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Alemanha adota formatos abertos do ODF; LibreOffice comemora

20 de Março de 2026, 16:58
Notebook com o editor de texto Writer aberto e a frase "Open Document Format" escrita
Editor de texto Writer, do LibreOffice, que adota o ODF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Alemanha tornou Open Document Format (ODF) obrigatório na administração pública como parte da iniciativa Deutschland-Stack;
  • responsável pelo LibreOffice, que adota o ODF como padrão, The Document Foundation defendeu a decisão;
  • ODF inclui formatos como .odt, .ods e .odp, sendo mantido pela OASIS e reconhecido pela ISO.

Nesta semana, os formatos de documentos do padrão aberto Open Document Format (ODF) passaram a ser de uso obrigatório na administração pública da Alemanha. A The Document Foundation (TDF), organização por trás do pacote de escritório LibreOffice, celebrou a decisão.

Sendo mais preciso, o ODF tornou-se oficial na Deutschland-Stack, iniciativa do governo alemão que estabelece uma infraestrutura digital para o país, servindo de base principalmente para o setor público ou serviços digitais oferecidos a cidadãos e organizações.

Na prática, isso significa que repartições públicas alemãs de todos os níveis deverão usar os formatos do ODF para garantir a interoperabilidade e a efetividade de comunicação por documentos digitais. O padrão PDF/UA (um tipo de PDF com acessibilidade universal, suportado por leitores de tela, por exemplo) também deverá ser adotado.

The Document Foudantion celebra adoção do ODF

A TDF é uma das organizações que mais defendem o uso do ODF, até porque esse conjunto de formatos é padrão na suíte aberta de escritório LibreOffice, desenvolvida pela organização.

Embora o pacote seja compatível com outros formatos, incluindo os do Microsoft 365/Office, o Open Document Format é adotado como padrão no LibreOffice por ser aberto e bem estruturado. Isso permite a sua implementação em qualquer software, não causa problemas graves de compatibilidade e não onera indivíduos ou organizações com custos de licenciamento.

O ODF também evita a dependência de padrões proprietários ou tecnicamente complexos. Nesse sentido, a TDF criticou recentemente a Microsoft por conta da complexidade do OOXML, que torna difícil a compatibilidade total do LibreOffice com formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).

Não surpreende, portanto, que a TDF tenha apoiado a estratégia da Deutschland-Stack:

A decisão da Alemanha de ancorar o ODF no centro de sua infraestrutura nacional soberana confirma o que temos defendido há anos: formatos de documentos abertos e independentes de fornecedores não são uma preocupação de nicho para alguns especialistas em tecnologia e defensores do FOSS [Free and Open Source Software]. Eles são uma infraestrutura fundamental para administrações públicas democráticas, interoperáveis e soberanas.

Florian Effenberger, diretor executivo da The Document Foundation

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é ODF?

Como já dito, o Open Document Format é um conjunto de formatos para documentos, o que inclui textos, planilhas, apresentações e afins. O padrão é mantido pela organização sem fins lucrativos OASIS e reconhecido pela ISO (organização internacional para normas técnicas).

Os principais formatos do ODF são estes:

  • .odt: documentos de texto
  • .ods: planilhas
  • .odp: apresentações de slides
  • .odg: desenhos ou formas vetoriais
  • .odf: fórmulas matemáticas
  • .odb: banco de dados

Alemanha adota formatos abertos do ODF; LibreOffice comemora

Editor de texto Writer, do LibreOffice, que adota o ODF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

6 de Março de 2026, 09:04
Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LibreOffice vai ter versão online, mas não do jeito esperado

2 de Março de 2026, 13:56
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • LibreOffice Online será retomado, mas não será hospedado pela The Document Foundation; organizações interessadas deverão hospedar versão online em seus próprios servidores;
  • Collabora Online oferece versão online do LibreOffice desde 2015. Ela é mantida por uma organização que emprega boa parte dos desenvolvedores do LibreOffice;
  • Mais detalhes sobre o projeto LibreOffice Online serão divulgados em breve.

O LibreOffice é uma das suítes de escritório mais conhecidas depois do Microsoft 365/Office. Tamanha popularidade fez os mantenedores do projeto receberem numerosos pedidos para a criação de uma versão online do pacote. Esse projeto vai finalmente ser tirado do papel, mas não da forma esperada.

Na verdade, trata-se de uma retomada. O LibreOffice Online é um projeto que existe pelo menos desde 2015, mas que foi oficialmente suspenso em 2022. É esse projeto que será retomado:

Planejamos reabrir o repositório do LibreOffice Online na The Document Foundation (TDF) para contribuições, mas forneceremos avisos sobre o estado do repositório até que a equipe da TDF concorde que ele é seguro e utilizável.

Mike Saunders, colaborador da The Document Foundation

Mas há um porém: responsável pelo LibreOffice, a TDF tratou de avisar que a versão online do pacote não será hospedada pela própria organização ou disponibilizada diretamente a partir da web.

Em vez disso, o LibreOffice Online será desenvolvido para ser hospedado nos servidores das organizações interessadas pelo projeto. Nesse sentido, uma universidade poderá oferecer uma implementação própria do LibreOffice para seus alunos e professores, com acesso a partir do navegador, só para dar um exemplo.

A TDF promete liberar mais informações sobre o LibreOffice Online em breve.

Já existe uma versão online do LibreOffice: o Collabora

O site The Register chamou a atenção para um detalhe que quase passou despercebido: apesar de o LibreOffice Online ter sido “congelado”, existe uma versão nas nuvens da suíte que atende pelo nome Collabora Online.

Esse projeto foi criado em 2015 e é mantido até hoje. De acordo com o Register, a Collabora é uma organização baseada no Reino Unido que é responsável por boa parte dos desenvolvedores remunerados que trabalham em tempo integral no código-fonte do LibreOffice.

Collabora Online
O Collabora Online (imagem: reprodução/Collabora)

Essa intimidade com o projeto permite à Collabora oferecer versões online dos softwares da LibreOffice a organizações, por meio de planos pagos. Existe também uma versão gratuita que pode ser usada por usuários domésticos ou testada por desenvolvedores: trata-se do Collabora Online Development Edition (CODE).

Note, porém, que as versões do Collabora Online também devem ser instaladas em servidores próprios ou em uma nuvem privada para serem acessadas, não funcionando diretamente como um Software as a Service (SaaS) similar ao Google Docs, por exemplo.

Neste ponto encontramos o que pode ser a principal diferença em relação ao LibreOffice Online em si: há rumores de que, quando o projeto foi suspenso, em 2022, a principal motivação para isso foi um possível conflito com o Collabora Online; nesta retomada, a TDF apenas fornecerá o software, cabendo aos interessados hospedá-lo e mantê-lo.

Enquanto isso, a Collabora continuará oferecendo um pacote mais completo de serviços atrelados ao LibreOffice, o que inclui diferentes níveis de suporte técnico.

LibreOffice vai ter versão online, mas não do jeito esperado

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LibreOffice critica Microsoft por complicar formatos do Office

9 de Fevereiro de 2026, 16:56
Representação gráfica dos novos logos do pacote Office
Ícones dos aplicativos do Office/Microsoft 365 (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • The Document Foundation critica Microsoft por dificultar implementação do OOXML, que possui especificações complexas e documentação extensa;
  • Entidade também afirma que OOXML depende de elementos proprietários e componentes específicos do Windows, dificultando implementações alternativas;
  • Segundo a The Document Foundation, o OOXML não pode ser considerado, de fato, um padrão.

Desenvolver um pacote de produtividade não é tarefa fácil, pois vários softwares complexos fazem parte do projeto. Mas os desenvolvedores do LibreOffice têm um desafio adicional: oferecer suporte aos formatos do Office. Não por acaso, a The Document Foundation voltou a criticar a Microsoft por dificultar esse trabalho.

The Document Foundation é o nome da organização responsável pelo LibreOffice. Aliás, a versão 26.2 do LibreOffice foi lançada na semana passada, trazendo, entre várias novidades, suporte melhorado a formatos do Office.

Soa repetitivo, pois toda nova versão do pacote traz anúncios relacionados ao Office. Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores do projeto se esforçam para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.

Na verdade, a The Document Foundation não espera um apoio direto, mas que a Microsoft torne o OOXML (Office Open XML) uma especificação realmente aberta e que segue boas práticas de desenvolvimento. Isso permitiria uma compatibilidade real com suítes de terceiros.

O que há de errado no OOXML?

O OOXML é mantido pela Microsoft como um padrão de formatos de arquivos que é implementado principalmente nos softwares do Office. É de lá que surgem formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).

Apesar de ser descrito como um padrão aberto (observe a palavra “Open” no nome completo), o OOXML nem sempre é visto como tal, pois tem uma série de limitações. As mais importantes foram citadas na crítica publicada recentemente pela The Document Foundation.

No texto, a organização afirma que o OOXML tem especificações muito complexas, com a sua documentação envolvendo cerca de 7.000 páginas, o que dificulta a sua implementação por terceiros.

Além disso, o texto aponta que os aplicativos do Microsoft Office não implementam os formatos seguindo a versão padronizada da documentação (ISO/IEC 29500 Strict), mas uma variação “Transicional” que adiciona suporte a formatos legados, trazendo o efeito de dificultar o trabalho com arquivos resultantes em suítes alternativas.

Também há críticas sobre o OOXML ter dependência de elementos proprietários ou não documentados de versões antigas do Office (dos quais somente a Microsoft compreende), bem como de componentes específicos do Windows, que dificultam ou até impossibilitam implementações multiplataforma.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Diante desses e de outros pontos observados no texto, a The Document Foundation não considera o OOXML, de fato, um formato padronizado:

Infelizmente, continuo lendo sobre defensores do software de código aberto que alegremente usam os formatos proprietários da Microsoft, DOCX, XLSX e PPTX, para seus documentos e, assim, preferem softwares proprietários como o OnlyOffice ao LibreOffice. Outros escrevem coisas absurdas como: “OOXML é um formato padrão e temos que aceitá-lo”.

Gostaria, portanto, de aproveitar a oportunidade para esclarecer, de uma vez por todas, por que OOXML nunca foi, não é e nunca será um formato padrão, a menos que a Microsoft decida redesenhar completamente os aplicativos do Office.

Italo Vignoli, da The Document Foundation e LibreOffice

Vale lembrar que não é a primeira vez que a The Document Foundation faz críticas diretas à companhia. Em julho de 2025, a entidade acusou a Microsoft de aplicar táticas questionáveis para “prender” usuários no Office.

Apesar das críticas, não há nada sugerindo que a Microsoft irá promover mudanças no OOXML.

LibreOffice critica Microsoft por complicar formatos do Office

(imagem: divulgação/Microsoft)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LibreOffice 26.2: rival do MS Office chega com mais desempenho e recursos

4 de Fevereiro de 2026, 08:00
Capa com os dizeres "LibreOffice 26.2"
LibreOffice 26.2 já está disponível (imagem: divulgação/The Document Foundation)
Resumo
  • LibreOffice 26.2 chega com melhorias na compatibilidade do Writer com arquivos DOCX, da Microsoft;

  • Ferramenta de planilhas Calc e o editor de apresentações Impress receberam otimizações de desempenho, bem como pequenos novos recursos;

  • Pacote de escritório continua gratuito e aberto, e está disponível para os principais sistemas operacionais.

O pacote de escritório mais popular do universo do código aberto acaba de ser atualizado: o LibreOffice 26.2 chega aumentando a compatibilidade do Writer com o formato DOCX, melhorando a navegação entre planilhas no Calc, ampliando a capacidade de reprodução de mídia no Impress, e mais.

Florian Effenberger, da The Document Foundation (entidade responsável pelo projeto), afirma que “esta versão tem como foco a velocidade, a confiabilidade e dar às pessoas o controle sobre seus documentos”. O executivo vai além:

O LibreOffice 26.2 mostra o que acontece quando o software é desenvolvido em torno dos usuários, e não de modelos de negócio, e como o software de código aberto pode oferecer um pacote de produtividade moderno e refinado sem comprometer a liberdade do usuário.

Florian Effenberger, diretor executivo da The Document Foundation

Vamos às principais novidades, então.

O que há de novo no editor de textos Writer?

Falar em avanços de compatibilidade com o DOCX e outros formatos do Microsoft Office soa repetitivo, afinal, toda nova versão do LibreOffice tem essa proposta.

Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores da The Document Foundation se esforçam continuamente para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.

É um trabalho que avança aos poucos, portanto, mas que dá resultados. Nesse sentido, o editor de textos Writer melhora, no LibreOffice 26.2, a interoperabilidade com tabelas flutuantes, de modo que elas possam até ser divididas sem ficarem quebradas quando o documento é salvo no formato DOCX.

Writer no LibreOffice 26.2 para Windows
Writer no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outros avanços do Writer incluem:

  • preservação da formatação original durante a revisão dos documentos, tanto em arquivos DOCX quanto em ODT (formato aberto para textos que é padrão no LibreOffice);
  • capacidade de inserir legendas automaticamente em imagens coladas (se essa função estiver ativada);
  • melhorias na importação ou exportação de documentos em Markdown, inclusive com uso de templates, ainda que essa função permaneça em desenvolvimento;
  • alinhamento de parágrafo que se ajusta automaticamente à direção do texto, recurso útil em documentos que misturam idiomas ocidentais e orientais, por exemplo.

E na ferramenta de planilhas Calc?

No Calc, agora é possível navegar mais rapidamente por planilhas que têm muitas colunas ocultas. Para completar, o desempenho da ferramenta melhorou na edição de planilhas que incluem muitas formas ou desenhos.

Ainda no aspecto do desempenho, as funções que removem dados duplicados e rejeitam alterações rastreadas foram otimizadas para lidar com grandes volumes de dados em menos tempo.

Além disso, o Calc agora suporta o padrão BIFF12 para recebimento de dados da área de transferência, o que elimina o limite de importação de grandes volumes de dados oriundos do Excel.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais outras novidades se destacam no LibreOffice 26.2?

Há várias outras novidades. Entre elas, vale destacar:

  • Impress (ferramenta de apresentações) com interface mais responsiva, bem como com suporte aos codecs mais conhecidos para reprodução de áudio e vídeo (inclui suporte à plataforma Microsoft Media Foundation);
  • renderização otimizada de gráficos 3D;
  • exportação mais rápida de conteúdo em formato EPUB (para livros digitais);
  • agora é possível fazer captura de tela de caixas de diálogo diretamente para a área de transferência, o que é útil para tutoriais ou documentações, por exemplo;
  • várias interfaces das ferramentas do LibreOffice 26.2 foram migradas para mecanismos gráficos do próprio sistema operacional, melhorando aspectos como desempenho e harmonia visual;
  • suporte experimental a um novo modo de criptografia para ODF (OpenDocument Format) baseado em senhas.
Impress no LibreOffice 26.2 para Windows
Impress no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar e onde usar o LibreOffice 26.2?

O LibreOffice 26.2 pode ser baixado a partir do site oficial. Há versões para Windows, Linux e macOS. Esta última, porém, agora requer o macOS 11 ou superior.

Vale destacar que o pacote é gratuito, tem código-fonte aberto e está disponível em cerca de 120 idiomas, incluindo o português do Brasil e o de Portugal.

LibreOffice 26.2: rival do MS Office chega com mais desempenho e recursos

LibreOffice 26.2 já está disponível (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Writer no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Impress no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 chega com Gnome 49 e kernel 6.17; confira os detalhes

9 de Outubro de 2025, 11:49
Ubuntu 25.10 "Questing Quokka"
Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 25.10 traz o ambiente Gnome 49, com terminal Ptyxis e visualizador de imagens Loupe como novidades;

  • Kernel Linux 6.17, outro recurso oficial, aprimora suporte a hardware AMD e Intel;

  • Nova versão do sistema inclui ainda atualizações em apps e ferramentas de desenvolvimento.

Quem busca uma alternativa ao Windows 10, cujo suporte termina na próxima semana, pode encontrar no Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” um bom substituto. A nova versão de uma das distribuições mais populares do universo Linux acaba de ser lançada oficialmente com ambiente de desktop Gnome 49 e kernel 6.17.

Desktop Gnome 49 é destaque

Como de hábito, o ambiente de desktop padrão do Ubuntu é o destaque da distribuição. Anunciado oficialmente em setembro, o Gnome 49 faz o Ubuntu 25.10 contar com o Ptyxis, uma ferramenta de terminal mais avançada que suporta, por exemplo, aceleração por GPU e perfis alternáveis.

Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10
Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Nautilus continua sendo o gerenciador de arquivos padrão da distribuição, mas recebeu alguns ajustes, a exemplo da barra de busca, que agora permite que o usuário classifique a sua pesquisa por data ou formato de arquivo usando “tags”.

Ainda em aplicativos, o Loupe agora é o visualizador de imagens padrão do sistema operacional, entrando no lugar do Eye of Gnome. A ferramenta também conta com aceleração por GPU e traz uma interface mais limpa para dar mais espaço às imagens exibidas.

Outra novidade está na tela de bloqueio, que agora pode exibir controles de mídia para pausar ou mudar uma música em reprodução, por exemplo (assim como é possível em celulares).

No Ubuntu 25.10, o Gnome roda por padrão no Wayland, um mecanismo gráfico mais eficiente e seguro. Isso deixa o X11 definitivamente de lado, embora ainda seja possível executar aplicativos para esse mecanismo no Ubuntu (até porque ambientes como Xfce e Mate ainda rodam com o X11).

Busca de arquivos com "tags" no Ubuntu 25.10
Busca de arquivos com “tags” no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais o Ubuntu 25.10 traz de novo?

Também lançado em setembro, o kernel Linux 6.17 é o alicerce do Ubuntu 25.10. Essa é uma versão que aprimora o suporte a CPUs e GPUs da AMD, refina o desempenho de partições EXT4, melhora a compatibilidade do sistema com webcams de notebooks com chips Intel recentes, entre outros avanços.

Falando em GPU, o Ubuntu 25.10 traz o conjunto de bibliotecas e drivers gráficos Mesa 25.2.3, que implementa ajustes de desempenho para GPUs com arquitetura AMD RDNA 3 e faz correções de bugs que melhoram a jogabilidade de determinados games, por exemplo.

Aplicativos do Ubuntu 25.10
Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É claro que também há um conjunto atualizado de aplicativos. Entre eles estão:

  • Audacity 3.7.1
  • Blender 4.3.2
  • Celluloid 0.29
  • FFMPEG 7.1
  • Firefox 143
  • GIMP 3.0.4
  • Krita 5.2.13
  • LibreOffice 25.8.1
  • MPV 0.40
  • Thunderbird 140
  • VLC 3.0.21

Para desenvolvimento, as novidades incluem:

  • .NET 10
  • GCC 15.2
  • glibc 2.42
  • Golang 1.24
  • OpenJDK 25
  • Python 3.13.7
  • Rust 1.85

Mais detalhes estão disponíveis nas notas de lançamento.

Como baixar o Ubuntu 25.10 “Questing Quokka”?

O Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” já pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a opção “Desktop image” para fazer a instalação em seu PC. Depois de baixar a imagem, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para quem vem do Ubuntu 25.04, a versão anterior, o Ubuntu 25.10 poderá ser instalado via atualização automática, mas pode levar alguns dias para essa opção aparecer.

É sempre válido lembrar que o Ubuntu também tem outros “sabores”, isto é, versões baseadas em ambientes de desktop diferentes do Gnome, como KDE (Kubuntu), Xfce (Xubuntu), Kylin, Cinnamon e Mate.

Ubuntu 25.10 chega com Gnome 49 e kernel 6.17; confira os detalhes

Ubuntu 25.10 "Questing Quokka" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Busca de arquivos com "tags" no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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