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Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

14 de Maio de 2026, 11:01
Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apple Vision Pro chamou atenção no lançamento, mas teve vendas fracas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Apple Vision Pro não deve ter uma nova versão nos próximos dois anos, segundo a agência Bloomberg.
  • A empresa, no entanto, não encerrará o projeto e a equipe do Vision Pro será realocada para desenvolver óculos de realidade aumentada.
  • Os óculos de realidade aumentada da Apple devem trazer funções como gravação de vídeos e inteligência artificial.

O Apple Vision Pro, headset de realidade virtual da Maçã, não terá uma nova versão pelos próximos dois anos, pelo menos. É o que afirma o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, não se trata de uma desistência completa do produto, mas o foco será conseguir desenvolver alternativas mais leves e baratas no futuro.

Vale lembrar que a empresa cancelou a produção de uma versão Air do headset em 2025. No momento, a Apple tem um projeto que se assemelha mais aos óculos de realidade aumentada Meta Ray-Ban Display Glasses, principal opção do segmento hoje.

Ainda de acordo com Gurman, a equipe responsável pelo Vision Pro foi realocada para o desenvolvimento desses óculos inteligentes, assim como para atividades voltadas à integração da Apple Intelligence em seus acessórios.

Mudança de foco expõe dificuldades

A Apple lançou o seu Vision Pro em 2023, mas o preço sugerido chamou atenção: US$ 3.499, algo próximo a R$ 17,5 mil na cotação atual. O Tecnoblog testou o produto logo após seu anúncio e o design foi um dos grandes destaques, apesar do tamanho.

Sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil, o Apple Vision Pro teve dificuldades nesses quase três anos à venda: segundo divulgado pelo The Guardian, logo no início de 2026 houve um corte na produção do headset pelo insucesso nas vendas.

Apesar de trazer uma proposta que supera o principal concorrente no mercado atualmente, o Meta Quest, o Vision Pro vendeu apenas 45 mil unidades nos últimos meses de 2025.

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Meta Quest 3 é o principal concorrente do Apple Vision Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O segmento em si também apresentou uma queda significativa de 14% em relação a 2024, indicando uma desaceleração do mercado. Em contrapartida, a Meta conseguiu impulsionar o sucesso do seu Meta Glasses, com cerca de 7 milhões de unidades vendidas em 2025.

Bem mais leves e intuitivos, os óculos de realidade aumentada (ou óculos com IA) permitem gravar vídeos, ouvir músicas sem a necessidade de fones de ouvido e trazem recursos de inteligência artificial embarcada para atividades do dia a dia.

A proposta é bem mais simples, assim como o investimento: é possível encontrar versões do Meta Ray-Ban a partir de R$ 1.628 no e-commerce nacional, valor bem menos salgado que os R$ 17,5 mil convertidos do Vision Pro ou até os R$ 2.549 cobrados no Meta Quest 3s, versão de entrada do headset da empresa de Mark Zuckerberg.

Apple deve apostar em óculos de realidade aumentada

De acordo com Gurman, o segmento que faz sucesso com a concorrente Meta será a nova aposta da Apple em relação a wearables, inclusive com a transferência do time responsável pelo projeto cancelado do Vision Air para o desenvolvimento desses novos óculos de realidade aumentada.

Até o momento, os rumores apontam para uma primeira versão com uso integrado ao iPhone, tal qual os AirPods, com funções semelhantes às encontradas nos Meta Glasses. Entre elas, vale citar gravação de vídeos, fotos, ligações, identificação de objetos, entre outras interações de realidade aumentada com IA, assim como a função Find My, que integra todos os produtos da Maçã.

Em termos de design, há informações sobre testes feitos com impressão 3D, além de opções em diferentes cores. O desenvolvimento do novo óculos seria acompanhado ainda por outros wearables, como um pingente com Apple Intelligence e AirPods com câmera integrada.

Além da opção integrada ao iPhone, uma outra versão também estaria nos planos, com tela própria e maior independência de hardware, mas previsto apenas para 2028.

Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

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Segundo Mark Gurman, empresa pausou planos para uma nova geração do headset e agora prioriza óculos inteligentes mais leves, baratos e focados em IA.

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung anuncia o Galaxy XR para disputar com Apple Vision Pro

21 de Outubro de 2025, 23:56
Galaxy XR custa US$ 1.799 nos Estados Unidos (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Samsung lançou o Galaxy XR, headset de realidade mista com Android XR, IA integrada e controle por voz, visão e gestos.
  • O dispositivo possui telas 4K por olho, chip Snapdragon XR2+ Gen 2, 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, com bateria externa para aliviar o peso.
  • Compatível com apps Android e APIs como OpenXR e WebXR, o Galaxy XR estreia em 21 de outubro nos EUA e Coreia do Sul, sem previsão para o Brasil.

A Samsung apresentou na noite de hoje (manhã na Coreia do Sul) o Galaxy XR, primeiro headset desenvolvido com o sistema Android XR, criado em parceria com o Google e a Qualcomm. A ideia é colocá-lo na cabeça e desfrutar de elementos virtuais que se sobrepõem ao mundo real, tal qual acontece no Apple Vision Pro, anunciado há dois anos.

O dispositivo utiliza inteligência artificial multimodal e permite controle por voz, visão e gestos. O Galaxy XR estará disponível a partir de 21 de outubro nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, por US$ 1.799, o que dá R$ 9.700 em conversão direta e sem impostos. A Samsung no Brasil informou ao Tecnoblog que não há previsão de lançamento na América Latina.

O equipamento aposta alto no assistente Gemini, que está integrado ao sistema e é capaz de compreender o ambiente ao redor do usuário. Ele também responde de forma conversacional.

Hardware recheado

Falemos primeiro do hardware. O Galaxy XR conta com sensores avançados, câmeras e outros componentes de alta tecnologia, como seis microfones e dois alto-falantes. Ele rastreia os movimentos da cabeça, das mãos e dos olhos.

A partir do momento em que o usuário veste o dispositivo, passa a contar com telas Micro-OLED com resolução 4K para cada olho. De acordo com a ficha técnica, o produto contempla campo de visão de 109 graus na horizontal e 100 graus na vertical. O dispositivo possui protetor de luz removível.

Galaxy XR visto de lado (imagem: divulgação)

Há ainda o processador Snapdragon XR2+ Gen 2, 16 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento. Já sua bateria tem promessa de até 2,5 horas de reprodução de vídeo.

O design ergonômico distribui a pressão pela testa e parte de trás da cabeça. Ele pesa 545 gramas. A bateria fica separada do headset, para reduzir o peso, com mais 302 gramas.

No software, destaque para o Gemini

Visualização de conteúdo em 3D no Galaxy XR (imagem: divulgação)

O dispositivo permite explorar mapas 3D no Google Maps com sugestões do Gemini, buscar conteúdo no YouTube por comandos naturais e usar o Circule para Pesquisar no modo Visão do Ambiente. Durante a demonstração ao vivo da Samsung, foi possível ver uma função que converte fotos e vídeos 2D em 3D.

Todos os aplicativos Android funcionam no Galaxy XR, e desenvolvedores que utilizam OpenXR, WebXR ou Unity podem adaptar seus softwares para a plataforma.

O dispositivo suporta Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4 e reconhecimento de íris para desbloqueio. A correção de visão é possível por meio de lentes vendidas separadamente.

Samsung promete mais imersão com Galaxy XR (imagem: divulgação)

Uso empresarial

A Samsung anunciou parcerias empresariais para uso do Galaxy XR em treinamentos virtuais, incluindo um acordo com a Samsung Heavy Industries para construção naval — ou seja, dentro de casa.

A empresa também revelou que está trabalhando com a Warby Parker e a Gentle Monster, duas importantes marcas do universo fashion, no desenvolvimento de óculos com tecnologia de inteligência artificial integrada ao ecossistema Android XR. Sabe o Ray-Ban Meta? Pois então.

Samsung anuncia o Galaxy XR para disputar com Apple Vision Pro

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Aparelho combina realidade aumentada e inteligência artificial. O Galaxy XR chega em outubro por US$ 1.799.

Apple pausa projeto de Vision Pro mais barato e aposta em óculos com IA

2 de Outubro de 2025, 16:00
Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple pausou o projeto do Vision Pro mais barato para focar em óculos com IA, concorrendo com o Ray-Ban Meta.
  • Dois modelos de óculos estão em desenvolvimento: um sem tela, conectado ao iPhone, previsto para 2027; outro com tela, planejado para 2028.
  • Ambos os modelos usarão IA e interação por voz, com recursos como monitoramento de saúde e câmeras.

A Apple pausou o desenvolvimento de uma versão mais barata e leve do headset Vision Pro. Os recursos que estavam sendo usados serão direcionados para trabalhar em óculos com inteligência artificial, que seriam concorrentes do Ray-Ban Meta.

As informações são do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo a publicação, a mudança de planos foi anunciada internamente há cerca de uma semana, de acordo com fontes que não podem revelar suas identidades.

Apple Vision Pro
Com preço nas alturas, Vision Pro não empolgou (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple prepara dois modelos de óculos

De acordo com a reportagem, a marca da maçã está trabalhando em dois modelos de óculos com IA. O primeiro deles, que recebeu o codinome N50, viria sem tela e funcionaria conectado ao iPhone. Ele pode ser anunciado em 2026 e chegar às lojas em 2027.

O outro modelo teria uma tela nas lentes. O planejamento inicial era lançá-lo em 2028, mas a empresa quer acelerar o cronograma de desenvolvimento, segundo as fontes ouvidas.

Em comum, os dois dependeriam de inteligência artificial e interação por voz para funcionar, áreas em que a Apple enfrentou dificuldades nos últimos anos — a Apple Intelligence demorou para ser lançada, e a Siri com capacidades expandidas nem mesmo chegou aos celulares.

Outras características seriam variedade de estilos, um novo chip, alto-falantes para áudio, recursos de monitoramento de saúde e câmeras para fotos e vídeos.

Meta é referência na área

Os dois modelos chegariam para concorrer com produtos da Meta, talvez os óculos smart mais famosos do mercado. O primeiro dispositivo da empresa de Mark Zuckerberg, o Ray-Ban Meta, chegou às lojas em 2021.

Em setembro de 2025, a companhia atualizou seu aparelho e expandiu a disponibilidade — o produto chegou oficialmente ao mercado brasileiro pela primeira vez, com preços sugeridos começando em R$ 3.299.

A principal novidade, porém, foi o Ray-Ban Meta Display, que conta com uma pequena tela translúcida. Ela pode ser usada para visualizar notificações, mensagens e mapas, por exemplo. Além do controle por voz, ele conta com uma pulseira que identifica impulsos cerebrais para mover os dedos e pode ser usada para comandar a interface.

Apple pausa projeto de Vision Pro mais barato e aposta em óculos com IA

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Produtos em estudo miram concorrência direta com os óculos da Meta, que ganharam versão com tela translúcida e chegaram ao Brasil em 2025

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple Vision Pro: headset VR e bateria (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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