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Duolingo libera cursos de nível B2 gratuitamente; veja os idiomas

22 de Abril de 2026, 12:12
Ilustração com ícone do Duolingo em uma tela de celular
Duolingo terá cursos mais longos (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Duolingo disponibiliza cursos de nível B2 no plano gratuito, incluindo inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, português, japonês, coreano e chinês (mandarim).
  • O nível B2 é o quarto de 6 níveis do CEFR e classifica o aluno como “usuário independente”, capaz de interagir, compreender textos complexos e expressar pontos de vista.
  • Os cursos incluem aulas para compreender notícias, filmes e piadas, com formatos como DuoRadio, explicações de respostas e miniunidades.

O Duolingo anunciou que os cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, português, japonês, coreano e chinês (mandarim) agora chegam à pontuação 129 no app, equivalente ao fim do nível B2 na escala CEFR.

O nível B2 é o quarto de um total de seis do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR, na sigla em inglês). Ao atingi-lo, o aluno é considerado um “usuário independente da língua”, capaz de interagir, compreender textos complexos e expressar pontos de vista em vários assuntos.

“Há um motivo pelo qual insistimos em disponibilizar conteúdo de nível B2 para nossos cursos mais populares: em geral, esse é o nível de proficiência que permite conseguir um emprego”, explica a empresa em seu blog.

Quais são as novidades nos cursos?

Três telas de smartphones lado a lado exibem a interface do aplicativo Duolingo em um fundo azul vibrante com ícones flutuantes. Na primeira tela, em espanhol, um chat pergunta se o pão está vencido ou pintado de verde; as opções são "Ay, melhor no lo comas" e "Ay, sí, ese es el mejor". A tela central, em francês, pede o significado de "Décapotable" com o texto "Le toit des voitures décapotables peut être enlevé"; a resposta correta é "convertible". A terceira tela, em coreano, exibe o comando "Speak this sentence" sobre um texto em caracteres coreanos e o botão "TAP TO SPEAK". Abaixo de cada celular, há um ícone circular com as bandeiras da Espanha, França e Coreia do Sul, respectivamente.
Espanhol, francês e coreano são alguns dos cursos que receberam mais conteúdo (imagem: divulgação)

De acordo com a plataforma, os programas agora incluem aulas para compreender notícias, filmes e piadas. Formatos apresentados nos últimos anos também farão parte dos cursos, como episódios da DuoRadio (um podcast fictício), explicações de respostas e miniunidades.

Um ponto importante é que a extensão será oferecida para falantes de quase todos os outros idiomas presentes na plataforma, que quase sempre não encontram opções em cursos online sem ser inglês. Como exemplifica o Duolingo, isso pode ajudar um ucraniano aprendendo alemão, um espanhol estudando japonês ou um chinês procurando trabalho na França.

Vale dizer que a empresa entrou com tudo na onda da inteligência artificial generativa, usando a tecnologia para dar explicações sobre erros e fazer chamadas de vídeo com personagens do app. Internamente, porém, a transição teve pontos polêmicos, como a obrigatoriedade de usar IA no trabalho, abandonada após críticas.

Com informações do TechCrunch

Duolingo libera cursos de nível B2 gratuitamente; veja os idiomas

Espanhol, francês e coreano são alguns dos cursos que receberam mais conteúdo (imagem: divulgação)

Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

6 de Abril de 2026, 18:45
“Casa, vista da Orion”: NASA revelou foto tirada com o iPhone 17 Pro Max (imagem: divulgação)
Resumo
  • A NASA autorizou celulares pessoais em missões espaciais em fevereiro de 2026. A Artemis II usou essa regra. O Reid Wiseman publicou fotos da Terra e da Lua feitas com um iPhone 17 Pro Max dentro da cápsula Orion.
  • A Artemis II é a primeira missão lunar tripulada do século XXI. A missão alcançou 406.000 quilômetros da Terra e superou o recorde da Apollo 13, de 1970.
  • O programa Artemis reúne a NASA, a ESA e a AEB. O plano prevê volta à superfície da Lua até 2028, criação de uma base lunar e missões futuras a Marte.

A Missão Artemis II chegou à órbita da Lua nesta segunda (6) e já entrou para a história com belas (e atuais) imagens da Terra e da Lua, registrando a volta do ser humano ao nosso satélite natural após 53 anos. Diferentemente de outras fotos encontradas na internet, os registros feitos diretamente da cápsula Orion, onde viajam os quatro tripulantes da missão, foram feitos pelos próprios iPhones dos astronautas.

Vale lembrar que essa é uma decisão recente: a NASA permitiu que os astronautas levassem dispositivos portáteis pessoais apenas em fevereiro deste ano.

Numa das primeiras imagens, o comandante da missão, Reid Wiseman, aparece observando o planeta Terra. Na tripulação da Orion estão também o canadense Jeremy Hansen e os americanos Victor Glover e Christina Koch.

Terra vista da Missão Artemis 2 (2026)
Já esta foi feita com uma Nikon (foto: divulgação/NASA)

Ida à Lua no século XXI

A Missão Artemis II é parte do Acordo Artemis, que envolve diversas agências espaciais pelo mundo, incluindo a NASA, dos Estados Unidos, a ESA, da Europa e a própria AEB, Agência Espacial Brasileira. A ideia é levar o ser humano de volta à superfície da Lua até 2028, além de estudar a possibilidade de montar uma base fixa no satélite natural da Terra no futuro. Mais à frente, o objetivo é chegar a Marte.

Primeira missão lunar tripulada no século, a Artemis II também marca a maior distância já percorrida por seres humanos para além da Terra: 248.655 milhas (cerca de 406 mil quilômetros), segundo a NASA, superando a missão Apollo 13, de 1970. Mas, dessa vez, com as tecnologias atuais, a viagem tem sido acompanhada e transmitida ao vivo pela agência espacial, sendo possível assisti-la diretamente no YouTube.

Traseira iPhone 17 Pro Max
iPhone 17 Pro Max foi o celular usado por Reid Wiseman para tirar a primeira foto inteira da Terra em mais de 50 anos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os astronautas também fazem seus próprios registros e dão atualizações da missão em tempo real, rendendo tuítes do comandante Reid diretamente da Orion, assim como a imagem do iPhone 17 Pro Max. A tripulação também levou uma Nikon D5.

Segundo o site USA Today, isso foi possível graças a uma nova regulamentação da NASA, que está em vigor desde fevereiro de 2026, logo antes da missão Crew-12, da SpaceX, empresa espacial de Elon Musk. Ela marcou o décimo terceiro voo comercial para a órbita da Terra.

Outros objetos terráqueos no espaço

Não foram a Crew-12 e a Artemis II que inauguraram a ida de objetos terráqueos do dia a dia ao espaço. Em 2018, a SpaceX enviou ao espaço um carro Falcon Heavy, que no momento está vagando pela Via Láctea, pouco depois de Marte. Até agora, já foram mais de 5,3 órbitas ao redor do Sol – e contando. É possível acompanhar a localização e outras informações curiosas sobre a viagem do automóvel num site especial.

Bonequinhos de LEGO enviados ao espaço, Juno (2011)
Bonequinhos de Lego enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011 (imagem: divulgação/National Space Centre)

Também há peças de Lego vagando pelo espaço neste momento, por mais estranho que pareça. A missão Juno, de 2011, levou uma “tripulação” de três bonequinhos de LEGO feitos com alumínio espacial, representando justamente Júpiter e Juno, além de Galileo Galilei, astrônomos que descobriu quatro das luas de Júpiter ainda em 1610.

Aparentemente, a LEGO tem um apreço pelas missões espaciais, já que a própria Artemis I, que foi à Lua sem tripulação, tinha quatro bonequinhos da marca a bordo, segundo a National Space Centre.

Por que os astronautas levaram o iPhone ao espaço?

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Foto da Terra tirada pelo astronauta Reid Wiseman durante a Missão Artemis II

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bonequinhos de LEGO enviados junto ao satélite Juno rumo a Júpiter, onde seguem a bordo desde 2011.

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

3 de Abril de 2026, 11:39
Ilustração mostra boneco saindo da marca da Netflix, que está com um cadeado. Moedas estão pelo caminho.
Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Tribunal de Roma determinou que Netflix reembolse clientes na Itália por aumentos de preços considerados indevidos;
  • decisão se baseia na ausência de cláusulas contratuais que justifiquem reajustes, conforme exigido pela legislação italiana;
  • Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial.

De tempos em tempos, a Netflix aplica reajustes nas mensalidades de suas assinaturas, em escala global. Porém, na Itália, aumentos de preços aplicados pela empresa desde 2017 foram considerados indevidos pelo Tribunal de Roma, e isso deve resultar em reembolsos que podem chegar a 500 euros por cliente.

O entendimento da justiça italiana tem como base reajustes que foram aplicados pela Netflix no país entre 2017 e 2024. Foram pelo menos quatro aumentos de preços nesse período: em 2017, 2019, 2021 e novembro de 2024.

Não é que reajustes de preços sejam proibidos na Itália. O problema é que os aumentos promovidos pela Netflix entre 2017 e 2024 se basearam em cláusulas contratuais que, segundo um processo judicial aberto pelo Movimento Consumatori (entidade de defesa dos interesses dos consumidores) são abusivas.

De acordo com a legislação italiana, informar o cliente com 30 dias de antecedência sobre o aumento de preço e dar a ele a opção de cancelar a assinatura não são medidas suficientes. É necessário que o contrato também tenha cláusulas que expliquem o porquê de eventuais reajustes de preços poderem ser aplicados.

Como as tais cláusulas estavam ausentes, o Tribunal de Roma concluiu que os reajustes aplicados pela Netflix entre 2017 e 2024 são indevidos. Houve alterações contratuais referentes a reajustes entre janeiro de 2024 e abril de 2025, mas elas também foram consideradas problemáticas.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Eis as consequências: a Netflix terá que publicar o conteúdo da sentença em seu site e em jornais de circulação nacional, bem como notificar seus clientes sobre o direito a reembolso, o que vale inclusive para aqueles que não assinam mais o serviço.

O reembolso varia de acordo com o plano contratado pelo usuário e o tempo de assinatura. Quem assinou a Netflix no plano Premium entre 2017 e 2024 terá direito a um reembolso de aproximadamente 500 euros (montante equivalente a R$ 2.975), só para dar um exemplo.

A Netflix também terá que reduzir os valores das assinaturas vigentes atualmente e estará sujeita ao pagamento de indenizações individuais.

Em abril de 2025, a Netflix incluiu cláusulas em seus contratos condizentes com as exigências italianas (ou seja, agora há indicação de motivos que justifiquem reajustes) e, portanto, reajustes aplicados após esse mês não são considerados indevidos.

Qual é a reação da Netflix?

Procurada, a Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial, como esperado:

Vamos apresentar um recurso contra a decisão. Na Netflix, nossos assinantes vêm em primeiro lugar. Levamos os direitos do consumidor muito a sério e acreditamos que nossas condições sempre estiveram em conformidade com a legislação e a prática italianas.

Com informações de Il Sole 24 Ore

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

Netflix é multada em R$ 11 milhões pelo Procon-MG (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

6 de Março de 2026, 16:39
Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic quer processar governo dos EUA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic vai contestar na Justiça a classificação de risco à segurança nacional feita pelo Departamento de Defesa dos EUA.
  • Decisão ameaça um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono.
  • Segundo a empresa, a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas dos EUA não deve ser usada para disputas contratuais.

A Anthropic anunciou que vai contestar na Justiça dos Estados Unidos a decisão do Departamento de Defesa (DoD) de classificar a empresa como um risco à cadeia de suprimentos da segurança nacional americana. A notificação chegou à companhia na quarta-feira, e o CEO Dario Amodei respondeu com um comunicado ontem (05/03).

“Não acreditamos que essa ação seja juridicamente válida, e não vemos outra alternativa senão contestá-la na Justiça”, escreveu Amodei em um post no blog da Anthropic.

A designação coloca em risco um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão) que a empresa mantém com o Pentágono para o fornecimento de ferramentas de IA para uso em ambientes de informações sigilosas. Pode impedir, também, a Anthropic de atuar em parceria com outras empresas em projetos de defesa, segundo a Bloomberg.

O conflito vinha se acumulando há semanas após o fracasso das negociações entre Amodei e o governo quanto às condições de uso da tecnologia da empresa. A exigência da Anthropic era de que seu sistema de IA não fosse utilizado para vigilância em massa de cidadãos, nem para acionamento de armas autônomas.

Por conta disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o caso como uma ameaça. No mesmo dia, a OpenAI — rival direta da Anthropic — anunciou um acordo com o Pentágono. No post, Amodei acrescenta que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, reconheceu no X que o contrato era confuso.

Por que a Anthropic vai recorrer à Justiça?

De acordo com a Anthropic, a medida invocada pelo DoD — a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas norte-americanas — existe para proteger o governo de riscos externos, não para punir fornecedores em disputas contratuais.

Dessa forma, a empresa sustenta que o escopo é mais limitado do que parece. Ela se aplicaria apenas ao uso do Claude como parte direta de contratos com o Departamento de Defesa, e não a todo uso do sistema por clientes que tenham contratos com o departamento.

Apesar da designação ter sido declarada “com efeito imediato” por um oficial de defesa, as ferramentas da Anthropic seguiam em uso ativo pelo Exército nas operações no Irã no momento da publicação do comunicado, de acordo com uma fonte ouvida pela Bloomberg. Hegseth havia estipulado um prazo de seis meses para a transição a outros fornecedores.

Amodei abaixa o tom contra o governo

Foto de Dario Amodei, de camisa azul, falando em um evento
Dario Amodei, CEO da Anthropic, se desculpa pelo tom usado em memorando (imagem: reprodução/TechCrunch)

No comunicado, Amodei afirmou que as conversas com o Pentágono nos últimos dias haviam sido “produtivas” e que a empresa continua disposta a fornecer seus produtos às Forças Armadas pelo tempo que for necessário e permitido.

O CEO da empresa também pediu desculpas por críticas à OpenAI após o vazamento de um memorando, publicado pelo The Information, no qual ele acusava a concorrente de agir de forma oportunista e de abrir mão de salvaguardas no acordo com o Pentágono. Dizia, também, que a Anthropic era rejeitada pelo governo Trump por falta de apoio público à política do presidente. Agora, afirma que o tom do texto não refletia a visão dele sobre a situação.

Do outro lado, Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia e responsável pelas negociações com Amodei, descartou qualquer continuidade das conversas, segundo a Bloomberg. “Quero encerrar qualquer especulação: não há nenhuma negociação ativa entre o Departamento de Guerra e a Anthropic”.

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/TechCrunch)

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

3 de Março de 2026, 10:44
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
  • O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
  • O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

Shein admite que fabricação no Brasil não deu certo

5 de Fevereiro de 2026, 11:17
Produtores brasileiros estariam enfrentando dificuldades com preços baixos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Shein enfrentou dificuldades na fabricação no Brasil devido a custos altos e infraestrutura inadequada.
  • Parceiros comerciais desistiram por não conseguirem atender às exigências de preços baixos e prazos curtos.
  • A Shein adotará uma abordagem mais seletiva, mantendo o Brasil como seu segundo maior mercado fora dos EUA.

O projeto da Shein de transformar o Brasil em um de seus principais polos de produção na América Latina vem enfrentando dificuldades com as confecções nacionais. A empresa chinesa, famosa pelas roupas de baixo custo, esbarra na desistência de parceiros comerciais, que alegam ser impossível acompanhar os custos baixos e os prazos que são exigidos.

Diante do cenário, a própria Shein reconheceu que a estratégia de nacionalização “não saiu como o planejado”. Em comunicado à Reuters, a companhia afirmou que a produção no país “exigiu tempo para amadurecer” e que, devido às diferenças na infraestrutura industrial brasileira em comparação à chinesa, o progresso tem sido “mais lento” do que o previsto.

Preços muito baixos

Segundo apuração da agência, que entrevistou donos de confecções e líderes sindicais, o modelo de negócios da varejista — baseado em fast-fashion — não se fez viável com a estrutura de custos do Brasil. Para os industriais brasileiros, a conta não fecha.

Um empresário do Rio Grande do Norte, ouvido pela Reuters, conta que a Shein exigiu reduções drásticas nos valores de atacado após os primeiros pedidos. A plataforma teria solicitado que o preço de uma saia e de uma jaqueta, por exemplo, caísse, respectivamente, de R$ 50 para R$ 38 e de R$ 65 para R$ 45.

“O plano era crescer. Mas, para nós, aqui no Nordeste, não era viável”, afirmou o empresário, que encerrou a parceria. Outros dois executivos não identificados confirmaram que a produção local não atingiu as metas inicialmente estabelecidas pela Shein.

Falta de integração entre fábricas e fornecedores

Shein (Imagem: Divulgação)
Fábricas e fornecedores de materiais não repetem integração do modelo chinês (imagem: divulgação/Shein)

Além da pressão nos preços, a logística é incomparável com a rede integrada de 7 mil fábricas chinesas próximas a fornecedores de materiais, como botões e zíperes. Por aqui, a dispersão geográfica e as leis trabalhistas mais rígidas dificultam a réplica do modelo chinês.

“Trabalhar no Brasil é diferente da China”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. “Lamento que não tenha dado certo”, completou.

Quando a Shein começou a operar no Brasil?

A Shein havia prometido, em 2023, investir no país cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 787 milhões) para gerar 100 mil empregos até 2026, uma movimentação estratégica que ganhou força em 2024 após a implementação da taxa de 20% sobre importações de até US$ 50, a popular “taxa das blusinhas”. O objetivo era nacionalizar 85% das vendas locais.

Ao final do primeiro ano de operação, a empresa havia anunciado parcerias com 336 fábricas locais. Agora, com o revés na produção em massa, a empresa informou que adotará uma abordagem mais “seletiva”, focando em parcerias com as fábricas mais capacitadas.

Apesar das dificuldades fabris, o Brasil segue como o segundo maior mercado da companhia fora dos EUA, e o marketplace continua operando com “mais de 45 mil vendedores locais”, segundo a Shein.

Shein admite que fabricação no Brasil não deu certo

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

30 de Janeiro de 2026, 11:11
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Boston Dynamics e Google retomam parceria para levar IA ao robô Atlas

6 de Janeiro de 2026, 15:02
Gif animado mostra o novo robô Atlas movimentando seus braços robóticos
Novo robô Atlas é totalmente elétrico (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Boston Dynamics e Google DeepMind retomaram parceria para integrar IA ao novo robô Atlas, visando maior interação com o ambiente e seres humanos.
  • O projeto utilizará modelos fundacionais da DeepMind para permitir que o robô perceba o ambiente, raciocine e execute comandos.
  • A nova versão do Atlas, totalmente elétrica, será usada em pesquisas, com foco inicial em aplicações industriais, especialmente no setor automotivo.

A Boston Dynamics, líder global em robótica, e o Google DeepMind, laboratório de IA da Alphabet, anunciaram nessa segunda-feira (05/01) uma nova parceria para o desenvolvimento de robôs humanoides.

A colaboração foi revelada em uma apresentação na CES 2026, que ocorre em Las Vegas. O acordo deve integrar os modelos de IA do Google ao novo robô Atlas, criando máquinas que possam pensar e interagir no mundo real.

A parceria também prevê o uso dos chamados modelos fundacionais da DeepMind, como a linha Gemini Robotics, para combiná-los à inteligência física dos robôs. A tecnologia do Google, segundo comunicado oficial, deve permitir que o Atlas perceba o ambiente, raciocine sobre problemas, utilize ferramentas e obedeça a comandos complexos de forma autônoma.

O acordo marca um reencontro entre as duas companhias. Até 2017, o Google foi proprietário da Boston Dynamics, à época parte da divisão Google X. No período, as empresas desenvolveram as primeiras versões do Atlas. A empresa foi vendida para a SoftBank e posteriormente para Hyundai.

Imagem mostra a parte superior do novo robô humanoide Atlas, da Boston Dynamics. Na parte central do dorso, o robô exibe o logo da empresa.
Boston Dynamics e Google DeepMind fecham novo acordo para IA em robôs (imagem: divulgação)

IA para tarefas no mundo real

Segundo as empresas, a proposta é avançar no desenvolvimento de sistemas que integrem visão, linguagem e ação em robôs humanoides.

Equipes das duas companhias devem conduzir as pesquisas utilizando uma nova frota do Atlas, atualmente em sua versão totalmente elétrica. A Boston Dynamics afirma que o projeto mira aplicações industriais, com atenção inicial para o setor automotivo. Entretanto, a empresa não detalha casos de uso específicos nem prazos para comercialização.

Boston dynamics Atlas robot #CES2026 pic.twitter.com/AfUtZELN4I

— Cybernews (@CyberNews) January 5, 2026

O diretor de comportamento robótico do Atlas na Boston Dynamics, Alberto Rodriguez, afirmou que a empresa buscava um parceiro capaz de desenvolver modelos confiáveis e escaláveis para robôs complexos.

Já por parte do Google DeepMind, os modelos do Gemini Robotics são desenvolvidos para “trazer a IA para o mundo físico”, segundo a diretora sênior do setor, Carolina Parada. As empresas devem apresentar novas informações sobre os avanços do projeto ao longo do ano, conforme os testes com os robôs humanoides avancem.

Atlas recebeu nova versão

O Atlas original, apresentado em 2013, foi oficialmente aposentado em 2024. No mesmo período, a empresa revelou um novo Atlas, também humanoide, mas com arquitetura totalmente elétrica, substituindo o sistema hidráulico da geração anterior.

A nova versão tem maior amplitude de movimentos e foi projetada desde o início para aplicações comerciais. É justamente esse novo Atlas que servirá como base para os experimentos com os modelos de IA do Google DeepMind.

A parceria com o Google é voltada à pesquisa e desenvolvimento de IA em robótica e não altera a estrutura societária da empresa, que segue sob controle da Hyundai.

Boston Dynamics e Google retomam parceria para levar IA ao robô Atlas

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Colaboração anunciada na CES 2026 integra modelos Gemini Robotics ao novo robô humanoide elétrico. Empresas devem revelar mais detalhes ao longo do ano.

Trust Wallet perde R$ 38 milhões em ataque; saiba se proteger

26 de Dezembro de 2025, 14:30
Logo da Trust Wallet com dois smartphones posicionados a frente com o app aberto
Carteira digital perdeu R$ 38 milhões após ataque (imagem: reprodução/Trust Wallet)
Resumo
  • Trust Wallet, popular carteira digital, sofreu um ataque na versão 2.68 do plugin, resultando em perda de aproximadamente R$ 38 milhões.
  • O ataque foi contido com uma correção, mas a vulnerabilidade permitiu que invasores capturassem frases de recuperação e transferissem fundos.
  • Segundo a empresa, o ataque foi restrito ao ecossistema de desktop, e os valores serão ressarcidos aos usuários afetados.

A Trust Wallet, popular carteira digital para armazenamento de criptomoedas e tokens (NFTs) pertencente à corretora Binance, confirmou na quinta-feira de Natal (25/12) ter sofrido um ataque na extensão do serviço para navegadores.

Os agentes maliciosos, que comprometeram a versão 2.68 do software, permitiram transações não autorizadas. O ataque resultou numa perda de aproximadamente US$ 7 milhões (cerca de R$ 38 milhões) em fundos de usuários.

Em comunicado, a companhia assegurou que o incidente já foi contido com o lançamento de uma correção e garantiu o ressarcimento integral de todos os clientes atingidos. A Trust Wallet pediu aos usuários para não interagirem com a versão vulnerável do plugin até que a atualização seja concluída.

We’ve identified a security incident affecting Trust Wallet Browser Extension version 2.68 only. Users with Browser Extension 2.68 should disable and upgrade to 2.69.

Please refer to the official Chrome Webstore link here: https://t.co/V3vMq31TKb

Please note: Mobile-only users…

— Trust Wallet (@TrustWallet) December 25, 2025

O que aconteceu?

O problema teve início na véspera de Natal, poucas horas após a liberação da atualização automática para a versão 2.68 da extensão. Nas redes sociais e fóruns especializados, usuários começaram a relatar que os saldos de criptomoedas, como Ethereum e Bitcoin, teriam sido drenados misteriosamente após o uso da ferramenta no computador.

De acordo com o portal Bleeping Computer, a versão comprometida continha um código malicioso injetado, chamado 4482.js, que fingia ser uma ferramenta de análise de dados, mas que monitorava a atividade da carteira e capturava a frase de recuperação quando fosse utilizada ou importada pelo usuário.

Esse script permitia que os invasores recebessem a chave de acesso das vítimas e enviassem os fundos para carteiras externas automaticamente, sem a necessidade de senha ou aprovação do proprietário. Os dados roubados foram enviados a um servidor externo.

Apesar do valor alto que os cibercriminosos conseguiram extrair, o ataque foi restrito ao ecossistema de desktop, não havendo indícios de falhas nos aplicativos móveis para Android e iOS.

Captura de tela das requisições de rede do serviço, destacando atividade do script malicioso
Hackers tentaram disfarçar o roubo como uma simples coleta de dados (imagem: reprodução/X/Andrew Mohawk)

Trust Wallet devolverá dinheiro

A empresa reconheceu a gravidade da falha e agiu para remover o vetor de ataque. Segundo a nota oficial, a equipe de segurança identificou e neutralizou a vulnerabilidade com a versão v2.69, lançada para substituir o arquivo corrompido.

Sobre os prejuízos, a Trust Wallet informou que cobrirá o valor roubado dos usuários elegíveis que foram vítimas do ataque à versão anterior.

Como atualizar o serviço?

Para quem utiliza a extensão no navegador, o serviço pediu aos usuários que não a abram clicando no ícone, pois a execução do software pode ativar o roubo de fundos restantes.

A orientação é forçar a atualização pelas configurações do navegador. Siga o passo a passo:

  1. Copie e cole este endereço na barra de navegação do Chrome: chrome://extensions/?id=egjidjbpglichdcondbcbdnbeeppgdph;
  2. Desative a extensão clicando na chave seletora (“Off”) se ela estiver ativa;
  3. Ative o “Modo do desenvolvedor” (Developer mode) no canto superior direito da tela;
  4. Clique no botão “Atualizar” (Update) localizado na barra superior esquerda;
  5. Aguarde o processo e verifique se o número da versão mudou para 2.69.

Além da atualização, especialistas recomendam que usuários que suspeitam de comprometimento criem uma nova carteira do zero e transfiram quaisquer ativos que tenham sobrado, abandonando as credenciais antigas.

Também é recomendável atenção redobrada com golpes de phishing: criminosos estão criando sites falsos prometendo “ferramentas de recuperação” para roubar ainda mais dados das vítimas do ataque original.

Trust Wallet perde R$ 38 milhões em ataque; saiba se proteger

(imagem: reprodução/Trust Wallet)

(imagem: Andrew Mohawk/X)

Google faz testes para colocar anúncios no Modo IA

21 de Novembro de 2025, 16:50
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Modo IA é a resposta do Google ao ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google está testando anúncios no Modo IA desde maio de 2025, com links patrocinados abaixo das respostas.
  • Especialistas em SEO, como o Greg Sterling e o Brodie Clark, observaram aumento na exibição de anúncios no Modo IA.
  • O Modo IA do Google, lançado no Brasil em setembro de 2025, é opcional e transforma o buscador em um chatbot.

Mais usuários relatam ter visto conteúdo patrocinado no Modo IA do Google. Os testes para colocar propaganda na ferramenta começaram em maio e, ao que tudo indica, estão sendo ampliados.

Os especialistas em SEO (otimização de conteúdo para motores de busca) Greg Sterling e Brodie Clark notaram esse aumento na veiculação e repercutiram o assunto nas redes sociais.

Em sua conta no X, Sterling compartilhou uma captura de tela que mostra dois resultados patrocinados logo abaixo da conversa com o Modo IA — ele estava usando a ferramenta para buscar serviços de manutenção de ar-condicionado.

Clark fez um teste e comprovou: ao buscar encanadores, novamente apareceram propagandas na parte inferior da tela, enquanto links orgânicos ficaram no topo e na coluna direita da interface.

Captura de tela do Google em “AI Mode” mostrando testes de anúncios. Na parte superior, há cartões de serviços de encanador de emergência e um mapa com pins em Denver. Sobre a imagem, aparecem textos explicativos como “Organic links showing above AI Mode ads” e “Ads showing for the first time ever within AI Mode”. Abaixo, uma área marcada como “Sponsored” exibe anúncios de encanadores 24 horas. À direita, resultados e vídeos relacionados.
Anúncios aparecem logo abaixo da conversa (imagem: reprodução/Brodie Clark)

“Então, chegaram os anúncios no Modo IA. Isso marca uma diferença significativa entre o Modo IA do Google e o ChatGPT, já que o ChatGPT não possui nem de perto a mesma infraestrutura para anúncios que o Google”, avaliou. O especialista acredita que os anúncios devem começar a aparecer em breve no robô da OpenAI.

O que diz o Google

O 9to5Google diz que a gigante das buscas declarou que os anúncios intermitentes são parte de testes que vêm sendo realizados desde maio de 2025 no Modo IA (AI Mode) e nas visões gerais criadas por IA (AI Overviews).

A empresa acrescenta que não tem novidades para compartilhar sobre esse assunto no momento — portanto, os testes continuam, e os anúncios podem aparecer para algumas pessoas.

Modo IA do Google ainda é opcional

O Modo IA do Google é aquele que transforma o buscador em uma espécie de chatbot. A empresa promete que a ferramenta é capaz de “quebrar” perguntas ou pedidos complexos, fazendo várias pesquisas para trazer uma resposta. O usuário pode continuar a conversa, com questões adicionais.

O recurso foi lançado no Brasil em setembro de 2025 e não é padrão no buscador — para ativá-lo, é necessário selecionar essa opção na caixa de busca ou nas abas.

Com informações do Search Engine Land e do 9to5Google

Google faz testes para colocar anúncios no Modo IA

Anúncios aparecem logo abaixo da conversa (imagem: reprodução/Brodie Clark)

Mercado Livre diminui cashback do Meli+; veja o que muda

17 de Outubro de 2025, 12:59
Ilustração com marca do Meli+ saindo de uma caixa de encomenda do Mercado Livre. Há ainda cifrões no entorno.
Meli+ ficou menos atrativo para quem não tem cartão Mercado Pago (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Cashback no Mercado Livre reduzido de 5% para 3%, limitado a R$ 5 por compra e R$ 15 por mês. Compras em outras lojas com cartão Mercado Pago agora têm 0,5% de cashback, limitado a R$ 100 por mês.
  • Benefícios de cashback e parcelamento agora exigem uso do cartão de crédito do Mercado Pago. Anteriormente, qualquer forma de pagamento era aceita.
  • Lojas parceiras oferecem até 10% de cashback. Exemplos: Petrobras Premmia (2%), Aplicativo 99 (10%), McDonald’s (5%). Limites variam por loja.

O Mercado Livre mudou as regras do cashback oferecido a assinantes dos planos Meli+. São duas alterações negativas: as porcentagens diminuíram e o benefício agora depende do uso do cartão de crédito do Mercado Pago. Por outro lado, há devoluções maiores em lojas parceiras.

A atualização vem sendo comunicada aos clientes por e-mail e foi compartilhada por leitores do Tecnoblog em nossa comunidade. Para quem já é assinante, as regras passam a valer daqui a um mês, em 17 de novembro de 2025. No site do Mercado Livre, as informações sobre os planos Meli+ já foram alteradas.

Imagem mostra uma tabela comparativa de planos do serviço “Meli+”. As opções são “Essencial” por “R$ 9,90/mês”, “Total” por “R$ 24,90/mês” e “Mega” em “oferta especial” por “R$ 39,90/mês por 2 meses”. Todos oferecem frete grátis e cashback com o Cartão Mercado Pago. Os planos mais caros incluem descontos em streamings e acesso a plataformas como Disney+, Netflix e HBO Max.
Mudanças nos planos Meli+ já constam no site do Mercado Livre (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Mercado Livre e atualizaremos esse texto assim que houver uma resposta.

Cashback diminuiu

Com as alterações, as compras feitas no Mercado Livre terão 3% de cashback — anteriormente, eram 5%. Esse cashback é limitado a R$ 5 por compra e R$ 15 por mês.

As compras feitas em outras lojas com o cartão de crédito do Mercado Pago agora terão cashback de 0,5% — anteriormente, a devolução era de 0,6%. O limite é de R$ 100 por mês.

Imagem mostra um aviso do Mercado Pago com o título “Confira como ficam seus outros benefícios”. O texto informa que “o cashback será exclusivo com o Cartão de Crédito Mercado Pago”, que “o dinheiro no Mercado Pago rende até 120% do CDI” e que o usuário pode “continuar aproveitando Disney+”. Abaixo, há um aviso de que “a partir de 17 de novembro de 2025” mudam as regras de parcelas e cashback.
E-mail compartilhado por leitor do Tecnoblog detalha alterações (imagem: reprodução)

Benefícios atrelados ao cartão Mercado Pago

Outra mudança é que, a partir de novembro, o cashback nas compras do Mercado Livre só será pago caso elas sejam realizadas usando o cartão de crédito do Mercado Pago. Anteriormente, esse benefício estava disponível para qualquer forma de pagamento.

Meli+ ganha lojas parceiras

Uma novidade positiva é que, em algumas lojas parceiras, pode haver cashback de até 10%. Nos termos e condições do Meli+, há mais detalhes:

  • Aplicativo e lojas físicas selecionadas Petrobras Premmia: 2%, limitado a quatro transações por mês ou a R$ 15 por mês, o que ocorrer primeiro
  • Aplicativo 99 (exceto 99Food): 10%, limitado a R$ 15 por mês
  • Aplicativo e lojas físicas selecionadas McDonald’s: 5%, limitado a R$ 10 por mês

Quando os limites são atingidos, as compras posteriores rendem 0,6% em dinheiro de volta.

Vale lembrar que os cashbacks são pagos em Meli Dólar, criptomoeda da empresa que busca espelhar a cotação do dólar americano.

Errata: ao contrário do que informamos anteriormente, o parcelamento com prazo extra não fará mais parte do Meli+, independentemente do cartão usado. Pedimos desculpas pelo engano.

Mercado Livre diminui cashback do Meli+; veja o que muda

Mercado Livre reduz preço do Meli+ Total (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mudanças nos planos Meli+ já constam no site do Mercado Livre (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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