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Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

8 de Junho de 2026, 08:16
The Last Ronin foi anunciado durante Summer Game Fest 2026 (imagem: divulgação/Paramount Games Studio)
Resumo
  • A Paramount anuncia a entrada no mercado de games com o Paramount Games Studio, que já revelou seu primeiro jogo, Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, um título AAA baseado no universo das Tartarugas Ninja, desenvolvido pela Platinum Games.
  • O Paramount Games Studio foi formado após a aquisição de projetos da Skydance New Media, incluindo jogos como Marvel 1943: Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars.
  • A equipe do Paramount Games Studio inclui nomes como Tony Driscoll, Shawn Kittelsen e Amy Hennig, que assumem cargos de liderança no estúdio.

A Paramount passará a apostar nos games como um dos grandes segmentos da empresa, conhecida mundialmente pela atuação no ramo da TV e do cinema. O primeiro título AAA do novo estúdio será Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, anunciado na última sexta (05/06), durante o Summer Game Fest.

O novo Paramount Games Studio herda os projetos antes tocados pelo Skydance New Media, que já tinha dois grandes jogos a caminho: Marvel 1943 – Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars, ainda sem nome.

A entrada da gigante do cinema vem em meio ao movimento de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões, cerca de R$ 563 bilhões. O negócio ainda está em processo de concretização nos Estados Unidos.

Para o novo Paramount Games Studio, a compra significaria acesso a IPs de sucesso, como Harry Potter, Game of Thrones, entre outras franquias. Quem fica à frente do projeto é Tony Driscoll, que divide a função de presidente do estúdio com o cargo de Head de Estratégia Corporativa e Desenvolvimento da Paramount.

Jogo de estreia anunciado na Summer Game Fest

A novidade da Paramount foi divulgada em sites especializados horas antes do Summer Game Fest 2026, principal evento de jogos da atualidade, que substitui a saudosa feira E3 desde 2022. The Last Ronin será um jogo de ação e aventura que conta a história da última Tartaruga Ninja sobrevivente em uma missão por vingança.

O game será desenvolvido pela Platinum Games, por trás de Bayonetta, NieR: Automata e outros títulos conhecidos no meio gamer. Seu primeiro teaser mostra algumas imagens que indicam gráficos realistas e uma versão mais obscura do universo das Tartarugas Ninja. Ainda não há uma data de lançamento e tampouco informações sobre plataformas compatíveis, mas a Paramount Games Studio prevê disponibilidade nos consoles e PC.

Nova Paramount Games Studios tem time de peso

Além do presidente Tony Driscoll, o novo estúdio da Paramount terá alguns nomes de peso na equipe. Shawn Kittelsen, que já trabalhou como diretor narrativo em jogos como Mortal Kombat 11 e Injustice 2, chega como head de criação e produção, enquanto Amy Hennig será a nova diretora criativa, após trabalhos em franquias como Forspoken, Battlefield e Uncharted. Ambos já tinham posições de liderança tanto na Skydance Interactive quanto na Skydance New Media. Já Dan Prigg assume como vice-presidente executivo.

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

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Empresa terá acesso a Harry Potter, Game of Thrones e outras franquias de sucesso.

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

23 de Abril de 2026, 14:22
Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
  • A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
  • O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).

A sinalização para que o negócio siga é mais um capítulo da batalha pelo controle da Warner, que teve início com um acordo com a Netflix em dezembro de 2025, no valor de US$ 83 bilhões.

A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.

Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.

Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.

A HBO Max vai ficar mais cara?

HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).

Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).

O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.

Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.

Com informações da CNN e da Variety

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

(imagem: divulgação/Paramount)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

23 de Março de 2026, 15:54
Bandeiras da União Europeia
Empresas pedem que plataformas sejam submetidas à DMA (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Empresas de mídia pressionam a União Europeia por regras mais duras contra sistemas de smart TVs e assistentes de voz.
  • O grupo afirma que empresas como Google, Amazon e Samsung já controlam o acesso ao conteúdo e dificultam a concorrência.
  • Proposta quer que Alexa, Siri e ChatGPT entrem na regulação.

Um grupo formado pelas maiores empresas de televisão e streaming na Europa está pressionando a União Europeia para aplicar as regras antitruste mais rígidas do bloco aos sistemas de smart TVs e assistentes de voz. O lobby, que inclui gigantes como Disney, Warner Bros. Discovery, Paramount+ e Sky, quer que softwares como Android TV (Google), Fire OS (Amazon) e Tizen (Samsung) sejam submetidos à Lei dos Mercados Digitais (DMA).

De acordo com apuração da Reuters, o grupo considera que as empresas de tecnologia passaram a controlar por onde o conteúdo audiovisual chega ao espectador europeu. Para o setor, essas plataformas já funcionam como gatekeepers do acesso, ditando o que milhões de pessoas podem assistir.

Em vigor desde o início de 2024, o DMA é a principal ferramenta antitruste da UE para frear o monopólio das big techs dentro dos países do bloco. A lei as proíbe de favorecer os próprios serviços em detrimento de rivais, além de obrigá-las a abrir seus ecossistemas para garantir a livre escolha do consumidor. É nesse enquadramento que as emissoras querem que as plataformas estejam.

Associação pressiona UE por medidas rígidas

Tela de smart TV de 55 polegadas exibindo menu inicial com opções de apps como Netflix, Prime Video, Disney+, YouTube e Apple TV. No centro da tela, texto em inglês: "Explore your favorite content quickly and easily" e abaixo, seleção de dramas em destaque. A TV está sobre suporte branco e há uma soundbar preta à frente. Ao lado, placa com texto "7 anos Atualização garantida Sistema Operacional Tizen".
Sistemas de televisões servem como gatekeepers, segundo associação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A frente é liderada pela Associação de Serviços de Televisão Comercial e Vídeo sob Demanda na Europa (ACT). Segundo a agência, em cartas enviadas à chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, a entidade afirma que as big techs têm fortes incentivos para restringir a concorrência e fechar seus ecossistemas.

Para as redes de mídia, quem controla o sistema operacional da TV controla o acesso ao espectador. A ACT alerta que esse domínio permite impor barreiras contratuais e técnicas para dificultar que o usuário migre livremente entre aplicativos e serviços concorrentes dentro da mesma televisão.

Dados apresentados pela ACT à Comissão Europeia mostram como o mercado de sistemas operacionais para TVs mudou nos últimos cinco anos: o Tizen, da Samsung, lidera na Europa com 24% de participação. O Android TV, do Google, saltou de 16% em 2019 para 23% no início de 2024. O crescimento mais agressivo foi o do Fire OS, da Amazon, que foi de 5% para 12% no mesmo período.

Assistentes de voz na mira

ilustração sobre a Alexa
Alexa e outros assistentes virtuais também são alvo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além das telas, a ACT também quer que a UE aplique a DMA a assistentes virtuais como Alexa (Amazon), Siri (Apple) e recursos integrados do ChatGPT. Para as emissoras, esses assistentes controlam o acesso ao conteúdo em smart TVs, celulares, carros e sistemas de som.

A exigência é que a Comissão enquadre essas ferramentas na lei com base em critérios “qualitativos” de domínio de mercado, uma tentativa de forçar a regulação mesmo que algumas dessas IAs ainda não atinjam os limites financeiros (75 bilhões de euros em valor de mercado) ou de audiência (45 milhões de usuários ativos mensais) exigidos pelo texto atual da DMA.

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

HBO Max e Paramount+ podem passar por fusão após compra da Warner Bros

2 de Março de 2026, 18:37
Landing page da HBO Max, com várias capas de filmes, séries e eventos ao fundo
HBO Max já teve diversos nomes (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery fecharam um acordo de US$ 110 bilhões, com cada ação a US$ 31.
  • Um novo serviço de streaming, nascido da junção de Paramount+ e HBO Max, poderá ter com 200 milhões de assinantes e a HBO deve ser uma submarca.
  • A fusão ainda precisa de aprovação regulatória nos EUA, com algumas autoridades expressando preocupação.

Os serviços de streaming HBO Max e Paramount+ podem ser unidos futuramente, caso a aquisição da Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance seja aprovada pelas autoridades regulatórias. Quem disse isso foi David Ellison, CEO da Paramount, em uma chamada com investidores nesta segunda-feira (02/03).

A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery fecharam um acordo no valor estimado de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões, em conversão direta), com o pagamento de US$ 31 por ação (aproximadamente R$ 160), derrotando as ofertas anteriores feitas da Netflix.

O que se sabe sobre o novo streaming?

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount+ tem filmes, séries e transmissões esportivas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por enquanto, não há muitas informações sobre como seria esse novo serviço, muito menos detalhes sobre nome e preço. Ellison disse que o streaming nasceria com 200 milhões de assinantes.

O CEO fez questão de enfatizar que a “HBO vai continuar sendo a HBO”, no que diz respeito à qualidade da programação. Mesmo assim, segundo a CNBC, uma pessoa com conhecimento dos planos da Paramount afirmou que a HBO deve ser uma submarca do novo serviço.

Seria mais um capítulo da confusa história da marca HBO no streaming, que já teve os serviços e marcas HBO, HBO Go, HBO Now, HBO Max, Max e novamente HBO Max.

Quais são os planos da Paramount para a Warner Bros?

Ellison destacou que a empresa resultante da fusão terá muitas franquias sob seu guarda-chuva, como Harry Potter, Top Gun, Star Trek, Looney Tunes e Game of Thrones. Ele também quer manter 30 ou mais lançamentos anuais nos cinemas.

Outro ponto forte da nova gigante estaria nas transmissões esportivas, com a junção da TNT Sports e da CBS Sports. Nos Estados Unidos, elas têm os direitos sobre diversas competições, como NFL, MLB, NHL, Roland Garros e mais. No Brasil, a HBO Max tem a Champions League, e a Paramount+ transmite alguns jogos da Copa Libertadores.

A aquisição, no entanto, ainda precisa passar pelas aprovações regulatórias dos EUA. Ellison confia que isso não será problema — ele defende que a fusão das duas empresas beneficia a competição, os consumidores e a comunidade criativa.

Nem todas as autoridades estão convencidas, entretanto. Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, já declarou que pretende avaliar de maneira rigorosa a negociação.

Com informações da CNBC e do TechCrunch

HBO Max e Paramount+ podem passar por fusão após compra da Warner Bros

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

7 de Janeiro de 2026, 12:10
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Conselho da Warner Bros. Discovery rejeitou oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance por considerá-la inadequada e arriscada;
  • A proposta da Paramount incluía canais como CNN e TNT, mas foi considerada uma aquisição alavancada, sem garantias financeiras sólidas;
  • Rejeição também se deve aos custos associados, como a multa rescisória com a Netflix.

Por decisão unânime, o conselho de administração da Warner Bros. Discovery (WBD) rejeitou a oferta de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance no valor de US$ 108,4 bilhões (R$ 582 bilhões, na conversão direta). Com isso, a Netflix se mantém como vencedora na disputa pelo conglomerado.

A “trama” teve início em dezembro de 2025, quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 447 bilhões na cotação atual).

Dias depois, a Paramount fez uma proposta hostil (sem negociação prévia com o conselho ou liderança do lado a ser adquirido) para ficar com a WBD usando como fator de atração o valor de US$ 108,4 bilhões, montante consideravelmente maior em relação à oferta da Netflix.

Em 17 de dezembro, a liderança da WBD orientou os seus acionistas a rejeitarem a proposta da Paramount Skydance sob o argumento de que a oferta impõe “riscos e custos numerosos e significativos” ao conglomerado por subvalorizar o negócio e não fornecer garantias financeiras sólidas.

Atualmente, a Paramount é controlada pela família de Larry Ellison, cofundador da Oracle. O empresário chegou a oferecer uma garantia pessoal de mais de US$ 40 bilhões para dar segurança à proposta, mas isso não foi o suficiente: como sabemos agora, o conselho seguiu a orientação de rejeitar a oferta.

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix deve ficar com a Warner Bros. Discovery após Paramount ser rejeitada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a justificativa dada pelo conselho da WBD?

Em nota direcionada a acionistas publicada nesta quarta-feira (07/01), o conselho de administração da Warner Bros. Discovery argumentou que a proposta da Paramount Skydance tem valor inadequado. Isso porque a oferta também envolve canais como CNN, Cartoon Network e TNT, que ficaram de fora da proposta da Netflix.

Além disso, o conselho manifestou incerteza sobre a capacidade da Paramount de cumprir o acordo, se ele fosse aceito, por considerar a proposta uma aquisição alavancada, isto é, dependente de recursos financeiros oriundos de outras fontes, como empréstimos bancários.

Outro fator impeditivo são os custos atrelados à aceitação da oferta, que incluem multa rescisória junto à Netflix.

Apesar disso, a Paramount ainda pode tentar adquirir a WBD, seja pelo aumento do valor da oferta, seja pelo pedido de uma nova votação dos acionistas do conglomerado.

Com informações de Reuters

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MTV e Nickelodeon saem do ar no Brasil

2 de Janeiro de 2026, 09:28
Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount encerra canais de entretenimento no Brasil (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo

A Paramount encerrou seis canais distribuídos no Brasil: MTV, MTV Hits, MTV 00s, Nickelodeon, Nick Jr. e Comedy Central. A decisão foi comunicada às operadoras em outubro, marcando o fim de uma era para algumas das principais programações de entretenimento da televisão. Ela entrou em vigor no dia 31 de dezembro.

A retirada do sinal faz parte de uma reestruturação global. A partir de agora, o foco da empresa no país será exclusivamente no modelo Direct-to-Consumer (D2C), priorizando a plataforma paga de streaming Paramount+ e o serviço gratuito Pluto TV. O objetivo é eliminar intermediários na entrega de conteúdo ao consumidor final.

Operadoras como Claro e Sky confirmaram que foram informadas sobre o desligamento. A primeira afirma, em comunicado ao portal Na Telinha, que avalia “as ações que serão adotadas para os clientes do hub de conteúdo da operadora”, enquanto a Sky informou que os canais descontinuados serão substituídos por opções como SBT News, Sky News e AMC Series.

Por que o os canais foram desativados?

A decisão teria sido impulsionada por uma combinação de fatores financeiros negativos. A Paramount enfrentava uma queda consistente na receita publicitária da TV paga, somada à diminuição geral da base de assinantes desse serviço no Brasil.

Além disso, o Na Telinha aponta que os altos custos associados ao Serviço de Acesso Condicionado (SeAC, termo técnico para o serviço prestado por ela) teriam pesado na balança. Ao migrar totalmente para o streaming, a empresa reduz drasticamente os custos operacionais locais.

Nas redes sociais, telespectadores se despediram dos canais da empresa.

Está encerrado desde as 6 da manhã (só os bêbados e os fedendo a ressaca viram) todos os canais Paramount/Viacom do Brasil

Fim de uma era

Adeus Nickelodeon, MTV, Paramount e COMEDY Central pic.twitter.com/SBfNF7j3O0

— Alex – Faz o X Aew (@EuAlexFernandes) January 1, 2026

Paramount muda foco para streaming

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Companhia foca na distribuição de conteúdo pelas plataformas de streaming (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O movimento ocorre num momento de transformação profunda para a própria Paramount. A empresa concluiu, no início de 2025, a fusão com a Skydance Media, produtora liderada pelo bilionário David Ellison, e tenta ganhar força para competir com gigantes como Netflix e Disney.

A empresa protagoniza, atualmente, uma oferta hostil para compra da Warner Bros. Discovery (WBD), tentando criar um gigante de entretenimento. O negócio, entretanto, vem sofrendo resistência do conselho da WBD, liderado pelo CEO David Zaslav, que recomendou aos acionistas que mantenham o negócio firmado com a Netflix no início de dezembro.

A proposta hostil da Paramount pela dona de marcas como DC Comics e Harry Potter partiu, inicialmente, de um pagamento de US$ 30 por ação em dinheiro. O negócio incluiria a divisão de TV tradicional (com marcas como TNT e CNN), o que não está previsto na proposta da Netflix.

MTV e Nickelodeon saem do ar no Brasil

(imagem: divulgação/Paramount)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

17 de Dezembro de 2025, 12:52
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Warner Bros. Discovery segue inclinada a se vender para a Netflix (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Warner Bros. Discovery (WBD) orientou os acionistas a rejeitarem a oferta pública de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance. Em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (17), o conselho de administração classificou a proposta de US$ 30 por ação como “ilusória” e reafirmou o compromisso firmado com a Netflix.

O argumento da diretoria é de que a proposta de US$ 108 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) da Paramount, controlada por David Ellison e apoiada pela RedBird Capital, impõe “riscos e custos numerosos e significativos” à empresa.

A WBD sustenta que a proposta hostil subvaloriza o negócio e carece de garantias financeiras sólidas, questionando a estrutura de financiamento apresentada pela família Ellison.

O movimento ocorre em defesa do acordo de US$ 72 bilhões celebrado no início do mês com a Netflix. Considerando dívidas e outras despesas, o valor chega a US$ 82 bilhões (R$ 440 bilhões). Pelo plano atual, a Warner Bros. Discovery passará por uma cisão (spin-off), dividindo-se em duas empresas de capital aberto.

A recomendação do conselho não significa, necessariamente, uma derrota para a Paramount. Mesmo com o direcionamento do conselho, os acionistas ainda podem acatar à proposta de aquisição hostil.

Dúvidas sobre o financiamento da Paramount

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Empresas envolvidas no financiamento levantaram dúvidas do conselho (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Warner desconfia da capacidade de execução da Paramount e alega, segundo apuração do The Wall Street Journal, que a empresa tem “consistentemente enganado” os acionistas da WBD. A crítica foca no fato de que o financiamento da família Ellison estaria atrelado a um fundo fiduciário revogável, o que, na visão do conselho da WBD, é incerto para uma transação desse porte.

A oferta inicial da Paramount contava com o apoio de três fundos soberanos do Golfo Pérsico, além da Affinity Partners, que anunciou a saída do negócio na terça-feira (16/12). Um porta-voz da Affinity declarou que “a dinâmica do investimento mudou significativamente desde que nos envolvemos inicialmente em outubro”, mas ressaltou que a empresa ainda vê “forte lógica estratégica” na proposta da Paramount.

Outro que preferiu se abster da relação com a Paramount foi Donald Trump, indicado como facilitador do negócio a Skydance e a Paramount no começo deste ano. O presidente dos Estados Unidos negou ter amizade com David Ellison e alegou que continua sendo alvo do canal de notícias do grupo, CBS News.

Netflix se mantém otimista

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos segue otimista com negócio firmado anteriormente (imagem: reprodução/Variety)

Enquanto a Paramount tenta seduzir acionistas com uma oferta de compra integral e pagamento em dinheiro vivo, a Netflix defende a sinergia de seu acordo. Em e-mail aos funcionários, os co-CEOs da Netflix, Greg Peters e Ted Sarandos, afirmaram ter um “acordo sólido em vigor” e se mostraram confiantes na aprovação.

Provavelmente visando maior aceitação dos acionistas e do governo, o discurso dos CEOs também mudou quanto ao lançamento de conteúdo exclusivamente nos cinemas. Após críticas pelo discurso anti-cinema, Sarandos agora diz que manterá a janela de lançamento tradicional do conglomerado.

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

8 de Dezembro de 2025, 14:53
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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