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Bradesco investe em ecossistema tecnológico para transformar experiência dos clientes

7 de Agosto de 2026, 09:25

O Bradesco apresentou o “Meu Bradesco”, uma iniciativa que reúne diferentes frentes de tecnologia, inteligência artificial e inovação desenvolvidas pela instituição para ampliar a personalização dos serviços oferecidos aos clientes. O novo ecossistema passa a concentrar soluções digitais do banco sob uma mesma estratégia, com foco em tornar a experiência bancária mais individualizada.

O lançamento é acompanhado por uma campanha nacional criada pela AlmapBBDO, que apresenta o conceito como uma evolução da atuação tecnológica do banco. A comunicação será utilizada para divulgar projetos atuais e futuros ligados à transformação digital da instituição.

Segundo o Bradesco, a proposta é utilizar dados e recursos tecnológicos para oferecer serviços mais adequados ao perfil e às necessidades de cada cliente, mantendo também a interação humana como parte da relação com a instituição.

“O ‘Meu Bradesco’ consolida essa história: usamos a inteligência de dados para entregar relevância e cuidado. Para nós, a tecnologia é uma excelente habilitadora, mas o coração do banco continua sendo o relacionamento humano com humano”, afirma Renato Camargo, CMO do Bradesco.

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Inteligência artificial completa dez anos de operação

Entre as principais iniciativas reunidas no novo ecossistema está a “b.ia”, assistente virtual de inteligência artificial do banco, que completa dez anos em setembro de 2026. Criada para atender clientes por canais digitais, a ferramenta passou por diferentes etapas de evolução e atualmente realiza operações financeiras e atendimentos mais complexos.

De acordo com a instituição, a b.ia acumulou mais de 3 bilhões de interações desde o início de sua operação. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 74 milhões de interações. O banco também informa que, no último ano, a quantidade de usuários ativos mensais da ferramenta cresceu sete vezes, enquanto o volume de interações aumentou 8,3 vezes.

A instituição afirma ainda que a assistente apresenta índice de resolução de demandas de 87% e taxa de retenção interna de 90%. A ferramenta está disponível para toda a base de clientes do banco.

Plataforma para o agronegócio e recomendações financeiras com IA

Além da “b.ia”, o “Meu Bradesco” incorpora outras soluções digitais desenvolvidas pela instituição. Entre elas está o E-agro, plataforma voltada ao produtor rural, que reúne recursos digitais para apoiar diferentes etapas da atividade agrícola e da gestão de negócios.

O ecossistema também inclui recomendações de investimentos baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI). A tecnologia é utilizada para analisar informações e oferecer orientações financeiras personalizadas aos clientes.

Com a integração dessas ferramentas, o banco busca ampliar o uso de inteligência artificial em diferentes áreas de atendimento e relacionamento, combinando automação, análise de dados e serviços digitais.

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Estratégia digital será comunicada de forma contínua

A campanha de lançamento do “Meu Bradesco” terá presença em televisão fechada, plataformas digitais, mídia externa e ações com influenciadores. A iniciativa marca o início de uma comunicação permanente sobre as soluções tecnológicas da instituição.

O banco afirma que a estratégia faz parte de um movimento de longo prazo para incorporar tecnologia aos serviços financeiros e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores, que têm buscado maior agilidade e conveniência nas operações bancárias.

A nova frente reúne projetos desenvolvidos ao longo dos últimos anos e passa a funcionar como uma plataforma de apresentação das iniciativas de inovação da instituição.

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Investidores da Volkswagen cobram mudanças imediatas para enfrentar concorrência chinesa

7 de Agosto de 2026, 09:15

As famílias acionistas controladoras da Volkswagen, principal investidor da montadora, emitiram na sexta-feira sua mensagem mais clara até agora à administração enquanto a gigante automobilística alemã avalia a possibilidade daquela que pode ser a reestruturação mais radical da história de 89 anos da empresa.

A maior fabricante de automóveis da Europa confirmou que pretende cortar até 100 mil empregos, o dobro do que havia sido informado anteriormente, enquanto busca conter uma queda nos lucros em meio a bilhões de euros em custos tarifários e à intensificação da concorrência de marcas chinesas de veículos.

“A Volkswagen está em uma encruzilhada histórica”, afirmou Hans Dieter Pötsch, presidente do conselho de administração da Porsche SE, em um comunicado.

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“As decisões que a Volkswagen tomar agora determinarão seu futuro. Pelo bem da empresa e de sua competitividade sustentável, todos precisam agora assumir mais responsabilidade e se comprometer.”

Pötsch alertou que, quanto mais as decisões forem adiadas, maiores se tornarão os problemas da empresa. “O foco agora deve estar exclusivamente no que é necessário do ponto de vista empresarial e econômico. Todas as outras considerações devem ser secundárias”, acrescentou.

Johannes Lattwein, membro do conselho de administração responsável por finanças e tecnologia da informação da Porsche SE, afirmou que é “imperativo” que a Volkswagen reduza o excesso de capacidade, diminua significativamente os custos e fortaleça as capacidades de tomada de decisão e execução do grupo.

“Como acionista majoritária das ações ordinárias da Volkswagen AG, a Porsche SE, portanto, apoia o conselho de administração do grupo e suas propostas. A competitividade é o objetivo”, disse Lattwein.

“A competitividade é o objetivo. Todas as opções devem ser consideradas na busca por esse objetivo. Caso contrário, a Volkswagen corre o risco de perder terreno permanentemente para seus concorrentes internacionais”, acrescentou.

Um porta-voz da Volkswagen não estava imediatamente disponível para responder quando contatado pela CNBC.

As famílias Porsche e Piëch controlam a Volkswagen por meio de sua holding, a Porsche SE, que é a maior acionista individual da Volkswagen. A empresa detém 31,9% do capital da Volkswagen e 53,3% dos direitos de voto.

As declarações foram feitas enquanto a Porsche SE divulgou lucro ajustado semestral após impostos de 949 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão), refletindo uma queda de 14,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

As ações da Volkswagen eram negociadas em baixa de 1% na manhã de sexta-feira. O papel acumula queda de quase 28% no ano.

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“Várias opções”

Em entrevista à CNBC com Annette Weisbach no fim do mês passado, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que a indústria automotiva enfrentou diversos desafios nos últimos 12 meses, citando o forte impacto dos custos tarifários e o aumento das exportações de veículos da China para a Europa, entre outros exemplos.

Antlitz também comentou sobre a possibilidade de a empresa terceirizar capacidade de suas fábricas para a indústria de defesa a fim de evitar possíveis fechamentos de unidades.

“Há várias opções. E, veja, não estou buscando cortes de empregos por si só e não estou buscando fechamentos de fábricas por si só”, afirmou Antlitz em 24 de julho.

Ele continuou: “Queremos reduzir nossa estrutura de custos, aumentar a produtividade e elevar a utilização da capacidade de nossas fábricas. E, se houver opções melhores, obviamente vamos analisá-las.”

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SK Hynix investirá US$ 38 bilhões na construção de novas fábricas de chips de memória

7 de Agosto de 2026, 08:24

A SK Hynix anunciou na sexta-feira que investirá 54 trilhões de wons sul-coreanos (US$ 38,1 bilhões) para construir duas novas fábricas de produção de chips de memória, à medida que a demanda pelos componentes, essenciais para a inteligência artificial (IA), continua crescendo.

A gigante tecnológica sul-coreana anunciou um investimento de 35,2 trilhões de wons em uma fábrica de semicondutores, ou fab, em Yongin, chamada “Y2”, com 19,1 trilhões de wons destinados a uma instalação em Cheongju chamada “M17”.

O anúncio ocorre em meio a uma alta nos preços das memórias, impulsionada pela escassez de oferta e pela enorme demanda de empresas que constroem infraestrutura de IA, como data centers, e de companhias de chips, como a Nvidia, que exigem grandes volumes de memória de alta largura de banda (HBM).

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A alta nos preços das memórias levou os maiores produtores do produto — SK Hynix, Samsung e Micron — a registrarem uma forte valorização de suas ações, à medida que investidores apostam que o desequilíbrio entre oferta e demanda continuará por algum tempo.

A SK Hynix enfrenta uma concorrência crescente da Samsung, que recuperou a liderança em participação de mercado no segmento de memória dinâmica de acesso aleatório, ou DRAM, no segundo trimestre, segundo a Counterpoint Research. A DRAM é um tipo de memória cuja demanda está particularmente elevada.

“Isso levou a SK Hynix a injetar novos investimentos de capital para expandir sua presença. No curto prazo, isso não alterará a produção da SK Hynix, mas foi planejado para 2029 e além”, disse Neil Shah, vice-presidente de pesquisa e cofundador da Counterpoint Research, à CNBC.

“Analisando o mercado mais amplo, as expansões de múltiplos fornecedores da Samsung, SK Hynix, Micron e CXMT ampliarão significativamente a oferta global até 2028. No entanto, com a demanda crescendo ainda mais rápido do que a capacidade planejada, é improvável que os preços das memórias diminuam antes do fim de 2028.”

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Os planos da SK Hynix

A unidade Yongin Y2 é a segunda de quatro fábricas que a SK Hynix planeja construir no Cluster de Semicondutores de Yongin. A empresa afirmou que ela servirá como base de produção de DRAM. A SK Hynix iniciará a construção em julho de 2027, com a inauguração de sua primeira sala limpa em junho de 2029 para produzir HBM e outros produtos DRAM de próxima geração.

Uma sala limpa é um ambiente controlado, essencial para a fabricação de chips.

A SK Hynix afirmou que a instalação de Cheongju produzirá memória NAND, um produto cuja “demanda está aumentando rapidamente”, segundo a empresa. A fábrica Cheongju M17 iniciará as obras em fevereiro de 2027, com a abertura da primeira sala limpa em dezembro de 2028.

“Na era da IA, apenas a competitividade tecnológica não é suficiente, e a capacidade de fornecer o volume necessário exatamente no momento em que os clientes precisam é a vantagem competitiva definitiva”, afirmou a SK Hynix em um comunicado à imprensa. “Chegamos a essa decisão de investimento após uma análise aprofundada da demanda do mercado.”

Os investimentos representam a próxima etapa do “plano mestre” da empresa, anunciado no ano passado, que prevê que a SK Hynix invista 600 trilhões de wons no Cluster de Semicondutores de Yongin e 100 trilhões de wons para expandir sua base de produção em Cheongju.

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Investigações sobre Lulinha acirram tensão entre Mendonça e direção da PF; entenda

7 de Agosto de 2026, 07:50

A relação entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atravessa um período de tensão por causa da condução de investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Divergências sobre o acesso a informações, o andamento das apurações e os limites da atuação da PF ampliaram o desgaste entre o gabinete do ministro e a cúpula da corporação.

O conflito ganhou um novo capítulo na quinta-feira (6), quando os vinte e sete superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma carta conjunta em apoio a Andrei. Os dirigentes reafirmaram o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito e defenderam que as investigações sejam conduzidas com base nas provas e nos mecanismos previstos em lei.

Leia também: PF divulga nota em defesa da direção-geral após tensão envolvendo investigações e STF

Segundo o portal G1, a manifestação ocorreu após uma sequência de episódios de desconfiança entre integrantes da PF e pessoas próximas a Mendonça. Interlocutores do ministro suspeitam de eventual repasse de informações de investigações ao Palácio do Planalto, enquanto policiais demonstram preocupação com decisões judiciais que, na avaliação de integrantes da corporação, ampliariam o controle do Supremo sobre as apurações.

Restrição à comunicação

A tensão veio a público depois que Mendonça assumiu, em fevereiro, a relatoria dos inquéritos relacionados ao Banco Master, no lugar do ministro Dias Toffoli. Em uma de suas primeiras decisões, Mendonça determinou que os policiais responsáveis pelo caso não compartilhassem diretamente informações com superiores, incluindo Andrei. A medida foi interpretada pela cúpula da PF como uma restrição à comunicação interna da corporação.

O desgaste também alcançou as investigações sobre as fraudes no INSS. A PF questionou determinações de Mendonça relacionadas ao compartilhamento de materiais obtidos durante as diligências.

Na avaliação de investigadores, o acompanhamento judicial costuma ocorrer por meio de relatórios policiais, manifestações do Ministério Público e informações apresentadas pelas defesas. Andrei chegou a acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra medidas que, segundo a corporação, ampliariam o controle judicial sobre a apuração.

Lulinha amplia o conflito

A situação se agravou após o surgimento de suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de julho, a PF pediu ao STF a abertura de três investigações para apurar possíveis casos de tráfico de influência envolvendo o empresário em áreas como o Ministério da Saúde e a Dataprev.

A PF também solicitou que os procedimentos fossem distribuídos por sorteio entre os ministros do Supremo, em vez de ficarem automaticamente sob a relatoria de Mendonça. A PGR concordou com o pedido. Dois dos inquéritos acabaram com Mendonça e um foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, em um movimento que foi interpretado no entorno de Mendonça como uma tentativa de reduzir sua atuação sobre os casos.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, Mendonça já teria avisado que Andrei poderá responder por obstrução de Justiça caso as investigações envolvendo Lulinha não sejam encaminhadas ao seu gabinete, sem passar por outras instâncias da PF.

Diante da situação, Rodrigues acionou a AGU, mas, segundo o jornal, o chefe do órgão, Jorge Messias, não pretende entrar em confronto com Mendonça. Os dois são próximos, e Mendonça chegou a apoiar a indicação de Messias para uma vaga no STF, posteriormente rejeitada pelo plenário do Senado.

Outros pontos de atrito

A relação entre as partes também foi afetada pela mudança, em maio, da unidade responsável pelas investigações da Operação Sem Desconto. O caso passou da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev) para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A PF afirmou que a alteração buscava dar mais eficiência ao trabalho e que a equipe de investigadores foi mantida.

No caso Banco Master, delegados também demonstraram insatisfação com a demora para a autorização de uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), investigado por suspeitas relacionadas a um fundo de pensão que adquiriu ativos do banco.

A busca e apreensão foi autorizada em maio, cerca de dois meses após o pedido da PF. Mais recentemente, Mendonça autorizou uma operação no escritório do advogado Willer Tomaz, no âmbito das apurações envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ambos negam irregularidades.

Superintendentes declaram poio a Andrei

A carta divulgada pelos vinte e sete superintendentes não cita Mendonça nem faz referência direta às decisões do ministro. O documento, porém, foi publicado após meses de divergências entre a PF e o gabinete do magistrado e representa uma manifestação pública de apoio ao diretor-geral da corporação.

O episódio adiciona um novo componente à disputa sobre a condução das investigações no STF. Enquanto o gabinete de Mendonça demonstra preocupação com a atuação da PF nos casos que envolvem Lulinha, a direção da corporação sustenta a necessidade de preservar a autonomia dos investigadores dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Veja a íntegra da carta de apoio dos superintendentes

“NOTA PÚBLICA DOS SUPERINTENDENTES REGIONAIS DA POLÍCIA FEDERAL

Ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito.

A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei.

Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais.

Tais garantias existem em benefício da sociedade e da correta aplicação da lei.

O debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia, mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas.

Nesse contexto, os 27 Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público reafirmar sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional.”

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Empresas de IA deixam de focar em modelos maiores e passam para sistemas mais baratos e inteligentes

11 de Julho de 2026, 09:26

Nos últimos dois anos, tem sido fácil pontuar a corrida da inteligência artificial (IA): modelos maiores, melhores referências de desempenho (benchmarks) e qualquer empresa que pudesse reivindicar a liderança, pelo menos até o próximo lançamento.

Esse painel de pontuação começa a parecer insuficiente.

À medida que as empresas passam dos testes de IA para o uso em produtos e fluxos de trabalho reais, não se trata mais de acionar o melhor modelo, mas sim de acessar aquele que melhor se adapta a um trabalho específico, pelo custo certo, com os dados necessários e no ambiente escolhido.

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Essa mudança está abrindo as portas para um novo tipo de competição em IA, focado menos no tamanho do modelo e mais no roteamento, custo, controle e computação.

“O modelo por si só não é mais o produto”, disse o CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, à CNBC. “É o arranjo, o sistema de orquestração que coloca o modelo dentro de uma estrutura muito capaz e o combina com uma série de ferramentas”, completou.

Isso significa que os produtos de IA estão se tornando sistemas que podem decidir qual modelo usar, quando usá-lo e quais ferramentas externas ou fontes de dados da empresa são necessárias. Uma tarefa de atendimento ao cliente pode não precisar do modelo mais caro. Um problema complexo de programação pode precisar. Um fluxo de trabalho interno rotineiro poderia rodar em um modelo aberto mais barato. Uma etapa mais difícil poderia ser escalada para um mais potente.

“A resposta é sempre usar o que for melhor para a tarefa”, disse Srinivas.

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O surgimento de modelos alternativos ocorre no momento em que as corporações americanas reduzem os gastos com IA, e apresenta outro desafio para a OpenAI e a Anthropic, que prosperaram nos últimos anos vendendo a tecnologia mais inovadora do mercado.

A Perplexity apresentou nesta semana uma prévia de um novo sistema para o seu produto de uso de computador (computer-use) construído em torno do GLM 5.2, um modelo aberto da empresa chinesa Z.ai. O sistema foi projetado para permitir que um modelo mais barato lide com a maior parte do trabalho, acionando um modelo mais forte apenas quando necessário.

Essa abordagem reflete uma mudança mais ampla no mercado. Modelos de pesos abertos (open-weight), que podem ser baixados, ajustados e executados pelas próprias empresas, estão se tornando mais capazes. Eles também são mais baratos de operar do que os modelos proprietários premium dos maiores laboratórios de IA.

Peter Fenton, sócio-gerente da Benchmark, disse que a mudança pode ser drástica.

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“Uma visão talvez contrária, que está se tornando consenso, é a nossa crença de que mais de 90% dos tokens criados virão de modelos de pesos abertos nos próximos 18 a 24 meses, possivelmente até o final do ano”, disse Fenton à CNBC.

Tokens são as unidades de dados que os modelos de IA processam e geram.

“As margens de inferência geradas pelas empresas de modelos de fronteira, acredito, sofrerão pressão quando for possível executá-los sem a margem de lucro que elas aplicam, e quando houver modelos de pesos abertos bons o suficiente”, disse Fenton.

Fenton afirmou que a migração para modelos abertos não se trata apenas de economizar dinheiro. Em alguns casos, modelos menores ajustados para uma tarefa específica podem ser mais rápidos e ter melhor desempenho do que modelos maiores de uso geral.

“Onde funciona e como funciona

Essa é uma das razões pelas quais a Benchmark investiu na Ollama, uma empresa que facilita para desenvolvedores e empresas o download, a execução e o gerenciamento de modelos abertos.

“Uma coisa é de onde o modelo vem e onde ele foi criado e treinado”, disse o CEO da Ollama, Jeff Morgan. “No entanto, o mais importante para essas empresas com quem conversamos é onde ele roda e como roda”.

Morgan disse que a Ollama foi adotada por mais de 85% das empresas da Fortune 500, incluindo companhias em setores regulamentados, como aviação, seguros e saúde. Ele afirmou que muitas empresas começam com modelos menores rodando perto de seus próprios dados e, depois, expandem para modelos abertos maiores à medida que ganham mais confiança.

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A ascensão dos modelos abertos também cria um desafio estratégico para os EUA. Muitos dos modelos de pesos abertos mais competitivos estão vindo de laboratórios chineses, incluindo Z.ai e DeepSeek. Isso tornou a IA de código aberto uma questão de negócios, de política pública e de competitividade nacional.

Srinivas disse que os EUA deveriam apoiar os modelos abertos porque eles tornam a IA mais acessível e economicamente viável.

“Se você quer que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos para pequenas empresas na América e em países aliados dos EUA, então você realmente precisa que a IA seja muito mais acessível”, disse Srinivas. “E o código aberto é a única maneira de fazer isso”.

A mudança também pode afetar a enorme construção de centros de dados em andamento em todo o setor de tecnologia.

O atual boom da IA pressupõe que a demanda continuará fluindo para grandes data centers em nuvem repletos de chips de última geração. Srinivas diz que parte do trabalho de IA pode, eventualmente, ser executada localmente, em dispositivos de propriedade de consumidores ou empresas.

Isso não eliminaria a necessidade de data centers, mas poderia criar um sistema de IA mais híbrido, com tarefas rotineiras executadas localmente e o trabalho mais difícil enviado para um modelo mais potente na nuvem.

Para os investidores, a questão é se os maiores laboratórios de IA conseguirão manter seu poder de fixação de preços à medida que os modelos abertos melhoram e as empresas se tornam mais seletivas sobre o que utilizam.

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Mediadores tentam salvar esforços diplomáticos após ataques entre EUA e Irã

11 de Julho de 2026, 08:51

Mediadores estão tentando salvar os esforços diplomáticos que visam colocar um fim à guerra no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do cessar-fogo. Diante do cenário de crise, uma delegação do Catar viajou ao Irã, enquanto o principal diplomata de Teerã se deslocou até Omã.

A troca de ataques ocorrida nesta semana abalou um acordo que já era frágil, desenhado para abrir caminho para o fim definitivo do conflito.

A guerra teve início no fim de fevereiro, marcada por bombardeios massivos dos EUA e de Israel contra o território iraniano.

Leia também: Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

Embora Teerã e Washington não mantenham conversas diretas desde o mês passado, a mídia iraniana informou que a delegação do Catar, país que atua como mediador, esteve no Irã na sexta-feira. A visita ocorreu após Trump afirmar que as negociações continuariam, apesar de o presidente americano tê-las classificado anteriormente como “uma perda de tempo”.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Nós concordamos em fazer isso, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. Em uma postagem posterior, o presidente elevou o tom da retórica, ameaçando “dizimar completamente” o Irã caso o país tente assassiná-lo.

Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Omã, país que mediou as negociações entre EUA e Irã antes do início do conflito. A pauta das conversas se concentra na situação crítica do Estreito de Ormuz.

O impasse do Estreito de Ormuz e as sanções

O Estreito de Ormuz tem sido um dos principais pontos de discórdia nas negociações com Washington. Araghchi insistiu que o Irã cumpriu sua parte no acordo, afirmando que Teerã “até agora manteve sua palavra, ao contrário do chamado Secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o Parágrafo 9 do MdU [Memorando de Entendimento]”.

O trecho citado faz parte do memorando de entendimento entre EUA e Irã, que estabelece que Washington “não imporá novas sanções e não desdobrará forças adicionais na região” enquanto um acordo final estiver pendente.

No entanto, nesta semana, o Departamento do Tesouro dos EUA revogou uma isenção temporária de sanções ao petróleo iraniano, cancelando uma licença anunciada em junho que permitia a Teerã produzir, vender e entregar petróleo bruto e produtos derivados até o dia 21 de agosto.

“Essa violação segue outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, declarou Araghchi.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

Desde a assinatura do memorando, as delegações dos EUA e do Irã realizaram apenas uma rodada de conversações diretas na Suíça, além de negociações indiretas no Catar, sem sinais de progresso diplomático desde então.

O principal obstáculo para o acordo final é o futuro do Estreito de Ormuz, que o Irã fechou para navios comerciais durante a guerra, em retaliação aos ataques de EUA e Israel.

A rota marítima é um canal vital para as exportações de petróleo e gás dos países ricos em energia do Golfo, e o seu fechamento gerou forte impacto na economia global.

O Irã exige o controle sobre a passagem dos navios e anunciou planos para cobrar taxas, afirmando que não haverá retorno à livre navegação do período pré-guerra. Por outro lado, Washington defende que Ormuz é uma rota internacional e que qualquer cobrança de taxas é inaceitável.

Escalada militar e o prazo limite

De acordo com reportagens dos veículos de imprensa Axios e Politico, Washington estabeleceu este sábado como prazo limite para o Irã interromper os disparos contra navios comerciais que transitam por Ormuz e reconhecer que a via marítima está aberta.

A troca de ataques desta semana começou após o Irã ser acusado de visar três embarcações que, segundo Teerã, teriam desviado da rota aprovada.

As ações motivaram Washington a lançar uma pesada onda de bombardeios no Irã, atingindo cerca de 90 alvos em todo o país, segundo as forças militares americanas.

Os ataques dos EUA mataram 17 pessoas e feriram outras 115, informou o Ministério da Saúde de Teerã neste sábado. Os bombardeios também deflagraram uma onda de represálias por parte do Irã contra nações aliadas dos EUA no Golfo que abrigam bases militares americanas.

Esforços por uma “paz duramente conquistada”

Mesmo sendo uma das nações do Golfo visadas durante a guerra, o Catar tem liderado os esforços para recolocar a diplomacia nos trilhos. A agência de notícias iraniana Tasnim informou na sexta-feira que a delegação catariana viajou a Teerã para “tentar reforçar o papel do Catar como mediador após os eventos de terça-feira”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país também tem atuado na mediação, conversou por telefone com o emir do Catar na sexta-feira para discutir a recente escalada, segundo informou o seu gabinete.

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O líder paquistanês afirmou que também conversou com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, instando-o a proteger a “paz duramente conquistada” na região.

Contudo, o chefe dos negociadores do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, adotou um tom desafiador.

“Acabar com a guerra é uma prioridade para os países do mundo, mas todos devem saber que este confronto nunca terminará com a rendição do Irã”, declarou Ghalibaf, segundo citações reproduzidas pela agência de notícias iraniana ISNA. Ele completou, afirmando que os iranianos estão “totalmente preparados para se defender”.

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Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

11 de Julho de 2026, 07:50

O presidente Donald Trump ameaçou “dizimar e destruir” o Irã caso Teerã cumpra as ameaças de assassiná-lo, no momento em que o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou um suposto financiador iraniano.

O Irã afirmou no sábado que a nova medida financeira violou o acordo preliminar que os dois países beligerantes firmaram no mês passado, enquanto o seu ministro das Relações Exteriores teria chegado a Omã para negociações.

“1.000 mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, pronunciada em muitos cantos do globo, de assassinar ou tentar assassinar o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!”, escreveu Trump na Truth Social no final da sexta-feira..

Leia também: EUA impõem novas sanções ao Irã e miram rede financeira do regime

“As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e capazes, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã. LOUVADO SEJA ALÁ!”, acrescentou.

O The Wall Street Journal e outros veículos da imprensa americana informaram no início desta semana que Israel havia compartilhado informações de inteligência sobre um suposto plano iraniano para assassinar Trump.

De acordo com agências internacionais, algumas pessoas presentes no funeral de quinta-feira do falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo dos EUA no início da guerra, carregavam cartazes com os dizeres: “Nós mataremos Trump”.

Leia também: Trump confirma pedido do Irã para retomar diálogo, mas reforça fim do cessar-fogo

A mais recente investida verbal do presidente dos EUA ocorreu após um dia de relativa calma que se seguiu a uma semana de combates e temores de que um cessar-fogo frágil pudesse estar prestes a ruir.

Trump disse no início da sexta-feira que os Estados Unidos e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz, embora o cessar-fogo estabelecido pelo acordo preliminar do mês passado tenha sido cancelado.

Em uma publicação na Truth Social, Trump alegou que a República Islâmica “nos pediu para continuar as ‘conversas’” e que “nós concordamos em fazer isso”.

“Mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu Trump.

Os canais de mídia estatal do Irã não confirmaram nem negaram imediatamente que o país tenha pedido para dar continuidade às negociações.

“Conversas técnicas”

A publicação de Trump na manhã de sexta-feira confirmou uma reportagem da MS NOW, citando uma autoridade dos EUA, de que as potências beligerantes se envolverão em “conversas técnicas” e continuarão comprometidas em encontrar soluções, apesar do retorno às hostilidades.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

As Forças Armadas dos EUA realizaram novas rodadas de ataques ofensivos contra o Irã em retaliação aos ataques sofridos por três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Posteriormente, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou uma isenção que permitia ao Irã vender seu petróleo.

O Tesouro aumentou a pressão sobre o Irã na sequência com sanções contra um suposto financiador acusado de ajudar o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder Ali Khamenei.

“Após a retomada dos ataques do Irã contra a navegação internacional no Estreito de Ormuz, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas contra o facilitador financeiro iraniano Ali Ansari (Ansari), que supervisiona uma extensa rede global de ativos que beneficiam o líder do Irã — Mojtaba Khamenei — e outras elites do regime”, informou o departamento em um comunicado.

“O autoproclamado Líder Supremo está se escondendo em isolamento enquanto seu regime desmorona”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, citado no comunicado. “O Tesouro continuará usando todas as ferramentas à sua disposição para isolá-lo, assim como outras elites do regime, do sistema financeiro global. Preservaremos esses ativos para o povo iraniano.”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a medida foi uma violação do memorando de entendimento de junho entre os EUA e o Irã.

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“O Irã manteve sua palavra até agora, ao contrário do autoproclamado secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o parágrafo 9 do MdU”, disse Araghchi em uma publicação no X.

“Essa violação segue-se a outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, acrescentou.

A agência de notícias semioficial do Irã, Tasnim, informou que Araghchi chegou a Omã no início do sábado para negociações. Omã tem sido um mediador fundamental nos esforços para encerrar a guerra.

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