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Brasil registrou 3,8 milhões de trocas de operadora no primeiro semestre

13 de Agosto de 2026, 12:06
Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Telefonia móvel representa a maioria dos pedidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Quase 4 milhões de brasileiros trocaram de operadora no primeiro semestre de 2026, segundo a ABR Telecom.
  • A maioria das trocas ocorreu no mercado de telefonia celular, com quase 3 milhões de processos.
  • O estado de São Paulo liderou o ranking, com mais de 1 milhão de transferências, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No primeiro semestre de 2026, os brasileiros realizaram 3,8 milhões de trocas de operadora de telefonia mantendo o número original. O levantamento oficial foi elaborado pela entidade administradora do serviço no país, a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom).

Os números refletem um cenário de continuidade no setor e alta demanda. Do total de pedidos efetivados até o fim de junho, a maioria ocorreu no mercado de telefonia celular: quase 3 milhões. A telefonia fixa, por sua vez, somou 868 mil transferências no mesmo intervalo.

O ranking por estado

O Tecnoblog obteve em primeira mão os números por estado. Eles revelam que a região Sudeste concentra a maior movimentação de linhas no país. O estado de São Paulo lidera o ranking nacional de forma isolada, registrando mais de 1 milhão de trocas. O Rio de Janeiro aparece na segunda colocação, com 404 mil transferências, seguido por Minas Gerais, com quase 365 mil.

A ABR Telecom nos informou que o volume do semestre está em linha com o histórico recente, sem apresentar picos ou quedas bruscas. A associação ressaltou ainda que não registra os motivos que levam os clientes a mudarem de empresa de telecomunicações.

Apesar do nosso enorme interesse pelo assunto, a ABR Telecom não informou quais operadoras mais ganharam ou mais perderam clientes.

UFPortabilidades
São Paulo1.089.713
Rio de Janeiro404.719
Minas Gerais364.895
Paraná295.832
Santa Catarina266.808
Rio Grande do Sul234.987
Distrito Federal159.116
Bahia133.738
Pernambuco128.401
Ceará127.233
Goiás96.946
Rio Grande do Norte66.247
Paraíba58.238
Pará56.365
Espírito Santo53.459
Mato Grosso48.381
Mato Grosso do Sul42.731
Alagoas35.527
Maranhão33.598
Amazonas30.129
Acre25.325
Sergipe21.879
Tocantins20.998
Piauí19.137
Rondônia14.902
Amapá7.196
Roraima3.942
Compilação: Tecnoblog | Dados: ABR Telecom | 1º semestre de 2026

O que é e como pedir a portabilidade?

Torre de telefonia
Operadoras têm até três dias úteis para concluir a transferência do número (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A portabilidade numérica é um direito do consumidor que permite a troca de prestadora mantendo o mesmo número. Garantida desde 2008, a regra é válida desde que a mudança seja feita na mesma modalidade de serviço (de móvel para móvel ou de fixo para fixo) e na mesma área de registro, mantendo o código de área (DDD).

Para realizar a migração, o interessado deve entrar em contato com a operadora desejada e formalizar a solicitação. O processo leva até três dias úteis e, desde 2023, exige uma confirmação do titular por SMS, para aumentar a segurança contra fraudes.

Em seus 18 anos de existência, a portabilidade numérica no país já alcançou a marca de 109 milhões de números telefônicos portados.

Brasil registrou 3,8 milhões de trocas de operadora no primeiro semestre

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Telecomunicações (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasil tem a internet 5G mais rápida da América Latina

12 de Janeiro de 2026, 11:18
Fundo verde com mapa do Brasil contendo a bandeira além de uma onda, com as letras 5G no canto inferior esquerdo
Ranking da Ookla mostra o Brasil isolado no topo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Brasil lidera a América Latina em velocidade de 5G, com média de 430,83 Mb/s, devido ao leilão de frequências da Anatel em 2021.
  • A disponibilidade de 100 MHz para operadoras como Claro, TIM e Vivo evita congestionamento e garante alta velocidade.
  • A neutralidade tecnológica do Brasil, permitindo fornecedores como Huawei, Ericsson e Nokia, facilita a modernização das redes.

O Brasil foi o país com a rede 5G mais rápida da América Latina no terceiro trimestre de 2025. Segundo o relatório recente da Ookla, baseado em dados do Speedtest, a velocidade média de download em território nacional atingiu a marca de 430,83 Mb/s, resultado que coloca o país à frente de todos os vizinhos regionais.

O avanço é atribuído ao modelo de leilão de frequências adotado pela Anatel em 2021. Vale recordar que o certame priorizou obrigações de infraestrutura e investimentos na expansão das redes de banda média (3,5 GHz), que oferecem o melhor equilíbrio entre alcance de sinal e capacidade de dados.

Por que o 5G brasileiro lidera?

A explicação passa por fatores como a agilidade regulatória. Enquanto alguns países ainda enfrentam dificuldades para liberar faixas de frequência, a Anatel disponibilizou grandes blocos de 100 MHz para as principais operadoras do país – Claro, TIM e Vivo.

O espectro funciona como as faixas de uma rodovia: quanto mais larga a “pista”, maior a largura de banda e mais dados conseguem trafegar ao mesmo tempo. No Brasil, o fato de as operadoras terem “pistas” de 100 MHz de largura evita o congestionamento da rede e garante que a informação flua sem gargalos, resultando em velocidades mais altas.

Velocidade média no país supera 430 Mb/s (imagem: reprodução/Ookla)

Além disso, o modelo de obrigações de investimento vinculou a concessão à conectividade de rodovias, escolas públicas e à limpeza da faixa de 3,5 GHz (antes ocupada por antenas parabólicas) para evitar interferências.

O estudo da Ookla indica que essa estratégia tem surtido efeito: 38,5% dos usuários de 5G no Brasil passam a maioria do tempo conectados à rede de quinta geração, a maior taxa de disponibilidade entre os grandes mercados da região.

Outro pilar dessa liderança foi a neutralidade tecnológica. O Brasil optou por não banir fornecedores específicos, permitindo que as operadoras utilizassem equipamentos da chinesa Huawei, da sueca Ericsson e da finlandesa Nokia. Essa diversidade na cadeia de suprimentos facilitou a modernização das redes, sem atrasos críticos ou custos elevados que afetaram mercados com restrições geopolíticas.

Ranking de operadoras na região

No Brasil, o trio principal consegue manter uma média que impulsiona o índice nacional para cima.

OperadoraPaísDownload médio
ClaroBrasil400 Mb/s
VivoBrasil400 Mb/s
TIMBrasil400 Mb/s
PersonalArgentina300 Mb/s
AntelUruguai300 Mb/s

E o “5G puro”?

A transição para o chamado “5G puro” (Standalone ou SA) ainda é um desafio na América Latina. Diferente da versão Não-Autônoma (NSA), que utiliza o núcleo de rede do 4G para funcionar, o 5G SA opera de forma independente, oferecendo latência baixíssima. No Brasil, embora a tecnologia já esteja disponível, apenas 1,6% das conexões utilizam o padrão até aqui. Porto Rico lidera neste quesito, com 41,1%, impulsionado pela infraestrutura da T-Mobile.

Paralelamente, o Acesso Fixo Sem Fio (FWA) começa a ganhar força como alternativa à fibra óptica. A tecnologia permite entregar internet banda larga residencial através do sinal 5G. No Brasil, a Claro lançou planos com velocidades de até 1 Gb/s, enquanto a Vivo comercializa franquias de até 200 GB mensais. Operadoras regionais, como a Brisanet, também investem na modalidade.

Apesar da liderança brasileira, o cenário regional ainda é de amadurecimento. A GSMA Intelligence projeta que o 5G alcançará 50% das conexões totais na América Latina apenas em 2030, totalizando cerca de 410 milhões de acessos.

Brasil tem a internet 5G mais rápida da América Latina

5G no Brasil (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

1 de Dezembro de 2025, 10:43
Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Base de usuários cresceu 50% nos últimos 12 meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O 5G representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, com 55,1 milhões de linhas ativas, segundo dados da Anatel.
  • Vivo lidera com 22,1 milhões de clientes 5G e 6 milhões de novos clientes em 2025, seguida por Claro (5,8 milhões) e TIM (3,1 milhões).
  • Segundo a Teleco, o crescimento do 5G ainda é mais lento que o do 4G no mesmo período de lançamento.

A Anatel divulgou o balanço mensal dos serviços de telecomunicações referente a outubro de 2025, indicando que a tecnologia 5G superou a marca de 20% de participação no mercado brasileiro. Conforme os dados validados pela agência junto às prestadoras, o país encerrou o mês com mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, representando 20,4% do total de acessos móveis no país.

Ao desconsiderar os acessos máquina a máquina (M2M) — utilizados para automação e Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão de crédito —, a penetração do 5G é maior, alcançando 25,4% das linhas. O crescimento da base, por sua vez, foi de 50% nos últimos 12 meses, com 18,3 milhões de novos acessos no período.

No cenário competitivo entre as grandes operadoras, a Vivo consolidou sua liderança no segmento. A empresa, que assumiu o topo do ranking em junho de 2024, registrou 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A operadora também liderou em adições líquidas no acumulado do ano, com 6 milhões de novos clientes na tecnologia, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).

Crescimento do 5G é mais lento que o do 4G

Imagem mostra duas torres de telefonia. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Custo dos smartphones ainda impacta migração de usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar dos números indicarem expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil ocorre em um ritmo mais lento do que o registrado pelo 4G no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Teleco, empresa especializada em telecomunicações, a principal razão é o preço dos smartphones compatíveis com a tecnologia.

Enquanto o 4G se beneficiou de uma queda nos valores dos aparelhos no ciclo inicial, o 5G ainda enfrenta barreiras de entrada para o consumidor de baixa renda. Além disso, a média mensal de adições líquidas de celulares 5G ao longo de 2025, fixada em 1,5 milhão, apresentou uma leve redução em comparação à média de 2024, que foi de 1,6 milhão por mês.

Essa desaceleração confirma a dificuldade de manter o ritmo de crescimento sem a democratização do acesso aos dispositivos.

Disponibilidade de rede

Outro fator relevante para a consolidação da tecnologia ainda é a infraestrutura. Dados da OpenSignal indicam que, em janeiro de 2025, a proporção de tempo que um usuário permanecia conectado ao 5G era de apenas 13%.

Para que a cobertura e a disponibilidade aumentem, especialistas do setor apontam a necessidade de liberar e utilizar frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que possuem maior alcance de propagação de sinal, facilitando a cobertura em áreas internas e periféricas.

Mantidas as tendências atuais observadas até outubro, a Teleco projeta que o Brasil deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 59 a 60 milhões de celulares 5G. Para o fim de 2026, a estimativa é que a base alcance a marca de 80 milhões de acessos.

Com informações da Anatel

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G dobrou de tamanho no Brasil em 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

10 de Outubro de 2025, 10:30
Ilustração sobre conexão ADSL
Análise mostra que nenhuma operadora lidera em todos os quesitos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O relatório da Opensignal destaca a Vivo como a operadora mais rápida, com velocidade de download de 114,8 Mb/s e upload de 67,2 Mb/s.
  • A Nio é considerada a mais confiável, liderando na categoria de confiabilidade com pontuação de 547.
  • A pesquisa baseia-se em bilhões de medições de dispositivos dos usuários em todo o Brasil.

Um novo relatório revela as operadoras de banda larga fixa que merecem destaque no Brasil. O relatório, que foi elaborado pela consultoria Opensignal e consolidado em outubro, coloca a Vivo como melhor prestadora quando o assunto é velocidade de conexão. Já a Nio, antiga Oi Fibra, lidera na confiabilidade de rede.

O documento é baseado na coleta de bilhões de medições diretamente dos dispositivos dos usuários em todo território nacional. Segundo a Opensignal, o levantamento revela o desempenho das redes em atividades cotidianas, refletindo a qualidade da conexão em todo o trajeto, desde o servidor de conteúdo até o dispositivo final, independentemente do plano contratado.

A mais rápida

O relatório faz distinção entre as operadoras líderes em diferentes aspectos da experiência de banda larga. A Vivo obteve a pontuação mais alta em categorias como Velocidade de Download, em que obteve 114,8 Mb/s, contra 96,5 Mb/s da Claro e 95,6 Mb/s da Nio. Ela também fez bonito na Velocidade de Upload, com 67,2 Mb/s de média. Essas métricas são fundamentais para atividades como streaming de vídeo em alta definição, download de arquivos grandes e carregamento de páginas da web.

A Vivo anotou ainda uma boa experiência em vídeo, o que sugere um desempenho superior de sua infraestrutura para transferir grandes volumes de dados de forma eficiente.

Vivo domina em velocidade e Nio, que absorveu clientes da Oi, vence em estabilidade (imagem: reprodução/OpenSignal)

A mais confiável

Por outro lado, a Nio conquistou a primeira posição na categoria de “Confiabilidade”. Esta é uma nova métrica introduzida pela Opensignal para avaliar a consistência e a estabilidade da conexão de banda larga. O indicador de confiabilidade mede a frequência com que a rede dos usuários é suficiente para suportar as aplicações mais comuns e exigentes, como streaming de vídeo em HD, videoconferências em grupo e jogos online.

Uma pontuação elevada nesta categoria indica que os usuários da operadora enfrentam menos interrupções, menor latência e uma experiência de conexão mais estável e previsível no dia a dia. Este resultado posiciona a Nio como a fornecedora com a rede mais consistente para uma gama variada de usos, segundo os dados coletados.

Cabe ressaltar que, apesar da liderança, a pontuação da Nio (547, numa escala que vai de 0 a 1.000) foi pouco superior à vista na Vivo (541) e na Claro (535). A TIM aparece um pouco mais atrás (507).

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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