A Universidade Federal do Rio Grande do Sul comunica que foi publicado, nesta sexta-feira, dia 10 de julho, no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o resultado final da Chamada Pública nº 001/2026, destinada à prospecção de imóveis para a instalação do novo Campus em Caxias do Sul/RS. O imóvel habilitado é o Edifício Sofia, localizado na Rua Os Dezoito do Forte, esquina com a Rua Moreira César, no Bairro São Pelegrino.
O chamamento recebeu cinco propostas, que foram submetidas à avaliação da área técnica da Universidade e da equipe de compras da UFRGS, ambas integrantes da Comissão de Avaliação. Após as análises e avaliações, conforme os trâmites do edital, os proponentes apresentaram recursos em relação ao resultado preliminar. Os recursos foram analisados pela equipe de planejamento da contratação e devidamente respondidos.
Com o parecer final da chamada pública emitido e homologado pela autoridade competente, o imóvel considerado apto segue para as próximas etapas. Nessa fase, a UFRGS inicia os procedimentos administrativos necessários para a aquisição do imóvel. Essa etapa marca mais um passo da instalação do novo campus da UFRGS na Serra Gaúcha.
Pós-graduandos bolsistas não precisarão mais devolver à CAPES os valores recebidos caso não concluam seus cursos de mestrado ou doutorado. A mudança foi estabelecida pela Portaria CAPES nº 180, em vigor desde 28 de abril, que revoga a obrigatoriedade de restituição nos programas Demanda Social (DS), Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior (PROSUC) e Excelência Acadêmica (PROEX).
A nova portaria não possui efeito retroativo, de modo que a isenção de reembolso se aplica exclusivamente aos casos ocorridos após a data de sua publicação. Situações anteriores continuam sujeitas às regras do regulamento antigo. Além disso, a dispensa de devolução dos valores não é irrestrita: ela deixa de ser aplicada em cenários de fraude comprovada – como omissão de dados cadastrais ou falsificação de documentos –, recebimento indevido após o cancelamento do vínculo, acúmulo proibido com outras bolsas públicas federais ou abandono do curso sem o devido desligamento formal junto à secretaria do programa de pós-graduação.
Na prática, mestrandos e doutorandos com bolsa CAPES que desistirem da pesquisa ou não obtiverem a titulação final ficam isentos de restituir as parcelas recebidas durante a vigência do benefício. Com a medida, a agência revoga dispositivos normativos que estabeleciam essa obrigação desde 2006, eliminando o risco de cobranças financeiras expressivas que historicamente pesavam sobre os pesquisadores que interrompiam a trajetória acadêmica por múltiplos fatores.
A resolução atende a uma demanda da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e do Movimento Nacional de Pós-Graduandos. Em comunicado nas redes sociais, a ANPG afirmou que a mudança representa um avanço importante para os direitos de quem faz ciência no Brasil, uma vez que a bolsa constitui um recurso essencial de subsistência. A entidade reforçou a relevância da medida diante da realidade enfrentada pela categoria, frequentemente marcada por sobrecarga acadêmica, precarização do trabalho, adoecimento mental, desigualdades socioeconômicas e desafios relacionados a maternidade, paternidade e responsabilidades de cuidado.
Texto: Cristiane Miglioranza, bolsista de Jornalismo do Jornal da Universidade
Sob a sombra simbólica do baobá, árvore de raízes profundas e memória ancestral, teve início, na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, o I Encontro sobre Enraizamento de Políticas Afirmativas na Pós-graduação, reunindo trajetórias, saberes e experiências comprometidas com a transformação da universidade brasileira. Realizado no Centro Cultural da UFRGS, o evento reúne pesquisadores, docentes, estudantes e gestores de diferentes regiões do país com o objetivo de fortalecer caminhos que ampliam o acesso, a permanência e a produção de conhecimento stricto sensu. A programação continua ocorrendo durante o restante do dia e na quinta-feira, 21 de maio.
Promovido pela “Rede Baobá: inspirações para o enraizamento de políticas afirmativas em programas de pós-graduação”, projeto que iniciou em 2024 e se estende até 2028, o encontro foi marcado pela celebração das conquistas e pela ênfase nos desafios que ainda estão por vir. Refletindo sobre o propósito de fundação da Rede, a coordenadora do evento, Tainah Motta, declarou: “Isso é para a vida. Um projeto de vida que vai se estendendo para encaixar as ações afirmativas nas instituições e nos Programas de Pós-Graduação.” A proposta do evento é analisar os impactos dessas políticas nos diferentes contextos institucionais e regionais, especialmente em relação ao ingresso, permanência e titulação de estudantes.
A mesa de abertura apresentou a Rede Baobá e discutiu o panorama das ações afirmativas na UFRGS, marcando também os 10 anos de implementação dessas políticas no PPGEdu/UFRGS. Participaram do momento Maria Aparecida Bergamaschi, docente do PPGedu, a coordenadora das ações afirmativas do PPGEdu Juliana Vargas, e o Pró-reitor de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS, Alan Alves Brito.
Durante o encontro, a Diretora da Faculdade de Educação (Faced), Aline Lemos da Cunha Della Libera, afirmou ser uma honra participar da atividade. “Eu penso que movimentos como esta rede, como as ações afirmativas no PPGEdu, a nossa participação enquanto pesquisadores negros, em fóruns, a visibilidade das nossas pesquisas e da nossa presença, é o que vai garantir, inclusive, que nós possamos continuar a nossa luta. Porque se há 10 anos lutamos, temos certeza que ainda vamos precisar lutar outros 20 anos. Porque queremos mais.”, ressaltou.
Histórico e Desafios
Ao relembrar a criação das ações afirmativas, a professora Maria Aparecida Bergamaschi recordou os passos iniciais da política. Ao longo de 10 anos, cerca de 300 estudantes ingressaram no PPGEdu por meio dessa modalidade. Foi destacado que, em 2023, a UFRGS incluiu em sua totalidade as ações afirmativas nos programas de pós-graduação. Atualmente, a Rede Baobá tem estudado como se aproximar dos grupos sub-representados que ainda não estão tão presentes na pós-graduação, como os grupos imigrantes e refugiados.
A coordenadora Juliana Vargas enfatizou o quanto a política faz diferença para o ingresso e para a permanência no programa. Entre os desafios apontados por ela para os próximos anos estão: ampliar o número de discentes tentando ocupar todas as vagas reservadas; estruturar políticas de acompanhamento de permanência dos estudantes; debater o currículo e as disciplinas; e buscar a aproximação com comunidades representativas, estudantes de graduação e professores da educação básica. “Espero que a gente consiga superar um pouquinho desses desafios nos próximos anos”, pontuou Juliana. Em sua fala, o pró-reitor de ações afirmativas, Alan Alves Brito, destacou que as políticas de diversidade e inclusão na pós-graduação são frutos de um processo histórico de intensas lutas dos movimentos sociais, e não de concessões institucionais. O pró-reitor lembrou que este é um processo muito recente, que não tem sido fácil e tem sido marcado por tensionamentos e disputas o tempo inteiro. Contudo, concluiu que, apesar de tudo, há muito o que celebrar e que o trabalho segue firme para a construção de uma realidade mais equitativa.
A Rede Baobá é em uma iniciativa liderada pela UFRGS em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS (PROAFE) e o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu/UFRGS). Garantindo a inclusão, todas as ações do evento contarão com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Caso algum participante necessite de algum recurso de acessibilidade adicional, é necessário entrar em contato previamente pelo e-mail rede.baoba@gmail.com.
A programação segue ao longo desta quarta-feira e quinta-feira com mesas de debates, relatos de estudantes e egressos, apresentações de pesquisas e reuniões dos grupos de trabalho da Rede Baobá. O encerramento será realizado na quinta-feira, às 17h, no Auditório Jacarandá, com uma atividade cultural.
A UFRGS e a Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul (SEDUC-RS) oficializaram uma cooperação estratégica para aperfeiçoar a infraestrutura energética da rede pública estadual de ensino. O projeto, intitulado Desenvolvimento de Ações de Eficiência Energética em Estabelecimentos Educacionais Públicos, une a excelência acadêmica da Escola de Engenharia à necessidade de melhorar as condições ambientais e reduzir custos nas escolas gaúchas. A cooperação foi oficializada no Salão Nobre do Gabinete da Reitoria nesta quinta-feira, dia 23 de abril, com a assinatura do termo de cooperação pela reitora Marcia Barbosa e pela secretária de Educação Raquel Teixeira.
A parceria tem o objetivo de promover ações técnicas voltadas à eficiência energética, à qualidade da energia e ao conforto ambiental nas unidades escolares do Estado, por meio de ações da comunidade acadêmica da Escola de Engenharia, principalmente da graduação em Engenharia de Energia e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica. Nesta primeira etapa, serão realizadas avaliações técnicas de iluminação e conforto visual em seis escolas selecionadas de Porto Alegre, com verificação da conformidade com normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Também está prevista a elaboração de um guia de boas práticas para orientar toda a rede estadual de ensino.
Em sua fala, a secretária Raquel Teixeira relembrou seu período de atuação junto à universidade pública, em Brasilia e Goiânia, e reforçou a importância de parcerias como essa: “É uma grande oportunidade para a prática para os estudantes e também para melhorias das condiçõe escolares”. Ela enfatizou que o aperfeiçoamento na destinação de recursos contribuirá no planejamento e servirá como orientação na gestão escolar. Marcia Barbosa enfatizou que essa ação fortifica o papel da Universidade em oferecer assessoria às políticas públicas. Segundo ela, UFRGS tem a capacidade de analisar dados e fornecer bases para gestores em todos os âmbitos: municipais, estaduais e federal. “A Universidade está a disposição da comunidade para ofertar o conhecimento necessário para a construção de políticas pública”, concluiu.
A coordenação geral do projeto é do professor Flávio Becon Lemos e a coordenação executiva é da docente Bibiana Ferraz, ambos também presentes na solenidade. Em sua fala, a reitora convidou Bibiana Ferraz para expor brevemente as ações do projeto. Segundo expôs a coordenadora executiva, a iniciativa partiu da identificação da necessidade de indicadores de consumo de energia nas unidades escolares públicas, sendo considerado um item básico para definir critérios e elaborar planos de ação. Foi a partir desse trabalho de levantamento dos alunos que o projeto ganhou corpo com o propósito de impactar positivamente e criar ações que melhorem os indicadores. Também participaram da solenidade: a pró-reitora de extensão da UFRGS, Daniela Pavani; o diretor da Escola de Engenharia da UFRGS, Afonso Reguly; o subsecretário da Subsecretaria de Infraestrutura e Serviços Escolares da , Rômulo Mérida Campos; além de demais represantes da Escola de Engenharia da UFRGS e da Secretaria.
Economia de R$ 2 mi
Um dos principais resultados previstos na parceria é a economia na conta de luz das escolas. Estudos preliminares realizados em 2025 indicam que a gestão eficiente dos contratos de fornecimento de energia de toda a rede estadual pode gerar uma economia de cerca de R$ 2 milhões por ano. Esse valor leva em conta a racionalização do consumo e a possível migração para o mercado livre de energia. Além da economia financeira, a expectativa é de melhoria direta no ambiente pedagógico, com a oferta de iluminação e climatização adequadas, como forma promover qualidade no ambiente educacional e melhor rendimento de alunos e professores. Dados coletados na interação também serão utilizados pela SEDUC-RS para modernizar e racionalizar o uso de energia em toda a rede estadual de ensino.
O termo de cooperação, publicado no Diário Oficial do Estado em 23 de janeiro, tem vigência de 36 meses e não envolve repasse de recursos financeiros entre as instituições. A UFRGS contribui com capital intelectual, por meio de docentes e discentes. Já a SEDUC-RS disponibiliza acesso às unidades escolares e oferece apoio institucional para a execução das atividades. As seis escolas da capital que integram esta fase inicial são a Escola Estadual Cristóvão Colombo, o Instituto de Educação General Flores da Cunha, o Colégio Estadual Engenheiro Ildo Meneghetti, o Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto, o Colégio Estadual Júlio de Castilhos e a Escola Estadual de Educação Básica Presidente Roosevelt.
Para os estudantes da UFRGS, a iniciativa também funciona como prática de extensão acadêmica, com o propósito de aplicação de conhecimentos teóricos em desafios reais da sociedade, um dos compromissos da Universidade Pública, com a conexão de ensino e prática e como devolutiva para a população. Como reforça a reitora, é “oportunidade de os alunos entrarem em contato com um problema de verdade para algo que a sociedade precisa de resposta”. Segundo o coordenador Flávio Becon, será também uma oportunidade de levar os alunos do Ensino Básico a terem contato com os cursos de engenharia, despertando o interesse pelas graduações da área.
O 1º Salãozinho da Pós-Graduação ocupou o Centro Cultural da UFRGS e amplificou um tema que cada vez mais precisa estar no centro do debate acadêmico. Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), com a proposta “Mulheres, mulheridades e feminismos”, o evento, que teve início nesta quarta-feira, dia 22, proporcionou trocas e tensionamentos com discentes e docentes que buscam fortalecer, de forma coletiva, a potência crítica e transformadora dos programas de pós-graduação da UFRGS.
As sessões de apresentações prosseguirão até sexta-feira, dia 24 de abril, e tem o intuito de reunir e dar visibilidade a investigações científicas de mestrado e doutorado que, a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas, problematizam e contribuem para os debates contemporâneos. Entre os tópicos abordados estão saúde da mulher, mercado de trabalho, maternidade, mulheres nas ciências, história das mulheres, mulheres nas artes, relações de gênero, sexualidades, direitos humanos e justiça social.
Na abertura do evento, a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Claudia Wasserman, agradeceu a presença de participantes, ouvintes e avaliadores, ressaltando o protagonismo das pesquisadoras. “As grandes atrações do evento são as apresentadoras de trabalhos”, destacou. Segundo a docente, existem muitas mestrandas e doutorandas e docentes pesquisadoras na UFRGS em várias áreas do conhecimento, pesquisando sobre “Mulheres, mulheridades e feminismos”. “Neste ano, escolhemos lançar o salãozinho no dia internacional da mulher e, por isso, o tema Mulheres, Mulheridades e Feminismos”, explica.
A importância do espaço para a troca de saberes acadêmicos foi reforçada pelos participantes. Adriana Duarte Garcia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação, avaliou positivamente a troca de experiências. “A gente vai aprendendo também. Eu acho que esse contato com os colegas ajuda a apontar caminhos que eu posso seguir através das sugestões, e de pensar também que meus colegas pesquisam coisas que podem contribuir para a minha pesquisa”, afirmou. Ela também ressaltou como o Salãozinho proporciona um ambiente que permite que estudantes de diferentes cursos compartilhem vivências e identifique semelhanças em suas pesquisas.
Entre os trabalhos apresentados, destaca-se a pesquisa de Diênifer Monique da Conceição, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. O estudo, intitulado “Mulheres negras e violência: escrevivências em território de alta incidência de crimes”, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Educação Física. A investigação buscou compreender como a construção individual de mulheres residentes em um município da região metropolitana de Porto Alegre contribui para explicar a desarmonia entre as denúncias de lesão corporal e estupro e os registros de feminicídio e estupro de vulneráveis. Diênifer explica que sua inquietação para a pesquisa emerge, em grande parte, de sua perspectiva como mulher negra.
A força dos relatos e a relevância das temáticas abordadas deram o tom das discussões. Ao centralizar debates sobre direitos e vivências reais, as apresentadoras elevaram o nível do diálogo, mostrando que o conhecimento produzido em suas pesquisas é uma ferramenta importante para compreender e transformar realidades complexas.
Fotos: Amanda Casartelli/Secom
A banca examinadora desta primeira sessão foi composta pelas professoras Camila Giugliani, Departamento de Medicina Social, professora Hariagi Borba Nunes, do Departamento de História e pela professora Lucimar de Fátima dos Santos Vieira, do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Seguindo a organização do evento, as bancas avaliadoras do Salãozinho são formadas por grupos de três a quatro docentes da UFRGS.
Durante os três dias de programação, divididos em seis sessões e turnos, serão apresentados 74 trabalhos de mestrandas e doutorandas pesquisadoras da UFRGS, contemplando diversas áreas do conhecimento. Os trabalhos que se destacarem em cada sessão receberão um incentivo de até R$ 2 mil, recurso destinado a atividades de campo, participação em eventos e outras ações ligadas às suas pesquisas. O resultado da premiação será anunciado ao vivo no dia 27 de abril, pelo perfil da PROPG no Instagram @propg.ufrgs.
Próximasedições
O Salãozinho da Pós-Graduação foi planejado para ocorrer anualmente, sempre no primeiro semestre. A proposta da PROPG é selecionar temas transversais, investigados por diversas áreas do conhecimento, para potencializar essas pesquisas e formar grupos transdisciplinares capazes de compreender um mesmo objeto sob variados ângulos. Mais informações estão disponíveis no site da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.
O encontro é uma oportunidade diferenciada para dar luz a trabalhos e temáticas relevantes, a organização já adiantou que a próxima edição do evento terá como foco o “Meio Ambiente”.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) passou a custear integralmente a Taxa de Processamento de Artigos (APC) para pesquisadores com trabalhos aprovados em regime de acesso aberto. A medida faz parte do Programa de Apoio à Disseminação de Informação Científica e Tecnológica (Padict), instituído no final de 2023, e marca a transição do antigo modelo de assinaturas pagas para os acordos de “Leitura e Publicação” (Read and Publish).
O auxílio contempla publicações em periódicos internacionais das editoras Springer Nature, Elsevier, Wiley, Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), American Chemical Society (ACS), Association for Computing Machinery (ACM) e Royal Society Publishing (RSP). Com a implementação dessa estratégia, mais de 4.100 artigos científicos brasileiros já foram custeados, garantindo visibilidade global à produção nacional sem custos para autores ou leitores.
Regras para o benefício
Para garantir o custeio da taxa pela CAPES, os pesquisadores devem estar atentos às exigências da Portaria n.º 120/2024. O requisito fundamental para agilizar a aprovação é possuir um identificador ORCID válido e devidamente cadastrado na seção “Identificadores” da plataforma Meus Dados CAPES.
O artigo 10 da normativa estabelece critérios que devem ser conferidos antes da submissão. Para garantir o custeio pela CAPES, o autor deve pertencer a uma instituição do Portal de Periódicos com pós-graduação ativa e realizar a submissão com e-mail institucional. É necessário atuar como autor correspondente e autorizar a publicação em acesso aberto sob licença Creative Commons (CC-BY).
O texto do artigo deve creditar o custeio à CAPES, conforme o modelo de citação de fomento. Como a instituição não trabalha com reembolso, para que o pagamento seja efetuado, o benefício deve ser validado com a editora durante o processo de publicação.
A cerimônia de formatura da segunda turma do Programa Mais Saúde com Agente lotou as salas e corredores do Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, na última quarta-feira, 18. Receberam seus diplomas de técnicos 400 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), representando os 120 mil estudantes distribuídos por todo o país e que integraram a segunda edição do programa. O evento reforça o compromisso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Ministério da Saúde (MS) com o Sistema Único de Saúde (SUS), ao promover a qualificação de profissionais que atuarão na ampliação do acesso à saúde e na prevenção de doenças nos territórios.
Luciana Barcellos Teixeira, coordenadora do Programa na UFRGS, comenta a importância da formação da segunda turma e o papel que a Universidade desempenhou. “A conclusão da segunda turma do Mais Saúde com Agente marca o encerramento de um ciclo construído com grande responsabilidade pela UFRGS, que esteve à frente da execução pedagógica do programa em todo o país. É um momento de celebração pelos resultados alcançados e pelo impacto concreto dessa formação na qualificação do SUS nos territórios.”
Estiveram presentes o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço; a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; e a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. Também participaram o presidente do Conasems, Hisham Hamida; a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ilda Angélica; e o presidente da Federação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias (Fenasce), Luís Cláudio Celestino de Souza, além de representantes do Conselho Nacional de Saúde.
Maria Luiza Saraiva Pereira, Chefe de Gabinete da UFRGS, destacou o papel da universidade pública em iniciativas como o Mais Saúde com Agente. Segundo ela, a trajetória centenária da UFRGS é marcada pelo compromisso com a transformação social, a produção de conhecimento e a oferta de ensino público de qualidade, pilares que também orientam o programa.
Gratuita, a formação técnica oferecida aos agentes possibilita que os profissionais atuem de forma qualificada nos territórios onde trabalham, contribuindo para a produção de conhecimento e para a transformação social por meio da saúde. Felipe Proenço ressaltou que o processo de aprendizagem do programa ocorre em uma via de mão dupla. “Os agentes aprendem com tutores e preceptores, mas também ensinam. A atuação cotidiana nos territórios traz um conhecimento prático essencial, que contribui significativamente para a formação de todos os envolvidos”, afirmou. Ele também destacou o reconhecimento do trabalho desses profissionais: “Essa realidade que vocês vivenciam no dia a dia, esse ensinamento que vocês trazem para toda a equipe de saúde da família. Todos aprendem muito com os agentes de saúde, exatamente pela capacidade que vocês têm de chegar às casas, de representar o cuidado com as pessoas, com as famílias e com as comunidades. Isso reforça que a educação é fundamental para o Sistema de Saúde.”
A cerimônia de Brasília encerra um ciclo de formaturas que aconteceram nas capitais brasileiras, como Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, entre outras, ao longo dos últimos três meses. Todas elas representam não apenas o sucesso da segunda turma de formação como também o comprometimento do Programa com a saúde pública.
Durante as atividades das Calouradas 2026/1, a UFRGS realizou uma pesquisa com estudantes ingressantes para conhecer melhor o perfil de quem inicia a trajetória acadêmica na melhor universidade federal do Brasil. O levantamento buscou identificar motivações para a escolha da Universidade, expectativas em relação à vida acadêmica e preferências de comunicação institucional.
O questionário, de resposta rápida, foi enviado por e-mail e preenchido por 16,6% dos ingressantes, um público vindo de diferentes modalidades de ingresso: Vestibular, Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Diplomados, Processo Seletivo Unificado,Processo Seletivo Simplificado,Processo Seletivo Específico para Estudantes Indígenas, Convênio de Graduação (PEC-G) e também do processo de ingresso de refugiados. “O resultado do levantamento feito junto a nossas e nossos ingressantes corrobora o que ouvíamos de nossas e nossos estudantes”, avalia a Vice Pró-Reitora de Graduação, Irma Bueno. Segundo ela, a excelência e reputação da UFRGS, assim como esta ser uma instituição pública e gratuita, são fatores de extrema importância. “Isso nos aponta que estamos na direção correta. Outra informação importante que essa pesquisa nos trouxe é saber a maneira como ingressantes preferem receber as informações sobre a UFRGS e sobre seus cursos. A partir disso, poderemos trabalhar em aprimorar ainda mais nossa comunicação com estudantes. Da mesma maneira, saber as expectativas em relação à vida acadêmica que se inicia a partir de agora nos ajuda a pensar nossas ações futuras junto a nossas e nossos estudantes para além do Ensino”, considera.
Os resultados indicam que a escolha pela UFRGS está fortemente associada à qualidade do ensino, à reputação acadêmica da instituição e ao caráter público da Universidade. A maioria dos respondentes ingressa em cursos de regime integral, com destaque para áreas como Letras, Medicina e Administração. A pesquisa também mostra que o e-mail institucional segue como o principal canal para o recebimento de informações oficiais, enquanto redes sociais e aplicativos de mensagem, especialmente Instagram e WhatsApp, aparecem como meios importantes de comunicação e engajamento com os estudantes. O site institucional permanece como espaço de consulta para editais, calendários e informações acadêmicas.
Sobre os dados
Entre os fatores que mais influenciaram a decisão de estudar na UFRGS, destacam-se a qualidade do ensino (72,5%), a reputação da instituição (71,2%) e a gratuidade (65%), indicando que o prestígio acadêmico e o caráter público da Universidade seguem como elementos centrais na escolha dos estudantes.
Pietro Scopel
Em relação ao perfil de turno, a maioria dos respondentes ingressou em cursos de regime integral (61,2%), seguida pelos turnos noturno (16,2%) e manhã (9,5%). Entre os cursos com maior número de participantes estão Letras, Medicina e Administração.
A pesquisa também investigou quais são os canais preferidos para receber informações da Universidade. O e-mail institucional aparece como principal meio de comunicação (57,3%), seguido pelo Instagram (47,3%) e pelo WhatsApp (42,3%). Já o site institucional (27,8%) é utilizado principalmente para consulta de editais, calendários e outras informações formais.
Nas respostas abertas, a palavra “acolhimento” foi a mais recorrente entre os ingressantes ao descrever suas expectativas em relação à UFRGS. Termos como aprendizado, futuro e transformação também apareceram com frequência, apontando que os estudantes associam a experiência universitária não apenas à formação profissional, mas também a mudanças significativas nas trajetórias de vida.