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Cidade Matarazzo inaugura hub de beleza Mata Lab com foco em experiência sensorial

30 de Abril de 2026, 17:00

O complexo Cidade Matarazzo, em São Paulo, inaugurou nesta semana o espaço de beleza do Mata Lab, um hub inovador que une curadoria de moda, arte e bem-estar.

Luiza Souza, colunista de beleza do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, destacou o foco diferenciado do projeto, que prioriza a experiência sensorial e o cuidado holístico em vez do varejo tradicional: “O espaço de beleza reúne mais de 80 marcas, com foco em experimentar e sentir o corpo como um universo vivo. Há menos foco em maquiagem e muito mais em skincare e wellness, convidando o visitante a realmente viver aquilo e colocar os produtos no corpo e no cabelo”.

A curadoria do Mata Lab também busca dar visibilidade ao empreendedorismo feminino e à produção nacional de nicho. “De 60% a 70% das marcas são fundadas ou cofundadas por mulheres, sendo a maioria marcas brasileiras independentes que estão em seu primeiro espaço físico. É um palco importante que utiliza ingredientes da nossa biodiversidade e apoia comunidades ribeirinhas”.

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“Não tem aquela pressão de venda ou alguém te entregando uma cestinha. Existem pias de mármore que convidam para a experimentação de forma muito suave. É um lugar para abrir a cabeça e conhecer o mercado nacional que está superaquecido”, descreveu a especialista.

Além das marcas independentes, o hub contará com a presença de grifes globais de luxo em formatos específicos. “Algumas marcas mais conhecidas vão abrir corners ali, como Saint Laurent, Guerlain, Acqua di Parma e Parfums de Marly. O projeto se assemelha muito às grandes lojas de departamento internacionais, mas sempre mantendo uma brasilidade muito forte em todo o conceito”.

Por fim, a colunista ressaltou que o complexo Cidade Matarazzo tem se consolidado como um destino turístico e cultural completo na capital paulista. “Você vê muita gente de fora de São Paulo e estrangeiros passeando por lá, pois o espaço oferece restaurantes, exposições na Casa Bradesco e agora esse andar inteiro dedicado à beleza. É um reflexo da criatividade brasileira ocupando um espaço histórico de forma inovadora”.

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Mercosul e UE firmam acordo que zera tarifas para € 11 bilhões em exportações brasileiras

30 de Abril de 2026, 16:57

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de maio, prometendo zerar tarifas e beneficiar cerca de € 11 bilhões (R$ 54,89 bilhões) em produtos brasileiros.

Verônica Winter, coordenadora de facilitação de negócios da FIEMG, explicou que o impacto será significativo para a pauta exportadora nacional, embora a retirada das taxas ocorra de forma gradual para alguns setores. “Esses 11 bilhões de euros representam 25% da nossa pauta exportadora para a União Europeia. Alguns produtos industriais e alimentos industrializados terão redução ou isenção imediata, enquanto outros, como o café solúvel e rochas ornamentais, terão um período de desgravação de até quatro anos”, disse em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Para as indústrias de Minas Gerais, ela destacou o potencial de integração das cadeias produtivas, especialmente no polo automotivo de Betim, no interior do estado. “Já temos uma cadeia do setor automotivo integrada com a União Europeia e esse acordo vai acelerar o comércio intrafirma. Algumas peças automotivas já possuem desgravação prevista para o primeiro dia, o que beneficia diretamente a produção mineira”.

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“O café em grão já era isento, mas o solúvel pagava 9% de tarifa, que será reduzida proporcionalmente até chegar a zero em 2030. Além disso, setores como mel e carnes terão uma ampliação das cotas de volume que podem ser enviadas para o mercado europeu”, explicou a coordenadora.

A especialista ressaltou, entretanto, que as empresas precisam estar atentas às burocracias e aos padrões de sustentabilidade exigidos pelo bloco europeu para usufruírem dos benefícios. Ela alertou que, para ter acesso à isenção, é necessário possuir o certificado de origem e observar as regras de classificação dos produtos, além de cumprir as legislações de sustentabilidade rigorosas seguidas pela União Europeia para garantir essa integração.

Por fim, Verônica celebrou a concretização do tratado que levou quase três décadas para ser implementado, criando o maior bloco comercial do mundo. “Vemos com grandes expectativas positivas esse acordo. É um momento de adaptação para os setores sensíveis, mas o resultado final será a melhoria da competitividade e o fortalecimento de um ecossistema comercial que já existe há anos”, concluiu.

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Unimed vira o jogo após crise e aposta em governança para sustentar recuperação

27 de Abril de 2026, 22:30

Após um dos piores momentos da saúde suplementar, a Unimed CNU encerrou 2025 com uma virada expressiva nos resultados e no posicionamento no setor. A operadora saiu da última colocação em 2024 para o 11º lugar entre as empresas médico-hospitalares no ano seguinte.

Segundo o presidente Luiz Otávio de Andrade, a mudança não foi pontual. “Foi uma virada estrutural, partindo de decisões estratégicas, mudança profunda na governança e muita responsabilidade financeira”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. Ele explicou que a companhia passou a adotar decisões mais colegiadas, com base em dados e maior transparência junto às mais de 320 cooperativas associadas.

Os reajustes de mensalidade fizeram parte do processo, mas não foram o principal motor da recuperação. Andrade afirmou que houve correção de preços diante de uma defasagem, mas destacou que os aumentos ficaram próximos da média do mercado. Em discurso indireto, o executivo ressaltou que o avanço veio principalmente de medidas internas, como renegociação com fornecedores, controle mais rígido de custos e redução de despesas administrativas.

O cenário pós-pandemia ainda pesa sobre o setor. “O pior já passou, felizmente”, disse o presidente, ao avaliar que as mudanças implementadas permitiram retomar o equilíbrio. Ele explicou que o aumento dos custos está ligado a fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a maior incidência de doenças crônicas e a incorporação de novas tecnologias, que elevam o custo da assistência.

Sobre a regulação, Andrade defendeu a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Em sua avaliação, um mercado sem supervisão levaria a distorções, embora reconheça que há espaço para aprimoramentos.

Com presença em cerca de 92% do território nacional, a Unimed CNU combina capilaridade com desafios de padronização. O executivo afirmou que a diversidade regional exige adaptação dos serviços, mas também representa um diferencial competitivo.

Ao olhar para o futuro, Andrade destacou que a sustentabilidade da saúde suplementar exige mudanças mais amplas. “A resposta não é simples, mas começa por um profundo combate ao desperdício”, afirmou, citando estimativas de que até 40% dos gastos em saúde poderiam ser evitados com mais eficiência.

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Conflito no Oriente Médio sustenta petróleo em alta e afeta política monetária global

27 de Abril de 2026, 22:19

A permanência do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo acima de US$ 100 complicam a trajetória de queda dos juros no mundo, afirmou Armando Castelar, economista e pesquisador da FGV IBRE.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Castelar disse que o choque energético altera projeções de inflação e deve levar bancos centrais a manter uma postura mais cautelosa.

“A tendência em todo lugar é não mexer nos juros ou reduzir muito menos do que se pensava. O petróleo subindo hoje de novo, com bancos falando em US$ 120, mostra que não há uma volta ao patamar anterior. Esse cenário complica a vida do nosso Banco Central, pois a inflação resiste a cair e o Focus já prevê a Selic em 13% no final do ano”, afirmou.

Segundo o economista, a percepção inicial de uma guerra curta foi substituída por um cenário de incerteza mais prolongada, com impacto direto sobre o mercado futuro de energia e insumos.

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“Havia uma visão de que se repetiria o que ocorreu na Venezuela, algo muito rápido, mas o fato de estarmos há dois meses no conflito mostra que não. A tendência é que o Irã mantenha o controle e restrinja não só petróleo, mas fertilizantes e gás natural, tornando o choque sobre a inflação bem mais duradouro”, disse.

Para o Brasil, Castelar avalia que o efeito da alta do petróleo é ambíguo. Como exportador líquido da commodity, o país pode ter ganhos nas contas externas, mas a pressão sobre combustíveis, fertilizantes e outros produtos reduz o espaço para queda da Selic.

“O Brasil é um exportador líquido de petróleo, então as contas públicas e a balança ganham com a alta. Por outro lado, isso bate nos preços de fertilizantes e outros produtos relevantes, o que reduz o espaço para o Banco Central cortar juros e afeta famílias e empresas já endividadas”, afirmou.

Em relação ao cenário macroeconômico, o pesquisador prevê crescimento moderado do PIB em 2026 e câmbio relativamente estável, apesar da volatilidade externa.

“A previsão do PIB é de um crescimento na faixa de 1,7% a 1,8%, muito concentrado no primeiro trimestre. O dólar deve gravitar em torno de R$ 5,00, o que é razoável, mas a taxa Selic deve permanecer elevada para conter a projeção de inflação, que já subiu de 4% para 4,86% este ano”, disse.

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Castelar afirmou ainda que o desfecho do conflito pode ser influenciado por pressões políticas nos Estados Unidos, mas avaliou que os efeitos econômicos devem persistir mesmo em caso de redução das hostilidades.

“O presidente americano possivelmente vai declarar vitória em breve por conta das eleições de novembro, mas o mercado já acusa que o efeito será persistente. Teremos um ano de juros parados nos EUA e possivelmente altas na União Europeia para lidar com esse novo paradigma energético”, afirmou.

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EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

25 de Abril de 2026, 11:00

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

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O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

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“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

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EXCLUSIVO CNBC: Farmacêutica Regeneron vai oferecer terapia genética gratuita para perda auditiva rara

25 de Abril de 2026, 09:00

A farmacêutica Regeneron vai distribuir gratuitamente nos Estados Unidos o Otarmeni, primeira terapia genética aprovada para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária em crianças. A notícia foi dada pelo CEO da companhia, Leonard Schleifer, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, o tratamento atua em uma falha genética que impede a produção de uma proteína específica nas células ciliadas do ouvido, responsáveis pela transmissão do som. A condição provoca surdez profunda em crianças.

“Algumas crianças nascem com surdez profunda”, afirmou. “Você pode colocar um motor a jato e elas não ouvem nada.”

De acordo com o CEO, cientistas da Regeneron conseguiram substituir o gene defeituoso e restaurar a audição. Ele classificou o avanço como um marco para a medicina genética.

“Esta é a primeira vez que um gene substituiu algo e restaurou um de nossos sentidos”, disse. “A audição é muito importante.”

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Schleifer afirmou que a decisão de oferecer o medicamento de graça partiu dos cientistas da companhia. Segundo ele, a Regeneron também tem aprendido com os pacientes tratados.

“Por que estamos dando este produto de graça? Porque nossos cientistas disseram que é a coisa certa a fazer”, afirmou. “Estamos aprendendo tanto com esses jovens. Vamos dar este de graça.”

Segundo o CEO, cerca de 50 crianças nascem por ano nos Estados Unidos com essa condição. Ele disse, porém, que o universo potencial de pacientes pode ser maior, já que há pessoas vivas que nasceram com a mesma alteração genética.

O executivo ponderou que crianças que já receberam implante coclear podem não se beneficiar da terapia, porque a cirurgia pode afetar estruturas do ouvido interno. Ainda assim, afirmou que a empresa segue investigando possibilidades.

“Se elas já tiveram um implante coclear, podemos não ser capazes de ajudá-las”, disse. “Mas estamos investigando.”

Schleifer também elogiou a atuação da Food and Drug Administration (FDA) no processo de aprovação. Segundo ele, a agência manteve padrões elevados, mas demonstrou capacidade de acelerar programas considerados relevantes.

“As pessoas têm feito comentários sobre a FDA, que eles estão baixando os padrões. Eu garanto a vocês que não estão”, afirmou. “Eles estão mantendo os padrões elevados, mas este programa indica que, se for um programa importante, devemos agilizar o processo.”

Para a Regeneron, o tratamento abre caminho para novas pesquisas em perda auditiva. O executivo afirmou que a companhia quer investigar outras formas da condição, inclusive associadas ao envelhecimento.

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“Há muitas outras formas de perda auditiva que queremos investigar”, disse. “Talvez possamos descobrir como melhorar isso.”

Ao comentar o impacto do tratamento, o CEO citou o caso de uma criança que não ouvia nada e passou a escutar a mãe após a terapia.

“Agora ele pode ouvir a mãe dele. E na voz dela ele pode ouvir o amor dela”, afirmou.

Schleifer disse ainda que a Regeneron mantém produtos voltados a grandes mercados, mas defendeu que a indústria farmacêutica também precisa ser reconhecida por avanços científicos em áreas raras.

“Nossos cientistas disseram: vamos dar este de graça, porque os pacientes nos ajudam”, afirmou. “Acho que esse é o tipo de empresa que é a Regeneron.”

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EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual

24 de Abril de 2026, 21:39

A OpenAI não tem pressa para abrir capital e deve priorizar formas de financiamento que preservem opções para a companhia, afirmou Sarah Friar, diretora financeira da empresa, em entrevista exclusiva à CNBC.

A executiva disse que seu foco como CFO é garantir capital para sustentar o crescimento do negócio, levar produtos a consumidores e empresas, ampliar a equipe e financiar a capacidade computacional necessária para desenvolver modelos de inteligência artificial.

“Meu foco como CFO é, antes de tudo, o negócio”, afirmou. “Como posso garantir que tenhamos o investimento necessário para comprar recursos computacionais e assim poder pagar bons pesquisadores para alcançarmos os melhores resultados?”

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Questionada sobre a possibilidade de IPO, Friar afirmou que a companhia não tem urgência. Segundo ela, a OpenAI segue avaliando parceiros e alternativas para financiar a expansão do negócio.

“Não temos pressa”, disse. “Estamos sempre por aí procurando quem são os parceiros que podem trabalhar conosco quando queremos financiar mais do nosso negócio.”

A diretora financeira também destacou o interesse da OpenAI em ampliar o acesso de investidores individuais à empresa. Segundo ela, a companhia vem buscando formas de permitir que o público em geral participe do valor econômico criado pela inteligência artificial.

“Uma coisa em que penso muito em nossa missão é sobre acesso, sobre como democratizamos o acesso à tecnologia”, afirmou. “Mas como também criamos acesso ao valor econômico que está sendo gerado? Isso não é algo que quero que fique nas mãos de poucos.”

Friar disse que a experiência recente com investidores de varejo mostrou demanda acima do esperado. De acordo com a executiva, a OpenAI buscava cerca de US$ 1 bilhão junto ao varejo, mas levantou US$ 3 bilhões. “É ótimo poder alcançar o público em geral”, afirmou.

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A CFO também comentou a disputa judicial entre a OpenAI e Elon Musk. Ela afirmou que os processos movidos pelo empresário contra a empresa são infundados e desviam atenção da operação.

“Em primeiro lugar, o Sr. Musk moveu vários processos judiciais sem fundamento contra nós”, disse. “É uma distração e nós somos focados.”

Segundo Friar, a prioridade da OpenAI é manter a empresa concentrada no desenvolvimento de modelos e produtos. “Para a empresa, o foco é essencial. Como lançamos os melhores modelos do mundo? Mantendo-se na vanguarda, conseguimos lançar os melhores produtos do mundo”, concluiu.

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Exportações brasileiras para o Golfo caem 31% com bloqueio no Estreito de Ormuz

24 de Abril de 2026, 21:08

O bloqueio logístico no Estreito de Ormuz é a causa central da queda de 31% nas exportações brasileiras para o Golfo em março, afetando diretamente o fluxo de proteínas animais e grãos, disse Mohamed Murad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele explicou que a interrupção atinge gargalos estratégicos da pauta exportadora, especialmente no setor de aves e carnes: “Aproximadamente 20% de todas as nossas exportações de frango para a região passam pelo Estreito de Ormuz, além de 13% das carnes bovinas. O fechamento impactou diretamente as vendas e essa retração tende a continuar caso não consigamos um cessar-fogo permanente ou a reabertura da via”.

O uso de rotas alternativas tem sido a saída para manter o abastecimento, embora gere um aumento considerável nos custos de transação: “Rotas alternativas significam que não são as mais eficientes; os produtos chegam ao destino com um custo mais caro de transporte e seguro. Países como Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados são os mais afetados, exigindo desvios via Mar Vermelho com transporte rodoviário ou contornando o Cabo da Boa Esperança”.

No sentido oposto, o Brasil também enfrenta desafios para importar insumos fundamentais para o agronegócio nacional: “Cerca de 20% das nossas importações de fertilizantes e também o petróleo passam pelo estreito, o que impactou o nosso abastecimento. No entanto, essa queda foi contrabalanceada por um aumento nas importações vindas de países árabes do Norte da África, como Argélia, Marrocos e Egito”.

Apesar da crise mensal, o primeiro trimestre ainda acumula alta de 8,14%, refletindo a dependência mista entre as regiões pela segurança alimentar: “Os países do Golfo dependem do agro brasileiro para garantir sua segurança alimentar; não é uma compra que pode ser adiada, pois falamos de alimentos. O Brasil goza da confiança dos importadores árabes e, quanto antes o conflito terminar, mais rápido as exportações voltarão a patamares recordes”.

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Sergio All: inovação exige criatividade para escapar do “mais do mesmo”

24 de Abril de 2026, 20:55

Inovar não significa apenas adotar novas tecnologias. Para Sergio All, Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a inovação está na capacidade de olhar para problemas conhecidos de forma diferente e criar diferenciais em mercados cada vez mais disputados.

Sergio afirma que o empreendedor precisa combinar criatividade, conhecimento de mercado e atenção ao comportamento do consumidor para transformar uma ideia em negócio viável.

“Hoje é muito mais fácil transformar um sonho em realidade com o advento do MEI e o acesso a especialistas”, diz. “O empreendedor precisa ser um sonhador, mas deve estudar o mercado, conhecer o preço praticado pelo concorrente e entender qual é o diferencial do seu produto para ganhar a atenção do consumidor.”

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Segundo o Notável, negócios que conseguem sair do “mais do mesmo” tendem a crescer mais rápido e a capturar mais valor. Ele afirma que pequenas e médias empresas inovadoras crescem três vezes mais e que 62% dos clientes aceitam pagar 20% a mais por soluções criativas.

“Existem três pilares fundamentais: inovação de produto, eficiência nos processos e, principalmente, o foco na experiência do cliente, que é o seu maior ativo”, afirma.

Para Sergio, a experiência do consumidor deve estar no centro da estratégia. A inovação, diz, pode aparecer tanto em um novo produto quanto em mudanças simples na forma de atender, entregar ou cobrar por um serviço.

O Notável defende que empresários adotem perguntas capazes de desafiar o modelo tradicional do negócio, como testar novos horários de atendimento, revisar formas de cobrança ou identificar obstáculos que reduzem a eficiência.

“Técnicas como perguntar ‘e se atendêssemos na madrugada?’ ou ‘e se cobrássemos por resultado?’ fazem sentido no mundo ágil de hoje”, diz.

Ele também destaca a importância de identificar o principal entrave do negócio, seja burocracia, concorrência ou falhas internas, e de envolver o cliente no processo de melhoria.

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“É preciso identificar o inimigo número um do negócio, seja a burocracia ou a concorrência, e praticar o ‘hack do cliente’, ouvindo o que ele mudaria no serviço para gerar um sentimento de pertencimento”, afirma.

Na avaliação do Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a inovação exige disciplina contínua. O empresário, segundo ele, precisa revisar todos os dias sua entrega, seus processos e a qualidade do serviço oferecido.

“Precisamos nos questionar todo dia sobre como melhorar a entrega e a qualidade”, diz. “Inovação é usar a criatividade para realizar sonhos e se manter à frente da concorrência, entregando experiências que realmente agreguem valor à vida do consumidor.”

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