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Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

22 de Junho de 2026, 13:36
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
  • A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
  • A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.

Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.

O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Como a SK Hynix desbancou a Samsung?

A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

De quase falida a pilar da inteligência artificial

A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.

A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.

Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

18 de Junho de 2026, 07:24
Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)
Resumo
  • O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
  • A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
  • O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park (Imagem: Divulgação / Apple)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

10 de Junho de 2026, 19:00
Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Alta demanda de memória DRAM para datacenters de IA aumenta faturamento de fabricantes (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • Vendas de DRAM aumentam 85,8% em 2026 devido à demanda de datacenters de IA; Samsung lidera o mercado.
  • A Samsung registra aumento de 95,4% nas vendas, atingindo US$ 37,4 bilhões, e detém 36,5% do mercado de DRAM.
  • Concorrentes da Samsung, como SK Hynix e Micron, registram queda, com 28,8% e 22,4% de participação no mercado, respectivamente.

O mercado de memórias RAM sofreu uma mudança no último ano, com um aumento significativo da demanda de componentes para datacenters de IA. Com isso, não só os preços de chips subiram, como também as vendas de DRAM.

Chips do tipo são essenciais para os servidores que hospedam serviços de inteligência artificial, e fabricantes do segmento veem um aumento de 85,8% em relação ao último trimestre financeiro de 2025 (Q4). A Samsung, que está entre as três empresas que mais lucram nesse mercado, praticamente dobrou suas vendas, superando o período anterior em 95,4% e faturando US$ 37,4 bilhões, aproximadamente R$ 187 bi na cotação atual.

Em contrapartida, suas principais concorrentes fecharam o Q1 de 2026 em queda. Segundo o site SamMobile, a Samsung agora tem uma participação de 36,5% no mercado de memórias DRAM, enquanto SK Hynix e Micron fecharam o período com 28,8% e 22,4%, respectivamente.

Alta demanda para uns, escassez de chips para outros

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
GoPro é uma das empresas afetadas pela crise de memória RAM (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O crescimento do mercado de inteligência artificial levou a uma alta na demanda por chips DRAM, mas desviou o foco dos investimentos em componentes de hardware num geral. As memórias para eletrônicos pessoais, como câmeras, celulares e notebooks, perderam espaço e grandes empresas de tecnologia vêm tendo problemas para precificar e até produzir novas unidades.

Recentemente, a GoPro revelou dificuldades para pagar empréstimos após uma queda no faturamento, situação relacionada aos preços mais altos dos chips. A própria Samsung, que lucra com a fabricação de DRAM, aponta que a escassez de memória RAM para seus produtos mobile deve significar um aumento nos valores praticados.

O mercado de videogames também foi afetado, com preços mais altos no Steam Deck OLED, da Valve, e também no Nintendo Switch 2. A Sony foi mais uma a apontar a atual crise como um problema, mas no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6). Antes, a gigante japonesa já havia suspendido a venda de cartões de memória devido à situação. Além dos chips em si, a alta nos preços também afeta o mercado de SSDs, como noticiou o The Verge.

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Samsung oferece bônus de R$ 2,1 milhões para evitar greve de funcionários

22 de Maio de 2026, 13:03
Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Insatisfação com bônus da rival SK Hynix foi estopim para a mobilização (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Samsung ofereceu bônus de até R$ 2,1 milhões para evitar o que seria uma greve histórica de 48 mil funcionários.
  • Os empregados da divisão de semicondutores na Coreia do Sul cobram maior participação nos lucros da empresa.
  • O acordo, mediado pelo governo sul-coreano, inclui bônus anuais de até US$ 416 mil e deve ser respondido até o dia 27/05.

A Samsung ofereceu mais de R$ 2 milhões em um acordo com os trabalhadores da divisão de semicondutores na Coreia do Sul para barrar o que seria uma greve histórica. A paralisação estava agendada para começar neste mês e cobra maior participação de lucros.

Segundo a Reuters, a gigante sul-coreana ofereceu bônus anuais estimados em US$ 340 mil (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual) para impedir a paralisação de 48 mil funcionários. Como esses bônus dependem do cargo, a quantia pode chegar a US$ 416 mil (quase R$ 2,1 milhões) a serem pagos ainda este ano.

O impulso para a mobilização foi a insatisfação com o antigo teto de remuneração e a influência da concorrência, que distribuiu bônus generosos para os funcionários. O novo arranjo prevê um valor em dinheiro equivalente a 50% dos salários anuais. A companhia vai separar 10,5% do lucro operacional anual para criar um fundo de bônus especiais pagos em ações.

Como os funcionários receberão o bônus milionário?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Ações da empresa serão usadas para pagar gratificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de a quantia impressionar, a Samsung conseguiu fechar um negócio vantajoso: ele mantém o custo por pessoa abaixo do praticado pela rival SK Hynix — na concorrente, as gratificações chegam perto dos US$ 467 mil (mais de R$ 2,3 milhões).

Além disso, a SK Hynix permite que os funcionários escolham receber tudo em dinheiro ou em papéis da empresa. Já a Samsung deve pagar a maior parte dos bônus obrigatoriamente em ações. O modelo terá validade de 10 anos e foi atrelado ao cumprimento de metas de lucro, o que dá margem para a Samsung gerenciar custos caso o setor enfrente recessão no futuro.

De acordo com o The New York Times, a partilha foi um ponto complexo da negociação. O texto estabelece que 40% do total em ações será dividido igualmente entre toda a divisão de semicondutores. O restante do fundo irá para o bolso dos funcionários da unidade de chips de memória, setor que concentra o maior faturamento da empresa atualmente devido ao boom da IA.

Paz não está selada

A notícia de que as fábricas não vão parar agora trouxe alívio no mercado financeiro. As ações da companhia dispararam 8,5% na bolsa de Seul logo após o anúncio do acordo preliminar, atingindo a sua máxima histórica.

Contudo, a decisão de concentrar os bônus na divisão de chips de memória teria criado um racha interno por desigualdade de tratamento. À Reuters, um engenheiro revelou que muitos profissionais começaram a pedir demissão para migrar para os concorrentes.

Além disso, um grupo minoritário de acionistas ameaça ir à Justiça contra o acordo. Eles alegam que uma mudança tão profunda na política de distribuição de ações e lucros é ilegal se não passar antes pela aprovação de uma assembleia geral.

Os membros do sindicato têm entre hoje (22/05) e quarta-feira (27/05) para votar o texto do acordo, que foi mediado pelo governo da Coreia do Sul. Apesar dos ruídos internos e contestações, as lideranças sindicais informaram à imprensa internacional que a tendência é de aprovação.

Samsung oferece bônus de R$ 2,1 milhões para evitar greve de funcionários

(imagem: reprodução/X)

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

29 de Janeiro de 2026, 18:29
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung lidera mercado de chips de memória (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung se tornou a maior fabricante de chips de memória, com receita de US$ 26 bilhões no 4º trimestre de 2025, superando a SK Hynix.
  • O aumento na receita da Samsung foi impulsionado por vendas de chips HBM e DRAM para servidores, além de um aumento nos preços do mercado de DRAM convencional.
  • A alta demanda por memórias HBM, impulsionada pela implementação da IA, está elevando os preços e pode encarecer dispositivos eletrônicos, especialmente smartphones.

A Samsung voltou ao topo do mercado de chips de memória no último trimestre de 2025. A empresa registrou receita de US$ 26 bilhões no período (cerca de R$ 135 bilhões), segundo a Counterpoint Research, e ultrapassou a rival sul-coreana SK Hynix no ranking mundial de fornecedores.

A SK Hynix vinha com vantagem inicial sobre a Samsung, especialmente no segmento de memórias de alta largura de banda (HBM), um dos mais lucrativos do setor. Ainda assim, a empresa manteve desempenho forte e estabeleceu um recorde da indústria, com margem de lucro operacional de 58%.

O que explica a virada da Samsung?

O desempenho da Samsung foi puxado pela venda de produtos de maior valor agregado. Os chips HBM e as memórias DRAM para servidores lideraram o crescimento da receita no trimestre.

A companhia também atua no mercado de DRAM convencional, onde o aumento de preços ao longo do ano contribuiu para elevar os números. A alta nos valores reflete um movimento mais amplo do setor, impulsionado pela demanda crescente por componentes de memória.

Preços devem continuar subindo

As margens de lucro das fabricantes de chips de memória, incluindo a Samsung, têm previsão de alta neste ano. A alta procura por memórias HBM segue acelerada, em especial devido à implementação da IA, o que tem gerado restrições de fornecimento em toda a cadeia produtiva e pressionado os preços para cima.

Para o consumidor, isso significa dispositivos eletrônicos mais caros. O impacto deve ser sentido principalmente nos smartphones, onde a memória RAM e o armazenamento interno representam uma fatia considerável do custo de produção.

A alta nos preços já chegou ao varejo de forma concreta. Nos Estados Unidos, lojas da rede Costco passaram a remover módulos de RAM de computadores expostos nas prateleiras para evitar furtos. Os componentes são guardados separadamente e só são instalados quando o cliente finaliza a compra.

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM
PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

A medida drástica reflete o momento do mercado. Com módulos de memória valendo mais, casos de furto desses componentes se tornaram mais frequentes. Algumas unidades da rede também removem placas de vídeo dos PCs de mostruário, prática que começou durante a escassez de chips em 2020.

A tendência é que os fabricantes de eletrônicos repassem os aumentos para os preços finais, especialmente em modelos com mais memória. Aparelhos já ficaram mais caros nos últimos meses, e a expectativa é que essa pressão continue ao longo do ano.

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

iPhone mais caro? Apple vai pagar até o dobro por chips de memória

28 de Janeiro de 2026, 13:41
Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, com mesa em madeira como fundo
iPhone 17 foi lançado em setembro de 2025 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung e a SK Hynix aumentaram os preços dos chips de RAM LPDDR para a Apple em até 100%.
  • O aumento nos preços ocorre devido à alta demanda e investimentos em data centers para IA, resultando em escassez de DRAM.
  • A Apple pode enfrentar custos mais altos e dificuldades para negociar preços, impactando o preço dos iPhones.

A Samsung Electronics e a SK Hynix decidiram subir os preços cobrados da Apple por chips de RAM do tipo LPDDR, utilizados em iPhones. A companhia dos Estados Unidos terá que pagar até o dobro dos preços do ano passado a seus fornecedores.

As informações são da sucursal sul-coreana do site ZDNet e foram publicadas na terça-feira (27/01). De acordo com fontes consultadas pela reportagem, a Samsung propôs preços com aumento de mais de 80%, enquanto a SK Hynix quer cobrar cerca de 100% a mais pela LPDDR.

O iPhone vai ficar mais caro?

Imagem mostra um iPhone 16e branco sendo segurado em uma mão. Ele está com a tela desbloqueada, exibindo os aplicativos.
iPhone 16e é a versão de baixo custo da família (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O primeiro pensamento que ocorre ao saber que a Apple vai gastar mais para comprar RAM para os iPhones é que o preço dos aparelhos vai aumentar. Sim, isso pode acontecer.

De acordo com uma fonte da indústria de semicondutores consultada pela ZDNet, a Apple geralmente fecha contratos para o ano todo, mas, devido à volatilidade do mercado, as fornecedoras estariam fechando acordos mais curtos, de seis meses.

Isso significa que elas podem cobrar ainda mais ao negociar os preços para o segundo semestre de 2026, quando o iPhone 18 será lançado.

A Apple é um dos principais clientes das empresas de semicondutores. Com isso, ela conseguia negociar preços mais baixos. No entanto, nas atuais condições do mercado, a companhia poderá não ter escolha a não ser aceitar os preços impostos pelos fornecedores. As fontes da indústria dizem, inclusive, que isso servirá para reduzir o desequilíbrio entre a companhia da maçã e as fabricantes de chips.

Por que a memória está tão cara?

Os chips de memória estão caros por causa dos investimentos trilionários em data centers para inteligência artificial. Essas estruturas precisam de grandes quantidades de RAM para servidores. Houve, portanto, um aumento na demanda.

Além disso, grande parte do processamento de IA é feito por GPUs, que são equipadas com chips de memória de alta largura de banda (HBM). As fabricantes passaram, então, a priorizar esse tipo de componente, que oferece margens de lucro maiores. Esse é o segundo ponto: uma redução na oferta de DRAM.

A indústria de semicondutores vem de um período de grande volume de produção, preços baixos e grandes prejuízos. Por isso, as companhias não estão dispostas a investir no aumento da capacidade de fabricação — até porque uma instalação desse tipo demora anos para ficar pronta. É melhor esperar para ver e cobrar caro para lucrar.

O resultado prático desse cenário é que provavelmente teremos celulares e computadores mais caros em 2026. Eles também deverão ter limitações nas quantidades de RAM e armazenamento.

Com informações do ZDNet e do SamMobile

iPhone mais caro? Apple vai pagar até o dobro por chips de memória

O iPhone 17 pesa 177 gramas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 16e reaproveita design do iPhone 14 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Escassez de memória RAM leva fabricantes a lucros recordes

9 de Janeiro de 2026, 15:06
Preço de kits DDR5 de 32 GB saltou para mais de R$ 3.200 no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A escassez de RAM impulsionou lucros recordes para as principais fabricantes de memória no mundo.
  • No Brasil, o preço de kits de 32 GB de memória RAM aumentou até 270% em menos de seis meses, devido à alta demanda de IA e custos de importação.
  • A previsão é que o preço médio da memória RAM suba até 33% em 2026, com a escassez persistindo.

O mercado global de semicondutores fechou 2025 com o preço nas alturas. A pressão veio da oferta restrita de componentes e, sobretudo, da escassez de RAM impulsionada pela demanda da indústria de IA. As principais fabricantes de memória, porém, comemoram: os resultados financeiros das empresas superam marcas históricas.

A Samsung Electronics, líder mundial no segmento, divulgou um lucro operacional estimado entre 19,9 e 20,1 trilhões de won coreanos (aproximadamente R$ 74,3 bilhões) para o quarto trimestre de 2025.

O salto é significativo quando comparado ao mesmo período de 2024, momento em que a empresa registrou 6,4 trilhões de won (R$ 24 bilhões). O resultado foi tão positivo que a Samsung ofereceu aos funcionários, como bônus de desempenho, cerca de 43% e 48% dos salários anuais.

A tendência de valorização não se restringe à Samsung. A SK Hynix reportou seu “melhor desempenho trimestral de todos os tempos” no terceiro trimestre de 2025. Com lucro operacional de 11,3 trilhões de won (cerca de R$ 41,8 bilhões), a fabricante atribuiu o sucesso ao aumento nos investimentos em infraestrutura de IA.

Já a Micron, que recentemente optou por deixar de vender memórias diretamente para o consumidor final para focar no fornecimento a outras empresas (B2B), está colhendo frutos da crise. O lucro líquido da companhia subiu de US$ 1,8 bilhão (R$ 10 bilhões) no início de 2025 para US$ 5,2 bilhões (R$ 28,1 bilhões) — o maior fluxo de caixa livre da história da empresa, segundo o CEO Sanjay Mehrotra.

Por que os preços da memória RAM subiram tanto?

Diversos pentes de memória RAM
Fábricas priorizam atender demanda de servidores de IA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

No varejo brasileiro, a leitura desses relatórios financeiros bilionários é acompanhada por um choque de realidade. Enquanto no mercado internacional o preço de um kit de 32 GB de DDR5-6000 subiu para cerca de US$ 340 (R$ 1.825) em janeiro de 2026, o impacto por aqui foi multiplicado pelo câmbio e taxas de importação.

Em agosto de 2025, um kit de entrada de 32 GB DDR5 podia ser encontrado em lojas nacionais por aproximadamente R$ 850. Atualmente, o mesmo produto não sai por menos de R$ 3.200 em grandes varejistas — mais de 270% de alta em menos de seis meses.

Essa escalada de preços tem duas causas principais, ambas ligadas à IA generativa. A primeira são projetos colossais como o Stargate, da OpenAI, que demandam volumes massivos de DRAM para servidores. Segundo analistas, essa demanda pode consumir até 40% da produção mundial, deixando o mercado de PCs domésticos com o que resta de estoque.

A segunda causa é técnica. A fabricação de Memória de Alta Largura de Banda (HBM), essencial para as GPUs da Nvidia usadas em data centers, ocupa cerca de três vezes mais espaço em um wafer de silício do que a mesma quantidade de memória DDR5 comum. Como as fabricantes estão priorizando a HBM devido às margens de lucro superiores, a oferta de memórias para consumidores finais foi drasticamente reduzida.

Panorama para 2026

Analistas do Bank of America indicam que o alívio não deve chegar tão cedo. A previsão é que o preço médio de memória RAM suba até 33% ao longo de 2026.

Contudo, o setor permanece atento ao boom da IA. Caso a demanda por serviços de inteligência artificial apresente uma desaceleração, as fabricantes podem enfrentar um novo ciclo de excesso de oferta, similar ao ocorrido em 2023.

Por ora, as empresas trabalham com a expectativa de que a escassez persistirá além de 2026, mantendo os preços — e lucros — em patamares elevados.

Escassez de memória RAM leva fabricantes a lucros recordes

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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