Visualização normal

Received before yesterdayTimesBrasil

Mediadores tentam salvar esforços diplomáticos após ataques entre EUA e Irã

11 de Julho de 2026, 08:51

Mediadores estão tentando salvar os esforços diplomáticos que visam colocar um fim à guerra no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do cessar-fogo. Diante do cenário de crise, uma delegação do Catar viajou ao Irã, enquanto o principal diplomata de Teerã se deslocou até Omã.

A troca de ataques ocorrida nesta semana abalou um acordo que já era frágil, desenhado para abrir caminho para o fim definitivo do conflito.

A guerra teve início no fim de fevereiro, marcada por bombardeios massivos dos EUA e de Israel contra o território iraniano.

Leia também: Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

Embora Teerã e Washington não mantenham conversas diretas desde o mês passado, a mídia iraniana informou que a delegação do Catar, país que atua como mediador, esteve no Irã na sexta-feira. A visita ocorreu após Trump afirmar que as negociações continuariam, apesar de o presidente americano tê-las classificado anteriormente como “uma perda de tempo”.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Nós concordamos em fazer isso, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. Em uma postagem posterior, o presidente elevou o tom da retórica, ameaçando “dizimar completamente” o Irã caso o país tente assassiná-lo.

Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Omã, país que mediou as negociações entre EUA e Irã antes do início do conflito. A pauta das conversas se concentra na situação crítica do Estreito de Ormuz.

O impasse do Estreito de Ormuz e as sanções

O Estreito de Ormuz tem sido um dos principais pontos de discórdia nas negociações com Washington. Araghchi insistiu que o Irã cumpriu sua parte no acordo, afirmando que Teerã “até agora manteve sua palavra, ao contrário do chamado Secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o Parágrafo 9 do MdU [Memorando de Entendimento]”.

O trecho citado faz parte do memorando de entendimento entre EUA e Irã, que estabelece que Washington “não imporá novas sanções e não desdobrará forças adicionais na região” enquanto um acordo final estiver pendente.

No entanto, nesta semana, o Departamento do Tesouro dos EUA revogou uma isenção temporária de sanções ao petróleo iraniano, cancelando uma licença anunciada em junho que permitia a Teerã produzir, vender e entregar petróleo bruto e produtos derivados até o dia 21 de agosto.

“Essa violação segue outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, declarou Araghchi.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

Desde a assinatura do memorando, as delegações dos EUA e do Irã realizaram apenas uma rodada de conversações diretas na Suíça, além de negociações indiretas no Catar, sem sinais de progresso diplomático desde então.

O principal obstáculo para o acordo final é o futuro do Estreito de Ormuz, que o Irã fechou para navios comerciais durante a guerra, em retaliação aos ataques de EUA e Israel.

A rota marítima é um canal vital para as exportações de petróleo e gás dos países ricos em energia do Golfo, e o seu fechamento gerou forte impacto na economia global.

O Irã exige o controle sobre a passagem dos navios e anunciou planos para cobrar taxas, afirmando que não haverá retorno à livre navegação do período pré-guerra. Por outro lado, Washington defende que Ormuz é uma rota internacional e que qualquer cobrança de taxas é inaceitável.

Escalada militar e o prazo limite

De acordo com reportagens dos veículos de imprensa Axios e Politico, Washington estabeleceu este sábado como prazo limite para o Irã interromper os disparos contra navios comerciais que transitam por Ormuz e reconhecer que a via marítima está aberta.

A troca de ataques desta semana começou após o Irã ser acusado de visar três embarcações que, segundo Teerã, teriam desviado da rota aprovada.

As ações motivaram Washington a lançar uma pesada onda de bombardeios no Irã, atingindo cerca de 90 alvos em todo o país, segundo as forças militares americanas.

Os ataques dos EUA mataram 17 pessoas e feriram outras 115, informou o Ministério da Saúde de Teerã neste sábado. Os bombardeios também deflagraram uma onda de represálias por parte do Irã contra nações aliadas dos EUA no Golfo que abrigam bases militares americanas.

Esforços por uma “paz duramente conquistada”

Mesmo sendo uma das nações do Golfo visadas durante a guerra, o Catar tem liderado os esforços para recolocar a diplomacia nos trilhos. A agência de notícias iraniana Tasnim informou na sexta-feira que a delegação catariana viajou a Teerã para “tentar reforçar o papel do Catar como mediador após os eventos de terça-feira”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país também tem atuado na mediação, conversou por telefone com o emir do Catar na sexta-feira para discutir a recente escalada, segundo informou o seu gabinete.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

O líder paquistanês afirmou que também conversou com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, instando-o a proteger a “paz duramente conquistada” na região.

Contudo, o chefe dos negociadores do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, adotou um tom desafiador.

“Acabar com a guerra é uma prioridade para os países do mundo, mas todos devem saber que este confronto nunca terminará com a rendição do Irã”, declarou Ghalibaf, segundo citações reproduzidas pela agência de notícias iraniana ISNA. Ele completou, afirmando que os iranianos estão “totalmente preparados para se defender”.

O post Mediadores tentam salvar esforços diplomáticos após ataques entre EUA e Irã apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

11 de Julho de 2026, 07:50

O presidente Donald Trump ameaçou “dizimar e destruir” o Irã caso Teerã cumpra as ameaças de assassiná-lo, no momento em que o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou um suposto financiador iraniano.

O Irã afirmou no sábado que a nova medida financeira violou o acordo preliminar que os dois países beligerantes firmaram no mês passado, enquanto o seu ministro das Relações Exteriores teria chegado a Omã para negociações.

“1.000 mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, pronunciada em muitos cantos do globo, de assassinar ou tentar assassinar o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!”, escreveu Trump na Truth Social no final da sexta-feira..

Leia também: EUA impõem novas sanções ao Irã e miram rede financeira do regime

“As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e capazes, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã. LOUVADO SEJA ALÁ!”, acrescentou.

O The Wall Street Journal e outros veículos da imprensa americana informaram no início desta semana que Israel havia compartilhado informações de inteligência sobre um suposto plano iraniano para assassinar Trump.

De acordo com agências internacionais, algumas pessoas presentes no funeral de quinta-feira do falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo dos EUA no início da guerra, carregavam cartazes com os dizeres: “Nós mataremos Trump”.

Leia também: Trump confirma pedido do Irã para retomar diálogo, mas reforça fim do cessar-fogo

A mais recente investida verbal do presidente dos EUA ocorreu após um dia de relativa calma que se seguiu a uma semana de combates e temores de que um cessar-fogo frágil pudesse estar prestes a ruir.

Trump disse no início da sexta-feira que os Estados Unidos e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz, embora o cessar-fogo estabelecido pelo acordo preliminar do mês passado tenha sido cancelado.

Em uma publicação na Truth Social, Trump alegou que a República Islâmica “nos pediu para continuar as ‘conversas’” e que “nós concordamos em fazer isso”.

“Mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu Trump.

Os canais de mídia estatal do Irã não confirmaram nem negaram imediatamente que o país tenha pedido para dar continuidade às negociações.

“Conversas técnicas”

A publicação de Trump na manhã de sexta-feira confirmou uma reportagem da MS NOW, citando uma autoridade dos EUA, de que as potências beligerantes se envolverão em “conversas técnicas” e continuarão comprometidas em encontrar soluções, apesar do retorno às hostilidades.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

As Forças Armadas dos EUA realizaram novas rodadas de ataques ofensivos contra o Irã em retaliação aos ataques sofridos por três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Posteriormente, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou uma isenção que permitia ao Irã vender seu petróleo.

O Tesouro aumentou a pressão sobre o Irã na sequência com sanções contra um suposto financiador acusado de ajudar o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder Ali Khamenei.

“Após a retomada dos ataques do Irã contra a navegação internacional no Estreito de Ormuz, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas contra o facilitador financeiro iraniano Ali Ansari (Ansari), que supervisiona uma extensa rede global de ativos que beneficiam o líder do Irã — Mojtaba Khamenei — e outras elites do regime”, informou o departamento em um comunicado.

“O autoproclamado Líder Supremo está se escondendo em isolamento enquanto seu regime desmorona”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, citado no comunicado. “O Tesouro continuará usando todas as ferramentas à sua disposição para isolá-lo, assim como outras elites do regime, do sistema financeiro global. Preservaremos esses ativos para o povo iraniano.”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a medida foi uma violação do memorando de entendimento de junho entre os EUA e o Irã.

Leia também: Trump diz que ordenou retaliação ao Irã caso seja assassinado

“O Irã manteve sua palavra até agora, ao contrário do autoproclamado secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o parágrafo 9 do MdU”, disse Araghchi em uma publicação no X.

“Essa violação segue-se a outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, acrescentou.

A agência de notícias semioficial do Irã, Tasnim, informou que Araghchi chegou a Omã no início do sábado para negociações. Omã tem sido um mediador fundamental nos esforços para encerrar a guerra.

O post Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã

17 de Junho de 2026, 08:17

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a conferência do G7, que os EUA vão “voltar a lançar bombas” caso não goste do acordo com o Irã.

Trump disse que o acordo proposto para encerrar o conflito no Oriente Médio, que deve ser formalizado em uma cerimônia de assinatura em Genebra na sexta-feira, “não é final”.

“É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, vamos voltar a atirar contra eles, lançando bombas sobre suas cabeças. Eu não gosto disso se eles não se comportarem. Vamos voltar a lançar bombas exatamente no meio da cabeça deles”, afirmou o presidente durante a cúpula em Évian, na França.

Líderes dos países mais ricos do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — estão reunidos na cidade alpina para a cúpula, que também conta com representantes da União Europeia e da Ucrânia entre os convidados.

Em atualização.

O post Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

13 de Junho de 2026, 21:21

Donald Trump voltou a chamar atenção neste sábado (13) ao entrar em um dos debates mais antigos do esporte nos Estados Unidos. Durante um discurso na Casa Branca, o presidente americano afirmou que a modalidade mais popular do planeta deveria ser conhecida em inglês como “football”, termo utilizado pela maior parte dos países.

“[O esporte disputado na Copa do Mundo] deveria ser chamado de ‘football’. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Temos que inventar outro nome para essa coisa da NFL”, afirmou Trump.

A discussão tem origem histórica. O esporte conhecido mundialmente como futebol recebeu o nome de “association football” na Inglaterra para diferenciá-lo de outras variantes do jogo. A partir daí surgiu a abreviação “soccer”, derivada da palavra “association”. Embora o termo tenha sido criado pelos próprios britânicos, ele caiu em desuso no Reino Unido e permaneceu amplamente adotado nos Estados Unidos, onde a palavra “football” passou a identificar o futebol americano, principal esporte do país e base da NFL.

Ao defender a mudança, Trump sugeriu que o esporte disputado na Copa do Mundo deveria assumir oficialmente o nome de “football” nos Estados Unidos, o que reabriria uma discussão cultural e esportiva que existe há décadas entre torcedores e especialistas.

A declaração ocorre em meio ao crescente entusiasmo dos americanos com o Mundial de 2026. Os Estados Unidos são um dos países-sede da competição, ao lado de Canadá e México, e a seleção norte-americana estreou com vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai.

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história com 48 seleções participantes e será a maior edição já realizada pela FIFA, com partidas distribuídas pelos três países da América do Norte.

O post Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra

31 de Maio de 2026, 20:52

Estados Unidos e Irã seguem sem acordo para encerrar a guerra, que já se arrasta pelo quarto mês, apesar das negociações para transformar o cessar-fogo em uma solução definitiva.

O presidente americano, Donald Trump, disse no sábado (30) que não pretende apressar as conversas. Segundo ele, um acordo rápido poderia ajudar a derrubar os preços da gasolina, mas também aumentaria o risco de um pacto considerado ruim por Washington.

Trump afirmou que exige garantias de que o Irã não terá uma arma nuclear. Ele voltou a ameaçar uma resposta militar caso as negociações fracassem.

“Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque os preços da gasolina vão despencar, mas, se você estiver com pressa, não vai fazer um bom acordo”, disse Trump. “E, lenta mas seguramente, estamos conseguindo, eu acho, o que queremos. E, se não conseguirmos o que queremos, vamos encerrar isso de outro jeito.”

“Vamos fazer um grande acordo, caso contrário, vamos voltar e encerrar isso pela via militar”, afirmou.

Leia também:

Pressão sobre energia e inflação

O conflito provocou turbulência nos mercados globais de energia desde o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã no início da guerra. A passagem responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e segue praticamente bloqueada.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,34 por galão no domingo (31), segundo a AAA. A pressão sobre energia também levou a inflação ao maior nível desde maio de 2023.

Nas negociações, Trump cobra que o Irã aceite duas condições: assumir o compromisso de nunca obter uma arma nuclear e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.

O post Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

❌