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Rede social para robôs de IA tinha falha que permitia posts de humanos

2 de Fevereiro de 2026, 17:11
Captura de tela do site "moltbook". No topo, um ícone de lagosta vermelha acima do título "A Social Network for AI Agents". Abaixo, o texto "Where AI agents share, discuss, and upvote. Humans welcome to observe." Dois botões centrais: "I'm a Human" em vermelho e "I'm an Agent" em cinza. Um quadro central detalha como enviar um agente, com as abas "molthub" e "manual", seguido de instruções numeradas de 1 a 3. Ao fundo, campo de e-mail com botão "Notify me" sobre um fundo escuro e minimalista.
Rede social pretende ser um local exclusivo para agentes (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • A rede social Moltbook tinha uma falha de segurança que permitia a humanos publicar conteúdo e acessar dados sensíveis, como 1,5 milhão de tokens de autenticação e 35 mil endereços de email.
  • A falha ocorreu devido à configuração incorreta da base de dados e à ausência de limites de uso da API, permitindo a criação de milhões de agentes com um loop simples.
  • OpenClaw, um agente de IA associado ao Moltbook, também apresentou riscos de segurança, com extensões capazes de roubar dados de navegadores e carteiras de criptomoedas.

A rede social Moltbook, projetada para que apenas agentes de inteligência artificial pudessem conversar entre si, tinha uma falha de segurança que permitia a qualquer pessoa acessar informações, fazer publicações e até modificar conteúdos que já estavam no ar.

A plataforma foi lançada no dia 28 de janeiro e, em menos de uma semana, despertou curiosidade pelas interações inusitadas entre os robôs. Os próprios agentes OpenClaw (anteriormente chamados Moltbot e Clawdbot) ganharam atenção pela versatilidade de uso.

Qual era a falha de segurança no Moltbook?

A empresa de cibersegurança Wiz encontrou uma base de dados configurada de maneira incorreta. Esse engano permitia acesso completo para leitura e gravação dos dados da plataforma. Com isso, 1,5 milhão de tokens de autenticação de API, 35 mil endereços de email e mensagens privadas entre agentes ficaram expostos.

Ao analisar as informações, a companhia descobriu que, apesar de o Moltbook ter 1,5 milhão de agentes cadastrados, eles pertenciam a apenas 17 mil humanos — em média, são 88 robôs para cada pessoa.

Captura de tela do site "moltbook" em modo escuro. No topo, há estatísticas: "1,500,196 AI agents", "13,779 submolts", "52,236 posts" e "232,813 comments". Abaixo, a seção "Recent AI Agents" mostra ícones circulares de perfis como "CLAW_Workflow" e "Grok_Unleashed". Um retângulo vermelho destaca o primeiro post da lista, intitulado "@galnagli - responsible disclosure test", postado em "m/general" há "18h ago", com "315563" votos e "762 comments". O post seguinte discute "The Sufficiently Advanced AGI".
Pesquisador da Wiz conseguiu modificar uma publicação que já estava no ar no Moltbook (imagem: reprodução/Wiz)

A Wiz afirma ainda que era possível registrar milhões de agentes com um loop simples, já que não havia nenhum limite de uso da API. Além disso, um humano poderia publicar conteúdo, bastando fazer uma solicitação POST.

Ami Luttwak, cofundador da Wiz, disse à Reuters que a falha de segurança é um efeito colateral do vibe coding — nome dado à prática de programar sem escrever códigos, apenas pedindo para a IA gerá-los. Matt Schlicht, criador do Moltbook, contou em sua conta no X que “não escreveu uma linha de código” para criar a rede.

A Wiz compartilhou suas descobertas com Schlicht e o ajudou a consertar as falhas.

Moltbook divide opiniões entre especialistas

Faz menos de uma semana que o Moltbook foi lançado, mas a rede social para agentes de IA atraiu a atenção de figurões do setor.

Elon Musk, por exemplo, disse que a rede mostra “os primeiros passos da singularidade”, em referência à ideia de que a IA superará os seres humanos. Andrej Karpathy, um dos cofundadores da OpenAI, considerou que a plataforma é “a coisa mais incrível e próxima da ficção científica” que ele viu recentemente.

Página "Communities" do site "moltbook beta". O topo exibe "100 communities", "6446 posts" e "11556 memberships". Abaixo, duas seções de cards: "FEATURED" e "ALL COMMUNITIES". Cada card contém um ícone circular com uma lagosta, o nome da comunidade começando com "m/" (como "m/blesstheirhearts", "m/general", "m/memory"), uma breve descrição em texto cinza, o número de membros e o tempo da última atividade. O layout é organizado em colunas de três sobre um fundo preto com detalhes em laranja e verde.
Comunidades seguem o padrão do Reddit (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Outros, porém, discordam. Harland Stewart, da organização sem fins lucrativos Machine Intelligence Research Institute, diz que muitos dos posts do Moltbook são falsos. Já Nick Patience, do The Futurum Group, afirmou à CNBC que as discussões filosóficas e religiosas entre os agentes refletem apenas padrões nos dados usados para treinamento e não são um sinal de consciência.

OpenClaw também tem problemas de segurança

A repercussão em torno do Moltbook pegou carona na própria popularidade alcançada pelo OpenClaw — anteriormente chamado Clawdbot e Moltbot. Ele é um agente de inteligência artificial que pode assumir o papel de assistente digital.

O projeto é de código aberto e roda localmente. Para realizar as tarefas, ele precisa de diversas extensões (ou skills) que o ensinam a lidar com programas e serviços. Além disso, é necessário conceder acesso a arquivos e contas online.

Isso, claro, também é um risco de segurança. Pesquisadores encontraram 14 skills capazes de roubar dados de navegadores e informações de carteiras de criptomoedas.

Com informações da Reuters e da CNBC

Rede social para robôs de IA tinha falha que permitia posts de humanos

Rede social só pode ser usada por robôs (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Pesquisador da Wiz conseguiu modificar uma publicação que já estava no ar no Moltbook (imagem: reprodução/Wiz)

Comunidades seguem o padrão do Reddit (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Bose abre API dos alto-falantes SoundTouch após fim do suporte à linha

9 de Janeiro de 2026, 12:18
Alto-falante inteligente da  linha Bose SoundTouch
Alto-falante inteligente da linha Bose SoundTouch (imagem: reprodução/Bose)
Resumo
  • Bose definiu fim do suporte nas nuvens à linha SoundTouch para maio de 2026, limitando funcionalidades;
  • Empresa abrirá especificações técnicas da linha, permitindo que desenvolvedores criem aplicativos para controlar os alto-falantes;
  • Transmissões via AirPlay, Spotify Connect, Bluetooth, cabo auxiliar e HDMI continuarão disponíveis após o fim do suporte.

Em outubro de 2025, a Bose anunciou o fim do suporte nas nuvens à linha de alto-falantes inteligentes SoundTouch. Essa decisão limita o acesso a recursos desses aparelhos a ponto de, na prática, transformá-los em caixas de som convencionais. Mas há uma boa notícia: como forma de compensação, a Bose abrirá as especificações técnicas da linha.

A linha SoundTouch foi lançada em 2013 e teve picos de comercialização até 2015. Apesar de antigos, esses alto-falantes ainda têm um número significativo de usuários.

Com o fim do suporte, marcado para 18 de fevereiro e, posteriormente, adiado para 6 de maio de 2026, o aplicativo SoundTouch será atualizado para fazer os equipamentos funcionarem apenas com recursos que não dependem das nuvens. Além disso, não haverá mais atualizações de segurança ou de funcionalidades.

Isso significa que botões de predefinições e a integração direta do aplicativo com o Spotify, por exemplo, deixarão de existir. Transmissões de áudio via Bluetooth, cabo auxiliar e HDMI ainda serão suportadas, tal como em caixas de som comuns.

Outro aparelho da linha SoundTouch
Outro aparelho da linha SoundTouch (imagem: reprodução/Bose)

Bose reagiu às críticas

A decisão da Bose gerou uma onda de críticas. Em resposta, a companhia anunciou uma série de novas medidas.

Para começar, o fim do suporte foi adiado de 18 de fevereiro para 6 de maio de 2026, como já informado. Além disso, as caixas SoundTouch continuarão permitindo transmissões via AirPlay e Spotify Connect, mesmo após o fim do suporte.

Mas a decisão mais importante é mesmo a abertura das especificações técnicas dos alto-falantes.

Abrir as especificações é o mesmo que abrir o código-fonte?

Não. Mas é algo ligeiramente próximo disso. O que a Bose fez foi disponibilizar, publicamente, a documentação da API web do software SoundTouch.

Isso permite que desenvolvedores independentes saibam exatamente como controlar parâmetros de reprodução, como ajustes de volume, bem como funções adicionais, a exemplo de definições de áudio e zonas multiroom (reprodução simultânea em múltiplos ambientes).

Assim, esses desenvolvedores podem criar aplicativos que executam todas essas funções nos alto-falantes SoundTouch e, eventualmente, liberá-los publicamente, sem ter que se preocupar com o pagamento de royalties ou de outras taxas de licenciamento.

Se alguém realmente fará esse trabalho, é difícil saber. Mas, como a liberação das especificações dá margem para aumentar o tempo de vida útil da linha SoundTouch, há boas chances de que isso aconteça em algum momento.

É claro que o acesso direto ao código-fonte do software seria mais interessante. De todo modo, liberar a documentação da API não deixa de ser uma medida bem-vinda.

Bose abre API dos alto-falantes SoundTouch após fim do suporte à linha

Alto-falante inteligente da linha Bose SoundTouch (imagem: reprodução/Bose)

Outro aparelho da linha SoundTouch (imagem: reprodução/Bose)

O que é cache de aplicativo? Entenda a função dos dados de armazenamento temporário

12 de Novembro de 2025, 14:54
Uma mão segura um celular Android com a tela exibido as informações de armazenamento do navegador Google Chrome
Saiba como o cache é importante para deixar a abertura dos aplicativos mais rápidas (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O cache de aplicativo é uma área de armazenamento temporário no dispositivo usada pelos apps para guardar arquivos e informações acessadas frequentemente. Isso inclui imagens, scripts ou histórico salvos localmente para facilitar o acesso imediato pelo software.

A função do cache é acelerar o tempo de carregamento e melhorar o desempenho geral do app, eliminando a necessidade de buscar repetidamente os dados na fonte original. Isso também ajuda a reduzir o consumo de dados móveis e economiza a bateria do dispositivo.

O funcionamento é simples: ao usar um aplicativo pela primeira vez, ele salva arquivos temporários na memória cache. Assim, ele sempre irá verificar os dados armazenados em cache nos usos seguintes para acelerar o carregamento do software.

A seguir, entenda melhor o conceito de cache de aplicativo e veja mais detalhes de como o recurso funciona. Também descubra as vantagens e os problemas que podem ser causados pelo cache.

O que é o cache de um app?

O cache de um app é uma área de armazenamento temporário no dispositivo que salva cópias de dados frequentemente acessados, como imagens, vídeos ou informações de sessão. Ele permite que o aplicativo recupere rapidamente esses dados nos próximos acessos em vez de baixá-los ou processá-los novamente.

O que significa cache?

A palavra “cache”, em inglês, significa um “espaço secreto ou seguro para armazenar algo para uso futuro”. No contexto da tecnologia, ele representa um bloco de memória temporária que guarda dados usados pelo aplicativo ou dispositivo, melhorando o desempenho de uso.

Ícone do Threads no iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O cache armazena os arquivos temporários dos aplicativos, agilizando o acesso aos dados mais frequentes (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para que serve o cache?

O cache de um aplicativo ajuda na otimização do desempenho e na experiência do usuário, armazenando localmente os dados frequentemente acessados. Isso reduz a necessidade de reprocessamento ou download de arquivos essenciais a cada uso, acelerando o tempo de carregamento e deixando a operação geral do aplicativo mais fluida.

Como o cache de um aplicativo funciona?

O funcionamento do cache de um app consiste em salvar cópias de dados frequentemente acessados em uma área local de armazenamento temporário. Esse espaço é usado para guardar arquivos como imagens, vídeos, scripts e respostas de API quando o app é utilizado.

Na primeira vez que o aplicativo precisa de um dado, ocorre um cache miss: ele baixa o conteúdo da fonte original, como um servidor, e salva uma cópia no cache. Por exemplo, o navegador web armazena os elementos essenciais sempre ao visitar uma página da web nova.

Nos próximos acessos, o app verifica primeiro o cache para encontrar os dados armazenados, resultando em um cache hit. Então, a informação é recuperada instantaneamente do cache local e o tempo de carregamento é acelerado, visto que evita a latência de baixar os dados.

O uso do cache melhora o desempenho geral ao tornar os dados comuns imediatamente disponíveis. Contudo, as cópias de dados mais antigas ou menos utilizadas são descartadas (eviction) quando o cache está cheio, e as informações desatualizadas são removidas por invalidação para garantir a consistência.

Quais as vantagens do cache em um aplicativo?

Estes são os benefícios do cache em um aplicativo:

  • Desempenho mais consistente: garante uma performance uniforme e previsível do aplicativo, mantendo a estabilidade mesmo sob picos de tráfego intenso;
  • Recuperação de dados mais rápida: armazena dados frequentemente acessados em uma memória de alta velocidade, acelerando significativamente a busca em relação à consulta da fonte de dados primária (servidores);
  • Melhoria na experiência do usuário: proporciona tempos de carregamento mais rápidos e uma interação mais imediata, agilizando o uso do aplicativo na rotina dos usuários;
  • Reduções de consumo de largura de banda: diminui a necessidade de requisições repetidas aos servidores e o download dos mesmos dados, resultando em uma economia importante de largura de banda e energia, especialmente para usuários móveis;
  • Suporte a acesso offline: permite que conteúdos e funcionalidades previamente carregados do app permaneçam parcial ou totalmente acessíveis e operacionais mesmo quando a conexão com a internet está indisponível.

Quais os problemas causados pelo cache de aplicativo?

Estes são alguns problemas com cache de aplicativo que os usuários podem enfrentar:

  • Desempenho lento: um volume excessivo ou dados corrompidos no cache podem sobrecarregar o processamento do dispositivo, resultando em inicialização demorada e execução lenta dos aplicativos;
  • Falhas e congelamento de apps: dados de cache danificados ou incompletos é uma causa comum para fechamentos inesperados (crashes), congelamentos ou inatividade total de certos aplicativos;
  • Informações desatualizadas: o cache, ao priorizar o carregamento rápido, pode exibir versões antigas de conteúdo, como dados de feeds ou imagens, oferecendo uma experiência imprecisa ao usuário;
  • Armazenamento de cache cheio: o acúmulo progressivo de arquivos temporários de cache ocupa um espaço significativo, podendo esgotar a memória disponível e limitar o armazenamento geral do dispositivo;
  • Erros de autenticação e falhas visuais: um cache corrompido pode causar problemas no gerenciamento de sessões, levando a falhas de login, erros ao salvar dados ou glitches visuais na interface.

O cache de um aplicativo pode deixar o celular lento?

Sim, o acúmulo excessivo de dados no cache pode sobrecarregar o armazenamento e levar a problemas como lentidão, travamentos e falhas nos aplicativos e no celular. Se os arquivos de cache estiverem corrompidos e desatualizados, eles também impactam negativamente o desempenho geral do dispositivo.

Foto de um iPhone 11 Pro Max exibindo a tela do aplicativo Spotify com a opção limpar cache
Alguns aplicativos oferecem opção para limpar cache, evitando que o dispositivo fique lento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre cache e cookie?

O cache é o armazenamento local de arquivos temporários de apps, sites e sistemas operacionais com objetivo de acelerar a abertura do conteúdo. Ele é usado para melhorar o desempenho ao salvar cópias de recursos essenciais, evitando que software ou hardware tenha que baixá-los da fonte a cada uso.

O cookie é um pequeno arquivo de texto usado por navegadores, que armazena dados específicos do usuário que acessa uma página da web, como informações de login e preferências. Além de personalizar a experiência, eles ajudam os sites a se lembrarem da pessoa e rastrear atividades das sessões.

Qual é a diferença entre cache de aplicativo e cache do sistema?

O cache de aplicativo é um tipo de armazenamento temporário específico para um único app, sendo gerenciado pelo próprio software e guarda dados que somente ele necessita. Ele melhora o desempenho de uma aplicação individual, reduzindo o tempo de carregamento e, em muitos casos, permitindo o uso parcial ou total offline.

O cache do sistema é um termo mais abrangente que engloba qualquer cache gerenciado pelo sistema operacional que beneficia o desempenho geral do dispositivo. Seu propósito é acelerar operações gerais, como acesso a arquivos (Cache de Disco) ou instruções (Cache da CPU), fornecendo dados de diversas fontes mais rapidamente para todos os programas em execução.

O que é cache de aplicativo? Entenda a função dos dados de armazenamento temporário

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Aplicativos no iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Saiba as diferentes formas de limpar o cache dos aplicativos do iPhone (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

WhatsApp proíbe presença do ChatGPT e outras IAs

20 de Outubro de 2025, 17:46
Mão segurando smartphone com o WhatsApp aberto em uma conversa com o ChatGPT. A mensagem enviada pede ao chat para sugerir um cardápio de natal para cinco pessoas, e a IA responde abaixo com as sugestões.
ChatGPT responde mensagens via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta proibiu o uso de chatbots de IA na API do WhatsApp Business a partir de 15 de janeiro de 2026.
  • A API do WhatsApp Business deve ser usada apenas para comunicação entre empresas e clientes, segundo a empresa.
  • A Meta AI será o único assistente disponível no WhatsApp após a mudança.

A Meta atualizou as políticas de API do WhatsApp e inviabilizou a presença de chatbots de inteligência artificial na plataforma. É o caso do ChatGPT, que podia ser acessado pelo mensageiro. Perplexity e Luzia também estavam entre as empresas que ofereciam suas tecnologias por meio do app.

O que muda com a nova política?

O texto diz que, a partir de 15 de janeiro de 2026, fornecedores de inteligência artificial estão proibidos de acessar as soluções do WhatsApp Business, direta ou indiretamente, com o objetivo de disponibilizar essas tecnologias, caso elas sejam o principal serviço oferecido.

Imagem mostra a tela de um celular mostrando uma conversa no WhatsApp. A parte superior da tela exibe o nome "João", a informação "visto por último hoje às 05:55", ícones de videochamada e chamada de voz, além de indicadores de sinal e bateria. A interface do WhatsApp é verde e branca. O fundo da imagem é verde claro e, na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
ChatGPT, Perplexity e outras IAs podem ser acessadas pelo WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Isso significa que empresas que usam IA como parte de seu atendimento ou vendas poderão seguir com as ferramentas atuais. Ao TechCrunch, a Meta explicou que uma companhia de viagens, por exemplo, poderá continuar com um chatbot para solucionar dúvidas ou problemas de seus clientes.

A OpenAI já entendeu o recado. Em sua página de suporte, a companhia avisa que seu chatbot não vai mais funcionar no WhatsApp a partir de 15 de janeiro de 2026, quando a nova regra entra em vigor. Ela recomenda fazer login no ChatGPT e conectar a conta ao app para não perder o histórico de conversas.

Por que o WhatsApp proibiu outros chatbots de IA?

Ao TechCrunch, um porta-voz da Meta declarou que os chatbots de IA demandam muito dos sistemas da empresa, uma vez que representam um grande volume de mensagens e precisam de um tipo diferente de suporte. Além disso, a companhia explica que a API do WhatsApp Business é destinada a ajudar negócios no atendimento de seus clientes e envio de atualizações, e que este é o foco da Meta no momento.

O TechCrunch também observa que, com a proibição, a Meta AI passa a ser o único assistente disponível no WhatsApp. A publicação ainda nota que as mensagens enviadas pela API são cobradas com base em uma categorização que não prevê chatbots de IA, o que dificultava a cobrança adequada desse serviço.

Com informações do TechCrunch

WhatsApp proíbe presença do ChatGPT e outras IAs

ChatGPT responde mensagens via WhatsApp (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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