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Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

9 de Setembro de 2026, 17:48
Imagem de divulgação mostra uma mulher com um celular azul em mãos
Nova geração de chips da Arm foca em IA local e jogos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Arm revelou o CSS for Mobile 2, nova arquitetura para smartphones que processa tarefas complexas de IA localmente.
  • Mali G2-Ultra NX será a primeira GPU da marca com aceleradores neurais integrados, garantindo 14% mais desempenho em renderização tradicional.
  • A CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e consumo e processa LLMs até 70% mais rápido que o C1-Ultra.

A Arm oficializou nesta quarta-feira (09/09) o lançamento da CSS for Mobile 2, uma nova plataforma projetada para equipar a próxima geração de smartphones. A novidade foi desenhada pela empresa para lidar com tarefas pesadas de inteligência artificial baseada em agentes e gráficos cada vez mais detalhados.

A arquitetura que combina CPU e GPU foca ainda em rodar inteligência artificial localmente nos celulares. Segundo a empresa, o novo sistema consumirá menos energia entregando o mesmo desempenho.

O que muda na renderização de jogos?

O destaque da plataforma é a nova GPU Mali G2-Ultra NX. De acordo com a Arm, esta é a primeira Unidade de Processamento Gráfico da linha a integrar aceleradores neurais dedicados. Esse design garante um desempenho maior para gráficos aprimorados, reconstruídos ou gerados por IA.

Na renderização tradicional, o ganho de performance é de 14% frente à geração anterior. O componente também estreia uma unidade de ray tracing de última geração, abrindo espaço para iluminação realista e mundos mais ricos nos jogos mobile.

A indústria já abraçou a ideia. Segundo a companhia, desenvolvedoras de motores gráficos e estúdios como Sumo Digital, Tencent Games, Unity China e NetEase já preparam a integração da tecnologia neural em jogos futuros, como Arena Breakout Infinite e Where Winds Meet.

Imagem mostra as novidades técnicas da GPU Mali G2 Ultra NX da fabricante Arm
Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU Arm com hardware de aceleração de IA dedicado (imagem: divulgação)

Combinação de núcleos

Com a evolução da IA, o processador assume a função de “maestro” na plataforma. O executivo da Arm responsável pelo setor, Chris Bergey, explicou que a tecnologia atual exige a execução simultânea de aplicativos e a coordenação de diversos modelos de linguagem, tudo dentro dos rigorosos limites térmicos e de desempenho de um celular.

Para suportar essa carga, a Arm combina núcleos C2-Ultra, voltados para desempenho, e núcleos C2-Pro, que priorizam a eficiência energética, além de suportar computação de IA de baixa latência direto na CPU.

Imagem mostra as novidades técnicas da CPU C2-Ultra da fabricante Arm
CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e eficiência (imagem: divulgação)

As melhorias impressionam no papel. Há um aumento prometido de 70% na velocidade de processamento de Modelos de Linguagem Pequenos (SLMs) e um desempenho de IA 1,7 vez superior ao do antigo C1-Ultra. Se os dados se comprovarem, o usuário terá um ganho de até 15% em performance de thread único (a velocidade com que um único núcleo do processador consegue executar a linha de instrução de um programa) com economia de energia de até 38%, conforme a Arm.

Para garantir que as fabricantes tirem proveito desse hardware rapidamente, a empresa destaca que a plataforma CSS for Mobile 2 já conta com suporte nativo a pacotes essenciais de desenvolvimento, como o Arm KleidiAI e o Neural Graphics Development Kit, agora localizados no novo Portal de IA da Arm.

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

15 de Maio de 2026, 10:43
Imagem de um smartphone com design dourado. Na tela, há a hora "12:00" e a data "January 20, 2025", com o logotipo "TRUMP MOBILE" na parte superior e a frase "Make America Great Again" abaixo. O fundo da tela exibe uma bandeira dos Estados Unidos estilizada. Na parte de trás do aparelho, vê-se uma gravação do símbolo "T" grande, seguido de "1", e a imagem de uma bandeira dos EUA. O telefone possui três câmeras traseiras e uma borda dourada.
T1 Phone “made in USA”, pelo visto, é versão repaginada de celular chinês (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Trump Phone pode ser uma versão mais cara de um smartphone fabricado na China.
  • Anunciado como um aparelho “Made in USA”, com tecnologia e fabricação 100% nacional, o celular seria, na verdade, o REVVL 7 Pro 5G.
  • O aparelho original custa US$ 126 por lá, enquanto o smartphone de Donald Trump é vendido por US$ 499.

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.

O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.

Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.

O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).

Celular nem tão americano assim

O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.

Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.

O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Donald Trump durante comício
Ao longo de 2025, Donald Trump prometeu tarifas extras para países como a China (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.

As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.

Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.

The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1

— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026

Política de reembolso também é alvo de críticas

As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.

Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

The Sims Mobile será encerrado pela EA

21 de Outubro de 2025, 10:36
Como jogar The Sims Mobile / Divulgação / EA
The Sims Mobile deixará de funcionar em 20 de janeiro de 2026 (imagem: divulgação/EA)
Resumo
  • A EA encerrará The Sims Mobile em 20 de janeiro de 2026, após quase oito anos de funcionamento.
  • O encerramento ocorre durante a reorganização da franquia, com foco no novo projeto Project Rene, mas The Sims 4 continuará ativo.
  • A própria empresa vive uma reorganização e recentemente foi adquirida por um fundo saudita, em uma venda de US$ 55 bilhões.

A Electronic Arts (EA) anunciou oficialmente o encerramento de The Sims Mobile, versão para smartphones da icônica franquia de games. A atualização lançada ontem (20/10) é a última do jogo, que deixará de funcionar completamente em 20 de janeiro de 2026. Segundo a empresa, após essa data, “o jogo não estará mais acessível e será encerrado”.

O jogo será removido hoje (21/10) da App Store e Google Play, antes do desligamento definitivo dos servidores. A partir de agora, não será mais possível gastar dinheiro real dentro do app.

The Sims Mobile foi lançado em 2018 e recebeu mais de 50 atualizações ao longo dos anos, mantendo uma comunidade ativa de jogadores que buscavam reproduzir no celular a experiência do The Sims.

Por que The Sims Mobile vai acabar?

Hey Simmers,

The Sims Mobile (TSM) will be delisted from the Apple App Store and Google Play Store on October 21st at 1:30 PM UTC, but we wanted to remind you that if you’ve downloaded it before, you can redownload and play TSM until it sunsets on January 20th, 2026.

For Apple…

— The Sims Mobile (@TheSimsMobile) October 21, 2025

O encerramento ocorre em meio a uma reorganização da franquia, que vive um período de transição. Enquanto The Sims 4 segue recebendo expansões e conteúdo extra, a EA já mira o futuro com o Project Rene, o próximo grande título da companhia. É esperado que o projeto — ainda em fase inicial — una elementos de jogo single-player e multiplayer e esteja disponível para PC e dispositivos móveis.

Essa proposta mais integrada pode ter tornado o The Sims Mobile obsoleto na estratégia da empresa. Ainda que a EA não tenha detalhado completamente o novo título, a expectativa é que ele traga um ecossistema conectado, em que os jogadores possam criar, construir e interagir em diferentes plataformas.

Contudo, isso também pode mudar, já que a própria EA Games vive uma reorganização: há menos de um mês, a empresa foi vendida a um fundo saudita por US$ 55 bilhões — maior aquisição já realizada em dinheiro por um patrocinador financeiro. O consórcio de investidores também conta com a Silver Lake e Affinity Partners.

The Sims 4 continuará ativo

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)
The Sims 4 não será afetado (imagem: divulgação/EA)

A EA não revelou uma data de lançamento para o Project Rene, que foi anunciado em 2022, mas já demonstrou trechos de testes que indicam foco em personalização colaborativa.

O jogo deve permitir que vários jogadores editem um mesmo ambiente em tempo real. A empresa também reforçou que The Sims 4 continuará ativo, mesmo após o lançamento do novo game.

Com informações do The Verge

The Sims Mobile será encerrado pela EA

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)
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