Vivaldi 8.0 para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Vivaldi lançou versão 8.0 de seu navegador, que apresenta design unificado, com barras, menus e abas sob o mesmo plano visual;
nova versão prioriza experiência do usuário e não inclui recursos de inteligência artificial, contrariando tendência dos principais navegadores do mercado;
Vivaldi 8.0 está disponível em versões para Windows, macOS e Linux.
Os principais navegadores do mercado estão cada vez mais oferecendo recursos de IA. Mas o recém-lançado Vivaldi 8.0 segue contra essa tendência: a nova versão prioriza um design unificado e, portanto, focado na experiência do usuário. É uma mudança que os desenvolvedores do browser classificam como “nossa maior reformulação de design de todos os tempos”.
O que a Vivaldi chama de “unificado” — ou “Unified” — é uma abordagem de design “tudo em um” que, como tal, envolve todos os elementos da interface, de modo que barras, menus, botões e abas fiquem dentro do mesmo plano visual. É o contrário da abordagem típica, que delimita bem esses componentes, ainda que com traços sutis.
Falando assim, parece que tudo fica “embolado”, tornando o uso do navegador confuso. Mas é o contrário. O aspecto minimalista desse design facilita a localização de cada item. Fiquei com a impressão de que, como há poucos elementos visuais para processar, parece que há menos esforço cognitivo para usar o navegador.
O fator personalização também está presente. Logo após instalar o Vivaldi 8.0, você é convidado a escolher um padrão de layout. Há desde uma opção “simples”, a mais minimalista, passando por padrões que exibem abas verticais (que estão na moda), chegando a uma alternativa que deixa a barra de endereços na parte inferior da tela (eu acho isso estranho, mas gosto é gosto).
Também há várias opções de temas à sua escolha. Várias, mesmo: são mais de 7 mil temas só na página Vivaldi Themes, todos disponíveis gratuitamente.
Recursos úteis introduzidos em versões anteriores foram mantidos. Um exemplo: o Vivaldi continua integrando uma implementação do Proton VPN. Outro: a Follower Tab também está lá; trata-se de um recurso que abre links de uma página sem que esta seja fechada ou tirada de foco.
Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O Vivaldi 8.0 não traz nada de inteligência artificial?
Não. Pode até ser que agentes de IA ou recursos parecidos cheguem ao Vivaldi em algum momento (ou não), mas não é o caso da versão 8.0, que ficou realmente focada no aprimoramento do design. Sobre esse aspecto, Jon von Tetzchner, CEO da Vivaldi, provocou a concorrência:
Outros navegadores estão adicionando IA para decidir o que você vê. O Vivaldi adiciona ferramentas que lhe dão mais poder para decidir por si mesmo. Essa sempre foi a diferença. Criamos o Vivaldi porque acreditamos que você merece um navegador melhor.
Jon von Tetzchner, CEO e cofundador da Vivaldi
Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Todas as novidades anunciadas dizem respeito ao Vivaldi para desktops. Também há implementações do navegador para Android e iOS, mas estas ainda não chegaram à versão 8.0.
Empresa afirma conseguir corrigir o drift em controles Xbox (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)Resumo
Uma empresa polonesa desenvolveu o software DriftGuard para corrigir problemas de drift em controles de videogame.
O software recalibra os analógicos e grava novos parâmetros de calibração diretamente na memória do controle.
A solução, no entanto, pode não ser definitiva, pois o drift pode ter origem em desgaste físico dos componentes internos.
Uma empresa polonesa especializada em reparo de controles afirma ter desenvolvido um software capaz de corrigir o drift em controles Xbox. Em publicação no X, o perfil Modyfikator89, responsável pela empresa Modibox, repercutiu com o vídeo da ferramenta sendo usada.
O drift é um defeito em que os analógicos passam a registrar movimentos involuntários, mesmo sem interação do jogador. Isso faz personagens ou câmeras se moverem sozinhos durante a gameplay.
Segundo o perfil, o método funciona em praticamente toda a linha de controles Xbox, incluindo os modelos Elite, e resolve o problema de drift “permanentemente”.
Como funciona o software?
HISTORIC BREAKTHROUGH: UNPATCHABLE CALIBRATION We cracked it! Massive thanks to Lewy20041 & @driftguardapp for this historic hardware discovery. We have unlocked ultimate manual & automatic joystick Calibration for any Xbox Contoller It is UNPATCHABLE and PERMANENT written… pic.twitter.com/bwX7n9c73Q
O software chama DriftGuard e está disponível gratuitamente em fase beta. De acordo com o perfil responsável pelo serviço, o DriftGuard funciona recalibrando os analógicos do controle por software. A ferramenta mede a posição central, alcance e precisão dos sticks para corrigir falhas de leitura que podem causar drift.
Após a análise, o programa grava novos parâmetros de calibração diretamente no controle, basicamente redefinindo como o hardware interpreta os movimentos dos analógicos.
Basta conectar o controle ao PC, esperar o software reconhecê-lo e clicar em “Start Calibration”. Inicialmente, o DriftGuard era exclusivo para controles Xbox, mas foi atualizado para suportar controles Nintendo e PlayStation.
E funciona mesmo?
Software recalibra os analógicos (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Vale lembrar que o drift pode ter diferentes origens, incluindo descalibração eletrônica e desgaste físico dos componentes internos. Em alguns casos, uma solução via software realmente consegue corrigir leituras incorretas e eliminar movimentos fantasmas.
Se a origem do problema for eletrônica, a própria Microsoft já oferece uma solução semelhante. Pelo aplicativo Acessórios Xbox no Windows, usuários podem recalibrar gatilhos e analógicos de controles Xbox com falhas de leitura.
Isso porque, como explica o TechSpot, controles modernos armazenam parâmetros de calibração em memória interna. Ferramentas de reparo conseguem reescrever esses dados para redefinir o ponto central dos analógicos — exatamente o que o software apresentado parece fazer.
Mas como nem todo drift surge por erro de calibração, não dá para afirmar que é uma solução definitiva. Em muitos controles, o defeito aparece após desgaste do potenciômetro, peça responsável por medir a movimentação do analógico.
Como há deterioração física com o uso, recalibrar o controle pode reduzir o problema temporariamente, mas não necessariamente impedir que ele volte no futuro.
Hall Effect pode ser solução mais duradoura
Xbox Elite Controller 3 foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
A alternativa considerada mais resistente ao drift é a tecnologia Hall Effect. Diferentemente dos analógicos tradicionais, ela utiliza sensores magnéticos para detectar movimento, dispensando contato físico entre componentes internos e reduzindo significativamente o desgaste mecânico.
Na semana passada, o Tecnoblog foi o primeiro veículo do mundo a revelar os novos controles Xbox para Cloud Gaming. Junto deles, também encontramos a homologação do Xbox Elite Series 3 na Anatel. A expectativa é que o novo controle premium da Microsoft adote, pela primeira vez na linha Xbox, analógicos com tecnologia Hall Effect.
“Todas as chaves eram falsas”, relatou consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Kabum expulsou lojas que vendiam softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas do Windows e Office.
A expulsão ocorreu após relatos de consumidores que compraram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso após um tempo.
O Kabum afirmou que monitora continuamente a operação para garantir a qualidade e originalidade dos produtos e que inativa imediatamente lojistas e ofertas irregulares.
O site de vendas Kabum confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que expulsou pelo menos uma loja flagrada comercializando softwares piratas da Microsoft. Outras empresas participantes da plataforma também estão sob análise, após uma escalada no número de consumidores reclamando do Kabum nas redes.
Na última semana, diversos relatos começaram a surgir na internet. As pessoas se queixavam de comprar licenças do Windows e do Office supostamente vitalícias, mas ficarem sem acesso às tecnologias após um tempo.
“Ao receber os produtos, a suspeita começou pela mídia física bizarra. Entrei em contato com o suporte oficial da Microsoft e a bomba caiu: todas as chaves eram falsas.” Foi assim que um usuário do Reddit resumiu a situação.
O usuário classificou a atuação do site Kabum como “negligência” e “conivência”. De acordo com ele, a origem dos softwares não é informada aos potenciais compradores porque “no fim das contas, estão lucrando em cima de cada venda pirata”.
Não custa lembrar: o Kabum opera tanto com estoque próprio quanto com vendas de terceiros, que são identificadas assim. O e-commerce declarou que monitora continuamente a operação “para garantir a qualidade e originalidade“ dos produtos. Ele esclareceu ainda que “inativa imediatamente o lojista e a oferta irregulares”.
As suspeitas sobre a procedência dos programas de computador podem ser visualizadas no Reclame Aqui. Um cliente de Marataízes, no Espírito Santo, contou que esbarrou com anúncios altamente suspeitos dos seguintes produtos:
Windows Server 2025 Datacenter em mídia física
Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia
Visual Studio 2026 Enterprise
Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo e envio imediato
“Ao consultar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa mencionada não consta como parceira autorizada, o que reforça a suspeita de irregularidade.” O Kabum nos disse que mantém contato direto com as fabricantes, com acesso a lista de parceiros autorizados.
“Diretamente prejudicado”, diz consumidor
O cliente capixaba relatou insatisfação pois, após a compra de “softwares corporativos por valores inferiores a R$ 200”, a Microsoft passou a não reconhecer as licenças. “Minha empresa foi diretamente prejudicada”, concluiu.
Ainda não se sabe quantos outros lojistas serão expulsos do marketplace. O Kabum foi fundado em 2003 por dois irmãos em Limeira, no interior de São Paulo. Em 2021, foi comprado e passou a fazer parte do grupo Magazine Luiza.
Página do Nextpad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
desenvolvedor Andrey Letov lançou fork do Notepad++ para Mac, mas foi obrigado a mudar o nome para Nextpad++ devido a questões de propriedade intelectual;
Notepad++ é um editor de código para Windows popular, leve e gratuito, compatível com várias linguagens, com código-fonte aberto e criado por Don Ho;
por solicitação de Ho, Andrey Letov renomeou sua ferramenta para Nextpad++ e removeu menções diretas ao autor original, que não autorizou o uso de sua marca no novo projeto.
Uma recente confusão no universo do código aberto acaba de chegar ao fim. Pelo menos é o que parece: o fork do Notepad++ que foi lançado para Mac teve seu nome alterado para Nextpad++ e, portanto, não viola mais a propriedade intelectual do autor do projeto original. O logotipo da ferramenta também foi mudado.
O Notepad++ é um popular editor de código para Windows. A ferramenta é conhecida por ser leve, gratuita, compatível com várias linguagens e ter um número razoável de funcionalidades. O editor também tem código-fonte aberto.
Eis que um desenvolvedor de nome Andrey Letov lançou o Notepad++ para Mac com base no projeto original, mantido por Don Ho. É aqui que os problemas começaram: Letov deu a entender que Ho tinha participado diretamente do projeto, mas isso não ocorreu.
Para piorar, Letov usou o nome e o símbolo do Notepad++ em seu projeto, mas sem pedir autorização a Ho. Isso também causou a impressão de que a versão para Mac era uma variação oficial do Notepad++, quando, novamente, não era.
Alertado do problema via GitHub, Don Ho contatou Andrey Letov para pedir que o nome e o logotipo de seu projeto fossem alterados. Na mensagem, Ho deixou claro que não é contra a criação de projetos derivados (forks) do Notepad++, até porque a licença da ferramenta dá abertura para isso.
Porém, o nome e o símbolo do Notepad++ são protegidos, portanto, não podem ser usados em projetos derivados sem a devida autorização do proprietário. Letov até tentou convencer Ho a apoiar a iniciativa, mas este último recusou dizendo: “não posso me responsabilizar pela manutenção a longo prazo de uma versão adaptada ou de um fork que não controlo”.
Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Aplicativo agora se chama “Nextpad++ for Mac”
Cumprindo a promessa feita a Ho, Letov alterou o nome do projeto. A sua ferramenta agora se chama Nextpad++ for Mac, tem um logotipo novo (ainda que o símbolo continue sendo representado por um camaleão, como no projeto original) e não há mais nada sugerindo que Don Ho está por trás da iniciativa.
Mas isso não quer dizer que as decisões de Letov não levantem mais desconfianças. John Gruber, que é conhecido, entre outros projetos, por ser o principal nome por trás do Markdown, tem fortes suspeitas de que o Nextpad++ foi criado com IA de modo desmedido, fazendo o aplicativo ter algumas inconsistências:
O Nextpad++ parece e funciona como algo que não deveria existir. As capturas de tela promocionais no próprio site do aplicativo mostram 50 botões de barra de ferramentas incompreensíveis. Ele fecha as abas do documento ao clicar e soltar o botão do mouse, não ao soltar.
(…) Nenhum ser humano portaria um aplicativo complexo do Windows como o Notepad++ para o Mac dessa forma.
John Gruber
A despeito das desconfianças com relação às intenções de Letov, este ainda parece ser um final feliz.
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e ajustar o seu monitor (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
PowerToys 0.99 foi lançado com novas funcionalidades, incluindo Grab and Move, que permite mover janelas a partir de qualquer ponto delas, e Power Display, que dá acesso rápido aos controles do monitor;
função Grab and Move possibilita mover e redimensionar janelas facilmente pressionando a tecla Alt ou Windows junto com os botões do mouse;
Power Display permite acessar e ajustar configurações do monitor, como brilho e contraste, diretamente no Windows, além de criar perfis de uso e ser compatível com múltiplos monitores.
O cada vez mais útil “canivete suíço” do Windows acaba de ficar mais… útil. O PowerToys 0.99 foi lançado nesta semana trazendo uma função que facilita a movimentação de janelas e outra que dá acesso rápido aos controles do seu monitor (você já vai entender). Também há aprimoramentos em utilitários que já existiam.
Mova e redimensione aplicativos facilmente
Comecemos pela função Grab and Move (ainda sem tradução para o português), a primeira grande novidade. Para entender como ela funciona, faça um teste aí: abra um aplicativo qualquer, como o Bloco de Notas ou a Calculadora, e tente arrastá-lo com o mouse sem tocar na barra de título. Não dá, né? É justamente esse problema que o Grab and Move resolve.
Você só precisa ativar a função no PowerToys e, sempre que quiser mover uma janela a partir de qualquer ponto dela (e não somente por meio da barra de título), bastará pressionar a tecla Alt (ou a tecla Windows, se você preferir) enquanto a arrasta com o botão esquerdo do mouse.
Esse truque também pode ser usado para que você redimensione o tamanho da janela a partir de qualquer ponto dela. Para isso, basta pressionar Alt (ou Windows) mais o botão direito do mouse.
Vale ressaltar que o Grab and Move está em fase “preview”, então está mais suscetível a erros do que as demais ferramentas do PowerToys 0.99.
Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Controle seu monitor (ou monitores) a partir do Windows
Tão ou mais interessante (eu acho que mais) é o recurso Power Display (Exibição de Energia, tradução que não ficou muito boa). Sabe aqueles botões existentes no monitor para que você ajuste brilho, contraste, padrão de cores ou alternar entre as conexões em uso (como HDMI ou DisplayPort)? A novidade faz o próprio Windows exibir esses controles, dando acesso rápido a eles.
Um detalhe interessante é que você também pode criar perfis de uso para alternar rapidamente entre diferentes configurações de uso. Por exemplo, você pode ter um perfil para o trabalho, que deixa a tela com mais brilho ou contraste, e outro para uso à noite, com esses parâmetros diminuídos.
Outro detalhe interessante: a novidade é compatível com múltiplos monitores ao mesmo tempo, permitindo ajustes em cada um deles.
Mas há um porém: não há garantia de que o Power Display funcione com todos os monitores. Não há uma lista de telas compatíveis, então é necessário ir na tentativa e erro.
Ah, esse é outro recurso em fase “preview”.
Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que mais o PowerToys 0.99 traz de novo?
Toda nova versão do PowerToys aprimora recursos já existentes. Não é diferente aqui. Eis alguns dos utilitários melhorados:
Paleta de Comandos: a poderosa ferramenta que dá acesso rápido a aplicativos, arquivos e configurações recebeu ajustes de desempenho, bem como “suporte para tipos de conteúdo de texto simples e visualizador de imagens para extensões”;
Dock da Paleta de Comandos: introduzido no PowerToys 0.98, o Dock é uma barra da Paleta de Comandos que fica visível na Área de Trabalho; agora, o Dock pode ficar visível até sobre outros aplicativos, bem como ganhou um modo compacto de exibição;
Gerenciador de Teclado: a função que permite remapear teclas agora permite que cada uma delas seja ajustada manualmente por meio de um menu suspenso;
ZoomIt: a função de zoom e capturas de tela agora pode fazer este último trabalho mesmo quando houver rolagem de tela.
Como baixar o PowerToys 0.99?
O PowerToys 0.99 pode ser baixado a partir do GitHub. Há versões para máquinas com chips x86 (Intel e AMD) e Arm (como Snapdragon). Se você já tem a versão anterior, pode fazer a atualização a partir dela.
Apesar do foco no Windows 11, a ferramenta também funciona no Windows 10.
Vale dizer ainda que o PowerToys é gratuito e tem código-fonte aberto.
PowerToys 0.99 traz recurso Grab and Move para mover e redimensionar janelas facilmente. Já função Power Display permite acessar as configurações do monitor.
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor (imagem: reprodução/Microsoft)
Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Outlook para iOS e Android está instável para muitos usuários, com relatos de pedidos constantes de senha ao acessar o aplicativo;
Microsoft reconheceu que alguns serviços do Microsoft 365, especialmente o Outlook, estão instáveis;
companhia está investigando o problema, mas não deu prazo para a solução.
Usa o Outlook para iOS ou Android e, nas últimas horas, se deparou com mensagens de erro no aplicativo? Saiba que não é só com você. Nesta segunda-feira (27/04), a Microsoft reconheceu que alguns serviços atrelados à plataforma Microsoft 365, especialmente o Outlook.com, estão instáveis.
A falha não parece afetar todos os usuários. De todo modo, as queixas a respeito são numerosas em plataformas online, a exemplo dos registros deste tópico no Reddit.
De acordo com os relatos, os usuários prejudicados abrem o Outlook em um iPhone, mas se deparam com uma mensagem pedindo para a senha ser inserida, mesmo nos casos em que já havia login prévio no aplicativo.
Quando o login é feito, alguns usuários até conseguem acessar a caixa de entrada por alguns instantes, mas logo se deparam com o pedido de digitação de senha novamente. Se a autenticação for feita outra vez, o ciclo do problema se repete.
Também há queixas relacionadas ao Outlook para Android, embora em frequência menor em relação aos problemas relatados por usuários do iPhone.
Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que está causando a falha no Outlook?
A Microsoft ainda não deu detalhes sobre o problema, mas, via X, revelou que duas falhas distintas aparentam estar causando instabilidades na plataforma do Outlook:
Descobrimos que alguns usuários podem estar enfrentando falhas intermitentes de login, incluindo erros de “muitas solicitações”, ou desconexões inesperadas.
(…) Após revisar ainda mais a telemetria do serviço, identificamos um aumento inesperado nas taxas de erro que afeta dois cenários de erro separados. Suspeitamos que isso possa estar contribuindo para a criação de impacto, e estamos realizando uma análise adicional para confirmar isso.
O que fazer se eu tiver sido afetado pelo problema?
A Microsoft já está trabalhando em uma correção, mas não deu prazo para o problema ser solucionado. Para quem está tendo problemas, uma dica temporária consiste em tentar o acesso à versão web do Outlook (via navegador). Para alguns usuários, essa opção está funcionando normalmente.
Já usar outro cliente de e-mail como alternativa pode não surtir efeito. Isso porque também há relatos de problemas no Outlook com apps de terceiros.
Novo Opera One aumenta áudio da aba em até 500% (imagem: reprodução/Opera)Resumo
Opera One agora traz integração nativa do YouTube e Twitch à sua barra lateral para acesso rápido;
navegador também traz função Video Popout para picture-in-picture em videoconferência, com suporte ampliado a serviços e controles compatíveis com cada um;
destaque vai para a função Volume Booster, que aumenta volume de cada aba em até 500%, inclusive em tela cheia, sem afetar outras abas.
O Opera One acaba de ganhar uma atualização que adiciona pequenas, mas interessantes funcionalidades ao navegador. As principais envolvem a integração do YouTube e da Twitch à sua barra lateral. Mas a função que aumenta o áudio do browser em até 500% chama mais a atenção.
Estamos falando do principal navegador da Opera Software. Por isso, as mudanças aqui tendem a ser mais bem estudadas. No caso da integração do YouTube e da Twitch à barra lateral do Opera One, a intenção é dar acesso rápido — com um clique — a duas das plataformas de streaming de vídeo mais populares da atualidade.
Não são apenas atalhos. A novidade faz o conteúdo do YouTube ou da Twitch ser reproduzido em uma janela dedicada, de modo que o usuário não tenha que ficar trocando de aba para visualizar o vídeo.
Relacionado a isso está o novo recurso Video Popout, um modo automático de picture-in-picture (com janela flutuante) para videoconferência que foi reformulado para ampliar o suporte a serviços do tipo (como o Zoom), oferecer controles condizentes a cada um deles e exibir um visual correspondente ao tema em uso no Opera One.
Picture-in-picture automático para videoconferências (imagem: reprodução/Opera)
Mas, como já dito, a novidade que mais chama a atenção é o aprimoramento dos controles sobre o áudio. O recurso Volume Booster permite aumentar o volume de cada aba para até 500%.
Isso é útil, por exemplo, para quando o usuário acessa um vídeo com áudio muito baixo e tem que recorrer a extensões para aumentar o volume em um nível acima do suportado nativamente pelo navegador.
Se você gosta de trabalhar enquanto assiste a uma live ou tutorial, esta atualização foi feita para você. E se você quiser ouvir melhor aquele áudio de baixa qualidade sem depender de extensões com falhas? Nós resolvemos isso nativamente.
Mohammed Salah, diretor sênior de produto da Opera
Vale ressaltar que esse controle é feito por aba, ou seja, não afeta todas as páginas abertas de uma só vez, e funciona inclusive para reproduções em tela cheia.
Quem já usa o Opera One precisa apenas aguardar pela atualização automática ou, para apressar esse procedimento, abrir o menu principal do browser e clicar em Atualização & Recuperação.
Google Play funciona a “central de distribuição” de apps para dispositivos Android (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
O Google Play funciona como o principal hub de mídias e aplicativos para dispositivos com o sistema operacional Android. Desenvolvida pelo Google, a plataforma centraliza downloads seguros de ferramentas, jogos e conteúdos essenciais para o dia a dia do usuário.
Vinculada à conta Google, a pessoa sincroniza automaticamente a biblioteca de apps, livros e filmes entre smartphones, tablets e outros aparelhos. Essa integração facilita a gestão de softwares e permite que as preferências acompanhem os usuários em qualquer tela.
O acesso ao Google Play é totalmente gratuito, embora o catálogo ofereça tanto softwares grátis quanto opções pagas e assinaturas premium. As transações financeiras são protegidas por criptografia, garantindo que as compras e investimentos digitais ocorram com máxima segurança.
A seguir, conheça detalhadamente o que é o Google Play, seu funcionamento e recursos disponíveis. Também saiba as diferenças da plataforma com o Google Play Services e a App Store.
O Google Play é o centro oficial de distribuição do Android, reunindo aplicativos, jogos e mídias digitais vinculadas diretamente a uma conta Google. A plataforma simplifica o ecossistema mobile, garantindo downloads seguros e a sincronização automática de conteúdos entre diversos dispositivos.
Para que serve o Google Play?
O Google Play atua como a vitrine digital do ecossistema Android, centralizando o download e a atualização de apps, jogos e conteúdos multimídia com segurança. A plataforma automatiza o gerenciamento de software, garantindo que as ferramentas e o entretenimento estejam sempre otimizados e protegidos contra vulnerabilidades.
O Google Play simplifica o download e o gerenciamento de apps nos aparelhos com sistema Android (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Como funciona o Google Play
O Google Play funciona integrado a uma conta Google, sincronizando downloads e licenças automaticamente via nuvem em diferentes dispositivos. A interface facilita a instalação de pacotes de dados e protege transações financeiras com camadas robustas de criptografia.
A loja possui um catálogo híbrido onde softwares gratuitos dividem espaço com mídias pagas e ferramentas de compra única. Rótulos informativos ajudam a identificar o que é premium, permitindo que o usuário controle o orçamento digital com clareza.
Aplicativos complexos geralmente exigem pagamento antecipado para liberar o download e o acesso total aos recursos. Já o modelo freemium monetiza por meio de anúncios ou assinaturas recorrentes, garantindo a manutenção contínua do serviço.
O formato de compras in-app varia de acordo com o aplicativo. Alguns softwares oferecem formas de pagamento próprias, enquanto outros utilizam o Google Play para a intermediação financeira por meio de métodos salvos, como cartões ou saldo vinculados à conta Google.
O Google Play centraliza o catálogo de softwares do sistema operacional Android (imagem: Reprodução/Google)
O que eu posso fazer no Google Play?
O Google Play vai além de uma vitrine de aplicativos, sendo o ecossistema central para quem busca produtividade e diversão em dispositivos Android. Essas são algumas funcionalidades disponíveis na plataforma:
Download e gestão multiplataforma: permite instalar aplicativos em smartphones, tablets, smart TVs e smartwatches, garantindo que os softwares essenciais funcionem de forma síncrona em múltiplos dispositivos compatíveis;
Gestão de biblioteca e atualizações de apps: centraliza a manutenção do sistema para otimizar a segurança e o desempenho, facilitando a reinstalação de programas vinculados à conta Google;
Catálogo de jogos e entretenimento: possibilita encontrar diversos jogos mobiles, oferecendo desde títulos casuais até experiências complexas que rodam offline ou em disputas competitivas com jogadores de todo o mundo;
Consumo de mídia e sincronização de progresso: disponibiliza um acervo vasto de filmes e livros digitais para compra ou aluguel, permitindo transições fluidas entre dispositivos sem perder o ponto da leitura;
Administração de assinaturas e pagamentos: organiza todos os serviços recorrentes e métodos de pagamento em um só painel, garantindo controle total sobre gastos com streaming e ferramentas profissionais;
Segurança familiar e filtros de conteúdo: oferece recursos de controle parental para gerenciar o que as crianças acessam, permitindo estabelecer limites de tempo de uso e aprovar transações financeiras remotamente.
O Google Play possibilta gerenciar assinaturas pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Google Play é pago para usar?
O acesso ao Google Play é gratuito e não exige taxas de adesão, funcionando como um ecossistema digital para o download de diversos softwares e mídias. A cobrança ocorre apenas na compra de aplicativos premium ou na aquisição direta de produtos como livros e filmes.
Muitas ferramentas adotam o modelo freemium, liberando o uso básico, mas cobrando por compras in-app ou assinaturas para remover anúncios. Há ainda o Google Play Pass, serviço opcional que libera um vasto catálogo de aplicativos mediante um valor fixo.
É possível baixar o Google Play no iPhone?
Não dá para instalar o Google Play no iPhone, já que o iOS da Apple é um ecossistema fechado que restringe lojas externas. Os aplicativos do Android utilizam a extensão APK, um formato de arquivo que o hardware e o sistema da Maçã simplesmente não conseguem processar nativamente.
Essa barreira técnica existe porque as APIs de ambos os sistemas falam “línguas” diferentes. Mesmo com modificações arriscadas no sistema, o iPhone rejeita esses apps por falta de bibliotecas de código compatíveis, mantendo ambas as plataformas em ecossistemas totalmente isolados.
O Google Play é uma plataforma de apps exclusiva dos dispositivos Android (imagem: Reprodução/Google)
Por que o Google Play não funciona?
Existem diversos fatores que podem impedir o funcionamento do Google Play. Os principais motivos são:
Conexão instável ou limitada: a loja exige conexão constante via Wi-Fi ou dados móveis para validar licenças e processar o download de pacotes pesados;
Acúmulo de cache e dados: arquivos temporários podem sofrer erros de leitura no armazenamento, travando a interface e impedindo que novas buscas sejam processadas corretamente;
Serviços Google desatualizados: o Google Play Services atua como a infraestrutura invisível do sistema. Se estiver defasado, a autenticação e a integração entre apps falham;
Versão obsoleta da Play Store: sem patches de segurança e estabilidade, o próprio aplicativo da loja pode apresentar telas em branco ou recusar o carregamento de imagens e ícones;
Armazenamento interno insuficiente: a falta de espaço físico impede a descompressão de novos arquivos, mantendo os downloads em um estado de “pendente” que não se resolve sozinho;
Erro na sincronização de data e hora: o sistema usa o relógio para validar certificados de segurança. Um horário errado faz com que os servidores do Google rejeitem a conexão;
Conflitos de autenticação na conta: problemas com login ou métodos de pagamento inválidos podem gerar alertas de segurança que restringem o acesso à biblioteca de compras;
Incompatibilidade de firmware ou hardware: versões muito antigas do Android dificultam a tentativa de instalar o Google Play no celular de forma estável, já que o suporte oficial é removido;
Indisponibilidade dos serviços Google: em casos raros, o problema pode ser uma queda global nos servidores ou restrições geográficas que bloqueiam conteúdos específicos no Brasil.
Google Play necessita estar constantemente conectado a internet para funcionar corretamente (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Tem como desativar o Google Play no celular?
Embora não seja possível desinstalar o Google Play sem permissões de acesso total ao sistema, o usuário pode desativá-lo nas configurações de aplicativos. Essa ação oculta o ícone do menu e interrompe o download de novos conteúdos, funcionando como uma suspensão do serviço.
No entanto, é preciso cautela, pois desativar o Google Play Services pode instabilizar o Android e comprometer funções essenciais, como a geolocalização. Outros softwares instalados também podem apresentar falhas em notificações e na sincronização de dados após essa restrição.
Qual é a diferença entre Google Play e Google Play Services?
O Google Play é a vitrine digital de conteúdo, acessada pelo app Play Store para o usuário baixar e gerenciar aplicativos, jogos e mídias manualmente. Ele funciona como um ambiente de interação direta, onde o usuário controla a conta e as instalações no dispositivo.
O Google Play Services é a camada invisível que conecta hardware e softwares, garantindo que recursos como geolocalização e autenticação funcionem sem interrupções. Ele opera em segundo plano como uma estrutura crítica de APIs, mantendo a segurança e a integração do sistema.
Qual é a diferença entre Google Play e App Store?
O Google Play é o “marketplace” oficial do ecossistema Android, atuando como uma vitrine integrada à conta Google para sincronizar aplicativos e mídias. A arquitetura prioriza a flexibilidade, permitindo uma distribuição em massa que se adapta a diversos fabricantes de hardware e diferentes especificações técnicas.
A App Store é a plataforma exclusiva da Apple para os sistemas da marca, sendo a única porta de entrada oficial para softwares em iPhones, iPads e Macs. O destaque da loja é o manual review, um rigoroso processo de curadoria humana que valida critérios de privacidade e design antes de qualquer lançamento.
Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft reverteu a atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop.
O erro TM1283300 travava o Teams na tela de carregamento e ocorria por falha de regressão no cache de compilação.
Caso o erro persista, a dona do Windows orienta fechar e reiniciar o Teams, já que a reversão no lado do servidor deve descartar o cache corrompido.
A Microsoft removeu uma atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop. O problema, registrado sob o código TM1283300, impedia que parte dos usuários acessasse a plataforma, mantendo o aplicativo travado em uma tela de carregamento infinita.
Segundo o portal BleepingComputer, o erro ocorreu devido a uma falha de regressão no sistema de cache de compilação, que fez com que versões específicas entrassem em um “estado instável”, impedindo o uso da ferramenta. Em muitos casos, o software exibia a mensagem: “Estamos com problemas para carregar sua mensagem. Tente atualizar”.
Como resolver o problema?
Para os usuários que ainda enfrentam dificuldades, a orientação oficial da Microsoft é apenas fechar e reiniciar o aplicativo. Como a atualização problemática foi revertida no lado do servidor, o simples ato de reiniciar o Teams deve forçar o descarte do cache corrompido que causava o travamento.
A companhia afirmou que seu sistema de recuperação automático já solucionou a maior parte dos casos. “Confirmamos que nosso sistema de recuperação automatizado solucionou o problema com sucesso e estamos entrando em contato com representantes para garantir que a solução esteja disponível para todos”, declarou a Microsoft em nota.
Embora a dona do Windows não tenha detalhado o número de usuários atingidos ou quais regiões sofreram mais com o erro, o caso foi classificado internamente como um “incidente de serviço”, categoria reservada para falhas que geram interrupção de funções críticas em larga escala.
Microsoft Teams apresentou instabilidade após atualização de serviço (imagem: reprodução)
Mais um bug
Esse caso se soma a outros bugs que ocorreram neste começo de ano. Em fevereiro, a empresa precisou lidar com bugs no Outlook, que tornavam o cliente de e-mail inutilizável devido a conflitos com suplementos de reunião.
Além disso, falhas de autenticação nas atualizações KB5085516 e KB5079473 quebraram o sistema de login de Contas Microsoft, bloqueando o acesso a aplicativos do Office e serviços na nuvem.
A companhia também lançou patches de emergência no último final de semana para conter loops de reinicialização no Windows Server.
App Store da Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
A App Store é a loja digital de aplicativos para dispositivos da Apple. A plataforma funciona como um canal de distribuição e venda de aplicativos mobile e para desktop, além de permitir a atualização de ferramentas baixadas, e assinaturas de serviços do ecossistema da Apple.
Você pode usar a App Store gratuitamente por meio de um ID Apple, mas alguns apps ou serviços só são disponibilizados mediante pagamento. Já desenvolvedores de aplicativos precisam pagar uma assinatura para publicar na plataforma, e ainda dão uma fatia de comissão à big tech referente ao montante total de vendas.
A App Store é exclusiva para dispositivos da Apple, como iPhone (iOS), iPad (iPadOS) e Mac (macOS). Isso significa que usuários de Android não podem usar a plataforma, já que o sistema operacional não é compatível.
A seguir, entenda o que é a App Store, saiba como ela funciona, e confira em quais dispositivos a plataforma está disponível.
App Store é a plataforma de distribuição de aplicativos voltados para dispositivos Apple. Em outras palavras, App Store é a loja digital gerenciada pela empresa da maçã, que reúne apps para iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV, Apple Vision Pro e alguns modelos de iPod.
Para que serve a App Store?
A App Store tem a função de listar, comercializar e distribuir aplicativos e serviços voltados para o ecossistema Apple de maneira segura. Inclusive, a nomenclatura “App Store” significa “Loja de aplicativos” em tradução livre, o que reforça sua proposta como uma plataforma para descoberta, aquisição e download de apps.
Para usuários, a App Store serve como uma biblioteca virtual para descobrir novos apps, instalá-los em seu aparelho Apple, bem como atualizar ferramentas já baixadas. Na plataforma, também é possível comprar aplicativos pagos e assinar serviços digitais.
Já para desenvolvedores, a App Store serve como uma vitrine para que eles possam disponibilizar ou vender os aplicativos criados.
Como funciona a App Store
O funcionamento da Apple Store é baseado em algumas etapas, que vão desde a publicação de uma ferramenta até a experiência pós-instalação.
Tudo começa quando um desenvolvedor elegível envia o aplicativo criado para a Apple. A big tech então valida questões de segurança, usabilidade e diretrizes da ferramenta e, se tudo estiver em conformidade, o app será publicado na App Store.
Conforme esse processo se repete, a App Store passa a catalogar mais aplicações em sua vitrine. Isso faz com que a plataforma se transforme em uma vasta biblioteca virtual de aplicativos que atende aos diferentes sistemas da Apple — como o sistema operacional do iPhone (iOS) ou de Mac (macOS), por exemplo.
Interface da App Store para Mac (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Os usuários então acessam a plataforma e buscam pelo aplicativo desejado. Algumas ferramentas podem ser baixadas e instaladas gratuitamente, enquanto outras exigem compra ou assinatura — que são feitas dentro da própria App Store.
Na plataforma, usuários poderão ver os aplicativos baixados na App Store, atualizar ferramentas e gerenciar compras e assinaturas de serviços vinculados ao ID Apple. Também será possível avaliar os apps e deixar comentários com elogios, sugestões ou críticas.
Os feedbacks de usuários são analisados pela Apple, que pode retirar ferramentas da App Store, se necessário. A empresa também gerencia tudo que acontece na plataforma para mantê-la segura e intuitiva.
É preciso pagar para usar a App Store?
Não, desde que você seja um usuário. É possível usar a App Store gratuitamente, bastando fazer login com um ID Apple para validar o acesso à plataforma. Você só terá de pagar por aplicativos ou serviços pagos que deseja adquirir.
No entanto, as regras mudam para desenvolvedores: eles precisam pagar uma taxa anual para publicar qualquer aplicativo na App Store. E além disso, devs também precisam dar parte da comissão adquirida com vendas do app (ou dentro de seus aplicativos) para a Apple.
A App Store está disponível em quais dispositivos?
A App Store está disponível para os seguintes aparelhos da Apple:
iPhones;
iPads;
iPods touch;
Macs;
Macbooks;
Apple TV;
Apple Watch;
Apple Vision Pro.
Onde fica a App Store no iPhone?
A App Store vem pré-instalada no sistema operacional do iPhone (iOS), e fica localizada na biblioteca de apps dos celulares da Apple. A plataforma pode ser identificada pelo ícone azul com um “A” branco.
Caso não esteja localizando a plataforma, basta tocar no campo de pesquisa “Buscar” e digitar “App Store” para encontrar a ferramenta.
Ícone da App Store no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
É possível baixar a App Store no Android?
Não. A App Store só funciona em dispositivos da Apple, e não pode ser baixada em aparelhos Android ou que usam sistemas operacionais diferentes de iOS, iPadOS, macOS, tvOS, watchOS e visionOS.
Qual é a diferença entre App Store e Google Play?
App Store é uma plataforma gerenciada pela Apple que distribui aplicativos exclusivamente para iPhones, iPads, Macs, entre outros aparelhos da marca. Somente donos de dispositivos da Apple conseguem usar a App Store para instalar os aplicativos oferecidos em seus aparelhos.
Já o Google Play é a plataforma de distribuição de apps voltados para dispositivos Android. A loja digital é bem similar à App Store, mas só está disponível para donos de smartphones, tablets, TVs, smartwatches e outros dispositivos que utilizem o sistema operacional Android.
Muitas vezes, um mesmo aplicativo pode ser encontrado tanto na App Store quanto no Google Play. Se a pessoa tiver um iPhone, terá de usar a App Store para baixá-lo. Mas caso ela tenha um smartphone Android, terá de instalar a ferramenta via Google Play.
Qual é a diferença entre App Store e Apple Store?
App Store diz respeito à loja digital de aplicativos e serviços compatíveis com o ecossistema da Apple. Já Apple Store é a loja (física ou online) que vende os eletrônicos e acessórios da Apple.
Para entender de vez e memorizar: se você precisa baixar um aplicativo em seu iPhone, terá de usar a App Store; se você quiser comprar um iPhone, vai ter que acessar o site da Apple Store ou ir até uma das lojas físicas.
Por que a App Store não funciona?
Há casos em que você talvez não consiga acessar a App Store e visualize uma mensagem “Não pode conectar”. Dentre os principais motivos que impedem o funcionamento correto da App Store, estão:
Interrupção de serviço: o sistema da App Store pode estar fora do ar, impedindo o funcionamento da plataforma.
Falha de conexão: problemas de conexão ao Wi-Fi ou rede móvel podem impactar o funcionamento da App Store.
Atualizações pendentes: pode ser necessário atualizar o sistema operacional para a versão mais recente para usar a App Store.
Data e hora errada: data e hora incorretas afetam o funcionamento de diversos apps, incluindo a App Store.
Posso desinstalar a App Store do celular?
Sim, dependendo de sua localidade. Usuários da União Europeia (UE) e Japão podem desinstalar a App Store de iPhones ou iPads, desde que instalem uma loja de aplicativos alternativa antes, e a definam como padrão para a instalação de apps.
Já usuários do Brasil e de regiões fora da UE ou Japão não podem excluir a App Store dos dispositivos Apple.
Consigo instalar aplicativos fora da App Store no meu iPhone?
Sim. Usuários Apple da União Europeia e Japão podem instalar apps no iPhone ou iPad de lojas de aplicativo alternativas. Nessas mesmas localidades, também é possível baixar e instalar ferramentas no iPhone ou iPad direto de um site, via navegador web.
Além desses meios, você pode instalar apps que não estão na App Store em um iPhone que sofreu jailbreak, estando em qualquer localidade. O processo é similar à instalação de arquivos .APK no Android, mas vale ressaltar que o processo de jailbreak remove algumas restrições de segurança do iOS, o que deixa o aparelho mais vulnerável.
As abas verticais do Chrome permitem que o usuário mova as páginas do topo para a lateral do monitor, facilitando na organização e visualização das guias.
É necessário acessar a seção de testes do Google Chrome pela página “chrome://flags/#vertical-tabs” e habilitar o recurso. A ferramenta também pode ser desativada, caso o usuário não se acostume com a reorganização do navegador.
A seguir, veja o passo a passo de como ativar e desativar as abas verticais do Google Chrome e tire suas dúvidas.
1. Acesse “chrome://flags/#vertical-tabs” no Google Chrome e ative o recurso
Você precisa acessar a página “chrome://flags/#vertical-tabs” para ativar as abas verticais do navegador. O endereço é um painel oculto do navegador que permite ativar recursos de testes do Chrome.
Em “Vertical Tabs“, clique na opção exibida e selecione “Enabled“.
Acesse “chrome://flags/#vertical-tabs” no navegador para ativar as guias verticais (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
2. Reinicie o navegador para habilitar as guias verticais do Chrome
Em seguinda, é necessário reiniciar o Google Chrome para que as alterações passem a ter efeito. Você pode clicar no botão “Reiniciar” ou fechar todas as abas do seu navegador manualmente.
O botão “Reiniciar” irá reabrir todas as suas guias abertas no momento da reinicialização.
Reinicie o Google Chrome para ativar o recurso (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Mude a visualização das abas com o botão direito do mouse
Assim que o Chrome estiver aberto novamente, clique em uma de suas guias com o botão direito do mouse e selecione a opção “Mostrar guias verticalmente“.
Ative as abas verticais ao clicar com o botão direito do mouse em uma guia do Chrome (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
4. Ajuste o tamanho da guia vertical do Chrome
Todas as suas guias abertas serão redirecionadas para a lateral do seu monitor. É possível ajustar o tamanho da seção ao clicar e arrastar a borda para a direita ou esquerda, como preferir.
Ajuste o tamanho da guia vertical arrastando a borda (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
As guias verticais do Google Chrome podem exigir um período de adaptação ao recurso, visto que o navegador sempre exibiu suas páginas abertas no topo da tela.
Caso não se acostume, é possível desativar o recurso também na página de testes do Chrome. Veja como a seguir.
Acesse “chrome://flags/#vertical-tabs” para desativar as guias verticais do Chrome (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
2. Desabilite o recurso nas configurações do Chrome
Selecione a opção “Disabled” em “Vertical Tabs” para desabilitar o recurso e mover as abas do Google Chrome para o topo da tela.
Defina a opção como “Disabled” (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Reinicie o navegador para que as alterações entrem em vigor
Reinicie novamente o navegador para tirar as abas verticais do Google Chrome. O botão “Reiniciar” irá abrir novamente todas as suas guias.
Você precisa reiniciar o navegador para que o Chrome altere as configurações (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
4. Verifique se as abas verticais foram desativadas
Caso suas guias voltem ao topo da página, significa que o recurso foi desativado corretamente.
Verifique se as guias voltaram ao topo da página (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Posso configurar as guias verticais no Google Chrome para celular?
Não. O recurso de abas verticais do Google Chrome está disponível apenas para Windows, Mac, Linux e ChromeOS, de acordo com o Google. Isso significa que a funcionalidade não funciona em Android ou iOS.
Por que não consigo habilitar as abas verticais no Google Chrome?
A opção de abas verticais pode estar desabilitada pelos seguinte motivos:
Liberação gradual da ferramenta: a opção de guias verticais do Google Chrome é um recurso em teste no navegador, que pode estar sendo disponibilizado gradualmente aos usuários;
Recurso em teste desativado: o recurso de abas verticais pode estar desabilitado na página de testes do Google, o “chrome://flags”. Verifique se a ferramenta está devidamente ativada nas configurações do navegador.
Qual é a diferença entre as abas horizontais e verticais do Google Chrome?
As abas horizontais do Chrome são um padrão estabelecido pelo Google ao navegador web desde sua origem em 2008. As páginas ficam posicionadas no topo da tela e exibem o nome da página quando existem poucas guias abertas.
No entanto, com o acúmulo de páginas, o usuário pode se confundir e não encontrar determinadas abas durante o uso, já que os nomes são removidos.
Já as abas verticais do Chrome são um experimento de teste do navegador para atender a demanda de usuários que preferem esse estilo de uso — que, inclusive, já estava disponível em outros navegadores.
As guias verticais exibem o nome de todas as páginas abertas, mesmo com uma grande quantidade de abas abertas, sendo ideal para multitarefas e maior produtividade. No entanto, pode exigir um período maior de adaptação de usuários acostumados com as guias horizontais.
Consigo alterar a visualização de guias sem desativar as abas verticais do Chrome?
Sim. Ao ativar o recurso de abas verticais do Chrome em “chrome://flags/#vertical-tabs“, o navegador permite que você altere a forma de exibição das guias sem precisar desativar ou ativar novamente a funcionalidade.
Basta clicar com o botão direito do mouse em uma aba vertical e selecionar a opção “Mostrar guias horizontalmente“;
Altere a exibição das guias sem precisar desativar o recurso nas configurações do Chrome (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Servidores são usados para armazenar bancos de dados (imagem: Unsplash/Taylor Vick)
Os bancos de dados são estruturas que organizam um grande volume de dados de forma que possam ser acessados e alterados com eficiência a partir de comandos de um usuário.
Existe uma série de tipos de bancos de dados, indicados para diferentes usos práticos. Enquanto alguns modelos são úteis para lojas online, outros são usados para sistemas financeiros, por exemplo.
Uma database tem seu funcionamento baseado em três pilares: usuário, um sistema que gerencia esses dados, e um banco de dados, hospedado em um servidor. A seguir, conheça os tipos de bancos existentes e seu funcionamento na prática.
Banco de dados é uma database organizada por um sistema eletrônico, de modo os dados possam ser encontrados e alterados por um comando, quando necessário.
É possível adicionar, organizar e excluir informações de um banco de dados — geralmente por meio de linguagens de consulta, como SQL (Structured Query Language) –, já que o Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) permite a alteração constante desses dados.
Para que serve um banco de dados?
A principal funcionalidade de um banco de dados é armazenar qualquer tipo de informação em grande volume. Um e-commerce, por exemplo, tem um banco de dados de clientes cadastrados, além de organizar dados sobre estoque, que são alterados a partir da compra e venda de produtos.
Empresas do setor financeiro também mantêm um banco de dados atualizado sobre clientes, com informações sobre saldos, transações e empréstimos. O mesmo ocorre com serviços de streaming, que precisam atualizar constantemente o catálogo de filmes e séries, também armazenados nesse sistema.
Datacenter é usado para processar, armazenar e gerenciar grandes volumes de dados (imagem: divulgação/Odata)
Usar um banco de dados organizado permite gerenciá-los rapidamente, aumentando a acessibilidade e garantindo proteção, principalmente sobre informações consideradas sigilosas.
Quais são os principais tipos de bancos de dados?
Existem diferentes tipos de bancos de dados, classificados de acordo com seus modelos, estruturas de armazenamento e a forma de gerenciamento de informações:
Banco de dados relacional (SQL): um banco de dados relacional organiza dados em linhas e colunas baseadas em tabelas de chave primária e chave estrangeira. Ideal para dados estruturados que exigem consistência, integridade e transações confiáveis, como sistemas bancários e ERPs;
Banco de dados não relacional (NoSQL): um banco de dados não relacional organiza dados de forma flexível (semi-estruturados ou não estruturados), como documentos JSON, pares chave-valor ou grafos. Tipo de banco usado em e-commerce, já que apresenta uma grande variedade de produtos com atributos diferentes um do outro;
Banco de dados em memória: tipo de banco de dados que guarda dados na memória RAM de um dispositivo. Pode ser usado como banco principal ou como camada de cache;
Banco de dados de grafos: banco de dados focado no armazenamento de grafos, ou seja, relacionamentos entre entidades. É usado para mapear e consultar dados interconectados, como ocorre nos algoritmos de recomendação — o famoso “Pessoas que talvez você conheça” das redes sociais;
Banco de dados em tempo real: tipo de banco de dados que organiza e sincroniza dados em tempo real entre servidor e usuário, como em aplicativos de mensagens. Ao enviar uma mensagem no WhatsApp ou no Instagram, o banco de dados armazena e entrega a informação imediatamente;
Serviços de streaming usam banco de dados para armazenar filmes e séries (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)
Banco de dados em nuvem: um banco de dados em nuvem é otimizado para ser usado na web via Cloud Computing. Não é necessário ter um servidor físico, já que o banco pode ser comprado ou alugado como um serviço. É um tipo de banco de dados muito usado por serviços de streaming e sites;
Banco de dados colunar: banco de dados que organiza as informações em colunas e não em linhas. É muito usado por profissionais de Business Intelligence (BI) para análises de dados, como em relatórios de vendas, por exemplo;
Banco de dados de série temporal (TSDB): tipo de banco de dados usado para armazenar e organizar dados ao longo do tempo. É possível usar para analisar mudanças de comportamento e tendências. Sistemas de monitoramento cardíaco usam TSDB para registrar alterações na pulsação do coração, por exemplo;
Banco de dados distribuído (BDD): conjunto de bancos de dados localizados em diferentes locais, mas interconectados. Esse tipo de banco é necessário para garantir que os sistemas continuem funcionando no caso de falha de algum servidor específico;
Blockchain: tecnologia de registro digital que armazena informações em blocos interligados e protegidos por criptografia. Tem a vantagem de criar um histórico de transações que não pode ser alterado ou apagado, eliminando a necessidade de uma autoridade central de confiança, como acontece no Bitcoin.
Como funcionam os bancos de dados?
O funcionamento de um banco de dados ocorre por meio da interação em três camadas de acesso: o software usado pelo usuário, o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) e um banco, hospedado em um servidor — que pode variar conforme a arquitetura.
O sistema recebe instruções a partir do que o usuário deseja e realiza mudanças nos dados presentes em um servidor.
Vamos usar um banco de dados de uma loja online para exemplificar o funcionamento da tecnologia:
O usuário faz um cadastro com seus dados em uma loja. O sistema usa o comando INSERT para registrar essas informações em uma tabela chamada “Clientes“.
Quando o mesmo busca por um celular, o sistema usa o comando SELECT para realizar uma busca na tabela “Produtos” e exibe todos os produtos com o nome “celular” cadastrados no banco de dados.
Ele decide adquirir o celular. Então, o Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) reduz o estoque para aquele produto com o comando UPDATE na tabela “Produtos“.
Dessa forma, se o dispositivo for a última unidade disponível no site, outro usuário não consegue comprar o mesmo celular, já que o estoque foi atualizado para 0 e não pode mais ser exibido na busca.
Empresas usam bancos de dados para cadastrar o estoque de dispositivos eletrônicos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Quais são exemplos de bancos de dados?
Os bancos de dados mais famosos são:
Oracle Database: SGDB focado no ambiente corporativo. É usado por grandes empresas de tecnologia por oferecer suporte para altas cargas de trabalho, além de protocolos avançados de segurança;
MySQL: sistema de banco de dados SQL de código aberto. É amplamente utilizado em aplicações web devido a sua eficiência nas operações de leitura e gravação, além da facilidade de implementação em servidores;
Microsoft SQL Server: SGDB desenvolvido pela Microsoft. Tem maior integração com o Azure, plataforma de computação em nuvem da marca e inclui uma série de ferramentas para profissionais de BI;
MongoDB: o MongoDB é um sistema de banco de dados não relacional, que permite estrutura flexível de dados, sem esquema fixo, facilitando adaptações. Essa característica garante que a estrutura dos dados seja alterada de forma mais fácil e prática;
Redis: banco de dados NoSQL que armazena dados em memória. É frequentemente usado para dados em cache e como um gerenciador de mensagens, já que sua latência é mais baixa que os bancos que necessitam de registro em HD/SSD;
Google BigQuery:Data Warehouse analítico focado em consultas e análise de grandes volumes de dados. Foi projetado para analisar quantidades massivas de dados de forma ágil via SQL, não sendo recomendado para aplicações transacionais.
Quais aplicações usam bancos de dados?
Os bancos de dados podem ser usados em diversas aplicações do dia a dia:
Setor financeiro: sistemas bancários utilizam bancos de dados para armazenar informações de clientes, como saldos, histórico de transações, validação de compras no cartão de crédito, além da compra e venda de ações;
Lojas online: uso de banco de dados para controle de estoque, além do armazenamento de informações pessoais de clientes e na gestão de pedidos;
Redes sociais: as redes sociais utilizam bancos de dados para armazenar as informações de usuário, publicações, fotos, vídeos, conversas, etc. Fazem uso desses dados para alimentar os algoritimos de recomendação;
Serviços de streaming: gerenciam o catálogo de filmes, séries e documentários pelo banco de dados. Também registram o histórico de uso do usuário para fazer sugestões via algoritimo;
Medicina: gerenciam o histórico clínico de um paciente, além de todo o estoque de produtos, como remédios e ferramentas. Também usam o sistema de banco de dados para controle de leitos hospitalares e na escala de funcionários;
Logística: empresas de logística utilizam bancos de dados para controlar o monitoramento de veículos e entregas. Realizam o cadastro de cada produto que precisa ser transportado, além de atualizar seu status no sistema após a entrega;
Educação: uso de banco de dados para controle de alunos, documentos, notas, frequências escolares e planos de ensino.
Qual é a diferença entre banco de dados e planilhas?
Um banco de dados é uma base de informações que suporta milhares de registros com segurança e com melhor desempenho quando bem projetados. Além disso, o sistema permite que centenas de pessoas acessem as informações de forma simultânea.
Os bancos de dados também podem ser automatizados e têm regras pré-definidas, de modo que os dados sejam registrados, lidos ou apagados de forma padronizada, mitigando erros.
Já o uso de planilhas para registrar dados é utilizado principalmente quando o volume de dados é baixo, já que tem uma interface mais simples e menos segurança. Negócios ainda na fase inicial utilizam planilhas por conta da praticidade no uso de fórmulas mais simples.
Qual é a diferença entre banco de dados e Big Data?
Banco de dados é um sistema de gerenciamento de informações que permite acessar, registrar e remover dados de uma base a partir de regras pré-definidas.
Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft Excel mantém “bug do ano 1900”, que trata esse ano como bissexto (não é);
Microsoft avisa que não corrigirá bug porque mudança alteraria cálculos de datas em planilhas existentes e afetaria compatibilidade com outros arquivos de planilha;
problema vem do Lotus 1-2-3, lançado em janeiro de 1983; Excel adotou o mesmo sistema de datas para manter compatibilidade.
Quando uma falha é descoberta em um software, os seus desenvolvedores trabalham na solução. Mas não neste caso: o Microsoft Excel tem um bug que o faz assumir 1900 como um ano bissexto (não é). Mas a correção poderia causar grandes transtornos. Isso explica o fato de o problema ter sido descoberto no Lotus 1-2-3 e nunca ter sido corrigido.
Quando o Lotus 1-2-3 foi lançado, o programa assumia que o ano de 1900 era bissexto, embora na realidade não fosse. Isso facilitava o processamento de anos bissextos e não afetava praticamente nenhum cálculo de datas no Lotus 1-2-3.
O Lotus 1-2-3 foi lançado em janeiro de 1983, inicialmente para MS-DOS. Já o Microsoft Excel foi introduzido pouco tempo depois, em setembro de 1985, mas para Mac. A versão para PCs só chegou em 1987. Isso pode ter contribuído para o Lotus 1-2-3 reinar nos anos 1980. O Excel só assumiu a liderança do mercado na década de 1990.
Dada a relevância do software de planilhas rival, a Microsoft tomou o cuidado de fazer o Excel utilizar o mesmo sistema de datas do Lotus 1-2-3. Era uma forma de garantir alguma compatibilidade entre os dois programas e, nesse sentido, permitir que planilhas de um pudessem ser migradas para o outro.
Bom, o Lotus 1-2-3 virou assunto de museu, mas o Excel é, até hoje, a solução de planilhas mais popular que existe. O problema é que, paralelamente a tamanha longevidade, o Excel manteve o “bug do ano 1900”.
Talvez esse não seja exatamente um bug. Até hoje não há confirmação sobre se tratar 1900 como um ano bissexto foi um erro ou uma decisão dos desenvolvedores do Lotus 1-2-3 para simplificar o cálculo de datas em uma época em que os recursos de processamento e memória eram severamente limitados.
Você pode reproduzir o erro com um teste simples: abra o Excel e, em uma célula, digite:
=DATA(1900;2;29)
O Excel deveria retornar a data 01/03/1900, mas exibirá 29/02/1900, data que não existiu.
Reproduzindo o “bug do ano 1900” no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Por que a Microsoft não vai corrigir o “bug do ano 1900” no Excel?
É tecnicamente possível corrigir a tal falha, admite a Microsoft. Mas a companhia declarou que não o fará porque as consequências poderiam ser maiores do que os benefícios. Muito maiores!
Em planilhas já existentes, funções que tratam de datas poderiam acabar gerando valores diferentes. Isso porque a correção faria o Excel executar cálculos com um dia a menos no calendário, afinal, o bug considera que o dia 29 de fevereiro de 1900 existiu.
Além disso, o Excel também poderia exibir valores diferentes em planilhas oriundas de softwares concorrentes, tornando os dados pouco confiáveis.
Para muitos profissionais e organizações, esses problemas poderiam causar enormes transtornos.
Mas a própria Microsoft ressalta: os demais anos, bissextos ou não, são tratados corretamente pelo Excel. Somente planilhas que precisam realizar cálculos que envolvam o ano de 1900 é que podem ter problemas com o tal bug.
MEC Livros disponibiliza best sellers de graça para empréstimo (imagem: divulgação/MEC)Resumo
O MEC lançou o MEC Livros, biblioteca pública virtual com quase 8 mil títulos. O acesso ocorre pelo navegador com login Gov.br ou pelo app Android.
O serviço usa licenciamento digital. Cada usuário pega 1 livro por vez, por 14 dias, com renovação. Obras com alta demanda entram em fila de espera.
O acervo inclui clássicos, best-sellers e obras em domínio público. Não há download para Kindle. O portal Domínio Público oferece arquivos em PDF para leitura offline.
O Ministério da Educação lançou o MEC Livros, uma biblioteca pública virtual que dá acesso gratuito a quase 8 mil títulos – de Machado de Assis a Harry Potter. O serviço funciona pelo navegador, com login pelo Gov.br, ou pelo app de mesmo nome, disponível, até o momento, apenas para Android.
O modelo segue a lógica de uma biblioteca física, mas com uma camada tecnológica por trás. O MEC Livros não é um repositório comum de arquivos: ele opera sob um regime de licenciamento digital, gerenciando direitos autorais em tempo real conforme a Lei de Direitos Autorais.
Dessa forma, obras com alta demanda têm um limite de empréstimos simultâneos, definido por cláusulas contratuais com as editoras. De acordo com o MEC, quando a cota de licenças é atingida, o sistema organiza uma fila de espera e libera o acesso assim que outro leitor devolve o exemplar digital.
Leitores têm duas semanas para ler o livro (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Como funciona o MEC Livros?
Cada usuário pode ter um livro emprestado por vez, com prazo de 14 dias para leitura e opção de renovação. Só é possível pegar um novo título após devolver o que está em andamento.
O acervo conta com quase 8 mil obras nacionais e internacionais, divididas em 19 categorias. Os destaques incluem:
Clássicos brasileiros: A Escrava Isaura, O Triste Fim de Policarpo Quaresma e Primeiras Estórias.
Suspense e terror: O Médico e o Monstro e O Corvo e Outros Contos Extraordinários.
Sucessos que viraram filmes: Harry Potter e a Pedra Filosofal, O Morro dos Ventos Uivantes, Alice no País das Maravilhas e Frankenstein.
Clássicos Internacionais: Orgulho e Preconceito, Crime e Castigo e A Divina Comédia.
Para obras contemporâneas, o MEC conta com parceiros que licenciam os títulos junto às editoras. O catálogo também inclui cerca de mil obras com empréstimos ilimitados e títulos em domínio público.
Em comunicado, o ministério anunciou que firmou parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e está em negociações com a Academia Brasileira de Letras e editoras como a Cepe para ampliar o catálogo.
Kindle fica de fora
MEC Livros oferece leitura pelo navegador (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A leitura pelo MEC Livros é feita pelo site ou aplicativo, portanto, não existe opção de baixar o arquivo para importar para e-readers como Kindle e Kobo. A limitação deve garantir o cumprimento dos contratos de licenciamento e a devolução automática dos títulos ao acervo.
Na teoria, usuários de dispositivos que possuem Wi-Fi podem tentar acessar a biblioteca pelo navegador do aparelho, mas a experiência tende a ser instável.
Para quem prefere leitura offline no e-reader, a alternativa é o portal Domínio Público. O site oferece obras sem restrições de direitos autorais para download gratuito em PDF, que podem ser convertidos para ePub e transferidos ao Kindle via cabo ou por email.
O catálogo inclui títulos como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Don Quixote, Macbeth e A Odisseia – que ganhará adaptação pelo diretor Christopher Nolan, de Oppenheimer, ainda este ano.
Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)Resumo
Google começou a liberar abas verticais no Chrome para desktops em 07/04; recurso mostra as abas em uma coluna lateral e pode ser ativado com clique do mouse;
coluna lateral das abas pode ser recolhida por um ícone no topo, função que libera espaço de tela;
Google também atualizou o modo de leitura do Chrome para uma interface mais amigável.
Demorou, mas o dia chegou: o Google começou a liberar o modo de abas verticais no Chrome para desktops. Essa não é a única novidade: o navegador agora também conta com um modo de leitura aprimorado para permitir que você leia páginas web sem distrações.
O modo de abas verticais faz o Chrome exibir a lista de páginas abertas em uma coluna lateral, um modo de visualização alternativo em relação à tradicional abordagem que coloca uma guia ao lado da outra no topo do navegador.
As abas verticais vinham sendo testadas no Chrome pelo menos desde 2025 e, convenhamos, demoraram para serem disponibilizadas oficialmente. O recurso já existe em outros navegadores. É o caso do Firefox, que suporta abas verticais desde a versão 136, lançada em março do ano passado.
Chegando tarde ou não, a novidade pode ser ativada no Chrome da seguinte forma: clique com o botão direito do mouse na área de abas e, no menu que surgir, escolha a opção de abas verticais. Observe que a coluna lateral que exibe as abas pode ser contraída por meio de um ícone no topo para liberar espaço de visualização de página, o que pode ser útil em notebooks com telas pequenas.
Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)
E o novo modo de leitura do Chrome?
O modo de leitura já existia no Chrome, mas foi atualizado para exibir uma interface de página inteira ainda mais amigável, de modo que você possa ler até conteúdos longos sem cansar a visão e com menos chances de se distrair.
A forma de ativação não mudou: clique com o botão direito do mouse sobre a página web e escolha a opção “Abrir no modo de leitura” ou equivalente.
Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)
Disponibilidade dos novos recursos do Chrome
As duas novidades começaram a ser liberadas oficialmente nesta terça-feira (07/04), mas de modo progressivo. Isso significa que pode levar alguns dias para ambas chegarem à sua instalação do Chrome.
Para acelerar a liberação, certifique-se de que o Chrome está atualizado em seu computador. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Ajuda / Sobre o Google Chrome.
Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Google Chrome 148 implementará técnica de “lazy loading” para vídeos e áudios, otimizando o carregamento desses conteúdos em páginas web;
“lazy loading” reduz o consumo de CPU e memória, melhora a experiência do usuário e pode economizar dados;
versão estável do Chrome 148, com essa funcionalidade, está prevista para 22 de abril de 2026.
Melhorar o desempenho do navegador é um desafio em uma web com cada vez mais recursos de mídia, que demandam largura de banda e processamento. Mas mudanças sutis podem fazer a diferença. Um exemplo virá do Chrome 148: o Google está testando, nessa versão, um modo de carregamento lento ou sob demanda (lazy loading) de vídeo e áudio.
Técnicas de lazy loading não são novidade para quem trabalha com desenvolvimento web. Basicamente, esta é uma abordagem em que determinado tipo de conteúdo de uma página só é carregado quando visualizado ou é estritamente necessário para uma aplicação.
Como exemplo, suponha que você esteja visualizando uma página que contém fotos. No comportamento típico, essas imagens seriam carregadas todas de uma vez pelo navegador. Com o carregamento sob demanda, elas só são carregadas quando você rola a página para visualizá-las.
O Chrome e os demais navegadores baseados no Chromium suportam o lazy loading para imagens e iframes (páginas incorporadas) pelo menos desde 2019 (começou com o Chrome 74, ainda em fase experimental).
O que os desenvolvedores do browser estão fazendo, agora, é testando a técnica para o carregamento de vídeos ou áudios incorporados a páginas web.
Google Chrome para PC (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Qual a vantagem disso? Por ser uma forma de carregamento inteligente, digamos assim, o lazy loading otimiza o consumo de CPU ou de memória RAM pelo navegador, pois somente recursos visualizados naquele momento são processados imediatamente.
Além disso, o carregamento gradual otimiza a renderização do conteúdo como um todo, melhora a experiência do usuário ao prevenir instabilidades e ajuda a economizar dados, pois, se o usuário sair da página antes de chegar ao seu final, nem todos os seus elementos serão carregados.
No caso de vídeos, é de se esperar melhoras em conteúdos do tipo hospedados no site que os exibe. Mas, no caso de vídeos incorporados do YouTube, pode não haver diferença, pois o serviço já tem um mecanismo assíncrono que otimiza o seu carregamento.
Quando o Chrome 148 será lançado oficialmente?
Atualmente, o Chrome 148 está em fase beta. A expectativa é a de que a sua correspondente versão estável seja lançada em 22 de abril de 2026 trazendo o lazy loading de vídeos e áudios entre seus atributos.
Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Samsung Browser foi lançado globalmente para Windows 10 e 11, com sincronização de dados entre dispositivos Galaxy;
navegador oferece bloqueador de anúncios nativo, exportação de dados de outros navegadores e integração com Samsung Pass;
recursos de IA, como integração com Perplexity, estão disponíveis apenas na Coreia do Sul e nos EUA.
O Samsung Browser (outrora chamado de Samsung Internet) foi lançado oficialmente para Windows. A novidade chega ao PC não só para disputar espaço com navegadores como Chrome e Edge, mas também para seguir a tendência de oferecer experiências com inteligência artificial.
Agora, o navegador foi lançado em escala global e pode ser usado por qualquer pessoa, gratuitamente. A novidade é compatível com o Windows 11 e com o Windows 10.
O que o Samsung Browser para PCs oferece?
Começa pela interface, que tem um visual limpo e posiciona as abas na barra de título do navegador, melhorando o aproveitamento de espaço da tela. O Samsung Browser também exibe, por padrão, uma barra lateral de acesso rápido, à direita, que pode ser ocultada.
Em termos funcionais, o navegador pergunta, já durante a instalação, se o usuário quer ativar o bloqueador de anúncios nativo. Na sequência, o usuário tem a opção de exportar dados de outro navegador previamente instalado no computador, como os já mencionados Chrome e Edge.
A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E, sim, para quem tem um celular ou tablet Galaxy, ou usa o navegador da Samsung em algum aparelho Android, é possível sincronizar os dados de navegação entre esse dispositivo e o PC. Basta fazer login com uma conta Samsung (Samsung Account). Nesse sentido, é possível até continuar acessando, no desktop, uma página que estava aberta no smartphone e vice-versa.
A integração entre dispositivos é complementada com o Samsung Pass, que permite ao usuário fazer login em sites ou serviços web com preenchimento automático de credenciais de acesso.
Sobre os recursos de inteligência artificial, o principal atrativo está na integração do Samsung Browser com os recursos do Perplexity. Com isso, o usuário pode fazer perguntas relacionadas ao conteúdo de uma página aberta, por exemplo.
Também é possível recorrer à IA para tarefas mais específicas, como montar um roteiro de viagens com base em informações de páginas abertas ou visitadas anteriormente, criar resumos de textos longos, organizar abas conforme o tema, entre várias outras possibilidades.
A Samsung dá exemplos de prompts que podem ser usados no navegador:
“resuma esta página em três tópicos”
“quais são os principais requisitos para esta vaga de emprego?”
“resuma esta conversa por e-mail e elabore uma resposta”
“crie um resumo executivo deste relatório financeiro”
“resuma este vídeo do YouTube”
Agora, pegue a toalha, pois aí vem o balde de água fria: no momento, os recursos de IA do Samsung Browser estão disponíveis somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Há planos, mas não datas para essa integração ser liberada em outros países.
Ah, para não restar dúvidas: o Samsung Browser é baseado no Chromium.
Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Saiba como atua o padrão de texto para troca de dados na web (imagem: Reprodução/Crio.do)
O JSON é um formato de texto leve usado para a troca de dados entre sistemas e servidores. Criado pelo programador Douglas Crockford em 2001, o padrão surgiu como uma alternativa eficiente para aplicações web.
Sua estrutura organiza as informações em pares de chave-valor, facilitando a leitura humana e o processamento rápido por máquinas. Esse padrão usa chaves e colchetes para delimitar objetos e listas de forma simples.
Diferente do XML, que usa tags complexas e extensas, o JSON consome menos banda e recursos de processamento. Por ser independente de linguagem, tornou-se o padrão universal para APIs e bancos de dados modernos.
A seguir, conheça o conceito do padrão JSON, sua origem e funcionamento detalhado. Também saiba os pontos fortes e fracos do formato de intercâmbio de dados.
O JSON é um formato de texto leve para troca de dados entre sistemas, estruturado em pares chave-valor. Sua sintaxe simples permite que humanos leiam as informações facilmente, enquanto máquinas as processam com alta eficiência e baixo consumo de recursos.
Ele serve prioritariamente para comunicação entre servidores e aplicações via APIs, permitindo que diferentes tecnologias troquem dados sem incompatibilidades. Além disso, é o padrão para arquivos de configuração e armazenamento flexível em bancos de dados NoSQL, garantindo portabilidade e organização.
O que significa “JSON”?
JSON é a sigla para JavaScript Object Notation (Notação de Objeto JavaScript, em português), termo criado em 2001 pela State Software. O nome foi escolhido para evitar conflitos com padrões existentes e baseia-se na sintaxe de objetos de linguagem JavaScript para facilitar a comunicação em aplicações web.
JSON é usado para troca de informações ente servidores e aplicações via APIs (imagem: Cristopher Gower/Unsplash)
Qual é a origem do JSON?
O JSON foi idealizado pelo programador estadunidense Douglas Crockford em 2001 na State Software, visando substituir a complexidade do XML por um formato mais leve. Ele surgiu da necessidade de uma comunicação ágil e eficiente para o tráfego de dados em aplicações web.
O formato baseou-se na sintaxe de objetos do JavaScript para viabilizar a troca de informações entre servidores e clientes via HTTP. A primeira transmissão ocorreu em abril de 2001 na Califórnia, servindo originalmente a um projeto de jogo de cartas virtual.
Embora cogitassem o nome JSML, a sigla JSON foi adotada para evitar disputas de marca e destacar sua independência da linguagem. Em 2002, o lançamento do site JSON.org consolidou sua especificação técnica e impulsionou seu uso global.
Como funciona o JSON?
O JSON estrutura dados como texto legível, facilitando o intercâmbio de informações entre sistemas. Ele usa objetos delimitados por chaves ({}) para pares chave-valor e colchetes ([]) para listas ordenadas de valores.
A sintaxe exige aspas duplas (“”) em chaves e strings, proibindo comentários ou vírgulas remanescentes ao final de coleções. Essa padronização rigorosa garante que os dados sejam interpretados corretamente por diferentes linguagens de programação.
Aplicações convertem objetos nativos em strings JSON para transmissão via APIs de forma leve e rápida. Esse fluxo otimiza a comunicação entre servidores e navegadores, permitindo atualizações dinâmicas de conteúdo sem recarregar a página.
Os códigos JSON trabalham com chaves, colchets e aspas duplas para organizar os dados (imagem: Reprodução/Rick Strahl)
Qual é o exemplo de um código JSON?
O JSON organiza dados em uma sintaxe de texto legível composta por pares de chave-valor e listas ordenadas para troca de informações. O exemplo abaixo ilustra o uso de objetos aninhados, matrizes e tipos como strings, números e booleanos de forma estruturada.
O JSON não é uma linguagem de programação, mas um formato de intercâmbio de dados baseado em texto. Ele atua exclusivamente na estruturação e transporte de informações entre sistemas, sendo incapaz de executar algoritmos ou cálculos.
O JSON é usado para estruturar e transportar informações entre sistemas, mas não atua como uma linguagem de programação (imagem: Arnold Francisca/Unsplash)
Quais são as vantagens do JSON?
Estes são os pontos fortes do formato JSON:
Leitura humana e simplicidade: a sintaxe de pares chave-valor é limpa e intuitiva, permitindo que desenvolvedores compreendam e editem dados rapidamente sem ferramentas auxiliares;
Baixo consumo de recursos: por ser um formato puramente textual e sem o excesso de tags do XML, ele reduz o uso de largura de banda e otimiza o armazenamento;
Alta velocidade de processamento: a estrutura simplificada permite que motores de busca e navegadores realizem a conversão (parsing) dos dados de forma quase instantânea;
Compatibilidade universal: funciona como um padrão agnóstico, sendo suportado nativamente por praticamente todas as linguagens de programação e APIs modernas;
Tipagem e estruturas complexas: suporta nativamente diversos tipos de dados (strings, números, booleanos) e permite a criação de hierarquias profundas por meio de arrays e objetos;
Integração direta com o código: os dados mapeiam-se perfeitamente para as estruturas de objetos das linguagens, facilitando a manipulação e o transporte de informações entre sistemas.
Quais são as desvantagens do JSON?
Estes são os pontos fracos do JSON:
Restrições de tipos de dados: suporta apenas tipos básicos, exigindo o uso de strings para datas ou dados binários, gerando inconsistências de conversão entre diferentes linguagens;
Ausência de comentários: a especificação proíbe anotações internas, dificultando a documentação de arquivos de configuração e a colaboração direta entre desenvolvedores no código;
Falhas de validação nativa: diferente do XML, não possui esquemas de validação integrados (como DTD), exigindo bibliotecas externas para garantir a integridade dos dados trafegados;
Ineficiência com dados binários: é ineficiente para arquivos grandes ou mídia, pois a codificação Base64 aumenta a dimensão dos dados em cerca de 33%, elevando o consumo de banda;
Riscos de segurança: o uso de funções parse inseguras em entradas não confiáveis pode permitir ataques de injeção de código ou vulnerabilidades de execução remota;
Escalabilidade organizacional: a falta de suporte a Namespaces ou gramáticas complexas dificulta a gestão de grandes volumes de metadados e a evolução de contratos em sistemas distribuídos.
O JSON se destaca pela simplicidade de leitura por humanos e máquinas, mas suporta apenas tipos básicos de dados (imagem: Ferenc Almasi/Unsplash)
Qual é a diferença entre JSON e TOON?
JSON é um formato leve de troca de dados baseado em texto, derivado do JavaScript, que usa pares de chave-valor e matrizes ordenadas para estruturação. É amplamente adotado em APIs e configurações devido à facilidade de leitura humana e ao suporte universal em diversas linguagens.
TOON é um formato projetado especificamente para modelos de linguagem (LLMs), visando a redução do consumo de tokens. Ele mantém a lógica estrutural do JSON, mas elimina redundâncias sintáticas para otimizar custos e velocidade em fluxos de Inteligência Artificial.
Qual é a diferença entre JSON e XML?
JSON é um padrão de intercâmbio de dados leve e textual, inspirado em objetos JavaScript, focado na simplicidade para leitura humana e processamento rápido por máquinas. Ele usa pares de chave-valor e colchetes para representar objetos, suportando tipos básicos como números e strings.
XML é uma linguagem de marcação baseada em tags personalizáveis para estruturar documentos hierárquicos complexos. Ele foca na representação detalhada dos dados e permite validações estritas por meio de esquemas, sendo amplamente usado em sistemas legados.
Qual é a diferença entre JSON e YAML?
JSON é um formato leve de troca de dados que usa chaves e colchetes para estruturar informações, priorizando a velocidade de processamento por máquinas. Sua sintaxe baseada em JavaScript garante compatibilidade universal, tornando-o padrão para comunicação em tempo real entre navegadores e APIs.
YAML é uma linguagem de serialização centrada na legibilidade, que usa a indentação de espaços para organizar dados de forma visual e limpa. Diferente do JSON, permite o uso de comentários e múltiplos documentos, sendo a escolha ideal para orquestração de servidores e arquivos de configuração.
Firefox 149 chega com VPN e tela dividida (imagem: reprodução/Mozilla)Resumo
Firefox 149 inclui VPN com 50 GB de tráfego gratuito por mês, disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
já modo de tela dividida está disponível globalmente, permitindo exibir duas páginas lado a lado;
novidade também melhora carregamento de PDFs com aceleração de hardware e bloqueia notificações de sites maliciosos.
A Mozilla prometeu lançar o Firefox 149 nesta terça-feira (24/03) e assim o fez. Essa versão chama a atenção por trazer um pacote de novidades realmente interessantes, a exemplo de um recurso de VPN que oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e do modo de tela dividida.
Uma VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada) é capaz de camuflar o seu endereço IP de modo a reforçar a segurança da sua navegação ou de permitir acesso a páginas web que têm bloqueio regional, por exemplo.
No Firefox 149, o recurso pode ser ativado com um simples clique no botão “VPN” à direita da barra de endereços. Mas é importante saber desde já que, por ora, essa novidade não está disponível no Brasil.
Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)
A Mozilla explica que, nesta fase inicial, a função de VPN do navegador está sendo liberada para usuários na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há previsão de disponibilidade em outros países.
Pelo menos o modo de tela dividida foi liberado globalmente. Para ativar o recurso, basta clicar com o botão direito do mouse sobre uma aba e escolher a opção “Adicionar exibição dividida”. Com isso, o Firefox passa a exibir duas páginas ao mesmo tempo, uma ao lado da outra.
Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que mais há de novo no Firefox 149?
Ainda de acordo com a Mozilla, agora o Firefox consegue carregar arquivos PDF mais rapidamente por usar aceleração de hardware (via GPU) nessa tarefa.
Além disso, o Firefox 149 passou a bloquear automaticamente notificações e a revogar permissões de sites sinalizados como maliciosos pela iniciativa Safe Browsing.
Outra novidade é a função que permite ao usuário adicionar pequenas notas às abas. Porém, no momento, esse recurso é experimental, razão pela qual deve ser ativado na área Firefox Labs. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Configurações / Firefox Labs. Ali, marque a opção “Tabs notes”.
Ah, vale relembrar que o Firefox agora também tem um novo mascote, o Kit:
Quem já usa o navegador precisa apenas esperar pela atualização automática para a versão 149. Para acelerar o procedimento, basta abrir o menu principal e ir em Ajuda / Sobre o Firefox. Isso fará o navegador buscar pela versão mais recente.
Modo de VPN do Firefox 149 oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e pode ser ativado com um botão na barra de endereços, mas ainda não está disponível no Brasil.
Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)
Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Como fazer recuperação de dados do SSD (imagem: reprodução/EaseUS)
Há quem pense que SSDs estão imunes a perda de dados. Não estão. A boa notícia é que, com a ferramenta certa, é possível fazer recuperação de dados do SSD com grandes taxas de sucesso, a exemplo do que é oferecido pelo EaseUS Data Recovery Wizard, que tem nível de eficiência de quase 100%.
Esse tipo de problema não é incomum porque as causas são as mais variadas, por exemplo:
formatação do SSD feita equivocamente;
corrompimento do sistema de arquivos;
exclusão acidental de partições;
erro de “partição RAW”, quando o Windows não reconhecer corretamente partições;
ação de vírus ou outros malwares;
arquivos deletados por engano;
softwares que apagam dados indevidamente.
É possível recuperar arquivos apagados de um SSD?
É perfeitamente possível. Isso porque, quando dados são apagados da unidade, o espaço ocupado por eles é sinalizado como livre para uso, mas não eliminados de imediato. Se dados não forem gravados nesse espaço, as chances de recuperação são altíssimas.
Mas há um porém: se a tecnologia TRIM estiver ativada no SSD, os dados poderão ser apagados de modo a não permitirem recuperação. Isso porque o TRIM efetivamente apaga os dados de uma área previamente gravada, ao contrário do HDs, que simplesmente sinalizam esse espaço como livre para uso.
É comum o TRIM ser ativado por padrão. Por isso, a sua desativação antes de recuperar um SSD formatado ou com dados apagados é importante. Para isso, faça o seguinte:
Windows: abra o Prompt de Comando como administrador e digite: fsutil behavior set DisableDeleteNotify 1
macOS: abra o terminal e digite: sudo trimforce disable
A seguir, você conhecerá ferramentas que te ajudam a recuperar arquivos apagados do SSD. Saiba desde já que o EaseUS Data Recovery Wizard é um dos softwares de recuperação de SSD mais renomados do mercado, tanto em computadores com Windows quanto em Macs.
O que é o EaseUS Data Recovery Wizard?
O EaseUS Data Recovery Wizard é um software de recuperação de arquivos que tem renome global por ser muito versátil. Para começar, a ferramenta faz recuperação de dados de SSD e de vários outros dispositivos, como discos rígidos (HDs), sistemas de NAS, pendrives, cartões de memória, câmeras digitais, players de música e afins.
Não é preciso se preocupar com a marca do dispositivo de armazenamento. A solução é compatível com unidades de fabricantes como Seagate, Western Digital, Toshiba, Sandisk, Samsung, Adata, HP, Kingston, Maxtor, Lexar, Kingston e Crucial.
Para você ter ideia de sua eficiência, o EaseUS Data Recovery Wizard pode restaurar tanto arquivos que foram apagados por engano ou excluídos da lixeira do sistema operacional, quanto dados que sumiram por falhas em transferências, partições excluídas, sistema de arquivos corrompidos e assim por diante.
Se você acha que isso significa que a ferramenta é capaz de reconhecer diversos tipos de arquivos, acertou. São mais de 1.000 formatos suportados. Entre eles estão: JPEG, PNG, GIF, DOC, DOCX, XLSX, PDF, PPTX, MP4, MOV e tantos outros.
Mas não basta ser compatível com formatos de arquivos variados. Um bom recuperador de dados do SSD também deve ser capaz de reconhecer numerosos sistemas de arquivos. Pois bem, o EaseUS Data Recovery Wizard suporta FAT16, FAT32, ext2, ext3, ext4, ReFS, NTFS, exFAT e muito mais.
Como recuperar arquivos do SSD com o EaseUS Data Recovery Wizard (recomendado)
Aqui nos deparamos com outra qualidade do software: facilidade de uso. Até pessoas com pouca familiaridade com a tecnologia conseguem usar o EaseUS Data Recovery Wizard para recuperação de dados do SSD ou de outros dispositivos de armazenamento.
2 – feita a instalação, abra o EaseUS Data Recovery Wizard em seu computador;
3 – na coluna à esquerda do software, selecione a categoria de dispositivo a ser recuperado (discos, cartões SD, SSDs etc.);
4 – na área da direita, selecione o SSD ou a unidade cujos dados devem ser recuperados;
Selecione a unidade a ter dados recuperados (imagem: reprodução/EaseUS)
5 – agora, selecione os arquivos que foram encontrados e que, agora, podem ser recuperados; é possível filtrá-los por categorias como imagens, vídeos, documentos e áudios;
6 – depois de selecionar os arquivos, clique no botão de recuperação e aguarde o procedimento ser concluído.
Aguarde o EaseUS Data Recovery Wizard fazer a varredura e selecione os arquivos a serem restaurados (imagem: reprodução/EaseUS)
Agora é só ir à pasta onde os arquivos recuperados foram salvos. E vale frisar: o EaseUS Data Recovery Wizard é gratuito na recuperação de até 2 GB de arquivos.
Arquivos encontrados pelo EaseUS Data Recovery Wizard e que, agora, podem serem restaurados (imagem: reprodução/EaseUS)
Como usar o Windows File Recovery para restauração gratuita no SSD
Se você tiver poucos arquivos para restaurar, pode usar o gratuito Windows File Recovery, que é uma ferramenta de recuperação de dados da própria Microsoft.
Mas atenção: esse software só funciona via Prompt de Comando (instruções digitadas), por isso, não é recomendado para quem não tem experiência com isso.
Este são os passos básicos:
1 – procure o Windows File Recovery na Microsoft Store e clique no botão de instalação (a ferramenta não costuma vir instalada no Windows);
2 – depois da instalação, procure por Windows File Recovery no Menu Iniciar ou no campo de pesquisa do sistema;
3 – no Prompt de Comando, digite uma instrução como esta:
winfr C: D: /n \Users\Teste\Documents\prova.docx
Essa instrução salva o arquivo prova.docx recuperado da unidade C na unidade D. Mas este é só um exemplo. É necessário consultar a documentação da Microsoft para aprender todos os recursos do Windows File Recovery (como já ficou claro, esta não é uma ferramenta de uso fácil, embora ela seja eficaz).
O Windows File Recovery é eficiente, mas funciona via Prompt de Comando (imagem: reprodução)
Como restaurar dados de um SSD corrompido usando o Recuva
Uma opção de uso mais fácil em relação ao Windows File Recovery é o Recuva, um software de recuperação de SSD e outros dispositivos que é gratuito. Para usá-lo, faça o seguinte:
1 – busque por Recuva na Microsoft Store e clique no botão de instalação na página do software;
2 – após a instalação, abra o Recuva e clique em “Next”;
3 – selecione a categoria de arquivos a ser recuperada e clique novamente em “Next”;
4 – informe o SSD onde os arquivos deverão ser buscados ou deixe o software buscar em todas as unidades de armazenamento usando a opção “I’m not sure”;
5 – clique em “Netx” e em “Start”;
6 – espere o escaneamento do SSD terminar e, na lista que surgir, selecione os arquivos a serem recuperados (eles são indicados com um sinal verde).
Atenção para o fato de o Recuva ser eficiente, mas ter uma interface já um tanto ultrapassada e menos funcionalidades em relação ao EaseUS Data Recovery Wizard.
Recuva, software que recupera arquivos apagados do SSD (imagem: reprodução)
Dicas para evitar perda de dados no SSD no futuro
Alguns cuidados rotineiros podem evitar que você tenha que recuperar arquivos apagados do SSD ou, ainda, tenha que saber como recuperar um SSD corrompido:
espaço livre: manter algo entre 10% e 20% de espaço livre no SSD pode ajudar a evitar desgaste precoce das células de armazenamento;
proteção elétrica: proteger seu computador ou SSD externo com filtros de linha ou no-breaks previne falhas por oscilação na rede elétrica;
refrigeração: garanta que o SSD seja usado sem passar por calor excessivo;
não desfragmente: desfragmentação é útil para discos rígidos, mas, em SSDs, pode gastar ciclos de escrita desnecessariamente;
monitore: use ferramentas de diagnóstico para analisar dados que indicam o estado de “saúde” do SSD e parâmetros como o percentual total de dados gravados (TBW); troque a unidade se encontrar sinais acentuados de desgaste.
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)Resumo
Opera GX agora está disponível para distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE
navegador oferece personalização com GX Mods e controle de recursos como RAM e rede entre seus recursos;
Opera GX inclui ainda barra lateral para Twitch e Discord, bloqueadores de anúncios e VPN opcional.
O Opera GX foi lançado há seis anos como um navegador voltado ao público gamer que usa Windows. No mesmo ano, uma versão para macOS foi lançada. Só o ecossistema Linux ficou de fora. Bom, não mais: o Opera GX agora está disponível para distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE.
De acordo com a Opera, o lançamento de uma versão do Opera GX direcionada ao Linux foi bastante pedido à empresa em comunidades online. Demorou para essa solicitação ser atendida, mas, na primeira olhada, o resultado faz parecer que a espera compensou.
A Opera enfatiza, por exemplo, que usuários de Linux são fortemente adeptos de personalização, razão pela qual o Opera GX segue permitindo diversos tipos de ajustes, como aplicações de temas, efeitos sonoros ou elementos de interface por meio da função GX Mods.
Ainda nesse sentido, a Opera afirma que o usuário pode recorrer à GX Store para baixar mais de 10.000 mods com as mais diversas temáticas, muitos dos quais foram criados por outros usuários do navegador.
É claro que recursos funcionais também estão presentes, a exemplo das funções que permitem controlar quanto de memória RAM e recursos de rede o navegador pode consumir enquanto você está jogando. Existe também uma função (Hot Tabs Killer) que fecha abas automaticamente quando elas consomem muitos recursos durante a jogatina.
Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)
Outros atributos do Opera GX incluem:
barra lateral integrada ao Twitch e Discord, permitindo acompanhar streamings ou participar de conversas sem troca de janela;
bloqueadores de anúncios e rastreadores;
VPN integrada opcional.
Como baixar o Opera GX para Linux?
O Opera GX está disponível por meio de pacotes DEB e RPM, o que garante seu suporte em distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE, como já mencionado. Uma versão compatível com Flatpak já está em desenvolvimento, de acordo com a Opera.
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (imagem: reprodução/Mozilla)Resumo
Firefox receberá VPN gratuita com 50 GB de tráfego mensal, inicialmente disponível na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
navegador terá também visualização dividida para exibir duas páginas simultaneamente e Smart Window, assistente de IA opcional;
novidades incluem ainda API Sanitizer, Tab Notes e novo mascote Kit; a maioria dos recursos será lançada no Firefox 149.
O Firefox está longe de ter a popularidade do líder Google Chrome, mas isso não faz a Mozilla desistir de incrementá-lo. Prova disso é que, em breve, o navegador receberá recursos como VPN gratuita, Smart Window (Janela Inteligente) e um modo de visualização dividida que o faz mostrar duas páginas ao mesmo tempo.
A função de VPN gratuita é, provavelmente, o recurso mais interessante. Isso porque o recurso é capaz de ocultar o endereço IP real de seu computador quando você acessa determinado site, o que pode aumentar a segurança da navegação sob determinadas circunstâncias ou permitir acesso a serviços web com bloqueio regional, por exemplo.
É claro que haverá restrições. Para começar, cada usuário terá direito a 50 GB de tráfego mensal de VPN por mês. Além disso, a novidade estará disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há data para liberação no Brasil e em outros países.
A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador (imagem: reprodução/Mozilla)
Já a função Smart Window é o novo nome da AI Window, a assistente de inteligência artificial do Firefox que foi anunciada pela Mozilla no ano passado. A novidade poderá ser usada para comparar produtos ou resumir textos na web, por exemplo, e será totalmente opcional, cabendo ao usuário ativá-la.
Falando em comparação, outra novidade prometida para o Firefox é o modo de visualização que exibe duas páginas ao mesmo tempo na tela, uma ao lado da outra, o que permite que o usuário compare textos ou copie dados de um lado para outro, entre outras possibilidades.
As demais novidades incluem a implementação da API Sanitizer, capaz de mitigar ataques antes de seu computador ser afetado, as Tab Notes (Notas de Aba), que permitem adicionar comentários em guias, e até o Kit, nome do novo mascote do Firefox (vide o vídeo a seguir).
Quando todas essas novidades chegarão ao Firefox?
Se não todos, a maioria dos novos recursos será introduzida oficialmente no Firefox 149, com previsão de lançamento para 24 de março de 2026.
A possível exceção fica para a Smart Window, pois a Mozilla não comentou sobre datas para esse recurso, se limitando a informar que já há uma lista de espera aberta para quem quiser testar a novidade.
Já as Tab Notes devem chegar ao Firefox Labs, uma área que dá acesso a recursos experimentais e que deve ser ativada nas configurações da versão 149 do navegador.
PowerToys 0.98, o “canivete suíço” do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
PowerToys 0.98 introduz barra de atalhos integrada à Paleta de Comandos, suportando widgets e personalização;
Gerenciador de Teclado ganhou um editor com interface moderna e modo de visualização única;
outras novidades incluem melhorias no CursorWrap, no modo Sempre Visível e no recurso Colar Avançado.
Uma das ferramentas para Windows mais versáteis já criadas pela Microsoft acaba de ganhar mais uma versão: o PowerToys 0.98 deixa a poderosa Paleta de Comandos mais rápida e personalizável, aperfeiçoa a função que permite reprogramar o teclado, entre várias outras novidades.
Comecemos pela Paleta de Comandos, pois esse é um dos recursos mais importantes do PowerToys. Estamos falando de uma função que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Quando você se habitua a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado. Para tanto, basta pressionar Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.
No PowerToys 0.98, a Paleta de Comandos é complementada com o Dock (Encaixe, em português), uma barra que, quando ativada, fica sempre visível na tela para dar acesso rápido aos recursos que você mais acessa.
O Dock ainda está em fase de prévia, mas já é funcional, podendo ser posicionado na parte superior, inferior, esquerda ou direita da tela e permitindo personalização dos atalhos. O Dock suporta ainda complementos, como widgets que informam o uso de CPU, GPU e memória RAM.
A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Para completar, a Paleta de Comandos ficou mais rápida na resposta a comandos e, no aspecto da personalização, agora permite ajustar o nível de transparência da janela, por exemplo.
Outra novidade interessante está no Gerenciador de Teclado, função que permite personalizar o… teclado. Ela é útil, por exemplo, para remapear teclas. O PowerToys 0.98 introduz um editor de teclado renovado, que traz uma interface mais moderna e intuitiva, bem como permite edições em visualização única, abordagem mais prática que o atual modo de visualização em duas janelas.
Porém, o novo editor do Gerenciador de Teclado também está em fase de prévia, razão pela qual deve ser ativado manualmente para ser acessado.
O que mais há de novo no PowerToys 0.98?
Entre as demais novidades estão:
CursorWrap: a função que permite levar o cursor do mouse de uma extremidade à outra da tela rapidamente agora funciona melhor com vários monitores e permite sua desativação automática quando apenas um visor estiver em uso;
Sempre Visível: esse modo permite fixar uma janela acima das outras, sendo útil para você deixar um aplicativo sempre visível na tela; agora, é possível acionar esse recurso usando o botão direito do mouse, e não somente um atalho de teclado;
Colar Avançado: agora oferece cópia automática para teclas de atalho de ações personalizadas, permitindo que um único atalho copie e execute uma ação.
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.98 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.
A ferramenta é gratuita e, cá entre nós, recomendo o seu download. O PowerToys tem numerosos recursos que realmente podem otimizar as suas atividades diante do computador.
Barra de atalhos também suporta widgets e é integrada à Paleta de Comandos. PowerToys 0.98 também melhora Gerenciador de Teclado, modo Sempre Visível e mais.
PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
JavaFX retorna com suporte estendido, enquanto Helidon é integrado como projeto oficial da comunidade OpenJDK.
A Oracle anunciou o lançamento global do Java 26. A nova versão de uma das linguagens de programação mais populares do mercado chega com o objetivo de simplificar a rotina dos desenvolvedores, aumentando a produtividade e facilitando a integração de recursos de inteligência artificial e criptografia em aplicações comerciais.
Para quem não é da área, vale uma breve explicação (e um aviso: Java não é a mesma coisa que JavaScript). Enquanto o JavaScript foca em dar vida e interatividade aos sites no seu navegador, o Java é a “força bruta” que roda nos bastidores.
Criado na década de 1990, o Java se tornou a espinha dorsal de boa parte do mundo digital moderno. Por conseguir rodar em praticamente qualquer hardware, a linguagem é a base de sistemas críticos em todo o planeta, indo desde o aplicativo do seu banco no celular até sistemas de controle de tráfego. Manter essa tecnologia atualizada é fundamental para garantir que as empresas continuem operando de forma segura.
O que muda com a chegada do Java 26?
Segundo o comunicado da Oracle, o Java 26 traz dez propostas de melhoria (conhecidas tecnicamente como JEPs). Essas atualizações alteram a estrutura da linguagem para torná-la mais rápida, segura e preparada para o boom da IA.
Salto em desempenho e IA: a linguagem agora conta com uma nova interface que otimiza o processamento para análises de dados e inferência de IA. Na prática, isso permite que os desenvolvedores extraiam mais poder de processamento sem precisar que as empresas invistam em hardwares mais caros.
Inicialização mais rápida: o Java 26 usa novos sistemas de cache e carregamento que fazem com que aplicativos pesados abram muito mais rápido. Além disso, o suporte nativo ao protocolo HTTP/3 reduz o atraso (latência) na troca de informações na internet.
Segurança reforçada: o sistema agora alerta automaticamente os desenvolvedores contra modificações acidentais em códigos críticos. A Oracle também facilitou o uso de certificados e adicionou suporte a assinaturas prontas para a era pós-quântica.
Faxina no sistema: a empresa removeu definitivamente recursos antigos que já não eram utilizados, como a API Applet, deixando o pacote de instalação mais leve e seguro contra ataques cibernéticos.
De acordo com o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de software da agência de inteligência de mercado IDC, Arnal Dayaratna, a evolução contínua da plataforma é vital para o mercado. “Ao estender a funcionalidade do Java com novos recursos e serviços, como IA avançada e recursos de segurança, o Java 26 oferece às organizações um caminho mais rápido para a inovação, preservando a confiabilidade”, afirma o executivo.
Tempo de inicialização de aplicativos pesados também foi reduzido (imagem: reprodução/PxHere)
Novas ferramentas e retorno do JavaFX
A Oracle aproveitou a oportunidade para lançar o Java Verified Portfolio (JVP). Trata-se de um “pacote de confiança” gerenciado pela própria empresa, contendo ferramentas, bibliotecas e estruturas com suporte oficial. O objetivo é reduzir dores de cabeça no meio corporativo, oferecendo um ambiente seguro e testado para a criação de softwares.
“Com a introdução da JVP, os desenvolvedores podem simplificar projetos usando um conjunto confiável de ferramentas”, explicou o vice-presidente sênior da Oracle Java Platform, Georges Saab.
O Java 26 marca também o retorno do JavaFX. Essa tecnologia é bastante utilizada para criar interfaces visuais interativas. O suporte cobrirá as versões mais recentes e também as antigas, estendendo a vida útil do JavaFX no JDK 8 até março de 2028.
Outro destaque do pacote é a inclusão do Helidon, uma estrutura de código aberto leve e voltada para a criação de microsserviços rápidos. A Oracle confirmou que, a partir de agora, as atualizações do Helidon vão andar de mãos dadas com os lançamentos do Java, e que a ferramenta será oferecida como um projeto oficial da comunidade OpenJDK.
Vale ressaltar que o novo portfólio (JVP) será disponibilizado sem custos adicionais para os atuais assinantes do serviço corporativo Java SE e para clientes da nuvem da Oracle (OCI).
Apple adquiriu a MotionVFX (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Apple comprou a MotionVFX, desenvolvedora de plugins, templates e ferramentas para edição de vídeo.
A empresa é conhecida por efeitos visuais e pacotes gráficos para editores profissionais.
A aquisição pode expandir o ecossistema criativo da Apple, que desde janeiro oferece o pacote de assinatura Creator Studio.
A Apple comprou a MotionVFX, desenvolvedora de plugins, templates e ferramentas avançadas voltadas à edição de vídeo, em especial para o Final Cut Pro, principal software de edição profissional da própria Apple. Os valores da negociação não foram divulgados.
O movimento indica um reforço da estratégia da empresa em expandir seu ecossistema criativo. A expectativa é que os recursos da MotionVFX sejam incorporados gradualmente às soluções da dona do iPhone.
A MotionVFX, com sede em Varsóvia e fundada em 2009, construiu reputação ao longo de mais de 15 anos oferecendo efeitos visuais e pacotes gráficos para editores profissionais, com planos por assinatura e foco em facilidade de uso.
O que muda com a aquisição?
Com a compra, a Apple passa a ter controle direto sobre ferramentas amplamente utilizadas por criadores que trabalham com o Final Cut Pro. Isso pode resultar em uma integração mais profunda entre software e plugins, simplificando fluxos de trabalho.
Em comunicado publicado em seu site, a MotionVFX afirmou: “Estamos extremamente animados em compartilhar que a MotionVFX está se juntando à equipe da Apple para continuar capacitando criadores e editores a fazerem seu melhor trabalho.”
MotionVFX desenvolve plugins e ferramentas voltadas ao software Final Cut Pro (imagem: divulgação)
Apple quer competir com a Adobe?
A movimentação também pode ser interpretada como parte da disputa com a Adobe, responsável pelo Adobe Premiere Pro e pela suíte Adobe Creative Cloud, amplamente utilizada no mercado.
Nos últimos anos, a Apple tem ampliado sua oferta de serviços para criadores. Em janeiro, a empresa lançou o Creator Studio, um pacote por assinatura que reúne aplicativos como Final Cut Pro, Logic Pro e outros softwares voltados à produção de conteúdo.
Nova ferramenta é direcionada a blogs pessoais (imagem: reprodução)Resumo
WordPress lançou o myWordPressnet, que permite criar sites privados no navegador sem necessidade de conta ou hospedagem.
A plataforma armazena dados localmente no navegador, não enviando informações para a nuvem.
Inclui aplicativos como Leitor de RSS, CRM Pessoal e Assistente de IA, com armazenamento inicial de 100 MB.
O WordPress anunciou nesta quarta-feira (11/03) uma ferramenta que permite criar sites pessoais diretamente no navegador. Acessada pelo endereço my.WordPress.net, a plataforma elimina as etapas tradicionais de configuração de uma página: o usuário não precisa criar uma conta, contratar um plano de hospedagem ou registrar um domínio para começar a utilizar o sistema.
Diferente das páginas convencionais, os sites criados nesta ferramenta são privados por padrão e não são otimizados para receber tráfego, aparecerem em buscas ou serem apresentados ao público. Por isso, inclusive, todos os dados são armazenados no navegador do usuário, sem evio para a nuvem.
A organização posiciona o recurso como um espaço de trabalho local para a criação de rascunhos, anotações e para testes de plugins e temas.
A infraestrutura do serviço baseia-se no WordPress Playground, a mesma tecnologia que já era utilizada para gerar demonstrações temporárias da plataforma. Agora, no entanto, o ambiente ganha um caráter permanente e pessoal.
Página inicial de um site no My WordPress (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Aplicativos, RSS e inteligência artificial
O My WordPress inclui um catálogo de aplicativos voltados para o uso pessoal, com experiências pré-configuradas. Entre as opções, estão:
Leitor de RSS: com a integração do plugin Friends, o usuário pode ler o conteúdo de sites e de seus criadores favoritos em um espaço próprio, sem depender de plataformas externas ou lidar com a lógica de recomendação de algoritmos.
CRM Pessoal: um gerenciador de relacionamentos privado para organizar a comunicação com pessoas próximas. O aplicativo permite agrupar contatos, configurar lembretes e importar o histórico de bate-papos para analisar padrões de comunicação.
Assistente de IA e Base de Conhecimento: uma ferramenta de inteligência artificial habilitada para modificar o WordPress com segurança. A IA pode alterar o código de plugins, consultar dados armazenados e criar blocos inteiramente novos. O assistente retém a memória das edições realizadas, tornando o site uma base de conhecimento pessoal ao longo do tempo.
Armazenamento local
Rodar o sistema integralmente no navegador traz algumas limitações, como o espaço inicial de armazenamento oferecido de aproximadamente 100 MB. A plataforma também demora um pouco mais para carregar no primeiro acesso, pois precisa baixar e inicializar o WordPress.
A principal ressalva, no entanto, está ligada à forma como os dados são mantidos. Como a empresa garante que as informações não são enviadas para nenhum servidor na nuvem e permanecem apenas no navegador, cada dispositivo acessado terá uma instalação separada. Ou seja, o projeto iniciado em um computador do trabalho não aparecerá em outro dispositivo em casa.
Para evitar a perda de informações, a recomendação baixar os backups dos projetos regularmente.
Novos recursos devem chegar ao navegador com mais rapidez (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google lançará novas versões estáveis do Chrome a cada duas semanas a partir de setembro de 2025, reduzindo o ciclo atual de quatro semanas.
A mudança visa diminuir problemas e facilitar correções de bugs, com atualizações mais frequentes e de menor escopo.
O novo ciclo de atualizações se aplica a todas as plataformas, exceto os canais Dev e Canary, e a versão extended stable manterá o ciclo de oito semanas.
O Google fará alterações no ciclo de desenvolvimento do Chrome: uma nova versão estável do navegador será liberada a cada duas semanas — atualmente, o intervalo entre os updates é de quatro semanas. O cronograma mais curto passa a valer a partir de setembro de 2025.
Com a mudança, a versão 153, que estava programada para 22 de setembro, chegará no dia 8 de setembro. A 154, anteriormente esperada para 20 de outubro, chega em 22 de setembro — e assim sucessivamente.
Por que o Chrome terá atualizações mais frequentes?
Google Chrome usava ciclo de quatro semanas desde 2021 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em um texto publicado no blog de desenvolvedores do Chrome, a equipe explica que as novas versões serão mais frequentes, mas terão um escopo menor. Com isso, os problemas devem diminuir, e as correções de bugs pós-lançamento serão mais simples.
“As plataformas web estão avançando constantemente, e nossa missão é garantir que desenvolvedores e usuários tenham acesso imediato às mais recentes melhorias de desempenho, correções e novas funcionalidades”, diz o comunicado.
O Google explica que o novo ciclo de atualização vale tanto para a versão estável quanto para a versão beta — que chegará três semanas antes. Isso afeta todas as plataformas: Android, iOS e desktop. Os canais Dev e Canary não terão alterações, nem as correções de segurança semanais.
Outra versão que permanecerá como é hoje é a extended stable, voltada a administradores de ambientes corporativos — ela segue um ciclo de oito semanas, garantindo tempo extra para lidar com as atualizações.
O time de desenvolvimento diz estar trabalhando para que Chromebooks também estejam alinhados ao ciclo de duas semanas, com as atualizações passando por testes dedicados de plataforma. Intervalos mais longos também estarão disponíveis para esses dispositivos.
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.
Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.
A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.
Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.
Claude no topo
Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)
Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.
Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.
De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.
A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.
Bumble reforça ferramentas de IA nativas da plataforma (Imagem: Good Faces Agency / Unsplash)Resumo
Bumble lançou ferramentas de IA para otimizar descrições e escolha de imagens de perfis;
Nos EUA, IA avalia fotos em tempo real; no Canadá, testa um botão para sugerir encontros;
concorrentes como o Tinder e o Happn também investem em IA para personalização e sugestões.
Enquanto concorrentes tentam repreender o uso de IA, o app de relacionamentos Bumble anunciou, nesta quinta-feira (26/02), novos recursos para orientar usuários na criação e aprimoramento de perfis. As ferramentas oferecem avaliações sobre as biografias, respostas a perguntas prontas e escolhas de fotografias.
A primeira novidade, chamada de orientação de perfil, terá lançamento global e fornecerá feedback focado nas descrições em texto dos usuários. Já nos Estados Unidos, a plataforma disponibilizará uma ferramenta extra de avaliação de fotos por IA, capaz de sugerir, em tempo real, quais imagens o usuário deve destacar.
De acordo com a empresa, o sistema pode, por exemplo, recomendar que o internauta retire fotos e adicione imagens substitutas em condições supostamente melhores. A companhia justifica a implementação dos recursos com base em dados de uso, que apontam maior engajamento em perfis com biografias fortes e que preenchem caixas de perguntas.
Empurrão para encontros
Em paralelo às ferramentas de IA, o Bumble também iniciou testes no Canadá de um botão para sugerir um encontro e sinalizar o desejo de se encontrar pessoalmente. A ferramenta, segundo a plataforma, deve auxiliar quando a conversa perde o ritmo ou estagna.
Segundo o diretor de tecnologia (CTO) do Bumble, Vivek Sagi, o objetivo geral dos novos pacotes é evitar a tradicional troca interminável de mensagens. “Quando reduzimos o atrito nos momentos que mais importam, ajudamos as pessoas a se conectarem com clareza e confiança”, afirma.
Uso IA ou não?
Plataformas de relacionamento aderem à IA, mas criam barreiras (foto: Tom Krach/Unsplash)
O uso de IA para relacionamentos é uma realidade indiscutível: no ano passado, cerca de 26% dos solteiros nos EUA já alegavam usar a tecnologia para ajudar na vida amorosa. Mas as empresas do setor ainda não se decidiram se vale à pena valorizar as ferramentas ou se as proíbem.
Além do Bumble, que pelo menos desde 2024 investe em IA na plataforma, concorrentes já anunciaram diversos projetos. O Tinder, por exemplo, testa na Austrália um recurso para aprender interesses e personalidade do usuário com base em fotos armazenadas no telefone, e o Happn passou a sugerir locais para encontros — ambos com IA.
Partição perdida ou corrompida? Saiba como recuperar seus dados (imagem: reprodução/EaseUS)
Uma partição foi excluída ou deixou de aparecer em seu PC? Isso pode acontecer por várias razões. Talvez você a tenha excluído por engano. Ou uma falha no sistema de arquivos pode ter corrompido os arquivos existentes ali. Mas não se preocupe: é possível recuperar os dados da partição.
Você só precisa escolher a ferramenta certa para recuperar uma partição perdida em seu HD ou SSD. Uma das mais renomadas para esse fim atende pelo nome de EaseUS Data Recovery Wizard. Você já vai entender o porquê de sua boa reputação.
O que é o EaseUS Data Recovery Wizard?
O EaseUS Data Recovery Wizard é um software que cumpre uma função nobre: recuperar arquivos apagados por engano ou corrompidos por falha em algum procedimento executado no computador, por exemplo.
A solução é muito conhecida por permitir recuperação de dados no HD ou no SSD, mas também pode funcionar com cartões de memória, pendrives, câmeras digitais, players de música e muito mais.
Para você ter ideia, há quem use o EaseUS Data Recovery Wizard para recuperar fotos apagadas por engano ou reparar documentos corrompidos durante uma transferência de arquivos, por exemplo. Pudera: o software é compatível com mais de mil formatos, como JPEG, PNG, DOC, DOCX, PDF, PPTX, MP4, MOV e por aí vai.
Mas, sim, o EaseUS Data Recovery Wizard consegue ir além, e pode recuperar dados mesmo se eles estiverem em uma partição excluída ou com seu sistema de arquivos danificado.
Isso porque não estamos falando de um software que restaura arquivos isoladamente, mas de uma solução completa de recuperação de dados.
Não por acaso, a ferramenta suporta unidades de armazenamento de vários fabricantes: Seagate, Western Digital, Toshiba, Sandisk, Samsung, Adata, Kingston, Maxtor, Crucial, e assim por diante.
Tem mais um detalhe: vários sistemas de arquivos são suportados aqui, como FAT16, FAT32, ext2, ext3, ext4, ReFS, NTFS, exFAT, entre outros.
Como usar o EaseUS Data Recovery Wizard para recuperar dados?
Não é difícil. O passo a passo é este:
1 – baixa e instale o EaseUS Data Recovery Wizard no PC ou Mac cuja partição está com problemas; se você tiver poucos arquivos para recuperar, você pode começar com a opção que recupera até 2 GB de dados gratuitamente;
2 – depois da instalação (o processo não costuma demorar), abra o EaseUS Data Recovery Wizard;
3 – na coluna à esquerda da ferramenta, selecione o dispositivo de armazenamento que contém os dados a serem recuperados;
4 – já na área da direita, selecione a partição problemática (excluída ou corrompida);
5 – depois, visualize e selecione os dados que foram encontrados e que, agora, podem ser recuperados; note que você pode filtrá-los por categorias como imagens, vídeos, documentos e áudios;
6 – depois da seleção de arquivos, clique no botão de recuperação e aguarde o procedimento ser concluído (o tempo de espera varia de acordo com o volume de dados a ser recuperado).
EaseUS Data Recovery Wizard acessando partição perdida (imagem: reprodução/EaseUS)
O EaseUS Data Recovery Wizard é bastante engenhoso. Além de SSDs e discos rígidos instalados em seu desktop ou notebook, ele também pode recuperar dados de partições perdidas em SSDs ou HDs externos. Até soluções de NAS podem ser conectadas ao computador para recuperação.
Existe alguma ferramenta de recuperação nativa no Windows?
Existe. Trata-se do Windows File Recovery, um aplicativo de recuperação gratuito e desenvolvido pela própria Microsoft. Só tem um problema: ele não é de uso tão fácil, pois funciona com linha de comando.
Para usar essa opção, faça o seguinte:
1 – procure o Windows File Recovery a partir da Microsoft Store e clique no botão de instalação;
2 – depois que a instalação for feita, procure por Windows File Recovery no Menu Iniciar ou no campo de pesquisa do sistema operacional;
3 – no prompt de comando que abrir, digite uma instrução como a que aparece no exemplo abaixo:
winfr C: D: /n \Users\Teste\Documents\teste.docx
Essa instrução salva o arquivo recuperado da unidade C na unidade D. Mas, como se vê, o uso do Windows File Recovery não é intuitivo. É necessário ler a documentação da Microsoft para aprender a usá-lo corretamente.
O Windows File Recovery é eficiente, mas funciona em linha de comando (imagem: reprodução)
Existe alguma alternativa de recuperação com interface gráfica?
Existe, sim. Uma delas é o Recuva, que também pode recuperar fotos, vídeos, documentos e outros tipos de arquivos. Para usá-lo, proceda do seguinte modo:
1- procure o Recuva na Microsoft Store e o instale a partir dali;
2 – abra o Recuva e clique em “Next”;
3 – selecione a categoria de arquivos a ser recuperada e clique novamente em “Next”;
4 – informe o local onde os arquivos deverão ser buscados ou deixe o software buscar em todas as unidades de armazenamento usando a opção “I’m not sure”;
5 – clique em “Netx” e em “Start”;
6 – aguarde o escaneamento de disco terminar e, na lista que surgir, selecione os arquivos a serem recuperados (eles são indicados com um sinal verde).
O Recuva costuma ser eficiente, mas tem uma interface já um tanto datada. Leve em conta também que esta é uma opção um pouco mais simples em recursos.
O recuperador de arquivos Recuva (imagem: reprodução)
Conclusão: recuperar partição perdida não é difícil
Como ficou claro, problemas em partições podem ocorrer sob diversas circunstâncias, mas não é preciso se desesperar: um recuperador de arquivos eficiente é capaz de recuperar uma partição perdida, no sentido de trazer os seus dados de volta, sem complicação.
Quanto a isso, o EaseUS Data Recovery Wizard se destaca por fatores como facilidade de uso, compatibilidade com diversos tipos de dispositivos de armazenamento (como HDs, SSDs, pendrives, cartões de memória e câmeras) e reconhecimento de mais de 1.000 formatos de arquivos.
Além disso, a ferramenta tem versões para Windows e Mac, e está disponível em vários idiomas, incluindo português.
É claro que há outros recuperadores de arquivos para partições perdidas que apresentam bons resultados. No entanto, o EaseUS Data Recovery Wizard tem um índice de eficiência de quase 100%, o que o torna a melhor escolha para quem precisa de confiabilidade, faz questão de desempenho e não tem tempo a perder.
Spotify pode adicionar opção de descrever seus gostos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Uma nova ferramenta em desenvolvimento pelo Spotify pode facilitar o reconhecimento das preferências musicais dos usuários. Linhas de código encontradas na versão 9.1.28.385 do app apontam para a criação de um recurso chamado Notas, que permitiria aos assinantes escrever textos para orientar o algoritmo de recomendações musicais.
Atualmente, a principal forma de guiar sugestões do Spotify — como o feed inicial, playlists baseadas nos seus gostos e resumos como o Wrapped — se dá pelas faixas que o usuário escolhe ouvir ou pela adição (ou exclusão) manual de músicas e listas do perfil musical. A nova ideia, descoberta pelo site Android Authority, se assemelha às seções de instruções personalizadas já presentes em chatbots de inteligência artificial.
Notas para direcionar o algoritmo
A análise do código revela como a ferramenta deve funcionar, com telas com o título “Diga-nos mais sobre você” e a explicação de que “As suas notas ajudam a influenciar o que você vê na tela inicial”. O código inclui até uma sugestão de introdução para incentivar a escrita: “Tenho ouvido muito…”.
<code><string name="taste_profile_feedback_notes_send_content_description">Send feedback note</string>
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<string name="taste_profile_feedback_notes_placeholder">I've been listening to a lot of…</string>
Quantidade será limitada
O código também apresenta restrições na ferramenta, que permitiria a adição, edição e exclusão de notas. Além disso, o Spotify deve impor limites tanto para o número de notas criadas como para o número de caracteres permitidos em cada uma delas.
Caso o usuário atinja o teto máximo de notas, uma mensagem exigindo que apague uma existente para substituir por outra deve aparecer. O código detalha ainda o efeito dessa gestão: uma vez apagada, essa nota específica passará a ter menos impacto no perfil musical.
Reações personalizadas no chat
Uma das linhas de código também indica uma expansão no recurso de interações com emojis no Spotify Messages. Hoje, as reações às atividades de audição de amigos na plataforma são limitadas a um pacote com seis emojis padrão. A alteração daria aos usuários mais flexibilidade de comunicação dentro do aplicativo.
Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens, de acordo com anúncio;
Microsoft confirmou que suporte a imagens está em testes internos, mas sem data de lançamento definida;
Suporte a imagens poderá ser desativado nas configurações, e Microsoft afirma que impacto no desempenho é mínimo.
Quem acha que o Bloco de Notas (Notepad) está ficando “inchado” no Windows 11 precisa se preparar psicologicamente: a Microsoft pretende adicionar ao editor de textos suporte a imagens, embora ainda não se saiba em quais formatos.
A informação vem do Windows Latest, que descobriu o futuro novo recurso de um modo curioso: o Bloco de Notas para usuários que participam do programa de testes Windows Insider tem um botão de novidades à direita da barra superior; ali, o veículo encontrou um anúncio que mostra o botão de imagens no Notepad (captura de tela acima).
Esse botão ainda não é visível no editor de texto, mas, no anúncio, aparece ao lado de outro recurso recente: o botão para inserção de tabelas no Bloco de Notas.
Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que o suporte a imagens no Notepad não só está a caminho como já vem sendo testado internamente pela companhia. Não há data definida para o seu lançamento, porém. Fala-se apenas em liberação nos próximos meses.
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Pode o suporte a imagens deixar o Bloco de Notas pesado?
De acordo com a Microsoft, o suporte a recursos como Markdown (outra função recente do Notepad) e imagens causa impacto mínimo no desempenho do Bloco de Notas. Mas somente testando para termos certeza, afinal, imagens tendem a demandar mais recursos de processamento para serem renderizadas.
De todo modo, a Microsoft já confirmou que a exibição de imagens no Bloco de Notas poderá ser desativada nas configurações do aplicativo.
Os novos recursos têm feito o Bloco de Notas sair do status de editor de textos simples para um substituto para o finado WordPad.
Saiba como o firmware é importante para o funcionamento de diversos dispositivos presentes no nosso dia a dia (imagem: Reprodução/Rawpixel)
O firmware é o software essencial embutido no hardware para coordenar as funções vitais de um dispositivo. Ele atua como uma ponte, traduzindo comandos complexos em ações físicas para os componentes dos eletrônicos.
Sua função é inicializar sistemas e garantir que todas as partes do equipamento estejam prontas para operar. Além de realizar testes de integridade, ele gerencia o fluxo de dados e o controle de periféricos de forma automatizada.
Existem tipos variados de firmware, como BIOS e UEFI, que residem em memórias ROM ou Flash, permitindo atualizações de segurança cruciais. Esses códigos são fundamentais tanto em microcontroladores simples quanto em placas de vídeo e servidores de alto desempenho.
A seguir, entenda o conceito de firmware, como ele funciona e se pode ser atualizado. Também saiba os eletrônicos de consumo do nosso dia a dia que trazem esse software embutido.
Firmware é o código de baixo nível armazenado permanentemente no hardware para gerenciar suas funções físicas vitais e a inicialização básica. Ele atua como uma ponte que traduz comando de software em ações de hardware, permitindo a comunicação entre componentes e o sistema operacional.
O que significa firmware?
O termo “firmware” surge da união das palavras “firm” (firme) e “software” (programa de computador). Ele se refere às instruções lógicas gravadas diretamente em chips de memória para controlar o hardware.
Usado pela primeira vez por Ascher Opler em um artigo em 1967, o conceito define o conteúdo de memórias de controle entre os componentes físicos e as aplicações. Diferente do software comum, sua estrutura é otimizada para ser permanente ou raramente alterada, garantindo a integridade operacional do dispositivo.
Componentes de hardware, como a placa-mãe de um PC, costumam ter o próprio firmware para iniciar os sistemas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Para que serve um firmware?
O firmware atua como o código essencial em chips de memória, traduzindo comandos lógicos em ações físicas para o hardware operar. Ele estabelece a ponte de comunicação entre os componentes eletrônicos e as camadas superiores de software, garantindo a integridade do ecossistema digital.
A execução inicial do firmware valida a integridade dos circuitos e coordena o boot para o sistema operacional. Por meio de atualizações, ele corrige vulnerabilidades de segurança, otimiza o consumo de energia e expande a compatibilidade do dispositivo com novas tecnologias e protocolos.
Como funciona um firmware
O firmware executa instruções gravadas no chip de memória ROM ou Flash para inicializar e gerenciar os componentes eletrônicos de um dispositivo. Ele atua como um conversor de comandos lógicos em sinais elétricos interpretáveis pelo hardware, estabelecendo a base para a operação estável.
Na hora da ativação, o código executa a verificação da integridade da CPU e memória antes de carregar o sistema operacional. Durante o funcionamento, ele pode regular o fluxo de dados entre periféricos e otimizar o consumo energético, operando de forma independente do usuário.
As atualizações são realizadas via “flashing”, processo que grava novas informações no chip para corrigir vulnerabilidades, otimizar o desempenho ou adicionar novas funções. Esta manutenção permite que o dispositivo receba melhorias sem trocas de peças, prolongando a vida útil e garantindo compatibilidade com novas tecnologias.
Os dados de atualizações de firmware ficam em partições redundantes, permitindo reverter para uma versão estável caso ocorra uma falha. Assim, a integridade do sistema permanece protegida contra corrupção de dados, garantindo que o hardware sempre encontre um caminho seguro para a inicialização.
Ao ligar um dispositivo, o firmware é responsável por ativar os outros componentes físicos e inicializar o sistema operacional (imagem: Reprodução/AVG)
Posso atualizar um firmware?
Sim, a maioria dos dispositivos permite a atualização de firmware via download de arquivos oficiais nos sites dos fabricantes. O procedimento requer ferramentas específicas e compatibilidade exata entre a versão do firmware e o modelo do dispositivo.
É essencial manter o dispositivo conectado a uma fonte de energia estável durante a gravação dos dados na memória para evitar a inutilização. O usuário também deve seguir rigorosamente as instruções do instalador, garantindo que o sistema não seja reiniciado ou desconectado.
As correções eliminam vulnerabilidades críticas de segurança, resolvem bugs de estabilidade e podem até desbloquear novas funcionalidades. Manter o firmware em dia protege o hardware contra invasões cibernéticas e otimiza o desempenho geral do dispositivo.
Posso apagar um firmware?
Sim, o firmware pode ser removido ou alterado ao usar softwares específicos do fabricante para acessar o código gravado na memória não volátil. Esse processo ocorre em atualizações críticas ou formatações de baixo nível para restaurar componentes.
No entanto, apagar esses dados sem o backup imediato pode inutilizar permanentemente o aparelho devido à ausência da lógica de inicialização. Sem o código básico, o hardware não consegue carregar o sistema operacional ou gerenciar os periféricos.
Além disso, falhas durante a exclusão do firmware podem corromper trilhas de segurança e invalidar a garantia do produto. Procedimentos não oficiais frequentemente ativam travas de hardware que impedem a recuperação, exigindo a troca física do componente de memória.
Problemas durante a atualização ou exclusão firmware pode inutilizar o dispositivo (imagem: Reprodução/AVG)
Quais são os tipos de firmware?
Os firmwares são divididos em diferentes categorias, com características e usos específicos:
Baixo nível (Low-Level): armazenado em memórias do tipo ROM, contém as instruções intrínsecas e imutáveis que definem a identidade básica do componente. Por ser gravado fisicamente na fabricação, é considerado uma parte integrante do hardware e raramente sofre atualizações;
Alto nível (High-Level): localizado em memórias Flash, permite atualizações complexas e costuma ter uma interface mais elaborada que o baixo nível. Atua como uma camada intermediária que traduz instruções de software para o hardware, facilitando correções e integração de novas funções;
Subsistema: gerencia componentes periféricos independentes em um sistema maior, como o controlador de um SSD ou de uma placa de vídeo. Opera de forma autônoma para otimizar o desempenho de peças específicas sem sobrecarregar a CPU principal;
Inicialização (Bootloader): responsável por realizar o Power-On Self-Test (POST) e preparar o ambiente para o sistema operacional ser carregado. Gerencia a transição do hardware “bruto” para o software;
Embarcado: projetado para microcontroladores em dispositivos de função única, como itens de Internet das Coisas (IoT) e eletrodomésticos. Sua principal característica é a execução de tarefas em tempo real com consumo mínimo de recursos e alta confiabilidade;
Dispositivo de rede: focado exclusivamente no controle de tráfego de dados e protocolos de comunicação em roteadores, switches e modems. Dita como os pacotes de informação são roteados, priorizados e protegidos contra intrusões externas na camada de rede.
Quais são exemplos de firmware?
Estes são alguns exemplos de firmware que fazem parte do dia a dia de diversos usuários:
BIOS: sigla para Basic Input/Output System, é o firmware legado que realiza o teste de hardware e localiza o sistema operacional durante a inicialização de PCs antigos;
UEFI: sucessor moderno do BIOS, que oferece inicializações mais rápidas, suporte a discos de armazenamento maiores e recursos de segurança avançados;
Firmware de roteador: atua como o sistema operacional do dispositivo de rede, gerenciando protocolos de comunicação, tabelas de roteamento e as regras de criptografia do Wi-Fi;
Firmware de HDD/SSD: coordena o braço mecânico em HDDs ou o mapeamento de células de memória em SSDs, além de aplicar algoritmos de correção de erros para evitar perdas de dados;
VBIOS (Placa de vídeo): gerencia os parâmetros de energia e frequência da unidade de processamento de vídeo, garantindo que a GPU forneça o sinal para o monitor antes mesmo do sistema operacional carregar;
Firmware de smartphone (Baseband): opera em um processador dedicado para gerenciar as funções de rádio, controlando a alternância entre torres de celular e a estabilidade da conexão 4G/5G;
Firmware de periféricos: instruções presentes em teclados, mouses e fones de ouvido que traduzir comandos físicos em sinais digitais e gerenciam funções como iluminação RGB e macros;
Sistemas embarcados (IoT): controla o funcionamento de eletrodomésticos inteligentes e termostatos, processando dados de sensores e executando comandos de automação residencial;
Firmware de impressora: converte arquivos digitais em movimentos mecânicos precisos dos cabeçotes de impressão e monitora constantemente os sensores de papel e níveis de suprimentos;
Controle embarcado (EC): firmware presente em notebooks, responsável por funções críticas de hardware, como o controle das ventoinhas, retroiluminação do teclado e gestão de bateria.
A BIOS é um exemplo de firmware usado em computadores antigos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quais dispositivos eletrônicos têm firmware?
Quase todos os eletrônicos de consumo e sistemas industriais com hardware programável dependem de firmware para operações básicas. Alguns exemplos são:
Computadores e componentes: a BIOS ou UEFI em placas-mãe, SSDs e placas de vídeo coordenam a inicialização do hardware e a comunicação com o sistema operacional;
Periféricos de entrada e saída: impressoras, scanners e teclados processam comandos de entrada e gerenciam funções mecânicas;
Equipamentos de rede: roteadores, modems e switches utilizam firmware para direcionar o tráfego de dados, gerenciar o Wi-Fi e manter protocolos de segurança ativos;
Dispositivos móveis e vestíveis: smartphones, tablets e smartwatches têm camadas que controlam diretamente a calibração da tela, sensores biométricos e o consumo de bateria;
Eletrônicos de consumo: smart TVs, câmeras digitais e sistemas de som dependem desse software para processar imagens, áudio e manter interfaces de usuários fluidas;
Sistemas automotivos: veículos modernos usam unidades de controle eletrônico (ECUs) para monitorar a injeção de combustível, freios ABS e sistemas de entretenimento de bordo;
Consoles de videogame: hardwares como o Sony PlayStation e Microsoft Xbox usam firmware para gerenciar o acesso ao disco, a saída de vídeo em alta definição e os serviços online;
Eletrodomésticos inteligentes: máquinas de lavar, micro-ondas e geladeiras modernas automatizam ciclos de funcionamento e interpretam comandos via painéis digitais ou sensores;
Dispositivos de casa inteligente (IoT): lâmpadas Wi-Fi, fechaduras eletrônicas e termostatos usam firmware para se conectarem à rede e executarem automações programadas;
Equipamentos médicos: marcapassos, bombas de insulina e monitores hospitalares dependem de códigos extremamente estáveis para garantir precisão de leituras e a segurança do paciente.
Os firmwares estão presentes em praticamente todos os tipos de eletrônicos de consumo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre firmware e software?
Firmware é o código gravado em chips de memória não volátil que fornece instruções básicas para inicialização e o controle dos componentes físicos. Ele atua como o alicerce essencial que permite ao dispositivo ligar e comunicar-se com o hardware antes de carregar o sistema.
Software é a camada lógica composta por programas e dados mutáveis que operam sobre o sistema operacional para realizar tarefas para o usuário final. Ele fica no armazenamento volátil, permitindo ser instalado, removido ou atualizado conforme a necessidade da aplicação.
Qual é a diferença entre firmware e hardware?
Firmware é o software de baixo nível armazenado em chips de memória que fornece instruções para controlar e inicializar as funções essenciais de um dispositivo. Ele dita como o dispositivo deve se comportar logo ao ser ligado, antes mesmo do tema operacional assumir o controle.
Hardware é um conjunto de elementos físicos, circuitos e periféricos que constituem a estrutura material e a capacidade de processamento de um sistema. Sem as diretrizes lógicas do firmware, esses componentes são incapazes de executar qualquer operação lógica e comunicação por conta própria.
Qual é a diferença entre firmware e sistema operacional?
O firmware é o código de baixo nível gravado em memórias, responsável por inicializar o hardware e fornecer instruções básicas de operação. Ele tem a função de preparar o ambiente físico para o carregamento do kernel.
Tecnologia vai além de eletrônicos, e engloba conhecimentos e técnicas aplicáveis em qualquer área (Imagem: Rawpixel)
Você deve analisar capacidades e questões de compatibilidade ao escolher uma placa-mãe (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Ao ligar um dispositivo, o firmware é responsável por ativar os outros componentes físicos e inicializar o sistema operacional (imagem: Reprodução/AVG)
(imagem: Reprodução/AVG)
Saiba qual é a importância da BIOS do computador (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O WhatsApp está desenvolvendo uma opção para ocultar spoilers em mensagens de texto, disponível nas versões beta para Android e iOS.
O recurso permite que o usuário formate trechos de texto como spoilers, que só são revelados quando o leitor toca na tela.
A funcionalidade está presente no código do aplicativo, mas ainda não foi liberada para participantes do programa de testes.
A Meta está desenvolvendo uma opção de spoiler para a formatação de texto do WhatsApp. Com ela, o usuário poderá “censurar” trechos de suas mensagens, que só serão revelados se o leitor tocar na tela.
A novidade foi encontrada nas versões beta dos aplicativos para Android e iOS. Segundo o WABetaInfo, site especializado em novidades do mensageiro, o recurso está presente no código, mas ainda não foi liberado para os participantes do programa de testes.
Como o WhatsApp vai ocultar spoilers?
Spoiler fica escondido atrás de efeito de desfoque (imagem: reprodução/WABetaInfo)
De acordo com a publicação, o aplicativo beta para iOS tem uma opção oculta que permite formatar texto como spoiler. Então, além das opções de colocar, por exemplo, itálico ou negrito, você pode selecionar um trecho da mensagem para que ele fique censurado.
Do outro lado, quem recebe a mensagem vê, inicialmente, apenas um bloco cobrindo as letras. A pessoa precisa tocar na “bolha” da mensagem para revelar a parte do texto que está escondida. A ideia é que ninguém leia uma informação acidentalmente.
O uso mais óbvio é poder comentar sobre um filme ou uma série em um grupo sem estragar a experiência de quem ainda não viu. Em fóruns, esse tipo de formatação também virou uma forma de humor, podendo indicar um comentário mais ácido, que não deveria ser feito em público.
Outra possibilidade é usar esse tipo de recurso para esconder imagens que podem ser sensíveis ou perturbadoras. Assim, nenhum participante da conversa bate o olho em alguma coisa que vai lhe fazer mal.
Porém, até agora, o recurso em desenvolvimento pelo WhatsApp só funciona em texto, não em imagens. Uma gambiarra possível em situações assim é mandar o conteúdo como foto de visualização única, que também só aparece quando o usuário toca na mensagem, e avisar que o conteúdo pode ser desagradável.
Declaração sobre um possível “jailbreak” reacende dúvidas sobre o controle do software do F-35 (imagem: divulgação/Lockheed Martin)Resumo
A declaração de uma autoridade holandesa sugere que países europeus poderiam alterar o software do F-35 sem a aprovação dos EUA, levantando questões sobre dependência tecnológica.
O F-35 é um projeto internacional, mas o controle sobre atualizações e segurança do software é restrito, com Israel sendo o único país autorizado a operar softwares próprios.
Especialistas em segurança destacam que, ao contrário de dispositivos de consumo, o acesso a um caça militar como o F-35 é extremamente restrito, tornando a modificação do software complexa e limitada.
O caça F-35, principal aeronave de combate de quinta geração em operação no Ocidente, voltou ao centro de uma discussão sensível envolvendo soberania tecnológica e dependência militar. A polêmica ganhou força após uma declaração do secretário de Defesa dos Países Baixes, que comparou a possibilidade de modificar o software do avião a um jailbreak do iPhone.
A fala surgiu em meio a questionamentos sobre até que ponto países europeus conseguiriam manter e atualizar seus F-35 caso os Estados Unidos reduzissem o apoio estratégico. Embora a afirmação não traga detalhes técnicos, ela reacende temores antigos sobre o controle real exercido pelo fabricante e pelo governo norte-americano sobre a frota internacional do modelo.
O que significa fazer um “jailbreak” de um F-35?
Durante participação em um podcast, Gijs Tuinman afirmou que o F-35 é um projeto compartilhado entre vários países e destacou a interdependência industrial envolvida. Segundo ele, mesmo sem atualizações oficiais, o avião continuaria superior a outros caças disponíveis. Em seguida, fez a declaração mais controversa: “Se você ainda quiser atualizar apesar de tudo, vou dizer algo que nunca deveria dizer, mas direi mesmo assim: é possível fazer jailbreak de um F-35, assim como de um iPhone”.
Tuinman não explicou como isso ocorreria, mas indicou que forças europeias poderiam, em tese, manter o software da aeronave de forma independente, com ou sem apoio da fabricante Lockheed Martin. Procurada pelo The Register, a empresa evitou comentar e direcionou perguntas ao governo dos Estados Unidos, que não respondeu.
Segurança e controle de software estão no centro do debate sobre o F-35 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
É mesmo viável alterar o software de um caça militar?
Para especialistas em segurança, a comparação com dispositivos de consumo tem limites claros. Ken Munro, da Pen Test Partners, afirma que não ficou surpreso com a ideia em abstrato, mas ressalta que o acesso físico e técnico a um caça militar é extremamente restrito. “Ao contrário de dispositivos de consumo, como o iPhone, que é facilmente acessado pela comunidade de pesquisa e, portanto, sujeito à sua ‘atenção’, não se pode comprar um F-35 no eBay”.
Ele acrescenta que a ausência de uma comunidade ampla de pesquisadores reduz a chance de falhas virem a público. “A barreira de entrada para pesquisadores e hackers é simplesmente muito alta para hardware militar. Portanto, dependemos de que os contratistas de defesa acertem na segurança logo de início. Essa falta de uma comunidade que faça sua própria pesquisa significa que problemas de segurança acidentais e não intencionais provavelmente não serão encontrados com tanta facilidade”.
Outro obstáculo é o próprio modelo de atualização do avião. O F-35 Lightning II recebe melhorias por meio do sistema ALIS, um conjunto logístico que centraliza dados técnicos e distribui pacotes de software em ciclos longos. Atualmente, apenas Israel possui autorização formal para operar softwares próprios em sua variante do caça.
As declarações de Tuinman também dialogam com temores levantados no ano passado, quando autoridades europeias discutiram a possibilidade de um “botão de desligamento” remoto controlado pelos EUA.
Aviso sobre o fim do Microsoft Publisher (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft Publisher será descontinuado em outubro de 2026, deixando de fazer parte do Microsoft 365;
Microsoft recomenda uso do Word e PowerPoint para substituir funções do Publisher;
Usuários do software expressaram descontentamento com a decisão; Publisher existe desde 1991.
Se você assina o Microsoft 365, abra o Publisher agora (supondo que ele esteja instalado). É provável que você se depare com um aviso no canto superior da tela com os dizeres “O Publisher está sendo desativado”. E está, mesmo. A não ser que a Microsoft mude de ideia, o que é pouco provável.
O plano da Microsoft é desativar o Publisher em outubro de 2026. Quando isso ocorrer, a ferramenta não será mais atualizada e deixará de fazer parte do Microsoft 365. Quem tiver o Publisher por meio de uma licença do Office ou de uma versão independente ainda poderá acessar a ferramenta, mas não há garantia de funcionamento.
Como alternativa, a Microsoft tem recomendado os próprios softwares do Microsoft 365. Por exemplo, para papel timbrado, envelopes e rótulos, a companhia sugere o Word; para cartões de visita, cartazes ou calendários, tanto o Word quanto o PowerPoint podem ser usados.
O Microsoft Publisher (imagem: reprodução/Microsoft)
Por que o Microsoft Publisher vai ser descontinuado?
Nesta página de ajuda, a Microsoft dá a seguinte explicação:
Muitos cenários comuns do Publisher, incluindo a criação de modelos de marca profissional, impressão de envelopes e rótulos e a produção de calendários personalizados, cartões de visita e programas, já estão disponíveis em outros aplicativos do Microsoft 365, como Word e PowerPoint.
Isso sugere que a Microsoft decidiu encerrar o Publisher por entender que a ferramenta tem um número baixo de usuários. De fato, o Publisher está longe de ter a popularidade de ferramentas como Word, Excel e PowerPoint.
Microsoft Publisher vai ser descontinuado (imagem: reprodução/Microsoft)
Apesar disso, o Publisher tem lá os seus adeptos. Na mencionada conversa no Reddit, o criador da thread comentou o seguinte sobre a decisão da Microsoft:
Essa é a pior notícia. Eu uso esse app para tantas coisas. Que tal aposentarem o Access, que só duas pessoas sabem como usar? Estou tão desapontado.
Em tempo: o Publisher é um software de editoração que existe desde 1991. A ferramenta foi desenvolvida para permitir a criação de conteúdo que exige visual elaborado, como folhetos, cartazes, pôsteres, cartões de visita, convites e até revistas.
Usuários que não quiserem recorrer às sugestões da Microsoft talvez possam usar ferramentas como Canva (online) e Scribus (aberto) como alternativas.
WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários da versão beta, permitindo ligações sem usar apps de desktop.
As chamadas no navegador são individuais e incluem compartilhamento de tela, mas conferências em grupo ainda estão em desenvolvimento.
O recurso está sendo liberado gradualmente para usuários beta, sem previsão para lançamento na versão estável.
O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários inscritos em seu programa beta. O recurso funciona de forma semelhante aos apps móveis e de desktop, com um ícone de chamadas no topo da conversa.
Com isso, não será mais necessário recorrer aos apps de desktop para fazer ligações usando o computador. Isso é interessante especialmente para os usuários de Linux, já que o sistema não conta com um aplicativo oficial do mensageiro.
Como funcionam as chamadas no WhatsApp Web?
Menu aparece no ícone de câmera de vídeo (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Para fazer uma ligação pelo navegador, o usuário deve ir até o ícone de câmera que fica no canto superior direito da tela da conversa. Se o recurso estiver liberado, ao clicar nesse botão, aparecerão as opções de chamada de voz e chamada de vídeo.
Ainda não está claro, entretanto, se será possível atender ligações pelo navegador ou se isso continuará sendo exclusividade dos aplicativos móveis e de desktop.
Por enquanto, só é possível realizar chamadas individuais — conferências em grupo já estão em desenvolvimento, mas serão liberadas em um momento futuro.
Mesmo assim, as ligações feitas pelo navegador já contam com o recurso de compartilhamento de tela, o que pode ser útil na hora de fazer apresentações, compartilhar informações ou mesmo pedir ajuda para fazer alguma coisa no computador.
As chamadas de voz e vídeo na web contam com o mesmo grau de proteção disponível nas outras versões do WhatsApp, com criptografia de ponta a ponta.
Quando as chamadas serão liberadas no WhatsApp Web?
Por enquanto, a Meta está liberando o recurso para alguns usuários inscritos na versão beta do WhatsApp Web. O processo deve ser gradual e levar algumas semanas até chegar a todos os participantes do programa de testes. Ainda não há previsão de lançamento para o canal de atualizações estáveis do mensageiro.
Para se inscrever no WhatsApp Web beta, vá até Configurações, entre no item “Ajuda e feedback” e ative a opção “Entrar na versão beta”. Depois, atualize a página do navegador. Note que usar uma versão de testes de qualquer programa pode resultar em problemas por bugs ainda desconhecidos.
Tela de inicialização do Adobe Animate (imagem: reprodução/Nurul Harris)Resumo
A Adobe decidiu manter o Adobe Animate em modo de manutenção, garantindo acesso contínuo e correções de segurança, mas sem novas funcionalidades.
A decisão de não encerrar o Animate ocorreu após críticas de usuários e desenvolvedores sobre a comunicação inicial da empresa.
O Animate continuará disponível para todos os tipos de usuários, com a Adobe comprometida em garantir acesso ao conteúdo criado na plataforma.
A Adobe voltou atrás e decidiu não encerrar o Adobe Animate, programa tradicional usado por animadores e criadores digitais. Após anunciar que o software seria descontinuado a partir do dia 1º de março, a empresa revisou a decisão e afirmou que a ferramenta seguirá disponível em modo de manutenção.
A mudança ocorre depois de críticas públicas de usuários e desenvolvedores, que apontaram confusão na comunicação e impactos diretos em fluxos de trabalho ainda dependentes do Animate. Embora não receba novos recursos, o aplicativo continuará acessível para novos e antigos clientes.
O que muda no modo de manutenção?
Segundo a Adobe, o Animate não será mais descontinuado e permanecerá disponível por tempo indeterminado. O software passa a operar em modo de manutenção, o que significa que seguirá recebendo correções de segurança e ajustes de bugs, mas não terá novas funcionalidades adicionadas.
No Reddit, a empresa afirma que não há planos de remover o acesso ao aplicativo. O programa continuará disponível tanto para usuários individuais quanto para pequenas empresas e clientes corporativos. Antes da revisão, a Adobe havia informado que clientes não corporativos poderiam acessar o Animate até março de 2027, enquanto empresas teriam prazo até 2029.
A companhia também reforçou o compromisso com o acesso ao conteúdo criado na plataforma. “Estamos comprometidos em garantir que os usuários do Animate sempre tenham acesso ao seu conteúdo, independentemente do estado de desenvolvimento do aplicativo”, afirmou a Adobe em comunicado oficial.
Mesmo com o fim do desenvolvimento ativo, o Animate ainda é utilizado por criadores reconhecidos do mercado, como David Firth, responsável pela série animada Salad Fingers. Para parte da comunidade, a simples manutenção do acesso já evita perdas imediatas de arquivos e projetos em andamento.
Adobe mantém o Animate ativo após repercussão (Imagem: reprodução Adobe)
Por que a Adobe voltou atrás da decisão?
O recuo aconteceu após forte reação negativa à comunicação inicial da empresa. Um e-mail enviado aos clientes anunciando a descontinuação foi alvo de críticas por falta de clareza e alarmismo. Segundo Mike Chambers, membro da equipe de comunidade da Adobe, a mensagem “não atendeu aos nossos padrões e causou muita confusão e angústia dentro da comunidade”.
A repercussão levou a empresa a revisar o posicionamento e esclarecer que o Animate não será encerrado, apenas congelado em termos de novas funcionalidades.
Sudo em distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
sudo, ferramenta de segurança para Linux e Unix, precisa de apoio para manutenção e desenvolvimento; Todd C. Miller, mantenedor há mais de 30 anos, busca patrocínio desde 2024;
ferramenta permite executar tarefas com privilégios de administrador sem login como root;
trata-se de um recurso muito usado em distribuições Linux e outros sistemas baseados no Unix.
Alguns recursos são tão bem integrados a sistemas Linux que parecem ser funções nativas, quando não o são. É o caso do sudo: o principal responsável por essa ferramenta usou seu site para pedir ajuda financeira para continuar mantendo o projeto, que existe há mais de 30 anos.
O sudo é comumente encontrado em distribuições Linux e em outros sistemas operacionais baseados no Unix. Estamos falando de uma simples, mas poderosa ferramenta de segurança.
Isso porque o sudo funciona como um comando que executa uma ou mais tarefas que exigem privilégios de administrador (ou de root), sem que você tenha, de fato, que fazer login no sistema com uma conta do tipo.
Em uma comparação grosseira, é como se você ganhasse permissão para entrar em uma sala que só é acessada por seu chefe, mas, ao fazê-lo, você só pode executar ali uma única tarefa definida previamente.
Como exemplo, suponha que você queira instalar o reprodutor de mídia VLC em um computador com Linux. Você pode, então, usar o comando abaixo para iniciar a instalação como root. Observe, porém, que você não ficará permanentemente com privilégios de administrador, pois o comando foi acionado apenas para a tarefa em questão:
sudo apt install vlc
O que está acontecendo com o sudo?
Do ponto de vista técnico, o sudo continua cumprindo a sua função. Porém, Todd C. Miller, principal desenvolvedor do projeto, declarou em seu site pessoal que está procurando patrocínio para continuar mantendo o sudo:
Há mais de 30 anos tenho sido o mantenedor do sudo. Atualmente, estou em busca de um patrocinador para financiar a manutenção e o desenvolvimento continuado do sudo. Se você ou sua organização estiverem interessados em patrocinar o sudo, entre em contato comigo.
Todd C. Miller
Neste ponto, é importante contextualizar. Tal como explica o Register, a empresa Quest Software contribuía financeiramente para o projeto desde 2010. Porém, esse patrocínio terminou em fevereiro de 2024, ano em que Miller saiu da One Identity, uma subsidiária da Quest Software.
Sudo em distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O desenvolvedor fez o pedido de apoio para o sudo depois que a Quest deixou de apoiar financeiramente o projeto. Mas, como nada mudou depois de dois anos, é de se presumir que o sudo ainda precise de um grande patrocinador. O projeto até recebe ajuda financeira de indivíduos, mas, aparentemente, não em volume suficiente para a sua plena manutenção.
Iniciativas como o sudo realmente precisam de apoio, afinal, trabalho não falta por lá. Por exemplo, Miller ajudou, nos últimos meses, no desenvolvimento do sudo-rs, variação da ferramenta criada em linguagem Rust e, por isso, considerada mais segura.
Para completar, o desenvolvedor contribui com outros projetos que demandam tempo, a exemplo do sistema operacional OpenBSD.
Barra extra na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Time do PowerToys propõe uma barra de tarefas extra no Windows 11, baseada na Paleta de Comandos;
Barra extra seria móvel e personalizável, com opções de atalhos, widgets e aparência, como fundo transparente;
Novidade ainda não é oficial; proposta foi apresentada por desenvolvedores do PowerToys para avaliação pública da ideia.
Se você usa o Windows 11, já pensou em ter uma barra de tarefas na parte superior da Área de Trabalho que, como tal, complementa a barra que fica na parte inferior? No que depender dos desenvolvedores do PowerToys (o “canivete suíço” do Windows), esse recurso será realidade em breve.
A barra de tarefas extra seria baseada em uma das funcionalidades mais interessantes do PowerToys: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Trata-se de uma função tão versátil que, quando você aprende a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado.
Se desenvolvida conforme o plano, a nova barra será móvel, ou seja, você poderá posicioná-la em qualquer lado da tela. Para usuários do Windows 11, isso é muito interessante, pois essa versão não permite mover a barra de tarefas, ao contrário do que ocorre no Windows 10 e em versões anteriores.
Escolhida a posição da barra, você poderá escolher os atalhos que aparecerão ali, bem como adicionar recursos complementares, como controles para um reprodutor de música ou pequenos widgets que informam, por exemplo, a quantas anda o uso do processador.
Novamente se a proposta for desenvolvida conforme apresentada, você também terá várias opções de personalização da barra extra. Por exemplo, será possível deixá-la com fundo transparente ou fazê-la exibir rótulos para determinadas funções.
Widget com dados sobre a CPU (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando a nova barra chegará ao Windows 11?
Infelizmente, ninguém sabe ao certo. Por enquanto, a nova barra foi apresentada como uma proposta no repositório do PowerToys no GitHub. Por ora, os desenvolvedores estão coletando feedbacks sobre a ideia.
Da minha parte, torço para que a proposta seja levada adiante. O PowerToys é um dos projetos mais interessantes que a Microsoft mantém para usuários finais do Windows. Em linhas gerais, as ferramentas do PowerToys funcionam bem e, por isso, acredito que os desenvolvedores serão igualmente caprichosos com relação à nova barra.
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Aproveite o PowerToys
Em tempo, o PowerToys chegou recentemente à versão 0.97. A novidade está ainda mais personalizável e melhora justamente as funcionalidades da Paleta de Comandos. Mas há várias outras funções úteis por ali. Eis alguns exemplos:
Modo Ativo: faz o Windows ficar sempre ativo (sem hibernar), sem que você tenha que mexer nas configurações de energia;
Seletor de Cores: permite identificar a cor de qualquer elemento exibido na tela;
FancyZones: permite organizar janelas de vários modos;
Redimensionador de Imagem: muda as dimensões de várias imagens ao mesmo tempo;
PowerToys Run: é um launcher de aplicativos que traz vários recursos avançados;
PowerRename: trata-se de um utilitário que permite renomear vários arquivos de uma só vez;
Gerenciador de Teclado: permite personalizar o teclado, e inclui a opção de criar atalhos sob medida;
Espiada: funciona como um visualizador rápido do conteúdo de arquivos selecionados;
Visualização do Registro: permite acessar e editar entradas no Registro do Windows rapidamente;
ZoomIt: além de aplicar zoom, permite gerar anotações e fazer gravações ou capturas de tela.
Mais um detalhe: apesar de ser focada no Windows 11, o PowerToys também funciona no Windows 10. É de graça!
Página está fora do ar, mas foi salva no Wayback Machine (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
A Apple descontinuou o pacote Pro Apps para estudantes, que oferecia quase 70% de desconto em aplicativos como Final Cut Pro e Logic Pro.
A empresa lançou o Creator Studio, uma assinatura que inclui apps como Logic Pro e Final Cut Pro, por R$ 39,90 mensais ou R$ 399 anuais.
Estudantes e profissionais da educação têm desconto na assinatura, pagando R$ 14,90 mensais ou R$ 149 anuais, válido apenas durante o curso.
A Apple acabou com o pacote Pro Apps para estudantes, que trazia o Final Cut Pro, o Logic Pro, o Motion, o Compressor e o MainStage para Mac por R$ 1.299. Era um desconto enorme, de quase 70%: para comprar todos separadamente, é necessário desembolsar R$ 4.099,50.
Os programas – que oferecem nível profissional e são bastante usados por quem trabalha com áudio e vídeo – continuam sendo vendidos de maneira individual, pelos seguintes preços:
Logic Pro (estação de trabalho digital para áudio): R$ 1.299,90
Final Cut Pro (editor de vídeos): R$ 1.999,90
Motion (criador de animações): R$ 299,90
Compressor (conversor de vídeos): R$ 299,90
MainStage (ferramenta de áudio para performances ao vivo): R$ 199,90
Por que a Apple parou de vender o Pro Apps para estudantes?
O fim das vendas ocorre duas semanas após o lançamento do Creator Studio. O pacote é oferecido como assinatura, custando R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Ele contém esses cinco programas, com extras e algumas diferenças.
O Creator Studio traz o Logic Pro, o Final Cut Pro e também o Pixelmator Pro, nas versões para Mac e iPad — Motion, Compressor e MainStage continuam valendo apenas para o Mac.
O conjunto vem ainda com recursos extras e conteúdo premium no Keynote, Pages e Numbers. Futuramente, esses diferenciais chegarão ao Freeform. Esses quatro apps continuam disponíveis gratuitamente.
Apple lança Apple Creator Studio (imagem: divulgação/Apple)
Estudantes e profissionais da educação ainda contam com benefícios, pagando R$ 14,90 por mês ou R$ 149 por ano. É uma redução considerável, mas que, no caso dos alunos, vale apenas durante o curso.
Com o desconto do Pro Apps, era possível comprar os programas gastando menos e continuar usando depois de concluir os estudos.
Apple migra para modelo de assinaturas
Aos poucos, a Apple segue um caminho trilhado por Microsoft e Adobe, entre muitas outras empresas, que hoje concentram seus esforços em pacotes por assinatura.
A Adobe foi mais extrema: aboliu a venda de licenças vitalícias em 2013 e passou a oferecer apenas o Creative Cloud. Desde então, programas como Photoshop e Illustrator só podem ser acessados mediante pagamento de mensalidade ou anuidade. Recentemente, a companhia reduziu seus preços no Brasil, já que concorrentes como o Canva têm ganhado terreno.
Do ponto de vista do modelo de negócio das empresas, trocar vendas únicas por assinaturas ajuda a reforçar as chamadas receitas recorrentes. Em vez de ter grandes oscilações a cada lançamento de software, elas passam a receber quantias mensais de maneira constante.
Para os usuários, há vantagens e desvantagens. Por um lado, as assinaturas são acessíveis, incluem atualização dos programas e trazem serviços adicionais. Por outro, o gasto total ao longo dos anos pode ser maior do que o preço da compra de uma licença.
A principal diferença, no entanto, é que, ao comprar uma licença, você consegue continuar usando aquele programa para sempre, mesmo que ele esteja defasado; no modelo de assinaturas, você precisa continuar pagando para sempre.
Com ferramentas de edição e IA integradas, UPDF é opção para produtividade (imagem: divulgação/UPDF)Resumo
O UPDF integra edição de PDF, scanner e IA, permitindo edição e tradução de documentos em várias plataformas, como Android, iOS, Windows e Mac.
O aplicativo oferece funcionalidades como edição de texto e imagem, digitalização OCR, conversão de arquivos, e recursos de IA para resumos e traduções.
O UPDF inclui ferramentas adicionais como compactação de PDF, preenchimento de formulários, combinação de arquivos, apresentação de slides e sincronização na nuvem.
Quem trabalha em movimento sabe bem o que é receber um arquivo urgente e não poder editar. Com o UPDF, além da imensa quantidade de ferramentas para computadores, é possível transformar smartphones em ferramentas completas de edição.
O UPDF se destaca por ser um editor robusto que integra inteligência artificial avançada para processar informações. Disponível para Android, iOS, Windows e Mac, o UPDF unifica o fluxo de trabalho, garantindo que você tenha controle total dos seus documentos onde quer que esteja.
Com o app, é possível, por exemplo, contornar a necessidade de notebooks pesados para tarefas rápidas, seja ajustando um contrato ou revisar textos acadêmicos durante o transporte.
Edição completa de textos e imagens
Edição de textos no UPDF (imagem: divulgação/UPDF)
Diferente de apps que permitem apenas anotações superficiais, o UPDF oferece um painel de edição real em todas as plataformas. Você pode:
Tocar em um parágrafo para reescrever o conteúdo;
Corrigir erros de digitação;
Atualizar valores numéricos sem quebrar a formatação original.
A manipulação de imagens também é nativa. É possível inserir, substituir, girar, cortar ou redimensionar figuras diretamente no documento com apenas alguns toques.
Inteligência Artificial no fluxo de trabalho
IA integrada auxilia na leitura e dados de documentos (imagem: divulgação/UPDF)
Outro diferencial do UPDF em relação a outros editores móveis é a integração nativa com modelos de linguagem de última geração, incluindo o GPT-5 e o DeepSeek (R1).
Além do UPDF AI Online, um chatbot gratuito que pode ser acessado pelo navegador, o software integra a IA para processamento de dados atrelada ao documento aberto, auxiliando em cenários como:
Leitura dinâmica e tradução
O UPDF AI permite selecionar arquivos inteiros — ou páginas específicas — para:
Gerar resumos instantâneos, condensando os principais tópicos;
Traduzir textos contextualmente.
Ao lidar com contratos ou manuais em idiomas estrangeiros, por exemplo, o usuário pode solicitar a tradução de parágrafos selecionados ou do documento todo, mantendo o layout original para comparação lado a lado.
Scholar Research para pesquisa acadêmica
Um recurso específico para estudantes e pesquisadores é o Scholar Research. Diferente da busca comum, essa função utiliza a IA para:
Varrer bases de dados acadêmicas;
Localizar fontes primárias;
Sintetizar revisões de literatura.
O sistema consegue explicar termos técnicos complexos e extrair citações diretas, transformando o celular em uma ferramenta viável para adiantar teses e artigos.
Visualização de dados
Para quem prefere informações visuais, o software converte o conteúdo textual dos PDFs em mapas mentais. A funcionalidade estrutura os argumentos ou dados do arquivo em diagramas hierárquicos, ajudando a visualizar a lógica de documentos densos sem precisar de softwares externos de design.
Digitalização (OCR)
Com a tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), você pode fotografar um contrato ou apostila física e transformar a imagem em um PDF editável. O OCR também permite a pesquisa de termos no documento.
Conversão de arquivos
Além de digitalizar, a ferramenta resolve problemas de compatibilidade de arquivos. Se você precisa entregar o documento em outro formato, o software converte seus PDFs para Word, Excel, PowerPoint, HTML ou imagem com apenas alguns cliques, preservando a estrutura do arquivo.
Outras ferramentas
UPDF une grande variedade de ferramentas (imagem: divulgação/UPDF)
Além das funções centrais, o aplicativo traz um pacote completo de utilitários:
Compactação de PDF: reduz o tamanho de arquivos pesados para facilitar o envio por WhatsApp ou e-mail;
Preenchimento de Formulários: reconhece automaticamente campos de texto em formulários fiscais ou contratos;
Combinar Arquivos: permite juntar múltiplos PDFs ou imagens em um único documento;
Modo Apresentação: transforma seu PDF em uma apresentação de slides;
Espaço de Segurança (UPDF para iOS): uma pasta criptografada e protegida por Face ID para blindar documentos sensíveis.
Continue suas edições com salvamento na nuvem
Serviço de nuvem do UPDF garante continuidade de trabalhos (imagem: reprodução/UPDF)
Além das ferramentas de produção, o aplicativo também incorpora um sistema de sincronização nativa que mantém os documentos atualizados em tempo real entre diferentes plataformas.
Isso elimina a necessidade de enviar e-mails para si ou usar cabos. Um documento editado no iPhone durante o trajeto para o trabalho, por exemplo, estará automaticamente disponível na versão para Windows ou Mac. Dessa forma, você preserva todas as anotações, marcações e edições de layout feitas anteriormente.
Além disso, uma única licença permite utilizar o serviço em até quatro dispositivos simultaneamente (dois desktops e dois móveis), cobrindo Windows, macOS, iOS e Android sem custos adicionais.
Por que testar o UPDF?
Para o usuário que busca racionalizar o fluxo de trabalho digital, o UPDF atua como uma solução “tudo em um”: remove a barreira entre a leitura passiva e a edição em dispositivos móveis, permitindo resolver pendências complexas — como assinar documentos, corrigir textos ou resumir relatórios via IA — até mesmo sem depender de um computador.
Para experimentar as principais funcionalidades e os recursos de inteligência artificial, você pode fazer o download do UPDF e verificar como a ferramenta se adapta à sua rotina.
Conheça o passo a passo para extrair as transcrições Closed Caption do YouTube (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Há duas formas de baixar legenda de vídeo do YouTube. A primeira é pelo serviço online Download YouTube Subtitles, informando o URL do vídeo para realizar a extração do Closed Caption e, em seguida, selecionar o idioma desejado para baixar o arquivo.
O segundo método é usando a extensão YouTube Subtitle Downloader do Google Chrome. A ferramenta inclui um botão de download diretamente no navegador, agilizando o processo de extração da descrição de áudio do vídeo no YouTube.
Com a legenda baixada, é possível criar transcrições para estudos ou usar editores de vídeo para embutir o texto permanentemente. O arquivo também é útil para ajustar a sincronia do material ou realizar traduções manuais em produções que não possuem legendas nativas.
A seguir, veja o passo a passo para baixar legenda de vídeo do YouTube via serviço online ou extensão do Google Chrome.
Como baixar legendas do YouTube via serviço online
1. Copie o endereço do vídeo do YouTube
Acesse o vídeo do YouTube que você deseja extrair a legenda e clique no botão “Compartilhar”, ícone com seta para direita embaixo do player. Em seguida, na janela pop-up, clique em “Copiar” para salvar o URL na sua área de transferência.
Importante: esse passo a passo também pode ser feito pelo celular.
Copiando o endereço do vídeo do YouTube para a extração da legenda (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Acesse o “Download YouTube Subtitles”
Visite downloadyoutubesubtitles.com, site para baixar legendas do YouTube. Lá, você encontrará as ferramentas para extrair o Closed Caption do vídeo que você copiou o endereço.
Acessando o site Download YouTube Subtitles (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Extraia a legenda do vídeo do YouTube
Cole o endereço copiado do vídeo do YouTube no campo “Digite o URL do YouTube”. Depois, clique em “Obter legendas” para avançar.
Colando o endereço do vídeo do YouTube para obter legendas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Baixe a legenda do vídeo do YouTube
Aguarde a ferramenta realizar o processamento. Em seguida, na seção “Legendas primárias do vídeo”, clique em cima do formato de legenda desejado (SRT, VTT, TXT) para fazer download do arquivo para o dispositivo.
Baixando a legenda do vídeo do YouTube (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Como baixar legendas do YouTube via extensão do Chrome
1. Baixe a extensão YouTube Subtitle Downloader
Abra o navegador Google Chrome e acesse a Chrome Web Store para instalar a extensão YouTube Subtitle Downloader. Então, clique no botão “Usar no Chrome” e em “Adicionar extensão”, na janela pop-up, para baixar a ferramenta.
Instalando a extensão “YouTube Subtitle Downloader” no Google Chrome (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Acesse o YouTube Subtitle Downloader
Acesse o vídeo do YouTube que você deseja fazer download da legenda. Em seguida, clique no ícone do YouTube Subtitle Downloader no campo de extensões, na parte superior direita do Google Chrome.
Abrindo a ferramenta YouTube Subtitle Downloader” no navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Selecione “Abrir painel lateral”
Ao visualizar as opções do YouTube Subtitle Downloader, clique em “Abrir painel lateral” para ver todos os recursos da extensão do Chrome.
Acessando a opção “Abrir painel lateral” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Defina o formato do arquivo da legenda
Clique em cima do botão “Format” para selecionar o formato do arquivo da legenda que você deseja baixar do vídeo do YouTube (SRT, VTT, TXT).
Selecionando o formato do arquivo da legenda (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
5. Faça o download de legenda do YouTube
Após escolher o formato de legenda, clique no botão “Download” para baixar o arquivo de texto com a transcrição do áudio do vídeo do YouTube.
Fazendo download da legenda do YouTube (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Por que não consigo baixar legendas do YouTube?
Há alguns pontos que podem impedir você de extrair a legenda de vídeo do YouTube. Os mais comuns são:
Ausência de Closed Caption: o criador do conteúdo pode ter desativado a função ou simplesmente não gerou as legendas automáticas ao postar o vídeo no YouTube;
Legendas embutidas: se o texto estiver diretamente na imagem do vídeo, ele não existe como arquivo de texto separado para ser baixado;
Restrições de privacidade: vídeos configurados como “Privados” ou com restrição de idade poderm impedir que ferramentas externas acessem os metadados e as trilhas de legenda;
Processamento pendente: em vídeos muito recentes, o YouTube pode ainda não ter finalizado o uso da inteligência artificial para gerar a transcrição automática;
Configuração de idioma: se o idioma do vídeo não for reconhecido claramente pelo algoritmo, a plataforma não disponibiliza o arquivo de legenda para exportação.
Tem como baixar legendas de um vídeo do YouTube sem Closed Caption?
Não dá para fazer download de legendas de um vídeo do YouTube se o material não possuir Closed Caption. É necessário que o conteúdo tenha uma legenda gerada automaticamente ou fornecida pelo criador que enviou o vídeo para a plataforma.
No entanto, é possível usar ferramentas para transcrever vídeos do YouTube e gerar legendas. Extensões para o Chrome ou sites especializados conseguem analisar a faixa sonora para criar um arquivo de texto independente nos formatos SRT ou TXT de forma prática.
Posso baixar um vídeo do YouTube com legenda?
Sim, é possível baixar vídeos do YouTube com legenda desde que ela esteja embutida, ou seja, gravada permanentemente na imagem original. Caso a legenda seja Closed Caption – gerada pela plataforma –, a maioria das ferramentas salvará apenas o arquivo de imagem bruto.
Para obter as legendas opcionais, é necessário baixar o arquivo SRT separadamente e usar um player com suporte para reprodução simultânea. Caso prefira a integração definitiva, é recomendado usar um software de edição para renderizar o texto sobre o vídeo, garantindo a sincronia entre áudio e escrita.
Dinamarqueses adotam apps que indicam produtos estadunidenses (imagem: reprodução/Made O’Meter)Resumo
Aplicativos projetados para identificar se um produto é fabricado nos Estados Unidos chegaram ao topo da lista de mais baixados na App Store da Dinamarca, loja que também atende aos moradores da Groenlândia. Dois aplicativos específicos – o NonUSA e o Made O’Meter – viram sua popularidade explodir nos últimos dias tanto no iPhone quanto no Android.
De acordo com o TechCrunch, o aumento nos downloads acompanha uma reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o país assumir o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.
Apesar do crescimento expressivo, o volume absoluto de downloads na Dinamarca segue relativamente pequeno em comparação com mercados maiores.
Segundo a Appfigures, a App Store do país registra cerca de 200 mil downloads por dia no total, o que permite que aplicativos alcancem rapidamente posições de destaque nos rankings com alguns milhares de instalações.
Como os apps funcionam?
O aplicativo NonUSA, que saltou da 441ª posição para o primeiro lugar na App Store dinamarquesa nesta quarta-feira, funciona como um scanner de bolso. O usuário utiliza a câmera do celular para ler o código de barras de um item no supermercado e o sistema informa a origem do produto, sugerindo alternativas locais para evitar a compra de mercadorias americanas.
A outra ferramenta, chamada de Made O’Meter, entrou para o top 5 da Apple e tem um funcionamento similar: o software ajuda o consumidor a filtrar suas compras com base no país de fabricação, incentivando a escolha de produtos que não enviem receitas para os Estados Unidos.
Segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures, a média diária de downloads combinados desses aplicativos aumentou 867% (cerca de 9,7 vezes) nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior.
Apps como o NonUSA explodiram na última semana (imagem: reprodução/Appfigures)
Entretanto, o jornal Economic Times aponta que o boicote não se limita a produtos físicos. Consumidores dinamarqueses e groenlandeses também estariam cancelando viagens aos Estados Unidos e assinaturas de serviços digitais sediados no país, como a Netflix.
Além disso, o próprio país vem tentando substituir tecnologias estrangeiras. Em junho de 2025, Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou que o Estado passaria a utilizar soluções de código aberto em substituição às plataformas da Microsoft.
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
PowerToys 0.97 introduz função CursorWrap, que facilita uso do mouse em telas grandes;
Paleta de Comandos agora permite personalização de plano de fundo e da ordem dos itens de fallback;
Também há novidades em funções como Modo Claro e Colar Avançado.
O “canivete suíço” do Windows ganhou mais uma versão. O PowerToys 0.97 melhora uma de suas funções mais importantes: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos e outros recursos. Mas também traz uma ferramenta nova, chamada CursorWrap, que melhora o uso do mouse por quem tem uma tela grande.
A Paleta de Comandos dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins, sendo tão versátil que pode até substituir o Menu Iniciar. Para usá-la, tudo o que você precisa fazer é acionar o atalho de teclado Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.
O PowerToys 0.97 permite que você personalize a Paleta de Comandos selecionando um plano de fundo e até definindo um padrão de cores a partir da área de configurações do recurso. Como essa é uma ferramenta que pode entrar para a rotina do usuário, faz sentido permitir que ela tenha um toque pessoal.
Também há uma novidade funcional: agora é possível personalizar a ordem dos itens de fallback, que aparecem nos resultados de pesquisa quando o que você procura não é encontrado com precisão.
Para completar, agora é possível usar a Paleta de Comandos para acessar diretamente os vários recursos do próprio Microsoft PowerToys.
Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E o que é o CursorWrap do PowerToys?
O CursorWrap é uma novidade útil para quem trabalha com uma tela grande. Com ela, você não precisa arrastar o cursor do mouse de uma extremidade à outra do monitor.
Se o cursor estiver no lado esquerdo da tela, por exemplo, você só precisa arrastá-lo até a borda esquerda que ele aparecerá, automaticamente, no lado direito. No vídeo abaixo, é possível ver uma demonstração disso a partir de 1:20:
O recurso também funciona transferindo o cursor da borda superior para a inferior e vice-versa.
O que mais há de novo no PowerToys 0.97?
Toda nova versão do PowerToys traz vários pequenos melhoramentos. Não é diferente na versão 0.97. Entre as demais pequenas novidades, estão:
Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95 e melhorado no PowerToys 0.96, o recurso agora pode ser ajustado para seguir as configurações de Luz Noturna do Windows;
Acesso Rápido: esse menu ficou independente, não estando mais vinculado à área de configurações, razão pela qual carrega mais rapidamente;
Colar Avançado: essa função agora mostra uma prévia dos valores de cores HEX, bem como suporta a entrada de imagens para transformações de IA;
Linha de Comando (LCI): recursos como FancyZones, File Locksmith e Redimensionador de Imagem agora podem ser controlados por linha de comando.
Como obter o PowerToys 0.97?
O PowerToys 0.97 pode ser baixado via GitHub, gratuitamente. Nessa página, você só precisa escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).
Vale destacar que, apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.97 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.
Nova versão do "canivete suíço" do Windows permite personalizar visual da Paleta de Comandos e traz ferramenta que facilita uso do mouse em telas grandes.
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Bloco de Notas (Notepad) do Windows 11 começa a suportar tabelas simples;
Textos com tabelas devem ser salvos em formato markdown (MD) devido à falta de suporte a formatação em TXT;
Função de tabelas requer versão 11.2510.6.0 ou superior do Bloco de Notas para Windows 11.
Em novembro de 2025, a Microsoft começou a testar uma função que adiciona tabelas a textos editados no Bloco de Notas (Notepad) do Windows 11. Depois dessa fase de testes, a novidade começou a ser liberada para todos os usuários do sistema operacional, embora de modo progressivo.
É possível inserir uma tabela a partir de um botão correspondente na barra de formatação do Bloco de Notas, na parte superior do editor. Ali, você pode definir a quantidade de colunas e linhas da tabela simplesmente selecionando um conjunto de células.
No menu do mesmo botão, também é possível clicar em “Inserir tabela” e informar o número de colunas e linhas desejado na janela que abrir.
Depois que a tabela é criada, basta clicar nela com o botão direito do mouse e escolher a opção “Editar tabela” para adicionar ou excluir linhas e colunas. Essa opção também aparece quando a tabela é selecionada e o botão correspondente na barra superior é pressionado novamente.
Função de inserção de tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Já os textos inseridos na tabela podem ser formatados para ficar em negrito ou itálico, por exemplo, bem como serem transformados em links.
Tradicionalmente, o Bloco de Notas salva os textos gerados pelo usuário em TXT. Mas, como esse é um formato de texto simples, sem suporte a recursos de formatação e a elementos complementares, os arquivos que tiverem tabela precisam ser salvos como markdown (extensão MD).
Como arquivos markdown também são leves, acaba não havendo problemas de desempenho com essa abordagem. Aliás, a própria função de tabelas não parece afetar o desempenho geral do Notepad, o que é um alívio para quem temia que o acréscimo de funcionalidades na ferramenta a tornasse pesada.
Que fique claro, porém, que o novo recurso funciona apenas para criação de tabelas simples, não suportando inserção de fórmulas, por exemplo, até porque não estamos tratando de uma função de planilhas.
Edição de tabela no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando a função de tabelas chega ao Bloco de Notas?
A função de tabelas requer o Bloco de Notas 11.2510.6.0 ou superior para Windows 11. Essa versão do editor de textos começou a ser liberada em novembro do ano passado para participantes do programa de testes Windows Insider, nos canais Canary e Dev.
Mas veículos como o Windows Latest relatam que o Bloco de Notas 11.2510.x.x começou a ser liberado, nesta semana, para usuários finais do Windows 11. Como de hábito, essa liberação tem sido feita de modo progressivo. Ainda pode levar alguns dias para a novidade chegar ao seu PC, portanto.
O XAML Studio (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft liberou código-fonte do XAML Studio sob licença MIT e integrou-o à .NET Foundation;
O XAML Studio 2.0, com lançamento previsto para 2026, terá interface baseada em Fluent UI e novos recursos como painel de propriedades e “Adorners”;
Microsoft já abriu código de outros softwares, incluindo o MS-DOS 4.0 e o Windows Subsystem for Linux.
A Microsoft voltou a flertar com o universo do código aberto. A mais recente iniciativa da companhia nesse sentido envolve o XAML Studio: essa ferramenta de desenvolvimento visual de interfaces teve seu código-fonte liberado pela companhia sob uma licença MIT.
O XAML Studio foi lançado há oito anos como um ambiente para desenvolvimento de interfaces de software que têm, como o próprio nome indica, origem na linguagem de marcação XAML (Extensible Application Markup Language).
Baseada em XML, a linguagem XAML facilita a criação de interfaces gráficas de usuário, principalmente em aplicações desenvolvidas via tecnologias .NET para sistemas Windows.
Não por acaso, além de ter seu código-fonte liberado sob licença MIT, o XAML Studio passou a fazer parte da .NET Foundation, organização criada em 2014 que visa promover iniciativas abertas em .NET.
Liberar código do XAML Studio estava nos planos desde o começo
Michael Hawker, engenheiro de software na Microsoft, explicou no blog de desenvolvedores para companhia que, desde o início do projeto, havia planos de transformar o XAML Studio em uma ferramenta de código aberto.
O engenheiro não explicou o porquê de a liberação ter sido feita depois de oito anos de projeto, mas é provável que a Microsoft tenha esperado a ferramenta alcançar um grau estável de desenvolvimento.
Neste ponto, é importante destacar que a versão estável atual do XAML Studio é a 1.1. Mas o XAML Studio 2.0 já está em uma etapa avançada de desenvolvimento e deverá ser liberado oficialmente ainda em 2026.
Como grande destaque, o XAML Studio 2.0 promete trazer uma interface mais moderna, baseada em Fluent UI, conceito de design da Microsoft que favorece aspectos como acessibilidade, usabilidade e padronização visual.
Ainda de acordo com a companhia, outros recursos esperados na nova versão incluem painel de propriedades com navegação em árvore, gerenciamento visual de estados e edição de propriedades em um só lugar, além de uma função de nome Adorners que permite ao desenvolvedor trabalhar com limites de elementos e camadas mais precisos.
Interface do XAML Studio 2.0, ainda em desenvolvimento (imagem: reprodução/Microsoft)
Outras iniciativas de código aberto da Microsoft
Vale destacar que a Microsoft já tem um histórico de softwares cujo código-fonte foi liberado para uso público e geral. Entre eles estão:
Opera One R3 é o novo navegador principal da empresa (imagem: divulgação)Resumo
Opera One R3 estreia uma IA contextual que considera a aba ativa e funciona com vídeos do YouTube.
O novo navegador principal da empresa melhora a organização de abas e expande o modo de tela dividida.
Ele também adiciona novos temas dinâmicos, incluindo colaboração com o Spotify, e agora permite acessar Google Calendário e Gmail na barra lateral.
A Opera lança, nesta quinta-feira (15/01), o Opera One R3, nova versão do seu navegador principal. A grande novidade é que a inteligência artificial do browser, agora baseada na arquitetura agêntica do Opera Neon, passa a responder com base na aba ativa, com suporte direto a vídeos do YouTube.
O navegador também melhora recursos de organização de abas e expande o modo de tela dividida, com novas opções de personalização visual e sonora.
IA que entende o contexto da aba
Navegador expande o recurso de tela dividida (imagem: divulgação)
A inteligência artificial integrada ao navegador foi reformulada. Segundo a Opera, a nova versão da IA está até 20% mais rápida e responde considerando o contexto da aba ativa ou da ilha de abas. Isso deve reduzir o risco de misturar informações de temas diferentes.
O recurso também passou a funcionar com vídeos do YouTube: agora é possível pedir resumos, localizar trechos específicos ou esclarecer pontos do conteúdo assistido.
Para quem não quiser, é possível desativar a IA diretamente na interface de chat.
Novos temas e colaboração com o Spotify
Tema Sonic reage à música reproduzida no player do navegador (imagem: divulgação)
Para personalização, o Opera One R3 adiciona três novos temas dinâmicos:
Radiance (modo escuro);
Orbit (modo claro);
Sonic, criado em parceria com o Spotify, que reage à música reproduzida no player do navegador e adapta o visual ao ritmo da trilha sonora.
O que mais dá para fazer com o Opera One R3?
Barra lateral do Opera One R3 tem acesso integrado ao Google Calendário e Gmail (imagem: divulgação)
A nova versão do navegador permite:
organizar abas automaticamente por contexto com Ilhas de Abas, agora com cores e nomes personalizados;
utilizar tela dividida com até quatro abas simultâneas, em diferentes layouts;
acessar Gmail e Google Calendário diretamente pela barra lateral.
A Opera também anunciou que não existirá mais um navegador beta separado. A partir de agora, usuários interessados em testar recursos experimentais podem ativar o modo Early Bird dentro do próprio Opera One R3.
Apple expande portfólio de serviços pagos com o Creator Studio (imagem: divulgação)Resumo
Apple lançou o Creator Studio, um plano de assinatura com os apps de criação da empresa.
O pacote inclui Final Cut Pro, Logic Pro e Pixelmator Pro para Mac e iPad, além de Motion, Compressor e MainStage para Mac.
No Brasil, o preço será de R$ 39,90 mensais, disponível para contratação em 28 de janeiro; estudantes e educadores têm preços reduzidos.
A Apple anunciou nesta terça-feira (13/01) o Creator Studio, uma nova assinatura que concentra os principais aplicativos de criação da empresa. A proposta é oferecer ferramentas profissionais para vídeo, áudio e design por um valor mensal mais acessível, todas disponíveis no mesmo pacote, ampliando o alcance para criadores independentes, estudantes e profissionais que já usam Mac, iPad e iPhone.
O serviço estará disponível na App Store em 28 de janeiro, com a possibilidade de um mês de teste gratuito. No Brasil, a assinatura vai custar R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Estudantes e educadores pagam valores reduzidos: R$ 14,90 por mês ou R$ 149 anuais.
O que vem no Apple Creator Studio?
Assinatura custará R$ 39,90 por mês (imagem: reprodução)
O pacote dá acesso aos programas Final Cut Pro, Logic Pro e Pixelmator Pro, tanto no Mac quanto no iPad. Já o Motion, o Compressor e o MainStage ficam restritos ao Mac.
Além disso, a Apple incluiu recursos inteligentes e conteúdos premium nos aplicativos Keynote, Pages e Numbers, disponíveis no iPhone, iPad e Mac. O Freeform também receberá esses novos recursos posteriormente.
Segundo a empresa, a ideia é integrar criação visual, edição de áudio e produção gráfica em um fluxo contínuo. No comunicado oficial, o vice-presidente sênior de software e serviços de internet da Apple, Eddy Cue, afirmou que essa é uma maneira “flexível e acessível de começar a usar uma coleção poderosa de aplicativos criativos”.
Apesar do foco na assinatura, a Apple mantém a opção de compra avulsa no Mac. Final Cut Pro, Logic Pro, Pixelmator Pro, Motion, Compressor e MainStage continuam disponíveis como pagamento único na Mac App Store. No iPad, porém, esses aplicativos passam a existir apenas dentro do plano.
Apple vs Adobe vs Affinity
Apple Creator Studio reforça a estratégia de integração (imagem: divulgação)
A comparação com a Adobe é inevitável, já que a dona do Photoshop e Illustrator abandonou licenças perpétuas em 2013 e migrou totalmente para assinaturas. A Apple entra na competição por receitas recorrentes, mas, por enquanto, adota uma abordagem mais flexível, sem eliminar o modelo tradicional no Mac.
A Adobe ainda é líder no segmento profissional, mas perdeu popularidade desde a chegada da Affinity. Em novembro, em meio ao crescimento da rival do Canva no Brasil, a Adobe reduziu os preços do Creative Cloud por aqui.
A Apple parece ter percebido o cenário de disputa e decidiu entrar na briga. Outro ponto relevante do novo plano de assinatura é a chegada do Pixelmator Pro ao iPad pela primeira vez, após a aquisição do aplicativo pela empresa em 2024. A versão foi redesenhada para uso com toque e Apple Pencil.
Os apps Pages, Numbers e Keynote continuam gratuitos em suas funções básicas, mas novos templates, bibliotecas de mídia e recursos baseados em inteligência artificial agora ficarão restritos aos assinantes do Apple Creator Studio.
Microsoft Lens no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft Lens para Android e iPhone será totalmente descontinuado em março de 2026;
Companhia não forneceu explicações públicas sobre a decisão, mas sugere uso do aplicativo OneDrive como alternativa;
App do OneDrive tem recurso de digitalização integrado, permitindo capturar e salvar documentos.
O Microsoft Lens para Android e iPhone vai mesmo ser descontinuado. A ferramenta, que permite digitalizar rapidamente documentos capturados com a câmera do celular, teve seu processo de encerramento iniciado no último dia 9. O fim propriamente dito está marcado para março de 2026.
A ferramenta foi mantida após esse prazo, alimentando a esperança de uma mudança de planos. Mas tratava-se apenas de um adiamento e, consequentemente, de um reajuste de cronograma. Ficou assim, de acordo com esta página de suporte:
9 de janeiro de 2026: o processo de descontinuação do Microsoft Lens tem início;
9 de fevereiro de 2026: fim do suporte ao Microsoft Lens; remoção do aplicativo na App Store e na Google Play Store;
9 de março de 2026: o app do Microsoft Lens não digitalizará mais imagens, apenas dará acesso às digitalizações realizadas antes dessa data.
Por que o Microsoft Lens está sendo descontinuado?
Lançado em 2015 sob o nome Office Lens, o Microsoft Lens tem notas altas nas lojas de aplicativos. Apesar disso, a ferramenta não é, exatamente, popular. Talvez essa constatação tenha pesado para a Microsoft decidir pelo fim do aplicativo.
O “talvez” deve-se ao fato de a companhia não ter dado explicações públicas sobre a decisão. Mas pelo menos a Microsoft sugeriu uma alternativa: o aplicativo do OneDrive, que tem um recurso de digitalização integrado. Eis o passo a passo para o seu uso:
abra o aplicativo do OneDrive em seu celular (Android ou iPhone);
toque no botão ”+” no canto inferior do app;
escolha “Digitalizar foto” e capture a imagem do documento com a câmera do aparelho;
Se o resultado agradar, salve o arquivo para finalizar.
Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)Resumo
Brave reduziu consumo de RAM de seu adblock usando linguagem Rust e padrão de serialização FlatBuffers;
Economia média de 45 MB de memória impacta positivamente desempenho e consumo de energia em dispositivos móveis e PCs;
Atualização também envolveu otimização do gerenciamento de memória e compartilhamento de recursos entre as instâncias do bloqueador de anúncios.
Apesar de não ser muito popular, o Brave tem uma legião de fãs por, entre outras razões, ter um bom bloqueador de anúncios (adblock) nativo. Mas manter essa ferramenta ativada sem prejudicar o desempenho geral do navegador é um desafio. Nesta semana, a Brave Software explicou como faz isso.
De acordo com os engenheiros de software que trabalham no navegador, o ponto de partida foi o uso de Rust no desenvolvimento do bloqueador de anúncios. Trata-se de uma linguagem de programação moderna e que, como tal, se destaca por favorecer os aspectos da segurança e do desempenho.
Em 2025, o adblock do navegador foi reformulado de modo a reduzir o seu consumo de memória em até 75%. Na prática, o que se viu foi uma redução de cerca de 45 MB no uso de memória pelo Brave em todas as suas versões (Android, iOS e desktops), com esse número podendo ser maior para usuários que têm listas adicionais de bloqueio de anúncios ativadas.
Parece pouco, mas esse patamar foi suficiente para otimizar o desempenho do navegador como um todo e, de modo complementar, reduzir o seu consumo de energia. Também acaba sobrando mais memória para outros softwares, é claro.
Brave com menos uso de memória RAM à direita (imagem: reprodução/Brave)
Como a Brave conseguiu otimizar o seu adblock?
Além do uso de Rust, uma medida que permitiu o uso mais eficiente de memória pelo Brave foi a implementação de FlatBuffers no bloqueador de anúncios, um padrão criado inicialmente pelo Google que permite que dados sejam serializados (transformados em uma estrutura linear).
Isso permite que esses dados sejam acessados sem ter que passar por descompactação ou análise prévia, por exemplo. Os desenvolvedores da Brave explicam que aproximadamente 100.000 filtros de bloqueio de anúncios foram migrados para essa abordagem e, com isso, agora podem ser acessados de modo mais eficiente.
Entre as outras medidas está a otimização do gerenciamento de memória, que resultou em uma redução de 19% nas alocações e de 15% no tempo de compilação, além do compartilhamento de recursos entre as instâncias do adblock.
Microsoft agora prioriza o nome Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Um banner no site office.com gerou confusão sobre a mudança de nome do Microsoft Office para Microsoft 365 Copilot.
A marca Office continua ativa, e a alteração refere-se ao app lançado em 2019 como portal de acesso, que se tornou Microsoft 365 Copilot em 2025.
Microsoft 365 é um serviço de assinatura, enquanto o Office 2024 é uma versão de compra única; o Microsoft 365 Copilot unifica o acesso a eles.
A Microsoft desencadeou, na primeira semana de 2026, uma confusão sobre a identidade do Office. Usuários no Reddit e no X/Twitter sugeriram em posts que o pacote Microsoft Office teria sido renomeado para Microsoft 365 Copilot, confusão que começou com um banner no domínio office.com.
Ao acessar o site, consumidores e clientes corporativos são recepcionados com um aviso que identifica a plataforma como “aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office)”.
Para quem não acompanha as transições recentes da companhia, a frase sugere que o conjunto de ferramentas — que inclui Word, Excel e PowerPoint — teria abandonado o nome utilizado globalmente há décadas em favor da nova nomenclatura focada em IA.
Microsoft Office vai deixar de existir?
Marca Copilot agora chega ao site office.com (imagem: reprodução/Microsoft)
A resposta curta é não. Apesar da comunicação vaga no site, a marca Microsoft Office continua sendo utilizada para identificar produtos específicos e importantes no portfólio da gigante de Redmond. O Microsoft Office 2024, por exemplo, ainda está disponível para quem não quer aderir ao modelo de assinatura.
O que ocorreu, na realidade, foi uma transição de identidade em um software específico: o “aplicativo Office”. Este software foi lançado em 2019 para servir como um hub ou portal de entrada.
A ideia era fazer o usuário ter um único local para acessar as versões online dos editores de texto, planilhas e apresentações, além de visualizar documentos recentes salvos no OneDrive, tanto em dispositivos móveis quanto no Windows.
Em 2022, esse hub passou por sua primeira grande mudança: foi renomeado para “Microsoft 365”. Mais recentemente, em novembro de 2024, a Microsoft anunciou que o mesmo aplicativo passaria a se chamar “Microsoft 365 Copilot”.
Essa mudança foi consolidada globalmente em 15 de janeiro de 2025 para usuários de Windows, iOS e Android. Portanto, a mensagem “anteriormente Office” no site refere-se exclusivamente a este portal de acesso e não à suíte de aplicativos ou aos planos de assinatura como um todo.
Vale mencionar que o pacote de serviços por assinatura, que é o carro-chefe da empresa, também permanece sob a marca Microsoft 365 desde 2020 e não sofreu alteração.
Microsoft 365 é assinatura; Office 2024, compra única
No caso do Office, a Microsoft não forneceu uma declaração oficial. Mas, para simplificar, a divisão de produtos fica assim no cenário atual: Microsoft 365 é o serviço focado na nuvem e assinatura, e o Office 2024 é a versão independente de compra única. O novo Microsoft 365 Copilot é o aplicativo que unifica o acesso a todos esses serviços.
Função permite bloquear o computador à distância (imagem: reprodução/Windows Latest)Resumo
O aplicativo Link to Windows agora permite bloquear o Windows 11 remotamente pelo Android.
A atualização inclui transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência entre dispositivos.
Informações do PC, como bateria e Wi-Fi, também são exibidas em tempo real no app.
A integração entre Android e Windows 11 ganhou um reforço importante. A Microsoft começou a liberar uma atualização que permite bloquear remotamente o computador usando o celular, além de adicionar novos recursos de transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência.
As novidades fazem parte de uma atualização do aplicativo Link to Windows para Android, que funciona em conjunto com o Phone Link no PC. Segundo o Windows Latest, a liberação começou a ocorrer na segunda semana de dezembro e está sendo feita através da atualização mais recente do app.
Bloquear o PC virou tarefa do celular
Android agora pode bloquear o Windows 11 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
A principal novidade é a possibilidade de bloquear o Windows 11 diretamente pelo smartphone. A atualização adiciona um botão de destaque no app para Android que, ao ser acionado, bloqueia o computador em poucos segundos, mesmo que o usuário esteja longe da máquina.
Além disso, o aplicativo passa a exibir informações básicas do PC em tempo real, como o nível de bateria em notebooks e a intensidade do sinal de Wi-Fi. Esses dados são atualizados automaticamente em intervalos curtos e ajudam a acompanhar o status do computador à distância.
Outro recurso que chega com a atualização é um painel de atividades recentes. Ele reúne arquivos e links compartilhados entre os dispositivos, facilitando o acesso rápido ao que foi transferido ou copiado recentemente.
App Link to Windows agora tem opção “Lock PC” (imagem: reprodução/Windows Latest)
O que mais muda na integração entre Android e Windows?
A comunicação entre celular e PC também ficou mais completa em outras frentes. Agora, usuários podem enviar arquivos do Android para o Windows e fazer o caminho inverso, diretamente do computador para o smartphone, sem depender de serviços externos.
O compartilhamento da área de transferência foi ampliado. Textos e imagens copiados em um dispositivo podem ser colados no outro automaticamente, o que reduz etapas no fluxo de trabalho. O espelhamento da tela do celular no PC também ganhou um botão dedicado, tornando o acesso mais rápido.
Essas funções já haviam aparecido em testes e em versões beta do aplicativo, mas agora começam a chegar à versão estável para o público geral. Ainda assim, como ocorre em outras liberações do tipo, pode levar algum tempo até que todos os usuários recebam os novos recursos.
Para verificar se a atualização já está disponível, é preciso acessar as configurações do Android, entrar em “Recursos avançados”, tocar em “Link to Windows” e, no menu de três pontos, selecionar “Sobre o Link to Windows” para checar se há uma nova versão.
Meta transforma aplicativo nativo em um “web wrapper” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp para Windows agora usa um web wrapper baseado em WebView2, aumentando o consumo de RAM em até sete vezes em uso intenso.
A nova versão unifica o código com o WhatsApp Web, acelerando atualizações e mudanças na interface gráfica.
A mudança afeta principalmente computadores com menos de 16 GB de RAM, causando lentidão.
O WhatsApp está realizando uma profunda mudança no aplicativo para Windows. A versão Desktop passou a mostrar avisos de que a conta foi desconectada. Na sequência, segundo relatos na internet, o usuário é direcionado para o download de uma nova versão do WhatsApp Desktop que ficou famosa por causa das muitas críticas.
Essa atualização substitui o software por um web wrapper, ou seja, um programa que repete o funcionamento de uma aba do navegador aberta no WhatsApp Web e que consome mais recursos de hardware. Ela utiliza a tecnologia WebView2, baseada no motor Chromium do Microsoft Edge, uma estratégia que permite à Meta liberar atualizações com mais facilidade.
7 vezes mais RAM
A principal diferença técnica reside na forma como o aplicativo gerencia a memória. Enquanto aplicativos nativos são otimizados para se comunicarem diretamente com as APIs do sistema operacional, a nova versão baseada em WebView2 funciona como uma aba de navegador dedicada, conforme explicamos acima. Isso exige a execução de mais processos para renderização gráfica, controle de rede e armazenamento.
Análises técnicas realizadas pelo portal Windows Latest indicaram que o novo aplicativo pode consumir até sete vezes mais memória RAM em cenários de uso intenso. Testes anteriores já apontavam um consumo de cerca de 30% mais recursos, dividindo a execução em diversos sub-processos como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “Crashpad”.
Mudança faz mensageiro rodar sobre a base do Chromium (imagem: reprodução/Windows Latest)
Para computadores mais potentes e equipados com pelo menos 16 GB de memória RAM, a mudança pode passar despercebida. No entanto, para máquinas antigas com especificações modestas ou para usuários que mantêm softwares pesados abertos simultaneamente, a transição pode resultar em lentidão no sistema.
O que muda no WhatsApp para Windows?
Uma vantagem do novo app é a paridade de recursos. O WhatsApp Web costuma receber novidades — como atualizações nos Canais, Status e ferramentas de Comunidade — com mais agilidade do que as versões desktop. Ao unificar o código, a empresa elimina a necessidade de adaptar cada nova função para linguagens de programação diferentes, acelerando o ciclo de desenvolvimento.
A interface gráfica também sofreu alterações. A estética, que antes seguia elementos visuais do Windows 10 e 11, agora apresenta um design mais genérico, idêntico ao visualizado no Chrome ou Edge.
Novidade promete agilizar a chegada de recursos exclusivos (imagem: reprodução/Windows Latest)
A decisão da Meta marca uma inversão curiosa de postura. Até pouco tempo, a página de suporte da empresa destacava a superioridade dos aplicativos nativos, afirmando que as versões para Windows e Mac ofereciam “maior desempenho e confiabilidade”. Esse texto foi removido recentemente, dando lugar a uma lista genérica de funcionalidades.
Até o momento, a mudança parece restrita ao Windows. Não há confirmação se a versão para macOS seguirá o mesmo caminho.
Discord está reiniciando o app automaticamente em situações específicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Discord implementou um reinício forçado do aplicativo no Windows quando o uso de RAM ultrapassa 4 GB para evitar travamentos.
A medida é temporária e ocorre no máximo uma vez por dia, preservando rascunhos de mensagens e canais abertos.
Desde outubro, o Discord afirma ter corrigido dez falhas de memória, colaborando com fabricantes de hardware e responsáveis por drivers.
Após usuários do Discord no Windows 11 notarem que o aplicativo vem reiniciando sozinho, a empresa se pronunciou confirmando que o comportamento não se trata de um erro: é parte de um mecanismo temporário criado para evitar travamentos provocados por consumo excessivo de memória RAM.
A medida vem sendo aplicada nas últimas semanas e funciona como uma espécie de “freio de emergência”: quando o cliente ultrapassa 4 GB de uso de RAM, o programa é encerrado e iniciado novamente. O Discord não informou quando pretende desativar esse sistema provisório, apenas que ainda está concentrado em corrigir as lacunas que fazem o app consumir mais recursos do que deveria.
Reinício é intencional
Segundo a empresa, o aplicativo normalmente deveria operar abaixo de 1 GB de memória. No entanto, há tempos clientes sofrem com vazamentos de RAM, travamentos e outros comportamentos que elevam o consumo muito acima do esperado.
O Discord passou a reiniciar automaticamente o app em situações bem específicas para diminuir esse impacto sobre o sistema. Para isso, o app precisa estar ocioso, sem chamadas em andamento e ter sido mantido aberto por pelo menos uma hora. A empresa também afirma que o procedimento ocorre no máximo uma vez por dia e conserva rascunhos de mensagens e canais já abertos.
Discord tem reiniciado para diminuir o consumo no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A companhia garante que, desde outubro, corrigiu ao menos dez falhas relacionadas à memória, reduzindo o consumo para parte significativa dos usuários e adicionando novas ferramentas de diagnóstico. A equipe também vem colaborando com fabricantes de hardware e responsáveis por drivers para eliminar problemas em nível de sistema operacional.
Parte da comunidade atribui essas dificuldades ao uso do Electron, estrutura que permite criar aplicativos desktop a partir de tecnologias web. Como o Discord funciona essencialmente como mais uma janela do Google Chrome — cada servidor se comportando como uma aba isolada —, o consumo de RAM tende a ser maior do que em softwares desenvolvidos de forma nativa. Plataformas como Microsoft Teams, Slack e Twitch também dependem do Electron.
Microsoft Teams para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft promete melhorar desempenho do Teams no Windows em 2026, reconhecendo problemas de lentidão;
Empresa planeja implementar um processo secundário para otimizar o uso de recursos e melhorar a experiência de reuniões;
Implementação do novo processo começará em janeiro de 2026, com conclusão prevista para fevereiro.
O Microsoft Teams é lento em seu computador? Saiba que não é só você que tem esse problema. Recentemente, a Microsoft reconheceu que a ferramenta tem gargalos importantes e prometeu melhorar o desempenho da versão para Windows já no começo de 2026.
Queixas sobre o desempenho do Microsoft Teams existem há bastante tempo, mas ficaram um pouco mais frequentes depois que o Skype foi descontinuado. Não são raros os casos de pessoas que recorreram ao Teams como alternativa ao Skype e estranharam a ferramenta, seja por causa de sua dinâmica de uso diferente, seja pela percepção de lentidão.
Até o momento, não há nada indicando que a interface ou funcionalidades do Teams irão mudar no curto prazo. Mas, ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que está trabalhando em uma abordagem capaz de melhorar o desempenho da ferramenta como um todo.
Para tanto, a companhia está testando a execução de um processo secundário, de nome ms-teams_modulehost.exe, que rodará de modo simultâneo ao executável ms-teams.exe, que consiste no módulo principal do Microsoft Teams.
Basicamente, o ms-teams_modulehost.exe ficará responsável por executar as operações de chamadas ao sistema da ferramenta. Enquanto isso, o ms-teams.exe continuará responsável por atividades ligadas a mensagens, interface e afins. “Essa alteração otimiza o uso de recursos e aprimora a experiência de reuniões”, afirma a empresa.
Em linhas gerais, os usuários poderão esperar que tanto o desempenho geral quanto o tempo de inicialização do Microsoft Teams fiquem mais rápidos. Isso porque o processo adicional deverá otimizar o consumo de memória RAM pela ferramenta, que é justamente o seu maior problema.
Microsoft Teams para PC (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando a mudança no Microsoft Teams será implementada?
A Microsoft pretende implementar o novo processo secundário do Teams a partir de janeiro de 2026 para todos os usuários da ferramenta em sistemas operacionais Windows.
Contudo, a migração completa para a nova abordagem só deverá ser concluída em fevereiro do próximo ano. Fiquemos de olho.
Retrospectiva de 2025 do Google Fotos ganhou novas funções (imagem: reprodução/Google)Resumo
Google Fotos lançou a retrospectiva 2025 com contagem de selfies e opção para ocultar pessoas ou imagens.
A retrospectiva agora possui integração com o CapCut, permitindo edição e personalização de vídeos.
A nova versão segue o formato de resumos personalizados, com gráficos e destaques visuais.
A retrospectiva anual do Google Fotos começou a ser liberada nesta quarta-feira (03/12), com novidades que deixam o recurso mais próximo da experiência do Spotify Wrapped, também liberado hoje.
Agora, o recap inclui novos tipos de dados sobre o uso do aplicativo, integrações extras para edição de conteúdo e controles que permitem ao usuário decidir o que deve — ou não — aparecer no compilado antes de compartilhá-lo com amigos e redes sociais.
A apresentação segue o formato que o Google adotou em 2024, com gráficos, destaques visuais e pequenos resumos sobre hábitos fotográficos ao longo do ano. O recap ficará disponível no carrossel de Memórias do Google Fotos e permanecerá fixada na aba Coleções durante todo o mês de dezembro.
O que há de novo?
Google Fotos ampliou recursos de compartilhamento (gif: reprodução/Google)
A grande novidade é a contagem de selfies. O Google afirma que o recurso utiliza reconhecimento facial para identificar quantas fotos o usuário tirou de si mesmo ao longo do ano. O recap de 2025 também permite ocultar pessoas específicas, imagens isoladas ou categorias inteiras antes de gerar o compilado final.
Depois de ajustar esses filtros, o usuário pode recriar a retrospectiva com a nova seleção, garantindo um resultado mais coerente para compartilhar ou simplesmente guardar.
A etapa de compartilhamento também ganhou um reforço: ao final do recap, aparece um carrossel com vídeos curtos e colagens montadas automaticamente pelo app, pensado para facilitar a publicação em redes sociais ou em grupos no mensageiro. Há, ainda, uma opção direta para publicar a retrospectiva no status do WhatsApp.
Nova integração com o CapCut
Outra novidade relevante é a integração com o CapCut — editor de vídeo popular entre criadores de conteúdo. Ao tocar no botão “Editar com CapCut” ao final da retrospectiva, o usuário exporta toda a apresentação para o aplicativo, que passa a oferecer modelos exclusivos do Google Fotos para facilitar a personalização.
A ideia é permitir ajustes rápidos, como troca de trilha sonora, cortes mais dinâmicos ou efeitos adicionais antes de postar o material.
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)Resumo
John Giannandrea deixou o cargo de vice-presidente sênior de Aprendizado de Máquina e Estratégia de IA da Apple.
Ele será substituído pelo ex-Microsoft e Google Amar Subramanya, que reportará diretamente a Craig Federighi.
Segundo a Bloomberg, a saída de Giannandrea ocorre devido a atrasos na atualização da Siri.
A Apple anunciou que John Giannandrea, vice-presidente sênior de Aprendizado de Máquina e Estratégia de IA, está deixando o cargo. O executivo passará a atuar como consultor da empresa durante um período de transição até se aposentar oficialmente na primavera de 2026 (outono no Brasil).
A companhia contratou Amar Subramanya como o novo vice-presidente de Inteligência Artificial. Diferente de Giannandrea, que respondia diretamente a Tim Cook, Subramanya reportará a Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software.
A reestruturação ocorre em um momento delicado para a gigante de Cupertino na área de IA, que enfrenta desafios para emplacar a plataforma Apple Intelligence e cumprir os prazos de atualização da assistente virtual Siri. O sistema foi apresentado inicialmente durante a WWDC de 2024, quando a linha principal da empresa ainda era o iPhone 15.
Reestruturação e nova liderança
Apple reestrutura divisões de desenvolvimento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A saída de Giannandrea desencadeou uma divisão nas responsabilidades de sua antiga equipe. Segundo o comunicado oficial da Apple, o novo contratado, Amar Subramanya, liderará áreas críticas como pesquisa em machine learning e avaliação de segurança de IA.
Subramanya traz no currículo uma passagem recente como vice-presidente corporativo de IA na Microsoft e uma longa carreira de 16 anos no Google, onde chefiou a engenharia do Gemini Assistant.
O restante da organização que estava sob o guarda-chuva de Giannandrea será redistribuído. Parte das equipes passará a responder a Sabih Khan (Diretor de Operações) e Eddy Cue (vice-presidente sênior de Serviços), alinhando-se a departamentos com funções similares dentro da empresa.
Tim Cook cansou dos atrasos na Siri?
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)
Embora a Apple trate a saída como uma aposentadoria planejada, apuração da Bloomberg indica que a gestão de Giannandrea foi marcada por turbulências. Sob a liderança dele, a equipe de IA da Apple chegou atrasada à corrida da IA generativa (dois anos após o lançamento do ChatGPT) e entregou uma plataforma considerada inferior às concorrentes.
O maior problema é o desenvolvimento da Siri. Originalmente planejada para ser lançada em meados deste ano, a atualização que tornaria a assistente mais inteligente e personalizada foi adiada para 2026.
Segundo a Bloomberg, esse atraso fez com que Tim Cook perdesse a confiança na capacidade de gestão de Giannandrea e o desenvolvimento da Siri já teria sido passado para o time de Federighi.
Em nota oficial, Tim Cook agradeceu o trabalho do executivo que está de saída. “Somos gratos pelo papel que John desempenhou na construção e avanço do nosso trabalho de IA”, afirmou o CEO.
Sobre a nova fase, Cook reforçou o papel central de Craig Federighi na estratégia atual. “Craig tem sido fundamental na condução de nossos esforços de IA, incluindo a supervisão de nosso trabalho para trazer uma Siri mais personalizada aos usuários no próximo ano”, disse Cook, confirmando indiretamente o cronograma para 2026.
Bloco de Notas para Windows 11 vai suportar tabelas e mais IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Bloco de Notas passa a suportar tabelas a partir da barra de formatação;
Funções de escrita com IA agora exibem respostas em tempo real em PCs Copilot+;
Nesta fase inicial, recursos estão sendo liberados para testadores nos canais Canary e Dev do Windows 11.
O Bloco de Notas (Notepad) não é mais um simples editor de textos. A Microsoft continua adicionando recursos que tornam a ferramenta mais funcional (e também um pouco mais complexa). As novidades mais recentes são o suporte a tabelas nos textos e respostas de IA em tempo real.
Sobre o suporte a tabelas, trata-se de uma continuação dos recursos de formatação de texto que o Bloco de Notas do Windows 11 já oferece. Não por acaso, a função pode ser acessada justamente a partir da barra de formatação, no topo do aplicativo.
No menu correspondente, você pode definir a quantidade de colunas e linhas da tabela simplesmente selecionando um conjunto de células. Também é possível adicionar tabelas usando o suporte a markdown do Notepad.
Depois de inserida, a tabela pode ser editada para remoção ou adição de colunas e linhas.
Função de tabelas no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
E qual é o novo recurso de IA do Bloco de Notas?
Há quem acredite que, pelo fato de o Bloco de Notas ter a proposta de ser simples e leve, a ferramenta não deveria receber recursos de inteligência artificial generativa. Mas a Microsoft não tem a mesma opinião: as funções de escrever, reescrever e resumir textos com IA agora suportam resultados em tempo real.
Na prática, isso significa que, quando qualquer uma dessas opções for acionada, as respostas aparecerão mais rapidamente, de modo que o usuário não terá que aguardar o resultado completo ser apresentado todo de uma só vez.
Qual o impacto dessa novidade no dia a dia? Somente testando para saber. Mas a Microsoft destaca que, por ora, o recurso só está disponível em computadores Copilot+ (que têm uma NPU com 40 TOPS ou mais). Além disso, é necessário ter uma conta Microsoft para experimentar a funcionalidade.
Resposta de IA em tempo real no Notepad (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando os novos recursos chegam ao Bloco de Notas?
Como de hábito, a Microsoft está introduzindo os novos recursos do Notepad nas versões do Windows 11 para os canais Canary e Dev do programa de testes Windows Insider. As novidades exigem a versão 11.2510.6.0 do editor de textos.
Após o feedback dos testadores é que a Microsoft deverá levar as novas funções para a versão final do Bloco de Notas.
Movimento ocorre em meio à acirrada disputa de mercado com a Affinity (imagem: reprodução)Resumo
Adobe reduziu os preços do Creative Cloud no Brasil, com descontos de até 37%.
A redução de preços contrasta com aumentos anteriores e mira a competição com a Affinity, adquirida pelo Canva em 2024.
Recentemente, a Adobe integrou a IA generativa Adobe Firefly em todos os planos e aposta na segurança do recurso para uso comercial.
A Adobe revisou a tabela de preços do Creative Cloud para o mercado brasileiro, reduzindo o valor das assinaturas de seus principais softwares de criação. A novidade vale para novos assinantes e abrange aplicativos individualmente e pacotes de softwares.
Os novos valores já aparecem na página oficial. Os planos com desconto ficaram assim:
Adobe Photoshop, Illustrator e Premiere Pro: de R$ 104 para R$ 65 por mês cada (37% de desconto).
Adobe Lightroom: de R$ 50 para R$ 34 por mês (32% de desconto).
Adobe Creative Cloud para estudantes e professores, que oferece acesso a todos os aplicativos do ecossistema: de R$ 95 para R$ 80 por mês (15,7% de desconto).
Esse último já era oferecido com redução, mas considerando o preço cheio de R$ 214, o abatimento total agora chega a 62%.
Por que a Adobe baixou os preços?
A medida é um contraponto aos aumentos recentes realizados pela Adobe (o último deles em julho deste ano). Entre 2022 e 2024, a empresa elevou os preços em diversas regiões, incluindo o Brasil, citando a adição de recursos de inteligência artificial e ferramentas de colaboração.
No horizonte, a Adobe também mirou na sua rival mais robusta: a Affinity. A Adobe ainda lidera o segmento profissional, mas a concorrente vem ganhando espaço.
O Canva adquiriu essa empresa em março de 2024, e combinou o seu alcance massivo com as ferramentas profissionais da suíte Affinity (Photo, Designer e Publisher). As soluções e usabilidade são semelhantes às da Adobe. Há algumas semanas, a Affinity anunciou um novo aplicativo:
Aposta em inteligência artificial
Outro pilar da nova estratégia da Adobe é a integração massiva da IA generativa Adobe Firefly em todos os planos. A empresa cita a tecnologia como diferencial competitivo contra ferramentas gratuitas ou mais baratas que não possuem o mesmo nível de integração no fluxo de trabalho.
Um ponto defendido pela companhia é a garantia de que a IA da Adobe é segura para uso comercial. Isso significa que os modelos foram treinados em banco de dados de imagens cujos direitos pertencem à Adobe ou são de domínio público, protegendo empresas e usuários de processos por violação de direitos autorais — uma preocupação cada vez maior no setor.
PowerToys 0.96 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
PowerToys 0.96 melhora principalmente as funções Paleta de Comandos e Colar Avançado;
Função PowerRename agora extrai metadados de fotos; ZoomIt suporta GIFs; Mouse Sem Bordas permite rolagem horizontal;
PowerToys 0.96 está disponível no GitHub para Windows 10 e 11, gratuitamente.
Apelidado de “canivete suíço” por reunir vários utilitários para Windows, o PowerToys acaba de chegar à versão 0.96. Desta vez, não há recursos novos. Porém, a novidade melhora várias das funções já existentes, a exemplo da Paleta de Comandos e do modo Colar Avançado.
A Paleta de Comandos é um dos recursos mais interessantes do PowerToys, pois permite que você acesse rapidamente aplicativos, extensões, configurações e outros recursos digitando Windows + Alt + Espaço.
No PowerToys 0.96, a Paleta de Comandos ficou visualmente mais condizente com o Windows 11, teve a sua página de configurações reorganizada, preserva o tamanho da janela quando o usuário a modifica, permite que recursos como “Executar comandos” apareçam mais rapidamente, adiciona filtros à pesquisa de arquivos, entre outros avanços.
Já a função Colar Avançado, que permite transformar o conteúdo da área de transferência em diversos formatos, agora pode funcionar em conjunto com modelos online de IA de vários provedores, como Azure OpenAI, OpenAI e Google Gemini.
Paleta de Comandos no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)
O que mais o PowerToys 0.96 melhora?
Entre os demais avanços do PowerToys 0.96 estão:
PowerRename: a função que permite renomear vários arquivos de uma vez agora extrai metadados de fotos para permitir a sua organização em categorias como modelo de câmera, lente, tempo de exposição, entre outros parâmetros;
ZoomIt: a função que aplica zoom em um ponto específico da tela agora funciona com arquivos GIF e melhora as screenshots (capturas de tela);
Mouse Sem Bordas: a função que permite usar o mouse e o teclado em outro computador na mesma rede local agora suporta rolagem de tela horizontal;
Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95, o Modo Claro (Light Switch) faz o Windows assumir o tema escuro automaticamente; nesta atualização, a funcionalidade permite que a ativação do modo “Nascer ao Pôr do Sol” seja baseada em latitude e longitude.
Colar Avançado no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)
Como baixar o PowerToys 0.96?
O PowerToys 0.96 pode ser baixado via GitHub. Ali, basta escolher a versão mais apropriada ao seu computador (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).
Apesar do foco no Windows 11, o PowerToys 0.96 também funciona no Windows 10. A ferramenta é gratuita.
Essa versão não tem nenhuma funcionalidade nova, mas pode ser diferente na próxima atualização: há negociações, na Microsoft, para o PowerToys incorporar a ferramenta Windows Edge Light, que cria um efeito de “ring light” para chamadas de vídeo no sistema operacional.
Windows Edge Light (imagem: Scott Hanselman/GitHub)Resumo
Windows Edge Light é um aplicativo que transforma a borda da tela em uma “ring light” ajustável para melhorar a iluminação em chamadas de vídeo;
O app, desenvolvido por Scott Hanselman, permite ajustar a opacidade e possui atalhos para controle de intensidade;
Windows Edge Light pode ser integrado ao PowerToys e já está disponível no GitHub para Windows 10 e 11.
Windows Edge Light. Esse é o nome de um pequeno aplicativo para Windows que torna a borda de toda a tela do computador branca para criar um efeito de “ring light”. O objetivo é iluminar o seu rosto quando você estiver participando de chamadas de vídeo, principalmente em ambientes com pouca luz.
A novidade foi revelada por Scott Hanselman, vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft. O executivo também aparece como o principal desenvolvedor da ferramenta.
Quando em execução, o Windows Edge Light permite que o nível de opacidade da faixa branca seja ajustado de modo que o usuário possa regular a intensidade da iluminação. Também é possível usar atalhos:
Ctrl + Shift + L: liga ou desliga a iluminação
Ctrl + Shift + Seta para cima: aumenta o brilho
Ctrl + Shift + Seta para baixo: reduz o brilho
Em linhas gerais, a ferramenta funciona bem. Porém, o app pode não fazer muito efeito se a tela do seu notebook ou do seu monitor não tiver um bom nível de brilho.
Windows Edge Light é focado no Windows 11, mas também roda no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Edge Light poderá fazer parte do PowerToys
Apesar de sua simplicidade, o Windows Edge Light parece ser tão útil que poderá ser integrado ao PowerToys. Taras Buria, do Neowin, comentou sobre essa possibilidade com Clint Rutkas, líder desse projeto. O executivo respondeu que já está conversando com Hanselman sobre isso.
Faz sentido. O PowerToys reúne vários pequenos aplicativos muito úteis para Windows, e o Windows Edge Light tem todas as características necessárias para ser um deles: é leve, de fácil uso e atende a uma necessidade específica.
Enquanto isso, você pode baixar o Windows Edge Light a partir do GitHub. Ali, escolha a versão mais apropriada ao seu computador (com chip Arm ou x86). Note que o link também permite baixar o código-fonte da ferramenta. A novidade funciona no Windows 11 e no Windows 10.
Vale destacar que a Apple começou a desenvolver uma ferramenta do tipo pouco antes da Microsoft. Ela está em teste no macOS Tahoe 26.2 e também é chamada de “Edge Light”.
Emuladores de jogos ajudam a preservar o legado de games clássicos (Imagem: Caleb Oquendo/Pexels)
Emulador de jogos consiste em um software ou hardware que consegue simular o comportamento de um console ou aparelho que roda videogames. Isso permite que você possa jogar títulos de uma plataforma a partir de um dispositivo diferente que não tem compatibilidade nativa com a versão do jogo.
Emuladores de hardware têm funcionamento parecido com o de consoles originais, já que usam peças programáveis que simulam o sistema emulado com fidelidade. Já emuladores de software adaptam o comportamento dos aparelhos emulados com base nas especificações do aparelho hospedador.
O Brasil permite a emulação de jogos sob duas condições: utilizar um emulador com código-fonte diferente do console ou aparelho original, e possuir uma cópia original (física ou digital) do jogo emulado.
A seguir, entenda melhor o que são emuladores de videogames, saiba como eles funcionam, e confira vantagens e desvantagens de uso.
Emuladores de jogos são softwares ou hardwares que simulam o sistema de determinados dispositivos capazes que rodam games. Em outras palavras, emuladores de jogos consistem em programas ou aparelhos eletrônicos que se comportam como outros dispositivos reprodutores de videogames.
Esse tipo de emulador costuma ser usado para que o usuário consiga jogar um título de determinada plataforma mesmo sem ter o console ou dispositivo original. Como exemplo, uma pessoa pode jogar videogames de PlayStation 1 diretamente do seu PC, por meio de programas que replicam o sistema do console.
Como funciona um emulador de jogos
O funcionamento de um emulador de videogame varia de acordo com sua natureza, uma vez que os modelos de hardware e software atuam de maneiras diferentes. Emulador de consoles de hardware garante uma emulação mais fiel mas depende da compra do dispositivo, enquanto emular via software é uma prática mais popular e, muitas vezes, gratuita.
Emuladores de hardware são dispositivos físicos que replicam o sistema de consoles e outros aparelhos de games com mais fidelidade. Esses emuladores não têm necessariamente o mesmo tamanho e formato do dispositivo emulado, mas usam peças programáveis que conseguem replicar o comportamento e desempenho de circuitos e componentes.
Modelos com entrada para CDs ou cartuchos têm funcionamento similar ao de consoles: o sistema lê e reproduz os dados da mídia física, rodando o jogo normalmente. Já outras versões precisam ler as cópias digitais do game — arquivos ROM (de cartuchos) ou arquivos ISO (de CDs) — para executar os jogos. Costuma-se usar pen drives, cartões microSD ou SSDs para salvar os arquivos ROM ou ISO.
Você pode criar o seu próprio emulador de hardware a partir da montagem de peças físicas e da programação do sistema, ou comprar o aparelho já pronto para uso. Importante destacar que determinados emuladores de hardware podem ultrapassar o preço de consoles originais.
Grande parte dos emuladores de hardware usa circuitos baseados em tecnologia FPGA (Imagem: Divulgação/Ultimate MISTer FPGA)
Já emuladores de software criam modelos virtuais dos componentes de videogame para replicar o sistema: ao invés de usarem peças físicas similares como os emuladores de hardware, usam linhas de código para reinterpretar o ecossistema do dispositivo emulado no ambiente utilizado.
Esses emuladores costumam ser gratuitos, e têm funcionamento baseado na leitura das cópias digitais dos jogos para rodar os videogames. Como os programas não contam com hardware equivalente ao do aparelho emulado, é comum que ocorram bugs, problemas de compatibilidade, e atrasos (de vídeo ou de resposta a comandos) maiores.
Interface do Dolphin, que é um emulador de jogos via software (Imagem: Divulgação/Dolphin Emulator)
Importante destacar que emuladores de software são totalmente dependentes da potência do dispositivo que os roda. Isso significa que um PC com processador fraco e sem GPU talvez só consiga emular jogos de consoles mais simples, como Super Nintendo ou PlayStation. Assim como smartphones de ponta podem ter capacidade suficiente para emular games de PC e PSP.
É possível emular jogos de qualquer console ou sistema?
Não. Para emular um console, é preciso conhecimento profundo do funcionamento de seu sistema, incluindo particularidades de hardware, arquiteturas e tecnologias. Acontece que as fabricantes têm se esforçado cada vez mais para proteger essas informações, de modo a evitar que suas propriedades intelectuais sejam violadas.
Por isso, é comum encontrar emuladores de consoles e jogos antigos que já não são mais vendidos oficialmente, a exemplo de Super Nintendo, Mega Drive e PlayStation 1. Em compensação, é muito difícil descobrir todo o funcionamento de consoles como PlayStation 5 e Xbox Series S, e criar emuladores para eles.
Quais são exemplos de emuladores de jogos?
Há diversos emuladores de jogos no mercado, de hardware ou de software. Dentre os principais exemplos de emuladores de videogames de hardware, estão:
Mister FPGA: hardware programável que utiliza a tecnologia Field-Programmable Gate Array (FPGA) para clonar consoles como PlayStation 1, Mega Drive e Super Nintendo.
RetroUSBAVS: dispositivo com design bastante similar ao do NES, que emula NES e Famicom; roda jogos a partir de cartuchos originais ou alternativos.
Super Nt: emulador de Super Nintendo e Super Famicom, com visual minimalista do consoles SNES; compatível com mais de 2.200 cartuchos de jogos dos consoles emulados.
Analogue Pocket: emulador multiplataforma, capaz de simular o sistema de consoles como Game Boy, Atari e Neo Geo Pocket; tem suporte para adaptadores de cartuchos originais de diferentes plataformas.
Super Nt tem design inspirado no clássico Super Nintendo (Imagem: Divulgação/Analogue)
Já emuladores de jogos via software incluem programas como:
RetroArch: emulador multiplataforma de código aberto, capaz de emular consoles como Atari, Super Nintendo, Dreamcast e PlayStation; compatível com PCs, smartphones e consoles, e consegue rodar jogos a partir de CDs originais.
PCSX2: emulador de código aberto que roda jogos de PlayStation 2 em PCs (Windows, Mac e Linux).
Dolphin: emulador dos consoles GameCube e Nintendo Wii; compatível com computadores Windows, Mac e Linux.
BlueStacks: emulador do sistema operacional Android, que consegue rodar jogos do ecossistema do Google em computadores (Windows e Mac).
Interface do RetroArch rodando em um PSP (Imagem: Reprodução/LibRetro)
Quais são os benefícios de emuladores de jogos?
Emuladores de videogames trazem diversos benefícios, principalmente ligados a democratização de jogos e preservação de obras culturais. Dentre as principais vantagens, estão:
Preservação cultural: a emulação de games ajuda a preservar o legado de obras e a estender a vida útil de videogames que já não estão mais disponíveis no mercado.
Maior acessibilidade: emuladores permitem que você possa rodar jogos de determinados consoles mesmo sem ter os aparelhos em questão, o que ajuda a democratizar as jogatinas.
Mais opções de otimização: a emulação de videogames consegue otimizar a experiência devido à adição de recursos com novas tecnologias, e abre espaço criativo com as modificações não oficiais.
Objeto de estudo: entusiastas podem usar a emulação de jogos para aprofundar estudos voltados para o desenvolvimento de games e consoles de videogame.
Quais são as desvantagens de emuladores de jogos?
As principais desvantagens dos emuladores envolvem impasses técnicos e questões legais de uso:
Desafios técnicos: apesar dos avanços tecnológicos, a indústria carece de emuladores de consoles mais atuais pela falta de acesso a informações desses aparelhos e pela complexidade técnica envolvida.
Problemas de compatibilidade: a simulação de comportamento em aparelhos com sistemas e hardwares diferentes pode causar diversos problemas que interferem na fluidez e experiência dos videogames.
Questões legais: a legalidade em torno da emulação de jogos é um assunto complexo, com entendimentos que variam de acordo com as legislações de cada país.
A emulação de jogos é uma atividade legal?
A emulação de jogos pode ser legal ou ilegal, dependendo da legislação de cada país. No Brasil, a emulação de videogames pode ser legal, mediante algumas condições específicas amparadas pela Constituição.
Primeiro, é preciso entender a legalidade da emulação. O artigo 12 da Lei nº 9.609/98 entende que há violação de direitos autorais de um software se houver “reprodução, por qualquer meio, de programa de computador, no todo ou em parte, para fins de comércio, sem autorização expressa do autor ou de quem o represente”.
Isso significa que um emulador torna-se ilegal se apenas copiar e usar o mesmo código-fonte de um console de videogame. Mas o parecer não se aplica a emuladores cujos códigos-fonte foram construídos “do zero” — seja a partir de desenvolvimento próprio ou de técnicas como engenharia reversa —, que são entendidos como novos softwares.
Portanto, um emulador se enquadra como legal se utilizar um código-fonte que não foi meramente copiado do console original.
Emuladores não podem usar mesmo código-fonte de consoles para serem legais (Imagem: Markus Spiske/Pexels)
Já o segundo ponto se baseia no uso dos emuladores. O artigo 29 da Lei nº 9.610/98 dispõe que a distribuição e a reprodução (parcial ou integral) de softwares dependem de autorização expressa do autor. Logo, não se pode simplesmente baixar a cópia digital de jogos e rodá-los nos emuladores, já que a distribuição e uso de ROMs e ISOs não são expressamente autorizados e podem configurar pirataria digital.
Contudo, é permitido rodar jogos via emulação se você possui uma cópia (física ou digital) original dos videogames. Isso está amparado no inciso I do art. 6º da Lei de Software, sob o entendimento de que não há violação de direitos de software na “reprodução, em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida, desde que se destine à cópia de salvaguarda ou armazenamento eletrônico, hipótese em que o exemplar original servirá de salvaguarda”.
Legislação brasileira permite reprodução de ROMs, desde que o usuário tenha uma cópia original do game (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Em resumo, você pode emular jogos a partir de emuladores que não usam os códigos-fonte originais de consoles, e se tiver uma cópia original do videogame emulado. Qualquer situação diferente disso pode ser enquadrada como violação à legislação brasileira.
Existem emuladores oficiais de jogos?
Sim. O PlayStation Classic é um exemplo de console proprietário da Sony Interactive Entertainment que emula jogos do PlayStation 1. A Nintendo também lançou aparelhos de emulação, a exemplo do NES Classic Edition (que emula jogos de NES) e Super NES Classic Edition (que emula videogames de SNES).
Também existem softwares de emulação oficiais que conseguem rodar jogos de gerações mais antigas (como Nintendo Entertainment System para Nintendo Switch), além de consoles com sistema nativo de retrocompatibilidade que executam games de consoles antecessores, vide PlayStation 3.
Qual é a importância da emulação para a indústria de jogos?
A emulação de jogos tem papel fundamental para a preservação de obras culturais: diversos games — especialmente os mais antigos — já não estão mais disponíveis para o público, e a emulação pode ser a única forma para que jogadores consigam jogá-los.
A emulação também pode estimular o crescimento de fãs de uma franquia, bem como agregar mais valor à marca de uma plataforma. Como exemplo, um jogador que jogou o primeiro título de Pokémon em um emulador de Game Boy pode se apaixonar pela série, passar a idolatrar a Nintendo, e comprar todos os consoles da marca para jogar os videogames subsequentes da franquia.
Além disso, emuladores de jogos eletrônicos também ajudam a democratizar o acesso a videogames, rodando títulos sem a necessidade de possuir determinado console ou dispositivo. E em algumas situações, a emulação pode ser uma porta de entrada para que o indivíduo se torne fã de jogos, passe a consumir produtos, e fomente a indústria gamer.
Qual é a diferença entre emuladores e emuladores de jogos?
Emuladores são softwares ou hardwares de uso versátil, com capacidade de simular o comportamento e funcionamento de sistemas, dispositivos, componentes e programas (como jogos).
Já emuladores de jogos consistem em programas ou hardwares voltados para a emular o funcionamento de aparelhos e sistemas que rodam videogames, com foco na execução dos jogos.
Em suma, todo emulador de jogos também é um emulador, mas nem todo emulador é necessariamente um emulador de jogos.
Saiba como o JavaScript é uma parte importante das páginas da web (imagem: Reprodução/Dedoco)
JavaScript é uma linguagem de programação de alto nível, interpretada e multifuncional, que serve para criar qualquer conteúdo interativo e dinâmico na internet. Ela é essencialmente a base para a construção de elementos complexos e para dar vida às páginas da web.
Sua principal função é adicionar interatividade e comportamento dinâmico às páginas, que seriam estáticas por padrão. A linguagem torna possíveis funcionalidades como animações, validação de formulários, mapas interativos e a atualização de conteúdo em tempo real.
O JavaScript funciona ao ser interpretado e executado diretamente pelo navegador através do motor JavaScript. Ele faz isso manipulando o Modelo de Objeto de Documento (DOM), a estrutura da página, em resposta a eventos do usuário, tornando as páginas responsivas.
A seguir, saiba mais sobre o JavaScript, sua história, funcionamento e o que a linguagem de programação pode realizar. Também descubra as diferenças em relação ao HTML e CSS.
O JavaScript (JS) é uma linguagem de programação de alto nível, usada primariamente para implementar interatividade e comportamento dinâmico em páginas da web. Ela complementa a marcação estrutural do HTML e a apresentação visual do CSS em websites e aplicações front-end, além de ser empregada em desenvolvimento back-end.
O que significa JavaScript?
O termo “JavaScript” surgiu da união das palavras “Java” e “script”, onde “Java” foi uma estratégia de marketing para associar a linguagem à popular plataforma de computação Java. Já o “script” indica seu uso primário como uma linguagem de scripting do lado do cliente (client-side), executada diretamente pelos navegadores.
O JavaScript foi originalmente pensado como uma linguagem de front-end, mas evoluiu para programação de back-end (imagem: Ferenc Almasi/Unsplash)
Para que serve o JavaScript?
O JavaScript é essencial para tornar as páginas da web dinâmicas e interativas. Ele é executado no navegador para adicionar comportamentos que reagem a eventos, como cliques, movimentos de mouse e entradas de teclado, modificando o conteúdo ou o estilo da página em tempo real.
A linguagem é usada no desenvolvimento front-end para criar interfaces de usuário ricas e responsivas, atualizar a exibição e gerenciar a lógica do lado do cliente (client-side). Isso permite a construção de aplicações de páginas únicas (SPAs) e a validação de formulários antes do envio ao servidor.
Além disso, o JavaScript, por meio de ambientes como o Node.js, é amplamente empregado no desenvolvimento back-end, permitindo a criação de servidores e APIs. Nesses ambientes server-side, ele gerencia a lógica de negócio, a interação com bases de dados e a autenticação, sendo ideal para aplicações escaláveis e de alto desempenho.
Qual é a história do JavaScript?
A história do JavaScript começou em 1995 na Netscape Communications Corporation, onde foi criado por Brendan Eich em cerca de 10 dias. A linguagem de programação foi inicialmente chamada de Mocha, nome logo mudado para LiveScript por motivos de marketing.
O nome foi alterado novamente para JavaScript em dezembro de 1995 para aproveitar a popularidade na época da linguagem de programação Java da Sun Microsystems. O propósito original era adicionar interatividade e funcionalidades dinâmicas simples às páginas estáticas do navegador Netscape Navigator.
Em 1996, a Microsoft lançou o JScript, a própria implementação para o Internet Explorer, o que causou problemas de compatibilidade entre navegadores. Para solucionar isso, o JavaScript foi padronizado pela ECMA International em 1997, resultando na criação do padrão ECMAScript.
As capacidades do JavaScript tiveram uma expansão significativa no início dos anos 2000 com o surgimento do AJAX (Asynchronous JavaScript and XML). A inovação permitiu o carregamento assíncrono de dados, facilitando a criação de experiências e aplicações web mais ricas e interativas.
Um grande avanço ocorreu em 2008 com o motor V8 do Google Chrome, que forneceu uma execução de código mais rápida. Em 2009, o lançamento do Node.js por Ryan Dahl permitiu que o JavaScript fosse executado no lado do servidor (server-side), transformando-o em uma linguagem para desenvolvimento full-stack.
Brenan Eich, criador do JavaScript e co-fundador do Mozilla, em um painel do Web Summit em 2022 (imagem: Sam Barnes/Web Summit)
Como funciona o JavaScript
O JavaScript funciona como a camada de interatividade de uma página da web, completando a estruturação do HTML e o estilo do CSS. A execução do código é realizada por um motor JavaScript do navegador que inicia processando o código interpretado linha por linha.
O motor do navegador é responsável por criar um contexto de execução, essencial para definir o ambiente onde o código rodará. Ele gerencia a memória, alocando espaço para variáveis e funções antes da execução, uma técnica conhecida como hoisting.
Apesar de ser categorizado como uma linguagem de código interpretado, os motores modernos usam a compilação JIT (Just-In-Time). Essa abordagem híbrida traduz partes do código em código compilado de máquina em tempo real, melhorando significativamente o desempenho.
Para que a página da web se mantenha responsiva, o JS usa uma pilha de chamadas (call stack) para executar tarefas de forma síncrona, uma por vez. Já as operações de longa duração, como requisições de rede, são tratadas por um loop de eventos, evitando o travamento do carregamento.
O JavaScript interage diretamente com o Modelo de Objeto de Documento (DOM), que é a representação em uma árvore do HTML/CSS da página. Ao manipular o DOM, o JS consegue alterar dinamicamente o conteúdo, a estrutura e o estilo da página, unindo código interpretado e código compilado.
JavaScript atua como uma camada de interatividade de uma página da web (imagem: Clement Helardot/Unsplash)
Qual é a tag HTML usada para JavaScript?
A tag HTML para incorporar código JavaScript é a <script>. Ela permite tanto a inclusão de JavaScript interno (código escrito diretamente entre as tags no documento HTML) quanto a referência a JavaScript externo (código em um arquivo .js separado, usando o atributo src).
A tag <script> pode ser colocada tanto na seção <head> quanto na <body> do documento HTML, com a posição influenciando o momento de execução. Para arquivos de JS externo, o uso de atributos como async e defer é fundamental para otimizar o carregamento e a execução do script sem bloquear a renderização inicial da página.
O que dá para fazer com JavaScript?
As funcionalidades do JavaScript vão além de trazer interatividade para páginas da web. Elas se expandem para diversas áreas de desenvolvimento, viabilizando o desenvolvimento full-stack e em múltiplas plataformas:
Desenvolvimento web front-end: cria interfaces dinâmicas de usuário em sites, como animações, menus interativos, validação de formulários e atualizações de conteúdo em tempo real sem recarregar a página, usando frameworks como React, Vue ou Angular;
Desenvolvimento web back-end (Node.js): permite construir o lado do servidor de aplicações (server-side), criando APIs e gerenciando interações com banco de dados, viabilizando o desenvolvimento full-stack com uma única linguagem;
Desenvolvimento de aplicativos móveis: com frameworks como React Native ou NativeScript, é possível criar aplicativos que funcionam nativamente tanto em iOS quanto em Android a partir de um único código-base JavaScript;
Desenvolvimento de aplicativos para desktop: ferramentas como Electron e NW.js usam tecnologia web (HTML, CSS, JavaScript) para construir aplicativos nativos e multiplataformas para sistemas operacionais como Windows, macOS e Linux;
Desenvolvimento de jogos: possibilita a criação de jogos baseados em navegador, desde experiências 2D simples até interações mais complexas em 3D, usando bibliotecas como Phaser ou Three.js;
Automação e scripting: é usado em ferramentas como Puppeteer para automação de tarefas em navegadores, como testes e scraping de dados, e para escrever scripts de linha de comando;
Visualização de dados: bibliotecas como D3.js e Charts.js permitem gerar gráficos e visualizações de dados interativas e dinâmicas diretamente na web, facilitando a análise e apresentação de informações complexas;
Machine Learning (Aprendizado de máquina): o TensorFlow.js permite rodar modelos de machine learning diretamente no navegador (client-side) ou no servidor (server-side), facilitando a criação de aplicações de IA distribuídas.
O JavaScript também pode ser usado em modelos de Aprendizado de Máquina tanto no navegador quanto em um servidor (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quais são as vantagens do JavaScript?
Estes são os pontos fortes do JavaScript:
Simplicidade: possui uma sintaxe relativamente simples e flexível, tornando-o fácil de aprender e ler para programadores iniciantes e reduzindo o tempo de desenvolvimento inicial;
Alto desempenho no cliente: pode ser executado diretamente no navegador (client-side), ele oferece uma resposta imediata às ações do usuário sem necessidade de uma viagem ao servidor, resultando em uma experiência mais rápida e fluida;
Versatilidade full-stack e multiplataforma: embora inicialmente focado em front-end, o ecossistema Node.js expandiu o JS para o desenvolvimento back-end e completo (full-stack), além de ser usado em aplicativos móveis (React Native) e de desktop (Electron);
Compatibilidade universal entre navegadores: é suportado por todos os navegadores modernos, garantindo que o código JavaScript produza um resultado consistente em diferentes plataformas e dispositivos;
Ecossistema em constante evolução (ECMAScript): é regularmente atualizado através da especificação ECMAScript da ECMA International, garantindo a introdução contínua de novos recursos e melhorias para manter a linguagem relevante e moderna;
Ampla comunidade e suporte: sendo uma das linguagens de programação mais usada globalmente, tem uma comunidade massiva e ativa, o que facilita encontrar soluções para problemas, tutoriais detalhados e diversos frameworks e bibliotecas de código aberto.
Quais são as limitações do JavaScript?
Estes são os pontos fracos do JavaScript:
Compatibilidade entre navegadores: a interpretação do código JavaScript pode variar entre diferentes navegadores e suas versões, exigindo testes e, por vezes, códigos adicionais para garantir o comportamento uniforme;
Visibilidade do código-fonte: sendo uma linguagem client-side, o código-fonte em JavaScript é exposto e facilmente inspecionável por qualquer usuário que acesse a página, limitando a proteção da lógica de negócios sensível;
Problemas de segurança (client-side): se mal implementado, a execução do código no dispositivo do usuário pode expor a aplicação a vulnerabilidades como Cross-Site Scripting (XSS), onde atacantes injetam scripts maliciosos;
Interrupção da renderização: erros graves não tratados durante a execução do JS podem levar à falha na inicialização de scripts subsequentes e, consequentemente, interromper a renderização e o comportamento esperado de partes da página;
Desafios de tipagem: sua natureza dinamicamente tipada pode, em projetos grandes, levar a bugs difíceis de detectar em tempo de compilação, exigindo testes rigorosos ou uso de supersets como TypeScript;
Dificuldade em projetos grandes: a falta de um sistema de módulo forte e nativo e a necessidade de muitas ferramentas externas para gerenciamento de complexidade podem dificultar o desenvolvimento de aplicações de grande escala.
JavaScript apresenta ampla versatilidade para front-end e back-end, mas pode ser uma linguagem difícil para grandes projetos (imagem: Mohammad Rahman/Unsplash)
Existem alternativas ao JavaScript?
O JavaScript é a única linguagem que os navegadores web executam nativamente no front-end, mas existem alternativas importantes para o desenvolvimento. As opções se dividem em tecnologias para o lado do cliente (navegador) e para o lado do servidor (back-end).
Linguagens como TypeScript, Dart e Elm são usadas para o front-end por oferecerem sintaxes mais robustas e recursos de tipagem estática que transpilam para o código JavaScript padrão. Além disso, o WebAssembly (Wasm) é uma tecnologia de baixo nível que permite a execução otimizada de linguagens como C++ e Rust diretamente nos navegadores.
No back-end, o Node.js – que usa JS – compete com diversas linguagens maduras como Python, Ruby, C# e Java, executadas no servidor. A escolha da tecnologia de back-end é determinada por fatores como o desempenho exigido, as bibliotecas disponíveis e a experiência da equipe de desenvolvimento do projeto.
Qual é a diferença entre JavaScript e Java?
JavaScript é uma linguagem de scripting de código dinâmico e interpretado, projetada originalmente para criar conteúdo web interativo e dinâmico executado em navegadores. Ela é a principal linguagem da web para projetos de front-end, mas também pode ser usada no back-end.
Java é uma linguagem de programação orientada a objetos (OOP) e de código estático (compilado). É usada principalmente para construir aplicativos robustos e de grande escala, como software empresarial, aplicativos Android e sistemas back-end (servidores), sendo executados em uma Máquina Virtual Java (JVM).
Qual é a diferença entre JavaScript e HTML?
A linguagem de programação JavaScript é usada para adicionar comportamento dinâmico e interatividade às páginas da web. Ela permite a manipulação do conteúdo após o carregamento, a resposta a ações do usuário, como clique e movimentos, e a comunicação com servidores para atualizar dados.
A linguagem de marcação HTML (HyperText Markup Language) é o bloco de construção essencial da web, usada para estruturar o conteúdo estático de uma página. Ela define a hierarquia dos elementos, usando tags para indicar o que é um título, parágrafo, imagem, link, e a organização básica do site.
Qual é a diferença entre JavaScript e CSS?
JavaScript é a linguagem de scripting que insere funcionalidades dinâmicas e interatividade em uma página da web. Ele define o comportamento dos elementos, permitindo interações como animações, validação de formulário, e a manipulação em tempo real do conteúdo da página após o carregamento inicial.
A linguagem de estilo CSS (Cascading Style Sheets) é usada exclusivamente para definir a apresentação visual e o estilo de uma página da web estruturada em HTML. Ela controla a estilização, como cores, tipografia (fontes), espaçamento e o layout geral, tornando o site visualmente atraente e fácil de usar.
Como baixar playlists do YouTube de modo prático (imagem: reprodução/EaseUS)
Fazer download de conteúdo do YouTube é uma prática muito comum. É possível baixar vídeos online grátis usando a versão web do EaseUS Video Downloader, por exemplo. Mas não é possível baixar playlists do YouTube, certo? Na verdade, é possível, sim, e de modo bastante fácil.
Playlists são listas de reprodução que agrupam os vídeos em categorias ou temas. Como os vídeos da playlist são relacionados entre si, convém assistir a todos eles para ter uma experiência completa sobre os assuntos abordados ali. O problema é que baixar vídeo por vídeo pode ser cansativo. É aí que a tarefa de baixar playlists inteiras faz sentido.
É possível mesmo baixar playlists do YouTube?
Sim, basta utilizar a ferramenta certa para isso. Uma das mais indicadas para esse fim é o EaseUS Video Downloader, que pode ser instalado em seu PC com Windows ou em um Mac. O EaseUS Video Downloader é indicado porque, além do YouTube, pode baixar conteúdo de plataformas como TikTok, Facebook, Instagram, X (Twitter), Vimeo, DailyMotion e centenas de outras. Tem mais. O aplicativo:
permite salvar vídeos em resoluções elevadas, como full HD e 4K
pode converter vídeo para MP3, para quem quiser obter apenas o áudio
tem interface intuitiva, portanto, pode ser usada por qualquer pessoa
pode fazer vários downloads de uma só vez (em lote)
É esta última característica que favorece o download de playlists.
Como baixar playlists do YouTube com o EaseUS Video Downloader?
É fácil! Para começar, siga os passos descritos a seguir para instalar a ferramenta em seu PC ou Mac:
aguarde o procedimento ser finalizado e toque em “Iniciar Agora”.
Agora que o EaseUS Video Downloader está instalado em seu computador, vá ao site do YouTube ou abra o aplicativo do serviço e procure a playlist que você quer baixar.
Um jeito de fazer isso é acessando a página principal do canal no YouTube que tem o conteúdo a ser baixado e abrir a guia Playlists, tanto na versão web quanto nos aplicativos.
Se você estiver no aplicativo, toque no símbolo de três pontos da playlist, vá em Compartilhar e escolha “Copiar link”. Se você estiver no navegador, basta copiar o link da playlist na barra de endereços.
Depois, faça o seguinte:
1. acesse o EaseUS Video Downloader e, na área “Em Geral”, clique em “Colar Link” ou equivalente;
Baixando playlists no YouTube com o EaseUS Video Downloader (imagem: reprodução/EaseUS)
2. se preferir, selecione a qualidade (resolução) com a qual os vídeos da playlist deverão ser salvos usando o botão ao lado da opção “Colar link”;
O EaseUS Video Downloader pode baixar múltiplos vídeos de uma só vez (imagem: reprodução/EaseUS)
3. agora, aguarde o EaseUS Video Downloader baixar os vídeos da playlist do YouTube (você pode acompanhar o progresso de cada vídeo na área de downloads);
4. quando os downloads terminarem, acesse a pasta do EaseUS Video Downloader; os vídeos da playlist do YouTube estarão armazenados lá.
É válido relembrar que, apesar de este passo a passo ser baseado no YouTube, o EaseUS Video Downloader pode fazer download em lote de vídeos de várias outras plataformas.
Pode-se baixar playlists do YouTube usando serviços online?
Sim. Contudo, serviços online para download de playlists do YouTube costumam ter recursos muito limitados.
Uma das opções é o site Playlist Downloader. Para usá-lo, faça o seguinte:
1. acesse o link playlist.downloader.is em seu navegador;
Usando o Playlist Downloader para baixar listas de reprodução (imagem: reprodução/EaseUS)
2. cole o endereço da lista de reprodução do YouTube no campo principal;
3. escolha a qualidade dos vídeos no item Quality;
4. clique em “Download” e aguarde o procedimento ser concluído.
Outra opção é o site Viddown, que funciona assim:
1. acesse o endereço viddown.net em seu navegador;
Baixando playlists via site Viddown (imagem: reprodução/EaseUS)
2. cole o link da playlist do YouTube no campo em destaque na página;
3. clique em “Download” e aguarde o conteúdo ser baixado.
O problema de alternativas como essas é que, como já dito, elas são limitadas. Esses serviços podem exibir anúncios invasivos, não costumam suportar resoluções elevadas e muitas vezes apresentam instabilidades, só para citar algumas das possíveis complicações.
Dá para baixar vídeo usando os apps do próprio YouTube?
Os aplicativos oficiais do YouTube para Android e iOS permitem o download de vídeos, mas somente por quem tem uma assinatura Premium, que é um serviço pago.
Há outras limitações importantes. Para começar, os vídeos baixados só podem ser visualizados dentro do próprio aplicativo do YouTube. Navegadores como Chrome, Edge e Opera podem reproduzir esses vídeos, mas somente no desktop.
Além disso, a função de download do YouTube funciona apenas para vídeos individuais, ou seja, não é possível baixar playlists inteiras por meio da funcionalidade.
Ciente disso, saiba que você pode baixar vídeos usando o app oficial do YouTube com os seguintes passos:
acesse o vídeo a ser baixado no aplicativo do YouTube;
toque no ícone de três pontos e escolha “Baixar o vídeo”;
acesse o seu perfil no aplicativo e vá em Downloads para acessar o vídeo baixado.
Perguntas frequentes
O EaseUS Video Downloader funciona em português?
Sim. O EaseUS Video Downloader é um software que suporta vários idiomas, como inglês, espanhol, italiano e português.
O EaseUS Video Downloader é seguro?
Sim. A EaseUS segue boas práticas de desenvolvimento de software, o que inclui o aspecto da segurança. Por conta disso, o EaseUS Video Downloader não contém malwares (como vírus) e é atualizado regularmente para prevenir vulnerabilidades.
O EaseUS Video Downloader é um software legal?
Sim. Mas você só deve usar a ferramenta para baixar conteúdo autorizado e limitar o uso dos vídeos baixados a fins pessoais. Você não deve comercializar os arquivos obtidos ou republicá-los em plataformas online sem autorização dos detentores dos direitos sobre o conteúdo.
Posso compartilhar os vídeos baixados?
É muito importante que você use os vídeos baixados apenas para fins pessoais. Nesse sentido, você pode transferir os vídeos do seu computador para seu próprio celular ou tablet, por exemplo. No entanto, não compartilhe o conteúdo baixado com outras pessoas se você não tiver autorização para isso.
Firefox 145 chegou com fim do suporte a sistemas Linux de 32 bits (imagem: divulgação)Resumo
Mozilla lançou o Firefox 145, que abandona o suporte a Linux de 32 bits.
A recomendação é migrar para 64 bits ou usar a versão ESR 140, que tem suporte até 2026.
As novidades da nova versão incluem melhorias de privacidade e atualização do leitor de PDF para adicionar notas.
A era dos sistemas Linux de 32 bits chegou oficialmente ao fim para o Firefox. A Mozilla lançou a nova versão 145 do navegador, que abandona a compatibilidade com máquinas mais antigas. Com a mudança, o Firefox 144 se torna a última versão que rodará nesses sistemas.
Para quem ainda utiliza Linux 32 bits, a Mozilla recomenda a migração para um sistema operacional de 64 bits. Caso não seja possível, a única alternativa para se manter seguro será usar a versão com suporte estendido (Firefox ESR) 140, que continuará recebendo atualizações de segurança até setembro de 2026.
Com o encerramento do suporte à arquitetura, o Firefox se junta a outros dos principais navegadores concorrentes. O Google Chrome, por exemplo, abandonou o Linux 32 bits há anos. Da mesma forma, Opera, Microsoft Edge e Brave também já não oferecem mais versões modernas para a arquitetura.
O que mais o Firefox 145 trouxe?
Além do fim do 32 bits no Linux, a nova versão traz pequenas mudanças no design — como abas ligeiramente mais arredondadas — e melhorias de privacidade. Entre elas, o Firefox 145 promete reduzir a “impressão digital” (fingerprinting) do usuário em quase 50% ao usar a Navegação Privativa ou a “Proteção Aprimorada contra Rastreamento” no modo Rigoroso.
O leitor de PDF integrado também recebeu uma atualização para melhorar a funcionalidade, permitindo agora que o usuário adicione notas e comentários diretamente nos arquivos abertos pelo navegador.
Leitor de PDF ganhou novas funcionalidades (imagem: reprodução/Mozilla)
Outras pequenas melhorias incluem:
Pré-visualização de abas ao passar o mouse sobre um grupo
Gestão de senhas salvas diretamente na barra lateral
Função “Copiar link para o destaque” (cria uma URL para um texto específico)
Compressão dos modelos de tradução local (com Zstandard), reduzindo o tamanho do download e o espaço de armazenamento usado pelo recurso.
Para usuários do Windows — incluindo o Windows 10, que segue recebendo atualizações completas — a Mozilla também testa um novo atalho na área de trabalho.
A ideia é ajudar quem sincroniza o desktop pelo OneDrive em um computador novo: se o Firefox não estiver instalado, o atalho perguntará se o usuário deseja baixá-lo, em vez de simplesmente exibir um erro.
Google Play Store vai permitir remover apps de vários aparelhos Android de uma vez (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Google Play Store ganha recurso que facilita desinstalação de apps em múltiplos dispositivos Android;
Novidade permite desinstalar e instalar aplicativos remotamente, desde que todos os aparelhos tenham a mesma conta Google;
Nova função chega com a versão 48.8 da Google Play Store, que está sendo liberada gradualmente.
Se você tem mais de um dispositivo Android, já deve ter ficado confuso sobre quais aplicativos estão instalados em cada um. Uma atualização na Google Play Store tornará o gerenciamento de apps em múltiplos aparelhos um pouco mais fácil, porém. A mudança mais interessante permitirá que você escolha de quais celulares ou tablets remover determinado aplicativo.
A Google Play Store já é capaz de informar em quais dispositivos determinado app está instalado, com a condição de que, em todos eles, o usuário tenha feito login com a mesma conta Google.
Com a chegada da versão 48.8 da Google Play Store, será possível ir além: quando o usuário acessar a página de um aplicativo por ali, o serviço mostrará em quais aparelhos o software está instalado; com base nessa lista, será possível escolher em quais dispositivos o app deverá ser desinstalado.
Note que, com isso, a desinstalação do aplicativo em questão será feita de modo remoto nos celulares ou tablets Android selecionados, ou seja, não será necessário acessar cada um deles para o procedimento ser executado.
Já era possível remover apps remotamente, mas de um modo diferente: acessando o seu perfil e indo em Gerenciar apps e dispositivos / Gerenciar. Ali é preciso selecionar o seu dispositivo Android e, na sequência, os aplicativos a serem desinstalados.
Também será possível fazer o contrário: ao acessar a página de um aplicativo, o usuário poderá selecionar um ou mais dispositivos para que o app seja instalado neles, novamente, de modo remoto.
Desinstalando app via Google Play Store remotamente (capturas de tela: Android Authority)
Quando o recurso chegará ao Android?
A versão 48.8 da Play Store, que traz a nova abordagem, já começou a ser liberada pelo Google. O processo está sendo executado de modo gradativo, logo, pode demorar alguns dias para a atualização chegar aos seus dispositivos Android.
Você pode tentar acelerar a atualização abrindo o seu perfil na Play Store (ícone com a sua foto) em indo em Configurações / Sobre / Atualizar Play Store. Se a nova versão não aparecer para você, será preciso esperar um pouco mais.
Ferramentas de desenvolvimento auxiliam no desenvolvimento de software e aplicativos (Imagem: Unsplash)
As ferramentas de desenvolvimento são programas usados na criação de softwares e aplicativos, seja para celular ou PC.
Essas ferramentas podem ser divididas em diferentes tipos, cada uma com um papel diferente no desenvolvimento de um software. IDEs (Ambiente de Desenvolvimento Integrado), bibliotecas, ferramentas de testagem e de hospedagem são alguns dos exemplos usados por desenvolvedores.
A seguir, veja detalhes sobre as ferramentas de desenvolvimento e conheça programas usados por devs na criação de softwares.
Ferramentas de desenvolvimento são programas usados por desenvolvedores e profissionais de tecnologia na criação de novos softwares, aplicativos, sites, servidores ou sistemas.
Essas ferramentas são desenvolvidas por empresas ou comunidades e permitem também testar, depurar e manter apps e softwares atualizados em diversos sistemas, seja na internet, em computadores ou smartphones.
Para que servem as ferramentas de desenvolvimento?
As ferramentas de desenvolvimento servem para agilizar e aumentar a produtividade dos desenvolvedores no ambiente de trabalho. Com as ferramentas, os profissionais de tecnologia são capazes de criar novos códigos, controlar as versões do projeto, realizar testes e automatizar tarefas repetitivas.
Dessa forma, é possível que um projeto seja realizado por equipes, o que aumenta a produtividade e reduz o tempo de desenvolvimento.
Tela de desenvolvimento de software no Visual Studio Code (Imagem: Divulgação/Microsoft)
Quais são os exemplos de ferramentas de desenvolvimento?
Existe uma série de ferramentas de desenvolvimento que podem ser agrupadas em categorias. Conheça os principais exemplos de softwares ou aplicativos disponíveis aos desenvolvedores.
Ambientes de Desenvolvimento Integrado (IDEs): softwares que reúnem todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de um aplicativo, como editores de código, compiladores e ferramentas de execução. Ex.: Visual Studio Code, Android Studio, Eclipse;
Controladores de versão: ferramentas que registram todas as mudanças no código feitas por desenvolvedores. São essenciais para o desenvolvimento de projetos colaborativos. Ex.: Git, GitHub;
Ferramentas de build: recursos que automatizam tarefas de compilação de código de forma autônoma, garantindo a possibilidade de realizar testes e atualizações. Ex.: Gradle, Maven;
Ferramentas de teste: programas usados por profissionais de tecnologia na testagem de código, verificação de bugs e análises de desempenho em sistemas. Ex.: Selenium, Cypress, TestComplete;
Bibliotecas: as bibliotecas e os frameworks são conjuntos de códigos já desenvolvidos que podem ser implementados no desenvolvimento de software e aplicativos, aumentando a produtividade. Ex.: React, Django e Laravel;
Gerenciadores de dependências: ferramentas usadas para gerenciar bibliotecas externas de um projeto. Ex.: npm, pip;
Ferramentas de integração e entrega contínua (CI/CD): ferramentas que auxiliam na integração dos códigos, garantindo agilidade e segurança em atualizações. Ex.: Jenkins, Travis CI;
Ferramentas de hospedagem: sistemas usados por desenvolvedores para publicar e executar aplicativos ou softwares em servidores, sejam locais ou em nuvem. Ex.: AWS, Microsoft Azure, Vercel, HostGator;
Ferramentas de monitoramento: softwares que permitem monitorar o desempenho das aplicações desenvolvidas. Permitem detectar e solucionar problemas. Ex.: Datadog, Google Cloud Monitoring;
Gerenciadores de projetos: ferramentas disponíveis em software ou web que oferecem a possibilidade de gerenciar projetos de desenvolvimento, mantendo a organização das equipes envolvidas. Ex.: Jira, Asana, Trello;
Ferramentas de design: softwares usados por profissionais de design na criação de interfaces gráficas e protótipos de aplicativos. Ex.: Figma, Sketch.
Ferramentas de Inteligência Artificial: softwares baseados em IA que auxiliam desenvolvedores em diversas etapas do desenvolvimento de um sistema. Ex.: OpenAI Codex, Claude AI;
Tela de desenvolvimento de código no OpenAI Codex (Imagem: Divulgação/OpenAI)
Quais são as vantagens das ferramentas de desenvolvimento?
As ferramentas de desenvolvimento oferecem as seguintes vantagens aos profissionais de tecnologia:
Aumento da produtividade: ferramentas de desenvolvimento podem aumentar a produtividade do profissional de TI, visto que tarefas repetitivas podem ser automatizadas;
Auxílio na manutenção de código: a evolução dos softwares de desenvolvimento permite detectar erros em tempo real, além de organizar a estrutura do código, facilitando sua manutenção;
Maior colaboração: ferramentas de desenvolvimento são úteis para equipes de TI, visto que permitem que várias pessoas trabalhem simultaneamente no código;
Agilidade: ferramentas de hospedagem em nuvem oferecem maior agilidade aos profissionais na implementação do código;
Garantia de qualidade: inúmeras ferramentas de desenvolvimento são capazes de identificar erros, problemas de compatibilidade e até realizar sugestões, garantindo a qualidade final do projeto.
Quais são as limitações das ferramentas de desenvolvimento?
Apesar das vantagens oferecidas pelos softwares de desenvolvimento, essas ferramentas também apresentam as seguintes limitações:
Dificuldade de aprendizado: ferramentas de desenvolvimento são complexas, visto que foram criadas para profissionais de TI. Dessa forma, desenvolvedores iniciantes podem enfrentar dificuldades no uso;
Custos: parte das ferramentas de desenvolvimento exige que o usuário assine planos para liberar acessos, o que pode ser um problema em projetos independentes.
Consumo de recursos: desenvolver softwares ou aplicativos exige computadores que suportem as ferramentas de desenvolvimento, já que consomem grande quantidade de memória e processamento;
Qual é a diferença entre ferramentas de desenvolvimento e ferramentas de edição?
As ferramentas de desenvolvimento são softwares usados por profissionais de tecnologia na criação de novos aplicativos, sites, sistemas ou servidores. Esses programas incluem uma série de recursos que permitem realizar a criação do código, manutenção, acompanhamento e testes.
Qual é a diferença entre ferramentas de desenvolvimento e ferramentas de produtividade?
As ferramentas de desenvolvimento são programas que oferecem diversos recursos usados por desenvolvedores na criação de aplicativos. Já as ferramentas de produtividade são softwares usados para aumentar a produtividade de usuários no ambiente de trabalho.
Ambas ferramentas podem ser usadas em conjunto, principalmente em empresas de desenvolvimento de software, já que a produtividade é um fator importante na criação de software e aplicativos.
Repositório afirma que nova política do Google ameaça natureza aberta do Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O repositório de apps F-Droid acusa o Google de restringir a instalação de aplicativos externos no Android.
A nova política do Google, prevista para 2026, exige que desenvolvedores verifiquem sua identidade e vinculem apps a contas registradas.
O F-Droid alerta que a medida pode dar ao Google controle excessivo sobre a distribuição de software, impactando lojas de apps alternativas.
A loja alternativa de aplicativos F-Droid acusou o Google de enganar os usuários sobre o futuro da instalação de apps de fontes externas no Android, o chamado sideloading). A disputa ganhou força devido à chegada de novas regras de verificação de desenvolvedores, que, segundo o F-Droid, visam controlar a distribuição de aplicativos fora da Play Store, tornando a liberdade de instalação no sistema “irrelevante”.
O conhecido repositório de aplicativos argumenta que, embora o Google possa manter a opção tecnicamente disponível no sistema, as novas regras anularão essa liberdade.
Como é a nova política do Google?
O centro da polêmica é o novo sistema de verificação do Google, que deve começar a ser implementado em fases em 2026. A política exigirá que todos os desenvolvedores, mesmo os que distribuem aplicativos fora da Play Store, verifiquem sua identidade e vinculem seus aplicativos a uma conta registrada. O Google defende a medida como um aperfeiçoamento de segurança para todo o ecossistema Android, visando combater a disseminação de malware.
Para o F-Droid, esse processo coloca lojas de aplicativos independentes e desenvolvedores individuais sob a supervisão e controle do Google. A organização alerta que, se o Google decidir não aprovar um desenvolvedor ou app específico, este não poderá ser instalado por fontes externas, mesmo que o usuário queira.
“Se o Google não aprovar os aplicativos, eles não estarão disponíveis para instalação por fora da loja oficial, alterando assim a própria natureza do processo”, afirmou o F-Droid em publicação. O texto também argumenta que a promessa de uma plataforma aberta está sendo quebrada. “Você, o consumidor, comprou seu dispositivo Android acreditando na promessa do Google de que se tratava de uma plataforma aberta (…) a partir do ano que vem, eles vão lançar, sem consentimento, uma atualização que bloqueará esse direito.”
Nova exigência dará ao Google controle sobre quais apps podem ser instalados no sistema, diz F-Droid (imagem: reprodução/F-Droid)
Disputa entre F-Droid e Google
A tensão entre as duas entidades não começou agora. O F-Droid já havia alertado que o sistema de verificação do Google poderia significar o fim das lojas de aplicativos alternativas em setembro de 2025. Em resposta, o Google afirmou que a instalação de fontes externas era “fundamental” para o Android e que a política visava apenas a segurança, sem limitar as opções do usuário.
O F-Droid também criticou o uso do termo “instalação por fora” (sideloading) pelo Google. A plataforma argumenta que a empresa utiliza essa linguagem para enquadrar a prática como algo arriscado ou inseguro, tratando-a como “um problema que eles toleram”, em vez de uma funcionalidade padrão de um sistema aberto. O projeto defende que é simplesmente “outra forma de instalar software”, e não uma brecha de segurança.
A publicação do grupo termina com um apelo aos órgãos reguladores e governos, alegando que a medida dará ao Google poder excessivo sobre a distribuição de software e solicitando uma investigação sobre os planos da empresa.
Aplicativo móvel do CapCut consegue transformar vídeos e fotos (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
As ferramentas de edição são programas voltados para a manipulação de arquivos digitais, como imagens, documentos, vídeos e gravações de áudio.
Cada um desses softwares de edição conta com recursos específicos que permitem modificar arquivos de diferentes formatos, como os aplicativos de edição de imagem (Photoshop, Canva), apps de edição de vídeo, como o CapCut, e programas de edição de texto, como o Google Docs.
A seguir, conheça os principais tipos de ferramentas de edição e veja exemplos de softwares disponíveis no mercado.
Ferramentas de edição são softwares e aplicativos criados por empresas ou comunidades open source que permitem manipular arquivos digitais, como imagens, vídeos, áudios e textos.
Esses programas oferecem uma série de recursos internos que visam facilitar a edição de cada tipo de arquivo, como realizar cortes em vídeos e manipular imagens, por exemplo.
Para que servem as ferramentas de edição?
As ferramentas de edição servem para facilitar o trabalho de profissionais envolvidos no ambiente digital, como designers, editores de áudio e vídeo e redatores de texto, por exemplo, deixando-os mais profissionais.
Essas ferramentas de edição passaram a ser utilizadas em todo o mundo a partir do surgimento dos primeiros computadores. É possível fazer desde ajustes simples (como brilho e contraste em imagens) até manipulações complexas (como renderização de vídeo, mixagem de áudio ou diagramação de textos).
Quais são os tipos de ferramentas de edição?
É possível dividir as ferramentas de edição entre os seguintes tipos:
Ferramentas de edição de imagem:softwares que permitem criar imagens, modificar arquivos já existentes, corrigir fotografias, além da criação de artes visuais. Exemplos: Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, GIMP, Figma, Canva, entre outros;
Ferramentas de edição de vídeo: ferramentas que oferecem recursos aos usuários que permitem a modificação de arquivos de vídeo gravados por câmeras ou celulares. É possível fazer cortes, adicionar elementos e criar novos vídeos. Exemplos: CapCut, DaVinci Resolve, Adobe Premiere, entre outros;
Ferramentas de edição de áudio: softwares ou aplicativos que disponibilizam ferramentas de gravação de som, edição e ajustes de trilhas de áudio, além do tratamento dos arquivos, como a remoção de ruídos e equalização. Exemplos: Audacity, Garageband e Adobe Audition, entre outros;
Ferramentas de edição de texto: programas de computador ou celular que possibilitam a edição de documentos e arquivos de texto. Exemplos: Microsoft Word, Google Docs, entre outros.
Ferramenta de edição de vídeo em um MacBook (Imagem: Divulgação / Apple)
Quais são as vantagens das ferramentas de edição?
As ferramentas de edição oferecem as seguintes vantagens aos usuários:
Profissionalização do conteúdo: usar ferramentas de edição favorece a criação de conteúdo profissional, visto que é possível editar imagens, vídeos e textos brutos e transformá-los em arquivos que podem ser usados no ambiente profissional;
Possibilidade de exploração da criatividade: as ferramentas de edição oferecem uma série de recursos internos que possibilita a exploração da criatividade pelo usuário. Dessa forma, cada uso passa a ser singular e gera um resultado único;
Compatibilidade de formato: ferramentas de edição são compatíveis com diferentes formatos de arquivos, ampliando o suporte ao usuário;
Economia de tempo: alguns recursos disponíveis em softwares de edição foram criados para economizar tempo na manipulação de arquivos, principalmente ao editar vídeos e áudios.
Quais são as limitações das ferramentas de edição?
É possível encontrar limitações em algumas ferramentas de edição, como, por exemplo:
Necessidade de aprendizado: usuários que nunca tiveram contato com ferramentas de edição podem ter problemas com o aprendizado, devido à quantidade de recursos disponíveis;
Necessidade de assinatura: a grande maioria de aplicativos de edição são pagos, ou oferecem recursos limitados no plano gratuito;
Limitações de software: algumas ferramentas de edição apresentam limitações quando comparadas com modelos mais completos. Um aplicativo de edição para celular pode não ter os mesmos recursos dos softwares avançados disponíveis para PC, por exemplo;
Baixa compatibilidade com dispositivos modestos: celulares ou computadores modestos podem apresentar problemas de compatibilidade e travamentos ao usar ferramentas de edição. Dessa forma, alguns softwares podem exigir componentes mais poderosos para funcionar;
Dependência de internet (em alguns casos): algumas ferramentas de edição funcionam de forma online. Dessa maneira, quando há queda de internet ou problemas com servidores, o usuário não consegue utilizar a ferramenta.
Qual é a diferença entre ferramentas de edição e ferramentas de desenvolvimento?
As ferramentas de edição são programas ou aplicativos que permitem a modificação de arquivos de áudio, texto, imagem ou vídeo, de modo a deixá-los mais profissionais. Essas ferramentas permitem realizar ajustes em mídias pelo celular ou computador, antes de publicá-los em redes sociais, por exemplo.
Já as ferramentas de desenvolvimento são softwares dedicados à criação de novos aplicativos, sites ou soluções via código, como Visual Studio, Git, entre outros. Essas ferramentas são utilizadas por profissionais de tecnologia em todo o mundo para criar, testar e manter programas em funcionamento.
Qual é a diferença entre ferramentas de edição e ferramentas de produtividade?
As ferramentas de edição são aplicativos utilizados por usuários na manipulação de arquivos de mídia como imagens, textos e vídeos por exemplo. Esses software oferecem uma série de ferramentas internas que permitem realizar ajustes, correções e cortes no arquivo bruto e transformá-los em projetos finais.
Já as ferramentas de produtividade são plataformas voltadas para ajudar pessoas em tarefas repetitivas do dia a dia, reduzindo o tempo gasto e aumentando a produtividade do usuário.
É possível planejar atividades, armazenar arquivos importantes em pastas, controlar o tempo gasto em cada tarefa, além de facilitar a comunicação com outras pessoas.
4K Video Downloader+ permite baixar vídeos e até playlists inteiras do YouTube (imagem: reprodução)
O YouTube permite download de vídeos, desde que você seja assinante Premium. Mas há alternativas. Uma das mais versáteis é o 4K Video Downloader+, aplicativo capaz de baixar vídeos, Shorts e até playlists (listas de reprodução) inteiras do YouTube, de modo fácil e prático.
Além do YouTube, a ferramenta pode baixar vídeos de plataformas como Vimeo, TikTok, DailyMotion, Twitch, Soundcloud, Facebook, entre tantas outras.
Mas o que é o 4K Video Downloader+?
O 4K Video Downloader+ é um software multiplataforma que permite o download de vídeos disponíveis nas mais variadas plataformas online. A ferramenta se destaca por ser de fácil utilização, o que permite o seu uso até por pessoas leigas em tecnologia.
Não é exagero chamar o 4K Video Downloader+ de multiplataforma. Além da renomada versão para Windows 10 e 11, o aplicativo tem versões para macOS e Linux. Existe também uma versão do 4K Video Downloader específica para Android.
Outro atributo do 4K Video Downloader+ é a sua capacidade de baixar vídeos em resoluções médias e altas. Padrões como HD (720p), full HD (1080p), 4K e até 8K são plenamente suportados pelo aplicativo.
4K Video Downloader+ é multiplataforma (imagem: reprodução)
Como baixar vídeos do YouTube com o 4K Video Downloader+?
Comece baixando o 4K Video Downloader+ em seu computador. Após o download, execute o arquivo de instalação e siga as instruções para concluir o procedimento.
Depois disso, faça o seguinte:
acesse o vídeo ou Shorts no YouTube que você deseja baixar e copie o seu respectivo link;
se preferir, você pode buscar por um vídeo no YouTube ou outra plataforma de vídeos a partir da página inicial do 4K Video Downloader+;
com o link copiado, entre no 4K Video Downloader+ e clique em “Colar link”;
o download do vídeo do link começará imediatamente;
aguarde o download terminar e clique no vídeo baixado para reproduzi-lo; se preferir, clique no ícone de pasta para visualizar o arquivo no local em que ele foi armazenado.
Note que, ao lado do botão de colar link, há um ícone com símbolo de lâmpada. Ele ativa ou desativa o Modo Inteligente (Smart Mode), recurso que configura o formato e a qualidade do vídeo automaticamente para você.
É claro que esses parâmetros também podem ser ajustados manualmente: basta clicar em “Qualidade” e escolher a resolução desejada, por exemplo.
4K Video Downloader+ tem interface limpa e amigável (imagem: reprodução)
É possível mesmo baixar playlists com o 4K Video Downloader+?
acesse a playlist a ser baixada do YouTube e copie o seu endereço; se preferir, busque pela lista de reprodução dentro do próprio 4K Video Downloader+;
no 4K Video Downloader+, cole o link que você copiou no passo anterior usando o botão “Colar link”;
seleciona a opção de baixar playlist;
escolha o formato, qualidade e a pasta dos vídeos a serem baixados, e clique no botão de download;
aguarde o procedimento ser concluído e vá à pasta onde os vídeos baixados foram armazenados.
Além do YouTube, 4K Video Downloader+ funciona com várias outras plataformas, como Twitch (imagem: reprodução)
Comece a usar o 4K Video Downloader+ gratuitamente
O 4K Video Downloader+ tem uma versão gratuita que dá acesso às principais funções da ferramenta. Se você precisar de mais recursos, pode recorrer à assinatura Lite, que custa US$ 15 por ano e permite até três downloads simultâneos em um único dispositivo.
Você também pode adquirir a licença Individual vitalícia, que custa US$ 25 (pagamento único) e permite a instalação do 4K Video Downloader+ em até três dispositivos, além de também suportar três downloads simultâneos.
Se você precisa baixar ainda mais vídeos ao mesmo tempo, pode recorrer à licença Pro do 4K Video Downloader+, que permite até sete downloads simultâneos e sai por US$ 45 (pagamento único).
Existe até um combo: por US$ 65, você tem acesso ao 4K Video Downloader+ e a vários outros softwares, como o 4K Image Compressor e o 4K Tokkit Licença Pro.
Em todos os casos, você precisa apenas se assegurar de baixar vídeos cujos autores ou detentores permitem download. O 4K Video Downloader+ deve ser usado apenas para conteúdos que possam ser baixados legalmente.
Saiba como funciona os navegadores de internet no celular e computador (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Um navegador web, ou browser, é o software que permite acessar, interagir e visualizar conteúdos da World Wide Web, como textos, imagens e vídeos. Ele serve como um mediador entre o usuário e os servidores que hospedam as informações online, traduzindo os códigos complexos.
Sua principal função é converter o código-fonte dos websites, como HTML, CSS e JavaScript, em uma interface gráfica e interativa para o usuário navegar. Sem o navegador de internet, a experiência online seria limitada à visualização de linhas de códigos indecifráveis.
Na prática, ao digitar um endereço (URL), o browser envia um pedido ao servidor que armazena o site e recebe os arquivos em resposta. O software processa esses dados e os exibe na tela em frações de segundos, garantindo uma navegação visualmente fluida.
A seguir, entenda a fundo o que é um navegador web, como funciona e os principais softwares para acessar a internet.
Um navegador web é um software que permite aos usuários acessar, interagir e visualizar o conteúdo da World Wide Web. Seu papel é requisitar dados de servidores, como HTML, imagens e vídeos, e interpretá-los, transformando códigos complexos na interface visual e interativa que aparece na tela do usuário.
Qual é a função de um navegador web?
A função do browser é solicitar e interpretar o código-fonte de páginas da World Wide Web, como HTML, CSS e JavaScript, transformando-o em uma interface visual com textos, imagens e mídia interativa. Essencialmente, ele atua como um intermediário entre o usuário e os servidores web.
Essa ferramenta permite aos usuários navegar entre diferentes sites, localizar informações específicas e interagir com aplicativos baseados na web. Além disso, o navegador de internet gerencia o histórico de navegação, informações de sessão e oferece recursos de segurança e personalização da navegação.
Os navegadores atuam transformando códigos em uma interface visual e interativa para os usuários (imagem: Denny Müller/Unsplash)
Como funciona um navegador web?
O navegador de internet é um tipo de software que inicia o processo quando o usuário insere o endereço do site (URL) ou clica em um link. Primeiro, ele realiza a resolução DNS (Domain Name System) para traduzir o nome do domínio para o endereço IP do servidor web correto.
Em seguida, o browser envia um pedido HTTP ou HTTPS ao servidor, solicitando os arquivos da página desejada. Então, o servidor processa o pedido e responde enviando de volta os dados brutos necessários, tipicamente em códigos como HTML, CSS e JavaScript.
O motor de renderização do navegador interpreta esses códigos, usando o HTML para estruturar o conteúdo. Imediatamente, ele aplica as folhas de estilo CSS para definir a formatação visual, como cores e layout da página.
Por fim, o motor do browser executa o código JavaScript para adicionar funcionalidades interativas e dinâmicas à página. Este processo resulta na rápida montagem e exibição de conteúdo web completo e navegável na interface do usuário.
Passo a passo do funcionamento de um navegador (imagem: Reprodução/Saperis)
Quais são os principais navegadores de internet?
Estes são os principais navegadores de internet e suas principais características:
Google Chrome: bastante popular, é reconhecido pela velocidade, segurança, facilidade de uso e a ampla biblioteca de extensões, sendo a escolha frequente de desenvolvedores e usuários do ecossistema Google;
Mozilla Firefox: software de código aberto com grande foco em privacidade e personalização. Oferece recursos avançados, como proteções aprimoradas contra rastreamento e ferramentas para codificação e depuração;
Microsoft Edge: navegador padrão do Windows, construído com base no motor Chromium. Apresenta alta compatibilidade e recursos avançados, como guias verticais, modo de leitura integrado e uma coleção crescente de extensões;
Apple Safari: browser da Apple, estritamente otimizado para os sistemas macOS e iOS. É conhecido pela eficiência energética, alto desempenho e profunda integração com o ecossistema Apple, incluindo o recurso de Continuidade entre dispositivos;
Opera: opção rica em funcionalidades únicas, como VPN gratuita e bloqueador de anúncios integrados. Oferece uma experiência de navegação rápida, personalizável e com foco em maior privacidade e desempenho;
Brave: software de código aberto centrado em privacidade, que bloqueia anúncios e rastreadores por padrão. Traz uma experiência de navegação rápida, recompensando os usuários com o próprio token (BAT) em um modelo de anúncios opcionais;
Tor: browser de código aberto baseado no Firefox, usa a rede Tor para anonimizar a navegação, criptografando dados em várias camadas. Essencial para quem busca anonimato extremo ou para acessar sites que exigem ampla privacidade.
Firefox, Chrome, Opera e Edge são bastante populares no smartphone e no PC (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Qual navegador web consome menos memória RAM?
O Microsoft Edge é frequentemente apontado como um dos navegadores mais eficientes em consumo de RAM, especialmente no Windows. Seu diferencial está nas tecnologias como as “Guias Suspensas”, que descarregam automaticamente abas inativas para liberar recursos do sistema.
Por outro lado, o Mozilla Firefox também se destaca ao registrar um consumo total de RAM mais baixo em testes com maior número de abas abertas. A escolha final, portanto, depende se a prioridade é a otimização em plataformas Windows (Edge) ou uma gestão de memória geralmente menor (Firefox).
Existe algum navegador web que faz o bloqueio de anúncios?
Há diversos navegadores de internet com recursos de bloqueio de anúncios nativo, proporcionando uma navegação mais rápida e privada sem a necessidade de extensões. O Brave e o Opera são exemplos de browsers que integram bloqueadores de anúncios e rastreadores por padrão ou como recurso facilmente ativável.
Já navegadores como Google Chrome e Microsoft Edge possuem um bloqueio mais limitado, focado em anúncios intrusivos que não seguem os padrões do Coalition for Better Ads. Para um bloqueio total nesses browsers, geralmente é preciso instalar extensões especializadas como uBlock Origin ou AdBlock.
Microsoft Edge costuma ser o navegador mais eficiente em relação ao consumo de RAM, mas não oferece recurso amplo para bloqueio de anúncios (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre navegador web e browser?
Navegador web é um aplicativo criado especificamente para acessar, buscar e interpretar conteúdo disponível na World Wide Web. Sua principal função é se comunicar com servidores web para exibir páginas, imagens, vídeos e outros elementos da internet na tela do usuário.
Browser é um termo mais amplo que se refere a qualquer aplicativo ou programa capaz de visualizar e percorrer informações. Embora inclua o navegador web, ele pode se referir a softwares que permitem a navegação em arquivos locais do computador ou bibliotecas de mídia sem necessariamente envolver a internet.
Qual é a diferença entre navegador web e mecanismo de busca?
Navegador web é um aplicativo de software instalado em um dispositivo, que age como a porta de entrada para a World Wide Web ao exibir visualmente as páginas da web. Ele permite que os usuários insiram diretamente um endereço (URL) para visitar um site específico ou mostrar resultados de busca.
Mecanismo de busca é um serviço ou site online que rastreia, organiza e indexa o vasto conteúdo da World Wide Web. Ele permite aos usuários encontrar informações relevantes na internet a partir de palavras-chave ou frases de pesquisa, retornando uma lista de links.
PowerToys 0.95 permite que Windows 11 entre em modo escuro automaticamente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
PowerToys 0.95 introduz o Light Switch, permitindo ao Windows 11 alternar automaticamente entre modos claro e escuro;
A Paleta de Comandos foi aprimorada para maior rapidez e eficiência na busca de aplicativos e configurações;
Novas funcionalidades incluem suporte a realce transparente no Localizar Meu Mouse e zoom suave no ZoomIt.
O PowerToys chegou à versão 0.95. A nova versão traz mais funcionalidades para reforçar a fama da ferramenta de “canivete suíço” da Microsoft. Um dos recursos introduzidos é o Light Switch, que permite ao Windows 11 alternar entre os modos claro e escuro automaticamente.
A proposta da funcionalidade é um tanto óbvia: ativar o modo escuro quando anoitece, ativar o modo claro quando o Sol nascer, procedimento que é executado de acordo com o horário.
Opcionalmente, você pode definir uma faixa de horário para o modo escuro ser ativado e, ao término, desativado. É possível ainda escolher se o modo escuro será aplicado apenas às interfaces do Windows 11 ou se também incluirá aplicativos, quando estes forem compatíveis com a funcionalidade.
Para tanto, basta abrir o PowerToys, ir em “Modo Claro”, ativar o Light Switch e, na parte inferior da tela, fazer os ajustes desejados.
Light Switch no PowerToys 0.95 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que mais há de novo no PowerToys 0.95?
Outra novidade envolve a Paleta de Comandos, que permite que o usuário localize e acesse rapidamente aplicativos, extensões, configurações e outros recursos a partir do atalho de teclado Windows + Alt + Espaço.
No PowerToys 0.95, a Paleta de Comandos passou por uma série de ajustes para ficar ainda mais rápida, a exemplo de uma abordagem que ignora buscas anteriores para que somente a mais recente seja considerada.
O Localizar Meu Mouse, que mostra onde está o cursor quando a tecla Ctrl é pressionada duas vezes seguidas, agora suporta realce com efeito de transparência. Já o ZoomIt, que aplica zoom em determinado ponto da tela, agora pode fazer uma aproximação mais suave.
Paleta de Comandos do PowerToys (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Apple cancela Clips, app de edição de vídeo do iOS (imagem: reprodução/Apple)Resumo
Silenciosamente, Apple encerrou suporte e removeu aplicativo Clips da App Store;
Lançado em 2017, aplicativo permitia criar clipes com efeitos visuais;
Baixa popularidade do Clips pode explicar decisão da Apple.
Sem fazer alarde, a Apple descontinuou o Clips, uma das ferramentas nativas do iOS. O aplicativo foi lançado em 2017 para permitir que o usuário criasse clipes combinando vídeos curtos e imagens para serem compartilhados em redes sociais, por exemplo. O problema é que pouca gente usava ou conhecia o Clips.
Em uma página de ajuda, a Apple explica que o Clips não está mais sendo atualizado e que, desde sexta-feira (10/10), não está disponível para download a novos usuários. De fato, a ferramenta não pode mais ser baixada a partir da App Store.
Contudo, quem ainda tem o aplicativo instalado no iOS 26 ou no iPadOS 26, ou em versões anteriores desses sistemas operacionais, ainda pode usá-lo.
Na mesma página de ajuda, a Apple orienta os usuários do Clips a salvar os vídeos feitos com a ferramenta na biblioteca de imagens do iPhone ou iPad (aplicativos Fotos) para que nenhum conteúdo seja perdido, orientação válida para o caso de o app ser removido em alguma atualização do iOS ou iPadOS.
Clips para iOS (imagem: reprodução/Apple)
Por que o Clips foi descontinuado?
A Apple não explica o que a fez descontinuar o Clips. Mas é de se presumir que a baixa popularidade da ferramenta seja o motivo.
O Clips é uma ferramenta de uso fácil, e que permite a aplicação de efeitos, textos adesivos e músicas para tornar o clipe gerado mais interessante ou divertido.
Porém, recursos parecidos podem ser encontrados nos aplicativos das próprias redes sociais, como Instagram e TikTok, ou em apps ligados a esses serviços, como CapCut e Instagram Edits. Isso pode explicar a baixa adesão ao Clips.
Já havia sinais de que o destino do aplicativo seria esse. Desde que foi lançado, o Clips foi atualizado várias vezes para incorporar novas funcionalidades, vindo até a ter suporte a recursos como Animojis e Memojis. Mas, nos últimos anos, o app só vinha recebendo correções para bugs, essencialmente.
YT Saver possui ferramenta de download de música direto no Spotify (imagem: rawpixel/freepik) Resumo
O YT Saver Spotify Converter permite baixar músicas do Spotify em MP3, preservando qualidade de áudio até 320 kbps e tags ID3.
O software oferece duas formas de download: colando o link do Spotify ou usando o navegador integrado para acessar e baixar diretamente.
Planos pagos do YT Saver incluem downloads ilimitados, suporte a mais de 20 formatos e compatibilidade com outros serviços de música.
Ter milhões de músicas à disposição a qualquer momento é uma das principais vantagens do Spotify, mas a experiência offline ainda conta com restrições importantes. Mesmo para assinantes do plano Premium, os downloads ficam limitados ao aplicativo, impedindo que o usuário transfira suas faixas favoritas para outro dispositivo.
Para contornar isso, existe a possibilidade de converter músicas do Spotify para um arquivo universal, como o MP3. É exatamente essa a proposta do YT Saver Spotify Converter, uma ferramenta para Windows e Mac projetada para baixar playlists, álbuns e faixas da plataforma.
Com o programa, você pode salvar uma música ou uma playlist inteira em formatos de áudio abertos e de alta qualidade. Veja como a seguir.
Por que converter músicas do Spotify para MP3?
Formatos universais permitem transferência do arquivo para outros dispositivos (imagem: reprodução/YT Saver)
O Spotify utiliza o formato OGG Vorbis no armazenamento das músicas, protegendo-as com uma tecnologia de gestão de direitos digitais (DRM). Essa proteção, na prática, garante que as músicas baixadas só possam ser executadas dentro do aplicativo oficial do Spotify, impedindo que os arquivos sejam copiados ou reproduzidos em outros programas.
É por isso que mesmo o usuário da versão Premium do serviço não consegue reproduzir ou transferir o arquivo baixado.
O MP3, por outro lado, é um formato universal. Por não ter esse tipo de restrição, ele é compatível com praticamente qualquer dispositivo reprodutor de áudio do mercado. Ao converter uma faixa de OGG para MP3, o usuário quebra essa barreira e ganha a liberdade de usar os arquivos de música como e onde quiser.
É nesse cenário que o YT Saver Spotify Converter pode ser útil. Como ele, você pode baixar playlist do Spotify para MP3 diretamente no computador, mesmo sem uma assinatura Premium.
O software, disponível para Windows e Mac, preserva a qualidade do áudio em até 320 kbps e as tags ID3 dos arquivos, como nome do artista, capa do álbum e título da música, facilitando a organização da biblioteca de músicas.
Por ser um software dedicado com atualizações contínuas, o programa oferece um ambiente mais controlado e seguro em comparação com sites de conversão online, que frequentemente contêm publicidade e podem oferecer riscos de segurança.
Como baixar playlists do Spotify no PC ou Mac
O YT Saver funciona de uma forma muito simples e intuitiva, possuindo inclusive um navegador integrado que permite baixar músicas do Spotify sem sair do aplicativo. Veja o passo a passo:
Faça o download diretamente no site oficial do YT Saver
Execute o arquivo baixado
Selecione o idioma, aceite o contrato de licença e escolha o local de instalação. Avance até a conclusão.
Com tudo pronto, o YT Saver oferece duas formas principais de baixar suas músicas.
Copiando e colando o link
1) Vá até o aplicativo ou site do Spotify e encontre a música, álbum ou playlist que deseja
É possível fazer download de músicas por link copiado do Spotify (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
2) Clique em compartilhar e depois em Copiar link
Opção de “copiar link” no aplicativo do Spotify para Windows (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
3) De volta ao YT Saver, clique no botão “Colar URL”
Tela inicial do YT Saver com opção de colar URL (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
4) O programa analisará o link automaticamente e iniciará o download de todo o conteúdo.
Lista de músicas importadas do álbum do Spotify (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Navegador integrado ao programa
1) No menu lateral do YT Saver, acesse a aba “Music Premium”
Opção “Premium Music” na aba lateral do aplicativo (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
2) Selecione a opção com o símbolo do Spotify.
Conversor de músicas do Spotify no YT Saver (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
3) Uma janela com a interface do Spotify será aberta. Faça login com sua conta e use o serviço normalmente para encontrar o que deseja ouvir
Navegador interno do YT Saver (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
4) Ao encontrar a faixa ou playlist, basta clicar no botão de “Download” que aparece na tela para iniciar o processo
Opção de download no navegador interno do YT Saver (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Onde ficam os downloads?
Independentemente do método escolhido, todas as músicas baixadas ficam organizadas na seção “Baixado” (Downloaded). Ali, os arquivos MP3 já estarão salvos em seu computador, com as tags de artista e álbum preservadas, e prontos para serem transferidos para qualquer outro dispositivo.
Para definir a qualidade de áudio, após abrir o Baixador Spotify, clique na engrenagem no topo da janela (ao lado das opções de minimizar, maximizar e fechar janela). Ali, é possível definir entre diversas opções de formato e a taxa de bits. Por padrão, o programa faz o download da música na melhor taxa de bits disponível.
Preferências de download no Baixador Spotify do YT Saver (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Conversão com qualidade e Hi-Fi
Uma preocupação comum ao converter arquivos de áudio é a possível perda de qualidade. O YT Saver garante que a música baixada terá a mesma fidelidade sonora da versão de alta resolução do Spotify.
Para audiófilos e usuários que querem a máxima fidelidade de áudio, o programa também permite a conversão para formatos sem perdas (lossless), como o FLAC.
Diferente do MP3, que comprime o áudio para economizar espaço, o FLAC mantém os dados originais da gravação, sendo ideal para quem usa equipamentos de som de alta qualidade. O software também suporta formatos como AAC, WAV, M4A e outros.
Planos do YT Saver
O YT Saver Spotify Converter surge como uma ferramenta para devolver ao usuário controle sobre as músicas, quebrando as barreiras do streaming e permitindo playlists e álbuns dos seus artistas favoritos salvos localmente — e com alta qualidade.
Para quem deseja experimentar, o YT Saver oferece uma versão de teste gratuita. Com ela, é possível baixar até três músicas e uma playlist completa em formatos de saída mais populares, como MP3.
Já os planos pagos liberam o potencial da ferramenta. As licenças, disponíveis no plano mensal por US$ 9,95 (cerca de R$ 53,22, em conversão direta) ou no vitalício (pagamento único) por US$ 39,95 (R$ 192,30), incluem:
Downloads ilimitados de músicas, playlistss, álbuns e artistas.
Suporte a mais de 20 formatos de saída de áudio e vídeo
Capacidade de baixar vídeos em resoluções de até 8K
Compatibilidade com outros serviços, como Amazon Music e Deezer
Suporte técnico contínuo
Para fazer o download da versão gratuita ou adquirir uma das licenças, basta acessar a página oficial do YT Saver.
Ex-Microsoft revela origem da chave pirata mais usada no Windows XP (imagem: Alan Levine/Flickr)Resumo
Chave FCKGW-RHQQ2-YXRKT-8TG6W-2B7Q8 do Windows XP vazou do sistema de ativação de licenças da Microsoft, o WPA;
A chave era do tipo VLK, usada por organizações para ativar o Windows XP em várias máquinas, sem checagem de ID, facilitando o uso em instalações piratas;
O grupo warez “devils0wn” é apontado como responsável pelo vazamento, e a Microsoft bloqueou a chave após sua ampla distribuição.
Nos tempos em que o Windows XP era dominante, a Microsoft não tinha um controle muito rigoroso das chaves de ativação do sistema operacional. Prova disso é que muita gente usou o código FCKGW-RHQQ2-YXRKT-8TG6W-2B7Q8 para não pagar por uma licença do sistema operacional. Mas de onde veio essa chave? O mistério foi desvendado por um ex-funcionário da companhia.
Dave Plummer foi responsável por criar vários recursos clássicos do Windows, como o Gerenciador de Tarefas e a compatibilidade nativa do sistema com arquivos Zip.
Em postagem recente no X, Plummer explica ter trabalhado na primeira versão do Windows Product Activation (WPA), e foi de lá que o código em questão surgiu.
Não era um hack, mas um vazamento
O WPA era um sistema de ativação de licenças que foi introduzido no Windows XP. É por meio dele que a Microsoft verificava se uma instalação do sistema operacional era original ou não.
Blummer explica que esse processo envolvia um código de identificação (ID) gerado a partir da checagem do hardware do computador. Se uma nova instalação do Windows usando essa chave tivesse um ID que não batia com o hardware do computador, esse era um sinal de ativação pirata do sistema.
Originalmente, a chave FCKGW do Windows XP era legítima (imagem: X/Dave Plummer)
Porém, a chave iniciada por FCKGW era do tipo VLK (Volume License Key — Chave de Licença por Volume), ou seja, fazia parte daquelas que eram compradas por organizações de modo que um único código pudesse ser usado para ativar o Windows XP em várias máquinas. Nessas circunstâncias, a checagem do ID não era feita.
Na época, havia quem acreditasse que a chave FCKGW-RHQQ2-YXRKT-8TG6W-2B7Q8 era um hack, isto é, uma “chave-mestra” que contornava a validação de licenças do Windows XP. Mas o que aconteceu é que essa chave, até então legítima, simplesmente vazou e, com isso, passou a ser distribuída junto a cópias piratas do sistema operacional ou em fóruns, por exemplo.
Tudo indica que a chave vazou por meio de um grupo warez chamado “devils0wn”. A Microsoft percebeu o problema (para ela) e colocou a chave em uma lista de bloqueio. Mas isso só foi feito após o código ter sido largamente distribuído pela internet, para a felicidade daqueles que não estavam dispostos a pagar pelo Windows XP.
Microsoft Edit é um editor de texto para linha de comando (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft Edit será nativo no Windows 11; participantes do Windows Insider já encontram a ferramenta na versão Canary do sistema;
Edit é um editor de texto de linha de comando com código-fonte aberto, já disponível para download no GitHub, e que funciona tanto no Windows 11 quanto no Windows 10;
Recursos incluem modo mouse, edição de múltiplos arquivos, localizar e substituir, e quebra de linha.
Em maio deste ano, a Microsoft apresentou o Edit, um editor de texto para linha de comando que, além de leve, tem código-fonte aberto. A simplicidade do projeto não o torna pouco relevante. Prova disso é que, em breve, o Edit fará parte dos recursos nativos do Windows 11.
Isso significa que o Microsoft Edit estará nas futuras atualizações do sistema operacional. Ainda não se sabe a partir de quando. Porém, o Windows Latest encontrou a ferramenta na compilação 27965 do Windows 11 para o canal Canary do programa de testes Windows Insider. É possível que o Edit chegue ao sistema até o fim do ano ou no primeiro trimestre de 2026, portanto.
Quem quiser testar a ferramenta não precisa esperar: o Edit já está disponível para download no GitHub. Ali, role a página até a área “Assets” e escolha a opção “x86-64” se o seu computador tiver chip Intel ou AMD (ou escolha a opção mais adequada para o seu computador). No mesmo endereço é possível encontrar o código-fonte da ferramenta.
A versão mais recente é a 1.20. Apesar do foco no Windows 11, o Edit também funciona no Windows 10.
O que é o Microsoft Edit?
O Microsoft Edit foi anunciado oficialmente em maio como um editor de texto que pode ser comparado aos clássicos Vim e Emacs, conhecidos principalmente por usuários de Linux. Também é possível afirmar que essa é uma ferramenta no estilo “MS-DOS”.
Aliás, o prompt do DOS para Windows, até a versão XP, tinha suporte para edição de textos por linha de comando. Mas esse recurso deixou de existir quando o Windows entrou na era dos 64 bits.
“Hello world” no Edit (imagem: reprodução/Microsoft)
Para quem sentia falta de uma ferramenta do tipo nativa para o Windows, o Edit chega para preencher essa lacuna. Apesar de simples, a novidade traz um conjunto interessante de funções, como:
Modo mouse: permite ao usuário acessar recursos de menu usando o mouse, apesar de o Edit ser focado em linha de comando;
Múltiplos arquivos: a ferramenta pode editar vários arquivos ao mesmo tempo; para alternar entre eles, basta pressionar Ctrl + P no teclado;
Localizar e substituir: pressione Ctrl + R ou vá em Editar / Substituir para selecionar uma palavra ou uma frase para localizá-la e substituí-la; é possível fazer isso diferenciando letras maiúsculas e minúsculas, e usando expressões regulares;
Quebra de linha: pode-se adicionar quebras de linha no Edit pressionando Alt + Z ou indo em Exibir / Quebra de Linha.
Apesar da boa gama de funcionalidades, o Edit não é exatamente um rival para editores como o Nano ou o já mencionado Vim. A ferramenta da Microsoft surge apenas para preencher um espaço vago no Windows 11. Quem precisa usar editores de texto por linha de comando com frequência irá encontrar mais utilidade em opções de terceiros, provavelmente.
Perfis podem ter até temas diferentes (imagem: divulgação)Resumo
O Firefox introduziu perfis independentes para separar histórico, favoritos e configurações, mas eles ainda não estão disponíveis em Android e iOS.
Cada perfil pode ter suas próprias extensões, temas, senhas e logins, permitindo separar navegação pessoal de trabalho ou estudos.
A sincronização entre dispositivos é limitada a um perfil por conta Firefox Sync, exigindo uma segunda conta para sincronizar múltiplos perfis.
O Firefox ganhará uma nova ferramenta de perfis, capaz de separar extensões, temas, senhas, logins ativos, configurações e histórico. Assim, dá para dividir a navegação pessoal das ferramentas de trabalho ou estudos, por exemplo. O recurso começará a ser liberado no dia 14 de outubro.
Google Chrome, Microsoft Edge e Apple Safari são alguns concorrentes que já contavam com ferramentas do tipo. Na prática, é como se você tivesse dois (ou mais) navegadores diferentes de um só.
A Mozilla anunciou a chegada do novo gerenciador de perfis pela primeira vez em maio de 2025, inicialmente para um número limitado de usuários. De acordo com dados do StatCounter referentes a setembro de 2025, o Firefox tem 1,39% do mercado de browsers para desktop no Brasil e 4,45% no mundo todo.
Como funcionam os perfis?
Eu uso o Firefox e tenho dois perfis. No perfil de trabalho, deixo as abas verticais ativadas, coloco os sites que acesso com mais frequência na barra de favoritos e conto com extensões mais úteis para meu trabalho, como um corretor ortográfico e o gerenciador de senhas da empresa.
Já no perfil pessoal, o navegador está praticamente com as configurações de fábrica, com abas no topo, sem barra de favoritos e com menos extensões.
Outra vantagem é não precisar ficar trocando de conta logada, até porque nem todo site permite isso. O Gmail, por exemplo, dá a opção de deixar vários logins conectados, mas o ChatGPT não tem essa opção. Com perfis separados, eu não preciso me preocupar com isso.
Abas contêiner não mudam, mas sincronização fica mais complexa
O Firefox já contava com um recurso chamado abas contêiner. Essa ferramenta permite manter algumas informações separadas, como cookies e logins. Ela não muda: cada perfil terá seus próprios contêineres, sem que eles se misturem.
A sincronização entre dispositivos, por outro lado, vai ficar um pouco diferente. Não será possível sincronizar mais de um perfil em um mesmo dispositivo usando a mesma conta Firefox Sync. Se você já tiver um perfil conectado, a recomendação é criar uma segunda conta, caso queira compartilhar aquelas informações com outros aparelhos.
Além disso, os perfis não estão disponíveis para Android e iOS. Portanto, mesmo que você use dois perfis diferentes no desktop, só poderá sincronizar um deles com o celular ou o tablet.
Microsoft ainda não anunciou oficialmente o aplicativo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O OneDrive pode ganhar um novo app dedicado no Windows 11, centralizando funções de organização, edição e visualização de arquivos.
Segundo o Windows Central, a interface inclui menus arredondados, efeitos de transparência e modos de galeria e arquivos.
O app também deve integrar o Copilot, permitindo abrir um chat para perguntas e resumos de documentos.
O OneDrive pode ganhar um aplicativo exclusivo no Windows 11. Diferente da integração já existente no Explorador de Arquivos e no app Fotos, o app centralizaria funções de organização, edição e visualização de arquivos em um só lugar. Segundo o Windows Central, a novidade vazou em servidores da própria Microsoft, mas ainda não foi anunciada oficialmente.
No primeiro acesso, o programa deve abrir a biblioteca de fotos armazenadas na nuvem. A interface traz menus arredondados, efeitos de transparência e opções para alternar entre dois modos: o de galeria, voltado para imagens e vídeos, e o de arquivos, semelhante ao painel já disponível no site do OneDrive.
Essa estrutura sugere que a empresa pode unificar em um único app recursos que hoje estão espalhados em diferentes áreas do sistema.
Quais seriam as novidades do app do OneDrive?
Versão inclui aba de galeria reformulada (imagem: reprodução/Windows Central)
O app do OneDrive chama atenção por incluir uma aba de galeria reformulada. Além da visualização tradicional, há botões dedicados a seções como Álbum, Pessoas, Favoritos e o recurso Momentos — já conhecido dos usuários de celular.
Essa função exibe automaticamente fotos tiradas em anos anteriores na mesma data, criando uma espécie de retrospectiva personalizada.
App deve permitir a edição de fotos (imagem: reprodução/Windows Central)
Outro ponto observado pelo site é a presença de ferramentas básicas de edição, parecidas com as do app Fotos, e uma barra de menus flutuante que surge ao selecionar imagens.
OneDrive deve ganhar integração direta com o Copilot (imagem: reprodução/Windows Central)
Embora o gerenciamento de arquivos seja idêntico ao do site do OneDrive, a principal diferença está na integração com o Copilot: ao passar o mouse sobre documentos, surge a opção de abrir um chat para fazer perguntas, pedir resumos ou gerar FAQs sem abrir o arquivo.
Por que um novo app?
Galeria reformulada traria seções como Álbum, Pessoas e Momentos (imagem: reprodução/Windows Central)
A estratégia da Microsoft ainda não é totalmente clara, já que usuários do Windows 11 conseguem acessar o OneDrive por meio do Explorador e do aplicativo Fotos. Especialistas sugerem que a empresa pode estar mirando quem prefere uma experiência unificada em vez de depender de diferentes aplicativos do sistema.
O desempenho, no entanto, pode ser um diferencial. Apesar de ser baseado na web, o Windows Central menciona que o novo app roda de forma fluida e mais integrada do que outras soluções semelhantes, como o Outlook. Esse detalhe pode ajudar a justificar a aposta em um app separado.
Novos ícones representam conexão com inteligência artificial (imagem: divulgação/Microsoft)Resumo
Microsoft renovou os ícones do Office, adotando um design mais colorido e arredondado, inspirado no Copilot.
A mudança alcança 10 apps do Microsoft 365: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva.
O novo visual aposta em gradientes e formas simplificadas, priorizando legibilidade e acessibilidade, inspirado no ambiente de IA.
A Microsoft anunciou oficialmente nessa quarta-feira (01/10) a nova identidade visual para os ícones do pacote Office. A mudança, que é a primeira grande atualização de design desde 2018, chega para os dez principais aplicativos do ecossistema Microsoft 365. Agora, os ícones terão uma aparência mais colorida e com formas arredondadas.
O novo design, aplicado em todas as plataformas — web, desktop e mobile — abandona as linhas retas e a solidez dos ícones anteriores para adotar um visual mais fluido e “divertido”. Segundo a empresa, o ícone do Copilot, a inteligência artificial da Microsoft, inspirou a mudança. O novo estilo traz curvas suaves e o uso mais intenso de gradientes de cor para refletir um ecossistema mais conectado e influenciado pela IA.
Os 10 aplicativos que recebem a atualização são: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva. A proposta é criar uma identidade visual mais coesa e que funcione melhor em diferentes tamanhos de tela, desde um monitor até a tela de um celular.
Ícones mais fluidos
Aplicativos agora têm ícones com mais dobras e curvas (imagem: divulgação/Microsoft)
Em comunicado oficial, Jon Friedman, vice-presidente corporativo de design e pesquisa para o Microsoft 365, afirmou que a mudança busca simplificar e humanizar a experiência do usuário. “As bordas afiadas e as linhas nítidas são substituídas por dobras e curvas suaves, dando aos ícones uma sensação de movimento lúdico e acessibilidade”, explicou.
Além das formas, o uso de cores foi intensificado. Os gradientes, que antes eram sutis, agora são mais vibrantes para melhorar o contraste e a acessibilidade visual. A Microsoft também realizou simplificações para melhorar a legibilidade em tamanhos menores. O ícone do Word, por exemplo, que antes tinha quatro barras horizontais para representar um documento, agora terá apenas três.
Logos dos aplicativos que formam o pacote Office ao longo do tempo (imagem: divulgação/Microsoft)
A última grande reestilização, em 2018, representava outro momento da empresa: o de transformar o Office em uma suíte de aplicativos multiplataforma, refletindo a maior integração e colaboração entre os apps.
A principal mudança em relação ao design de 2013 (e de todas as versões anteriores) foi separar a letra do símbolo, criando dois painéis distintos. Com isso, o ícone do Word, por exemplo, passou a exibir linhas de texto em vez do contorno de um documento. Essa ideia permaneceu na nova identidade visual.
Tendência de design?
A aposta da Microsoft em gradientes e formas mais orgânicas acompanha, coincidentemente, outra big tech. Nesta mesma semana, o Google oficializou a mudança de seu principal logotipo. Assim como a dona do Windows, a gigante de buscas utiliza a IA para justificar a escolha de design.
No caso, a letra “G” maiúscula, que antes tinha cores sólidas e separadas, ganhou um visual com gradiente misturando as cores. É a primeira mudança no logotipo em 10 anos.
Vale lembrar que a mudança no Google começou a aparecer para os usuários em maio, no app de buscas, enquanto os ícones do pacote Office vazaram pela primeira vez em abril. Como na Microsoft, o novo estilo deve definir a identidade visual da empresa.
F-Droid pode fechar por causa de nova regra do Google para apps Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Nova política do Google obriga desenvolvedores de Android a se registrarem na empresa;
F-Droid diz que exigência ameaça a sua existência, pois a plataforma não pode impor registro aos desenvolvedores dos apps distribuídos por lá;
F-Droid faz apelo a órgãos reguladores para conter concentração de poder no ecossistema Android.
A F-Droid é uma das lojas de aplicativos para Android mais conhecidas depois da Google Play Store. Mas o projeto pode deixar de existir em um futuro próximo. O motivo é uma nova regra do Google que determina que os desenvolvedores de apps para Android se registrem na companhia.
O novo requisito tem relação com a medida de segurança do Google que torna mais difícil a instalação de aplicativos por fora da Play Store. Como parte desse plano, todos os desenvolvedores deverão verificar suas identidades, ou seja, se registrar no Google, mesmo que seus aplicativos não sejam distribuídos por meio da loja oficial do Android.
Contudo, a F-Droid afirma que não conseguirá atender à nova política por não poder exigir que os desenvolvedores da plataforma se registrem no Google. A plataforma também declara que não pode assumir a identidade dos aplicativos, pois isso levaria à perda do direito de distribuição desses softwares.
Neste ponto, é importante esclarecer que a F-Droid distribui apenas aplicativos FOSS, isto é, que têm código-fonte aberto e seguem os princípios do software livre.
Marc Prud’hommeaux, um dos desenvolvedores responsáveis pelo projeto, explica como a F-Droid funciona com relação a esse aspecto:
Quando um desenvolvedor cria um aplicativo e hospeda o código-fonte publicamente em algum lugar, a equipe da F-Droid o revisa, inspecionando-o para garantir que seja totalmente de código aberto e não contenha recursos indesejados não documentados, como anúncios ou rastreadores.
Após a aprovação na inspeção, o serviço de compilação da F-Droid compila e empacota o aplicativo para deixá-lo pronto para distribuição. O pacote é então assinado com a chave criptográfica da F-Droid ou, se a compilação for reproduzível, permite a distribuição usando a chave privada do desenvolvedor original.
Dessa forma, os usuários podem confiar que qualquer aplicativo distribuído pela F-Droid é aquele que foi criado a partir do código-fonte especificado e não foi adulterado.
Marc Prud’hommeaux, desenvolvedor da F-Droid
Note que esse procedimento não exige que os desenvolvedores se identifiquem junto à plataforma usando documentos reais ou paguem taxas de cadastro, ao contrário da nova política do Google. É por isso que os mantenedores da F-Droid enxergam a nova exigência como uma ameaça ao projeto:
Se entrar em vigor, o decreto de registro de desenvolvedores [do Google] encerrará o projeto F-Droid e outras fontes de distribuição de aplicativos livres/de código aberto como as conhecemos hoje, e o mundo será privado da segurança do catálogo de milhares de aplicativos que podem ser confiáveis e verificados por todos.
Marc Prud’hommeaux, desenvolvedor da F-Droid
Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
F-Droid faz apelo a entidades reguladoras
Em sua manifestação sobre o assunto, a F-Droid diz não acreditar que o registro de desenvolvedores junto ao Google seja uma medida de segurança, mas uma forma de aumentar o controle da companhia sobre “um ecossistema anteriormente aberto”.
Por conta disso, a F-Droid pede que autoridades reguladoras e de concorrência analisem a política anunciada pelo Google e tomem medidas para evitar que as novas regras “sejam utilizadas de forma abusiva para consolidar o controle monopolista”.