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Agência climática prevê 90% de chance de El Niño muito forte

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 16:04

Da Agência Brasil

Depois de registrar um fortalecimento do El Niño em julho, a agência climática norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) aponta uma chance de 90% para a ocorrência de um evento muito forte entre outubro e dezembro deste ano.

No boletim de 9 de julho, a agência calculava em 81% a probabilidade de um El Niño muito forte no terceiro trimestre deste ano.

De acordo com a NOAA, há 69% de chance de acontecer um evento histórico, com o aquecimento superando episódios registrados desde 1950.

A agência avalia que com a chegada de um fenômeno dessa magnitude, “as chances de vivenciarmos impactos consistentes com o El Niño são maiores, mas não garantidos”.

O próximo boletim será publicado no dia 10 de setembro.

A NOAA monitora as temperaturas na superfície do Oceano Pacífico Equatorial.

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Chuva provoca estragos e mantém RS sob alerta para temporais

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 12:10

As chuvas registradas entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta-feira (13) provocaram estragos em três municípios do Rio Grande do Sul. Ipê, na Serra, e Marques de Souza e Relvado, no Vale do Taquari, tiveram queda de árvores e postes, elevação do nível dos rios e interdição de passagens. A previsão indica que o mau tempo deve persistir ao longo desta quinta.

Nesta manhã, as regiões Norte e Nordeste do Estado receberam quatro alertas laranja da Defesa Civil do RS para vento e granizo. Toda essa faixa do território, somada à Região Metropolitana, à Serra e aos Vales, está sob alerta amarelo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para chuvas e ventos intensos.

Para o resto da semana, a MetSul Meteorologia informa que uma massa de ar começou a ingressar no Rio Grande do Sul e faz com que a frente — antes quente — passe a ser fria com o seu deslocamento. Essa mudança deve levar chuva aos três estados da região Sul com risco de temporais muito isolados, de acordo com a previsão.

A quinta-feira será de chuva em todas as regiões do Rio Grande do Sul, com precipitação mais persistente e maiores volumes entre o Centro e o Nordeste do Estado, onde pode chover forte em alguns pontos. Há possibilidade de temporais isolados principalmente no Norte. No Sul, a instabilidade perde força, mas o dia segue frio, com pouca variação de temperatura e máximas baixas.

Na sexta (14), muitas nuvens com chuva e garoa em alguns pontos, mas deve ser um dia de maior estabilidade no clima. O sábado (15) deve ter chuva isolada. O domingo (16), entretanto, será de chuva forte, muitos raios e risco de granizo em vários pontos do Oeste, Centro, Sul e Leste do Estado. A causa é uma frente quente que se formará no Rio Grande do Sul.

Segundo informações do Governo do Estado, há possibilidade de elevação do nível dos rios nas áreas sob alerta. O risco abrange os rios Taquari e seus afluentes, Caí, Paranhana, Sinos, Gravataí, Uruguai, Várzea, Passo Fundo, Maquiné e Três Forquilhas.

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Porto Alegre inicia operação do Centro de Informação em Saúde e Clima

Por:Sul 21
10 de Julho de 2026, 17:06

Começou a funcionar em Porto Alegre nesta sexta-feira (10) um dos primeiros Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc) do país. A iniciativa representa um avanço estratégico para preparar o SUS diante dos efeitos das mudanças climáticas. Parceria do Município com o Governo Federal, a estrutura está instalada na sede da Diretoria de Vigilância em Saúde. As primeiras análises a serem feitas estão relacionadas com o efeito do frio e do calor na saúde das pessoas residentes na capital gaúcha.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Cisc nesta tarde. Acompanharam a agenda o prefeito Sebastião Melo, a vice-prefeita Betina Worm, a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, o coordenador da Defesa Civil, Coronel Evaldo Rodrigues, além da gestão da Diretoria de Vigilância em Saúde e de outras diretorias da Secretaria de Saúde.

Melo destacou a importância do federalismo cooperativo para o enfrentamento das mudanças climáticas no município. “Esse novo normal de eventos climáticos extremos veio para ficar, então toda medida de preparação e adaptação dos serviços deve ser muito celebrada. Temos aqui um bom exemplo de federalismo cooperativo que dá certo. Prefeitura, estado e União atuando em conjunto pela saúde de todos, especialmente nas crises”.

Os Centros serão implementados no país de forma gradual, em Porto Alegre, Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Santarém (PA), Belém (PA) e Salvador (BA). O objetivo é ampliar a capacidade dos municípios de antecipar riscos, monitorar eventos extremos e organizar respostas rápidas, integradas e baseadas em evidências.

O ministro destacou que a integração de dados sobre saúde e clima permitirá antecipar ações para atender a população e informar as comunidades sobre a situação sempre que necessário. “É importante lembrar que os desastres são graves, e há outras tragédias relacionadas ao aumento da temperatura e às mudanças climáticas”, enfatizou Padilha.

Sobre o trabalho do Cisc Porto Alegre, a diretora da DVS, Aline Medeiros, explica que o trabalho prevê modelos preditivos e trabalho integrado com outras áreas da Vigilância em Saúde e de outras diretorias da Secretaria de Saúde e da Defesa Civil da Capital.

O projeto de instalação do Cisc Porto Alegre começou em abril, quando uma comitiva da SMS visitou o Rio de Janeiro, em agenda institucional com o Ministério da Saúde. Posteriormente, em visita técnica a Porto Alegre, o Ministério da Saúde confirmou Porto Alegre como uma das cidades-piloto a ter o Cisc implementado.

O Ministério da Saúde apoiará o funcionamento do serviço, com a contratação dos profissionais e doação de equipamentos. A DVS cedeu o espaço e vai coordenar o Cisc. O processo seletivo para contratação de profissionais foi realizado em maio. Formalizaram interesse 176 pessoas. A seleção levou em conta currículo e entrevista, chegando em cinco profissionais: dois da área da ciência de dados, um da meteorologia, um da geografia, com ênfase em análise espacial, e um da epidemiologia.

Durante a visita às instalações, foi realizada conexão com os outros Cisc. A  diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Agnes Soares, apresentou as ações federais para enfrentar as mudanças climáticas no âmbito do SUS.

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Frio persiste com risco de geada no Rio Grande do Sul

Por:Sul 21
17 de Junho de 2026, 09:30

Da Agência Brasil

A previsão do tempo para esta quarta (17) e quinta-feira (18), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divide o Brasil em cenários distintos. Enquanto o centro-sul do país continua com baixas temperaturas e a possibilidade da ocorrência de geada, a Região Norte concentra os maiores volumes de chuva. Além disso, uma nova frente de instabilidade marca o retorno das precipitações ao Rio Grande do Sul amanhã.

No sul do país, as manhãs de hoje e amanhã serão marcadas pelo risco de geada nas serras gaúcha e catarinense, além do sul do Paraná, com temperaturas mínimas próximas de 0° C. O tempo seco predominante hoje dará lugar a novas áreas de instabilidade nesta quinta-feira, e deve trazer a chuva de volta ao oeste do Rio Grande do Sul, acompanhada de possíveis trovoadas.

Na Região Sudeste, em áreas serranas do sul de Minas Gerais e de São Paulo, as mínimas podem chegar a 4 °C, com chance de geada fraca e isolada em regiões de baixada. Apesar das manhãs geladas, o tempo estável deve garantir uma elevação gradual das temperaturas ao longo do dia, especialmente no interior do país.

Segundo o Inmet, a Região Norte mantém o padrão dos últimos dias de pancadas de chuva, com acumulados significativos previstos para o Amazonas, Roraima e o norte do Pará e de Rondônia.

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