Aqui no Brasil, o COPOM cortou a Selic em 25 pontos, como o mercado esperava. Só que o comunicado mudou o tom e subiu a régua para próximos cortes. Quem acompanha sabe ler que o comunicado abriu espaço para uma pausa já em agosto. Atividade econômica também perde força no segundo trimestre, puxada pelo consumo das famílias, que esfriou em abril com queda na originação de crédito.
No campo político, Lula sobe nas pesquisas e Bolsonaro recua desde maio, embora o gap ainda pareça pequeno para cravar resultado em outubro. Julho marca início das restrições eleitorais sobre anúncio de medidas governamentais, e isso deve concentrar o programas de estímulo fiscal nas próximas semanas. Vale ficar de olho nas convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto.
Nos EUA, dois episódios de alto impacto. Primeiro, acordo entre EUA e Irã reabrindo o Estreito de Hormuz. Segundo, a reunião do FOMC sob comando de Kevin Warsh trazendo revisão hawkish na projeção de inflação (3,3% para 2026!) e dot plot completamente dividido, metade pedindo alta de juros ainda este ano. Warsh ainda anunciou cinco task forces para reformular o Fed e recusou apresentar seu próprio dot, gerando névoa sobre rumo da política monetária.
Consumo americano segue resiliente, varejo cresce, ainda na esteira da utilização da poupança. Mercado imobiliário continua travado com juros hipotecários nas alturas. E ponto curioso: preços de memória RAM e NAND dispararam por conta da demanda de data centers de IA, pressionando inflação de hardware nos próximos meses.
Semana que vem trazemos PMIs, dados de inflação preliminar (IPCA-15) e PIB revisado nos EUA. Promete.
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Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa caminha para mais uma semana negativa, mantendo a pressão vendedora observada desde que o índice se aproximou dos 200 mil pontos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o mercado já se aproxima da faixa entre 166.700 e 156.300 pontos, região que pode marcar uma pausa no movimento de baixa. "Dentro dessa faixa de preços, entendo que o mercado deve interromper, pelo menos por algum período, sua movimentação de baixa — devemos ter um repique no Ibovespa", afirmou. Borges chama atenção para o nível dos 174.300 pontos: uma eventual superação das máximas pode sinalizar, com mais força, a retomada do movimento de alta.
Bitcoin
O Bitcoin também segue sob forte pressão vendedora, encerrando a semana com fechamento negativo. O ativo tem fundos alinhados na região dos US$ 60 mil, mas Borges vê maior probabilidade de rompimento desse suporte. "A maior probabilidade que vejo é da perda dos US$ 60 mil, com o ativo buscando o patamar entre US$ 55 mil e US$ 52 mil nas próximas semanas", projetou o analista. Para quem pensa em montar posição, a recomendação é esperar. "Para compras, eu aguardaria e começaria a comprar abaixo dos US$ 58 mil, US$ 56 mil — acho uma excelente região já para começar a montar uma posição de longo prazo", disse.
Weg [WEGE3]
A WEG apresentou um fechamento positivo no gráfico semanal, após buscar liquidez na região entre R$ 45,00 e R$ 41,00. Para Borges, o movimento já indica retomada da tendência de alta. O próprio analista está posicionado no ativo: “Estamos comprados nessa operação no nosso copy de swing trade, o Follow Trade, com alvo nos R$ 52,00”, revelou.
Moura Dubeux [MDNE3]
Outro nome que chama a atenção de Borges é a Moura Dubeux, que teve forte alta em fevereiro antes de formar topos nivelados na região dos R$ 34,30 e agora retorna a uma faixa de liquidez considerada atrativa pelo analista. "Estou comprado no ativo na região dos R$ 28,00, com stop abaixo das mínimas, no patamar dos R$ 25,30, e o alvo mínimo para essa operação é a faixa dos R$ 37,00", detalhou Borges. O potencial de valorização da operação supera os 30%.
Relatórios da semana
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Top 5 temas globais - XP
Os mercados globais foram impulsionados pelo alívio geopolítico no Oriente Médio, mas o otimismo foi contido por sinalizações mais duras (hawkish) do Federal Reserve e pelo aumento do escrutínio regulatório e de custos no setor de tecnologia.
O Banco Safra reiterou sua recomendação de Compra (Outperform) para a RD Saúde, mas revisou o preço-alvo de 12 meses de R$ 30,00 para R$ 27,00 por ação. A redução reflete a incorporação dos resultados do 1T26, despesas financeiras pressionadas por juros mais altos e uma postura mais conservadora para o crescimento de médio prazo, embora o papel negocie com desconto atraente frente à sua média histórica.
O BTG Pactual reiterou a recomendação de Compra para a Cosan com preço-alvo de R$ 8,00, enfatizando que a tese de investimento mudou de um ciclo de expansão/construção para uma fase de colheita, simplificação de estrutura e monetização de ativos. O banco aponta que o mercado ainda pune excessivamente a complexidade do portfólio da holding, gerando um desconto de holding de 29% que cria uma assimetria atraente para o investidor.
A forte correção recente no preço do ouro não anula sua tese estrutural de alta e, na verdade, abre uma janela oportuna de entrada para os investidores. Em relatório de equity research focado no setor de Metais e Mineração publicado em junho de 2026, o BTG Pactual reiterou sua visão otimista para o metal precioso e reforçou a recomendação de Compra para a Aura Minerals [AURA33], cujas ações ficaram excessivamente descontadas após uma realização de 39% desde as máximas recentes.
Menos de um mês após estrear na Bolsa, a Compass (PASS3) já conquistou um raro consenso entre as principais casas de análise do país. Nesta semana, JP Morgan, BTG Pactual e Itaú BBA iniciaram cobertura da companhia com recomendação de compra, sustentados por uma tese que combina duas características pouco comuns em uma mesma empresa: geração previsível de caixa no curto prazo e potencial de crescimento acelerado no longo prazo.
O argumento central das três instituições é que o mercado ainda avalia a Compass como uma distribuidora tradicional de gás natural, deixando em segundo plano o valor de seus negócios ligados ao mercado livre de gás. Enquanto isso, a companhia mantém uma base de ativos regulados capaz de gerar aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano em dividendos entre 2026 e 2030, segundo estimativas do JP Morgan.
Dividendos recebidos de distribuidoras de gás (ajust. próprio) [Fonte: JP Morgan Research]
A leitura dos bancos chega em um momento desafiador para o mercado brasileiro. Juros reais elevados, incertezas fiscais e volatilidade política costumam favorecer empresas defensivas e com previsibilidade de receita. Para os analistas, a Compass reúne essas características sem abrir mão de uma importante avenida de crescimento.
IPO da Compass (PASS3): do preço de estreia ao desconto na Bolsa
A empresa nasceu em 2012, quando a Cosan adquiriu a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país. Desde então, expandiu sua presença por meio da compra de participações em distribuidoras estaduais, como Sulgás e Compagás, além de consolidar uma plataforma nacional de gás. Em março deste ano, a companhia realizou seu IPO em uma oferta totalmente secundária que movimentou cerca de R$ 3 bilhões. A operação foi precificada em R$ 28 por ação, reduzindo a participação da Cosan de aproximadamente 88% para 76%.
Desde a oferta, porém, as ações passaram a negociar abaixo do preço de estreia. No fechamento de 16 de junho, os papéis estavam cotados a R$ 24,99. É justamente essa diferença entre preço e valor que chama a atenção dos analistas.
Vale a pena comprar PASS3? Veja as recomendações do JP Morgan e BTG
No JP Morgan, Arthur Pereira iniciou cobertura com recomendação Overweight e preço-alvo de R$ 34 para dezembro de 2027, o que representa potencial de valorização de cerca de 36%. O banco descreve a tese da Compass como uma combinação entre “carry” e “convexidade”. O primeiro componente vem do negócio regulado de distribuição de gás, responsável por fluxos de caixa previsíveis e dividendos recorrentes. O segundo está ligado à Edge, subsidiária que atua em comercialização, logística e infraestrutura de gás.
Segundo Pereira, os ativos regulados representam cerca de 62% do valor da companhia e funcionam como uma âncora para a avaliação. A Comgás sozinha responde pela maior parte desse valor, beneficiada por um modelo regulatório que garante retornos reais próximos de 8% ao ano sobre os investimentos realizados.
O BTG Pactual compartilha visão semelhante. Em relatório assinado por Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, o banco iniciou cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação, enxergando potencial de valorização superior a 50%.
Os analistas classificam a Compass como uma “Compounder with a Spice”, expressão usada para definir empresas capazes de acumular crescimento consistente ao longo do tempo, mas com um componente adicional de expansão. Na visão do BTG, as concessões de distribuição funcionam como monopólios naturais que oferecem proteção contra inflação, crescimento gradual da base de ativos regulatórios e estabilidade suficiente para atravessar ciclos econômicos e políticos mais turbulentos.
O banco destaca que a Comgás expandiu seu EBITDA em aproximadamente 9% ao ano desde a aquisição pela Cosan, enquanto sua base regulatória cresceu cerca de 8% ao ano no mesmo período. Para os analistas, trata-se de um modelo de crescimento previsível e pouco dependente do ciclo econômico.
Expansão da Compass [Fonte: BTG Pactual Research]
O potencial da Edge e o crescimento no mercado livre de gás
É justamente sobre essa estrutura estável que a Compass constrói sua principal aposta para os próximos anos. A Edge, criada para atuar no mercado livre de gás, concentra boa parte das expectativas de crescimento da companhia.
A subsidiária opera o terminal de regaseificação de Santos, com capacidade de 14 milhões de metros cúbicos por dia, além de contratos de suprimento de gás e soluções logísticas para consumidores industriais, distribuidoras e usinas térmicas. Diferentemente de uma distribuidora tradicional, seu modelo de negócio depende da captura de margens comerciais e da oferta de flexibilidade logística.
O JP Morgan estima crescimento médio anual de 20% no EBITDA da Edge nos próximos cinco anos. Parte dessa expansão deve vir da demanda criada pela abertura do mercado de gás, pela contratação de novas térmicas e pelo avanço do consumo industrial.
A operação também conta com um contrato de fornecimento com a TotalEnergies válido até 2033, que garante acesso a até 12 milhões de metros cúbicos diários de gás natural liquefeito. Além disso, a companhia tem se beneficiado de ganhos de otimização de cargas, que renderam cerca de R$ 600 milhões por ano em 2024 e 2025 e mais R$ 300 milhões apenas no primeiro trimestre de 2026, segundo estimativas do JP Morgan.
O ponto mais relevante da tese, no entanto, está na percepção de que o mercado ainda não incorpora integralmente esse potencial. O banco americano calcula que a cotação atual da Compass embute apenas cerca de 40% de probabilidade de seu cenário-base para a Edge se concretizar.
Essa mesma visão aparece no relatório do Itaú BBA. O banco iniciou cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 35, argumentando que investidores continuam tratando a Compass como uma distribuidora tradicional de baixo crescimento. Na avaliação dos analistas, essa leitura ignora o potencial de expansão criado pelo desenvolvimento do mercado livre de gás no Brasil.
Embora o consenso seja positivo, os bancos também apontam riscos. Entre eles estão eventuais mudanças regulatórias nas concessões, especialmente em futuras revisões tarifárias, aumento da concorrência no mercado livre de gás e uma expansão da Edge abaixo do esperado. Há ainda incertezas relacionadas à evolução das margens do setor e ao ritmo de crescimento da demanda.
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Desde seu IPO na sexta-feira (12), os papéis da Spacex não param de subir, já acumulando 41,13% de valorização. A companhia que levou Elon Musk a se tornar o primeiro trilionário do mundo se destaca, principalmente, pelo seu protagonismo na nova fronteira espacial.
Com o sucesso absoluto da sua entrada no Nasdaq, muitos querem uma fatia deste bolo, mas para investidores brasileiros paira uma dúvida no ar: investir direto nos papéis internacionais da companhia [SPCX] ou nos BDRs [SPCX34]?
Para a especialista de investimentos internacionais da Nomos, Bruna Alleman, o caminho é investir direto na ação internacional, listada em bolsa americana. A economista defende que ao adquirir um BDR (Brazilian Depositary Receipt) existem mais fatores entre a ação e o seu dinheiro, o que pode atrapalhar o seu desempenho no mercado financeiro. Ela aponta que é falsa a segurança defendida na compra do recibo brasileiro.
“Para quem está iniciando em internacionalização, BDR pode parecer mais seguro, mas é exatamente o oposto. Quando você compra um BDR, você está comprando um recibo que representa a ação, mas não a ação em si. Isso significa custos extras (taxa de custódia, conversão de moeda), menos liquidez, e você fica dependente de um intermediário.”
Bruna ressaltou ainda que a transparência conquistada ao comprar as ações diretas é extremamente valiosa.
“[Comprando SPCX] Você compra a ação real, com acesso direto ao mercado, sem intermediários inflacionando o preço. […] Essa transparência e simplicidade são muito mais valiosas do que a falsa sensação de segurança que o BDR oferece.”
Como fazer um investimento na bolsa americana?
Para ter a possibilidade de fazer parte de maneira direta do bom desempenho da fabricante de foguetes de Musk, é necessário ter uma conta internacional. Isso possibilita a compra das ações no mercado americano, de maneira que os papéis sejam seus, sem intermediários.
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As ações vão continuar a subir?
Para Max Bohm, especialista em ações da NMS Research, a disparada dos papéis da SpaceX tem três motores — e nenhum deles é, necessariamente, fundamento. O primeiro é o hype em torno da nova fronteira espacial. O segundo é técnico: como a companhia já nasce entre as maiores do mercado americano por valor de mercado, sua entrada no S&P 500 é automática, obrigando fundos passivos a comprarem o papel agora. O terceiro é a demanda reprimida do próprio IPO, com investidores que ficaram sem alocação na largada indo ao mercado secundário no primeiro pregão.
O especialista acredita que esse fluxo deve sustentar a alta nos próximos dias — mas faz uma ressalva importante. Sob uma lente fundamentalista, a ação negocia a cerca de 100 vezes o lucro de uma empresa que, por ora, sequer registra lucro líquido. “Múltiplos surreais”, na definição do próprio analista. Para que o valuation atual se justifique, a SpaceX precisará entregar resultados à altura de uma expectativa que o mercado já precificou com antecedência generosa.
Este conteúdo foi patrocinado pela Nomos.
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Na semana que passou, o Estreito de Hormuz voltou a ditar o ritmo dos mercados globais. Rumores de um possível cessar-fogo de dois meses derrubaram o barril de petróleo para US$ 87, menor nível desde abril, mas a inflação nos países desenvolvidos não acompanhou o alívio, e os bancos centrais chegam à semana mais importante do calendário sem margem para relaxar.
Estados Unidos
A narrativa do Fed entrou num capítulo novo. Kevin Warsh assume o comando do FOMC na reunião de quarta com a mudança que o mercado ainda não sabe decifrar. O que se sabe é o que ele vai manter os juros e remover o viés de queda do comunicado.
O CPI de maio trouxe algum conforto, mas o core PCE segue subindo, com estimativa de 3,4% anualizado. O dot plot deve migrar da mediana de um corte em 2026 para manutenção, com dois ou três membros sinalizando alta. Warsh herdou um Fed que prometeu mais do que entregou no ciclo desinflacionário, e a coletiva de imprensa será o primeiro teste real de como ele pretende contar essa história.
Brasil
O Copom chega à reunião de quarta em posição desconfortável. O IPCA de maio acelerou para 4,72% em doze meses, acima do teto da meta, puxado por alimentos e bens industriais. O núcleo deu um respiro, desacelerando para cerca de 5,0% em 3m/saar, mas serviços intensivos em trabalho ainda rodam perto de 7,5% na mesma métrica.
O mercado aposta que o comitê deve cortar 25 bps e levar a Selic a 14,25%, mas o comunicado deve ser duro como contrapeso ao corte.
Com fiscal expansionista, câmbio menos favorável e Oriente Médio sem resolução, Galípolo e equipe precisarão explicar por que ainda cortam sem soar como se ignorassem a realidade.
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Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa dá sinais de que pode estar tentando encontrar fundo na região dos 168.200 pontos, ensaiando movimentos de alta nos últimos pregões. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o nível a observar agora é o dos 175.000 pontos. "Acima dessa região, vejo grande probabilidade do mercado voltar a subir até pelo menos os 183.000 pontos", afirmou. Caso o suporte dos 168.000 pontos seja perdido, Borges aponta a zona entre 166.000 e 156.000 pontos como a janela de compra a ser monitorada — faixa já comentada nas semanas anteriores. O analista, porém, mantém viés construtivo no curto prazo, uma vez que algumas ações já apresentam boas regiões de entrada para os próximos dias.
Aura Minerals [AURA33]
A Aura Minerals é um dos destaques da semana na avaliação de Borges, que vê oportunidade de compra no ativo. O papel saiu de uma máxima próxima aos R$ 181,00 e recuou até os R$ 90,00, movimento que o analista interpreta como a captura de liquidez de fundos anteriores e a formação de um suporte relevante. "Vejo grande probabilidade de que o ativo tenha encontrado fundo e agora tem uma bela oportunidade de compra nas próximas semanas", disse. O alvo projetado por Borges é a região dos R$ 117,00.
Bitcoin
O Bitcoin segue o roteiro baixista sinalizado nas últimas semanas e testa a região dos US$ 60 mil. Borges admite que o ativo pode apresentar alguma recuperação ou lateralização no curtíssimo prazo, mas mantém o viés de queda. "Ainda vejo grande probabilidade da perda dos US$ 60 mil nas próximas semanas, com o Bitcoin buscando entre US$ 50 mil e US$ 38 mil — região que entendo como um excelente ponto de entrada para uma carteira", projetou o analista.
Cyrela [CYRE3]
A Cyrela também entrou no radar de Borges. O papel acumulou quedas expressivas recentes e, na leitura do analista, capturou a liquidez das mínimas, posicionando-se agora em uma região de suporte relevante. O gatilho para uma entrada mais assertiva, segundo Borges, passa pelo rompimento da resistência nos R$ 22,95. "Após esse rompimento, a ideia é aguardar uma correção para então trabalhar compras com alvo entre R$ 28,00 e R$ 29,00", explicou.
Relatórios da semana
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Brasil: Cenário Macro - BTG Pactual
O ambiente global desafiador, marcado por conflitos no Oriente Médio e inflação persistente nos Estados Unidos, continua adicionando pressões sobre o cenário doméstico. A equipe macroeconômica do BTG Pactual aponta que o forte superávit comercial brasileiro, impulsionado pelas exportações de petróleo, atua como um colchão de liquidez para o país, embora as incertezas externas e a resiliência da demanda interna exijam um monitoramento rigoroso das trajetórias de inflação e da condução da política monetária por aqui.
A perspectiva de melhora no momento de lucros e novos lançamentos operacionais motivaram a elevação da recomendação da Hypera (HYPE3) para Outperform (equivalente à compra). O Banco Safra estabeleceu um novo preço-alvo de R$ 29,50 por ação, incorporando em seus modelos o resultado do primeiro trimestre e premissas macroeconômicas atualizadas, com projeção de crescimento do PIB de 1,8% e taxa Selic média de 13,5% para o ano de 2026.
Telecom: Telefônica, TIM e América Móvil - Banco Safra
O setor de telecomunicações no Brasil mantém uma dinâmica competitiva racional e saudável após o processo de consolidação de mercado, com reajustes tarifários consistentes e expansão das margens de fluxo de caixa livre. Na atualização do setor, o Banco Safra reiterou a Telefônica Brasil (Vivo) como sua Top Pick, com preço-alvo de R$ 42,00, ao mesmo tempo em que elevou a América Móvil (AMX) para Outperform e rebaixou a TIM Brasil para Neutra devido ao enfraquecimento de seu momento operacional de curto prazo.
Mercado Livre: Além dos Serviços Bancários - BTG Pactual
A consolidação do Mercado Pago na América Latina transformou a plataforma de um simples processador de pagamentos em um pilar fundamental de inclusão financeira e retenção de usuários. O relatório do BTG Pactual destaca que o produto de investimento em contas digitais na Argentina converteu saldos inativos em ativos geradores de rendimento, expandindo a base de 500 mil contas em 2018 para mais de 20 milhões em 2024, o que fortalece as vantagens competitivas do ecossistema como um todo.
Num setor que acumula queda de cerca de 15% no ano, o JP Morgan decidiu separar vencedores e perdedores. O banco elevou Cury e Direcional para compra, manteve Cyrela e Eztec em neutro e cortou a MRV, numa revisão que reflete juros altos por mais tempo, incertezas macroeconômicas e riscos crescentes para empresas mais alavancadas.
O cenário macro que mudou o jogo
O pano de fundo é difícil. A Selic segue em território restritivo, o real continua pressionado e a incerteza eleitoral de 2026 paira sobre o humor dos investidores. O setor de construção civil acumula queda de cerca de 15% no ano, contra alta de 5% do Ibovespa no mesmo período. O múltiplo de preço/lucro forward de 12 meses do setor recuou para 5,6 vezes — um desconto de aproximadamente 30% em relação ao pico de 8,0 vezes registrado no início de dezembro de 2025. É nesse contexto que o JP Morgan revisou suas estimativas e promoveu mudanças de rating em três das seis construtoras que cobre.
A lógica do banco é direta: em um ambiente de juros altos por mais tempo, as empresas voltadas ao segmento de baixa renda — protegidas pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e suas taxas subsidiadas — tendem a sofrer menos do que as expostas ao crédito imobiliário de mercado. “Nossa preferência pelo segmento de baixa renda reflete o atual ambiente macroeconômico no Brasil”, escreveram os analistas.
"Apesar de nossa visão relativamente positiva sobre a baixa renda, vale mencionar que as construtoras são nomes domésticos, e a deterioração contínua no macro prejudicaria a valoração do setor."
As mudanças de rating: quem sobe, quem desce
O banco promoveu o upgrade de Cury [CURY3] e Direcional [DIRR3] para Overweight (equivalente a “compra”) e rebaixou MRV [MRVE3] para Neutro. Cyrela [CYRE3] e Eztec [EZTC3] seguem com recomendação Neutra. Os preços-alvo foram cortados em média 11%, refletindo um aumento de 50 pontos-base no custo de capital e revisões para baixo nos lucros estimados.
A grande favorita do banco segue sendo a Tenda (TEND3), com upside de 62% e estimativas de lucro líquido para 2026 acima do consenso de mercado. A Direcional ganhou um upgrade por conta de catalisadores específicos: o potencial impacto do novo zoneamento urbano de Belo Horizonte sobre seu banco de terrenos e a parceria com a MDNE para lançamentos no Nordeste — iniciativas que, juntas, poderiam adicionar R$ 1,0 bilhão por ano em valor de vendas (PSV) no curto e médio prazo.
A bomba-relógio do 6x1
Um risco que ainda não está precificado pelo mercado ganhou destaque no relatório: a proposta de emenda constitucional que extingue a escala 6x1, aprovada pela Câmara em maio, agora aguarda votação no Senado. A mudança reduziria a semana de trabalho de 44 para 40 horas de forma gradual — e sem corte de salários.
Para as construtoras, o efeito seria direto sobre os custos de obra. O JP Morgan estima que a reforma pode reduzir a margem bruta ajustada das empresas em 1,0 a 1,5 ponto percentual, assumindo que o novo regime eleve em 5% os custos com mão de obra e que não haja repasse imediato nos preços das unidades. Para neutralizar o impacto, as construtoras precisariam aumentar o preço de venda em cerca de 2,0% a 2,5%.
A Cury seria a mais impactada entre as cobertas pelo banco, com a mão de obra representando 50% do seu custo de mercadoria vendida (CMV). A Eztec seria a menos afetada, com 35%. Ainda assim, os analistas pontuam que empresas do MCMV têm alguma proteção por meio dos reajustes nos tetos de preço do programa — o que ajuda a viabilizar eventuais repasses.
MRV: o caso à parte
O downgrade da MRV merece atenção especial. O problema não está no Brasil — o segmento core da empresa, ligado ao MCMV, segue evoluindo bem. O calcanhar de Aquiles é a Resia, subsidiária americana de apartamentos para aluguel (multifamily). O JP Morgan cortou a estimativa de lucro por ação de 2026 da MRV em 70% e a de 2027 em 35%, incorporando perdas adicionais decorrentes de desinvestimentos da Resia abaixo do preço esperado. A projeção é de prejuízo líquido de cerca de R$ 330 milhões na subsidiária americana apenas em 2026. Com a maior alavancagem do setor — relação dívida líquida/patrimônio de 102% no primeiro trimestre — a MRV é também a mais vulnerável a um ambiente de Selic elevada por mais tempo.
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Todo mês compilamos as principais carteiras recomendadas das maiores casas de recomendação. Agrupamos elas nesse post abaixo. Nâo deixe de conferir.
Agenda da semana (1 a 12 de junho)
A semana entre 7 e 12 de junho será dominada por dados de inflação nas principais economias. Brasil, Estados Unidos e China divulgam seus índices de preços ao consumidor em dias próximos, enquanto o choque de oferta no petróleo — com o Estreito de Ormuz como epicentro da incerteza — segue como pano de fundo e reduz o espaço de manobra dos bancos centrais. Na Europa, o debate já chegou à fase de ação: o BCE decide os juros na quinta-feira (11), com alta de 25 pontos-base precificada, e o mercado vai monitorar o tom da comunicação para entender se o aperto é resposta pontual ao choque de energia ou sinalização de um ciclo restritivo mais longo.
No Brasil, o Boletim Focus de segunda-feira (9) abre a semana com a tarefa de revelar até onde chegou a revisão das projeções para a Selic. O ciclo de afrouxamento perdeu tração, e a curva de juros entrou na semana dividida entre um corte de 25 pontos-base e uma pausa já no Copom de 17 de junho. O IPCA de quinta-feira (11) deve confirmar o que o IPCA-15 antecipou: inflação corrente pressionada, com serviços no centro das atenções. Para Leandro Manzoni, economista do Investing.com, o ponto mais delicado da semana não está nos números em si, mas no que o mercado vai concluir sobre eles: se as expectativas para 2027 e 2028 não cederem após o Focus, a mensagem implícita será a de que uma Selic mais alta está servindo apenas para impedir nova deterioração — e não para reancorar a inflação na meta. Nos Estados Unidos, o CPI de quarta-feira (10) fecha o calendário da semana: um dado acima do esperado, num contexto de mercado de trabalho ainda forte, reacenderia o debate sobre quando o Fed voltaria a subir os juros.
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Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou mais uma semana em território negativo, fechando abaixo dos 170 mil pontos — nível que não era visto desde janeiro deste ano. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento ainda não chegou ao fim. "O mercado segue no movimento baixista, com objetivo de queda entre os 166.500 e os 161.500 pontos", afirmou. A região já havia sido sinalizada por Borges na semana anterior e segue como o alvo prioritário da correção em curso.
Vale [VALE3]
As ações da Vale romperam uma linha de tendência de alta e saíram de uma formação de triângulo, abrindo espaço para novas quedas nas próximas semanas. O suporte principal está na casa dos R$ 78,00 — e é justamente esse nível que Borges monitora com atenção. "A perda dos R$ 78,00 indica continuidade da movimentação de baixa, com o próximo alvo em R$ 74,00", disse o analista. Em caso de aprofundamento da queda, a zona entre R$ 67,00 e R$ 63,00 surge como o próximo objetivo relevante.
Bitcoin
O Bitcoin segue o roteiro traçado na semana passada, com maior probabilidade de queda tanto no curto quanto no médio prazo. A criptomoeda já testa a região dos US$ 60 mil, suporte que Borges considera crítico. Abaixo desse nível, o analista enxerga espaço para recuo mais expressivo. "Vejo o alvo principal entre US$ 50 mil e US$ 38 mil — e é nessa região que identifico uma excelente oportunidade de compra para o próximo ciclo", projetou Borges.
Nvidia [NVDC34]
Os BDRs da Nvidia exibem fraqueza na continuação do canal de alta, com o suporte principal situado em R$ 22,00. Abaixo desse patamar, Borges vê espaço para correções mais expressivas, com suportes subsequentes em R$ 20,00 e R$ 18,00. Para quem ainda não tem posição, o analista recomenda cautela. "Para novas entradas na ponta compradora, eu aguardaria mais", disse. Já para quem está comprado, Borges sugere considerar proteção ou encerramento da posição caso o papel perca os R$ 22,00.
Relatórios da semana
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Taxa Selic: High for Longer - UBS
Com o ciclo de afrouxamento monetário do Banco Central muito próximo do fim, a taxa de juros deve permanecer em patamar restritivo por um período prolongado. A equipe macroeconômica do UBS projeta apenas mais um corte residual de 25 pontos-base na próxima reunião do Copom, justificando que a resiliência da atividade doméstica, o mercado de trabalho apertado e os estímulos fiscais em curso impedem uma queda maior da Selic.
O primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Brasil, agendado para dezembro de 2026, surge como um importante catalisador de longo prazo para a WEG. O Banco Safra calcula que a companhia pode capturar entre R$ 750 milhões e R$ 1,0 bilhão em receitas incrementais entre 2027 e 2028 devido à sua capacidade fabril em Itajaí (SC), embora reitere a recomendação Neutra para o papel (WEGE3) com preço-alvo de R$ 53,60.
A taxa Selic deve encerrar o ciclo de flexibilização no patamar elevado de 14,00% após a deterioração do balanço de riscos para os preços. Em seu relatório mensal, a XP Investimentos elevou a projeção do IPCA de 2026 para 5,5%, puxada por choques globais de oferta e pela força da demanda interna, enquanto manteve a estimativa de crescimento do PIB para este ano estável em 2,0%.
A forte resiliência do consumo e do ciclo de investimentos nos Estados Unidos levou a uma sólida sustentação da atividade econômica no segundo trimestre, consolidando a projeção de alta de 2,75% para o PIB americano em 2026. O panorama global do BTG Pactual pondera, no entanto, que o núcleo da inflação (PCE) rodando a 3,8% e os persistentes gargalos logísticos no Oriente Médio exigem cautela dos investidores na alocação de ativos.
Realizamos um encontro para clientes Nomos com o Mauricio Moura, cientista político, pesquisador, e um dos nomes mais respeitados em análise eleitoral no Brasil.
Maurício fundou o Instituto IDEIA, referência em pesquisa de opinião e comportamento do eleitor.
Moura é cofundador do ASA Zaftra, o primeiro fundo multimercado com estratégia focada em eventos eleitorais. O fundo opera sob a premissa de que resultados eleitorais criam assimetrias de precificação nos mercados financeiros.
Nosso espaço lotou. Maurício descartou qualquer expectativa de análise simplória.
“A eleição de 2026 vai ser decidida por uma fatia de 3%-4% do eleitorado”, disse, algo em torno de 4 milhões de votos de pessoas fora das bolhas.
A parte que mais prendeu a atenção da plateia foi quando ele cruzou o universo da pesquisa eleitoral com o mercado financeiro.
Moura explicou a tese por trás do Zaftra, partindo da premissa de que 90% das eleições no mundo são definidas por margens de até quatro pontos percentuais, o que gera sistematicamente assimetrias de precificação que o mercado não captura com antecedência.
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Agenda da semana (01 a 05 de junho)
A primeira semana de junho será marcada pela divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) e por uma série de indicadores de atividade econômica que podem influenciar as expectativas para a política monetária americana.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o payroll de maio mostre moderação na geração de empregos, sem indicar uma desaceleração relevante da economia. Além disso, os índices PMI, o Livro Bege do Fed e dados do mercado de trabalho ajudarão a calibrar as apostas dos investidores para os próximos passos dos juros americanos.
No Brasil, a agenda será vazia por causa do feriado de Corpus Christi, mas os investidores acompanharão a divulgação do Boletim Focus, da produção industrial de abril e da balança comercial de maio.
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Rentabilidade das principais classes em maio
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a sétima semana consecutiva de baixa e entra em um momento decisivo do ponto de vista gráfico, segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. “A semana que vem acaba sendo um divisor de águas”, afirma. De acordo com ele, a perda dos 172.600 pontos pode abrir espaço para uma queda mais acentuada, com alvos entre 166 mil e 161,5 mil pontos. Por outro lado, a superação da resistência em 177.900 pontos poderia favorecer uma recuperação em direção à faixa entre 184 mil e 189 mil pontos.
Nubank [ROXO34]
Entre as ações acompanhadas pela NMS Research, o Nubank encontra resistência na região de R$ 11,20 após várias tentativas frustradas de avanço. Borges afirma que a equipe encerrou uma operação de swing trade iniciada perto de R$ 10,40, realizando lucro superior a 5,5%. Segundo ele, um rompimento acima de R$ 11,21 pode abrir caminho para uma valorização até a faixa entre R$ 11,80 e R$ 12,20. Já uma perda do suporte em R$ 10,65 poderia levar o papel a testar novamente a mínima de R$ 9,98.
CVC [CVCB3]
Na CVC, o analista recomenda cautela. Borges observa que o papel saiu de um período de lateralização para uma forte pressão vendedora, acumulando queda de cerca de 34% em apenas três pregões, ao recuar de R$ 2,20 para R$ 1,45. Segundo ele, a perda da região de suporte em R$ 1,30 ampliaria o potencial de baixa da ação, com alvo técnico final próximo de R$ 0,60.
JSL [JSLG3]
Já para a JSL, a leitura permanece negativa. Borges avalia que o ativo segue em tendência de baixa e pode estar formando uma estrutura para fechamento de gap. Na visão do analista, existe espaço para recuo até a faixa entre R$ 5,30 e R$ 5,00, o que representaria uma desvalorização adicional de aproximadamente 16% a 21% em relação aos níveis atuais. Diante desse cenário, ele afirma não enxergar oportunidades atrativas de compra no papel neste momento e considera a perda dos R$ 6,30 como um sinal técnico para saída da posição e busca de alternativas no mercado.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Emerging Market equities: Brazil downgraded to neutral - UBS
Este relatório detalha o rebaixamento das ações brasileiras de “Atrativo” para “Neutro” pela UBS, justificado pela aproximação das eleições presidenciais de outubro. Os analistas explicam que o início do ciclo tradicional de volatilidade pré-eleitoral, somado a incertezas fiscais e a um ciclo de corte de juros mais curto e raso do que o previsto, limita o potencial de valorização dos ativos brasileiros no curto prazo
A nova edição da pesquisa com assessores e consultores da XP indica um aumento real nas fatias de alocação em ações após a última correção do mercado, embora o interesse em ampliar ainda mais essa exposição tenha desacelerado. O levantamento aponta que 75% dos respondentes pretendem manter suas posições atuais inalteradas, ao passo que o sentimento geral em relação à bolsa recuou para a nota 7,0 devido ao receio com a instabilidade política e os riscos fiscais no cenário doméstico. Como reflexo dessa postura defensiva, a renda fixa consolidou-se como a classe de ativos amplamente preferida pelos clientes, seguida por investimentos no mercado internacional.
WEG [WEGE3]: data centers e o ciclo de investimentos em IA - BTG Pactual
O BTG Pactual reitera a recomendação de compra para a WEG (WEGE3), com preço-alvo de R$ 65,00, ao demonstrar que a companhia está estrategicamente posicionada no centro do massivo ciclo global de gastos em infraestrutura de data centers impulsionado pela inteligência artificial. Embora o segmento represente atualmente de 3% a 5% do faturamento da empresa, o relatório prevê uma expansão acelerada sustentada pela oferta de transformadores de potência, alternadores de contingência e sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O estudo ressalta ainda que a divisão de Transmissão e Distribuição (T&D) nos Estados Unidos já possui cerca de 20% de sua carteira de pedidos atrelada a esses projetos, operando com margens acima da média consolidada do grupo.
Este relatório do Itaú BBA expõe uma redução de 0,54 ponto percentual na sobrealocação (overweight) de fundos ativos globais de mercados emergentes na América Latina ao longo de 2026, movimento provocado por uma rotação de capital em direção ao setor de tecnologia na Ásia. A despeito das realizações e da redução marginal de 30 pontos-base, a análise evidencia que o Brasil se sustenta de forma isolada como o país mais sobrealocado da região, retendo um peso absoluto de 5,35% nas carteiras. Na divisão setorial, o recuo mais acentuado ocorreu no segmento financeiro, enquanto o setor de energia se destacou positivamente, motivando sugestões táticas do banco como a compra de empresas brasileiras de utilidade pública e o incremento em bancos domésticos.
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Why is the market so distorted? One reason is that there are now more ETFs than actively listed companies. Many of these ETFs own the same stocks, and when a sector is hot or not, investors pile into ETFs, creating distortions. Eventually, we will be down to 10 public companies and 10000 ETFs all owning the same stocks. (Okay, being a little facetious.)
MEMOLOGY
Esperando Trump declarar que não houve acordo no Irã
Evento com analista político Mauricio Moura, fundador do instituto Ideia
Evento presencial, não será gravado
Vagas Limitadas.
Agenda da semana (25 a 29 de maio)
No Brasil, o foco estará na prévia da inflação oficial, nos números fiscais e no PIB do primeiro trimestre. O comportamento da inflação de serviços e das expectativas de longo prazo seguirá no radar do Banco Central, enquanto a atividade econômica ainda deve mostrar resiliência, apesar dos sinais recentes de desaceleração. Já nos Estados Unidos, os investidores acompanharão a nova leitura do PIB do primeiro trimestre e o índice de preços PCE, principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve.
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Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
Após seis semanas consecutivas de queda, o Ibovespa deu sinais de estabilização e encerrou a última semana com perdas mais moderadas do que as observadas recentemente. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento pode indicar o início de uma recuperação do mercado. “O Ibovespa muda um pouco o comportamento dos últimos dias, quando tivemos uma pressão vendedora muito grande, e fecha a semana perto da estabilidade”, afirma.
Segundo Borges, o longo período de correção aumenta as chances de uma reação dos ativos. “Depois de seis ou sete semanas de queda, a probabilidade de, no mínimo, uma correção desse movimento é maior”, diz. O analista destaca que algumas ações, especialmente do setor bancário, já demonstram ter encontrado níveis relevantes de suporte. Na sua avaliação, um rompimento da região dos 178.800 pontos pode abrir espaço para uma alta em direção à faixa entre 184 mil e 188 mil pontos. Por outro lado, a perda dos 173.500 pontos poderia levar o índice até 165.500 pontos, cenário que ele considera menos provável.
Nubank [ROXO34]
Entre os destaques da semana, as ações do Nubank apresentaram recuperação após encontrarem suporte em uma região técnica relevante do gráfico semanal. O papel encerrou o período em alta e demonstrou força compradora ao longo dos últimos pregões. “A correção está acontecendo com mais dificuldade, o que sinaliza que o ativo pode voltar a subir nos próximos dias”, avalia Borges. Para ele, o rompimento da faixa de R$ 11,15 pode abrir espaço para uma valorização entre R$ 11,80 e R$ 13,10.
Petrobras [PETR4]
Já Petrobras segue em um movimento lateral iniciado em março, mas com sinais de enfraquecimento da demanda compradora. De acordo com o analista, há uma importante região de suporte entre R$ 43,50 e R$ 43,80, onde se concentra grande volume de liquidez. “Vejo uma maior probabilidade de a Petrobras continuar seu movimento corretivo e fechar gap já no início da próxima semana”, afirma. Caso o suporte seja perdido, Borges projeta espaço para o fechamento de um gap na região de R$ 40,27.
Microsoft [MSFT]
No mercado internacional, a Microsoft continua com uma estrutura técnica considerada positiva. Após uma forte alta nas semanas anteriores, a ação passou a oscilar lateralmente, mas próxima das máximas recentes. Para Borges, esse comportamento reforça a tendência de continuidade do movimento de valorização. “Quando a Microsoft entrega um movimento de alta, geralmente ele continua e perdura por algumas semanas”, destaca. Segundo o analista, o rompimento dos US$ 433 pode impulsionar o papel para uma faixa entre US$ 465 e US$ 500 nas próximas semanas.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
IFIX em queda; HGBS11 e HGRU11 movimentam semana - XP
Este relatório analisa o desempenho do mercado de fundos imobiliários diante de um cenário macroeconômico de elevada aversão ao risco, inflação pressionada e abertura da curva de juros, o que levou o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) a registrar uma queda de 0,76% na semana. A publicação detalha as correções nos segmentos de papel e de tijolo, destacando o comportamento defensivo do setor logístico e importantes movimentações corporativas, como as vendas de ativos rentáveis e acima dos laudos de avaliação realizadas pelos fundos HGRU11 e HGBS11.
Educação: Resumo dos Resultados do 1T26 - BTG Pactual
A análise do BTG Pactual apresenta um balanço consolidado e desigual do setor educacional no primeiro trimestre de 2026, período marcado por ser o primeiro ciclo completo de captação sob o novo marco regulatório. O relatório evidencia receitas resilientes impulsionadas por reajustes de tickets e melhoria de mix em cursos presenciais e híbridos, os quais compensaram o forte arrefecimento nos volumes de alunos do ensino digital (EAD). Adicionalmente, destaca-se a pressão generalizada nos custos operacionais e regulatórios sobre as margens das companhias, ao mesmo tempo em que o setor demonstra uma forte e sólida geração de fluxo de caixa ao acionista.
GPS (GGPS3): O ‘Sistema S’ e por que ele importa - BTG Pactual
Este documento serve como um guia preparatório para os investidores da GPS antes do julgamento da corte especial do STJ sobre a disputa tributária envolvendo o "Sistema S". O relatório do BTG Pactual esclarece os mecanismos regulatórios e os dois processos jurídicos em pauta, projetando os impactos financeiros e operacionais para a companhia de logística e terceirização de serviços. O banco mantém um viés levemente positivo para o caso, ressaltando que uma resolução favorável permitiria a reversão de uma provisão expressiva de R$ 755 milhões (17% da receita líquida do 1T) e eliminaria ruídos que afetam a qualidade do lucro líquido futuro da empresa.
Localiza & Co (RENT3): Atualização após o 1T26 - BTG Pactual
Esta atualização de modelo analisa o forte desempenho da Localiza no primeiro trimestre, cujo lucro líquido superou as estimativas do BTG Pactual em 10%, impulsionado por reajustes tarifários eficientes e tendências consistentes na renovação da frota. O relatório discute a atual divergência entre os fatores macroeconômicos (adiamento no corte de juros) e os fatores microeconômicos (excelente execução operacional e normalização do mercado de seminovos), explicando a volatilidade recente das ações. Por fim, a análise reitera a recomendação de compra para o papel, projetando resiliência e geração de valor mesmo diante de desafios estruturais do setor e do avanço das montadoras chinesas no Brasil.
A semana de 18 a 22 de maio será marcada por indicadores de inflação e atividade econômica nas principais economias globais, além de eventos ligados ao setor de inteligência artificial. Nos Estados Unidos, o mercado acompanhará a ata da última reunião do Federal Reserve, os resultados da Nvidia e os dados de confiança do consumidor. Na Ásia, os destaques serão os números de atividade da China e os indicadores de inflação e crescimento do Japão.
Segundo Leandro Manzoni, analista de economia do Investing.com, a agenda internacional deve concentrar as atenções dos investidores diante da combinação entre inflação elevada, juros altos e incertezas sobre o ritmo da economia global. A leitura da ata do Fed deve mostrar divisões internas sobre o futuro da política monetária americana, enquanto o balanço da Nvidia será visto como um termômetro da demanda por inteligência artificial e investimentos em data centers.
No Brasil, os principais eventos serão a divulgação do IBC-Br de março e o novo Boletim Focus. O mercado também seguirá atento às expectativas para a Selic em 2026, em meio à pressão inflacionária causada pela alta do petróleo e ao debate sobre os impactos fiscais do cenário eleitoral.
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Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou mais uma semana pressionado e fechou próximo das mínimas recentes, segundo avaliação de Filipe Borges. O analista destacou que o índice entrou na faixa entre 180,5 mil e 175 mil pontos, considerada uma possível região de compra, mas afirmou que ainda falta um sinal mais claro de reversão. “Agora a gente precisa ver um sinal de reversão para pensarmos em compras”, disse. Borges alertou que, caso o Ibovespa perca os 175 mil pontos, o mercado pode acelerar as perdas em direção à região entre 166 mil e 168 mil pontos.
Petrobras [PETR4]
Para Petrobras, Borges avalia que o papel segue lateralizado, com suporte em R$ 43,60 e resistência próxima dos R$ 50,00. Segundo ele, o próximo movimento mais forte dependerá do rompimento de uma dessas faixas. “A perda do suporte abre espaço para quedas até R$ 38,00”, afirmou. Já um rompimento dos R$ 50,00 pode levar as ações para a região de R$ 56,70. O analista também recomenda cautela para investidores que acompanham a alta do papel desde os R$ 30,00. “Minha indicação é retirar o capital alocado e deixar apenas o lucro obtido”, acrescentou.
Vale [VALE3]
Na visão de Borges, Vale segue consolidada em um triângulo, com suporte em R$ 78,00 e resistência próxima de R$ 90,00. Para novas compras, o analista prefere aguardar um rompimento da tendência de baixa. “Se Vale subir de forma muito esticada até R$ 88 ou R$ 89, eu não sou comprador”, disse. Segundo ele, uma nova estrutura de alta poderia abrir espaço para um movimento em direção à faixa entre R$ 105 e R$ 110.
Bitcoin
No mercado de criptomoedas, Borges afirmou que o Bitcoin fechou a semana com sinal técnico negativo e que não vê oportunidade de compra no curto prazo. “Quem comprou abaixo dos US$ 75 mil deveria colocar o lucro no bolso e aguardar novas oportunidades”, afirmou. O analista vê espaço para novas correções e avalia que a criptomoeda pode voltar para abaixo dos US$ 70 mil, com possibilidade de testar a região entre US$ 55 mil e US$ 45 mil nos próximos meses.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Cenário Macro: Desequilíbrios mais persistentes – Santander
Impactado por um choque de petróleo mais prolongado, o Santander elevou a projeção do câmbio para R$ 5,40/US$ até o fim de 2026. A instituição alerta que, embora as commodities deem suporte ao real no curto prazo, a consequente pressão sobre os custos domésticos exigirá uma taxa Selic alta por mais tempo.
Banco do Brasil (BBAS3): 1T26 fraco e guidance reduzido – BTG Pactual
Fruto de um primeiro trimestre abaixo do esperado, o Banco do Brasil teve seu guidance de lucro para 2026 cortado em 17% pelo BTG Pactual. O novo intervalo estimado (R$ 18 a R$ 22 bilhões) reflete o forte peso do custo de crédito e da inadimplência nos segmentos de consumo e agronegócio.
Dados de inflação acima do esperado nos EUA (CPI em 3,8%) azedaram o humor do mercado cripto, provocando uma queda de 1,65% na capitalização global e trazendo o Bitcoin de volta à faixa de US$ 80 mil. Em contrapartida, o relatório destaca a força das stablecoins na América Latina, cujo volume transacionado saltou 89%.
Food & Beverages: Brazil Food Inflation – Banco Safra
A aceleração da carne bovina contra o recuo das demais proteínas no IPCA de abril trouxe perspectivas mistas do Banco Safra para as empresas de alimentos. O cenário de preços descolados beneficia diretamente os frigoríficos Minerva e JBS, enquanto a desaceleração da cerveja residencial indica neutralidade para a Ambev.
O experiente Jeffrey Currie, da Goldman Sachs, alerta para um superciclo de commodities em curso. Enquanto o capital corre para IA e tecnologia, a demanda explosiva dos hyperscalers por energia, cobre e moléculas colide com choques de oferta
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A Energy Transfer, uma operadora de midstream dos EUA, elevou silenciosamente seu capex de 2026 em meio bilhão de dólares e atrelou cada centavo à demanda de data centers e energia impulsionada pela IA. Três bancos correram para elevar seus preços-alvo em duas semanas. Todos chamaram isso de "vento favorável da IA"… Esse enquadramento está errado, e a diferença entre "vento favorável" e "gargalo" é exatamente onde essa operação vive.
Quando a Energy Transfer divulgou os resultados do 1T26, elevou o guidance de EBITDA ajustado de 2026 para US$18,2–18,6 bilhões, ante uma faixa anterior próxima de US$17,45 bilhões. Ao mesmo tempo, elevou o capex de crescimento orgânico de 2026 de US$5–5,5 bilhões para US$5,5–5,9 bilhões — um salto de US$500 milhões colocado na mesa em um único trimestre.
A gestão não deixou margem para interpretação sobre o que está puxando esse crescimento.
As apresentações e a teleconferência explicitamente atribuíram o maior capex e o guidance mais forte para os próximos anos aos data centers e à geração de energia, com as cargas de trabalho de IA apontadas como o componente-chave do aumento incremental de demanda de gás.
Não foi um gasto genérico de crescimento disfarçado de linguagem da moda. Foi infraestrutura de gasodutos para mover mais moléculas para uma matriz energética pesada em IA.
O mercado leu isso como boas notícias.
UBS, JPMorgan e Raymond James elevaram os preços-alvo para a faixa de meados dos US$20 em duas semanas — dois bancos para US$24, um para US$26. Todos enquadraram como “vento favorável da IA”. Um vento favorável se dilui no consenso no momento em que todos concordam com ele. A surpresa de hoje vira o caso-base de amanhã, e o prêmio desaparece.
Por que isso não é um vento favorável?
A Energy Transfer é um gargalo físico de ator único em um insumo que a IA não consegue substituir nesta década: fornecimento de gás para energia firme.
Uma única empresa controla esse gasoduto, e o mercado está precificando isso de maneira completamente errada em termos de classe de ativos.
O erro de precificação não está no preço-alvo — que é razoável com base no guidance atual. O erro de precificação está no tipo de empresa que o mercado acredita que esta é.
A Energy Transfer possui o único caminho desbloqueado entre o Permian Basin e cada data center de IA nos EUA.
O resultado do Nubank para o primeiro trimestre de 2026 chegou carregado de contradições. O lucro líquido de US$ 871 milhões — crescimento de 56% em relação ao mesmo período do ano anterior e retorno sobre patrimônio (ROE) de 29,2% — seria, em qualquer outro contexto, motivo de celebração. Mas o mercado olhou para outro número: as provisões para perdas com crédito, que vieram 23% acima do que o JP Morgan estimava e cerca de 30% acima das projeções do BTG Pactual.
Assim que o balanço foi divulgado, após o fechamento do pregão na noite de quinta-feira, as ações do Nubank despencaram no after hours de Nova York, chegando a cair 9,44%. Na abertura de sexta-feira, a ação americana NU recuava 8,62%, negociada a US$ 11,82, enquanto o BDR ROXO34 chegava a cair mais de 5% na B3. Investidores fizeram o que o BTG Pactual descreveu com precisão no título de seu relatório: “Shoot first, ask questions later” — atirar primeiro, perguntar depois.
A questão que analistas colocam agora é: o mercado errou a mira?
O que assustou o mercado
O centro do desconforto está na inadimplência de curto prazo. A taxa de NPL entre 15 e 90 dias subiu 90 pontos-base no trimestre — acima do padrão histórico de sazonalidade de cerca de 70 pontos-base citado pela própria empresa no ano passado. Para um mercado já nervoso com a qualidade de crédito no Brasil — o resultado do Banco Inter no início de maio, com ações despencando mais de 10%, deixou os investidores em alerta máximo —, o número soou como confirmação de um ciclo se deteriorando.
Os analistas do JP Morgan foram diretos: os resultados parecem fracos à primeira vista, mas o miss no lucro antes de impostos foi impulsionado por provisões mais altas de forma deliberada — a empresa provisionou cerca de 150% da formação de novos créditos problemáticos e construiu reservas maiores. Em outras palavras: o Nubank não está reconhecendo perdas que já aconteceram. Está antecipando perdas que podem vir, numa postura conservadora que fortalece o balanço.
Na call de resultados, a gestão foi enfática: não há deterioração de portfólio. O aumento nas provisões tem três componentes — sazonalidade, crescimento da carteira e mudança no mix para produtos de maior rendimento. A empresa ainda reforçou que, se tivesse crescido os empréstimos no ritmo projetado pelo consenso, teria superado as estimativas de lucro.
Receitas sólidas, eficiência melhorando
Enquanto as provisões dominaram o noticiário, os números de receita passaram quase despercebidos. A receita líquida de juros cresceu 64% na comparação anual, 7% acima das estimativas do JP Morgan. A margem financeira subiu 160 pontos-base no trimestre, para 21,1%. As tarifas e o volume de transações em cartões também superaram projeções.
No lado dos custos, o índice de eficiência melhorou para 21% no trimestre, ante 23% no período anterior. O BTG Pactual calculou que, excluindo os investimentos em retorno ao escritório, expansão nos EUA e inteligência artificial, a eficiência chegaria a 16,6% — posicionando o Nubank entre os bancos mais eficientes do mundo. A empresa fixou ainda um compromisso público: os investimentos na operação americana não ultrapassarão 100 pontos-base no índice de eficiência consolidado em 2026 e 2027.
O ciclo de crédito: risco real, mas gerenciável
A narrativa de qualidade de crédito não vai desaparecer do radar dos investidores tão cedo. Mesmo o BTG Pactual reconhece que o mercado provavelmente precisará de alguns trimestres de tendências mais estáveis no custo de risco antes de se sentir confortável novamente.
Mas há elementos estruturais relevantes. O prazo médio da carteira não garantida é de apenas 6,8 meses, o que permite ao banco reagir rapidamente a mudanças no perfil de risco. E a empresa projeta melhora gradual ao longo do ano: na call, executivos indicaram que o custo de risco deve recuar da faixa de 20% atual para cerca de 15% ao final de 2026 — o que abrirá espaço para recuperação relevante na margem ajustada ao risco, atualmente em 9,5%.
Tese intacta, mas paciência necessária
O Nubank encerrou o trimestre com 135 milhões de clientes, crescimento de 14% ao ano, e já detém cerca de 18% de participação no mercado de cartões de crédito no Brasil — ganhando share por 14 trimestres consecutivos. O México atingiu o break-even operacional pela primeira vez, reforçando o potencial de crescimento da operação internacional.
Para o JP Morgan, investidores de longo prazo deveriam aproveitar a fraqueza para comprar: as receitas vieram melhores do que o esperado e a empresa tem um balanço mais forte agora para navegar a incerteza. Após as quedas desta semana, o papel negocia a múltiplos consideravelmente mais atrativos do que o histórico recente.
O BTG Pactual sintetiza bem o momento: a tese de longo prazo segue intacta, mas no curtíssimo prazo os investidores parecem estar atirando primeiro e perguntando depois. A pergunta que fica é se, quando pararem para perguntar, vão gostar das respostas. Os analistas apostam que sim.
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O JP Morgan elevou suas projeções de inflação e juros para o Brasil em dois relatórios divulgados esta semana, pintando um quadro mais difícil para a economia brasileira no segundo semestre. O choque do petróleo, a pressão sobre alimentos e bens importados, e a incerteza eleitoral formam uma combinação que deve manter o Banco Central em modo cauteloso por mais tempo do que o mercado esperava.
Inflação maior, cortes menores
O banco revisou sua projeção para o IPCA de 2026 de 4,3% para 4,8%, e elevou a estimativa para 2027 de 3,2% para 3,6%. A principal explicação está na alta de alimentos e bens não-alimentares, pressionados por preços mais elevados no exterior — reflexo de um conflito geopolítico que mantém o petróleo em torno de US$ 100 por barril.
Apesar de o governo ter conseguido segurar o repasse do choque do petróleo aos combustíveis, por meio de subsídios ao diesel e à gasolina, as pressões inflacionárias encontraram outros canais. O IPCA saiu de 3,8% antes do conflito para 4,4% no mês passado, impulsionado sobretudo por alimentos e bens industrializados. E a inflação de serviços segue elevada, alimentada por um mercado de trabalho ainda apertado e por mecanismos de indexação da economia.
Selic mais alta por mais tempo
Diante desse quadro, o JP Morgan revisou também sua trajetória esperada para a taxa Selic. O banco passou a projetar que os juros terminarão 2026 em 13,25% — com o Banco Central mantendo o ritmo de cortes de apenas 25 pontos-base por reunião, sem aceleração à vista.
A projeção contraria o que o mercado chegou a precificar em cortes mais rápidos. Para o banco, o Banco Central vai usar o espaço que ainda tem — dado o nível ainda restritivo dos juros — para continuar reduzindo a Selic gradualmente, mas sem pressa. Um risco de pausa total no ciclo de afrouxamento existe caso os efeitos inflacionários do conflito se prolonguem além do esperado.
O cenário-base do banco assume que o Estreito de Ormuz — ponto estratégico para o comércio global de petróleo — seja reaberto em cerca de um mês. Se isso não ocorrer, a situação pode se deteriorar mais.
Crescimento ainda positivo, mas desacelerando
Apesar do ambiente adverso, o JP Morgan revisou levemente para cima o crescimento do PIB de 2026, de 1,2% para 1,5%, após um primeiro trimestre mais forte do que o esperado. O Brasil se beneficia de ser exportador líquido de petróleo — cada alta de 10% no Brent adiciona entre 0,1 e 0,2 ponto percentual ao crescimento, e melhora o resultado fiscal e a conta corrente.
A conta corrente, por exemplo, deve melhorar de um déficit de 3% do PIB para 2,3% em 2026. E o real, cotado ao redor de R$ 4,89, tem ajudado a amortecer parte das pressões inflacionárias vindas do exterior.
Ainda assim, o banco espera desaceleração no restante do ano, em função da política monetária ainda contracionista. E alerta que o estímulo fiscal e creditício do governo — que inclui programas de renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais — pode sustentar a atividade no curto prazo, mas cria riscos baixistas para o crescimento de 2027.
Governo apaga incêndio com dinheiro do petróleo
Para lidar com o choque, o governo Lula montou uma série de medidas de contenção. Além dos subsídios a combustíveis, estuda-se uma mudança na lei de responsabilidade fiscal para 2026 que permitiria usar receitas extraordinárias do petróleo para cortar impostos. O problema, aponta o JP Morgan, é que isso poderia eliminar justamente o ganho fiscal que o país obtém com o petróleo caro — estimado em 0,2% a 0,3% do PIB para cada alta de 10% no Brent.
No campo do crédito, o programa Desenrola e outras iniciativas de renegociação de dívidas buscam aliviar o endividamento das famílias com custo fiscal direto reduzido. Mas para reformas estruturais mais profundas avançarem, o banco avalia que seria necessário engajamento do Executivo — o que, num ano eleitoral, parece pouco provável.
Eleição esquenta e mercados ficam nervosos
A política também pesa sobre o cenário. As pesquisas mostram um empate técnico entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro, com o candidato da oposição tendo leve vantagem nas simulações de segundo turno. O JP Morgan classifica a corrida eleitoral como uma disputa 50/50 — e avalia que esse grau de incerteza vai continuar gerando volatilidade nos ativos brasileiros.
Historicamente, o Brasil tende a ter desempenho inferior nos seis meses que antecedem eleições, um padrão que o banco acredita estar se repetindo. A popularidade do presidente Lula não cresceu apesar de dados econômicos positivos no início do ano, o que sugere uma tendência estrutural de rejeição ao incumbente.
Dois fatores amenizam o quadro para os ativos: o ciclo de afrouxamento monetário ainda em curso e um real forte, que oferece algum colchão de desempenho para investidores estrangeiros.
Fluxo estrangeiro recua, mas interesse no Brasil persiste
Após meses de entrada de recursos, o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira virou negativo desde meados de abril, com saídas acumuladas de R$ 12 bilhões. O banco, no entanto, pondera que esse movimento não é específico do Brasil — há um recuo geral nos fluxos para mercados emergentes, que saíram de US$ 86 bilhões no ano até o pré-conflito para US$ 70 bilhões atualmente.
Parte da rotação saiu em direção a ações de tecnologia, beneficiando mercados como Coreia do Sul, Taiwan e o Nasdaq americano. Outros fatores incluem um Fed mais hawkish, um payroll americano robusto e o próprio real já apreciado, que reduz o potencial de ganho cambial adicional para investidores externos.
Ainda assim, o interesse estrutural no Brasil se mantém. O banco destaca que investidores estrangeiros enxergam o país — e a América Latina em geral — como uma espécie de porto relativamente seguro e uma forma de diversificação em relação aos mercados emergentes dominados por tecnologia. No médio prazo, porém, o JP Morgan projeta que as ações brasileiras devem andar de lado, sem grandes catalisadores de alta até que o cenário eleitoral e monetário se torne mais claro.
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Por anos, o TotalPass foi visto pelo mercado como uma variável secundária da tese de investimento em Smart Fit, uma espécie de “opcionalidade” que poderia ou não se concretizar. Os resultados do primeiro trimestre de 2026 parecem ter mudado esse diagnóstico de forma bastante clara.
A plataforma de benefícios corporativos encerrou o trimestre com 2,1 milhões de clientes no Brasil e no México, alta de 24% sobre o trimestre anterior. No Brasil, a rede parceira ultrapassou 34 mil academias e estúdios (+47% ao ano), com presença em quase 2 mil cidades. No México, a base atingiu mais de 9 mil unidades (+45% ao ano). O BTG Pactual, em relatório publicado nesta semana, resume o cenário de maneira direta: a questão não é mais se a plataforma consegue escalar, mas se essa escala se traduz em melhor monetização ao longo do tempo.
"O TotalPass é um flywheel estratégico. A rentabilidade de curto prazo pode parecer inferior à do modelo B2C, mas o poder de geração de lucro no médio prazo melhora se a plataforma continua crescendo, o desconto se comprime e a utilização preenche capacidade incremental", BTG Pactual, no relatório “More than a pass: scaling unto valuation”.
O "segmento Outros" que surpreendeu o mercado
O segmento contábil chamado de “Others”, que consolida TotalPass Brasil, TotalPass México, Queima Diária, Studios e FitMaster, registrou receita líquida de R$ 192,9 milhões no 1T26, representando 9% da receita consolidada (ante 6% no 1T25). O crescimento foi de 102% na comparação anual.
Mais relevante do que a expansão de receita foi o comportamento da rentabilidade. O lucro bruto em caixa do segmento avançou 137% ao ano, com a margem bruta atingindo 85,7%, expansão de 13,3 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano anterior. O principal driver foi o TotalPass Brasil, que também foi o fator central para que a empresa superasse as estimativas de margem no trimestre.
A queda de membros no Brasil que, na verdade, é boa notícia
Um dos dados que chamou atenção nos resultados foi a redução de 2% ao ano na base de membros das academias próprias no Brasil. A administração da Smart Fit atribuiu esse movimento ao aumento da participação do TotalPass nos seus próprios espaços: os usuários do TotalPass não entram na contagem oficial de membros, mas seus check-ins geram receita para as academias próprias da companhia.
O BTG destaca que, no 1T26, o aumento trimestral de participação do TotalPass nas academias próprias foi o maior registrado nos últimos três anos. No México, os check-ins do TotalPass representaram uma parcela de tráfego aproximadamente 40% maior do que sua parcela de receita nessas unidades, o que evidencia que a monetização por visita ainda tem espaço para crescer.
Em termos de receita por visita, a análise proprietária do BTG mostra que o TotalPass passou de cerca de 0,73x da média do canal B2C em 2024 para aproximadamente 0,80x em 2025. O tracker atualizado com dados de maio de 2026 aponta que o ticket médio ponderado pela distribuição de academias parceiras entre os planos subiu de R$ 174,1 (abril) para R$ 175,1 (maio), com leve migração para planos de maior valor.
"A monetização pode melhorar não apenas por aumentos de preço, mas também via alocação de planos, mix de check-ins e migração de academias de maior qualidade para faixas de maior valor", BTG Pactual, no relatório “More than a pass: scaling unto valuation”.
Resultado consolidado: acima das estimativas
A receita líquida consolidada do 1T26 somou R$ 2,1 bilhões, alta de 25% ao ano, em linha com as projeções do BTG. O EBITDA ajustado ficou em R$ 672 milhões (+29% ao ano; 3% acima do estimado), com margem expandindo 100 pontos-base. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 207 milhões (+47% ao ano). O fluxo de caixa livre foi de R$ 85 milhões no período (ante R$ 41 milhões no 1T25), com a geração de caixa operacional convertendo 95% do EBITDA.
O banco atualizou suas projeções para a companhia, elevando o preço-alvo de R$ 30 para R$ 31 por ação para o final de 2026. A recomendação segue sendo de compra. A ação encerrou o pregão de 9 de maio a R$ 20,22, o que implica um potencial de valorização de 53% até o preço-alvo do BTG.
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Wall Street inventou mais um acrônimo para traduzir o mercado: NACHO, sigla para “Not A Chance Hormuz Opens” (nenhuma chance de Hormuz reabrir). Popularizado pelo colunista da Bloomberg Javier Blas, o termo reflete o ceticismo crescente de que os esforços diplomáticos consigam resolver o impasse entre EUA e Irã sobre o estreito
O Brent ainda opera acima dos US$ 100, mais de 38% acima dos níveis anteriores ao conflito. O NACHO trade aposta que seguradoras não cobrirão navios no Estreito, que o petróleo seguirá caro, sustentando a inflação e impedindo o Fed de cortar juros. O JP Morgan alerta (gráf abaixo) que os estoques comerciais globais devem atingir níveis críticos de estresse operacional em meados de junho.
Reflexos para o Brasil
Petróleo persistentemente alto favorece a Petrobras e o saldo comercial brasileiro no curto prazo. Para o Copom, petróleo caro é pressão inflacionária direta via combustíveis e frete, reduzindo o espaço para cortes na Selic.
Quem perde com o NACHO na B3
O NACHO trade tem vítimas na bolsa brasileira. Aviação lidera os prejudicados. GOL e Azul absorvem o choque do querosene com balanços já fragilizados. O varejo alavancado, como Magazine Luiza, sofre com a Selic bloqueada pela inflação do petróleo. Incorporadoras como MRV e Cyrela perdem com o crédito imobiliário mais caro. Frigoríficos pagam mais pelo frete global.
Agenda da semana (10 a 15 de maio)
A próxima semana será marcada pela divulgação de dados de inflação no Brasil, nos Estados Unidos e na China, além do encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim.
Os investidores também acompanham a reta final da temporada de balanços no Brasil, com resultados de empresas como Petrobras, Banco do Brasil, BTG Pactual, Natura e Nubank.
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Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa entrou em um movimento corretivo após atingir a primeira região de “order block” destacada na semana passada, sem passar por uma realização mais consistente anteriormente. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o cenário ainda aponta para espaço adicional de queda no curto prazo. “Acredito que ainda nos próximos dias poderemos ver o mercado mais para baixo, entre 180,5 mil e 175 mil pontos”, afirmou. Segundo ele, o momento favorece operações mais defensivas e atenção para papéis com viés vendedor. “Estou de olho nas ações que apresentam uma característica mais vendedora para aproveitar essas movimentações”, disse.
Bitcoin
No mercado de criptomoedas, Borges avalia que o Bitcoin segue pressionado no gráfico semanal, mesmo após uma recuperação recente em formato de canal de alta moderada. O analista destaca que o movimento atual repete padrões observados em ciclos anteriores após fortes quedas. “O candle atual remete mais a uma fraqueza no movimento de alta”, afirmou. Com isso, ele não recomenda novas compras nos níveis atuais e orienta investidores que entraram abaixo de US$ 75 mil a proteger ganhos. “Sugiro apertar o stop ou até colocar o lucro no bolso, porque ainda vejo maior probabilidade de o Bitcoin testar a faixa entre US$ 62 mil e US$ 60 mil nas próximas semanas”, avaliou.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras entraram em consolidação após a forte valorização registrada no início do ano. Borges lembra que já monitorava uma possível realização abaixo da faixa de R$ 46,00 e afirma que o papel não conseguiu sustentar novas máximas recentes. “Já são seis semanas de consolidação, e vejo maior probabilidade de a Petrobras voltar a cair e corrigir”, disse. Na avaliação do analista da NMS Research, o ponto de entrada mais atrativo para compra estaria entre R$ 38,00 e R$ 35,00. “Para quem aproveitou a alta recente, entendo que existem oportunidades com uma relação risco-retorno melhor neste momento”, acrescentou.
Banco do Brasil [BBAS3]
No caso do Banco do Brasil, Borges vê continuidade do movimento de baixa após a correção observada nos últimos meses. O analista aponta que a região entre R$ 21,00 e R$ 21,50 concentra uma importante área de suporte, mas alerta para a formação de liquidez excessiva no patamar. “Temos muitos fundos nivelados nessa faixa, o que representa uma construção de liquidez muito forte”, explicou. Para ele, a melhor região para observar oportunidades de compra estaria entre R$ 20,50 e R$ 19,70. Borges também recomenda cautela para quem já está posicionado no papel. “Abaixo de R$ 21,60, eu sairia da posição e aguardaria oportunidades melhores”, concluiu.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Cenário Macro: Maio de 2026 - BTG Pactual
O BTG Pactual projeta um cenário externo desafiador com o petróleo acima de US$ 100/barril, mas vê o Brasil bem posicionado devido ao seu superávit comercial recorde. A projeção para o câmbio foi revisada para R$ 4,90/US$, refletindo melhores termos de troca e um diferencial de juros favorável, enquanto o déficit primário deve se manter estável em 0,4% do PIB.
Brazil & LatAm Equity Strategy: It's a Long Way to The Top - Itaú BBA
O Itaú BBA mantém recomendação Overweight para o Brasil, com um preço-alvo que sugere retorno total de 20% ao ano, apoiado em valuation atraente (9,1x P/L) e crescimento de lucros em setores domésticos e financeiros. Entre as principais escolhas (top picks) estão Equatorial, Axia Energia e Multiplan, com foco em empresas de alta qualidade e ativos de infraestrutura.
O Banco Safra atualizou as estimativas para a WEG [WEGE3] com um novo preço-alvo de R$ 53,60, mantendo a recomendação Neutra devido ao crescimento limitado no curto prazo e múltiplos considerados justos. O relatório destaca um corte nas projeções de receita e lucro após um 1T26 mais fraco e analisa os impactos potenciais de novas tarifas de importação nos EUA.
A XP elevou o valor justo do Ibovespa para 205 mil pontos ao final de 2026, fundamentada na melhora da dinâmica de lucros das empresas brasileiras. Apesar da correção recente causada pela rotação global para tecnologia e IA, a corretora segue construtiva com o Brasil e atualizou suas carteiras incluindo nomes como TOTS3 e GGBR4.
Em maio, o mercado financeiro vai ganhar ares de Copa do Mundo. O Seleção Trader é uma competição gratuita de simulação de operações que vai reunir traders de todo o Brasil em uma disputa por um prêmio inédito: uma viagem completa para assistir a um jogo das Oitavas de Final da Copa do Mundo 2026, no BC Place, em Vancouver, no Canadá.
Passagens internacionais, quatro dias de hospedagem em hotel de alto padrão com tudo incluso, ingressos oficiais e logística completa, o time campeão não precisa se preocupar com nada além de operar bem.
Como funciona a competição
O campeonato é dividido em duas etapas:
1ª Etapa — Classificatória (15/05) Aberta a todos os inscritos. Cada participante opera individualmente e seus resultados contam para o ranking do time escolhido. Os quatro melhores resultados líquidos de cada time avançam para a fase seguinte.
2ª Etapa — Eliminatórias (19/05 a 25/05) Formato mata-mata com confrontos diretos entre os times. O resultado coletivo é a soma das operações dos quatro classificados.
Times, mentores e estratégia
Cada participante escolhe um dos oito times, cada um liderado por um influenciador trader de referência no Brasil. Esse influenciador é o seu mentor — e a escolha, vale avisar, é definitiva. Uma vez no time, não há troca.
Existe também o Time Mundo, uma opção diferente: sem mentor fixo no início, o capitão é definido pelo desempenho. O competidor que ficar em primeiro lugar escolhe quem vai ser o técnico das próximas fases. Pura meritocracia.
As regras técnicas que você precisa saber
As operações são simuladas com ativos reais, todas realizadas dentro do horário do pregão regular da B3, na plataforma Profit Pro da Nelogica — a plataforma oficial do campeonato.
Os ativos permitidos e suas exposições máximas são:
Mini Dólar: até 10 contratos
Mini Índice: até 20 contratos
Futuro de Bitcoin: até 20 contratos
Operações fora do horário ou fora da plataforma não são contabilizadas.
Para quem já opera ou quer testar suas habilidades em um ambiente competitivo com ativos reais, o Seleção Trader é uma oportunidade concreta de medir seu desempenho contra outros traders, aprender com mentores de referência no mercado — e, quem sabe, embarcar para o Canadá em maio.
As inscrições vão até 12 de maio. As vagas são limitadas por time. Clique aqui e garanta a sua participação.
O Nubank (ROXO34) assumiu o topo do ranking de preferência entre investidores institucionais no setor financeiro brasileiro, segundo pesquisa de sentimento divulgada pelo Bank of America (BofA) em 28 de abril. A fintech registrou um dos maiores saltos de posicionamento no primeiro trimestre de 2026 e agora figura como a ação mais comprada no setor — título que coloca ainda mais expectativa sobre o balanço do 1T26, previsto para 14 de maio, após o fechamento do mercado americano.
O levantamento, que ouviu 30 investidores locais e globais entre 16 e 26 de abril, traça um panorama em que o otimismo com a bolsa brasileira como um todo convive com cautela crescente em relação ao setor bancário. A preocupação central é a qualidade dos ativos — e o resultado do Banco Inter (INBR32) divulgado nesta quarta-feira (7) serviu de alerta vivo para o mercado.
BofA aponta Nubank como novo favorito; BTG e Itaú completam o pódio
No levantamento do BofA, o Nubank substituiu o BTG Pactual (BPAC11) no posto de ação mais detida pelos gestores no setor financeiro. O BTG e o Itaú Unibanco (ITUB4) se mantêm como segundo e terceiro colocados, respectivamente. Bradesco (BBDC4) e B3 (B3SA3) avançaram e ocupam agora a quarta e quinta posições.
Na ponta oposta, Banco do Brasil (BBAS3) e BB Seguridade (BBSE3) continuam sendo os nomes com maior posicionamento vendido. Santander Brasil (SANB11) e Caixa Seguridade (CXSE3) também tiveram aumento relevante de posições “short”.
A pesquisa também revela que as preferências mudam conforme o cenário macroeconômico. Em um ciclo de afrouxamento monetário, os investidores privilegiam XP, BTG e B3. Em um ambiente de juros altos por mais tempo (”higher for longer”), o Itaú desponta como o nome mais seguro. O Nubank e o BBDC aparecem como opções em ambos os cenários de corte de juros.
Ordem de posicionamento nas financeiras brasileiras pelos investidores pesquisados [Fonte: Bank of America Research]
Quase 90% dos investidores preocupados com inadimplência
O ponto de maior atenção no relatório do BofA é a qualidade dos ativos. Quase 90% dos entrevistados disseram estar preocupados com a trajetória da inadimplência ao longo de 2026. A divisão, porém, é quase exata: metade acredita que a deterioração já está precificada nas estimativas de consenso; a outra metade entende que o mercado ainda não incorporou o risco plenamente.
Para o Nubank especificamente, os investidores apontam o crescimento das operações no México como o principal catalisador positivo. Outros fatores monitorados de perto incluem a expansão nos EUA, a evolução da inadimplência no Brasil e o sucesso no lançamento de novos produtos financeiros.
Inter cai mais de 10% após balanço do 1T26: um termômetro para o setor
O cenário de preocupação com inadimplência ganhou concretude nesta quarta-feira com o resultado do Banco Inter. O banco reportou lucro líquido de R$ 394,8 milhões no 1T26 — alta de 5,4% em relação ao trimestre anterior e de 37,8% na comparação anual, praticamente em linha com as estimativas do BTG Pactual (R$ 393 milhões), o que implica um ROE de 15,5%.
No entanto, o aumento da inadimplência assustou os investidores. O índice de NPL acima de 90 dias subiu 40 pontos-base no trimestre, chegando a 5,1%. O NPL antecipado (acima de 15 dias) avançou 60 pontos-base, para 4,6%. A gestão do banco atribuiu o movimento a fatores sazonais, ao crescimento do portfólio de crédito consignado privado e a efeitos do ciclo de crédito.
As ações chegaram a recuar 10,12%, a R$ 34,80, na primeira metade do pregão — um sinal claro de que o mercado está com pouquíssima tolerância a surpresas negativas em qualidade de crédito.
Para o BTG Pactual, o resultado do Inter é “amplamente em linha” e confirma a melhora consistente de rentabilidade, mas reconhece que o banco vive um “limbo narrativo temporário”. A casa mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 60,00, destacando que o Investor Day do Inter, marcado para 11 de maio em Nova York, será uma oportunidade importante para a companhia realinhar as expectativas do mercado.
O que esperar do Nubank no 1T26
Com o balanço do Nubank marcado para a noite de 14 de maio, os analistas do JP Morgan — que têm recomendação de overweight para o papel — projetam lucro recorrente de US$ 879 milhões no trimestre, o que representaria crescimento de 70% na comparação anual e um ROE próximo de 30%.
Os principais pontos a serem monitorados no balanço são:
Crescimento da carteira de crédito: o JP Morgan estima expansão de 46% na base anual, com ganho de participação do crédito sem garantia (unsecured)
Inadimplência: o primeiro trimestre historicamente é mais fraco para NPLs antecipados — o mesmo padrão sazonal que afetou o Inter nesta semana. O debate em torno da qualidade de crédito no Brasil tende a tornar esse indicador o mais escrutinado do balanço
México: dados regulatórios mostram carteira crescendo 6% no trimestre, com inadimplência comportada — o principal vetor de crescimento da fintech no médio prazo
Eficiência: 2026 é considerado um ano de investimentos pelo Nubank. O JP Morgan projeta leve melhora de cerca de 200 pontos-base no índice de eficiência no 1T26, parcialmente influenciada pela sazonalidade
Imposto de renda efetivo: o JP Morgan projeta alíquota efetiva de 22%, ligeiramente acima do que parte do mercado precifica (abaixo de 20%), o que pode fazer com que o lucro antes de impostos do banco fique mais alinhado ao consenso do que o lucro líquido
O JP Morgan aponta que suas estimativas ficam 5% abaixo do consenso para o trimestre — o que sinaliza que qualquer surpresa positiva tem potencial para impulsionar o papel.
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O Seleção Trader é uma competição gratuita de simulação de operações que vai reunir traders de todo o Brasil em uma disputa por um prêmio inédito: uma viagem completa para assistir a um jogo das Oitavas de Final da Copa do Mundo 2026, no BC Place, em Vancouver, no Canadá.
Passagens internacionais, quatro dias de hospedagem em hotel de alto padrão com tudo incluso, ingressos oficiais e logística completa, o time campeão não precisa se preocupar com nada além de operar bem.
A NMS Research realizou ajustes pontuais em sua Carteira Max Ações, encerrando a posição em #AZZA3 e adicionando a Odontoprev [#ODPV3]. Além disso, a casa optou por reduzir levememente a exposição em #CXSE3 e #AXIA3. O portfólio, que busca superar o Ibovespa no médio e longo prazos, segue a metodologia do "Tripé do Valor", equilibrando Large caps, pagadoras de dividendos e Small caps.
A XP promoveu mudanças táticas em sua Carteira Renda Total para maio, com destaque para a inclusão do #KNRI11 (+3,0%). A equipe de análise também ampliou as posições em #RBRX11, #VISC11 e #RBRR11, enquanto reduziu a exposição em fundos como #HFOF11 e #RZAG11. O objetivo é reforçar a participação em ativos com perfil defensivo e carrego atrativo, reduzindo o peso naqueles que já atingiram preços esticados.
Para o mês de maio, o Itaú BBA promoveu quatro alterações estratégicas em seu Radar de Preferências. No setor de Construção Civil, a Moura Dubeux [#MDNE3] entra no lugar da Cyrela [#CYRE3]. Em Bens de Capital, a Marcopolo [#POMO4] substitui a WEG [#WEGE3], enquanto no setor de Consumo, a Panvel [#PNVL3] ocupa a vaga da Vivara [#VIVA3]. Por fim, a Gerdau [#GGBR4] passa a integrar a lista no lugar da Vale [#VALE3], reforçando as 20 melhores ideias de investimento da casa para o período.
Focada em oportunidades de valorização, a carteira de FIIs da XP para maio ampliou a exposição ao #VISC11 (+1,0 p.p.) em detrimento do #HFOF11. Segundo a análise, o fundo de shoppings apresenta uma assimetria positiva no curto prazo e potencial de elevação de rendimentos via ganhos de capital na reciclagem de ativos. No último ano, a carteira acumula uma valorização de 17,9%, superando tanto o IFIX quanto o CDI no período.
O Santander atualizou sua Carteira Dividendos para maio com a inclusão da Vibra [#VBBR3]. Em contrapartida, deixam o portfólio os ativos BTG Pactual [#BPAC11], Vivo [#VIVT3], Alupar [#ALUP11], Copel [#CPLE6], Vale [#VALE3] e Cury [#CURY3]. A estratégia foca em empresas de baixa volatilidade e baixo endividamento, buscando superar o Ibovespa no longo prazo através da combinação de proventos atrativos e ganho de capital.
A casa manteve a carteira inalterada para o mÊs de maio. O portfólio, desenhado para investidores com maior tolerância ao risco, utiliza modelos estatísticos para identificar ativos com baixa volatilidade no pagamento de proventos, liquidez elevada e crescimento de patrimônio líquido. A estratégia foca na potencialização da renda mensal através de uma alocação dinâmica entre os segmentos de papel, tijolo, híbridos e fundos de fundos (FoFs).
A incorporadora Plano & Plano [#PLPL3] passa a integrar o grupo dos 10 nomes recomendados pela XP, ocupando a vaga deixada pela Cyrela [#CYRE3]. Segundo a equipe de análise, a troca foi fundamentada em dados de consenso da LSEG, que apontam um dividend yield mais atrativo e uma melhora nas expectativas para a Plano & Plano, enquanto a Cyrela apresentou deterioração nas projeções de rendimento e nas avaliações de mercado.
A XP optou por não realizar mudanças em sua carteira Top Ações Globais para o mês de maio. A decisão fundamenta-se na solidez dos ativos selecionados, que apresentaram um desempenho expressivo de 7,8% em abril. Embora o resultado tenha ficado ligeiramente abaixo do índice de referência (iShares MSCI ACWI ETF), os analistas acreditam que o portfólio atual segue alinhado com as perspectivas para o cenário internacional, mantendo os fundamentos das teses de investimento originais.
A estratégia de dividendos internacionais da XP para maio traz como principal novidade a inclusão da Lockheed Martin [#LMT], com peso de 2,5%. A corretora identifica um ponto de entrada atrativo após a ação retornar aos múltiplos de 2025. O movimento busca captar o aumento estrutural nos gastos militares globais, intensificado pelos conflitos recentes no Oriente Médio e na América do Sul, que fortalecem o setor de defesa. A carteira, que seleciona ativos listados nos EUA com distribuição contínua de proventos, mantém uma exposição geográfica diversificada, destinando 27,5% à Europa e 5,0% à Ásia-Pacífico.
Realização de lucros em Dell e desempenho superior
Para acomodar a nova posição, a XP reduziu a fatia da Dell [#DELL] para 2,5%. A decisão reflete uma realização parcial de lucros após o papel disparar 67,3% em 2026, com os analistas avaliando que a relação risco-retorno tornou-se menos favorável após o rali. Em termos de performance, o portfólio global superou significativamente seu benchmark (iShares Select Dividend ETF) em abril, registrando alta de 5,5% contra 2,7% do índice de referência. Atualmente, a carteira mantém posições acima da média em Materiais, Financeiro e Saúde.
Carteira Fundamentalista de FIIs – XP
Para o mês de maio, a equipe de análise da XP promoveu uma reciclagem estratégica em sua carteira recomendada de fundos imobiliários. O movimento central foi a redução da alocação em fundos de papel, como CPTS11, MCCI11 e RBRR11, visando capturar novas oportunidades em ativos reais. Com os recursos liberados, a corretora incluiu o KNRI11 e o HGBS11 no portfólio, reforçando a exposição a tijolo com foco em ativos de alta qualidade, baixa volatilidade e fundamentos sólidos. Além disso, a posição no KNCR11 foi ampliada em 2,0 pontos percentuais.
Top Small Caps – XP
A XP renovou sua seleção de Small Caps para maio com as entradas de Alupar [#ALUP11] e BR Partners [#BRBI11]. No movimento de saída, a Inter [#INBR32] e a Direcional [#DIRR3] deixaram o portfólio. A corretora justificou a retirada da Direcional, somada à redução de peso na Cury [#CURY3], como uma estratégia para diminuir a exposição ao segmento de baixa renda no curto prazo, citando um cenário de maior incerteza e riscos setoriais crescentes para as construtoras residenciais.
Marcopolo e 3tentos ganham espaço na estratégia
Buscando uma postura mais defensiva, a XP elevou as participações de Marcopolo [#POMO4] e 3tentos [#TTEN3]. A fabricante de ônibus é vista como um ativo resiliente, com margens saudáveis no exterior que protegem os resultados contra revisões negativas do setor. Já a 3tentos permanece como a principal escolha da casa no agronegócio. Além disso, a Bemobi [#BMOB3] teve seu peso aumentado, enquanto a Aura Minerals [#AURA33] sofreu nova redução para realização de lucros após a recente valorização das ações.
Carteira Top Dividendos - XP
A XP promoveu uma troca estratégica no setor de óleo e gás em sua carteira de dividendos, inserindo a PRIO [#PRIO3] com peso de 5%. A petroleira é vista como o veículo ideal para capturar o ciclo de alta da commodity, dado o seu recorde de produção, o que deve impulsionar o retorno via dividendos e recompras. Para abrir espaço para o novo papel, a exposição em Petrobras [#PETR4] foi levemente reduzida para 10%. A B3 [#B3SA3] também perdeu participação no portfólio, que agora busca nomes com maior capacidade de geração de caixa imediata e distribuição de lucro recorde.
Carteira Top Ações - XP
A XP Investimentos atualizou sua carteira recomendada com as entradas de Gerdau [#GGBR4], Embraer [#EMBR3] e Totvs [#TOTS3]. No caso da Gerdau, o banco vê um momentum operacional sólido na América do Norte e melhora de rentabilidade no Brasil. Já a Embraer entra para aproveitar uma oportunidade de valuation, após a ação performar abaixo de seus pares globais. Para abrir espaço, a Aura Minerals [#AURA33] foi removida para realização de lucros.
A corretora também promoveu ajustes técnicos de exposição. O peso da Lojas Renner [#LREN3] foi reduzido de 10% para 5%, visando diminuir a presença no setor de varejo. A B3 [#B3SA3] também teve sua fatia cortada no portfólio. As mudanças refletem uma busca por ativos com geração de caixa resiliente e maior proteção em setores industriais e de tecnologia.
O BTG Pactual atualizou sua carteira de Small Caps para maio com a inclusão de Bemobi [#BMOB3] e Sanepar [#SAPR11]. As ações entram no portfólio nos lugares de GPS [#GGPS3] e C&A [#CEAB3], que foram retiradas nesta revisão. Segundo o banco, a Bemobi apresenta uma combinação rara de crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista, sendo negociada a múltiplos atrativos (12x lucro 2026). A expectativa é de que a companhia reporte crescimento superior a 15% no primeiro trimestre, impulsionada pelos segmentos de Pagamentos e SaaS.
Potencial de valorização da Sanepar supera 50%
A inclusão da Sanepar é fundamentada pelo baixo valuation, com a ação negociada a 0,8x EV/RAB. O BTG destaca que o papel teria um potencial de re-rating superior a 50% caso passasse a ser negociado a 1x o valor da sua base de ativos regulatórios. Analistas do banco apontam que o principal gatilho para 2026 será político, com a corrida pelo governo estadual podendo reacender discussões sobre maior eficiência operacional ou privatização.
O BTG Pactual optou por manter a carteira 10SIM praticamente inalterada para o mês de maio. O banco reitera que o mercado brasileiro segue atrativo para o capital estrangeiro, sustentado por valuations baixos (P/E projetado de 8,8x) e pelo papel do país como exportador líquido de petróleo, o que oferece proteção contra conflitos no Oriente Médio. A casa destaca ainda que, apesar da redução no ritmo de queda dos juros, o Brasil mantém uma trajetória clara de cortes no curto prazo.
Totvs [#TOTS3] entra no lugar de Itaú [#ITUB4]
A Totvs [#TOTS3] é a única novidade do portfólio neste mês, substituindo o Itaú [#ITUB4]. Após uma queda de 25% no ano devido a temores globais sobre o impacto da IA, o BTG vê a ação negociada próxima ao piso histórico de valuation (15x P/E 2027). O banco acredita que desenvolvedoras de ERP estão protegidas pela relação profunda com seus clientes. Para viabilizar a entrada, o Itaú foi removido em uma movimentação tática para reduzir a exposição a grandes bancos.
Foco em juros e exposição bancária restrita ao Nubank [#ROXO34]
Com a saída do Itaú, o Nubank [#ROXO34] passa a ser o único representante do setor financeiro na carteira, com 10% de peso. A estratégia geral permanece equilibrada, mas com foco em teses sensíveis à queda de juros, destinando 25% do portfólio para empresas de fluxo de caixa de longa duração, representadas por Localiza [#RENT3] e Motiva [#MOTV3].
Manutenção em Commodities, Utilities e Real Estate
O banco manteve 15% de exposição em Petróleo e Gás via Petrobras [#PETR4]. No setor de energia, Axia [#AXIA3] e Eneva [#ENEV3] somam 20% da carteira. O segmento imobiliário e de shoppings segue com 10%, distribuídos entre Cury [#CURY3] e Allos [#ALOS3], enquanto a Embraer [#EMBR3] garante a exposição industrial e cambial com 10%.
Relatório Mensal de Alocação referente ao mês de Abril/26
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Os dados de emprego de abril nos Estados Unidos concentram as atenções na próxima semana e devem orientar as apostas para a política monetária do Federal Reserve. A avaliação, segundo Leandro Manzoni, do Investing, é que um mercado de trabalho equilibrado, sem aceleração ou deterioração brusca, pode permitir ao Fed administrar as expectativas de inflação sem mudanças imediatas nos juros, mesmo com a pressão recente do petróleo causada pelo conflito no Irã.
No Brasil, a ata do Copom será o principal evento. O documento deve detalhar o tom mais duro adotado pelo Banco Central após o corte de 25 pontos-base na Selic. O mercado busca sinais sobre uma possível interrupção do ciclo de ajustes, diante da combinação de atividade econômica resiliente, inflação em serviços e expectativas desancoradas.
Gostando da leitura? Increva-se
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa registra um movimento de repique no curto prazo, mas sem sinal de entrada consistente de liquidez, segundo Filipe Borges. “O mercado não apresentou uma liquidez prévia que sustentasse esse avanço, então vejo esse movimento mais como um repique”, afirma. De acordo com o analista técnico da NMS Research, o índice pode encontrar resistência na faixa de 188.400 pontos e ainda há risco de perda dos 181 mil pontos. “A faixa entre 175 mil e 179 mil pontos surge como uma possível região de compra nos próximos dias”, diz.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras operam em lateralidade entre R$ 43,80 e R$ 50,00, enquanto o petróleo volta a indicar recuperação. Borges avalia que um rompimento da resistência pode abrir espaço para valorização adicional. “Se superar os R$ 50,00, o papel pode buscar entre R$ 56,00 e R$ 57,00, replicando a amplitude dessa consolidação”, afirma. Segundo ele, o nível de proteção para a operação ficaria abaixo de R$ 43,70. “Esse é o ponto que invalida a estrutura de alta no curto prazo”, acrescenta.
Vale [VALE3]
Os papéis da Vale apresentam tendência de queda no gráfico semanal após uma valorização acumulada relevante. Borges destaca que o ativo subiu cerca de 90% antes de iniciar o movimento de correção. “Vejo grande probabilidade de rompimento da mínima em R$ 74,00, o que reforça o cenário de continuidade da queda”, afirma. Para o analista, oportunidades de entrada aparecem apenas em níveis mais baixos. “As regiões de compra ficam entre R$ 62,50 e R$ 55,00, e quem está posicionado pode considerar realizar lucro na próxima oportunidade”, diz.
Bitcoin
O Bitcoin segue em movimento corretivo iniciado na semana passada, com possibilidade de novas quedas no horizonte, de acordo com Borges. “Ainda há espaço para o ativo recuar até a faixa de 80 mil a 82 mil dólares, mas isso faz parte de uma correção dentro de uma tendência maior”, afirma. No entanto, o analista alerta para risco de intensificação da baixa. “A perda dos 68 mil dólares indicaria reversão de tendência e poderia levar o preço a testar a região dos 60 mil dólares”, diz. Ele aponta ainda a faixa entre 81 mil e 83 mil dólares como zona de realização para investidores posicionados.
Relatórios da semana
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Brazilian Utilities: 1Q26 Earnings Preview - XP
A XP Investimentos projeta resultados operacionais sólidos para distribuidoras como Axia e Energisa, enquanto o segmento de geração deve apresentar um desempenho misto devido ao curtailment e aos preços spot. A Sabesp segue em trajetória de melhora, com preço-alvo ajustado para R$ 31,50.
A Bradsaúde teve sua recomendação elevada para Compra pelo Itaú BBA, com preço-alvo de R$ 19,00 para o final de 2026. O upgrade reflete a retomada no ganho de participação de mercado nas principais capitais brasileiras, impulsionada principalmente pela estratégia de expansão hospitalar via Atlântica D'Or. Com um controle mais rígido de fraudes e redução de reembolsos, a rentabilidade da operação de seguros atingiu um ROE de 38%, superando os patamares pré-pandemia. Negociada a 10x P/E para 2026, a ação é vista como atrativa, com projeção de lucro líquido de R$ 4,2 bilhões e um dividend yield estimado em 7% para o período.
O Copom reduziu a taxa Selic em 25 pontos-base, para 14,50% a.a., em uma decisão que o BTG Pactual considerou mais dovish do que o esperado pelo mercado. O comitê manteve a sinalização de continuidade do ciclo de ajustes, frustrando parte dos investidores que previa uma indicação de pausa para a próxima reunião. Embora a projeção de inflação para o horizonte relevante tenha subido para 3,5%, o BC minimizou o dado devido à elevada incerteza externa e aos conflitos no Oriente Médio. O cenário-base do banco projeta um novo corte de 25 pb em junho, mas ressalta que o espaço para reduções totais em 2026 pode encurtar caso a desancoragem das expectativas persista.
O sentimento em relação às ações brasileiras permanece majoritariamente positivo, embora tenha apresentado uma leve moderação em comparação ao final de 2025. Segundo a nova edição do Investment Manager Survey do Itaú BBA, o otimismo domina 77,6% dos investidores consultados, que projetam o Ibovespa acima dos 212 mil pontos até o fim de 2026.
O Bank of America (BofA) elevou o sinal de alerta para a trajetória da inflação no Brasil, apontando que, embora o IPCA-15 de abril tenha apresentado um resultado abaixo do esperado, os riscos de alta permanecem acentuados para 2026 e 2027.
O relatório semanal divulgado nesta quarta-feira destaca que a surpresa positiva no índice oficial foi sustentada por quedas pontuais em passagens aéreas e aluguéis, o que mascara uma deterioração nos núcleos de inflação e um aumento desconfortável no índice de difusão.
Diante desse cenário de pressões subjacentes persistentes, a instituição manteve sua projeção para o IPCA em 5,5% ao final de 2026 e 4,68% em 12 meses, termiando em março de 2027.
Inflação implícita (breakeven) versus a mediana da projeção de inflação do Focus para os próximos 12 meses [Fonte: Bank of America Research]
O monitoramento ressalta que a política de combustíveis e o setor de energia voltaram ao centro das atenções como os principais vetores de volatilidade. O governo busca aprovar no Congresso um projeto de lei que permite cortes temporários em impostos sobre combustíveis para mitigar eventuais reajustes da Petrobras, mas os analistas do banco avaliam que tal medida deve apenas compensar, e não eliminar, o impacto dos preços mais altos ao consumidor.
Somado a isso, a confirmação da bandeira tarifária amarela para o mês de maio e o agravamento dos riscos climáticos causados pelo El Niño trazem preocupações adicionais sobre o custo da energia e dos alimentos, com reflexos que podem se estender até o início de 2027.
No mercado financeiro, a percepção de risco é evidenciada pela ampliação da distância entre as projeções do Boletim Focus e as taxas implícitas de inflação, que subiram para 5,54% na última semana.
Esse hiato crescente sugere que os investidores estão incorporando um prêmio de risco considerável, refletindo a incerteza sobre o cumprimento das metas. Para o Banco Central, o relatório indica um horizonte de política monetária mais rígido, com o BofA elevando sua estimativa de inflação no período relevante do Copom de 3,3% para 3,5%, mesmo em um contexto de maior apreciação do real.
Diferença entre a BEI e as expectativas de inflação para os próximos 12 meses [Fonte: Bank of America Research]
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O boom dos remédios para emagrecer não dá sinais de arrefecimento — e está redesenhando o mapa do varejo farmacêutico brasileiro. Em relatório publicado nesta segunda-feira (27), o JP Morgan traça o panorama para a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 e conclui que o setor mantém momentum positivo, com uma vencedora clara entre as cobertas: a RD Saúde [RADL3].
GLP-1 como protagonista
Os dados de mercado da IQVIA mostram que o crescimento do varejo farmacêutico ficou em 14,8% no 1T26 em termos anuais — número robusto, mas que esconde uma aceleração importante no fim do período. Em março, as vendas nas drogarias dispararam 20,4% na comparação anual, puxadas pela normalização do fornecimento de tirzepatida (Mounjaro), medicamento para obesidade que havia sofrido com escassez de estoques.
Para o JP Morgan, o dado de março indica crescimento estrutural — não efeito sazonal. A bank vê RD Saúde e Pague Menos [PGMN3] como as empresas mais bem posicionadas para capturar esse movimento, dada a maior exposição de ambas ao segmento de emagrecimento.
RD Saúde: a top pick do banco
A RD Saúde é a escolha preferida do banco no setor. Para o 1T26, o JP Morgan projeta crescimento de vendas brutas de 22% na base anual pro-forma (excluindo a 4Bio), chegando a R$ 12 bilhões, com SSS consolidado de 15,3%. A margem EBITDA ajustada deve avançar 70 bps na comparação anual, a 6,9%, sustentando crescimento de EBITDA de 35%, a R$ 840 milhões.
O banco mantém preço-alvo em R$ 28/ação para dezembro de 2026 e rating Overweight, destacando o valuation atrativo de 18,4x P/L para 2027 combinado com CAGR de lucro por ação de 20% em cinco anos.
Hypera: resultados fracos à vista, mas tese de longo prazo intacta
Do lado oposto, a Hypera [HYPE3] deve entregar o resultado mais fraco do grupo no trimestre. O JP Morgan projeta receita líquida de R$ 2 bilhões e lucro líquido de R$ 296 milhões — cerca de 10% abaixo do consenso de mercado. O problema central é o mix desfavorável de produtos e a fraqueza persistente no mercado institucional, além de a empresa ainda não ter presença relevante no segmento de GLP-1.
Ainda assim, o banco mantém Overweight (compra) em HYPE com preço-alvo de R$ 33/ação — um upside de 40% em relação ao preço atual. O argumento é valuation: as ações negociam a 8,5x/6,7x P/L para 2026/2027, e o banco vê o papel como o melhor “value play” do setor, com perspectiva de melhora de resultados no segundo semestre com a chegada do semaglutide genérico.
Pague Menos e os demais
A Pague Menos mantém a classificação Underweight (venda). O banco reconhece a melhora de produtividade das lojas — que atingiu R$ 815 mil mensais por loja, em linha com os maiores players do setor — mas segue preocupado com o fluxo de caixa pressionado pelo endividamento. Para o 1T26, o banco projeta SSS de 14,9% e crescimento de receita bruta de 17%, a R$ 4,2 bilhões.
Blau Farmacêutica [BLAU3] deve reportar recuperação no trimestre após um 4T25 fraco impactado por atrasos em licitações públicas, mas o banco vê momentum de curto prazo limitado. Já a Viveo [VVEO3] apresenta melhora operacional insuficiente para compensar a alavancagem elevada de 6x Dívida Líquida/EBITDA, com previsão de prejuízo líquido até 2029.
Genéricos ganham espaço
Outro dado relevante do relatório: os genéricos continuam ganhando participação de mercado. No 1T26, responderam por 30,6% do total de vendas do setor, ante 28,7% um ano antes. O movimento é positivo para as drogarias — que se beneficiam de margens brutas maiores nessa categoria — mas representa vento contrário para laboratórios farmacêuticos, que enfrentam mais competição e tickets médios menores.
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A próxima semana será marcada por decisões de juros nas principais economias, com expectativa de manutenção das taxas no exterior e novo corte no Brasil. O ambiente segue pressionado pelo conflito no Oriente Médio, que mantém o petróleo em alta e amplia incertezas sobre inflação e crescimento global.
De acordo com Leandro Manzoni, economista do Investing, o foco dos mercados estará nos comunicados dos bancos centrais. A avaliação é que o choque de preços ainda é visto como temporário, mas pode se tornar mais persistente dependendo da duração do conflito e das restrições no Estreito de Ormuz.
No Brasil, o Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mantendo discurso cauteloso diante das expectativas de inflação desancoradas. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve manter os juros, enquanto Europa, Reino Unido e Japão também tendem a adotar postura de espera.
A agenda da semana traz o IPCA-15 de abril no Brasil, além de dados fiscais, bancários e de emprego. Nos Estados Unidos, o destaque é o PIB do primeiro trimestre e o índice de inflação PCE.
A temporada de balanços também avança, com resultados de grandes empresas de tecnologia no exterior. No Brasil, divulgam números companhias como Vale, WEG, Gerdau e Santander Brasil.
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Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa se aproxima da faixa de suporte entre 185 mil e 190 mil pontos, após uma sequência de realização de lucros nas últimas sessões. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento atual ainda não configura reversão de tendência. “O mercado segue acima de uma linha de tendência de alta e a correção ocorre de forma lenta, o que reforça um cenário de ajuste e não de mudança estrutural”, afirma. O índice acumulou forte alta em um curto período e, desde então, passa por cerca de dez dias de acomodação. Para Borges, “essa dinâmica indica muito mais uma realização após a alta recente do que uma reversão consistente”. Em caso de retomada do movimento positivo, ele aponta que o Ibovespa pode buscar novamente os 200 mil pontos, com possíveis extensões até 205 mil e 210 mil.
Banco do Brasil [PETR4]
As ações do Banco do Brasil operam em uma região que ainda não apresenta sinal claro de entrada, na avaliação do analista. O papel gira próximo de R$ 22,72, mas a maior concentração de volume está entre R$ 21 e R$ 22. “Graficamente, não vejo uma boa oportunidade de compra nesse patamar atual, pois ainda falta uma mudança de comportamento nos tempos gráficos menores”, diz Borges. Ele explica que uma eventual entrada exigiria confirmação de tendência de alta em gráficos intradiários. “Antes disso, o ativo pode buscar liquidez em fundos anteriores na região de R$ 20,80 a R$ 20,90”, acrescenta. O analista afirma que só consideraria compra após essa confirmação, com alvo projetado em torno de R$ 27,50.
Bitcoin
O Bitcoin se mantém na parte superior de um canal de alta, mas apresenta sinais de perda de força no curto prazo. Borges avalia que há espaço para consolidação ou correção, com possíveis recuos para a faixa entre US$ 68 mil e US$ 69 mil. “O ativo não conseguiu sustentar a tentativa de rompimento dos US$ 81 mil e US$ 82 mil e passou a respeitar um canal corretivo”, afirma. Para o analista, o cenário atual reduz a atratividade para novas compras. “Não vejo oportunidade de entrada neste momento; quem comprou em níveis mais baixos pode considerar realizar parte dos lucros ou retirar o capital investido”, diz.
Plano&Plano [PLPL3]
Já os papéis da Plano&Plano seguem em tendência de baixa no gráfico semanal, sem sinais de suporte relevante no curto prazo. Borges projeta possibilidade de novas quedas até a região entre R$ 7,00 e R$ 7,15. “A ação perdeu referências importantes de suporte, o que indica a necessidade de stop imediato para posições compradas”, afirma. Segundo ele, uma eventual reavaliação de compra só faria sentido nesses níveis mais baixos. “Caso surja um setup de venda com boa relação risco-retorno no caminho, a estratégia pode ser explorar a continuidade do movimento de queda até esse objetivo”, conclui.
Relatórios da semana
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O Bank of America (BofA) apresentou uma das projeções mais audaciosas para o mercado de commodities, estimando que o preço da prata pode oscilar entre US$ 135 e US$ 309 por onça até o fim de 2026. O cenário baseia-se em um descolamento das previsões conservadoras de Wall Street, fundamentado na correção da relação histórica entre ouro e prata e no déficit estrutural do metal.
A relação ouro-prata como gatilho de valorização
Atualmente, a relação entre os dois metais está próxima de 59 para 1. Segundo Michael Widmer, chefe de metais do BofA, uma volta a patamares históricos exigiria uma forte reprecificação:
Cenário de US$ 135: Ocorre se a relação recuar para 32:1 (nível de 2011), com o ouro próximo de US$ 5.000.
Cenário de US$ 309: Um horizonte extremo onde a relação atinge 14:1, repetindo o padrão registrado em 1980 durante o episódio dos irmãos Hunt.
Apesar do teto otimista, o banco ressalta que a prata tende a superar o desempenho do ouro em 2026, mesmo que não atinja os valores máximos projetados.
Déficit de oferta e demanda industrial em transformação
O mercado físico atua como uma mola propulsora para os preços. O Silver Institute prevê o sexto ano consecutivo de déficit global em 2026.
Fatores de pressão no mercado:
Escassez na produção: Queda no teor de minério e ausência de novos projetos estruturais.
Novos motores de demanda: Embora o setor solar tenda a reduzir o uso do metal, a demanda será sustentada por Data Centers, Infraestrutura de Inteligência Artificial (IA) e a indústria automotiva.
Estoques em queda: Registros em Londres mostram retração, com taxas de aluguel da prata atingindo 39% em 2025, sinalizando um possível aperto de liquidez.
Volatilidade e consenso de Wall Street
O histórico recente da prata confirma sua natureza volátil. Em janeiro de 2026, o metal atingiu US$ 121,67 antes de sofrer uma correção de 36%, recuando para a faixa dos US$ 81.
Enquanto o Bank of America trabalha com hipóteses de estresse, o consenso geral de Wall Street permanece moderado, com estimativas variando entre US$ 79 e US$ 90. Para que o cenário do BofA se concretize, será necessária a convergência de quatro fatores: ouro em alta, oferta limitada, demanda industrial resiliente e forte entrada de fluxos via ETFs e contratos futuros.
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O banco JP Morgan revisou suas projeções para o setor de papel e celulose na América Latina, sinalizando que os preços da fibra curta estão próximos de um pico cíclico. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a instituição financeira consolidou a Suzano como sua principal escolha (Top Pick), ao mesmo tempo em que rebaixou a recomendação da Klabin de compra para neutra, citando ventos contrários nos preços da fibra longa e a ausência de catalisadores operacionais no curto prazo.
A análise aponta que, embora os preços da commodity tenham sido impulsionados por uma oferta restrita e inflação de custos, o cenário global agora enfrenta ventos contrários provenientes de uma mudança no sentimento do mercado. O conflito no Oriente Médio alterou abruptamente a dinâmica de preços, injetando cautela entre os compradores e elevando incertezas sobre fretes e custos de insumos.
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Suzano: Potencial de valorização de 56%
A Suzano permanece como a única empresa do setor com recomendação de “Overweight” (compra) pelo banco. O preço-alvo para o final de 2026 foi ajustado para R$ 74,00 (ante R$ 81,00 anteriormente), principalmente devido a revisões nas projeções de câmbio.
A tese de investimento na companhia baseia-se em dois pilares principais:
Projeto Cerrado: A entrada em operação deste projeto deve elevar significativamente os volumes de produção e reduzir o custo caixa.
Geração de Caixa: Com a conclusão dos grandes investimentos, o banco espera uma redução substancial nas despesas de capital (capex), o que beneficiará o fluxo de caixa livre e o retorno ao acionista.
Klabin: Rebaixamento e falta de gatilhos
A Klabin teve sua recomendação reduzida para “Neutral” (manutenção), com o preço-alvo caindo de R$ 26,00 para R$ 22,00. Os analistas do JP Morgan argumentam que o sólido desempenho operacional da empresa já está refletido no preço atual das ações. Além disso, a fraqueza nos preços da fibra longa (softwood) e a ausência de novos catalisadores na unidade de papel limitam o potencial de valorização no momento.
Não vemos nenhum catalisador que afete o EBITDA da Klabin nos próximos cinco anos [Fonte: JP Morgan Research]
Panorama de preços e mercado global
O banco projeta que a fibra curta atinja um pico de aproximadamente US$ 615 por tonelada no segundo trimestre de 2026, o que representa uma alta de 9% em relação ao início do ano. No entanto, a resistência dos compradores na China e a demanda mais fraca por papel devem limitar novas altas, levando a um platô seguido de normalização moderada durante os meses de verão no Hemisfério Norte.
Para 2027, a estimativa média de preço para a celulose de fibra curta é de US$ 600 por tonelada. O JP Morgan destaca que a China continua sendo o principal fator de incerteza estrutural, à medida que o país busca equilibrar a celulose importada com a substituição por produção doméstica.
Quanto aos outros players da região, as chilenas CMPC e Copec mantêm recomendação neutra, afetadas por restrições de fluxo de caixa decorrentes de ciclos intensos de investimento. Em um segmento distinto, a Dexco segue com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 7,50.
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A semana começa com novas pesquisas eleitorais chegando ao debate público, e os números vão encontrar um eleitorado que já deu sinais claros de exaustão do modelo econômico.
Com o prazo de desincompatibilização encerrado em 4 de abril, começaram os ataques, principalmente nos alvos que mais ameaçam.
o tabuleiro está posto: Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema.
começou a bateção no clã que ameaca lula
Fique atento às pesquisas desta semana
Agenda da semana (20 a 24 de abril)
A semana de 20 a 24 de abril deve ter como principal vetor o conflito entre Estados Unidos e Irã, em um cenário de poucos indicadores econômicos e feriado no Brasil. A expectativa de uma reunião entre os países nos próximos dias mantém os investidores atentos a um possível acordo, enquanto persistem incertezas sobre temas como urânio enriquecido, fundos congelados e os termos de um eventual cessar-fogo. A evolução do conflito e as condições de navegação no estreito de Ormuz seguem como variáveis centrais para a economia global.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve adotou postura de espera após o choque nos preços de energia, interrompendo a perspectiva de cortes de juros no curto prazo. No Brasil, diretores do Banco Central sinalizaram preocupação com a deterioração das expectativas de inflação para 2028, o que pode limitar o espaço para quedas mais intensas da Selic.
Na agenda, a China divulga sua taxa de juros no domingo, com expectativa de manutenção em 3% ao ano. Na terça-feira, os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos devem indicar o ritmo do consumo. O Japão publica a inflação na quinta-feira, com expectativa de estabilidade. Na sexta-feira, o Brasil apresenta os dados do setor externo de março, com previsão de resultado sustentado por uma balança comercial favorecida pela alta do petróleo.
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Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa fechou em queda nesta sessão, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, após o recuo do petróleo no mercado internacional com o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento reforça um sinal de esgotamento no curto prazo. “O índice mostra um fechamento pesado e sinaliza um possível topo na região dos 199.300 pontos”, afirmou. Ele avalia que o mercado deve adiar uma tentativa de romper os 200 mil pontos e abrir espaço para correção. “Vejo margem para o Ibovespa recuar entre 190 mil e 185.500 pontos nas próximas sessões”, disse.
Petrobras [PETR4]
As ações da PETR4 perderam a faixa de R$ 46,70, nível que já havia sido apontado como região de realização de lucros. O papel vinha oscilando há semanas entre R$ 44 e R$ 50, mas, para Borges, o cenário técnico se deteriorou. “A perda do suporte em R$ 44 abre espaço para uma queda mais intensa, com alvos entre R$ 38 e R$ 36”, afirmou. O analista também relaciona o desempenho ao petróleo. “A commodity ainda indica espaço para novas quedas, e Petrobras tende a acompanhar esse movimento nos próximos dias, ampliando a correção após uma alta acumulada superior a 70% no ano”, disse.
Bitcoin
O Bitcoin avançou cerca de 3% nesta sexta-feira, mantendo a trajetória de alta no curto prazo. Ainda assim, Borges interpreta o movimento como parte de um canal corretivo. “O Bitcoin segue em alta, mas dentro de um padrão corretivo, próximo da faixa superior desse canal”, afirmou. Ele destaca que o comportamento atual repete movimentos anteriores do ativo. “Esse padrão já foi visto entre novembro e fevereiro e acabou antecedendo uma queda relevante”, disse. Na avaliação do analista, o ciclo de baixa ainda não terminou. “A tendência é de que o ativo teste e até perca o nível de US$ 60 mil nas próximas semanas ou meses”, afirmou.
CSN [CSNA3]
Entre as ações, a CSNA3 aparece como uma das principais apostas de venda. O papel segue em tendência de baixa, com repiques técnicos limitados. “O ativo mantém um fluxo vendedor forte e as altas recentes indicam apenas correções”, afirmou Borges. Ele aponta uma faixa entre R$ 6,98 e R$ 7,35 como possível ponto de entrada para operações vendidas. “Vejo espaço para a ação recuar até R$ 5,60 e, se perder esse suporte, o movimento de queda pode se intensificar, com alvos entre R$ 3,50 e R$ 2,50”, disse.
Relatórios da semana
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MÍDIAS DA SEMANA
MEMOLOGY
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Terça-feira, faremos mais uma atualização mensal comentando nossa posicionamento macro, renda fixa e ações. Eu, Diogo Carneiro, head de produtos e Max Bohm, head de ações no nosso canal Nomos no Youtube. Entre no link e ative o sininho.
O real vive momento favorável.
O dólar abaixo de R$ 5,10, os R$ 50 bilhões de fluxo estrangeiro acumulados na B3 em 2026 e o Brasil como maior destino de capital externo entre os emergentes.
O pano de fundo é a combinação de dois fatores que raramente aparecem juntos. De um lado, o dólar enfraquece por ruídos institucionais nos EUA: dúvidas sobre a independência do Fed, volatilidade política, fiscal estressado e um presidente que explicitamente prefere o câmbio mais fraco.
De outro, o Brasil reúne um perfil difícil de encontrar em outros emergentes: superávit comercial, intensivo em commodities, exportadores de petróleo, juros reais entre os mais altos do mundo e distância segura dos focos de conflito geopolítico.
A guerra não foi um percalço no fluxo estrangeiro. Em março ainda registramos fluxo positivo, ainda que em menor intensidade. Com o cessar-fogo, a lógica que vinha sendo construída vai ganhar impulso. Os analistas internacionais voltaram a olhar para o Brasil. O resultado aparece no câmbio antes da bolsa, justamente porque a exposição ao petróleo no Ibovespa amortece o rali relativo dos índices de renda variável.
Há, porém, um elemento que separa a apreciação atual daquela de 2022. Naquela vez, o real subia porque as commodities subiam com a invasão da Ucrânia. Agora, o movimento é diferente. O dólar que cede ante emergentes em geral, e o real que lidera dentro desse grupo pela soma do fluxo positivo com a desvalorização acumulada desde a pandemia.
Nossos modelos de fair value apontam para algo entre R$ 4,50 e R$ 5,00, intervalo que o câmbio começa a explorar pela primeira vez em anos. O argumento de desvalorização encontrou catalisadores suficientes.
Agenda da semana (13 a 17 de abril)
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,9% em reais e 7,8% em dólares, fechando aos 197.325 pontos, renovando máximas históricas e se aproximando da marca de 200.000 pontos.
A semana traz dados relevantes de atividade na China: PIB do 1º trimestre, produção industrial, vendas varejistas e desemprego de março. Na Europa, saem o CPI da Zona do Euro (março) e o PIB do Reino Unido (fevereiro). Nos EUA, destaque para o PPI de março e o relatório mensal da IEA.
No Brasil, o foco recai sobre indicadores de atividade. As vendas varejistas devem subir pelo segundo mês seguido (+1,0% no varejo ampliado), sustentadas pelo mercado de trabalho aquecido e maior concessão de crédito. Serviços devem crescer 0,5%. O IBC Br deve avançar 0,3%.
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Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa mantém trajetória de alta e renovou máximas históricas ao longo da semana, operando próximo dos 197 mil pontos e se aproximando do patamar de 200 mil pontos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento ainda pode se estender. “Vejo espaço para o índice buscar entre 205 mil e 210 mil pontos”, afirma. Ele pondera, no entanto, que a região dos 200 mil pontos pode funcionar como resistência de curto prazo. “Esse nível tem um peso mais psicológico do que técnico, com investidores aguardando para realizar lucros”, diz. O suporte mais relevante, de acordo com o analista, está em 180,6 mil pontos.
Azzas [AZZA3]
As ações da Azzas intensificaram o movimento de queda e registraram recuo de cerca de 10% na sessão, com rompimento de mínimas recentes. Borges aponta que o ativo segue pressionado no curto prazo. “O próximo alvo está em R$ 19,26, mas o movimento principal pode levar o papel para a faixa entre R$ 16,60 e R$ 14”, afirma. Para o analista, o cenário ainda não indica reversão. “Não vejo ponto de compra no momento. Para quem está vendido, a recomendação é manter a posição diante da probabilidade de novas quedas”, acrescenta.
Itaú [ITUB4]
O Itaú Unibanco segue em tendência de alta após o alívio recente no cenário externo, sustentando-se próximo das máximas em torno de R$ 46,35. Borges projeta continuidade do movimento. “O próximo alvo está em R$ 49,15, com suporte relevante abaixo de R$ 42,13”, afirma. Ele destaca que o setor bancário pode se beneficiar de medidas em discussão pelo governo. “A liberação do FGTS para quitação de dívidas tende a reduzir a inadimplência, o que melhora os resultados dos bancos e favorece a valorização das ações”, diz.
Casas Bahia [BHIA3]
Já os papéis da Casas Bahia apresentam sinais de fraqueza, com formação de topos descendentes e perda de força compradora. Segundo Borges, o ativo pode entrar em um ciclo mais acentuado de queda. “Os compradores não conseguem mais sustentar o preço, e o fluxo vem diminuindo”, afirma. Ele alerta para o rompimento de suporte em R$ 2,65. “Abaixo desse nível, o papel pode buscar entre R$ 1,80 e R$ 1,20”, diz. O analista recomenda cautela aos investidores. “Para quem está posicionado, faz sentido avaliar a saída e migrar para ativos com melhor tendência no curto prazo”, conclui.
Relatórios da semana
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Agenda da Semana
A semana de 6 a 10 de abril será marcada pela divulgação de dados de inflação nas principais economias, em meio à continuidade do conflito no Oriente Médio e à alta do petróleo. Segundo Leandro Manzoni, economista do Investing.com, o mercado deve concentrar atenção nos indicadores ao fim da semana, enquanto monitora os desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre os preços globais.
O petróleo segue acima de US$ 100 o barril após a escalada das tensões envolvendo Irã e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a continuidade do conflito por mais algumas semanas. O impasse no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity, mantém o risco de choque de oferta e pressiona as expectativas de inflação no curto prazo.
De acordo com Manzoni, esse cenário desafia os bancos centrais, que permanecem cautelosos diante dos impactos diretos e indiretos da alta do petróleo. A divulgação dos índices de preços de março em países como Estados Unidos, China e Brasil deve oferecer os primeiros sinais mais concretos sobre a intensidade dessa pressão inflacionária.
A agenda econômica da semana começa mais esvaziada e ganha força a partir de quarta-feira, com a divulgação da ata do Federal Reserve, que pode trazer novos sinais sobre a condução dos juros nos Estados Unidos. O documento será analisado após indicações de que membros do banco central discutiram a possibilidade de alta das taxas diante do cenário inflacionário.
Na quinta-feira, os investidores acompanham dados importantes nos Estados Unidos, incluindo o PCE de fevereiro e a leitura final do PIB do quarto trimestre de 2025. Já na sexta-feira, o destaque fica para o índice de preços ao consumidor (CPI) de março, que deve refletir de forma mais clara o impacto da alta dos combustíveis na economia americana.
No Brasil, a agenda inclui o Boletim Focus na segunda-feira, a balança comercial de março na terça-feira e indicadores como o IGP-DI e o Índice de Commodities do Banco Central na quarta-feira. O mercado também observa os dados de inflação e a trajetória dos preços de serviços, considerados decisivos para as próximas decisões do Copom.
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Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Panorama do Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou o dia em alta e atingiu a máxima semanal de 189,4 mil pontos, sustentado principalmente pelo avanço das ações da Petrobras. O movimento ocorreu após um início de sessão pressionado pelo cenário externo, com alta do petróleo e queda dos principais índices americanos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o índice só volta a apresentar um movimento mais consistente de alta após essa recuperação ao longo do dia”. Ele afirma que “o rompimento das máximas recentes abre espaço para buscar os 192,7 mil pontos, com potencial de chegar entre 194 mil e 197 mil nos próximos dias”.
Netflix [NFLX34]
As ações da Netflix negociadas na B3 mostram sinal de recuperação técnica após formação de fundo arredondado. O ativo fechou a semana com estrutura positiva e pode atrair fluxo comprador acima de R$ 10,20. Borges diz que “há uma boa oportunidade de compra nesse patamar, com alvo inicial em R$ 10,60”. Ele acrescenta que “o objetivo principal fica entre R$ 11,40 e R$ 11,90, enquanto o stop deve ser observado abaixo de R$ 9,48”.
Bitcoin
O Bitcoin mantém tendência de baixa nos gráficos de curto, médio e longo prazo. A criptomoeda encontrou resistência entre US$ 74 mil e US$ 75 mil e voltou a pressionar suportes mais baixos. De acordo com Borges, “o cenário ainda é de queda, com fundos sendo formados na região de US$ 64,8 mil”. Ele avalia que “abaixo desse nível, o ativo pode buscar os US$ 60 mil e, posteriormente, a faixa entre US$ 57 mil e US$ 58 mil”, o que pode abrir espaço para novas entradas no futuro.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras registraram volatilidade ao longo do pregão, apesar da alta do petróleo no mercado internacional após declarações de Donald Trump sobre o conflito com o Irã. O papel abriu em alta, mas devolveu ganhos durante o dia. Segundo Borges, “mesmo com o petróleo subindo mais de 8%, a ação mostrou fraqueza ao longo do pregão”. Ele destaca que “o papel acumula valorização relevante no ano e pode ser momento de realizar parte dos lucros, já que nenhuma ação sobe para sempre”.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Bens de Capital - Safra
Este relatório mensal analisa o desempenho do setor de bens de capital, destacando uma leitura positiva para a Embraer após dados preliminares de entregas superarem a média histórica no primeiro trimestre. O Safra também atualiza as projeções para empresas como WEG, Marcopolo e Randon, monitorando custos de insumos e o cenário do agronegócio.
A análise detalha preços-alvo e recomendações para o universo de cobertura, observando como a dinâmica de exportações e a demanda interna impactam as avaliações das companhias. O acompanhamento inclui indicadores de produção de veículos e logística, fundamentais para a tese de investimento no setor.
A estratégia de ações para abril destaca a resiliência do mercado brasileiro frente à volatilidade global causada pelo conflito no Irã e a disparada dos preços do petróleo. A XP mantém o valor justo do Ibovespa em 196 mil pontos para o final de 2026, sustentada por valuations atrativos e pela continuidade do fluxo de capital estrangeiro, que já supera R$ 50 bilhões no ano.
O relatório também traz mudanças nas carteiras recomendadas, incluindo o Nubank (NU) no portfólio “Top Ações” e atualizações nas seleções de Small Caps e ESG. O cenário macroeconômico é monitorado quanto aos riscos inflacionários que podem alterar o ciclo de queda de juros do Banco Central.
O relatório setorial aponta para uma desaceleração gradual no crescimento do crédito no Brasil, acompanhada por um aumento nos spreads bancários e na inadimplência, que atingiu 4,3% em fevereiro. A análise ressalta que o setor enfrenta um ambiente de maior risco, especialmente no varejo, refletindo o esforço das instituições em preservar margens.
As ações de bancos sofreram pressão em março devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O BB Investimentos monitora como a assimetria entre o crédito para pessoas físicas e jurídicas dita o ritmo do ciclo atual, com destaque para a resiliência do consignado e financiamento de veículos.
O Safra detalha o potencial de crescimento do BTG Pactual no varejo financeiro, impulsionado pela consolidação do Banco Pan e pela atuação em empréstimos consignados via FIDCs. A estimativa é que essa frente de negócios contribua com R$ 1,1 bilhão para o resultado de 2026, explorando a alta rentabilidade e a escala do crédito ao consumidor.
As projeções de lucro líquido ajustado para 2026 e 2027 foram revisadas para cima, alcançando R$ 20,3 bilhões e R$ 23,6 bilhões, respectivamente. O relatório enfatiza que o mercado pode estar subestimando o impacto dessa transição para uma plataforma de serviços financeiros mais diversificada.
Este relatório eleva o preço-alvo da Eneva para R$ 31 por ação, motivado pelo desempenho da companhia no Leilão de Capacidade, onde garantiu 3,5 GW em novos projetos. O sucesso no leilão superou as expectativas do mercado e fortaleceu a estabilidade do fluxo de caixa futuro da empresa.
A atualização do modelo incorpora também os resultados financeiros mais recentes e novas projeções macroeconômicas. O BTG destaca que a execução estratégica melhora a visibilidade de receitas e consolida a tese de crescimento sustentável no setor de energia.
A análise consolidada do quarto trimestre de 2025 mostra que as empresas brasileiras apresentaram resultados resilientes, com receita e EBITDA ligeiramente acima das estimativas. Excluindo impactos pontuais da Braskem, o lucro líquido agregado das companhias domésticas ficou praticamente em linha com o esperado.
O relatório observa que os setores voltados ao mercado interno mostraram expansão anual, enquanto as commodities foram o principal fator de desvio nas projeções. A leitura sugere que os fundamentos operacionais das empresas listadas permanecem sólidos.
A XP reitera a recomendação de compra para a Bemobi, com novo preço-alvo de R$ 31 por ação, refletindo o otimismo após reuniões com a diretoria da companhia. O foco central é a transição bem-sucedida para um modelo de negócios baseado em Pagamentos e SaaS, que já representa cerca de 60% da receita.
Com potencial de valorização de 23%, a análise destaca que a empresa negocia a múltiplos atrativos e possui diversas avenidas para crescimento. A integração de novas operações deve suportar a alavancagem operacional e a geração de caixa sustentável ao longo do tempo.
A XP Investimentos divulgou sua carteira recomendada de renda fixa para abril de 2026 com dez ativos, mantendo diversificação entre indexadores, prazos e emissores. O pano de fundo é de Selic a 14,75% ao ano — após o primeiro corte do ciclo iniciado em março — e inflação projetada a 4,5% para o ano.
A volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o petróleo reforça a cautela dos analistas. A casa mantém exposição acima do neutro em pós-fixados para aproveitar o carrego elevado, e duration em torno de seis anos nos títulos atrelados ao IPCA.
Entre os títulos públicos, a carteira inclui LFT (mar/2029), duas NTN-Bs (ago/2032 a IPCA + 7,30% e mai/2035 a IPCA + 7,03%) e uma NTN-F prefixada (jan/2031) a 13,51% ao ano. No crédito privado, os destaques são a debênture da Eletrobras (IPCA + 7,96% no gross-up, brAAA) e o CRI SuccesPar do Assaí (IPCA + 9,93% no gross-up, AAA), ambos isentos de IR. Completam a seleção a debênture ER Ativo J&F (CDI + 1,75%), um CDB do BMG (IPCA + 8,51%), uma LCA do Banco Original (91% do CDI, isento) e um CDB prefixado do C6 (14,6% ao ano).
A XP recomenda exposição máxima de 5% da carteira em um único emissor de crédito privado. CRIs, CRAs e debêntures não têm cobertura do FGC.
A XP manteve a estratégia de renda na carteira Top Dividendos Globais, com foco em geração de caixa e ajustes pontuais diante do cenário macro.
A principal mudança foi a entrada de AbbVie, escolhida pela combinação de crescimento e pagamento de dividendos. A casa também elevou exposição à Shell, avaliando potencial de ganhos adicionais com o petróleo em patamar elevado.
Em sentido oposto, houve redução em Dell após sequência de altas, além de corte em Morgan Stanley por maior risco no crédito privado.
Entre os destaques do mês, a Shell avançou com a valorização do petróleo. Já Constellation Energy recuou após revisão de expectativas e pressão dos juros, enquanto Newmont caiu com a baixa do ouro no período.
A XP promoveu ajustes na carteira Top Ações Globais, com aumento de exposição a tecnologia, mudanças no setor financeiro e redução em empresas chinesas.
A casa ampliou posição em Nvidia e Alphabet após a recente correção dos mercados. Segundo a XP, os papéis voltaram a níveis de valuation considerados mais atrativos, mesmo com forte perspectiva de crescimento, especialmente em inteligência artificial.
No setor financeiro, a estratégia foi reduzir participação em JPMorgan e aumentar em Citigroup, buscando aproveitar distorções de preço em meio a incertezas no crédito privado.
A carteira também reduziu exposição a TSMC e Alibaba, citando a necessidade de limitar concentração em inteligência artificial e diminuir riscos geopolíticos ligados à China.
No desempenho, a ExxonMobil foi o principal destaque positivo, impulsionada pela alta do petróleo após tensões no Oriente Médio. Por outro lado, Procter & Gamble, além de Alibaba e Baidu, pressionaram o resultado da carteira no período.
Small Caps - BTG Pactual | Abril
O BTG Pactual atualizou a carteira de Small Caps para abril com duas mudanças. OdontoPrev [ODPV3] e Banco Pine [PINE4] entram no portfólio, com foco em valuation atrativo e melhora operacional.
OdontoPrev [ODPV3] se beneficia da reorganização da Bradesco Saúde e negocia abaixo de 10x lucro para 2026.
Banco Pine [PINE4] apresenta avanço operacional e negocia a cerca de 5x lucro projetado.
Saem Aura [AURA33] e Sanepar [SAPR11]
Permanecem Copasa [CSMG3], GPS [GGPS3], Smart Fit [SMFT3], 3tentos [TTEN3], Pague Menos [PGMN3], C&A [CEAB3], Tenda [TEND3] e Vitru [VTRU3].
10SIM – BTG Pactual | Abril
O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM de abril após um mês de forte volatilidade global, no qual o Brasil voltou a se destacar. O fluxo estrangeiro permaneceu robusto, com entrada de R$ 9 bilhões em março e R$ 51 bilhões no acumulado do ano. A estratégia foi mantida, com ajustes pontuais na alocação setorial.
Petrobras [PETR4] entra no lugar de PRIO [PRIO3]
O banco substituiu a PetroRio por Petrobras e elevou a exposição ao setor de óleo e gás para 15%. A avaliação é que a estatal oferece maior proteção em um cenário de queda do petróleo. Mesmo com o barril a US$ 80 e sem reajustes de combustíveis, o BTG projeta FCF yield de 9% e dividend yield de 8%.
Embraer [EMBR3] retorna; Aura [AURA33] sai
A Embraer volta à carteira no lugar da Aura. O BTG destaca que a companhia negocia a 10 vezes EV/EBITDA para 2026, com desconto de cerca de 40% frente aos pares.
Cury [CURY3] entra e Stone [STOC31] sai
O banco voltou a ter exposição ao segmento de baixa renda com a entrada da Cury, com peso de 5%. Para isso, retirou a Stone da carteira.
Ajustes em real estate e manutenção da estratégia
A Allos [ALOS3] foi mantida, mas teve o peso reduzido de 10% para 5%. A exposição total ao setor imobiliário segue em 10%. A carteira continua com 20% em financeiros (Itaú [ITUB4] e Nubank [ROXO34]) e 20% em geradoras de energia (Axia [AXIA3] e Eneva [ENEV3]).
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A JHSF Participações registrou em 2025 o melhor resultado de sua história. O lucro líquido consolidado chegou a R$ 1,86 bilhão, alta de 116,9% frente a 2024, com receita bruta de R$ 3,7 bilhões, crescimento de 112% na mesma base de comparação. O EBITDA Ajustado saltou 145%, para R$ 1,8 bilhão. Os números foram divulgados na segunda-feira (30), e as ações JHSF3 reagiram com forte alta no pregão desta terça-feira (31).
O evento que transformou o balanço da JHSF
O principal vetor dos resultados consolidados foi a venda, em dezembro de 2025, de estoques do segmento de Incorporação para um fundo de investimento imobiliário (FII) estruturado pela própria JHSF Capital. A transação totalizou R$ 5,2 bilhões, superando a estimativa inicial de R$ 4,6 bilhões, e representou o maior IPO da história do mercado imobiliário brasileiro.
Os projetos vendidos incluem empreendimentos como Boa Vista Village, Reserva Cidade Jardim, São Paulo Surf Club Residences, Boa Vista Estates e Fazenda Santa Helena. O recebimento ocorre em duas tranches: R$ 3,491 bilhões já liquidados em dezembro de 2025, e R$ 1,744 bilhão previsto para dezembro de 2026.
A operação reconfigurou completamente a estrutura de capital da companhia. A JHSF saiu de uma dívida líquida de R$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre para um caixa líquido de R$ 2,3 bilhões ao final do ano, com caixa bruto de R$ 5,4 bilhões e cobertura de amortização de dívida ampliada de 2,2 para 7,2 anos.
Para os analistas Bruno Mendonça, Pedro Lobato e Herman Lee, do Bradesco BBI, os resultados foram sólidos, com destaque para o fato de que o valor patrimonial líquido (NAV) estimado para a companhia é de R$ 11,9 bilhões, mais do que o dobro do valor de mercado registrado até o fechamento do pregão anterior, de R$ 5,9 bilhões. O banco mantém classificação “outperform” e preço-alvo de R$ 10 para JHSF3.
Renda recorrente cresce dois dígitos mesmo sem o efeito extraordinário
Ainda que a venda dos estoques tenha dominado os números consolidados, os negócios de renda recorrente da JHSF entregaram resultados igualmente relevantes por conta própria. A receita bruta do segmento somou R$ 1,4 bilhão em 2025, alta de 28% frente ao ano anterior, com EBITDA Ajustado de R$ 658 milhões e margem de 51%, a maior desde o início da série histórica da companhia.
O BB Investimentos destacou esse ponto em relatório: mesmo ao considerar apenas os negócios de renda recorrente, a receita somou R$ 1,3 bilhão no ano, crescimento de 26,6% frente a 2024.
Nos shoppings, as vendas consolidadas dos lojistas atingiram R$ 4,7 bilhões, crescimento de 12,5% na comparação anual, com taxa de ocupação de 99,2% ao final do ano. O Shopping Cidade Jardim se destacou com alta de 18,8% nas vendas e ocupação plena de 100%. O aluguel nas mesmas lojas (SSR) cresceu 11,5%, resultado que se mantém em trajetória de dois dígitos há nove trimestres consecutivos.
Em hospitalidade e gastronomia, a receita líquida consolidada foi de R$ 459,1 milhões, avanço de 13,1%. A diária média dos hotéis cresceu 10,9% no ano e o couvert médio dos restaurantes avançou 8,1%. O segmento opera atualmente com 11 hotéis e 34 restaurantes em funcionamento, além de oito novos hotéis em desenvolvimento, incluindo unidades em Milão, Londres, Miami e Sardenha.
O aeroporto executivo São Paulo Catarina foi o segmento de maior crescimento operacional da companhia: os movimentos de aeronaves subiram 55,9% no ano e os litros abastecidos avançaram 37,6%. Em dezembro de 2025, a operação conquistou também a liderança em movimentos nacionais, consolidando-se como a principal infraestrutura de aviação executiva do estado de São Paulo. A sexta expansão do aeroporto já foi iniciada, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026.
No segmento de residências e clubs, a receita bruta mais que dobrou, chegando a R$ 228,3 milhões, crescimento de 117,3%. A taxa de ocupação das unidades residenciais se manteve próxima a 100%, e dois novos clubs foram inaugurados em 2025: o Fasano Tennis Club e o São Paulo Surf Club.
Visão dos analistas: resultado misto na incorporação, força na renda recorrente
Para João Tonello, analista pleno da NMS Research, o resultado do 4T25 pode ser classificado como misto. Segundo ele, os ativos de renda recorrente mantiveram taxas de ocupação próximas a 98% e crescimento de vendas nas mesmas lojas acima da inflação, com margens EBITDA superiores a 40% no segmento de luxo. No entanto, o analista aponta que o segmento de incorporação ainda reflete o ciclo de juros elevados e a seletividade nos lançamentos, impactando o ritmo de reconhecimento de receita frente ao ano anterior.
Tonello também destaca que o custo financeiro atrelado ao CDI continuou pressionando o lucro líquido final ao longo do trimestre, e que os investimentos em projetos internacionais e expansões do aeroporto elevaram o consumo de capital no curto prazo. A recomendação da NMS Research é de compra do ativo acima de R$ 9,00, com stop sugerido em R$ 8,40 para quem já tem posição.
O Bradesco BBI reforça o argumento de valuation atrativo: a JHSF é negociada a 0,5 vezes o NAV e 6,0 vezes o EV/EBITDA da renda recorrente, contra 9,4 vezes das companhias de shoppings listadas em bolsa, sem que o mercado atribua qualquer valor à unidade de incorporação. Para os analistas do banco, isso parece excessivamente conservador.
JHSF Capital quadruplica AUM e entra no ranking das maiores gestoras de alternativos
Um dos destaques menos comentados do resultado foi o avanço da JHSF Capital, gestora de ativos da companhia. Em apenas três anos de operação, a gestora terminou 2025 com R$ 10,3 bilhões em ativos sob gestão, crescimento de mais de quatro vezes frente ao final de 2024, quando o AUM era de R$ 2,5 bilhões. Com isso, a JHSF Capital entrou para o ranking das dez maiores gestoras de ativos alternativos do Brasil.
O crescimento foi impulsionado pelo FII JHSF Capital Malls (JCCJ11), que captou R$ 780 milhões no quarto trimestre, e pelo FII de Desenvolvimento Imobiliário responsável pela aquisição dos estoques de incorporação. A gestora administra atualmente 17 fundos nacionais e internacionais.
Próximos passos e expansão do portfólio
Com landbank de aproximadamente R$ 30 bilhões em VGV potencial e diversas obras em andamento, a JHSF sinaliza continuidade do crescimento para 2026. Entre os destaques do pipeline estão a abertura do Boa Vista Village Town Center, prevista para meados do ano, as obras do Shops Faria Lima, a expansão do Shopping Cidade Jardim com novas flagships de Hermès, Chanel, Dior e Tiffany, além de novos hotéis Fasano em Milão, Londres e Miami.
No segmento residencial, 56 novas unidades de locação estão em desenvolvimento com entrega prevista para 2026, além da expansão da Usina SP e da continuidade do programa de memberships dos clubs.
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Esta semana realizamos um evento presencial na Nomos de SP para nossos clientes com o economista-chefe da ARX, Gabriel Barros.
Gabriel apresentou evidências de um cenário mais otimista, com juros menores (apesar da guerra) e um cenário eleitoral favorável. O fluxo de recursos estrangeiros é uma das principais evidências.
A agenda econômica da próxima semana é morna, com atenção dividida entre atividade, inflação e contas públicas. Nos Estados Unidos, o foco é o payroll, o mercado acompanha falas de dirigentes do Federal Reserve, incluindo o presidente Jerome Powell, em um momento de maior incerteza sobre os rumos da inflação.
No Brasil, a semana começa com a divulgação do IGP-M, dados de crédito e resultado fiscal do governo central. Ao longo dos dias, saem números do setor público consolidado, inflação ao produtor, Caged e produção industrial, indicadores que ajudam a calibrar as expectativas para crescimento e política monetária.
Rentabilidade das principais classes
Live sobre alavancagem patrimonial com consórcio (31/03)
A Nomos realiza na próxima terça-feira, 31 de março, às 19h30, uma live gratuita sobre estratégias de uso do consórcio para construção de patrimônio. O evento será online e aberto ao público, com inscrição por formulário. A proposta é apresentar, de forma prática, como investidores utilizam o consórcio para adquirir ativos, antecipar patrimônio e aproveitar oportunidades de mercado.
A transmissão será conduzida por Danilo Damasceno, head de consórcio da Nomos, e Paula Santana, gestora de consórcio da XP. Entre os temas previstos estão a lógica da alavancagem patrimonial, comparação com o financiamento, estratégias de lance e exemplos reais de aplicação. Ao final, os participantes recebem um e-book com os principais conceitos abordados.
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Calibragem pós-choque - Santander
O Santander revisou o cenário macro com petróleo acima de US$ 100 no curto prazo, o que melhora termos de troca e dá suporte ao real, mas reduz o espaço para cortes de juros. O banco elevou a projeção da Selic para 12,50% no fim de 2026 e 12,00% em 2027, além de prever dólar a R$ 5,60 em 2026, com inflação mais pressionada pelo choque de energia.
Levantamento da XP mostra que o apetite por risco e a alocação em ações ficaram praticamente estáveis em março, mesmo com a escalada no Oriente Médio. O sentimento piorou, com a nota média caindo para 6,7, enquanto a renda fixa perdeu interesse, embora siga como principal classe; já o impacto do conflito ainda não alterou a alocação para 46% dos clientes.
A XP Inc. elevou a projeção de inflação para 2026 de 3,8% para 4,5%, refletindo a alta do petróleo e seus impactos sobre combustíveis, fretes e alimentos. A casa também aponta pressão disseminada em bens industriais, apesar de algum alívio esperado no segundo semestre com a queda do Brent para US$ 80.
Copel: ainda há espaço para valorização - BTG Pactual
O BTG Pactual elevou o preço-alvo da Copel para R$ 18,10 e manteve recomendação de compra, citando potencial adicional de valorização mesmo após a alta recente das ações. O banco destaca o impacto positivo do leilão de capacidade, novos projetos de expansão e a revisão para cima dos preços de energia no longo prazo, com manutenção de uma perspectiva robusta de dividendos.
O cenário de juros elevados no Brasil mudou a forma como investidores constroem patrimônio. Com a taxa básica em patamares altos, o custo do financiamento ficou mais caro e reduziu o ritmo de crescimento de muitos portfólios. Nesse contexto, o consórcio passou a ser usado como ferramenta estratégica para acesso a crédito sem juros e planejamento de longo prazo.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios mostram que o setor movimentou R$ 467 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, com alta de 31,9% em relação ao ano anterior. O número de participantes ativos chegou a 12,7 milhões, o que indica maior adesão a modelos de aquisição sem financiamento bancário.
A lógica da alavancagem com consórcio é direta. O investidor paga parcelas mensais e, ao ser contemplado, acessa um valor de crédito maior do que o montante já desembolsado. Esse capital pode ser direcionado para aquisição de imóveis, geração de renda com aluguel ou expansão de negócios.
Em uma simulação comum, um aporte mensal próximo de R$ 1,3 mil pode gerar acesso a uma carta de crédito acima de R$ 280 mil ao longo do plano. A diferença entre o valor pago e o crédito obtido representa o efeito de alavancagem.
Além disso, o consórcio não cobra juros. O custo é composto por taxa de administração diluída ao longo do tempo, o que torna o modelo mais previsível em comparação ao financiamento tradicional. Outro ponto relevante é a correção pelo INCC, que atualiza tanto as parcelas quanto o valor da carta de crédito e preserva o poder de compra do investidor.
Estratégias de lance também fazem parte da operação. O lance embutido permite usar parte da própria carta para antecipar a contemplação, sem necessidade de alto desembolso imediato. Esse mecanismo acelera o acesso ao crédito e amplia as possibilidades de investimento.
Entenda como impulsionar seu patrimônio com consórcio
Para explicar essas estratégias na prática, a Nomos realiza uma transmissão gratuita no dia 31 de março, às 19h30, em formato online. A proposta é mostrar como o consórcio pode ser usado não apenas para compra de bens, mas como instrumento de construção patrimonial.
A live será conduzida por Danilo Damascena, head de consórcio da Nomos, e Paula Santana, gestora da XP. Os especialistas vão apresentar exemplos reais, estratégias de lance, comparações com financiamento e responder dúvidas frequentes de quem avalia entrar em um grupo de consórcio.
O evento também inclui o envio de um e-book com os principais conceitos abordados durante a apresentação.
A participação é gratuita e aberta ao público interessado em organizar melhor o patrimônio e buscar alternativas ao crédito tradicional. Você pode garantir a sua participação clicando aqui.
No universo de energia em mercados emergentes, a Petrobras ocupa um espaço que nenhuma outra companhia listada consegue preencher. É, na prática, a única grande produtora investível fora de China e Rússia, uma condição que gera demanda estrutural de gestores globais e de EM independentemente do ciclo de preço do petróleo. É sobre essa escassez que o BTG Pactual constrói sua tese de compra para o papel, com preço-alvo de US$ 21,00 por ADR.
Além do fator escassez, o banco identifica no calendário eleitoral brasileiro um segundo vetor de upside ainda não precificado. Uma eventual mudança para um governo mais pró-mercado poderia comprimir o custo de equity da companhia de 17% para 15%, o que, isoladamente, elevaria o preço-alvo para US$ 26,00 por ADR. Mesmo em caso de reeleição do atual governo, o BTG avalia que o risco de interferência significativa na estatal é limitado: as medidas anunciadas recentemente para conter a alta do diesel, segundo os analistas, reforçam a postura cuidadosa do governo em relação à governança da companhia.
Geração de caixa como ponto de inflexão
Os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha estimam um FCFE yield de aproximadamente 10% para 2026, frente a um dividend yield de cerca de 9%, assumindo Brent de US$ 80,00 por barril e preços de combustíveis estáveis. Para 2027, com Brent recuando para US$ 70,00 e preços seguindo a paridade de importação, a projeção sobe para FCFE yield de 13% e dividend yield de 11%, configurando um dos perfis de retorno mais atraentes entre as grandes petrolíferas globais.
A comparação com pares internacionais é desfavorável para os concorrentes: enquanto a Petrobras negocia com total shareholder yield (TSY) de cerca de 8,9% para 2026, o grupo de pares globais opera com média em torno de 5,5% para o mesmo período. Para 2027, a diferença se amplia, com a estatal brasileira projetando TSY de 10,6%.
"Com Brent de US$ 65/bbl e preços internos inalterados, a Petrobras ainda seria capaz de gerar caixa excedente com FCFE yield de ~9% em 2026", informaram os analistas do BTG, em relatório.
Produção: crescimento consistente em meio à volatilidade
O BTG adota postura mais conservadora que o consenso de mercado para a produção de 2026, estimando 2,5 milhões de barris por dia, sem ultrapassar o guidance oficial da companhia. A justificativa é a dificuldade em prever o cronograma de manutenção dos FPSOs, especialmente após a entrada em operação de plataformas de grande porte no campo de Búzios.
A perspectiva de médio prazo, porém, é construtiva. O banco projeta crescimento de cerca de 5% ao ano em 2026 e 2027, impulsionado pelo início de operação do P-79 no terceiro trimestre de 2026 e pela chegada de três novas unidades em Búzios (P-80, P-82 e P-83) ao longo de 2027. O resultado é um CAGR de produção de 3,1% para o período 2025-2028, superior à maioria dos pares listados em mercados desenvolvidos quando ajustado pelo custo de extração.
Sensibilidade ao custo de equity: quanto vale uma eleição?
O BTG detalha a sensibilidade do valuation à compressão do custo de equity em diferentes cenários políticos. A cada ponto percentual de redução no Ke, o preço-alvo sobe de forma relevante: com Ke de 16%, o alvo vai a US$ 23; com 15%, a US$ 26; com 14%, a US$ 29; e com 13%, a US$ 32 por ADR. Ao preço de US$ 26, por exemplo, a ação ainda negociaria com EV/EBITDA de 4,8x para 2026 e dividend yield implícito de 6,1%, acima dos pares desenvolvidos. A sensibilidade mostra que o mercado ainda não precifica integralmente o prêmio eleitoral, tornando-o uma opção assimétrica embutida no papel.
O banco utiliza um modelo de DCF consolidado com WACC real de 9,7% e custo de equity de 16,9%, com crescimento na perpetuidade de 2%, chegando ao preço-alvo de US$ 21 por ADR (R$ 56 por PETR4). Ao preço-alvo, o papel negociaria a 4,2x EV/EBITDA 2026E e 4,3x EV/EBITDA 2027E, com dividend yield implícito de 7,5% e 9,0%, respectivamente.
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A semana entre 23 e 27 de março deve manter a política monetária no centro das atenções, em meio ao avanço do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre inflação e juros.
No Brasil, investidores acompanham a ata do Copom na terça-feira (24) e o Relatório de Política Monetária na quinta-feira (26), com coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A ata deve esclarecer o processo de calibração que levou ao corte da taxa Selic de 15% para 14,75%, além de abordar impactos fiscais de medidas recentes do governo.
Nos Estados Unidos, o mercado já não projeta cortes em 2026 e passa a considerar manutenção ou até alta das taxas diante da pressão inflacionária ligada à alta do petróleo.
O cenário global segue marcado por maior aversão a risco. A escalada do conflito elevou os preços de energia e ampliou temores de recessão, com queda em metais industriais e mudança na percepção de que a guerra pode ser mais longa e disruptiva para a oferta global.
Rentabilidade das principais classes
EVENTO PRESENCIAL
No dia 24/03, às 18h30, vamos realizar a segunda edição do evento “Onde Investir em 2026”.
Desta vez receberemos Gabriel Barros, economista-chefe da ARX e ex-diretor do Tesouro Nacional, em um painel junto com três especialistas da Nomos para discutir cenário macro e oportunidades de investimento em 2026 .
O evento será presencial para clientes no escritório da Nomos em São Paulo.
Todo mês, a Nomos se reúne para transmitir a melhor forma de pensar seus investimentos.
Nosso especialistas Beto, Diogo e Max transmitiram as projeções dos principais ativos da economia (com beto) da renda fixa (com diogo) e das ações (Max Bohm).
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa vive um momento de deterioração técnica relevante. O índice consolidou uma tendência de baixa no gráfico diário, com topos e fundos já confirmados, além de ter rompido uma linha de tendência de alta (LTA) que sustentava o movimento desde outubro do ano passado. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o quadro abre margem para novas perdas nas próximas semanas. "O índice Ibovespa deve buscar a região entre 165 e 166 mil pontos nos próximos dias, o que representa uma queda esperada entre 5% e 7% nas próximas duas semanas", afirmou o analista.
Vale [VALE3]
No radar das ações individuais, a Vale (VALE3) segue o mesmo caminho. Borges já havia alertado anteriormente sobre a importância de se observar o rompimento do suporte nos R$ 82,00, nível que acabou cedendo. Desde então, o papel recuou para a faixa dos R$ 75,00, e o analista projeta novas quedas à frente. O próximo alvo técnico da mineradora está na região de R$ 61,90. "Há espaço para a Vale corrigir bem ainda nos próximos dias, em torno de 15% a 17%, e já começamos a observar alguma operação na ponta compradora para quem busca uma entrada", destacou Borges.
Bitcoin
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin também enfrenta resistência. O ativo testou uma região de order block, zona de retração relevante, e falhou no rompimento, sinalizando retorno da pressão vendedora. O analista da NMS Research projeta que a criptomoeda deve testar em breve a LTA na faixa dos US$ 66.700. A perda desse suporte, segundo Borges, abriria caminho para quedas mais acentuadas, com primeiro alvo em US$ 56.000. O cenário mais pessimista contempla uma ruptura do suporte dos US$ 60.000 e um movimento em direção aos US$ 45.000.
Petrobras [PETR4]
Já a Petrobras (PETR4) apresenta um sinal de possível exaustão após uma forte valorização. No gráfico semanal, o papel formou um candle de exaustão de movimento e atingiu a região-alvo de R$ 47,50 projetada anteriormente, negociando agora próximo dos R$ 45,00. Vale lembrar que, desde as mínimas registradas na semana de 5 de janeiro, o ativo chegou a acumular alta de 62%, recuando para cerca de 51% de valorização desde o fundo. Diante disso, Borges recomenda cautela. "Vale a pena uma proteção do capital, uma zeragem de pelo menos o capital principal, e ficar com as ações que já entregaram boa valorização para partir para a próxima oportunidade", avaliou o analista. Ele também chama atenção para o cenário externo: uma resolução positiva no conflito geopolítico e a reabertura do Estreito de Ormuz poderiam pressionar o preço do petróleo para baixo com o retorno de nova oferta ao mercado, o que também pesaria sobre os papéis da estatal brasileira.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Economia em Destaque - XP
Conflito no Oriente Médio derruba infraestrutura energética no Golfo e empurra o Brent a US$ 110/barril (+76% no ano). Bancos centrais ao redor do mundo mantêm juros e adotam postura de cautela. Fed descarta corte em 2026 e mercado só espera alívio em 2027.
No Brasil, Copom inicia ciclo de corte com Selic a 14,75%. XP projeta reduções adicionais até 12,75%, mas alerta para riscos inflacionários. Greve dos caminhoneiros é evitada após negociações, e Dario Durigan assume o Ministério da Fazenda no lugar de Haddad.
Confiança no judiciário & Imagem dos ministros do STF - Atlas/Estadão
Pesquisa Atlas/Estadão com 2.090 brasileiros (16 a 19/03) mostra o STF como uma das instituições menos confiadas do país: 60% desconfiam da corte, marca recorde na série histórica. Entre todas as instituições avaliadas, só o Congresso Nacional tem índice pior (86% de desconfiança).
O Safra eleva a recomendação de Auren (AURE3) de Neutro para Outperform, com novo preço-alvo de R$ 14,10 (antes R$ 9,60).
A tese se apoia em três pontos: redução da exposição a preços de energia em 2026/2027 com reposicionamento para se beneficiar da alta de longo prazo a partir de 2028; recebíveis de ativos não depreciados da Cesp e indenizações por curtailment aprovadas em lei, que somam ~R$ 1,8bn ao valor justo; e TIR estimada de ~13%, acima da média setorial de ~10%. A alavancagem elevada (5,7x dívida líquida/EBITDA em 2026) deve recuar para 3,5x em 2028 com a melhora da geração de caixa.
Em fevereiro, insiders das empresas cobertas pelo Itaú BBA foram vendedores líquidos de R$ 2,0bn em 534 transações. Acionistas controladores lideraram as vendas (R$ 1,3bn), seguidos pela administração (R$ 0,5bn) e pelo conselho (R$ 0,2bn).
Por setor, Consumo Discricionário, Consumo Básico e Financeiro concentraram as maiores vendas líquidas (R$ 1,1bn, R$ 0,7bn e R$ 0,3bn, respectivamente). Saúde foi o único setor com compra líquida, de R$ 103mn. As ações com maior venda proporcional foram SMFT3, ALLD3 e MBRF3; no lado comprador, TCSA3 e TASA3 se destacaram.
As ações da Cyrela (CYRE3 e CYRE4) apareceram entre as maiores quedas do Ibovespa no pregão desta sexta-feira (20), após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. Às 14h02, os papéis recuavam 5,90% e 6,11%, respectivamente, para R$ 25,51 e R$ 23,97 — a despeito de um resultado que, na superfície, veio sólido.
O lucro líquido do 4T25 totalizou R$ 682,2 milhões, com EPS de R$ 1,55 (+41% na comparação anual) e ROE anualizado de 27%. A receita líquida avançou 29% em relação ao mesmo período de 2024, chegando a R$ 3,23 bilhões — exatamente em linha com as estimativas do BTG Pactual, que manteve recomendação de compra com preço-alvo de R$ 40,00.
A virada contábil que mudou o jogo
O salto de receita, porém, tem uma explicação que o mercado rapidamente identificou: uma mudança no critério de reconhecimento de receitas. Antes do 4T25, a Cyrela só contabilizava receitas após seis meses do lançamento ou quando o empreendimento atingia 50% das vendas. Com a nova política, o reconhecimento ocorre assim que a empresa decide prosseguir com o projeto.
O efeito prático foi imediato. Projetos como o Epic e o Vista Milano contribuíram com R$ 328 milhões e R$ 131 milhões de receita no trimestre, respectivamente, além de R$ 302 milhões oriundos de empreendimentos lançados no próprio 4T25 — segundo relatório do BTG Pactual publicado nesta data.
“O desempenho mais forte da receita foi impulsionado por uma mudança na forma de reconhecimento contábil [...] Isso inflou a receita e o lucro no papel. Mas quando o investidor vai ver o caixa, a história é outra”, informou João Tonello, analista pleno, NMS Research
Enquanto o lucro contábil subia, a geração de caixa seguiu trajetória oposta. No 4T25 isolado, a construtora registrou queima de caixa de R$ 38 milhões — uma reversão em relação à geração positiva de R$ 61 milhões no mesmo trimestre de 2024. No acumulado do ano, a geração de caixa recuou de R$ 259 milhões em 2024 para apenas R$ 65 milhões em 2025.
A dívida líquida ajustada encerrou dezembro em R$ 2,3 bilhões — ante R$ 985 milhões um ano antes e R$ 886 milhões ao fim do terceiro trimestre de 2025. Em doze meses, a dívida mais do que dobrou.
“Lucro subindo, caixa caindo — esse descasamento é o que gera a queda. O mercado está separando o que é lucro contábil do que é geração de caixa real”, acrescentou o analista.
Velocidade de vendas dá sinal de alerta
Outro ponto de atenção levantado por analistas é o índice de Velocidade de Vendas sobre Oferta (VSO). Nos últimos doze meses, o indicador caiu para 45,2%, ante 55% no mesmo trimestre do ano anterior. Considerando apenas os lançamentos do 4T25, a VSO foi de apenas 38% — o que, num ambiente de juros elevados, sinaliza cautela crescente por parte do comprador de imóvel.
Para Tonello, há ainda um componente de “venda no fato”: o papel acumula alta de 22% em doze meses, e parte do movimento de queda desta sexta reflete a realização de lucros por quem antecipou o resultado positivo.
BTG mantém Buy, mas reconhece o ruído
O BTG Pactual, em relatório assinado pelos analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale, manteve a Cyrela como sua principal escolha no segmento de médio e alto padrão, com recomendação de compra e múltiplo de 6x P/L para 2026E. O banco destacou que a maior parte da expansão de margens foi impulsionada pelo ajuste contábil — não por crescimento orgânico puro — e que o ambiente operacional para o segmento de renda média ficou mais desafiador recentemente.
“O resultado bonito na superfície, mas o mercado está lendo as entrelinhas — caixa fraco, dívida subindo e mudança contábil inflando os números. A queda faz sentido dentro dessa leitura”, finalizou Tonello.
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As ações da Hapvida [HAPV3] acumulam uma das piores performances do mercado brasileiro de saúde suplementar nos últimos meses. Desde a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, os papéis da maior operadora verticalmente integrada do país despencaram 73%.
O tombo não é coincidência. Reflete um conjunto de forças que se somam: resultados trimestrais aquém do esperado, pressão competitiva crescente de rivais como Amil e Porto Saúde, e revisões consecutivas para baixo nas estimativas de lucro por analistas. O J.P. Morgan, um dos bancos de maior influência sobre as grandes ações brasileiras, acaba de publicar novo relatório sobre a companhia, e o diagnóstico é severo.
No documento assinado pela equipe de análise do banco americano, os analistas reduziram suas estimativas de lucro por ação ajustado (adj. EPS) em aproximadamente 70% para 2026 e 40% para 2027. Com isso, o J.P. Morgan agora está cerca de 50% abaixo do consenso de mercado para 2026 e 25% abaixo para 2027 — uma divergência expressiva que sinaliza que boa parte dos investidores ainda não absorveu a magnitude dos desafios à frente.
Mais do que o corte em si, chama atenção o cenário projetado pelo banco para os próximos anos. Para 2026, o J.P. Morgan espera uma queda do EBITDA ajustado — rara ocorrência em uma empresa de grande porte que ainda tem crescimento estrutural de longo prazo. A normalização das margens só estaria prevista para o biênio 2027–2028, e mesmo a visão de longo prazo é moderada: o banco projeta crescimento de apenas 4% a 5% ao ano em receita e EBITDA nos próximos cinco anos.
"Negociando a 5x o P/L estimado para 2027, a ação parece opticamente barata — mas mantemos recomendação neutra, pois acreditamos que o caminho para a recuperação permanece incerto."
O paradoxo: ação parece barata, mas os riscos são reais
Aqui reside um dos pontos mais intrigantes da análise do J.P. Morgan. Os papéis da Hapvida negociam a apenas 5 vezes o lucro estimado para 2027 — um múltiplo que, para uma empresa do porte e da posição de mercado da companhia, soa anormalmente baixo. O preço-alvo do banco, de R$ 13,50 por ação (revisado de R$ 39), implica potencial de alta 52% em relação ao último fechamento, com múltiplo-alvo justo de cerca de 8 vezes.
Mas o banco alerta que o barato pode ter “razão de ser”. Excluindo o goodwill e os créditos fiscais acumulados (NOLs), o múltiplo efetivo poderia ser até dois pontos menores — tornando a ação ainda mais cara do que parece. E, acima de tudo, o banco destaca que os resultados de curto prazo devem continuar “convolutos” — palavra dos próprios analistas — até que haja evidências mais claras de estabilização dos fundamentos.
O setor mais competitivo: ROE alto abre espaço para guerra de preços
Para entender por que a Hapvida está na berlinda, é preciso entender o contexto setorial. Após anos de pressão pós-pandemia — quando a volta reprimida de procedimentos médicos elevou a sinistralidade e comprimiu as margens de toda a indústria — o setor de saúde suplementar brasileiro passou por uma forte recuperação de rentabilidade.
O ROE (retorno sobre patrimônio) das operadoras de planos de saúde voltou a superar tanto a taxa Selic quanto as médias históricas. Isso é uma boa notícia para o setor em geral — mas traz uma consequência importante: com margens mais gordas, os concorrentes têm mais espaço para reduzir preços e ganhar fatia de mercado. É exatamente isso que está acontecendo.
Tendência de longo prazo do ROE do setor de saúde no Brasil [Fonte: JP Morgan]
A Hapvida, ciente de que não pode conceder descontos indefinidamente, adotou uma postura de disciplina em renegociações: prefere perder contratos a aceitar condições que comprometam a rentabilidade de longo prazo. Isso protege as margens no futuro — mas gera uma sangria de beneficiários no curto prazo, especialmente nas regiões Sudeste, onde a concorrência com Amil e Porto Saúde é mais intensa.
O segundo vetor de pressão é a dinâmica de custos e receitas. Do lado dos custos, a Hapvida está passando por um ciclo de expansão de capacidade — são sete novos hospitais e 25 novas clínicas sendo incorporadas à rede própria — o que implica custos fixos elevados antes que a ocupação dessas unidades atinja patamar rentável. Além disso, a empresa ainda mantém duplicação temporária de rede credenciada, que pesa nos resultados enquanto a transição não se completa.
Adições líquidas de beneficiários de saúde [ Fonte: JP Morgan]
Base de beneficiários de saúde [ Fonte: JP Morgan]
Ao mesmo tempo, paradoxalmente, a melhora na qualidade dos serviços — menos filas, cirurgias represadas sendo realizadas, melhores tempos de atendimento nas emergências — está elevando a frequência de uso e o custo por beneficiário. Em outras palavras: o serviço melhorou, e as pessoas estão usando mais.
Do lado da receita, as perspectivas também são limitadas. Os reajustes de mensalidades devem ser mais moderados — justamente porque o ROE elevado do setor reduz a justificativa regulatória e competitiva para aumentos agressivos. O mix de novos clientes está se deslocando para planos corporativos de ticket médio menor. E o crescimento de beneficiários, como visto, é negativo.
Sinal positivo: indicadores de qualidade de serviço melhoram
Nem tudo são más notícias. O J.P. Morgan aponta progressos concretos nos indicadores de qualidade de serviço, que o banco monitora por meio de dados públicos da ANS. Na operação Intermédica/NDI (predominantemente São Paulo, com cerca de 37% da base de beneficiários), o Índice de Gestão de Reclamações (IGR) caiu entre 39% e 40% na comparação anual, chegando a 61,6 — tendência que, segundo o banco, sinaliza melhora real na percepção de qualidade pelos clientes.
Já na operação legada da Hapvida (cerca de metade da base total), o indicador registrou alta de 12% na comparação anual, mas sobre uma base de comparação baixa, chegando a 37,5 por 100 mil beneficiários. O banco ressalva que a melhora da Intermédica é consistente com a eliminação de filas e backlogs cirúrgicos — o que, paradoxalmente, eleva os custos no curto prazo ao ampliar o acesso a procedimentos que antes estavam represados.
O que o banco recomenda (e o que os investidores devem observar)
A posição do J.P. Morgan é de cautela sem pessimismo catastrófico: recomendação Neutra, com upside de 52%, em relação ao último fechamento. O banco aponta que a recuperação da Hapvida depende de pelo menos três fatores convergindo simultaneamente: aumento na ocupação das novas unidades hospitalares, dissolução da duplicação de rede credenciada e retomada do crescimento de beneficiários — provavelmente a partir do Sudeste, região que concentra os maiores riscos competitivos.
O maior risco de curto prazo, segundo o relatório, seria a empresa decidir abrir mão da disciplina de preços para preservar sua base de clientes — especialmente no Sudeste. Esse movimento poderia comprometer as margens que a companhia vem construindo com esforço. Por outro lado, manter a disciplina implica continuar sangrando beneficiários em um mercado onde os rivais estão crescendo.
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“O Irã quer fazer um acordo, e eu não quero fazer porque os termos ainda não são bons o suficiente”, disse Trump, acrescentando teria de incluir um compromisso de Teerã de abandonar suas ambições nucleares
Trump também pediu que outros países enviassem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, pelo qual passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo, mas não ofereceu detalhes nem compromissos do lado americano. Ele disse esperar que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido participem.
🌍 GUERRA NO ORIENTE MÉDIO — Resumo do fim de semana
▪️ Conflito pode durar mais 4 a 6 semanas
Segundo avaliação do Pentágono, divulgada pelo assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett, a guerra entre EUA/Israel e Irã pode se estender por quatro a seis semanas. Autoridades americanas afirmam que as operações estão “adiantadas” e estimam que os ataques já custaram cerca de US$ 12 bilhões.
▪️ Israel amplia ofensiva contra infraestrutura do Irã
As Forças de Defesa de Israel ampliaram o escopo dos ataques dentro do território iraniano, mirando infraestruturas estratégicas e centros de comando do regime, incluindo instalações ligadas à Guarda Revolucionária.
▪️ Ataques atingem aeroporto de Bagdá
Foguetes e drones atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdá e áreas próximas, deixando cinco feridos, entre funcionários de segurança e um engenheiro. O ataque é atribuído a milícias apoiadas pelo Irã.
▪️ Tensão se espalha pelo Golfo
Países da região relataram novos ataques após o Irã pedir evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, acusando os EUA de utilizarem instalações locais para lançar ofensivas contra alvos iranianos.
▪️ Estreito de Ormuz segue aberto — com exceção para EUA e Israel
O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto para a maioria dos países, mas navios dos EUA e de Israel não poderão transitar. Pela rota passa cerca de 20% da produção global de petróleo.
▪️ Aliados avaliam pedido dos EUA para proteger a rota do petróleo
O presidente Donald Trump pediu que países como Reino Unido, França, Japão e Coreia do Sul enviem navios de guerra para proteger o estreito, mas a reação internacional tem sido cautelosa.
▪️ Trump diz não estar pronto para acordo com o Irã
O presidente dos EUA afirmou que ainda não está pronto para fechar um acordo de paz, reforçando a estratégia de pressão militar enquanto tenta mobilizar aliados para proteger rotas energéticas.
▪️ Irã pede que países evitem escalar o conflito
O chanceler iraniano pediu à França e a outros países que se abstenham de ações que possam ampliar a guerra, especialmente no contexto da militarização do Estreito de Ormuz.
▪️ IEA anuncia liberação recorde de reservas de petróleo
A Agência Internacional de Energia confirmou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior ação coordenada da história, para reduzir os impactos da guerra no mercado energético global.
▪️ Impasse político trava exportações de petróleo do Iraque
Autoridades curdas recusaram permitir que Bagdá utilize um oleoduto alternativo para exportação, dificultando a retomada do fluxo de petróleo interrompido pelo conflito regional.
▪️ Pressão política nos EUA por continuidade da ofensiva
O ex-vice-presidente Mike Pence defendeu que os EUA continuem atacando a infraestrutura iraniana, afirmando que a pressão pode abrir caminho para mudanças internas no país.
▪️ Novo líder supremo do Irã estaria com saúde “excelente”
O chanceler iraniano afirmou que Mojtaba Khamenei, sucessor do aiatolá Ali Khamenei, está em “excelente saúde” e mantém o controle da situação.
▪️ Finalíssima entre Argentina e Espanha é cancelada
A edição de 2026 da Finalíssima, que reuniria os campeões da Eurocopa e da Copa América em Doha, foi cancelada devido à guerra no Oriente Médio.
▪️ Impacto econômico já começa a aparecer
Economistas avaliam que a escalada do petróleo pode levar o IPCA brasileiro a se aproximar de 5% no cenário mais pessimista, pressionando combustíveis e a condução da política monetária.
▪️ Papa pede cessar-fogo imediato
O papa Leão XIV voltou a pedir cessar-fogo e retomada do diálogo, alertando para o número crescente de vítimas e deslocados.
📊 CONTEXTO DE MERCADO
A escalada militar e os riscos ao fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz continuam sendo o principal fator de volatilidade para petróleo, inflação e mercados globais.O conflito no Oriente Médio deve dominar o ambiente econômico global na próxima semana e colocar bancos centrais diante de um dilema na condução da política monetária. A escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã levou o barril de petróleo a fechar a semana acima de US$ 100, após ter se aproximado de US$ 120 nos últimos dias, o que aumenta os riscos de inflação e dificulta decisões sobre cortes de juros.
Agenda da Semana
O mercado acompanha os efeitos da interrupção do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da demanda mundial de petróleo. O fechamento da passagem elevou o prêmio de risco geopolítico da commodity e gerou temor de escassez global, enquanto produtores da região reduzem a oferta diante das dificuldades de escoamento.
Nesse cenário, investidores voltam a atenção para as decisões de política monetária e para os comunicados das autoridades econômicas, que tentarão avaliar até que ponto a disparada do petróleo pode afetar inflação, atividade e o ritmo de cortes de juros ao redor do mundo.
Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana em queda e próximo das mínimas, após a forte valorização registrada no início do ano. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento atual reflete uma correção depois da rápida alta observada em janeiro. “O mercado teve uma impulsão muito grande anteriormente, quando o índice saiu da região de 167 mil para 177 mil pontos em apenas três pregões”, afirma. Para ele, a perda do patamar de 177.500 pontos abre espaço para uma correção mais ampla. “Com essa quebra, o primeiro suporte aparece em 172.500 pontos e, depois, em 167 mil”, diz Borges, que observa a formação de pivôs de baixa em diversos papéis no gráfico diário.
C&A [CEAB3]
Entre as ações, o analista destaca posição vendida em C&A. De acordo com Borges, a operação foi iniciada a R$ 11,64 e já acumula cerca de 5% de ganho. “Era uma das ações com melhor configuração para queda no gráfico semanal”, afirma. Ele avalia que o papel pode buscar inicialmente o suporte em R$ 9,42. “Se houver rompimento dessa região, o próximo alvo técnico fica perto de R$ 7,01, o que representaria um potencial de rentabilidade de quase 40%”, acrescenta.
Bitcoin
No mercado de criptomoedas, Borges aponta possibilidade de valorização do Bitcoin no curto prazo. O ativo forma um topo nivelado próximo de US$ 74 mil no gráfico diário. “Existe uma grande concentração de posições alavancadas nessa região, especialmente em US$ 74.300”, afirma. Segundo ele, dados de corretoras indicam cerca de US$ 2 bilhões em posições que podem ser liquidadas caso o preço ultrapasse esse nível. “Quando há muita liquidez concentrada de um lado, o mercado costuma provocar movimentos fortes”, diz. Para o analista, o bitcoin pode alcançar US$ 80 mil e, em um cenário de maior força compradora, chegar a US$ 85 mil.
Petrobras [PETR4]
Já as ações da Petrobras registram forte valorização em 2026, com alta próxima de 50% no ano, movimento impulsionado principalmente pela escalada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Borges avalia que o cenário pode mudar caso haja avanço diplomático no conflito. “Boa parte da alta veio do petróleo, que reagiu à guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos”, afirma. O analista considera possível um movimento abrupto de queda caso surja um acordo ou cessar-fogo. “Se houver anúncio de pausa no conflito, podemos ver um gap de baixa relevante no petróleo e nas ações da Petrobras”, diz. Segundo ele, investidores que acumulam ganhos expressivos no papel podem considerar realizar lucros e aguardar novas oportunidades.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Macro day: Global - Itaú
Os analistas do Itaú preparam um relatório abordando os principais temas macro globais. Entre eles, a guerra do Oriente Médio e o questinamento sobre os riscos no mercado de trabalho com o aperfeiçoamento das ferramentas de IA.
Neste relatório da Necto, é possível ver importantes movimentos do mercado. Por exemplo: “a Baillie Gifford informou ao mercado que reduziu sua participação na Raízen para 4,93% das ações preferenciais da companhia.”
A XP avalia que a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 no Brasil tem apresentado resultados, em geral, abaixo das expectativas. Segundo o relatório, a proporção de surpresas positivas em receita, Ebitda e lucro líquido está nos níveis mais baixos da série histórica da casa. O setor de papel e celulose concentra os números mais favoráveis, enquanto propriedades comerciais e utilidade pública registram as maiores decepções.
Este relatório da XP aponta que a recente alta das ações brasileiras em 2026, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro, tem efeito limitado sobre o desempenho do mercado. Segundo a casa, períodos de forte fluxo internacional elevam temporariamente os retornos ajustados ao risco do Ibovespa, mas o impacto tende a desaparecer após cerca de 63 dias.
O conflito militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado no último sábado (28), pressiona os mercados globais e eleva o risco inflacionário nos próximos meses. A cotação do petróleo Brent chegou a US$ 92,69 o barril na sexta-feira — e ameaça romper a barreira dos US$ 100 caso o conflito se prolongue, abrindo caminho para um cenário de estagflação nas principais economias.
O mercado trabalha com o cenário-base de encerramento do conflito dentro do prazo de quatro a seis semanas estipulado por Donald Trump, com retomada parcial da navegação no estreito garantida pela Marinha americana. Ainda assim, a pressão inflacionária já está contratada.
Paralelamente, a semana traz uma bateria relevante de indicadores econômicos. Nos EUA, serão divulgados o CPI de fevereiro (11) e o PCE — índice de inflação preferido do Fed —, além da segunda leitura do PIB do quarto trimestre (13). No Brasil, o IPCA de fevereiro (12) e os dados de varejo e serviços de janeiro ditarão o tom para a reunião do Copom de 17 e 18 de março, onde um corte de apenas 25 pontos-base na Selic — de 15% para 14,75% — ganha força. China e Japão também publicam dados relevantes de inflação, balança comercial e PIB.
Classes de Ativos
Março
2026
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
A semana termina com pressão sobre o mercado brasileiro. O Ibovespa registra queda e se aproxima das mínimas dos últimos dois meses, em um cenário marcado por tensões geopolíticas e aversão ao risco global. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento negativo pode se estender no curto prazo. “O índice teve um fechamento semanal bastante fraco, perdendo níveis importantes e acompanhando o clima de tensão internacional”, afirma. Segundo ele, o mercado pode buscar a faixa entre 174 mil e 171 mil pontos nas próximas semanas. Borges diz que, neste cenário, a estratégia favorece posições vendidas. “Só voltaria a considerar operações compradoras se o Ibovespa fechar acima de 186.600 pontos”, afirma.
Vale [VALE3]
Entre os papéis de maior peso no índice, as ações da Vale ampliaram as perdas. O ativo rompeu o nível de R$ 82 nas últimas semanas e encerrou o período próximo de R$ 79. De acordo com Borges, o cenário técnico segue desfavorável no curto prazo. “A perda de R$ 82 confirmou a saída do ativo e abriu espaço para novas quedas”, diz. O analista avalia que a região entre R$ 71 e R$ 62 pode voltar a atrair compradores. “Entre R$ 62 e R$ 63 existe uma área de defesa importante dos compradores, que pode gerar novas oportunidades de compra”, afirma. Até lá, ele recomenda cautela com o papel.
Bitcoin
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin também mostra sinais de fraqueza após uma tentativa de recuperação. A moeda chegou à região de US$ 74 mil, mas voltou a recuar nos últimos dias. Para Borges, o movimento indica continuidade da tendência de baixa no curto prazo. “O Bitcoin voltou a mostrar fraqueza depois da tentativa de reação”, afirma. Segundo o analista, o ativo pode testar primeiro a região de US$ 64 mil. “Abaixo desse nível, os próximos suportes aparecem em US$ 59 mil e depois em US$ 52 mil”, diz.
Petrobras [PETR4]
Já as ações da Petrobras acumulam forte valorização recente, impulsionadas pela alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. O risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial, sustentou a valorização do setor. Para Borges, o papel atingiu uma região importante de preço. “A ação chegou ao alvo técnico entre R$ 42 e R$ 42,50”, afirma. Diante disso, o analista recomenda cautela com novas posições. “Neste ponto, faz sentido realizar parte dos lucros e ajustar o stop abaixo da mínima do dia, em R$ 39,80, para proteger o ganho recente”, diz.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Ambev: Who are you? - BTG Pactual
O BTG Pactual afirma que a Ambev recuperou sua estabilidade operacional após uma década marcada por perda de participação de mercado e compressão de margens. Segundo o banco, a empresa reconstruiu market share, estabilizou margens e elevou o retorno sobre o capital investido para cerca de 30% a 31%, mas ainda abaixo dos níveis históricos acima de 35%.
As tensões aumentaram no Irã após uma nova onda de ataques de ambos os lados. O presidente Donald Trump afirmou que não pretende fazer acordos, a menos que seja uma rendição incondicional. Somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, a declaração fez com que o preço do petróleo alcançasse 90 dólares por barril.
As ações da Vale seguem em forte tendência de alta (VALE +80% nos últimos 12 meses), sustentadas pelo movimento amplo de desvalorização de moedas e pela rotação de investimentos dos Estados Unidos para mercados emergentes. Nesse cenário, a Vale se destaca como uma das principais beneficiárias da entrada de capital estrangeiro.
“Impulsos de renda e crédito devem reacelerar a atividade em 2026, após estabilidade no segundo semestre de 2025. Mantivemos a projeção de 2,0% para o PIB deste ano. Esperamos aumento de 1,2% em 2027, refletindo medidas de ajuste fiscal e condições monetárias ainda restritivas”, informou a XP.
Weg: a teoria de cresimento da companhia - BTG Pactual
O BTG Pactual afirma que a principal oportunidade de crescimento da WEG está no seu negócio central de motores de baixa tensão. Segundo o banco, não é necessário projetar novos mercados ou produtos para justificar a expansão da companhia.
1. Ulisses Nehmi, CEO da Sparta, discute no Stock Pickers a atual fragilidade do mercado de crédito privado e por que a gestor de crédito, ao contrário do consenso, não gosta de juro alto. LINK
2. HIX Capital detalha o otimismo com Orizon e Eneva, destacando a resiliência operacional desses ativos. LINK
3. A IP Capital Partners examina o atual frenesi tecnológico, separando fundamentos de ruídos. O documento disseca o futuro da Alphabet e utiliza lições da radiologia médica como metáfora sobre o papel humano na automação.
4. Quando a Incerteza bate. As Primeiras 72 Horas de Medo. Uma perspectiva comportamental sobre a reabertura dos mercados após um conflito no mundo real. Por Bernard Hunter
5. Pela primeira vez, a The New Yorker abre seus escritórios ao diretor vencedor do Oscar Marshall Curry, permitindo acesso sem precedentes à sua redação.
O Itaú BBA divulgou nesta quinta-feira (5) seu relatório temático “26 Ações para 2026”, selecionando os papéis mais recomendados por sua equipe de research após o período de volatilidade nos mercados. A lista abrange 13 setores da economia brasileira, além de uma aposta global no setor de tecnologia, e reflete uma visão construtiva sobre o Brasil em relação aos demais países emergentes.
Segundo o banco, o Brasil tem se destacado como um dos melhores mercados emergentes no acumulado do ano, beneficiado pela realocação de recursos além dos Estados Unidos e pela busca por ativos reais. O portfólio igual-ponderado das 26 ações projetaria crescimento médio de lucro por ação (EPS) de 19%, crescimento de EBITDA de 26,1%, retorno sobre patrimônio (ROE) de 18,5% e retorno ao acionista de 11% em 2026, negociando a 14 vezes P/L, em linha com a média histórica de 5 anos.
Vale destacar que a carteira do ano anterior, com 25 ações para 2025, rendeu retorno médio de 55%, superando o Ibovespa em 10 pontos percentuais.
As 26 ações selecionadas por setor
Agronegócio e Alimentos e Bebidas
JBS [JBS] foi escolhida pela sua plataforma diversificada, que oferece vantagem competitiva diante da volatilidade das commodities. Com atuação em mais de 20 países e marcas como Friboi, Swift, Seara e Pilgrim’s Pride, a empresa deve passar por uma reprecificação de múltiplos após sua listagem nos EUA. O banco estima um FCF yield de 8% em 2026, com o papel negociando a 6,5 vezes EV/EBITDA.
3tentos [TTEN3] se destaca por sua plataforma integrada, que combina lojas, esmagamento de soja e uma divisão de trading no Rio Grande do Sul, com expansão em curso para o Mato Grosso e outras regiões. O banco projeta crescimento de lucro de 50,6% em 2026 e CAGR de EPS de 25% em dois anos.
Bancos e Serviços Financeiros
Bradesco [BBDC4] é a principal escolha do banco no segmento de grandes bancos. A instituição vem restaurando sua capacidade de geração de receita de crédito e deve registrar crescimento de lucro de 19% em 2026, com ROE chegando a 16,6%. O papel negocia a 7 vezes P/L e 1,2 vez P/VPA, valuation considerado atrativo pelo Itaú BBA.
B3 [B3SA3] é apontada como a principal escolha em serviços financeiros. A bolsa brasileira é uma beneficiária direta da recuperação do mercado acionário, da entrada de capital estrangeiro e da eventual queda da Selic. O banco projeta crescimento de lucro líquido de 13% em 2026 e dividend yield de 7,3%, com preço-alvo atualizado para R$ 22.
Consumo e Varejo
Mercado Livre [MELI] é visto como líder absoluto do e-commerce na América Latina, com 40% de participação de mercado no Brasil em 2025. A tese de investimento combina crescimento do GMV, expansão de margens no segundo semestre e o potencial do Mercado Pago como um dos bancos digitais de maior crescimento na região. O banco projeta crescimento de lucro de 39% em 2026.
Panvel [PNVL3] é destacada como uma das melhores formas de se expor à tendência de medicamentos GLP-1 no Brasil. A rede farmacêutica, segunda maior player regional no Sul do país, deve registrar CAGR de EPS de 32% em três anos, negociando a 13 vezes P/L para 2026.
Smart Fit [SMFT3] é líder de academias na América Latina, presente em mais de 15 países. Apesar de pressões de margem no curto prazo, o banco acredita que o risco competitivo é superestimado pelo mercado, com apenas 24% das unidades no Brasil efetivamente expostas à concorrência. O papel deve negociar a 10,3 vezes P/L para 2027.
Saúde e Educação
Rede D’Or [RDOR3] é o maior grupo hospitalar privado do Brasil, com mais de 11 mil leitos. O banco projeta crescimento de EBITDA de dois dígitos em 2026 e CAGR de lucro de 19% entre 2026 e 2028, com a maturação dos hospitais em expansão e a melhora no índice de sinistralidade da SulAmérica.
Mater Dei [MATD3] vem apresentando melhora nas taxas de ocupação e nos tickets médios. O banco estima CAGR de lucro de 26% entre 2026 e 2029, com o papel negociando a 12 vezes P/L em 2026.
Yduqs [YDUQ3] é favorecida pela maior geração de caixa recente, impulsionada por ganhos de eficiência e crescimento do segmento Premium, que inclui Ibmec e medicina. O FCF yield projetado para 2026 é de 14%, com o papel negociando a apenas 6 vezes P/L.
Petróleo e Gás
PRIO [PRIO3] é apontada como uma das melhores relações risco-retorno em geração de caixa. A empresa inicia 2026 com momento operacional renovado pelo início da produção no campo Wahoo e pela assunção das operações no campo Peregrino. Com preço do Brent a US$ 60/barril, o FCF yield projetado é de 12% em 2026 e 25% em 2027.
Vibra Energia [VBBR3] se beneficia de um ambiente regulatório mais favorável para o setor de distribuição de combustíveis. O banco mantém visão positiva sobre a melhora estrutural do setor e aposta em ganhos de volume para a empresa, especialmente em etanol, caso o regime tributário monofásico avance.
Papel, Celulose, Siderurgia e Mineração
Suzano [SUZB3] é a principal escolha do Itaú BBA no setor de papel e celulose na América Latina. A empresa deve registrar crescimento de EBITDA de 14% em 2026, beneficiada pelos resultados do projeto Cerrado e por preços de celulose mais firmes no curto prazo. O banco enxerga upside de 24% pelo DCF.
Vale [VALE3] se destaca pela qualidade superior do minério de ferro e pela resiliência dos preços diante de expectativas mais pessimistas. A produção em 2025 atingiu 314 milhões de toneladas, o maior nível desde 2018. O papel negocia a 4,9 vezes EV/EBITDA, com desconto de 20% em relação às mineradoras australianas.
Imóveis
Allos [ALOS3] é o maior operador de shoppings do Brasil e da América Latina em ABL. A companhia combina histórico de alocação de capital disciplinada com dividend yield de 11,5% nos próximos 12 meses. O banco estima retorno total de 28% ao acionista em um ano.
Tenda [TEND3] está bem posicionada para capturar as condições favoráveis do programa Minha Casa Minha Vida. Com ROE de 31% em 2026 e FCF sólido, o papel negocia a apenas 6,1 vezes P/L, um desconto de 25% em relação aos pares.
Moura Dubeux [MDNE3] consolidou sua posição como o principal incorporador do Nordeste, com cerca de 25% de participação de mercado no segmento de alto padrão. A empresa acaba de entrar no segmento de baixa renda por meio de uma parceria com a Direcional, o que amplia significativamente o mercado endereçável. O banco vê upside de 40% para o preço-alvo de R$ 43.
Transporte e Bens de Capital
Embraer [EMBJ3] vive seu período de colheita, com demanda sólida, expansão de margens e desalavancagem. O banco projeta crescimento de EBIT entre 15% e 20% em 2026, com entregas crescendo 10% no ano. A TIR implícita estimada é de cerca de 14% ao ano em dólares.
GPS [GGPS3] é líder em serviços terceirizados no Brasil. A retomada do crescimento inorgânico via fusões e aquisições e a melhora da rentabilidade dos contratos herdados da GRSA devem impulsionar crescimento de lucro de 37% entre 2025 e 2026. O papel negocia a 13,5 vezes P/L.
Tecnologia, Mídia e Telecom (TMT)
Totvs [TOTS3] é descrita como um “compounder defensivo”, com cerca de 90% das receitas de caráter recorrente, altos custos de troca e receitas indexadas à inflação. O banco projeta CAGR de EPS de 25% entre 2026 e 2029, com o papel negociando a 21 vezes P/L, abaixo de sua média histórica.
Bemobi [BMOB3] vem acelerando seu segmento de pagamentos, que cresceu 32% em 2025. Com dividend yield de 8% e payout de 100% projetados para 2026, o papel negocia a 10,5 vezes P/L ajustado.
Utilidades
Axia Energia [AXIA3] é vista como um dos melhores pagadores de dividendos do setor elétrico, após resolver disputas com o governo federal e vender sua participação na Eletronuclear. Com o cenário de preços de energia mais favorável, o banco vê potencial para dividend yield médio de 15% no cenário das curvas DCIDE.
Eneva [ENEV3] é apontada como a principal escolha do Itaú BBA no setor em 2026. A empresa combina forte despacho térmico pela hidrologia fraca e potencial de criação de valor no leilão de capacidade de reserva (LRCAP 2026), com projetos como Celse 2 e Jandaia. No cenário otimista, o preço-alvo poderia chegar a R$ 26,30.
Equatorial [EQTL3] mantém histórico sólido de execução operacional e alocação de capital. O banco projeta CAGR de EBITDA de baixo dois dígitos nos próximos anos e vê a ação com TIR real implícita acima de 10%, patamar atrativo para uma empresa de alta qualidade.
Estratégia ESG
Orizon [ORVR3] é a aposta ESG do portfólio. A empresa está posicionada para se beneficiar do avanço do mercado de carbono no Brasil, com a regulamentação do SBCE prevista para os próximos anos. A companhia projeta geração de mais de 4 milhões de tCO2e em créditos certificados ao ano ao longo da próxima década, além da recente aquisição da Vital, que amplia sua presença geográfica.
Tecnologia Global
TSMC [TSMC] é a escolha do time de tecnologia global do banco. A fabricante taiwanesa de semicondutores detém mais de 70% do mercado de fundição e cerca de 90% de participação em produtos abaixo de 7nm. Com ROIC sustentável entre 20% e 25%, a empresa orienta crescimento de receita de 20% ao ano até 2029. O papel negocia a 21 vezes P/L para 2026.
Visão macro: Brasil como destino de capital
O banco destaca que o Brasil tem se beneficiado da diversificação de portfólios além dos EUA, com fluxo de capital estrangeiro relevante no acumulado do ano. A combinação de valuations atrativos, potencial de queda de juros e temas seculares como GLP-1, energia limpa e mercado de carbono sustentam a visão positiva para os ativos brasileiros em 2026.
O portfólio das 26 ações foi construído com beta médio de 1,05, crescimento de EBITDA de 26,1% e revisões positivas de estimativas de 5,9%, refletindo tanto resiliência quanto potencial de alta em um ambiente de mercado em normalização.
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O BTG Pactual atualizou a carteira de Small Caps para março com uma mudança. Smart Fit [#SMFT3] passou a integrar o portfólio do mês. Segundo o banco, a ação combina crescimento consistente de receita, ganho de alavancagem operacional e negocia a 13 vezes o lucro estimado para 2026. A casa projeta expansão média de 32% ao ano no lucro por ação entre 2025 e 2028.
Permanecem na carteira Aura [#AURA33], Copasa [#CSMG3], Sanepar [#SAPR11], GPS [#GGPS3], 3tentos [#TTEN3], Pague Menos [#PGMN3], C&A [#CEAB3], Tenda [#TEND3] e Vitru [#VTRU3].Em contrapartida, Inter [#INBR32] deixou o portfólio.
O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM de março após mais um mês de forte entrada de capital estrangeiro e alta do Ibovespa. Segundo o banco, as ações brasileiras negociam próximas da média histórica, o que reforça a busca por papéis com valuation atrativo, liquidez e gatilhos específicos. Em meio ao conflito no Irã, a casa manteve a exposição a petróleo e ouro, por meio de Aura [#AURA33] e PetroRio [#PRIO3].
Motiva [#MOTV3] entra com TIR real de 11%; Raia [#RADL3] sai
A Motiva [#MOTV3] passa a integrar o portfólio. O BTG destaca que a companhia reorganizou o portfólio em 2025 e está preparada para um pipeline robusto de novos projetos e reciclagem de capital. O banco estima TIR real de 11% para a ação. Para abrir espaço, a Raia [#RADL3] foi retirada, após forte valorização e negociação a 28 vezes o lucro estimado para 2026.
Menor peso em Nubank [#ROXO34]
O BTG reduziu a fatia de Nubank [#ROXO34] de 15% para 10%, após resultados abaixo do esperado. A carteira segue com exposição relevante a bancos por meio de Itaú [#ITUB4], enquanto Stone [#STOC31] complementa a posição no setor financeiro com 5%.
Mais utilities; Axia [#AXIA3] sobe para 15%
A exposição ao setor de utilities subiu de 20% para 25%. A participação de Axia [#AXIA3] aumentou de 10% para 15%, enquanto Eneva [#ENEV3] foi mantida. No consumo, a Allos [#ALOS3] permanece na carteira por mais um mês.
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A semana de 1º a 6 de março será crucial para a economia brasileira e americana, com a divulgação de dados importantes que influenciarão os mercados. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no quarto trimestre de 2025 e os dados do mercado de trabalho de janeiro estarão no centro das atenções. Leandro Manzoni, economista do Investing, destaca que “as expectativas são altas, especialmente após os sinais contraditórios recentes do mercado de trabalho nos EUA, onde o Federal Reserve indica uma estabilização”.
No Brasil, os investidores estarão atentos à prévia da inflação, enquanto a Opep se reunirá no domingo para discutir a produção de petróleo. “Com o preço do barril acima de US$ 70, é esperado um aumento na oferta em abril”, acrescenta Manzoni. Além disso, a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro poderá revelar uma recuperação nas vagas formais após o tombo de dezembro.
Os dados econômicos dos EUA incluirão o relatório de empregos não agrícolas (payroll), cuja expectativa é de geração de 60 mil novas vagas. “Esse indicador é fundamental para avaliar a saúde do mercado de trabalho americano e suas implicações para a política monetária do Fed”, conclui o analista.
Principais classes de ativos
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Índice Bovespa apresentou um movimento lateral nesta semana, mantendo a mesma tendência de alta observada na semana anterior. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o mercado continua com topos e fundos ascendentes”, embora se perceba uma desaceleração nesse movimento de alta. “Ainda acredito que, mesmo com essa formação, o mercado deve se direcionar para os 195, quiçá 200 mil pontos nos próximos dias”, acrescenta. O suporte mais relevante permanece em 183.555 pontos, com o alvo projetado para os 200 mil pontos.
Vulcabras [VULC3]
Em relação à Vulcabras, a análise é positiva, com a operação na ponta compradora em um gráfico semanal. O ativo fechou mais uma semana em alta, embora não tenha oscilado significativamente. “O fechamento acima do da semana passada caracteriza uma continuação do movimento de alta”, observa Borges. A resistência mais próxima está em R$ 20,18; superando esse patamar, o analista acredita que “podemos ver uma grande aceleração no ativo, com um alvo principal entre R$ 23,30 e R$ 25,00”.
Orizon [ORVR3]
A Orizon também é uma boa opção para Swing Trade, com a ação próxima do ponto de entrada a R$ 74,50. “Para quem estiver de fora, vale a pena considerar a entrada”, recomenda Filipe Borges. A resistência seguinte está em R$ 77,00, e, caso essa barreira seja rompida, ele projeta alvos entre R$ 83,00 e R$ 86,00. O ativo apresenta uma formação sólida tanto no gráfico diário quanto no semanal, “capturando liquidez dos fundos e mostrando excelente movimentação para os próximos dias”, explica. O rompimento de R$ 75,70 abrirá espaço para buscar a máxima em R$ 77,00, com a expectativa de alcançar entre R$ 82,00 e R$ 86,00. O stop deve ser posicionado abaixo de R$ 68,50.
Desktop [DESK3]
Por outro lado, a Desktop (DESK3) segue uma tendência baixista no gráfico diário, após o rompimento de uma cunha ascendente. “Observamos uma aceleração na queda, seguida de uma correção até a região entre R$ 16,00 e R$ 17,00”, informa Borges. Ele destaca que a operação na ponta vendedora foi iniciada a R$ 14,99 e está “muito alinhada para continuar caindo”. Recentemente, a empresa estava em negociação com a Claro, mas uma nova informação revelou que essa negociação está travada, “o que indica uma grande dificuldade para um desfecho positivo”, afirma. A meta de lucro na ponta vendedora é de 40%, com o alvo projetado entre R$ 9,00 e R$ 7,80. Para quem já possui posição em DESK3, o último suporte válido para manutenção da operação é até R$ 12,00. “Abaixo disso, não faz sentido manter a operação vendedora”, conclui Borges.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Aura Minerals - JP Morgan
O JP Morgan iniciou a cobertura da Aura Minerals [AURA33] com recomendação Overweight (equivalente compra). Para o banco, a companhia combina três vetores difíceis de encontrar simultaneamente no setor de mineração: forte exposição ao ouro, crescimento acelerado de produção e geração robusta de caixa com disciplina de capital.
A tese é direta: a Aura oferece uma forma alavancada e ainda descontada de capturar um ciclo estruturalmente positivo para o ouro.
O BTG Pactual analisou os impactos de uma eventual mudança na legislação trabalhista brasileira, que visa reduzir a jornada semanal de 44 horas e encerrar o regime 6x1. O banco estima que empresas de saúde como Rede D’Or [#RDOR3], Hapvida [#HAPV3], Fleury [#FLRY3], Dasa [#DASA3] e Mater Dei [#MATD3] poderiam sofrer um impacto negativo entre o baixo e o médio dígito único (1% a 5%) no EBITDA.
Precificando Resíduos, Destravando Valor: Um Deep-Dive em Vital e Orizon Pós-Aquisição - XP
A XP atualizou as estimativas para a Orizon e definiu novo preço-alvo, após analisar em detalhes a aquisição da Vital. A casa calcula que a operação gerou cerca de R$ 3 bilhões em valor para os acionistas, considerando expansão de projetos de biometano já anunciados, monetização parcial de créditos de carbono e potencial de ganho acima das obrigações regulatórias no contrato da Ecourbis. A XP também revisou premissas, com leve alta na projeção de crescimento real de longo prazo de volumes e de tarifa de destinação de resíduos, além de ajuste na curva de créditos de carbono.
“Mensagem principal: Levemente positiva. Realizamos uma videoconferência com Claudio Maulhardt, Gestor de Portfólio da Copernico Capital / Galileo, para discutir riscos e oportunidades no mercado de ações argentino. Claudio possui vasta experiência na gestão de fundos de ações focados na Argentina ao longo de diversos ciclos econômicos”, informou o Itaú BBA.
Uma pesquisa recente da XP indica um aumento nas alocações em ações, embora o apetite por risco tenha diminuído. A intenção de reduzir a exposição a ações subiu para 9%, enquanto 33% planejam aumentar essa alocação. O sentimento em relação ao mercado acionário melhorou ligeiramente, passando de 7,0 para 7,2 em uma escala de 0 a 10. A renda fixa continua sendo a classe de ativos preferida, com 46% mostrando interesse em ações. As principais preocupações permanecem em torno de riscos fiscais, instabilidade política e riscos geopolíticos. As carteiras de ações dos clientes acompanharam a recente alta do Ibovespa, com 42% dos assessores relatando desempenho em linha com o índice. Essa é uma prévia dos resultados completos do relatório.
Ouro: Tese de investimento e alocação estratégica - BTG Pactual
O ouro valorizou mais de 60% em dólares ao longo de 2025, atingindo novas máximas históricas acima de US$ 5.000 por onça troy, e já acumula alta de 20% em 2026. Neste relatório, analisamos os fatores estruturais por trás dessa performance e avaliamos o papel do metal precioso como componente de alocação estratégica em portfólios diversificados.
O JP Morgan iniciou a cobertura da Aura Minerals [AURA33] com recomendação Overweight (equivalente compra) e preço-alvo de R$ 189,00 por ação até o fim de 2026, o que implica upside de 35% em relação aos último fechamento. Para o banco, a companhia combina três vetores difíceis de encontrar simultaneamente no setor de mineração: forte exposição ao ouro, crescimento acelerado de produção e geração robusta de caixa com disciplina de capital.
A tese é direta: a Aura oferece uma forma alavancada e ainda descontada de capturar um ciclo estruturalmente positivo para o ouro.
Uma “golden opportunity” em um cenário de ouro mais alto
A recomendação parte de uma visão macro construtiva. A equipe de commodities do JP Morgan projeta o ouro a US$ 6.300 por onça até o fim de 2026 e US$ 6.600 em 2027, acima do patamar atual próximo de US$ 5.000. A leitura é que a recente volatilidade — após o metal ter tocado quase US$ 5.600 no início de 2026 — representa mais um ajuste técnico do que mudança estrutural de tendência.
Segundo o banco, a demanda permanece sólida. ETFs voltaram a registrar entradas relevantes, enquanto bancos centrais seguem acumulando reservas, num movimento associado à diversificação cambial, proteção contra inflação e incerteza geopolítica.
Com cerca de 90% da receita atrelada ao ouro, a Aura é praticamente um pure play do metal — característica que amplia sua correlação com o ciclo positivo projetado pelo banco.
Percentual da receita da companhia [Fonte: JP Morgan]
Crescimento acelerado até 2028
Se o pano de fundo macro sustenta a tese, o crescimento operacional reforça o argumento.
A Aura produz atualmente o equivalente a 295 mil onças de ouro e opera sete minas em quatro países: Aranzazu (México), Minosa (Honduras), Almas, Apoena, Borborema e Serra Grande (Brasil), além do recém-anunciado projeto Era Dorada (Guatemala). Desde 2017, a companhia mais que dobrou sua produção, com CAGR de EBITDA de 44%.
O JP Morgan projeta que, até 2028, os volumes avancem cerca de 75%, atingindo 512 mil onças equivalentes, com CAGR de EBITDA de aproximadamente 60% no período. O principal catalisador é a entrada plena de Era Dorada, que pode adicionar cerca de 100 mil onças anuais quando estiver totalmente operacional.
Há ainda a mina de Matupá, já licenciada, mas que não está incorporada nas estimativas do banco neste momento — um potencial opcional adicional no médio prazo.
Modelo estratégico: M&A com disciplina e desenvolvimento interno
A Aura construiu seu crescimento combinando aquisições e desenvolvimento orgânico.
Do lado inorgânico, a empresa tem histórico de reestruturação bem-sucedida de ativos. Em Aranzazu, por exemplo, conseguiu ampliar significativamente a vida útil da mina por meio de exploração adicional. Em Apoena, manteve custos sob controle mesmo com aumento de produção.
Do lado orgânico, projetos como Almas e Borborema — desenvolvidos internamente desde a fase exploratória — hoje representam parcela relevante do valor da companhia. O JP Morgan estima um NAV próximo de US$ 3,5 bilhões para esses ativos.
Esse modelo reduz a dependência exclusiva de aquisições e permite maior seletividade em novos negócios.
Geração de caixa e dividendos no radar
Apesar do perfil de crescimento, a Aura mantém uma estrutura de capital conservadora. O JP Morgan projeta alavancagem negativa de -0,3x dívida líquida/EBITDA em 2026, o que dá flexibilidade para financiar expansão sem comprometer retorno ao acionista.
A política de dividendos prevê distribuição de 20% do EBITDA, excluindo capex de manutenção e exploração. Em 2025, a companhia distribuiu aproximadamente US$ 280 milhões entre dividendos e recompras.
Para 2026, o banco estima FCF yield de 13,7% e dividend yield de 4,1%, com expectativa de crescimento acumulado de dividendos de cerca de 17% entre 2026 e 2028, acompanhando o pico de produção e EBITDA.
Valuation: desconto frente aos pares
Mesmo com esse perfil, a Aura negocia a 4,3x EV/EBITDA 2026, segundo o JP Morgan — abaixo da média de aproximadamente 6,4x dos pares globais.
O banco reconhece que a companhia tem menor liquidez e maior perfil de risco por ser um produtor de porte intermediário, mas avalia que o desconto atual mais do que compensa esses fatores, especialmente em um cenário estruturalmente positivo para o ouro.
Riscos no radar
A principal variável continua sendo o preço do ouro. Como a maior parte da receita depende do metal, oscilações relevantes impactam diretamente resultados.
Há também riscos operacionais — típicos de mineradoras de médio porte — e desafios relacionados a relacionamento com comunidades locais. No plano macro, variáveis como força do dólar, trajetória da dívida americana, política monetária do Federal Reserve e tensões geopolíticas permanecem determinantes para o preço do ouro.
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A divulgação do IPCA-15 e do Caged na sexta-feira (27) deve consolidar as apostas do mercado sobre o tamanho do corte da Selic na reunião de março do Copom. Hoje, a maioria dos agentes projeta redução de 0,50 ponto percentual, de 15% para 14,5% ao ano, mas o dado de inflação de serviços será decisivo para confirmar ou reduzir esse movimento.
O IPCA-15 de fevereiro é visto como o próximo termômetro para a política monetária. Se a inflação de serviços e os núcleos mantiverem trajetória de desaceleração em 12 meses, o cenário de corte de 0,50 ponto ganha força. Caso contrário, o mercado pode dividir as apostas entre redução de 0,25 e 0,50 ponto.
O Caged de janeiro também entra no radar. O mês costuma registrar recuperação após o fechamento de vagas em dezembro. Economistas vão avaliar se a desaceleração na criação de empregos, observada nos últimos meses, se manteve no início de 2026. A taxa de desemprego em mínimas históricas, a massa salarial recorde e o elevado número de trabalhadores com carteira assinada sustentam a pressão sobre os preços de serviços, o que mantém a inflação distante do centro da meta de 3%.
No cenário externo, a agenda de discursos de dirigentes do Federal Reserve concentra as atenções. Parte do colegiado demonstra preocupação com a inflação, após o PCE apontar variações anuais acima da meta de 2%. A ala majoritária sinaliza cautela antes de iniciar cortes de juros, enquanto um grupo minoritário vê espaço para flexibilização caso a inflação retome trajetória de convergência.
A semana também inclui temporada de balanços no Brasil, com resultados de Vivo, Gerdau, Pão de Açúcar, Mercado Livre, Nubank, Weg, B3 e Copel. Nos Estados Unidos, o destaque é o resultado da Nvidia.
Primeiras pesquisas pós-Carnaval
Além dos indicadores econômicos, a semana reserva a divulgação de duas pesquisas eleitorais, Atlas Intel e Paraná. Será o primeiro levantamento pós-Carnaval. O mercado acompanhará os dados, especialmente após o desfile em homenagem ao presidente Lula suscitar críticas da oposição.
Rentabilidade classes de ativos
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a sexta-feira novamente em alta, próximo das máximas históricas, reforçando, segundo analistas, a formação de um novo pivô de alta no mercado brasileiro. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o índice ainda não apresenta sinais de exaustão. “Não temos até o momento nenhum sinal de topo marcado”, afirma. De acordo com ele, o rompimento dos 190.700 pontos pode abrir espaço para uma nova perna de alta, com projeções entre 197 mil e 201 mil pontos. “O suporte de curto prazo está na região dos 183.500 pontos, e as operações na ponta compradora de swing trade tendem a apresentar os melhores resultados nos próximos dias”, acrescenta.
Vulcabras [VULC3]
Entre as ações, Borges destaca Vulcabras, que, segundo ele, mantém uma estrutura técnica favorável após o rompimento da resistência em R$ 17,20 no gráfico semanal. “O ativo fez um movimento consistente de alta, com reteste da antiga resistência, configurando um breaker block”, explica. Para o analista, a superação dos R$ 20,30 pode levar os papéis a um intervalo entre R$ 24,00 e R$ 26,50, com stop abaixo de R$ 16,99.
Taesa [TAEE11]
Outra recomendação é Taesa, que apresenta, segundo Borges, uma formação gráfica de curto prazo semelhante a uma xícara, indicando continuidade do movimento ascendente. “Acima de R$ 45,50, o papel ganha espaço para buscar R$ 50,00 e, no alvo principal do pivô maior, trabalhar entre R$ 53,00 e R$ 58,00”, projeta.
Rede D’Or [RDOR3]
Já Rede D’Or também integra a carteira recomendada para operações de swing trade. O analista observa a formação de um pivô de alta com fundos ascendentes, sinalizando fortalecimento da pressão compradora. “Acima de R$ 45,20, o ativo pode buscar a região entre R$ 50,00 e R$ 55,07, acompanhando a possível continuidade do movimento de alta do Ibovespa e o fluxo de capital que tem entrado no país”, conclui Borges.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
The Flow Show - Bank of America
O Panorama Maior: a correlação entre o iene japonês e o Nikkei acabou de ficar positiva pela primeira vez desde 2005... nada diz mais “mercado altista secular” do que câmbio em alta e ações em alta; mas, no curto prazo, o iene japonês pressiona cripto, prata, private equity, software e energia, aumentando a dor do desmonte de posições; não se pode ter uma disparada desordenada do iene agora (isto é, JPY abaixo de 145)... isso afeta a liquidez global e sempre coincidiu com desalavancagem global.
TEPP11: uma tese validada na prática - BTG Pactual
O TEPP11 segue uma estratégia focada na aquisição de participações relevantes em ativos corporativos classe B, com o objetivo de implementar melhorias operacionais, estreitar o relacionamento com inquilinos, realizar benfeitorias e elevar a taxa de ocupação. A proposta é, posteriormente, desinvestir esses imóveis, capturando o ganho de capital gerado ao longo do processo.
Os índices de confiança e de expectativas da indústria da construção registraram avanço nas leituras iniciais de 2026, enquanto as questões relacionadas à carga tributária passaram a liderar o ranking de principais preocupações do setor.
O Itaú BBA afirmou que realizou um road show em sete cidades da América do Norte, com reuniões com 31 fundos de diferentes perfis, incluindo emergentes, dedicados à América Latina, hedge funds, globais e multiativos. Segundo o banco, investidores globais e multiativos ganharam mais espaço na agenda, enquanto fundos de emergentes seguiram como base das discussões.
Siderurgira e Mineração: Relatório setorial - BB BI
Dados recentes da indústria e da siderurgia na China apontam para um arrefecimento da atividade. Nos Estados Unidos, por outro lado, a produção de aço segue em alta, as importações recuaram e os preços continuam avançando.
No Brasil, as importações de aço atingiram nível recorde em 2025, embora tenha sido observada uma desaceleração nos últimos meses do ano.
A XP Investimentos informou que fundos de ações com exposição líquida relevante à Bolsa movimentaram R$ 275,6 bilhões em ativos sob gestão em janeiro, considerando um universo de 1.006 carteiras. O relatório indica uma rotação para setores cíclicos no período. Bens de Capital (+184 pontos-base), Alimentos e Bebidas (+165 bps) e Propriedades para Renda (+145 bps) registraram os principais aumentos de posição. Em contrapartida, Bancos (-176 bps), TMT (-145 bps) e Utilidades Públicas (-132 bps) lideraram as reduções.
O JP Morgan colocou a WEG em seu selo de alerta de curto prazo, o chamado Negative Catalyst Watch (Monitoramento de Catalisador Negativo), antes da divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025, prevista para 25 de fevereiro. O banco avalia que o papel apresenta risco assimétrico, com maior potencial de queda do que de alta nos níveis atuais de preço.
O selo Catalyst Watch é um indicador de convicção para eventos específicos. Analistas aplicam o selo quando identificam um gatilho relevante no curto prazo que pode provocar reação nas ações. A sinalização pode divergir da recomendação formal, que considera horizonte de seis a 12 meses.
Valuation elevado e expectativa de trimestre fraco
No relatório, assinado por Marcelo Motta eJonathan S. Koutras, o JP Morgan afirma que a Weg negocia a 32 vezes o lucro estimado para 2026 e a 21,6 vezes o múltiplo de valor da firma sobre Ebitda projetado para o mesmo ano. Segundo o banco, esse patamar embute expectativa de recuperação que deve se materializar de forma mais clara apenas em 2027.
A instituição projeta um quarto trimestre fraco, com crescimento de receita de cerca de 2% na comparação anual e margens pressionadas. Embora parte do mercado já espere um desempenho mais fraco no período, o banco acredita que a confirmação de números modestos pode levar a revisões negativas nas estimativas para 2026.
Crescimento Trimestral de Receita da Weg [Fonte: JP Morgan]
Surpresas em relação às estimativas do consenso da Bloomberg nos últimos trimestres — trimestres recentes têm sido fracos [Fonte: JP Morgan]
Desempenho recente e fluxo para emergentes
Desde a divulgação do resultado do terceiro trimestre, em 21 de outubro, as ações da Weg acumulam alta de 35%. No mesmo intervalo, o Ibovespa avançou 29%, enquanto o dólar caiu 8% frente ao real. Para o JP Morgan, parte do movimento recente reflete fluxo para mercados emergentes e não necessariamente melhora nos fundamentos da companhia.
Sensibilidade ao câmbio
O banco também destaca o impacto do câmbio nas projeções. Considerando o dólar a R$ 5,24, a estimativa aponta risco de queda de 4% a 6% na receita e no Ebitda de 2026, além de redução de 0,5 ponto percentual na margem Ebitda. Cada variação de 5% no câmbio real/dólar pode alterar a receita em cerca de 3% e o Ebitda em 5%, segundo os cálculos do relatório.
Argumentos de alta e de baixa
Entre os pontos positivos citados por investidores estão a exposição à tendência de eletrificação, a expansão do mercado de sistemas de armazenamento de energia por baterias no Brasil e a demanda por transformadores, impulsionada por novas conexões de rede e projetos ligados a inteligência artificial e data centers. A empresa também mantém posição de caixa líquido.
Do lado negativo, o JP Morgan avalia que o mercado já precifica uma recuperação que ainda não aparece nos resultados sequenciais. Além disso, cerca de 60% da receita da companhia vem do exterior, o que limita sua exposição direta a uma eventual retomada da economia brasileira.
Para o banco, o balanço do quarto trimestre será determinante para a revisão das expectativas. Caso confirme um desempenho fraco, o espaço para novas correções nas estimativas e nas ações pode aumentar no curto prazo.
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A semana entre 15 e 20 de fevereiro concentra a divulgação do PIB dos Estados Unidos do quarto trimestre de 2025 e do índice PCE de janeiro, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve. O mercado projeta desaceleração do crescimento americano de 4,4% para 3% no trimestre, enquanto o PCE cheio pode acelerar de 0,2% para 0,4% na comparação mensal e de 2,8% para 2,9% em 12 meses. O núcleo do indicador deve subir de 2,8% para 3% no acumulado anual.
A agenda ocorre em meio a uma semana marcada por feriados. O Brasil terá negociações reduzidas até quarta-feira (18) por causa do Carnaval. Os Estados Unidos não terão pregão na segunda-feira (16), devido ao Dia do Presidente, e a China segue com o Ano-Novo Lunar até quinta-feira (19). Mesmo com menor liquidez no início do período, os dados econômicos devem orientar as expectativas para os juros americanos.
No Japão, o PIB do quarto trimestre será divulgado no domingo (15) à noite, com expectativa de alta de 0,4% após queda de 0,6% no trimestre anterior. Na quinta-feira, o país também publica dados de inflação, com previsão de desaceleração do índice anual de 2,1% para 1,5%. No Brasil, o Banco Central divulga o Boletim Focus e o IBC-Br de dezembro, considerado prévia do PIB.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana próximo das máximas históricas, mas já dá sinais de perda de fôlego após a forte alta registrada depois do rompimento dos 165 mil pontos. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento recente indica uma acomodação natural. “A gente percebe uma desaceleração dessa movimentação de alta, o que demonstra um possível cansaço depois da arrancada”, afirma. Segundo ele, no gráfico de quatro horas o índice mostra apenas uma correção saudável, com resistência em 190 mil pontos. “Acima dessa faixa, a grande probabilidade é buscar os 200 mil pontos.” O suporte de curto prazo está em 180 mil pontos.
Aura Minerals [AURA33]
As ações da Aura Minerals fecharam a R$ 125,80 após encontrar suporte na região de R$ 120,00. Borges afirma que o papel mantém tendência de alta no curto prazo. “Enquanto permanecer acima de R$ 120,00, vejo grande probabilidade de rompimento das máximas na região de R$ 132,00”, diz. Caso supere esse patamar, o ativo pode buscar R$ 170,00. Para o médio prazo, ele aponta suporte mais distante em R$ 103,00. “Enxergo ótima probabilidade de o ativo continuar rompendo e entregando boas movimentações”, acrescenta.
Vale [VALE3]
A Vale acumula alta consistente desde o fim de agosto, quando saiu da faixa de R$ 48,00 e chegou perto de R$ 91,00. Borges avalia que o movimento exige cautela. “Todo ativo, para continuar subindo de forma saudável, precisa passar por correções”, afirma. Ele diz que realizaria lucro na região de R$ 82,31 e espera um ajuste mais amplo antes de novas compras para médio prazo. “Gostaria de ver a Vale corrigindo entre R$ 70,00 e R$ 60,00 para voltar a montar posição”, explica.
Bitcoin
O Bitcoin recuou de US$ 100 mil para US$ 60 mil e agora pode registrar um repique técnico no curto prazo. Borges afirma que o ativo começou a trabalhar acima das médias no gráfico de 60 minutos, o que abre espaço para operações rápidas. “Aguardo o Bitcoin corrigir na região de US$ 67.500 para buscar uma compra até US$ 71.500”, diz. Ele projeta ainda uma nova venda entre US$ 75 mil e US$ 77 mil. Para os próximos meses, o analista mantém viés de baixa. “Acredito que o Bitcoin pode voltar à faixa de US$ 50 mil ou até US$ 45 mil, que seria um nível saudável de compra”, conclui.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Clube do Livro - Itaú BBA
A casa divulga seu tradicional clube do livro, orgazido há 11 anos.
“Discutimos alocação de capital, estilo de investimento, gestão de portfólio, estratégia de investimentos, biografias, finanças comportamentais e modelos mentais, vantagens competitivas (moats), valuation, governança corporativa e alinhamento com acionistas, economia e história, impacto da tecnologia, entre outros temas”, conta o banco.
O relatório apresenta um panorama sobre o uso de inteligência artificial no Brasil. O levantamento reúne entrevistas com empresas de diferentes setores e com representantes do mercado financeiro.
O estudo busca identificar o estágio atual de adoção da tecnologia no país e medir o descompasso entre as expectativas criadas em torno da IA e a aplicação prática das ferramentas no dia a dia das companhias.
“Em parte, os resultados do 4T25 repetem o cenário observado no 3T. A indústria de cerveja segue desafiadora, com queda de volumes na comparação anual em todos os mercados onde a companhia atua. A empresa compensou a retração com redução de custos e despesas, além de melhora no efeito preço e mix, resultado de reajustes aplicados em períodos anteriores”, comentam os analistas do BTG Pactual sobre os resultados da Ambev no 4T25.
A XP destacou o indicador de posicionamento no kit Brasil avançou na métrica de curto prazo, impulsionado pelo aumento das posições estimadas que se beneficiam da valorização do real.
O mercado cripto atravessa correção intensa. Este vídeo da Nomos TV, com participação de Igor Carneiro da Vault Capital, aborda fatores macroeconômicos, decisões do Fed e a correlação entre investimentos em Inteligência Artificial e liquidez digital. O especialista explora a psicologia de mercado, diferenciando o acúmulo institucional do pânico no varejo, enquanto detalha indicadores como o RSI e suportes críticos de preço. Compreenda por que este cenário representa a oportunidade para quem foca no longo prazo.
A divulgação do IPCA de janeiro no Brasil e do relatório de empregos (payroll) de janeiro nos EUA são os grandes destaques da semana de 8 a 14 de fevereiro, fundamentais para definir o ritmo de corte de juros pelo Copom e pelo Fed. No cenário brasileiro, o mercado projeta uma alta de 0,34% para a inflação oficial, com foco total no comportamento do setor de serviços para validar um possível corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março. Nos EUA, o payroll, atrasado por um breve shutdown governamental, deve mostrar a criação de 68 mil vagas, testando a tese de estabilidade do mercado de trabalho defendida por Jerome Powell.
A semana também conta com eventos externos de alto impacto. No Japão, as eleições parlamentares de domingo (8) podem encarecer o financiamento global (carry trade) caso o partido da primeira-ministra Sanae Takaichi conquiste uma supermaioria. Na China, dados de inflação e preços de imóveis servirão de termômetro para a demanda por commodities.
No Brasil, além do IPCA na terça-feira (10), o mercado aguarda os dados de volume de serviços (quinta) e vendas no varejo (sexta) referentes a dezembro. Esses indicadores de atividade ajudarão o Banco Central a calibrar a política monetária em um momento de “inflexão econômica”, onde números de produção industrial e PMIs já sinalizam contração.
Rentabilidade das Principais Classes de Ativo
Fluxo estrangeiro
Probabilidade de cortes na taxa Selic - Reunião de março
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana próximo da estabilidade, após dias de forte volatilidade, alternando altas e quedas e fechando em torno dos 182.000 pontos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, indicadores técnicos já acendem um sinal de atenção no curto prazo. “O IFR mostra uma divergência baixista, com o índice renovando topo sem confirmação do indicador”, afirma. Para ele, esse comportamento aumenta a probabilidade de lateralização ou de uma correção pontual em parte dos ativos. “Abaixo dos 180.000 pontos, vejo espaço para uma correção mais ampla, com regiões entre 175.000 e 173.000 pontos”, diz Borges, ressaltando que um eventual ajuste seria saudável após a alta contínua desde a faixa dos 163.000 pontos.
Petrobras [PETR4]
Após uma alta expressiva, que levou as ações da Petrobras de R$ 29,50 para R$ 38,50, o papel iniciou um movimento corretivo considerado natural. Borges destaca que o comportamento do volume reforça essa leitura. “Tivemos aumento de volume na alta e redução durante a correção, o que é bastante saudável”, avalia. O analista projeta uma possível zona de oportunidade entre R$ 34,00 e R$ 32,00. “Nessa faixa, passo a avaliar novas compras, pensando inclusive em posições de mais longo prazo”, afirma, destacando que, antes disso, o papel ainda pode ser explorado em operações na ponta vendedora até os níveis mais baixos dessa região.
Vale [VALE3]
As ações da Vale começam a dar sinais de perda de fôlego após uma forte valorização recente, que levou o papel de cerca de R$ 52,00 para próximo de R$ 90,00. De acordo com Filipe, houve falha no rompimento das máximas nesta semana, apesar do fluxo ainda elevado no ativo. “O movimento mostra um possível cansaço da alta, o que me faz aguardar correções para novas compras”, explica. O analista avalia que, caso o papel perca o patamar de R$ 82,00, pode haver uma queda mais acentuada. “Vejo regiões interessantes de compra entre R$ 71,00 e R$ 65,00”, afirma, recomendando proteção ou realização parcial de lucros para quem já está posicionado.
Vamos [VAMO3]
A Vamos segue como uma das apostas da NMS Research no curto prazo, com posição comprada na faixa de R$ 4,31 em operações de swing trade. Segundo Filipe Borges, o ativo apresenta uma estrutura técnica favorável após o rompimento de uma linha de tendência relevante. “O rompimento de R$ 4,60 abre espaço para movimentos mais fortes de alta”, diz o analista. Ele projeta como próximos objetivos a região de R$ 5,05 e, posteriormente, R$ 5,45 por ação. “Seguimos na ponta compradora, atentos a novas oportunidades dentro dessa movimentação”, acrescenta.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
XP Macro Strategy
A XP divulgou monitor de posicionamento dos fundos macro com dados atualizados até 4 de fevereiro. O indicador de posicionamento no kit Brasil avançou na métrica de curto prazo, puxado pelo aumento de posições que se beneficiam da apreciação do real.
O banco elevou o preço-alvo da Vale, atualizando suas projeções para a companhia:
“Atualizamos nossas projeções para a Vale levando em conta a forte alta recente dos preços de metais básicos, a revisão para baixo do capex (investimentos) de longo prazo anunciada pela própria companhia e os novos parâmetros de custo de capital definidos pelo time de estratégia.”
XP: “Elevamos nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026, de 1,7% para 2,0%. A demanda deve ganhar tração em meio à expansão da renda e medidas de crédito. Continuamos a prever alta de 1,2% em 2027, refletindo menor impulso fiscal e condições monetárias ainda apertadas.”
Trade Idea: Temporada de resultados 4T25 - BTG Pactual
BTG: “Observamos que a Localiza apresenta melhores tendências em seus três principais segmentos. No RAC, o repasse efetivo de preços, volumes resilientes e ganhos de eficiência sustentam a expansão das margens.”
No Brasil, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15,0% na última reunião. Segundo o Santander, a comunicação da decisão sinalizou que, caso o cenário esperado se confirme, o ciclo de cortes de juros pode começar já na reunião de março.
De acordo com o banco, apesar da abertura para a flexibilização monetária, o tom do comunicado segue cauteloso, o que mantém incertezas sobre a magnitude do primeiro corte. O Santander projeta um movimento inicial de redução de 0,5 ponto percentual.
O BTG Pactual avalia que o setor de saúde passou por um ciclo prolongado de normalização pós-pandemia, com melhora nas tendências de utilização e nas glosas, apesar de condições de pagamento ainda piores que no período pré-Covid. Em 2025, o banco destaca forte dispersão de desempenho entre as empresas, com a Rede D’Or como principal destaque positivo, enquanto companhias mais alavancadas ou com integrações complexas seguem enfrentando desafios, cenário que deve persistir mesmo com a queda dos juros.
As ações preferenciais do Itaú subiam 2,02%, após o banco reportar lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no 4T25, crescimento de 13,2% na comparação anual. No acumulado de 2025, o lucro atingiu R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% frente a 2024 e novo recorde do setor bancário brasileiro, segundo a consultoria Elos Ayta. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 24,4% no trimestre, reforçando a percepção de rentabilidade elevada e consistente.
Para o JP Morgan, o resultado veio amplamente em linha, mas com leitura qualitativa positiva. O banco destacou a boa execução da estratégia, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas (SME), historicamente um dos mais rentáveis da instituição. Segundo o relatório, o crescimento da carteira SME, aliado à evolução do volume transacionado na adquirência (Rede), sinaliza ganhos de participação de mercado e potencial de crescimento estrutural. O JP Morgan também chamou atenção para o controle da inadimplência, com o índice de NPL acima de 90 dias praticamente estável em 1,9%, além da melhora contínua na eficiência, com redução de 180 pontos-base no custo operacional em um ano.
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Já o BTG Pactual classificou o trimestre como mais um encerramento “em tom alto” para o Itaú. A casa ressaltou que o principal destaque do balanço foi a qualidade dos ativos, com melhora ou estabilidade em todos os indicadores de risco de crédito, o que permitiu ao banco iniciar 2026 com um balanço considerado saudável. O BTG também apontou que o guidance divulgado para 2026, com lucro próximo de R$ 51 bilhões no ponto médio, está em linha com o consenso e reforça a capacidade do Itaú de sustentar retornos elevados mesmo em um ambiente macro mais desafiador.
Em coletiva realizada nesta quinta-feira, o diretor financeiro do Itaú, Gabriel Amado de Moura, afirmou que a inadimplência curta, entre 15 e 90 dias, caiu para 2,7% na operação brasileira, o menor nível da história da instituição, reforçando a leitura de controle de risco mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.
[Fonte: BTG Pactual]
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O post será atualizado à medida que novas divulgações estiverem disponíveis
Max Small Caps - NMS Research
A carteira Max Small Caps promoveu mudanças em sua composição para o mês de fevereiro. O portifólio gerido por Max Bohm, analista da NMS Reserch, retirou a Oceanpact [OPTC3] em detrimento da entrada de Vulcabras [VULC3] e Armac [ARML3].
Composição da carteira Max Small Caps [Fonte: NMS Research]
A estratégia de Renda Fixa Internacional da XP para fevereiro de 2026 prioriza ativos com prêmios de retorno entre 4,5% e 5,0% ao ano em dólar, focando em um prazo médio de 4 a 5 anos. A recomendação combina títulos soberanos (Treasuries) de curto prazo com emissões privadas (Corporate Bonds) para equilibrar a volatilidade e diversificar o portfólio global, reduzindo a exposição ao risco-país brasileiro.
A nova atualização da Carteira Técnica de Dividendos foca em ativos com tendência de alta confirmada e projeções otimistas via médias móveis de 21 e 200 dias. Para este ciclo, a seleção é composta por Santander [SANB11], Itaú Unibanco [ITUB4], Petrobras [PETR4], Telefônica Brasil [VIVT3] e Energisa [ENGI11], todos com peso igual de 20%. Destaque para o setor bancário e de energia, com projeções que buscam alvos como R$ 42,15 para SANB11 e R$ 59,00 para ENGI11.
A XP ampliou sua exposição em lajes corporativas e recebíveis para fevereiro, elevando em 1,0% as posições no Tellus Properties [TEPP11], JS Real Estate [JSRE11] e Pátria Crédito Imobiliário [PCIP11]. Para viabilizar os novos aportes, o gestor reduziu a participação no Hedge Top FOF [HFOF11] (-2,0%) e no Bresco Logística [BRCO11] (-1,0%), focando em ativos com descontos atrativos e potencial de valorização.
Destinada a investidores de renda variável, a estratégia busca superar o IFIX no longo prazo através de uma seleção de 14 ativos. O desempenho recente reforça a tese: em janeiro, a carteira subiu 3,61% contra 2,27% do índice, acumulando alta de 34,4% nos últimos 12 meses. Com um dividend yield anualizado de 10,5%, a composição atual prioriza fundos com perspectivas de melhora na distribuição de rendimentos e preços convidativos.
A Carteira Renda Total da XP reforçou sua exposição em lajes corporativas e fundos de papel defensivos para fevereiro, ampliando em 1,0% as posições em Tellus Properties [TEPP11], JS Real Estate [JSRE11] e Kinea Crédito Imobiliário [KNCR11], além de 0,5% no Capitânia Securities [CPTS11] e Mauá Capital Recebíveis [MCCI11]. Em contrapartida, reduziu a alocação no Riza Agro [RZAG11] (-2,0%), Hedge Top FOF [HFOF11] (-1,0%) e FGMA Agro [FGAA11] (-1,0%), realizando lucros em ativos já bem precificados.
Com perfil moderado, a estratégia busca superar o IMA-B 5+ combinando FIIs, Fiagros e FI-Infras. Em janeiro, a carteira subiu 3,7% frente aos 0,84% do benchmark, gerando um dividend yield anualizado de 12,3%. Os ajustes atuais visam capturar o carrego atraente de recebíveis e o potencial de valorização do setor de escritórios.
O Itaú BBA renovou a maioria de sua carteira de maior convicção com três substituições estratégicas: entram Eneva [ENEV3], Axia [AXIA3] e Embraer [EMBR3] nas vagas de Equatorial [EQTL3], Bradesco [BBDC4] e Suzano [SUZB3]. A entrada da Eneva [ENEV3] foca no despacho elevado de termelétricas e no leilão de reserva de capacidade, enquanto a Axia [AXIA3] é impulsionada pela alta nos preços de energia e dividendos projetados acima de 10%. Já a Embraer [EMBR3] substitui a Suzano como tese de descorrelação doméstica, apoiada por ciclos positivos em defesa e aviação comercial.
As mudanças visam capturar catalisadores de curto prazo e resultados operacionais robustos em setores resilientes. A Eneva [ENEV3] destaca-se como a maior operadora privada de gás onshore, a Axia [AXIA3] (ex-Eletrobras) apresenta avanços em governança e a Embraer [EMBR3] possui gatilhos concretos, como a certificação da EVE até o fim de 2026.
A seleção de proventos do banco ganha o reforço da Axia [AXIA3] e da Cury [CURY3], que entram nos lugares de Copel [CPLE6] e Caixa Seguridade [CXSE3]. A Axia [AXIA3] foi escolhida pela expectativa de fluxos generosos de caixa e yield médio superior a 10% nos próximos cinco anos. No setor de construção, a Cury [CURY3] assume o posto por sua forte geração de caixa e eficiência no programa Minha Casa Minha Vida, com dividendos estimados em 9% para 2026.
A estratégia foca em empresas com alta capacidade de execução e fundamentos favoráveis em seus nichos. Enquanto a Axia [AXIA3] se beneficia da alavancagem controlada e preços de energia, a Cury [CURY3] se destaca pela velocidade de vendas e dominância nas regiões metropolitanas de SP e RJ.
A Carteira Small Caps passa por uma rotação setorial completa com as entradas de BR Partners [BRBI11], Panvel [PNVL3] e Iguatemi [IGTI11], substituindo Vivara [VIVA3], Grupo SBF [SBFG3] e Ecorodovias [ECOR3]. O BR Partners [BRBI11] entra para capturar a retomada de fusões e aquisições, a Panvel [PNVL3] aproveita o bom momento do varejo farmacêutico e a Iguatemi [IGTI11] é selecionada pela gestão ativa de aluguéis e benefícios potenciais da reforma tributária.
As novas escolhas buscam aproveitar tendências macroeconômicas específicas, como o fim de patentes de medicamentos para emagrecimento (impulsionando a Panvel [PNVL3]) e a eficiência tributária em shoppings de alta renda. O portfólio reforça a aposta em nomes que lideram seus segmentos com operações consistentes e escala regional.
A casa realizou uma reformulação relevante, destacando-se a saída da Metalúrgica Gerdau [GOAU4] (-5%) para a entrada da Moura Dubeux [MDNE3] (+6%). O gestor também promoveu ajustes finos para reequilibrar o risco, com reduções de 1% em C&A Modas [CEAB3], Localiza [RENT3], Inter & Co [INBR32] e Iguatemi [IGTI11], além de 3% na Plano & Plano [PLPL3], enquanto elevou em 1% a exposição em Caixa Seguridade [CXSE3], Itaúsa [ITSA4], XP Inc [XPBR31] e Azzas 2154 [AZZA3], com aporte adicional de 2% na Axia [AXIA3].
A Carteira Smart Allocation da NMS Research reduziu em 5% sua posição no Kinea Infraestrutura [KDIF11], direcionando esse capital para o aumento do peso no Fator IFIX [BRZP11].
A Carteira Smart FIIs da NMS Research atualizou sua composição com a redução de 3% no VBI Prime Offices [PVBI11], redirecionando o capital para o aumento de 1% no Capitânia Securities [CPTS11] e 2% no Vinci Logística [VILG11]. As movimentações visam ajustar o equilíbrio entre renda de títulos e ativos reais no portfólio.
Na atualização mais recente, a gestora promoveu uma mudança estratégica visando o setor de semicondutores, com a saída da Alphabet Inc. [GOOGL] para a entrada da ASML Holding [ASML], que passa a deter um peso de 8% na carteira.
A Estratégia Global da NMS Research é desenhada para investidores de perfil moderado a agressivo que buscam crescimento e diversificação no mercado americano. Composta por uma seleção de 15 a 20 ativos entre ações, ETFs e ADRs, a carteira foca no equilíbrio entre risco e retorno para horizontes de médio e longo prazo.
A Carteira Viva de Renda com FIIs da XP renovou sua estratégia para fevereiro de 2026, focando no aumento de exposição aos segmentos de Tijolo e FoF em detrimento de Papel e Híbridos. O portfólio registrou as entradas de Valora Hedge Fund [VGHF11], JS Real Estate [JSRE11], BTG Pactual Terras Agrícolas [BTHF11], Kinea Crédito Imobiliário [KNCR11], Kinea Securities [KNSC11], Bresco Logística [BRCO11] e Vinci Logística [VILG11], enquanto Guardian Logística [GARE11] e Riza Terrax [RZTR11] foram removidos. A movimentação busca otimizar os dividendos mensais através de critérios quantitativos, priorizando ativos com baixa volatilidade e alta liquidez para investidores que aceitam maior risco em busca de renda superior.
Com modelos estatísticos calibrados pela performance histórica, a carteira entregou um retorno de 23,6% nos últimos 12 meses, superando os 21,3% do IFIX. Além da valorização, a estratégia garantiu um dividend yield de 13,3% no período, consolidando-se como uma alternativa eficaz para maximizar o fluxo de caixa. Ao ajustar a alocação entre as diferentes classes de fundos imobiliários, a XP aproveita o cenário macroeconômico para potencializar o crescimento patrimonial e a recorrência dos proventos pagos aos cotistas.
A atualização da Carteira Top Dividendos da XP para fevereiro de 2026 foca na captura de valor através de commodities e na retomada do mercado financeiro nacional. Com esse objetivo, a exposição em Petrobras [PETR4] subiu para 12,5%, ajustando a participação no setor de Óleo & Gás, ao mesmo tempo em que a B3 [B3SA3] teve seu peso elevado para 12,5%, aproveitando o cenário de juros baixos e o contínuo ingresso de capital externo. Para equilibrar esses aumentos, a Energisa [ENGI11] teve sua fatia reduzida para 5% e a Copasa [CSMG3] foi removida da seleção, permitindo a realização de lucros após a forte alta recente e reduzindo o peso do setor de Utilidade Pública diante da menor atratividade atual dos prêmios de risco.
Mantendo o rigor na escolha de empresas maduras com gestão de excelência, a carteira prioriza papéis que garantam um fluxo recorrente de proventos e apresentem resiliência operacional. Os resultados recentes comprovam o sucesso dessa tese, com a carteira registrando alta de 13,8% em janeiro de 2026, superando os 12,6% do Ibovespa. No histórico de longo prazo, a estratégia acumula uma rentabilidade de 328,7%, mais que o dobro dos 149,3% do índice de referência, reforçando sua eficiência como uma alternativa defensiva e rentável para o investidor focado em dividendos.
A Carteira Top Small Caps XP passou por mudanças relevantes em fevereiro, com ajustes de peso, entradas e saídas para reposicionar o portfólio. A XP reduziu a participação de Aura [AURA33] de 12,5% para 10%, após a forte valorização da ação em janeiro e desde sua inclusão na carteira. Ao mesmo tempo, incluiu 3Tentos [TTEN3], com peso de 10%, citando expectativas de ganho de participação em insumos agrícolas, recuperação de margens industriais, aumento de escala em trading e avanço das operações de etanol de milho.
O portfólio também elevou a exposição a Cury [CURY3], de 7,5% para 12,5%, diante de perspectivas positivas para construtoras focadas no segmento de baixa renda e de valuation considerado atrativo. Em sentido oposto, a XP reduziu Marcopolo [POMO4] de 7,5% para 5%, diante de um cenário de demanda doméstica mais fraca em 2026 e menor espaço para revisões de lucro. Vivara [VIVA3] e Vulcabras [VULC3] foram retiradas da carteira para reduzir a exposição ao varejo, enquanto Pague Menos [PGMN3] entrou com peso de 10%, com expectativa de ganhos de produtividade, menor pressão competitiva e benefícios de tendências estruturais no setor farmacêutico.
A Carteira ESG XP segue sem alterações em fevereiro e mantém as 10 ações selecionadas com base em critérios ambientais, sociais e de governança, combinados a fundamentos considerados sólidos pelo time de Research da XP. O portfólio tem como objetivo superar o desempenho do índice B3 ISE1 no longo prazo e passa por revisões mensais, com possibilidade de ajustes conforme a avaliação dos analistas.
A Carteira Top Ações XP passou por ajustes para fevereiro com foco em ampliar a exposição ao setor de commodities. A XP incluiu Petrobras [PETR4], com peso de 5%, para reduzir a posição abaixo do neutro em Óleo e Gás. Para abrir espaço na alocação, a casa retirou Gerdau [GGBR4] do portfólio, citando preocupações com a dinâmica operacional no Brasil, apesar do bom desempenho da companhia nos Estados Unidos.
A carteira reúne as principais recomendações do time de Research da XP e tem revisão mensal, com possibilidade de mudanças a cada período. O objetivo é superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo, com foco em visão de longo prazo, diversificação setorial, valuation atrativo e perspectivas de crescimento. Em janeiro, a carteira registrou retorno de 12,3%, abaixo do avanço de 12,6% do Ibovespa.
Composição da carteira Top Ações [Fonte: XP Research]
Para a Carteira de Alocação PJ, a estratégia de Renda Fixa foca na preservação de capital e captura de prêmios em prazos intermediários. Os ativos Pós-fixados continuam como pilar central devido aos juros reais elevados, mas a recomendação é de cautela no crédito privado, priorizando emissores de alta qualidade e liquidez. Nos títulos atrelados à Inflação, a casa mantém exposição neutra, concentrando-se em vencimentos intermediários com duration de seis anos para equilibrar o carrego real atrativo com uma volatilidade moderada, evitando os riscos da ponta longa da curva.
Já nos Prefixados, a exposição permanece acima do nível neutro, com a duration elevada de três para quatro anos neste mês. A aposta baseia-se no potencial de fechamento dos juros futuros, sustentada pela melhora na inflação corrente e um câmbio mais estável. Embora o cenário fiscal ainda gere prêmios de risco nos vértices mais longos, a XP identifica uma oportunidade tática nos vencimentos médios, onde a convergência das expectativas de inflação pode favorecer a valorização dos papéis.
A estratégia de alocação da XP para Renda Fixa mantém o foco na otimização da relação risco-retorno, com destaque para a atratividade dos ativos Pós-fixados. Com retornos reais elevados e spreads de crédito apertados, a recomendação é de cautela, priorizando a qualidade dos emissores e a liquidez. Já no segmento de Inflação, a casa adota uma postura neutra, concentrando-se em vencimentos intermediários com duration média de seis anos. Essa escolha visa capturar juros reais robustos e potencial de valorização, evitando a volatilidade excessiva das taxas de longo prazo.
Nos ativos Prefixados, a XP elevou a exposição para um nível acima do neutro, estendendo a duration de três para quatro anos. A mudança aposta no fechamento adicional das taxas de juros futuros, impulsionado por uma inflação corrente mais controlada e um câmbio comportado. Embora o cenário fiscal ainda exija atenção e gere prêmios de risco nos vértices longos, a análise identifica oportunidades nos prazos intermediários, onde o equilíbrio entre carrego e risco de marcação a mercado mostra-se mais favorável para o investidor.
A seleção da Carteira Top Dividendos Plus para este mês foca em equilibrar o retorno imediato via proventos com a solidez dos fundamentos. A estratégia, que seleciona os 10 nomes mais consistentes entre Ibovespa, IBrX 100 e Small Caps, prioriza ativos com alta recorrência de pagamentos e boas perspectivas de crescimento. A principal movimentação é a inclusão do Bradesco [BBDC4], impulsionada por um dividend yield atrativo e pela revisão positiva nas expectativas de crescimento por parte dos analistas (LSEG).
Em contrapartida, a PetroReconcavo [RECV3] deixou o portfólio no período. A exclusão reflete a deterioração no consenso das recomendações de mercado, conforme apontado pelos dados da LSEG, sinalizando um cenário de menor previsibilidade para a petroleira no curto prazo. Com esse ajuste, a carteira busca manter a qualidade do carrego e a resiliência do portfólio diante das oscilações do mercado local.
Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliário - XP
A XP anunciou ajustes na sua Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários para fevereiro, priorizando ativos defensivos para superar o IFIX no longo prazo. O movimento principal consistiu na redução da exposição ao setor logístico, com cortes em BTLG11 e BRCO11, além da saída total de KNSC11. A estratégia foca em realizar lucros em ativos já bem precificados, redirecionando o capital para fundos de papel com rendimentos mais atrativos e maior proteção.
As novas alocações reforçam as posições em KNCR11 e MCCI11, além de marcar a inclusão do fundo de shopping HSML11, escolhido por seu preço descontado e solidez operacional. Com as mudanças, a carteira mantém uma diversificação estratégica liderada por Recebíveis (43%), seguidos por Logística (20%) e Shoppings (11,5%), consolidando um perfil focado em geração de renda e resiliência patrimonial.
A carteira Top Ações Globais XP passou por ajustes estratégicos focados em assimetria de valor e resiliência setorial. No segmento de tecnologia, o rali da ASML motivou um rebalanceamento em favor da TSMC, que apresenta um valuation mais atrativo na cadeia de inteligência artificial. Paralelamente, a exposição à China foi ajustada com a redução de Baidu e aumento de Alibaba, após a convergência de fundamentos eliminar a vantagem relativa que antes favorecia a primeira.
No campo defensivo, a gestão reduziu a exposição em bens de consumo, setor pressionado por tarifas e pela migração do consumidor americano para produtos mais baratos. Em contrapartida, houve um reforço em Utilidades Públicas com a inclusão da Exelon; a escolha prioriza a baixa volatilidade do ativo para enfrentar o cenário de juros longos elevados, garantindo maior estabilidade ao portfólio frente à dinâmica de mercado atual.
A XP promoveu ajustes na carteira Top Dividendos Globais no setor financeiro, com foco no segmento de atuação das instituições e não na exposição geográfica. A casa reduziu a posição em HSBC e elevou a participação em US Bancorp.
Segundo a XP, o movimento busca maior alinhamento ao benchmark da estratégia, o iShares Select Dividend ETF, que tem maior peso em bancos regionais dos Estados Unidos. A mudança também contribui para elevar o dividend yield total da carteira, atualmente em 2,6%.
[Fonte: XP Research]
Small Caps - BTG Pactual | Fevereiro
O BTG Pactual atualizou a carteira de Small Caps para fevereiro com a inclusão de Vitru [#VTRU3] e C&A [#CEAB3]. Segundo o banco, as mudanças buscam capturar oportunidades em empresas com valuation atrativo e gatilhos operacionais, em um cenário ainda marcado por forte fluxo de recursos para ações brasileiras.
Permanecem no portfólio Aura [#AURA33], Inter [#INBR32], Copasa [#CSMG3], Sanepar [#SAPR11], GPS [#GGPS3], 3tentos [#TTEN3], Pague Menos [#PGMN3] e Tenda [#TEND3]. Já Unifique [#FIQE3] e Vivara [#VIVA3] deixaram a carteira após a revisão mensal.
O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM para fevereiro, mantendo a estratégia geral, mas com ajustes pontuais diante do forte fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes. Segundo o banco, as entradas elevaram as avaliações do Ibovespa para patamares mais próximos da média histórica, o que levou a casa a buscar ações ainda com preços atrativos ou gatilhos específicos de valorização.
Axia entra no lugar da Equatorial; Rede D’Or sai, Localiza ganha peso
O BTG manteve a exposição a utilities em 20%, mas substituiu a Equatorial por Axia, mantendo a Eneva na carteira. A casa avalia que a Axia se beneficia do atual cenário de preços mais elevados de energia. Após forte desempenho, a Rede D’Or deixou o portfólio. Para preservar a exposição a empresas de fluxo de caixa de longo prazo, o banco aumentou o peso da Localiza para 15%, ante 10%.
Stone entra; PRIO substitui Embraer
A carteira ampliou a exposição ao setor financeiro. A Stone entrou com peso de 5%, apoiada em valuation considerado atrativo e na expectativa de pagamento relevante de dividendos após a venda da Linx. Os bancos seguem com 25% da carteira, com aumento da participação do Nubank para 15% e redução do Itaú para 10%. A Embraer saiu após forte valorização e foi substituída pela PRIO, que, segundo o BTG, negocia com elevado fluxo de caixa livre projetado para 2026. A Aura foi mantida, preservando a exposição a ativos dolarizados.
Allos substitui Cyrela; Raia completa a carteira
No setor imobiliário, a Cyrela deixou a carteira após a alta recente das ações. O BTG incluiu a Allos, operadora de shoppings, citando valuation atrativo e projeção de dividend yield de dois dígitos em 2026. A Raia Drogasil permanece entre as dez ações selecionadas para o mês.
Demais posições são mantidas
Além de Eneva, Axia, Localiza, Nubank, Itaú, Stone, PRIO, Aura, Allos e Raia Drogasil, o banco destaca que a composição segue equilibrada entre setores domésticos, exportadores e empresas com geração recorrente de caixa, em um cenário ainda sustentado pelo fluxo de investidores estrangeiros.
[Fonte: BTG Pactual]
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A primeira semana de fevereiro será marcada pela ata do Copom, pelos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pelo início da temporada de balanços no Brasil. No foco doméstico, investidores buscam mais detalhes sobre a sinalização do Banco Central de início do corte da Selic em março, enquanto, no exterior, o payroll e revisões do emprego americano devem calibrar as apostas sobre o próximo movimento do Federal Reserve.
No Brasil, a ata do Copom, que será divulgada na terça-feira (3), deve detalhar os condicionantes para a flexibilização monetária, após o BC praticamente sacramentar um corte em março. O mercado também acompanha o Boletim Focus, a produção industrial de dezembro, o Índice de Commodities do BC, a balança comercial de janeiro e o IGP-DI, além dos primeiros resultados corporativos do quarto trimestre de 2025.
Nos EUA, a atenção se volta ao mercado de trabalho, com a divulgação dos dados de janeiro e a revisão da criação de vagas no segundo semestre de 2025. Apesar da manutenção dos juros pelo Fed, Manzoni avalia que os números de emprego serão decisivos para confirmar o cenário de estabilidade monetária até, ao menos, junho.
Rentabilidades das principais classes de ativos
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa entrou em uma fase de maior esforço comprador, mas já dá sinais de um possível processo corretivo no curto prazo, sem comprometer a tendência principal de alta, avalia Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. Segundo ele, o índice pode passar por ajustes após as fortes valorizações recentes. “Vejo espaço para correções entre 175.000 e 171.000 pontos”, afirma. Para Borges, essa faixa pode se transformar em nova oportunidade de entrada caso o fluxo seja mais fraco do que o observado no movimento de alta. “Se o mercado corrigir até essa região, pode ser um excelente ponto de compra para posições de médio prazo”, acrescenta.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras mantiveram o movimento de alta após o rompimento do nível de R$ 32,50, conforme já vinha sendo monitorado pela NMS Research. O papel avançou até a região de R$ 38,00, que correspondia ao primeiro alvo técnico, e agora pode buscar patamares mais elevados. “Com a superação de R$ 38,00, vejo espaço para a ação trabalhar entre R$ 40,00 e R$ 42,50”, diz Filipe Borges. Para quem entrou em níveis mais baixos, o analista recomenda cautela. “Vale considerar uma realização parcial e acompanhar o comportamento do ativo nos próximos dias”, completa.
Banco do Brasil [BBAS3]
O Banco do Brasil apresentou uma forte valorização após o rompimento de uma linha de tendência de baixa de longo prazo, movimento considerado técnico e relevante. As ações subiram de R$ 21,80 para R$ 25,80, uma alta próxima de 19%. De acordo com Filipe Borges, o papel agora tende a entrar em uma região de lateralização. “Estamos exatamente na área de preenchimento de gap deixado após a divulgação do balanço, quando o mercado reagiu mal aos números”, explica. Para novas compras, o analista prefere aguardar. “Depois de uma alta tão forte, o ideal é esperar uma correção para montar posições com uma relação risco-retorno mais interessante”, afirma, citando alvo posterior em R$ 29,50.
Bitcoin
O Bitcoin voltou a apresentar uma dinâmica semelhante à observada no fim do último ciclo de alta, com sinais de enfraquecimento da tendência e aumento da pressão vendedora, segundo a análise técnica da NMS Research. Para Filipe Borges, o movimento atual pode levar a novas quedas no curto prazo. “Se perder a região dos US$ 81.000, o Bitcoin pode buscar US$ 75.000”, avalia. Nesse cenário, o ativo poderia entrar em uma faixa mais lateralizada entre US$ 50.000 e US$ 65.000. “Essa seria, na minha visão, a melhor região para acumular Bitcoin pensando no próximo ciclo”, diz o analista, que vê o momento como uma oportunidade gradual para investidores de médio e longo prazo.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Money Flow - BTG Pactual
“S&P começa o ano com sentimento positivo em Equities, mas posicionamento elevado nos deixa marginalmente mais cautelosos”, informa o BTG.
Para 2026, a expectativa de início do ciclo de cortes de juros e o alívio observado nas curvas futuras reforçaram o melhor desempenho dos fundos imobiliários de tijolo, avalia o Itaú BBA. Segundo o banco, o movimento já começou a se materializar no mercado.
Apesar disso, o Itaú BBA mantém a preferência pelos fundos de papel para 2026. A instituição destaca que esses ativos devem seguir como principais geradores de rendimentos distribuídos ao longo do ano.
“Após um primeiro semestre de 2025 desafiador para o crescimento orgânico, em razão de um ambiente macroeconômico mais fraco que levou clientes a reduzir o escopo dos contratos ou migrar para soluções de menor preço, observamos um ponto de inflexão no terceiro trimestre. Além disso, esperamos uma melhora gradual das margens”, contam os analistas do Safra, em relatório.
A leitura do PIB da China no quarto trimestre de 2025 mostrou crescimento de 1,2% frente ao trimestre anterior, ligeiramente acima das expectativas do mercado, aponta o BTG Pactual. Com o resultado, a economia chinesa atingiu a meta de expansão de 5% definida pelo governo para o ano.
Segundo o BTG Pactual, apesar da desaceleração das vendas no varejo, o consumo das famílias acelerou no período, movimento atribuído ao fortalecimento do consumo de serviços.
O mercado financeiro projeta uma temporada positiva para os bancos no quarto trimestre de 2025, mas com atenção voltada para o rumo de 2026. Relatório do JP Morgan aponta que as instituições devem concentrar suas mensagens em crescimento da carteira de crédito, qualidade dos ativos e evolução das despesas administrativas. O documento destaca ainda temas como evolução da folha privada, atuação do FGC e redução da rede física.
Segundo o JP Morgan, a Febraban projeta desaceleração do crédito de cerca de 9% em 2025 para aproximadamente 8% em 2026. O ano deve contar com novas rodadas de investimentos: o Banco do Brasil tende a manter aportes em tecnologia, enquanto o Bradesco acelera seu plano de transformação, que inclui ajustes na rede. O banco afirma que não está claro se 2026 será um ano de despesas acima da inflação para o Itaú.
O relatório lembra que este será o primeiro trimestre sem a divulgação mensal de balanços pelo Banco Central, que passou a adotar apenas reportes trimestrais. A mudança reduz a visibilidade dos resultados antes da temporada de balanços. Por outro lado, o quarto trimestre costuma apresentar volumes maiores, o que tende a beneficiar margem financeira e receitas de tarifas.
A inadimplência deve continuar controlada, sem sinais de deterioração relevante. Linhas como crédito pessoal e cartão mostram melhora entre 15 e 90 dias, acima da sazonalidade histórica. Mesmo assim, o JP Morgan avalia que a qualidade dos ativos será um ponto de atenção para 2026 devido ao endividamento das famílias e à Selic média elevada. O banco trata 2027 como ano mais provável para virada do ciclo de crédito diante de estímulos do governo, cortes tributários e inflação baixa esperada para 2026.
Nas despesas, o trimestre deve refletir o impacto integral do reajuste salarial de setembro, de 5,68%, além de gastos maiores com marketing em algumas instituições. “Esperamos uma boa temporada de resultados para os bancos”, afirma o relatório. Antes da divulgação dos números, o JP Morgan mostra preferência por Nubank e Itaú.
Nubank [ROXO34]: receita forte e provisões maiores
O JP Morgan avalia que o Nubank deve apresentar mais um trimestre forte em receita, com sazonalidade favorável no Brasil. O banco cita aumento do uso de limites no cartão, o que pode elevar provisões. Também aponta que o terceiro trimestre teve recuperações atípicas, que não devem se repetir. No México, dados regulatórios resumidos indicam alta de 14% no crédito e leve avanço da inadimplência, mas com baixas menores. O JP Morgan projeta lucro de US$ 846 milhões no trimestre e US$ 3,8 bilhões para 2026.
Inter [INBR32]: atenção para folha privada e provisões
O Inter deve registrar trimestre sólido em crescimento e receita, impulsionado por cartões, folha de pagamento e crédito imobiliário. A carteira de folha pode encerrar 2025 perto de R$ 2 bilhões, ante R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre. O avanço deve elevar provisões e custo de risco. O JP Morgan projeta lucro de R$ 367 milhões e ROE de 15%.
Itaú [ITUB4]: estabilidade e previsibilidade
O Itaú deve entregar mais um trimestre sem surpresas. O crescimento do crédito tende a ser mais forte no quarto trimestre por causa de cartões e imobiliário. A margem com clientes deve avançar cerca de 5% no trimestre, apesar de estabilidade no NIM. A qualidade dos ativos segue saudável, mas provisões devem subir e alcançar o ponto médio do guidance. A projeção indica lucro recorrente de R$ 12,2 bilhões e ROE de 24% no trimestre, além de R$ 51,9 bilhões em lucro para 2026.
Bradesco [BBDC4]: receita forte, custo maior
O JP Morgan prevê outro trimestre forte em receita e margem no Bradesco, mas com impacto do plano de transformação, que pode aumentar contingências trabalhistas e cíveis. A projeção aponta lucro de R$ 6,6 bilhões, alta de 6% sobre o trimestre anterior, com ROE de 15,5%. Para 2026, o crédito pode desacelerar, mas a receita permanece como foco da gestão.
Banco do Brasil [BBAS3]: expectativas baixas, espaço para surpresa
O Banco do Brasil deve registrar trimestre desafiador, com lucro apoiado por reversões fiscais e provisões ainda pesadas. A estimativa do JP Morgan é de lucro de R$ 4,2 bilhões no trimestre. A instituição avança em programa de repactuação do agronegócio, que pode reduzir inadimplência inicial em 2026 e elevar renegociações. Para 2026, o JP Morgan revisou o lucro estimado para R$ 23,8 bilhões, com ROE de 13%.
Santander [SANB11]: despesas como fator positivo
O Santander deve reportar trimestre ainda fraco em crescimento da carteira, mas com potencial de melhora em 2026 devido à base comparativa. O JP Morgan projeta lucro de R$ 4 bilhões e ROE de 17%. Para o próximo ano, o banco identifica controle de custos como principal motor, com despesas abaixo da inflação.
Regionais e médios
O Banrisul deve encerrar 2025 com crescimento de crédito em 6% e custo de risco de 1,8%. A projeção do JP Morgan indica lucro de R$ 718 milhões no trimestre. O Banco ABC deve entregar trimestre estável, com lucro de R$ 272 milhões e ROE de 16%.
O relatório do JP Morgan indica que os bancos brasileiros entram em 2026 com cenário operacional controlado, inadimplência em níveis administráveis e foco em despesas. A incerteza maior está na segunda metade do ciclo, com o banco tratando 2027 como ano de maior risco para virada do crédito.
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Com o mercado ainda apostando em um início de corte de juros apenas para março, o BTG Pactual divulgou uma visão fora do consenso: o ciclo de flexibilização monetária pode começar já nesta semana. Para os analistas do banco, um corte de 0,25 ponto percentual (25 bps) agora é tecnicamente justificável pela ausência de pressões de demanda e pela natureza prospectiva da política econômica.
Se a previsão se confirmar, o cenário abre uma janela de oportunidade para investidores buscarem ativos que se beneficiam diretamente do crédito mais barato e da redução das despesas financeiras.
Oportunidades na alavancagem: por que olhar para Educação e Saúde?
A lógica por trás da tese do BTG é direta: empresas com maior alavancagem (relação dívida líquida/EBITDA) sentem um alívio imediato no caixa quando os juros caem. Isso acontece porque o custo de carregar suas dívidas diminui, permitindo revisões para cima nos lucros e uma valorização das ações.
O setor de educação é classificado como de “beta alto”, ou seja, tende a reagir com mais intensidade aos movimentos do mercado. O BTG prefere educação ao setor de saúde neste momento, citando um fluxo de caixa livre (FCF) mais forte e valuations mais atraentes.
O banco sugere uma “cesta” de ações focada neste setor:
Small Caps (Maior alavancagem): Ânima (2,4x dívida/EBITDA) e Vitru (2,1x).
Large Caps: YDUQS e Cogna.
Alavancagem das empresas de educação e sensibilidade do lucro líquido a um corte de juros de 100 bps [Fonte: BTG Pactual]
Saúde: seletividade é a palavra de ordem
Embora o setor de saúde também possua nomes alavancados que podem se beneficiar, como Hypera (5,0x dívida/EBITDA) e Oncoclínicas (4,2x), o BTG mantém uma postura mais cautelosa e focada em qualidade (buy and hold).
A principal recomendação no setor de saúde continua sendo a Rede D’Or [RDOR3]. Mesmo não sendo a mais alavancada do grupo (projeção de 2,0x dívida/EBITDA após distribuição de dividendos), a empresa é vista como uma “compounder” de alta qualidade, com forte momento de lucros e potencial de crescimento via fusões e aquisições (M&A).
Alavancagem das empresas de saúde e sensibilidade do lucro líquido a um corte de juros de 100 bps [Fonte: BTG Pactual]
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O Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) realizam, nesta quarta-feira (28), a primeira “Super Quarta” de 2026. A expectativa consensual é de manutenção das taxas de juros: a Selic em 15% ao ano e os juros americanos no intervalo de 3,5% a 3,75%. Mais do que a decisão atual, investidores buscam nos comunicados pistas sobre o início do ciclo de queda no Brasil e a retomada da flexibilização nos EUA.
No cenário doméstico, a resiliência da economia brasileira desafia o Banco Central. Com o desemprego em mínimas históricas e a massa salarial recorde, a inflação de serviços voltou a acelerar, dificultando a convergência do IPCA para a meta de 2027. O mercado, que antes previa cortes agressivos, agora se divide sobre a viabilidade de uma redução na Selic em março, mantendo as projeções para o fim de 2026 em patamares restritivos (12,25%).
Nos Estados Unidos, o cenário é de espera. A inflação persistente próxima de 3% e o crescimento robusto do PIB (acima de 5% no 4º trimestre, segundo o Fed de Atlanta) sugerem que Jerome Powell pode encerrar seu mandato em maio sem novos cortes. A atenção se volta para a sucessão no comando do Fed, com o nome de Rick Rieder (BlackRock) ganhando força nos bastidores do governo Trump.
Rentabilidades do Mês
O Ibovespa fechou a semana com alta expressiva renovando máximas e registrando o melhor desempenho semanal desde abril de 2020. A dinâmica global seguiu marcada pela rotação de capital para fora dos EUA, enfraquecendo ações americanas e o dólar, enquanto metais preciosos lideraram ganhos, com ouro e prata em forte rali. Dólar recuou para R$ 5,29 e a curva de juros fechou de forma consistente.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana em forte valorização e ultrapassou as expectativas do mercado. Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, explica que houve “entrada relevante de fluxo de capital” e que isso “refletiu diretamente na alta do índice”. A leitura técnica indica espaço para continuidade do movimento, com alvo na faixa dos 182.600 pontos. O suporte mais relevante está distante, na região dos 163.500 pontos, reforçado por uma linha de tendência de alta.
Petrobras [PETR4]
A Petrobras rompeu níveis importantes ao longo da semana, ativando sinal de compra monitorado anteriormente. Borges destaca que a operação foi iniciada em R$ 32,52 e já acumula retorno próximo de 7%. Na visão do analista, a ação tem potencial para buscar a região das máximas históricas, o que representaria avanço de cerca de 28%. Caso ocorra rompimento dos R$ 42,60, o alvo técnico projetado sobe para R$ 50,00.
Fleury [FLRY3]
A Fleury apresentou o melhor fechamento semanal desde 2021, com rompimento técnico que acionou compra. A posição recomendada partiu de R$ 15,75 e já acumula ganho aproximado de 5%. Para Borges, o alvo projetado está em R$ 20,50, com ganho potencial de cerca de 30%. Parte da posição já foi realizada e o restante segue protegido no ponto de entrada, aguardando desdobramentos do mercado no curto prazo.
Alupar [ALUP11]
A Alupar também entrou no radar de compras com rompimento no gráfico semanal e confirmação de máximas históricas. Borges relata que a operação foi iniciada em R$ 33,35, com alvo técnico em R$ 41,95, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 25%. O trade segue ativo com gerenciamento de risco em curso, alinhado ao cenário de continuidade da tendência de alta.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Gerdau - BTG Pactual
O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Gerdau para “Neutra” e afirmou que é “tempo para uma pausa”.
BTG Pactual avalia que a SmartFit mantém ritmo forte de crescimento desde o IPO em 2021. O banco aponta avanço consistente da receita líquida e ganho de alavancagem operacional. Após a queda recente do papel, a casa vê as ações sendo negociadas a 13 vezes o lucro estimado para 2026. A expectativa é que o lucro por ação cresça 25% em 2025, com taxa média de 32% ao ano entre 2025 e 2028, o que coloca a empresa entre as teses mais atraentes da cobertura. Depois do CEO Day de varejo, o BTG atualizou as estimativas e reduziu o preço-alvo para 2026.
Safra afirmou que as ações da Sabesp avançaram 51% em 2025, acima dos 34% do Ibovespa. O banco atribuiu o movimento às melhorias de gestão após a privatização e ao menor risco regulatório depois da revisão tarifária final. Mesmo assim, o Safra rebaixou a recomendação para Neutro, observando que a ação negocia a 1,2 vez EV/RAB 2026 e 6,9 vezes EV/EBITDA 2026. O banco avaliou que a companhia pode buscar novas avenidas de crescimento e ganhos de eficiência.
“O Ethereum se consolidou como a principal infraestrutura para a integração entre o mercado financeiro e a tecnologia blockchain. No segmento de tokenização, a rede concentra cerca de US$ 13,9 bilhões em ativos emitidos, o que representa aproximadamente 61% do mercado”, destacou o BTG como parte de sua análise.
BTG Pactual avaliou que o valuation do varejo não está pressionado, mas depende de sinais macro. O banco lembrou que a alta dos juros entre 2021 e 2023 reduziu múltiplos, especialmente em empresas de alto crescimento. Após recuperação no primeiro semestre de 2025, a maior aversão ao risco voltou a pressionar as ações. Na amostra de 27 empresas, o BTG apontou mediana histórica de 15 vezes o lucro para os próximos 12 meses, ante 10 vezes atualmente, nível 1,3 desvio padrão abaixo da média em 15 anos.
O P/L do setor mostrou correlação com juros de um e dez anos (R² de cerca de 0,53). A casa alertou que o cenário macro afeta múltiplos e estimativas para 2026 após um fim de 2025 mais fraco. O relatório analisou dez varejistas sob cobertura, entre elas Renner, Raia Drogasil, Mercado Livre, Vivara, SmartFit, SBF, C&A, Track&Field, Assaí e Grupo Mateus.
“Apresentamos nossas 12 ideias-chave para 2026. Este relatório está dividido em quatro seções, cada uma com análises e insights em sua área”, informou o BTG.
A América Latina está atravessando uma nova mudança em sua pele política e o mercado financeiro já começou a fazer as contas. Um relatório recente do JP Morgan mostra que o “pêndulo ideológico” da região, que passou os últimos anos inclinado à esquerda, voltou a oscilar para a direita. Para os investidores, essa transição costuma ser sinônimo de ganhos robustos.
A análise do banco mapeou dez países da região desde o ano 2000. O veredito é que o placar atual de governos de direita retornou aos níveis vistos entre 2016 e 2022. Na prática, isso significa que a região volta a ter uma maioria de administrações conservadoras ou liberais.
Espectro ideológico da América Latina [Fonte: JP Morgan Research]
Embora o índice MSCI LatAm apresente, historicamente, uma média de retorno mensal ligeiramente superior sob governos de esquerda (0,8% contra 0,1% da direita), a grande oportunidade reside no momento da virada. O JP Morgan destaca que os ralis mais fortes acontecem justamente quando o espectro está mudando para a direita.
Foi assim entre o final de 2015 e meados de 2016, quando o índice saltou 26% em meio a trocas de comando na região. O movimento parece se repetir agora. De setembro de 2025 a março de 2026, período que engloba a posse de José Antonio Kast no Chile, o mercado regional já acumula uma alta de 22,2%.
Desempenho do MSCI LatAm (média móvel de 12 meses) vs. Orientação governamental de Direita/Esquerda dos membros do MSCI [Fonte: JP Morgan Research]
A dinâmica por país revela nuances curiosas. Brasil e Chile, onde a esquerda governou por cerca de 70% do tempo nas últimas duas décadas, performaram melhor sob essa bandeira. Já Argentina, México e Peru entregaram retornos superiores com a direita no poder. No caso argentino, o entusiasmo do mercado com as gestões de Mauricio Macri e Javier Milei compensou o fato de a direita ter ocupado a Casa Rosada em menos de 30% do tempo desde 2000.
Desempenho do MSCI: Direita e Esquerda [Fonte: JP Morgan Research]
Nº de anos no poder: Direita e Esquerda [Fonte: JP Morgan Research]
No campo macroeconômico, o JP Morgan pondera que não há uma correlação direta e pura entre ideologia e crescimento do PIB. Os números mostram que o crescimento médio foi maior sob a esquerda (2% contra 0,2%), mas os analistas lembram que esses governos surfaram o auge do boom das commodities. Por outro lado, a direita herdou períodos de vacas magras e enfrentou o choque da pandemia de Covid.
Para a estratégia de alocação, o banco mantém o Brasil em overweight (acima da média), apesar de o país ter sido um detrator de performance no acumulado do ano. A aposta é que o ciclo de queda de juros e a proximidade das eleições presidenciais de outubro criem janelas de valor. No entanto, o JP Morgan deixa o aviso de que o cenário não é para amadores. A recomendação é buscar ativos de menor risco e maior qualidade, o chamado fator quality, para navegar a volatilidade.
Além do Brasil, o México também está no topo das preferências, impulsionado pela renegociação do USMCA e pela tese do nearshoring. Já Colômbia e Peru seguem com recomendação de venda (underweight).
No portfólio de ações recomendadas, o banco fez movimentos táticos relevantes. Entraram na lista nomes como Localiza, GMEX, Arca Continental e Credicorp. Saíram XP, Tim, Falabella e KOF. O setor de materiais básicos foi elevado para neutro, refletindo uma postura mais otimista com as commodities dentro dos mercados emergentes.
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O banco JP Morgan reduziu o preço-alvo das ações da Sabesp [SBSP3] para R$ 152,00 (de R$ 160,00 anteriormente) até o final de 2026, mas manteve sua recomendação de Compra. Em novo relatório distribuído aos investidores, os analistas da instituição financeira destacam que o mercado tem focado excessivamente na volatilidade do Sistema Cantareira, ignorando o que chamam de “previsível”: uma estrutura regulatória robusta que blinda o fluxo de caixa da companhia contra crises hídricas e variações no volume de chuvas.
A análise técnica do banco aponta que a integração dos reservatórios da Sabesp fora do Sistema Cantareira, que representam 50% do total e operam com entrada de água acima da média, é frequentemente subestimada. Além disso, o JP Morgan ressalta que o atual modelo de regulação da companhia limita os riscos econômicos de curto prazo. Caso haja uma redução no consumo de água ou uma crise hídrica severa, a legislação prevê compensações financeiras e revisões tarifárias extraordinárias, garantindo o equilíbrio econômico da empresa em ciclos futuros.
EBITFDA: Cenário base vs cenário bear [Fonte: JP Morgan Research]
Entrada de água acumulada em janeiro [Fonte: JP Morgan Research]
Estrutura regulatória e blindagem contra riscos hídricos
De acordo com o levantamento do banco, a percepção de risco ligada ao clima é mitigada pelo mecanismo de compensação tarifária. Se os volumes de vendas caírem em 2026, por exemplo, o impacto negativo nos lucros seria compensado pelo regulador entre 2028 e 2029. O relatório enfatiza que a eficiência operacional e o regime de capital aberto, consolidado após a privatização em julho de 2024, tornam a empresa menos vulnerável a ruídos externos do que o investidor médio supõe.
O banco também incorporou dados marginais positivos em seu modelo, como a entrada de água em janeiro de 2026, que ficou próxima da média histórica agregada. A estratégia de expansão da companhia prevê a transferência de novos volumes de água de outros reservatórios nos próximos 24 meses, o que deve adicionar cerca de 9 metros cúbicos por segundo à produção total, um incremento de aproximadamente 12% na capacidade de abastecimento.
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A agenda econômica de 18 a 23 de janeiro terá foco no exterior, com dados relevantes na China, nos Estados Unidos e no Japão, enquanto o Brasil acompanha a prévia da inflação de janeiro. A divulgação do PIB chinês de 2025, do PIB dos EUA do terceiro trimestre e da decisão do Banco do Japão ditará o ritmo dos mercados globais no período.
A semana começa com dados da China no domingo à noite, incluindo PIB, produção industrial, vendas no varejo, investimentos e preços de imóveis. O ING projeta crescimento anual de 5% da economia chinesa e avanço de 4,5% no quarto trimestre. Na segunda-feira, o Banco Popular da China decide sobre juros, com expectativa de manutenção em 3% ao ano.
No Brasil, o Boletim Focus, também na segunda, deve atualizar expectativas de inflação e juros. Ao longo da semana, o IPCA-15 mostrará o comportamento dos preços no início do ano, especialmente de serviços.
Nos EUA, destaque para quinta-feira (22) com o PIB do terceiro trimestre e o índice PCE, referência para o Federal Reserve. Por fim, no Japão, a decisão do Banco do Japão ocorre na madrugada de sexta, com o mercado avaliando sinais sobre futuros ajustes na taxa hoje em 0,75% ao ano.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa fechou o pregão com sequência de alta e renovou máximas históricas ao longo da semana. O índice sustentou topos e fundos ascendentes e abriu espaço para buscar a região dos 172 mil pontos, segundo avaliação de Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. Ele afirmou que “o suporte principal permanece nos 156.100 pontos, com um nível intermediário em 161.400 pontos”, destacando que a estrutura segue positiva enquanto o índice estiver acima da linha de tendência de alta. Borges também citou Petrobras como possível catalisadora de movimentos mais fortes no curto prazo.
Petrobras [PETR4]
Petrobras avançou no gráfico após romper uma linha de tendência de baixa iniciada em março do ano passado. O papel superou a faixa dos R$ 32,50 e consolidou uma estrutura de alta. Para Borges, o movimento mostra força porque a correção recente apresentou baixa pressão vendedora. Ele afirmou que “acima dos R$ 32,50, o papel oferece oportunidade de compra com alvo entre R$ 38,00 e R$ 40,00”.
Global X Uranium ETF [BURA39]
O BURA39, ETF que replica o Global X Uranium ETF (URA), manteve trajetória ascendente com forte demanda. O ativo formou um fundo arredondado e ativou um pivô de alta no gráfico, com estrutura para buscar avanço próximo de 70% até as máximas anteriores. Borges avaliou que o aumento de interesse por metais sustenta o cenário e vê possibilidade de retorno ampliado, com alvo próximo de 75%.
Para conferir a análise completa de BURA39 por Filipe Borges, clique aqui e tenha acesso ao relatório.
Bitcoin
No mercado de criptoativos, o Bitcoin ainda não mostra padrão claro de reversão no diário. A moeda registrou queda forte em novembro e tenta recuperar, mas mantém estrutura de continuação de baixa, com topos anteriores rompidos e volume decrescente. Borges não se mostrou otimista no curto prazo e indicou que o ativo precisaria superar a região de 5 mil dólares e corrigir de forma consistente antes de demonstrar reversão mais firme. No swing trade, o analista acompanha a perda dos 89 mil dólares como gatilho de venda, com testes projetados nos 80 mil e depois nos 75 mil dólares.
Relatórios da semana
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Brazil Equity Strategy - Itaú BBA
O Itaú BBA elevou o preço-alvo do Ibovespa para 185.000 pontos em 2026. Segundo o banco, a projeção indica assimatria 2 para 1 e retorno total estimado de 20% incluindo dividendos e recomprar.
Ao reavaliar seu portfólio de “Top Picks” para o Brasil, o Itaú BBA removou Sabesp [SBSP3] e Direcional [DIRR3] para a entrada de Axia [AXIA3] e Cyrela [CYRE3].
A casa estima retorno total de 28% para o portfólio, incluindo dividendos, mantém preferência por large caps domésticas e reduz levemente a posição Underweight em commodities.
O banco avaliou que as empresas do setor representam oportunidade de investimento no cenário atual, impulsionadas pelos processos de privatização e expectativa de expansão dos serviços de saneamento.
O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Petrobras para neutra, destacando que o cenário financeiro deve pesar mais que o ruído eleitoral de 2026. Apesar da forte produção, os analistas alertam para um descasamento entre a política de dividendos e a geração real de caixa livre, causado pelo ciclo pesado de investimentos em FPSOs e altos custos de afretamento.
“Esperamos que o cenário de crescimento orgânico mais forte persista no ano fiscal de 2026 (FY26), sustentando a expansão tanto da receita bruta quanto das margens. Esse crescimento orgânico anual (y/y) mais acelerado é impulsionado principalmente pela maturação (ramp-up) de novos contratos (incluindo o segmento offshore), bem como por um ambiente de preços mais favorável (à medida que os concorrentes reduzem o uso indevido das isenções fiscais do PERSE)”, apontou o BTG.
3Tentos: Não é um sprint. É um triathlon. Construída para gerar valor - XP
“Vemos o setor do Agronegócio brasileiro como uma corrida de resistência, não uma corrida de velocidade, e a 3Tentos como um triatleta de alta performance, preparado para superar ciclos. Seu modelo verticalizado integra insumos agrícolas, indústria e trading em um ecossistema resiliente que permite à Companhia crescer, reinvestir e gerar retornos compostos no longo prazo, mesmo em um setor volátil e intensivo em capital”, informaram os analistas da XP.
A semana entre 12 e 16 de janeiro será marcada por dados de inflação, indicadores de atividade e decisões judiciais relevantes nos Estados Unidos. A inflação ao consumidor (CPI) de dezembro, prevista para terça-feira, será o principal dado econômico do período, em meio ao debate sobre o ritmo da retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve. O mercado revisou as apostas para o início da flexibilização monetária de abril para junho, após dados mais fortes do mercado de trabalho.
No Brasil, o foco estará nos indicadores de atividade de novembro e no comportamento da inflação após o último IPCA, que afastou a possibilidade de corte da Selic na reunião de janeiro. A expectativa do mercado financeiro é que o ciclo de flexibilização comece apenas em março. A agenda doméstica inclui ainda a divulgação do volume de serviços na terça-feira, vendas no varejo na quinta e IBC-Br na sexta, considerado uma prévia do PIB.
O cenário político e geopolítico também terá influência sobre os mercados. Investidores acompanham a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas de importação, prevista para quarta-feira, e o avanço das negociações para a assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, marcada para 17 de janeiro.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa teve uma semana de forte valorização, encerrando perto das máximas e voltando a testar níveis históricos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o aumento de fluxo comprador sustentou o movimento. “Vimos retorno de volume e isso elevou a probabilidade de continuidade da alta”, afirmou.
Para ele, o índice pode romper os 165 mil pontos e buscar a faixa de 169 mil a 170 mil pontos no curto prazo. Borges acrescentou que o ponto de atenção está no suporte: “Enquanto o mercado respeitar a região dos 160 mil pontos, o cenário segue construtivo”.
Fleury [FLRY3]
A ação da Fleury está entre as operações de swing trade acompanhadas pelo analista e encerrou a semana com rompimento de máximas no gráfico semanal. Borges vê continuidade do movimento caso o papel confirme o rompimento do topo de 2023. A projeção é de alta até R$ 18,55, o que representaria avanço entre 18% e 19%. O stop técnico está localizado abaixo do último fundo do gráfico diário, na região de R$ 14,38. Para Borges, o cenário atual “segue favorável para compras”.
Banco do Brasil [BBAS3]
Já o Banco do Brasil permanece consolidado no curto prazo, mas com sinais técnicos relevantes. Borges destacou o rompimento de uma linha de tendência de baixa com aumento de volume, o que, segundo ele, indica chance de retomada da movimentação de alta. “Não significa entrar comprado a mercado, é observar os gatilhos”, disse o analista. Se o papel perder a região de suporte entre R$ 21,00 e R$ 21,08, Borges projeta correção até pelo menos R$ 18,00. Para quem opera médio e longo prazo, ele considera o rompimento consistente dessa linha como ponto de entrada.
Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]
O Hashdex Nasdaq Crypto Index segue em movimento lateral desde novembro do ano passado, refletindo a falta de tendência mais forte no Bitcoin, que tem grande peso dentro do ETF. Borges chamou atenção para a perda recente de uma linha de tendência de alta, o que expõe o ativo a nova correção. Em sua leitura, o ETF tem espaço para cair até a faixa de R$ 59,00 a R$ 58,00, zona que pode funcionar como suporte relevante. Segundo o analista, esse patamar pode ser “um bom ponto de compra para médio prazo” diante da atual ausência de fluxo comprador.
Relatórios da semana
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Carta Global Asset Strategy - BTG Pactual
O cenário político americano ganha atenção com as eleições de meio de mandato, mas o banco avalia menor espaço para políticas extremas. Decisões da Suprema Corte sobre tarifas podem atuar como fator desinflacionário.
A gestora vê pressões inflacionárias internas em serviços, salários e demanda. Além disso, a Adam avalia que a desinflação será limitada sem aperto financeiro adicional ou desaceleração da atividade.
Para 2026, o banco aponta que o desafio é manter o ritmo. No comercial, a expectativa é de novas campanhas apoiadas por restrições globais de oferta no narrowbody. Na Defesa, o cenário segue favorável com orçamentos militares maiores. Na aviação executiva, o foco recai sobre ampliar capacidade de produção para atender à demanda. O mercado também observa a evolução da EVE, a aposta em eVTOL.
O ano fiscal de 2026 deve ser não linear, especialmente na percepção de crescimento. No início do ano, a empresa tende a enfrentar bases de comparação mais difíceis, menor crescimento doméstico e impactos tarifários, pressionando o crescimento anual.
Em 2026, investidores voltam a olhar com otimismo para os segmentos de aluguel e Seminovos. No aluguel, com o spread de ROIC normalizado, a expectativa é de retomada de crescimento com foco em volume e utilização, aproveitando queda no custo de capital. Em Seminovos, o desafio é aumentar o volume de vendas, apoiado por um mercado automotivo mais aquecido com juros menores. A tese é positiva.
Após um desempenho excepcional em 2025, o setor de serviços básicos (utilities) continua sendo uma das principais apostas do BTG Pactual para o mercado de ações brasileiro em 2026.
As ações tiveram forte desempenho em 2025, apesar da volatilidade no período. Após um começo fraco e uma correção relevante entre fevereiro e abril, os índices S&P 500 e Nasdaq se recuperaram com alta próxima de 45%, apoiados por indicadores econômicos melhores, revisão positiva das expectativas de crescimento e resultados sólidos das empresas de tecnologia nos EUA.
“Aquele que muito espera, pouco pode aguardar”. A citação de Gabriel García Márquez abre o novo relatório do Goldman Sachs sobre a América Latina, e o tom dos analistas para 2026 é de cautela pragmática. Em um documento detalhado, o banco traça um cenário onde o crescimento da região permanece estagnado abaixo de 3% e o Brasil enfrenta desafios estruturais em sua dívida pública.
Confira os principais pontos que devem guiar o mercado nos próximos meses:
O “teto” de 3% e o crescimento medíocre
Para quem espera um salto na atividade econômica regional, o Goldman Sachs é direto: “Não, muito improvável”. O PIB real agregado da região (LA7) deve ficar em 1,9% em 2026. No Brasil, a expectativa é de moderação para um ritmo inferior a 2%.
O relatório destaca que a incerteza política no Brasil, Colômbia, México e Peru continua gerando “ventos contrários às decisões de gastos e investimentos”. O México, em particular, deve ser a economia mais fraca da região pelo segundo ano consecutivo.
O crescimento do PIB real permaneceu travado em modestos 2% entre 2023 e 2026F [Fonte: Goldman Sachs]
Crescimento irrelevante do PIB real das LA7 em 2026 [Fonte: Goldman Sachs]
Brasil: o risco fiscal em ano eleitoral
Uma das maiores dúvidas dos investidores é se 2026, sendo um ano de eleição presidencial, trará uma deterioração fiscal aguda no Brasil. A resposta dos analistas é matizada: “Não, provavelmente não” no sentido de um descontrole súbito, mas o cenário de base continua preocupante.
“Vemos um risco limitado de um desvio fiscal significativo em 2026, mas o cenário fiscal de base continuará fraco e a dívida pública continuará a aumentar, ultrapassando os 80% do PIB”, afirmam os analistas do banco.
O Goldman Sachs critica a estratégia de “arrecadar e gastar” (tax & spend) adotada nos últimos três anos, observando que a credibilidade das metas fiscais é “muito baixa” e que a administração atual não demonstra inclinação para controlar gastos primários.
Dívida Bruta do Governo Geral [Fonte: Goldman Sachs]
Juros: o fim do ciclo de alívio?
O relatório aponta que o Brasil foi forçado a iniciar um ciclo de alta de juros em 2024 que se estendeu pelo primeiro semestre de 2025. Para 2026, o Goldman projeta cortes moderados na Selic (-250bp, levando a taxa para 12,50%), mas ressalta que as taxas ex-ante (reais) devem permanecer em território restritivo em solo brasileiro e colombiano.
O cenário geopolítico: México e USMCA
A revisão do acordo comercial USMCA (EUA-México-Canadá) em 2026 é um ponto de atenção crítica. Embora o banco acredite que as preferências comerciais devam ser preservadas, o risco de o acordo se tornar meramente bilateral (EUA-México) é real. O México tem uma dependência massiva: exportações para os EUA representam quase 28% do seu PIB (US$ 504 bilhões).
Argentina e Equador: a volta aos mercados
Em uma nota mais otimista, o Goldman Sachs acredita que tanto a Argentina de Javier Milei quanto o Equador de Daniel Noboa podem conseguir emitir dívida nos mercados internacionais em 2026. No caso argentino, a queda expressiva dos spreads do EMBI (de 1.920bp para cerca de 560bp) abre essa janela de oportunidade, ancorada no compromisso “inabalável” de Milei com a disciplina fiscal.
Política: um 2026 agitado
Ao contrário do que alguns poderiam esperar, 2026 não será um ano tranquilo. O calendário inclui:
Brasil: Eleições gerais em outubro (consideradas de impacto “binário” para os mercados).
Colômbia: Eleições presidenciais em maio.
Peru: Eleições gerais em abril.
Sobre o Brasil, o relatório observa que, embora o Presidente Lula seja visto como favorito pelos mercados de apostas, a eleição deve ser “fechada e competitiva”.
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A escalada geopolítica envolvendo Estados Unidos e Venezuela reacendeu um dos principais fantasmas do mercado de energia: choques inesperados de oferta.
O JP Morgan avalia que o episódio adiciona incerteza ao equilíbrio global de oferta, mas alerta que ainda há baixa visibilidade sobre os desdobramentos práticos para a produção venezuelana. Em vez de tentar antecipar o desfecho político, o banco optou por um exercício mais pragmático: analisar como um ambiente de preços de petróleo mais baixos impactaria as empresas sob sua cobertura na América Latina — e onde o investidor estaria mais protegido.
A conclusão é clara. Em um cenário adverso para o Brent, a preferência do banco recai sobre empresas com custos baixos, alta flexibilidade de capex e menor risco de execução. Nesse ranking, a PRIO [PRIO3] aparece como a mais defensiva, seguida pela Vista [VIST]. A Petrobras [PETR4], apesar da qualidade dos ativos, fica em posição menos favorável no curto prazo.
Venezuela: risco de curto prazo, recuperação rápida no radar
Segundo a área de commodities do JP Morgan, uma eventual transição política pós-Maduro pode gerar um choque inicial negativo na produção venezuelana. O banco lembra precedentes como a greve da PDVSA em 2002–2003, quando paralisações operacionais, perda de mão de obra e interrupções preventivas derrubaram temporariamente a produção.
Esse efeito, no entanto, tende a ser passageiro. Em um cenário de maior estabilidade política, com renovação de licenças, restabelecimento do fluxo de diluentes e operações sem restrições, a produção venezuelana poderia subir rapidamente para cerca de 1,2 milhão de barris por dia em poucos meses. Isso representaria um aumento de aproximadamente 250 mil barris diários em relação à média recente, que gira entre 900 mil e 950 mil barris por dia.
Ou seja, o risco não é apenas de escassez, mas também de uma eventual recomposição rápida da oferta — um fator que pode limitar ganhos sustentáveis no preço do petróleo.
PRIO: a mais protegida em um cenário adverso
Dentro desse contexto, o JP Morgan aponta a PRIO como a melhor forma de atravessar um ambiente de petróleo mais fraco. O principal diferencial está na estrutura de custos enxuta e na natureza dos ativos. Como operadora de campos maduros, a companhia tem grande flexibilidade para ajustar investimentos, reduzindo capex quando necessário sem comprometer de forma relevante a geração de caixa.
Essa combinação sustenta os maiores rendimentos de fluxo de caixa livre da cobertura do banco, mesmo com preços mais baixos. No cenário base do JP Morgan, a PRIO teria um FCF yield de 19,7% em 2026. Se o Brent cair para US$ 55 por barril, esse rendimento ainda ficaria em sólidos 14,1%.
Para o banco, eficiência operacional, opcionalidade de capex e disciplina na alocação de capital colocam a PRIO em uma posição superior de proteção contra perdas.
Sensibilidade da PRIO ao preço do petróleo [Fonte: JP Morgan Research]
Vista: flexibilidade do shale ajuda a amortecer o choque
A Vista aparece logo atrás no ranking defensivo. A empresa se beneficia de custos de extração competitivos e da flexibilidade típica dos ativos de shale, que permitem ajustes relativamente rápidos no nível de atividade.
Embora a Vista precise reinvestir mais para sustentar e expandir a produção, o ritmo desse investimento pode ser desacelerado se os preços do petróleo enfraquecerem, priorizando a preservação de caixa. Essa capacidade de ajuste compensa parcialmente a maior ciclicidade do modelo.
No cenário base, o JP Morgan projeta um FCF neutro para 2026. Com Brent a US$ 55, o fluxo de caixa livre ficaria levemente negativo, em -2,6%, ainda assim um desempenho melhor que o de produtores mais intensivos em capital.
Sensibilidade da Vista ao preço do petróleo
Petrobras: ativos de classe mundial, mas menos flexibilidade
A Petrobras surge como a menos preferida entre as principais escolhas do banco em um cenário de petróleo mais baixo. O diagnóstico não questiona a qualidade dos ativos — especialmente no pré-sal, com destaque para Búzios — nem os retornos de longo prazo do portfólio.
O problema está no curto prazo. A estatal tem menor flexibilidade para ajustar o capex, dado o tamanho do pipeline de projetos offshore e as considerações estratégicas e políticas envolvidas. Esses projetos são altamente rentáveis, mas também intensivos em capital e difíceis de adiar.
Nesse ambiente, preços mais baixos de petróleo tendem a se traduzir em rendimentos de caixa inferiores aos dos pares mais flexíveis. O JP Morgan estima um FCF de 6,5% em 2026 no cenário base, que cairia para apenas 2,1% com Brent a US$ 55.
Sensibilidade da Petrobras ao preço do petróleo [Fonte: JP Morgan Research]
Brava: a mais exposta ao risco de preço
A Brava Energia é apontada como a companhia mais sensível a choques negativos no preço do petróleo. Apesar de uma base de ativos diversificada, com exposição onshore e offshore, a empresa sofre com uma estrutura de custos mais pressionada e necessidade contínua de capex.
O JP Morgan destaca que a política de hedge pode ajudar a mitigar a volatilidade, mas a resiliência estrutural a preços mais baixos é limitada. Com menor flexibilidade de capital e um balanço menos robusto, a companhia enfrenta desafios maiores se o petróleo entrar em uma trajetória mais fraca.
No cenário base, o banco projeta um FCF negativo de -6,3% em 2026, que se aprofunda para -8,7% caso o Brent fique em US$ 55.
Sensibilidade da Brava ao preço do petróleo [Fonte: JP Morgan Research]
Onde o investidor fica?
A mensagem do JP Morgan é menos sobre prever o próximo passo da Venezuela e mais sobre se posicionar diante da incerteza. Em um mercado onde choques geopolíticos podem tanto apertar quanto afrouxar a oferta rapidamente, empresas com custos baixos, flexibilidade de investimento e disciplina financeira tendem a oferecer a melhor proteção.
Nesse jogo, a PRIO lidera, a Vista aparece como alternativa intermediária, e Petrobras e Brava exigem maior tolerância a volatilidade — cada uma por razões diferentes.
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O post será atualizado à medida que novas divulgações estiverem disponíveis
Calendário da Semana
No cenário internacional, a agenda dos Estados Unidos trará os principais indicadores de mercado de trabalho de dezembro, com ênfase ao Payroll e à taxa de desemprego.
Na China, serão conhecidos os índices de inflação ao consumidor e ao produtor do último mês.
No Brasil, o protagonista da próxima semana será o IPCA de dezembro e, por consequência, o fechamento anual do índice.
Rentabilidade das principais classes de ativos em 2025
Ativos reais lideraram com folga. Ouro assumiu protagonismo, impulsionado por busca global por proteção, juros reais menores e ruído geopolítico persistente. Bolsa brasileira entregou desempenho expressivo, com Ibovespa, small caps e ações de dividendos surfando combinação rara de corte de juros, reprecificação de risco local e retorno do investidor estrangeiro.
Carteira Top Dividendos - XP
A XP promoveu mudanças na Carteira Top Dividendos para janeiro de 2026, com a retirada de AXIA3 após a valorização recente das ações, que já incorporou os anúncios de distribuição de dividendos e o cenário de preços mais altos de energia no longo prazo.
No lugar, a casa aumentou a exposição a CPLE3, elevando o peso de 10% para 15%. A decisão considera a queda recente do papel, o histórico consistente de pagamento de dividendos e a melhora nos resultados operacionais. A migração para o Novo Mercado também elevou a liquidez e os padrões de governança da companhia, o que pode ampliar o interesse de investidores estrangeiros. A XP estima uma TIR de 9,4% para a ação.
A Carteira Top Small Caps da XP passou por ajustes para janeiro de 2026, com redução de CURY3, de 10% para 7,5%, em movimento de realização de lucros após a recente valorização das ações. A casa segue com visão positiva para a companhia no longo prazo.
Ao mesmo tempo, a XP elevou a participação de POMO4, de 5% para 7,5%, citando um cenário operacional mais favorável em 2026, sobretudo no mercado externo, além de dividend yield atrativo e valuation descontado.
A XP realizou ajustes na Carteira Top Ações para janeiro de 2026, com foco em realização de lucros e reforço em teses com melhor assimetria. A principal mudança foi a saída de Axia [#AXIA3], após a valorização recente do papel já refletir os anúncios de dividendos e o cenário de preços de energia no longo prazo.
Em seu lugar, a corretora incluiu Sabesp [#SBSP3], com peso de 5%, destacando a revisão tarifária anunciada em dezembro como um evento relevante de redução de risco, além da melhora operacional desde a privatização. A XP também reduziu a participação em Cyrela [#CYRE3], de 10% para 5%, em movimento de realização de lucros, e elevou o peso de Mercado Livre [#MELI34], de 5% para 10%, avaliando a recente fraqueza do papel como oportunidade de compra.
Com a Selic ainda em patamar elevado e a inflação mostrando sinais de maior controle, a XP manteve em janeiro de 2026 uma estratégia de alocação para pessoa física focada em capturar retorno real na renda fixa, com ajustes pontuais no perfil de risco.
Na renda fixa pós-fixada, a recomendação segue acima do nível neutro. A XP avalia que os ativos atrelados ao CDI continuam oferecendo retorno real acima da média histórica, mas alerta para a necessidade de cautela em emissões de crédito privado, diante de uma relação risco-retorno menos atrativa para alguns emissores.
Para a renda fixa indexada à inflação, a alocação permanece neutra, com duration média próxima de seis anos. Apesar da compressão dos spreads ao longo de 2025, os retornos nominais seguem elevados, sustentando o carrego. A casa reforça a importância de seletividade, priorizando emissores de melhor qualidade e fundos com gestão ativa.
Nos prefixados, a XP mantém recomendação acima da neutra. A expectativa é de ganhos adicionais com marcação a mercado caso a inflação siga comportada e as expectativas permaneçam ancoradas. A orientação é concentrar a exposição em títulos de duration intermediária, ao redor de três anos, para mitigar riscos fiscais e a volatilidade associada ao cenário eleitoral.
A carteira de Small Caps do BTG para janeiro conta com duas novidades. Sanepar [#SAPR11] e Pague Menos [#PGMN3] passaram a integrar o portfólio. Em contrapartida, Eztec [#EZTC3] e Track&Field [#TFCO4] deixaram a carteira. As demais posições foram mantidas.
Sanepar e Pague Menos entram Segundo o BTG, a Sanepar negocia a múltiplos baixos e apresenta potencial relevante de reprecificação, especialmente diante do cenário político de 2026, que pode destravar ganhos de eficiência ou avanços em direção à privatização. Já a Pague Menos foi incluída após melhora do momento operacional, com revisão positiva de estimativas, ganhos de eficiência e expectativa de desempenho acima do setor farmacêutico.
Quem permanece na carteira Aura, Copasa, GPS, 3tentos, Vivara, Tenda, Unifique e Inter seguem no portfólio. O banco destaca que as empresas mantidas apresentam fundamentos sólidos, gatilhos relevantes para os próximos trimestres e bom equilíbrio entre crescimento, rentabilidade e valuation.
A XP Investimentos promoveu ajustes na carteira Top Ações Globais para janeiro de 2026, com foco em reduzir a exposição ao setor industrial e ampliar a aposta em comunicações. A principal mudança foi a saída de Lockheed Martin [#LMT], cuja posição foi zerada, e o aumento do peso de Disney [#DIS].
No setor industrial, a XP retirou a Lockheed Martin após um período de correções no segmenvato de defesa e aliação de que o nível atual de preços oferece mais riscos do que gatilhos claros de valorização, apesar da alta registrada pelo papel em dezembro.
Já em comunicações, a corretora elevou a participação da Disney, destacando a recuperação recente das ações e a avaliação de que a empresa segue negociando a múltiplos atrativos. O streaming continua como principal vetor de crescimento, enquanto os negócios de mídia tradicional e parques seguem como suporte de resultados.
A XP manteve inalterada a carteira Top Dividendos Globais para janeiro de 2026, após um mês de desempenho positivo. Em dezembro, a estratégia avançou 2,6%, superando em 316 pontos-base o iShares Select Dividend ETF, que recuou no período. A avaliação é de que os fundamentos seguem sólidos para o início do ano.
O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM para janeiro, com ajustes voltados a um início de 2026 positivo, mas marcado por maior volatilidade. A casa avalia que o ciclo de queda de juros no Brasil deve sustentar o desempenho das ações no curto prazo, mesmo com política monetária mais estável nos EUA e aumento das incertezas políticas ao longo do primeiro trimestre.
Raia e Itaú entram; Smartfit e Copel saem
O banco aumentou a exposição ao setor financeiro para 25%, com o retorno do Itaú [#ITUB4], com peso de 15%. O Nubank [#ROXO34] foi mantido, mas teve participação reduzida para 10%. No varejo, a Raia Drogasil [#RADL3] entrou na carteira no lugar da Smartfit [#SMFT3]. A Copel [#CPLE6] deixou o portfólio para acomodar as mudanças.
Mais proteção com Aura; Direcional sai
Buscando maior equilíbrio, o BTG elevou a exposição a exportadoras para 15% com a inclusão da Aura [#AURA33], produtora de ouro, com peso de 5%. A Embraer [#EMBJ3] segue na carteira. Para a entrada da Aura, a Direcional [#DIRR3] foi excluída e a exposição ao setor de habitação caiu para 10%, com Cyrela [#CYRE3] mantida.
Demais posições são mantidas
A carteira segue com 20% alocados em utilities, com Eneva [#ENEV3] e Equatorial [#EQTL3], e outros 20% em empresas de fluxo de caixa mais longo, como Localiza [#RENT3] e Rede D’Or [#RDOR3].
O JP Morgan avaliou os impactos da incorporação da Cobasi pela Petz após a aprovação do Cade com restrições e manteve recomendação neutra para as ações PETZ3. Segundo o banco, as sinergias estimadas pela administração são relevantes, mas tendem a ser incorporadas de forma gradual pelo mercado, diante dos riscos de execução e do ambiente competitivo do setor pet no Brasil.
“As sinergias indicadas, entre R$ 220 milhões e R$ 330 milhões de EBITDA incremental anual, são substanciais e podem representar cerca de 25% do EBITDA da empresa combinada”, afirma o JP Morgan no relatório. Ainda assim, o banco destaca que, aos preços atuais, as ações já refletem a participação da Petz na NewCo, de 52,6%, além do pagamento em caixa da Cobasi aos acionistas da Petz, deixando as sinergias como principal vetor de valorização adicional.
Composição do valor justo da PETZ3 [Fonte: JP Morgan Research]
Composição do valor justo da NewCo [Fonte: JP Morgan Research]
Mercado deve precificar sinergias com cautela
O JP Morgan aponta três razões principais para a postura mais conservadora dos investidores. A primeira é o risco de execução, considerando o histórico de integrações malsucedidas no varejo. A segunda é o horizonte de captura das sinergias, já que “cerca de 80% dos ganhos devem ser desbloqueados apenas até o terceiro ano”, o que reduz o apelo no curto prazo. O terceiro ponto é o ambiente competitivo, com pressão relevante de marketplaces digitais.
Segundo o banco, “o alto nível de competição pode exigir que uma parcela significativa das sinergias seja reinvestida para sustentar o posicionamento da companhia”, que deve deter aproximadamente 11% de participação de mercado após a fusão.
Diante desse cenário, o JP Morgan incorporou em suas estimativas apenas 50% do ponto médio das sinergias anunciadas. Essa premissa adiciona cerca de R$ 0,90 por ação ao novo preço-alvo de R$ 5,50 para dezembro de 2026, ante R$ 5,25 anteriormente. O banco ressalta que, ao incluir o pagamento extraordinário da Cobasi, estimado em aproximadamente R$ 0,70 por ação PETZ3, o potencial de valorização pode chegar a cerca de 30%.
Avaliação e múltiplos em linha com o setor
Com base nas projeções atualizadas, o JP Morgan estima que a empresa combinada negocie a 12 vezes o lucro projetado para 2026 e a 9 vezes para 2027, quando as sinergias devem ganhar maior relevância. “Os múltiplos estão em linha com o varejo brasileiro”, afirma o banco, que ressalta, porém, que o processo de integração operacional ainda representa um fator de cautela.
O relatório também chama atenção para a liquidez reduzida das ações, atualmente em torno de US$ 3 milhões por dia, embora destaque que esse patamar tende a melhorar após a consolidação da fusão.
Na análise de soma das partes, o JP Morgan concluiu que os preços atuais incorporam, em grande parte, o valor das operações independentes de Petz e Cobasi, além do caixa a ser pago pela Cobasi. “As sinergias permanecem como upside”, afirma o banco. O relatório também destaca que, excluindo sinergias, a Cobasi passa a responder por uma fatia maior do valor da NewCo, impulsionada por melhorias relevantes de rentabilidade e menor alavancagem financeira.
Cobasi se destaca em crescimento e rentabilidade em 2025
O desempenho operacional da Cobasi é apontado como um dos destaques do relatório. O JP Morgan projeta crescimento de 10% nas vendas da Cobasi em 2025, ante 8% da Petz. A margem bruta da Cobasi avançou 200 pontos-base, para 37,8% nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre, sustentada por mix de produtos mais eficiente e ganhos tributários.
Além disso, o banco destaca a redução de 90 pontos-base na relação entre despesas gerais e administrativas em caixa, beneficiada por alavancagem operacional e controle de custos. Com isso, a Cobasi deve encerrar 2025 com margem EBITDA ajustada de 8,6%, acima dos 7,3% estimados para a Petz.
Segundo o JP Morgan, “parte da melhora recente da rentabilidade da Cobasi pode ser vista como uma antecipação de algumas sinergias potenciais”, especialmente aquelas ligadas à eficiência de despesas e tributação.
Projeções para 2026 indicam foco na integração
Para 2026, o JP Morgan projeta crescimento moderado para as duas empresas, em função do foco na integração e dos remédios concorrenciais, que devem afetar cerca de 3% das vendas combinadas. Nesse cenário, a Petz deve crescer 8% em vendas, enquanto a Cobasi deve avançar 7%.
No consolidado, o banco estima crescimento de 8% da receita líquida, para R$ 7,1 bilhões, margem EBITDA ajustada de 8,4% e lucro líquido próximo de R$ 250 milhões. A captura de sinergias deve ocorrer de forma mais relevante apenas a partir do segundo semestre de 2026, sendo parcialmente compensada pelos custos de implementação.
Sinergias e expansão no médio prazo
O JP Morgan projeta crescimento médio anual de 7% das vendas nos próximos cinco anos, apoiado por expansão de área de cerca de 3% ao ano. Para 2026, são projetadas 12 novas lojas e o fechamento de 26 unidades como parte das exigências do Cade.
O banco estima que entre 70% e 80% das vendas das lojas fechadas migrem para unidades próximas ou para o canal online, que já responde por cerca de 40% das vendas totais. Segundo o relatório, “cerca de 90% das sinergias devem se concentrar em despesas operacionais”, ligadas à otimização da rede e à eliminação de redundâncias administrativas.
Valuation e riscos mapeados pelo banco
O JP Morgan manteve preço-alvo de R$ 5,50 para PETZ3 em dezembro de 2026. O valuation é baseado em fluxo de caixa descontado para Petz e Cobasi, incluindo sinergias, com custo de capital próprio de 13,6% e crescimento em perpetuidade de 5,5%, além do pagamento esperado de R$ 320 milhões pela Cobasi após o fechamento da operação.
Entre os principais riscos, o banco cita a entrega de sinergias diferente do esperado, dificuldades no processo de integração, ambiente competitivo mais intenso, ritmo de expansão de lojas fora do previsto, maior pressão do comércio eletrônico, operações de M&A com impacto negativo e mudanças no cenário macroeconômico e no ambiente de consumo.
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Os últimos dias de 2025 terão uma agenda econômica esvaziada, com atenção concentrada nos indicadores brasileiros e no noticiário político doméstico, enquanto o exterior segue com poucos dados relevantes. Segundo Leandro Manzoni, economista do Investing.com, o mercado entra no fim do ano “com foco redobrado nas expectativas de inflação e na trajetória fiscal, que seguem como os principais vetores de risco para 2026”.
Na segunda-feira (29), o destaque é o IGP-M de dezembro, com expectativa de alta de 0,29%, além da última edição do Boletim Focus do ano. As projeções para o IPCA de 2025 recuaram para 4,33%, abaixo do teto da meta, e a de 2026 caiu para 4,06%. Já a estimativa para 2027 permanece parada em 3,8%, ponto que, segundo Manzoni, “segue sendo o principal termômetro para as decisões futuras do Banco Central”.
A terça-feira (30) concentra a agenda mais cheia, com a divulgação dos dados fiscais de novembro pelo Banco Central, números do mercado de trabalho pelo IBGE e pelo Ministério do Trabalho e a acareação do caso Banco Master no STF. Com a B3 fechada na virada do ano, a atividade nos mercados diminui, e o primeiro indicador macroeconômico de 2026 será o PMI industrial de vários países, divulgado no dia 2 de janeiro.
Confira a rentabilide das principais classes de ativos
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa opera em fase de consolidação técnica, formando um triângulo com topos descendentes e fundos ascendentes. O principal suporte está na região dos 156.300 pontos, com um nível inferior relevante em 153.500 pontos. Já a resistência mais forte aparece em torno dos 163.000 pontos, patamar que, se rompido, pode abrir espaço para o índice buscar novas máximas.
Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o mercado mostra dificuldade para ganhar tração no curto prazo, o que aumenta a probabilidade de um movimento lateral nas próximas semanas”. Ele acrescenta que “o cenário atual pede cautela e paciência para buscar novas posições, tanto na ponta compradora quanto na vendedora, em operações de swing trade”.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras seguem em tendência de baixa no curto e médio prazo, após fracassar na tentativa de romper a resistência em R$ 33,00. O papel negocia próximo de R$ 30,00 e encontra uma faixa importante de suporte entre R$ 29,50 e R$ 29,00, nível que coincide com uma linha de tendência de alta e que vem sendo respeitado desde maio. Para Filipe Borges, “esse suporte é decisivo; se for perdido, o gráfico passa a indicar alvos mais baixos, em R$ 27,00, R$ 25,50 e, em um cenário mais extremo, R$ 22,60”. O analista avalia que “não há sinal técnico de compra no momento”, destacando que uma eventual entrada só faria sentido caso o papel teste a região entre R$ 29,00 e R$ 29,50 e apresente retomada consistente do fluxo comprador.
Banco do Brasil [BBAS3]
O Banco do Brasil se encontra em um ponto técnico sensível, que pode anteceder um movimento mais intenso nos próximos pregões. Caso a ação rompa a linha de tendência de baixa, com aumento de volume, e supere a região de R$ 23,00, o gráfico passa a indicar uma operação compradora com alvo em R$ 29,00, o que representaria uma valorização potencial superior a 25%. Por outro lado, a perda do suporte em R$ 21,00 abriria espaço para uma correção até a faixa de R$ 18,00. “O ativo ainda está em tendência de baixa, o que mantém maior probabilidade de teste dos suportes”, afirma Filipe Borges. Segundo ele, “o mais importante é operar sem viés: se o rompimento vier para cima, entramos com stop bem definido e deixamos o mercado trabalhar”.
Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]
O HASH11 atravessa um momento técnico mais delicado após perder o suporte relevante entre R$ 71,00 e R$ 74,00. Desde então, o fundo vem estruturando um movimento de baixa, com atenção especial para os níveis de R$ 63,00 e, principalmente, R$ 61,50. A perda dessa região pode intensificar a pressão vendedora, levando o ativo a buscar alvos entre R$ 49,00 e R$ 46,00 por cota. Para Filipe Borges, “no curto prazo, o gráfico não favorece operações de compra”, e ressalta que “a ponta compradora faz mais sentido apenas para investidores com foco de longo prazo em Bitcoin, utilizando compras recorrentes semanais”. Já para operações de curto prazo, o analista recomenda aguardar uma definição mais clara do movimento antes de novas entradas.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
The 10 best stocks to own: 2026 - MarketBeat
Apesar do ambiente ainda marcado por incertezas, 2026 pode ser um ano favorável para as ações, segundo análise do MarketBeat. O impacto das tarifas nos resultados de 2025 ficou abaixo do esperado, enquanto fatores como petróleo em níveis baixos, câmbio favorável para empresas globais do S&P 500 e expectativa de queda dos juros tendem a sustentar o mercado.
BBI: “A divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2025 trouxe uma evolução na representatividade do setor de construção na atividade doméstica. O PIB da construção registrou crescimento de 1,3% na comparação com o trimestre anterior, ante avanço de 0,1% do PIB consolidado. Na comparação anual, o setor cresceu 2%, frente a 1,8% da economia brasileira no período.”
Outlook 2026: seekin catalysts amid complecity - Goldman Sachs
O cenário de investimentos para 2026 tende a ser moldado por múltiplos fatores. As decisões dos bancos centrais, uma nova ordem comercial, riscos fiscais, mudanças geopolíticas e a inteligência artificial criam um ambiente de investimentos complexo, porém dinâmico, como indicou Marc Nachmann, Global Head de Asset e Wealth Management do Goldman Sachs.
De acordo com o Índice NAAIM, a exposição dos investidores institucionais ao mercado de ações está elevada, com 100,7% dos membros posicionados, acima da média histórica de 81,8%.
A semana de Natal terá agenda econômica mais curta, mas com indicadores relevantes para os mercados. Os principais destaques são a divulgação do IPCA-15 de dezembro no Brasil e a primeira leitura do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no terceiro trimestre, segundo análise de Leandro Manzoni, do Investing.com. Também entram no radar dados de inflação no Japão, em um período marcado por menor liquidez e maior sensibilidade a surpresas.
No Brasil, a atenção se concentra na terça-feira, com a prévia da inflação ao consumidor de dezembro. O mercado acompanha se o IPCA-15 confirma a permanência da inflação dentro da banda de tolerância da meta, cujo centro é de 3% ao ano. Antes disso, na segunda-feira, o Banco Central divulga o Boletim Focus, com expectativa sobre possíveis ajustes nas projeções para o IPCA de 2027, além da Pesquisa Firmus, que reúne a visão das empresas do setor real sobre a economia.
No cenário internacional, os Estados Unidos divulgam na terça-feira a leitura do PIB do terceiro trimestre, estimada em crescimento de 3,2% na comparação anual. No Japão, o Banco do Japão publica a ata da última reunião de política monetária, após a elevação dos juros para 0,75%, enquanto na noite do dia 25 serão conhecidos dados de inflação em Tóquio, produção industrial, vendas no varejo e desemprego. A semana se encerra na sexta-feira com a divulgação das estatísticas monetárias e de crédito de novembro pelo Banco Central do Brasil.
Confira a rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa [IBOV] encerrou a semana em queda, mantendo um padrão recente de maior intensidade nos movimentos de baixa em relação às altas. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o índice tem apresentado dificuldade para sustentar avanços prolongados. “O mercado demora vários pregões para subir, mas em um único dia acaba devolvendo todo esse movimento”, afirma. Apesar de um pregão positivo no fechamento da sexta-feira, o saldo semanal permaneceu negativo.
De acordo com o analista, o índice encontra um suporte relevante na região dos 155 mil pontos. A perda desse patamar pode abrir espaço para uma correção mais ampla nas próximas semanas. “Abaixo dos 155 mil pontos, sim, vejo início de um movimento corretivo mais consistente”, diz Borges. No curto prazo, o cenário é de lateralidade, com ações se movendo de forma descolada entre si, enquanto a principal resistência está localizada em torno dos 163,2 mil pontos.
Vale [VALE3]
No caso da Vale, o movimento segue construtivo após o rompimento de uma linha de tendência de baixa. A ação confirmou a retomada da trajetória de alta e voltou a apontar para níveis próximos às máximas históricas, já ajustadas por proventos. Para quem mantém posição no papel, Borges recomenda cautela e proteção de ganhos. “Depois desse movimento, é saudável trabalhar com stops abaixo dos candles semanais positivos”, afirma. Segundo ele, uma realização de lucros passa a fazer sentido abaixo de R$ 68,20, enquanto a região de R$ 73,74 pode justificar ao menos uma realização parcial.
Minerva [BEEF3]
A Minerva apresenta um quadro técnico mais negativo. A ação confirmou uma reversão de tendência e segue apontando para baixo, com alvo no fechamento de um gap próximo a R$ 4,78. Isso representa um potencial de queda de cerca de 16% em relação aos níveis atuais. “O ativo já reverteu, cai com facilidade e tem dificuldade para corrigir”, avalia Borges. O analista observa regiões entre R$ 6,00 e R$ 6,20 como pontos para possíveis realizações na ponta vendedora e afirma que não há sinais de compra no curto prazo.
Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]
Já o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice permanece em movimento lateral pela quinta semana consecutiva, oscilando entre R$ 62,00 e R$ 71,00. Segundo Borges, o comportamento reflete a consolidação das principais criptomoedas da carteira. “Bitcoin e Ethereum têm peso relevante no fundo, o que justifica essa movimentação mais travada”, explica. Para o analista, compras semanais podem fazer sentido enquanto o ativo se mantém nesse intervalo.
O especialista alerta para níveis técnicos decisivos. A perda do suporte em R$ 59,40 pode levar o fundo a uma queda mais acentuada, em direção à faixa entre R$ 41,00 e R$ 43,00. Em contrapartida, o rompimento da resistência em R$ 71,50 deve destravar um movimento mais forte de alta. “Quanto mais tempo o ativo consolida, maior tende a ser a movimentação seguinte”, diz Borges, que projeta alvo em torno de R$ 95,00 por cota caso a resistência seja superada.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Outlook de Estratégia Brasil 2026 - BTG Pactual
BTG: “Esperamos que 2026 comece de forma semelhante aos últimos meses de 2025, com bom desempenho das ações brasileiras, sustentado pela flexibilização dos ciclos monetários nos Estados Unidos e no Brasil. Deve haver menos impulso vindo dos EUA, já que as taxas tendem a permanecer estáveis no primeiro semestre de 2026. Ainda assim, a queda das taxas no Brasil pode ser suficiente para continuar impulsionando os mercados locais.”
O Banco Safra elevou a recomendação da Mater Dei para outperform, ao avaliar que a ação negocia a um valuation atrativo diante da melhora operacional e do foco maior nos ativos centrais. O banco destaca a reaceleração do crescimento, avanço de margens e maior eficiência após a venda de ativos não estratégicos, além do desconto de cerca de 31% em relação à Rede D’Or.
O Banco Safra iniciou a cobertura da Intelbras com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 13,70 por ação, o que implica potencial de alta de cerca de 16%. Na avaliação do banco, a companhia mantém posição de liderança nos segmentos de segurança, comunicação e energia, apoiada por marca forte, portfólio integrado e ampla rede de distribuição no Brasil.
Latam Pulse é uma iniciativa conjunta da AtlasIntel e da Bloomberg que fornece dados mensais sobre a situação política, social e econômica de seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.
A última semana completa de 2025 reúne uma agenda intensa no Brasil e no exterior, antes do recesso de Natal e Ano Novo. Investidores acompanham indicadores relevantes de atividade e inflação, decisões de política monetária e temas políticos, além da expectativa pela possível assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
O calendário começa no domingo (14) com dados da China referentes a novembro, como produção industrial, vendas no varejo, investimentos em ativos fixos e preços de imóveis. A projeção aponta leve aceleração da indústria e manutenção do crescimento do varejo, enquanto investimentos e setor imobiliário seguem pressionados.
No Brasil, a segunda-feira (15) traz o Boletim Focus e o IBC-Br de outubro, prévia do PIB, com atenção às projeções do IPCA para 2027, horizonte relevante para a Selic, hoje em 3,8%. Na terça-feira (16), o Banco Central divulga a ata do Copom. Nos Estados Unidos, dados do mercado de trabalho de novembro podem influenciar apostas sobre cortes de juros pelo Fed em 2026.
A nova pesquisa Quaest de avaliação de Lula, a 1ª após o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro
A última pesquisa Genial/Quaest de 2025 com os cenários eleitorais do ano que vem será divulgada na quinta-feira com uma novidade: será a primeira rodada sem Jair Bolsonaro – e também sem Michelle e Eduardo.
A semana segue com inflação na zona do euro e nos EUA, decisões de juros no Reino Unido, Europa e Japão, além de dados do setor externo brasileiro. No campo político, o mercado acompanha a votação do Orçamento de 2026 e medidas fiscais.
*Nesta edição, excepcionalmente, não teremos a sessão “De olho nos gráficos”
Rentabilidada das principais classes de ativos
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
As tendências que os investidores não podem ignorar - XP
A XP avalia que, apesar da volatilidade macroeconômica e geopolítica no curto prazo, a transição energética e os investimentos ESG devem abrir oportunidades relevantes para os investidores. Segundo a casa, temas como a corrida por data centers, a demanda por minerais críticos, o papel das baterias, o fortalecimento dos mercados de carbono e o avanço da transparência ESG devem orientar a alocação de capital ao longo do próximo ano.
A Verde informa que registrou ganhos em outubro em diferentes estratégias, com destaque para a exposição à bolsa brasileira, ao crédito local, ao ouro e à posição aplicada em juro real no Brasil. As perdas, segundo o fundo, ficaram concentradas em posições em moedas e criptoativos.
Lucros devem crescer 17% a/a em 2026, acima de 2025. A equipe de research do BTG Pactual projeta que os lucros das empresas brasileiras listadas, excluindo Petrobras e Vale, avancem 17% na comparação anual em 2026, acelerando em relação ao crescimento de 14% esperado para 2025.
A política monetária vai influenciar o desempenho do setor de bens de capital no próximo ano? - XP
A XP avalia que o sentimento dos investidores segue dividido às vésperas de 2026. Estrangeiros mostram preferência por empresas exportadoras e resilientes, enquanto investidores locais buscam papéis ligados a cortes de juros. A casa destaca a liderança da Embraer no desempenho do setor, o bom momento da WEG e vê companhias exportadoras de alta qualidade bem posicionadas em meio à incerteza política no Brasil.
O JP Morgan reuniu nesta semana os principais executivos de petróleo e gás, metais e mineração, e papel e celulose na Brazil Opportunities Conference. Ao longo de dois dias, o banco colheu impressões diretas de companhias e investidores, condensando um retrato claro das preocupações, apostas e vetores que devem guiar 2026.
O tom geral: um setor de óleo e gás pressionado por preços mais baixos, a mineração sob um humor melhor com o ferro a US$ 100 a tonelada, e o pulp & paper com um curto prazo mais animador, mas ainda com dúvidas estruturais no horizonte. Para o JPMorgan, Petrobras, PRIO, Vale, Gerdau e Suzano seguem como os nomes preferidos nas suas respectivas áreas.
Óleo e gás: queda do petróleo leva discussão para disciplina de capital
O recuo recente do petróleo virou o centro de gravidade das conversas com executivos do setor. Segundo o JP Morgan, a combinação de preços menores e volatilidade ampliou a atenção sobre capex, flexibilidade de investimentos e estratégias para blindar o balanço em 2026.
Nos encontros, PRIO foi uma unanimidade positiva entre gestores — brasileiros e estrangeiros. O otimismo vem da forte expansão de produção projetada até 2026, dos níveis de breakeven muito baixos e da expectativa de geração de caixa robusta.
Já Petrobras dividiu o público. Investidores estrangeiros analisam com lupa o potencial de produção nos próximos anos, em especial o desempenho de Búzios. Locais, por sua vez, demonstram incômodo com o capex elevado no curto prazo. Mesmo assim, o banco mantém Petrobras como favorita no setor, destacando que a maior parte do investimento vai para “barris altamente lucrativos”, com potencial de acelerar ainda mais o output se não houver contratempos. Um aumento de 100 mil barris por dia, lembra o relatório, adicionaria cerca de R$ 1 bilhão ao caixa operacional.
O banco também observa uma Petrobras mais vocal sobre disciplina de capital e com camadas adicionais de flexibilidade no plano de investimentos. A entrega das próximas FPSOs — incluindo a P-80 — continua sendo prioridade.
PRIO: execução, custos e caixa
A companhia reforçou ao JPMorgan que seguirá com foco total em eficiência operacional e desalavancagem. A meta é trazer o lifting cost consolidado de volta para a faixa de US$ 6 a US$ 7 por barril após a rampa de Wahoo e o ganho de escala em Peregrino.
O plano de capital prevê redução de dívida como prioridade, embora a empresa avalie um novo programa de recompra. A régua de M&A continua rígida: taxa interna de retorno mínima de 20% com Brent a US$ 60. A produção deve chegar a cerca de 200 mil barris/dia até o fim de 2026.
O banco manteve recomendação Overweight, citando fluxo de caixa forte, baixo breakeven e alto potencial de retorno ao acionista.
Brava e PetroReconcavo: foco em governança, eficiência e estabilidade
A Brava, que acaba de nomear Luiz Carvalho como CFO, delineou três pilares para criar valor: resiliência operacional, governança mais forte e alocação disciplinada de capital. A empresa espera normalizar operações em 2026 e crescer produção em 2027, com novos poços previstos para Papa Terra e Atlanta.
Na PetroReconcavo, a reorganização interna foi o tema dominante. A companhia redesenhou funções estratégicas para reforçar execução, supply chain e confiabilidade operacional. Após um 2024 e 2025 abaixo do planejado, a empresa espera estabilizar produção no próximo ano, apoiada por um capex entre R$ 800 milhões e R$ 850 milhões.
Metais & Mineração: humor melhora para o minério; setor de aço depende de medidas antidumping
Investidores chegaram à conferência mais positivos sobre o minério de ferro para 2026. O suporte consistente acima de US$ 100 ao longo de 2025 dissipou parte dos temores de uma queda abrupta, mesmo com a entrada de Simandou.
O nome favorito continua sendo Vale. O banco destaca que a melhora gradativa no mix de produtos aumenta visibilidade de preço e deve reforçar margens. A ação negocia a 4,6 vezes EV/EBITDA, bem abaixo dos 6,8 vezes dos pares australianos.
No aço, o sentimento é mais cauteloso, mas há uma grande expectativa pela aprovação de medidas antidumping no primeiro trimestre do ano. No evento, o interesse dos investidores se dividiu entre Usiminas e Gerdau. O JP Morgan mantém Gerdau como sua top pick, citando a exposição aos Estados Unidos — um mercado com mais proteção tarifária — e a disciplina de longo prazo da gestão.
Gerdau: EUA seguem como ponto forte
A companhia disse esperar margens estáveis ou maiores no quarto trimestre nos EUA, mesmo com queda de 10% nos volumes. Para 2026, o ambiente permanece positivo. No Brasil, as operações caminham conforme o esperado, embora os volumes menores no quarto trimestre devam reduzir receita. Investigações antidumping avançam e podem beneficiar produtos longos.
Para o JPMorgan, a ação segue barata: 3,5 vezes EV/EBITDA, ante 5,9 vezes dos concorrentes.
CSN e Usiminas: projetos, preços e incertezas
A CSN informou que o projeto P15 segue dentro do cronograma para 2027, com ramp-up até 2029. A potencial venda de participação na MRS — apoiada pelos minoritários da CSN Mineração — continua no radar. Os preços do aço subiram 5% desde outubro, mas o excesso de oferta limita novas altas.
Na Usiminas, a discussão dominante continua sendo antidumping. Importações menores aliviaram a pressão, mas estoques ainda elevados devem manter preços sob pressão no curto prazo. No minério, a empresa ainda avalia investimentos para expansão, com decisões esperadas para 2026.
Papel & Celulose: otimismo de curto prazo, dúvidas no longo
Entre investidores, o pessimismo estrutural com preços de celulose permanece, mas o curto prazo virou. Pouca oferta nova e paradas de manutenção podem ajudar os preços até 2026.
Ainda assim, o setor carrega preocupações de longo prazo. Entre elas, a oferta de madeira na China e o risco de excesso de capacidade.
Suzano: top pick, com ambiente mais favorável em 2026
A empresa vê um cenário mais construtivo no curto prazo. A expectativa é de preços melhores no próximo ano, apoiados por capacidade limitada, shutdowns e menor incerteza tarifária.
O desafio está na madeira: dificuldades de rendimento na China podem ser estruturais, mas o impacto ainda é incerto. A Suzano quer manter o caixa abaixo de R$ 800 por tonelada e trabalha com um plano para reduzir capex em 2026. A alavancagem deve cair para 2,5 vezes até 2027.
O JP Morgan mantém Suzano como melhor nome do setor, projetando 65 por cento de upside, com a ação negociando a 5 vezes EV/EBITDA 2026.
Klabin: desalavancagem e estabilidade no papel
A Klabin projeta a celulose convergindo para US$ 560 a tonelada até o fim do ano e espera estabilidade nos mercados de papel, apesar da pressão das importações chinesas. A companhia reforçou que 2026 deve trazer novas oportunidades para kraft e embalagens, apoiadas por fechamentos de capacidade nos Estados Unidos.
A desalavancagem continua como prioridade para os próximos anos.
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O Copom faz nesta quarta-feira (10) a última reunião do ano e deve repetir o roteiro das últimas decisões. XP e JP Morgan afirmam que a Selic permanecerá em 15%, mas o comunicado pode marcar uma mudança importante. O Banco Central deve começar a abandonar, ainda que de forma suave, a linguagem de manutenção dos juros por um “período muito prolongado” e migrar para um tom mais dependente de dados.
É o primeiro passo para abrir espaço aos cortes em 2025.
A desaceleração da atividade, o comportamento benigno da inflação e a queda das commodities criaram um ambiente mais confortável para o BC. Ainda assim, as expectativas inflacionárias seguem acima da meta e o mercado de trabalho continua apertado, fatores que impedem qualquer movimento já nesta reunião.
XP resume essa tensão de forma direta: a inflação melhorou, mas não o suficiente para liberar o Copom agora.
[Fonte: JP Morgan/ Probabilidade de manutenção da taxa Selic precificada pelo mercado]
Inflação mais benigna, atividade mais fraca e câmbio relativamente estável
Desde a reunião de novembro, o conjunto de indicadores ficou marginalmente favorável ao BC. A inflação ao consumidor surpreendeu para baixo e as medidas de núcleo rodaram perto da meta pela primeira vez em muitos meses. Os preços industriais seguiram comportados e o IPA voltou ao território negativo, puxado pela queda disseminada dos alimentos.
No câmbio, o real se manteve firme entre R$ 5,30 e R$ 5,45 por semanas, embora a depreciação repentina da última sexta-feira, que levou a moeda para perto de R$ 5,50, deva aumentar a cautela do Comitê.
A atividade doméstica também perdeu fôlego. O PIB do terceiro trimestre ficou praticamente estável e os setores sensíveis ao crédito mostram desaceleração gradual. Para a XP, esse quadro reforça a percepção de que o hiato do produto não está se fechando rapidamente, o que ajuda o Copom a sustentar a posição atual.
No exterior, a queda do petróleo e dos grãos cria um ambiente positivo para o IPCA dos próximos meses. O processo de desinflação global continua, e a desaceleração da economia americana mantém aberta a porta para cortes de juros pelo Fed em 2025.
O ponto de atenção: a política fiscal
Mesmo com a melhora do quadro inflacionário, XP e JP Morgan afirmam que a política fiscal expansionista se tornou o principal risco para 2026. O governo prepara medidas que devem manter a demanda interna aquecida no próximo ano, num momento em que o mercado de trabalho já opera perto do pleno emprego.
Segundo a XP, uma aceleração prematura da economia poderia limitar a extensão do ciclo de cortes e impedir que a Selic convergisse ao juro neutro, estimado pela casa em cerca de 5,5% reais. Para isso, dizem os economistas, será necessária uma redução clara no ritmo de crescimento das despesas públicas.
O comunicado deve começar a mudar
A maior dúvida da reunião está concentrada na comunicação. O JP Morgan afirma que o BC não deve fornecer qualquer promessa de corte, mas acredita que o famoso trecho que fala em manter a Selic estável por um “período muito prolongado” deve ser modificado ou removido.
Seria a primeira sinalização explícita de que o Comitê pretende se mover para um modo mais dependente dos dados, abrindo espaço para flexibilização já no início de 2025.
XP concorda e diz que, mesmo com a confiança crescente de que a estratégia atual está funcionando, o BC ainda não vê condições para adotar esse modo já em janeiro. O comunicado, porém, deve reconhecer que a inflação evoluiu melhor do que o esperado e que parte das incertezas está se dissipando.
Quando começam os cortes
XP e JP Morgan convergem na mesma direção. Os dois esperam que o ciclo de cortes comece no primeiro trimestre. Para a XP, março é o cenário-base, com risco moderado de antecipação para janeiro. O JPM também trabalha com março, mas reconhece que a combinação de dados fracos e inflação em queda pode antecipar o movimento.
Ambos os bancos, porém, destacam que as expectativas inflacionárias ainda desancoradas impedem uma flexibilização mais cedo.
A XP projeta seis cortes consecutivos de 0,50 ponto, levando a Selic a 12% ao final do ciclo. O JPM vê trajetória semelhante, com espaço para afrouxamento gradual a partir do primeiro trimestre.
O impacto na renda fixa
A curva de juros passou por um movimento misto nas últimas semanas. Novembro foi de fechamento nos vértices intermediários e longos, reflexo da desaceleração da atividade e da queda da inflação. A primeira semana de dezembro trouxe abertura forte, puxada por ruídos políticos domésticos.
Segundo a XP, o ambiente segue favorável ao carrego. Os papéis indexados ao IPCA seguem com taxas reais historicamente altas, os pós-fixados continuam atrativos para quem busca liquidez e os prefixados começam a ganhar espaço com a proximidade do ciclo de cortes.
A XP recomenda evitar movimentos táticos mais agressivos e reforça a importância da seletividade no crédito privado, especialmente diante da volatilidade recente.
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Nos últimos meses, o temor acerca da “bolha da IA” tem crescido consideravelmente. O assunto foi comentado por gigantes da tecnologia, como CEO da OpenAI, Sam Altman, que tratou como uma irracionalidade o investimento cego em empresas com “três pessoas e uma ideia”.
Ativos de risco devolveram os ganhos de dezembro por conta da candidatura “blefe” de Flavio Bolsonaro.
No entanto, nem todos compartilham deste pensamento. O BTG Pactual divulgou um relatório listando “16 razões pelas quais a IA é uma ideia de longo prazo e não uma bolha”. Entre elas, o ROI em investimentos em IA, alavancagem mais baixa e taxas de juros em queda.
A última Super Quarta de 2025 vai concentrar as atenções dos mercados, com decisões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve na quarta-feira (10). Investidores devem focar mais nos comunicados das autoridades monetárias e, no caso do Fed, na coletiva de Jerome Powell e nas novas projeções econômicas, que podem confirmar cortes de juros nos EUA em 2026.
A semana começa com a divulgação do PIB do Japão no domingo, em meio às expectativas de alta de juros no país e ao impacto do recente pacote fiscal. Ainda no domingo para segunda, saem os dados do setor externo da China, enquanto no Brasil o Boletim Focus abre a agenda da segunda-feira. Também será divulgada a produção da indústria automotiva pela Anfavea.
Na terça-feira, o mercado deve acompanhar discursos do presidente do Banco do Japão e indicadores de emprego dos EUA. Na noite desse dia, Japão e China divulgam números de inflação ao produtor e ao consumidor, respectivamente. Na quarta-feira, antes das decisões de política monetária, o IBGE publica o IPCA de novembro, com projeção de ligeira alta e possível entrada na banda de tolerância anual.
No fim da semana, o IBGE segue com dados de atividade referentes a outubro, incluindo vendas no varejo e volume de serviços. Os números devem ajudar a calibrar expectativas sobre o início do ciclo de corte da Selic em 2026.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa iniciou a semana pressionado pela perda de força compradora e pela aproximação do suporte de 153.800 pontos, nível que pode definir a intensidade da correção, segundo João Tonello, analista pleno da NMS Research. Ele afirma que a perda desse patamar pode levar o índice para a faixa entre 148.000 e 143.700 pontos, enquanto a resistência imediata permanece em 165.035 pontos. Tonello destaca que o forte volume do último pregão indica atuação institucional e que o cenário político adiciona volatilidade. “O mercado mostrou sinal claro de exaustão após o rali”, diz. “A leitura agora é de cautela e monitoramento dos próximos suportes.”
JBS [JBSS32]
As ações da JBS mantêm uma leitura técnica favorável mesmo após a realização recente. Tonello explica que o papel segue em estrutura de alta e rompeu a antiga linha de tendência de baixa com volume expressivo em abril. No movimento mais recente, a ação recuou da região de 80,75 para 75,20, onde mostrou sinais de absorção de venda. “A defesa institucional sugere potencial para retomada da tendência”, diz o analista. O alvo segue em 90,27, com resistência intermediária em 80,75, enquanto a perda de 75,20 reabre espaço para teste do fundo em 72,45.
Intelbras [INTB3]
INTB3 entrou em movimento de correção após falhar no rompimento da resistência de 13,06. Para Tonello, a perda da mínima da barra anterior reforçou o enfraquecimento da pressão compradora e abriu oportunidade para operação de venda com stop curto. Ele explica que o papel pode buscar 12,20 e 11,68, mesmo que o volume abaixo da média reduza a convicção sobre a força da reversão. “O contexto gráfico segue favorável à correção e permite manejo de risco mais objetivo”, afirma.
BTG Pactual [BPAC11]
BPAC11 anulou o rompimento do topo de 57,31 e fechou o pregão com forte rejeição, o que Tonello classifica como sinal relevante de exaustão compradora no curtíssimo prazo. O suporte imediato está em 51,57, e a perda desse nível pode levar o papel à região entre 49,40 e 47,80. O analista explica que a tendência terciária continua de alta, mas o controle mudou de mãos no intraday. Ele afirma que um fechamento de 30 minutos acima de 54,60 pode configurar armadilha vendedora e reabrir caminho para o topo anterior. “Sem esse gatilho, o cenário segue mais favorável à continuidade da correção”, diz.
Carteiras atualizadas para dezembro
Com o início de um novo mês, as principais casas atualizam suas carteiras mensais. Confira algumas delas:
Carteira BTG 10SIM
O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM de dezembro e manteve a estratégia ligada ao início do ciclo de cortes de juros no Brasil, projetado para janeiro de 2026. A casa entende que a expectativa de queda de 300 pontos-base no próximo ano continua sustentando o apetite por renda variável.
Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários - aqui
Estratégia Quant: Carteira Viva de Renda com FIIs - aqui
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Top picks títulos incentivados de crédito privado - BTG Pactual
BTG: “O Top Picks – Títulos Incentivados de Crédito Privado reúne debêntures incentivadas, certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) e certificados de recebíveis imobiliários (CRI) que, na avaliação da casa, oferecem pontos de entrada atrativos e boa relação entre risco, retorno e liquidez para investidores qualificados pessoa física.”
Petrobras: atualização da tese pós 3T25 - BTG Pactual
O BTG atualizou seu modelo para Petrobras, incorporando os resultados do 3T25 e o recente plano de negócios.
“Continuamos identificando uma assimetria positiva caso ocorra uma compressão do risco-país após as eleições de 2026. Esse movimento, somado ao aumento da produção em Búzios, pode impulsionar a geração de caixa e favorecer uma repricing das ações”, informou o banco.
Com empresas antecipando seus dividendos após a aprovação do projeto de lei que, entre outras coisas, elimina a isenção fiscal geral sobre o pagamento de dividendos, o BTG destacou empresas como potencial pagadoras.
O Itaú BBA divulgou seu monitos de dados de mercado, ressaltandoque investidores estrangeiros foram vendedores líquidos de R$ 4,8 bilhões nos últimos cinco pregões; setor financeiro superou o mercado.
O BTG Pactual divulgou análise atualizada sobre a Totvs e afirmou que os fundamentos da empresa finalmente alcançaram o avanço recente do preço das ações. O banco manteve recomendação de compra e elevou o preço-alvo para R$ 55, o que indica potencial de valorização de cerca de 16% em relação à cotação atual.
A Totvs aparece entre as dez ações com melhor desempenho do Ibovespa desde 2018. Nesse período, o papel acumulou alta de 470%, bem acima dos 87% do índice. A reestruturação conduzida pela atual gestão impulsionou o crescimento e atraiu investidores estrangeiros, que hoje detêm 92% do free float. A empresa sustenta expansão orgânica próxima de 20% ao ano e aumento contínuo de margem.
Em 2025, o papel rompeu a faixa dos R$ 30 após quase quatro anos de oscilação limitada. A ação acumula alta de quase 80% no ano e se aproxima dos níveis considerados adequados pelos analistas. Mesmo assim, o BTG mantém projeções conservadoras. O banco estima que a Totvs deve alcançar receita de R$ 6,3 bilhões em 2025, superando expectativas anteriores do mercado e mantendo margem EBITDA perto de 27%. A previsão é de avanço para 30% até 2030.
O relatório mostra que o segmento de Gestão — responsável por cerca de 90% da receita — segue como principal motor da companhia. Os analistas destacam a capacidade da empresa de repassar integralmente o impacto da reoneração da folha aos clientes, o que reforça o poder de precificação. A projeção de ARR indica avanço anual de 12% entre 2025 e 2030.
Já as unidades RD Station e Techfin entregam ritmo mais lento do que o esperado há um ano, mas o BTG afirma que o potencial de longo prazo permanece. O banco trabalha com estimativas mais conservadoras para essas divisões e prevê crescimento de receita de 15% até 2030, com expansão gradual de margens.
A aquisição da Linx, que deve ser concluída nos próximos meses, compõe parte importante do cenário projetado pelo BTG. A Totvs pagará R$ 3,05 bilhões pelo ativo e buscará recuperar o crescimento do negócio, que hoje avança abaixo da inflação. O banco calcula que a Linx pode voltar a crescer em ritmo de dois dígitos até 2027 e atingir margem EBITDA próxima à da Totvs até 2030. O valor estimado da Linx é de R$ 2 por ação dentro do preço-alvo consolidado.
O BTG também aponta que o desconto da Totvs em relação à alemã SAP diminuiu ao longo do ano. A empresa brasileira negocia a 26 vezes o lucro futuro, enquanto a SAP opera em torno de 30 vezes. Com a consolidação da Linx, o múltiplo da Totvs deve subir para 28–29 vezes, praticamente eliminando a diferença histórica. Ainda assim, o banco afirma que a Totvs tem perfil de crescimento superior e pode recuperar o prêmio tradicional sobre a concorrente internacional.
Segundo o BTG, o conjunto de expansão consistente, capacidade de execução e sinergias com a Linx reforça a tese de investimento. O banco calcula potencial de retorno total de 16,6%, somando valorização esperada e dividendos.
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Kevin Hassett é um dos economistas mais influentes da ala republicana nas últimas décadas e figura central na formulação de política econômica dos EUA. Sua trajetória começa no próprio Federal Reserve, onde atuou como economista sênior, acompanhando de perto a dinâmica da política monetária, dos ciclos econômicos e dos processos internos do banco central — experiência que hoje pesa fortemente em sua cotação para a presidência da instituição.
Ao sair do Fed, Hassett consolidou carreira acadêmica e intelectual de destaque. Foi professor da Columbia Business School, pesquisador do American Enterprise Institute (AEI) — um dos think tanks mais relevantes do campo conservador — e membro da Hoover Institution, centro de pesquisa ligado a Stanford e historicamente influente na formulação de políticas públicas nos EUA. Nesses espaços, produziu estudos sobre tributação, produtividade, política fiscal e mercado de trabalho, tornando-se uma referência dentro da bancada republicana no Congresso.
Sua entrada na política partidária ganhou força nos anos 2000. Hassett participou como conselheiro econômico de campanhas presidenciais importantes: John McCain, em 2000; George W. Bush, em 2004; e Mitt Romney, em 2012. Nesses ciclos, ajudou a moldar propostas de cortes de impostos, desoneração empresarial, estímulos à competitividade e reformas estruturais no sistema tributário — temas que mais tarde o aproximariam de Donald Trump.
Durante o primeiro mandato de Trump (2017–2021), Hassett assumiu papel de protagonismo como presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca (CEA). Tornou-se um dos maiores defensores da reforma tributária de 2017, que reduziu o imposto corporativo e reestruturou regras de dedução. Internamente, era visto como uma das vozes mais influentes no desenho da política econômica republicana, conciliando visão pró-mercado com agenda de crescimento e desregulamentação.
Mesmo após a saída de Trump da Casa Branca, Hassett manteve vínculo estreito com o ex-presidente, atuando como conselheiro informal em temas econômicos e estratégicos. Com o retorno de Trump à presidência, sua influência voltou ao centro das decisões — e seu nome rapidamente se destacou nas discussões sobre a sucessão de Jerome Powell no comando do Federal Reserve.
Nos últimos meses, Hassett endureceu críticas ao ritmo da política monetária, acusando o Fed de tardar na redução dos juros e mencionando possíveis vieses nos dados de emprego divulgados pelo governo anterior. Essas declarações reforçaram sua sintonia com a visão econômica de Trump, que pressiona por cortes mais acelerados para estimular crescimento e crédito.
Hoje, plataformas de apostas como a Polymarket atribuem a ele probabilidade acima de 80% de ser o indicado oficial — uma vantagem esmagadora em relação a outros nomes citados, como Kevin Warsh ou Christopher Waller. Para aliados de Trump, Hassett reúne três atributos decisivos: experiência técnica dentro do Fed, trajetória acadêmica sólida e alinhamento político com a Casa Branca.
Se confirmado, Kevin Hassett deverá conduzir o Federal Reserve a partir de 2026, assumindo o posto em um momento crucial para a economia americana, no qual o país atravessa transição após um ciclo de inflação elevada, juros altos e desaceleração gradual da atividade.
O mercado chinês está prestes a sair da UTI e correr uma maratona, segundo o JP Morgan. Em um movimento que sacode os portfólios de mercados emergentes, o banco de investimento elevou a recomendação para as ações da China de forma enfática para “Overweight” (equivalente a compra), projetando que o risco de “grandes ganhos é substancialmente maior” do que o de perdas significativas nos próximos anos.
A aposta do JP Morgan não é apenas em uma recuperação cíclica, mas em uma transformação estrutural impulsionada por três pilares: a liderança global na Inteligência Artificial (IA), um volume significativo de estímulo fiscal antecipado e uma inédita agenda de retorno ao acionista.
A China, que viu suas ações caírem 33% em relação ao pico de 2020, está agora nos estágios iniciais de saída de um ciclo de baixa de quatro anos. Para o banco, as avaliações atuais são “aceitáveis” e o posicionamento dos investidores ainda está “leve”, indicando espaço de sobra para o rally.
A nova corrida da IA: China com vantagem de “power play”
O ponto de inflexão mais quente, segundo o relatório, é a IA Generativa. A China não está apenas na corrida, mas tem uma vantagem competitiva crucial que a diferencia dos EUA: o custo-benefício e o fornecimento de energia.
O lançamento dos Large Language Models (LLMs) DeepSeek V3 e R3, em 2025, foi o gatilho. O JP Morgan argumenta que a China tem uma abordagem holística que inclui open-source, aplicações nativas e, fundamentalmente, uma vantagem na geração de energia – um insumo caríssimo para rodar a IA em escala.
Gigantes da tecnologia como Alibaba, Baidu e Tencent estão integrando a IA profundamente. O Alibaba, por exemplo, tem um plano de capex de US$ 53 bilhões em nuvem e IA e está posicionado para capturar uma fatia desproporcional do valor gerado, com a tecnologia sendo aplicada da robótica à direção autônoma.
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O empurrão de Pequim: estímulo e o fim da competição destrutiva
Pequim está abrindo o caixa e reformando as regras do jogo corporativo.
A expectativa é de um impulso fiscal substancial, com a maior parte do aumento de 1 trilhão de yuans na emissão de títulos governamentais sendo front-loaded (antecipada). Economistas do JP Morgan elevaram a projeção de crescimento do PIB para 2026 para 4,4%, com o governo disposto a injetar um thrust fiscal de 0,4% do PIB.
Além disso, o 15º Plano Quinquenal traz uma política estrutural chamada “anti-involution” – um esforço para frear a competição destrutiva por preços, reduzir o excesso de capacidade e restaurar a lucratividade das empresas em setores que vão do aço e carvão a carros elétricos e e-commerce. Embora seja um freio no crescimento top-line, o JP Morgan afirma que esta é uma política “muito positiva para as margens e lucros corporativos” dos líderes de mercado.
O foco no acionista e a busca por autossuficiência
O movimento mais pragmático para o investidor é a nova atenção ao retorno dos acionistas.
Como parte de uma reforma do mercado de capitais iniciada em 2024, as empresas, sobretudo as estatais (SOEs), estão alinhando seus KPIs com o mercado. Isso se traduz em um aumento notável nas recompras de ações e nos pagamentos de dividendos, melhorando a governança e a saúde fiscal percebida.
Em paralelo, a busca por autossuficiência tecnológica impulsiona inovação em áreas estratégicas: robótica humanoide, biotecnologia (com empresas quebrando monopólios globais) e semicondutores, visando desenvolver chips de IA domésticos.
Em suma, o JP Morgan vê potencial para que o lucro por ação (EPS) chinês acelere para dois dígitos em 2026, com o risco-país diminuindo graças a tréguas comerciais e medidas para mitigar crises estruturais. O banco recomenda “Overweight” em Serviços de Comunicação, Bens de Consumo Essenciais, Tecnologia da Informação e Materiais.
O agronegócio latino-americano entra em 2026 sem gatilhos de preços, com estoques globalmente confortáveis, oferta crescente e um ciclo de expansão de capex que deve consumir caixa das companhias. A avaliação é do JP Morgan, que ficou mais cauteloso com todo o setor, reduziu projeções e anunciou mudanças relevantes nas recomendações: Sao Martinho [SMTO3] foi rebaixada de Compra para Neutral, Adecoagro [AGRO] voltou da restrição já em Venda, e SLC Agrícola [SLCE3] teve a recomendação mantida em Neutral.
No relatório, o banco resume o cenário em uma frase direta: “Falhamos em enxergar qualquer catalisador tangível para preços no curto prazo, especialmente porque todos os mercados parecem superofertados e não há eventos climáticos no radar capaz de apertar a oferta.”
Segundo o JPM, 2026 será um ano de caixa pressionado, com alavancagem subindo em todas as empresas acompanhadas. E, diante desse conjunto de fatores, a mensagem aos investidores é clara: a probabilidade é que o mercado permaneça em compasso de espera até que haja “evidências mais claras de recuperação das commodities ou uma mudança de momentum no setor.”
O pano de fundo: oferta demais, preços de menos
O banco traça um diagnóstico duro: praticamente todos os mercados agrícolas relevantes da região caminham para um ciclo de superoferta, sem risco climático relevante no curto prazo e sem choques capazes de restringir produção.
No açúcar e etanol — normalmente o segmento mais volátil e sensível a oferta — o relatório afirma que, desta vez, a parte baixa do ciclo será “mais dura”, principalmente por causa do avanço agressivo do etanol de milho no Brasil.
O JPM esperava alguma sustentação nos preços do açúcar em função de uma moagem mais lenta no Centro-Sul. Mas as chuvas no fim da temporada frustaram a tese, produziram um aumento inesperado de ATR e ampliaram a perspectiva de oferta para a próxima safra. O banco agora estima um superávit global de 1,4 milhão de toneladas em 2025/26.
No etanol, a combinação de mais cana e 3,2 bilhões de litros adicionais de etanol de milho projetados para 2026 deve deixar o mercado ainda mais frouxo. O banco projeta preços 29% menores ano contra ano.
O cenário das grãos segue a mesma lógica: estoques globais confortáveis e preços próximos aos custos de produção. No Brasil, as margens do produtor devem continuar pressionadas, com fertilizantes mais caros e preços mais fracos em termos de reais.
Por que o investidor está em compasso de espera?
O JPM sintetiza o comportamento atual do mercado: “os investidores devem permanecer à margem até que haja sinais mais claros de recuperação das commodities ou uma mudança no momentum do setor.”
Mesmo com múltiplos aparentemente razoáveis — SLC a 5,8x EV/EBITDA 2026e; Sao Martinho a 4,0x; Adecoagro a 5,4x — o banco vê valuations mais próximos de valor justo do que de oportunidade.
Além disso, todas as empresas estão navegando um ciclo de capex pesado, que vai consumir caixa até pelo menos 2027. Com juros ainda elevados e moedas locais relativamente apreciadas, o custo de capital pesa mais.
SLC Agrícola: boa história, mas sem gatilho
A SLC — a empresa considerada por parte do mercado como a mais previsível do setor — manteve recomendação Neutral. O JPM reduziu levemente o preço-alvo para R$ 19, revisando projeções de EBITDA para R$ 2,6 bi em 2025 e R$ 2,9 bi em 2026.
O banco destaca que a companhia tem vantagens estruturais: escala, disciplina de capital e diversificação entre soja, milho e algodão. Mas observa que o mercado quer trigger, algo ainda ausente.
A empresa deve enfrentar produção com custos 9,6% mais altos, mesmo com rendimentos melhores nas culturas de segunda safra. Do lado das vendas, o relatório projeta preços líquidos menores para 2026: US$ 8,8/bu na soja, R$ 47/saca no milho e 70 cents/lb no algodão.
O JPM diz: “SLC é uma excelente história de longo prazo que carece de gatilhos de curto prazo.”
O principal alívio só viria em 2027, quando a geração de caixa deve voltar a ser positiva.
Sao Martinho: corte drástico e mudança de tom
Na Sao Martinho, o JPM mudou de posição. O banco rebaixou a ação para Neutral, com um corte expressivo do preço-alvo para R$ 17, contra R$ 30 anteriormente.
A razão é direta: um cenário estrutural mais pressionado para açúcar e, especialmente, para etanol, em função do crescimento acelerado do etanol de milho.
O relatório reconhece a eficiência da companhia, a qualidade da operação e a disciplina histórica de capital, mas afirma que essas fortalezas hoje não são suficientes para compensar o ambiente adverso. O banco agora estima R$ 2,9 bilhões de EBITDA em 2027, cerca de 23% abaixo do consenso.
Além disso, o capex elevado e o ambiente de juros altos devem impedir geração de caixa significativa pelo menos até 2027, limitando dividendos e ampliando alavancagem.
Adecoagro: complexidade crescente e valuation “rico”
Entre as três empresas, Adecoagro recebeu o veredito mais duro. A ação retorna da restrição já com recomendação Underweight (venda), e o preço-alvo foi reduzido de US$ 12 para US$ 7.
O banco aponta uma combinação de fatores:
commodities fracas;
maior volatilidade cambial;
baixa liquidez das ações;
aumento relevante de alavancagem;
e, acima de tudo, uma crescente complexidade estratégica.
A companhia passou a investir em operações de fertilizantes e até mineração de bitcoin, sob a nova estrutura acionária. Para o JPM, isso eleva o risco de execução e coloca dúvidas sobre alocação de capital.
“É difícil subscrever essa história neste momento”, diz o relatório.
O banco estima US$ 299 milhões de EBITDA em 2025, com forte consumo de caixa — cerca de US$ 400 milhões — impulsionado por capex e despesas financeiras.
O relatório dedica ainda uma longa seção à aquisição da Profertil, vista como relevante, porém carregada de incertezas: impacto na alavancagem, retorno duvidoso e poucas sinergias claras.
As projeções para as commodities: açúcar, etanol, soja, milho e algodão
O relatório também atualiza a visão da equipe global de commodities do JPM.
Açúcar: projeção média de 16,1 c/lb em 2026, com viés altista caso haja quebra de safra.
Etanol: viés claramente negativo por causa da expansão do milho.
Soja: curto prazo pressionado; estoques globais ainda elevados.
Milho: demanda da indústria de etanol segue como ponto de sustentação no Brasil.
Algodão: a única visão realmente construtiva, com preços sustentados por estoques apertados.
Cotton é, inclusive, apontado como a melhor aposta entre as soft commodities no horizonte 2026/27.
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O PIB do terceiro trimestre do Brasil será o principal indicador da próxima semana e pode definir o momento do primeiro corte da Selic em 2026. A divulgação ocorre na quinta-feira (4), às 9h, pelo IBGE. Caso o resultado confirme a retração de 0,9% apontada pelo IBC-Br, crescem as chances de flexibilização monetária já na reunião de janeiro.
Antes disso, o mercado acompanhará a reunião da Opep no domingo (30), o Boletim Focus na segunda-feira (1º) e o discurso de Jerome Powell no mesmo dia, que pode sinalizar o rumo da política monetária dos EUA.
A agenda inclui ainda dados industriais no Brasil, indicadores de emprego e inflação na Europa e nos EUA, além do PCE americano, que será divulgado na sexta-feira (5).
A semana começa com eventos de destaque no exterior. No domingo (30), a Opep se reúne com expectativa de manutenção dos atuais níveis de produção, já que o Brent opera perto de US$ 60. No mesmo dia, o presidente do Banco do Japão discursa sobre o futuro da política de juros do país. Na segunda-feira (1º), investidores acompanham o Boletim Focus no Brasil e a fala de Jerome Powell nos EUA.
Na terça-feira (2), o mercado brasileiro recebe a produção industrial de outubro, enquanto a Zona do Euro divulga sua prévia de inflação e a taxa de desemprego. Na quarta-feira (3), os EUA publicam os dados de emprego privado da ADP e números atualizados da produção industrial.
O ponto central da semana ocorre na quinta-feira (4), com o PIB do Brasil. Também serão divulgados dados de demissões no setor privado americano e a balança comercial brasileira. A sexta-feira (5) encerra a agenda com a inflação ao produtor no Brasil, o índice PCE — referência para o Federal Reserve — e a prévia da confiança do consumidor nos EUA.
Rentabilidades dos principais indicadores
De olho nos gráficos
Itaú [ITUB4]
O Itaú mantém o movimento de alta nesta sexta-feira e opera na região de R$ 41,60 após firmar suporte em R$ 39,50. O papel abriu com gap e registrou volume acima da média. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o comportamento de preço mostra uma força compradora evidente no pregão de hoje”. Para operações de curto prazo, ele considera viável manter stops abaixo de R$ 41,00 e aponta alvos entre R$ 43,00 e R$ 44,00. Borges lembra que Itaú, assim como o Ibovespa, ainda não realizou uma correção de 50%, o que reduz a probabilidade de manutenção da tendência no longo prazo.
Hashdax Nasdaq [HSH11]
O Hashdax Nasdaq sustenta um cenário positivo enquanto permanece acima das faixas de R$ 55,00 a R$ 58,00 por cota. A avaliação segue alinhada ao repique do Bitcoin, que voltou a respeitar um suporte importante no gráfico mensal. Borges projeta avanço da criptomoeda para a zona entre US$ 100 mil e US$ 105 mil nas próximas semanas e estima que o Ethereum pode sair dos atuais US$ 3.000 para níveis de até US$ 3.500. Ele afirma que “Bitcoin e Ethereum respondem por quase toda a composição relevante do índice, e isso reforça a leitura de oportunidade no curto prazo”, com possibilidade de movimentos até a região de R$ 90,00.
Hapvida [HAPV3]
Hapvida segue em tendência de baixa e mantém espaço para recuar até R$ 12,50 no curto prazo. Borges recomenda cautela e não vê sinais de reversão enquanto o fluxo vendedor permanecer dominante. Mesmo que a ação teste a região projetada, ele pretende aguardar correções em gráficos de 15 e 30 minutos antes de avaliar compras. Investidores têm buscado entender se já é o momento de entrar no papel, mas o analista reforça que a pressão vendedora ainda limita qualquer tentativa de recuperação no curto prazo.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Year Ahead 2026 - UBS
O relatório do Itaú BBA aponta que as empresas listadas no Ao entrar em 2026, o mundo se encontra em um ponto de inflexão: o avanço da IA e da inovação será capaz de dar aos mercados e às economias uma “velocidade de escape”, rompendo a gravidade do aumento da dívida, da incerteza política e da inflação persistente? Ou essas forças voltarão a nos puxar para baixo?
A projeção “Year Ahead 2026”, intitulada “Velocidade de escape?”, foi criada para ajudar a identificar os sinais relevantes, filtrar o ruído e agir com confiança. A expectativa aponta para alta das ações, sustentada por tendências fortes em IA, energia e recursos, e longevidade. Com a queda dos juros, o foco volta a ser a renda das carteiras.
Segundo o BTG, o Bull-Bear Spread do AAI está em –11%, indicando pessimismo do investidor de varejo. Em novembro, os ETFs registraram entrada líquida de US$ 119,6 bilhões, enquanto os Mutual Funds tiveram saídas de US$ 59,7 bilhões.
Nos EUA, os ETFs de renda variável avançaram US$ 87,9 bilhões, 43% acima da média anual. O índice NAAIM mostrou forte exposição institucional, em 86,6%, e o volume negociado nas bolsas americanas somou US$ 21,7 trilhões, abaixo da média dos últimos 12 meses.
Kepler Weber: Construindo resiliência por meio da diversificação - XP
Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, fatores estruturais como a expansão da base agrícola do Brasil e um déficit persistente de armazenamento continuam a sustentar a demanda, mitigando a ciclicidade e mantendo uma rentabilidade saudável, ao mesmo tempo em que mantendo uma alocação disciplinada de capital.
Segundo o relatório, o posicionamento estimado comprado no kit Brasil subiu em todas as métricas na última semana, principalmente devido ao aumento no posicionamento vendido no USDBRL (apostando na apreciação do BRL).
Petrobras: ntregando mais, mas com menos espaço para manobra - BTG Pactual
A Petrobras divulgou o Plano de Negócios 2026–30 com uma projeção de produção mais elevada. A estimativa para 2026 subiu para 2,5 milhões de barris por dia, ante 2,4 milhões anteriormente, número que ainda pode ser conservador diante da produção de outubro de 2025, que atingiu 2,6 milhões de barris por dia. Por outro lado, o capex previsto para 2026 veio um pouco acima do esperado e deve atingir o pico apenas em 2027, principalmente por causa de Búzios.
Além da comodidade de ter a gestão de portfólio feita por terceiros, o investimento em fundos concede ao investidor o alívio de não ter preocupação com pagamentos de DARFs e esse tipo deprestação de contas com a Receita Federal.
Contudo, fundos de investimento não estão livres de tributação. Ela acontece de forma automática hoje (28), assim como em todo último dia útil de maio e novembro.
Conhecida como come-cotas, a cobrança nada mais é que o pagamento antecipado de IR — isto é, antes mesmo de o investidor embolsar os lucros. Portanto, não se trata de um imposto adicional.
Essa antecipação fiscal funciona como um imposto retido na fonte, e se aplica exclusivamente sobre fundos de investimento.
Percentual cobrado pelo come-cotas
A cobrança do imposto de maio ocorre com base no ganho registrado desde dezembro, enquanto a cobrança de novembro cobre a rentabilidade acumulada a partir de junho.
A alíquota é de 15% para fundos de longo prazo — ou seja, com vencimento médio acima de 365 dias — e de 20% para fundos de curto prazo — com vencimento máximo de 365 dias. Se não há lucros, não há cobrança de imposto via come-cotas.
Não se assuste
Quem estiver posicionado nesta sexta-feira (28) em fundos de investimento sujeitos ao imposto vai notar uma redução na quantidade de cotas destes fundos. Porém, quando realizar um resgate do fundo posteriormente, não haverá dupla cobrança.
O valor pago no come-cotas será descontado do IR a ser pago no momento de saída do investimento. Assim, quem realizar um resgate do fundo posteriormente, não pagará novamente.
A tabela das alíquotas sobre ganhos no momento do resgate da aplicação é regressiva, na qual quanto mais tempo de posição no fundo, menos se paga.
Fundos isentos do come-cotas
O débito do come-cotas não ocorre sobre fundos de ações ou fundos long biased com tributação de renda variável, fundos de debêntures incentivadas (isento apenas para Pessoa Física), fundos de previdência, fundos imobiliários, ETFs e aplicações com performance negativa no período em questão.
Destes, alguns são isentos de cobrança de IR e outros têm cobrança apenas no resgate.
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