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Polícia prende investigado por golpe de R$ 1,1 milhão com falsos investimentos

18 de Junho de 2026, 12:23
Mandados foram cumpridos na residência do investigado na Operação Mercenarius. Crédito: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil prendeu preventivamente, na quarta-feira (17), um homem investigado por um esquema de falsos investimentos. Ele teria captado mais de R$ 1,1 milhão de pelo menos 20 vítimas.

A ação faz parte da Operação Mercenarius, conduzida pela 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio, indisponibilidade e sequestro de bens, valores e criptoativos.

A investigação apura crimes de estelionato, ameaça e posse irregular de arma de fogo. Também poderá haver responsabilização por lavagem de capitais.

Empresas do ramo financeiro

As apurações começaram a partir de boletins de ocorrência registrados por vítimas que relataram ter aplicado dinheiro em empresas do ramo financeiro administradas pelo investigado.

A promessa era de rentabilidade superior à praticada no mercado. A captação ocorria por indicações entre familiares e conhecidos.

De acordo com a investigação, os valores eram direcionados para contas das empresas e para uma conta pessoal do investigado. Depois de captar os recursos, ele teria encerrado as atividades sem devolver o dinheiro.

A Polícia Civil também apurou que o homem deixou o Brasil e informou às vítimas que estaria na Ucrânia. A investigação indica que ele teria se engajado no conflito armado no país e retornado posteriormente ao território nacional.

Ameaças a vítimas

Parte das vítimas passou a ser ameaçada após a inadimplência. Conforme a investigação, as ameaças teriam sido feitas a mando do investigado por uma terceira pessoa contratada para essa finalidade.

Os contatos foram direcionados a telefones de familiares das vítimas, incluindo um menor de idade.

A Polícia Civil reuniu contratos, comprovantes de transferências, mídias digitais e dados telemáticos. O material teria indicado a estrutura societária usada para captar e movimentar os valores.

Bens bloqueados

A Justiça autorizou o bloqueio e a indisponibilidade de contas bancárias, aplicações financeiras, veículos e criptoativos em valor aproximado ao prejuízo apurado.

Também foram autorizadas buscas contra o investigado, a esposa dele e empresas vinculadas ao casal.

O homem possui registro como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) e já havia sido preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Na noite de terça-feira (16), uma arma dele foi apreendida pela Brigada Militar no bairro Jardim Algarve, em Alvorada, com uma dupla de criminosos.

O delegado Gabriel Lourenço, titular da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, afirmou que esquemas de falsos investimentos têm se tornado mais sofisticados e que, neste caso, também houve ameaças contra vítimas e familiares para inibir a busca por reparação.

A Polícia Civil orienta pessoas que se sintam lesadas por esquemas semelhantes a procurar a unidade para registrar ocorrência.

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Polícia prende 18 em operação contra o golpe do falso executivo

9 de Junho de 2026, 18:21
Crédito: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 18 pessoas nesta terça-feira (9) durante uma operação interestadual contra o golpe do falso executivo. A Operação Interface foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.

A investigação apura uma fraude eletrônica que causou prejuízo de R$ 193.601,89 a uma empresa do setor industrial.

Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares no Mato Grosso e no Rio Grande do Norte. Foram 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão.

Também houve bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados. Durante a ação, foram apreendidos carros, motos, celulares, chips e R$ 15 mil em espécie.

Como funcionava o golpe

No golpe do falso executivo, os criminosos usam aplicativos de mensagem para se passar por dirigentes de empresas. O objetivo é convencer funcionários do setor financeiro a fazer transferências bancárias para contas controladas pelo grupo.

No caso investigado, uma assistente financeira recebeu mensagens de um número que exibia a foto do presidente da empresa. Como o executivo estava em viagem e costumava solicitar pagamentos por mensagem, a funcionária acreditou que a ordem era legítima.

As transferências foram feitas em 5 de fevereiro de 2025. Dois dias depois, a funcionária desconfiou dos valores elevados e do curto intervalo entre os pedidos. Ao verificar o número, constatou que ele não correspondia ao telefone verdadeiro do presidente da empresa.

Investigação apontou divisão de tarefas

A investigação indicou que o golpe foi executado a partir do Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá. Depois, os valores foram enviados a outros integrantes, residentes em outro estado.

As apurações identificaram uma estrutura com divisão de funções. Havia pessoas que cediam contas bancárias para receber dinheiro de origem criminosa, recrutadores desses titulares e gerentes do esquema.

A Polícia Civil também identificou o executor e o articulador do golpe. De acordo com a investigação, ambos têm antecedentes por delitos semelhantes.

Os valores eram rapidamente fragmentados e transferidos para dezenas de contas em diferentes estados. A pulverização financeira tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e a recuperação dos recursos.

Alerta a empresas

A Polícia Civil orienta empresas a adotarem protocolos rígidos de confirmação para qualquer solicitação de transferência bancária.

A atenção deve ser maior quando houver troca de conta bancária, pedido de pagamento urgente ou movimentação de valor expressivo.

A recomendação é validar as operações por mais de um canal de comunicação e, quando possível, fazer contato direto com a pessoa responsável pela solicitação.

A operação contou com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e das polícias civis do Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

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Casal é investigado em operação que apura prejuízo de R$ 1,4 milhão ao município de Canela

12 de Maio de 2026, 10:37
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Canela, deflagrou na manhã desta terça-feira (12) uma operação policial que apura crimes contra a administração pública e o sistema tributário municipal de Canela. Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão relacionados à investigação. O prejuízo estimado aos cofres públicos municipais ultrapassa R$ 1,4 milhão, podendo alcançar valores superiores.

A ação contou com a participação de 15 policiais civis e teve como alvos endereços profissionais e residenciais vinculados a um casal investigado, sendo ela advogada e ele fiscal de tributos do município de Canela. Os mandados foram cumpridos no início da manhã desta terça-feira, na cidade de Gramado.

Manipulação de procedimentos

Segundo as investigações, os suspeitos teriam atuado de forma coordenada em práticas ilícitas voltadas à manipulação de procedimentos tributários municipais. A apuração aponta utilização indevida da função pública e atuação paralela na esfera privada, com o objetivo de beneficiar interesses particulares e clientes vinculados ao escritório de advocacia mantido pelo casal.

Conforme apurado no inquérito policial, os investigados são suspeitos de utilizar decisões administrativas direcionadas e revisões tributárias irregulares que posteriormente eram empregadas em medidas judiciais e administrativas em benefício de contribuintes específicos.

Redução irregular

As investigações apontam, ainda, indícios de redução irregular de tributos municipais, manipulação de avaliações imobiliárias, concessão indevida de benefícios fiscais, estornos tributários sem respaldo legal e desaparecimento de processos administrativos que continham informações relevantes para auditorias e cobranças fiscais do município.

Entre os fatos investigados estão suspeitas de alteração indevida de classificação tributária de imóvel para redução significativa de IPTU, interferência em procedimento envolvendo dação em pagamento de imóvel ao município, além de supostos favorecimentos tributários a empresas privadas mediante manipulação de lançamentos fiscais e alterações cadastrais sem o devido procedimento administrativo.

Atuação conjunta

A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Canela contou com atuação conjunta e permanente colaboração da Prefeitura Municipal de Canela, especialmente por meio da Procuradoria-Geral do Município e da Divisão de Controle Interno, órgãos que auxiliaram na identificação de irregularidades, compartilhamento de informações técnicas e encaminhamento de elementos relevantes para o avanço das apurações criminais.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil realizou buscas por documentos, processos administrativos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis, contratos, aparelhos celulares, notebooks, mídias digitais e outros elementos probatórios relacionados aos fatos investigados. As buscas foram acompanhadas pela Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Canela/Gramado.

O Poder Judiciário também determinou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a suspensão imediata do exercício da função pública do investigado vinculado à fiscalização tributária municipal, a proibição de acesso às dependências da Secretaria da Fazenda de Canela, bem como a proibição de contato com testemunhas e servidores públicos ligados aos fatos investigados.

A Polícia Civil informa que a investigação prossegue sob sigilo, tendo como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar todos os envolvidos e dimensionar integralmente os prejuízos causados ao erário municipal.

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Mulher morre em colisão frontal na RSC-287 em Venâncio Aires

27 de Abril de 2026, 13:41

Uma mulher morreu em uma colisão frontal na manhã desta segunda-feira (27) na RSC-287, em Venâncio Aires, no Vale do Taquari. O acidente ocorreu por volta das 9h35, no quilômetro 69 da rodovia, sobre a ponte da Sanga das Mulas.

A batida envolveu um Ford Ka, emplacado em Santa Cruz do Sul, e um caminhão Iveco Tector, de São Leopoldo.

A condutora do carro, de 47 anos, morreu no local. O motorista do caminhão, de 41 anos, não teve lesões.

A rodovia ficou totalmente bloqueada durante o atendimento da ocorrência. A Polícia Civil e o IGP (Instituto-Geral de Perícias) foram acionados para os procedimentos legais.

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Polícia prende quatro pessoas em operação contra golpe do bilhete premiado

24 de Abril de 2026, 15:41
Crédito: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu quatro pessoas nesta sexta-feira (24) em uma operação contra o golpe do bilhete premiado em Porto Alegre.

A Operação Quimera foi deflagrada pela 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre para apurar a atuação de uma associação criminosa de Passo Fundo.

Ao todo, foram cumpridas nove ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e de prisão. Um veículo de luxo também foi apreendido.

A investigação começou após um caso registrado em março de 2026, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Conforme a Polícia Civil, uma vítima idosa teve prejuízo estimado em R$ 150 mil.

O delegado Gustavo Silveira Pereira afirma que a investigação reuniu imagens que permitiram identificar os envolvidos e individualizar as condutas apuradas.

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Homem é preso após matar mulher a facadas em Montenegro

11 de Março de 2026, 12:45

Uma mulher de 34 anos foi morta a facadas na noite de terça-feira (10) no bairro Imigração, em Montenegro, no Vale do Caí. O autor do feminicídio foi preso em flagrante delito após reagir a uma abordagem da Brigada Militar.

A vítima foi identificada como Gislaine Reguss. Conforme a Brigada Militar, a corporação foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica e encontrou a mulher ferida com golpes de faca. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) confirmou a morte.

De acordo com a Polícia Civil, o homem preso pelo crime tem 52 anos, era ex-companheiro da vítima e cumpria pena em regime semiaberto. Ainda conforme a investigação, ele deveria se apresentar ao sistema prisional na noite do crime.

Testemunhas relataram aos policiais que o homem chegou ao imóvel discutindo com a vítima e, em seguida, passou a agredi-la. Depois do crime, ele fugiu.

A Brigada Militar fez buscas e localizou o homem horas depois, perto de uma estrada que leva a São José do Sul. Segundo a Polícia Civil, ele investiu contra os policiais com uma faca, foi baleado na perna e encaminhado para atendimento médico antes de ser levado à delegacia.

O caso foi registrado como feminicídio. Conforme o delegado Marcos Eduardo Pepe, a vítima não tinha medida protetiva contra o homem.

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Polícia Civil resgata mulher mantida em cárcere privado e prende homem em Bagé

4 de Março de 2026, 17:31
Crédito: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil resgatou uma mulher de 23 anos que era mantida em cárcere privado em Bagé, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, na manhã desta quarta-feira (4). Um homem de 39 anos foi preso em flagrante no local.

Os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão quando encontraram a vítima trancada dentro da residência. Conforme a polícia, ela estava sem acesso a alimentação adequada e em condições precárias de higiene.

A ação foi realizada por agentes da DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher). O homem detido mantinha relacionamento com a vítima havia cerca de dois meses e foi levado para a DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento) de Bagé.

Durante a operação, os policiais também apreenderam uma pistola artesanal calibre .22 e um pássaro da espécie cardeal mantido irregularmente em cativeiro. O homem deverá responder ainda por posse ilegal de arma de fogo e crime contra a fauna.

Investigação anterior

Conforme a delegada Lisandra de Souza Cabrera, responsável pela investigação, o preso já havia sido alvo de apuração por manter uma idosa em cárcere privado. A vítima anterior tinha diabetes e deficiência visual.

A denúncia anterior levou à abertura da investigação que resultou no mandado de busca cumprido nesta quarta-feira.

A mulher resgatada foi encaminhada para uma casa de abrigo do município, onde receberá atendimento psicológico e acompanhamento da rede de proteção.

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Polícia Civil do RS cumpre mandados em operação nacional contra a violência doméstica e familiar

4 de Março de 2026, 09:13
Foto: DCS/PCRS

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Mulher Segura 2026.

O objetivo da ação é interromper ciclos de violência doméstica e familiar contra a mulher no início de ano. Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão de armas de fogo e de prisão contra agressores, além de verificação de denúncias anônimas e promoção da conscientização da rede de apoio.

Estão sendo cumpridas 16 ordens judiciais e verificação de 20 denúncias anônimas em Porto Alegre, Gravataí, Alvorada e Viamão. A operação ocorre em âmbito nacional e faz parte de um conjunto de ações para reduzir os índices de violência doméstica contra mulheres e meninas em todo o país. A ação contou com mais de 60 policiais civis do DPGV e de vários departamentos da Polícia Civil gaúcha.

“A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie! Sua denúncia pode salvar vidas”, disse a Polícia Civil em comunicado.

Canais de Denúncia:

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