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Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

15 de Maio de 2026, 18:19
“Todas as chaves eram falsas”, relatou consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Kabum expulsou lojas que vendiam softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas do Windows e Office.
  • A expulsão ocorreu após relatos de consumidores que compraram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso após um tempo.
  • O Kabum afirmou que monitora continuamente a operação para garantir a qualidade e originalidade dos produtos e que inativa imediatamente lojistas e ofertas irregulares.

O site de vendas Kabum confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que expulsou pelo menos uma loja flagrada comercializando softwares piratas da Microsoft. Outras empresas participantes da plataforma também estão sob análise, após uma escalada no número de consumidores reclamando do Kabum nas redes.

Na última semana, diversos relatos começaram a surgir na internet. As pessoas se queixavam de comprar licenças do Windows e do Office supostamente vitalícias, mas ficarem sem acesso às tecnologias após um tempo.

“Ao receber os produtos, a suspeita começou pela mídia física bizarra. Entrei em contato com o suporte oficial da Microsoft e a bomba caiu: todas as chaves eram falsas.” Foi assim que um usuário do Reddit resumiu a situação.

O usuário classificou a atuação do site Kabum como “negligência” e “conivência”. De acordo com ele, a origem dos softwares não é informada aos potenciais compradores porque “no fim das contas, estão lucrando em cima de cada venda pirata”.

Não custa lembrar: o Kabum opera tanto com estoque próprio quanto com vendas de terceiros, que são identificadas assim. O e-commerce declarou que monitora continuamente a operação “para garantir a qualidade e originalidade“ dos produtos. Ele esclareceu ainda que “inativa imediatamente o lojista e a oferta irregulares”.

Windows e Office com acesso “vitalício”

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)

As suspeitas sobre a procedência dos programas de computador podem ser visualizadas no Reclame Aqui. Um cliente de Marataízes, no Espírito Santo, contou que esbarrou com anúncios altamente suspeitos dos seguintes produtos:

  • Windows Server 2025 Datacenter em mídia física
  • Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia
  • Visual Studio 2026 Enterprise
  • Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo e envio imediato

“Ao consultar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa mencionada não consta como parceira autorizada, o que reforça a suspeita de irregularidade.” O Kabum nos disse que mantém contato direto com as fabricantes, com acesso a lista de parceiros autorizados.

“Diretamente prejudicado”, diz consumidor

O cliente capixaba relatou insatisfação pois, após a compra de “softwares corporativos por valores inferiores a R$ 200”, a Microsoft passou a não reconhecer as licenças. “Minha empresa foi diretamente prejudicada”, concluiu.

Ainda não se sabe quantos outros lojistas serão expulsos do marketplace. O Kabum foi fundado em 2003 por dois irmãos em Limeira, no interior de São Paulo. Em 2021, foi comprado e passou a fazer parte do grupo Magazine Luiza.

Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

Windows pirata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança

15 de Maio de 2026, 12:47
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É preciso acessar as configurações do Windows 11 para iniciar o modo de segurança do sistema (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Usar o modo de segurança do Windows 11 é fundamental para diagnosticar problemas, já que ele executa o sistema operacional apenas com os drivers básicos para o funcionamento.

Para iniciar o Windows 11 no “Modo Seguro“, acesse as configurações do dispositivo, vá em ajustes do sistema e selecione a opção “Reinicialização avançada“, para abrir o ambiente de recuperação do Windows.

Também é possível entrar no modo de segurança pressionando “Shift” + botão “Reiniciar” na tela de login do PC. A seguir, veja o passo a passo com detalhes de como ativar o recurso no sistema operacional.

Índice

Como entrar no modo de segurança do Windows 11 pelas configurações

1. Acesse as configurações do Windows 11

Clique no ícone de configurações do Windows 11 para acessar a página de ajustes do sistema operacional. Você também pode pressionar o atalho “Windows + I” para abrir a página.

Acessando as configurações do Windows 11
Acessando as configurações do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá em “Recuperação” na guia “Sistema” do Windows

Selecione a aba “Sistema” e procure pela opção “Recuperação“. Clique para exibir as opções de inicialização do Windows 11.

Acessando o menu de recuperação do sistema operacional
Clique em “Sistema” e vá em “Recuperação” nas configurações (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Inicie a recuperação avançada do sistema operacional

Em “Reinicialização avançada“, clique no botão “Reiniciar agora“. Você será redirecionado ao Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) para entrar no modo de segurança do sistema operacional.

Reiniciando o PC pelo botão de reinicialização avançada do Windows 11
Reinicie o computador pelo botão de inicialização avançada (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Selecione “Solução de problemas” no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE)

Quando o ambiente de recuperação for inicializado, escolha a opção “Solução de problemas“.

Escolha a opção "Solução de problemas" no Ambiente de Recuperação do Windows
Vá até o menu “Solução de problemas” (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Vá em “Opções avançadas”

Clique ou selecione o menu “Opções avançadas” para exibir novas opções de inicialização, incluindo o modo de segurança do Windows 11.

Entre em "Opções avançadas" para encontrar outras opções de reinicialização
Entre em “Opções avançadas” para encontrar outras opções de reinicialização (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

6. Escolha “Configurações de Inicialização”

Selecione o o menu “Configurações de Inicialização“, caracterizado pelo ícone de engrenagem.

Escolha "Configurações de Inicialização" do Windows 11
Escolha “Configurações de Inicialização” do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

7. Reinicie o Windows 11 para confirmar sua escolha

Uma série de informações sobre o procedimento serão exibidas na tela. Clique em “Reiniciar“.

Clique em "Reiniciar" pelo botão exibido na tela
Clique em “Reiniciar” pelo botão exibido na tela (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

8. Digite a senha de recuperação do BitLocker (caso necessário)

Alguns computadores podem estar protegidos pelo BitLocker, um recurso de segurança do Windows. Nesse caso, será necessário inserir a chave de recuperação da unidade.

Basta seguir as orientações exibidas pela Microsoft na tela para encontrar o seu código.

Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário
Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

9. Inicie o Windows 11 em modo de segurança

Escolha como deseja habilitar o modo de segurança do Windows 11:

  • Pressione “F4” para iniciar o modo de segurança padrão;
  • Pressione “F5” para o habilitar modo de segurança com rede;
  • Pressione “F6” para entrar no modo de segurança com prompt de comando.
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança, de acordo com sua necessidade (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança na tela de login

Você também pode acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) a partir da tela de login do sistema operacional, caso não saiba da senha ou não se lembre do código de acesso.

Pressione o botão “Shift“, enquanto clica no menu “Reiniciar” para ativar o ambiente de recuperação, e, em seguida, iniciar o modo de segurança do Windows 11.

Acesse "Reiniciar" pressionando a tecla "Shift" para entrar no ambiente de recuperação do Windows 11
Segure “Shift” e clique em “Reiniciar” para acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O que acontece ao iniciar o Windows 11 em modo de segurança?

Entrar no modo de segurança do Windows 11 desabilita alguns drivers, recursos ou serviços disponíveis no PC, variando de acordo com as seguintes opções:

  • Modo de segurança: executa drivers básicos e arquivos essenciais para o funcionamento do sistema. É comum que ocorra mudanças na resoluções de vídeo e falta de conexão com a internet, devido à não inicialização dos drivers de rede;
  • Modo de segurança com rede: executa drivers básicos para a inicialização do Windows, incluindo drivers de rede que podem ser necessários para o diagnóstico e solução de problemas no sistema operacional;
  • Modo de segurança com prompt de comando: modo de segurança voltado para usuários avançados do Windows. Executa o CMD (Prompt de Comando) para resolução de problemas por meio de códigos.

Dá para entrar no modo de segurança do Windows 11 pelo boot?

Sim, pressionar a tecla “F8” durante o boot do Windows 11 pode inicializar o WinRE em alguns dispositivos — mas pode não funcionar em aparelhos mais modernos.

Nesse caso, você pode pressionar o botão “liga/desliga” por alguns segundos até o sistema operacional desligar, por algumas vezes.

Em alguns casos, essa reinicialização abrupta do Windows 11 irá abrir o ambiente de recuperação para iniciar o modo de segurança do sistema.

Tem como tirar o Windows 11 do modo de segurança?

Sim, reiniciar o Windows 11 deve remover o modo de segurança do sistema operacional.

Caso persista, pressione “Windows + R” para abrir o utilitário “executar“, digite “msconfig” e dê enter. Em seguida, desative a opção “Inicialização segura“, ou selecione “inicialização normal“, para tirar o Windows 11 do modo de segurança.

Selecione a opção "Inicialização normal" ao executar o comando "msconfig" no Windows 11
Selecione a opção “Inicialização normal” ao executar o comando “msconfig” no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

11 de Maio de 2026, 14:33
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
  • Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
  • Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.

A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.

Como o recurso “acelera” o Windows 11?

A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.

O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.

Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.

A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.

TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.

We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31

— Windows Central (@WindowsCentral) May 8, 2026

Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.

Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.

“Apple faz isso e vocês adoram”

Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.

A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.

“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.

Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

1 de Maio de 2026, 11:48
Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Notebook da família Samsung Galaxy Book (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung estaria desenvolvendo notebooks da família Galaxy Book para rodar Android 17 em vez do Windows 11;
  • supostos novos notebooks teriam ainda interface One UI 9 e viriam em três modelos: um de entrada, um intermediário e um topo de linha;
  • Samsung não deve abandonar Windows, mas ampliar variedade de linhas de notebooks Galaxy; novos produtos podem ser lançados ainda em 2026.

Faz tempo que o Android conta com interfaces e recursos que permitem a sua execução em PCs. Parece que a Samsung está disposta a levar essa ideia mais a sério: há rumores de que a companhia lançará laptops da família Galaxy Book que rodam Android 17 em vez do Windows 11.

É o que conta o SamMobile, site especializado na marca coreana. O veículo afirma ter descoberto que a Samsung está desenvolvendo três notebooks que, além do Android 17, contarão com a futura interface One UI 9: um modelo de entrada, outro intermediário e o terceiro como topo de linha.

Não seria um ato de rebeldia contra a Microsoft ou algo nesse sentido, afinal, não há planos de abandonar o Windows. Os novos produtos viriam para ampliar a variedade de linhas de notebooks Galaxy que a Samsung mantém.

Nesse sentido, daria até para dizer que os laptops Galaxy Book com Android seriam a resposta da Samsung à linha MacBook Neo, da Apple.

Para a Samsung, a ideia pode trazer outro benefício. A companhia tem colocado a One UI em dispositivos que vão além de celulares e tablets, como TVs e smartwatches. Logo, levar a interface a notebooks pode ajudar a companhia a transformar a One UI em um ecossistema abrangente e, claro, exclusivo da marca.

Notebook branco Galaxy Book 5 Pro está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025. A tela exibe ícones coloridos, com um show em reprodução numa metade e, na outra, o site do Tecnoblog.
Galaxy Book 5 Pro, este com Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando a Samsung lançará notebooks com Android?

Ainda não há informação sobre datas, até porque os tais laptops Galaxy Book com Android não foram confirmados até o momento. Mas veja que os burburinhos falam em Android 17 e em One UI 9. Ambos estão previstos para serem liberados em meados do ano. Isso sugere que os novos notebooks da Samsung poderão ser lançados ainda em 2026.

Também não há informação sobre o hardware desses equipamentos. Mas, como estamos falando de Android, é provável que a Samsung recorra a chips Arm desenvolvidos originalmente para celulares e tablets ou que foram adaptados para notebooks.

Talvez vejamos um SoC Exynos (da própria Samsung) ou até um Qualcomm Snapdragon comandando essas máquinas.

Sobre a interface, o SamMobile cogita a possibilidade de ela ser baseada em uma versão aprimorada do Samsung DeX, aquele modo que “transforma” celulares ou tablets em PCs por meio da conexão de um monitor a esses dispositivos.

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Galaxy Book 5 Pro tem versões com tela de 14 polegadas e 16 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

PowerToys 0.99: “canivete suíço” do Windows permite ajustar o seu monitor e mais

1 de Maio de 2026, 10:14
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e ajustar o seu monitor (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • PowerToys 0.99 foi lançado com novas funcionalidades, incluindo Grab and Move, que permite mover janelas a partir de qualquer ponto delas, e Power Display, que dá acesso rápido aos controles do monitor;
  • função Grab and Move possibilita mover e redimensionar janelas facilmente pressionando a tecla Alt ou Windows junto com os botões do mouse;
  • Power Display permite acessar e ajustar configurações do monitor, como brilho e contraste, diretamente no Windows, além de criar perfis de uso e ser compatível com múltiplos monitores.

O cada vez mais útil “canivete suíço” do Windows acaba de ficar mais… útil. O PowerToys 0.99 foi lançado nesta semana trazendo uma função que facilita a movimentação de janelas e outra que dá acesso rápido aos controles do seu monitor (você já vai entender). Também há aprimoramentos em utilitários que já existiam.

Mova e redimensione aplicativos facilmente

Comecemos pela função Grab and Move (ainda sem tradução para o português), a primeira grande novidade. Para entender como ela funciona, faça um teste aí: abra um aplicativo qualquer, como o Bloco de Notas ou a Calculadora, e tente arrastá-lo com o mouse sem tocar na barra de título. Não dá, né? É justamente esse problema que o Grab and Move resolve.

Você só precisa ativar a função no PowerToys e, sempre que quiser mover uma janela a partir de qualquer ponto dela (e não somente por meio da barra de título), bastará pressionar a tecla Alt (ou a tecla Windows, se você preferir) enquanto a arrasta com o botão esquerdo do mouse.

Esse truque também pode ser usado para que você redimensione o tamanho da janela a partir de qualquer ponto dela. Para isso, basta pressionar Alt (ou Windows) mais o botão direito do mouse.

Vale ressaltar que o Grab and Move está em fase “preview”, então está mais suscetível a erros do que as demais ferramentas do PowerToys 0.99.

Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11
Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Controle seu monitor (ou monitores) a partir do Windows

Tão ou mais interessante (eu acho que mais) é o recurso Power Display (Exibição de Energia, tradução que não ficou muito boa). Sabe aqueles botões existentes no monitor para que você ajuste brilho, contraste, padrão de cores ou alternar entre as conexões em uso (como HDMI ou DisplayPort)? A novidade faz o próprio Windows exibir esses controles, dando acesso rápido a eles.

Um detalhe interessante é que você também pode criar perfis de uso para alternar rapidamente entre diferentes configurações de uso. Por exemplo, você pode ter um perfil para o trabalho, que deixa a tela com mais brilho ou contraste, e outro para uso à noite, com esses parâmetros diminuídos.

Outro detalhe interessante: a novidade é compatível com múltiplos monitores ao mesmo tempo, permitindo ajustes em cada um deles.

Mas há um porém: não há garantia de que o Power Display funcione com todos os monitores. Não há uma lista de telas compatíveis, então é necessário ir na tentativa e erro.

Ah, esse é outro recurso em fase “preview”.

Power Display no Windows 10
Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais o PowerToys 0.99 traz de novo?

Toda nova versão do PowerToys aprimora recursos já existentes. Não é diferente aqui. Eis alguns dos utilitários melhorados:

  • Paleta de Comandos: a poderosa ferramenta que dá acesso rápido a aplicativos, arquivos e configurações recebeu ajustes de desempenho, bem como “suporte para tipos de conteúdo de texto simples e visualizador de imagens para extensões”;
  • Dock da Paleta de Comandos: introduzido no PowerToys 0.98, o Dock é uma barra da Paleta de Comandos que fica visível na Área de Trabalho; agora, o Dock pode ficar visível até sobre outros aplicativos, bem como ganhou um modo compacto de exibição;
  • Gerenciador de Teclado: a função que permite remapear teclas agora permite que cada uma delas seja ajustada manualmente por meio de um menu suspenso;
  • ZoomIt: a função de zoom e capturas de tela agora pode fazer este último trabalho mesmo quando houver rolagem de tela.

Como baixar o PowerToys 0.99?

O PowerToys 0.99 pode ser baixado a partir do GitHub. Há versões para máquinas com chips x86 (Intel e AMD) e Arm (como Snapdragon). Se você já tem a versão anterior, pode fazer a atualização a partir dela.

Apesar do foco no Windows 11, a ferramenta também funciona no Windows 10.

Vale dizer ainda que o PowerToys é gratuito e tem código-fonte aberto.

PowerToys 0.99: “canivete suíço” do Windows permite ajustar o seu monitor e mais

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PowerToys 0.99 traz recurso Grab and Move para mover e redimensionar janelas facilmente. Já função Power Display permite acessar as configurações do monitor.

PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor (imagem: reprodução/Microsoft)

Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é ataque zero-day? Conheça uma das principais ameaças de cibersegurança

30 de Abril de 2026, 16:46
Ilustração sobre crime cibernético
Entenda como os invasores exploram vulnerabilidades desconhecidas pelos desenvolvedores para promover ataques (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O ataque zero-day ocorre quando criminosos exploram vulnerabilidades de softwares e hardwares totalmente desconhecidas pelos desenvolvedores. O termo “dia zero” reforça que não houve tempo para criar correções, deixando sistemas e dados completamente expostos.

O processo começa quando um invasor identifica uma falha oculta e desenvolve um exploit para invadir o sistema. Essa brecha é utilizada para roubo de dados e espionagem até que o fabricante publique um patch de segurança.

Na cibersegurança, a proteção contra ataques zero-day envolve manter softwares atualizados e utilizar ferramentas que identifiquem comportamentos suspeitos em tempo real. Programas de bug bounty também auxiliam na descoberta precoce dessas ameaças críticas por especialistas.

A seguir, conheça o conceito de ataque zero-day, qual o objetivo dos invasores e como ele ocorre detalhadamente. Também saiba o motivo pelo qual essas vulnerabilidades inéditas são tão críticas.

O que é ataque zero-day?

O ataque zero-day é um crime cibernético que explora vulnerabilidades desconhecidas em softwares ou hardwares antes mesmo que os desenvolvedores criem uma correção. Como a falha é inédita, as empresas possuem “zero dias” para reagir, deixando sistemas e dados temporariamente expostos a invasões.

O que significa zero-day?

O termo “zero-day” surgiu nos anos 1990 em comunidades de pirataria para rotular softwares distribuídos no exato dia do lançamento oficial. Na segurança digital, a expressão evoluiu para descrever vulnerabilidades exploradas por invasores antes de que qualquer correção técnica seja desenvolvida.

Traduzido literalmente como “dia zero”, o conceito enfatiza que os fabricantes tiveram “zero dias” de aviso para mitigar o risco ou criar defesas. Essa terminologia ressalta a vulnerabilidade crítica de sistemas que ainda não receberam um patch oficial contra ataques imprevistos.

Ilustração de exploit
Os invasores aproveitam vulnerabilidades inéditas para criar exploits para invadir sistemas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o objetivo de um ataque zero-day? 

Um ataque zero-day visa burlar defesas ao explorar vulnerabilidades inéditas antes que qualquer correção técnica ou patch oficial seja disponibilizado. Ao agir sobre falhas desconhecidas, os invasores garantem uma alta taxa de sucesso contra softwares de segurança que ainda não possuem “vacina” para a ameaça.

Os criminosos aproveitam essa janela de oportunidade para roubar dados sensíveis, instalar ransomwares ou estabelecer backdoors para controle a longo prazo. Essas táticas permitem desde a espionagem industrial até a sabotagem de infraestruturas digitais críticas, operando de forma invisível antes que qualquer defesa seja implementada.

Como funciona um ataque zero-day 

O ciclo de um ataque zero-day começa quando um desenvolvedor publica um site ou aplicativo contendo, sem querer, uma vulnerabilidade oculta no código. Esse erro é descoberto por um invasor, que o mantém em sigilo para garantir que a brecha permaneça útil por um longo período.

O criminoso projeta um código de exploração personalizado (exploit), testando-o para garantir que ele possa invadir o sistema com sucesso. Essa arma digital é disparada contra alvos específicos por meio de vulnerabilidades de rede ou campanhas de phishing direcionadas.

Nesta fase crítica, a falha zero-day é explorada livremente enquanto a empresa responsável ainda desconhece a existência do problema. Sem um patch de correção disponível, os sistemas ficam expostos e as defesas tradicionais tornam-se ineficazes para barrar o acesso não autorizado.

O processo termina apenas quando os desenvolvedores detectam a intrusão e criam uma atualização oficial de segurança. Após a divulgação pública e a instalação pelos usuários, o status de “dia zero” é encerrado e a ameaça passa a ser conhecida.

Infográfico mostrando o ciclo de um ataque zero-day
O ciclo de um ataque zero-day (imagem: Reprodução/Indusface)

Quais são exemplos de ataque zero-day?

Existem diversos crimes cibernéticos que utilizaram ataques de “dia zero”, causando prejuízos globais bilionários. Estes são alguns dos casos mais emblemáticos que moldaram a segurança digital moderna:

  • Stuxnet (2010): este worm usou quatro falhas inéditas no Windows para sabotar fisicamente centrífugas nucleares no Irã. Foi um marco histórico ao provar que linhas de código podem causar danos materiais reais a infraestruturas industriais;
  • EternalBlue (2017): ferramenta vazada da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) que explorou uma brecha no protocolo de rede do Windows para propagar o ransomware WannaCry. O ataque paralisou hospitais e corporações globais, expondo a fragilidade de sistemas desatualizados;
  • Log4Shell (2021): uma vulnerabilidade crítica na biblioteca de registro Java (Log4j) que permitia a execução remota de códigos em milhões de servidores. Sua onipresença transformou a aplicação de patches em um desafio logístico sem precedentes;
  • Ataque à Kaseya (2021): invasores exploraram o software de gestão da empresa para realizar um ataque de cadeia de suprimentos em larga escala. Com uma única brecha, o grupo conseguiu sequestrar dados de mais de mil clientes simultaneamente;
  • MOVEit Transfer (2023): o grupo CLOP aproveitou uma falha de injeção SQL para roubar dados sensíveis de centenas de organizações que utilizavam o serviço de arquivos. O caso reforçou o perigo latente em ferramentas corporativas de transferência de dados;
  • Spyware Pegasus: esta ferramenta de vigilância usa ataques do tipo “zero-click” para infectar smartphones sem que a vítima precise interagir com qualquer link. Ao explorar falhas ocultas em apps de mensagens, ela garante acesso total aos dados e sensores do aparelho.
Ilustração sobre Ransomware
Alguns ataques de zero-day são usados para espalhar ransomwares, sequestrando dados importantes de usuários e empresas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que as vulnerabilidades zero-day são críticas?

As vulnerabilidades zero-day são consideradas críticas por serem falhas ocultas e sem correção oficial, deixando sistemas totalmente indefesos. Como o erro é desconhecido pelo fabricante, não existem assinaturas de segurança ou atualizações prévias capazes de bloquear a ação dos invasores.

Essas brechas são valiosas no mercado clandestino por burlarem ferramentas tradicionais, como antivírus e firewalls, que focam apenas em ameaças já catalogadas. Quando afetam softwares populares, o risco torna-se sistêmico, podendo comprometer milhões de usuários e infraestruturas críticas simultaneamente.

A gravidade é amplificada pela impossibilidade de preparação antecipada, gerando uma corrida das equipes de TI para desenvolver uma solução. Assim que um patch de segurança é lançado, a atualização imediata torna-se o único caminho para fechar essa perigosa janela de exposição.

Existe prevenção contra explorações e ataques zero-day? 

Embora seja impossível prever uma vulnerabilidade inédita, a cibersegurança moderna utiliza camadas de defesa para mitigar o impacto de um exploit. Estas são as estratégias essenciais para proteger sistemas contra ameaças de “dia zero”:

  • Arquitetura Zero Trust e microsegmentação: esta estratégia exige a verificação constante de identidade e divide a rede em setores isolados. Isso impede que um invasor se mova lateralmente pelo sistema caso rompa a barreira inicial;
  • Análise comportamental e RASP: ferramentas de monitoramento identificam atividades suspeitas em tempo real, bloqueando ações que fujam do padrão. Enquanto o Runtime Application Self-Protection (RASP) protege o código internamente, permitindo que o app barre entradas maliciosas sozinho;
  • Gestão de patches e monitoramento de CVE: manter softwares atualizados elimina brechas já catalogadas no registro Common Vulnerabilities and Exposures (CVE). Essa higiene digital garante que falhas conhecidas não sejam usadas como porta de entrada; 
  • Programa de bug bounty: empresas premiam pesquisadores éticos que encontram e reportam falhas em troca de recompensas financeiras. O bug bounty é uma ferramenta vital para descobrir erros e corrigi-los antes que criminosos os explorem;
  • Higiene digital e 2FA: a ativação da autenticação de dois fatores (2FA) e o uso de contas sem privilégio de administrador dificultam a vida do invasor. Essas medidas, somadas à cautela com links suspeitos, criam uma barreira extra contra o acesso não autorizado.

O que é ataque zero-day? Conheça uma das principais ameaças de cibersegurança

Entenda o que é Crime Cibernético e como proteger seus dispositivos (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Exploits só acontecem devido a vulnerabilidades encontradas em sistemas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba o que é e como se proteger de um ataque de ransomware (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

22 de Abril de 2026, 15:11
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;

  • segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;

  • antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.

Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.

A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.

Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.

Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.

Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:

Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.

Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.

Microsoft Defender
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?

Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.

Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.

Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.

Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:

Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.

Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

22 de Abril de 2026, 11:26
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;

  • atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;

  • parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.

A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.

Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.

Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.

Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.

Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.

Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?

Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).

Já o aprimoramento da área Configurações está no canal Dev, portanto, deve levar um pouco mais de tempo para ser liberado massivamente. Mas não muito: vale relembrar que a Microsoft pretende melhorar diversos parâmetros do Windows 11 até o fim de 2026; isso também deve valer para parâmetros de desempenho.

Ainda no que diz respeito às mudanças mais recentes, também podemos esperar por:

  • ajustes de desempenho no histórico da Área de Transferência (Windows + V);
  • interface otimizada no gerenciamento de discos e volumes da área Configurações;
  • Windows Hello que não atrasa o reconhecimento da impressão digital após o computador sair do estado de suspensão;
  • digitação aprimorada no painel de emojis (Windows + .).

Bônus: também pode esperar por mais mudanças no Menu Iniciar do Windows 11, embora não necessariamente ligadas ao desempenho.

Se essas e as demais alterações serão suficientes para diminuir as queixas relacionadas ao Windows 11, é cedo para dizer. Mas fiquemos de olho.

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

20 de Abril de 2026, 16:22
Novo Menu Iniciar do Windows 11
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
  • Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
  • componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.

Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.

Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.

Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.

Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.

As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.

As quatro áreas do novo Menu Iniciar
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?

Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.

Entre as demais novidades estará o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11, vale relembrar.

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As quatro áreas do novo Menu Iniciar (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

16 de Abril de 2026, 16:47
Zorin OS 18
Versão 18.1 aprimora alguns aspectos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18.1 continua focado em usuários do Windows, oferecendo suporte aprimorado para rodar ou substituir apps para o sistema da Microsoft;

  • nova versão inclui softwares recentes, como LibreOffice 26.2, é baseada no Ubuntu 25.10 e utiliza kernel Linux 6.17;

  • projeto traz de volta edição Lite, voltada para PCs antigos, e mantém versões Core (gratuita) e Pro (paga).

Uma das distribuições Linux que mais conquistaram usuários após o fim do suporte ao Windows 10 acaba de ganhar uma nova versão: o Zorin OS 18.1 refina a compatibilidade com aplicativos para Windows, aprimora a usabilidade da área de trabalho e traz softwares atualizados.

Como a numeração sugere, esta não é uma versão totalmente nova da distribuição, mas uma atualização do Zorin OS 18, lançado em outubro de 2025, justamente no dia em que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10. De lá para cá, a distribuição já acumula 3,3 milhões de downloads.

Pelo menos até certo ponto, o projeto tem a proposta de atrair usuários acostumados com o sistema operacional da Microsoft, mas que não querem ou não podem usar o Windows 11. Está aí uma das razões para o Zorin OS suportar softwares para Windows, algo que é feito por meio da incorporação do Wine à distribuição.

De modo complementar a essa abordagem, o Zorin OS 18.1 passa a reconhecer mais de 240 aplicativos para Windows. Essa dinâmica funciona assim: ao tentar instalar um app para Windows incluído nessa lista, o Zorin OS te direcionará à loja de aplicativos da plataforma para que você possa instalar uma versão do mesmo software, mas disponível para Linux.

Caso você tente instalar um aplicativo exclusivo para Windows, a distribuição recomendará alternativas que têm versão para Linux. Por exemplo: o Evolution Mail será sugerido se você tentar instalar o Microsoft Outlook.

Sobre a área de trabalho, que é baseada em uma versão bastante modificada do ambiente Gnome, os modos de organização de janelas da distribuição chamam a atenção pela variedade de configurações possíveis.

Esse recurso recebeu alguns incrementos. Por exemplo, agora pode você mudar a ordem dos layouts personalizados para aplicativos organizados em mosaico. Ou fazer todas as janelas que estão dentro de um layout de mosaico aparecerem juntas em primeiro plano.

Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex
Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex (imagem: reprodução/Zorin)

O que mais há de novo no Zorin OS 18.1?

O Zorin OS 18.1 também atualiza os softwares que compõem a distribuição. Nesse sentido, o destaque vai para a presença do LibreOffice 26.2, a versão mais recente do pacote de escritório.

Além disso, a novidade é baseada na versão mais recente do Ubuntu 25.10 e, como tal, traz o kernel Linux 6.17, que melhora o suporte a chips gráficos Nvidia e Intel, entre outros avanços.

Um detalhe que não pode passar despercebido é que o Zorin OS 18.1 traz de volta a versão “Lite”, uma opção mais leve da distribuição que, sendo assim, é indicada para computadores antigos ou com poucos recursos de hardware.

O Zorin OS 18.1 roda o ambiente de desktop Xfce 4.20, traz um gerenciador de arquivos redesenhado, suporta leitor de impressões digitais, entre outros atributos.

Zorin OS 18.1 Lite
Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Como obter o Zorin OS 18.1?

Para quem já usa o Zorin OS 18, basta acessar a função de atualização de software para que o próprio sistema se atualize para a versão 18.1.

Já para quem pretende fazer uma instalação nova, basta acessar a página de downloads do Zorin OS e usar um software como o Rufus para gerar um pendrive de instalação.

Na página de download, você deve baixar o Zorin OS 18.1 Core se não quiser pagar nada pelo sistema operacional. A versão Pro oferece mais recursos, como suporte avançado e mais opções de personalização, mas é paga.

Por fim, o Zorin OS 18.1 Lite pode ser baixado aqui.

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

9 de Abril de 2026, 19:32
Copilot no Bloco de Notas
Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prometeu reduzir a presença do Copilot no Windows 11 em março de 2026;
  • Bloco de Notas, na versão 11.2512.28.0 para Windows Insider, remove nome e ícone do Copilot;
  • mas os recursos de IA continuam no editor de texto, como as funções de reescrever e resumir textos.

Recentemente, a Microsoft prometeu diminuir a presença do Copilot no Windows 11. A promessa começou a ser cumprida: o Bloco de Notas (Notepad) para participantes do programa de testes Windows Insider já não menciona esse nome. Mas a tecnologia de IA ainda está por lá.

Vale contextualizar desde já. No Windows 11, o Bloco de Notas deixou de ser o editor de texto “basicão” que aparece no Windows 10 e versões anteriores do sistema operacional. Entre os aprimoramentos que a Microsoft implementou estão recursos de IA que começaram a ser introduzidos no Notepad em 2024.

Os recursos de inteligência artificial do Bloco de Notas ajudam você a reescrever ou resumir textos, por exemplo. E qual o problema disso? Há quem entenda que a Microsoft deve preservar a natureza simplista do Notepad para não deixá-lo pesado ou complexo.

Mas, no entendimento de muitos usuários, o problema não está no Bloco de Notas em si, mas na percepção de que a Microsoft está colocando o Copilot em todo canto do Windows 11, de modo exagerado.

Foi então que, em março de 2026, a companhia prometeu melhorar a experiência do usuário com o Windows 11 em vários aspectos, o que inclui remover o “excesso de Copilot” do sistema. Aparentemente, essa promessa começou a ser cumprida a partir do Bloco de Notas.

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA

O Windows Central notou que, na versão 11.2512.28.0 do Bloco de Notas para participantes do programa Windows Insider, o editor de texto não tem referências ao Copilot. Porém, os recursos de IA ainda estão disponíveis ali.

Sendo preciso, o botão que permite reescrever ou resumir textos ainda está na barra superior do Notepad, mas teve o ícone do Copilot removido. Em seu lugar está o ícone de uma caneta.

Além disso, o menu Configurações não exibe mais uma área com o nome “Recursos de IA” para permitir ativar ou desativar o Copilot. Agora, essa opção é descrita como “Recursos Avançados”.

Isso significa que a Microsoft não está reduzindo a implementação de recursos de inteligência artificial no Windows 11 neste momento, mas controlando o “marketing” em torno do Copilot.

Se é uma estratégia eficiente para melhorar a imagem do Windows 11, eu não sei. Mas acho coerente não eliminar as funções de IA: como os recursos já foram apresentados, convém mantê-los se não há problemas técnicos impeditivos, como queda no desempenho.

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

6 de Abril de 2026, 15:21
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

3 de Abril de 2026, 16:13
Ilustração mostra o logotipo do Microsoft Edge ao centro, nas cores azul e verde, em gradiente. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Edge é o navegador oficial da Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está testando a abertura automática do Edge ao iniciar o Windows 11, ativada por padrão.
  • Nos testes, o Edge abriu automaticamente mesmo quando o Google Chrome estava marcado como navegador padrão.
  • Tudo indica que o teste está sendo realizado com uma pequena parcela de usuários e pode não chegar à versão estável.

Há poucos dias, a Microsoft revelou um plano para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Pois bem, no caso do Edge, a abordagem pode ser um pouco diferente: a companhia está testando a abertura automática do navegador sempre que o sistema é iniciado.

Não é o primeiro aplicativo a adotar esse comportamento no Windows. O que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos apps — que pedem autorização prévia para iniciar com o sistema —, a função já viria ativada por padrão, cabendo ao usuário desativá-la.

O pessoal do Windows Central visualizou a “novidade”. Um banner aparece no topo informando que o Edge “agora é iniciado quando você entra no Windows”. 

Captura de tela mostra um recurso em versão beta no navegador Microsoft Edge
Banner no topo do navegador avisa que o Edge abrirá sozinho (imagem: reprodução/Windows Central)

De acordo com o portal, tudo indica que o teste tem sido feito com uma parcela pequena de usuários. E, como é apenas um beta, pode ser que não chegue à versão estável do browser.

Vale citar que, por padrão, o Windows já pré-carrega o Edge em segundo plano para iniciar mais rápido. Hoje, é possível configurar o navegador para inicializar com o sistema, mas isso ainda é opcional.

Edge abre mesmo sem ser navegador padrão

Nos testes, o comportamento do Edge se manteve mesmo com o Google Chrome marcado como navegador padrão. Resta aguardar para ver se a Microsoft manterá a mudança.

Também não custa lembrar que a empresa vem integrando cada vez mais o Edge ao Copilot — o que, na prática, pode transformar essa abertura automática em mais uma porta de entrada para a IA.

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Microsoft Edge (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

27 de Março de 2026, 16:10
Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

27 de Março de 2026, 14:13
Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
  • Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
  • não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.

O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.

Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.

Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.

No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:

Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.

Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde"
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?

Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.

É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.

Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

26 de Março de 2026, 10:52
Samsung Browser para Windows
Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung Browser foi lançado globalmente para Windows 10 e 11, com sincronização de dados entre dispositivos Galaxy;
  • navegador oferece bloqueador de anúncios nativo, exportação de dados de outros navegadores e integração com Samsung Pass;
  • recursos de IA, como integração com Perplexity, estão disponíveis apenas na Coreia do Sul e nos EUA.

O Samsung Browser (outrora chamado de Samsung Internet) foi lançado oficialmente para Windows. A novidade chega ao PC não só para disputar espaço com navegadores como Chrome e Edge, mas também para seguir a tendência de oferecer experiências com inteligência artificial.

Este lançamento não chega a ser surpresa. O Samsung Browser para PCs foi introduzido em outubro de 2025, à época, como uma versão beta disponível somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

Agora, o navegador foi lançado em escala global e pode ser usado por qualquer pessoa, gratuitamente. A novidade é compatível com o Windows 11 e com o Windows 10.

O que o Samsung Browser para PCs oferece?

Começa pela interface, que tem um visual limpo e posiciona as abas na barra de título do navegador, melhorando o aproveitamento de espaço da tela. O Samsung Browser também exibe, por padrão, uma barra lateral de acesso rápido, à direita, que pode ser ocultada.

Em termos funcionais, o navegador pergunta, já durante a instalação, se o usuário quer ativar o bloqueador de anúncios nativo. Na sequência, o usuário tem a opção de exportar dados de outro navegador previamente instalado no computador, como os já mencionados Chrome e Edge.

A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada
A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E, sim, para quem tem um celular ou tablet Galaxy, ou usa o navegador da Samsung em algum aparelho Android, é possível sincronizar os dados de navegação entre esse dispositivo e o PC. Basta fazer login com uma conta Samsung (Samsung Account). Nesse sentido, é possível até continuar acessando, no desktop, uma página que estava aberta no smartphone e vice-versa.

A integração entre dispositivos é complementada com o Samsung Pass, que permite ao usuário fazer login em sites ou serviços web com preenchimento automático de credenciais de acesso.

Sobre os recursos de inteligência artificial, o principal atrativo está na integração do Samsung Browser com os recursos do Perplexity. Com isso, o usuário pode fazer perguntas relacionadas ao conteúdo de uma página aberta, por exemplo.

Também é possível recorrer à IA para tarefas mais específicas, como montar um roteiro de viagens com base em informações de páginas abertas ou visitadas anteriormente, criar resumos de textos longos, organizar abas conforme o tema, entre várias outras possibilidades.

A Samsung dá exemplos de prompts que podem ser usados no navegador:

  • “resuma esta página em três tópicos”
  • “quais são os principais requisitos para esta vaga de emprego?”
  • “resuma esta conversa por e-mail e elabore uma resposta”
  • “crie um resumo executivo deste relatório financeiro”
  • “resuma este vídeo do YouTube”

Agora, pegue a toalha, pois aí vem o balde de água fria: no momento, os recursos de IA do Samsung Browser estão disponíveis somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Há planos, mas não datas para essa integração ser liberada em outros países.

Ah, para não restar dúvidas: o Samsung Browser é baseado no Chromium.

Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos
Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Samsung Browser?

O Samsung Browser pode ser baixado a partir do site oficial. Como já dito, o navegador é compatível com os Windows 11 e 10 (neste último, a partir da versão 1809).

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

25 de Março de 2026, 15:29
Windows 95
Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos (imagem: tsuyo16/Wallpapers.com)
Resumo
  • Windows 95 usava pasta C:\Windows\SYSBCKUP para armazenar backups de componentes do sistema frequentemente sobrescritos;
  • após instalação de softwares, Windows 95 verificava se arquivos em backup foram sobrescritos e restaurava versões mais recentes, se necessário;
  • Microsoft não impedia sobrescrições de arquivos de sistema devido a limitações técnicas, preferindo corrigir erros após a instalação.

Raymond Chen é um engenheiro de software da Microsoft que trabalhou no desenvolvimento de versões antigas do Windows. É por isso que, vira e mexe, ele revela curiosidades da plataforma. Aqui vai uma delas: o Windows 95 seguia um truque simples para não parar de funcionar se arquivos do sistema fossem sobrescritos.

Há muito tempo que o Windows tem mecanismos que evitam que componentes do sistema operacional sejam sobrescritos ou apagados indevidamente. Mas Chen conta que, nos tempos do Windows de 16 bits, esses componentes eram “redistribuíveis”.

O que Chen quer dizer é que instaladores de softwares podiam conter cópias de componentes específicos que eram instaladas por cima de arquivos já existentes no Windows 95, desde que a seguinte condição fosse respeitada: a reescrita só seria feita se o instalador tivesse uma versão mais atual do componente.

Quando essa regra era seguida, não costumava haver problemas, pois os componentes do sistema eram atualizados de modo a manter compatibilidade com funções existentes em suas versões anteriores.

Mas diz a sabedoria popular que regras existem para serem quebradas. Pois bem, Chan relata que não era incomum arquivos de sistema serem sobrescritos por versões mais antigas:

Era comum que os instaladores de programas sobrescrevessem qualquer arquivo que estivesse no caminho, independentemente do número da versão do arquivo existente.

Quando esses instaladores eram executados no Windows 95, eles substituíam as versões do Windows 95 desses componentes pelas versões do Windows 3.1. Você pode imaginar o desastre que isso causava ao resto do sistema.

Raymond Chen, engenheiro da Microsoft

Tela do Windows 95
Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: Reprodução/Microsoft)

Como a Microsoft evitava panes no Windows 95 com arquivos sobrescritos?

Para contornar o problema, os desenvolvedores da Microsoft recorreram a uma ideia bastante simples, mas funcional: fazer backup de arquivos do sistema.

De acordo com Chen, o Windows 95 mantinha uma pasta oculta no endereço C:\Windows\SYSBCKUP que guardava cópias de componentes importantes do sistema que eram frequentemente sobrescritos.

Sempre que a instalação de um software era concluída, o Windows 95 checava se um ou mais arquivos mantidos em backup tinham sidos sobrescritos. Se positivo, acontecia o seguinte:

  • arquivo sobrescrito por uma versão mais recente: neste caso, o componente era copiado para a pasta SYSBCKUP para o sistema ter uma cópia mais atual;
  • arquivo sobrescrito por uma versão anterior: o Windows 95 sobrescrevia essa versão pela cópia mais recente existente na pasta SYSBCKUP.

Não era mais fácil impedir que arquivos de sistema fossem sobrescritos?

Raymond Chen também conta que a Microsoft tentou fazer isso, mas havia uma série de limitações nessa abordagem. Por exemplo, o instalador poderia sobrescrever determinado arquivo durante a reinicialização do sistema operacional, quando não havia bloqueio.

“A melhor solução era deixar o instalador sobrescrever o que quisesse e depois tentar corrigir os erros”, concluiu Chen.

Eram outros tempos. Na época do Windows 95, não havia acesso fácil à internet a ponto de permitir que componentes essenciais estivessem sempre atualizados. As abordagens de segurança também não eram tão evoluídas. Se levarmos tudo isso em conta, o truque da pasta SYSBCKUP era simples, mas genial.

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

23 de Março de 2026, 12:20
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
  • exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
  • executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.

Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.

Até um passado recente, era relativamente fácil fazer uma instalação do sistema usando uma conta local, criada na hora. Porém, em 2024 e em 2025, a companhia desativou os principais recursos que permitiam instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft.

Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.

Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).

Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.

Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11

Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

20 de Março de 2026, 18:06
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
  • Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
  • empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.

Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.

O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:

Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.

Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft

Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).

Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.

A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).

Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?

Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.

Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11, outro recurso em teste (imagem: reprodução/Microsoft)

Receita Federal libera programas do Imposto de Renda 2026 (IRPF)

20 de Março de 2026, 13:39
Programa do IRPF 2026 para Windows
Programa do IRPF 2026 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Receita Federal liberou programas para declaração do IRPF 2026, disponíveis para Windows, macOS e Linux;
  • envio das declarações ocorre de 23 de março a 29 de maio de 2026; a declaração é obrigatória para quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025, entre outros critérios;
  • isenção para rendimentos de até R$ 5.000 mensais é válida apenas para rendimentos a partir de 2026, afetando o IR de 2027.

A Receita Federal já liberou os programas da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Há versões para Windows, macOS e Linux, além de aplicativos para Android e iOS. O período de envio da declaração vai de 23 de março a 29 de maio de 2026.

Quem precisa declarar o IRPF 2026?

De acordo com a Receita Federal, a declaração do Imposto de Renda deste ano é obrigatória para quem, em 2025:

  • teve rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias e aluguéis, superiores a R$ 33.888;
  • teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200.000;
  • teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 169.440;
  • teve qualquer ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • obteve lucro tributável ou realizou mais de R$ 40.000 em operações de bolsas de valores, mercadorias, futuros e afins, bem como efetuou day trade;
  • fechou o ano com bens ou direitos com valor acima de R$ 800.000;
  • passou a residir no Brasil;
  • declarou bens ou participações em entidades de outros países ou obteve trusts (acordos para que outra pessoa administre seus bens no exterior);
  • atualizou bens no exterior a valor de mercado ou obteve rendimentos de entidades estrangeiras;
  • optou pela isenção do imposto sobre ganho de capital na venda de imóveis residenciais e tenha reinvestido o valor em outro imóvel no prazo de 180 dias.

A isenção para rendimentos de até R$ 5.000 mensais já está valendo?

De fato, a tabela do Imposto de Renda foi atualizada para oferecer isenção a cidadãos que ganham até R$ 5.000 por mês, bem como redução gradual do tributo para quem recebe até R$ 7.350 mensais.

Porém, essa medida é válida para os rendimentos recebidos a partir de 2026 e, portanto, só terá efeito a partir do Imposto de Renda de 2027. Para a declaração deste ano, continua valendo a tabela que estava em vigor em 2025.

iPhone mostrando o aplicativo Receita Federal
Aplicativo da Receita Federal para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar os aplicativos do IRPF 2026?

As versões do programa para Imposto de Renda 2026 podem ser baixadas a partir do site da Receita Federal. Como já dito, há versões para Windows, macOS e Linux.

Também é possível fazer a declaração a partir dos aplicativos da Receita Federal para Android e iOS.

Existe ainda a opção de declarar o IRPF 2026 de modo online (requer conta Gov.br).

Relembrando: apesar de os programas já estarem disponíveis, o período de entrega das declarações vai de 23 de março a 29 de maio de 2026.

Receita Federal libera programas do Imposto de Renda 2026 (IRPF)

Programa do IRPF 2026 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativo Receita Federal para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

19 de Março de 2026, 12:52
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)
Resumo
  • Opera GX agora está disponível para distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE
  • navegador oferece personalização com GX Mods e controle de recursos como RAM e rede entre seus recursos;
  • Opera GX inclui ainda barra lateral para Twitch e Discord, bloqueadores de anúncios e VPN opcional.

O Opera GX foi lançado há seis anos como um navegador voltado ao público gamer que usa Windows. No mesmo ano, uma versão para macOS foi lançada. Só o ecossistema Linux ficou de fora. Bom, não mais: o Opera GX agora está disponível para distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE.

De acordo com a Opera, o lançamento de uma versão do Opera GX direcionada ao Linux foi bastante pedido à empresa em comunidades online. Demorou para essa solicitação ser atendida, mas, na primeira olhada, o resultado faz parecer que a espera compensou.

A Opera enfatiza, por exemplo, que usuários de Linux são fortemente adeptos de personalização, razão pela qual o Opera GX segue permitindo diversos tipos de ajustes, como aplicações de temas, efeitos sonoros ou elementos de interface por meio da função GX Mods.

Ainda nesse sentido, a Opera afirma que o usuário pode recorrer à GX Store para baixar mais de 10.000 mods com as mais diversas temáticas, muitos dos quais foram criados por outros usuários do navegador.

É claro que recursos funcionais também estão presentes, a exemplo das funções que permitem controlar quanto de memória RAM e recursos de rede o navegador pode consumir enquanto você está jogando. Existe também uma função (Hot Tabs Killer) que fecha abas automaticamente quando elas consomem muitos recursos durante a jogatina.

Opera GX para distribuições Linux
Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Outros atributos do Opera GX incluem:

  • barra lateral integrada ao Twitch e Discord, permitindo acompanhar streamings ou participar de conversas sem troca de janela;
  • bloqueadores de anúncios e rastreadores;
  • VPN integrada opcional.

Como baixar o Opera GX para Linux?

O Opera GX está disponível por meio de pacotes DEB e RPM, o que garante seu suporte em distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE, como já mencionado. Uma versão compatível com Flatpak já está em desenvolvimento, de acordo com a Opera.

O download pode ser feito na página oficial do Opera GX para Linux, gratuitamente.

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)

Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

19 de Março de 2026, 09:32
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
  • A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
  • Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

18 de Março de 2026, 11:33
PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows
PowerToys 0.98, o “canivete suíço” do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.98 introduz barra de atalhos integrada à Paleta de Comandos, suportando widgets e personalização;
  • Gerenciador de Teclado ganhou um editor com interface moderna e modo de visualização única;
  • outras novidades incluem melhorias no CursorWrap, no modo Sempre Visível e no recurso Colar Avançado.

Uma das ferramentas para Windows mais versáteis já criadas pela Microsoft acaba de ganhar mais uma versão: o PowerToys 0.98 deixa a poderosa Paleta de Comandos mais rápida e personalizável, aperfeiçoa a função que permite reprogramar o teclado, entre várias outras novidades.

Comecemos pela Paleta de Comandos, pois esse é um dos recursos mais importantes do PowerToys. Estamos falando de uma função que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Quando você se habitua a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado. Para tanto, basta pressionar Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

No PowerToys 0.98, a Paleta de Comandos é complementada com o Dock (Encaixe, em português), uma barra que, quando ativada, fica sempre visível na tela para dar acesso rápido aos recursos que você mais acessa.

O Dock ainda está em fase de prévia, mas já é funcional, podendo ser posicionado na parte superior, inferior, esquerda ou direita da tela e permitindo personalização dos atalhos. O Dock suporta ainda complementos, como widgets que informam o uso de CPU, GPU e memória RAM.

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo
A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para completar, a Paleta de Comandos ficou mais rápida na resposta a comandos e, no aspecto da personalização, agora permite ajustar o nível de transparência da janela, por exemplo.

Outra novidade interessante está no Gerenciador de Teclado, função que permite personalizar o… teclado. Ela é útil, por exemplo, para remapear teclas. O PowerToys 0.98 introduz um editor de teclado renovado, que traz uma interface mais moderna e intuitiva, bem como permite edições em visualização única, abordagem mais prática que o atual modo de visualização em duas janelas.

Porém, o novo editor do Gerenciador de Teclado também está em fase de prévia, razão pela qual deve ser ativado manualmente para ser acessado.

O que mais há de novo no PowerToys 0.98?

Entre as demais novidades estão:

  • CursorWrap: a função que permite levar o cursor do mouse de uma extremidade à outra da tela rapidamente agora funciona melhor com vários monitores e permite sua desativação automática quando apenas um visor estiver em uso;
  • Sempre Visível: esse modo permite fixar uma janela acima das outras, sendo útil para você deixar um aplicativo sempre visível na tela; agora, é possível acionar esse recurso usando o botão direito do mouse, e não somente um atalho de teclado;
  • Colar Avançado: agora oferece cópia automática para teclas de atalho de ações personalizadas, permitindo que um único atalho copie e execute uma ação.
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o PowerToys 0.98?

O PowerToys 0.98 pode ser baixado em sua página no GitHub. Ali, você deve escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.98 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

A ferramenta é gratuita e, cá entre nós, recomendo o seu download. O PowerToys tem numerosos recursos que realmente podem otimizar as suas atividades diante do computador.

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

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Barra de atalhos também suporta widgets e é integrada à Paleta de Comandos. PowerToys 0.98 também melhora Gerenciador de Teclado, modo Sempre Visível e mais.

PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Spotify lança recurso para melhorar qualidade de áudio no PC

18 de Março de 2026, 10:09
Dois logos do Spotify em close-up sobre um fundo escuro. Cada logo é um círculo verde vibrante com três barras horizontais curvas e brancas em seu interior, representando ondas sonoras. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Modo Exclusivo é restrito ao app do Spotify para Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify lançou o “Modo Exclusivo” para melhorar a qualidade de áudio no Windows.
  • O recurso permite controle total do áudio pelo aplicativo, evitando interferências e garantindo a qualidade “Bit-perfect playback”.
  • A função não suporta vídeos, podcasts e prévias, e limita o áudio a um único aplicativo por vez.

O Spotify disponibilizou o recurso “Modo Exclusivo”, voltado para usuários que buscam maior fidelidade sonora no computador. Ele é restrito ao Windows e exige uma assinatura Premium.

A novidade permite que o aplicativo tenha controle total sobre o processamento de áudio do sistema, reduzindo interferências comuns do computador. A empresa afirma que “seu computador pode alterar o áudio antes que ele chegue ao seu DAC, por meio de reamostragem, misturando outros sons do sistema e alterando o volume.” Com o recurso ativado, isso é evitado, garantindo uma reprodução mais fiel.

Melhor qualidade de som

Na prática, o Modo Exclusivo faz com que o Spotify ignore o mixer de áudio do sistema operacional, entregando o som diretamente ao dispositivo de saída. Isso possibilita o chamado “Bit-perfect playback”, que preserva as características originais da faixa reproduzida.

Esse tipo de reprodução é especialmente relevante para quem utiliza DACs (conversores digital-analógicos) ou interfaces de áudio dedicadas. Nesses casos, o ganho de qualidade pode ser mais perceptível, principalmente quando combinado com a opção de áudio sem perdas já disponível na plataforma.

Por outro lado, o recurso traz algumas limitações. Enquanto estiver ativo, outros aplicativos não poderão reproduzir som no mesmo dispositivo selecionado. Além disso, funções do próprio Spotify, como transições automáticas entre músicas e crossfade, deixam de funcionar.

O Modo Exclusivo não se aplica a todos os conteúdos. Vídeos, podcasts e prévias podem continuar utilizando o áudio padrão do sistema, exigindo que o usuário desative a função em alguns casos.

Como ativar o recurso?

Configuração do Modo Exclusivo no app para Windows permite ativar o controle direto do áudio.
Configuração do Modo Exclusivo no app para Windows (imagem: divulgação)

Para utilizar o Modo Exclusivo, é necessário acessar as configurações de reprodução no app do Spotify no Windows e selecionar manualmente o dispositivo de saída desejado. A opção só aparece quando há compatibilidade com o hardware utilizado.

Fones Bluetooth, alto-falantes integrados e dispositivos virtuais, por exemplo, não são suportados. A recomendação é usar equipamentos com DAC dedicado ou saídas de áudio compatíveis.

Outro detalhe é que, com o recurso ativado, o controle de volume passa a depender do próprio Spotify ou do dispositivo externo conectado, já que o controle geral do sistema deixa de interferir.

O lançamento atende a uma demanda antiga de usuários, que pediam uma alternativa semelhante ao que já existe em serviços concorrentes. A empresa informou ainda que pretende levar o Modo Exclusivo para o macOS “em uma versão futura”.

Spotify lança recurso para melhorar qualidade de áudio no PC

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo

13 de Março de 2026, 16:40
Mozilla Firefox
No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo (imagem: divulgação/Mozilla)
Resumo
  • Mozilla estendeu suporte ao Firefox 115 ESR para Windows 7, 8 e 8.1 até agosto de 2026;
  • prazo anterior era até o fim de fevereiro de 2026;
  • como fim do suporte tinha sido adiado várias vezes, parecia que não haveria mais adiamentos, mas houve.

No mês passado, a Mozilla havia revelado que o suporte oficial do Firefox aos sistemas operacionais Windows 7, Windows 8 e Windows 8.1 chegaria ao fim quando fevereiro de 2026 terminasse. Tudo indicava que a decisão era definitiva, mas eis que, quando chegou o momento de encerrar o suporte, a Mozilla estendeu o prazo.

O suporte às versões antigas do Windows é oferecido por meio do Firefox 115, versão lançada em 2023, mas que recebe atualizações básicas e de segurança por meio do canal Extended Support Release (ESR).

Originalmente, a Mozilla manteria o suporte ao Firefox 115 ESR até setembro de 2024. Mas esse prazo acabou sendo adiado várias vezes até chegar março de 2026. Por conta da quantidade de adiamentos anteriores, parecia que não haveria um novo prazo.

Agora sabemos que houve. O suporte ao Firefox 115 ESR irá durar até agosto de 2026, o que garante mais sobrevida do navegador nos Windows 7, 8 e 8.1. A Mozilla explica:

As atualizações serão distribuídas pelo canal ESR até o final de agosto de 2026. Anteriormente, foi anunciado que o suporte terminaria em fevereiro de 2026, mas, para garantir que nossos usuários possam continuar navegando na web, estendemos o suporte do Firefox para esses sistemas operacionais por mais seis meses e, em seguida, reavaliaremos a situação.

Observe o fim do trecho em destaque: “reavaliaremos a situação”. Isso significa que, quando agosto de 2026 chegar, a Mozilla poderá estender o suporte por mais tempo.

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores
Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

E se a Mozilla decidir aposentar o Firefox 115 ESR?

A própria Mozilla afirma que, neste caso, “os usuários deverão atualizar seu sistema operacional para continuar recebendo atualizações de segurança e recursos do Firefox”.

Mas vale ressaltar: quem mantiver o Windows 7, 8 ou 8.1 rodando ainda poderá continuar com o Firefox 115. O navegador não deixará de funcionar, apenas não receberá mais atualizações, entrando em modo “use por sua conta e risco”.

No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo

Mozilla Firefox (Imagem: Divulgação/Mozilla)

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

10 de Março de 2026, 18:07
Eventos no calendário do Windows 11
Como seriam os eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft adiou adição de eventos ao calendário do Windows 11, inicialmente prevista para testes no final de 2025;
  • função ainda está nos planos, mas data de liberação da prévia não foi especificada;
  • recurso já existia no Windows 10, mas foi retirado do Windows 11 pela Microsoft.

Em novembro de 2025, a Microsoft revelou estar trabalhando em uma atualização que faria o calendário do Windows 11 permitir inserção de eventos ou lembretes. A companhia não deu data para liberar a funcionalidade, mas havia expectativa de que isso ocorresse no início de 2026. Sabemos, agora, que não será assim.

Essa expectativa girava em torno da promessa da Microsoft de iniciar testes do recurso com participantes do programa Windows Insider no fim do ano passado. Mas, até agora, não há sinal da nova função.

Foi então que o Windows Central descobriu que a Microsoft atualizou o anúncio original para remover o trecho que falava sobre a prévia do recurso em dezembro de 2025.

Teria a Microsoft desistido da ideia, então? Felizmente, não. Procurada pelo veículo, a companhia explicou que ainda está trabalhando na funcionalidade, mas que a liberação da prévia irá ocorrer nos “próximos meses”, sem dar uma data precisa.

Em outras palavras, a função de eventos do calendário flutuante do Windows 11 ainda está nos planos da Microsoft, a companhia apenas decidiu tirá-la da agenda (desculpa a ironia).

Motivo? Não está claro. Mas, quando o recurso foi anunciado, descobriu-se que o seu desenvolvimento estava sendo feito em WebView (com interface web), o que poderia afetar o seu desempenho.

O Windows Central levanta a possibilidade de a companhia ter recebido queixas contra isso e, assim, ter decidido basear o projeto na interface nativa do Windows, o que requer mais tempo de desenvolvimento.

O calendário do Windows 10 permite evento
O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que eventos no calendário do Windows 11 são importantes?

Porque, atualmente, o calendário flutuante que aparece quando você clica na área à direita da Barra de Tarefas do Windows 11 serve apenas para consulta de datas.

No Windows 10, você pode usar o calendário para adicionar eventos ou lembretes facilmente, o que torna a ferramenta muito mais útil. A remoção desse recurso no Windows 11 foi uma das derrapadas que a Microsoft deu com essa versão do sistema operacional.

Com o retorno do recurso ao Windows 11, espera-se que, além de eventos e lembretes, o calendário também permita ao usuário visualizar um botão direto para reuniões online agendadas.

Há boas chances de a funcionalidade ser realmente útil, portanto. É esperar que a Microsoft faça um bom trabalho (e em tempo hábil, de preferência).

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

5 de Março de 2026, 10:50
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot para Windows quer facilitar o login nos sites (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft atualizou o Copilot para sincronizar senhas e dados de formulários.
  • O recurso é opcional, desativado por padrão, e requer consentimento do usuário.
  • Por enquanto, a novidade está disponível apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider.

A Microsoft começou a liberar uma atualização para o aplicativo Copilot no Windows que permite à inteligência artificial sincronizar suas senhas e dados de formulários. A novidade, por enquanto distribuída apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider, deve facilitar o login em sites acessados diretamente pela interface do assistente, eliminando a chateação de digitar a mesma credencial várias vezes.

Colocar um gerenciador de senhas dentro de um aplicativo de IA, no entanto, levanta debates sobre segurança. Mas calma: o modelo de linguagem não deve “ler” a sua senha. Conforme apontado pelo portal XDA Developers, o recurso apenas importa o banco de dados de preenchimento automático que você já usa no seu navegador principal.

Dessa forma, as credenciais são gerenciadas pelo sistema interno, sem que a inteligência artificial utilize esses dados sensíveis para gerar respostas ou processar comandos de texto.

É seguro confiar senhas a uma IA?

Do ponto de vista da segurança cibernética, a proximidade entre o seu cofre de senhas e um chatbot exige cautela. Especialistas alertam para o risco de que agentes maliciosos possam, eventualmente, enganar a inteligência artificial por meio de engenharia social, forçando a ferramenta a revelar dados de acesso pessoais ou corporativos.

Ciente da polêmica, a Microsoft confirmou no blog oficial do Windows Insider que a sincronização é um recurso opcional. A ferramenta vem desativada por padrão e exige o consentimento explícito do usuário nas configurações para funcionar.

Ainda assim, para quem prefere manter uma muralha entre a navegação assistida por IA e as credenciais bancárias e de redes sociais, o uso de gerenciadores de senhas dedicados e independentes continua sendo a principal recomendação.

Copilot ganha navegador embutido

Novo painel lateral do Copilot abre links sem sair do app (imagem: reprodução/Microsoft)

Embora as senhas sejam o assunto do momento, a versão 146.0.3856.39 do aplicativo traz outras mudanças importantes. A principal delas é o novo painel lateral. Agora, ao clicar em um link fornecido pelo Copilot, a página é carregada ali mesmo, ao lado do bate-papo, em vez de abrir uma nova aba no Microsoft Edge.

Além de manter tudo na mesma tela, a Microsoft ampliou a leitura de contexto da IA. O Copilot agora consegue analisar os dados de todas as abas abertas dentro de uma conversa específica. Isso permite, por exemplo, pedir para a ferramenta cruzar e resumir informações de três sites diferentes de uma só vez. O app também salva essas abas no histórico para você retomar a pesquisa de onde parou.

A atualização promete ser mais rápida e traz ainda recursos da versão web, como os modos “Podcasts” e “Estudar e Aprender” (Study and Learn). Ainda não há previsão de quando a versão será liberada para todos os usuários.

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

26 de Fevereiro de 2026, 18:09
Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Copilot poderá resumir conteúdo de links recebidos por email (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge abrirá automaticamente o Copilot nos cliques em links do Outlook, cruzando o contexto das mensagens com o conteúdo das páginas de destino;
  • atualização, prevista para maio, visa fornecer insights e sugestões baseadas no conteúdo dos e-mails, mas levanta preocupações sobre segurança de dados;
  • administradores temem conflitos com políticas de segurança, enquanto Microsoft defende integração como um avanço na produtividade.

A Microsoft anunciou que o navegador Edge passará a abrir automaticamente o painel lateral do Copilot quando um usuário acessar um link a partir do Outlook. Com o método, a empresa espera que usuários possam entender o conteúdo mais rápido e, dessa forma, tomar ações com menos etapas, melhorando a produtividade na navegação.

De acordo com a empresa, a atualização, prevista para maio, deve “fornecer insights contextuais e opções de sugestão acionáveis com base no conteúdo do e-mail e do destino”.

Ainda não há confirmação se o usuário deverá ativar a ferramenta voluntariamente ou se isso chegará ativado por padrão. O site The Register questionou a Microsoft sobre o nível de controle que os administradores de sistemas terão sobre a função e o que acontecerá caso o Edge não seja o navegador padrão do sistema, mas ainda não obteve retorno.

Usuários temem pela segurança de dados

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
IA no Outlook burlou configurações de segurança recentemente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A estratégia de integrar o Copilot em todos os softwares tem gerado um desafio para administradores de redes corporativas que ainda não adotaram a tecnologia, segundo a reportagem.

O problema é que a sugestão de ações baseadas no conteúdo de e-mails lidos pela IA pode entrar em conflito com políticas internas de segurança de dados, já que expõe o conteúdo das mensagens lidas para gerar as sugestões no navegador.

A preocupação tem sua razão para existir, já que a ferramenta parece ter dificuldades em respeitar alguns limites. Há pouco mais de um mês, um bug confirmado pela Microsoft permitia que o assistente ignorasse rótulos de sensibilidade e lesse emails confidenciais.

Ao The Register, o CEO do projeto Vivaldi, Jon von Tetzchner, definiu a atualização como “mais um exemplo de tentativa de empurrar o Edge de todas as formas possíveis, forçando também o Copilot para usuários que podem não querê-lo”.

Microsoft ignora críticas à integração forçada

Apesar das críticas, a empresa está confiante de que a integração com a tecnologia em todos os ambientes possíveis é a melhor saída. Para o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a percepção do público sobre a tecnologia está errada e que ela não deve ser vista como uma ferramenta que produz conteúdo de baixa qualidade.

A manifestação do executivo virou pólvora para os críticos, que apelidaram a empresa de Microslop. Além de ganhar funções nas ferramentas do pacote Office, com o mesmo argumento da produtividade, a Microsoft levou o Copilot às TVs e pretende integrá-lo até ao explorador de arquivos.

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

23 de Fevereiro de 2026, 12:54
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Nvidia quer ser o “cérebro” do seu próximo notebook (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo

A Nvidia estaria preparando uma nova e ambiciosa aposta para o mercado de PCs ainda no primeiro semestre. Segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal, a empresa pode lançar processadores para laptops de marcas como Dell e Lenovo, unindo CPU e GPU num único componente.

O movimento teria como objetivo consolidar a liderança da companhia na era da IA, oferecendo chips que priorizariam eficiência energética para competir diretamente com o hardware da Apple e Qualcomm.

Quais seriam os diferenciais dos novos chips Nvidia?

Os novos processadores seriam projetados sob o conceito de System-on-a-Chip (SoC), integrando o processador central (CPU) às unidades de processamento gráfico (GPUs) que tornaram a Nvidia a empresa mais valiosa do mundo. Esse padrão de integração já é comum em smartphones e MacBooks com chips da linha M, mas ainda não é a norma em PCs Windows.

Conforme o portal Digital Trends, essa arquitetura permitiria lançar notebooks ainda mais finos e leves, mantendo uma bateria de longa duração. Jensen Huang, CEO da Nvidia, teria descrito a tecnologia em eventos recentes como algo de “baixo consumo, mas muito poderoso”.

Ao introduzir chips para computadores pessoais, a Nvidia se posicionaria para enfrentar concorrentes como Qualcomm, Intel e AMD no crescente ecossistema de PCs com IA, os chamados AI PCs em inglês.

Parcerias com MediaTek e Intel

Para viabilizar essa empreitada, a Nvidia estaria buscando uma colaboração com a taiwanesa MediaTek, focada em chips baseados na arquitetura Arm. Essa parceria buscaria entregar um desempenho de IA local robusto, aproveitando a experiência da MediaTek em dispositivos móveis.

A segunda frente seria um trabalho conjunto com a Intel, que ainda detém cerca de 70% do mercado de PCs, para integrar gráficos Nvidia e tecnologias de aceleração de IA nos processadores de próxima geração da companhia, garantindo que a sua tecnologia esteja presente também em arquiteturas tradicionais x86.

Desafios de compatibilidade e preço

Apesar do otimismo, o projeto pode enfrentar barreiras técnicas. Analistas da consultoria Digitimes indicariam que a arquitetura Arm, usada na parceria com a MediaTek, precisaria superar problemas históricos de compatibilidade com jogos e softwares profissionais desenhados para o padrão x86 (Intel/AMD). Em 2024, problemas semelhantes teriam sido relatados por usuários de chips Qualcomm.

Além disso, para a tecnologia ganhar escala, a Nvidia precisaria viabilizar laptops na faixa de preço entre US$ 1.000 e US$ 1.500 (abaixo da faixa de R$ 8 mil em conversão direta). Caso contrário, a novidade poderia ficar restrita a um nicho premium.

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

19 de Fevereiro de 2026, 10:20
Rockstar Games / GTA IV / códigos gta 4
Descubra os macetes para se dar bem na Liberty City de GTA 4 (imagem: Divulgação/Rockstar)

Grand Theft Auto 4, ou GTA 4, foi lançado em 2008 para PS3, Xbox 360 e PC. No sexto jogo da popular franquia da Rockstar Games, o jogador controla o veterano de guerra Niko Bellic durante sua aventura pela cidade fictícia de Liberty City.

Conforme a tradição dos títulos da série, os jogadores podem usar códigos especiais para obter vantagens e desbloquear veículos especiais. Além disso, o jogo possui uma dinâmica de Níveis de Amizade que ajuda o player a ganhar suporte de outros personagens durante a história.

A seguir, conheça os principais códigos, cheats e truques para usar em GTA 4 no PS3, Xbox 360 e PC.

1. Códigos de Status e Armas

Para inserir os cheats do GTA 4, abra o celular do personagem ao apertar o botão direcional analógico duas vezes para cima ou o comando semelhante no teclado. Em seguida, digite o número de telefone do código desejado para visualizar o menu “Cheats”.

Importante: ao usar os cheats no GTA 4, alguns troféus/conquistas específicas podem ser bloqueadas. Então, sempre salve o jogo antes de inserir os códigos durante as partidas.

CheatNúmero de Telefone
Recuperar Energia e Armadura:362-555-0100
Recuperar Energia, Armadura e Munição:482-555-0100
Kit de Armas 1 (Faca, Molotov, Uzi, AK-47):486-555-0150
Kit de Armas 2 (Taco, Granadas, MP5, carabina):486-555-0100
Diminuir o nível de procurado:267-555-0100
Aumentar o nível de procurado:267-555-0150
Mudar o clima (Repita para intercalar entre os climas):468-555-0100
imagem do jogo GTA 4
Os cheats do GTA 4 permitem recuperar energia e obter kits de armas (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

2. Códigos de veículos

Seguindo o mesmo passo a passo para ativar os cheats de Status ou Armas, os códigos abaixos são usados para fazer veículos específicos surgirem na frente do personagem.

Importante: caso insira outro código de veículo, o anterior irá sumir.

CheatNúmero de Telefone
Cognoscenti:227-555-0175
Comet:227-555-0142
FBI Buffalo:227-555-0100
SuperGT:227-555-0168
Turismo:227-555-0147
Moto NRG-9000:625-555-0100
Moto Sanchez:625-555-0150
Lancha Jetmax938-555-0100
Helicóptero Annihilator359-555-0100
Rockstar Games / GTA IV / códigos gta 4
GTA 4 possui códigos especiais para obter veículos específicos imediatamente (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

3. Bônus de amizade

O GTA 4 traz uma dinâmica de Nível de Amizade com outros personagens do game. Ao atingir um certo nível de interação com o NPC, o jogador pode ativar alguns recursos bônus que ajudam a avançar na história ou economizar dinheiro.

PersonagemNível de AmizadeBônus desbloqueável
Alex:80%Desconto de 50% em qualquer loja de roupa
Brucie:70%Ao ligar para Brucie, é possível solicitar para o NPC buscar Niko de Helicóptero
Carmen80%Recebe um aumento de Energia quando for necessário
Dwayne60%Ao ligar para Dwayne, o NPC ajudará a enfrentar um carro cheio de membros de gangue
Kiki80%Ao ligar para Kiki, é possível solicitar a remoção de até 3 estrelas de procurado
Little Jacob60%Desconto na compra de armas
Packie75%Ao ligar para Packie, você receberá um carro-bomba
Roman60%Ao ligar para Roman, você recebe uma carona grátis
imagem do jogo GTA 4
Desevolver o nível de amizade com alguns NPCs podem fazer eles ajudarem em missões (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

4. Bônus desbloqueáveis

O jogador recebe alguns bônus especiais ao realizar certas missões ou ações dentro do GTA 4:

Item ou Status desbloqueávelAção necessária
Helicóptero Annihilator:Eliminar os 200 pombos (ratos voadores)
SUV Rastah Color Huntley:Complete 10 missões de entrega de encomendas
Munição Infinita:Conclua 100% do jogo
Camiseta da Estátua da Liberdade:Entre pela porta no 2º andar durante uma visita à Estátua da Liberdade de Liberty City.

5. Localizações de armas, energia, armadura, veículos e outros itens

No GTA 4, você pode visualizar a localização de itens e locais secretos ao acessar um computador no próprio jogo. Então, use o navegador para abrir o site whattheydonotwantyoutoknow.com.

Um mapa mostrará as localizações de todas as armas, energia, armadura e veículos. Também dá para ver onde estão escondidos os pombos secretos, rampas e opções de entretenimento de Liberty City.

6. Glitch de Dinheiro

O GTA 4 tem um glitch que permite ganhar dinheiro rapidamente sem usar cheats. Para isso, é necessário bloquear as ruas perto de um caixa eletrônico para causar um engarrafamento e evitar que ambulâncias cheguem até o local.

Em seguida, aguarde um NPC ir até o caixa eletrônico para sacar dinheiro e, depois, mate essa pessoa. Então, pegue o dinheiro, afasta-se um pouco da vítima e retorne ao local para ver se aparecem novos pacotes de dinheiro perto do corpo.

Esse glitch pode ser repetido várias vezes para conseguir ganhar dinheiro rapidamente no jogo sem usar códigos. Ele é recomendado para quem deseja obter todas as conquistas/troféus do game.

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

Malware em jogos pirateados infecta 25 mil PCs no Brasil

13 de Fevereiro de 2026, 10:45
Ilustração mostra um computador com uma caveira ao centro, sinalizando pirataria. O fundo da imagem é verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
RenEngine Loader ativa o roubo de dados em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um malware foi identificado em 25.220 PCs no Brasil.
  • Ele foi distribuído em uma campanha que usava jogos piratas como vetor, afetando cracks de Far Cry, FIFA, Need for Speed e Assassin’s Creed.
  • O malware rouba dados como senhas e carteiras de criptomoedas e pode permitir controle remoto dos PCs.
  • Ao todo, são mais de 400 mil dispositivos infectados no mundo.

25.220. Esse é o número de computadores no Brasil que podem ter sido infectados em uma nova campanha de malware distribuída por meio de jogos pirateados. Ao todo, mais de 400 mil PCs no mundo foram comprometidos.

O golpe se espalha por instaladores modificados e cracks de quatro franquias populares: Far Cry, Need for Speed, FIFA e Assassin’s Creed. A ameaça foi identificada pela empresa de cibersegurança Cyderes e recebeu o nome de RenEngine Loader.

Os jogos funcionam normalmente após a instalação, mas, em segundo plano, o pacote também executa um malware para roubar dados.

Como o malware funciona no Windows?

O ataque começa quando o usuário baixa um instalador “crackeado” ou modificado em sites de pirataria. Neste caso, o domínio citado no relatório de segurança é o dodi-repacks[.]site. Como lembra o PCMag, esse site já apareceu em outras campanhas maliciosas no passado.

A nova ameaça, no entanto, usa um componente legítimo: o Ren’Py, engine popular para jogos do tipo visual novel. Os criminosos incorporam código malicioso dentro de um launcher. Depois, ao executar o instalador, o jogo é descompactado normalmente e o malware é ativado em segundo plano.

Captura de tela mostra como um malware é distribuído nas versões crackeadas de FarCry 5, Need for Speed Payback e Fifa 21.
Malware é distribuído junto com cracks de jogos populares (imagem: reprodução/Cyderes)

O malware instala um “stealer”, programa especializado em roubar dados sensíveis. Entre as informações coletadas estão:

  • Senhas salvas no navegador;
  • Cookies de sessão;
  • Carteiras de criptomoedas;
  • Dados de preenchimento automático;
  • Informações do sistema;
  • Conteúdo da área de transferência.

Em alguns casos, a empresa de cibersegurança identificou variantes do malware que permitiam espionar os usuários e até controlar os PCs de forma remota.

Brasil é o terceiro país mais afetado

Imagem mostra uma tabela com os dez países mais afetados com um malware de jogos. O Brasil é o terceiro, com 25 mil, duzentos e vinte usuários.
Lista dos 10 países com mais usuários afetados (imagem: reprodução/Cyderes)

A campanha começou a operar ao menos em abril de 2025 e segue ativa em 2026, segundo os pesquisadores. O Brasil é o terceiro país com mais PCs infectados, atrás de Índia e Estados Unidos.

Segundo a Cyderes, são cerca de 5 mil novas infecções por dia. O número total de 400 mil dispositivos corresponde à quantidade de distribuições registradas no servidor de telemetria, mas a empresa pondera que o total real pode ser maior.

Foi possível chegar a esse número graças a um sistema de telemetria embutido no próprio código malicioso em outubro. Esse mecanismo permite acompanhar, em tempo real, a quantidade de máquinas infectadas.

O que fazer?

Parece que a maioria dos antivírus ainda não identifica o estágio inicial do malware como ameaça, o que facilita a infecção sem alertas imediatos. Usuários que suspeitem ter sido afetados podem recorrer à Restauração do Sistema do Windows ou, em último caso, à reinstalação completa do sistema operacional.

Se houver sinais de comprometimento de credenciais, a recomendação é trocar imediatamente as senhas — especialmente de e-mail, serviços bancários e carteiras de criptomoedas — e ativar autenticação em dois fatores sempre que possível.

Malware em jogos pirateados infecta 25 mil PCs no Brasil

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

12 de Fevereiro de 2026, 16:38
Microsoft Store CLI no Windows 11
Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Store CLI permite instalar e gerenciar aplicativos via linha de comando no Windows 10 e 11;
  • Comandos principais incluem “store browse-apps”, “store install” e “store –help”;
  • Microsoft Store CLI é voltada principalmente a desenvolvedores e usuários avançados.

No universo do Linux, você pode instalar softwares via linha de comando usando ferramentas como APT e Snap. E se você pudesse ter uma experiência minimamente parecida com essas opções, mas no Windows? Com a Microsoft Store CLI isso é possível.

CLI é a sigla para Command Line Interface, ou seja, Interface de Linha de Comando. A ideia é permitir que você instale e gerencie aplicativos no Windows digitando instruções via Prompt de Comando (CMD) ou via Windows PowerShell.

A condição é a de os apps em questão estarem disponíveis na Microsoft Store, obviamente. Além disso, a Microsoft Store precisa estar ativada no computador.

De acordo com a companhia, a Microsoft Store CLI foi criada para atender a desenvolvedores e usuários avançados. A nova abordagem vinha sendo testada há algum tempo e, nesta semana, foi anunciada oficialmente.

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI
Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar a Microsoft Store CLI?

Para usar a novidade, tudo o que é necessário fazer é abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e digitar o comando store, tanto no Windows 11 quanto no Windows 10. Se preferir, você pode digitar diretamente comandos mais específicos. Os principais são estes:

  • descobrir aplicativos: store browse-apps [parâmetro]
  • instalar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • atualizar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • obter ajuda: store –help
Instalação de app via Microsoft Store CLI
Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por exemplo, suponha que você queira descobrir a lista de aplicativos mais populares na loja. O comando é este:

store browse-apps top-free

Ou, então, imagine que você queira instalar o Firefox no computador. O comando é este:

store install firefox

A loja buscará os aplicativos que tiverem o nome “firefox”. Na sequência, você deverá selecionar a opção a ser instalada usando as setas do teclado e a tecla Enter.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma opção de instalação de softwares via linha de comandos. Em 2021, quando o Windows 10 ainda era suportado, a companhia lançou o Winget 1.0 (ou Windows Package Manager 1.0), que tem uma proposta parecida.

A principal diferença entre as duas opções, um tanto óbvia, é que a Store CLI é direcionada apenas aos aplicativos disponíveis na Microsoft Store, enquanto o Winget é mais generalista.

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 precisa de uma importante atualização de segurança até junho

11 de Fevereiro de 2026, 11:08
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Certificados da Inicialização Segura do Windows 11 expirarão em junho de 2026 e devem ser atualizados para evitar vulnerabilidades;
  • Microsoft está atualizando certificados via Windows Update; PCs novos desde 2024 já podem contar com certificados atualizados;
  • Windows 11 deve estar na versão 24H2 ou superior para receber atualizações automáticas.

Você vai dizer, com razão, que toda atualização de segurança é importante. Mas esta realmente merece destaque: os certificados da Inicialização Segura (Secure Boot) do Windows 11 expirarão em junho de 2026, portanto, devem ser atualizados até o meio do ano para não causarem transtornos a usuários e organizações.

A Inicialização Segura recebe esse nome por consistir em um recurso que protege o sistema operacional contra malwares e outras ameaças durante o seu carregamento. Para tanto, chaves criptográficas são usadas na verificação de componentes a serem carregados. O objetivo é permitir que apenas softwares confiáveis sejam executados no processo.

Não estamos falando de um recurso novo. O Secure Boot foi introduzido no Windows 8, mas, até o Windows 10, o recurso era opcional. No Windows 11, porém, a proteção faz parte dos requisitos do sistema, podendo até ser desativado, mas via configuração de BIOS/UEFI.

O problema é que, mesmo no Windows 11, versão lançada em 2021, os certificados de segurança são os mesmos que foram emitidos para o Windows 8. São esses certificados que expirarão em junho de 2026.

O que acontecerá se os certificados do Secure Boot expirarem?

Certificados expirados não impedem o funcionamento do Windows 11. Porém, a própria Microsoft alerta que o computador estará mais suscetível a vulnerabilidades e, eventualmente, recursos que dependem da Inicialização Segura podem apresentar problemas:

Se não receber os novos certificados de Inicialização Segura antes de certificados de 2011 [os atuais] expirarem, o computador continuará funcionando normalmente e os softwares existentes continuarão sendo executados. No entanto, o equipamento entrará em um estado de segurança reduzido, que limita a sua capacidade de receber futuras proteções no nível do boot.

À medida que novas vulnerabilidades de inicialização são descobertas, os sistemas afetados ficam cada vez mais expostos, pois não conseguem mais instalar novas mitigações. Com o tempo, isso também pode levar a problemas de compatibilidade, já que sistemas operacionais, firmwares, hardwares ou softwares dependentes do Secure Boot mais recentes podem não ser carregados.

Nuno Costa, diretor de parcerias, serviços e entrega do Windows

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11
Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual a solução para os certificados do Secure Boot?

Instalar certificados novos, como a Microsoft deixou claro. A boa notícia é que você terá pouco ou nenhum esforço para isso: a Microsoft já vem atualizando os certificados da Inicialização Segura do Windows 11 via Windows Update.

Se você comprou um PC nos últimos meses, talvez já esteja livre do problema, pois máquinas novas têm saído de fábrica com certificados atualizados desde 2024.

Para os demais casos, é importante que o Windows 11 esteja na versão 24H2 ou superior para garantir o recebimento da atualização automática via Windows Update. A Microsoft alerta que alguns PCs também poderão precisar de uma atualização de firmware fornecida pelo fabricante.

Ainda de acordo com a Microsoft, o aplicativo Segurança do Windows (ferramenta nativa) exibirá mensagens sobre o status da atualização dos certificados no decorrer dos próximos meses, o que ajudará o usuário a identificar eventuais falhas ou pendências nesse processo.

Mais um detalhe: quem usa o Windows 10 poderá receber a atualização se o PC estiver inscrito no ESU (programa de atualizações de segurança).

Windows 11 precisa de uma importante atualização de segurança até junho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Console portátil megapoderoso pesa 1,4 kg, custa R$ 22 mil e roda Windows

11 de Fevereiro de 2026, 09:07
Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto.
Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto (imagem: divulgação/Ayaneo)
Resumo
  • O Ayaneo Next 2 é um console portátil com Windows 11, pesando 1,4 kg e medindo mais de 34 cm de largura, com preços que variam de R$ 9 mil a R$ 22 mil, dependendo da configuração.
  • A versão básica inclui processador AMD Ryzen AI Max 385, gráficos Radeon 8050S, 32 GB de RAM e 1 TB de SSD, enquanto a versão avançada oferece Ryzen AI Max+ 395, GPU Radeon 8060S, 128 GB de RAM e 2 TB de SSD.
  • O console possui tela OLED de 23 cm com resolução de 2400 x 1504 pixels, taxa de atualização de 60 Hz a 165 Hz, bateria de 116 Wh e conectividade com USB-C, microSD e entrada para fones de ouvido.

Os consoles portáteis com Windows seguem avançando para um território cada vez mais próximo dos PCs com alto desempenho para jogos. A Ayaneo abriu a pré-venda do Next 2, seu novo modelo equipado com Windows 11, e os valores podem chegar a cerca de R$ 22 mil em conversão direta, dependendo da configuração escolhida.

O dispositivo chama atenção não apenas pelo custo elevado, mas também pelas proporções fora do padrão. Com mais de 34 cm de largura, cerca de 1,4 kg e dimensões que superam com folga as do Steam Deck e do Nintendo Switch, o Next 2 deixa claro que não foi pensado para caber no bolso. A proposta é oferecer uma experiência próxima à de um PC gamer completo, só que em formato portátil, segundo o The Verge.

Um portátil que pesa como um notebook?

A Ayaneo posiciona o Next 2 como um console para quem prioriza desempenho acima de tudo. A configuração de entrada traz processador AMD Ryzen AI Max 385, gráficos integrados Radeon 8050S, 32 GB de memória RAM e SSD de 1 TB. Essa versão parte de US$ 1.999, valor que pode cair na pré-venda para US$ 1.799 — algo em torno de R$ 9 mil a R$ 10 mil.

No outro extremo, a versão mais completa chega a US$ 4.299 (cerca de R$ 22.400) ou US$ 3.499 com desconto (aproximadamente R$ 18.300). Ela está equipada com o Ryzen AI Max+ 395, GPU integrada Radeon 8060S, impressionantes 128 GB de memória e 2 TB de armazenamento. É esse modelo que empurra o preço para a casa dos R$ 22 mil, aproximando o portátil de notebooks premium.

O conjunto é alimentado por uma bateria de 116 Wh, bem acima do limite de 100 Wh aceito por muitas companhias aéreas para bagagem de mão. A fabricante ainda não divulgou estimativas oficiais de autonomia, mas o tamanho da bateria ajuda a explicar o peso elevado do aparelho, que conta com dois ventiladores internos para dar conta do resfriamento.

Tela e controles justificam a proposta?

Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas.
Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas (imagem: divulgação/Ayaneo)

O Next 2 também aposta forte na tela. O painel OLED de cerca de 9,06 polegadas entrega resolução de 2400 x 1504 pixels, taxa de atualização variável entre 60 Hz e 165 Hz e brilho máximo de até 1.155 nits, superando com folga displays LCD comuns em consoles portáteis.

Nos controles, o aparelho traz joysticks TMR com ajuste de torque, gatilhos com efeito Hall e curso variável, D-pad de oito direções, touchpads duplos, botões traseiros e alto-falantes estéreo frontais. A conectividade inclui duas portas USB-C, leitor de microSD e entrada dedicada para fones de ouvido.

Console portátil megapoderoso pesa 1,4 kg, custa R$ 22 mil e roda Windows

Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto (imagem: divulgação Ayaneo)

Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas (imagem: divulgação/Ayaneo)

WhatsApp começa a liberar chamadas de voz e vídeo na web

9 de Fevereiro de 2026, 11:10
Ilustração mostra silhueta de notebook com logo do WhatsApp em destaque para representar o WhatsApp Web
WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários da versão beta, permitindo ligações sem usar apps de desktop.
  • As chamadas no navegador são individuais e incluem compartilhamento de tela, mas conferências em grupo ainda estão em desenvolvimento.
  • O recurso está sendo liberado gradualmente para usuários beta, sem previsão para lançamento na versão estável.

O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários inscritos em seu programa beta. O recurso funciona de forma semelhante aos apps móveis e de desktop, com um ícone de chamadas no topo da conversa.

Com isso, não será mais necessário recorrer aos apps de desktop para fazer ligações usando o computador. Isso é interessante especialmente para os usuários de Linux, já que o sistema não conta com um aplicativo oficial do mensageiro.

Como funcionam as chamadas no WhatsApp Web?

Captura de tela da interface do WhatsApp Business em modo escuro, destacando o novo recurso de chamadas. Centralizada, uma janela flutuante cinza exibe dois botões ovais verdes: o primeiro com um ícone de telefone e a palavra "Voice"; o segundo com um ícone de filmadora e a palavra "Video".
Menu aparece no ícone de câmera de vídeo (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Para fazer uma ligação pelo navegador, o usuário deve ir até o ícone de câmera que fica no canto superior direito da tela da conversa. Se o recurso estiver liberado, ao clicar nesse botão, aparecerão as opções de chamada de voz e chamada de vídeo.

Ainda não está claro, entretanto, se será possível atender ligações pelo navegador ou se isso continuará sendo exclusividade dos aplicativos móveis e de desktop.

Por enquanto, só é possível realizar chamadas individuais — conferências em grupo já estão em desenvolvimento, mas serão liberadas em um momento futuro.

Mesmo assim, as ligações feitas pelo navegador já contam com o recurso de compartilhamento de tela, o que pode ser útil na hora de fazer apresentações, compartilhar informações ou mesmo pedir ajuda para fazer alguma coisa no computador.

As chamadas de voz e vídeo na web contam com o mesmo grau de proteção disponível nas outras versões do WhatsApp, com criptografia de ponta a ponta.

Quando as chamadas serão liberadas no WhatsApp Web?

Por enquanto, a Meta está liberando o recurso para alguns usuários inscritos na versão beta do WhatsApp Web. O processo deve ser gradual e levar algumas semanas até chegar a todos os participantes do programa de testes. Ainda não há previsão de lançamento para o canal de atualizações estáveis do mensageiro.

Para se inscrever no WhatsApp Web beta, vá até Configurações, entre no item “Ajuda e feedback” e ative a opção “Entrar na versão beta”. Depois, atualize a página do navegador. Note que usar uma versão de testes de qualquer programa pode resultar em problemas por bugs ainda desconhecidos.

Com informações do WABetaInfo

WhatsApp começa a liberar chamadas de voz e vídeo na web

WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenClaw vira alvo de malware e roubo de criptomoedas

2 de Fevereiro de 2026, 18:16
Cibercriminosos utilizam troca de nomes do projeto como isca (imagem: reprodução/OpenClaw)
Resumo

Pesquisadores de segurança da plataforma OpenSourceMalware emitiram um alerta urgente após a detecção de 14 skills maliciosas hospedadas no ClawHub entre os dias 27 e 29 de janeiro de 2026. As ferramentas fraudulentas se passavam por utilitários de negociação de criptomoedas e automação de carteiras digitais.

O objetivo central era a instalação de malware e o roubo de chaves privadas de usuários do OpenClaw, aproveitando-se da recente mudança na identidade do projeto, que ganhou popularidade nos últimos dias como Clawdbot e Moltbot.

O que é o OpenClaw e por que ele se tornou um alvo?

O OpenClaw é um assistente de inteligência artificial que ganhou tração recente devido à sua capacidade de operar como um agente. Diferentemente de chatbots comuns, ele consegue executar tarefas complexas de forma autônoma, como manipular arquivos e interagir com APIs de terceiros. Para expandir essas capacidades, o ecossistema utiliza o ClawHub, um registro público onde desenvolvedores compartilham skills (extensões de funcionalidade).

O problema está na arquitetura do software. Ao contrário de extensões de navegadores modernos, as ferramentas do OpenClaw não operam em um ambiente isolado (sandbox). Na prática, essas extensões são pastas de código executável que, uma vez ativadas, possuem permissão para interagir diretamente com o sistema de arquivos local e até acessar recursos de rede.

De acordo com a documentação do projeto, a instalação de uma skill equivale a conceder privilégios de execução local ao código de terceiros. Esta característica técnica elimina camadas essenciais de proteção contra códigos mal-intencionados.

Como ocorrem os ataques?

Os agentes maliciosos utilizam táticas para induzir o usuário a comprometer sua própria segurança. Segundo o relatório oficial, o método mais comum envolve a instrução para copiar e colar comandos de terminal durante um suposto processo de configuração da ferramenta.

Esses comandos, muitas vezes ofuscados, buscam e executam scripts remotos hospedados em servidores externos, contornando defesas básicas. Uma vez executados, eles realizam uma varredura profunda em busca de:

  • Dados de preenchimento automático e senhas salvas em navegadores
  • Arquivos de configuração (.config, .env) e chaves privadas de carteiras de criptomoedas
  • Tokens de sessão que permitem o acesso a contas sem a necessidade de autenticação de dois fatores
ClawHub é o repositório oficial de extensões para o OpenClaw (imagem: reprodução/OpenSourceMalware)

A situação é agravada pela crise de identidade do projeto. Em questão de dias, o software mudou de nome de Clawdbot para Moltbot devido a disputas de marca registrada e, posteriormente, para OpenClaw. Cibercriminosos têm explorado esse vácuo de informação e a criação de sites como o Moltbook – uma espécie de rede social para agentes de IA – para atrair usuários desavisados.

Recomendações de segurança

Até o momento, o ClawHub opera sob um modelo de confiança comunitária, sem sistemas de auditoria automatizada de código. Segundo informações do portal Tom’s Hardware, a moderação é reativa, dependendo exclusivamente de denúncias após a publicação das skills.

Especialistas recomendam que usuários tratem qualquer extensão de terceiros com o mesmo rigor aplicado a programas executáveis de fontes desconhecidas. É fundamental evitar ferramentas que exijam a execução manual de comandos de terminal ou que possuam pouco histórico de contribuição na comunidade. No atual cenário, o uso de carteiras de criptomoedas em máquinas que rodam agentes de IA com permissão de leitura de disco também é considerado uma prática de alto risco.

OpenClaw vira alvo de malware e roubo de criptomoedas

Notepad++ teve falha de segurança que permitia interceptar atualizações

2 de Fevereiro de 2026, 14:31
Tela de atualização do Notepad++
Tela de atualização do Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Notepad++ teve seu mecanismo de atualização comprometido, o que permitia instalação de malwares;
  • Falha foi explorada de junho a dezembro de 2025, possivelmente por um grupo ligado ao governo da China.
  • Versão 8.9.1 do Notepad++ corrige vulnerabilidade, e os usuários devem atualizá-lo imediatamente.

O popular editor de código Notepad++ foi alvo de uma sofisticada ação maliciosa no segundo semestre de 2025. O problema de segurança não envolveu o editor em si, mas seu mecanismo de atualizações, que poderia ser interceptado para forçar a instalação de malwares e afins no computador do usuário.

Para quem desconhece a ferramenta, vale uma rápida explicação: o Notepad++ é um editor de código para Windows que atrai adeptos por ser fácil de usar, leve e ter código-fonte aberto. Eu mesmo sou fã do software: o uso para editar código em PHP, CSS e HTML, por exemplo.

O Notepad++ tem um mecanismo de atualização chamado WinGup que verifica a existência de novas versões periodicamente. Quando esse mecanismo encontra a nova versão, um aviso aparece na tela perguntando se o usuário quer fazer download e, na sequência, a sua instalação.

É aqui que o problema aparece. De acordo com uma investigação feita por especialistas em segurança, uma violação de infraestrutura permitiu que agentes maliciosos interceptassem o processo de atualização e redirecionassem o tráfego de usuários-alvo para malwares ou mecanismos que permitem acesso remoto ao computador da vítima.

Ainda de acordo com a investigação, o problema teve início em junho de 2025 e, aparentemente, tem ligação com um grupo próximo ao governo da China, embora não haja informações claras sobre isso.

O servidor de hospedagem problemático ficou comprometido até 2 de setembro de 2025, mas os invasores conseguiram manter as credenciais de acesso à infraestrutura do Notepad++ até 2 de dezembro, quando a ação foi finalmente considerada encerrada.

Atualizador do Notepad++
Atualizador do Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quem usa o Notepad++ deve fazer o quê?

Até o momento, não há indícios de que o Notepad++ em si tenha sido comprometido. Contudo, a ferramenta foi atualizada para corrigir brechas que podem ter sido exploradas pelos autores da ação maliciosa.

O principal ajuste envolveu fazer o WinGup verificar tanto o certificado quanto a assinatura do arquivo de instalação baixado antes de o procedimento ser executado.

A recomendação para usuários do Notepad++ é um tanto óbvia, portanto: instale a versão mais recente da ferramenta. Atualmente, o Notepad++ está na versão 8.9.1, que já é considerada livre do problema. Também já não há mais sinal de atividade maliciosa nos servidores do projeto.

Peço sinceras desculpas a todos os usuários afetados por este incidente. Recomendo o download da versão 8.9.1 (que inclui melhorias de segurança importantes) e a execução do instalador para atualizar o Notepad++ manualmente.

Don Ho, responsável pelo Notepad++

Notepad++ teve falha de segurança que permitia interceptar atualizações

Tela de atualização do Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Atualizador do Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

30 de Janeiro de 2026, 11:11
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Turma do PowerToys propõe barra de tarefas extra no Windows 11

30 de Janeiro de 2026, 10:54
Barra extra na parte superior do Windows 11
Barra extra na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Time do PowerToys propõe uma barra de tarefas extra no Windows 11, baseada na Paleta de Comandos;
  • Barra extra seria móvel e personalizável, com opções de atalhos, widgets e aparência, como fundo transparente;
  • Novidade ainda não é oficial; proposta foi apresentada por desenvolvedores do PowerToys para avaliação pública da ideia.

Se você usa o Windows 11, já pensou em ter uma barra de tarefas na parte superior da Área de Trabalho que, como tal, complementa a barra que fica na parte inferior? No que depender dos desenvolvedores do PowerToys (o “canivete suíço” do Windows), esse recurso será realidade em breve.

A barra de tarefas extra seria baseada em uma das funcionalidades mais interessantes do PowerToys: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Trata-se de uma função tão versátil que, quando você aprende a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado.

Se desenvolvida conforme o plano, a nova barra será móvel, ou seja, você poderá posicioná-la em qualquer lado da tela. Para usuários do Windows 11, isso é muito interessante, pois essa versão não permite mover a barra de tarefas, ao contrário do que ocorre no Windows 10 e em versões anteriores.

Escolhida a posição da barra, você poderá escolher os atalhos que aparecerão ali, bem como adicionar recursos complementares, como controles para um reprodutor de música ou pequenos widgets que informam, por exemplo, a quantas anda o uso do processador.

Novamente se a proposta for desenvolvida conforme apresentada, você também terá várias opções de personalização da barra extra. Por exemplo, será possível deixá-la com fundo transparente ou fazê-la exibir rótulos para determinadas funções.

Widget com dados sobre a CPU
Widget com dados sobre a CPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando a nova barra chegará ao Windows 11?

Infelizmente, ninguém sabe ao certo. Por enquanto, a nova barra foi apresentada como uma proposta no repositório do PowerToys no GitHub. Por ora, os desenvolvedores estão coletando feedbacks sobre a ideia.

Da minha parte, torço para que a proposta seja levada adiante. O PowerToys é um dos projetos mais interessantes que a Microsoft mantém para usuários finais do Windows. Em linhas gerais, as ferramentas do PowerToys funcionam bem e, por isso, acredito que os desenvolvedores serão igualmente caprichosos com relação à nova barra.

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aproveite o PowerToys

Em tempo, o PowerToys chegou recentemente à versão 0.97. A novidade está ainda mais personalizável e melhora justamente as funcionalidades da Paleta de Comandos. Mas há várias outras funções úteis por ali. Eis alguns exemplos:

  • Modo Ativo: faz o Windows ficar sempre ativo (sem hibernar), sem que você tenha que mexer nas configurações de energia;
  • Seletor de Cores: permite identificar a cor de qualquer elemento exibido na tela;
  • FancyZones: permite organizar janelas de vários modos;
  • Redimensionador de Imagem: muda as dimensões de várias imagens ao mesmo tempo;
  • PowerToys Run: é um launcher de aplicativos que traz vários recursos avançados;
  • PowerRename: trata-se de um utilitário que permite renomear vários arquivos de uma só vez;
  • Gerenciador de Teclado: permite personalizar o teclado, e inclui a opção de criar atalhos sob medida;
  • Espiada: funciona como um visualizador rápido do conteúdo de arquivos selecionados;
  • Visualização do Registro: permite acessar e editar entradas no Registro do Windows rapidamente;
  • ZoomIt: além de aplicar zoom, permite gerar anotações e fazer gravações ou capturas de tela.

Mais um detalhe: apesar de ser focada no Windows 11, o PowerToys também funciona no Windows 10. É de graça!

Turma do PowerToys propõe barra de tarefas extra no Windows 11

Barra extra na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Widget com dados sobre a CPU (imagem: reprodução/Microsoft)

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

27 de Janeiro de 2026, 17:08
Microsoft Edge
Saiba o passo a passo para excluir o Microsoft Edge no Windows 10 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem diferentes métodos de desinstalar o navegador Microsoft Edge no Windows 10. Quando a desinstalação está bloqueada pelo Painel de Controle do sistema, é necessário usar comandos manuais via Prompt de Comando ou Windows PowerShell.

A Microsoft impede a remoção nativa do Edge porque ele é o motor de renderização do sistema. No Windows 11, recursos como o assistente Copilot, a busca no Menu Iniciar e os Widgets dependem dessa infraestrutura para funcionar corretamente.

Assim, remover o navegador pode causar instabilidades críticas e erros em atualizações automáticas do sistema operacional. Além disso, o Windows Update costuma reinstalar o navegador silenciosamente para evitar o comprometimento dos recursos nativos.

A seguir, veja como desinstalar o Edge no Windows 10 via Painel de Controle, Prompt de Comando ou Windows PowerShell. Também saiba como a ausência do navegador pode impactar no desempenho do sistema operacional da Microsoft.

Índice

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Painel de Controle

Este método funciona ao desinstalar o Microsoft Edge em versões mais antigas e desatualizadas do Windows 10. Portanto, ela pode não estar disponível em todos os computadores com o sistema operacional.

1. Acesse as “Configurações” do Windows 10

Abra o Menu Iniciar e digite “Configurações” para acessar o painel de controle do Windows 10.

Acessando as configurações do Windows 10
Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Aplicativos”

Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” para ver todos os softwares instalados na sua máquina com Windows 10.

Abrindo o menu "Aplicativos"
Abrindo o menu “Aplicativos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Aplicativos e recursos”

Clique na guia “Aplicativos e recursos”, no canto esquerdo da tela, para visualizar a lista de programas instalados no computador.

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos"
Selecionando a guia “Aplicativos e recursos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Clique em “Desinstalar” Microsoft Edge

Busque o “Microsoft Edge” na lista de aplicativos e clique no nome do software para ver mais opções. Em seguida, clique em “Desinstalar” e siga as instruções na tela para completar o processo para remover o Microsoft Edge do Windows 10.

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows
Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Prompt de Comando

1. Acesse o “Sobre o Microsoft Edge”

Abra o Microsoft Edge no seu PC e clique no botão de três pontos, no canto superior direito, para ver mais opções. Selecione “Ajuda e comentários” e clique em “Sobre o Microsoft Edge” para ver informações sobre o navegador.

Acessando as informações do Microsoft Edge
Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Copie a versão do Microsoft Edge

Na seção “Sobre”, copie ou anote os números, incluindo os pontos, da versão do Microsoft Edge instalada no computador. Essa informação será importante para desinstalar o navegador via Prompt de Comando do Windows 10.

Copiando o número da versão do Microsoft Edge
Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o Prompt de Comando como Administrador

Aperte a tecla Windows e digite “Prompt de Comando”. Em seguida, clique na opção “Executar como administrador” para acessar a ferramenta com todos os privilégios.

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10
Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Insira o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge

No Prompt de Comando, digite o seguinte comando:

cd %PROGRAMFILES(X86)%\Microsoft\Edge\Application\XX\Installer

Importante: substitua o “XX” pelos números da versão do Microsoft Edge instalada no PC – incluindo os pontos – e aperte “Enter” para avançar.

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador
Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Force a desinstalação do Microsoft Edge

Ao acessar a pasta do Microsoft Edge pelo Prompt de Comando, insira o seguinte comando:

setup –uninstall –force-uninstall –system-level

Aperte “Enter”, aguarde a ação ser executada e feche a janela do Prompt de Comando. Em seguida, reinicie o computador para completar o processo e excluir o Edge.

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando
Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo PowerShell

1. Abra o Windows PowerShell

Aperte o botão Windows no teclado e digite “Windows PowerShell”. Em seguida, clique em “Executar como Administrador” para abrir o prompt de comando do PowerShell.

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador
Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Busque a versão do Microsoft Edge

Com o PowerShell aberto, digite o comando abaixo e aperte “Enter”: 

Get-AppxPackage | Select Name, PackageFullName

Essa ação listará todos os programas instalados na máquina e o nome completo do pacote. Isso facilita a localização do Microsoft Edge e o endereço da pasta do navegador.

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina
Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Copie as informações do Microsoft Edge

Veja a lista de programas instalados e localize o “Microsoft.MicrosoftEdge.Stable”. Em seguida, copie o caminho mostrado na coluna no canto direito da tela.

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge
Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Realize a remoção do Microsoft Edge

Insira o seguinte comando para desinstalar o Microsoft Edge via PowerShell:

Get-AppxPackage *MicrosoftEdge* | Remove-AppxPackage

Importante: no lugar do *MicrosoftEdge*, cole o caminho copiado nas informações obtidas pelo PowerShell. Após executar o comando, reinicie o computador para concluir a desinstalação.

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell
Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estes são alguns pontos que podem impedir a desinstalação do Edge no PC Windows:

  • Integração nativa ao sistema: o Edge é um componente essencial que fornece o motor WebView2 para widgets e aplicativos do Windows. Por ser parte do “núcleo” do sistema operacional, a opção de desinstalação fica propositalmente desativada no Painel de Controle;
  • Bloqueio no registro do Windows: chaves específicas no Registro, como a NoRemove, atuam como travas de segurança integradas pela Microsoft. Essas marcações impedem a remoção do navegador mesmo usando ferramentas de terceiro;
  • Erro ao informar a versão do Edge: o processo de desinstalação via Prompt de Comando pode não funcionar se a versão do navegador não for digitada corretamente com os pontos;
  • Restrições de versão e build: versões recentes do Windows possuem proteções que bloqueiam comandos via PowerShell. O sistema retorna erros de “parte do SO”, tratando o navegador como um arquivo protegido e imutável;
  • Processos ativos e atualizações: serviços como o EdgeUpdate e processos em segundo plano impedem qualquer tentativa de modificação nos arquivos. Além disso, o Windows Update pode baixar e reinstalar o navegador automaticamente se detectar sua ausência.

Caso não consiga remover o Edge, é possível desativar a inicialização automática no Gerenciador de Tarefas e bloquear a execução em segundo plano nas configurações do Windows. Isso minimiza o consumo de recursos sem comprometer a estabilidade do Windows.

É possível desinstalar o Microsoft Edge do Windows 11?

Não dá para desinstalar o Edge no Windows 11, pois ele atua como componente estrutural para funcionamento de widgets e da interface web do sistema. A Microsoft restringe a remoção para garantir a estabilidade do sistema e evitar falhas em processos nativos que dependem do motor de renderização.

Embora ele permaneça instalado, o usuário pode mudar o navegador padrão do Windows 11 nas configurações do sistema. Essa alteração redireciona a abertura de links e arquivos externos para o software da preferência da pessoa, reduzindo a presença do Edge no uso cotidiano.

O que acontece ao desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estas são algumas ações que ocorrem ao desinstalar o Microsoft Edge do PC:

  • Ausência de navegação emergencial: sem um navegador reserva pré-instalado na máquina, o usuário perde o principal meio de baixar drivers, novos softwares ou abrir determinados arquivos;
  • Ruptura do WebView2: muitos aplicativos de terceiros e nativos, como Widgets e Clima, perdem a capacidade de exibir conteúdo web, resultando em janelas em branco ou erros de script;
  • Comprometimento da Busca e Ajuda: a pesquisa do Menu Iniciar e os links de suporte do sistema (tecla F1) ficam inoperantes, pois são programados exclusivamente para abrir via motor do Edge;
  • Falhas em aplicativos essenciais: serviços como Outlook e Teams podem parar de funcionar corretamente, pois dependem do motor de renderização do Edge;
  • Riscos de corrupção do registro: como o Edge é integrado ao Kernel do Windows, sua remoção forçada via scripts pode corromper chaves do Registro, gerando instabilidade ou lentidão em processos;
  • Ciclo de restauração forçada: o Windows Update trata o Edge como um componente de segurança crítico, reinstalando-o automaticamente na próxima verificação para garantir a integridade do sistema operacional.

Tem algum problema desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Sim, desinstalar o Microsoft Edge compromete recursos nativos como a busca do Menu Iniciar, o Copilot e a integração do Microsoft 365, prejudicando a experiência do sistema. Essa ação também gera instabilidade técnica, afetando as atualizações de segurança e o funcionamento de diversos componentes internos do Windows.

Qual é a diferença entre desativar e desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Desativar o Microsoft Edge significa interromper os processos em segundo plano e impedir a inicialização automática, mantendo os arquivos preservados no sistema. É a escolha ideal para evitar conflitos, já que muitos recursos do Windows usam o motor do navegador para funcionar corretamente.

Desinstalar o Microsoft Edge remove permanentemente os executáveis do computador, processo que geralmente requer o uso do Prompt de Comando ou PowerShell. Embora libere espaço em disco, essa prática pode gerar instabilidade no sistema e o Windows costuma reinstalar o programa em atualizações futuras.

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Aplicativos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

26 de Janeiro de 2026, 12:13
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É a segunda atualização emergencial liberada neste mês (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft lançou uma correção de emergência para o Windows 11 devido a falhas relacionadas a serviços de armazenamento na nuvem, como OneDrive e Dropbox.
  • O bug afeta as versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11, causando travamentos em aplicativos ao salvar ou abrir arquivos na nuvem.
  • A atualização de emergência é a segunda em janeiro de 2026 e corrige também problemas de login na Área de Trabalho Remota.

O Windows 11 começou a receber uma atualização de emergência para consertar um problema envolvendo apps que usam armazenamento na nuvem. É a segunda vez que a Microsoft precisa liberar um update às pressas no mesmo mês, algo que raramente acontece.

O patch de correção desse erro está disponível no Windows Update. Ele pode ter um dos seguintes códigos, dependendo da versão do Windows:

  • KB5078127 (Windows 11 25H2 ou 24H2)
  • KB5078167 (Windows 11 25H2, versão Enterprise)
  • KB5078132 (Windows 11 23H2, versões Enterprise e Education)

Qual é o bug envolvendo o Windows 11 e o armazenamento em nuvem?

Logo do OneDrive
Dados salvos no OneDrive eram o motivo dos problemas do Outlook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns aplicativos travam ao tentar salvar ou abrir arquivos em serviços de cloud, como o OneDrive e o Dropbox. A falha ocorre nas versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11.

Um exemplo disso é o Outlook. Devido ao bug, o programa pode travar e não abrir novamente, a menos que o processo seja encerrado ou o computador seja reiniciado. Além disso, itens enviados podem não aparecer na pasta correspondente, e o cliente pode baixar novamente mensagens já disponíveis no computador.

Esse problema foi notado há cerca de duas semanas, logo após uma atualização de segurança, mas sua causa ainda não era conhecida. Agora, tudo faz sentido: dependendo das configurações escolhidas pelo usuário, o cliente de email salva arquivos PST, com dados necessários para seu funcionamento, no OneDrive.

Microsoft sofre com bugs

É o segundo update emergencial que a Microsoft libera neste mês de janeiro de 2026, o que raramente acontece. Antes, a empresa precisou corrigir uma falha que impedia o Windows 11 de desligar — em vez disso, o computador reiniciava.

Além dos problemas do Outlook e do desligamento, o sistema também teve dificuldades envolvendo o login na Área de Trabalho Remota, que serão corrigidas nesse mesmo patch, e falhas de boot em algumas máquinas, ainda sem solução.

Com informações do Thurrott e do Verge

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades

26 de Janeiro de 2026, 11:05
Logotipo do Windows 11
Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft salva backup de chaves criptográficas do Windows 11 em seus servidores; essas chaves podem ser repassadas a autoridades mediante ordem judicial;
  • BitLocker, recurso nativo de segurança do Windows, criptografa unidades inteiras. A posse das chaves criptográficas do recurso pode dar acesso total aos dados protegidos;
  • Para evitar o backup automático de chaves nas nuvens, usuários podem optar por salvar chave localmente no Windows 11 Pro ou usar uma conta local no Windows 11 Home.

Quando você usa uma conta Microsoft pela primeira vez para fazer login no Windows 11, uma cópia da chave de criptografia do sistema operacional é enviada aos servidores da companhia. Essa é uma informação confidencial, mas a Microsoft reconhece: chaves podem ser repassadas a autoridades em caso de ordem judicial.

As tais chaves criptográficas dizem respeito principalmente ao BitLocker. Trata-se de um mecanismo de segurança introduzido no Windows Vista e no Windows Server 2008. A ferramenta é oferecida como um recurso nativo do Windows desde então.

Um recurso nativo importante: o BitLocker criptografa unidades inteiras de armazenamento de dados, não somente pastas ou arquivos específicos. É por isso que a posse das chaves criptográficas em questão pode dar acesso a tudo o que estiver protegido no computador.

Por padrão, o Windows 11 exige login com uma conta Microsoft. Quando isso é feito pela primeira vez em um computador, o sistema vincula a chave criptográfica do BitLocker a essa conta e faz backup dela nas nuvens para que o usuário possa recuperar o acesso se tiver algum problema com isso. O backup só não é feito quando o usuário ativa a opção de salvamento local de chave.

Então, a Microsoft pode fornecer as chaves a autoridades?

Não só pode como já forneceu. A Forbes revelou que, no início de 2025, a Microsoft forneceu as chaves criptográficas de três notebooks com Windows após uma solicitação do FBI, nos Estados Unidos.

Na ocasião, as autoridades americanas investigavam se responsáveis pelo programa de assistência a desempregados da ilha de Guam desviaram fundos durante a pandemia de covid-19. Os computadores usados por eles estavam protegidos com o BitLocker.

Ao veículo, a Microsoft confirmou que fornece chaves criptográficas a autoridades quando há ordem judicial para isso e ainda informou que recebe cerca de 20 solicitações do tipo por ano. Obviamente, a companhia só atende às solicitações que envolvem chaves armazenadas nas nuvens.

Diante disso, à Forbes, a companhia deu a entender que o próprio usuário precisa agir se quiser se resguardar de um eventual repasse de chaves, independentemente das circunstâncias:

Embora a recuperação de chaves [a partir das nuvens] ofereça conveniência, também acarreta o risco de acesso indesejado, portanto, a Microsoft acredita que os clientes estão em melhor posição para decidir… como gerenciar suas chaves [com backup nas nuvens ou local].

Charles Chamberlayne, representante da Microsoft

Para especialistas em segurança e privacidade ouvidos pela Forbes, a Microsoft deveria oferecer uma proteção mais robusta às chaves. Um exemplo que veio à tona foi o FileVault (sistema de criptografia do macOS), que permite que chaves sejam armazenadas nas nuvens, mas dentro de arquivos também criptografados, de modo que nem a Apple consegue acessá-las.

Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como desativar o backup de chaves nas nuvens?

No Windows 11 Pro, versão normalmente usada por organizações, a configuração de backup de chaves deve ser feita indo em Painel de Controle / Sistema e Segurança / Criptografia de Unidade BitLocker. Ali, escolha a opção de salvar o backup em um arquivo, não na conta Microsoft.

Já o Windows 11 Home tem uma proteção baseada na tecnologia de criptografia do BitLocker, mas sem uma interface direta de configuração. Por isso, uma alternativa está em ajustar o sistema para fazer login com uma conta local, de modo que o backup automático em nuvens deixe de existir, inclusive para as chaves. Para isso:

  1. vá em Configurações / Contas / Suas informações;
  2. clique em Entrar com uma conta local;
  3. uma caixa de alerta pedirá para você fazer backup local da chave; clique em Fechar e fazer backup;
  4. siga as orientações para salvar a cópia em um local seguro.

Acesse a sua conta Microsoft para apagar eventuais chaves que já estejam armazenadas por lá, se for esta a sua intenção.

Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

23 de Janeiro de 2026, 16:36
ReactOS
O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • ReactOS completou 30 anos desde seu primeiro commit e recebeu apoio de mais de 300 desenvolvedores ao longo desse período;
  • Projeto busca ser uma alternativa gratuita e aberta ao Windows, com compatibilidade com softwares e drivers do sistema da Microsoft;
  • Sistema enfrenta desafios de compatibilidade e desempenho, ainda estando em fase “alpha”, mas promete avanços.

Esta semana marca o aniversário de 30 anos de um dos projetos mais clássicos do universo do código aberto: o ReactOS, sistema operacional que tem a missão de ser uma alternativa gratuita, mas tão próxima quanto possível do Windows, principalmente em PCs.

Carl Bialorucki, um dos principais desenvolvedores do projeto, conta que, na verdade, o último dia 22 marcou os 30 anos em que o código-fonte do ReactOS recebeu o seu primeiro commit (quando um conjunto de alterações é registrado em um código). Desde então, o sistema já recebeu mais de 88 mil commits oriundos do trabalho de mais de 300 desenvolvedores.

Não surpreende, afinal, ser uma alternativa aberta ao Windows não é uma missão fácil. Normalmente, quando pensamos em opções ao sistema operacional da Microsoft, lembramos de distribuições Linux. Mas não é o caso aqui, o que torna o desenvolvimento do projeto ainda mais desafiador. Os esforços de desenvolvimento envolvem engenharia reversa, para você ter ideia.

O ReactOS conta com um kernel próprio e se propõe a ser compatível tanto com softwares quanto com drivers para Windows. A sua interface atual, em vigor desde 2016, é muito parecida com a do Windows XP (o que dá um ar de nostalgia ao projeto). Antes disso, o sistema tinha um visual que remetia ao Windows 95 ou ao Windows 98.

Para um projeto sem fins lucrativos durar tanto tempo, é de se presumir que ele tem sucesso. Pode ser o caso aqui. Mas isso não significa que não surgiram obstáculos pelo caminho.

Firefox no ReactOS
Firefox no ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

30 anos de projeto com alguns percalços

No texto dos 30 anos do ReactOS, Bialorucki relata, como exemplo, que o sistema teve avanços substanciais no período entre 2003 e 2006, mas que, ao mesmo tempo, houve preocupações sobre a possibilidade de seus desenvolvedores terem usado código-fonte vazado do Windows em suas contribuições, o que configuraria uma violação de propriedade intelectual.

Isso fez o ReactOS ter seu desenvolvimento paralisado e uma auditoria ter início na época. O projeto quase sucumbiu a essa situação, mas acabou ganhando fôlego, principalmente depois de as linhas de códigos suspeitas terem sido reescritas.

Esse acontecimento é um dos indicativos de que, na verdade, a durabilidade do projeto não é efeito do que se entende como sucesso, mas da insistência dos desenvolvedores, que continuam acreditando que, um dia, o ReactOS irá cumprir a sua missão integralmente.

Isso ainda não é realidade. Prova disso é que não é incomum pessoas que experimentam o sistema relatarem problemas de compatibilidade com softwares ou de desempenho, por exemplo.

Na prática, o que se vê é um projeto em andamento, que está longe de cumprir totalmente os seus objetivos, mesmo após 30 anos de trabalho. Não é por acaso que, até hoje, o ReactOS está em fase “alpha” de desenvolvimento.

ReactOS com o jogo Paciência
ReactOS traz até o jogo Paciência (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que vai ser ReactOS a partir de agora?

Apesar dos numerosos desafios, os desenvolvedores do projeto não desistem. Para as próximas etapas, eles prometem avanços importantes, como um “novo ambiente de compilação para desenvolvedores (RosBE)”, “um novo driver NTFS” e “suporte a sistemas UEFI classe 3”.

Se você quiser experimentar o sistema, o ReactOS pode ser baixado aqui. A mesma página tem um link para o código-fonte.

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cansou da IA em tudo? Este script limpa o seu navegador

21 de Janeiro de 2026, 16:48
Ícones de Edge, Firefox, Chrome, Opera e Brave lado a lado
Just the Browser remove IA, telemetria e mais do Chrome, Edge e Firefox (foto: Denny Müller/Unsplash)
Resumo
  • O Just the Browser remove funções de IA, coleta de dados e conteúdos patrocinados do Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.
  • O script edita configurações de política de grupo e preferências do sistema para desativar recursos indesejados sem modificar arquivos originais.
  • Compatível com Windows, Linux e macOS, o script requer privilégios de administrador e é reversível; não há versão para dispositivos móveis.

Um desenvolvedor de software lançou recentemente o Just the Browser, uma interessante ferramenta de código aberto que remove recursos de inteligência artificial, coleta de dados e conteúdos patrocinados dos principais navegadores. Ela funciona em Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.

A novidade foi disponibilizada publicamente por meio do GitHub e de um site dedicado, oferecendo scripts que automatizam o processo de “limpeza”. Segundo seu criador, Corbin Davenport, o objetivo é combater o que ele classifica como “assédio da IA” e o excesso de ferramentas comerciais que desviam o propósito original dos produtos.

Como a ferramenta funciona?

Diferentemente de extensões para bloqueio de anúncios (ad block), o script atua em um nível mais profundo. Ele edita as configurações de política de grupo (Group Policy) e preferências do sistema – mecanismos utilizados por administradores de TI em ambientes corporativos – para restringir o acesso a recursos, visando segurança e produtividade.

Ao aproveitar essas “configurações ocultas”, a ferramenta instrui o navegador a se comportar como se estivesse em um ambiente gerenciado. Isso permite desativar funcionalidades que muitas vezes não possuem botões de “desligar” nas configurações padrões, sem modificar arquivos executáveis originais ou depender de aplicativos de terceiros. É justamente o caso dos recursos relacionados a IA, que são embutidos nos navegadores a forceps.

Quais recursos são removidos?

Os principais alvos do script são:

  • Remoção de assistentes como o Gemini no Chrome e integrações de barra lateral no Edge
  • Bloqueio de artigos sensacionalistas no “feed” de nova guia (comum no Microsoft Edge)
  • Desativação de pop-ups de cupons de desconto e comparadores de preços nativos
  • Bloqueio de relatórios de dados enviados aos desenvolvedores sobre hábitos de uso

“O Chrome oferece cupons de desconto durante as compras. O Microsoft Edge enche a página Nova guia com artigos sensacionalistas. A era da IA generativa piorou ainda mais a situação“, explicou Corbin. “O objetivo é fornecer ‘apenas o navegador’ e nada mais.”

Como usar o script?

Script do Just the Browser rodando no Windows 11 (imagem: reprodução)

Atualmente, o Just the Browser é compatível com Windows, Linux e macOS. O processo é reversível, mas exige atenção e privilégios de administrador no sistema. Ele inclui os seguintes passos:

  1. Acesse o guia oficial: o site do projeto exibe comandos específicos para Windows, macOS e Linux
  2. Execute o comando: copie o script fornecido na página, cole no terminal (ou PowerShell no Windows) e execute. Em alguns casos, pode ser necessário baixar um arquivo .reg ou script .bat
  3. Reinicie o navegador: as alterações só entram em vigor após fechar e reabrir o programa
  4. Verifique a instalação: vá até as configurações do navegador. Se vir a mensagem “Gerenciado pela sua organização”, o procedimento funcionou e as regras de bloqueio estão ativas

Além disso, como o script altera políticas do sistema, ele pode desativar recursos como sincronização de histórico ou sugestões de pesquisa. É recomendável ler a lista de alterações com atenção antes de aplicar.

Ainda não há versão do script para celulares e tablets.

A iniciativa reflete um movimento da comunidade de tecnologia contra a inserção forçada de IA em produtos de consumo. Recentemente, desenvolvedores também criaram scripts para remover funcionalidades de IA do Windows 11. A questão afeta até a Mozilla: a organização enfrentou reações negativas após anunciar que o Firefox evoluiria para uma plataforma com IA integrada.

Cansou da IA em tudo? Este script limpa o seu navegador

Vários navegadores foram afetados (foto: Denny Müller/Unsplash)

Microsoft PowerToys 0.97 fica mais personalizável e melhora uso do mouse

21 de Janeiro de 2026, 10:46
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.97 introduz função CursorWrap, que facilita uso do mouse em telas grandes;
  • Paleta de Comandos agora permite personalização de plano de fundo e da ordem dos itens de fallback;
  • Também há novidades em funções como Modo Claro e Colar Avançado.

O “canivete suíço” do Windows ganhou mais uma versão. O PowerToys 0.97 melhora uma de suas funções mais importantes: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos e outros recursos. Mas também traz uma ferramenta nova, chamada CursorWrap, que melhora o uso do mouse por quem tem uma tela grande.

A Paleta de Comandos dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins, sendo tão versátil que pode até substituir o Menu Iniciar. Para usá-la, tudo o que você precisa fazer é acionar o atalho de teclado Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

O PowerToys 0.97 permite que você personalize a Paleta de Comandos selecionando um plano de fundo e até definindo um padrão de cores a partir da área de configurações do recurso. Como essa é uma ferramenta que pode entrar para a rotina do usuário, faz sentido permitir que ela tenha um toque pessoal.

Também há uma novidade funcional: agora é possível personalizar a ordem dos itens de fallback, que aparecem nos resultados de pesquisa quando o que você procura não é encontrado com precisão.

Para completar, agora é possível usar a Paleta de Comandos para acessar diretamente os vários recursos do próprio Microsoft PowerToys.

Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97
Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E o que é o CursorWrap do PowerToys?

O CursorWrap é uma novidade útil para quem trabalha com uma tela grande. Com ela, você não precisa arrastar o cursor do mouse de uma extremidade à outra do monitor.

Se o cursor estiver no lado esquerdo da tela, por exemplo, você só precisa arrastá-lo até a borda esquerda que ele aparecerá, automaticamente, no lado direito. No vídeo abaixo, é possível ver uma demonstração disso a partir de 1:20:

O recurso também funciona transferindo o cursor da borda superior para a inferior e vice-versa.

O que mais há de novo no PowerToys 0.97?

Toda nova versão do PowerToys traz vários pequenos melhoramentos. Não é diferente na versão 0.97. Entre as demais pequenas novidades, estão:

  • Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95 e melhorado no PowerToys 0.96, o recurso agora pode ser ajustado para seguir as configurações de Luz Noturna do Windows;
  • Acesso Rápido: esse menu ficou independente, não estando mais vinculado à área de configurações, razão pela qual carrega mais rapidamente;
  • Colar Avançado: essa função agora mostra uma prévia dos valores de cores HEX, bem como suporta a entrada de imagens para transformações de IA;
  • Linha de Comando (LCI): recursos como FancyZones, File Locksmith e Redimensionador de Imagem agora podem ser controlados por linha de comando.

Como obter o PowerToys 0.97?

O PowerToys 0.97 pode ser baixado via GitHub, gratuitamente. Nessa página, você só precisa escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Vale destacar que, apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.97 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

Microsoft PowerToys 0.97 fica mais personalizável e melhora uso do mouse

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Nova versão do "canivete suíço" do Windows permite personalizar visual da Paleta de Comandos e traz ferramenta que facilita uso do mouse em telas grandes.

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux

14 de Janeiro de 2026, 17:20
Imagem ilustrativa que mostra várias taças de vinho em alusão ao Wine 10.0
Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux (imagem ilustrativa: Kelsey Knight/Unsplash)
Resumo
  • Wine 11.0 oferece suporte completo ao modo WoW64, permitindo conversão de chamadas de sistema de 32 bits para 64 bits;
  • Wine 11.0 inclui ainda suporte ao NTSync, mecanismo de sincronização do kernel Linux, que melhora o desempenho ao replicar a sincronização de threads do Windows;
  • Novidade também implementa a API Vulkan 1.4.335, suporta extensões do Vulkan Video e melhora a integração com Wayland e X11, além de corrigir mais de 600 bugs.

Virou tradição. Todo começo de ano marca a chegada de uma nova versão do Wine, a popular ferramenta de código aberto que faz o Linux e outros sistemas baseados no Unix executarem softwares para Windows. O Wine 11.0, como a novidade foi batizada, traz um conjunto de pequenos, mas importantes aprimoramentos funcionais.

Sempre convém destacar que “Wine” é um acrônimo para “Wine Is Not an Emulator”, que significa “Wine não é um emulador”. Esse nome brincalhão tem seu fundo de verdade: o que a ferramenta faz, basicamente, é trabalhar como uma camada que traduz instruções de softwares para Windows em instruções equivalentes para Linux/Unix.

De fato, não estamos lidando com um mero emulador.

O que o Wine 11.0 tem de novo?

Uma das novidades do Wine 11.0 em relação ao Wine 10.0 e versões anteriores é o suporte completo ao modo WoW64. Esse recurso converte chamadas de sistema oriundas de aplicativos de 32 bits em equivalentes para 64 bits.

Sem o WoW64, o Wine só pode trabalhar corretamente com softwares de 64 bits. A implementação completa do recurso torna o Wine 11.0 mais compatível e otimizado com softwares de 32 bits, portanto.

Outra novidade é o suporte oficial ao NTSync. Esse é um mecanismo de sincronização do kernel Linux capaz de melhorar sensivelmente o desempenho do Wine. Isso porque o NTSync, um recurso nativo do Linux 6.14 e versões superiores, permite ao Wine replicar a forma como sistemas Windows lidam com a sincronização de threads.

Tem mais. No Wine 10.0, um dos avanços oferecidos foi o suporte a Arm64EC, solução que permite que um software combine código Arm com código x64. Mas esse suporte era limitado, pois aquela implementação trabalhava com tamanho de página de sistema de apenas 4 KB. O Wine 11.0 atenua essa limitação “simulando” tamanhos como 16 KB e 64 KB, mais condizentes com as demandas atuais.

As demais novidades incluem:

  • implementação da API Vulkan 1.4.335, que melhora o suporte a recursos gráficos;
  • nesse sentido, também há suporte às extensões do Vulkan Video, permitindo codificação e decodificação mais eficientes de vídeos, aqui, com o uso do codec H.264;
  • integração melhorada com os mecanismos gráficos Wayland (mais moderno) e X11 (antigo, mas ainda relevante para determinadas aplicações);
  • mais de 600 correções de bugs e cerca de 6.300 alterações individuais no código do projeto como um todo.

Todos esses recursos tornam o Wine 11.0 especialmente interessante para a execução de jogos para Windows. Mas a ferramenta pode lidar com diversos tipos de software, é claro.

Wine 11.0 em uma distribuição Linux
Wine 11.0 em uma distribuição Linux (imagem: Pinguinpc/Phoronix Forum)

Como obter o Wine 11.0?

A forma menos trabalhosa de se obter o Wine 11.0 consiste em aguardar que essa versão seja adicionada à distribuição Linux que você usa. Quem não quiser esperar pode fazer o download da novidade a partir do site oficial.

Ali, basta baixar o pacote direcionado à sua distribuição Linux ou o mais próximo disso. Por exemplo, quem instalar o recém-lançado Linux Mint 22.3 pode obter o Wine 11.0 para Ubuntu (como você deve, o Linux Mint é baseado no Ubuntu).

Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux

Wine 10.0 é a nova versão da ferramenta que executa softwares para Windows no Linux (imagem ilustrativa: Kelsey Knight/Unsplash)

Wine 11.0 em uma distribuição Linux (imagem: Pinguinpc/Phoronix Forum)

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

14 de Janeiro de 2026, 10:37
Zorin OS 18
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
  • Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
  • Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft quer colocar Copilot até no Explorador de Arquivos

13 de Janeiro de 2026, 12:54
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot ganhou botão dedicado na versão de testes do Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pode integrar o assistente de IA Copilot no Explorador de Arquivos do Windows 11.
  • A funcionalidade está disponível em versões de testes do sistema e permite que o Copilot localize documentos sem a abrir subpastas manualmente.
  • Nos testes, administradores de TI agora conseguem remover o app Copilot de dispositivos corporativos.

Novos indícios encontrados em versões de teste apontam que a Microsoft realiza testes para chegar neste resultado. O botão identificado como “Chat with Copilot” aparece no código do sistema e indica a possível mudança na forma de interagir com o gerenciamento de documentos.

A funcionalidade foi divulgada pelo testador @phantomofearth no X. Segundo o TechRepublic, o recurso permitiria solicitar ao Copilot a localização de documentos, fotos ou tipos de arquivos específicos. Além disso, a ferramenta teria capacidade de navegar profundamente por diretórios, dispensando a abertura manual de subpastas.

IA para resolver problemas de busca?

Just a normal Windows 11 desktop screenshot, nothing to see here, keep scrolling. pic.twitter.com/EkxVf013JO

— phantomofearth ☃ (@phantomofearth) January 7, 2026

A busca nativa do Explorador de Arquivos é, historicamente, um dos pontos mais criticados do Windows. Usuários apontam lentidão, dependência de indexação que consome recursos do sistema e resultados muitas vezes imprecisos. A resposta da Microsoft às críticas pode ser a adoção de mais inteligência artificial.

Diferentemente da busca tradicional, que opera por correspondência de palavras-chave e metadados, o Copilot utilizaria a compreensão semântica para localizar arquivos. Isso permitiria entender o contexto de uma solicitação — como “encontrar o relatório que editei semana passada”, por exemplo, em vez de exigir o nome exato do arquivo.

Se concretizada, essa atualização poderia mitigar as limitações da busca do sistema. Ainda assim, mesmo com os benefícios teóricos, a estratégia de expansão agressiva de IA no Windows tem gerado críticas do outro lado.

Como lembra o TechRadar, uma parcela da comunidade apelidou essas constantes adições de IA como “Microslop” — termo pejorativo para descrever a inserção forçada de recursos de IA que acabam inflando o sistema operacional desnecessariamente.

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto
Busca de arquivos por contexto pode aposentar a indexação (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Tentando equilibrar essa equação, a build de testes também traz uma novidade para o ambiente corporativo. Administradores de TI agora têm a opção de remover o aplicativo Copilot de dispositivos gerenciados, permitindo um controle maior sobre o que está instalado nas máquinas da empresa.

No entanto, essa flexibilidade parece mais restrita a cenários empresariais do que ao usuário doméstico. Por enquanto, a Microsoft não confirmou oficialmente quando, ou se, o recurso será liberado para o público geral.

Mais IA no ecossistema Microsoft

A descoberta no Explorador de Arquivos não é um evento isolado, mas parte de uma estratégia da Microsoft para posicionar o Windows 11 como um hub central de inteligência artificial.

O TechRepublic indica que, nessa toada, o próximo passo lógico da companhia seria a implementação dos chamados Agent Launchers (Iniciadores de Agentes). Essa nova estrutura permitiria que agentes de IA — desenvolvidos tanto pela Microsoft quanto por terceiros — fossem integrados às funções do Windows.

Ao contrário dos chatbots atuais, que reagem a comandos de texto em uma janela de bate-papo, esses agentes teriam autonomia para executar tarefas complexas em segundo plano. Seria possível, portanto, estabelecer um sistema para monitorar calendários, agregar dados de múltiplos aplicativos em um painel unificado e automatizar a coleta de informações, reduzindo o trabalho manual.

Microsoft quer colocar Copilot até no Explorador de Arquivos

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Word passa a permitir colar links direto no texto selecionado

9 de Janeiro de 2026, 14:42
Microsoft Word
Mudança da Microsoft tem como objetivo dar fluidez à ação repetida diariamente por milhões de usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Word agora permite colar links diretamente no texto selecionado, eliminando a necessidade de atalhos ou menus adicionais.
  • A mudança está disponível no Word para web, Windows (versão 2511 ou superior) e macOS (versão 16.104 ou mais recente).
  • A liberação do recurso está ocorrendo de forma gradual, visando facilitar a inserção de hyperlinks e melhorar o fluxo de trabalho.

Criar links dentro de documentos do Word sempre exigiu alguns passos extras. Até agora, era preciso abrir um menu específico ou recorrer ao atalho Ctrl+K para transformar um trecho de texto em hyperlink — um processo parecido com o do Google Docs e do Gmail, mas que já soava antiquado perto de outros editores modernos.

Isso começou a mudar. A Microsoft passou a liberar um recurso para adicionar links simplesmente colando a URL sobre o texto já selecionado. A lógica é a mesma adotada por plataformas como WordPress, Notion e diversos sistemas de gerenciamento de conteúdo, reduzindo fricção em uma tarefa cotidiana para quem escreve, revisa ou edita documentos.

Como funciona o novo jeito de inserir links?

A alteração é simples, mas impacta diretamente o fluxo de trabalho. Basta copiar o endereço desejado no navegador, selecionar a palavra ou frase no documento e colar o link. O Word reconhece automaticamente a ação e transforma o trecho selecionado em um hyperlink ativo, sem abrir janelas ou menus adicionais.

Segundo a Microsoft, o objetivo foi tornar mais fluida uma ação repetida diariamente por milhões de usuários. Jenny Ye, gerente de produto da equipe do Word, explicou num comunicado: “Acreditamos que tarefas que você realiza diariamente no Word, como inserir hiperlinks, devem ser fáceis e intuitivas. Por isso, simplificamos todo o processo. Agora, basta selecionar uma palavra ou frase e colar o link diretamente sobre ela, e o hiperlink será adicionado automaticamente”.

A executiva ainda destacou que a mudança ajuda a manter o foco no texto, e não na formatação. “Seja para compartilhar recursos com sua equipe ou citar artigos em um relatório, esse recurso ajuda você a manter o foco, reduzindo cliques e permitindo que você se concentre no texto em vez da formatação”, afirmou.

Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos
Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos (imagem: divulgação/Microsoft)

Menos cliques fazem diferença no dia a dia?

Embora pequena, a alteração atinge um ponto sensível para quem escreve com frequência. A necessidade de interromper o raciocínio para acionar atalhos ou menus sempre foi vista como um atrito desnecessário, especialmente quando outros editores já resolveram o problema há anos.

A novidade também reforça uma tendência mais ampla: tornar editores tradicionais mais próximos das ferramentas usadas na web. Ao adotar um comportamento já comum em plataformas online, o Word reduz a curva de adaptação entre ambientes e torna a experiência mais consistente para quem alterna entre diferentes softwares.

O recurso já está disponível para todos os usuários do Word na web. No Windows, ele exige a versão 2511 ou superior, enquanto no macOS é necessário ter a versão 16.104 ou mais recente instalada. A Microsoft informou que a liberação está sendo feita de forma gradual.

Com informações da Microsoft e do The Verge

Word passa a permitir colar links direto no texto selecionado

Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos (Imagem: divulgação/Microsoft)

Sway: Microsoft abandona opção ao PowerPoint que pouca gente conhece

8 de Janeiro de 2026, 15:22
Microsoft Sway com aviso de descontinuação
Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinuará Sway para Windows em 1º de junho de 2026, mantendo apenas versão web;
  • Decisão visa simplificar experiência do Sway e incentivar o uso da versão online, explica Microsoft;
  • A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft.

A Microsoft começou o ano com um aviso desagradável para os usuários do Sway: visto como um complemento ou uma alternativa ao PowerPoint, o aplicativo terá a sua versão para Windows 11 e Windows 10 descontinuada. Somente a versão web será mantida — sabe-se lá até quando.

Não está claro o que motivou a companhia a tomar essa decisão. Mas é de se presumir que a baixa popularidade do Sway tenha pesado para isso, o que é uma pena: a ferramenta tem recursos interessantes, razão pela qual é merecedora de mais destaque.

O Sway surgiu em 2014, inicialmente em fase beta, com a proposta de permitir a criação de apresentações dinâmicas para web, parecendo ser, à época, uma mistura de PowerPoint com blog.

No ano seguinte, quase que de modo simultâneo ao lançamento do Windows 10, a Microsoft tornou o Sway uma ferramenta integrada ao Office. Por meio dela, o usuário pode criar, além de apresentações dinâmicas, relatórios, comunicados e outros documentos combinados com recursos de mídia.

O Sway recebeu melhorias com o avanço dos anos e, apesar de oferecer bons recursos e usabilidade satisfatória, nunca ganhou popularidade.

Apresentação no Sway para Windows 10
Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando o Sway será descontinuado pela Microsoft?

No Message Center do Microsoft 365, a companhia informa que o Sway para Windows será descontinuado em 1º de junho de 2026, dando a seguinte explicação (em tradução livre):

Para simplificar e modernizar a experiência do Sway, a Microsoft está descontinuando o aplicativo Sway para desktop no Windows (cliente Win32) a partir de 1º de junho de 2026.

Essa mudança está alinhada aos nossos esforços para simplificar o gerenciamento de aplicativos e incentivar o uso da versão baseada na web, que oferece os mesmos recursos com acessibilidade e suporte aprimorados.

Na mesma nota, a Microsoft avisa que a versão web do Sway continuará funcionando e a recomenda aos usuários da ferramenta que será encerrada, visto que os recursos de ambas são equivalentes.

A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft para ser usada. Assinantes do Microsoft 365 têm a vantagem de ter acesso a mais recursos de mídia por lá.

Sway: Microsoft abandona opção ao PowerPoint que pouca gente conhece

Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Hackers criam falsa tela azul no Windows para espalhar malware

6 de Janeiro de 2026, 18:08
Tela azul falsa do Windows
Tela azul falsa do Windows (imagem: reprodução/Securonix)
Resumo
  • Campanha maliciosa PHALT#BLYX usa falsas telas de erro do Windows para enganar usuário;

  • Ataque induz usuário a executar comandos no PowerShell que instalam malware no PC;

  • Estratégia foca no “pânico” do usuário para burlar mecanismos de segurança.

A “Tela Azul da Morte” (BSOD, na sigla em inglês) recebe esse apelido carinhoso devido ao susto que causa nos usuários que se deparam com ela. É por isso que hackers aparentemente ligados à Rússia estão usando uma tela azul falsa para espalhar um malware que dá acesso remoto ao computador.

É o que revela a empresa de segurança digital Securonix. Os analistas da companhia afirmam que a operação envolve um método de engenharia social chamado ClickFix, que consiste em exibir alertas ou mensagens de erro falsas para convencer o usuário a clicar em um link ou botão.

No ataque em questão, chamado de PHALT#BLYX, funcionários de hotéis recebem um e-mail que se passa por uma notificação da plataforma Booking.com alertando sobre uma cobrança com valor alto. A mensagem é fraudulenta.

E-mail falso em nome do Booking.com
E-mail falso em nome do Booking.com (imagem: reprodução/Securonix)

Quando a pessoa clica no link para obter detalhes sobre o problema, é direcionada a uma falsa página do Booking.com que, logo após ser acessada, abre uma falsa tela azul do Windows que ocupa todo o visor.

O objetivo da ação é fazer a pessoa se desesperar com a falsa tela azul e executar um procedimento para corrigir a falha que é sugerido logo após o falso erro ser mostrado. O tal procedimento consiste, na verdade, na execução de um código malicioso via PowerShell que burla as proteções do sistema operacional e baixa arquivos maliciosos em segundo plano.

Malware dá acesso remoto ao computador

O código é executado com o auxílio de um componente legítimo do Windows, o MSBuild.exe, de modo a dificultar a identificação da atividade maliciosa por softwares de segurança.

Se, no fim das contas, o usuário não notar o truque, o computador poderá ser infectado por um cavalo de troia que dá acesso remoto ao computador. No caso do setor hoteleiro que, relembrando, é o alvo desta ação, o acesso remoto pode permitir a captura de dados sigilosos de hóspedes, por exemplo.

Instruções maliciosas na falsa tela azul
Instruções maliciosas na falsa tela azul (imagem: reprodução/Securonix)

Note que a abordagem dos invasores segue a estratégia de causar pânico para impedir o usuário de raciocinar sobre o problema. Por isso, em empresas, convém que os funcionários sejam instruídos a acionar o suporte técnico sempre que notarem problemas em seu computador.

Curiosamente, a tela azul do Windows não é mais… azul. Em 2025, a Microsoft anunciou a adoção da “Tela Preta da Morte” no lugar dela. O objetivo, aparentemente, é o de simplificar a exibição de erros no Windows 11.

Hackers criam falsa tela azul no Windows para espalhar malware

Tela azul falsa do Windows (imagem: reprodução/Securonix)

E-mail falso em nome do Booking.com (imagem: reprodução/Securonix)

Instruções maliciosas na falsa tela azul (imagem: reprodução/Securonix)

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

29 de Dezembro de 2025, 15:29
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Microsoft Copilot recebe nova atualização do modelo da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-5.2 começou a ser integrado ao Microsoft Copilot na web, Windows e dispositivos móveis, oferecendo maior desempenho para tarefas complexas.
  • O modelo da OpenAI possui três variantes: Instant para interações rápidas, Thinking para raciocínio profundo e Pro para alta performance.
  • Em benchmarks, o GPT-5.2 superou o Gemini 3 Pro, do Google, em engenharia de software e raciocínio abstrato.

A Microsoft iniciou nesta semana a distribuição do GPT-5.2, mais recente modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, para a base de usuários do Copilot. A atualização está sendo implementada nas versões web, Windows e dispositivos móveis gratuitamente. Com isso, os usuários poderão acessar o modelo através do modo “Smart Plus” no seletor.

Nos EUA, a opção já está disponível, mas, nos testes feitos pelo Tecnoblog, ainda não foi possível visualizar a opção. Entramos em contato com a Microsoft para esclarecer se a mudança será gradual e atualizaremos a matéria com a resposta.

A integração acontece poucos dias após o anúncio oficial da tecnologia pela empresa de Sam Altman, em 11/12. No mesmo dia, a Microsoft comunicou que seus serviços de IA seriam integrados ao novo modelo da OpenAI.

Com a atualização, a Microsoft amplia a capacidade do assistente em tarefas que exigem alta precisão e processamento de contexto extenso. Segundo a descrição do recurso, o novo modo deve acelerar fluxos de trabalho, como a criação de planilhas, revisão de códigos de programação e análise de documentos longos.

Apesar de o novo modelo de IA ter chegado, o Copilot ainda mantém o GPT 5.1, denominado “Smart” na plataforma. A versão anterior decide automaticamente, a depender do prompt, se a resposta pode ser rápida ou se deve se aprofundar mais na tarefa e levar mais tempo.

Captura de tela do Copilot, assistente de IA da Microsoft, aberto em um navegador.
Modelo GPT-5.2 aparece como modo “Smart Plus” no Copilot (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

O que mudou no GPT 5.1?

O GPT-5.2 é a nova iteração da IA da OpenAI, projetada para entregar resultados com menor latência e reduzir a incidência de “alucinações” (respostas enganosas) em comparação à geração anterior.

O modelo foi estruturado em três variantes:

  • Instant: interações rápidas do cotidiano.
  • Thinking: raciocínio profundo e resolução de problemas complexos.
  • Pro: uma versão de alta performance para tarefas que exigem o máximo da capacidade da IA.

No lançamento, a OpenAI demonstrou resultados superiores aos do Gemini 3 Pro, do Google, em benchmarks. No teste SWE-bench Verified, utilizado para avaliar a capacidade de resolver problemas de engenharia de software, o GPT 5.2 registrou uma pontuação de 80%, superando os 76,2% obtidos pelo rival.

No benchmark ARC-AGI-2, que avalia raciocínio abstrato, o modelo da OpenAI marcou 52,9%, enquanto o Gemini 3 Pro atingiu 31,1%.

Além da precisão, a empresa afirma ter aprimorado a capacidade de processar prompts (comandos) longos, facilitando a interação em contextos que exigem a leitura de grandes volumes de texto.

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)

Android agora consegue bloquear o Windows

18 de Dezembro de 2025, 12:52
Foto mostra a tela de um smartphone Android com o app Link to Windows aberto, exibindo nova função de bloquear o sistema
Função permite bloquear o computador à distância (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • O aplicativo Link to Windows agora permite bloquear o Windows 11 remotamente pelo Android.
  • A atualização inclui transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência entre dispositivos.
  • Informações do PC, como bateria e Wi-Fi, também são exibidas em tempo real no app.

A integração entre Android e Windows 11 ganhou um reforço importante. A Microsoft começou a liberar uma atualização que permite bloquear remotamente o computador usando o celular, além de adicionar novos recursos de transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência.

As novidades fazem parte de uma atualização do aplicativo Link to Windows para Android, que funciona em conjunto com o Phone Link no PC. Segundo o Windows Latest, a liberação começou a ocorrer na segunda semana de dezembro e está sendo feita através da atualização mais recente do app.

Bloquear o PC virou tarefa do celular

Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56 em primeiro plano, com fundo desfocado e caixa do aparelho ao fundo
Android agora pode bloquear o Windows 11 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

A principal novidade é a possibilidade de bloquear o Windows 11 diretamente pelo smartphone. A atualização adiciona um botão de destaque no app para Android que, ao ser acionado, bloqueia o computador em poucos segundos, mesmo que o usuário esteja longe da máquina.

Além disso, o aplicativo passa a exibir informações básicas do PC em tempo real, como o nível de bateria em notebooks e a intensidade do sinal de Wi-Fi. Esses dados são atualizados automaticamente em intervalos curtos e ajudam a acompanhar o status do computador à distância.

Outro recurso que chega com a atualização é um painel de atividades recentes. Ele reúne arquivos e links compartilhados entre os dispositivos, facilitando o acesso rápido ao que foi transferido ou copiado recentemente.

Captura de tela de um smartphone Android com o app Link to Windows aberto, exibindo nova função de bloquear o sistema
App Link to Windows agora tem opção “Lock PC” (imagem: reprodução/Windows Latest)

O que mais muda na integração entre Android e Windows?

A comunicação entre celular e PC também ficou mais completa em outras frentes. Agora, usuários podem enviar arquivos do Android para o Windows e fazer o caminho inverso, diretamente do computador para o smartphone, sem depender de serviços externos.

O compartilhamento da área de transferência foi ampliado. Textos e imagens copiados em um dispositivo podem ser colados no outro automaticamente, o que reduz etapas no fluxo de trabalho. O espelhamento da tela do celular no PC também ganhou um botão dedicado, tornando o acesso mais rápido.

Essas funções já haviam aparecido em testes e em versões beta do aplicativo, mas agora começam a chegar à versão estável para o público geral. Ainda assim, como ocorre em outras liberações do tipo, pode levar algum tempo até que todos os usuários recebam os novos recursos.

Para verificar se a atualização já está disponível, é preciso acessar as configurações do Android, entrar em “Recursos avançados”, tocar em “Link to Windows” e, no menu de três pontos, selecionar “Sobre o Link to Windows” para checar se há uma nova versão.

Android agora consegue bloquear o Windows

Tela inicial do Samsung Galaxy A56 com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

18 de Dezembro de 2025, 11:01
Logotipo do Windows 11
Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
  • A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
  • Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.

A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.

O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.

Empresas são as principais afetadas

Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.

A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.

Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.

Placa com o nome da Microsoft ao centro e prédios no fundo
Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Solução temporária exige ajuste no registro

Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.

O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:

reg add "HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\WinLogon\ShellPrograms\RdpShell.exe" /v "ShouldStartRailRPC" /t REG_DWORD /d 1 /f

Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.

Microsoft já aplicou a reversão automática

Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.

Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.

Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.

A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

17 de Dezembro de 2025, 13:07
Ilustração mostra o logo do Windows 11 ao centro
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
  • O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
  • Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.

A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.

A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.

Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.

O que muda com o NVMe nativo?

Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.

Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.

Captura de tela de testes divulgados pela Microsoft mostrando os ganhos em operações por segundo no Windows Server 2025 com NVMe nativo
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)

Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.

Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.

Como habilitar no Windows 11?

Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.

A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:

reg add HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Policies\Microsoft\FeatureManagement\Overrides /v 1176759950 /t REG_DWORD /d 1 /f

É recomendável criar pontos de restauração antes de alterar o registro. Administradores de servidores e usuários podem validar os ganhos usando o DiskSpd e o Monitor de Desempenho após a alteração e reinício do sistema.

A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.

Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.

E funciona?

Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.

Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.

não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB

— Alexandre Ziebert (@aziebert) December 16, 2025

Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.

Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

16 de Dezembro de 2025, 10:56
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Meta transforma aplicativo nativo em um “web wrapper” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp para Windows agora usa um web wrapper baseado em WebView2, aumentando o consumo de RAM em até sete vezes em uso intenso.
  • A nova versão unifica o código com o WhatsApp Web, acelerando atualizações e mudanças na interface gráfica.
  • A mudança afeta principalmente computadores com menos de 16 GB de RAM, causando lentidão.

O WhatsApp está realizando uma profunda mudança no aplicativo para Windows. A versão Desktop passou a mostrar avisos de que a conta foi desconectada. Na sequência, segundo relatos na internet, o usuário é direcionado para o download de uma nova versão do WhatsApp Desktop que ficou famosa por causa das muitas críticas.

Essa atualização substitui o software por um web wrapper, ou seja, um programa que repete o funcionamento de uma aba do navegador aberta no WhatsApp Web e que consome mais recursos de hardware. Ela utiliza a tecnologia WebView2, baseada no motor Chromium do Microsoft Edge, uma estratégia que permite à Meta liberar atualizações com mais facilidade.

7 vezes mais RAM

A principal diferença técnica reside na forma como o aplicativo gerencia a memória. Enquanto aplicativos nativos são otimizados para se comunicarem diretamente com as APIs do sistema operacional, a nova versão baseada em WebView2 funciona como uma aba de navegador dedicada, conforme explicamos acima. Isso exige a execução de mais processos para renderização gráfica, controle de rede e armazenamento.

Análises técnicas realizadas pelo portal Windows Latest indicaram que o novo aplicativo pode consumir até sete vezes mais memória RAM em cenários de uso intenso. Testes anteriores já apontavam um consumo de cerca de 30% mais recursos, dividindo a execução em diversos sub-processos como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “Crashpad”.

Janela do Gerenciador de Tarefas do Windows 11 exibindo a aba “Processes” (Processos), com destaque para o aplicativo “WhatsApp Beta”, que aparece expandido e consome 5,4% da CPU e 206,1 MB de memória. O aplicativo está subdividido em oito processos, incluindo “Crashpad”, “Runtime Broker” e vários processos do WebView2, como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “WebView2: WhatsApp”. Os campos de uso de disco e rede mostram 0%.
Mudança faz mensageiro rodar sobre a base do Chromium (imagem: reprodução/Windows Latest)

Para computadores mais potentes e equipados com pelo menos 16 GB de memória RAM, a mudança pode passar despercebida. No entanto, para máquinas antigas com especificações modestas ou para usuários que mantêm softwares pesados abertos simultaneamente, a transição pode resultar em lentidão no sistema.

O que muda no WhatsApp para Windows?

Uma vantagem do novo app é a paridade de recursos. O WhatsApp Web costuma receber novidades — como atualizações nos Canais, Status e ferramentas de Comunidade — com mais agilidade do que as versões desktop. Ao unificar o código, a empresa elimina a necessidade de adaptar cada nova função para linguagens de programação diferentes, acelerando o ciclo de desenvolvimento.

A interface gráfica também sofreu alterações. A estética, que antes seguia elementos visuais do Windows 10 e 11, agora apresenta um design mais genérico, idêntico ao visualizado no Chrome ou Edge.

Novidade promete agilizar a chegada de recursos exclusivos (imagem: reprodução/Windows Latest)

A decisão da Meta marca uma inversão curiosa de postura. Até pouco tempo, a página de suporte da empresa destacava a superioridade dos aplicativos nativos, afirmando que as versões para Windows e Mac ofereciam “maior desempenho e confiabilidade”. Esse texto foi removido recentemente, dando lugar a uma lista genérica de funcionalidades.

Até o momento, a mudança parece restrita ao Windows. Não há confirmação se a versão para macOS seguirá o mesmo caminho.

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Discord encontra solução para panes constantes no Windows

11 de Dezembro de 2025, 16:41
Ilustração com o logotipo do Discord
Discord está reiniciando o app automaticamente em situações específicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Discord implementou um reinício forçado do aplicativo no Windows quando o uso de RAM ultrapassa 4 GB para evitar travamentos.
  • A medida é temporária e ocorre no máximo uma vez por dia, preservando rascunhos de mensagens e canais abertos.
  • Desde outubro, o Discord afirma ter corrigido dez falhas de memória, colaborando com fabricantes de hardware e responsáveis por drivers.

Após usuários do Discord no Windows 11 notarem que o aplicativo vem reiniciando sozinho, a empresa se pronunciou confirmando que o comportamento não se trata de um erro: é parte de um mecanismo temporário criado para evitar travamentos provocados por consumo excessivo de memória RAM.

A medida vem sendo aplicada nas últimas semanas e funciona como uma espécie de “freio de emergência”: quando o cliente ultrapassa 4 GB de uso de RAM, o programa é encerrado e iniciado novamente. O Discord não informou quando pretende desativar esse sistema provisório, apenas que ainda está concentrado em corrigir as lacunas que fazem o app consumir mais recursos do que deveria.

Reinício é intencional

Segundo a empresa, o aplicativo normalmente deveria operar abaixo de 1 GB de memória. No entanto, há tempos clientes sofrem com vazamentos de RAM, travamentos e outros comportamentos que elevam o consumo muito acima do esperado.

O Discord passou a reiniciar automaticamente o app em situações bem específicas para diminuir esse impacto sobre o sistema. Para isso, o app precisa estar ocioso, sem chamadas em andamento e ter sido mantido aberto por pelo menos uma hora. A empresa também afirma que o procedimento ocorre no máximo uma vez por dia e conserva rascunhos de mensagens e canais já abertos.

Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Discord tem reiniciado para diminuir o consumo no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A companhia garante que, desde outubro, corrigiu ao menos dez falhas relacionadas à memória, reduzindo o consumo para parte significativa dos usuários e adicionando novas ferramentas de diagnóstico. A equipe também vem colaborando com fabricantes de hardware e responsáveis por drivers para eliminar problemas em nível de sistema operacional.

Parte da comunidade atribui essas dificuldades ao uso do Electron, estrutura que permite criar aplicativos desktop a partir de tecnologias web. Como o Discord funciona essencialmente como mais uma janela do Google Chrome — cada servidor se comportando como uma aba isolada —, o consumo de RAM tende a ser maior do que em softwares desenvolvidos de forma nativa. Plataformas como Microsoft Teams, Slack e Twitch também dependem do Electron.

Discord encontra solução para panes constantes no Windows

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft promete tornar Teams mais rápido no Windows em 2026

4 de Dezembro de 2025, 17:42
Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar desempenho do Teams no Windows em 2026, reconhecendo problemas de lentidão;
  • Empresa planeja implementar um processo secundário para otimizar o uso de recursos e melhorar a experiência de reuniões;
  • Implementação do novo processo começará em janeiro de 2026, com conclusão prevista para fevereiro.

O Microsoft Teams é lento em seu computador? Saiba que não é só você que tem esse problema. Recentemente, a Microsoft reconheceu que a ferramenta tem gargalos importantes e prometeu melhorar o desempenho da versão para Windows já no começo de 2026.

Queixas sobre o desempenho do Microsoft Teams existem há bastante tempo, mas ficaram um pouco mais frequentes depois que o Skype foi descontinuado. Não são raros os casos de pessoas que recorreram ao Teams como alternativa ao Skype e estranharam a ferramenta, seja por causa de sua dinâmica de uso diferente, seja pela percepção de lentidão.

Até o momento, não há nada indicando que a interface ou funcionalidades do Teams irão mudar no curto prazo. Mas, ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que está trabalhando em uma abordagem capaz de melhorar o desempenho da ferramenta como um todo.

Para tanto, a companhia está testando a execução de um processo secundário, de nome ms-teams_modulehost.exe, que rodará de modo simultâneo ao executável ms-teams.exe, que consiste no módulo principal do Microsoft Teams.

Basicamente, o ms-teams_modulehost.exe ficará responsável por executar as operações de chamadas ao sistema da ferramenta. Enquanto isso, o ms-teams.exe continuará responsável por atividades ligadas a mensagens, interface e afins. “Essa alteração otimiza o uso de recursos e aprimora a experiência de reuniões”, afirma a empresa.

Em linhas gerais, os usuários poderão esperar que tanto o desempenho geral quanto o tempo de inicialização do Microsoft Teams fiquem mais rápidos. Isso porque o processo adicional deverá otimizar o consumo de memória RAM pela ferramenta, que é justamente o seu maior problema.

Microsoft Teams para PC
Microsoft Teams para PC (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando a mudança no Microsoft Teams será implementada?

A Microsoft pretende implementar o novo processo secundário do Teams a partir de janeiro de 2026 para todos os usuários da ferramenta em sistemas operacionais Windows.

Contudo, a migração completa para a nova abordagem só deverá ser concluída em fevereiro do próximo ano. Fiquemos de olho.

Microsoft promete tornar Teams mais rápido no Windows em 2026

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft Teams para PC (imagem: reprodução/Microsoft)

Linus Torvalds defende Microsoft em casos de “tela azul” no Windows

4 de Dezembro de 2025, 15:37
Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)
Resumo
  • Linus Torvalds defendeu a Microsoft, afirmando que falhas de hardware, não bugs de software, são responsáveis por muitas “telas azuis” do Windows;
  • Torvalds destacou a importância das memórias ECC para evitar problemas causados por falhas de hardware;
  • A “Tela Azul da Morte” do Windows foi alterada para uma “tela preta” no Windows 11.

Há quem acredite que o “pai do Linux” tem repulsa por tudo que venha da Microsoft, mas a realidade é diferente. Linus Torvalds tem mantido uma postura respeitosa com relação à companhia, tanto que a defendeu recentemente ao comentar um tópico sempre polêmico: a “Tela Azul da Morte” (“BSOD”) do Windows.

O episódio ocorreu na participação de Linus Torvalds em um vídeo no popular canal no YouTube Linus Tech Tips. No vídeo, Torvalds acompanha a montagem de um PC com Linux ao lado do apresentador Linus Sebastian.

Em dado momento, quando Sebastian manipulava um módulo de RAM, a conversa enveredou para a predileção de Torvalds por memórias com ECC (Error Checking and Correction), tecnologia para detecção e correção de erros nesse tipo de componente.

Como módulos com ECC costumam ser mais caros, memórias com esse recurso tendem a ser usados em servidores, workstations ou aplicações profissionais, sendo pouco comuns em PCs domésticos.

Mas Torvalds defende o uso abrangente dessa tecnologia por entender que a sua ausência pode causar problemas sérios ao computador, pois, não raramente, falhas ocorrem no nível do hardware, não no software.

Foi quando, para exemplificar, Linus Torvalds comentou que nem sempre a Microsoft é culpada pela famosa e temível “tela azul”:

Estou convencido de que todas as brincadeiras sobre a instabilidade do Windows e a tela azul… Bom, creio que não é mais uma tela azul [atualmente, é preta]… Na verdade, uma grande porcentagem dessas falhas não eram bugs de software. Uma grande porcentagem eram efeito de hardware não confiável.

Linus Torvalds

Na sequência, Torvalds comentou que o ECC é tão essencial para tornar o computador confiável que ele não toca em PCs que não tenham o recurso, deixando claro que esse tipo de tecnologia é importante independentemente do sistema operacional em uso.

Os comentários de Torvalds sobre ECC e sobre “tela azul” começam no minuto 8 do vídeo:

A “Tela Azul da Morte” do Windows agora é preta

A “Tela Azul da Morte” é informalmente chamada assim porque aparece de modo repentino, exibindo um mensagem de erro com fundo azul quando algo impede o funcionamento do computador.

Tela preta com texto branco centralizado exibindo uma mensagem de erro do sistema operacional Windows. A mensagem diz: "Your device ran into a problem and needs to restart. 0% complete". Na parte inferior da tela, em menor tamanho, está escrito: "Stop code: CRITICAL_PROCESS_DIED (0xEF)" e "What failed: rdbss.sys". Não há outros elementos visuais presentes.
Tela azul do Windows 11 que agora é preta (imagem: divulgação/Microsoft)

Mas, no Windows 11, a Microsoft começou a trocar a “tela azul” por uma “tela preta” neste ano. Aparentemente, trata-se de uma tentativa da companhia de simplificar e otimizar o tratamento de erros que interferem no funcionamento do sistema operacional, sejam eles causados por falhas de hardware ou software.

Vale lembrar ainda que, também em 2025, Linus Torvalds e Bill Gates se encontraram pela primeira vez.

Linus Torvalds defende Microsoft em casos de “tela azul” no Windows

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Torvalds comentou sobre importância de memórias com ECC (correção de erros), exemplificando que "tela azul" do Windows muitas vezes ocorre por falha de hardware.

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Atualização no Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos

2 de Dezembro de 2025, 11:19
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
É possível desinstalar a atualização ou desativar o modo escuro (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A atualização KB5070311 do Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos ao usar o modo escuro.
  • Segundo a Microsoft, o problema afeta as Builds 26200.7309 e 26100.7309.
  • Por enquanto, não há solução definitiva, mas é possível desativar o modo escuro ou desinstalar a atualização.

A Microsoft disponibilizou ontem (01/12) o pacote de atualização KB507031, que deveria trazer melhorias no modo escuro do Windows 11. No entanto, o update veio com um aviso: o Explorador de Arquivos pode exibir um flash de tela branca antes de carregar o conteúdo das pastas.

O problema afeta as compilações identificadas como Builds 26200.7309 e 26100.7309. Segundo os relatórios técnicos, a atualização pretendia modernizar caixas de diálogo antigas do sistema, que passariam a suportar o tema escuro.

Há alguma solução para o erro?

Bug ocorre na inicialização do Explorador de Arquivos (imagem: reprodução/The Verge)

No momento, não existe solução definitiva para o problema, exceto a desinstalação da atualização ou a desativação do modo escuro. A Microsoft informou que trabalha em uma correção, mas não forneceu um cronograma para a liberação do patch de reparo.

Em nota, a empresa descreve que, após instalar o update, “você poderá encontrar problemas ao abrir o Explorador de Arquivos no modo escuro. A janela pode exibir brevemente uma tela branca antes de carregar arquivos e pastas”.

Como contornar o bug?

Enquanto a correção oficial não é liberada, você pode optar por reverter o sistema ou alterar o tema visual, seguindo as instruções abaixo:

Desativar o modo escuro:

  1. Acesse Configurações > Personalização > Cores;
  2. No menu “Escolher seu modo”, altere para Claro.

Desinstalar a atualização:

  1. Vá em Configurações > Windows Update > Histórico de atualizações;
  2. Role até o final da página e clique em Desinstalar atualizações;
  3. Localize a atualização KB5070311 na lista e clique em Desinstalar;
  4. Reinicie o computador.

Busca por consistência visual

O incidente acontece enquanto a Microsoft se esforça para eliminar resquícios visuais de versões antigas do sistema operacional no Windows 11. Uma crítica recorrente de usuários é a falta de uniformidade no design do sistema, em que menus modernos convivem com caixas de diálogo que mantêm a estética de décadas passadas, sem suporte nativo ao modo escuro.

A atualização KB5070311 é parte desta modernização. Além das caixas de diálogo do Explorador de Arquivos, a empresa pretende estender o suporte ao tema escuro para outras áreas legadas do sistema, incluindo a caixa de diálogo “Executar”, além de melhorias visuais em barras de progresso, gráficos de desempenho e janelas de confirmação de erro.

Atualização no Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Dell revela que transição para o Windows 11 está muito lenta

27 de Novembro de 2025, 09:31
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Windows 11 levou quatro anos atingir 50% dos PCs (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 enfrenta adoção lenta, com 10 a 12 pontos percentuais atrás do Windows 10 no mesmo período do ciclo de vida.
  • Cerca de 500 milhões de PCs não atendem aos requisitos do Windows 11, impactando a transição e o crescimento do mercado de PCs.
  • Usuários consideram alternativas como o Linux, com o Zorin OS 18 ganhando popularidade após o fim do suporte ao Windows 10.

A transição do mercado de PCs para o Windows 11 vai demorar para ser concluída. Essa é a avaliação de Jeffrey Clarke, COO da Dell. Em uma chamada com investidores, o executivo também previu que as vendas de computadores da marca não devem crescer no ano que vem.

Clarke apresentou dados que embasam seus comentários. Um deles é a comparação entre as taxas de adoção do Windows 11 e do Windows 10 logo após o fim do suporte da geração anterior. Colocando esses números lado a lado, o Windows 11 está entre 10 e 12 pontos percentuais atrás do que o Windows 10 estava neste mesmo momento do ciclo de vida.

Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies
Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies 2023 (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O COO ainda comentou que existem cerca de 500 milhões de PCs que não contam com os requisitos técnicos para rodar o Windows 11. Por isso, Clarke acredita que o mercado de PCs ainda vai florescer, apesar do crescimento abaixo de 10% da Dell no último ano e da previsão de que não haja crescimento no ano que vem.

Windows 11 enfrenta dificuldades desde o lançamento

O mais recente sistema operacional da Microsoft chegou ao mercado em 2021 e esteve envolvido em polêmicas desde então. Uma das primeiras foi a exigência do módulo de segurança TPM 2.0, um recurso até então pouco presente nos PCs.

A incompatibilidade com máquinas antigas e a falta de atrativos para a migração fizeram com que o Windows 11 levasse mais de quatro anos até representar a maioria da base instalada de computadores.

Monitor exibindo o Windows 10
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Essa demora ganhou contornos críticos nos últimos meses: o Windows 10, preferido de muitos usuários, chegou ao fim do suporte. Isso significa que ele não receberá mais atualizações, nem mesmo correções de segurança e bugs.

Somado a isso, muitos consumidores estão incomodados com as mudanças recentes no Windows 11. Entre os alvos das críticas, estão a adoção generalizada de ferramentas de inteligência artificial e as novas barreiras para a instalação do sistema sem uma conta Microsoft.

Chegou a hora do Linux?

Com o Windows 10 sem suporte e o Windows 11 dependendo de upgrades de hardware, alguns usuários estão recorrendo ao Linux para manter suas máquinas funcionando e atualizadas.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Algumas equipes perceberam a oportunidade e estão pensando justamente nesse público. O Zorin OS 18, por exemplo, é uma distribuição de Linux com visual bastante familiar para quem migra do Windows 10, além de integração com o OneDrive e uso de web apps para facilitar a troca.

Essa versão foi lançada em 14 de outubro, na mesma data em que o Windows 10 perdeu seu suporte. Segundo os desenvolvedores, o sistema foi instalado em aproximadamente 780 mil computadores com Windows ao longo das cinco primeiras semanas.

Com informações do Register

Dell revela que transição para o Windows 11 está muito lenta

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies 2023 (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ex-Microsoft diz que Windows 11 precisa de um “momento SP2”, como no XP

26 de Novembro de 2025, 13:34
Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto
Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)
Resumo
  • Dave Plummer critica Windows 11, sugerindo que Microsoft deve focar em estabilidade, eficiência e segurança, como fez no do Windows XP;
  • Windows XP enfrentou problemas de segurança graves, como o malware Blaster, que forçaram Microsoft a priorizar correções em vez de novos recursos;
  • Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows, reconheceu recentemente necessidade de melhorar experiência de uso do Windows 11.

Dave Plummer foi um importante desenvolvedor do Windows. Ele esteve por trás do Gerenciador de Tarefas e da compatibilidade do sistema com arquivos Zip, por exemplo. É com base nesse histórico que Plummer fez uma crítica contundente à sua antiga casa: “está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2”.

A crítica foi publicada no X. “XPSP2” é a sigla para “Service Pack 2 do Windows XP”. Mas, para entendermos o que isso quer dizer em termos práticos, precisamos voltar no tempo.

Embora o Windows XP seja lembrado por ter sido um sistema operacional estável e funcional, principalmente quando comparado às versões anteriores, como o Windows Me e o Windows 98, os seus primeiros anos de mercado foram marcados por numerosas falhas, principalmente no âmbito da segurança.

Uma das vulnerabilidades do sistema permitiram que o malware Blaster contaminasse, em 2003, milhares de PCs no mundo todo. Isso porque a ameaça não precisava da ação do usuário (como baixar um arquivo contaminado) para se propagar. O Blaster se espalhava por redes locais e pela internet explorando uma brecha no sistema operacional.

O Blaster causou prejuízos a empresas, entidades governamentais e usuários domésticos. No X, Dave Plummer explica que o problema foi tão grave que a Microsoft teve que paralisar o desenvolvimento de recursos do Windows XP para lançar uma correção com urgência.

Plummer também conta que, nos meses seguintes, a companhia ficou focada em corrigir os “muitos bugs” do Windows XP. Eis o efeito: em 2004, o Service Pack 2 (SP2), o segundo grande pacote de atualizações do sistema operacional, foi lançado trazendo recursos funcionais e, principalmente, correções de segurança.

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Windows 11 em um notebook (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que Plummer diz que o Windows 11 precisa de um “momento XPSP2”?

O Windows 11 não tem problemas de segurança com gravidade similar às falhas que causaram estragos no Windows XP. Na verdade, Plummer sequer cita o Windows 11 em sua mensagem. Mas fica claro que o seu manifesto é direcionado a essa versão do sistema operacional.

Isso porque a Microsoft vem sendo criticada por priorizar recursos no Windows 11 que não melhoram, necessariamente, a experiência do usuário com o sistema, a exemplo das funções de IA que, apesar de interessantes do ponto de vista tecnológico, pouco ou nada contribuem para a produtividade.

Não é por acaso que, recentemente, Pavan Davuluri reconheceu que a Microsoft tem que melhorar a experiência de uso do Windows 11. Davuluri é ninguém menos que presidente da divisão Windows na companhia.

Pois bem, ao afirmar que a Microsoft precisa de “outro momento XPSP2”, Plummer quer dizer que a companhia deve parar o que o está fazendo para focar naquilo que mais importa no momento, que é tornar o Windows 11 mais estável, eficiente e seguro.

A julgar pelos comentários e pelas curtidas que a postagem recebeu, muita gente concorda com Plummer.

Dave Plummer
Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave’s Garage)

Íntegra da postagem de Plummer

O texto de Dave Plummer aparece na íntegra e traduzido livremente a seguir:

Está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2. Nada de IA, nada de novos recursos. Apenas correções.

Quando eu trabalhava no Windows XP, o [malware] Blaster surgiu. Foi um problema tão grande que deixamos de lado todo o trabalho de desenvolvimento de recursos.

Durante os meses seguintes, tudo o que fizemos foi aprimorar a segurança. Não adicionamos “recursos de segurança”; nós corrigimos bugs. Muitos bugs. Até que não houvesse mais bugs de segurança para corrigir.

Então, corrigimos aqueles que ainda não conhecíamos.

Resumindo, paramos de tentar “agregar valor” ao produto [Windows XP] por meio de recursos que gerentes achavam que os usuários gostariam de ter e, em vez disso, nos concentramos nos aspectos que eram importantes há mais tempo, mas que foram negligenciados.

Como desempenho e configurabilidade atualmente [no Windows 11].

Em vez de tentar aprimorar e agregar valor ao sistema por meio de novos recursos de IA — agora —, acredito que é hora de a Microsoft estabilizar, aprimorar e tornar o sistema mais eficiente. E mais usável para usuários avançados.

Apenas durante um lançamento. Só até isso deixar de ser ruim.

Dave W. Plummer

Ex-Microsoft diz que Windows 11 precisa de um “momento SP2”, como no XP

Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave's Garage)

780 mil pessoas dizem não ao Windows 11 e adotam Linux

25 de Novembro de 2025, 11:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Usuários do Windows 10 buscam refúgio em sistema com suporte garantido até 2029 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Zorin OS 18 atingiu 1 milhão de downloads em cinco semanas, com 780 mil instalações oriundas de sistemas Microsoft.
  • A distribuição oferece interface híbrida e compatibilidade com softwares do Windows, como Office 365 e Microsoft Teams.
  • Trata-se de uma versão LTS com suporte até 2029, proporcionando uma alternativa viável ao Windows 11.

O fim do suporte oficial ao Windows 10 em outubro de 2025 vem reconfigurando o mercado de sistemas operacionais para desktops. Diante das exigências rígidas do Windows 11 e de preocupações com segurança, milhares de usuários estão migrando para distribuições Linux. O exemplo mais recente desse movimento é o Zorin OS 18.

Segundo os desenvolvedores da distribuição, a versão mais recente atingiu nada menos que um milhão de downloads em cinco semanas. Dados de telemetria divulgados pela equipe indicam que mais de 78% desses downloads — cerca de 780 mil instalações — vieram de computadores que rodavam sistemas da Microsoft.

O número sugere que a barreira técnica, historicamente um obstáculo para a adoção do Linux, está sendo superada pela necessidade de manter computadores considerados obsoletos pela Microsoft funcionais e seguros.

Linux é uma opção viável para usuários leigos?

Captura de tela mostra a distribuição Zorin OS 18 rodando em um PC
Zorin OS 18 foi lançado quando o suporte ao Windows 10 se encerrou (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Uma grande dúvida de quem abandona o Windows é a curva de aprendizado e compatibilidade de softwares no Linux. O Zorin OS 18 procura resolver essa insegurança ao oferecer uma interface híbrida, que mescla layout similar do Windows com elementos visuais modernos.

A distribuição foca em reduzir o atrito da troca, com integração com serviços de nuvem, como o OneDrive da Microsoft, permitindo que o fluxo de trabalho do usuário permaneça praticamente inalterado.

Além da estética, a barreira da compatibilidade de software foi reduzida. A nova versão do sistema aposta na instalação facilitada de Aplicativos Web Progressivos (PWA), permitindo o uso de ferramentas como Office 365, Microsoft Teams e Google Docs como se fossem programas nativos.

Para softwares legados do Windows, o sistema utiliza camadas de compatibilidade (como o Wine) com configurações pré-ajustadas, minimizando a necessidade de intervenção técnica manual.

Outro fator que reduz a rejeição ao Linux é o avanço no suporte a jogos, impulsionado nos últimos anos pelo desenvolvimento da camada Proton pela Valve, que permite rodar títulos populares do Windows no sistema do pinguim.

Suporte até 2029

Se a aposta da Microsoft era uma conversão em massa para o Windows 11, os números mostram que uma parcela do mercado decidiu que é hora de testar novos horizontes. O Linux surge como uma alternativa gratuita e de longo prazo.

O Zorin OS 18, por exemplo, é uma versão LTS (Long Term Support), com atualizações de segurança garantidas até 2029, estendendo a vida útil de computadores perfeitamente capazes que seriam descartados por “incompatibilidade” no sistema da Microsoft.

Com informações do Tom’s Hardware

780 mil pessoas dizem não ao Windows 11 e adotam Linux

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Executivo da Microsoft chama críticos da IA de “cínicos”

21 de Novembro de 2025, 14:36
Foto de Mustafa Suleyman
Mustafa Suleyman lidera IA na Microsoft (imagem: reprodução/Christopher Wilson)
Resumo
  • O CEO da divisão de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, criticou a indiferença de alguns usuários do Windows em relação aos avanços em IA, chamando-os de cínicos.
  • Críticos apontam que a Microsoft prioriza IA em detrimento de melhorias básicas no sistema operacional, como estabilidade e segurança.
  • A Microsoft continua a integrar IA em seu ecossistema, apesar da resistência dos usuários que preferem simplicidade funcional.

O CEO da divisão de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, disse estar surpreso com a indiferença de uma parcela de usuários do Windows com os recentes avanços da empresa no setor. No X, o executivo declarou que considera inexplicável que a capacidade de manter uma conversa fluida com uma “inteligência artificial superinteligente” seja encarada com negatividade. A fala ocorreu nesta quarta-feira (19).

As declarações surgem em um momento de tensão entre a estratégia agressiva da gigante de Redmond e as expectativas dos consumidores. A controvérsia ganhou força no início deste mês, quando Pavan Davuluri, presidente da divisão de Windows e Dispositivos, descreveu a evolução do Windows para um “sistema operacional agente”, projetado para conectar dispositivos, nuvem e IA de forma autônoma.

Microsoft aposta em conceito de “sistema operacional agente” (imagem: reprodução/X)

Por que os usuários ainda resistem à IA?

A visão ambiciosa provocou reações adversas. Críticos e usuários apontaram uma desconexão entre o foco da Microsoft em ferramentas de IA — muitas vezes não solicitadas — e a necessidade de correções mais simples no sistema operacional, como mais estabilidade, otimização de interface e solução para falhas de segurança.

Suleyman rebateu essa perspectiva: disse que aqueles que não se impressionam com a tecnologia atual, capaz de gerar imagens, vídeos e textos instantaneamente, estão adotando uma postura cínica. Ele comparou o momento a outras ondas tecnológicas, sugerindo que a importância da inovação está sendo subestimada pelo público geral, que ainda vê a IA como um tema controverso.

Líder da divisão de IA minimizou rejeição popular (imagem: reprodução/X)

Os novos rumos da Microsoft

O argumento central dos usuários é de que Suleyman ignora a experiência diária de uso do PC. Enquanto a empresa investe bilhões, muitos consumidores pedem o um retorno à simplicidade funcional, citando frequentemente o antigo Windows 7 como ideal de usabilidade e ausência de bloatware.

Para muitos, a inserção de IA em todos os produtos parece uma manobra para inflar o valor de mercado da empresa, em detrimento da privacidade do usuário e da performance do sistema. Apesar da resistência, a Microsoft mantém o pé no acelerador, consolidando sua estratégia de integrar inteligência artificial em todas as camadas de seu ecossistema.

Vídeo: conheça a sede global da Microsoft

Executivo da Microsoft chama críticos da IA de “cínicos”

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Líder da divisão de IA da empresa minimiza rejeição e compara postura atual ao ceticismo histórico contra grandes revoluções tecnológicas.

Mustafa Suleyman lidera IA na Microsoft (imagem: reprodução/Christopher Wilson)

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA

19 de Novembro de 2025, 17:40
Google Antigravity
Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Antigravity é uma IDE focada em IA, derivada do Visual Studio Code, com suporte a múltiplos agentes de IA e baseada no Gemini 3;
  • A interface principal do Antigravity é a tela de interação com o chatbot; novidade executa testes, revisões, relatórios e mais;
  • Antigravity está em fase preview pública, e pode ser baixado gratuitamente para Windows, macOS e Linux.

Editores de código integrados com recursos de inteligência artificial já não são novidade, mas o Google Antigravity chega com a proposta de levar essa combinação a um novo patamar. Estamos falando de um ambiente de desenvolvimento (IDE) que usa agentes de IA para realizar numerosas tarefas.

Embora o Google não tenha comentado a respeito no anúncio oficial, sabe-se que o Antigravity é um fork do popular Visual Studio Code, tendo como principal diferencial em relação a este último o suporte a múltiplos agentes de IA que, por sua vez, têm o também novo Google Gemini 3 como principal alicerce.

Essa abordagem abre um leque de possibilidades, pois permite que o desenvolvedor direcione agentes de IA para atividades específicas, com muitas delas podendo ser executadas automaticamente.

Com base nisso, o Antigravity pode fazer capturas ou gravações de tela regularmente para reportar o avanço de uma atividade, permitir ajustes posteriores ou contribuir com a documentação. Nesse sentido, o usuário pode usar as capturas de tela para pedir que o Gemini 3 ajuste determinado código ou o descreva de modo mais detalhado, por exemplo.

Não é por acaso que a interface mais útil do Antigravity não é a tradicional área de edição de código, mas a tela de interação com o chatbot. Por ali, também é possível acionar agentes e acompanhar as atividades realizadas por cada um deles, o que permite até que projetos diferentes sejam conduzidos simultaneamente.

Tela inicial do Antigravity
Tela inicial do Antigravity, com campo de interação com o chatbot (imagem: reprodução/Google)

O Antigravity pode também realizar testes, fazer revisões, produzir relatórios e assim por diante.

No anúncio oficial, o Google explica o porquê de ter criado o Antigravity:

Queremos que o Antigravity seja a base do desenvolvimento de software na era dos agentes [de IA]. Nossa visão é, em última instância, a de permitir que qualquer pessoa com uma ideia a faça decolar e a transforme em realidade.

O Google explica ainda que o Antigravity segue quatro princípios básicos: confiança, autonomia, feedback e autoaperfeiçoamento. A companhia dá a entender que esses fundamentos fazem o projeto se tornar adequado para projetos colaborativos ou para quem busca aumento de produtividade.

Tela inicial do Antigravity
Tela inicial do Antigravity (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade do Google Antigravity

O Google Antigravity está em fase preview pública, ou seja, já pode ser testado por qualquer desenvolvedor ou entusiasta. A novidade tem versões para Windows, macOS e Linux.

No momento, o Antigravity é gratuito e tem como base o Gemini 3 Pro, embora também possa funcionar com o Claude Sonnet 4.5 e o GPT-OSS. O Google fala em limites “generosos” de créditos de uso, mas sem informar quais.

A página do projeto informa que, em etapas futuras, o Antigravity terá planos para equipes e organizações que, presumivelmente, terão um custo mensal e darão acesso a mais recursos.

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA

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Google Antigravity é uma IDE que usa agentes de IA para automatizar tarefas. Novidade é baseada no Gemini 3 e tem versões para Windows, Linux e Mac.

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA (imagem: reprodução/Google)

Tela inicial do Antigravity

Tela inicial do Antigravity (imagem: reprodução/Google)

Windows 11 vai ocultar avisos de erro que surgem em telões

19 de Novembro de 2025, 15:31
"Tela azul da morte" em telão
“Tela azul da morte” em telão (imagem: reprodução/Tweaktown)
Resumo
  • Windows 11 introduzirá recurso Digital Signage Mode, que oculta mensagens de erro em telas públicas após 15 segundos;
  • Novidade funciona com “tela azul da morte” ou com erros em caixas de diálogo;
  • Tela fica apagada nessas circunstâncias, e só volta a ligar se o mouse ou o teclado for acionado.

É bastante provável que você já tenha se deparado com a “tela azul da morte” do Windows ou outra mensagem de erro do sistema operacional no telão de um aeroporto, shopping ou hospital, por exemplo. Esse problema é tão frequente que a Microsoft anunciou um modo que oculta esses avisos em PCs públicos com Windows 11.

Trata-se de uma funcionalidade chamada Digital Signage Mode (algo como “Modo de Sinalização Digital”) e que é direcionada a telas públicas controladas por PCs com Windows.

Quando ativado, o novo recurso faz a “tela azul da morte” que agora é preta ser exibida na tela por 15 segundos, caso o computador não reinicie após o surgimento da falha. Nessas circunstâncias, a tela é apagada automaticamente, sem necessidade de intervenção humana.

A novidade também pode entrar em ação quando mensagens de erro surgirem na forma de caixas de diálogo, que aparecem quando o Windows continua funcionando. Esses avisos podem incluir falhas em drivers ou em aplicativos, por exemplo. Novamente, nessas circunstâncias, a tela é apagada após 15 segundos.

A tela só voltará a exibir informações se o computador for reativado via mouse ou teclado.

A Microsoft destaca, porém, que o Digital Signage Mode não substitui o Modo Quiosque, que faz o Windows exibir apenas um único aplicativo, impedindo o acesso a outros softwares ou recursos do sistema. Leve em conta também que a funcionalidade deve ser ativada manualmente.

“Este novo modo do Windows é perfeito para máquinas que controlam telas públicas não interativas, como cardápios de restaurantes ou painéis de voos em aeroportos”, complementa a companhia.

Outros recursos para o Windows 11

Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11
Modo agenda no calendário flutuante do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O novo recurso faz parte de algumas funcionalidades que chegarão ao Windows 11 em breve. Outra delas é uma função de restauração que faz o sistema operacional voltar para um estado anterior dentro de um período de tempo que varia entre seis e 72 horas.

Outra novidade permitirá que organizações tenham mais recursos para recuperar ou restaurar o Windows 11 remotamente, via plataforma Microsoft Intune.

Todas essas novidades foram anunciadas no Microsoft Ignite 2025, realizado nesta semana. O evento também serviu de palco para novidades direcionadas ao usuário final, a exemplo da chegada de um modo agenda no calendário flutuante do Windows 11.

Windows 11 vai ocultar avisos de erro que surgem em telões

"Tela azul da morte" em telão (imagem: reprodução/Tweaktown)

Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Calendário do Windows 11 vai finalmente exibir eventos

19 de Novembro de 2025, 12:49
Imagem exibe um fundo em tons de azul escuro, com um efeito de dobras ou ondas na parte direita. Em destaque, um grande número "11" branco ocupa quase toda a altura da imagem à esquerda, sobrepondo-se ao fundo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Calendário do Windows 11 vai finalmente exibir eventos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Calendário flutuante do Windows 11 voltará a exibir eventos agendados;

  • Atualização também permitirá ingressar rapidamente em reuniões online;

  • Recurso será liberado para testes no Windows 11 a partir de dezembro de 2025.

Se você abrir o calendário do Windows 10, à direita da Barra de Tarefas, poderá adicionar eventos ou lembretes a uma data no calendário, podendo definir o horário e até o local. Mas, por alguma razão, a Microsoft removeu essa funcionalidade no Windows 11. Felizmente, a companhia decidiu rever essa decisão.

Hoje, o calendário flutuante do Windows 11, também acessível via Barra de Tarefas, serve apenas para que você possa conferir datas — é uma forma de descobrir em qual dia da semana cai determinado feriado, por exemplo.

Mas, entre as novidades que a companhia tem revelado no evento Ignite 2025, realizado nesta semana, está o anúncio de uma atualização para Windows 11 que fará o calendário mostrar eventos agendados. A exibição será feita diretamente na Central de Notificações do sistema, em ordem cronológica.

Tem mais. No caso de agendamento de reuniões online, o novo modo de visualização poderá exibir um botão para ingresso imediato no evento. Também será possível iniciar uma interação com o Microsoft 365 Copilot.

A companhia só não revelou se haverá integração direta com eventos do Microsoft Outlook, mas, se não houver, está aí algo que a empresa poderia trabalhar em etapas futuras.

Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11
Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando os eventos chegam ao calendário do Windows 11?

A nova visualização do calendário flutuante do Windows 11 será liberada a partir de dezembro de 2025, inicialmente, nas versões de teste do sistema operacional.

Ainda não há informação sobre quando o recurso chegará à versão final do Windows 11, mas é de se presumir que não demorará para isso ocorrer, até porque a atualização do calendário fará parte de uma série de aprimoramentos planejados para o sistema no decorrer dos próximos meses.

Entre os demais, está o suporte a aceleração por hardware no mecanismo de criptografia BitLocker, e mais recursos de inteligência artificial, a exemplo de uma abordagem que dará mais autonomia a agentes de IA no Windows 11.

Calendário do Windows 11 vai finalmente exibir eventos

Microsoft pode barrar de vez o Windows 11 em PCs antigos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

PowerToys 0.96: novo “canivete suíço” do Windows melhora várias funções

19 de Novembro de 2025, 11:09
PowerToys 0.96 no Windows 11
PowerToys 0.96 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.96 melhora principalmente as funções Paleta de Comandos e Colar Avançado;
  • Função PowerRename agora extrai metadados de fotos; ZoomIt suporta GIFs; Mouse Sem Bordas permite rolagem horizontal;
  • PowerToys 0.96 está disponível no GitHub para Windows 10 e 11, gratuitamente.

Apelidado de “canivete suíço” por reunir vários utilitários para Windows, o PowerToys acaba de chegar à versão 0.96. Desta vez, não há recursos novos. Porém, a novidade melhora várias das funções já existentes, a exemplo da Paleta de Comandos e do modo Colar Avançado.

A Paleta de Comandos é um dos recursos mais interessantes do PowerToys, pois permite que você acesse rapidamente aplicativos, extensões, configurações e outros recursos digitando Windows + Alt + Espaço.

No PowerToys 0.96, a Paleta de Comandos ficou visualmente mais condizente com o Windows 11, teve a sua página de configurações reorganizada, preserva o tamanho da janela quando o usuário a modifica, permite que recursos como “Executar comandos” apareçam mais rapidamente, adiciona filtros à pesquisa de arquivos, entre outros avanços.

Já a função Colar Avançado, que permite transformar o conteúdo da área de transferência em diversos formatos, agora pode funcionar em conjunto com modelos online de IA de vários provedores, como Azure OpenAI, OpenAI e Google Gemini.

Paleta de Comandos no PowerToys 0.96
Paleta de Comandos no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)

O que mais o PowerToys 0.96 melhora?

Entre os demais avanços do PowerToys 0.96 estão:

  • PowerRename: a função que permite renomear vários arquivos de uma vez agora extrai metadados de fotos para permitir a sua organização em categorias como modelo de câmera, lente, tempo de exposição, entre outros parâmetros;
  • ZoomIt: a função que aplica zoom em um ponto específico da tela agora funciona com arquivos GIF e melhora as screenshots (capturas de tela);
  • Mouse Sem Bordas: a função que permite usar o mouse e o teclado em outro computador na mesma rede local agora suporta rolagem de tela horizontal;
  • Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95, o Modo Claro (Light Switch) faz o Windows assumir o tema escuro automaticamente; nesta atualização, a funcionalidade permite que a ativação do modo “Nascer ao Pôr do Sol” seja baseada em latitude e longitude.
Colar Avançado no PowerToys 0.96
Colar Avançado no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)

Como baixar o PowerToys 0.96?

O PowerToys 0.96 pode ser baixado via GitHub. Ali, basta escolher a versão mais apropriada ao seu computador (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Apesar do foco no Windows 11, o PowerToys 0.96 também funciona no Windows 10. A ferramenta é gratuita.

Essa versão não tem nenhuma funcionalidade nova, mas pode ser diferente na próxima atualização: há negociações, na Microsoft, para o PowerToys incorporar a ferramenta Windows Edge Light, que cria um efeito de “ring light” para chamadas de vídeo no sistema operacional.

PowerToys 0.96: novo “canivete suíço” do Windows melhora várias funções

PowerToys 0.96 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Paleta de Comandos no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)

Executivo da Microsoft cria app de “ring light” no Windows

17 de Novembro de 2025, 17:22
Windows Edge Light
Windows Edge Light (imagem: Scott Hanselman/GitHub)
Resumo
  • Windows Edge Light é um aplicativo que transforma a borda da tela em uma “ring light” ajustável para melhorar a iluminação em chamadas de vídeo;
  • O app, desenvolvido por Scott Hanselman, permite ajustar a opacidade e possui atalhos para controle de intensidade;
  • Windows Edge Light pode ser integrado ao PowerToys e já está disponível no GitHub para Windows 10 e 11.

Windows Edge Light. Esse é o nome de um pequeno aplicativo para Windows que torna a borda de toda a tela do computador branca para criar um efeito de “ring light”. O objetivo é iluminar o seu rosto quando você estiver participando de chamadas de vídeo, principalmente em ambientes com pouca luz.

A novidade foi revelada por Scott Hanselman, vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft. O executivo também aparece como o principal desenvolvedor da ferramenta.

Quando em execução, o Windows Edge Light permite que o nível de opacidade da faixa branca seja ajustado de modo que o usuário possa regular a intensidade da iluminação. Também é possível usar atalhos:

  • Ctrl + Shift + L: liga ou desliga a iluminação
  • Ctrl + Shift + Seta para cima: aumenta o brilho
  • Ctrl + Shift + Seta para baixo: reduz o brilho

Em linhas gerais, a ferramenta funciona bem. Porém, o app pode não fazer muito efeito se a tela do seu notebook ou do seu monitor não tiver um bom nível de brilho.

Windows Edge Light no Windows 10
Windows Edge Light é focado no Windows 11, mas também roda no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows Edge Light poderá fazer parte do PowerToys

Apesar de sua simplicidade, o Windows Edge Light parece ser tão útil que poderá ser integrado ao PowerToys. Taras Buria, do Neowin, comentou sobre essa possibilidade com Clint Rutkas, líder desse projeto. O executivo respondeu que já está conversando com Hanselman sobre isso.

Faz sentido. O PowerToys reúne vários pequenos aplicativos muito úteis para Windows, e o Windows Edge Light tem todas as características necessárias para ser um deles: é leve, de fácil uso e atende a uma necessidade específica.

Enquanto isso, você pode baixar o Windows Edge Light a partir do GitHub. Ali, escolha a versão mais apropriada ao seu computador (com chip Arm ou x86). Note que o link também permite baixar o código-fonte da ferramenta. A novidade funciona no Windows 11 e no Windows 10.

Vale destacar que a Apple começou a desenvolver uma ferramenta do tipo pouco antes da Microsoft. Ela está em teste no macOS Tahoe 26.2 e também é chamada de “Edge Light”.

Executivo da Microsoft cria app de “ring light” no Windows

Windows Edge Light (imagem: Scott Hanselman/GitHub)

Windows Edge Light é focado no Windows 11, mas também roda no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 10 recebe correção urgente para falha que impedia suporte estendido

13 de Novembro de 2025, 12:19
Monitor exibindo a janela "sobre o Windows 10"
Windows 10 recebe correção urgente para falha que impedia suporte estendido (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft libera atualização KB5071959 para corrigir falha no registro do ESU (programa de atualizações estendidas) para Windows 10;

  • Usuários domésticos devem instalar o update pelo Windows Update para continuar recebendo correções de segurança por mais um ano;

  • O ESU oferece apenas atualizações de segurança, sem incluir recursos funcionais ou ajustes de desempenho.

O suporte ao Windows 10 chegou ao fim em 14 de outubro de 2025, mas o sistema operacional ainda pode receber updates de segurança por mais algum tempo por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas. O problema é que alguns usuários não conseguiam se inscrever no programa. Demorou, mas a Microsoft corrigiu a falha que causava o problema.

A correção em questão faz parte do pacote KB5071959, que está sendo distribuído de modo emergencial para computadores afetados pelo bug que impedia o registro no ESU.

O cadastro no programa deve ser feito por meio de um assistente que aparece no Windows 10. Contudo, nas máquinas afetadas pelo problema, o usuário se depara com uma mensagem de erro quando tenta habilitar o ESU, conforme explica o Windows Latest.

Em outros casos, o assistente do ESU sequer aparece, o que também impede a ativação do suporte estendido no Windows 10, obviamente.

Sem a ativação, não é possível receber as atualizações de segurança. O ESU é válido por um ano para usuários domésticos, e por até três anos para organizações. Em todos os casos, o suporte estendido oferece apenas updates de segurança, não incluindo atualizações funcionais ou ajustes de desempenho.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Correção para o ESU deve ser instalada o quanto antes

Se você não conseguiu ativar o ESU no Windows 10, seja por não ter conseguido acessar o assistente, seja por ter se deparado com uma mensagem de erro durante o procedimento, deve acessar o Windows Update o quanto antes para instalar o pacote KB5071959. Relembrando, a atualização deve aparecer automaticamente nas máquinas afetadas pelo problema.

A ativação é importante porque, recentemente, a Microsoft corrigiu uma vulnerabilidade zero-day no Windows 10 (pacote (KB5068781), mas essa correção não é liberada em PCs não cadastrados no ESU. Isso porque, como o ciclo de suporte ao Windows 10 terminou, o sistema operacional não recebe mais atualizações pelas vias convencionais.

Se você ainda não o fez, saiba como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Windows 10 recebe correção urgente para falha que impedia suporte estendido

Windows 10: usuário poderá ter suporte estendido em até 10 PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Presidente do Windows sofre críticas após promessa de sistema com agentes de IA

12 de Novembro de 2025, 11:21
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • O Pavan Davuluri, presidente do Windows, enfrenta críticas após promover um sistema operacional com agentes de IA na conferência Ignite da Microsoft.
  • Usuários do Windows expressam insatisfação nas redes sociais, citando bugs, desempenho lento e recursos intrusivos de IA.
  • O Windows 11 não atrai muitos usuários, com mais de 40% dos PCs ainda utilizando o Windows 10.

Usuários do Windows não estão contentes com os rumos da inteligência artificial no sistema operacional e deixaram isso bem claro nas redes sociais. Uma publicação de Pavan Davuluri, chefe do Windows na Microsoft, atraiu mais de 400 respostas, em grande parte negativas.

Davuluri escreveu um post no X promovendo a conferência Ignite, da Microsoft, voltada a desenvolvedores. Ele disse que o Windows está evoluindo para se tornar um SO “agêntico”, isto é, que executa tarefas de modo autônomo, seguindo pedidos do usuário.

Windows is evolving into an agentic OS, connecting devices, cloud, and AI to unlock intelligent productivity and secure work anywhere. Join us at #MSIgnite to see how frontier firms are transforming with Windows and what’s next for the platform. We can’t wait to show you!…

— Pavan Davuluri (@pavandavuluri) November 10, 2025

Foi o suficiente para usuários aparecerem em peso e expressarem sua insatisfação.

Até mesmo o Grok, chatbot de IA nativo do X, foi acionado por um usuário para resumir as respostas.

“As replies indicam insatisfação enorme com o Windows 11. Usuários citam frequentemente bugs, desempenho lento, recursos intrusivos de IA, preocupação com telemetria e desejo de voltar para o Windows 10 ou mudar para alternativas como o Linux”, sintetizou o assistente.

No, the replies overwhelmingly indicate dissatisfaction with Windows 11. Users frequently cite bugs, sluggish performance, intrusive AI features, telemetry concerns, and a desire to revert to Windows 10 or switch to alternatives like Linux. Microsoft should prioritize fixing core…

— Grok (@grok) November 12, 2025

Windows 11 e IA não agradam usuários

Nos últimos anos, a Microsoft colocou no Windows 11 cada vez mais recursos do Copilot, nome dado ao seu conjunto de ferramentas de IA.

Uma das novidades mais recentes é o Copilot Voice, que permite solicitar ações usando linguagem natural. Outra é o Copilot Vision, que analisa o conteúdo da tela para dar suporte guiado ao usuário.

Ilustração com um notebook aberto e ícones de ferramentas digitais
Ferramenta Hey Copilot chega ao Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

A aposta na IA é tão grande que a empresa criou até mesmo a certificação Copilot+ PC, que indica os melhores computadores para rodar recursos do tipo.

As novidades, porém, parecem não ter atraído muitos usuários. Mesmo antes disso, o Windows 11 já não contava com muito prestígio. Um indicador comprova a baixa adesão: o Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs, apesar do fim do suporte e de seu sucessor estar há quatro anos no mercado.

Com informações do Windows Central

Presidente do Windows sofre críticas após promessa de sistema com agentes de IA

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Ferramenta Hey Copilot chega ao Windows 1 (imagem: divulgação/Microsoft)

O Windows 11 26H1 vem aí, mas não espere muito dessa versão

10 de Novembro de 2025, 11:21
Imagem exibe um fundo em tons de azul escuro, com um efeito de dobras ou ondas na parte direita. Em destaque, um grande número "11" branco ocupa quase toda a altura da imagem à esquerda, sobrepondo-se ao fundo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
O Windows 11 26H1 vem aí, mas não espere muito dessa versão (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 26H1 foi anunciado pela Microsoft e está em fase experimental no canal Canary do programa Windows Insider.

  • Atualização atípica deve trazer apenas suporte a novos chips, não incluindo grandes recursos funcionais.

  • O pacote 25H2 segue como a versão principal do sistema operacional.

A atualização 25H2 do Windows 11 passou a ser liberada massivamente em outubro. Agora, a Microsoft começa a direcionar esforços à próxima versão do sistema operacional, a 26H1. Ela chama a atenção por ter sido programada para o primeiro semestre de 2026. Mas que fique claro desde já: esse pacote não é para todo mundo.

Geralmente, a Microsoft libera grandes atualizações do sistema operacional no segundo semestre, uma vez por ano, a exemplo dos pacotes 25H2 (outubro de 2025), 24H2 (outubro de 2024), 23H2 (outubro de 2023) e 22H2 (setembro de 2022) do Windows 11.

Embora ainda não tenha data certa de lançamento, a atualização 26H1 é esperada para o primeiro semestre de 2026, como já informado. A liberação do pacote está sendo feita no canal Canary do programa de testes Windows Insider. Mas a própria Microsoft dá a entender que os usuários não precisam se importar muito com esse update.

O que o Windows 11 26H1 trará de novo?

A companhia ainda não deu detalhes sobre o pacote 26H1, mas tratou de deixar claro que essa atualização não é uma evolução direta da versão 25H2, pois traz apenas “alterações de plataforma para oferecer suporte a silícios específicos”.

Em outras palavras, o pacote melhorará ou adicionará suporte a processadores novos. Quais? Ainda não sabemos. Os rumores dão conta de que chips como Snapdragon X2 Elite e Nvidia N1X (que pode ser lançado em 2026) estão entre eles, porém.

Imagem mostra um chip Snapdragon X2 Elite
Windows 11 26H1 pode trazer suporte ao Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)

Isso explica o anúncio de uma grande atualização para o Windows 11 fora de época, bem como o aviso indireto da Microsoft de que os usuários não precisam se importar com ela:

[A versão] 25H2 permanece sendo o local principal para novos recursos. O Windows 11 continua tendo um ciclo de atualização anual de recursos, com lançamentos para a segunda metade do ano.

No momento, a versão 26H1 faz parte da compilação 28000 do Windows 11 no canal Canary, o que significa que ela está em fase inicial e experimental de desenvolvimento.

O Windows 11 26H1 vem aí, mas não espere muito dessa versão

Microsoft pode barrar de vez o Windows 11 em PCs antigos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Microsoft quer simplificar menus de contexto de apps do Windows 11

7 de Novembro de 2025, 13:51
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Menu de contexto é reclamação antiga de usuários (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft está desenvolvendo o controle SplitMenuFlyoutItem no WinUI 3 para simplificar menus de contexto de apps do Windows 11, agrupando itens padrão e secundários.
  • A mudança permitirá que desenvolvedores personalizem menus, reduzindo opções desnecessárias.
  • A adoção na interface gráfica do Windows 11 não tem data definida.

A Microsoft está trabalhando para que os menus de contexto de apps do Windows 11 não fiquem com uma lista tão longa de itens — uma reclamação antiga dos usuários do sistema operacional. Desenvolvedores poderão agrupar e personalizar opções, dependendo da situação.

A novidade foi apresentada pela Microsoft em uma chamada de vídeo das equipes WinUI e Windows App SDK, voltada a desenvolvedores de programas do Windows que usam essas ferramentas. E caso você não saiba, menu de contexto é aquele que aparece quando você clica com o botão direito do mouse.

Segundo a empresa, o problema está no controle MenuFlyoutItem do SDK: ele não permite separar ações, o que leva os menus de contexto a ficarem cada vez mais longos. Além disso, a lista de opções não pode ser adaptada, fazendo com que os usuários vejam itens desnecessários.

A solução proposta é um novo controle, chamado SplitMenuFlyoutItem. Com ele, será possível agrupar itens padrão, que ficarão acessíveis no menu principal, e itens secundários, que passarão a aparecer ao lado, como opções extras de uma ação.

Captura de tela mostrando um exemplo de código XAML à esquerda e o resultado visual à direita. O código destaca o uso de “SplitMenuFlyoutItem” para criar um item de menu chamado “Action 1” com opções secundárias “Action 2” e “Action 3”. À direita, aparece um menu no Windows exibindo “Item 1”, “Item 2” e “Action 1”, com um submenu lateral. No topo, há uma pequena janela de chamada com um desenvolvedor usando headset.
Novo código permite definir ação principal e itens secundários (imagem: reprodução/Microsoft)

Como serão os novos menus de contexto?

No exemplo dado pela Microsoft, um menu de 15 itens é reduzido a nove. Opções padrão continuam na lista, enquanto ações mais específicas são “rebaixadas” a menus secundários.

Os itens padrão “Abrir com Fotos”, “Editar com Fotos”, “Compartilhar com telefone” e “Copiar” passam a ter uma seta à direita, que esconde ações mais detalhadas.

No submenu ao lado de “Abrir com Fotos”, há as opções mais específicas, que podem não ser tão relevantes para o usuário: “Paint”, “Paint3D”, “Ferramenta de Captura”, “Pesquisar na Microsoft Store” e “Escolher outro app”. Elas aparecem assim que o cursor do mouse para sobre a ação padrão.

Comparação entre dois menus de contexto do Windows. À esquerda, o menu antigo exibe uma lista longa de opções, incluindo “Open with Photos”. À direita, o novo modelo mostra “Open with Photos” como item principal, com um submenu lateral agrupando opções como “Paint”, “Paint 3D” e “Snipping Tool”, reduzindo o tamanho da lista.
Com novos controles, opções menos usadas podem ficar “escondidas” sob ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)

As opções padrão e opções secundárias poderão variar de acordo com o contexto, como o tipo de arquivo selecionado, por exemplo.

Quando os novos menus chegam?

Por enquanto, a nova solução não está disponível para usuários comuns, nem mesmo para testes.

A Microsoft detalhou a API no repositório do WinUI no GitHub, permitindo que os desenvolvedores façam experimentos com os novos parâmetros. Mesmo assim, não há previsão de lançamento oficial, e quando isso ocorrer, os devs independentes precisarão implementar o novo código em seus produtos, o que deve demorar ainda mais.

Outra questão diz respeito ao que a própria Microsoft vai fazer. Como a novidade foi apresentada no SDK voltado a desenvolvedores independentes, não se sabe quando ela será adotada para a interface gráfica do Windows 11 em si, em itens como área de trabalho, barra de tarefas e menu Iniciar.

Com informações do Windows Latest

Microsoft quer simplificar menus de contexto de apps do Windows 11

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Novos controles permitirão reduzir número de itens e agrupar ações menos relevantes, mas ainda não há previsão de lançamento

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Novo código permite definir ação principal e itens secundários (imagem: reprodução/Microsoft)

Com novos controles, opções menos usadas podem ficar "escondidas" sob ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)

Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs

6 de Novembro de 2025, 16:54
Monitor exibindo o Windows 10
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 10 permanece em 41,71% dos PCs com Windows após fim do suporte em 14 de outubro de 2025, mostra Statcounter;
  • Windows 11 lidera com 55,18% de participação no mercado, mas crescimento parece avançar em ritmo lento;
  • Suporte estendido ao Windows 10 pode ajudar a explicar resistência dessa versão.

14 de outubro de 2025 é a data que marcou o fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft. Apesar disso, o sistema operacional continua sendo utilizado em larga escala. Dados da Statcounter mostram que o mês passado terminou com a versão 10 estando presente em 41,71% dos PCs com Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 significa que o sistema operacional não recebe mais atualizações regulares para correções de falhas, ajustes de desempenho ou acréscimo de funcionalidades. Além disso, a Microsoft deixou de oferecer atendimento padrão a usuários ou organizações que precisam de apoio para resolver problemas no sistema.

Apesar dessas desvantagens, a migração para o Windows 11, a versão mais atual da plataforma, é um processo demorado ou indesejado para um grande número de pessoas físicas e jurídicas.

Isso ajuda a explicar os números mais recentes da Statcounter, que mostram o Windows 10 como o segundo sistema operacional mais usado em PCs em outubro de 2025, em escala global (a lista só considera sistemas operacionais da Microsoft):

PosiçãoVersãoParticipação
1Windows 1155,18%
2Windows 1041,71%
3Windows 72,52%
4Windows XP0,22%
5Windows 80,17%
6Windows 8.10,16%

É importante levar em conta que os dados da Statcounter não são precisos. As estatísticas do serviço são baseadas na análise dos acessos aos sites que utilizam as ferramentas da empresa, podendo haver variações importantes entre um mês e outro.

Mesmo assim, esses dados têm alguma relevância, até porque a Microsoft não divulga abertamente as estatísticas de uso de seus sistemas operacionais.

Podemos observar, como exemplo, que a penetração do Windows 11 no mercado aumentou em outubro, mas em ritmo relativamente lento. Basta considerarmos que o Windows 11 estava presente em 49% dos PCs em agosto deste ano, ainda de acordo com os números da Statcounter.

Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025
Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)

Suporte estendido pode explicar resistência do Windows 10

Presumivelmente, outro fator que contribui para a permanência do Windows 10 em uma proporção tão grande de máquinas é o programa de suporte estendido oferecido pela Microsoft.

Por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber atualizações para o Windows 10 durante um ano. Já o ESU para organizações pode ser contratado por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor em cada renovação anual.

A Microsoft oferece o ESU com o objetivo de dar mais tempo para que consumidores e organizações planejem uma migração para o Windows 11. Contudo, o programa oferece apenas atualizações importantes de segurança, deixando updates funcionais de fora.

Saiba mais sobre como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)

Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido

4 de Novembro de 2025, 10:49
Monitor exibindo janela que informa que o PC tem o Windows 10
Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 10 pode exibir um falso erro sobre suporte estendido em PCs com ESU ativado;
  • Problema afeta as versões 22H2 Pro, Education, Enterprise, Enterprise LTSC 2021 e IoT Enterprise LTSC 2021 do Windows 10;
  • Microsoft está desenvolvendo uma solução; PCs afetados continuam recebendo atualizações de segurança, apesar do aviso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro deste ano, mas muitos usuários e organizações contrataram o ESU, programa que fornece atualizações de segurança para o sistema operacional por mais algum tempo. Porém, alguns dos PCs beneficiados informam que não há suporte estendido ativado. Trata-se de um erro.

Uma das implicações do fim do suporte ao Windows 10 está justamente na ausência de atualizações de software. Com isso, o sistema operacional deixa de receber funcionalidades, ajustes de desempenho e correções para falhas.

Mas, por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber updates por mais um ano em sua instalação do Windows 10. Nas organizações, o ESU pode ser contratado por até três anos. Em todos os casos, apenas atualizações de segurança são fornecidas.

Contudo, algumas pessoas que ativaram o ESU notaram que, ao acessar o Windows Update, o Windows 10 informa que o sistema operacional chegou ao fim de seu ciclo de suporte e que o computador não está recebendo mais atualizações de segurança.

Falso erro sobre atualizações estendidas no Windows 10
Falso erro sobre atualizações estendidas no Windows 10 (imagem: reprodução/The Register)

Esse aviso deveria aparecer somente em PCs que não têm o ESU ativado. Após queixas a respeito surgirem em redes sociais e plataformas como o Reddit, a Microsoft reconheceu o problema e tratou de avisar que o alerta aparece de modo indevido nos PCs com ESU habilitado.

Ainda de acordo com a companhia, o problema pode se manifestar após a instalação do pacote KB5066791, que foi lançado em 14 de outubro, justamente no último dia de suporte ao Windows 10.

A Microsoft também explica que o aviso indevido afeta as seguintes versões do sistema (mas é prudente não descartar a existência do problema em outras versões):

  • Windows 10 versão 22H2 nas variações Pro, Education e Enterprise
  • Windows 10 Enterprise LTSC 2021
  • Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021

As duas últimas versões têm suporte garantido até 2027 e 2032, respectivamente, e isso reforça que o alerta é indevido.

Suporte estendido para Windows 10 ativado
Suporte estendido para Windows 10 ativado (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual a solução para o problema no Windows 10?

A Microsoft ainda está desenvolvendo uma solução definitiva para o bug. Por ora, administradores de sistemas podem configurar uma política de grupo para lidar com a falha seguindo as instruções desta página de ajuda.

É importante deixar claro, porém, que o Windows 10 das máquinas afetadas continua recebendo atualizações de segurança, mesmo quando o aviso indevido aparece.

Saiba como ativar o suporte estendido ao Windows 10, se você ainda não o fez.

Com informações de The Register

Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido

Microsoft revela mais opções para quem quer manter o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Suporte estendido para Windows 10 ativado (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Internet ganha versão com IA para desktop

30 de Outubro de 2025, 16:04
Montagem fotográfica que simula a visualização de uma mesma página de internet em quatro telas diferentes: uma televisão ou monitor grande no topo, um tablet na parte inferior esquerda, um smartphone no centro, e um notebook na parte inferior direita. A página em questão é o site da Samsung, que exibe o anúncio de um headset de realidade estendida (XR).
Samsung Internet está chegando aos PCs Windows (imagem: divulgação)
Resumo
  • Samsung Internet ganhou uma versão desktop para Windows, que está sendo lançada em beta nos Estados Unidos e na Coreia do Sul.
  • A versão web do famoso navegador mobile terá foco em recursos de IA do Galaxy AI e integração entre dispositivos.
  • O navegador oferecerá tradução e resumo de páginas, sincronização de favoritos, histórico e senhas, além de manter recursos de privacidade.

O popular navegador para dispositivos móveis da Samsung chegará aos computadores com Windows. A versão beta do browser está sendo lançada hoje (30/10) nos EUA e na Coreia do Sul, com expectativa de expansão para outras regiões. A nova versão foca em recursos de IA do pacote Galaxy AI e na sincronização de dados entre dispositivos.

A expansão coloca o Samsung Internet em competição direta com o Google Chrome, o Microsoft Edge e outras plataformas emergentes que também apostam em inteligência artificial, como o Dia e o Opera Neon, browser que nós testamos aqui no Tecnoblog.

Outras companhias propriamente de IA, como Perplexity e OpenAI, também lançaram navegadores: o Comet e o ChatGPT Atlas, respectivamente.

O que o Samsung Internet oferecerá no PC?

O principal diferencial da versão de desktop será a integração nativa com o Galaxy AI. Segundo a Samsung, o navegador inclui “capacidades iniciais” do pacote de IA, focadas no assistente de navegação.

A ferramenta permitirá, por exemplo, traduzir e resumir páginas da web com um clique, de forma similar ao que já existe nos celulares da marca.

Além da IA, o foco da Samsung é a continuidade entre dispositivos. O browser para PC terá sincronização de favoritos, histórico de navegação e senhas com o aplicativo no Android.

Imagem promocional do navegador "Samsung Internet" com fundo branco. Há três seções em colunas destacando recursos: Sincronização, Senha) e Continuar em outro dispositivo.
Navegador terá integração entre os dispositivos (imagem: divulgação)

O Samsung Internet também manterá recursos de privacidade do irmão móvel, como um painel de privacidade para visualizar rastreadores e bloquear pop-ups.

O site 9to5Google especula que o navegador seja baseado em Chromium, o que, se confirmado, deve garantir suporte a extensões populares, como bloqueadores de anúncios, um dos motivos da popularidade do app no Android.

Não é a primeira vez

O suporte nebuloso a essas funcionalidades foi um dos motivos para o fracasso da primeira tentativa da Samsung em trazer o navegador para desktops há dois anos — sim, isso ocorreu.

Em novembro de 2023, uma versão inicial do Samsung Internet apareceu na Microsoft Store, mas foi “silenciosamente” removida no início de 2024, sem qualquer publicação da empresa destacando o porquê.

Segundo relatos, a versão — também baseada no Chromium — permitia sincronizar histórico, favoritos, abas abertas entre o PC e dispositivos Galaxy, mas muitas funcionalidades não estavam completas, como a sincronização de senhas.

Samsung Internet ganha versão com IA para desktop

Xbox: próxima geração pode ser híbrido de PC e console

22 de Outubro de 2025, 15:49
Imagem mostra múltiplos consoles Xbox Series S brancos e um Xbox Series X preto, juntamente com seus respectivos controles sem fio, dispostos sobre um fundo verde brilhante. O Xbox Series X preto está no centro, em destaque, com um controle preto ao lado. O logo da Xbox é visível em cada console e controle. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Próximo Xbox pode ser híbrido de console e PC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Próximo Xbox pode ser híbrido de PC e console, rodando Windows e com foco em serviços de jogos.
  • O caminho foi sugerido pela presidente da divisão Xbox, Sarah Bond, durante uma entrevista.
  • A Microsoft já fechou parceria com a AMD para criar chips para um portfólio de dispositivos, incluindo um console.

O futuro do Xbox continua sendo um dos mais polêmicos (e misteriosos) da indústria, mas a Microsoft já está começando a iluminar esse caminho. Ontem (21/10), a presidente da divisão, Sarah Bond, sugeriu que a próxima geração do videogame pode abandonar a tradição e se aproximar de um híbrido entre console e PC.

A declaração foi dada por Bond em entrevista ao canal Mashable, na qual falou sobre o novo Xbox Ally X, console portátil que se esgotou poucas horas após a abertura da pré-venda. Ao ser questionada sobre os rumores de que o próximo Xbox seria mais parecido com um PC, a executiva sutilmente concordou.

“Posso dizer que você está certo, que o console da próxima geração será uma experiência muito premium, muito sofisticada e curada”, afirmou. “Você está começando a ver um pouco do nosso pensamento neste portátil [o Ally X], mas não quero entregar tudo”.

Estratégia atual indica novos rumos

Conforme observa o The Verge, a fala de Bond reforça a tese de que o próximo Xbox será “movido a Windows” e não ficará “preso a uma única loja”. A menção ao Ally X como um vislumbro do futuro pode ser uma evidência do foco em flexibilidade.

Essa aparente mudança de estratégia se conecta a várias movimentações recentes da Microsoft. Conforme noticiamos no Tecnoblog, a empresa lida com o desempenho fraco na venda de hardware e, ao mesmo tempo, crescimento do setor de serviços, impulsionado pelo Game Pass.

Em junho, a Microsoft fechou uma parceria de “vários anos” com a AMD. O acordo prevê a criação de chips para um “portfólio de dispositivos”, além de um console. A Microsoft também tem investido pesado para fortalecer o ecossistema no PC.

Em setembro, por exemplo, a empresa liberou uma atualização para o app Xbox no Windows que unifica bibliotecas de outras lojas, como Steam e Epic Games, centralizando a experiência do jogador. Contudo, reformulou o Game Pass e anunciou um reajuste agressivo, no qual praticamente dobrou o valor do plano Ultimate no Brasil.

Mudança de foco

Imagem em fundo preto com diversas capas de games disponíveis no GamePass e dispositivos Xbox no canto
Estratégia atual da Microsoft foca no Game Pass (imagem: divulgação/Xbox)

O Xbox já passou por pelo menos duas fases na última década. Em 2013, o Xbox One tentava transformar a plataforma em um hub de entretenimento doméstico completo. Isso incluía TV ao vivo e o finado Kinect. Sem grande sucesso, a empresa ajustou o rumo com o Series X/S, usando o Game Pass como centro da estratégia.

A partir dali, o serviço de assinatura, que cresceu 13% no quarto trimestre fiscal desse ano, passou a concentrar os grandes lançamentos da Microsoft e reforçou a ideia de que o Xbox deixou de ser um console para ser um ecossistema. Além dos videogames portáteis ROG Xbox Ally, a companhia já lançou o app para dispositivos móveis, TVs, óculos de realidade virtual e até mesmo carros.

Xbox: próxima geração pode ser híbrido de PC e console

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Presidente da divisão Xbox indica que próximo console será mais flexível. Novo Xbox pode usar Windows e ter foco nos serviços de jogos.

Xbox Series X + Series S (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Xbox)

Atlas: OpenAI lança navegador com ChatGPT integrado

21 de Outubro de 2025, 14:31
Navegador ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)
Navegador ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • ChatGPT Atlas é um navegador da OpenAI com integração ao ChatGPT, disponível para macOS inicialmente e baseado no Chromium;
  • Navegador oferece interação direta com recursos do ChatGPT, incluindo tarefas como resumir textos e gerar respostas a e-mails;
  • Assinantes do ChatGPT Plus, Pro ou Business têm acesso ao Modo Agente para tarefas complexas.

Os rumores sobre o lançamento de um navegador pela OpenAI começaram em 2024 e, finalmente, se tornaram realidade. O ChatGPT Atlas, como é chamado, se diferencia de opções tradicionais, como Google Chrome e Microsoft Edge, por ter recursos de inteligência artificial como base.

Tal como previam os burburinhos, o alicerce do ChatGPT Atlas é o Chromium, que também é a estrutura básica de navegadores como os já mencionados Chrome e Edge, bem como de opções como Opera, Brave e Vivaldi.

O que o ChatGPT Atlas tem de diferente?

Como o nome oficial deixa claro, o objetivo da OpenAI com o novo browser é tornar os recursos de IA generativa do ChatGPT mais próximos do usuário.

Quando você tiver uma pergunta ou uma tarefa a solicitar ao serviço, pode fazê-lo a partir do próprio navegador, digitando as instruções (prompts) na barra de endereços e clicando ou tocando no botão “Ask ChatGPT” (“Pergunte ao ChatGPT”), à direita.

Por padrão, o navegador exibe um campo de interação com o ChatGPT quando uma aba é aberta, a exemplo do que o Google faz com o Chrome. Ali, é possível dar instruções ao ChatGPT por texto ou voz, usando o microfone do dispositivo.

Tão ou mais interessante é a possibilidade de pedir que o ChatGPT realize tarefas envolvendo uma aba já aberta, como resumir o texto de uma página ou trazer mais detalhes sobre as informações que aparecem ali.

No desktop, os resultados aparecem em uma coluna à direita do navegador, que pode ser ativada ou ocultada a qualquer momento. O final dessa coluna tem um campo para que o usuário continue interagindo com o ChatGPT, se precisar.

O ChatGPT Atlas também é capaz de funcionar com pontos específicos de uma página. Por exemplo, se você estiver escrevendo uma mensagem no Gmail, pode usar o ChatGPT na janela de escrita para gerar um texto ou uma resposta criativa, por exemplo.

ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail
ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail (imagem: reprodução/OpenAI)

Outra funcionalidade interessante é o que a OpenAI chama de “Memórias do navegador”, que faz o ChatGPT lembrar de detalhes da navegação web anterior do usuário para oferecer informações mais precisas ou recuperar uma página acessada há algum tempo, entre outras possibilidades.

Em resumo: o novo browser faz toda a navegação ser integrada ao ChatGPT, esteja o usuário acessando uma página com conteúdo estático, esteja ele em um site com conteúdo dinâmico.

Embora o navegador seja gratuito, assinantes do ChatGPT Plus, Pro ou Business são os únicos que podem ativar o Modo Agente. Ainda em fase inicial, o recurso permite que o ChatGPT realize tarefas mais complexas, como montar um menu para um jantar ou adicionar itens a um carrinho de uma loja online com base em uma lista de compras.

Modo Agente do ChatGPT Atlas
Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

É claro que recursos básicos para navegação web também estão lá, como suporte a múltiplas abas, área de favoritos, modo escuro e gerenciador de downloads. Dados como senhas, favoritos e histórico de navegação podem ser importados de outros browsers.

Disponibilidade do ChatGPT Atlas

Nesta fase de lançamento, o ChatGPT Atlas está disponível apenas para macOS, no site oficial. É de graça, vale relembrar.

A OpenAI promete lançar versões do navegador para Windows, iOS e Android em breve.

Navegador com IA não é novidade

A OpenAI não inaugurou a era dos navegadores com IA. Já há outras soluções do tipo disponíveis, a exemplo do Opera Neon. O browser conta com uma barra adicional na parte superior que abriga abas com conteúdo tratado com IA generativa.

Os resultados de IA do Opera Neon podem ser gerados por serviços como ChatGPT e Gemini. Também há uma função de nome Make, que cria páginas personalizadas, jogos e até web apps, com o resultando ficando armazenado nos servidores da Opera.

Saiba mais sobre como é usar o Opera Neon.

Atlas: OpenAI lança navegador com ChatGPT integrado

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Browser da OpenAI é oficial e leva o poder do ChatGPT para a navegação do usuário. Novidade já está disponível para Mac. Versões para Windows, Android e iOS estão a caminho.

Navegador ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail (imagem: reprodução/OpenAI)

Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

Atualização do Windows 11 faz modo de recuperação do sistema falhar

20 de Outubro de 2025, 16:08
Modo escuro no Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Atualização de outubro do Windows 11 (KB5066835) fez o Ambiente de Recuperação parar de reconhecer dispositivos USB;

  • O bug não afeta o funcionamento normal do sistema, apenas o modo de recuperação;

  • Microsoft reconheceu o erro e promete lançar uma correção em breve.

O Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE) é um recurso que permite ao usuário identificar e solucionar problemas que impedem a inicialização ou o funcionamento normal do sistema operacional. Mas uma atualização recente do Windows 11 tem feito esse mecanismo não funcionar corretamente.

Chega a ser irônico, afinal, um dos propósitos das atualizações de sistema é corrigir falhas, não causá-las. Mas foi exatamente isso o que aconteceu com Patch Tuesday de outubro do Windows 11, liberado na semana passada pela Microsoft.

O Patch Tuesday consiste em um conjunto de atualizações de segurança para Windows (e outros softwares) que a Microsoft usualmente libera na segunda terça-feira de cada mês.

Na última edição, mais de 170 falhas foram corrigidas. Mas a própria companhia reconheceu que o pacote causou um bug que prejudica o uso de dispositivos USB no WinRE:

Após instalar a atualização de segurança do Windows lançada em 14 de outubro de 2025 (KB5066835), dispositivos USB, como teclados e mouses, não funcionam no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).

Se nem ao menos o teclado funciona, passa a não ser possível conduzir a recuperação do sistema operacional.

Ambiente de Recuperação do Windows
Ambiente de Recuperação do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

Como lidar com esse problema?

Que fique claro que o problema não prejudica o funcionamento do Windows 11 em condições normais de uso. A falha em questão impede apenas o funcionamento de dispositivos USB no Ambiente de Recuperação do Windows, modo que só precisa ser acessado se o sistema operacional tiver alguma dificuldade de inicialização.

O ideal, portanto, é aguardar que a Microsoft libere uma correção para o problema, o que não deve demorar muito, afinal, a companhia já admitiu a existência da falha e já trabalha em uma solução.

Quem não quiser correr o risco de ter problemas com esse bug pode acessar o histórico de atualizações do Windows Update, procurar o pacote KB5066835 e escolher a opção de desinstalação. Depois que o problema tiver sido solucionado pela Microsoft, o pacote pode então ser instalado novamente.

O problema afeta as versões 25H2 (mais recente) e 24H2 do Windows 11, bem como o Windows Server 2025.

Já o Windows 10 deixou de ser suportado pela Microsoft, vale relembrar.

Atualização do Windows 11 faz modo de recuperação do sistema falhar

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ambiente de Recuperação do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

Invasão fez site do Xubuntu distribuir malware para Windows

20 de Outubro de 2025, 13:04
Xubuntu 22.04 — simplicidade é a palavra de ordem aqui (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Xubuntu 22.04 com a sua interface leve e simples (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Invasores trocaram link de download no site do Xubuntu por um malware para Windows;

  • Aparentemente, invasão tinha como alvo usuários que buscam uma alternativa ao Windows 10;

  • A equipe do projeto desativou a página de download temporariamente, mas ainda é possível baixar a distribuição.

Com o fim do suporte ao Windows 10, há quem esteja experimentando distribuições Linux na busca por uma alternativa ao sistema operacional da Microsoft. Quem tentou baixar o Xubuntu Linux no final de semana a partir do site oficial pode ter se deparado com um malware para Windows, porém.

O Xubuntu é uma variação do Ubuntu que tem o Xfce como padrão. Como esse ambiente de desktop é leve e de uso fácil, o Xubuntu acaba sendo uma opção para quem tem um PC antigo ou busca uma experiência de uso intuitiva.

A exemplo de tantas outras distribuições Linux, o meio mais prático de encontrar links para download do Xubuntu consiste em acessar o site oficial do projeto.

Mas, como relata o OMG! Ubuntu, uma invasão fez, no último sábado (18/10), o site do Xubuntu distribuir um malware para Windows no lugar do link de torrent oficial para download da distribuição.

O arquivo malicioso em questão tinha o nome “xubuntu-safe-download.zip” e, quando aberto, extraía um arquivo .exe, além de um arquivo de texto com supostos termos de serviço.

No Reddit, um apoiador da distribuição que investigou o arquivo aponta que o malware tem o objetivo de interceptar links para contas de criptomoedas copiados para a área de transferência do Windows. Outras ações maliciosas do malware não estão descartadas.

Xubuntu 25.10, a versão mais recente da distribuição
Xubuntu 25.10, a versão mais recente da distribuição (imagem: reprodução/Sean Davis)

Equipe do Xubuntu agiu rápido

É estranho que um malware para Windows seja distribuído no site de uma distribuição Linux. Como o suporte ao Windows 10 terminou em 14 de outubro, é de se presumir, então, que os invasores do site do Xubuntu estivessem tentando atingir usuários que buscavam uma alternativa ao sistema da Microsoft.

Felizmente, os responsáveis pelo projeto desativaram a página de download assim que foram informados do problema. A página só vai ser restaurada quando a brecha de segurança for solucionada ou não houver mais riscos à segurança dos usuários, o que aparenta depender de uma negociação com o serviço de hospedagem do site.

Por ora, quem precisa baixar o Xubuntu pode recorrer ao diretório de imagens da distribuição.

É válido destacar que apenas o site do projeto foi comprometido. As imagens da distribuição não foram afetadas.

Invasão fez site do Xubuntu distribuir malware para Windows

Xubuntu 22.04 — simplicidade é a palavra de ordem aqui (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Xubuntu 25.10, a versão mais recente da distribuição (imagem: reprodução/Sean Davis)

Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10

17 de Outubro de 2025, 09:41
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mozilla confirma que Firefox continuará com suporte completo no Windows 10;

  • Organização reforça que ainda não há data para encerrar o suporte do navegador no sistema operacional;

  • Apesar disso, Mozilla recomenda migração para o Windows 11 nos PCs compatíveis.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 nesta semana. Mas ainda há milhões de computadores rodando esse sistema operacional, no mundo todo. É por isso que a Mozilla tratou de avisar: o Firefox continuará sendo atualizado no Windows 10, e por um longo tempo.

Não chega a surpreender. Até hoje o Firefox é compatível com os Windows 7 e 8, por exemplo, embora as atualizações do navegador para esses sistemas sejam focadas apenas em segurança.

No Windows 10, o Firefox continuará recebendo atualizações completas, isto é, que envolvem não só o aspecto da segurança, como também otimizações de desempenho e novos recursos.

Na prática, a Mozilla continuará fornecendo para o Windows 10 as mesmas versões do Firefox que são direcionadas ao Windows 11. Não podia ser diferente: a própria organização reconhece que, hoje, o Windows 10 é o sistema operacional que mais concentra usuários do navegador.

Quando o suporte ao Firefox no Windows 10 será encerrado? A Mozilla informa que ainda não há uma data certa para isso:

O Firefox no canal Release [versão padrão] continuará oferecendo suporte aos usuários do Windows 10, mesmo após a Microsoft encerrar as atualizações para o sistema operacional. A Mozilla não anunciou nenhuma data para o fim do suporte ao Windows 10, mas se houver uma, levará vários anos para isso.

Mozilla Firefox no Windows 10
Mozilla Firefox no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Mozilla incentiva migração para o Windows 11

Na mesma página de ajuda em que comunica a manutenção do Firefox no Windows 10, a Mozilla recomenda a migração para o Windows 11, caso o seu computador seja compatível com essa versão.

A razão disso é que, com o fim do suporte pela Microsoft, o Windows 10 deixará de receber atualizações, e isso poderá tornar o sistema operacional vulnerável a problemas de segurança com o passar do tempo.

Para quem mantiver a versão antiga, a Mozilla recomenda a ativação do suporte estendido do Windows 10, que fornecerá atualizações de segurança para o sistema operacional durante um ano. Para organizações, o suporte estendido pode chegar a três anos.

É válido lembrar que também há campanhas que incentivam a migração para uma distribuição Linux, como o Zorin OS 18, que foi lançado na terça-feira, justamente no último dia de suporte ao Windows 10 pela Microsoft.

Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mozilla Firefox no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18: distro Linux chega com proposta de substituir o Windows 10

16 de Outubro de 2025, 11:49
Zorin OS 18
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui kernel Linux 6.14 e oferece suporte até 2029;
  • Distribuição tem interface similar ao Windows 10, e pode atrair usuários que procuram alternativas a esse sistema;
  • Zorin OS 18 suporta aplicativos Windows via Wine 10.0 e oferece versões Core (gratuita), Pro (paga) e Education (gratuita).

O dia 14 de outubro marcou o fim do suporte ao Windows 10. Mas a data também serviu para o lançamento do Zorin OS 18. Coincidência? Provavelmente, não. A nova versão da distribuição chega justamente com a proposta de substituir o agora descontinuado sistema operacional da Microsoft.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, tem kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longe prazo (LTS), garantido até junho de 2029. As diferenças entre os dois projetos ficam visíveis no ambiente de desktop padrão: o Zorin OS 18 conta com uma implementação bastante modificada do Gnome 46.

Visual padrão do Zorin OS 18
Visual padrão do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Essa modificação faz a interface ter uma organização que remete ao Windows 10. Há uma espécie de barra de tarefas com um menu de início à esquerda, enquanto o lado direito abriga o relógio, bem como atalhos para funções básicas, a exemplo dos controles de áudio e de redes Wi-Fi.

Tão ou mais interessantes são as opções de organização de janelas que o Zorin OS 18 oferece, recurso útil especialmente para quem tem um monitor ou notebook com tela grande. Basta arrastar uma das janelas abertas para o topo que as opções de organização aparecem imediatamente. Na sequência, basta escolher a que mais te agrada.

Opções de organização de janelas no Zorin OS 18
Opções de organização de janelas no Zorin OS 18 (imagem: reprodução/Zorin)

Ainda sobre a interface, o tema padrão Zorin OS 18 exibe fundo branco e cinza, e pastas e elementos de seleção na cor azul. Mas também é possível escolher um tema com detalhes em amarelo, bem como outro com elementos em tons de marrom. Todos os temas, incluindo o padrão, têm um modo escuro.

A distribuição também traz um bom conjunto de aplicativos, a exemplo do navegador Brave, da suíte LibreOffice, e das ferramentas nativas de calculadora, agenda e gerenciamento de arquivos.

O sistema operacional oferece ainda o Web Apps, modo muito conhecido na distribuição Linux Mint que transforma qualquer site em um aplicativo para desktop.

Chama mais a atenção o suporte a aplicativos do Windows, graças à incorporação do Wine 10.0 ao Zorin OS 18, recurso que deve ajudar os usuários que estão vindo do Windows 10. Apesar disso, a distribuição é capaz de recomendar alternativas nativas para Linux, quando disponíveis, sempre que o usuário tenta instalar um software para Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Zorin OS 18?

A distribuição tem duas versões principais. O Zorin OS 18 Core é a opção gratuita, que traz os recursos mais essenciais e, portanto, é capaz de atender à maior parte dos usuários domésticos.

Já o Zorin OS 18 Pro custa US$ 47,99 ou, no Brasil, R$ 199 (pode haver variações nesse valor por conta da conversão para euros), e oferece um pacote maior de recursos, incluindo temas extras, mais opções de personalização e suporte avançado. Essa é uma opção que ajuda a financiar a distribuição.

Há ainda o Zorin OS 18 Education, que também é gratuito e, como o nome sugere, traz ferramentas direcionadas a estudantes.

Zorin OS 18 Core
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Todas as opções podem ser baixadas a partir do site da Zorin. Após o download, basta usar uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Quem já usa o Zorin OS 17 precisa apenas aguardar. A atualização automática para a versão 18 estará disponível em breve.

Em tempo: o Windows 10 deixou de ser suportado pela Microsoft. Isso significa que o sistema operacional não receberá mais atualizações regulares.

Zorin OS 18: distro Linux chega com proposta de substituir o Windows 10

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Visual padrão do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Suporte ao Windows 10 chega ao fim; o que muda a partir de agora

14 de Outubro de 2025, 09:05
Ilustração de um túmulo com os dizeres "Windows 10" e o símbolo do sistema operacional atrás
Suporte ao Windows 10 chega ao fim (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerra oficialmente suporte ao Windows 10 após esta terça-feira, 14 de outubro de 2025;

  • Sistema operacional não deixará de funcionar, mas ficará sem atualizações e vulnerável a eventuais falhas;

  • Usuários domésticos poderão contratar um programa de suporte estendido para receber atualizações de segurança por um ano, porém.

A Microsoft definiu esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, como o último dia de suporte ao Windows 10. Depois dessa data, o sistema operacional deixará de receber atualizações. A recomendação da companhia é uma só: migre para o Windows 11 para continuar tendo acesso a uma plataforma atualizada.

O que acontece com o Windows 10 a partir de agora?

O fim do suporte significa que a Microsoft não irá mais fornecer atualizações de software que corrigem falhas, melhoram o desempenho, incrementam recursos ou adicionam funcionalidades ao Windows 10.

Nada impedirá o sistema operacional de continuar funcionando. Porém, a falta de atualizações deixará o Windows 10 obsoleto. Nesse sentido, não será possível garantir o funcionamento do sistema com softwares, hardwares e tecnologias novas.

Mas a principal consequência é que, devido à ausência de correções para eventuais vulnerabilidades, o Windows 10 poderá ficar suscetível a problemas de segurança.

Outro efeito é que a Microsoft não oferecerá mais atendimento a usuários ou organizações que precisarem de apoio para resolver um problema no sistema.

Todas as variações do Windows 10, como Home, Pro e Enterprise, são afetadas pelo fim do suporte.

Monitor exibindo janela que informa que o PC tem o Windows 10
Tela mostrando o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10?

Porque a companhia definiu um ciclo de suporte para o sistema operacional cujo tempo de duração totaliza pouco mais de dez anos. O Windows 10 foi lançado oficialmente em julho de 2015 como o sucessor direto do Windows 8.1, portanto, o prazo chegou ao fim.

Em outubro de 2021, a Microsoft lançou o Windows 11. Essa versão, bem como a sucessora, que pode receber o nome Windows 12, são o foco da companhia a partir de agora.

Por que o fim do suporte ao Windows 10 causa polêmica?

Porque ainda há milhões de computadores plenamente funcionais que rodam o Windows 10. A Microsoft tem recomendado a migração para o Windows 11, mas, como essa versão não é compatível com PCs antigos (via de regra, aqueles fabricados antes de 2017), muitas dessas máquinas ficarão vulneráveis com o passar do tempo.

Nos últimos meses, campanhas foram realizadas solicitando que a Microsoft ampliasse o ciclo de suporte ao Windows 10 ou, ao menos, removesse o TPM 2.0 como requisito para a instalação do Windows 11, dado que esse componente não existe em máquinas antigas. Porém, a Microsoft argumentou que a exigência do TPM 2.0 é inegociável.

Diante desse cenário, a Microsoft sugeriu até mesmo que computadores antigos sejam reciclados ou descartados. Essa postura também causou polêmica, não só por resultar em obsolescência de equipamentos ainda em condições de uso, mas também por condicionar consumidores e organizações a adquirirem máquinas novas para terem acesso ao Windows 11.

Menu Iniciar do Windows 10 mostrando atalho para o novo Outlook
Menu Iniciar do Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Um “respiro”: o suporte estendido ao Windows 10

A Microsoft não ampliou o ciclo de suporte do Windows 10, mas colocou o sistema no programa ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas. Como o nome sugere, essa opção faz o sistema operacional receber atualizações por mais algum tempo.

Organizações podem contratar o ESU por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor a cada renovação anual.

Já usuários domésticos podem contratar o ESU por apenas um ano, pagando uma taxa de US$ 30 ou usando as opções gratuitas, que envolvem ativar a função Backup do Windows ou resgatar pontos do programa Microsoft Rewards.

Em ambos os casos, o Windows 10 receberá apenas atualizações importantes de segurança. O ESU não faz o sistema receber atualizações funcionais ou de desempenho.

Saiba como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Alternativas ao Windows 10

Como já ficou claro, a alternativa direta ao Windows 10 é a versão mais atual do sistema operacional. Veja como descobrir se o seu computador é compatível com o Windows 11.

Para PCs não compatíveis ou para quem não quer migrar para o Windows 11, há campanhas que incentivam a troca do Windows 10 por uma distribuição Linux, a exemplo do recém-lançado Ubuntu 25.10.

Continuar com o Windows 10 também é uma possibilidade, mas que tem lá seus riscos: como já explicado, a falta de suporte pode deixar o sistema exposto a vulnerabilidades de segurança com o passar do tempo.

Suporte ao Windows 10 chega ao fim; o que muda a partir de agora

Suporte ao Windows 10 chega ao fim (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft revela mais opções para quem quer manter o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Novo Outlook instalado "à força" no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 chega com Gnome 49 e kernel 6.17; confira os detalhes

9 de Outubro de 2025, 11:49
Ubuntu 25.10 "Questing Quokka"
Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 25.10 traz o ambiente Gnome 49, com terminal Ptyxis e visualizador de imagens Loupe como novidades;

  • Kernel Linux 6.17, outro recurso oficial, aprimora suporte a hardware AMD e Intel;

  • Nova versão do sistema inclui ainda atualizações em apps e ferramentas de desenvolvimento.

Quem busca uma alternativa ao Windows 10, cujo suporte termina na próxima semana, pode encontrar no Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” um bom substituto. A nova versão de uma das distribuições mais populares do universo Linux acaba de ser lançada oficialmente com ambiente de desktop Gnome 49 e kernel 6.17.

Desktop Gnome 49 é destaque

Como de hábito, o ambiente de desktop padrão do Ubuntu é o destaque da distribuição. Anunciado oficialmente em setembro, o Gnome 49 faz o Ubuntu 25.10 contar com o Ptyxis, uma ferramenta de terminal mais avançada que suporta, por exemplo, aceleração por GPU e perfis alternáveis.

Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10
Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Nautilus continua sendo o gerenciador de arquivos padrão da distribuição, mas recebeu alguns ajustes, a exemplo da barra de busca, que agora permite que o usuário classifique a sua pesquisa por data ou formato de arquivo usando “tags”.

Ainda em aplicativos, o Loupe agora é o visualizador de imagens padrão do sistema operacional, entrando no lugar do Eye of Gnome. A ferramenta também conta com aceleração por GPU e traz uma interface mais limpa para dar mais espaço às imagens exibidas.

Outra novidade está na tela de bloqueio, que agora pode exibir controles de mídia para pausar ou mudar uma música em reprodução, por exemplo (assim como é possível em celulares).

No Ubuntu 25.10, o Gnome roda por padrão no Wayland, um mecanismo gráfico mais eficiente e seguro. Isso deixa o X11 definitivamente de lado, embora ainda seja possível executar aplicativos para esse mecanismo no Ubuntu (até porque ambientes como Xfce e Mate ainda rodam com o X11).

Busca de arquivos com "tags" no Ubuntu 25.10
Busca de arquivos com “tags” no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais o Ubuntu 25.10 traz de novo?

Também lançado em setembro, o kernel Linux 6.17 é o alicerce do Ubuntu 25.10. Essa é uma versão que aprimora o suporte a CPUs e GPUs da AMD, refina o desempenho de partições EXT4, melhora a compatibilidade do sistema com webcams de notebooks com chips Intel recentes, entre outros avanços.

Falando em GPU, o Ubuntu 25.10 traz o conjunto de bibliotecas e drivers gráficos Mesa 25.2.3, que implementa ajustes de desempenho para GPUs com arquitetura AMD RDNA 3 e faz correções de bugs que melhoram a jogabilidade de determinados games, por exemplo.

Aplicativos do Ubuntu 25.10
Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É claro que também há um conjunto atualizado de aplicativos. Entre eles estão:

  • Audacity 3.7.1
  • Blender 4.3.2
  • Celluloid 0.29
  • FFMPEG 7.1
  • Firefox 143
  • GIMP 3.0.4
  • Krita 5.2.13
  • LibreOffice 25.8.1
  • MPV 0.40
  • Thunderbird 140
  • VLC 3.0.21

Para desenvolvimento, as novidades incluem:

  • .NET 10
  • GCC 15.2
  • glibc 2.42
  • Golang 1.24
  • OpenJDK 25
  • Python 3.13.7
  • Rust 1.85

Mais detalhes estão disponíveis nas notas de lançamento.

Como baixar o Ubuntu 25.10 “Questing Quokka”?

O Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” já pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a opção “Desktop image” para fazer a instalação em seu PC. Depois de baixar a imagem, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para quem vem do Ubuntu 25.04, a versão anterior, o Ubuntu 25.10 poderá ser instalado via atualização automática, mas pode levar alguns dias para essa opção aparecer.

É sempre válido lembrar que o Ubuntu também tem outros “sabores”, isto é, versões baseadas em ambientes de desktop diferentes do Gnome, como KDE (Kubuntu), Xfce (Xubuntu), Kylin, Cinnamon e Mate.

Ubuntu 25.10 chega com Gnome 49 e kernel 6.17; confira os detalhes

Ubuntu 25.10 "Questing Quokka" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Busca de arquivos com "tags" no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Milhões de pessoas devem se recusar a abandonar o Windows 10

8 de Outubro de 2025, 12:05
Monitor exibindo o Windows 10
Milhões de pessoas devem se recusar a abandonar o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Suporte ao Windows 10 termina em 14 de outubro de 2025; pesquisa aponta que 26% dos usuários no Reino Unido continuarão usando o sistema após essa data;
  • 39% dos usuários planejam migrar para o Windows 11 sem trocar de computador; 14% pretendem comprar um novo PC;
  • Microsoft oferecerá suporte estendido de segurança para o Windows 10 por meio do programa ESU, disponível por até três anos para organizações e um ano para consumidores.

A Microsoft encerrará o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. Isso significa que o sistema operacional não será mais atualizado. Apesar disso, uma pesquisa no Reino Unido sugere que milhões de usuários continuarão usando computadores com Windows 10 após o fim do suporte.

A pesquisa foi feita pela Which? por meio de entrevistas com mais de 2.000 pessoas no Reino Unido. 26% dos participantes revelaram que continuarão a usar o Windows 10 mesmo quando a Microsoft deixar de atualizar o sistema operacional.

Estima-se que, atualmente, 21 milhões de pessoas têm um notebook ou um desktop com Windows 10 no Reino Unido. Isso significa que mais de 5 milhões de britânicos manterão o sistema em uso, apesar dos riscos.

Ainda de acordo com a Which?, 39% dos usuários do Windows 10 pretendem migrar para o Windows 11, mas sem mudar de computador. Outros 14% relataram a intenção de adquirir um PC novo. Enquanto isso, 11% ainda não decidiram o que fazer e 6% planejam migrar para outro sistema operacional, como uma distribuição Linux.

Embora tenha sido focada no Reino Unido, a pesquisa é um reflexo do que deve ocorrer em outros países. Isso porque migrar de sistema operacional não é uma tarefa simples.

Um complicador é o fato de computadores antigos (em geral, aqueles fabricados antes de 2017) não serem suportados pelo Windows 11, logo, o uso dessa versão exige troca de máquinas nessas circunstâncias.

Já em organizações, especialmente naquelas com um número muito grande de PCs, a troca de computadores ou de versão do Windows requer um planejamento cuidadoso para que sistemas não sejam prejudicados ou evitar o surgimento de brechas de segurança.

É possível obter suporte estendido para o Windows 10

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para usuários domésticos ou organizações que precisam de mais tempo para migrar de sistema operacional, a Microsoft vai oferecer um período de suporte estendido para o Windows 10 que envolve apenas atualizações de segurança. Isso será feito por meio do programa ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas.

O ESU para organizações pode ser contratado por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor em cada renovação anual.

Já os consumidores podem contratar o ESU por apenas um ano pagando uma taxa de US$ 30 ou usando as opções gratuitas, que envolvem ativar a função Backup do Windows ou resgatar pontos do programa Microsoft Rewards.

Saiba mais sobre como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Milhões de pessoas devem se recusar a abandonar o Windows 10

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apple faz chacota de pane do Windows em novo comercial

7 de Outubro de 2025, 14:39
Foto de uma tela de computador grande em um ambiente de luz azul escura, exibindo a temida "Tela Azul da Morte" do sistema operacional Windows
Ação de marketing relembra pane global que não afetou Macs (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple lançou um comercial satirizando a pane do Windows causada por uma falha da CrowdStrike em julho de 2024.
  • O incidente resultou na “Tela Azul da Morte” em PCs Windows, afetando globalmente setores como companhias aéreas e bancos.
  • Na ocasião, computadores com os sistemas macOS e Linux não foram afetados.

A Apple lançou nesta terça-feira (07/10) um novo comercial que satiriza a pane que afetou milhões de computadores Windows em julho do ano passado. O anúncio promove a segurança da plataforma Mac e reacende uma rivalidade histórica entre os sistemas.

A peça publicitária tem mais de oito minutos e foi publicada no YouTube. Ela mostra uma equipe fictícia se preparando para uma feira de negócios. No enredo, uma falha generalizada nos PCs gera caos, exibindo a temida “Tela Azul da Morte” e paralisando todos os expositores que usam Windows, referência direta ao incidente da CrowdStrike.

A solução do vídeo é migrar para dispositivos Apple, permitindo que o trabalho continue. O comercial termina com a frase: “Não há segurança como a do Mac”.

Relembre a pane no Windows

Além de remeter à clássica campanha “Get a Mac”, lançada há quase duas décadas para criticar as supostas falhas do Windows, o novo comercial da Apple faz referência direta ao incidente de 19 de julho de 2024, que paralisou empresas e serviços no mundo todo.

Na ocasião, uma atualização defeituosa do software Falcon, da empresa de cibersegurança CrowdStrike, causou uma falha crítica em computadores que rodavam o Windows. O resultado foi a exibição da famosa “Tela Azul da Morte” (ou BSOD, na sigla em inglês) — erro que impede o sistema de continuar funcionando.

Imagem exibe a Tela azul da morte do Windows
Tela azul da morte do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

A CrowdStrike confirmou, na época, que uma atualização em sua plataforma foi a causa do problema. O CEO da empresa, George Kurtz, esclareceu que a falha afetava especificamente o sistema Windows e que não se tratava de um incidente de segurança ou ataque hacker, mas de um bug no software. Máquinas com macOS ou Linux não foram afetadas.

A interrupção teve um impacto global significativo, afetando setores críticos como companhias aéreas, bancos, emissoras de televisão e redes de supermercados. No Brasil, instituições financeiras relataram instabilidades em seus serviços.

A Microsoft, por sua vez, emitiu um comunicado reconhecendo o problema e orientando os clientes a seguirem as recomendações da CrowdStrike para a resolução. Administradores de TI em todo o mundo trabalharam para aplicar as correções, que em muitos casos exigiam procedimentos manuais para restaurar os sistemas afetados.

Com informações do The Verge e MacRumors

Apple faz chacota de pane do Windows em novo comercial

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Campanha relembra apagão global de 2024, causado por falha da CrowdStrike. Episódio gerou tela azul em PCs com sistema da Microsoft, mas não afetou Macs.

Apple faz chacota do Windows em novo comercial (imagem: reprodução/Apple)

Pressionada, Microsoft dará suporte estendido grátis ao Windows 10 na Europa

25 de Setembro de 2025, 17:04
Monitor exibindo janela que informa que o PC tem o Windows 10
Pressionada, Microsoft dará suporte estendido grátis ao Windows 10 na Europa (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Suporte estendido ao Windows 10 será gratuito na Europa e não exigirá conta Microsoft;

  • Decisão vem após Microsoft sofrer pressão de grupos europeus de defesa do consumidor;
  • Fora da Europa, será necessário pagar US$ 30 ou usar programas como o Microsoft Rewards (1.000 pontos) para continuar recebendo atualizações.

O Windows 10 deixará de ser suportado pela Microsoft em 14 de outubro de 2025. Consumidores ainda poderão obter atualizações de segurança por um ano após a data, mas se atenderem a determinados requisitos. Mas não na Europa: por lá, o suporte estendido será liberado a qualquer interessado de modo gratuito.

A decisão, um tanto surpreendente, foi tomada pela Microsoft após pressão de entidades como a Euroconsumers, organização que reúne grupos de defesa dos consumidores em vários países europeus.

A própria Euroconsumers divulgou uma carta em que explica que, após tratativas com a Microsoft, a companhia topou oferecer uma opção de fácil acesso ao suporte estendido do Windows 10 para usuários do Espaço Econômico Europeu. Essa opção não exigirá pagamento ou uma conta Microsoft, ao contrário do que acontecerá no restante do mundo.

Ao site Windows Central, a Microsoft deu a seguinte explicação sobre o assunto:

No Espaço Econômico Europeu, estamos atualizando o processo de inscrição [no ESU] para garantir que ele atenda às expectativas locais e ofereça uma experiência segura e simplificada.

O nosso objetivo é oferecer suporte aos clientes e dar opções durante a transição para o Windows 11, com acesso ininterrupto a atualizações críticas de segurança.

Como será o suporte estendido ao Windows 10 nos demais países?

O fim do suporte significa que o Windows 10 deixará de receber atualizações funcionais ou de segurança. Contudo, organizações e usuário domésticos poderão se inscrever no ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por meio do programa ESU, consumidores poderão receber um ano de atualizações de segurança para o Windows 10 após o fim do suporte ao sistema operacional. Para isso, a Microsoft oferece uma das seguintes opções de ativação:

  • Taxa de US$ 30: valor correspondente a R$ 161 na cotação atual; permite a compra da extensão por meio da Microsoft Store;
  • Backup do Windows: é uma ferramenta da Microsoft que faz cópia de arquivos e configurações do PC usando o OneDrive ou um serviço nas nuvens compatível; seu uso dá direito ao ESU;
  • Microsoft Rewards: usuários do programa de recompensas da Microsoft podem se inscrever no ESU se tiverem 1.000 pontos por lá.

As duas últimas alternativas são gratuitas, mas requerem uma conta Microsoft, bem como estão vinculadas a serviços da própria companhia. Consumidores que não estiverem na Europa terão que recorrer a uma dessas opções se quiserem ter acesso às atualizações de segurança do Windows 10.

Saiba como ativar o suporte estendido ao Windows 10. Vale reforçar que as atualizações serão válidas somente por um ano e envolvem apenas updates de segurança. As atualizações não incluem novos recursos ou ajustes de desempenho.

Pressionada, Microsoft dará suporte estendido grátis ao Windows 10 na Europa

Microsoft revela mais opções para quem quer manter o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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