O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFRGS (PPGENF/UFRGS) publicou editais 2026 para os processos seletivos de ingresso nos cursos de Mestrado e Doutorado em Enfermagem. Para o mestrado, são ofertadas 15 vagas para ingresso no segundo semestre letivo. Já o doutorado, com seleção em fluxo contínuo ao longo do ano, prevê 20 vagas durante o período de vigência do edital. Em ambos os processos seletivos, no mínimo 30% das vagas são reservadas para candidatos optantes pelo ingresso via Ações Afirmativas, conforme a Política de Ações Afirmativas da UFRGS.
As inscrições para o mestrado devem ser realizadas entre os dias 25 de maio e 3 de junho, exclusivamente pelo sistema eletrônico da UFRGS. No doutorado, o processo seletivo ocorre em fluxo contínuo entre 12 de fevereiro e 31 de dezembro, com cronogramas específicos divulgados ao longo do ano pelo programa. A taxa de inscrição para ambos os cursos é de R$ 250,00, com isenção automática para candidatos optantes pelas Ações Afirmativas e candidatos estrangeiros. Também podem solicitar isenção candidatos com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa e servidores da Universidade, conforme critérios previstos nos editais.
As informações completas sobre cronogramas, linhas de pesquisa, documentação exigida e critérios de avaliação estão disponíveis na página do PPGENF.
Sob a sombra simbólica do baobá, árvore de raízes profundas e memória ancestral, teve início, na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, o I Encontro sobre Enraizamento de Políticas Afirmativas na Pós-graduação, reunindo trajetórias, saberes e experiências comprometidas com a transformação da universidade brasileira. Realizado no Centro Cultural da UFRGS, o evento reúne pesquisadores, docentes, estudantes e gestores de diferentes regiões do país com o objetivo de fortalecer caminhos que ampliam o acesso, a permanência e a produção de conhecimento stricto sensu. A programação continua ocorrendo durante o restante do dia e na quinta-feira, 21 de maio.
Promovido pela “Rede Baobá: inspirações para o enraizamento de políticas afirmativas em programas de pós-graduação”, projeto que iniciou em 2024 e se estende até 2028, o encontro foi marcado pela celebração das conquistas e pela ênfase nos desafios que ainda estão por vir. Refletindo sobre o propósito de fundação da Rede, a coordenadora do evento, Tainah Motta, declarou: “Isso é para a vida. Um projeto de vida que vai se estendendo para encaixar as ações afirmativas nas instituições e nos Programas de Pós-Graduação.” A proposta do evento é analisar os impactos dessas políticas nos diferentes contextos institucionais e regionais, especialmente em relação ao ingresso, permanência e titulação de estudantes.
A mesa de abertura apresentou a Rede Baobá e discutiu o panorama das ações afirmativas na UFRGS, marcando também os 10 anos de implementação dessas políticas no PPGEdu/UFRGS. Participaram do momento Maria Aparecida Bergamaschi, docente do PPGedu, a coordenadora das ações afirmativas do PPGEdu Juliana Vargas, e o Pró-reitor de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS, Alan Alves Brito.
Durante o encontro, a Diretora da Faculdade de Educação (Faced), Aline Lemos da Cunha Della Libera, afirmou ser uma honra participar da atividade. “Eu penso que movimentos como esta rede, como as ações afirmativas no PPGEdu, a nossa participação enquanto pesquisadores negros, em fóruns, a visibilidade das nossas pesquisas e da nossa presença, é o que vai garantir, inclusive, que nós possamos continuar a nossa luta. Porque se há 10 anos lutamos, temos certeza que ainda vamos precisar lutar outros 20 anos. Porque queremos mais.”, ressaltou.
Histórico e Desafios
Ao relembrar a criação das ações afirmativas, a professora Maria Aparecida Bergamaschi recordou os passos iniciais da política. Ao longo de 10 anos, cerca de 300 estudantes ingressaram no PPGEdu por meio dessa modalidade. Foi destacado que, em 2023, a UFRGS incluiu em sua totalidade as ações afirmativas nos programas de pós-graduação. Atualmente, a Rede Baobá tem estudado como se aproximar dos grupos sub-representados que ainda não estão tão presentes na pós-graduação, como os grupos imigrantes e refugiados.
A coordenadora Juliana Vargas enfatizou o quanto a política faz diferença para o ingresso e para a permanência no programa. Entre os desafios apontados por ela para os próximos anos estão: ampliar o número de discentes tentando ocupar todas as vagas reservadas; estruturar políticas de acompanhamento de permanência dos estudantes; debater o currículo e as disciplinas; e buscar a aproximação com comunidades representativas, estudantes de graduação e professores da educação básica. “Espero que a gente consiga superar um pouquinho desses desafios nos próximos anos”, pontuou Juliana. Em sua fala, o pró-reitor de ações afirmativas, Alan Alves Brito, destacou que as políticas de diversidade e inclusão na pós-graduação são frutos de um processo histórico de intensas lutas dos movimentos sociais, e não de concessões institucionais. O pró-reitor lembrou que este é um processo muito recente, que não tem sido fácil e tem sido marcado por tensionamentos e disputas o tempo inteiro. Contudo, concluiu que, apesar de tudo, há muito o que celebrar e que o trabalho segue firme para a construção de uma realidade mais equitativa.
A Rede Baobá é em uma iniciativa liderada pela UFRGS em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS (PROAFE) e o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu/UFRGS). Garantindo a inclusão, todas as ações do evento contarão com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Caso algum participante necessite de algum recurso de acessibilidade adicional, é necessário entrar em contato previamente pelo e-mail rede.baoba@gmail.com.
A programação segue ao longo desta quarta-feira e quinta-feira com mesas de debates, relatos de estudantes e egressos, apresentações de pesquisas e reuniões dos grupos de trabalho da Rede Baobá. O encerramento será realizado na quinta-feira, às 17h, no Auditório Jacarandá, com uma atividade cultural.
O 1º Salãozinho da Pós-Graduação ocupou o Centro Cultural da UFRGS e amplificou um tema que cada vez mais precisa estar no centro do debate acadêmico. Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), com a proposta “Mulheres, mulheridades e feminismos”, o evento, que teve início nesta quarta-feira, dia 22, proporcionou trocas e tensionamentos com discentes e docentes que buscam fortalecer, de forma coletiva, a potência crítica e transformadora dos programas de pós-graduação da UFRGS.
As sessões de apresentações prosseguirão até sexta-feira, dia 24 de abril, e tem o intuito de reunir e dar visibilidade a investigações científicas de mestrado e doutorado que, a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas, problematizam e contribuem para os debates contemporâneos. Entre os tópicos abordados estão saúde da mulher, mercado de trabalho, maternidade, mulheres nas ciências, história das mulheres, mulheres nas artes, relações de gênero, sexualidades, direitos humanos e justiça social.
Na abertura do evento, a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Claudia Wasserman, agradeceu a presença de participantes, ouvintes e avaliadores, ressaltando o protagonismo das pesquisadoras. “As grandes atrações do evento são as apresentadoras de trabalhos”, destacou. Segundo a docente, existem muitas mestrandas e doutorandas e docentes pesquisadoras na UFRGS em várias áreas do conhecimento, pesquisando sobre “Mulheres, mulheridades e feminismos”. “Neste ano, escolhemos lançar o salãozinho no dia internacional da mulher e, por isso, o tema Mulheres, Mulheridades e Feminismos”, explica.
A importância do espaço para a troca de saberes acadêmicos foi reforçada pelos participantes. Adriana Duarte Garcia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação, avaliou positivamente a troca de experiências. “A gente vai aprendendo também. Eu acho que esse contato com os colegas ajuda a apontar caminhos que eu posso seguir através das sugestões, e de pensar também que meus colegas pesquisam coisas que podem contribuir para a minha pesquisa”, afirmou. Ela também ressaltou como o Salãozinho proporciona um ambiente que permite que estudantes de diferentes cursos compartilhem vivências e identifique semelhanças em suas pesquisas.
Entre os trabalhos apresentados, destaca-se a pesquisa de Diênifer Monique da Conceição, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. O estudo, intitulado “Mulheres negras e violência: escrevivências em território de alta incidência de crimes”, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Educação Física. A investigação buscou compreender como a construção individual de mulheres residentes em um município da região metropolitana de Porto Alegre contribui para explicar a desarmonia entre as denúncias de lesão corporal e estupro e os registros de feminicídio e estupro de vulneráveis. Diênifer explica que sua inquietação para a pesquisa emerge, em grande parte, de sua perspectiva como mulher negra.
A força dos relatos e a relevância das temáticas abordadas deram o tom das discussões. Ao centralizar debates sobre direitos e vivências reais, as apresentadoras elevaram o nível do diálogo, mostrando que o conhecimento produzido em suas pesquisas é uma ferramenta importante para compreender e transformar realidades complexas.
Fotos: Amanda Casartelli/Secom
A banca examinadora desta primeira sessão foi composta pelas professoras Camila Giugliani, Departamento de Medicina Social, professora Hariagi Borba Nunes, do Departamento de História e pela professora Lucimar de Fátima dos Santos Vieira, do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Seguindo a organização do evento, as bancas avaliadoras do Salãozinho são formadas por grupos de três a quatro docentes da UFRGS.
Durante os três dias de programação, divididos em seis sessões e turnos, serão apresentados 74 trabalhos de mestrandas e doutorandas pesquisadoras da UFRGS, contemplando diversas áreas do conhecimento. Os trabalhos que se destacarem em cada sessão receberão um incentivo de até R$ 2 mil, recurso destinado a atividades de campo, participação em eventos e outras ações ligadas às suas pesquisas. O resultado da premiação será anunciado ao vivo no dia 27 de abril, pelo perfil da PROPG no Instagram @propg.ufrgs.
Próximasedições
O Salãozinho da Pós-Graduação foi planejado para ocorrer anualmente, sempre no primeiro semestre. A proposta da PROPG é selecionar temas transversais, investigados por diversas áreas do conhecimento, para potencializar essas pesquisas e formar grupos transdisciplinares capazes de compreender um mesmo objeto sob variados ângulos. Mais informações estão disponíveis no site da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.
O encontro é uma oportunidade diferenciada para dar luz a trabalhos e temáticas relevantes, a organização já adiantou que a próxima edição do evento terá como foco o “Meio Ambiente”.
Iniciam hoje, 7 de abril, as inscrições do Processo Seletivo para ingresso no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Matemática Aplicada (PPGMAp/UFRGS). Serão ofertadas 10 vagas para ingresso em 2026.
Interessados devem enviar a documentação necessária para inscrição até 31 de julho, em formato PDF, para o email ppgmap@mat.ufrgs.br. Do número total de vagas, no mínimo 30% (3 vagas) estão reservadas no âmbito do Programa de Ações Afirmativas na Pós-Graduação que contemplam pessoas pretas e pardas; indígenas; quilombolas; pessoas com deficiência; pessoas travestis e transexuais; pessoas refugiadas ou com visto humanitário; migrantes em condições de vulnerabilidade social.
Está aberto até 29 de março o processo seletivo para o curso de pós-graduação Lato Sensu em Tratamento de Dor e Medicina Paliativa 2026. Sob a coordenação do professor da Faculdade de Medicina Wolnei Caumo, a especialização é voltada para profissionais da área da saúde que buscam qualificação avançada em uma das frentes mais essenciais do cuidado contemporâneo.
O programa oferece um total de 23 vagas e possui duração de 24 meses, concentrando suas atividades práticas e teóricas nas dependências do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A proposta pedagógica do curso está fundamentada na perspectiva multidisciplinar, visando capacitar os alunos para o manejo complexo da dor crônica e para a assistência humanizada em cuidados paliativos. Durante a formação, os profissionais são preparados para atuar de forma integrada, respeitando as competências específicas de cada categoria e os marcos legais vigentes na área da saúde. Interessados em participar da seleção devem encaminhar suas inscrições pelo e-mail inscritos.dorepaliativos.ufrgs@gmail.com até 29 de março.