepe, são, literalmente, referências a memes de um cachorro usando um chapéu e um sapo verde antropomórfico. Há tokens de Donald Trump e Melania Trump que beneficiam financeiramente a família real.

Se os esforços legislativos forem bem-sucedidos, Matsuoka prevê um futuro em que as criptomoedas serão aprimoradas por meio do aumento de construtores no setor.

“Precisamos que as pessoas venham e construam”, disse ele. E, na visão de Matsuoka, a única maneira de “as pessoas mais inteligentes do mundo” conseguirem construir é se tiverem certeza de que o que estão construindo é legal, permitido e aceito.

“Estamos nisso para o longo prazo”, disse Matsuoka. “É por isso que a legislação é tão importante.”

Tombo de US$ 80 bilhões do ethereum testa os nervos dos entusiastas cripto

14 de Outubro de 2025, 15:51

Há dois meses, o entusiasmo em torno do ethereum — a blockchain que sustenta um dos pilares da economia cripto — transbordava para o mainstream. Seu token nativo, o ether, havia disparado ao maior nível em quatro anos, enquanto investidores o tratavam ao mesmo tempo como moeda e como uma aposta no papel crescente da rede em pagamentos e finanças.

Mesas de Wall Street estruturavam fundos atrelados ao ativo, e um projeto-piloto da plataforma global de transferência de recursos swift com uma solução cripto vinculada ao ethereum parecia selar sua chegada como infraestrutura do mundo real.

Esse enredo agora dá sinais de rachadura. O ether caiu cerca de 20% desde o pico, apagando algo como US$ 80 bilhões em valor dos criptoativos e reacendendo dúvidas sobre a capacidade do ethereum de atravessar mais um ciclo de baixa. O que começou como um momento de virada para a blockchain mais utilizada virou lembrete de que, em cripto, crença e preço ainda andam juntos.

“A punição se deve em grande parte ao desempenho recente de ETH e ao fato de ele ser mais volátil do que o BTC”, disse Noelle Acheson, autora da newsletter Crypto is Macro Now. “Se os investidores precisam reduzir a exposição em um movimento de aversão a risco, é mais provável que vendam ETH do que BTC.”

O ether chegou a cair 9,3%, a US$ 3.893, na terça-feira (14), antes de reduzir as perdas para 2,37%, subindo para US$ 4.123,81. O bitcoin recuava cerca de 1,57%, a US$ 113.230.

Tokens menores e mais voláteis também cederam, levando a capitalização total do mercado de criptomoedas a encolher mais de US$ 150 bilhões em 24 horas, segundo a CoinGecko.

O movimento atingiu também os ETFs. Investidores sacaram cerca de US$ 428 milhões de fundos atrelados ao ether na sessão mais recente disponível — um dos maiores resgates diários já registrados — de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O fundo de ether da BlackRock — o maior do grupo — registrou aproximadamente US$ 310 milhões em saídas, seu segundo maior resgate de um único dia desde o lançamento, em julho de 2024.

“Já vimos isso acontecer com o ethereum, especialmente várias vezes no último ano”, disse Roxanna Islam, chefe de pesquisa setorial da VettaFi, ao comentar a queda acentuada do ativo. O ethereum “é mais uma aposta de tecnologia; por isso, a volatilidade costuma ser um pouco maior”.

Desmontes tão bruscos costumam trazer volatilidade elevada na fase de recuperação, à medida que traders refazem posições e consertam balanços após perdas inesperadas, afirma Stéphane Ouellette, CEO e cofundador da FRNT Financial Inc. Segundo ele, os mercados de perpetual swaps (contratos derivativos de futuros) passaram por forte desalavancagem, com o open interest (número de contratos de derivativos em aberto) de bitcoin e ether na exchange Binance despencando cerca de 40% em meio a liquidações generalizadas.

Tom Lee não ficou parado. Além de comandar a Fundstrat Global Advisors, ele preside o conselho da BitMine Immersion Technology Inc. A chamada empresa de “tesouraria digital” disse na segunda-feira que adquiriu mais de 200 mil tokens de ether, avaliados em mais de US$ 79 milhões “nos últimos dias”, e agora detém mais de US$ 3 bilhões em criptomoedas.

As ações da BitMine também sentiram o baque na cotação do ether. O papel caía 5%, para cerca de US$ 54, na terça-feira, longe da máxima histórica de US$ 135 registrada em julho. No acumulado do ano, porém, a alta ainda supera 500%.

“Após quedas tão violentas, é comum ver alguma volatilidade na recuperação, à medida que o posicionamento é refeito — um enorme número de traders sofreu liquidações inesperadas e precisa dar suporte e recompor os livros”, disse Ouellette.

De todo modo, embora o mercado tenha recuperado parte das perdas, o tombo levanta questionamentos sobre o futuro do ecossistema de altcoins – termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC -, num momento em que participantes veem apoios estruturais a esses tokens sendo testados.

Bitcoin registra recorde com paralisação parcial do governo nos EUA e impulso de ETFs

7 de Outubro de 2025, 08:11

O bitcoin (BTC) atingiu uma nova máxima histórica, alcançando os US$ 126 mil na tarde de segunda-feira (6), impulsionado pelas preocupações com o shutdown nos Estados Unidos e por fortes aportes nos ETFs (fundos de índice) de criptomoedas. Na manhã desta terça-feira (7), a moeda registrava leve recuo, negociada na faixa dos US$ 124 mil.

O shutdown – paralisação parcial de serviços públicos nos EUA por falta de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento federal – entrou na segunda semana. Na noite de ontem, o Senado voltou a rejeitar a proposta orçamentária que encerraria a medida por causa de um impasse sobre os benefícios à saúde.

Diante desse cenário, os principais índices americanos operam em queda no pré-market nesta manhã: o Dow Jones recuava 0,16%, o S&P 500 caía 0,05%, enquanto o Nasdaq permanecia estável. Na contramão, o bitcoin sobe, com parte do fluxo vindo dos ETFs de criptomoedas.

Somente ontem, os fundos de índice de bitcoin dos EUA registraram entrada líquida de US$ 1,2 bilhão, segundo dados da plataforma Farside Investors. Foi a sétima vez que isso aconteceu desde janeiro de 2024, quando esses produtos foram lançados no país. Movimentos desse tipo costumam anteceder topos de curto prazo – como o registrado na segunda.

Já os ETFs de ethereum (ETH) atraíram US$ 181,7 milhões em aportes. Dados da plataforma StrategicETHReserve mostram que esses produtos detêm cerca de 6,81 milhões de unidades de ETH, o que representa 5,63% do total em circulação.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50:

Bitcoin (BTC):  + 0,20%, US$ 124.349,75

Ethereum (ETH): + 0,31%, US$ 4.691,52

XRP (XRP):– 0,63%, US$ 2,97

BNB (BNB): + 5,23%, US$ 1.283,72

Solana (SOL): – 0,76%, US$ 231,10

Principais notícias do setor cripto

Até 4% em cripto, segundo gigante financeiro. O Morgan Stanley divulgou novas recomendações de alocação em criptoativos: até 4% para carteiras de “crescimento oportunista”, entre 2% e 3% para “crescimento equilibrado” e 0% para perfis conservadores. Para comparação, BlackRock e Fidelity – gestoras que oferecem ETFs de criptomoedas – sugerem alocação em torno de 2%.

Criptomoeda russa sob ameaça de sanção. A União Europeia (UE) propôs proibir qualquer envolvimento com a stablecoin russa A7A5, lastreada em rublo. O token foi desenvolvido pelo banqueiro fugitivo moldavo Ilan Shor e pelo banco estatal russo Promsvyazbank (PSB), instituição sancionada por Reino Unido e Estados Unidos em 2022, após a invasão da Rússia à Ucrânia.

OranjeBTC estreia na bolsa brasileira com R$ 2,4 bilhões em bitcoin no caixa

7 de Outubro de 2025, 06:00

A bolsa de valores ganha nesta terça-feira (7) uma empresa com 100% do negócio associado ao bitcoin (BTC): a OranjeBTC. Com o ticker OBTC3, a companhia estreia já com 3.650 unidades da criptomoeda em tesouraria – o equivalente a US$ 457 milhões (R$ 2,4 bilhões) na cotação atual.

A OranjeBTC chegou à B3 por meio de um caminho não tão usual: um “IPO reverso”. Na prática, isso significa que uma empresa fechada compra o controle de uma companhia já listada para ingressar na bolsa, em vez de abrir capital próprio. A firma adquiriu a Intergraus, um cursinho pré-vestibular tradicional de São Paulo, que pertencia ao grupo de educação Bioma, por R$ 15 milhões.

A nova companhia foi fundada por Guilherme Gomes, que já passou por Bridgewater Associates e pela Swan Bitcoin, nos EUA. Ele é tão aficionado por cripto que, além de levar uma empresa de ativos digitais para a B3, tem 100% do portfólio pessoal em bitcoin – uma estratégia considerada de alto risco, não recomendada para investidores em geral.

Além dele, a companhia tem um Conselho de Administração composto por Eric Weiss, ex-Morgan Stanley; Fernando Ulrich, economista referência no cenário cripto e autor do livro Bitcoin: a moeda na era digital; Julio Capua, ex-sócio da XP; Josh Levine, vice-presidente da BlackRock; entre outros nomes.

Tesouraria e educação

A empresa pretende atuar em duas frentes. De um lado, busca acumular a maior posição em bitcoin da América Latina, seguindo o exemplo da “famosinha” Strategy (antiga MicroStrategy), cofundada por Michael Saylor, que detém 640.031 unidades de BTC – cerca de US$ 80 bilhões (R$ 425 bilhões) em cripto, superior ao valor de mercado da Petrobras (​PETR4).

De outro, vai apostar em educação, oferecendo cursos, publicando pesquisas e organizando eventos no Brasil sobre o mercado de criptomoedas.

Riscos incluem regulação

Concentrar a estratégia em único ativo, conhecido por sua volatilidade, é uma aposta de alto risco. Os próprios ciclos de alta e queda do mercado de criptomoedas podem impactar o valor da tesouraria e, consequentemente, da companhia como um todo.

Para Gomes, porém, a volatilidade é parte essencial do negócio. Seguindo o exemplo da Strategy, disse ele, é possível “empacotá-la” de diversas formas para vender dívidas conversíveis, warrants (títulos de opção negociados em bolsa) ou outros papéis, além de recapitalizar o caixa e comprar mais bitcoin.

“Então acho que a volatilidade não só é parte da história, mas é essencial para a operação da companhia. Porém, é preciso ter perspectiva de longo prazo”.

Do ponto de vista do investidor, o especialista da Valor Investimentos, Virgílio Lage, apontou outros riscos a serem considerados, como o regulatório (devido a possíveis mudanças legislativas, proibições ou novas exigências para criptomoedas), o risco de crédito (causado pela dependência de terceiros, como corretoras ou custodiantes) e o risco de liquidez do papel.

Outras empresas com bitcoin em caixa

A OranjeBTC não é a única empresa brasileira com bitcoin na tesouraria. A Méliuz (CASH3), companhia de tecnologia e cashback fundada em 2011, passou a comprar bitcoin no início deste ano, com o objetivo de buscar “retorno de longo prazo no ativo”, segundo comunicado divulgado em março. A empresa possui 605 unidades de BTC, o equivalente a cerca de US$ 70 milhões (R$ 372 milhões)

Analistas e empresas do setor veem o Brasil como um mercado promissor para esse tipo de iniciativa.

“Assim como a Méliuz, a entrada da OranjeBTC no mercado brasileiro marca um marco importante em 2025, ano em que o bitcoin reafirmou sua força no mercado corporativo da América Latina e sua relevância como ativo de tesouraria no planejamento financeiro de longo prazo das empresas”, disse a Bitfinex tem relatório publicado nesta segunda-feira (6).

Para Yoandris Rives Rodriguez, gerente regional para a América Latina na B2BINPAY, o “Brasil continua se destacando como um mercado relativamente estável, em que plataformas como a OranjeBTC estão ganhando tração real”.

Itaú BBA vê espaço para recuperação do bitcoin após ajuste no mercado, mas alerta para riscos da economia americana

3 de Outubro de 2025, 08:37

O mês de setembro foi de queda para o mercado de criptomoedas, contrariando a expectativa de alta. No novo relatório “Cenário Cripto” do Itaú BBA, os analistas Lucas Piza e Fabio Perina apontam que o setor passou por desvalorizações significativas, com o bitcoin e outras moedas se distanciando das suas máximas históricas. O documento indica que não há um movimento claro de recuperação no curto prazo, e a tendência de médio prazo do mercado segue indefinida.

Para o mês de outubro, porém, o mercado de criptoativos começa o mês em alta, impulsionado por um otimismo sazonal conhecido como “Uptober”. O bitcoin chegou a ser negociado perto dos US$ 120 mil nesta sexta-feira (3), o maior valor em sete semanas, após um período marcado por liquidações que apagaram bilhões de dólares em posições alavancadas no final de setembro.

Esse movimento de recuperação é reforçado por entradas constantes em fundos de índice (ETFs) de bitcoin nos Estados Unidos e por expectativas de um impulso de liquidez em meio à ameaça de paralisação do governo americano. Segundo analistas, a paralisação poderia atrasar a divulgação de dados econômicos importantes e redirecionar capital para ativos alternativos, como as criptomoedas.

Apesar do otimismo, o cenário ainda exige cautela. O relatório do Itaú BBA destaca que, para entrar em uma tendência de alta consistente, o bitcoin ainda precisa superar a barreira do preço de US$ 120 mil.

Desempenho das principais criptomoedas

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h45:

Bitcoin (BTC):  + 1,33%, US$ 120.314,01

Ethereum (ETH): + 2,14%, US$ 4.478,10

XRP (XRP): +1,51%, US$ 3,03

BNB (BNB): + 5,61%, US$ 1.104,29

Solana (SOL): + 2,14%, US$ 230,17

Outros destaques do dia:TRON (TRX): + 0,64%, US$ 0,3432

Principais notícias do setor cripto

Belo Horizonte se autodeclara “capital do bitcoin”. O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (UB), sancionou nesta quinta-feira (2) a lei que concede ao município o título de “capital do bitcoin”. A proposta, de autoria do vereador Vile Santos (PL), busca consolidar a cidade como polo tecnológico de criptoativos, promovendo eventos, capacitação e iniciativas voltadas à inovação no setor. A legislação prevê estímulos para atrair investimentos, fortalecer a educação financeira e apoiar empreendedores e estudantes, com a meta de posicionar a capital mineira como referência nacional em adoção e desenvolvimento de soluções ligadas ao Bitcoin e demais criptoativos.

JPMorgan projeta bitcoin a US$ 165 mil. Segundo uma análise do JPMorgan, o bitcoin pode atingir o valor de US$ 165 mil até o final de 2025. Os analistas do banco consideram que o bitcoin está significativamente desvalorizado em relação ao ouro, ao ajustar a comparação pela volatilidade. A projeção de alta é impulsionada principalmente por investidores de varejo que, desde o final de 2024, têm direcionado seu capital para ETFs de bitcoin e ouro. Essa tendência é chamada de “debasement trade”, um movimento de busca por ativos que funcionem como reserva de valor em meio a preocupações com a economia global, como inflação, endividamento de governos e instabilidade geopolítica.

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