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Estação da Luz recebe ação Converse com o Psicoterapeuta nesta quinta-feira (10)

9 de Setembro de 2026, 10:20

Na manhã desta quinta-feira (10), quem passar pelo saguão principal da Estação da Luz poderá conversar gratuitamente com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP. O projeto é realizado em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, às quintas-feiras das 10h às 13h, no saguão da estação.

A iniciativa, chamada “Conversa com um psicoterapeuta”, foi criada para testar modelos mais acessíveis de escuta clínica fora do ambiente hospitalar. Os profissionais estarão posicionados ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria, oferecendo escuta e acolhimento psicoterapêutico aos passageiros e promovendo a saúde mental em um espaço urbano de grande circulação.

O atendimento é feito de forma direta: a pessoa chega ao local e é acolhida por um dos psicólogos disponíveis, sem necessidade de agendamento prévio.

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Atendimentos do “Converse com um psicoterapeuta” na estação da Luz – Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Serviço

  • Converse com o psicoterapeuta
  • Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
  • Data: Quinta-feira (10/09)
  • Horário: 10h às 13h

Inscrições para o Provão Paulista Seriado terminam nesta quarta-feira (19)

18 de Agosto de 2026, 15:25

As inscrições para o Provão Paulista Seriado 2026 terminam às 23h59 desta quarta-feira (19). O cadastro individual é destinado a estudantes dos institutos federais, redes municipais e estaduais de fora de São Paulo e alunos que concluem a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ano de 2026. Alunos da rede estadual paulista e de escolas administradas das universidades paulistas já têm inscrição automática. Estudantes das redes municipais de São Paulo e Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) do Centro Paula Souza que aderiram à avaliação também são inscritos automaticamente. As provas para concluintes do Ensino Médio estão marcadas para os dias 4 e 5 de novembro deste ano.

Em quatro edições, o Provão Paulista Seriado abriu mais de 60 mil vagas diretas na USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) e Fatecs (Faculdades Técnicas Estaduais). Na edição de 2026, são oferecidas 15.819 vagas para ingresso em 2027.

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EJA

Desde o ano passado, o Provão Paulista passou a beneficiar também os alunos concluintes da EJA. Além da oportunidade da formação da Educação Básica nas escolas estaduais, voltada para quem não teve a chance de estudar na juventude, o Provão Paulista oferece ingresso direto no ensino superior público e gratuito para os jovens, adultos e idosos. Para os formandos na EJA em 2026, a nota do Provão Paulista Seriado é contabilizada com apenas uma prova: são 80% referentes à prova de múltipla escolha e 20% à redação. Os candidatos da EJA realizam o Provão Paulista Seriado III e disputam as vagas alocadas no Grupo B do processo seletivo.

Inscrições do Provão Paulista

As inscrições individuais devem ser realizadas pelo site da Fundação Vunesp (https://www.vunesp.com.br/SEED2602 ). O edital exige o preenchimento da ficha online e o envio digital de documento de identidade com foto, CPF, e-mail pessoal válido e comprovante de vínculo escolar para aqueles que concluirão a EJA no segundo semestre deste ano ou de conclusão da EJA no primeiro semestre de 2026. No ato da inscrição, o candidato escolhe entre os polos disponíveis no estado para realizar a prova: São Paulo, Bauru, Campinas, Guarulhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Sorocaba.

LEIA TAMBÉM: Provão Paulista Seriado: confira edital com 15,8 mil vagas para ensino superior público

Para concorrer às vagas, além de realizar as provas, os estudantes da 3ª série do Ensino Médio e os concluintes da EJA precisam obrigatoriamente acessar o Portal de Escolhas e registrar até quatro opções de cursos entre 5 de outubro e 27 de novembro de 2026.

Divisão das vagas do Provão Paulista em 2026

Nesta edição, são oferecidas 15.819 vagas para o ensino público superior. As vagas de 2026 estão distribuídas da seguinte forma:

  • USP: 1.500 vagas;
  • Unesp: 929 vagas;
  • Unicamp: 326 vagas;
  • Univesp: 3.064 vagas; e
  • Fatecs: 10.000 vagas

O edital do Provão Paulista está disponível no Diário Oficial do Estado. Os candidatos da 3ª série do Ensino Médio às vagas do Provão Paulista Seriado são divididos em três grupos principais:

  • Grupo A: estudantes do Ensino Médio das escolas da rede estadual da Seduc-SP;
  • Grupo B: alunos da EJA da rede pública e estudantes das redes municipais paulistas, de escolas vinculadas à USP, Unesp e Unicamp, de instituições federais e de redes públicas estaduais e municipais de outros estados;
  • Grupo C: estudantes das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Centro Paula Souza.

O Provão Paulista Seriado garante também reserva de vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI), conforme as políticas de cada instituição pública de ensino.

Confira as principais datas do Provão Paulista Seriado 2026

  • 19 de agosto – Prazo final para inscrições no Provão Paulista Seriado
  • A partir de 19 de outubro– Disponibilização do local da prova aos candidatos dos institutos federais, redes públicas de outros estados e da EJA
  • 5 de outubro a 27 de novembro– Disponibilização do Portal de Escolhas das Vagas (1º semestre de 2027)
  • 4 e 5 de novembro – Aplicação do Provão Paulista para alunos da 3ª série e da EJA
  • 10 e 11 de novembro – Aplicação do Provão Paulista para alunos da 2ª série
  • 12 e 13 de novembro – Aplicação do Provão Paulista para alunos da 1ª série
  • A partir de 7 de dezembro – Disponibilização do Gabarito Oficial das Provas (a partir das 20h)
  • 7 de janeiro de 2027 – Divulgação do desempenho individual dos estudantes no Provão Paulista III
  • 18 de janeiro de 2027 – Divulgação do Resultado Final e da 1ª Lista de Chamada Unificada
  • 26 de janeiro de 2027 – Divulgação da 2ª Lista de Chamada Unificada
  • 2 de fevereiro de 2027 – Divulgação da 3ª Lista de Chamada Unificada
  • 10  a 14 de fevereiro de 2027 – Escolha de opção única na Lista de Espera no Portal de Escolhas

Dormir demais não significa dormir melhor; veja por que excesso pode estar associado ao desenvolvimento de doenças

11 de Julho de 2026, 07:59

Quando o assunto é sono, os extremos parecem representar os maiores riscos. Estudos mostram que tanto dormir pouco quanto dormir demais estão associados a piores desfechos de saúde. Agora, uma nova meta-análise publicada pela York University, de Toronto, Canadá, observou que pessoas que relataram dormir mais de oito horas por noite apresentaram um risco 28% maior de desenvolver demência em comparação com aquelas que dormiam entre sete e oito horas. O resultado reforça a preocupação com os extremos da duração do sono ao apontar uma associação entre o excesso de sono e o desenvolvimento da doença. Mas isso não significa que dormir mais seja, necessariamente, a causa do problema. É o que explica o professor de Neurologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Alan Eckeli.

“Quando a gente analisa a relação entre tempo de sono e saúde, observa uma espécie de curva em U. Isso significa que tanto quem dorme pouco quanto quem dorme muito apresentam maior risco de problemas de saúde e até de mortalidade. No caso das pessoas que costumam dormir mais de nove horas por noite, os estudos mostram uma associação com esse aumento de risco. Mas isso não quer dizer que dormir mais seja a causa do problema”, afirma. Ele explica que o sono prolongado pode ser um sinal de outras condições de saúde, como doenças neurodegenerativas, depressão, apneia do sono e doenças cardiovasculares. “Muitas vezes o excesso de sono é uma manifestação dessas doenças e não o motivo pelo qual elas acontecem.”

Embora o excesso de sono possa estar associado a doenças que afetam o cérebro e outros sistemas do organismo, dormir mais do que o necessário também pode trazer efeitos imediatos. Segundo Eckeli, a necessidade de sono varia de pessoa para pessoa. “Quando o tempo de descanso ultrapassa de forma significativa o padrão habitual do indivíduo, o organismo pode apresentar alguns sinais de que o sono foi além do necessário”, alerta.

Quando se dorme mais do que o necessário, o corpo também apresenta manifestações. “A pessoa pode acordar mais lenta, com dificuldade para raciocinar, como se precisasse fazer mais esforço para pensar. Também pode surgir uma sensação de corpo dolorido, semelhante à relatada por pessoas com fibromialgia. Esses sintomas são sinais de que o organismo pode ter dormido além do que precisava”, afirma Eckeli.

Mesmo que a duração do sono seja frequentemente usada como indicador de descanso, não é suficiente para avaliar se uma pessoa está dormindo bem. “Aspectos como despertares frequentes durante a noite, dificuldade para atingir fases profundas do sono e a sensação de cansaço ao acordar também interferem na recuperação do organismo e na saúde cerebral. Por isso, passar mais tempo na cama não significa, necessariamente, obter os benefícios esperados do sono”, adianta.

A quantidade de sono é uma dimensão, enquanto a qualidade do sono é outra. “Não necessariamente quem dorme mais, dorme melhor. São aspectos diferentes, mas complementares. O mais importante é que cada pessoa tenha um tempo de sono adequado às suas necessidades e que esse sono tenha boa qualidade”, explica o professor.

Mas essa quantidade de sono segue sendo uma variável pessoal. Ainda assim, quando o tempo de sono aumenta de forma persistente em relação ao padrão habitual da pessoa, é importante observar outros sinais. Segundo o especialista, a sonolência excessiva durante o dia, cochilos involuntários, dificuldade para manter a atenção, alterações de humor, irritabilidade e queixas relacionadas à memória e à concentração podem indicar que algo não está funcionando adequadamente durante o sono. Nesses casos, ele recomenda procurar avaliação médica para investigar possíveis causas.

Sono ideal e prevenções 

Embora a necessidade de sono varie entre os indivíduos, o professor analisa, com base no estudo da universidade canadense, que pesquisas populacionais permitem identificar uma faixa de duração mais frequentemente associada a melhores desfechos de saúde. “Estudos apontam que pessoas que dormem menos de seis horas ou mais de nove horas por noite costumam apresentar maior associação com desfechos desfavoráveis. Uma faixa associada a menores riscos para a saúde está no intervalo de sete a oito horas de sono. É o que mais frequentemente aparece associado a melhores desfechos de saúde”, afirma .

O tempo total de sono é individual e deve respeitar a necessidade de cada pessoa. “Quando observamos grandes estudos populacionais, vemos que a maior parte dos indivíduos que dormem entre sete e oito horas por noite está em uma faixa associada a menor risco de desfechos desfavoráveis. Mais importante do que atingir um número específico de horas é saber qual é a sua necessidade de sono e se ela está sendo respeitada.”

Além da duração do sono, outros hábitos do dia a dia também influenciam a saúde cerebral. O sedentarismo, por exemplo, está associado a pior desempenho cognitivo e pode contribuir para fatores que afetam o sono, como obesidade, sonolência excessiva e um descanso noturno mais fragmentado e menos restaurador. Em contrapartida, a prática regular de atividade física está relacionada à melhora da qualidade do sono e integra, ao lado de uma alimentação equilibrada, um conjunto de medidas consideradas importantes para a prevenção do declínio cognitivo ao longo da vida.

“Quando falamos em prevenção, pensamos em um conjunto de fatores. Dormir a quantidade adequada, ter um sono de qualidade, praticar atividade física regularmente e manter uma boa alimentação são medidas que ajudam a preservar a saúde geral e a reduzir o risco de prejuízo cognitivo no futuro. Quando sono inadequado, sedentarismo e condições como a obesidade se somam, esses fatores podem atuar de forma conjunta e aumentar esse risco ao longo do tempo”, conclui.

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