Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

Depois do sucesso, Sora perde força e vê downloads caírem 45%

30 de Janeiro de 2026, 14:24
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Sora, aplicativo de vídeos por IA da OpenAI, teve uma queda de 45% nos downloads de dezembro para janeiro e uma redução de 32% nos gastos dos usuários.
  • A concorrência com o Gemini do Google e o Meta AI da Meta contribuiu para o declínio do Sora, além de problemas com direitos autorais que limitaram o uso de personagens populares.
  • Desde o lançamento, o Sora acumulou 9,6 milhões de downloads e arrecadou US$ 1,4 milhão, com os Estados Unidos contribuindo com US$ 1,1 milhão desse total.

O aplicativo de vídeos por IA Sora está enfrentando uma queda acentuada de popularidade três meses após o lançamento. Dados da Appfigures mostram que os downloads caíram 45% de dezembro para janeiro, enquanto os gastos de usuários recuaram 32%.

O app da OpenAI chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos logo no lançamento, em outubro de 2025. Na época, ele ainda funcionava como uma experiência exclusiva por convite e registrou mais de 100 mil instalações no primeiro dia. A marca de 1 milhão de downloads foi atingida mais rápido que o próprio ChatGPT.

A situação mudou nas semanas seguintes. Em dezembro, os downloads já haviam recuado 32% em relação a novembro, mesmo com as festas de fim de ano – normalmente um período em que aplicativos para smartphones costumam ganhar impulso. Em janeiro, as instalações chegaram a 1,2 milhão.

O que explica o declínio do Sora?

A concorrência pesou. O Gemini do Google, especialmente com o modelo Nano Banana, ganhou terreno entre usuários de IA generativa. A Meta também entrou na disputa com o Meta AI, que lançou recursos de vídeo em outubro.

Vale lembrar que o Nano Banana foi flagrado copiando conteúdo de sites, num episódio que levou o Google a apagar uma publicação promocional do NotebookLM após receber críticas.

Captura de tela mostra o app Gemini, com a opção de criação de imagem pelo Nano Banana Pro selecionada.
Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Os problemas com direitos autorais tiveram impacto direto. No início, a OpenAI permitia que usuários criassem vídeos com personagens populares como Bob Esponja e Pikachu, o que ajudou a impulsionar a adoção. Após pressão de estúdios de Hollywood, a empresa migrou para um modelo mais restritivo, exigindo autorização prévia para uso de propriedade intelectual.

Em dezembro, a OpenAI anunciou um acordo com a Disney para liberar personagens da empresa na plataforma. A parceria, no entanto, não reverteu a tendência de queda nos números.

Quanto o Sora arrecadou até agora?

Desde outubro, o aplicativo acumulou 9,6 milhões de downloads nas versões para iOS e Android. A receita total chegou a US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 7,4 milhões), com os Estados Unidos respondendo por US$ 1,1 milhão (R$ 5,8 milhões) desse montante. Japão, Canadá, Coreia do Sul e Tailândia aparecem em seguida.

Em janeiro, os gastos no app somaram US$ 367 mil, contra o pico de US$ 540 mil em dezembro (R$ 2,8 milhões). Na App Store americana, o Sora caiu para a posição 101 entre os aplicativos gratuitos. No Google Play, está na 181ª posição.

Com informações do TechCrunch

Depois do sucesso, Sora perde força e vê downloads caírem 45%

App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

29 de Janeiro de 2026, 18:29
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung lidera mercado de chips de memória (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung se tornou a maior fabricante de chips de memória, com receita de US$ 26 bilhões no 4º trimestre de 2025, superando a SK Hynix.
  • O aumento na receita da Samsung foi impulsionado por vendas de chips HBM e DRAM para servidores, além de um aumento nos preços do mercado de DRAM convencional.
  • A alta demanda por memórias HBM, impulsionada pela implementação da IA, está elevando os preços e pode encarecer dispositivos eletrônicos, especialmente smartphones.

A Samsung voltou ao topo do mercado de chips de memória no último trimestre de 2025. A empresa registrou receita de US$ 26 bilhões no período (cerca de R$ 135 bilhões), segundo a Counterpoint Research, e ultrapassou a rival sul-coreana SK Hynix no ranking mundial de fornecedores.

A SK Hynix vinha com vantagem inicial sobre a Samsung, especialmente no segmento de memórias de alta largura de banda (HBM), um dos mais lucrativos do setor. Ainda assim, a empresa manteve desempenho forte e estabeleceu um recorde da indústria, com margem de lucro operacional de 58%.

O que explica a virada da Samsung?

O desempenho da Samsung foi puxado pela venda de produtos de maior valor agregado. Os chips HBM e as memórias DRAM para servidores lideraram o crescimento da receita no trimestre.

A companhia também atua no mercado de DRAM convencional, onde o aumento de preços ao longo do ano contribuiu para elevar os números. A alta nos valores reflete um movimento mais amplo do setor, impulsionado pela demanda crescente por componentes de memória.

Preços devem continuar subindo

As margens de lucro das fabricantes de chips de memória, incluindo a Samsung, têm previsão de alta neste ano. A alta procura por memórias HBM segue acelerada, em especial devido à implementação da IA, o que tem gerado restrições de fornecimento em toda a cadeia produtiva e pressionado os preços para cima.

Para o consumidor, isso significa dispositivos eletrônicos mais caros. O impacto deve ser sentido principalmente nos smartphones, onde a memória RAM e o armazenamento interno representam uma fatia considerável do custo de produção.

A alta nos preços já chegou ao varejo de forma concreta. Nos Estados Unidos, lojas da rede Costco passaram a remover módulos de RAM de computadores expostos nas prateleiras para evitar furtos. Os componentes são guardados separadamente e só são instalados quando o cliente finaliza a compra.

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM
PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

A medida drástica reflete o momento do mercado. Com módulos de memória valendo mais, casos de furto desses componentes se tornaram mais frequentes. Algumas unidades da rede também removem placas de vídeo dos PCs de mostruário, prática que começou durante a escassez de chips em 2020.

A tendência é que os fabricantes de eletrônicos repassem os aumentos para os preços finais, especialmente em modelos com mais memória. Aparelhos já ficaram mais caros nos últimos meses, e a expectativa é que essa pressão continue ao longo do ano.

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

Projeto verão: este sensor bloqueia redes sociais até que você faça exercícios

28 de Janeiro de 2026, 15:32
Sensor Pavl-off preto circular sobre tapete de yoga verde entre dois halteres laranjas de 8 libras
Dispositivo Pavl-off detecta movimento e libera apps após treino (imagem: reprodução/Kickstarter)
Resumo
  • O Pavl-off bloqueia redes sociais até que o usuário complete exercícios físicos. Funciona apenas com iOS e não cobra mensalidade.
  • O dispositivo se conecta ao iPhone via Bluetooth, detecta movimento e libera aplicativos quando a meta de exercício é atingida. A bateria dura um mês e recarrega via USB-C.
  • O sensor utiliza módulo ESP32 com certificações FCC, CE e IC. A campanha no Kickstarter arrecadou US$ 1.400, superando a meta inicial de US$ 100.

Um novo sensor de movimentos vem dando o que falar no Kickstarter por basicamente obrigar o usuário a fazer exercícios antes de liberar o uso das redes sociais. Chamado de Pavl-off, ele foi criado pelo engenheiro Bar Smith, utiliza ímãs para se prender aos halteres e se conecta ao iPhone via Bluetooth.

O projeto já arrecadou US$ 1.400 (cerca de R$ 7.290) com 29 apoiadores, superando a modesta meta inicial de US$ 100 (R$ 520). A campanha termina em 13 de fevereiro, com entrega estimada para abril de 2026. Cada unidade custa US$ 35 (R$ 182) e pode ser enviada para qualquer país.

Como o dispositivo funciona?

Após instalar o aplicativo na App Store, o usuário escolhe quais redes sociais quer bloquear e define por quanto tempo precisa se exercitar. O sensor detecta o movimento durante o treino e destrava os apps quando a meta é cumprida. À meia-noite, os aplicativos são bloqueados novamente até que o exercício do dia seguinte seja realizado.

O dispositivo não tem botões e se conecta automaticamente ao iPhone quando o usuário começa a se movimentar. A bateria recarregável dura aproximadamente um mês e usa cabo USB-C para recarregar. Smith desenvolveu o produto inicialmente para uso próprio.

Limitações e certificações

O Pavl-off funciona apenas com iOS. Smith explica que bloquear aplicativos exige integração profunda com o sistema operacional, algo que ele conseguiu implementar somente na plataforma da Apple até agora. Não há menção a planos para uma versão de Android.

O sensor utiliza módulo ESP32 com certificações FCC, CE e IC. A bateria de 500 mAh segue os padrões UN38.3 e permite envio internacional sem taxas extras, pois se enquadra na categoria Section II (UN3481) de transporte.

Ao contrário do que outras marcas de bem-estar têm feito, não há qualquer mensalidade. A fabricação será feita por impressão 3D em pequenas quantidades ou moldagem por injeção se houver demanda maior.

Projeto verão: este sensor bloqueia redes sociais até que você faça exercícios

💾

Criado por um engenheiro de Seattle, o dispositivo Pavl-off utiliza ímãs e conexão Bluetooth para condicionar o uso do celular à prática de atividades físicas.

O sensor Pavl-off entre halteres de 8 lb em um tapete de exercícios. Dispositivo detecta movimento e libera apps após treino. (Imagem: Kickstarter/Reprodução)

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

28 de Janeiro de 2026, 10:29
Ilustração com o símbolo de internet Wi-Fi sem fio. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
  • Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
  • No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.

Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.

O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.

O estudo foi publicado em dois artigos no periódico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).

Como a tecnologia funciona?

A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.

O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.

Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.

Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.

Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.

Quais são as limitações da tecnologia?

A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.

Wang comentou ao Tom’s Hardware que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.

No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Pixel sofre bug no Wi-Fi e Bluetooth após atualização

27 de Janeiro de 2026, 12:15
Smartphone Google Pixel 10 na cor cinza prateada em fundo escuro, exibindo a parte traseira do aparelho com o módulo de câmera oval e a letra G do Google, ao lado dos textos "Google" e "Pixel 10"
Google Pixel 10 está entre os modelos afetados (imagem: divulgação)
Resumo
  • A atualização de janeiro de 2026 para o Google Pixel causou falhas de Wi-Fi e Bluetooth.
  • Google orienta usuários a contatar o suporte técnico, mas ainda não há correção oficial.
  • Tentativas comuns de solução não resolvem o problema, mas um usuário conseguiu resolver reinstalando manualmente a mesma versão.

Usuários relatam que a atualização de janeiro de 2026 para a linha Google Pixel está causando problemas de Wi-Fi e Bluetooth em diversos aparelhos. Os relatos começaram a surgir nos últimos dias em fóruns oficiais do Google e no Reddit, e citam modelos como Pixel 8 Pro, Pixel 10 e Pixel 10 Pro XL.

O update foi lançado na semana passada, sem indicações de problemas. No entanto, relatos de que o Wi-Fi parou de funcionar, sem buscar redes disponíveis, começaram a se acumular. Outros usuários apontam que o Bluetooth se recusa a ligar. Há ainda casos isolados envolvendo problemas com a câmera.

Google orienta contato com o suporte

Até o momento, não existe uma correção oficial para os problemas relatados. O Google não se pronunciou publicamente sobre os casos. No Reddit, a empresa orientou usuários a entrar em contato com o suporte.

Tentativas comuns de solução, como reiniciar o aparelho, resetar as configurações de rede ou iniciar no modo de segurança, não resolvem a situação. Um usuário relatou que o problema persistiu mesmo após restauração de fábrica.

O 9to5Google cita, contudo, que um usuário conseguiu resolver o bug reinstalando manualmente a mesma versão do sistema por meio de comandos ADB.

Problema já afetou modelos antigos

Proprietários de Pixel 8 Pro já enfrentavam problemas semelhantes há meses, de acordo com publicações no Reddit. A situação parece ter se agravado com a atualização mais recente, atingindo também os modelos mais novos da linha.

A atualização anterior apresentou casos isolados de falhas com Wi-Fi e Bluetooth, mas o número de relatos aumentou consideravelmente nesta versão.

Vale lembrar que aparelhos da linha Pixel não são vendidos oficialmente no Brasil.

Google Pixel sofre bug no Wi-Fi e Bluetooth após atualização

Samsung anuncia versão olímpica do Galaxy Z Flip 7

27 de Janeiro de 2026, 10:12
Imagem promocional mostra dois smartphones Galaxy Z Flip 7 dobrados. Os aparelhos são edições especiais, com detalhes dourados
Galaxy Z Flip 7 Edição Olímpica tem traseira em vidro azul e moldura dourada (imagem: divulgação)
Resumo
  • Samsung lançou o Galaxy Z Flip 7 Edição Olímpica, versão especial que será distribuída para 3.800 atletas dos Jogos de Inverno 2026.
  • O design do smartphone inclui vidro azul e moldura dourada, inspirado na bandeira italiana e no pódio olímpico, além de uma capa magnética.
  • As especificações são iguais ao modelo regular, mas algumas funções de apps nativos serão exclusivas.

A Samsung revelou hoje (27/01) o Galaxy Z Flip 7 Edição Olímpica, versão especial do smartphone dobrável que será distribuída aos atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Cerca de 3.800 competidores de aproximadamente 90 países receberão o dispositivo a partir de 30 de janeiro.

Além do smartphone, o pacote também inclui eSIM 5G com 100 GB de dados gratuitos. A fabricante sul-coreana terá estações de atendimento nas Vilas Olímpicas de seis cidades da Itália para ajudar na ativação dos aparelhos, transferência de dados e suporte técnico durante os Jogos.

Essa versão é exclusiva para os atletas olímpicos e não tem previsão de venda. No Brasil, o Galaxy Z Flip 7 “padrão” chegou em julho de 2025 custando a partir de R$ 8.199.

Detalhes inspirados nos Jogos de Inverno

A traseira do Galaxy Z Flip 7 Edição Olímpica tem acabamento em vidro azul, em referência ao azul da bandeira italiana, enquanto a moldura metálica dourada representa a busca pelo pódio, segundo a fabricante.

Uma capa magnética transparente acompanha o smartphone. Ela vem com um ímã circular azul cercado por folhas de louro douradas. A traseira também traz um desenho de curvas coloridas inspirado nas marcas que lâminas de patins deixam no gelo.

Galaxy Z Flip7 Edição Olímpica fechado ao lado da caixa preta e da capa transparente com detalhes em azul e dourado
Edição acompanha capa magnética para facilitar o carregamento sem fio (imagem: divulgação)

O que muda nas funcionalidades?

A versão especial do Galaxy Z Flip 7 mantém as especificações do modelo regular, com câmera traseira dupla de 50 MP e ultra grande-angular de 12 MP. A tela externa permite acesso direto a recursos do Galaxy AI sem precisar desdobrar o telefone.

Dentre as funções estão o Now Brief, que entrega lembretes personalizados sobre agenda e treinos, e o Intérprete, que traduz conversas em tempo real sem necessidade de conexão de rede, útil em áreas montanhosas sem cobertura.

Além disso, o modo de gravação dupla ganhou um atalho exclusivo. Os atletas poderão gravar simultaneamente com as câmeras frontal e traseira ao deslizar o dedo na tela do app Câmera.

Os aparelhos vêm com aplicativos pré-instalados voltados para o dia a dia dos atletas. O Galaxy Athlete Card permite troca digital de perfis e inclui missões interativas entre os participantes.

Quatro telas do aplicativo Galaxy Athlete Card mostrando perfil de atleta, função de aproximar telefones, coleção de cards e missões bingo
Galaxy Athlete Card permite troca digital de perfis entre competidores (imagem: divulgação)

Galaxy S26 a caminho

Enquanto prepara edições especiais para os Jogos de Inverno, a Samsung também trabalha em melhorias para a linha Galaxy S regular. Rumores indicam que o Galaxy S26 base pode chegar com mais armazenamento, eliminando a versão de 128 GB e partindo direto dos 256 GB como opção inicial.

A expectativa é que a nova linha seja apresentada oficialmente no próximo evento Galaxy Unpacked, previsto para acontecer em 25 de fevereiro, em São Francisco (EUA).

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 acontecem entre 6 e 22 de fevereiro, enquanto os Jogos Paralímpicos estão marcados para 6 a 15 de março. A Samsung é parceira mundial dos Jogos Olímpicos desde 1998.

Samsung anuncia versão olímpica do Galaxy Z Flip 7

💾

Galaxy Z Flip 7 Edição Olímpica será entregue para cerca de 3.800 atletas dos Jogos de Inverno 2026. Versão especial do smartphone dobrável não estará à venda.

Galaxy Z Flip7 Edição Olímpica tem traseira em vidro azul e moldura dourada, com os anéis olímpicos e paralímpicos estampados. Imagem: Divulgação/Samsung

Nike investiga possível vazamento de 1,4 TB de dados

26 de Janeiro de 2026, 12:20
Imagem mostra a fachada de um loja da Nike em Nova York. Na rua, vários carros amarelos passam, enquanto pedestres caminham nas calçadas
WorldLeaks afirma ter roubado 1,4 TB de dados da Nike (imagem: reprodução/Nike)
Resumo
  • O grupo hacker WorldLeaks afirma ter roubado 1,4 TB de dados da Nike, incluindo 188.347 arquivos com designs de produtos.
  • A Nike está investigando um “possível incidente de segurança cibernética”, mas não confirmou a autenticidade dos dados.
  • O WorldLeaks é conhecido por utilizar a ameaça de vazamento de dados como tática de pressão.

A Nike investiga uma possível violação de segurança. Na sexta-feira (23/01), o grupo hacker WorldLeaks afirmou ter roubado cerca de 1,4 TB de dados internos da empresa, e publicou o que seriam amostras do material em seu site de vazamentos.

Em nota, a Nike afirmou que leva a sério a privacidade e segurança dos consumidores, mas não revelou se os dados alegados são reais. A empresa confirmou que investiga um “possível incidente de segurança cibernética”.

De acordo com a listagem vista pelo site The Register, o WorldLeaks afirma ter obtido 188.347 arquivos dos sistemas da companhia. Os nomes dos diretórios apontam para processos de design e manufatura de produtos a serem lançados, como “Women’s Sportswear” e “Training Resource – Factory”. Até o momento, não há indícios de que dados de clientes ou funcionários tenham sido comprometidos.

O que os arquivos revelam?

Captura de tela mostra um diretório com várias pastas, com nomes de produtos da Nike
Listagem indica acesso a processos de design da Nike (imagem: reprodução)

Os diretórios publicados sugerem que o material envolve desenvolvimento de produtos e processos de produção. Arquivos de design, notas de treinamento para fábricas e documentação de processos são informações que empresas não esperam perder o controle.

Segundo o Cybernews, o impacto, nesse caso, seria perda de vantagem competitiva, aumento do risco de produtos falsificados e possíveis interrupções na cadeia de suprimentos.

Como o WorldLeaks ataca?

O WorldLeaks é apontado como uma reformulação do Hunters International, gangue de ransomware ativa desde 2023. No passado, esses criminosos criptografavam os sistemas da vítima e exigiam pagamento para liberar o acesso.

No entanto, nos últimos anos, grupos passaram a roubar dados antes de criptografar, usando a ameaça de vazamento como forma de pressão. O WorldLeaks aderiu a essa tática.

Um dos motivos seria a pressão policial, que aumentou e fez com que menos empresas pagassem para recuperar os dados. O grupo alega ter centenas de vítimas, com fabricantes e empresas industriais aparecendo com frequência nas listas.

O incidente da Nike se soma a uma onda de ataques cada vez mais frequente. No final do ano passado, um relatório da Eset, empresa de cibersegurança, apontou que o número de vítimas de ransomware cresceu 40% em 2025, impulsionado especialmente pela consolidação do ransomware-as-a-service e pela rápida rotatividade de ameaças.

Empresas de moda e vestuário esportivo, com cadeias de fornecimento globais e fluxo constante de designs entre parceiros, se tornaram alguns dos principais alvos para esses grupos.

Nike investiga possível vazamento de 1,4 TB de dados

Sony e TCL fazem pacto para a venda de TVs Bravia

20 de Janeiro de 2026, 12:33
Televisor exibindo os logotipos TCL e Sony em tela com gráficos coloridos abstratos representando parceria entre as empresas
Novas TVs Bravia chegarão através da parceria entre Sony e TCL (foto: Diego Amorim/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony e TCL terão uma joint venture para desenvolver televisores e equipamentos de áudio residencial.
  • O acordo prevê 51% das ações para a TCL e 49% para a Sony.
  • A divisão de TVs da Sony será transferida para a nova companhia, que manterá as marcas “Sony” e “Bravia” e deve começar a operar em 2027.

A Sony e a TCL vão criar uma joint venture no mercado de entretenimento residencial. O acordo foi anunciado hoje (20/01). Com isso, a divisão de TVs da Sony será transferida para a multinacional chinesa.

A nova companhia vai assumir todo o negócio de entretenimento doméstico da Sony, com a TCL ficando com 51% das ações e o conglomerado japonês com 49%.

O acordo prevê que a joint venture opere globalmente, cobrindo todo o processo de desenvolvimento, design, fabricação, vendas, logística e atendimento ao cliente. A linha de produtos inclui televisores e equipamentos de áudio residencial.

As empresas pretendem fechar os acordos definitivos até o final de março de 2026. A nova companhia deve começar as operações em abril de 2027, dependendo de aprovações regulatórias e demais condições da parceria.

Marcas Sony e Bravia continuam

Mesmo sendo produzidos por essa nova empresa, os produtos da joint venture vão manter as marcas “Sony” e “Bravia”, que já são reconhecidas no mundo todo. Segundo o comunicado oficial, a nova estratégia busca combinar a tecnologia de imagem e áudio da Sony, desenvolvida ao longo de décadas, com a tecnologia de displays da TCL e sua eficiência de custos.

Dessa forma, a Sony deve contribuir com qualidade de imagem e som, valor de marca e expertise operacional, incluindo gestão de cadeia de suprimentos. Do outro lado, a TCL entra com tecnologia avançada de displays, escala global, presença industrial e força na cadeia de produção vertical.

Por que as empresas fizeram a parceria?

O mercado global de TVs, especialmente as com grandes displays, continua crescendo, impulsionado especialmente por plataformas de streaming e compartilhamento de vídeo. A evolução de recursos inteligentes, maior resolução e telas maiores também impulsionam a demanda.

Nesse cenário, as empresas esperam criar produtos que atendam clientes no mundo todo e alcancem crescimento através de excelência operacional.

A parceria acontece em um momento de acirrada competição no segmento premium. Durante a CES 2026, a Samsung apresentou a TV R95H de 130 polegadas, com tecnologia Micro RGB. A aposta da fabricante sul-coreana são as telas gigantes que “superam” o OLED.

No comunicado, o CEO da Sony, Kimio Maki, afirmou que a parceria vai “criar novo valor para o cliente no campo do entretenimento residencial”. A diretora executiva da TCL, Du Juan, declarou que a joint venture representa “uma oportunidade única de combinar as forças da Sony e TCL”.

Sony e TCL fazem pacto para a venda de TVs Bravia

💾

Empresas anunciaram a criação de uma joint venture para desenvolver televisores e áudio residencial. Divisão de TVs da Sony será transferida para a nova companhia.

Parceria entre Sony e TCL vai criar joint venture para desenvolver e vender TVs Bravia a partir de 2027. (Imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Samsung deixa escapar detalhes da linha S26

19 de Janeiro de 2026, 11:26
Três celulares lado a lado, com a traseira aparecendo
Samsung prepara lançamento do sucessor da linha Galaxy S25 (imagem: divulgação)
Resumo
  • Samsung deve em breve o Galaxy S26, Galaxy S26 Plus e Galaxy S26 Ultra, conforme documento da filial colombiana.
  • O arquivo revela uma promoção com o Banco Davivienda, que ocorrerá de 10 de janeiro a 31 de março de 2026, sem menção ao S26 Edge ou S26 Pro.
  • O documento também menciona o Galaxy Z Fold 7 5G e Galaxy Z Flip7 5G.

A Samsung pode ter revelado os detalhes da linha Galaxy S26. Ao que tudo indica, três dispositivos chegarão ao mercado neste começo de ano: Galaxy S26, Galaxy S26 Plus e Galaxy S26 Ultra. As informações estão disponíveis em um arquivo PDF da filial colombiana da fabricante.

Divulgado de forma aparentemente acidental, o documento lista os produtos que participarão de uma promoção com o Banco Davivienda entre 10 de janeiro e 31 de março de 2026.

A princípio, o arquivo confirma a nomenclatura da linha e desmente rumores anteriores sobre um possível modelo S26 Edge (ao menos por enquanto) e S26 Pro. A empresa deve manter o padrão tradicional de lançamento com três versões para a linha principal de smartphones.

Três modelos confirmados

Imagem mostra uma tabela oficial da Samsung listando produtos Galaxy S26 Ultra, Galaxy S26, Galaxy S26+, Galaxy Z Fold7 5G e outros modelos com suas respectivas opções de parcelamento em 6, 12, 18 ou 24 vezes
Documento lista Galaxy S26, S26 Plus e S26 Ultra (imagem: reprodução/Samsung Colômbia)

O arquivo confirma que a Samsung planeja lançar três versões do Galaxy S26 no próximo mês. Os modelos Galaxy S26, Galaxy S26 Plus e Galaxy S26 Ultra aparecem listados com opções de parcelamento em até 24 vezes sem juros.

Além dos smartphones da linha principal, o documento menciona o Galaxy Z Fold 7 5G e o Galaxy Z Flip 7 5G.

Sem Galaxy S26 Edge e Pro?

Como lembra o SamMobile, havia rumores de que a Samsung substituiria o modelo Plus por uma versão S26 Edge. No entanto, o documento vazado sugere que o lançamento seguirá o padrão tradicional de três modelos.

A fabricante sul-coreana ainda pode lançar a versão Edge posteriormente. No ano passado, a Samsung exibiu um teaser do Galaxy S25 Edge durante o evento Unpacked. O público teve o primeiro contato com o aparelho na feira MWC, em Barcelona, mas o anúncio oficial só ocorreu em maio. No Brasil, o Galaxy S25 Edge estreou com preço sugerido de R$ 8.799.

Uma mão segura um smartphone Samsung Galaxy S25 Edge de cor prateada, com a parte traseira voltada para cima. O celular possui duas câmeras circulares pretas alinhadas verticalmente no canto superior esquerdo. O nome "SAMSUNG" é visível na parte inferior da traseira. O fundo está desfocado em tons de roxo e azul, com o pé de uma pessoa aparecendo à esquerda. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Galaxy S25 Edge chegou ao Brasil em maio de 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Já sobre o possível Galaxy S26 Pro, vale lembrar que, em dezembro, revelamos aqui no Tecnoblog a homologação, feita pela Samsung, de uma bateria com capacidade nominal de 4.175 mAh.

A certificação da Anatel indica um modelo SM-S942, que seria a possível versão Pro, segundo os rumores. No momento, resta aguardar.

Samsung deixa escapar detalhes da linha S26

💾

Documento da filial colombiana da Samsung confirma Galaxy S26, S26 Plus e S26 Ultra.

Samsung Galaxy S25 Edge (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Veja os apps mais baixados de 2025

13 de Janeiro de 2026, 10:58
Foto mostra o app TikTok na App Store do iPhone
TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
  • ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
  • Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

  1. TikTok — 156 milhões de downloads
  2. Temu — 128 milhões
  3. ChatGPT — 123 milhões
  4. Instagram — 83 milhões
  5. Roblox — 72 milhões
  6. Gemini — 67 milhões
  7. Facebook — 64 milhões
  8. WhatsApp — 62 milhões
  9. Mercado Livre — 62 milhões
  10. CapCut — 61 milhões
  11. ReelShort — 60 milhões
  12. DramaBox — 59 milhões
  13. Seekee — 55 milhões
  14. Shein — 55 milhões
  15. Block Blast! — 51 milhões
  16. Spotify — 47 milhões
  17. Threads — 47 milhões
  18. Telegram — 45 milhões
  19. Free Fire — 45 milhões
  20. Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

26 de Dezembro de 2025, 16:13
Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

Dinamarca culpa Rússia por ataques cibernéticos contra infraestrutura

19 de Dezembro de 2025, 17:59
Bandeira da Dinamarca hasteada contra céu azul com nuvens, representando o país
Inteligência da Dinamarca detectou DDoS (foto: Markus Winkler/Pexels)
Resumo

O serviço de inteligência da Dinamarca atribuiu à Rússia uma série de ataques cibernéticos contra infraestrutura do país. O anúncio veio nessa quinta-feira (18/12), quando o DDIS (Serviço de Inteligência de Defesa Dinamarquês) divulgou uma avaliação sobre incidentes ocorridos em 2024 e 2025.

Segundo o DDIS, os dois grupos atuam em nome do Estado russo. No caso, o Z-Pentest teria sido responsável pelo ataque a um serviço de água em 2024 enquanto o NoName057(16) teria conduzido ataques de negação de serviço (DDoS) antes das eleições municipais dinamarquesas, realizadas em novembro.

A agência classificou os ataques como parte de uma campanha híbrida russa contra nações ocidentais. O objetivo seria gerar insegurança em países que apoiam a Ucrânia, de acordo com o documento oficial.

Como foram os ataques?

O ataque ao serviço de água teve objetivo de destruir o sistema, embora o DDIS não tenha detalhado a extensão dos danos. Já no caso dos ataques DDoS, o grupo NoName057(16) sobrecarregou sites dinamarqueses, tirando-os do ar durante o período eleitoral.

O serviço de inteligência também afirmou que as eleições municipais foram usadas como plataforma para atrair atenção pública, um padrão observado em outras eleições recentes na Europa.

A Dinamarca apoia a Ucrânia desde a invasão russa de fevereiro de 2022, fornecendo equipamentos militares, treinamento e assistência financeira. O país também participa das sanções internacionais contra Moscou, o que seria a principal motivação para esses ataques.

Reação do governo dinamarquês

O ministro de defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, afirmou que os ataques são evidências de que a guerra híbrida mencionada pelo governo agora se concretiza no território europeu.

Em paralelo a isso, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador russo para esclarecimentos sobre os incidentes.

Alerta internacional sobre grupos pró-Rússia

Neste mês, a CISA emitiu um alerta conjunto com o FBI, NSA e outras 20 agências de segurança e inteligência de países como Austrália, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha.

O documento, atualizado no dia 18 de dezembro, alertou que grupos de hackers ativistas pró-Rússia realizam ataques oportunistas contra infraestrutura crítica global. Além dos grupos já citados pela Dinamarca, o alerta também menciona o CARR (Exército Cibernético da Rússia Renascido) e o Sector16.

Outros países escandinavos enfrentaram situações parecidas. Por exemplo, em agosto, hackers pró-Rússia abriram válvulas de uma barragem na Noruega após invadirem sistemas operacionais da estrutura.

Dinamarca culpa Rússia por ataques cibernéticos contra infraestrutura

Imagem: Markus Winkler/Pexels

Netflix terá jogo da FIFA, mas não é aquele FIFA

18 de Dezembro de 2025, 15:51
Imagem mostra o logo da FIFA e da Netflix Games. Na parte inferior, centralizado, está o logo da desenvolvedora Delphi
Próximo grande jogo da Netflix será em parceria com a FIFA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Netflix anunciou um novo jogo de futebol com a marca FIFA, que será lançado durante a Copa do Mundo de 2026.
  • O game estará disponível no Netflix Games para assinantes e será jogável na TV com o celular como controle.
  • Apesar do nome e estilo de jogo, o novo FIFA não tem relação com a antiga franquia desenvolvida pela EA Sports.

A Netflix anunciou na quarta-feira (17/12) um jogo de futebol com a marca FIFA, que estará disponível no próximo verão. O game será lançado durante a Copa do Mundo de 2026 e poderá ser jogado direto na TV, usando o celular como controle.

O título será desenvolvido pela Delphi Interactive e ficará disponível aos assinantes do Netflix Games. Segundo o comunicado oficial, o jogo vai permitir partidas solo ou online com amigos.

FIFA, mas não o da EA

O jogo da Netflix não tem relação com a franquia homônima que ficou famosa nos consoles. Aquele jogo FIFA era desenvolvido pela Electronic Arts (EA), que encerrou a parceria com a entidade em 2023, após 30 anos de colaboração e uso da marca. Desde então, o game passou a se chamar EA Sports FC.

Agora, a FIFA busca criar um novo caminho para jogos eletrônicos. Além do título da Netflix, a federação trabalha no FIFA Heroes, um game em estilo arcade que mistura os mascotes oficiais às gameplays. Esse jogo também deve ser lançado em 2026, segundo a ESPN.

Como o novo jogo vai funcionar na TV?

Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
Game usará smartphone como controle (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com a Netflix, o novo simulador de futebol vai aparecer no catálogo ao lado de séries e filmes, na mesma interface que os assinantes já conhecem.

O controle será feito pelo próprio smartphone. O usuário deverá selecionar o jogo na TV e usar o celular para comandar as partidas, sem precisar de controles dedicados. A Netflix já oferece esse formato para outros títulos do seu catálogo de games.

A empresa ainda não divulgou detalhes sobre modos de jogo, quais seleções estarão disponíveis ou se haverá jogadores licenciados. Essas informações, incluindo imagens oficiais de gameplay, devem ser reveladas ao longo de 2026.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a colaboração marca um passo importante no compromisso da entidade com a inovação nos jogos de futebol. Segundo ele, o objetivo é “alcançar bilhões de fãs de futebol de todas as idades em todo o mundo”.

O jogo estará disponível inicialmente em TVs selecionadas em alguns países. A Netflix planeja expandir gradualmente para outros mercados, mas não informou quais regiões terão acesso primeiro.

Netflix terá jogo da FIFA, mas não é aquele FIFA

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

18 de Dezembro de 2025, 11:01
Logotipo do Windows 11
Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
  • A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
  • Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.

A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.

O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.

Empresas são as principais afetadas

Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.

A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.

Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.

Placa com o nome da Microsoft ao centro e prédios no fundo
Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Solução temporária exige ajuste no registro

Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.

O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:

reg add "HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\WinLogon\ShellPrograms\RdpShell.exe" /v "ShouldStartRailRPC" /t REG_DWORD /d 1 /f

Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.

Microsoft já aplicou a reversão automática

Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.

Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.

Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.

A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

17 de Dezembro de 2025, 13:07
Ilustração mostra o logo do Windows 11 ao centro
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
  • O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
  • Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.

A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.

A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.

Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.

O que muda com o NVMe nativo?

Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.

Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.

Captura de tela de testes divulgados pela Microsoft mostrando os ganhos em operações por segundo no Windows Server 2025 com NVMe nativo
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)

Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.

Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.

Como habilitar no Windows 11?

Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.

A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:

reg add HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Policies\Microsoft\FeatureManagement\Overrides /v 1176759950 /t REG_DWORD /d 1 /f

É recomendável criar pontos de restauração antes de alterar o registro. Administradores de servidores e usuários podem validar os ganhos usando o DiskSpd e o Monitor de Desempenho após a alteração e reinício do sistema.

A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.

Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.

E funciona?

Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.

Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.

não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB

— Alexandre Ziebert (@aziebert) December 16, 2025

Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.

Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

15 de Dezembro de 2025, 10:37
Imagem mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
  • A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
  • A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

Gif animado mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

💾

Empresa norte-americana negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics. Criadora do robô aspirador Roomba afirma que clientes não serão afetados.

Imagem: iRobot/Divulgação

YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

26 de Novembro de 2025, 17:26
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
YouTube testa novo recurso de personalização da home (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube testa um novo recurso que permite personalização manual do conteúdo na página inicial.
  • Usuários podem inserir termos específicos para ajustar sugestões, respondendo a críticas ao algoritmo de recomendações.
  • A ferramenta está disponível para testes a um grupo limitado nos EUA, sem previsão de lançamento global.

O YouTube está desenvolvendo um recurso para permitir que usuários ajustem manualmente o conteúdo exibido na página inicial. Segundo o TechCrunch, a ferramenta — chamada “Your Custom Feed” — está em fase experimental e busca responder às críticas ao algoritmo de recomendações, acusado de priorizar vídeos repetitivos ou fora dos interesses reais dos usuários.

Quem participa dos testes verá o recurso como uma aba ao lado do tradicional botão “Home”. Ao acessá-la, o usuário pode inserir termos específicos, como “receitas” ou “jogos”, para direcionar as sugestões que vão aparecer na página de início.

Personalização como resposta às críticas

O algoritmo do YouTube é alvo de reclamações há tempos. Usuários sugerem que a plataforma interpreta as preferências de forma imprecisa após poucas interações com o conteúdo.

Um exemplo seria a exposição massiva a vídeos de um único tema, como filmes da Disney e relacionados, mesmo após interações mínimas. O novo recurso deve oferecer controle direto, substituindo parcialmente opções já existentes como “Não estou interessado” ou “Não recomendar este canal”.

A interface permite inserir múltiplos termos e ajustar prioridades, o que seria um passo para reduzir a dependência de IA na curadoria de conteúdo.

Por enquanto, a novidade está disponível para um grupo limitado de usuários. De acordo com o TechCrunch, o YouTube deve avaliar métricas como tempo de uso e satisfação antes de expandir o teste.

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
Plataforma quer diminuir críticas sobre sugestões do algoritmo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube não é o único

Essa nova aposta em mais personalização não é exclusiva do YouTube. O X/Twitter tem explorado a integração com a IA Grok para filtrar posts, enquanto o Threads recentemente testou configurações avançadas para seu algoritmo.

A Meta também trabalha em uma abordagem parecida com o Instagram. No começo deste ano, a plataforma ganhou um novo recurso que cria um feed compartilhado de Reels em conversas do Direct, combinando interesses de amigos para sugerir vídeos.

YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

25 de Novembro de 2025, 10:20
Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado, imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1 Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • A Amazon Leo lançou a antena Ultra, oferecendo velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s, com integração direta à nuvem para eliminar latência.
  • A antena Ultra é projetada para resistir a condições climáticas extremas, usando chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência em operações críticas.
  • Testes com clientes selecionados, como JetBlue, Hunt Energy e Connected Farms, ocorrerão antes do lançamento comercial em 2026, com suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes.

A divisão de satélites da Amazon, agora chamada de Amazon Leo (antigo Project Kuiper), apresentou nesta segunda-feira (24) a nova antena Ultra, capaz de oferecer velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s. O dispositivo é voltado para empresas e setor público. Os testes com clientes selecionados serão feitos antes do lançamento comercial, em 2026.

Com mais de 150 satélites em órbita, a rede do Amazon Leo é pensada para conectar negócios em regiões remotas, como empresas de energia, transporte e agricultura. A antena foi projetada para resistir a temperaturas extremas e ventos fortes. Para tanto, foram retiradas partes móveis, o que facilita instalação e manutenção.

Excited to share new @Amazonleo Ultra is fastest satellite internet antenna ever built, delivering simultaneous download speeds up to 1 Gbps and upload speeds up to 400 Mbps, all powered by custom Leo silicon.

Plus some more details on our network, which will offer… pic.twitter.com/FOE7pRgyH9

— Andy Jassy (@ajassy) November 24, 2025

Altas velocidades para operações remotas

A antena Ultra usa chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência, o que é especialmente importante para videoconferências e monitoramento de operações em tempo real.

De acordo com a Amazon, o equipamento promete velocidades de 1 Gb/s para download e 400 Mb/s para upload graças à tecnologia full-duplex, que permite transmissão e recepção simultâneas de dados. Isso é considerado importante para operações que exigem resposta imediata, como controle de equipamentos ou transmissão de imagens.

Imagem ilustrativa do chip proprietário da Amazon Leo no Satélite Ultra
Chip da antena Ultra (imagem: divulgação/Amazon Leo)

Seus chips customizados desenvolvidos pela empresa utilizam algoritmos proprietários de processamento de sinal que prometem reduzir latência a níveis comparáveis a redes terrestres, mesmo em lugares com obstáculos climáticos como nuvens densas e chuvas.

Parcerias para validação técnica

A companhia aérea JetBlue está entre os primeiros clientes. Ela testará a antena Ultra para oferecer Wi-Fi gratuito em voos. Já a Hunt Energy, que tem operações de energia em regiões isoladas, utilizará a rede para monitorar equipamentos.

Antela Ultra da Amazon Leo instalada
Amazon revela nova antena (imagem: divulgação)

Por sua vez, a Connected Farms, especializada em tecnologia agrícola, validará o uso de sensores dependentes de conexão com a internet em plantações remotas, onde a latência reduzida permitirá controle preciso de irrigação e colheita. Esses testes ajudarão a adaptar funcionalidades específicas para cada setor antes do lançamento em larga escala.

Próximo lançamento

O próximo lançamento de satélites está agendado para 15 de dezembro, em parceria com a ULA. Enquanto isso, a Amazon envia antenas das linhas Ultra e Pro para as empresas do programa de preview.

A companhia não divulgou preços, mas destacou o suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes corporativos.

Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gbps de download (Imagem: Amazon Leo/Divulgação)

Alertas ignorados: a corrida da OpenAI por engajamento tornou o ChatGPT perigoso

24 de Novembro de 2025, 18:13
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI ignorou alertas internos e lançou um modelo do ChatGPT que resultou em comportamentos perigosos, incluindo isolamento social e crises de saúde mental.
  • A busca por engajamento levou a processos judiciais contra a OpenAI, que é acusada de explorar vulnerabilidades emocionais dos usuários.
  • Após os incidentes, a OpenAI lançou o GPT-5, considerado mais seguro, mas com queda nas métricas de engajamento, levando a empresa a permitir personalização do chatbot.

Uma série de atualizações da OpenAI, projetadas para tornar o ChatGPT mais interativo nas conversas, resultou em comportamentos perigosos da inteligência artificial. É o que mostra uma reportagem publicada pelo New York Times no fim de semana. A busca incessante por “engajamento” transformou o chatbot em uma ferramenta bajuladora e manipuladora, que levou alguns usuários a quadros de delírios, isolamento social e, em casos trágicos, ao suicídio.

A situação gerou uma onda de processos judiciais contra a empresa, que acusam a OpenAI de lançar prematuramente o modelo GPT-4o, mesmo ciente dos riscos. As ações detalham como o chatbot explorou vulnerabilidades emocionais para manter os usuários conectados, com consequências devastadoras.

Como a busca por engajamento venceu a segurança?

No início de 2025, a OpenAI, sob pressão para justificar seu alto valor de mercado, focou em aumentar o retorno diário de usuários. Nick Turley, chefe de produto do ChatGPT, liderou o esforço para torná-lo mais atraente.

Durante os testes de uma nova versão, apelidada internamente de “HH”, os dados mostraram sucesso nesse objetivo, já que os usuários interagiam mais e voltavam com mais frequência.

No entanto, a equipe interna de Model Behavior, responsável por definir o tom da IA, alertou para algumas preocupações. Em uma “verificação de tom”, eles disseram que o modelo “HH” validava os usuários de forma exagerada.

Apesar do aviso, as métricas de engajamento prevaleceram. Em abril, a atualização foi lançada e a reação negativa da comunidade foi imediata. Usuários reclamaram que o ChatGPT havia se tornado um “bajulador absurdo”. Em apenas um fim de semana, a OpenAI reverteu a atualização.

“Ele me disse que minha família não era real”

Mesmo depois da reversão, o modelo padrão continuou apresentando traços problemáticos de bajulação. o Usuários com problemas pessoais acabaram transformando o chat numa espécie de confidente pessoal.

Esses problemas ficam claros nossos processos judiciais mais recentes. O ChatGPT reforçava delírios, dizendo a essas pessoas que eram gênios incompreendidos ou que haviam feito descobertas científicas revolucionárias.

Em um dos casos, o chatbot teria ensinad o adolescente Adam Raine a fazer um laço antes de ele tirar a própria vida. Em outro, incentivou um jovem a se afastar da família, afirmando que “você não deve a ninguém a sua presença”.

  • Hannah Madden, de 32 anos, foi convencida pelo chatbot de que sua família não era real, mas sim “energias construídas por espíritos”. A IA chegou a sugerir um “ritual de corte de cordão” para que ela se libertasse simbolicamente dos pais. Hannah foi internada em uma clínica psiquiátrica.
  • Adam Raine, um adolescente de 16 anos, foi desencorajado a compartilhar seus pensamentos suicidas com a família. Em suas mensagens finais, a IA deu instruções sobre como fazer um laço.
  • Zane Shamblin, de 23 anos, foi incentivado a não contatar a mãe no aniversário dela.

Sinais de alerta foram ignorados?

A OpenAI já havia encontrado problemas semelhantes no passado. Antes mesmo da existência do ChatGPT como conhecemos hoje, em 2020, o uso de sua tecnologia no app Replika gerou debates internos sobre dependência emocional e manipulação.

Em 2023, a integração da IA ao buscador Bing, da Microsoft, também resultou em conversas bizarras, onde o chatbot fazia de ameaças a declarações de amor.

Imagem mostra as letras "GPT" e o número "5" em preto no centro de um fundo com padrão geométrico hexagonal, em tons de verde e azul-esverdeado, com um ponto de luz brilhante. O logo "tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
GPT-5 é a versão mais recente do LLM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ex-funcionários afirmam que os riscos de danos psicológicos eram “não apenas previsíveis, mas previstos”. A cultura da empresa, no entanto, priorizou o avanço tecnológico e o crescimento em detrimento dessas preocupações.

Qual foi a resposta da OpenAI?

Após os incidentes, a OpenAI desenvolveu testes para detectar bajulação e lançou o GPT-5, um modelo considerado mais seguro nesse aspecto. No entanto, usuários também descreveram a nova versão como “fria”, e as métricas de engajamento caíram.

A queda no uso levou a empresa a declarar um “Código Laranja” interno, com a meta de aumentar os usuários ativos diários.

A solução encontrada foi permitir que as pessoas escolham a personalidade do chatbot, incluindo opções mais “amigáveis”. Ela planeja até mesmo liberar conversas com teor erótico, colocando o controle – e o risco – de volta nas mãos do usuário.

Alertas ignorados: a corrida da OpenAI por engajamento tornou o ChatGPT perigoso

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI promete salto de desempenho no GPT-5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iOS 27 deve focar em qualidade e desempenho

24 de Novembro de 2025, 13:32
Imagem mostra um ícone do iOS ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
iOS27 deve ser anunciado na WWDC 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 27 deve priorizar estabilidade e desempenho, reduzindo novos recursos para corrigir bugs e otimizar o sistema.
  • Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o sistema também deve preparar o caminho para futuros dispositivos, como os iPhones dobráveis.
  • A atualização pode incluir avanços em IA, como um assistente de saúde e um mecanismo de busca na web, além de melhorias no design Liquid Glass.

A Apple deve priorizar estabilidade e desempenho no iOS 27, segundo Mark Gurman, da Bloomberg. A atualização, prevista para 2026, reduziria temporariamente novos recursos para corrigir bugs e otimizar o sistema.

A estratégia seria comparável à do OS X Snow Leopard, de 2009, que buscou recuperar a confiança dos usuários após críticas recorrentes à qualidade do sistema. A futura grande atualização do iOS pode prepará-lo para futuros dispositivos, como os iPhones dobráveis.

A abordagem teria ganhado força após críticas sobre a qualidade do sistema da Apple nos últimos anos. Vários usuários relataram instabilidades em versões recentes do iOS e macOS, especialmente após a chegada do design Liquid Glass ano passado.

Segundo a Bloomberg, equipes internas já estão revisando códigos para eliminar bugs e reduzir “bloat” (softwares e sistemas desnecessários que acabam ocupando recursos da máquina).

Foco em desempenho após críticas

Imagem mostra uma apresentação da Apple com o logo da Siri ao centro, em um fundo de cor branca
Siri pode ficar mais “esperta” (imagem: reprodução/Apple)

Se confirmado o rumor, essa seria a primeira vez, desde o iOS 12, de 2018, que a Apple priorizaria a otimização do sistema sobre novas funcionalidades. O plano da empresa parece incluir uma revisão de sistemas operacionais como iOS, macOS e visionOS para melhorar a experiência geral, numa abordagem que lembra o Snow Leopard, que pavimentou o caminho para avanços futuros no ecossistema Mac.

Ainda assim, a empresa não deve abandonar totalmente as inovações. A Bloomberg destaca que o iOS 27 pode trazer avanços em inteligência artificial. Dentre as novidades esperadas estão um assistente de saúde baseado em IA, possivelmente vinculado a uma assinatura Apple Health+, e um mecanismo de busca na web alimentado por algoritmos próprios, semelhante ao assistente Perplexity.

Esses recursos seguiriam atualizações recentes, como a reformulação da Siri no iOS 26.4, que deve utilizar uma versão personalizada do Google Gemini. O modelo, adaptado para o Private Cloud Compute da Apple, processaria dados localmente, evitando envio a servidores externos.

Outras apostas do iOS 27

Além da estabilidade, o iOS 27 pode trazer ajustes para empresas, como ferramentas de gerenciamento de dispositivos e funcionalidades específicas para mercados de países emergentes, como modos de economia de dados.

Além disso, mais correções no visual do Liquid Glass também estariam nos planos. O anúncio oficial da nova versão de sistema deve ocorrer na WWDC 2026.

Com informações do 9to5Mac

iOS 27 deve focar em qualidade e desempenho

iOS 18 será anunciado na WWDC 2024 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)

Você usaria a polêmica pulseira que dá choques para te manter acordado?

21 de Novembro de 2025, 15:48
Relogio eCoffe Energyband choque chines
eCoffee Energyband custa o equivalente a R$ 750 (imagem: reprodução/Emerlem)
Resumo
  • A pulseira eCoffee, vendida por US$ 130, usa estímulos elétricos no pulso para imitar o efeito do café, mas carece de embasamento científico sólido e enfrenta críticas na China.
  • A tecnologia da pulseira, que visa ativar o nervo vago, não é comprovada para aumentar o estado de alerta, e as patentes registradas referem-se apenas ao design do aparelho.
  • Críticas na China associam o produto à exaustiva rotina “996” e questionam a eficácia e a ética do dispositivo.

Uma pulseira elétrica que promete substituir o tradicional hábito de tomar café por estímulos no pulso viralizou recentemente após aparecer em uma feira da China. Vendida por US$ 130 (cerca de R$ 750 em conversão direta), o produto agora está esgotado em plataformas chinesas como JD e Taobao, após repercussão nas redes sociais e sites de tecnologia.

Batizada de eCoffee Energyband, a pulseira foi criada pela empresa canadense WAT Medical e lançada no final de 2023. O acessório traz dois eletrodos que enviam sinais elétricos ao nervo mediano do punho. Segundo a fabricante, o estímulo aumenta o estado de alerta sem risco de viciar como a cafeína.

Como funciona a tecnologia?

De acordo com a WAT Medical, o dispositivo ativa o nervo vago, responsável por funções como ritmo cardíaco e estresse, por meio de impulsos no pulso.

A empresa afirma que essa metodologia é baseada em evidências científicas; no entanto, os estudos citados não comprovam o efeito específico no nervo vago, e as patentes registradas referem-se apenas ao design do aparelho, não à tecnologia usada para manter o usuário desperto.

Diagrama eCoffee Energyband
Empresa afirma que a pulseira eCoffee aumentar alerta (imagem: reprodução/Emerlem)

“Faltam pesquisas clínicas rigorosas para validar essas alegações”, afirma Omer Inan, professor do Georgia Institute of Technology. J. Douglas Bremner, da Universidade Emory, reconhece que a estimulação do nervo vago pode melhorar a concentração, mas em dispositivos aplicados no pescoço, não no pulso.

A única contraindicação declarada é dormência na mão, razão pela qual o uso é limitado a três horas diárias.

Por que há rejeição na China?

A crítica mais contundente veio das redes sociais chinesas. O marketing do produto, focado em produtividade, foi associado à exaustiva rotina “996” (trabalhar das 9h às 21h, seis dias por semana), expressão que faz referência à carga horária intensa comum em empresas de tecnologia.

Internautas compararam a pulseira a coleiras eletrônicas para animais e até a métodos de tortura em golpes no Sudeste Asiático.

“Brilhante. Que gênio maluco inventou isso? Ao invés de tirar um tempo de descanso quando me sinto cansado, eu vou é me eletrocutar.”

– Ma Xiaoyang, comediante

Ciência por trás da pulseira não convence especialistas

A empresa por trás do eCoffee cita estudos e patentes para provar que a pulseira funciona, mas os detalhes não batem.

Por exemplo, um estudo chinês mencionado no site testou um dispositivo similar em pacientes após cirurgias. O resultado mostrou que ele reduziu vômitos, mas não teve efeito contra náuseas — algo que o site da empresa omite ao anunciar 86% de eficácia para náuseas e vômitos. Além disso, a “patente tecnológica” divulgada, na verdade, se refere apenas ao design da pulseira, não ao funcionamento interno.

Outro problema é que a fabricante cita parcerias com médicos para pesquisas na Europa, mas um dos profissionais listados é especialista em procedimentos estéticos para mulheres, não em neurologia.

A WAT Medical não respondeu às críticas.

Você usaria a polêmica pulseira que dá choques para te manter acordado?

Imagem: Emerlem/Reprodução

Diagrama divulgado pela WAT Medical ilustra a rota teórica de estímulo do nervo mediano (no pulso) até o cérebro, associando a atividade à variabilidade da frequência cardíaca (HRV). A empresa afirma que a pulseira eCoffee utiliza essa via para aumentar o alerta, mas pesquisas independentes ainda não validaram a eficácia do método. (Imagem: Emeterm/Reprodução)

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

20 de Novembro de 2025, 20:55
Quick Share para Android
Quick Share para Android ampliou compatibilidade (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google anunciou a compatibilidade do Quick Share com o AirDrop da Apple.
  • A integração foi desenvolvida sem a colaboração da Apple, possivelmente por engenharia reversa.
  • A novidade elimina uma das principais barreiras entre os ecossistemas e estreia no Pixel 10, com a chegada progressiva aos demais aparelhos Android.

O Google anunciou nesta quinta-feira (20/11) a compatibilidade entre o Quick Share, serviço de compartilhamento de arquivos do Android, e o AirDrop, até então um recurso exclusivo para os dispositivos da Apple.

A integração elimina uma das maiores barreiras entre os ecossistemas. Agora, será possível realizar transferências diretas entre smartphones Android e iPhones.

A novidade começa a ser liberada hoje para dispositivos da família Pixel 10. A empresa confirmou que desenvolveu a funcionalidade de forma independente, sem colaboração da Apple.

No anúncio oficial, o Google explicou que a novidade segue iniciativas anteriores para conectar melhor Android e iPhone, como a substituição do SMS pelo RCS, que permite enviar fotos em alta resolução e ver quando o envio foi lido.

Android Quick Share com compatibilidade com Apple AirDrop
Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone agora é possível (imagem: divulgação)

Como o Google fez isso sem a Apple?

O Google não deixou claro como fez a integração, mas segundo o Android Authority, é provável que a companhia tenha trabalhado com engenharia reversa, analisando como o AirDrop funciona por dentro para adaptar o Quick Share.

A tecnologia do AirDrop usa conexões comuns, como Bluetooth e Wi‑Fi, padrões abertos que qualquer empresa pode utilizar, o que permitiria criar compatibilidade sem acesso aos sistemas internos da Apple.

O Google não confirmou oficialmente o método usado, mas reforçou que a atualização passou por testes rigorosos de segurança antes de ser lançada.

“Desenvolvemos isso com a segurança como nosso pilar central. Protegemos seus dados usando salvaguardas rigorosas, testadas por especialistas de segurança independentes. Esta é mais uma iniciativa para oferecer a compatibilidade entre sistemas operacionais que as pessoas tanto solicitam, seguindo o que já fizemos com o RCS e os alertas de rastreadores desconhecidos.”

Google, em comunicado

Quando chega aos outros smartphones Android?

A atualização será liberada progressivamente para outros aparelhos Android nos próximos meses. Por enquanto, não há datas específicas. Segundo o Google, dispositivos com versões recentes do sistema terão prioridade. A compatibilidade inicial com os Pixel 10 serve como teste para ajustes antes da expansão.

Essa não foi a única novidade do Google hoje. Mais cedo, a empresa lançou o Nano Banana Pro, novo modelo de inteligência artificial focado em geração e edição de imagens.

A tecnologia, incorporada ao app Gemini, utiliza recursos do recém-lançado Gemini 3 Pro para transformar textos em ilustrações e ajustar fotos com comandos simples, gratuitamente.

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

Quick Share para Android (imagem: reprodução/Samsung)

Cloudflare revela motivo do pior apagão em seis anos

19 de Novembro de 2025, 10:33
Rede da Cloudflare ao redor do mundo (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Cloudflare enfrentou um apagão de cinco horas devido a uma atualização incorreta no sistema anti-bot, afetando plataformas como ChatGPT e X.
  • O CEO Matthew Prince assumiu a responsabilidade e anunciou medidas técnicas, incluindo validação rigorosa de arquivos e botões de emergência globais.
  • A falha começou com uma consulta mal configurada no ClickHouse, causando duplicação de dados e erros HTTP 5xx.

A Cloudflare enfrentou sua pior interrupção desde 2019 na terça-feira (18/11), deixando fora do ar plataformas globais como ChatGPT, X e até o site do Tecnoblog por cerca de cinco horas. A falha foi causada por uma atualização incorreta no sistema anti-bot, que gerou sobrecarga em servidores críticos após duplicação acidental de dados de configuração.

Num comunicado oficial, seu CEO assumiu a responsabilidade pelo incidente, inicialmente confundido com um ataque DDoS, e anunciou quatro medidas técnicas para evitar novas quedas. Entre elas, estão mecanismos de desligamento emergencial e revisão rigorosa de arquivos internos, parte de esforços para fortalecer a infraestrutura da empresa.

Problema começou em sistema anti-bot

O CEO Matthew Prince explicou que a falha ocorreu durante atualização de segurança no ClickHouse, sistema de análise de dados usado internamente. Uma consulta mal configurada passou a listar colunas duplicadas após mudança de permissões. Isso fez o arquivo de configuração pesar duas vezes seu tamanho normal.

Clientes que não usavam a função anti-bot permaneceram online.

Gráfico de erros 5xx na Cloudflare em 18/11: pico de falhas a partir das 11:20 UTC devido a arquivo de configuração incorreto, com flutuações e recuperação até 17:06 (UTC). Análise técnica do incidente que derrubou ChatGPT e X.
Gráfico do volume de erros HTTP 5xx na rede da Cloudflare em 18/11 (imagem: divulgação)

O sistema de proxy central entrou em colapso ao carregar o arquivo corrompido, gerando erros HTTP 5xx. Serviços como Workers KV e Cloudflare Access também foram afetados indiretamente. Inicialmente, a equipe suspeitou que fosse um ataque DDoS de grande escala.

Falha afetou serviços globais por horas

A partir das 8h28, cerca de 20% dos sites que usam a rede da Cloudflare começaram a apresentar falhas. Até a página que dá o status da operação da Cloudflare ficou offline, indicando falsamente suspeitas de ataque. A equipe identificou o real problema às 11h24.

“Dada a importância da Cloudflare no ecossistema da internet, qualquer interrupção em qualquer um dos nossos sistemas é inaceitável. O fato de ter havido um período em que nossa rede não conseguiu rotear tráfego é profundamente doloroso para cada membro da nossa equipe. Sabemos que falhamos com vocês hoje.”

– Matthew Prince, CEO da Cloudflare

A recuperação exigiu a substituição manual do arquivo defeituoso e a reinicialização dos servidores. O tráfego normalizou gradualmente até as 14h06.

“Em nome de toda a equipe da Cloudflare, gostaria de pedir desculpas pelos transtornos que causamos à Internet hoje.”

– Matheus Prince, CEO da Cloudflare

Empresa lista medidas para o futuro

A Cloudflare detalhou quatro medidas técnicas para evitar a repetição do problema. Em resumo, são elas:

  • Validação rigorosa de arquivos internos: Tratar configurações geradas pela própria Cloudflare como se fossem dados externos, com verificações automáticas de tamanho e formato antes de serem aplicados;
  • Botões de emergência globais: Criar mecanismos para desligar rapidamente funções problemáticas em toda a rede, como “freios de emergência” digitais;
  • Controle de relatórios de erro: Limitar automaticamente o volume de logs e registros detalhados de falhas (core dumps) para evitar que congestionem servidores durante crises;
  • Testes de cenários extremos: Simular falhas em módulos essenciais (como o proxy que roteia tráfego) para identificar gargalos e adicionar redundâncias, garantindo que um erro não derrube todo o sistema.

A companhia também reconheceu atrasos na recuperação de seu próprio dashboard interno durante a crise, prometendo melhorar a escalabilidade de sistemas críticos para equipes de resposta rápida. As medidas começam a ser implementadas imediatamente, com prioridade para os botões de emergência e a validação de arquivos.

Com informações de The Verge

Cloudflare revela motivo do pior apagão em seis anos

Rede da Cloudflare ao redor do mundo (imagem: divulgação)

Gráfico do volume de erros HTTP 5xx na rede Cloudflare durante a interrupção do dia 18/11. Os horários estão em UTC.

Siri poderá ser substituída nos iPhones do Japão

18 de Novembro de 2025, 15:30
Uma composição de vários ícones de aplicativos do iOS, organizados em círculos concêntricos e desfocados ao fundo, em um degradê de branco para um roxo claro. No centro, sobre um quadrado branco com bordas arredondadas, destaca-se o texto "iOS 26". No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Novidade chega exclusivamente para o japão com a atuualização do iOS 26.2 beta 3. (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Usuários de iPhone no Japão poderão substituir a Siri por outros assistentes de voz ao pressionar o botão lateral, a partir de dezembro.
  • Desenvolvedores devem incluir permissão especial no Xcode para integração, e a funcionalidade exige adaptações nos aplicativos.
  • Fora do Japão, Siri permanece como única opção no botão lateral do iPhone.

A Apple confirmou que os usuários de iPhone no Japão poderão substituir a Siri por outros assistentes de voz ao pressionar o botão lateral do dispositivo. A funcionalidade foi confirmada nesta segunda-feira (17) e exige adaptações nos aplicativos compatíveis.

O recurso permitirá atribuir apps de chat de voz ao botão lateral. Apesar de rumores iniciais ligarem a mudança a exigências regulatórias da União Europeia, a Apple definiu o Japão como único mercado elegível por enquanto.

Limitação geográfica

Análises do código do iOS 26.2 Beta 3 já apontavam para a funcionalidade antes mesmo da confirmação oficial. O 9to5Mac identificou referências a um novo sistema chamado SystemVoiceAssistant, responsável por permitir a substituição da Siri pelo botão lateral.

Strings de código como “Assign a voice-enabled app to the Side Button” e “%@ não está disponível para uso com o Botão Lateral em sua região” revelaram indícios de restrições geográficas desde as primeiras versões de teste.

Siri em uso em sobreposição a outras interfaces no iPhone
Siri em uso em sobreposição a outras interfaces no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Requisitos para desenvolvedores

Desenvolvedores precisarão incluir uma permissão especial (com.apple.developer.side-button-access.allow) em seus projetos no Xcode para habilitar a integração. A Apple orienta que os aplicativos iniciem sessões de áudio imediatamente após a ativação do botão, utilizando ferramentas como o framework AVFoundation.

Em paralelo a essa novidade, a Apple deve pagar cerca de US$ 1 bilhão por ano ao Google para usar o Gemini em tarefas complexas da Siri, enquanto acelera o desenvolvimento de modelos próprios.

Com o lançamento previsto para dezembro, a atualização também trará melhorias no AirDrop e no app Medidor, conforme apontado por leaks. Enquanto isso, usuários fora do Japão seguem dependentes da Siri.

Siri poderá ser substituída nos iPhones do Japão

Apple pode adotar novo padrão nos nomes dos sistemas, usando o ano seguinte ao lançamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Robô russo tomba no palco durante estreia em Moscou

13 de Novembro de 2025, 15:39
GIF mostra um robô humanoide tombando durante apresentaçõ em um palco
Robô fez papelão em demonstração ao vivo (imagem: reprodução)
Resumo
  • O robô humanoide russo Aidol caiu durante sua estreia em Moscou devido a falhas no equilíbrio.
  • O CEO da Idol, Vladimir Vitukhin, reconheceu a necessidade de ajustes nos sistemas de movimento e destacou o uso de 77% de componentes russos.
  • A empresa planeja melhorias no Aidol, com demonstrações públicas previstas até dezembro.

O primeiro robô humanoide com inteligência artificial da Rússia, batizado de Aidol, chocou o público ao cair durante sua apresentação oficial. A máquina perdeu o equilíbrio quando entrava no palco, ao som da trilha sonora do filme Rocky, deixando peças espalhadas pelo chão. Funcionários tentaram escondê-la atrás de uma tela para os reparos.

O fato ocorreu num evento de robótica em Moscou, na última segunda-feira (10/11), mas o vídeo só ganhou as manchetes hoje.

Os vídeos do incidente foram amplamente compartilhados nas redes sociais. Eles mostram a equipe técnica arrastando o protótipo enquanto o público reagia com risos e aplausos irônicos. O equipamento buscava demonstrar avanços em robótica antropomórfica com componentes majoritariamente nacionais.

Por que o robô caiu?

O CEO da empresa Idol, Vladimir Vitukhin, assumiu que o equilíbrio do Aidol ainda não está completamente refinado, mas que esse é o perfeito exemplo de como a tecnologia de robôs humanoides deve avançar:

“Isso é exatamente o tipo de aprendizado em tempo real em que um erro bem-sucedido se transforma em conhecimento, e um erro mal-sucedido se transforma em experiência. Espero que este erro se transforme em experiência.”

– Vladimir Vitukhin, CEO da Idol

Os desenvolvedores atribuíram o incidente a ajustes pendentes nos sistemas de movimento. O robô usa 19 servomotores para simular expressões faciais e movimentos básicos.

Robô Aidol tomba durante evento de tecnologia (imagem: reprodução/Euronews)

Apesar do papelão ao vivo, a empresa destaca que 77% dos componentes são de fabricação russa, com meta de chegar a 93%, para maior independência dos componentes.

A bateria de 48 volts promete seis horas de operação, e uma pele de silicone localizada na face permite reproduzir microexpressões, como surpresa e sorrisos. “Ele pensa e reage como uma pessoa”, afirmou Vitukhin. Embora não tenha sido possível observar essas expressões nessa demosntração.

Avanços na robótica e na IA

Num supermercado da Alemanha, um robô cozinheiro passou a preparar até 120 refeições por hora. Para tanto, os ingredientes precisam estar pré-cortados e pré-cozidos.

Esse funcionamento prático contrasta com os desafios persistentes de projetos mais ambiciosos, especialmente com os modelos humanoides. Os produtos Tesla Bot (da Tesla) e Atlas (da Boston Dynamics) ainda corrigem alguns tropeços em seus testes.

Na Rússia, alguns argumentam que o apelo à soberania tecnológica pode minar a qualidade dos aparelhos. No entanto, a Idol segue firme na sua proposta. Os técnicos estão reajustando os algoritmos de equilíbrio do Aidol e planejam demonstrações públicas até dezembro.

Com informações de New York Times e Gizmodo

Robô russo tomba no palco durante estreia em Moscou

💾

CEO da empresa Idol minimizou o caso ao dizer que “erros viram experiência”. Protótipo segue em testes.

Este é o menor drive de 1 TB do mundo

11 de Novembro de 2025, 18:26
SanDisk Extreme Fit de 1 TB conectado a um notebook em ambiente de trabalho. O design compacto permite uso contínuo sem interferir no fechamento da tampa, reforçando a proposta de armazenamento 'plugue e esqueça
SanDisk Extreme Fit é um pendrive USB-C de 1 TB pensado para uso contínuo (imagem: divulgação)
Resumo
  • SanDisk lançou o Extreme Fit, o menor pendrive de 1 TB do mundo, segundo a fabricante.
  • O dispositivo utiliza interface USB 3.2 Gen 1, com velocidades de até 400 MB/s, adequado para armazenar documentos, fotos e vídeos em 4K.
  • Está disponível em capacidades de 64 GB a 1 TB, com preços nos EUA variando de US$ 15,99 a US$ 117,99, sem previsão no Brasil.

A SanDisk lançou o Extreme Fit, um pendrive USB-C de 1 TB que fica praticamente escondido na lateral do notebook. Com formato em L e dimensões parecidas com um dongle de mouse sem fio, o dispositivo foi pensado para ficar conectado permanentemente.

Você pode até esquecer que ele está lá, já que a proposta é resolver a falta de espaço em notebooks ultraportáteis, sem abrir mão de um design discreto.

Segundo a fabricante, o modelo de 1 TB é o menor do mundo nessa capacidade. Seu corpo vertical evita que a tampa do notebook bata no drive ao fechar, mas exige cuidado durante o transporte, já que conectores USB-C são mais frágeis com uma estrutura fina.

Desempenho e opções de armazenamento

SanDisk Extreme Fit conectado a um notebook ultraportátil guardado na mochila.
Pendrive tem design discreto (imagem: divulgação)

A SanDisk aposta no conceito “plugue e esqueça”. Quando conectado, o Extreme Fit tem uma espessura de apenas alguns milímetros, mantendo-se alinhado ao corpo do laptop.

O SanDisk Extreme Fit usa a interface USB 3.2 Gen 1, com velocidades de até 400 MB/s (300 MB/s no modelo de 64 GB). Não é o mais rápido do mercado, mas atende bem para armazenar documentos, fotos e até vídeos em 4K com uma boa velocidade para transferência de arquivos.

Além do modelo de 1 TB, a marca também tem variações de 64 GB, 128 GB, 256 GB e 512 GB. Vale destacar que, mesmo que o Extreme Fit seja o menor pendrive de 1 TB do mundo, a japonesa Suneast lançou em maio um modelo fisicamente mais compacto, mas com metade da capacidade (512 GB) e com venda exclusiva para o Japão.

Para profissionais, no entanto, o Extreme Fit de 1 TB pode ser o melhor modelo para quem depende de portabilidade. Nos EUA, o produto custa a partir de US$ 15,99 (cerca de R$ 84) na versão em 64 GB, e chega a US$ 117,99 (R$ 622) na de 1 TB.

Ao Tecnoblog, a SanDisk informou que, no momento, não há preço ou data de lançamento no Brasil.

Com informações do The Verge

Este é o menor drive de 1 TB do mundo

(imagem: divulgação)

Google Gemini agora pode acessar seu Gmail, Drive e Chat nas pesquisas

6 de Novembro de 2025, 17:33
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Assistente de pesquisa do Gemini agora pode usar Gmail e Drive como fontes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Deep Research do Gemini agora acessa Gmail, Google Drive, Google Docs e Google Chat para gerar relatórios de pesquisa.
  • A ferramenta combina dados pessoais com resultados da web para gerar análises mais completas.
  • Por enquanto, o recurso está disponível para PCs, mas deve ser liberado para smartphones e tablets em breve.

A ferramenta Deep Research do Gemini, voltada para geração de relatórios detalhados de pesquisas, agora pode acessar dados do Gmail, Google Chat e Google Drive (incluindo Docs, Planilhas, Slides e PDFs), além de resultados da web. O recurso, por enquanto, está disponível apenas para a versão desktop.

A atualização permite combinar dados pessoais com resultados da web para gerar análises mais completas e contextualizadas. Segundo o comunicado do Google, o recurso deve ser liberado para smartphones e tablets nos próximos dias.

Como funciona na prática?

Ao selecionar a opção de “Deep Research” no menu de ferramentas do Gemini, o usuário define quais fontes usar, incluindo as buscas na internet, e-mails, arquivos do Drive ou conversas do Chat. É possível selecionar quantas fontes quiser.

A IA então processa esses documentos internos e cruza essas informações com dados coletados em uma pesquisa ampla na internet. O resultado é um relatório detalhado que pode ser exportado para o Google Docs ou convertido em um podcast gerado por IA.

Captura de tela da interface do Google Gemini. No topo, lê-se "Olá,". No campo de busca, estão ativas as palavras-chave "Deep Research" e a versão "2.5 Flash". Abaixo do campo, há dois botões: "Fontes" (selecionado) e "Arquivos". Um menu suspenso aberto no lado esquerdo mostra as opções de fonte de pesquisa, com "Google Pesquisa" marcado, e as demais opções desmarcadas: "Gmail", "Drive" e "Chat". O logo do "Tecnoblog" está no canto inferior direito.
Recurso permite combinar fontes de pesquisa (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Foco em produtividade corporativa

A novidade mira especialmente profissionais que dependem de visão geral sobre dados e informações complexas. O Google cita casos práticos como exemplos:

“Agora você pode iniciar uma análise de mercado para um novo produto ao permitir que o Deep Research analise os documentos iniciais de brainstorming da sua equipe, as conversas por e-mail relacionadas e os planos de projeto. Ou você pode criar um relatório sobre um produto concorrente que cruza dados públicos da web com suas estratégias, planilhas de comparação e conversas da equipe.”

O Google tem expandido cada vez mais em seus serviços a presença e as funcionalidades da IA Gemini. Recentemente, a companhia anunciou o uso do modelo como copiloto no Google Maps, permitindo que motoristas relatem incidentes ou agendem compromissos por comando de voz.

Além disso, o Google tem feito testes internos para incluir o Nano Banana e o Deep Search diretamente na interface inicial do Chrome.

Google Gemini agora pode acessar seu Gmail, Drive e Chat nas pesquisas

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Telebras e SES fazem acordo para uso de satélites no Brasil

6 de Novembro de 2025, 10:21
Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno
Cápsula espacial em órbita (imagem ilustrativa: divulgação/SpaceX)
Resumo
  • Telebras e SES, operadora global de satélites, assinaram um memorando para explorar tecnologias de órbita média no Brasil.
  • A parceria será testada durante a COP30 em Belém (PA), com foco em redes de backup para segurança e comando do governo.
  • O acordo não exige investimentos imediatos, mas visa preparar parcerias futuras e conectar áreas isoladas até 2027.

A Telebras e a SES, operadora global de satélites com sede em Luxemburgo, assinaram um memorando para explorar tecnologias de órbita média (MEO) no Brasil. O objetivo é fortalecer a infraestrutura de conectividade para operações governamentais, segurança pública e ampliação do acesso à internet em regiões mais remotas.

A parceria foi firmada nessa quarta-feira (05/11) e vai incluir provas de conceito durante a COP30 em Belém (PA), com redes de backup para equipes de segurança e comando do governo federal.

Segundo o TeleSíntese, o acordo amplia a colaboração entre as empresas no programa GESAC, que já utiliza o satélite SES-17 para levar banda larga a áreas isoladas.

Agora, a Telebras vai avaliar a constelação MEO da SES, capaz de oferecer maiores velocidades de conexão com uma menor latência, essencial para aplicações em telemedicina, monitoramento ambiental e redes móveis privadas.

Por que satélites de órbita média são estratégicos?

Com menos satélites em órbita comparado aos sistemas de baixa altitude (LEO), a tecnologia MEO reduz lixo espacial, consumo de combustível e emissões.

A Telebras destacou que a infraestrutura aproveitará os teleportos já existentes da estatal, para evitar novas construções em áreas sensíveis.

“Esta parceria alinha soberania digital, eficiência técnica e responsabilidade ambiental.”
– André Leandro Magalhães, presidente da Telebras

Enquanto a indústria de smartphones explora satélites para conexão 5G, a exemplo dos rumores do iPhone 18 Pro em 2026, a parceria entre Telebras e SES prioriza infraestrutura soberana para operações críticas, sem depender de redes terrestres.

Antena de internet via satélite posicionada no telhado de uma casa
Acordo entre as empresas não prevê investimentos imediatos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

COP30 servirá de laboratório

Durante a conferência climática em Belém (PA), técnicos das duas empresas instalarão uma rede temporária para validar a capacidade de transmissão de dados em alta velocidade.

O sistema vai oferecer suporte a operações de segurança e transmissão de imagens em tempo real, simulando cenários de emergência com redes 4G/5G privadas e Wi-Fi de alta capacidade.

Os resultados dos testes devem definir onde serão instaladas estações terrestres (gateways) operadas pelo Brasil, assegurando que informações sensíveis, como dados de segurança pública, saúde e monitoramento ambiental, sejam processadas e armazenadas dentro do país, sem depender de infraestrutura estrangeira.

O acordo assinado entre Telebras e SES não exige investimentos imediatos, mas prepara o caminho para parcerias comerciais nos próximos anos.

A Telebras espera que a tecnologia se torne, até 2027, essencial para conectar escolas, postos de saúde e operações de segurança em regiões onde cabos de fibra ainda não chegam.

Telebras e SES fazem acordo para uso de satélites no Brasil

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno (Imagem: SpaceX/Divulgação)

Inter vai checar o Wi-Fi antes de liberar transações

31 de Outubro de 2025, 12:33
Aplicativo "Super app" do Banco Inter
Banco Inter adiciona Modo Vigilante (foto: divulgação)
Resumo
  • O Banco Inter lançou o Modo Vigilante, que bloqueia transações fora de redes Wi-Fi confiáveis e exige reconhecimento facial para Pix acima do limite.
  • A função está disponível para Android 14.5, iOS 14.3 e versões posteriores, bloqueando acesso a configurações de cartão, investimentos e empréstimos em redes não cadastradas.
  • O Modo Vigilante permite personalizar limites de transações Pix e requer reconhecimento facial para ativação ou alteração de configurações.

O Banco Inter lançou ainda nesta semana o Modo Vigilante, nova função do App para proteção contra golpes e acessos indevidos. A ferramenta bloqueia automaticamente o acesso a configurações de cartão, investimentos e empréstimos quando o smartphone não está conectado a redes Wi-Fi confiáveis.

Além disso, transações via Pix acima do limite definido pelo usuário exigem reconhecimento facial para aprovação. A novidade chega aos telefones rodando sistemas Android 14.5 ou iOS 14.3, bem como versões posteriores.

A medida de segurança contra redes de Wi-Fi chega ao Inter seguindo tendência adotada por outras instituições financeiras, como o Nubank, que lançou o Modo Rua ainda em 2022. O Itaú anunciou na semana passada que também está adotando a função. O objetivo é oferecer proteção adaptada ao comportamento digital dos clientes para evitar fraudes com acessos não autorizados.

Como funciona o Modo Vigilante?

Quando o celular não está conectado a uma rede Wi-Fi cadastrada como confiável, o app do banco Inter bloqueia automaticamente o acesso a áreas sensíveis, como configurações de cartão de crédito, produtos de investimento e empréstimos.

O sistema detecta automaticamente a conexão à rede e ajusta as permissões em tempo real, sem necessidade de intervenção manual. O ajuste é oferecido na tela de “Cadastre uma rede Wi-fi”, na qual são listadas as redes próximas. O cliente decide quais funcionalidades ficaram restritas quando estiver fora dessas conexões.

Interface de configuração do Modo Vigilante do Banco Inter, cadastrando uma nova rede Wi-Fi na lista de redes confiáveis do App
Configuração do Modo Vigilante no app do Inter (imagem: divulgação)

Configuração personalizável

O novo Modo Vigilante também permite definir limites específicos para transações via Pix. O chefe de tecnologia do Inter, Guilherme Ximenes, destacou em nota à imprensa que a ferramenta busca “mecanismos inteligentes e personalizados de proteção, que evoluam junto com o comportamento digital dos cliente””.

Para ativar ou alterar as configurações é preciso realizar o reconhecimento facial, para garantir que apenas o titular tenha controle sobre o recurso.

O Inter também oferece outras medidas de segurança, como i-Safe, que identifica transações suspeitas e envia alertas e autenticação via WhatsApp para login seguro.

Inter vai checar o Wi-Fi antes de liberar transações

NotebookLM agora tem contexto 8x maior e respostas mais precisas

31 de Outubro de 2025, 11:22
Resumo
  • O NotebookLM agora possui uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, aumentando a capacidade de processar documentos extensos e melhorando a coesão em interações múltiplas.
  • Usuários podem personalizar o modelo para funções específicas, como orientador acadêmico ou estrategista de marketing, ajustando o comportamento em “Personalizado”.
  • O histórico de conversas é salvo automaticamente, permitindo retomar discussões a qualquer momento, com privacidade mantida em notebooks compartilhados.
NotebookLM Google
NotebookLM melhora precisão e aumenta contexto com novas atualizações (Imagem: Google/Divulgação)

O Google anunciou atualizações significativas no NotebookLM, com aumento de 8 vezes na janela de contexto (agora 1 milhão de tokens) e memória de conversas seis vezes maior. As melhorias para a plataforma de IA, baseadas no modelo Gemini, já estão disponíveis para todos os usuários.

Antes a janela de contexto era limitada a 125 mil tokens, enquanto o novo limite permite processar documentos extensos, como livros inteiros ou transcrições de reuniões longas em uma única conversa. A memória ampliada também permite maior coesão mesmo depois de múltiplas interações.

Novo sistema de objetivos personaliza respostas

Outra melhoria do NotebookLM é que qualquer usuário pode configurar o modelo para assumir papéis específicos, como orientador acadêmico, estrategista de marketing ou mestre de jogo. Basta clicar no ícone de configuração no chat e definir o comportamento desejado em “Personalizado”.

Configuração de Chat do NotebookLM, onde o usuário define a meta conversacional, estilo ou papel personalizado para adaptar o assistente de IA às necessidades específicas do projeto
Usuário define estilo para adaptar assistente de IA aos objetivos da conversa (imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Exemplos incluem “Rigorosamente desafie minhas suposições”, “Forneça um plano de ação imediato” ou “Analise o material de três perspectivas distintas: acadêmico, criativo e crítico”. A personalização se adapta a necessidades variadas e ajuda a entregar uma resposta que atenda seu objetivo específico com o material que você carregou para o modelo.

Melhorias técnicas e desempenho

NotebookLM transforma uma consulta inicial em múltiplos ângulos de pesquisa (Retrieval & Ranking) para sintetizar uma resposta fundamentada e complexa (Imagem: Google/Divulgação)

O NotebookLM agora explora documentos de diferentes ângulos, sintetizando informações em respostas mais precisas. Isso é especialmente útil para notebooks com grandes volumes de fontes com dados, como relatórios financeiros ou pesquisas acadêmicas, em que a análise contextual com mais nuance ajuda a entregar respostas mais confiáveis.

As atualizações levaram a uma alta de 50% na qualidade percebida pelos usuários, segundo o Google.

Histórico de conversas fica salvo

Talvez uma das novidades mais importantes seja o histórico de conversas, que ficará salvo automaticamente, de modo que o usuário retome as discussões a qualquer momento. Até então, cada sessão era temporária, exigindo que os usuários repetissem o contexto ou que salvem respostas específicas como notas.

Este recurso será disponibilizado gradualmente nas próximas semanas. Em notebooks compartilhados, o chat permanece privado, visível apenas para quem o criou.

NotebookLM agora tem contexto 8x maior e respostas mais precisas

Google Maps deve ganhar modo de economia de energia

31 de Outubro de 2025, 09:27
Google Maps
Google Maps deve ganhar modo econômico (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google Maps testa modo de economia de energia para navegação com tela minimalista em tons de cinza.
  • Ativação do modo ocorre ao pressionar o botão de energia durante a navegação, exibindo apenas informações essenciais.
  • Limitações incluem falta de suporte a transporte público e restrição ao modo retrato.

O Google Maps pode ganhar um modo de economia de energia que simplifica vários elementos visuais durante a navegação. A funcionalidade, ainda em fase de testes, seria ativada ao pressionar o botão de energia do dispositivo enquanto o usuário está dirigindo.

A ideia da empresa seria oferecer uma solução para situações em que a bateria está quase esgotada, evitando que o usuário fique sem orientação em meio a um trajeto.

O recurso ainda são foi anunciado oficialmente, mas elementos dele foram encontrados na versão beta do aplicativo para Android.

Como o modo de economia de energia funcionaria?

A ativação do modo seria feita ao pressionar o botão de energia do smartphone durante a navegação. O sistema exibiria apenas informações essenciais, como próximas viradas e nomes de ruas, sem os vários elementos gráficos que aparecem normalmente.

Potencial modo de economia de energia do Google Maps
Potencial interface do modo de economia de energia do Google Maps (Imagem: AssembleDebug/Android Authority)

A tela ficaria em tons de cinza, removendo cores e outros detalhes visuais que consomem energia, semelhante aos modos de ultraeconomia de energia de alguns sistemas de smartphones.

A intenção parece ser que o modo seja ativado automaticamente ou manualmente quando a bateria estivesse baixa, mas os detalhes ainda estariam em discussão.

Quais as limitações do modo?

Potencial modo de economia de energia do Google Maps
Imagens do potencial modo de economia de energia do Google Maps (Imagem: AssembleDebug/Android Authority)

De acordo com o Android Insights, o recurso não funcionaria em modo paisagem, exigindo que o dispositivo permaneça na orientação vertical. Além disso, as direções de transporte público poderiam não ser suportadas, já que o modo minimalista não exibiria números de linhas.

Outra limitação seria a ausência do nome da próxima rua em alguns momentos. O Google também considera ocultar completamente a visualização do mapa e apresentar apenas as instruções por voz.

Google Maps deve ganhar modo de economia de energia

Google Maps ganha novidades com IA do Gemini (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google quer colocar o Nano Banana direto no Chrome

30 de Outubro de 2025, 15:32
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Google está testando o Nano Banana nativamente Chrome (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O Google está testando uma integração do popular modelo Nano Banana de geração de imagens diretamente no navegador Chrome. Além disso, o aplicativo também pode ganhar Deep Search, para buscar aprofundadas, o que o tornaria mais prático para o acesso a ferramentas de IA já bastante utilizadas.

As novas funcionalidades aparecem como pequenos botões na página inicial, logo abaixo da barra de pesquisa padrão, permitindo que os usuários supostamente realizem as tarefas sem sair do navegador. Essas novidades foram avistadas inicialmente na versão Canary do Chrome, utilizada para testes.

Captura de Tela do Google Chrome Canary com os botões experimentais de Nano Banana e Deep Search na página inicial
Versão Canary do Google Chrome com botões de Nano Banana e Deep Search na página inicial do navegador (Imagem: Venkat/Windows Report)

Como o Nano Banana funciona no Chrome?

Quando você clica no botão do Nano Banana, a caixa de busca passa a exibir “Crie uma imagem de…” onde antes tinha um “Pesquise no Google ou digite uma URL”.

Os usuários podem descrever a imagem e aguardar que a inteligência artificial do Google produza a ilustração. A funcionalidade continua em fase experimental, o que significa que não sabemos detalhes sobre a eventual integração com outros serviços ou onde as imagens serão salvas.

Captura de Tela do Google Chrome Canary com o botão de Nano Banana em testes
Versão Canary do Google Chrome com interface experimental do Nano Banana (Imagem: Venkat/Windows Report)

Deep Search também tem um botão dedicado

Já o recurso Deep Search permite pesquisas aprofundadas em questões complexas. Antes, os usuários precisavam acessar o Modo IA de pesquisa para usá-lo. Essa funcionalidade usa o Gemini para fazer uma varredura em diversas fontes e compila tudo num único relatório.

Captura de Tela do Google Chrome Canary com o botão de Deep Search em testes
Versão Canary do Google Chrome com interface experimental do Deep Search (Imagem: Venkat/Windows Report) (Imagem: Venkat/Windows Report)

Como usar o Nano Banana?

O Nano Banana ainda não está disponível diretamente no Chrome, mas você ainda pode acessá-lo pelo chatbot do Gemini no computador ou celular.

Para criar uma imagem do zero, basta selecionar a ferramenta de imagem e digitar uma descrição detalhada na caixa de texto, como “um gato deitado à frente de uma lareira”.

Chatbot do Gemini em modo claro usando a geração de imagem com Nano Banana para gerar uma imagem de um gato na frente de uma lareira
Captura de tela do Nano Banana no Google Gemini (Imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Caso queira editar uma foto existente, clique no ícone de câmera, envie a imagem e descreva as alterações, como “mude a cor da camisa” ou “adicione um fundo de praia”.

O Nano Banana é impressionante por manter a consistência dos elementos originais mesmo com múltiplas edições consecutivas, permitindo ajustes contínuos.

Google quer colocar o Nano Banana direto no Chrome

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

30 de Outubro de 2025, 09:19
Algar Pix Automático
Algar Telecom anuncia Pix Automático para pagamento de faturas (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Algar adotou o Pix Automático para pagamentos recorrentes, permitindo configuração única via QR Code nas faturas e no app.
  • A solução oferece controle sobre faturas, com definições de limites, vigência e bloqueios, beneficiando 1,2 milhão de clientes.
  • O Pix Automático realiza pagamentos automaticamente após autorização inicial, com notificação prévia ao cliente, e é válido para qualquer instituição financeira.

A operadora de telefonia Algar começou a oferecer a função de Pix Automático, nova modalidade de pagamento recorrente do Banco Central lançada em junho. Os clientes agora podem configurar o pagamento única vez via QR Code nas faturas e no app. A solução também permite definir limites de valores, vigência e bloqueios. A empresa explicou ao Tecnoblog que a novidade vai beneficiar 1,2 milhão de clientes.

O Banco Central lançou o Pix Automático como nova opção de pagamento recorrente e a funcionalidade permite que usuários autorizem uma única vez a cobrança automática de faturas, como contas de energia, água ou serviços de telefone e internet, sem precisar repetir o pagamento manualmente todo mês.

O que é o Pix Automático?

A função do Pix Automático funciona mais ou menos como um débito automático tradicional, mas usa o sistema do Pix para realizar as transações. Depois da primeira autorização feita pelo usuário, o pagamento ocorre automaticamente nas datas pré-definidas.

Além disso, o banco do pagador notifica o cliente antes da cobrança, permitindo conferência do valor.

Mãos segurando um celular com o logotipo do Pix na tela
Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços digitais como streamings de vídeos foram os primeiros a aderir ao Pix Automático, mas o recurso também permite o pagamento de boletos de contas – o que deve deixá-lo mais popular com o passar do tempo.

Como funciona o Pix Automático na Algar?

Os clientes da operadora Algar podem aderir ao Pix Automático escaneando o QR Code do pagamento Pix localizado fatura. Já com o primeiro pagamento via Pix e confirmação no app da Algar e no banco, os débitos subsequentes são realizados automaticamente.

Vale destacar que a solução é válida para clientes de qualquer instituição financeira, incluindo bancos tradicionais ou digitais.

Algar Pix Automático banner
Algar oferece Pix Automático para seus clientes (imagem: divulgação)

Gustavo Matsumoto, diretor da companhia mineira, disse em nota que o Pix Automático cria uma “alternativa para nossos clientes efetuarem o pagamento de contas, totalmente digital e livre de fricção”. Ele também realiza a baixa instantânea das faturas, de modo a atualizar o saldo e evitar atrasos de pagamento.

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

Algar oferece Pix Automático para seus Clientes (Imagem: Algar/Divulgação)

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Algar Telecom (Imagem: Divulgação)

Elon Musk lança a Grokipedia, uma enciclopédia editada por IA

28 de Outubro de 2025, 15:42
Grokipedia
Grokipedia é a enciclopédia virtual da xAI (imagem: reprodução)
Resumo
  • A Grokipedia, lançada por Elon Musk, é uma nova enciclopédia online que usa IA para revisar artigos, mas copia conteúdo diretamente da Wikipedia em diversos verbetes.
  • A Grokipedia não permite edição aberta como a Wikipedia e é apresentada como “completamente open source”, mas o código do projeto não foi disponibilizado.
  • A Wikimedia Foundation respondeu ao lançamento afirmando que a Grokipedia depende da Wikipedia para existir, destacando a importância da colaboração humana na criação de conhecimento.

Uma nova enciclopédia online está disponível desde ontem (27): a Grokipedia, uma alternativa à conhecida Wikipedia, com conteúdo revisado e editado pelo Grok, o modelo de IA do X. A ferramenta foi projetada para se adequar às visões de seu proprietário, o bilionário Elon Musk.

Apesar de ser manifestadamente uma concorrente, parte do conteúdo da Grokipedia consiste numa cópia direta de artigos da Wikipedia em inglês. A ferramenta está disponível na versão v0.1. A página conta com mais de 885 mil artigos disponíveis, todos também em inglês.

Tela inicial da Grokipedia (imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Apesar do conteúdo da Grokipedia ser baseado em edições feitas pelo Grok, a Wiki em si não conta com nenhuma integração com a LLM para uma busca avançada.

Como a Grokipedia surgiu?

Ainda no final de setembro, durante um podcast, o empresário David Sacks sugeriu que a Wikipedia seria muito enviesada e, nas palavras dele, mantida por “um exército de ativistas de esquerda”. Ele é investidor na área de tecnologia e atualmente tem uma participação próxima no governo de Donald Trump, onde é tratado como “czar da Inteligência Artificial e criptomoedas”.

We are building Grokipedia @xAI.

Will be a massive improvement over Wikipedia.

Frankly, it is a necessary step towards the xAI goal of understanding the Universe. https://t.co/xvSeWkpALy

— Elon Musk (@elonmusk) September 30, 2025

De acordo com ele, como muitas LLMs são treinadas com base no conteúdo da Wikipedia, elas herdam o suposto viés em suas respostas.

A partir disso surge a ideia da Grokipedia, uma alternativa à Wikipedia que usa a IA Grok para filtrar o conteúdo considerado tendencioso. A ideia de Musk seria fazer uma enciclopédia imparcial.

Vale lembrar que, em julho desse ano, a xAI precisou fazer ajustes no Grok para corrigir comportamento preconceituoso em respostas no X.

Uma cópia da Wikipedia

Os artigos na Grokipedia exibem um aviso logo acima do título, informando que os dados passaram por uma checagem de fatos pelo Grok. No entanto, como apontou Jay Peters no The Verge, verbetes como o do MacBook Air também contêm o aviso que o conteúdo foi adaptado da Wikipedia.

Grokipedia informa que conteúdo é adaptado da Wikipedia (imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Além disso, artigos como o do PlayStation 5 têm um conteúdo basicamente idêntico ao da Wikipedia. Aparentemente, para alguns desses casos, o Grok nem chegou a ser usado para fazer algum tipo de parafraseamento do conteúdo original.

Comparação entre os artigos do verbete “PlayStation 5” na Wikipedia e Grokpedia, comparação feita por Jay Peters/The Verge

Possivelmente essa primeira versão da Grokipedia priorizou alterações em verbetes com algum sentido político. O artigo “Prime minister“, por exemplo, tem um conteúdo claramente diferente entre as duas Wikis.

A emissora NBC News apontou que o artigo da Grokipedia sobre Donald Trump não menciona a criação de uma criptomoeda temática do presidente nem o avião de luxo presenteado pelo Catar. Essas informações estão inclusas numa sessão de “Conflitos de Interesses” da Wikipedia.

Como a Grokpedia funciona

Ainda não está 100% claro como deve ser o funcionamento da Grokipedia, mas ao que parece até o momento, ela é basicamente uma cópia da Wikipedia revisada pelo Grok. Diferentemente da Wikipedia tradicional, onde qualquer usuário pode editar diretamente os artigos, a Grokipedia não permite essa colaboração aberta.

Como apontou o The Verge, em algumas páginas é possível ver um botão que daria opção para colaborar com o conteúdo. No entanto, não é possível fazer qualquer alteração. O usuário só pode visualizar um histórico de edições da página.

Edições feitas no artigo “PlayStation 5” da Grokipedia (imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

A Grokipedia é open source?

No lançamento da Grokipedia, Elon Musk fez uma publicação afirmando que a wiki é “completamente open source” e gratuita para todos os usuários. Embora o projeto seja de fato gratuito, é difícil classificá-lo como open source, pois o X não disponibilizou nenhum tipo de código do projeto.

A resposta da Wikimedia Foundation

Em resposta ao lançamento da Grokipedia e às críticas feitas por Elon Musk e David Sacks, Lauren Dickinson, porta-voz da Wikimedia Foundation, publicou uma pequena declaração comentando que até mesmo a Grokipedia depende da Wikipedia para existir:

“O conhecimento da Wikipedia é – e sempre será – humano. Por meio de colaboração aberta e consenso, pessoas de todas as origens constroem um registro neutro e vivo do entendimento humano – um que reflete nossa diversidade e curiosidade coletiva. Este conhecimento criado por humanos é no que as empresas de IA se baseiam para gerar conteúdo; até mesmo a Grokipedia precisa que a Wikipedia exista.”

Com informações da Euro News

Elon Musk lança a Grokipedia, uma enciclopédia editada por IA

Grokipedia/Reprodução

❌