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IA descobre falha no Zoom que permitia invadir PCs e celulares

11 de Agosto de 2026, 18:07
Ilustração com o ícone do app de videoconferência Zoom
Inteligência artificial precisou de um dia para descobrir a vulnerabilidade no aplicativo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Zoom corrigiu uma vulnerabilidade crítica em sua plataforma que permitia a invasão silenciosa de dispositivos.
  • A falha, descoberta pela empresa de cibersegurança A Security, exigia que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.
  • A brecha foi explorada usando menos de 20 comandos de texto e permitia a execução remota de código, possibilitando ao invasor roubar dados sensíveis e instalar malwares.
  • A Zoom já liberou uma atualização para corrigir a vulnerabilidade.

A Zoom solucionou nesta terça-feira (11) uma vulnerabilidade crítica que permitia a invasão silenciosa de celulares e computadores. Identificada pela empresa de cibersegurança A Security, a falha exigia apenas que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.

O caso acende um alerta pela facilidade da descoberta. Os pesquisadores utilizaram modelos públicos de inteligência artificial para explorar a falha do zero usando menos de 20 comandos de texto (os chamados prompts).

Como funcionava o ataque silencioso?

Falha crítica no Zoom permitia controle remoto de PCs e celulares (imagem: reprodução/A Security)

O problema estava escondido no protocolo que gerencia anotações em tempo real (aquele recurso que permite desenhar e fazer marcações na tela). Uma brecha abriu as portas para a execução remota de código.

Segundo os relatórios técnicos da A Security, um invasor presente na reunião, seja anfitrião ou convidado, podia injetar códigos maliciosos nos dispositivos de todos os outros participantes da sala. O grande perigo desse ataque, batizado de “Zoomsday”, é que ele operava no formato zero-click, ou seja, não exigia qualquer interação da vítima.

Ninguém precisava clicar em um link suspeito no chat, baixar um arquivo malicioso ou aceitar uma solicitação na tela. Com o controle do sistema, o cibercriminoso ganhava passe livre para roubar dados sensíveis, ligar a webcam e o microfone ou instalar malwares.

No ambiente corporativo, as consequências seriam desastrosas. Um hacker poderia roubar credenciais de um funcionário para entrar na rede da companhia, comprometendo servidores a partir de uma única videochamada.

Como a IA descobriu a falha?

O que mais assustou os especialistas foi a velocidade com que a IA encontrou e conseguiu explorar a brecha. A empresa de cibersegurança explicou que bastou um dia de trabalho. Eles direcionaram um agente de IA para vasculhar funções muitas vezes ignoradas no código do Zoom. Rapidamente, ele encontrou o erro e montou a invasão em tempo recorde.

Quais sistemas foram afetados e como se proteger?

A vulnerabilidade afetou o aplicativo do Zoom em todos os sistemas suportados: Windows, macOS, Linux, Android e iOS (iPhone). Como entrar em uma videoconferência envolve desde reuniões de trabalho a aulas online, milhões de usuários poderiam ter aparelhos expostos caso os detalhes da falha vazassem.

Felizmente, a brecha foi reportada de forma responsável aos desenvolvedores. A dona do serviço publicou um boletim de segurança detalhado, já implementou as correções necessárias nos servidores e liberou atualizações para os aplicativos.

Apesar de não haver registros de que o “Zoomsday” tenha sido explorado de forma maliciosa na internet, a recomendação unânime é atualizar o aplicativo imediatamente.

IA descobre falha no Zoom que permitia invadir PCs e celulares

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

26 de Abril de 2026, 00:06
Imagem mostra uma mão segurando um iPhone, com a tela exibindo o logo do Tinder
Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)
Resumo
  • Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
  • O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
  • A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
  • No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Ilustração de deepfake
Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

(imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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