Visualização normal

Received before yesterdayInvestNews

Bitcoin sobe mais de 1%, mas acumula queda de dois dígitos no ano

26 de Dezembro de 2025, 09:13

O mercado cripto se encaminha para fechar 2025 menor do que iniciou. A capitalização total recuou 10,24% desde 26 de dezembro de 2024. Saiu de US$ 3,32 trilhões para os atuais US$ 2,98 trilhões, conforme dados do site CoinMarketCap.

Entre as criptomoedas, o bitcoin (BTC) mantém a hegemonia com com um valor total de US$ 1,77 trilhão, ou seja, cerca de 60% de todo o mercado. De 26 de dezembro para cá, a principal cripto do global perdeu 10,7% do valor.

O BTC viveu momentos distintos ao longo de 2025. Chegou mesmo a alcançar a máxima histórica. Em 6 de outubro alcançou uma cotação recorde de US$ 126 mil, impulsionada pelo efeito Trump, após o presidente americano ter criado uma reserva estratégica de BTCs e seu governo ter acelerado a criação de leis e regulações para o setor.

Mas a partir desse auge, passou a recuar sob a pressão de saídas relevantes de recursos dos ETFs de bitcoin. Do pico histórico ao momento atual, o bitcoin caiu 30%.

O ethereum (ETH), por sua vez, registrou uma queda de 16,3% em seu valor de mercado nos últimos doze meses. A segunda maior moeda do setor recuou de US$ 3.492 para a faixa de US$ 2.971. A queda do ETH ocorre, principalmente, com o acirramento da concorrência com plataformas de contratos inteligentes mais novas e atraentes para os novos desenvolvedores.

Em 2025, quem brilhou mesmo foram as stablecoins de dólar, ou seja, moedas digitais pareadas e com lastro na moeda americana. Essas versões de dólar digital descentralizadas criaram um mercado próprio tanto como refúgio de valor, quanto como forma de substituir remessas e transferências de valores internacionais. Entre as duas mais importantes do mercado, a USDT, da Theter, movimenta mais de US$ 71 bilhões por dia, enquanto a USDC, da Circle, mantém um giro diário de US$ 10 bilhões.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h:

Bitcoin (BTC):  +1,24%, US$ 88.569,24

Ethereum (ETH): -3,19%, US$ 2.964,98

XRP (XRP): +0,73%, US$ 1,87

BNB (BNB): +0,30%, US$ 839,51

Solana (SOL): +1,81%, US$ 123,82

Outros destaques do mercado cripto

M&As criptos quadruplicam de valor em um ano. O setor de criptomoedas registrou um volume recorde de US$ 8,6 bilhões em fusões e aquisições em 2025, segundo levantamento do Financial Times. Conforme o jornal,  267 negócios foram fechados na indústria cripto no ano, um aumento de 18% em relação a 2024. Já o valor total representa um salto de quase 300% em comparação com o ano passado. A Coinbase realizou a maior aquisição do ano com a compra de US$ 2,9 bilhões da plataforma de negociação de opções cripto Deribit. Outras grandes fusões incluem a aquisição de US$ 1,5 bilhão da Kraken pela plataforma de futuros NinjaTrader, e a compra da Hidden Road pela Ripple US$ 1,25 bilhão.

Leilão na blockchain. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) fará um leilão de dez galpões utilizando o site da Nordeste Leilões e uma infraestrutura blockchain para registro de dados que a InspireIP desenvolveu. Todos os documentos do processo, como edital, laudos, fotos, anexos, retificações e toda a trilha de alterações foram registrados em blockchain. O objetivo é que o carimbo de data e hora assegure a integridade e a autenticidade das informações. A data do leilão ainda não está definida.

A música do bitcoin. O Ministério da Cultura (MinC) homologou o projeto cultural “Música do Bitcoin” para a fase de captação de recursos via leis de incentivo. A proposta recebeu o aval do governo para buscar o montante R$ 1 milhão junto à iniciativa privada. A empresa Rede Conexão Brasília aparece como a titular responsável pela execução da obra: a criação de um espetáculo de música instrumental que envolve a utilização de dados financeiros e da rede blockchain para a composição das peças sonoras.

Quer saber mais sobre cripto? Assine o morning call do InvestNews!

A maior empresa de tesouraria de bitcoin estreia na B3. Saiba como foi o primeiro pregão da OranjeBTC

7 de Outubro de 2025, 14:24

As ações da OranjeBTC (OBTC3), empresa brasileira focada em tesouraria de bitcoin (BTC) e educação, começaram a ser negociadas na bolsa de valores brasileira na manhã desta terça-feira (7).

O papel abriu a R$ 26, chegou a alcançar R$ 29 e, por volta das 13h30, era negociado a R$ 24,90, com volume de R$ 6,26 milhões até o início da tarde, segundo dados da bolsa de valores.

No total, serão negociadas 155,2 milhões de ações ordinárias, sem contar as que já estão em tesouraria. Além disso, a empresa emitiu uma dívida no valor de R$ 128,1 milhões, que poderá ser convertida em quase 7 milhões de novas ações.

A companhia, que nasceu por meio de um IPO reverso, aproveitou a estreia para anunciar a compra de mais 25 bitcoins, elevando sua posição para 3.675 unidades, o equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões na cotação do dia. O BTC é negociado a US$ 121 mil nesta terça-feira.

Com esse movimento, a OranjeBTC passou a ocupar a 26ª posição entre as maiores tesourarias de bitcoin do mundo, ranking que reúne companhias que mantêm a criptomoeda como parte de suas reservas de caixa. No total, 201 empresas listadas em bolsa fazem parte desse grupo, segundo o site Bitcoin Treasuries.

Fundada por Guilherme Gomes – que já trabalhou na gestora americana Bridgewater Associates e na Swan Bitcoin, nos EUA -, a companhia conta em seu conselho com nomes de peso do mercado cripto e financeiro, como Eric Weiss (ex-Morgan Stanley), Julio Capua (ex-sócio da XP), Josh Levine (vice-presidente da BlackRock) e Fernando Ulrich, economista referência no cenário cripto e autor do livro Bitcoin: a moeda na era digital.

Bitcoin registra recorde com paralisação parcial do governo nos EUA e impulso de ETFs

7 de Outubro de 2025, 08:11

O bitcoin (BTC) atingiu uma nova máxima histórica, alcançando os US$ 126 mil na tarde de segunda-feira (6), impulsionado pelas preocupações com o shutdown nos Estados Unidos e por fortes aportes nos ETFs (fundos de índice) de criptomoedas. Na manhã desta terça-feira (7), a moeda registrava leve recuo, negociada na faixa dos US$ 124 mil.

O shutdown – paralisação parcial de serviços públicos nos EUA por falta de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento federal – entrou na segunda semana. Na noite de ontem, o Senado voltou a rejeitar a proposta orçamentária que encerraria a medida por causa de um impasse sobre os benefícios à saúde.

Diante desse cenário, os principais índices americanos operam em queda no pré-market nesta manhã: o Dow Jones recuava 0,16%, o S&P 500 caía 0,05%, enquanto o Nasdaq permanecia estável. Na contramão, o bitcoin sobe, com parte do fluxo vindo dos ETFs de criptomoedas.

Somente ontem, os fundos de índice de bitcoin dos EUA registraram entrada líquida de US$ 1,2 bilhão, segundo dados da plataforma Farside Investors. Foi a sétima vez que isso aconteceu desde janeiro de 2024, quando esses produtos foram lançados no país. Movimentos desse tipo costumam anteceder topos de curto prazo – como o registrado na segunda.

Já os ETFs de ethereum (ETH) atraíram US$ 181,7 milhões em aportes. Dados da plataforma StrategicETHReserve mostram que esses produtos detêm cerca de 6,81 milhões de unidades de ETH, o que representa 5,63% do total em circulação.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50:

Bitcoin (BTC):  + 0,20%, US$ 124.349,75

Ethereum (ETH): + 0,31%, US$ 4.691,52

XRP (XRP):– 0,63%, US$ 2,97

BNB (BNB): + 5,23%, US$ 1.283,72

Solana (SOL): – 0,76%, US$ 231,10

Principais notícias do setor cripto

Até 4% em cripto, segundo gigante financeiro. O Morgan Stanley divulgou novas recomendações de alocação em criptoativos: até 4% para carteiras de “crescimento oportunista”, entre 2% e 3% para “crescimento equilibrado” e 0% para perfis conservadores. Para comparação, BlackRock e Fidelity – gestoras que oferecem ETFs de criptomoedas – sugerem alocação em torno de 2%.

Criptomoeda russa sob ameaça de sanção. A União Europeia (UE) propôs proibir qualquer envolvimento com a stablecoin russa A7A5, lastreada em rublo. O token foi desenvolvido pelo banqueiro fugitivo moldavo Ilan Shor e pelo banco estatal russo Promsvyazbank (PSB), instituição sancionada por Reino Unido e Estados Unidos em 2022, após a invasão da Rússia à Ucrânia.

OranjeBTC estreia na bolsa brasileira com R$ 2,4 bilhões em bitcoin no caixa

7 de Outubro de 2025, 06:00

A bolsa de valores ganha nesta terça-feira (7) uma empresa com 100% do negócio associado ao bitcoin (BTC): a OranjeBTC. Com o ticker OBTC3, a companhia estreia já com 3.650 unidades da criptomoeda em tesouraria – o equivalente a US$ 457 milhões (R$ 2,4 bilhões) na cotação atual.

A OranjeBTC chegou à B3 por meio de um caminho não tão usual: um “IPO reverso”. Na prática, isso significa que uma empresa fechada compra o controle de uma companhia já listada para ingressar na bolsa, em vez de abrir capital próprio. A firma adquiriu a Intergraus, um cursinho pré-vestibular tradicional de São Paulo, que pertencia ao grupo de educação Bioma, por R$ 15 milhões.

A nova companhia foi fundada por Guilherme Gomes, que já passou por Bridgewater Associates e pela Swan Bitcoin, nos EUA. Ele é tão aficionado por cripto que, além de levar uma empresa de ativos digitais para a B3, tem 100% do portfólio pessoal em bitcoin – uma estratégia considerada de alto risco, não recomendada para investidores em geral.

Além dele, a companhia tem um Conselho de Administração composto por Eric Weiss, ex-Morgan Stanley; Fernando Ulrich, economista referência no cenário cripto e autor do livro Bitcoin: a moeda na era digital; Julio Capua, ex-sócio da XP; Josh Levine, vice-presidente da BlackRock; entre outros nomes.

Tesouraria e educação

A empresa pretende atuar em duas frentes. De um lado, busca acumular a maior posição em bitcoin da América Latina, seguindo o exemplo da “famosinha” Strategy (antiga MicroStrategy), cofundada por Michael Saylor, que detém 640.031 unidades de BTC – cerca de US$ 80 bilhões (R$ 425 bilhões) em cripto, superior ao valor de mercado da Petrobras (​PETR4).

De outro, vai apostar em educação, oferecendo cursos, publicando pesquisas e organizando eventos no Brasil sobre o mercado de criptomoedas.

Riscos incluem regulação

Concentrar a estratégia em único ativo, conhecido por sua volatilidade, é uma aposta de alto risco. Os próprios ciclos de alta e queda do mercado de criptomoedas podem impactar o valor da tesouraria e, consequentemente, da companhia como um todo.

Para Gomes, porém, a volatilidade é parte essencial do negócio. Seguindo o exemplo da Strategy, disse ele, é possível “empacotá-la” de diversas formas para vender dívidas conversíveis, warrants (títulos de opção negociados em bolsa) ou outros papéis, além de recapitalizar o caixa e comprar mais bitcoin.

“Então acho que a volatilidade não só é parte da história, mas é essencial para a operação da companhia. Porém, é preciso ter perspectiva de longo prazo”.

Do ponto de vista do investidor, o especialista da Valor Investimentos, Virgílio Lage, apontou outros riscos a serem considerados, como o regulatório (devido a possíveis mudanças legislativas, proibições ou novas exigências para criptomoedas), o risco de crédito (causado pela dependência de terceiros, como corretoras ou custodiantes) e o risco de liquidez do papel.

Outras empresas com bitcoin em caixa

A OranjeBTC não é a única empresa brasileira com bitcoin na tesouraria. A Méliuz (CASH3), companhia de tecnologia e cashback fundada em 2011, passou a comprar bitcoin no início deste ano, com o objetivo de buscar “retorno de longo prazo no ativo”, segundo comunicado divulgado em março. A empresa possui 605 unidades de BTC, o equivalente a cerca de US$ 70 milhões (R$ 372 milhões)

Analistas e empresas do setor veem o Brasil como um mercado promissor para esse tipo de iniciativa.

“Assim como a Méliuz, a entrada da OranjeBTC no mercado brasileiro marca um marco importante em 2025, ano em que o bitcoin reafirmou sua força no mercado corporativo da América Latina e sua relevância como ativo de tesouraria no planejamento financeiro de longo prazo das empresas”, disse a Bitfinex tem relatório publicado nesta segunda-feira (6).

Para Yoandris Rives Rodriguez, gerente regional para a América Latina na B2BINPAY, o “Brasil continua se destacando como um mercado relativamente estável, em que plataformas como a OranjeBTC estão ganhando tração real”.

Itaú BBA vê espaço para recuperação do bitcoin após ajuste no mercado, mas alerta para riscos da economia americana

3 de Outubro de 2025, 08:37

O mês de setembro foi de queda para o mercado de criptomoedas, contrariando a expectativa de alta. No novo relatório “Cenário Cripto” do Itaú BBA, os analistas Lucas Piza e Fabio Perina apontam que o setor passou por desvalorizações significativas, com o bitcoin e outras moedas se distanciando das suas máximas históricas. O documento indica que não há um movimento claro de recuperação no curto prazo, e a tendência de médio prazo do mercado segue indefinida.

Para o mês de outubro, porém, o mercado de criptoativos começa o mês em alta, impulsionado por um otimismo sazonal conhecido como “Uptober”. O bitcoin chegou a ser negociado perto dos US$ 120 mil nesta sexta-feira (3), o maior valor em sete semanas, após um período marcado por liquidações que apagaram bilhões de dólares em posições alavancadas no final de setembro.

Esse movimento de recuperação é reforçado por entradas constantes em fundos de índice (ETFs) de bitcoin nos Estados Unidos e por expectativas de um impulso de liquidez em meio à ameaça de paralisação do governo americano. Segundo analistas, a paralisação poderia atrasar a divulgação de dados econômicos importantes e redirecionar capital para ativos alternativos, como as criptomoedas.

Apesar do otimismo, o cenário ainda exige cautela. O relatório do Itaú BBA destaca que, para entrar em uma tendência de alta consistente, o bitcoin ainda precisa superar a barreira do preço de US$ 120 mil.

Desempenho das principais criptomoedas

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h45:

Bitcoin (BTC):  + 1,33%, US$ 120.314,01

Ethereum (ETH): + 2,14%, US$ 4.478,10

XRP (XRP): +1,51%, US$ 3,03

BNB (BNB): + 5,61%, US$ 1.104,29

Solana (SOL): + 2,14%, US$ 230,17

Outros destaques do dia:TRON (TRX): + 0,64%, US$ 0,3432

Principais notícias do setor cripto

Belo Horizonte se autodeclara “capital do bitcoin”. O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (UB), sancionou nesta quinta-feira (2) a lei que concede ao município o título de “capital do bitcoin”. A proposta, de autoria do vereador Vile Santos (PL), busca consolidar a cidade como polo tecnológico de criptoativos, promovendo eventos, capacitação e iniciativas voltadas à inovação no setor. A legislação prevê estímulos para atrair investimentos, fortalecer a educação financeira e apoiar empreendedores e estudantes, com a meta de posicionar a capital mineira como referência nacional em adoção e desenvolvimento de soluções ligadas ao Bitcoin e demais criptoativos.

JPMorgan projeta bitcoin a US$ 165 mil. Segundo uma análise do JPMorgan, o bitcoin pode atingir o valor de US$ 165 mil até o final de 2025. Os analistas do banco consideram que o bitcoin está significativamente desvalorizado em relação ao ouro, ao ajustar a comparação pela volatilidade. A projeção de alta é impulsionada principalmente por investidores de varejo que, desde o final de 2024, têm direcionado seu capital para ETFs de bitcoin e ouro. Essa tendência é chamada de “debasement trade”, um movimento de busca por ativos que funcionem como reserva de valor em meio a preocupações com a economia global, como inflação, endividamento de governos e instabilidade geopolítica.

❌