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Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

12 de Maio de 2026, 14:01
Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou o Googlebook, nova categoria de notebooks projetada para operar com inteligência artificial Gemini;
  • novidade foi apresentada no evento Android Show e conta com hardware premium; dispositivos serão produzidos em parceria com marcas como Acer e Dell;
  • entre os diferenciais estão ferramentas como Magic Pointer, que sugere ações automáticas via Gemini com o passar do mouse.

Googlebook é o nome oficial da nova categoria de notebooks criada pelo Google e anunciada nesta terça-feira (12/05) durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026. A novidade chega com um diferencial que a companhia considera importante para os tempos atuais: ser projetada, desde o início, para funcionar com inteligência artificial — com o Gemini Intelligence (Inteligência Gemini), para ser exato.

Apesar do nome, o Googlebook não será desenvolvido e comercializado exclusivamente pelo Google. A companhia fechou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para produzir esses computadores e fazê-los chegar aos consumidores.

É uma dinâmica que remete à dos Chromebooks, que são laptops de baixo custo direcionados a estudantes e que, portanto, costumam contar com hardware de nível básico ou intermediário produzidos por essas e outras marcas.

Neste ponto, vale destacar que os Googlebooks não devem substituir os Chromebooks, pois a categoria tem uma proposta diferente: por conta do foco em IA, as novas máquinas terão “hardware premium”, como o próprio Google destaca.

O que o Googlebook tem de interessante?

Além do hardware avançado, há alguns elementos de design que permitirão que você identifique um Googlebook rapidamente. Começa pela tecla do sistema, que exibe o “G” de Google. Além disso, há uma linha luminosa na tampa do notebook (Glowbar) que deve estar presente em todos os modelos.

A Glowbar do Googlebook
A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Em termos funcionais, uma característica um tanto óbvia é a presença de aplicativos do ecossistema do Google, que incluem Gmail, Drive, Agenda (Calendar) e o navegador Chrome. É claro que um botão para acesso direto ao Gemini também está lá.

O Google destaca ainda que os Googlebooks poderão se comunicar facilmente com celulares Android, de modo que você possa continuar em um a tarefa que foi iniciada no outro. Isso porque, além do compartilhamento de arquivos, essa integração permite que você use um aplicativo do smartphone no laptop, ou receba, neste último, notificações que chegaram originalmente ao celular.

Ainda não há informação oficial sobre qual é o sistema operacional do Googlebook, mas as imagens divulgadas sugerem fortemente que estamos falando do Aluminium OS.

Tecla com o "G" de Google no laptop
Tecla com o “G” de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Seja como for, encontramos outros recursos notáveis por aqui, entre eles:

  • Magic Pointer (Ponteiro Mágico): ao mover o cursor do mouse para um elemento na tela, faz o Gemini sugerir ações automaticamente, como agendar uma reunião quando você aponta para uma data em um e-mail;
  • Create your Widget (Criar o seu Widget): usa o Gemini para criar widgets sob medida, como um que reúne informações de hospedagem e voos para uma viagem que você irá fazer;
  • Quick Access (Acesso Rápido): permite que você visualize ou pesquise por arquivos no celular usando o Googlebook sem precisar transferi-los;
  • Google Play: você poderá instalar apps no Googlebook diretamente a partir da loja de aplicativos do Android.
Principais características do Googlebook
Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Quando os Googlebooks serão lançados?

O Google ainda não definiu uma data para o lançamento da categoria Googlebook, mas comentou que isso deverá ocorrer durante o outono americano, ou seja, entre setembro e dezembro de 2026.

Até lá, mais detalhes serão revelados por meio do site oficial do Googlebook.

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

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Googlebooks foram projetados para serem integrados ao Gemini e se comunicarem com celulares Android. Novidade tem hardware "premium" e novo sistema operacional.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

O que é Google Play? Conheça as funcionalidades da loja de apps do Google

22 de Abril de 2026, 10:28
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play funciona a “central de distribuição” de apps para dispositivos Android (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O Google Play funciona como o principal hub de mídias e aplicativos para dispositivos com o sistema operacional Android. Desenvolvida pelo Google, a plataforma centraliza downloads seguros de ferramentas, jogos e conteúdos essenciais para o dia a dia do usuário.

Vinculada à conta Google, a pessoa sincroniza automaticamente a biblioteca de apps, livros e filmes entre smartphones, tablets e outros aparelhos. Essa integração facilita a gestão de softwares e permite que as preferências acompanhem os usuários em qualquer tela.

O acesso ao Google Play é totalmente gratuito, embora o catálogo ofereça tanto softwares grátis quanto opções pagas e assinaturas premium. As transações financeiras são protegidas por criptografia, garantindo que as compras e investimentos digitais ocorram com máxima segurança.

A seguir, conheça detalhadamente o que é o Google Play, seu funcionamento e recursos disponíveis. Também saiba as diferenças da plataforma com o Google Play Services e a App Store.

O que é Google Play?

O Google Play é o centro oficial de distribuição do Android, reunindo aplicativos, jogos e mídias digitais vinculadas diretamente a uma conta Google. A plataforma simplifica o ecossistema mobile, garantindo downloads seguros e a sincronização automática de conteúdos entre diversos dispositivos.

Para que serve o Google Play?

O Google Play atua como a vitrine digital do ecossistema Android, centralizando o download e a atualização de apps, jogos e conteúdos multimídia com segurança. A plataforma automatiza o gerenciamento de software, garantindo que as ferramentas e o entretenimento estejam sempre otimizados e protegidos contra vulnerabilidades.

Google Play Store (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
O Google Play simplifica o download e o gerenciamento de apps nos aparelhos com sistema Android (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Como funciona o Google Play

O Google Play funciona integrado a uma conta Google, sincronizando downloads e licenças automaticamente via nuvem em diferentes dispositivos. A interface facilita a instalação de pacotes de dados e protege transações financeiras com camadas robustas de criptografia. 

A loja possui um catálogo híbrido onde softwares gratuitos dividem espaço com mídias pagas e ferramentas de compra única. Rótulos informativos ajudam a identificar o que é premium, permitindo que o usuário controle o orçamento digital com clareza.

Aplicativos complexos geralmente exigem pagamento antecipado para liberar o download e o acesso total aos recursos. Já o modelo freemium monetiza por meio de anúncios ou assinaturas recorrentes, garantindo a manutenção contínua do serviço.

O formato de compras in-app varia de acordo com o aplicativo. Alguns softwares oferecem formas de pagamento próprias, enquanto outros utilizam o Google Play para a intermediação financeira por meio de métodos salvos, como cartões ou saldo vinculados à conta Google.

ilustração sobre o Google Play
O Google Play centraliza o catálogo de softwares do sistema operacional Android (imagem: Reprodução/Google)

O que eu posso fazer no Google Play?

O Google Play vai além de uma vitrine de aplicativos, sendo o ecossistema central para quem busca produtividade e diversão em dispositivos Android. Essas são algumas funcionalidades disponíveis na plataforma:

  • Download e gestão multiplataforma: permite instalar aplicativos em smartphones, tablets, smart TVs e smartwatches, garantindo que os softwares essenciais funcionem de forma síncrona em múltiplos dispositivos compatíveis;
  • Gestão de biblioteca e atualizações de apps: centraliza a manutenção do sistema para otimizar a segurança e o desempenho, facilitando a reinstalação de programas vinculados à conta Google;
  • Catálogo de jogos e entretenimento: possibilita encontrar diversos jogos mobiles, oferecendo desde títulos casuais até experiências complexas que rodam offline ou em disputas competitivas com jogadores de todo o mundo;
  • Consumo de mídia e sincronização de progresso: disponibiliza um acervo vasto de filmes e livros digitais para compra ou aluguel, permitindo transições fluidas entre dispositivos sem perder o ponto da leitura;
  • Administração de assinaturas e pagamentos: organiza todos os serviços recorrentes e métodos de pagamento em um só painel, garantindo controle total sobre gastos com streaming e ferramentas profissionais;
  • Segurança familiar e filtros de conteúdo: oferece recursos de controle parental para gerenciar o que as crianças acessam, permitindo estabelecer limites de tempo de uso e aprovar transações financeiras remotamente.
Imagem mostra a tela de cancelar assinatura da Google Play Store
O Google Play possibilta gerenciar assinaturas pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Google Play é pago para usar?

O acesso ao Google Play é gratuito e não exige taxas de adesão, funcionando como um ecossistema digital para o download de diversos softwares e mídias. A cobrança ocorre apenas na compra de aplicativos premium ou na aquisição direta de produtos como livros e filmes.

Muitas ferramentas adotam o modelo freemium, liberando o uso básico, mas cobrando por compras in-app ou assinaturas para remover anúncios. Há ainda o Google Play Pass, serviço opcional que libera um vasto catálogo de aplicativos mediante um valor fixo.

É possível baixar o Google Play no iPhone?

Não dá para instalar o Google Play no iPhone, já que o iOS da Apple é um ecossistema fechado que restringe lojas externas. Os aplicativos do Android utilizam a extensão APK, um formato de arquivo que o hardware e o sistema da Maçã simplesmente não conseguem processar nativamente.

Essa barreira técnica existe porque as APIs de ambos os sistemas falam “línguas” diferentes. Mesmo com modificações arriscadas no sistema, o iPhone rejeita esses apps por falta de bibliotecas de código compatíveis, mantendo ambas as plataformas em ecossistemas totalmente isolados.

ilustração sobre o Google Play
O Google Play é uma plataforma de apps exclusiva dos dispositivos Android (imagem: Reprodução/Google)

Por que o Google Play não funciona?

Existem diversos fatores que podem impedir o funcionamento do Google Play. Os principais motivos são:

  • Conexão instável ou limitada: a loja exige conexão constante via Wi-Fi ou dados móveis para validar licenças e processar o download de pacotes pesados;
  • Acúmulo de cache e dados: arquivos temporários podem sofrer erros de leitura no armazenamento, travando a interface e impedindo que novas buscas sejam processadas corretamente;
  • Serviços Google desatualizados: o Google Play Services atua como a infraestrutura invisível do sistema. Se estiver defasado, a autenticação e a integração entre apps falham;
  • Versão obsoleta da Play Store: sem patches de segurança e estabilidade, o próprio aplicativo da loja pode apresentar telas em branco ou recusar o carregamento de imagens e ícones;
  • Armazenamento interno insuficiente: a falta de espaço físico impede a descompressão de novos arquivos, mantendo os downloads em um estado de “pendente” que não se resolve sozinho;
  • Erro na sincronização de data e hora: o sistema usa o relógio para validar certificados de segurança. Um horário errado faz com que os servidores do Google rejeitem a conexão;
  • Conflitos de autenticação na conta: problemas com login ou métodos de pagamento inválidos podem gerar alertas de segurança que restringem o acesso à biblioteca de compras;
  • Incompatibilidade de firmware ou hardware: versões muito antigas do Android dificultam a tentativa de instalar o Google Play no celular de forma estável, já que o suporte oficial é removido;
  • Indisponibilidade dos serviços Google: em casos raros, o problema pode ser uma queda global nos servidores ou restrições geográficas que bloqueiam conteúdos específicos no Brasil.
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play necessita estar constantemente conectado a internet para funcionar corretamente (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Tem como desativar o Google Play no celular?

Embora não seja possível desinstalar o Google Play sem permissões de acesso total ao sistema, o usuário pode desativá-lo nas configurações de aplicativos. Essa ação oculta o ícone do menu e interrompe o download de novos conteúdos, funcionando como uma suspensão do serviço.

No entanto, é preciso cautela, pois desativar o Google Play Services pode instabilizar o Android e comprometer funções essenciais, como a geolocalização. Outros softwares instalados também podem apresentar falhas em notificações e na sincronização de dados após essa restrição.

Qual é a diferença entre Google Play e Google Play Services?

O Google Play é a vitrine digital de conteúdo, acessada pelo app Play Store para o usuário baixar e gerenciar aplicativos, jogos e mídias manualmente. Ele funciona como um ambiente de interação direta, onde o usuário controla a conta e as instalações no dispositivo.

O Google Play Services é a camada invisível que conecta hardware e softwares, garantindo que recursos como geolocalização e autenticação funcionem sem interrupções. Ele opera em segundo plano como uma estrutura crítica de APIs, mantendo a segurança e a integração do sistema.

Qual é a diferença entre Google Play e App Store?

O Google Play é o “marketplace” oficial do ecossistema Android, atuando como uma vitrine integrada à conta Google para sincronizar aplicativos e mídias. A arquitetura prioriza a flexibilidade, permitindo uma distribuição em massa que se adapta a diversos fabricantes de hardware e diferentes especificações técnicas.

A App Store é a plataforma exclusiva da Apple para os sistemas da marca, sendo a única porta de entrada oficial para softwares em iPhones, iPads e Macs. O destaque da loja é o manual review, um rigoroso processo de curadoria humana que valida critérios de privacidade e design antes de qualquer lançamento.

O que é Google Play? Conheça as funcionalidades da loja de apps do Google

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/Google)

Saiba como cancelar assinaturas na Google Play Store pelo celular e PC (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Google Play vai deixar você testar um jogo antes de comprá-lo

12 de Março de 2026, 10:49
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play vai deixar você testar um jogo antes de comprá-lo (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store introduziu função Game Trials, permitindo testar jogos antes da compra; exemplo: Dredge pode ser jogado por 60 minutos gratuitamente;
  • novos jogos indie pagos, como Moonlight Peaks, Sledding Game e Low-Budget Repairs, também serão adicionados à plataforma;
  • implementação do modelo “compre uma vez, jogue em qualquer dispositivo” e liberação do modo Play Games Sidekick com informações adicionais para jogos são outras novidades.

Pagar por um jogo e, logo depois, descobrir que ele não era o que você esperava é uma experiência frustrante. Felizmente, a Google Play Store revelou uma solução para prevenir esse problema: a função Game Trials, que permite que você teste um jogo antes de decidir comprá-lo.

O funcionamento do recurso é simples: na página de cada jogo habilitado para o teste, você verá um botão com a palavra “Experimentar” ou equivalente; ao tocar nele, você descobrirá por quanto tempo poderá jogá-lo gratuitamente. Ao final desse período, você poderá optar pela compra (ou não) do game para continuar jogando.

Em um exemplo dado pelo próprio Google, o jogo de terror Dredge pode ser jogado por 60 minutos sem necessidade de pagamento. Depois que esse período de jogatina termina, uma tela aparece dando a opção de o título ser desinstalado ou comprado (no caso, com valor de US$ 24,99).

O único porém é que, por ora, apenas títulos selecionados contarão com o recurso. Mas é de se presumir que a função Game Trials será expandida com o passar do tempo, pois a iniciativa é benéfica não só para o usuário, mas também para a própria companhia, pois pode reduzir os pedidos de reembolso na Google Play Store por arrependimento de compra.

Teste de jogo pago na Google Play
Teste de jogo pago na Google Play (imagem: reprodução/Google)

Google Play tem mais novidades em jogos

Falando em jogos pagos, o Google informou que mais títulos do tipo (que geralmente são mais completos que os gratuitos) chegarão à plataforma nos próximos meses, todos de categoria indie. Entre eles estão Moonlight Peaks, Sledding Game e Low-Budget Repairs.

Além disso, a Google Play Store também revelou um modelo “compre uma vez, jogue em qualquer dispositivo”. A ideia é permitir que você adquira um jogo uma única vez e possa jogá-lo tanto em um dispositivo móvel (celular ou tablet) quanto no PC pagando somente uma licença. Títulos como Reigns, OTTTD e Dungeon Clawler estão entre os que já oferecem esse modo de compra.

Outra novidade é a liberação do modo Play Games Sidekick em títulos pagos. Trata-se de uma interface de sobreposição que, com ajuda do Gemini, mostra informações que ajudam o usuário a avançar pelo jogo.

Google Play vai deixar você testar um jogo antes de comprá-lo

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Função Game Trials permite que usuários experimentem títulos pagos gratuitamente. Mas, por ora, novidade vale apenas para alguns jogos.

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Teste de jogo pago na Google Play (imagem: reprodução/Google)

Google Play Store já avisa se app consome bateria em excesso

6 de Março de 2026, 11:48
Ilustração que mostra um celular e indicadores de bateria
Google Play Store começa a alertar sobre apps que drenam a bateria (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Play Store passou a exibir alertas sobre consumo excessivo de bateria por aplicativos;
  • aviso aparece se o app acumular duas horas ou mais de bloqueios de ativação em 24 horas ou superar limite em 5% das sessões durante os últimos 28 dias;
  • iniciativa visa alertar usuários e incentivar desenvolvedores a otimizar consumo de energia pelos aplicativos.

Não estranhe se você abrir a página de um aplicativo na Google Play Store e se deparar com um aviso de fundo vermelho informando que aquele app demanda muita bateria. Neste mês de março de 2026, a loja de aplicativos para Android passou a exibir esse tipo de alerta oficialmente, ainda que de modo gradual.

O Google divulgou planos sobre o alerta de consumo excessivo de bateria por apps em novembro de 2025. Na ocasião, a empresa explicou que a novidade faz parte de um conjunto de métricas “vitais” do Android.

“Este aplicativo pode usar mais bateria do que o esperado”

Na Google Play Store, o alerta aparece na parte superior, logo abaixo dos selos informativos do aplicativo. O aviso diz o seguinte (em tradução livre):

Este aplicativo pode usar mais bateria do que o esperado devido a uma atividade elevada em segundo plano.

É neste ponto que a tal métrica vital do Android fica mais compreensível. Ela é baseada em um parâmetro que mede o excesso de “bloqueios parciais de ativação”, que impedem o celular ou tablet de entrar em modo de descanso mesmo quando a tela está bloqueada ou apagada.

Aviso da Google Play Store sobre app que demanda muita bateria
Aviso da Google Play Store sobre app que demanda muita bateria (imagem: reprodução/Google)

Obviamente, essas circunstâncias elevam o consumo de energia pelo dispositivo. Diante disso, o app poderá ser sinalizado na Play Store se acumular duas horas ou mais de bloqueios de ativação em um período de 24 horas dentro de uma única sessão do usuário, ou se o limite for superado em 5% das sessões nos últimos 28 dias.

Além de exibir um alerta sobre demanda excessiva de bateria, a Google Play Store poderá diminuir os destaques ou as recomendações do aplicativo problemático.

Na prática, a iniciativa tem dois objetivos: o primeiro é alertar o usuário sobre apps que podem “drenar” a bateria de seu dispositivo móvel, obviamente; o segundo é incentivar os desenvolvedores a otimizarem seus aplicativos no aspecto do consumo de energia. Instruções iniciais para isso estão no blog para desenvolvedores do Android.

Google Play Store já avisa se app consome bateria em excesso

Google Play Store começa a alertar sobre apps que drenam a bateria (imagem: reprodução/Google)

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

5 de Março de 2026, 10:59
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
  • Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
  • mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Ilustração que descreve as principais mudanças na Google Play Store
Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

  • até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;
  • até 30 de setembro de 2026: Austrália;
  • até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;
  • até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

20 de Fevereiro de 2026, 14:45
Google apresentou balanço de segurança no Android (imagem: divulgação)
Resumo

O Google afirma ter impedido que mais de 1,75 milhão de aplicativos chegassem à Google Play Store ao longo de 2025. O número, embora alto, representa uma redução em relação aos dois anos anteriores e, segundo a empresa, é resultado direto do fortalecimento de políticas e sistemas de prevenção contra abusos.

Os dados fazem parte do relatório anual de segurança do ecossistema Android, que detalha como a companhia tem tentado conter malware, fraudes financeiras, violações de privacidade e práticas enganosas dentro e fora da loja oficial de apps.

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares.
Google detalha números do combate a apps irregulares em 2025 (imagem: reprodução/Google)

Por que menos apps foram barrados em 2025?

De acordo com o Google, a queda no volume de aplicativos rejeitados não significa afrouxamento, mas o efeito oposto. A empresa diz que medidas mais rígidas passaram a desestimular desenvolvedores mal-intencionados ainda na fase inicial. Em 2025, cerca de 1,75 milhão de apps foram barrados por violar políticas, abaixo dos 2,36 milhões em 2024 e dos 2,28 milhões em 2023.

O mesmo movimento aparece no número de contas de desenvolvedores banidas: foram pouco mais de 80 mil no último ano, contra 158 mil no anterior e 333 mil dois anos atrás. Para o Google, iniciativas como verificação obrigatória de desenvolvedores, checagens antes da publicação e exigências de testes elevaram o nível de dificuldade para quem tenta explorar a plataforma. A empresa afirma que hoje executa mais de 10 mil verificações de segurança em cada app submetido e continua monitorando após a liberação.

Outro destaque é o uso de modelos avançados de inteligência artificial no processo de revisão. Segundo o Google, a integração dessas ferramentas ajudou equipes humanas a identificar padrões maliciosos mais complexos com maior rapidez.

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Play Store amplia fiscalização contra apps irregulares (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Além de barrar publicações, o Google diz ter bloqueado mais de 255 mil apps que tentavam obter acesso excessivo a dados sensíveis dos usuários — uma queda expressiva em relação a 2024, quando esse número ultrapassou 1,3 milhão. A empresa também combateu manipulações de reputação: cerca de 160 milhões de avaliações e comentários considerados spam foram impedidos, evitando que apps sofressem, em média, uma queda artificial de meia estrela em casos de review bombing.

No lado do sistema operacional, o Android conta com o Play Protect, que hoje analisa centenas de bilhões de apps diariamente. Em 2025, a ferramenta identificou mais de 27 milhões de aplicativos maliciosos instalados fora da Play Store — um aumento que sugere que atacantes estão evitando a loja oficial. A proteção antifraude também foi ampliada para bilhões de dispositivos em dezenas de mercados, bloqueando centenas de milhões de tentativas de instalação suspeitas.

Para 2026, o Google afirma que seguirá investindo em defesas baseadas em IA, novas formas de verificação e ferramentas de conformidade integradas ao desenvolvimento. A aposta é impedir violações antes mesmo que um app tente chegar à loja.

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares (imagem: reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

10 de Fevereiro de 2026, 12:25
Ilustração com a marca da Apple, um cadeado, e a marca do Google
Gigantes de tecnologia buscam evitar longos processos antitruste (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple e Google comprometeram-se a flexibilizar suas lojas de apps no Reino Unido, após investigação sobre domínio no mercado de software móvel.
  • As mudanças devem incluir critérios justos para revisão de apps e proibição de uso de dados confidenciais de terceiros para vantagem competitiva.
  • O regulador britânico irá monitorar métricas como tempo de revisão de apps, e sanções financeiras são previstas em caso de descumprimento.

Apple e Google firmaram compromissos formais para flexibilizar as operações da App Store e da Play Store no Reino Unido, segundo comunicado da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) divulgado hoje (10/02). O acordo é um desdobramento de uma investigação sobre o domínio das gigantes na distribuição de softwares móveis em solo britânico.

A movimentação representa um dos primeiros testes do novo regime de fiscalização de mercados digitais da Grã-Bretanha. Em outubro do ano passado, a CMA classificou oficialmente as duas empresas como detentoras de “status estratégico de mercado”.

O objetivo é melhorar os processos de aprovação de aplicativos e garantir que desenvolvedores independentes tenham condições de competir de forma mais justa contra os serviços nativos das donas das plataformas.

Na prática, o regulador reconhece que, como o ecossistema móvel britânico é operado quase integralmente por iOS ou Android, não existe alternativa viável para que criadores de apps alcancem o público sem se submeter às regras — e taxas — impostas por Apple ou Google.

O que pode mudar?

A principal mudança é a obrigação de utilizar critérios “justos e objetivos” para a revisão e classificação de aplicativos. Durante anos, desenvolvedores relataram que as lojas funcionavam com processos de aprovação lentos e, em certos casos, utilizados para beneficiar produtos das próprias big techs.

Com o novo compromisso, Apple e Google também estão proibidas de explorar dados confidenciais coletados durante a auditoria de apps de terceiros para obter vantagem competitiva em seus próprios serviços concorrentes. Isso impede, por exemplo, que uma plataforma utilize métricas de um app rival para aprimorar uma ferramenta nativa antes mesmo de o concorrente ser aprovado na loja.

No caso específico da Apple, as exigências são mais enérgicas. A fabricante do iPhone concordou em estabelecer caminhos para que desenvolvedores solicitem acesso a recursos de nível de sistema no iOS e iPadOS. A CMA acredita que isso permitirá que empresas de setores como pagamentos móveis, carteiras de identidade digital e ferramentas de tradução concorram em pé de igualdade com as soluções nativas da Maçã.

Para garantir que as promessas não fiquem apenas no papel, o regulador — que é o equivalente ao nosso Cade — adotará um sistema de monitoramento robusto. As empresas deverão reportar métricas como:

  • Tempo médio de revisão de aplicativos;
  • Proporção de apps rejeitados e o volume de apelações;
  • Número de solicitações de interoperabilidade técnica atendidas.
iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Regulador britânico quer abrir “cadeado” dos ecossistemas móveis (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google afirma que plataforma já é aberta

A intervenção não é motivada apenas por questões técnicas, mas pelo enorme peso econômico do setor. O Reino Unido possui, atualmente, a maior economia de aplicativos da Europa: em 2025, o setor de desenvolvimento móvel no país foi avaliado em 28 bilhões de libras esterlinas (quase R$ 200 bilhões).

Isso representa cerca de 1,5% do PIB nacional, sustentando mais de 400 mil empregos diretos. Garantir um ambiente competitivo é visto como essencial para o crescimento de setores estratégicos, como o de fintechs e jogos eletrônicos.

Em um comunicado, também divulgado hoje, o Google argumenta que o Android já é uma plataforma “aberta” por permitir lojas de terceiros. A empresa destaca que sua loja oficial já gerou 9,9 bilhões de libras esterlinas em receita para desenvolvedores britânicos.

Caso a Apple ou o Google falhem na aplicação das mudanças, o órgão regulador poderá avançar para a imposição de sanções financeiras pesadas.

As propostas seguem em fase de consulta pública até o dia 3 de março de 2026. Se aprovadas sem alterações, as novas regras passarão a valer oficialmente em 1º de abril de 2026. Até o momento, a Apple tem evitado comentários sobre como será essa “abertura” de seus sistemas.

Apple e Google prometem flexibilizar lojas de apps no Reino Unido

Capa - Apple cadeado Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Veja os apps mais baixados de 2025

13 de Janeiro de 2026, 10:58
Foto mostra o app TikTok na App Store do iPhone
TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
  • ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
  • Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

  1. TikTok — 156 milhões de downloads
  2. Temu — 128 milhões
  3. ChatGPT — 123 milhões
  4. Instagram — 83 milhões
  5. Roblox — 72 milhões
  6. Gemini — 67 milhões
  7. Facebook — 64 milhões
  8. WhatsApp — 62 milhões
  9. Mercado Livre — 62 milhões
  10. CapCut — 61 milhões
  11. ReelShort — 60 milhões
  12. DramaBox — 59 milhões
  13. Seekee — 55 milhões
  14. Shein — 55 milhões
  15. Block Blast! — 51 milhões
  16. Spotify — 47 milhões
  17. Threads — 47 milhões
  18. Telegram — 45 milhões
  19. Free Fire — 45 milhões
  20. Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Play vai alertar quando app para Android consumir muita energia

17 de Novembro de 2025, 14:52
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play vai alertar quando app para Android consumir muita energia (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google criará alerta na Play Store para aplicativos que gastam bateria em excesso;

  • Apps com bloqueios de ativação acima do limite (que demandam mais energia) poderão perder destaque na loja;

  • Mudança será aplicada na Google Play Store a partir de 1º de março de 2026.

Não é incomum aplicativos em segundo plano prejudicarem a autonomia da bateria de um celular. É por isso que o Google está implementando uma métrica para Android que fará a Play Store avisar ao usuário quando um app exige mais da bateria do que o razoável.

O Google explica que a novidade consiste em uma das métricas “vitais” do Android. A nova métrica vem sendo testada na plataforma desde o início do ano e é fruto de uma parceria com a Samsung. Depois desse período de testes, a companhia decidiu transformar a abordagem em um recurso oficial.

A métrica identifica a demanda de energia por aplicativos que ficam em segundo plano. Trata-se de um parâmetro que mede o excesso de “bloqueios parciais de ativação”.

Essencialmente, esse tipo de bloqueio impede o celular de entrar em modo de descanso (com baixo consumo de energia), mesmo quando a tela está bloqueada ou apagada. O efeito não poderia ser outro: maior consumo de energia pelo aparelho.

O Google definiu limites para esse e outros parâmetros. A partir de 1º de março de 2026, os aplicativos que não respeitarem os números estabelecidos poderão ser negativamente sinalizados na Play Store. Isso significa que os desenvolvedores têm até o fim de fevereiro do próximo ano para realizar eventuais ajustes em seus apps.

Aviso da Google Play Store sobre app que demanda muita bateria
Aviso da Google Play Store sobre app que demanda muita bateria (imagem: reprodução/Google)

Apps problemáticos serão sinalizados na Google Play Store

No caso da métrica em questão, o aplicativo não poderá acumular duas horas ou mais de bloqueios de ativação em um período de 24 horas dentro de uma única sessão do usuário. Se o limite for superado em 5% das sessões nos últimos 28 dias, esse comportamento será tido como inadequado.

Nessas circunstâncias, o app poderá deixar de ser destacado nas buscas ou recomendações da Play Store. Na prática, isso significa que o aplicativo ficará menos visível para os usuários da loja.

“Em alguns casos, poderemos mostrar um aviso na página do aplicativo na loja para indicar aos usuários que ele pode causar consumo excessivo de bateria”, complementa o Google.

Google Play vai alertar quando app para Android consumir muita energia

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Google Play vai permitir remover apps de vários aparelhos Android de uma vez

11 de Novembro de 2025, 12:43
Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Google Play Store vai permitir remover apps de vários aparelhos Android de uma vez (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store ganha recurso que facilita desinstalação de apps em múltiplos dispositivos Android;

  • Novidade permite desinstalar e instalar aplicativos remotamente, desde que todos os aparelhos tenham a mesma conta Google;

  • Nova função chega com a versão 48.8 da Google Play Store, que está sendo liberada gradualmente.

Se você tem mais de um dispositivo Android, já deve ter ficado confuso sobre quais aplicativos estão instalados em cada um. Uma atualização na Google Play Store tornará o gerenciamento de apps em múltiplos aparelhos um pouco mais fácil, porém. A mudança mais interessante permitirá que você escolha de quais celulares ou tablets remover determinado aplicativo.

A Google Play Store já é capaz de informar em quais dispositivos determinado app está instalado, com a condição de que, em todos eles, o usuário tenha feito login com a mesma conta Google.

Com a chegada da versão 48.8 da Google Play Store, será possível ir além: quando o usuário acessar a página de um aplicativo por ali, o serviço mostrará em quais aparelhos o software está instalado; com base nessa lista, será possível escolher em quais dispositivos o app deverá ser desinstalado.

Note que, com isso, a desinstalação do aplicativo em questão será feita de modo remoto nos celulares ou tablets Android selecionados, ou seja, não será necessário acessar cada um deles para o procedimento ser executado.

Já era possível remover apps remotamente, mas de um modo diferente: acessando o seu perfil e indo em Gerenciar apps e dispositivos / Gerenciar. Ali é preciso selecionar o seu dispositivo Android e, na sequência, os aplicativos a serem desinstalados.

Também será possível fazer o contrário: ao acessar a página de um aplicativo, o usuário poderá selecionar um ou mais dispositivos para que o app seja instalado neles, novamente, de modo remoto.

Desinstalando app via Google Play Store remotamente
Desinstalando app via Google Play Store remotamente (capturas de tela: Android Authority)

Quando o recurso chegará ao Android?

A versão 48.8 da Play Store, que traz a nova abordagem, já começou a ser liberada pelo Google. O processo está sendo executado de modo gradativo, logo, pode demorar alguns dias para a atualização chegar aos seus dispositivos Android.

Você pode tentar acelerar a atualização abrindo o seu perfil na Play Store (ícone com a sua foto) em indo em Configurações / Sobre / Atualizar Play Store. Se a nova versão não aparecer para você, será preciso esperar um pouco mais.

Com informações de Android Authority

Google Play vai permitir remover apps de vários aparelhos Android de uma vez

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Google e Epic Games fecham acordo que pode encerrar disputa judicial

5 de Novembro de 2025, 11:34
Logotipo do Google
Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e Epic Games propuseram acordo judicial para encerrar ação antitruste iniciada em 2020;

  • Se aprovado, acordo reduzirá taxas da Play Store e facilitará uso de sistemas de pagamentos de terceiros em aplicativos;

  • Acordo ainda precisa ser aprovado pela Justiça dos Estados Unidos.

Depois de cinco anos nos tribunais, a novela “Google x Epic Games” caminha para o fim. Ambas as companhias anunciaram um acordo judicial que dá mais abertura para que lojas de aplicativos de terceiros explorem o ecossistema do Android e reduz as taxas de serviço cobradas sobre desenvolvedores.

O acordo é relevante porque pode botar fim a um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. Na ação, a desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa a companhia controlada pela Alphabet de práticas anticompetitivas.

A Epic Games se queixa principalmente de uma taxa padrão de 30% cobrada pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As várias idas e vindas do processo resultaram em determinações judiciais que condicionam o Google a permitir que outras lojas de apps sejam baixadas a partir da Play Store e a aceitar sistemas de pagamentos de terceiros nesta última, por exemplo.

Contudo, o Google vinha recorrendo das decisões usando como argumento principal que mudanças drásticas na Play Store poderiam trazer riscos à segurança e à privacidade dos usuários no ecossistema do Android, fazendo a briga nos tribunais perdurar.

Como é o acordo entre Google x Epic Games?

Em um documento apresentado a um tribunal de San Francisco, nos Estados Unidos, Google e Epic Games propõem que:

  • o Google facilite o uso de lojas de aplicativos de terceiros no Android, desde que estas atendam a critérios de segurança;
  • o Google permita que desenvolvedores de apps direcionem usuários a métodos de pagamento alternativos;
  • o Google cobre taxas menores, de 9% ou 20%, dependendo do tipo de compra, em transações feitas em aplicativos distribuídos via Play Store que usem sistemas de pagamentos alternativos.

Para completar, se o acordo for aprovado na esfera judicial, o Google se compromete a implementar as medidas anunciadas em escala global até 2032, e não apenas nos Estados Unidos.

Personagens de Fortnite
Epic Games está por trás de Fortnite (imagem: divulgação/Fortnite)

Líderes das duas companhias celebraram o acordo:

Boas novas! Ao lado da Epic Games, apresentamos uma proposta de mudanças para o Android e a Google Play que se concentra em expandir a escolha e a flexibilidade do desenvolvedor, reduzir taxas e incentivar mais concorrência, mantendo os usuários seguros.

Sameer Samat, presidente do Android no Google

Isso [o acordo] realmente reforça a visão original do Android como uma plataforma aberta para simplificar a instalação de lojas concorrentes globalmente, reduzir taxas de serviço para desenvolvedores na Google Play e permitir pagamentos de terceiros em aplicativos e na web.

Esta é uma solução abrangente, que contrasta com o modelo da Apple de bloquear todas as lojas concorrentes e deixar os pagamentos como o único vetor de concorrência.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Mas este ainda não é um final feliz. Para que a proposta passe a valer, o acordo precisa ser aprovado pela Justiça americana.

Vale lembrar que a Epic move um processo semelhante contra a Apple e, pelo menos até o momento, não há nenhum acordo aprovado entre ambas as partes.

Com informações de Reuters

Google e Epic Games fecham acordo que pode encerrar disputa judicial

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Sideloading gera discórdia entre F-Droid e Google

29 de Outubro de 2025, 10:15
Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Repositório afirma que nova política do Google ameaça natureza aberta do Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O repositório de apps F-Droid acusa o Google de restringir a instalação de aplicativos externos no Android.
  • A nova política do Google, prevista para 2026, exige que desenvolvedores verifiquem sua identidade e vinculem apps a contas registradas.
  • O F-Droid alerta que a medida pode dar ao Google controle excessivo sobre a distribuição de software, impactando lojas de apps alternativas.

A loja alternativa de aplicativos F-Droid acusou o Google de enganar os usuários sobre o futuro da instalação de apps de fontes externas no Android, o chamado sideloading). A disputa ganhou força devido à chegada de novas regras de verificação de desenvolvedores, que, segundo o F-Droid, visam controlar a distribuição de aplicativos fora da Play Store, tornando a liberdade de instalação no sistema “irrelevante”.

O conhecido repositório de aplicativos argumenta que, embora o Google possa manter a opção tecnicamente disponível no sistema, as novas regras anularão essa liberdade.

Como é a nova política do Google?

O centro da polêmica é o novo sistema de verificação do Google, que deve começar a ser implementado em fases em 2026. A política exigirá que todos os desenvolvedores, mesmo os que distribuem aplicativos fora da Play Store, verifiquem sua identidade e vinculem seus aplicativos a uma conta registrada. O Google defende a medida como um aperfeiçoamento de segurança para todo o ecossistema Android, visando combater a disseminação de malware.

Para o F-Droid, esse processo coloca lojas de aplicativos independentes e desenvolvedores individuais sob a supervisão e controle do Google. A organização alerta que, se o Google decidir não aprovar um desenvolvedor ou app específico, este não poderá ser instalado por fontes externas, mesmo que o usuário queira.

“Se o Google não aprovar os aplicativos, eles não estarão disponíveis para instalação por fora da loja oficial, alterando assim a própria natureza do processo”, afirmou o F-Droid em publicação. O texto também argumenta que a promessa de uma plataforma aberta está sendo quebrada. “Você, o consumidor, comprou seu dispositivo Android acreditando na promessa do Google de que se tratava de uma plataforma aberta (…) a partir do ano que vem, eles vão lançar, sem consentimento, uma atualização que bloqueará esse direito.”

Nova exigência dará ao Google controle sobre quais apps podem ser instalados no sistema, diz F-Droid (imagem: reprodução/F-Droid)

Disputa entre F-Droid e Google

A tensão entre as duas entidades não começou agora. O F-Droid já havia alertado que o sistema de verificação do Google poderia significar o fim das lojas de aplicativos alternativas em setembro de 2025. Em resposta, o Google afirmou que a instalação de fontes externas era “fundamental” para o Android e que a política visava apenas a segurança, sem limitar as opções do usuário.

O F-Droid também criticou o uso do termo “instalação por fora” (sideloading) pelo Google. A plataforma argumenta que a empresa utiliza essa linguagem para enquadrar a prática como algo arriscado ou inseguro, tratando-a como “um problema que eles toleram”, em vez de uma funcionalidade padrão de um sistema aberto. O projeto defende que é simplesmente “outra forma de instalar software”, e não uma brecha de segurança.

A publicação do grupo termina com um apelo aos órgãos reguladores e governos, alegando que a medida dará ao Google poder excessivo sobre a distribuição de software e solicitando uma investigação sobre os planos da empresa.

Sideloading gera discórdia entre F-Droid e Google

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

The Sims Mobile será encerrado pela EA

21 de Outubro de 2025, 10:36
Como jogar The Sims Mobile / Divulgação / EA
The Sims Mobile deixará de funcionar em 20 de janeiro de 2026 (imagem: divulgação/EA)
Resumo
  • A EA encerrará The Sims Mobile em 20 de janeiro de 2026, após quase oito anos de funcionamento.
  • O encerramento ocorre durante a reorganização da franquia, com foco no novo projeto Project Rene, mas The Sims 4 continuará ativo.
  • A própria empresa vive uma reorganização e recentemente foi adquirida por um fundo saudita, em uma venda de US$ 55 bilhões.

A Electronic Arts (EA) anunciou oficialmente o encerramento de The Sims Mobile, versão para smartphones da icônica franquia de games. A atualização lançada ontem (20/10) é a última do jogo, que deixará de funcionar completamente em 20 de janeiro de 2026. Segundo a empresa, após essa data, “o jogo não estará mais acessível e será encerrado”.

O jogo será removido hoje (21/10) da App Store e Google Play, antes do desligamento definitivo dos servidores. A partir de agora, não será mais possível gastar dinheiro real dentro do app.

The Sims Mobile foi lançado em 2018 e recebeu mais de 50 atualizações ao longo dos anos, mantendo uma comunidade ativa de jogadores que buscavam reproduzir no celular a experiência do The Sims.

Por que The Sims Mobile vai acabar?

Hey Simmers,

The Sims Mobile (TSM) will be delisted from the Apple App Store and Google Play Store on October 21st at 1:30 PM UTC, but we wanted to remind you that if you’ve downloaded it before, you can redownload and play TSM until it sunsets on January 20th, 2026.

For Apple…

— The Sims Mobile (@TheSimsMobile) October 21, 2025

O encerramento ocorre em meio a uma reorganização da franquia, que vive um período de transição. Enquanto The Sims 4 segue recebendo expansões e conteúdo extra, a EA já mira o futuro com o Project Rene, o próximo grande título da companhia. É esperado que o projeto — ainda em fase inicial — una elementos de jogo single-player e multiplayer e esteja disponível para PC e dispositivos móveis.

Essa proposta mais integrada pode ter tornado o The Sims Mobile obsoleto na estratégia da empresa. Ainda que a EA não tenha detalhado completamente o novo título, a expectativa é que ele traga um ecossistema conectado, em que os jogadores possam criar, construir e interagir em diferentes plataformas.

Contudo, isso também pode mudar, já que a própria EA Games vive uma reorganização: há menos de um mês, a empresa foi vendida a um fundo saudita por US$ 55 bilhões — maior aquisição já realizada em dinheiro por um patrocinador financeiro. O consórcio de investidores também conta com a Silver Lake e Affinity Partners.

The Sims 4 continuará ativo

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)
The Sims 4 não será afetado (imagem: divulgação/EA)

A EA não revelou uma data de lançamento para o Project Rene, que foi anunciado em 2022, mas já demonstrou trechos de testes que indicam foco em personalização colaborativa.

O jogo deve permitir que vários jogadores editem um mesmo ambiente em tempo real. A empresa também reforçou que The Sims 4 continuará ativo, mesmo após o lançamento do novo game.

Com informações do The Verge

The Sims Mobile será encerrado pela EA

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)

Sideloading no Android: Google vai cobrar registro de desenvolvedores

6 de Outubro de 2025, 07:39
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Desenvolvedores precisarão se registrar mesmo que distribuam apps por fora da Play Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google introduzirá um registro pago de US$ 25 (R$ 133) para desenvolvedores que distribuírem apps fora da Play Store, com uma alternativa gratuita para estudantes e amadores.
  • O Android 16 incluirá o Android Developer Verifier, verificando a legitimidade de apps no momento da instalação para combater malware.
  • Informações dos desenvolvedores serão privadas, mas podem ser compartilhadas com autoridades mediante solicitação legal.

Responsáveis do Google revelaram mais detalhes sobre o futuro (e já tão polêmico) sistema de verificação para aplicativos do Android. Entre eles, que o registro de desenvolvedores no sistema, previsto para chegar em breve ao Android 16, representará um custo adicional para os profissionais de software.

Patrick Baumann, Raz Lev e Naheed Vora, que são responsável pelo Android, participaram de um podcast. Eles explicaram que o componente central da novidade será o Android Developer Verifier, que, no momento da instalação do app, checará se o nome do pacote e as chaves de assinatura foram devidamente registrados junto ao Google.

Além disso, desenvolvedores que desejarem distribuir seus aplicativos fora da Play Store deverão pagar uma taxa de US$ 25 (cerca de R$ 133, em conversão direta), espelhando o valor já existente para o registro na loja oficial.

De acordo com uma postagem no Android Developers Blog, entretanto, a equipe complementa que haverá uma alternativa gratuita para estudantes e desenvolvedores amadores, embora essa modalidade venha com um limite ainda não especificado de instalações permitidas.

Como vai funcionar a verificação?

A partir de uma próxima atualização, prevista para o Android 16, o sistema operacional passará a verificar a legitimidade de um aplicativo no momento em que o usuário tenta instalá-lo. Para apps menos comuns ou que não estejam em um cache local do dispositivo, o Android Developer Verifier precisará se conectar aos servidores do Google para confirmar o registro do desenvolvedor.

O Google afirma que planeja oferecer uma forma de “token de pré-autorização” para que lojas de aplicativos alternativas possam contornar a necessidade de verificação online a cada instalação, mas os detalhes disso ainda não foram finalizados.

O Google esclareceu também que o objetivo principal da verificação não é aplicar as regras de conteúdo da Play Store a aplicativos de sideloading, mas combater a distribuição de malware. A análise dos apps, segundo a equipe, se concentrará naqueles que apresentarem “um alto grau de dano”.

Sendo assim, caso o sistema flagre um desenvolvedor distribuindo software malicioso, todos os aplicativos registrados por ele poderão ser desativados remotamente pelo sistema.

Desenvolvedores questionam o método

Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Google Play Protect já dificulta a instalação de apps maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de o Android já contar com o Play Protect, que escaneia todos os apps do dispositivo, a nova camada de verificação exigirá que os desenvolvedores forneçam suas informações ao Google. Ainda assim, a empresa afirma que não haverá uma lista pública com os dados dos desenvolvedores de sideload, ao contrário do que ocorre na Play Store.

Contudo, essas informações estarão em posse do Google e poderão ser compartilhadas com autoridades governamentais mediante solicitação legal — detalhe que foi recebido com ceticismo, de acordo com o site Ars Technica.

Para os críticos, a empresa obtém mais um mecanismo de controle sobre a distribuição de apps justamente quando lojas alternativas poderiam ganhar mais espaço diante da Play Store. Além disso, há um receio de que a companhia seja obrigada, futuramente, a fornecer dados de desenvolvedores a governos para fins de censura.

Sideloading no Android: Google vai cobrar registro de desenvolvedores

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Novo sistema de segurança exigirá cadastro e pagamento de US$ 25 mesmo de apps que estiverem fora da Play Store.

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

F-Droid pode fechar por causa de nova regra do Google para apps Android

29 de Setembro de 2025, 13:29
Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
F-Droid pode fechar por causa de nova regra do Google para apps Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nova política do Google obriga desenvolvedores de Android a se registrarem na empresa;

  • F-Droid diz que exigência ameaça a sua existência, pois a plataforma não pode impor registro aos desenvolvedores dos apps distribuídos por lá;

  • F-Droid faz apelo a órgãos reguladores para conter concentração de poder no ecossistema Android.

A F-Droid é uma das lojas de aplicativos para Android mais conhecidas depois da Google Play Store. Mas o projeto pode deixar de existir em um futuro próximo. O motivo é uma nova regra do Google que determina que os desenvolvedores de apps para Android se registrem na companhia.

O novo requisito tem relação com a medida de segurança do Google que torna mais difícil a instalação de aplicativos por fora da Play Store. Como parte desse plano, todos os desenvolvedores deverão verificar suas identidades, ou seja, se registrar no Google, mesmo que seus aplicativos não sejam distribuídos por meio da loja oficial do Android.

Contudo, a F-Droid afirma que não conseguirá atender à nova política por não poder exigir que os desenvolvedores da plataforma se registrem no Google. A plataforma também declara que não pode assumir a identidade dos aplicativos, pois isso levaria à perda do direito de distribuição desses softwares.

Neste ponto, é importante esclarecer que a F-Droid distribui apenas aplicativos FOSS, isto é, que têm código-fonte aberto e seguem os princípios do software livre.

Marc Prud’hommeaux, um dos desenvolvedores responsáveis pelo projeto, explica como a F-Droid funciona com relação a esse aspecto:

Quando um desenvolvedor cria um aplicativo e hospeda o código-fonte publicamente em algum lugar, a equipe da F-Droid o revisa, inspecionando-o para garantir que seja totalmente de código aberto e não contenha recursos indesejados não documentados, como anúncios ou rastreadores.

Após a aprovação na inspeção, o serviço de compilação da F-Droid compila e empacota o aplicativo para deixá-lo pronto para distribuição. O pacote é então assinado com a chave criptográfica da F-Droid ou, se a compilação for reproduzível, permite a distribuição usando a chave privada do desenvolvedor original.

Dessa forma, os usuários podem confiar que qualquer aplicativo distribuído pela F-Droid é aquele que foi criado a partir do código-fonte especificado e não foi adulterado.

Marc Prud’hommeaux, desenvolvedor da F-Droid

Note que esse procedimento não exige que os desenvolvedores se identifiquem junto à plataforma usando documentos reais ou paguem taxas de cadastro, ao contrário da nova política do Google. É por isso que os mantenedores da F-Droid enxergam a nova exigência como uma ameaça ao projeto:

Se entrar em vigor, o decreto de registro de desenvolvedores [do Google] encerrará o projeto F-Droid e outras fontes de distribuição de aplicativos livres/de código aberto como as conhecemos hoje, e o mundo será privado da segurança do catálogo de milhares de aplicativos que podem ser confiáveis e verificados por todos.

Marc Prud’hommeaux, desenvolvedor da F-Droid

Site do projeto F-Droid
Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

F-Droid faz apelo a entidades reguladoras

Em sua manifestação sobre o assunto, a F-Droid diz não acreditar que o registro de desenvolvedores junto ao Google seja uma medida de segurança, mas uma forma de aumentar o controle da companhia sobre “um ecossistema anteriormente aberto”.

Por conta disso, a F-Droid pede que autoridades reguladoras e de concorrência analisem a política anunciada pelo Google e tomem medidas para evitar que as novas regras “sejam utilizadas de forma abusiva para consolidar o controle monopolista”.

F-Droid pode fechar por causa de nova regra do Google para apps Android

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Site do projeto F-Droid (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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