Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

14 de Maio de 2026, 16:47
Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple avançou em um acordo com o Google para substituir o ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI pode processar a Apple por quebra de contrato devido à baixa adesão do ChatGPT no iOS.
  • Segundo a Bloomberg, a insatisfação da OpenAI é causada pela limitação do uso do ChatGPT em sistemas operacionais da Apple.
  • A Apple abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, permitindo escolher qual motor de IA responderá às solicitações na Siri.

Uma das colaborações promissoras do Vale do Silício corre o risco de acabar nos tribunais. Após dois anos, a aliança estratégica entre Apple e OpenAI apresenta fortes sinais de desgaste. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a startup de inteligência artificial estuda processar a gigante de Cupertino por quebra de contrato.

O principal motivo para a crise seria a integração do ChatGPT no ecossistema da Maçã, que teria frustrado as expectativas financeiras da desenvolvedora.

Por que a OpenAI pode processar a Apple?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Empresa de Sam Altman pode levar Apple à Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A insatisfação da OpenAI envolve a maneira como a Apple limitou o uso do ChatGPT em seus sistemas operacionais. Inicialmente, a startup acreditava que a integração nativa com a Siri e o posicionamento privilegiado em outros softwares impulsionariam a adoção de planos pagos.

Mas, na prática, o uso da tecnologia permaneceu restrito. De acordo com pesquisas conduzidas pela própria OpenAI, as respostas fornecidas pela integração nativa acabam sendo limitadas e exibidas em janelas pequenas. Como resultado, os consumidores continuam usando o aplicativo oficial do chatbot.

À Bloomberg, um executivo da OpenAI afirmou que a empresa fez tudo o que estava ao seu alcance, mas a Apple não se esforçou para promover a ferramenta. Diante desse cenário, a startup estuda uma possível notificação antes de avançar legalmente.

O atrito não seria unilateral. A Apple também acumula críticas em relação à parceira, especialmente no que diz respeito às políticas de proteção de dados dos usuários.

Além disso, a companhia de Sam Altman adquiriu a startup de hardware liderada por Jony Ive, ex-chefe de design da própria Apple. Para agravar a situação, a OpenAI estaria recrutando engenheiros da parceira, o que teria gerado um forte mal-estar nos bastidores.

Novos rivais no iOS 27

ChatGPT no iPhone
Integração do ChatGPT deve perder exclusividade no iOS 27 (ilustração: reprodução/Apple)

Como reflexo dessa relação desgastada, a presença exclusiva do ChatGPT nos softwares da Apple está com os dias contados. A fabricante do iPhone abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, que terá mais detalhes revelados na WWDC no dia 8 de junho.

O novo sistema permitirá que os usuários escolham qual motor de IA responderá às solicitações na Siri. A Apple já teria testado integrações com o Claude, da Anthropic, e firmou uma parceria de peso com o Google para reformular seus próprios modelos de IA utilizando o Gemini.

Essa diversificação ocorre em um momento delicado para a Apple, que foi alvo de ações por propaganda enganosa nos Estados Unidos e no Brasil, ambas por atrasos na entrega dos recursos de IA prometidos para 2024.

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

26 de Abril de 2026, 00:06
Imagem mostra uma mão segurando um iPhone, com a tela exibindo o logo do Tinder
Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)
Resumo
  • Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
  • O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
  • A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
  • No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Ilustração de deepfake
Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

(imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

23 de Fevereiro de 2026, 15:09
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman contesta estimativas sobre impacto ambiental da inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O CEO da OpenAI, Sam Altman, voltou a rebater críticas sobre o impacto ambiental da inteligência artificial durante um evento na Índia. Em entrevista ao The Indian Express, ele comparou o gasto de energia dos data centers com o que os seres humanos precisam até se desenvolverem totalmente, por volta dos 20 anos.

Altman participou da Cúpula do Impacto da IA e aproveitou o palco para contestar números amplamente compartilhados nas redes, ao mesmo tempo em que reconheceu que o crescimento acelerado desta tecnologia pressiona a demanda global por energia. Para ele, o debate precisa ser mais técnico e menos baseado em comparações simplistas.

Água, energia e números questionados

Segundo Altman, afirmações de que uma única consulta ao ChatGPT consumiria dezenas de litros de água não correspondem à realidade atual. Ele explicou que esse tipo de preocupação fazia mais sentido no passado, quando alguns data centers utilizavam sistemas de resfriamento evaporativo. Hoje, segundo o executivo, esse método deixou de ser padrão na infraestrutura da empresa.

“Agora que não fazemos isso, você vê essas coisas na internet como ‘não use o ChatGPT, são 17 galões de água por consulta’ ou algo assim”, disse. “Isso é completamente falso, totalmente insano, sem nenhuma conexão com a realidade.”

Apesar do tom duro sobre a água, Altman reconheceu que o consumo total de energia é um ponto legítimo de atenção. Com mais empresas e pessoas utilizando IA, a demanda elétrica cresce, o que reforça, em sua visão, a necessidade de acelerar a transição para fontes como nuclear, solar e eólica.

Não existe hoje uma obrigação legal para que empresas de tecnologia divulguem dados detalhados sobre uso de água e energia.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Debate sobre eficiência energética da inteligência artificial cresce (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Faz sentido comparar IA com humanos?

Altman também respondeu a um comentário atribuído a Bill Gates, segundo o qual uma pergunta ao ChatGPT equivaleria a consumir cerca de uma bateria e meia de iPhone. “Não há como chegar nem perto disso”, afirmou.

Ele também criticou o foco excessivo no custo energético de treinar modelos de IA, sem uma comparação justa com o esforço humano. “Mas também é preciso muita energia para treinar um humano”, disse. “São cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você consome durante esse período antes de você se tornar inteligente.”

Altman foi além, argumentando que a própria evolução humana, ao longo de bilhões de experiências acumuladas, envolveu um gasto energético imenso. Para ele, a comparação correta é medir quanta energia um sistema já treinado consome para responder a uma pergunta, em relação a um humano fazendo o mesmo. Nesse recorte, acredita que a IA já alcançou eficiência semelhante.

Dados globais mostram que data centers respondem hoje por cerca de 1,5% do consumo mundial de eletricidade, percentual que pode quase dobrar até 2030, segundo a International Energy Agency.

Com informações do TechSpot e do TechCrunch

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

💾

CEO da OpenAI minimiza acusações sobre consumo de água por IA, admite impacto energético global e defende comparação direta entre eficiência de máquinas e humanos.

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Altman se posiciona contra “AI washing”, que virou moda no Vale do Silício

20 de Fevereiro de 2026, 14:51
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman questiona o uso da IA como justificativa para demissões (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, criticou o “AI washing”, prática em que empresas justificam demissões com o avanço da IA, mesmo que os cortes não sejam diretamente causados por ela.
  • Estudos mostram impacto limitado da IA no emprego, com 90% dos executivos não percebendo mudanças significativas na produtividade devido à IA.
  • Dados macroeconômicos até 2025 não indicam mudanças significativas no desemprego ou em ocupações expostas à IA, embora o impacto possa crescer no futuro.

Em meio ao debate global sobre os efeitos reais da inteligência artificial no mercado de trabalho, Sam Altman levantou um alerta: parte das demissões anunciadas por empresas estaria sendo atribuída de forma exagerada — ou enganosa — ao avanço da tecnologia. O CEO da OpenAI chamou a prática de “AI washing”, uma espécie de maquiagem discursiva para decisões que já seriam tomadas por outros motivos.

A declaração foi feita a um canal de TV nesta quinta-feira (19), durante a Cúpula do Impacto da IA, realizada na Índia. Segundo Altman, embora a IA já provoque substituição real de algumas funções, nem todo corte de vagas pode ser creditado diretamente a ela, como muitas companhias têm sugerido em comunicados recentes.

O que é “AI washing” nas demissões?

Altman explicou que não é possível medir exatamente a dimensão do fenômeno, mas deixou claro que há uma diferença entre impactos concretos da IA e o uso do discurso tecnológico como bode expiatório. “Não sei qual é a porcentagem exata, mas existe um certo ‘AI washing’, em que as pessoas culpam a IA por demissões que elas mesmas fariam, e existe também um deslocamento real de diferentes tipos de empregos pela IA”, afirmou.

Estudos recentes ajudam a ilustrar essa ambiguidade. Uma pesquisa publicada pelo National Bureau of Economic Research mostrou que quase 90% de executivos de alto escalão nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália disseram não ter visto mudanças relevantes no nível de produtividade atribuíveis à IA nos três anos seguintes ao lançamento do ChatGPT.

Por outro lado, o discurso de líderes do setor costuma ser mais alarmista. Dario Amodei, da Anthropic, já falou em um possível “banho de sangue” no trabalho de escritório, enquanto Sebastian Siemiatkowski afirmou que a Klarna pode reduzir um terço de seu quadro de funcionários até 2030, em parte por causa da aceleração da IA.

O Fórum Econômico Mundial estima que cerca de 40% dos empregadores esperam reduzir equipes no futuro com base nesse mesmo argumento.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Efeitos da IA sobre o trabalho seguem em debate (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A IA já está afetando o emprego?

Apesar das previsões, dados macroeconômicos ainda não mostram uma ruptura clara. Um relatório do Yale Budget Lab, baseado em estatísticas oficiais dos EUA até novembro de 2025, não identificou diferenças significativas no desemprego ou na composição das ocupações mais expostas à IA.

Altman reconhece que o impacto tende a crescer, mas não de forma imediata. “Encontraremos novos tipos de trabalho, como em toda revolução tecnológica”, disse.

Altman se posiciona contra “AI washing”, que virou moda no Vale do Silício

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT pode receber atualização nesta semana, diz site

9 de Fevereiro de 2026, 12:40
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT retomou crescimento mensal superior a 10% e a OpenAI planeja atualizar seus modelos de IA até 13/02.
  • O Codex, ferramenta para programadores, cresceu 50% após o lançamento do GPT-5.3-Codex e um app para macOS.
  • A OpenAI enfrenta concorrência da Anthropic e desentendimentos com a Nvidia, após um acordo de US$ 100 bilhões.

A OpenAI estaria preparando uma atualização nos modelos de inteligência artificial do ChatGPT para lançá-la até sexta-feira (13/02), de acordo com uma reportagem da CNBC. O chatbot também teria retomado um ritmo forte de crescimento.

As informações estariam em uma mensagem enviada pelo CEO Sam Altman no Slack da companhia e obtida pela publicação.

O que Sam Altman falou?

No comunicado interno, Altman teria dito que o ChatGPT voltou a apresentar um crescimento mensal superior a 10%. O executivo ainda afirmou, segundo a reportagem, que um “modelo atualizado do Chat” chegaria nesta semana, mas não deu detalhes sobre possíveis melhorias.

Altman também falou sobre o Codex, de acordo com a CNBC. A ferramenta destinada a programadores teve um crescimento de 50% em relação à semana anterior, após o lançamento do modelo GPT-5.3-Codex e de um app independente para o macOS.

OpenAI está pressionada por concorrentes

A empresa liderada por Altman foi uma das responsáveis por popularizar a inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT em 2022. Agora, pouco mais de três anos depois, ela enfrenta concorrentes mais maduros.

A desafiante que está nos holofotes dessa vez é a Anthropic, que parece ter caído nas graças dos desenvolvedores com a ferramenta de gerar códigos Claude Code.

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
ChatGPT tem concorrentes mais avançados do que há três anos (foto: Focal Foto/Reprodução)

A disputa entre as duas envolveu uma provocação recente. Neste domingo (08/02), a criadora do Claude veiculou propagandas no intervalo do Super Bowl — o espaço publicitário mais caro da TV americana — tirando sarro dos futuros anúncios do ChatGPT.

Altman e outros executivos responderam à concorrente nas redes sociais. O CEO chamou os vídeos de desonestos, alegando que o ChatGPT nunca teve anúncios da maneira que a Anthropic retratou.

Além disso, a OpenAI estaria passando por desentendimentos com a Nvidia, com quem fechou um acordo em que receberia US$ 100 bilhões de investimentos. A empresa ainda teria decretado “código vermelho” para acelerar o desenvolvimento de seus produtos após o Google ganhar terreno no mercado de IA.

Com informações da CNBC

ChatGPT pode receber atualização nesta semana, diz site

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic provoca OpenAI com campanha contra anúncios no ChatGPT

5 de Fevereiro de 2026, 14:55
Imagem mostra duas pessoas conversando. Uma está de costas e a outra, de frente para a câmera, olha para a pessoa de costas
Peças satirizam conversas cotidianas distorcidas por propagandas intrusivas (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic lançou uma campanha publicitária com quatro vídeos que ironizam os anúncios no ChatGPT.
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, classificou a campanha como “desonesta” e afirmou que o ChatGPT não exibirá anúncios da forma descrita nos vídeos.
  • Segundo a OpenAI, os anúncios serão exibidos no final das respostas, sem influenciar o teor das respostas geradas pela IA.

A Anthropic decidiu alfinetar a OpenAI com uma campanha publicitária lançada ontem (04/02). Em uma série de quatro vídeos, a criadora do Claude, chatbot rival do ChatGPT, ironiza a introdução de propagandas no ChatGPT.

Nos vídeos, a empresa satiriza que o produto de Sam Altman usará informações enviadas pelo usuário em conversas cotidianas para distorcer conselhos, a fim de alavancar a venda de produtos de anunciantes.

A provocação ocorre poucas semanas após a OpenAI confirmar oficialmente a chegada dos anúncios na versão gratuita e no plano Go do assistente. A medida, que já era discutida internamente e especulada desde pelo menos 2024, deve custear o processamento de dados e a expansão de infraestrutura da empresa, mas serviu de munição para concorrentes se posicionarem como alternativas livres de publicidade.

Como são os vídeos?

Os comerciais colocam um indivíduo conversando com outra pessoa com o estilo de conversação comum de chatbots de IA. Os vídeos se iniciam com uma palavra provocativa, como “violação” e “traição”. Nesse último, por exemplo, um homem conversa com uma terapeuta sobre a relação com a própria mãe e recebe uma propaganda de um site de encontros com mulheres mais velhas.

O comportamento se repete em outras peças, nas quais os personagens recebem ofertas de forma intrusiva em meio a conversas. No vídeo “violação”, a empresa é mais explícita na crítica ao uso indevido de dados dos usuários: nele, um jovem busca dicas para definir o abdômen e, após informar sua altura e peso, recebe um anúncio de palmilhas para ficar mais alto.

A Anthropic encerra os vídeos com a mensagem de que os anúncios estão chegando à IA, mas não ao Claude. A promessa repete o posicionamento do Google, dono do Gemini, que diz não ter planos para incluir publicidade na plataforma e fez ressalvas quanto ao modelo adotado pela OpenAI.

pic.twitter.com/jEWDjs30kf

— Claude (@claudeai) February 4, 2026

Sam Altman diz que campanha é “desonesta”

A sátira tocou na ferida da OpenAI. Embora tenha admitido na rede social X que riu dos vídeos, o CEO Sam Altman publicou um longo texto rebatendo a campanha e classificando-a como “desonesta”.

Altman afirma que o ChatGPT “jamais rodaria anúncios da forma que a Anthropic descreve” e insiste que seus usuários rejeitariam tal comportamento. Além disso, o executivo criticou a rival por servir apenas a “pessoas ricas” com seus planos de assinatura, chamando-a de “autoritária” pelas políticas de uso restritivas.

First, the good part of the Anthropic ads: they are funny, and I laughed.

But I wonder why Anthropic would go for something so clearly dishonest. Our most important principle for ads says that we won’t do exactly this; we would obviously never run ads in the way Anthropic…

— Sam Altman (@sama) February 4, 2026

OpenAI nega que modelo influenciará respostas

De fato, durante a cobertura de todo o processo de avaliação da OpenAI pelo modelo de anúncios, sabia-se que a empresa estava preocupada com a recepção do conteúdo patrocinado pela base de usuários e que isso definiu os princípios usados pela companhia.

Apesar da paródia ácida da Anthropic, a implementação real dos anúncios no ChatGPT promete ser mais contida. A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto, exibindo-a apenas no final das respostas textuais e quando houver um produto ou serviço relevante para a conversa.

Segundo a dona do ChatGPT, as propagandas serão rotuladas, separadas do conteúdo gerado pela IA e não influenciarão o teor das respostas.

Anthropic provoca OpenAI com campanha contra anúncios no ChatGPT

💾

Dona do Claude lançou quatro vídeos que ironizam os anúncios no rival. Sam Altman diz que campanha é "desonesta".

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

9 de Janeiro de 2026, 09:12
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é um empreendedor americano e atual CEO da OpenAI, sendo o principal rosto do avanço da inteligência artificial generativa. Sua liderança foi fundamental para o lançamento do ChatGPT, posicionando-o como uma das figuras mais poderosas da tecnologia atual.

Sua trajetória de sucesso ganhou força ao presidir a aceleradora Y Combinator, onde impulsionou o crescimento de empresas como Airbnb e Reddit. Hoje, ele concentra os esforços na gestão da OpenAI, moldando o futuro da inovação digital e da automação.

O executivo também é um influente investidor no Vale do Silício, com participações em setores de energia nuclear e biotecnologia. Assim, Altman construiu sua fortuna mediante uma visão apurada sobre startups que prometem transformar a humanidade a longo prazo.

A seguir, conheça mais sobre o cofundador da OpenAI, sua trajetória profissional e empresas nas quais ele investe. Também descubra qual é a sua fortuna e sua influência no mercado tecnológico.

Quem é Sam Altman?

Samuel Altman, nascido em 22 de abril de 1985, é um influente empreendedor, investidor americano e atual CEO da OpenAI. Referência no desenvolvimento da inteligência artificial generativa, ele lidera debates sobre segurança tecnológica, regulação e os impactos socioeconômicos dessa inovação.

Qual é a formação de Sam Altman?

Altman ingressou na Universidade de Stanford em 2003 para cursar Ciências da Computação, mas desistiu da graduação após dois anos. Ele abandonou o curso em 2005 para fundar a Loopt, sua primeira startup focada em tecnologia.

O empresário atribui seu aprendizado estratégico mais às partidas de pôquer com colegas do que à sala de aula tradicional. Para Altman, deixar a faculdade foi um risco calculado e reversível diante das oportunidades do setor tecnológico.

Imagem de Sam Altman, CEO da OpenAI
Altman abandonou o curso de Ciências da Computação em Stanford para apostar no empreendedorismo (imagem: Lance Ulanoff/Future)

Qual é a carreira profissional de Sam Altman?

A trajetória de Sam Altman começou com a criação da startup Loopt em 2005, quando abandonou os estudos em Stanford. Após vender a empresa em 2012, passou a focar em investimentos e teve uma breve experiência – somente oito dias – como CEO do Reddit em 2014.

Assumiu a presidência da aceleradora Y Combinator de 2014 até 2019, onde impulsionou o crescimento de unicórnios como Airbnb, Reddit e Stripe. Sob sua liderança, a companhia expandiu sua escala global e o valor de mercado de seu portfólio ultrapassou US$ 65 bilhões.

Altman foi um dos cofundadores da OpenAI em 2015, assumindo o cargo de CEO a partir de 2019 para liderar a revolução da inteligência artificial generativa com o ChatGPT. Em 2023, superou uma breve crise de governança, sendo reintegrado ao cargo após massivo apoio interno e externo.

Além da IA, o empreendedor foi cofundador e presidiu empresas de energia nuclear, como a Helion Energy e a Oklo. Sua trajetória reflete a busca contínua por inovação, conectando avanços em softwares e hardware para moldar o futuro tecnológico mundial.

Quais são as empresas de Sam Altman?

Altman é o CEO e dono da OpenAI, onde lidera o desenvolvimento de tecnologias como ChatGPT e o modelo Sora. Sua gestão foca na expansão global da inteligência artificial generativa e na captação de investimentos multimilionários.

Embora tenha sido cofundador das empresas de energia nuclear Helion Energy e Oklo, ele não detém cargos de presidência ou liderança desde 2025. O mesmo ocorre com a empresa de biometria Tools for Humanity e a companhia de capital de risco Hydrazine Capital, ambas fundadas com seu irmão Jack Altman.

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman é cofundador e atual CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais empresas Sam Altman investe?

Altman é um dos investidores mais estratégicos do Vale do Silício, usando veículos como a Hydrazine Capital e Apollo Projects para financiar empresas de tecnologia com alto potencial. Estas são algumas das companhias nas quais ele investe:

  • Helion Energy e Oklo: lidera aportes em fusão nuclear e fissão avançada para viabilizar energia limpa, barata e abundante em escala global;
  • Retro Biosciences: foca em biotecnologia para estender a longevidade humana saudável por meio de engenharia celular e terapias inovadoras contra o envelhecimento;
  • Neuralink e Humane: apoia interfaces cérebro-computador e dispositivos vestíveis de inteligência artificial, visando uma integração profunda entre a IA e o cotidiano humano;
  • World (Worldcoin): cofundou o projeto que usa biometria para criar um sistema de identidade digital global e uma rede financeira baseada em criptografia;
  • Wave Mobile Money: investe no setor de fintech para democratizar o acesso a serviços financeiros e transferências em dispositivos móveis em mercados emergentes na África;
  • Hermes: financia o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas destinadas a mudar a velocidade do transporte aéreo comercial;
  • Rescale e Apex: apoia empresas voltadas para simulações de engenharia em nuvem e segurança cibernética baseada em inteligência artificial;
  • Aspire e Rain AI: investe no design de chips de IA e computação neuromórfica para otimizar o processamento de modelos de linguagem de próxima geração;
  • Airbnb, Reddit e Stripe: participou de rodadas de investimentos dessas empresas que se tornaram pilares no setor de hotelaria, comunicação social e processamento de pagamentos online.
Arte com a marca do Airbnb ao centro.
Sam Altman foi um dos principais investidores do Airbnb (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Sam Altman?

O patrimônio de Sam Altman é estimado em cerca de US$ 2,2 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026. Isso coloca o empreendedor e investidor na posição 1860 entre os indivíduos mais ricos do mundo.

De onde vem a fortuna de Sam Altman?

A fortuna de Altman provém de antigos aportes em empresas atualmente gigantes como Airbnb, Stripe e Reddit, além de participações em empresas de energia como Helion Energy. Ele diversificou seu capital por meio da Hydrazine Capital e da presidência da Y Combinator, consolidando bilhões em ativos.

Embora tenha tido suporte familiar para estudar em Stanford, Altman não herdou patrimônio e construiu sua riqueza como um investidor de risco. Seu sucesso financeiro não tem ligação com o salário na OpenAI, vindo quase integralmente de seu portfólio pessoal de startups.

Sam Altman
Altman é considerado um exemplo de “self-made man” do Vale do Silício (imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Altman é uma importante figura na evolução da inteligência artificial (IA), liderando a OpenAI rumo à popularização de ferramentas generativas. Sua visão estratégica dita o ritmo da inovação contemporânea, transformando como a sociedade e as empresas interagem com sistemas autônomos.

O sucesso de suas iniciativas forçou uma reorganização nas big techs, que aceleram os ciclos de desenvolvimento para competir com a OpenAI. Esse movimento consolidou novos padrões de produtividade e intensificou o debate sobre a segurança de modelos de larga escala.

Como ex-líder da Y Combinator, Altman moldou o ecossistema de startups ao impulsionar unicórnios e democratizar o acesso ao financiamento de alto risco. Ele direciona capital para setores de fronteira, conectando o desenvolvimento de softwares avançados a avanços reais em energia e biotecnologia.

Sua influência estende-se à esfera política, onde atua como interlocutor essencial na criação de normas globais para governança tecnológica e ética. Ao equilibrar progresso técnico com visão social, Altman posiciona-se como o “arquiteto da nova economia digital”.

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Lance Ulanoff/Future)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Airbnb (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

4 de Novembro de 2025, 09:34
Foto de Mustafa Suleyman
Mustafa Suleyman reforça que apenas seres biológicos podem ter consciência (imagem: reprodução/Christopher Wilson)
Resumo
  • O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, defende que apenas seres biológicos podem ter consciência e critica a busca por IA consciente.
  • Suleyman apoia-se no “naturalismo biológico” de John Searle, que afirma que a consciência depende de processos biológicos.
  • Durante a AfroTech Conference, Suleyman destacou que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos e apresentou o modo Real Talk do Copilot, que desafia o usuário.

O principal executivo de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, reacendeu o debate sobre os limites da tecnologia ao afirmar que apenas seres biológicos são capazes de possuir consciência. Durante o evento AfroTech Conference, realizado nos Estados Unidos, o cofundador da DeepMind declarou que pesquisadores e desenvolvedores deveriam abandonar projetos que tentam atribuir características humanas às máquinas.

Segundo Suleyman, em entrevista à CNBC, discutir se a inteligência artificial pode desenvolver consciência é uma abordagem equivocada. Para ele, “se você fizer a pergunta errada, chegará à resposta errada. Acho que é a pergunta totalmente errada.” O executivo ressalta que sistemas de IA podem simular emoções, mas não possuem experiências reais, como dor ou sofrimento.

Máquinas inteligentes, mas sem emoções

Suleyman, que assumiu a divisão de IA da Microsoft em 2024, é uma das vozes mais críticas em relação à noção de que algoritmos possam ter consciência. Ele explica que há uma diferença essencial entre um sistema que simula emoções e um ser que realmente as sente.

“Nossa experiência física de dor é algo que nos deixa muito tristes e nos faz sentir péssimos, mas a IA não se sente triste quando experimenta ‘dor’”, afirmou. “Trata-se apenas de criar a percepção, a narrativa aparente da experiência, de si mesma e da consciência, mas não é isso que ela realmente experimenta.”

A posição de Suleyman se apoia em uma teoria filosófica chamada “naturalismo biológico”, proposta por John Searle, segundo a qual a consciência depende de processos biológicos presentes apenas em cérebros vivos. “A razão pela qual concedemos direitos às pessoas hoje é porque não queremos prejudicá-las, porque elas sofrem. Elas têm uma rede de dor e preferências que envolvem evitar a dor. Esses modelos não têm isso. É apenas uma simulação”, completou.

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Debate sobre consciência em IA ganha força (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O debate: devemos tentar criar IA consciente?

Apesar de dizer que não pretende impedir outros de estudarem o tema, Suleyman reforçou que considera absurda a ideia de perseguir pesquisas sobre consciência em máquinas. “Elas não são conscientes”, resumiu.

O executivo tem usado suas aparições públicas para alertar sobre os riscos desse tipo de abordagem. Ele já reiterou, por exemplo, que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos — uma decisão que vai na contramão de iniciativas de empresas como a xAI e OpenAI.

Durante a AfroTech, Suleyman comentou ainda sobre um novo modo do Copilot chamado Real Talk, que tem a função de desafiar o usuário em vez de apenas concordar. Ele revelou que o recurso chegou a “provocá-lo”, chamando-o de “um amontoado de contradições” por alertar sobre os perigos da IA enquanto impulsiona seu desenvolvimento dentro da Microsoft.

“Aquele foi um caso de uso mágico porque, de certa forma, eu me senti compreendido por isso”, brincou. “É decepcionante em alguns aspectos e, ao mesmo tempo, totalmente mágica. E se você não tem medo dela, você realmente não a entende. Você deveria ter medo dela. O medo é saudável. O ceticismo é necessário. Não precisamos de aceleracionismo desenfreado.”

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

(imagem: reprodução/Christopher Wilson)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

14 de Outubro de 2025, 17:21
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT permitirá interações eróticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI vai permitir conteúdo erótico no ChatGPT para usuários adultos verificados.
  • A mudança será possibilitada com a integração de um sistema de verificação de idade mais rigoroso.
  • Ela foi comunicada pelo CEO Sam Altman e passará a valer a partir de dezembro.

A OpenAI vai permitir a geração de conteúdo adulto no ChatGPT, incluindo material erótico. A mudança foi anunciada pelo CEO Sam Altman e deve entrar em vigor em dezembro. Ela faz parte de uma nova diretriz da empresa para que a IA trate adultos como adultos, a ser implementada em conjunto com um sistema mais robusto de verificação de idade.

Altman comunicou o novo direcionamento em uma publicação no X/Twitter. “Em dezembro, à medida que implementarmos a verificação de idade de forma mais completa e como parte do nosso princípio de ‘tratar usuários adultos como adultos’, permitiremos ainda mais, como erotismo para adultos verificados”, escreveu.

Atualmente, o ChatGPT possui filtros que bloqueiam interações e a criação de conteúdo sexualmente explícito, embora usuários frequentemente encontrem maneiras de contorná-las. A mudança permitirá, oficialmente, esse tipo de uso para maiores de 18 anos.

We made ChatGPT pretty restrictive to make sure we were being careful with mental health issues. We realize this made it less useful/enjoyable to many users who had no mental health problems, but given the seriousness of the issue we wanted to get this right.

Now that we have…

— Sam Altman (@sama) October 14, 2025

“Você não receberá, a menos que peça”

Sempre que toca no assunto, a comunidade fica dividida sobre a necessidade de permitir esse tipo de comportamento na plataforma. Entre as respostas no anúncio feito pelo CEO no X, muitos usuários comemoraram a reintrodução de parte do comportamento do modelo anterior, GPT-4o, antes criticado por bajular demais.

“Eu só quero ser tratado como adulto e não como uma criança pequena, isso não significa que quero o modo pervertido ativado”, defendeu um perfil na rede social em resposta ao post de Altman, que garantiu: “Você não receberá [conteúdo erótico], a menos que peça por ele”.

Homem de pé, fala em palco
Sam Altman concorda com críticos da personalidade do GPT-5 (foto: reprodução)

Muitos outros, claro, não se convenceram com a delimitação feita pelo executivo. Em outra resposta, um usuário discorda que as medidas tomadas pela empresa tenham sido suficientes para “mitigar” os problemas relacionados a saúde mental. “Por que isso é uma prioridade, afinal?”, questionou outro.

No post, Altman concorda que o GPT-5 fez com que o ChatGPT deixasse de se passar por uma pessoa real e se tornasse um “bot de burocracias”. Para o CEO, o objetivo agora é que o estilo de comunicação da plataforma não seja guiado por uma “pequena porcentagem” de usuários em “estado de fragilidade mental”.

Por que agora?

Controle dos pais no ChatGPT
Controle dos pais no ChatGPT chegou em setembro (imagem: divulgação/OpenAI)

A empresa já havia sinalizado uma abertura para conteúdo adulto durante um evento para desenvolvedores, o DevDay 2025. Durante a apresentação, a empresa deixou claro que o “suporte para experiências maduras (18+)” chegaria assim que “a verificação de idade e os controles apropriados estivessem em vigor”.

No fim de setembro, a OpenAI finalmente implementou opções de controle dos pais no ChatGPT, mais motivada por polêmicas envolvendo o incentivo a comportamentos indevidos do que propriamente para evitar a geração de pornografia de IA.

Um dos casos principais foi o suicídio de um adolescente de 16 anos nos Estados Unidos, que teria usado o chatbot como um confidente durante meses. A IA, por fim, o auxiliou até mesmo a rascunhar a própria carta de despedida.

Após a repercussão da tragédia, o ChatGPT se dedicou ao lançamento rápido das ferramentas de controle dos pais, repetindo configurações comuns em vários sistemas operacionais. Entre elas, bloqueio ou limitação de determinados recursos e um sistema de notificação aos responsáveis, caso a ferramenta identifique conversas perigosas entre a máquina e o adolescente.

Com informações de Engadget

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é o CEO da OpenAI (foto: divulgação)

(imagem: divulgação/OpenAI)

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

30 de Setembro de 2025, 16:29
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • OpenAI lançou o Sora 2, novo modelo de IA para geração de vídeos, e o app Sora para iPhone.
  • O Sora 2 traz simulação física avançada, áudio sincronizado e consistência em múltiplas cenas.
  • O app gera vídeos com IA e inclui recursos como Cameos, que insere usuários em cenas criadas artificialmente.
  • O aplicativo começará a ser liberado nos EUA e Canadá, através de uma lista de espera, e ainda não tem uma previsão de chegada a outras regiões.

A OpenAI anunciou nesta terça-feira (30/09) o lançamento do Sora 2, a nova versão do seu modelo de inteligência artificial para criação de vídeos. A novidade chega junto com o app Sora para iPhone, que lembra o TikTok.

O aplicativo tem um feed que é alimentado inteiramente com vídeos gerados pela IA da empresa, e o anúncio ocorre pouco depois do vazamento de informações sobre o app, reportadas inicialmente pela revista Wired.

Vídeos mais realistas e áudio sincronizado

This is the Sora app, powered by Sora 2.

Inside the app, you can create, remix, and bring yourself or your friends into the scene through cameos—all within a customizable feed designed just for Sora videos.

See inside the Sora app👇 pic.twitter.com/GxzxdNZMYG

— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

O Sora 2 é descrito pela OpenAI como um salto comparável à evolução do GPT-1 para o GPT-3.5 no ChatGPT. A empresa afirma que o sistema possui capacidades avançadas de simulação de mundo, resultando em vídeos com maior precisão física e realismo.

Diferente de modelos anteriores, o novo modelo consegue simular mais interações físicas e integra a geração de áudio sincronizado, incluindo diálogos, efeitos sonoros e paisagens de fundo.

O controle sobre a criação também foi expandido, permitindo que o modelo siga instruções complexas que abrangem múltiplas cenas, mantendo a consistência de objetos e personagens.

Rede social de conteúdo gerado por IA

O novo modelo vai alimentar o aplicativo social da empresa, o Sora. Com uma interface que remete a outras plataformas de feed vertical, a interação será por meio de criações, remixes, curtidas e comentários.

Uma das características únicas é a ausência de upload de mídias externas: todos os vídeos que alimentam a rede são gerados internamente com o Sora 2, a partir de comandos de texto.

Outra novidade do app é o recurso Cameos. Depois de verificar identidade com imagem e voz, o usuário pode se colocar — ou inserir amigos — em qualquer cena criada pela IA. De acordo com a OpenAI, o controle é total: é possível revogar o uso da própria imagem ou excluir um vídeo a qualquer momento, mesmo que ele tenha sido gerado por outra pessoa.

“Acreditamos que um aplicativo social desenvolvido em torno desse recurso de ‘participações especiais’ é a melhor maneira de vivenciar a magia do Sora 2”, afirma a equipe por trás do Sora em comunicado oficial.

A OpenAI também publicou um artigo detalhando seu compromisso com o bem-estar dos usuários. A empresa afirma que o algoritmo do feed foi projetado para “maximizar a criação” em vez de tempo gasto na plataforma, com ferramentas para controlar e instruir recomendações de conteúdo com linguagem natural.

A segurança dos adolescentes também recebeu atenção especial. O aplicativo implementará limites padrão de visualização diária para este público e permissões mais restritas para o uso do Cameos.

Além disso, o app do Sora será integrado aos controles parentais do ChatGPT, permitindo que os pais desativem a rolagem infinita, a personalização do feed e gerenciem as configurações de mensagens diretas de seus filhos.

Em relação à monetização, a OpenAI declarou que, por enquanto, o único plano é, eventualmente, oferecer a opção de pagar por gerações de vídeo extras caso a demanda exceda a capacidade computacional.

Quando estará disponível?

Captura de tela mostra o app Sora da OpenAI na App Store do iPhone
Aplicativo chega para iOS nos EUA e Canadá (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O novo aplicativo Sora será liberado inicialmente para iPhone nos Estados Unidos e Canadá, e já está disponível para download na App Store desses países. O acesso será fornecido gradualmente para quem se inscrever na lista de espera.

Inicialmente, o uso será gratuito. Assinantes do ChatGPT Pro terão acesso a um modelo experimental de alta qualidade, chamado Sora 2 Pro. A OpenAI também planeja disponibilizar o Sora 2 via API para desenvolvedores no futuro.

Até o momento, a OpenAI não divulgou um cronograma ou previsão para a chegada de uma versão para Android.

Com informações da OpenAI

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

💾

Novo modelo de IA deve criar vídeos mais realistas. Lançamento inclui app Sora, com feed vertical para iPhone.
❌