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Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

11 de Junho de 2026, 14:10
Xbox Series X e controle, ambos de cor preta
Microsoft pode repassar a fabricação de futuros consoles para empresas parceiras (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve realizar demissões em massa na divisão de games do Xbox, com objetivo de reduzir custos e reverter a queda na receita.
  • Empresa investiu mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais para o Xbox, mas a receita anual caiu.
  • A dona do Windows planeja mudar seu modelo de negócios, com possibilidade de licenciar a marca Xbox para outras fabricantes e reestruturar o desenvolvimento de jogos, o que pode resultar em até mil demissões.

A divisão do Xbox passará por uma rodada de demissões em massa e cortes de orçamento a partir de julho. A medida foi comunicada ontem (10/06) aos funcionários e seria uma tentativa urgente de frear a queda nas receitas e enfrentar a escalada de custos de produção de hardware.

Sob a direção da nova CEO, Asha Sharma, a Microsoft anunciou um período de reestruturação de 100 dias, focado em redefinir a estratégia de consoles e o futuro da marca.

Segundo informações da Bloomberg, o enxugamento da folha de pagamento ocorrerá logo após o encerramento do ano fiscal da gigante da tecnologia, em 30 de junho. Fontes revelaram que a liderança planeja cortar os orçamentos destinados a campanhas de marketing e os gastos em diversos departamentos para equilibrar as contas.

Por que o Xbox mudará seu modelo de negócios?

Xbox Series X de cor preta e fora da caixa
Atual modelo de negócios do Xbox se mostrou financeiramente insustentável (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)

O principal motivo para essa transformação está na instabilidade financeira do atual formato de operação do Xbox, aliada ao custo elevado de desenvolvimento das tecnologias de nova geração.

O memorando interno detalha a gravidade da situação. O texto revela que a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) nos últimos cinco anos em criação de conteúdo, manutenção de infraestrutura e subsídios comerciais para tentar baratear o hardware nas prateleiras.

Apesar da injeção massiva de capital, o retorno ficou bem abaixo das expectativas dos investidores. A receita anual encolheu quase meio bilhão de dólares no mesmo período e o cenário de alerta vermelho piorou com a crise de componentes.

Os custos de fabricação projetados para a temporada de vendas do final de 2027, por exemplo, devem ser mais de cinco vezes maiores do que os valores pagos pela indústria há apenas dois anos. Vale mencionar que os preços globais das memórias acompanharam a mesma tendência de encarecimento.

Futuro do projeto Helix e impacto nos estúdios

A inflação na linha de montagem obrigou a Microsoft a buscar alternativas comerciais. A alteração mais sensível envolve a fabricação física dos aparelhos. Embora a empresa reitere o compromisso com o projeto Helix (codinome para a próxima geração do Xbox), os executivos destacaram a necessidade de estabelecer um novo modelo de negócios baseado em parcerias de hardware.

Na prática, isso reforça os indícios de que outras fabricantes de eletrônicos poderão ser licenciadas para criar dispositivos com a marca Xbox. Essa estratégia diluiria a pesada carga de produção e repassaria o risco financeiro da montagem a empresas terceirizadas, assim como no mercado de PCs, aliviando o caixa da Microsoft.

As mudanças programadas também mexerão com a estrutura de desenvolvimento de jogos. O movimento pode resultar em reestruturações severas nas equipes e até no fechamento definitivo de produtoras que operam sob o guarda-chuva do Xbox Game Studios. Segundo rumores, o corte da Microsoft pode afetar até mil profissionais.

Em meio à contenção de gastos, Asha Sharma já tem implementado mudanças na estratégia de distribuição para tentar valorizar o ecossistema Xbox, garantindo que títulos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution sejam lançados com exclusividade para os consoles Xbox. A decisão freia, ao menos temporariamente, a tendência de lançamentos multiplataforma que vinha sendo testada pela gestão anterior.

Apesar das demissões iminentes, o documento destaca que o atual período de reavaliação servirá para “evoluir e reconstruir” as bases da marca. A Microsoft sinalizou ainda que continuará atenta a possíveis fusões e aquisições para se consolidar de forma mais eficiente nos mercados de hardware, computadores, dispositivos móveis e no streaming de jogos em nuvem.

Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Xbox Series X fora da caixa (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

11 de Junho de 2026, 11:37
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
  • Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
  • Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.

Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.

Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.

A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.

Demissões em massa não são uma opção

A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.

Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários treinam o sistema que os substitui

Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.

Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.

É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.

O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:

  • Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
  • Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.

De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

21 de Maio de 2026, 10:44
Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
  • Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
  • Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.

A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.

A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.

Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.

Por que a Meta está demitindo de novo?

A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.

Para isso, a Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 730 bilhões) em infraestrutura e engenharia de IA apenas em 2026.

A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.

Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.

Instabilidade constante

No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.

No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.

A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.

E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

15 de Maio de 2026, 12:00
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer empresa mais enxuta para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Insatisfeitos, funcionários da Meta expressam desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa.
  • A Meta prepara demissão de cerca de 8 mil trabalhadores, o que representa quase 10% do seu quadro global de colaboradores.
  • A companhia justifica as demissões, mesmo em um momento de lucratividade recorde, como redirecionamento de capital para a inteligência artificial.

O clima nos bastidores da Meta é de forte insegurança e descontentamento. De acordo com a revista Wired, funcionários já expressam abertamente o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa, que inclui 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela big tech.

Segundo a revista, o mais novo motivo do pânico é o corte de 8 mil postos de trabalho, que deve ocorrer mesmo em um momento de alta lucratividade da empresa. O número representa quase 10% do quadro global de colaboradores da Meta, e a previsão é que as demissões comecem na próxima quarta-feira (20/05).

No primeiro trimestre de 2026, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 56,31 bilhões (mais de R$ 283 bilhões), um salto de 33% que marca seu ritmo de expansão mais acelerado desde 2021.

Por que demitir mesmo com lucros recordes?

A justificativa oficial da diretoria da Meta é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial. Conforme um memorando divulgado pela Bloomberg, as demissões visam compensar gastos massivos com infraestrutura de IA, que devem somar até US$ 145 bilhões (R$ 730 bilhões) em 2026. A diretora financeira Susan Li destacou que a adoção de um modelo operacional mais enxuto ajudará a equilibrar o caixa.

O próprio CEO Mark Zuckerberg confirmou que os cortes refletem esses custos e não descartou novas reduções no segundo semestre. Desde 2022, a dona do Facebook já eliminou mais de 33 mil empregos, segundo a revista Fortune, acompanhando uma reestruturação que já soma 135 mil demissões em todo o Vale do Silício em 2026, conforme dados da plataforma Layoffs.fyi.

Cortes nos bônus e vigilância agressiva

A insatisfação interna aumentou após a Meta reduzir em 5% a fatia das bonificações anuais. Com a mudança, a remuneração média anual caiu quase 7%, passando para US$ 388.200 (cerca de R$ 2 milhões). Em contrapartida, a empresa tem oferecido pacotes multimilionários para atrair novos pesquisadores.

Para piorar a relação com a equipe, a companhia implantou em abril o software Model Capability Initiative nos EUA. O programa monitora cliques, digitação e faz capturas de tela para treinar modelos de IA que replicam o trabalho humano.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que o rastreamento é obrigatório para os funcionários, mas os escritórios na Europa ficaram de fora devido às restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR).

Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta demite 600 funcionários de divisão de inteligência artificial

23 de Outubro de 2025, 10:11
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta quer “mais agilidade” após CEO Mark Zuckerberg expressar preocupação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta demitiu 600 funcionários da divisão de inteligência artificial em reestruturação para reduzir burocracia e aumentar eficiência.
  • A mudança foi motivada por preocupações de Mark Zuckerberg com o ritmo dos avanços em IA.
  • Apesar das demissões, a Meta segue contratando para o TBD Lab, nova divisão do laboratório, e tenta atrair mais talentos da OpenAI e do Google.

A Meta demitiu pelo menos 600 funcionários do seu recém-formado laboratório de “superinteligência artificial”. A medida faz parte de uma reestruturação interna que, segundo um memorando do diretor de IA da empresa, Alexandr Wang, visa reduzir a burocracia e aumentar a eficiência da divisão.

O anúncio foi feito internamente por Wang em comunicado aos funcionários. As informações são do portal Axios, mas foram confirmadas pela Meta ao TechCrunch. A reorganização busca criar uma operação “mais ágil” no setor.

O laboratório foi criado em junho deste ano para desenvolver uma inteligência artificial geral (AGI) e avançar na briga pelo mercado de IA, hoje dominado por outras empresas. Desde então, a Meta gastou bilhões de dólares em contratações e investimentos.

Meta está mudando sua estratégia de IA?

No memorando interno, Wang justificou a reestruturação como um movimento para otimizar processos e acelerar a tomada de decisões. “Ao reduzir o tamanho da nossa equipe, menos conversas serão necessárias para tomar uma decisão, e cada pessoa terá mais responsabilidade e mais escopo e impacto”, escreveu o executivo.

Os cortes, que afetam uma fração das milhares de funções dentro da divisão de superinteligência, atingem especificamente as unidades de pesquisa FAIR AI, equipes de IA relacionadas a produtos e a área de infraestrutura de IA.

Alexandr Wang
Diretor de IA, Alexandr Wang, justifica cortes como forma de reduzir burocracia (imagem: reprodução/Dlabrot)

A Meta declarou ainda que incentiva ativamente os funcionários impactados a se candidatarem a outras vagas disponíveis internamente. “Este é um grupo talentoso de indivíduos, e precisamos de suas habilidades em outras áreas da empresa”, afirma Wang no comunicado.

A decisão está alinhada com a filosofia recente da Meta, definida pelo CEO Mark Zuckerberg como o “ano da eficiência”. Esta diretriz, implementada no último ano, resultou em rodadas anteriores de demissões em massa e uma reavaliação geral dos projetos e estrutura de custos da empresa. Na época, Zuckerberg declarou a preferência por uma organização “mais enxuta”.

A reestruturação atual, no entanto, é apresentada mais como um realinhamento estratégico. Fontes internas, conforme relatado pela Axios, indicam que Zuckerberg expressou preocupação há alguns meses sobre o ritmo dos avanços da divisão de IA. A avaliação era que os esforços existentes não estavam gerando as “melhorias de desempenho” ou os “avanços necessários” na velocidade desejada.

Essa percepção teria sido o motivo para a reorganização, que incluiu não apenas os cortes anunciados, mas também o investimento anterior de US$ 15 bilhões de dólares (cerca de R$ 81 bilhões) na Scale AI e a própria contratação de Alexandr Wang para liderar a divisão. O objetivo principal seria, portanto, focar recursos em áreas consideradas de maior potencial e remover gargalos operacionais.

Apesar dos cortes, Wang expressou confiança no futuro da divisão em seu comunicado. “Estou realmente animado com os modelos que estamos treinando, nossos planos de computação e os produtos que estamos construindo, e estou confiante em nosso caminho para construir a superinteligência”, concluiu.

Cortes ocorrem após contratações milionárias

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta segue contratando talentos de rivais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embora esteja dispensando centenas de profissionais de IA, a Meta investiu agressivamente na contratação de talentos. A divisão recém-formada, conhecida internamente como TBD Lab, não foi afetada pelos cortes e, segundo fontes, continua recrutando ativamente no mercado.

Este novo laboratório tem atraído profissionais de concorrentes diretos. Recentemente, a Meta contratou Ananya Kumar, uma cientista pesquisadora vinda da OpenAI. Antes disso, Andrew Tulloch, cofundador da Thinking Machines, também se juntou à empresa para integrar o TBD Lab.

Estas contratações se somam a um esforço mais amplo da Meta durante o último ano para atrair especialistas em IA. A empresa conseguiu recrutar mais de 50 pesquisadores de concorrentes como Google e OpenAI, oferecendo pacotes salariais que, em alguns casos, atingiram valores multimilionários. Alguns, no entanto, abandonaram a Meta.

Meta demite 600 funcionários de divisão de inteligência artificial

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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