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Consórcio ganha força como estratégia de alavancagem patrimonial em 2026

26 de Março de 2026, 16:09

O cenário de juros elevados no Brasil mudou a forma como investidores constroem patrimônio. Com a taxa básica em patamares altos, o custo do financiamento ficou mais caro e reduziu o ritmo de crescimento de muitos portfólios. Nesse contexto, o consórcio passou a ser usado como ferramenta estratégica para acesso a crédito sem juros e planejamento de longo prazo.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios mostram que o setor movimentou R$ 467 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, com alta de 31,9% em relação ao ano anterior. O número de participantes ativos chegou a 12,7 milhões, o que indica maior adesão a modelos de aquisição sem financiamento bancário.

A lógica da alavancagem com consórcio é direta. O investidor paga parcelas mensais e, ao ser contemplado, acessa um valor de crédito maior do que o montante já desembolsado. Esse capital pode ser direcionado para aquisição de imóveis, geração de renda com aluguel ou expansão de negócios.

Em uma simulação comum, um aporte mensal próximo de R$ 1,3 mil pode gerar acesso a uma carta de crédito acima de R$ 280 mil ao longo do plano. A diferença entre o valor pago e o crédito obtido representa o efeito de alavancagem.

Além disso, o consórcio não cobra juros. O custo é composto por taxa de administração diluída ao longo do tempo, o que torna o modelo mais previsível em comparação ao financiamento tradicional. Outro ponto relevante é a correção pelo INCC, que atualiza tanto as parcelas quanto o valor da carta de crédito e preserva o poder de compra do investidor.

Estratégias de lance também fazem parte da operação. O lance embutido permite usar parte da própria carta para antecipar a contemplação, sem necessidade de alto desembolso imediato. Esse mecanismo acelera o acesso ao crédito e amplia as possibilidades de investimento.

Entenda como impulsionar seu patrimônio com consórcio

Para explicar essas estratégias na prática, a Nomos realiza uma transmissão gratuita no dia 31 de março, às 19h30, em formato online. A proposta é mostrar como o consórcio pode ser usado não apenas para compra de bens, mas como instrumento de construção patrimonial.

A live será conduzida por Danilo Damascena, head de consórcio da Nomos, e Paula Santana, gestora da XP. Os especialistas vão apresentar exemplos reais, estratégias de lance, comparações com financiamento e responder dúvidas frequentes de quem avalia entrar em um grupo de consórcio.

O evento também inclui o envio de um e-book com os principais conceitos abordados durante a apresentação.

A participação é gratuita e aberta ao público interessado em organizar melhor o patrimônio e buscar alternativas ao crédito tradicional. Você pode garantir a sua participação clicando aqui.

Valor de escassez e eleições: por que o BTG segue otimista com a Petrobras

24 de Março de 2026, 14:34

No universo de energia em mercados emergentes, a Petrobras ocupa um espaço que nenhuma outra companhia listada consegue preencher. É, na prática, a única grande produtora investível fora de China e Rússia, uma condição que gera demanda estrutural de gestores globais e de EM independentemente do ciclo de preço do petróleo. É sobre essa escassez que o BTG Pactual constrói sua tese de compra para o papel, com preço-alvo de US$ 21,00 por ADR.

Além do fator escassez, o banco identifica no calendário eleitoral brasileiro um segundo vetor de upside ainda não precificado. Uma eventual mudança para um governo mais pró-mercado poderia comprimir o custo de equity da companhia de 17% para 15%, o que, isoladamente, elevaria o preço-alvo para US$ 26,00 por ADR. Mesmo em caso de reeleição do atual governo, o BTG avalia que o risco de interferência significativa na estatal é limitado: as medidas anunciadas recentemente para conter a alta do diesel, segundo os analistas, reforçam a postura cuidadosa do governo em relação à governança da companhia.

Geração de caixa como ponto de inflexão

Os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha estimam um FCFE yield de aproximadamente 10% para 2026, frente a um dividend yield de cerca de 9%, assumindo Brent de US$ 80,00 por barril e preços de combustíveis estáveis. Para 2027, com Brent recuando para US$ 70,00 e preços seguindo a paridade de importação, a projeção sobe para FCFE yield de 13% e dividend yield de 11%, configurando um dos perfis de retorno mais atraentes entre as grandes petrolíferas globais.

A comparação com pares internacionais é desfavorável para os concorrentes: enquanto a Petrobras negocia com total shareholder yield (TSY) de cerca de 8,9% para 2026, o grupo de pares globais opera com média em torno de 5,5% para o mesmo período. Para 2027, a diferença se amplia, com a estatal brasileira projetando TSY de 10,6%.

"Com Brent de US$ 65/bbl e preços internos inalterados, a Petrobras ainda seria capaz de gerar caixa excedente com FCFE yield de ~9% em 2026", informaram os analistas do BTG, em relatório.

Produção: crescimento consistente em meio à volatilidade

O BTG adota postura mais conservadora que o consenso de mercado para a produção de 2026, estimando 2,5 milhões de barris por dia, sem ultrapassar o guidance oficial da companhia. A justificativa é a dificuldade em prever o cronograma de manutenção dos FPSOs, especialmente após a entrada em operação de plataformas de grande porte no campo de Búzios.

A perspectiva de médio prazo, porém, é construtiva. O banco projeta crescimento de cerca de 5% ao ano em 2026 e 2027, impulsionado pelo início de operação do P-79 no terceiro trimestre de 2026 e pela chegada de três novas unidades em Búzios (P-80, P-82 e P-83) ao longo de 2027. O resultado é um CAGR de produção de 3,1% para o período 2025-2028, superior à maioria dos pares listados em mercados desenvolvidos quando ajustado pelo custo de extração.

Sensibilidade ao custo de equity: quanto vale uma eleição?

O BTG detalha a sensibilidade do valuation à compressão do custo de equity em diferentes cenários políticos. A cada ponto percentual de redução no Ke, o preço-alvo sobe de forma relevante: com Ke de 16%, o alvo vai a US$ 23; com 15%, a US$ 26; com 14%, a US$ 29; e com 13%, a US$ 32 por ADR. Ao preço de US$ 26, por exemplo, a ação ainda negociaria com EV/EBITDA de 4,8x para 2026 e dividend yield implícito de 6,1%, acima dos pares desenvolvidos. A sensibilidade mostra que o mercado ainda não precifica integralmente o prêmio eleitoral, tornando-o uma opção assimétrica embutida no papel.

O banco utiliza um modelo de DCF consolidado com WACC real de 9,7% e custo de equity de 16,9%, com crescimento na perpetuidade de 2%, chegando ao preço-alvo de US$ 21 por ADR (R$ 56 por PETR4). Ao preço-alvo, o papel negociaria a 4,2x EV/EBITDA 2026E e 4,3x EV/EBITDA 2027E, com dividend yield implícito de 7,5% e 9,0%, respectivamente.

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Mundo se prepara para mais juros

22 de Março de 2026, 12:56

Agenda da Semana

A semana entre 23 e 27 de março deve manter a política monetária no centro das atenções, em meio ao avanço do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre inflação e juros.

No Brasil, investidores acompanham a ata do Copom na terça-feira (24) e o Relatório de Política Monetária na quinta-feira (26), com coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A ata deve esclarecer o processo de calibração que levou ao corte da taxa Selic de 15% para 14,75%, além de abordar impactos fiscais de medidas recentes do governo.

Nos Estados Unidos, o mercado já não projeta cortes em 2026 e passa a considerar manutenção ou até alta das taxas diante da pressão inflacionária ligada à alta do petróleo.

O cenário global segue marcado por maior aversão a risco. A escalada do conflito elevou os preços de energia e ampliou temores de recessão, com queda em metais industriais e mudança na percepção de que a guerra pode ser mais longa e disruptiva para a oferta global.

Rentabilidade das principais classes

EVENTO PRESENCIAL

No dia 24/03, às 18h30, vamos realizar a segunda edição do evento “Onde Investir em 2026”.

Desta vez receberemos Gabriel Barros, economista-chefe da ARX e ex-diretor do Tesouro Nacional, em um painel junto com três especialistas da Nomos para discutir cenário macro e oportunidades de investimento em 2026 .

O evento será presencial para clientes no escritório da Nomos em São Paulo.


Todo mês, a Nomos se reúne para transmitir a melhor forma de pensar seus investimentos.

Nosso especialistas Beto, Diogo e Max transmitiram as projeções dos principais ativos da economia (com beto) da renda fixa (com diogo) e das ações (Max Bohm).


De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa vive um momento de deterioração técnica relevante. O índice consolidou uma tendência de baixa no gráfico diário, com topos e fundos já confirmados, além de ter rompido uma linha de tendência de alta (LTA) que sustentava o movimento desde outubro do ano passado. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o quadro abre margem para novas perdas nas próximas semanas. "O índice Ibovespa deve buscar a região entre 165 e 166 mil pontos nos próximos dias, o que representa uma queda esperada entre 5% e 7% nas próximas duas semanas", afirmou o analista.

Vale [VALE3]

No radar das ações individuais, a Vale (VALE3) segue o mesmo caminho. Borges já havia alertado anteriormente sobre a importância de se observar o rompimento do suporte nos R$ 82,00, nível que acabou cedendo. Desde então, o papel recuou para a faixa dos R$ 75,00, e o analista projeta novas quedas à frente. O próximo alvo técnico da mineradora está na região de R$ 61,90. "Há espaço para a Vale corrigir bem ainda nos próximos dias, em torno de 15% a 17%, e já começamos a observar alguma operação na ponta compradora para quem busca uma entrada", destacou Borges.

Bitcoin

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin também enfrenta resistência. O ativo testou uma região de order block, zona de retração relevante, e falhou no rompimento, sinalizando retorno da pressão vendedora. O analista da NMS Research projeta que a criptomoeda deve testar em breve a LTA na faixa dos US$ 66.700. A perda desse suporte, segundo Borges, abriria caminho para quedas mais acentuadas, com primeiro alvo em US$ 56.000. O cenário mais pessimista contempla uma ruptura do suporte dos US$ 60.000 e um movimento em direção aos US$ 45.000.

Petrobras [PETR4]

Já a Petrobras (PETR4) apresenta um sinal de possível exaustão após uma forte valorização. No gráfico semanal, o papel formou um candle de exaustão de movimento e atingiu a região-alvo de R$ 47,50 projetada anteriormente, negociando agora próximo dos R$ 45,00. Vale lembrar que, desde as mínimas registradas na semana de 5 de janeiro, o ativo chegou a acumular alta de 62%, recuando para cerca de 51% de valorização desde o fundo. Diante disso, Borges recomenda cautela. "Vale a pena uma proteção do capital, uma zeragem de pelo menos o capital principal, e ficar com as ações que já entregaram boa valorização para partir para a próxima oportunidade", avaliou o analista. Ele também chama atenção para o cenário externo: uma resolução positiva no conflito geopolítico e a reabertura do Estreito de Ormuz poderiam pressionar o preço do petróleo para baixo com o retorno de nova oferta ao mercado, o que também pesaria sobre os papéis da estatal brasileira.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Economia em Destaque - XP

Conflito no Oriente Médio derruba infraestrutura energética no Golfo e empurra o Brent a US$ 110/barril (+76% no ano). Bancos centrais ao redor do mundo mantêm juros e adotam postura de cautela. Fed descarta corte em 2026 e mercado só espera alívio em 2027.

No Brasil, Copom inicia ciclo de corte com Selic a 14,75%. XP projeta reduções adicionais até 12,75%, mas alerta para riscos inflacionários. Greve dos caminhoneiros é evitada após negociações, e Dario Durigan assume o Ministério da Fazenda no lugar de Haddad.

Confira o relatório completo

Confiança no judiciário & Imagem dos ministros do STF - Atlas/Estadão

Pesquisa Atlas/Estadão com 2.090 brasileiros (16 a 19/03) mostra o STF como uma das instituições menos confiadas do país: 60% desconfiam da corte, marca recorde na série histórica. Entre todas as instituições avaliadas, só o Congresso Nacional tem índice pior (86% de desconfiança).

Confira o relatório completo

Auren - Safra

O Safra eleva a recomendação de Auren (AURE3) de Neutro para Outperform, com novo preço-alvo de R$ 14,10 (antes R$ 9,60).

A tese se apoia em três pontos: redução da exposição a preços de energia em 2026/2027 com reposicionamento para se beneficiar da alta de longo prazo a partir de 2028; recebíveis de ativos não depreciados da Cesp e indenizações por curtailment aprovadas em lei, que somam ~R$ 1,8bn ao valor justo; e TIR estimada de ~13%, acima da média setorial de ~10%. A alavancagem elevada (5,7x dívida líquida/EBITDA em 2026) deve recuar para 3,5x em 2028 com a melhora da geração de caixa.

Confira o relatório completo

Equity Strategy - Itaú BBA

Em fevereiro, insiders das empresas cobertas pelo Itaú BBA foram vendedores líquidos de R$ 2,0bn em 534 transações. Acionistas controladores lideraram as vendas (R$ 1,3bn), seguidos pela administração (R$ 0,5bn) e pelo conselho (R$ 0,2bn).

Por setor, Consumo Discricionário, Consumo Básico e Financeiro concentraram as maiores vendas líquidas (R$ 1,1bn, R$ 0,7bn e R$ 0,3bn, respectivamente). Saúde foi o único setor com compra líquida, de R$ 103mn. As ações com maior venda proporcional foram SMFT3, ALLD3 e MBRF3; no lado comprador, TCSA3 e TASA3 se destacaram.

Confira o relatório completo

Petróleo & Distribuição de combustíveis - BB Investimentos

Relatório setorial do BB Investimentos dedicado aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre petróleo e combustíveis no Brasil.

Confira o relatório completo


MÍDIAS DA SEMANA


MEMOLOGY

Investidores na semana passada

Perguntadores são os verdadeiros heróis

Lucro bonito, caixa feio: o que o balanço da Cyrela [CYRE3] esconde

20 de Março de 2026, 14:41

As ações da Cyrela (CYRE3 e CYRE4) apareceram entre as maiores quedas do Ibovespa no pregão desta sexta-feira (20), após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. Às 14h02, os papéis recuavam 5,90% e 6,11%, respectivamente, para R$ 25,51 e R$ 23,97 — a despeito de um resultado que, na superfície, veio sólido.

O lucro líquido do 4T25 totalizou R$ 682,2 milhões, com EPS de R$ 1,55 (+41% na comparação anual) e ROE anualizado de 27%. A receita líquida avançou 29% em relação ao mesmo período de 2024, chegando a R$ 3,23 bilhões — exatamente em linha com as estimativas do BTG Pactual, que manteve recomendação de compra com preço-alvo de R$ 40,00.

A virada contábil que mudou o jogo

O salto de receita, porém, tem uma explicação que o mercado rapidamente identificou: uma mudança no critério de reconhecimento de receitas. Antes do 4T25, a Cyrela só contabilizava receitas após seis meses do lançamento ou quando o empreendimento atingia 50% das vendas. Com a nova política, o reconhecimento ocorre assim que a empresa decide prosseguir com o projeto.

O efeito prático foi imediato. Projetos como o Epic e o Vista Milano contribuíram com R$ 328 milhões e R$ 131 milhões de receita no trimestre, respectivamente, além de R$ 302 milhões oriundos de empreendimentos lançados no próprio 4T25 — segundo relatório do BTG Pactual publicado nesta data.

“O desempenho mais forte da receita foi impulsionado por uma mudança na forma de reconhecimento contábil [...] Isso inflou a receita e o lucro no papel. Mas quando o investidor vai ver o caixa, a história é outra”, informou João Tonello, analista pleno, NMS Research

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Caixa queimando, dívida disparando

Enquanto o lucro contábil subia, a geração de caixa seguiu trajetória oposta. No 4T25 isolado, a construtora registrou queima de caixa de R$ 38 milhões — uma reversão em relação à geração positiva de R$ 61 milhões no mesmo trimestre de 2024. No acumulado do ano, a geração de caixa recuou de R$ 259 milhões em 2024 para apenas R$ 65 milhões em 2025.

A dívida líquida ajustada encerrou dezembro em R$ 2,3 bilhões — ante R$ 985 milhões um ano antes e R$ 886 milhões ao fim do terceiro trimestre de 2025. Em doze meses, a dívida mais do que dobrou.

“Lucro subindo, caixa caindo — esse descasamento é o que gera a queda. O mercado está separando o que é lucro contábil do que é geração de caixa real”, acrescentou o analista.

Velocidade de vendas dá sinal de alerta

Outro ponto de atenção levantado por analistas é o índice de Velocidade de Vendas sobre Oferta (VSO). Nos últimos doze meses, o indicador caiu para 45,2%, ante 55% no mesmo trimestre do ano anterior. Considerando apenas os lançamentos do 4T25, a VSO foi de apenas 38% — o que, num ambiente de juros elevados, sinaliza cautela crescente por parte do comprador de imóvel.

Para Tonello, há ainda um componente de “venda no fato”: o papel acumula alta de 22% em doze meses, e parte do movimento de queda desta sexta reflete a realização de lucros por quem antecipou o resultado positivo.

BTG mantém Buy, mas reconhece o ruído

O BTG Pactual, em relatório assinado pelos analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale, manteve a Cyrela como sua principal escolha no segmento de médio e alto padrão, com recomendação de compra e múltiplo de 6x P/L para 2026E. O banco destacou que a maior parte da expansão de margens foi impulsionada pelo ajuste contábil — não por crescimento orgânico puro — e que o ambiente operacional para o segmento de renda média ficou mais desafiador recentemente.

“O resultado bonito na superfície, mas o mercado está lendo as entrelinhas — caixa fraco, dívida subindo e mudança contábil inflando os números. A queda faz sentido dentro dessa leitura”, finalizou Tonello.

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Eneva dispara com escassez global de turbinas

18 de Março de 2026, 15:30

Quem acompanha as ações da Eneva (ENEV3) viveu um pregão que justifica meses de paciência. Os papéis dispararam mais de 15%, renovaram máxima histórica e lideraram o Ibovespa. O motivo tem nome e sobrenome: o Leilão de Reserva de Capacidade, o famoso LRCAP, que aconteceu nesta quarta-feira, 18 de março, e trouxe resultado que superou até as expectativas mais otimistas.

O leilão que quase não aconteceu

O LRCAP é um leilão do governo federal em que usinas termelétricas e hidrelétricas são contratadas não para gerar energia o tempo inteiro, mas para ficarem de prontidão. É como um seguro: o país paga para ter essa capacidade disponível, principalmente nos horários de pico, quando o sol já se pôs e a energia solar desaparece da rede.

Para a Eneva, esse leilão era o evento mais esperado do ano. A empresa tem cerca de 1,5 GW em usinas cujos contratos estão vencendo e precisam ser renovados. Além disso, possui uma carteira robusta de projetos novos, como a Ceiba, no Ceará, com potencial de 2,4 GW, e a expansão da Celse, em Sergipe, que dependiam desse certame para sair do papel.

Acontece que em fevereiro, quando a ANEEL divulgou os primeiros preços-teto do leilão, o mercado entrou em pânico. Os valores eram baixos demais para viabilizar novos projetos. As ações da ENEV3 despencaram quase 20% em poucos dias, e a tese de investimento ficou sob uma nuvem de incerteza. Analistas do Citi e do UBS BB alertaram que, naqueles termos, nenhum megawatt novo seria adicionado ao sistema. O leilão correria o risco de ficar vazio.

O risco de apagões futuros soou o alarme no governo. Em menos de uma semana, o Ministério de Minas e Energia voltou atrás e praticamente dobrou os preços-teto para usinas existentes e elevou em mais de 80% os valores para projetos novos. A ANEEL aprovou os novos parâmetros em 13 de fevereiro, e as ações já reagiram com altas de 8% no mesmo dia.

O resultado de hoje: preços nas alturas

O que chamou atenção no leião de hoje foi que os preços finais ficaram colados nos tetos, sinal inequívoco de que a oferta era insuficiente para atender toda a demanda.

Na rodada do produto 2029, que era o vértice mais relevante para a Eneva por envolver seus grandes projetos greenfield, o preço marginal fechou em R$ 2.890.000 por MW ao ano — apenas R$ 10 abaixo do teto de R$ 2.900.000. Em linguagem simples, o mercado disse que está disposto a pagar o preço máximo permitido para ter essas usinas disponíveis no futuro. A escassez global de turbinas a gás para o período de 2028–2029 prevaleceu.

Por que a Eneva é a grande vencedora

A Eneva não é uma termelétrica comum. Ela opera no modelo chamado “Reservoir-to-Wire”, extrai seu próprio gás natural de reservas no Maranhão e no Amazonas e o queima nas próprias usinas para gerar energia. Enquanto a maioria das concorrentes depende de gás importado (sujeito ao dólar e ao mercado global), a Eneva produz com custo em reais e tem controle sobre toda a cadeia.

Essa vantagem se traduz em margem para dar lances competitivos nos leilões. Soma-se a isso o fato de que a empresa se antecipou e comprou turbinas a gás antes da explosão global de preços desses equipamentos, num mercado hoje em que falta equipamento. Quem não comprou turbina antes simplesmente não consegue montar uma usina nova a tempo.

Os números por trás do otimismo

Os resultados financeiros recentes reforçam o momento. No quarto trimestre de 2025, a Eneva reverteu um prejuízo de R$ 1 bilhão no ano anterior para um lucro líquido de R$ 57 milhões. A receita líquida cresceu 24,5% e o EBITDA ajustado avançou quase 20%. As reservas de gás na Bacia do Parnaíba foram certificadas em 37,9 bilhões de metros cúbicos, com um índice de reposição de reservas de 111%, ou seja, a empresa descobriu mais gás do que consumiu.

Quem está por trás

Vale lembrar que o BTG Pactual é um dos principais acionistas da Eneva, com participação na faixa de 25% a 37% em diferentes momentos. É uma sinalização skin in the game de um dos maiores bancos de investimento do país.

O que o investidor deve guardar

O leilão de hoje não foi o momento em que o mercado precificou que o Brasil precisa de térmicas a gás para garantir que a luz não apague e que está disposto a pagar caro por isso.

A Eneva, com seus ativos prontos, turbinas compradas e gás próprio é a empresa mais bem posicionada para capturar esse valor.

O registro de alta acima de 15% ao longo do dia e a máxima histórica de hoje refletem exatamente isso. O leilão garantiu fluxo de caixa previsível por 10 a 15 anos.

A armadilha da Hapvida: ação despencou 73% e parece barata, mas analistas alertam para perigo oculto

17 de Março de 2026, 14:51

As ações da Hapvida [HAPV3] acumulam uma das piores performances do mercado brasileiro de saúde suplementar nos últimos meses. Desde a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, os papéis da maior operadora verticalmente integrada do país despencaram 73%.

O tombo não é coincidência. Reflete um conjunto de forças que se somam: resultados trimestrais aquém do esperado, pressão competitiva crescente de rivais como Amil e Porto Saúde, e revisões consecutivas para baixo nas estimativas de lucro por analistas. O J.P. Morgan, um dos bancos de maior influência sobre as grandes ações brasileiras, acaba de publicar novo relatório sobre a companhia, e o diagnóstico é severo.

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J.P. Morgan corta previsão de lucro em até 70%

No documento assinado pela equipe de análise do banco americano, os analistas reduziram suas estimativas de lucro por ação ajustado (adj. EPS) em aproximadamente 70% para 2026 e 40% para 2027. Com isso, o J.P. Morgan agora está cerca de 50% abaixo do consenso de mercado para 2026 e 25% abaixo para 2027 — uma divergência expressiva que sinaliza que boa parte dos investidores ainda não absorveu a magnitude dos desafios à frente.

Mais do que o corte em si, chama atenção o cenário projetado pelo banco para os próximos anos. Para 2026, o J.P. Morgan espera uma queda do EBITDA ajustado — rara ocorrência em uma empresa de grande porte que ainda tem crescimento estrutural de longo prazo. A normalização das margens só estaria prevista para o biênio 2027–2028, e mesmo a visão de longo prazo é moderada: o banco projeta crescimento de apenas 4% a 5% ao ano em receita e EBITDA nos próximos cinco anos.

"Negociando a 5x o P/L estimado para 2027, a ação parece opticamente barata — mas mantemos recomendação neutra, pois acreditamos que o caminho para a recuperação permanece incerto."

O paradoxo: ação parece barata, mas os riscos são reais

Aqui reside um dos pontos mais intrigantes da análise do J.P. Morgan. Os papéis da Hapvida negociam a apenas 5 vezes o lucro estimado para 2027 — um múltiplo que, para uma empresa do porte e da posição de mercado da companhia, soa anormalmente baixo. O preço-alvo do banco, de R$ 13,50 por ação (revisado de R$ 39), implica potencial de alta 52% em relação ao último fechamento, com múltiplo-alvo justo de cerca de 8 vezes.

Mas o banco alerta que o barato pode ter “razão de ser”. Excluindo o goodwill e os créditos fiscais acumulados (NOLs), o múltiplo efetivo poderia ser até dois pontos menores — tornando a ação ainda mais cara do que parece. E, acima de tudo, o banco destaca que os resultados de curto prazo devem continuar “convolutos” — palavra dos próprios analistas — até que haja evidências mais claras de estabilização dos fundamentos.

O setor mais competitivo: ROE alto abre espaço para guerra de preços

Para entender por que a Hapvida está na berlinda, é preciso entender o contexto setorial. Após anos de pressão pós-pandemia — quando a volta reprimida de procedimentos médicos elevou a sinistralidade e comprimiu as margens de toda a indústria — o setor de saúde suplementar brasileiro passou por uma forte recuperação de rentabilidade.

O ROE (retorno sobre patrimônio) das operadoras de planos de saúde voltou a superar tanto a taxa Selic quanto as médias históricas. Isso é uma boa notícia para o setor em geral — mas traz uma consequência importante: com margens mais gordas, os concorrentes têm mais espaço para reduzir preços e ganhar fatia de mercado. É exatamente isso que está acontecendo.

Tendência de longo prazo do ROE do setor de saúde no Brasil [Fonte: JP Morgan]

A Hapvida, ciente de que não pode conceder descontos indefinidamente, adotou uma postura de disciplina em renegociações: prefere perder contratos a aceitar condições que comprometam a rentabilidade de longo prazo. Isso protege as margens no futuro — mas gera uma sangria de beneficiários no curto prazo, especialmente nas regiões Sudeste, onde a concorrência com Amil e Porto Saúde é mais intensa.

O segundo vetor de pressão é a dinâmica de custos e receitas. Do lado dos custos, a Hapvida está passando por um ciclo de expansão de capacidade — são sete novos hospitais e 25 novas clínicas sendo incorporadas à rede própria — o que implica custos fixos elevados antes que a ocupação dessas unidades atinja patamar rentável. Além disso, a empresa ainda mantém duplicação temporária de rede credenciada, que pesa nos resultados enquanto a transição não se completa.

Adições líquidas de beneficiários de saúde [ Fonte: JP Morgan]
Base de beneficiários de saúde [ Fonte: JP Morgan]

Ao mesmo tempo, paradoxalmente, a melhora na qualidade dos serviços — menos filas, cirurgias represadas sendo realizadas, melhores tempos de atendimento nas emergências — está elevando a frequência de uso e o custo por beneficiário. Em outras palavras: o serviço melhorou, e as pessoas estão usando mais.

Do lado da receita, as perspectivas também são limitadas. Os reajustes de mensalidades devem ser mais moderados — justamente porque o ROE elevado do setor reduz a justificativa regulatória e competitiva para aumentos agressivos. O mix de novos clientes está se deslocando para planos corporativos de ticket médio menor. E o crescimento de beneficiários, como visto, é negativo.

Sinal positivo: indicadores de qualidade de serviço melhoram

Nem tudo são más notícias. O J.P. Morgan aponta progressos concretos nos indicadores de qualidade de serviço, que o banco monitora por meio de dados públicos da ANS. Na operação Intermédica/NDI (predominantemente São Paulo, com cerca de 37% da base de beneficiários), o Índice de Gestão de Reclamações (IGR) caiu entre 39% e 40% na comparação anual, chegando a 61,6 — tendência que, segundo o banco, sinaliza melhora real na percepção de qualidade pelos clientes.

Já na operação legada da Hapvida (cerca de metade da base total), o indicador registrou alta de 12% na comparação anual, mas sobre uma base de comparação baixa, chegando a 37,5 por 100 mil beneficiários. O banco ressalva que a melhora da Intermédica é consistente com a eliminação de filas e backlogs cirúrgicos — o que, paradoxalmente, eleva os custos no curto prazo ao ampliar o acesso a procedimentos que antes estavam represados.

O que o banco recomenda (e o que os investidores devem observar)

A posição do J.P. Morgan é de cautela sem pessimismo catastrófico: recomendação Neutra, com upside de 52%, em relação ao último fechamento. O banco aponta que a recuperação da Hapvida depende de pelo menos três fatores convergindo simultaneamente: aumento na ocupação das novas unidades hospitalares, dissolução da duplicação de rede credenciada e retomada do crescimento de beneficiários — provavelmente a partir do Sudeste, região que concentra os maiores riscos competitivos.

O maior risco de curto prazo, segundo o relatório, seria a empresa decidir abrir mão da disciplina de preços para preservar sua base de clientes — especialmente no Sudeste. Esse movimento poderia comprometer as margens que a companhia vem construindo com esforço. Por outro lado, manter a disciplina implica continuar sangrando beneficiários em um mercado onde os rivais estão crescendo.

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EUA e Irã Seguem Ataques, mas Trump Sugere Negociação

15 de Março de 2026, 16:47

“O Irã quer fazer um acordo, e eu não quero fazer porque os termos ainda não são bons o suficiente”, disse Trump, acrescentando teria de incluir um compromisso de Teerã de abandonar suas ambições nucleares

Trump também pediu que outros países enviassem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, pelo qual passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo, mas não ofereceu detalhes nem compromissos do lado americano. Ele disse esperar que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido participem.



🌍 GUERRA NO ORIENTE MÉDIO — Resumo do fim de semana

▪️ Conflito pode durar mais 4 a 6 semanas

Segundo avaliação do Pentágono, divulgada pelo assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett, a guerra entre EUA/Israel e Irã pode se estender por quatro a seis semanas. Autoridades americanas afirmam que as operações estão “adiantadas” e estimam que os ataques já custaram cerca de US$ 12 bilhões.

▪️ Israel amplia ofensiva contra infraestrutura do Irã

As Forças de Defesa de Israel ampliaram o escopo dos ataques dentro do território iraniano, mirando infraestruturas estratégicas e centros de comando do regime, incluindo instalações ligadas à Guarda Revolucionária.

▪️ Ataques atingem aeroporto de Bagdá

Foguetes e drones atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdá e áreas próximas, deixando cinco feridos, entre funcionários de segurança e um engenheiro. O ataque é atribuído a milícias apoiadas pelo Irã.

▪️ Tensão se espalha pelo Golfo

Países da região relataram novos ataques após o Irã pedir evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, acusando os EUA de utilizarem instalações locais para lançar ofensivas contra alvos iranianos.

▪️ Estreito de Ormuz segue aberto — com exceção para EUA e Israel

O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto para a maioria dos países, mas navios dos EUA e de Israel não poderão transitar. Pela rota passa cerca de 20% da produção global de petróleo.

▪️ Aliados avaliam pedido dos EUA para proteger a rota do petróleo

O presidente Donald Trump pediu que países como Reino Unido, França, Japão e Coreia do Sul enviem navios de guerra para proteger o estreito, mas a reação internacional tem sido cautelosa.

▪️ Trump diz não estar pronto para acordo com o Irã

O presidente dos EUA afirmou que ainda não está pronto para fechar um acordo de paz, reforçando a estratégia de pressão militar enquanto tenta mobilizar aliados para proteger rotas energéticas.

▪️ Irã pede que países evitem escalar o conflito

O chanceler iraniano pediu à França e a outros países que se abstenham de ações que possam ampliar a guerra, especialmente no contexto da militarização do Estreito de Ormuz.

▪️ IEA anuncia liberação recorde de reservas de petróleo

A Agência Internacional de Energia confirmou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior ação coordenada da história, para reduzir os impactos da guerra no mercado energético global.

▪️ Impasse político trava exportações de petróleo do Iraque

Autoridades curdas recusaram permitir que Bagdá utilize um oleoduto alternativo para exportação, dificultando a retomada do fluxo de petróleo interrompido pelo conflito regional.

▪️ Pressão política nos EUA por continuidade da ofensiva

O ex-vice-presidente Mike Pence defendeu que os EUA continuem atacando a infraestrutura iraniana, afirmando que a pressão pode abrir caminho para mudanças internas no país.

▪️ Novo líder supremo do Irã estaria com saúde “excelente”

O chanceler iraniano afirmou que Mojtaba Khamenei, sucessor do aiatolá Ali Khamenei, está em “excelente saúde” e mantém o controle da situação.

▪️ Finalíssima entre Argentina e Espanha é cancelada

A edição de 2026 da Finalíssima, que reuniria os campeões da Eurocopa e da Copa América em Doha, foi cancelada devido à guerra no Oriente Médio.

▪️ Impacto econômico já começa a aparecer

Economistas avaliam que a escalada do petróleo pode levar o IPCA brasileiro a se aproximar de 5% no cenário mais pessimista, pressionando combustíveis e a condução da política monetária.

▪️ Papa pede cessar-fogo imediato

O papa Leão XIV voltou a pedir cessar-fogo e retomada do diálogo, alertando para o número crescente de vítimas e deslocados.

📊 CONTEXTO DE MERCADO

A escalada militar e os riscos ao fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz continuam sendo o principal fator de volatilidade para petróleo, inflação e mercados globais.O conflito no Oriente Médio deve dominar o ambiente econômico global na próxima semana e colocar bancos centrais diante de um dilema na condução da política monetária. A escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã levou o barril de petróleo a fechar a semana acima de US$ 100, após ter se aproximado de US$ 120 nos últimos dias, o que aumenta os riscos de inflação e dificulta decisões sobre cortes de juros.

Agenda da Semana

O mercado acompanha os efeitos da interrupção do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da demanda mundial de petróleo. O fechamento da passagem elevou o prêmio de risco geopolítico da commodity e gerou temor de escassez global, enquanto produtores da região reduzem a oferta diante das dificuldades de escoamento.

Nesse cenário, investidores voltam a atenção para as decisões de política monetária e para os comunicados das autoridades econômicas, que tentarão avaliar até que ponto a disparada do petróleo pode afetar inflação, atividade e o ritmo de cortes de juros ao redor do mundo.

Rentabilidade das principais classes

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa encerrou a semana em queda e próximo das mínimas, após a forte valorização registrada no início do ano. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento atual reflete uma correção depois da rápida alta observada em janeiro. “O mercado teve uma impulsão muito grande anteriormente, quando o índice saiu da região de 167 mil para 177 mil pontos em apenas três pregões”, afirma. Para ele, a perda do patamar de 177.500 pontos abre espaço para uma correção mais ampla. “Com essa quebra, o primeiro suporte aparece em 172.500 pontos e, depois, em 167 mil”, diz Borges, que observa a formação de pivôs de baixa em diversos papéis no gráfico diário.

C&A [CEAB3]

Entre as ações, o analista destaca posição vendida em C&A. De acordo com Borges, a operação foi iniciada a R$ 11,64 e já acumula cerca de 5% de ganho. “Era uma das ações com melhor configuração para queda no gráfico semanal”, afirma. Ele avalia que o papel pode buscar inicialmente o suporte em R$ 9,42. “Se houver rompimento dessa região, o próximo alvo técnico fica perto de R$ 7,01, o que representaria um potencial de rentabilidade de quase 40%”, acrescenta.

Bitcoin

No mercado de criptomoedas, Borges aponta possibilidade de valorização do Bitcoin no curto prazo. O ativo forma um topo nivelado próximo de US$ 74 mil no gráfico diário. “Existe uma grande concentração de posições alavancadas nessa região, especialmente em US$ 74.300”, afirma. Segundo ele, dados de corretoras indicam cerca de US$ 2 bilhões em posições que podem ser liquidadas caso o preço ultrapasse esse nível. “Quando há muita liquidez concentrada de um lado, o mercado costuma provocar movimentos fortes”, diz. Para o analista, o bitcoin pode alcançar US$ 80 mil e, em um cenário de maior força compradora, chegar a US$ 85 mil.

Petrobras [PETR4]

Já as ações da Petrobras registram forte valorização em 2026, com alta próxima de 50% no ano, movimento impulsionado principalmente pela escalada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Borges avalia que o cenário pode mudar caso haja avanço diplomático no conflito. “Boa parte da alta veio do petróleo, que reagiu à guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos”, afirma. O analista considera possível um movimento abrupto de queda caso surja um acordo ou cessar-fogo. “Se houver anúncio de pausa no conflito, podemos ver um gap de baixa relevante no petróleo e nas ações da Petrobras”, diz. Segundo ele, investidores que acumulam ganhos expressivos no papel podem considerar realizar lucros e aguardar novas oportunidades.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Macro day: Global - Itaú

Os analistas do Itaú preparam um relatório abordando os principais temas macro globais. Entre eles, a guerra do Oriente Médio e o questinamento sobre os riscos no mercado de trabalho com o aperfeiçoamento das ferramentas de IA.

Confira o relatório completo

Relevant Holder Changes - Necton

Neste relatório da Necto, é possível ver importantes movimentos do mercado. Por exemplo: “a Baillie Gifford informou ao mercado que reduziu sua participação na Raízen para 4,93% das ações preferenciais da companhia.”

Confira o relatório completo

Estratégia de ações - XP

A XP avalia que a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 no Brasil tem apresentado resultados, em geral, abaixo das expectativas. Segundo o relatório, a proporção de surpresas positivas em receita, Ebitda e lucro líquido está nos níveis mais baixos da série histórica da casa. O setor de papel e celulose concentra os números mais favoráveis, enquanto propriedades comerciais e utilidade pública registram as maiores decepções.

Confira o relatório completo

Thematic Research - XP

Este relatório da XP aponta que a recente alta das ações brasileiras em 2026, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro, tem efeito limitado sobre o desempenho do mercado. Segundo a casa, períodos de forte fluxo internacional elevam temporariamente os retornos ajustados ao risco do Ibovespa, mas o impacto tende a desaparecer após cerca de 63 dias.

Confira o relatório completo

MÍDIAS DA SEMANA

MEMOLOGY

“Comecei a operar petróleo esta semana” - Taylo Swift

Bolsa Coreana formando figura gráfica Estreito de Ormuz

r/wallstreetbets - The Korean market is trading on the “Escape from the Strait of Hormuz” chart
r/wallstreetbets - Time to break out the third animal

Quando o mundo descobre que não é só petróleo

10 de Março de 2026, 11:41

Confira o relatório completo

(link na imagem)

Existe um gás invisível e inofensivo que enche balões de aniversário e faz a voz de adultos soar como desenho animado.

Esse mesmo gás abastece scanners de ressonância magnética que detectam tumores assim como boa parte da infraestrutura invisível da vida moderna.

Um terço de todo o hélio do planeta vem do Catar e é um subproduto do refino de gás natural no terminal de Ras Laffan, o maior do mundo. Quando os drones iranianos puseram Ras Laffan fora de operação, ninguém nos telejornais falou do hélio. Falaram de petróleo, de gás, de mísseis. Mas o hélio sumiu. E com ele, uma pequena e reveladora amostra de como o oriente-médio moderno vai além do petróleo.

Cidade industrial de Ras Laffan, da QatarEnergy, alvo iraniano, abriga instalações da empresa para produção de gás natural e hélio. Crédito: Reuters/Stringe

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã não começou como guerras normalmente começam, com uma declaração formal. Foi em meio a negociações avançadas. Pela segunda vez, aliás. O Irã e EUA estavam à mesa, quando os ataques se iniciaram. O mercado encerrou a sexta-feira pré-guerra bem hedgeado. Talvez por isso, a reação na segunda-feira seguinte não tenha sido tão intensa. Mas investidores ficaram inebriados com a resolução rápida dos últimos conflitos.

Mercado errou o timing da guerra

O mercado entrou na guerra acreditando numa operação cirúrgica e rápida: eliminar a liderança iraniana, forçar uma acomodação ao estilo Venezuela, sair de cena. Mas o Irã escolheu um campo de batalha inesperado. Em vez de responder com mísseis de longo alcance (que Israel já havia destruído em junho), usou seu arsenal de drones e mísseis de curto alcance contra os vizinhos árabes do Golfo, exatamente os países que garantem o funcionamento energético do planeta.

E é aqui que a história econômica se torna mais perturbadora do que a militar.

O Estreito de Ormuz, essa faixa de água pela qual passa cerca de 20% do petróleo global está, para efeitos práticos, fechado.

Nenhuma seguradora aceita cobrir um navio que tente cruzá-lo. Os gráficos de tráfego de petroleiros mostram uma queda abrupta, quase vertical. Os economistas vinham construindo esse cenário catastrófico havia décadas, como uma espécie de pesadelo teórico: o que aconteceria se o Estreito de Ormuz fosse bloqueado? Pois agora eles têm a resposta, e ela é pior do que muitos imaginavam, não pelo petróleo em si, mas por tudo aquilo que ninguém lembrava que dependia do Golfo.

O petróleo subiu 15%. Ruim, mas administrável, porque os estoques globais estavam altos.

O gás, porém, subiu 70%, chegou a dobrar em certo momento, porque a armazenagem é complexa.

O querosene de aviação disparou 52%. Fertilizantes, 30%.

De fertilizante a logística

E então começam as surpresas: ácido sulfúrico (um quarto da produção mundial vem do Golfo, e sem ele não se refina cobre nem se fabricam explosivos), hélio, e toda a cadeia logística que passava por Jebel Ali, um dos maiores portos de contêineres do mundo, ali na porta de Dubai, que aliás, não tenha nenhum lugar do planeta que ilustre melhor a fragilidade que a prosperidade pode esconder.

O aeroporto de Dubai, que ultrapassou Heathrow em Londres e se tornou o maior do mundo, está parado.

A cidade que se reinventou como hub global de turismo e finanças depende de uma população composta por mais de 80% de imigrantes, em grande parte indianos, como eu constatei mês passado em que estive lá.

Aeroporto de Dubai (DXB)

O que acontece quando esses imigrantes decidem ir embora?

E quando a água que abastece Riade na Arabia Saudita de sete, oito milhões de habitantes, vem de usinas de dessalinização que podem ser alvejadas por drones? Mohammed bin Salman sabia disso.

Segundo relatos, o príncipe herdeiro ligou várias vezes para Trump pedindo que não atacasse o Irã. Não por amor ao país persa, mas por pragmatismo: o Irã é vizinho, o caos lá transborda para cá, e os mísseis de curto alcance transformam a Vision 2030, seu grandioso plano de modernização saudita, em fumaça.

O novo Irã

Os especialistas em oriente-médio apostam que o regime iraniano sobrevive. “É um regime duro, que ainda tem pelo menos 20% da população ao seu lado e está disposto a matar para permanecer no poder.”

Há três cenários possíveis: a teocracia se endurece e se radicaliza; uma liderança mais nacionalista e menos revolucionária negocia com Washington (o modelo Venezuela); ou o Estado colapsa, e um país de 92 milhões de habitantes, com múltiplas etnias e fronteiras porosas, se transforma numa Líbia gigante. Dos três, o último é o que mais aterroriza.

Enquanto isso, o mundo descobre que sua dependência do Golfo Pérsico vai muito além da gasolina. Vai até o scanner de ressonância que detecta o câncer. Até o fertilizante que alimenta a lavoura. Até o voo que conecta São Paulo a Bangcoc.

Há algo de revelador em perceber que um conflito entre potências nucleares e teocracias milenares se manifesta como uma conta de luz mais cara, um voo cancelado ou fila maior no hospital. Os balões de aniversário vão ficar mais caros. Mas não é por eles que a gente deveria se preocupar.

PRIO [PRIO3] em um momento especial

9 de Março de 2026, 14:35

CALL ESPECIAL DAQUI A POUCO! Você foi convidado para participar do webinar do TradeNews, com Beto Saadia e analistas Nomos, sobre os desdobramentos da guerra nos investimentos.

O call será às 15h30. Não perca essa oportunidade!

Entre aqui: participar do webinar



Por Max Bohm

Depois de um longo inverno, podemos falar que os astros estão se alinhando para Prio [PRIO3].

A empresa sofreu por dois anos com a demora na aprovação de suas aquisições pelo Ibama dada a greve que o órgão federal enfrentou em 2024/2025. Esse fato impossibilitou a empresa de expandir o seu potencial produtivo nos últimos anos, mesmo tendo feitos importantes movimentos estratégicos.

Nos últimos 6 meses, as coisas começaram a mudar. A companhia realizou compras oportunísticas de campos maduros de petróleo; o Ibama avançou nas aprovações; e mais recentemente com a escalada do conflito entre Irã e EUA, o petróleo superou os US$ 100, tendo se valorizado mais de 45% no último mês.

Esse cenário pode fazer a PRIO entregar um crescimento de geração de caixa operacional expressivo em 2026, já que a empresa deve atingir uma produção total de 200 mil barris por dia (hoje 150 mil) e possui um dos menores custos de extração de petróleo e gás (lifting cost) da indústria (US$ 12/13).

Ou seja, nos próximos meses veremos a companhia expandindo suas operações e vendendo mais petróleo a um preço bem mais alto. Isso é margem na veia de PRIO3.

Os astros estão tão alinhados que o management já fala em distribuição de dividendos em 2027, posto que a alavancagem financeira vai ter uma redução com a geração de caixa e abrirá espaço para uma maior remuneração aos acionistas.

Falando de valuation, ao olharmos 2027 quando a empresa terá a sua capacidade produtiva máxima, a empresa negocia abaixo de 4,0x EV/EBITDA – múltiplo descontado em relação às empresas internacionais de petróleo que negociam a uma média de 6,0x EV/Ebitda.

Com petróleo acima de US$ 80 no médio prazo e a empresa entregando expansão de Ebitda nos próximos trimestres, enxergamos a PRIO3 alçando voos maiores, podem chegar em níveis mais próximos de R$ 80 (upside de 25%).

Petróleo se prepara para os US$ 100 conforme produtores cortam produção.

8 de Março de 2026, 13:53

O conflito militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado no último sábado (28), pressiona os mercados globais e eleva o risco inflacionário nos próximos meses. A cotação do petróleo Brent chegou a US$ 92,69 o barril na sexta-feira — e ameaça romper a barreira dos US$ 100 caso o conflito se prolongue, abrindo caminho para um cenário de estagflação nas principais economias.

O mercado trabalha com o cenário-base de encerramento do conflito dentro do prazo de quatro a seis semanas estipulado por Donald Trump, com retomada parcial da navegação no estreito garantida pela Marinha americana. Ainda assim, a pressão inflacionária já está contratada.

Paralelamente, a semana traz uma bateria relevante de indicadores econômicos. Nos EUA, serão divulgados o CPI de fevereiro (11) e o PCE — índice de inflação preferido do Fed —, além da segunda leitura do PIB do quarto trimestre (13). No Brasil, o IPCA de fevereiro (12) e os dados de varejo e serviços de janeiro ditarão o tom para a reunião do Copom de 17 e 18 de março, onde um corte de apenas 25 pontos-base na Selic — de 15% para 14,75% — ganha força. China e Japão também publicam dados relevantes de inflação, balança comercial e PIB.

Classes de Ativos

Março

2026

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

A semana termina com pressão sobre o mercado brasileiro. O Ibovespa registra queda e se aproxima das mínimas dos últimos dois meses, em um cenário marcado por tensões geopolíticas e aversão ao risco global. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento negativo pode se estender no curto prazo. “O índice teve um fechamento semanal bastante fraco, perdendo níveis importantes e acompanhando o clima de tensão internacional”, afirma. Segundo ele, o mercado pode buscar a faixa entre 174 mil e 171 mil pontos nas próximas semanas. Borges diz que, neste cenário, a estratégia favorece posições vendidas. “Só voltaria a considerar operações compradoras se o Ibovespa fechar acima de 186.600 pontos”, afirma.

Vale [VALE3]

Entre os papéis de maior peso no índice, as ações da Vale ampliaram as perdas. O ativo rompeu o nível de R$ 82 nas últimas semanas e encerrou o período próximo de R$ 79. De acordo com Borges, o cenário técnico segue desfavorável no curto prazo. “A perda de R$ 82 confirmou a saída do ativo e abriu espaço para novas quedas”, diz. O analista avalia que a região entre R$ 71 e R$ 62 pode voltar a atrair compradores. “Entre R$ 62 e R$ 63 existe uma área de defesa importante dos compradores, que pode gerar novas oportunidades de compra”, afirma. Até lá, ele recomenda cautela com o papel.

Bitcoin

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin também mostra sinais de fraqueza após uma tentativa de recuperação. A moeda chegou à região de US$ 74 mil, mas voltou a recuar nos últimos dias. Para Borges, o movimento indica continuidade da tendência de baixa no curto prazo. “O Bitcoin voltou a mostrar fraqueza depois da tentativa de reação”, afirma. Segundo o analista, o ativo pode testar primeiro a região de US$ 64 mil. “Abaixo desse nível, os próximos suportes aparecem em US$ 59 mil e depois em US$ 52 mil”, diz.

Petrobras [PETR4]

Já as ações da Petrobras acumulam forte valorização recente, impulsionadas pela alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. O risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial, sustentou a valorização do setor. Para Borges, o papel atingiu uma região importante de preço. “A ação chegou ao alvo técnico entre R$ 42 e R$ 42,50”, afirma. Diante disso, o analista recomenda cautela com novas posições. “Neste ponto, faz sentido realizar parte dos lucros e ajustar o stop abaixo da mínima do dia, em R$ 39,80, para proteger o ganho recente”, diz.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Ambev: Who are you? - BTG Pactual

O BTG Pactual afirma que a Ambev recuperou sua estabilidade operacional após uma década marcada por perda de participação de mercado e compressão de margens. Segundo o banco, a empresa reconstruiu market share, estabilizou margens e elevou o retorno sobre o capital investido para cerca de 30% a 31%, mas ainda abaixo dos níveis históricos acima de 35%.

Confira o relatório completo

Economia em destaque - XP

As tensões aumentaram no Irã após uma nova onda de ataques de ambos os lados. O presidente Donald Trump afirmou que não pretende fazer acordos, a menos que seja uma rendição incondicional. Somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, a declaração fez com que o preço do petróleo alcançasse 90 dólares por barril.

Condira o relatório completo

Vale: momentum or valuation? - XP

As ações da Vale seguem em forte tendência de alta (VALE +80% nos últimos 12 meses), sustentadas pelo movimento amplo de desvalorização de moedas e pela rotação de investimentos dos Estados Unidos para mercados emergentes. Nesse cenário, a Vale se destaca como uma das principais beneficiárias da entrada de capital estrangeiro.

Confira o relatório completo

Brasil macro mensal - XP

“Impulsos de renda e crédito devem reacelerar a atividade em 2026, após estabilidade no segundo semestre de 2025. Mantivemos a projeção de 2,0% para o PIB deste ano. Esperamos aumento de 1,2% em 2027, refletindo medidas de ajuste fiscal e condições monetárias ainda restritivas”, informou a XP.

Confira o relatório completo

Weg: a teoria de cresimento da companhia - BTG Pactual

O BTG Pactual afirma que a principal oportunidade de crescimento da WEG está no seu negócio central de motores de baixa tensão. Segundo o banco, não é necessário projetar novos mercados ou produtos para justificar a expansão da companhia.

Confira o relatório completo

Mídia Recomendada

1. Ulisses Nehmi, CEO da Sparta, discute no Stock Pickers a atual fragilidade do mercado de crédito privado e por que a gestor de crédito, ao contrário do consenso, não gosta de juro alto.
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2. HIX Capital detalha o otimismo com Orizon e Eneva, destacando a resiliência operacional desses ativos.
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3. A IP Capital Partners examina o atual frenesi tecnológico, separando fundamentos de ruídos. O documento disseca o futuro da Alphabet e utiliza lições da radiologia médica como metáfora sobre o papel humano na automação.

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4. Quando a Incerteza bate. As Primeiras 72 Horas de Medo. Uma perspectiva comportamental sobre a reabertura dos mercados após um conflito no mundo real. Por Bernard Hunter

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5. Pela primeira vez, a The New Yorker abre seus escritórios ao diretor vencedor do Oscar Marshall Curry, permitindo acesso sem precedentes à sua redação.

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MEMOLOGY

Março

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O planejamento financeiro mais perigoso é assumir que seu empregador continuará te pagando

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A vida é um videogame.

Não reclame sobre como os outros o jogam.

Não gaste seu tempo moendo (grinding) atributos arbitrários.

Um dia você acordará e desejará ter se divertido mais.

Itaú BBA divulga 26 ações favoritas para 2026 após volatilidade do mercado

5 de Março de 2026, 13:49

O Itaú BBA divulgou nesta quinta-feira (5) seu relatório temático “26 Ações para 2026”, selecionando os papéis mais recomendados por sua equipe de research após o período de volatilidade nos mercados. A lista abrange 13 setores da economia brasileira, além de uma aposta global no setor de tecnologia, e reflete uma visão construtiva sobre o Brasil em relação aos demais países emergentes.

Segundo o banco, o Brasil tem se destacado como um dos melhores mercados emergentes no acumulado do ano, beneficiado pela realocação de recursos além dos Estados Unidos e pela busca por ativos reais. O portfólio igual-ponderado das 26 ações projetaria crescimento médio de lucro por ação (EPS) de 19%, crescimento de EBITDA de 26,1%, retorno sobre patrimônio (ROE) de 18,5% e retorno ao acionista de 11% em 2026, negociando a 14 vezes P/L, em linha com a média histórica de 5 anos.

Vale destacar que a carteira do ano anterior, com 25 ações para 2025, rendeu retorno médio de 55%, superando o Ibovespa em 10 pontos percentuais.

As 26 ações selecionadas por setor

Agronegócio e Alimentos e Bebidas

JBS [JBS] foi escolhida pela sua plataforma diversificada, que oferece vantagem competitiva diante da volatilidade das commodities. Com atuação em mais de 20 países e marcas como Friboi, Swift, Seara e Pilgrim’s Pride, a empresa deve passar por uma reprecificação de múltiplos após sua listagem nos EUA. O banco estima um FCF yield de 8% em 2026, com o papel negociando a 6,5 vezes EV/EBITDA.

3tentos [TTEN3] se destaca por sua plataforma integrada, que combina lojas, esmagamento de soja e uma divisão de trading no Rio Grande do Sul, com expansão em curso para o Mato Grosso e outras regiões. O banco projeta crescimento de lucro de 50,6% em 2026 e CAGR de EPS de 25% em dois anos.

Bancos e Serviços Financeiros

Bradesco [BBDC4] é a principal escolha do banco no segmento de grandes bancos. A instituição vem restaurando sua capacidade de geração de receita de crédito e deve registrar crescimento de lucro de 19% em 2026, com ROE chegando a 16,6%. O papel negocia a 7 vezes P/L e 1,2 vez P/VPA, valuation considerado atrativo pelo Itaú BBA.

B3 [B3SA3] é apontada como a principal escolha em serviços financeiros. A bolsa brasileira é uma beneficiária direta da recuperação do mercado acionário, da entrada de capital estrangeiro e da eventual queda da Selic. O banco projeta crescimento de lucro líquido de 13% em 2026 e dividend yield de 7,3%, com preço-alvo atualizado para R$ 22.

Consumo e Varejo

Mercado Livre [MELI] é visto como líder absoluto do e-commerce na América Latina, com 40% de participação de mercado no Brasil em 2025. A tese de investimento combina crescimento do GMV, expansão de margens no segundo semestre e o potencial do Mercado Pago como um dos bancos digitais de maior crescimento na região. O banco projeta crescimento de lucro de 39% em 2026.

Panvel [PNVL3] é destacada como uma das melhores formas de se expor à tendência de medicamentos GLP-1 no Brasil. A rede farmacêutica, segunda maior player regional no Sul do país, deve registrar CAGR de EPS de 32% em três anos, negociando a 13 vezes P/L para 2026.

Smart Fit [SMFT3] é líder de academias na América Latina, presente em mais de 15 países. Apesar de pressões de margem no curto prazo, o banco acredita que o risco competitivo é superestimado pelo mercado, com apenas 24% das unidades no Brasil efetivamente expostas à concorrência. O papel deve negociar a 10,3 vezes P/L para 2027.

Saúde e Educação

Rede D’Or [RDOR3] é o maior grupo hospitalar privado do Brasil, com mais de 11 mil leitos. O banco projeta crescimento de EBITDA de dois dígitos em 2026 e CAGR de lucro de 19% entre 2026 e 2028, com a maturação dos hospitais em expansão e a melhora no índice de sinistralidade da SulAmérica.

Mater Dei [MATD3] vem apresentando melhora nas taxas de ocupação e nos tickets médios. O banco estima CAGR de lucro de 26% entre 2026 e 2029, com o papel negociando a 12 vezes P/L em 2026.

Yduqs [YDUQ3] é favorecida pela maior geração de caixa recente, impulsionada por ganhos de eficiência e crescimento do segmento Premium, que inclui Ibmec e medicina. O FCF yield projetado para 2026 é de 14%, com o papel negociando a apenas 6 vezes P/L.

Petróleo e Gás

PRIO [PRIO3] é apontada como uma das melhores relações risco-retorno em geração de caixa. A empresa inicia 2026 com momento operacional renovado pelo início da produção no campo Wahoo e pela assunção das operações no campo Peregrino. Com preço do Brent a US$ 60/barril, o FCF yield projetado é de 12% em 2026 e 25% em 2027.

Vibra Energia [VBBR3] se beneficia de um ambiente regulatório mais favorável para o setor de distribuição de combustíveis. O banco mantém visão positiva sobre a melhora estrutural do setor e aposta em ganhos de volume para a empresa, especialmente em etanol, caso o regime tributário monofásico avance.

Papel, Celulose, Siderurgia e Mineração

Suzano [SUZB3] é a principal escolha do Itaú BBA no setor de papel e celulose na América Latina. A empresa deve registrar crescimento de EBITDA de 14% em 2026, beneficiada pelos resultados do projeto Cerrado e por preços de celulose mais firmes no curto prazo. O banco enxerga upside de 24% pelo DCF.

Vale [VALE3] se destaca pela qualidade superior do minério de ferro e pela resiliência dos preços diante de expectativas mais pessimistas. A produção em 2025 atingiu 314 milhões de toneladas, o maior nível desde 2018. O papel negocia a 4,9 vezes EV/EBITDA, com desconto de 20% em relação às mineradoras australianas.

Imóveis

Allos [ALOS3] é o maior operador de shoppings do Brasil e da América Latina em ABL. A companhia combina histórico de alocação de capital disciplinada com dividend yield de 11,5% nos próximos 12 meses. O banco estima retorno total de 28% ao acionista em um ano.

Tenda [TEND3] está bem posicionada para capturar as condições favoráveis do programa Minha Casa Minha Vida. Com ROE de 31% em 2026 e FCF sólido, o papel negocia a apenas 6,1 vezes P/L, um desconto de 25% em relação aos pares.

Moura Dubeux [MDNE3] consolidou sua posição como o principal incorporador do Nordeste, com cerca de 25% de participação de mercado no segmento de alto padrão. A empresa acaba de entrar no segmento de baixa renda por meio de uma parceria com a Direcional, o que amplia significativamente o mercado endereçável. O banco vê upside de 40% para o preço-alvo de R$ 43.

Transporte e Bens de Capital

Embraer [EMBJ3] vive seu período de colheita, com demanda sólida, expansão de margens e desalavancagem. O banco projeta crescimento de EBIT entre 15% e 20% em 2026, com entregas crescendo 10% no ano. A TIR implícita estimada é de cerca de 14% ao ano em dólares.

GPS [GGPS3] é líder em serviços terceirizados no Brasil. A retomada do crescimento inorgânico via fusões e aquisições e a melhora da rentabilidade dos contratos herdados da GRSA devem impulsionar crescimento de lucro de 37% entre 2025 e 2026. O papel negocia a 13,5 vezes P/L.

Tecnologia, Mídia e Telecom (TMT)

Totvs [TOTS3] é descrita como um “compounder defensivo”, com cerca de 90% das receitas de caráter recorrente, altos custos de troca e receitas indexadas à inflação. O banco projeta CAGR de EPS de 25% entre 2026 e 2029, com o papel negociando a 21 vezes P/L, abaixo de sua média histórica.

Bemobi [BMOB3] vem acelerando seu segmento de pagamentos, que cresceu 32% em 2025. Com dividend yield de 8% e payout de 100% projetados para 2026, o papel negocia a 10,5 vezes P/L ajustado.

Utilidades

Axia Energia [AXIA3] é vista como um dos melhores pagadores de dividendos do setor elétrico, após resolver disputas com o governo federal e vender sua participação na Eletronuclear. Com o cenário de preços de energia mais favorável, o banco vê potencial para dividend yield médio de 15% no cenário das curvas DCIDE.

Eneva [ENEV3] é apontada como a principal escolha do Itaú BBA no setor em 2026. A empresa combina forte despacho térmico pela hidrologia fraca e potencial de criação de valor no leilão de capacidade de reserva (LRCAP 2026), com projetos como Celse 2 e Jandaia. No cenário otimista, o preço-alvo poderia chegar a R$ 26,30.

Equatorial [EQTL3] mantém histórico sólido de execução operacional e alocação de capital. O banco projeta CAGR de EBITDA de baixo dois dígitos nos próximos anos e vê a ação com TIR real implícita acima de 10%, patamar atrativo para uma empresa de alta qualidade.

Estratégia ESG

Orizon [ORVR3] é a aposta ESG do portfólio. A empresa está posicionada para se beneficiar do avanço do mercado de carbono no Brasil, com a regulamentação do SBCE prevista para os próximos anos. A companhia projeta geração de mais de 4 milhões de tCO2e em créditos certificados ao ano ao longo da próxima década, além da recente aquisição da Vital, que amplia sua presença geográfica.

Tecnologia Global

TSMC [TSMC] é a escolha do time de tecnologia global do banco. A fabricante taiwanesa de semicondutores detém mais de 70% do mercado de fundição e cerca de 90% de participação em produtos abaixo de 7nm. Com ROIC sustentável entre 20% e 25%, a empresa orienta crescimento de receita de 20% ao ano até 2029. O papel negocia a 21 vezes P/L para 2026.

Visão macro: Brasil como destino de capital

O banco destaca que o Brasil tem se beneficiado da diversificação de portfólios além dos EUA, com fluxo de capital estrangeiro relevante no acumulado do ano. A combinação de valuations atrativos, potencial de queda de juros e temas seculares como GLP-1, energia limpa e mercado de carbono sustentam a visão positiva para os ativos brasileiros em 2026.

O portfólio das 26 ações foi construído com beta médio de 1,05, crescimento de EBITDA de 26,1% e revisões positivas de estimativas de 5,9%, refletindo tanto resiliência quanto potencial de alta em um ambiente de mercado em normalização.

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Adam Capital abre posição em Coreia do Sul

5 de Março de 2026, 10:57

Redação Tradenews — Março de 2026

A Adam Capital, gestora de recursos sediada no Rio de Janeiro, revelou em sua carta mensal de fevereiro de 2026 a abertura dennova posição comprada na bolsa da Coreia do Sul. A tese, apresentada pela equipe de gestão da casa, se sustenta no argumento de que o país asiático é o maior produtor mundial de chips de memória, peça-chave na cadeia global de inteligência artificial — e está colhendo os frutos dessa posição estratégica na forma de exportações recordes e lucros corporativos em aceleração.

A tese coreana: memória como ativo estratégico da era da IA

Segundo a Adam Capital, a Coreia do Sul tende a continuar sendo amplamente beneficiada pela onda global de investimentos em inteligência artificial, uma vez que o país domina a produção mundial de chips de memória. A avaliação da casa é de que os ganhos futuros das empresas ligadas a essa cadeia são “subestimados pelo mercado”.

Dados recentes reforçam a convicção da gestora. As exportações coreanas de semicondutores registraram expansão de 160,8% na comparação anual em fevereiro, atingindo o valor recorde de US$ 25,16 bilhões em um único mês. Foi o terceiro mês consecutivo em que as vendas externas de chips superaram a marca de US$ 20 bilhões. No total, as exportações do país alcançaram US$ 67,5 bilhões em fevereiro.

IA como motor da economia americana

A nova posição na Coreia do Sul se insere em uma visão mais ampla da Adam Capital sobre o impacto transformador da inteligência artificial na economia mundial. Na carta de fevereiro, a gestora reitera que a economia americana segue crescendo a um ritmo real de cerca de 3% na demanda doméstica, e que boa parte desse dinamismo está direta ou indiretamente ligado à expansão de atividades relacionadas à IA.

A gestora destaca que os resultados corporativos das grandes empresas de tecnologia globais continuam apresentando fundamentos sólidos do ponto de vista de investimentos e adoção de modelos e ferramentas de IA. Os principais gargalos, segundo a Adam Capital, estão do lado da oferta, enquanto a demanda por essas soluções cresce de forma exponencial.

Cautela com o Brasil: juro longo e câmbio no radar

No cenário doméstico, a Adam Capital mantém uma postura mais cautelosa. A gestora avalia que a economia brasileira deve passar por uma forte correção agravados pela sinalização do Banco Central de cortar juros em um ano eleitoral e com a economia aquecida. A inflação de serviços segue em trajetória elevada, com a taxa de desemprego nas mínimas históricas — em torno de 5%, contra os 13% vigentes nos ciclos anteriores de afrouxamento monetário de 2016 e 2019.

A casa destaca ainda o maior erro de projeção do IPCA-15 em mais de 20 anos na leitura de fevereiro: enquanto o consenso de mercado apontava para 0,56%, o indicador veio em 0,84%, uma subestimação de 28 pontos-base, puxada pela pressão em serviços. Na avaliação da gestora, o Brasil contou com uma sequência de choques favoráveis em 2025 — como a desvalorização global do dólar, a queda do petróleo e uma boa safra —, mas esses fatores são externos e não podem ser extrapolados indefinidamente.

Em função desse diagnóstico, a Adam Capital mantém posições tomadas em juros nominais longos, aplicadas em juros reais e compradas em câmbio no portfólio doméstico.

Visão de portfólio

A inclusão da Coreia do Sul complementa a tese central da Adam Capital, que segue priorizando ativos ligados à economia americana e ao ciclo de inteligência artificial.


As informações desta reportagem foram extraídas da carta mensal de fevereiro de 2026 da Adam Capital Gestão de Recursos. Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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Carteiras de março: confira a atualização das principais casas para o mês

3 de Março de 2026, 11:16

O post será atualizado à medida que novas divulgações estiverem disponíveis

Small Caps - BTG Pactual | Março

Confira a carteira completa

O BTG Pactual atualizou a carteira de Small Caps para março com uma mudança. Smart Fit [#SMFT3] passou a integrar o portfólio do mês. Segundo o banco, a ação combina crescimento consistente de receita, ganho de alavancagem operacional e negocia a 13 vezes o lucro estimado para 2026. A casa projeta expansão média de 32% ao ano no lucro por ação entre 2025 e 2028.

Permanecem na carteira Aura [#AURA33], Copasa [#CSMG3], Sanepar [#SAPR11], GPS [#GGPS3], 3tentos [#TTEN3], Pague Menos [#PGMN3], C&A [#CEAB3], Tenda [#TEND3] e Vitru [#VTRU3].Em contrapartida, Inter [#INBR32] deixou o portfólio.

10SIM – BTG Pactual | Março

Confira a carteira completa

O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM de março após mais um mês de forte entrada de capital estrangeiro e alta do Ibovespa. Segundo o banco, as ações brasileiras negociam próximas da média histórica, o que reforça a busca por papéis com valuation atrativo, liquidez e gatilhos específicos. Em meio ao conflito no Irã, a casa manteve a exposição a petróleo e ouro, por meio de Aura [#AURA33] e PetroRio [#PRIO3].

Motiva [#MOTV3] entra com TIR real de 11%; Raia [#RADL3] sai

A Motiva [#MOTV3] passa a integrar o portfólio. O BTG destaca que a companhia reorganizou o portfólio em 2025 e está preparada para um pipeline robusto de novos projetos e reciclagem de capital. O banco estima TIR real de 11% para a ação. Para abrir espaço, a Raia [#RADL3] foi retirada, após forte valorização e negociação a 28 vezes o lucro estimado para 2026.

Menor peso em Nubank [#ROXO34]

O BTG reduziu a fatia de Nubank [#ROXO34] de 15% para 10%, após resultados abaixo do esperado. A carteira segue com exposição relevante a bancos por meio de Itaú [#ITUB4], enquanto Stone [#STOC31] complementa a posição no setor financeiro com 5%.

Mais utilities; Axia [#AXIA3] sobe para 15%

A exposição ao setor de utilities subiu de 20% para 25%. A participação de Axia [#AXIA3] aumentou de 10% para 15%, enquanto Eneva [#ENEV3] foi mantida. No consumo, a Allos [#ALOS3] permanece na carteira por mais um mês.

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Além da guerra, agenda cheia

1 de Março de 2026, 17:18

A semana de 1º a 6 de março será crucial para a economia brasileira e americana, com a divulgação de dados importantes que influenciarão os mercados. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no quarto trimestre de 2025 e os dados do mercado de trabalho de janeiro estarão no centro das atenções. Leandro Manzoni, economista do Investing, destaca que “as expectativas são altas, especialmente após os sinais contraditórios recentes do mercado de trabalho nos EUA, onde o Federal Reserve indica uma estabilização”.

No Brasil, os investidores estarão atentos à prévia da inflação, enquanto a Opep se reunirá no domingo para discutir a produção de petróleo. “Com o preço do barril acima de US$ 70, é esperado um aumento na oferta em abril”, acrescenta Manzoni. Além disso, a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro poderá revelar uma recuperação nas vagas formais após o tombo de dezembro.

Os dados econômicos dos EUA incluirão o relatório de empregos não agrícolas (payroll), cuja expectativa é de geração de 60 mil novas vagas. “Esse indicador é fundamental para avaliar a saúde do mercado de trabalho americano e suas implicações para a política monetária do Fed”, conclui o analista.

Principais classes de ativos

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Índice Bovespa apresentou um movimento lateral nesta semana, mantendo a mesma tendência de alta observada na semana anterior. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o mercado continua com topos e fundos ascendentes”, embora se perceba uma desaceleração nesse movimento de alta. “Ainda acredito que, mesmo com essa formação, o mercado deve se direcionar para os 195, quiçá 200 mil pontos nos próximos dias”, acrescenta. O suporte mais relevante permanece em 183.555 pontos, com o alvo projetado para os 200 mil pontos.

Vulcabras [VULC3]

Em relação à Vulcabras, a análise é positiva, com a operação na ponta compradora em um gráfico semanal. O ativo fechou mais uma semana em alta, embora não tenha oscilado significativamente. “O fechamento acima do da semana passada caracteriza uma continuação do movimento de alta”, observa Borges. A resistência mais próxima está em R$ 20,18; superando esse patamar, o analista acredita que “podemos ver uma grande aceleração no ativo, com um alvo principal entre R$ 23,30 e R$ 25,00”.

Orizon [ORVR3]

A Orizon também é uma boa opção para Swing Trade, com a ação próxima do ponto de entrada a R$ 74,50. “Para quem estiver de fora, vale a pena considerar a entrada”, recomenda Filipe Borges. A resistência seguinte está em R$ 77,00, e, caso essa barreira seja rompida, ele projeta alvos entre R$ 83,00 e R$ 86,00. O ativo apresenta uma formação sólida tanto no gráfico diário quanto no semanal, “capturando liquidez dos fundos e mostrando excelente movimentação para os próximos dias”, explica. O rompimento de R$ 75,70 abrirá espaço para buscar a máxima em R$ 77,00, com a expectativa de alcançar entre R$ 82,00 e R$ 86,00. O stop deve ser posicionado abaixo de R$ 68,50.

Desktop [DESK3]

Por outro lado, a Desktop (DESK3) segue uma tendência baixista no gráfico diário, após o rompimento de uma cunha ascendente. “Observamos uma aceleração na queda, seguida de uma correção até a região entre R$ 16,00 e R$ 17,00”, informa Borges. Ele destaca que a operação na ponta vendedora foi iniciada a R$ 14,99 e está “muito alinhada para continuar caindo”. Recentemente, a empresa estava em negociação com a Claro, mas uma nova informação revelou que essa negociação está travada, “o que indica uma grande dificuldade para um desfecho positivo”, afirma. A meta de lucro na ponta vendedora é de 40%, com o alvo projetado entre R$ 9,00 e R$ 7,80. Para quem já possui posição em DESK3, o último suporte válido para manutenção da operação é até R$ 12,00. “Abaixo disso, não faz sentido manter a operação vendedora”, conclui Borges.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Aura Minerals - JP Morgan

O JP Morgan iniciou a cobertura da Aura Minerals [AURA33] com recomendação Overweight (equivalente compra). Para o banco, a companhia combina três vetores difíceis de encontrar simultaneamente no setor de mineração: forte exposição ao ouro, crescimento acelerado de produção e geração robusta de caixa com disciplina de capital.

A tese é direta: a Aura oferece uma forma alavancada e ainda descontada de capturar um ciclo estruturalmente positivo para o ouro.

Confira o relatório completo

Saúde | O fim da escala 6x1 - BTG Pactual

O BTG Pactual analisou os impactos de uma eventual mudança na legislação trabalhista brasileira, que visa reduzir a jornada semanal de 44 horas e encerrar o regime 6x1. O banco estima que empresas de saúde como Rede D’Or [#RDOR3], Hapvida [#HAPV3], Fleury [#FLRY3], Dasa [#DASA3] e Mater Dei [#MATD3] poderiam sofrer um impacto negativo entre o baixo e o médio dígito único (1% a 5%) no EBITDA.

Confira o relatório completo

Precificando Resíduos, Destravando Valor: Um Deep-Dive em Vital e Orizon Pós-Aquisição - XP

A XP atualizou as estimativas para a Orizon e definiu novo preço-alvo, após analisar em detalhes a aquisição da Vital. A casa calcula que a operação gerou cerca de R$ 3 bilhões em valor para os acionistas, considerando expansão de projetos de biometano já anunciados, monetização parcial de créditos de carbono e potencial de ganho acima das obrigações regulatórias no contrato da Ecourbis. A XP também revisou premissas, com leve alta na projeção de crescimento real de longo prazo de volumes e de tarifa de destinação de resíduos, além de ajuste na curva de créditos de carbono.

Confira o resultado completo

LatAm Equity Strategy: Argentina - Itaú BBA

“Mensagem principal: Levemente positiva. Realizamos uma videoconferência com Claudio Maulhardt, Gestor de Portfólio da Copernico Capital / Galileo, para discutir riscos e oportunidades no mercado de ações argentino. Claudio possui vasta experiência na gestão de fundos de ações focados na Argentina ao longo de diversos ciclos econômicos”, informou o Itaú BBA.

Confira o relatório completo

Pesquisa com assessores XP

Uma pesquisa recente da XP indica um aumento nas alocações em ações, embora o apetite por risco tenha diminuído. A intenção de reduzir a exposição a ações subiu para 9%, enquanto 33% planejam aumentar essa alocação. O sentimento em relação ao mercado acionário melhorou ligeiramente, passando de 7,0 para 7,2 em uma escala de 0 a 10. A renda fixa continua sendo a classe de ativos preferida, com 46% mostrando interesse em ações. As principais preocupações permanecem em torno de riscos fiscais, instabilidade política e riscos geopolíticos. As carteiras de ações dos clientes acompanharam a recente alta do Ibovespa, com 42% dos assessores relatando desempenho em linha com o índice. Essa é uma prévia dos resultados completos do relatório.

Confira a pesquisa completa

Ouro: Tese de investimento e alocação estratégica - BTG Pactual

O ouro valorizou mais de 60% em dólares ao longo de 2025, atingindo novas máximas históricas acima de US$ 5.000 por onça troy, e já acumula alta de 20% em 2026. Neste relatório, analisamos os fatores estruturais por trás dessa performance e avaliamos o papel do metal precioso como componente de alocação estratégica em portfólios diversificados.

Confira o relatório completo

Aura Minerals [AURA33]: o pote de ouro no fim do arco-íris

25 de Fevereiro de 2026, 12:00

O JP Morgan iniciou a cobertura da Aura Minerals [AURA33] com recomendação Overweight (equivalente compra) e preço-alvo de R$ 189,00 por ação até o fim de 2026, o que implica upside de 35% em relação aos último fechamento. Para o banco, a companhia combina três vetores difíceis de encontrar simultaneamente no setor de mineração: forte exposição ao ouro, crescimento acelerado de produção e geração robusta de caixa com disciplina de capital.

A tese é direta: a Aura oferece uma forma alavancada e ainda descontada de capturar um ciclo estruturalmente positivo para o ouro.

Uma “golden opportunity” em um cenário de ouro mais alto

A recomendação parte de uma visão macro construtiva. A equipe de commodities do JP Morgan projeta o ouro a US$ 6.300 por onça até o fim de 2026 e US$ 6.600 em 2027, acima do patamar atual próximo de US$ 5.000. A leitura é que a recente volatilidade — após o metal ter tocado quase US$ 5.600 no início de 2026 — representa mais um ajuste técnico do que mudança estrutural de tendência.

Segundo o banco, a demanda permanece sólida. ETFs voltaram a registrar entradas relevantes, enquanto bancos centrais seguem acumulando reservas, num movimento associado à diversificação cambial, proteção contra inflação e incerteza geopolítica.

Com cerca de 90% da receita atrelada ao ouro, a Aura é praticamente um pure play do metal — característica que amplia sua correlação com o ciclo positivo projetado pelo banco.

Percentual da receita da companhia [Fonte: JP Morgan]

Crescimento acelerado até 2028

Se o pano de fundo macro sustenta a tese, o crescimento operacional reforça o argumento.

A Aura produz atualmente o equivalente a 295 mil onças de ouro e opera sete minas em quatro países: Aranzazu (México), Minosa (Honduras), Almas, Apoena, Borborema e Serra Grande (Brasil), além do recém-anunciado projeto Era Dorada (Guatemala). Desde 2017, a companhia mais que dobrou sua produção, com CAGR de EBITDA de 44%.

O JP Morgan projeta que, até 2028, os volumes avancem cerca de 75%, atingindo 512 mil onças equivalentes, com CAGR de EBITDA de aproximadamente 60% no período. O principal catalisador é a entrada plena de Era Dorada, que pode adicionar cerca de 100 mil onças anuais quando estiver totalmente operacional.

Há ainda a mina de Matupá, já licenciada, mas que não está incorporada nas estimativas do banco neste momento — um potencial opcional adicional no médio prazo.

Modelo estratégico: M&A com disciplina e desenvolvimento interno

A Aura construiu seu crescimento combinando aquisições e desenvolvimento orgânico.

Do lado inorgânico, a empresa tem histórico de reestruturação bem-sucedida de ativos. Em Aranzazu, por exemplo, conseguiu ampliar significativamente a vida útil da mina por meio de exploração adicional. Em Apoena, manteve custos sob controle mesmo com aumento de produção.

Do lado orgânico, projetos como Almas e Borborema — desenvolvidos internamente desde a fase exploratória — hoje representam parcela relevante do valor da companhia. O JP Morgan estima um NAV próximo de US$ 3,5 bilhões para esses ativos.

Esse modelo reduz a dependência exclusiva de aquisições e permite maior seletividade em novos negócios.

Geração de caixa e dividendos no radar

Apesar do perfil de crescimento, a Aura mantém uma estrutura de capital conservadora. O JP Morgan projeta alavancagem negativa de -0,3x dívida líquida/EBITDA em 2026, o que dá flexibilidade para financiar expansão sem comprometer retorno ao acionista.

A política de dividendos prevê distribuição de 20% do EBITDA, excluindo capex de manutenção e exploração. Em 2025, a companhia distribuiu aproximadamente US$ 280 milhões entre dividendos e recompras.

Para 2026, o banco estima FCF yield de 13,7% e dividend yield de 4,1%, com expectativa de crescimento acumulado de dividendos de cerca de 17% entre 2026 e 2028, acompanhando o pico de produção e EBITDA.

Valuation: desconto frente aos pares

Mesmo com esse perfil, a Aura negocia a 4,3x EV/EBITDA 2026, segundo o JP Morgan — abaixo da média de aproximadamente 6,4x dos pares globais.

O banco reconhece que a companhia tem menor liquidez e maior perfil de risco por ser um produtor de porte intermediário, mas avalia que o desconto atual mais do que compensa esses fatores, especialmente em um cenário estruturalmente positivo para o ouro.

Riscos no radar

A principal variável continua sendo o preço do ouro. Como a maior parte da receita depende do metal, oscilações relevantes impactam diretamente resultados.

Há também riscos operacionais — típicos de mineradoras de médio porte — e desafios relacionados a relacionamento com comunidades locais. No plano macro, variáveis como força do dólar, trajetória da dívida americana, política monetária do Federal Reserve e tensões geopolíticas permanecem determinantes para o preço do ouro.

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Citrini Research desenha nos EUA o cenário de Mad Max

24 de Fevereiro de 2026, 10:49

O relatório da Citrini cai na armadilha histórica do investidor. E do ser-humano. De acreditar que todo avanço tecnológico decentraliza o consumo, que aumenta a competição. Tem sido assim no passado da tecnologia digital?


Um funcionário arquiteto de IA de uma empresa de logística substitui um software caro contratado pela sua mesma empresa? A resposta hoje é não.

Mas com os agentes de IA, a perspectiva de isso acontecer é real. De toda forma, quem vai ganhar esse jogo, o funcionário da nova geração ou a empresa de software que demitirá metade dos funcionários e cobrará metade por um produto.

Proponho um exercício. Se você é o CFO de uma empresa de capital aberto, discrimine todos os seus fornecedores. Quais desses você tem capital humano para fazer in-house? Diria que a maioria. Por que não faz? Porque outsourcing é melhor e mais barato.

Se os agentes de IA commoditizaram a criação de software, empresas Saas precisarão diferenciais competitivos como dados proprietários, integração, risco regulatório e legal. Quais dessas farão isso? Esse deveria ser a pergunta.

A realidade é que um monte de fundos de Private Equity com cotistas leigos comprou essas empresas e entupiu elas de dívida.

Outro equívoco do texto. Acreditar que o consumo digital é feito como um leilão, na busca pelo produto ou serviço mais barato. A Citrini acredita que a internet será um grande site da Buscapé late 90s.

Hoje, a forma mais barata de consumir um produto na internet não é buscando pelo produto mais barato. É se fidelizando a alguma plataforma. Eu não uso o Mercado Livre porque é cômodo (o texto chama de consumo passivo). A fidelização em poucas plataformas me oferece frete grátis, cashback competitivo, Disney+. A Vivo no Brasil paga meu Perplexity.

Do mesmo jeito Solana ou Ethereum não disruptarão a Mastercard. Se nem o PIX fez isso. É o mesmo erro achar que o cartão é uma empresa de meios de pagamento ou que a Ambev é uma empresa de bebidas. Não é.

Mastercard é antecipação de crédito, score de risco, segurança digital, insights de mercado. Ambev é logística.

Sobre o cenário Macro

O texto do Alap Shah vai além do corporativo. Ele desdobra catastroficamente que a IA provocará demissões em massa.

Todas as narrativas pessimistas com tecnologia usam o mesmo modelo linear: choque tecnológico, demissões, queda de preços e empresas quebrando.

Fosse assim, o Estados Unidos seriam o cenário de um filme do Mad Max.

A história mostra uma realidade bem diferente.

Sejamos realistas. Não podemos ignorar os agentes de IA. Na primeira derivada, empresas da Fortune 500 perderão bilhões de dólares em valor de mercado (já perderam).

Mas commoditização dos processos dentro das empresas não significa colapso. Em vez disso, reduz custos, democratiza o acesso e aumenta a renda da sociedade. Foi assim com a televisão, o PC, a internet.

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13F: Bilionários vendem IA e migram para energia e saúde

23 de Fevereiro de 2026, 11:41

O que é o 13F?

Relatório trimestral obrigatório para gestores com mais de US$ 100 milhões em ativos. Embora apresente um atraso de 45 dias, oferece transparência sobre onde o “smart money” está alocado.

O encerramento do prazo para o envio do Formulário 13F à SEC revelou movimentos estratégicos das maiores mentes de Wall Street no quarto trimestre de 2025. Enquanto a euforia com a Inteligência Artificial (IA) atinge novos patamares, investidores como Stanley Druckenmiller, Ray Dalio e David Tepper recalibram portfólios, alternando entre a realização de lucros em semicondutores e apostas na infraestrutura energética necessária para sustentar a revolução digital.


A Nova Fronteira de Druckenmiller: Energia

Stanley Druckenmiller, estrategista conhecido por antecipar o sucesso da Nvidia após o surgimento do ChatGPT, direcionou capital para um novo gargalo da tecnologia: a eletricidade. O gestor aportou US$ 64 milhões na Bloom Energy (BE).

A tese foca na demanda exponencial de data centers. A Bloom Energy converte gás natural e hidrogênio em energia limpa sem combustão, oferecendo a confiabilidade exigida pelas gigantes de tecnologia que buscam fugir da instabilidade das redes elétricas convencionais.


Dalio Dobra a Aposta em Big Techs

Apesar de manter um discurso público cauteloso sobre o déficit fiscal americano, Ray Dalio, via Bridgewater Associates, reforçou posições nas “titãs” da IA. No último trimestre, a gestora adicionou:

Nvidia (NVDA): US$ 695 milhões

Alphabet (GOOGL): US$ 487 milhões

Microsoft (MSFT): US$ 395 milhões

Amazon (AMZN): US$ 388 milhões


Alerta de Bolha? Vendas em Massa na Nvidia

Nem todos compartilham do otimismo desenfreado. Quatro bilionários reduziram exposição à Nvidia antes do relatório de lucros previsto para 25 de fevereiro:

1. Israel Englander (Millennium Management): Venda de 3 milhões de ações.

2. Chase Coleman (Tiger Global): Venda de 698 mil ações.

3. Philippe Laffont (Coatue): Venda de 667 mil ações.

4. David Tepper (Appaloosa): Venda de 200 mil ações.

Motivos para a cautela:

Realização de Lucros: A ação subiu cerca de 1.200% desde o início de 2023.

Saturação e Competição: Grandes clientes como Meta e Amazon desenvolvem chips próprios para reduzir a dependência da Nvidia.

Histórico de Bolhas: O índice Preço/Vendas (P/S) da Nvidia superou 30 em novembro, patamar que historicamente precede correções severas em setores de alta tecnologia.


Panorama Setorial: Rotação para Saúde

Elaboração XP Research

Os dados agregados mostram uma rotação para o setor de Saúde. Eli Lilly registrou o maior aumento de participação, revertendo o fluxo de saída observado ao longo de 2025. Em contrapartida, o setor de Tecnologia sofreu reduções pontuais (Microsoft, Meta, Netflix), indicando que gestores buscam equilíbrio entre crescimento e proteção de capital.

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Semana de olho em pesquisas pós-Carnaval

22 de Fevereiro de 2026, 12:25

A divulgação do IPCA-15 e do Caged na sexta-feira (27) deve consolidar as apostas do mercado sobre o tamanho do corte da Selic na reunião de março do Copom. Hoje, a maioria dos agentes projeta redução de 0,50 ponto percentual, de 15% para 14,5% ao ano, mas o dado de inflação de serviços será decisivo para confirmar ou reduzir esse movimento.

O IPCA-15 de fevereiro é visto como o próximo termômetro para a política monetária. Se a inflação de serviços e os núcleos mantiverem trajetória de desaceleração em 12 meses, o cenário de corte de 0,50 ponto ganha força. Caso contrário, o mercado pode dividir as apostas entre redução de 0,25 e 0,50 ponto.

O Caged de janeiro também entra no radar. O mês costuma registrar recuperação após o fechamento de vagas em dezembro. Economistas vão avaliar se a desaceleração na criação de empregos, observada nos últimos meses, se manteve no início de 2026. A taxa de desemprego em mínimas históricas, a massa salarial recorde e o elevado número de trabalhadores com carteira assinada sustentam a pressão sobre os preços de serviços, o que mantém a inflação distante do centro da meta de 3%.

No cenário externo, a agenda de discursos de dirigentes do Federal Reserve concentra as atenções. Parte do colegiado demonstra preocupação com a inflação, após o PCE apontar variações anuais acima da meta de 2%. A ala majoritária sinaliza cautela antes de iniciar cortes de juros, enquanto um grupo minoritário vê espaço para flexibilização caso a inflação retome trajetória de convergência.

A semana também inclui temporada de balanços no Brasil, com resultados de Vivo, Gerdau, Pão de Açúcar, Mercado Livre, Nubank, Weg, B3 e Copel. Nos Estados Unidos, o destaque é o resultado da Nvidia.

Primeiras pesquisas pós-Carnaval

Além dos indicadores econômicos, a semana reserva a divulgação de duas pesquisas eleitorais, Atlas Intel e Paraná. Será o primeiro levantamento pós-Carnaval. O mercado acompanhará os dados, especialmente após o desfile em homenagem ao presidente Lula suscitar críticas da oposição.

Rentabilidade classes de ativos

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa encerrou a sexta-feira novamente em alta, próximo das máximas históricas, reforçando, segundo analistas, a formação de um novo pivô de alta no mercado brasileiro. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o índice ainda não apresenta sinais de exaustão. “Não temos até o momento nenhum sinal de topo marcado”, afirma. De acordo com ele, o rompimento dos 190.700 pontos pode abrir espaço para uma nova perna de alta, com projeções entre 197 mil e 201 mil pontos. “O suporte de curto prazo está na região dos 183.500 pontos, e as operações na ponta compradora de swing trade tendem a apresentar os melhores resultados nos próximos dias”, acrescenta.

Vulcabras [VULC3]

Entre as ações, Borges destaca Vulcabras, que, segundo ele, mantém uma estrutura técnica favorável após o rompimento da resistência em R$ 17,20 no gráfico semanal. “O ativo fez um movimento consistente de alta, com reteste da antiga resistência, configurando um breaker block”, explica. Para o analista, a superação dos R$ 20,30 pode levar os papéis a um intervalo entre R$ 24,00 e R$ 26,50, com stop abaixo de R$ 16,99.

Taesa [TAEE11]

Outra recomendação é Taesa, que apresenta, segundo Borges, uma formação gráfica de curto prazo semelhante a uma xícara, indicando continuidade do movimento ascendente. “Acima de R$ 45,50, o papel ganha espaço para buscar R$ 50,00 e, no alvo principal do pivô maior, trabalhar entre R$ 53,00 e R$ 58,00”, projeta.

Rede D’Or [RDOR3]

Já Rede D’Or também integra a carteira recomendada para operações de swing trade. O analista observa a formação de um pivô de alta com fundos ascendentes, sinalizando fortalecimento da pressão compradora. “Acima de R$ 45,20, o ativo pode buscar a região entre R$ 50,00 e R$ 55,07, acompanhando a possível continuidade do movimento de alta do Ibovespa e o fluxo de capital que tem entrado no país”, conclui Borges.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

The Flow Show - Bank of America

O Panorama Maior: a correlação entre o iene japonês e o Nikkei acabou de ficar positiva pela primeira vez desde 2005... nada diz mais “mercado altista secular” do que câmbio em alta e ações em alta; mas, no curto prazo, o iene japonês pressiona cripto, prata, private equity, software e energia, aumentando a dor do desmonte de posições; não se pode ter uma disparada desordenada do iene agora (isto é, JPY abaixo de 145)... isso afeta a liquidez global e sempre coincidiu com desalavancagem global.

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TEPP11: uma tese validada na prática - BTG Pactual

O TEPP11 segue uma estratégia focada na aquisição de participações relevantes em ativos corporativos classe B, com o objetivo de implementar melhorias operacionais, estreitar o relacionamento com inquilinos, realizar benfeitorias e elevar a taxa de ocupação. A proposta é, posteriormente, desinvestir esses imóveis, capturando o ganho de capital gerado ao longo do processo.

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Imobiliário: Relatório Setorial - BB BI

Os índices de confiança e de expectativas da indústria da construção registraram avanço nas leituras iniciais de 2026, enquanto as questões relacionadas à carga tributária passaram a liderar o ranking de principais preocupações do setor.

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The Globetrotter - Itaú BBA

O Itaú BBA afirmou que realizou um road show em sete cidades da América do Norte, com reuniões com 31 fundos de diferentes perfis, incluindo emergentes, dedicados à América Latina, hedge funds, globais e multiativos. Segundo o banco, investidores globais e multiativos ganharam mais espaço na agenda, enquanto fundos de emergentes seguiram como base das discussões.

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Siderurgira e Mineração: Relatório setorial - BB BI

Dados recentes da indústria e da siderurgia na China apontam para um arrefecimento da atividade. Nos Estados Unidos, por outro lado, a produção de aço segue em alta, as importações recuaram e os preços continuam avançando.

No Brasil, as importações de aço atingiram nível recorde em 2025, embora tenha sido observada uma desaceleração nos últimos meses do ano.

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Equity Funds Positioning Monitor - XP

A XP Investimentos informou que fundos de ações com exposição líquida relevante à Bolsa movimentaram R$ 275,6 bilhões em ativos sob gestão em janeiro, considerando um universo de 1.006 carteiras. O relatório indica uma rotação para setores cíclicos no período. Bens de Capital (+184 pontos-base), Alimentos e Bebidas (+165 bps) e Propriedades para Renda (+145 bps) registraram os principais aumentos de posição. Em contrapartida, Bancos (-176 bps), TMT (-145 bps) e Utilidades Públicas (-132 bps) lideraram as reduções.

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Sinal vermelho pra WEG [WEGE3]: JP Morgan coloca selo de cuidado nos papéis

19 de Fevereiro de 2026, 15:36

O JP Morgan colocou a WEG em seu selo de alerta de curto prazo, o chamado Negative Catalyst Watch (Monitoramento de Catalisador Negativo), antes da divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025, prevista para 25 de fevereiro. O banco avalia que o papel apresenta risco assimétrico, com maior potencial de queda do que de alta nos níveis atuais de preço.

O selo Catalyst Watch é um indicador de convicção para eventos específicos. Analistas aplicam o selo quando identificam um gatilho relevante no curto prazo que pode provocar reação nas ações. A sinalização pode divergir da recomendação formal, que considera horizonte de seis a 12 meses.

Valuation elevado e expectativa de trimestre fraco

No relatório, assinado por Marcelo Motta e Jonathan S. Koutras, o JP Morgan afirma que a Weg negocia a 32 vezes o lucro estimado para 2026 e a 21,6 vezes o múltiplo de valor da firma sobre Ebitda projetado para o mesmo ano. Segundo o banco, esse patamar embute expectativa de recuperação que deve se materializar de forma mais clara apenas em 2027.

A instituição projeta um quarto trimestre fraco, com crescimento de receita de cerca de 2% na comparação anual e margens pressionadas. Embora parte do mercado já espere um desempenho mais fraco no período, o banco acredita que a confirmação de números modestos pode levar a revisões negativas nas estimativas para 2026.

Crescimento Trimestral de Receita da Weg [Fonte: JP Morgan]
Surpresas em relação às estimativas do consenso da Bloomberg nos últimos trimestres — trimestres recentes têm sido fracos [Fonte: JP Morgan]

Desempenho recente e fluxo para emergentes

Desde a divulgação do resultado do terceiro trimestre, em 21 de outubro, as ações da Weg acumulam alta de 35%. No mesmo intervalo, o Ibovespa avançou 29%, enquanto o dólar caiu 8% frente ao real. Para o JP Morgan, parte do movimento recente reflete fluxo para mercados emergentes e não necessariamente melhora nos fundamentos da companhia.

Sensibilidade ao câmbio

O banco também destaca o impacto do câmbio nas projeções. Considerando o dólar a R$ 5,24, a estimativa aponta risco de queda de 4% a 6% na receita e no Ebitda de 2026, além de redução de 0,5 ponto percentual na margem Ebitda. Cada variação de 5% no câmbio real/dólar pode alterar a receita em cerca de 3% e o Ebitda em 5%, segundo os cálculos do relatório.

Argumentos de alta e de baixa

Entre os pontos positivos citados por investidores estão a exposição à tendência de eletrificação, a expansão do mercado de sistemas de armazenamento de energia por baterias no Brasil e a demanda por transformadores, impulsionada por novas conexões de rede e projetos ligados a inteligência artificial e data centers. A empresa também mantém posição de caixa líquido.

Do lado negativo, o JP Morgan avalia que o mercado já precifica uma recuperação que ainda não aparece nos resultados sequenciais. Além disso, cerca de 60% da receita da companhia vem do exterior, o que limita sua exposição direta a uma eventual retomada da economia brasileira.

Para o banco, o balanço do quarto trimestre será determinante para a revisão das expectativas. Caso confirme um desempenho fraco, o espaço para novas correções nas estimativas e nas ações pode aumentar no curto prazo.

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PIB e Inflação nos EUA: O ritmo que vai ditar o mercado no pós-Carnaval

15 de Fevereiro de 2026, 16:58

A semana entre 15 e 20 de fevereiro concentra a divulgação do PIB dos Estados Unidos do quarto trimestre de 2025 e do índice PCE de janeiro, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve. O mercado projeta desaceleração do crescimento americano de 4,4% para 3% no trimestre, enquanto o PCE cheio pode acelerar de 0,2% para 0,4% na comparação mensal e de 2,8% para 2,9% em 12 meses. O núcleo do indicador deve subir de 2,8% para 3% no acumulado anual.

A agenda ocorre em meio a uma semana marcada por feriados. O Brasil terá negociações reduzidas até quarta-feira (18) por causa do Carnaval. Os Estados Unidos não terão pregão na segunda-feira (16), devido ao Dia do Presidente, e a China segue com o Ano-Novo Lunar até quinta-feira (19). Mesmo com menor liquidez no início do período, os dados econômicos devem orientar as expectativas para os juros americanos.

No Japão, o PIB do quarto trimestre será divulgado no domingo (15) à noite, com expectativa de alta de 0,4% após queda de 0,6% no trimestre anterior. Na quinta-feira, o país também publica dados de inflação, com previsão de desaceleração do índice anual de 2,1% para 1,5%. No Brasil, o Banco Central divulga o Boletim Focus e o IBC-Br de dezembro, considerado prévia do PIB.

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa encerrou a semana próximo das máximas históricas, mas já dá sinais de perda de fôlego após a forte alta registrada depois do rompimento dos 165 mil pontos. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento recente indica uma acomodação natural. “A gente percebe uma desaceleração dessa movimentação de alta, o que demonstra um possível cansaço depois da arrancada”, afirma. Segundo ele, no gráfico de quatro horas o índice mostra apenas uma correção saudável, com resistência em 190 mil pontos. “Acima dessa faixa, a grande probabilidade é buscar os 200 mil pontos.” O suporte de curto prazo está em 180 mil pontos.

Aura Minerals [AURA33]

As ações da Aura Minerals fecharam a R$ 125,80 após encontrar suporte na região de R$ 120,00. Borges afirma que o papel mantém tendência de alta no curto prazo. “Enquanto permanecer acima de R$ 120,00, vejo grande probabilidade de rompimento das máximas na região de R$ 132,00”, diz. Caso supere esse patamar, o ativo pode buscar R$ 170,00. Para o médio prazo, ele aponta suporte mais distante em R$ 103,00. “Enxergo ótima probabilidade de o ativo continuar rompendo e entregando boas movimentações”, acrescenta.

Vale [VALE3]

A Vale acumula alta consistente desde o fim de agosto, quando saiu da faixa de R$ 48,00 e chegou perto de R$ 91,00. Borges avalia que o movimento exige cautela. “Todo ativo, para continuar subindo de forma saudável, precisa passar por correções”, afirma. Ele diz que realizaria lucro na região de R$ 82,31 e espera um ajuste mais amplo antes de novas compras para médio prazo. “Gostaria de ver a Vale corrigindo entre R$ 70,00 e R$ 60,00 para voltar a montar posição”, explica.

Bitcoin

O Bitcoin recuou de US$ 100 mil para US$ 60 mil e agora pode registrar um repique técnico no curto prazo. Borges afirma que o ativo começou a trabalhar acima das médias no gráfico de 60 minutos, o que abre espaço para operações rápidas. “Aguardo o Bitcoin corrigir na região de US$ 67.500 para buscar uma compra até US$ 71.500”, diz. Ele projeta ainda uma nova venda entre US$ 75 mil e US$ 77 mil. Para os próximos meses, o analista mantém viés de baixa. “Acredito que o Bitcoin pode voltar à faixa de US$ 50 mil ou até US$ 45 mil, que seria um nível saudável de compra”, conclui.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Clube do Livro - Itaú BBA

A casa divulga seu tradicional clube do livro, orgazido há 11 anos.

“Discutimos alocação de capital, estilo de investimento, gestão de portfólio, estratégia de investimentos, biografias, finanças comportamentais e modelos mentais, vantagens competitivas (moats), valuation, governança corporativa e alinhamento com acionistas, economia e história, impacto da tecnologia, entre outros temas”, conta o banco.

Confira o relatório completo

Mapeando o uso de IA no Brasil - Safra

O relatório apresenta um panorama sobre o uso de inteligência artificial no Brasil. O levantamento reúne entrevistas com empresas de diferentes setores e com representantes do mercado financeiro.

O estudo busca identificar o estágio atual de adoção da tecnologia no país e medir o descompasso entre as expectativas criadas em torno da IA e a aplicação prática das ferramentas no dia a dia das companhias.

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Economia em destaque - XP

Um resumo semanal da economia global. A XP separa os principais acontecimentos que regiram os mercados no Brasil e no mundo.

Confira o relatório completo

Vale - XP

O balanço mais comentado da semana foi comentado pelos analistas da XP, que destacaram mais um trimestre de sólida performance em custos.

Confira o relatório completo

Ambev - BTG Pactual

“Em parte, os resultados do 4T25 repetem o cenário observado no 3T. A indústria de cerveja segue desafiadora, com queda de volumes na comparação anual em todos os mercados onde a companhia atua. A empresa compensou a retração com redução de custos e despesas, além de melhora no efeito preço e mix, resultado de reajustes aplicados em períodos anteriores”, comentam os analistas do BTG Pactual sobre os resultados da Ambev no 4T25.

Confira o relatório completo

Monitor de posicionamento de fundos macro -XP

A XP destacou o indicador de posicionamento no kit Brasil avançou na métrica de curto prazo, impulsionado pelo aumento das posições estimadas que se beneficiam da valorização do real.

Confira o relatório completo

Melhores conteúdos para o feriado

13 de Fevereiro de 2026, 14:22

O carnaval está chegando e com ele um fim de semana prolongado. Como equilíbrio é parte fundamental da existência humana, para que não vivam apenas de folia, a Equipe TradeNews separou os melhores conteúdos para não permitir que seus neurônios atrofiem no bloco, ou no scroling. Juntamos indicações dos integrantes do nosso time e também de personagens respeitados do Mercado Financeiro. Confira:

1. A mentalidade de um dos maiores gênios do Mercado Financeiro | Second Level - Diogo Carneiro Head de Produtos - Nomos

Se você trabalha com investimentos, gere o seu próprio patrimônio ou simplesmente busca entender por que o cenário para os fundos multimercados mudou tanto, o episódio “A Mentalidade de um dos Maiores Gênios do Mercado Financeiro”, do podcast Second Level com Rui Alves (Kinea), é uma recomendação obrigatória.

Diferente de conversas técnicas que ficam presas em projeções de PIB ou inflação, este papo é uma aula de filosofia aplicada à sobrevivência no mercado.


2. Duas apostas da Hix Capital. Gestora compartilha a tese de Eneva e Orizon - Equipe TradeNews

A HIX Capital identifica uma disparidade histórica no Ibovespa: enquanto os índices gerais ensaiam recuperação, empresas voltadas ao mercado doméstico — como as de Software e Varejo — seguem negociando a múltiplos drasticamente baixos. O destaque da carta semestral é o foco em ativos que operam abaixo de suas médias de preço/lucro de dez anos, sinalizando uma janela de entrada rara para o investidor de longo prazo que busca valor além das grandes commodities.

A gestora aprofunda o otimismo em dois nomes específicos: Eneva (ENEV3) e Orizon (ORVR3). Na Eneva, o trunfo é o modelo único gas-to-wire, que une a segurança da receita fixa à nova competitividade em leilões de reserva de capacidade. Já na Orizon, a tese central é a liderança absoluta no setor de resíduos pós-aquisição da Vital, transformando o lixo em ativos valiosos como o biometano. São duas escolhas que exemplificam a estratégia da HIX: buscar fluxo de caixa robusto em setores com barreiras de entrada e potencial de consolidação.


3. 10 motivos pelos quais este é o pior inverno cripto de todos os tempos | Joe Weisenthal - Equipe TradeNews

O mercado cripto já enfrentou quedas maiores em termos percentuais, mas Joe Weisenthal e Tracy Alloway (Bloomberg Odd Lots) argumentam que o cenário atual é o mais desolador de todos. O motivo? A perda de narrativa. No passado, o Bitcoin era a promessa para tempos de inflação e desconfiança nas moedas estatais; hoje, com o dólar sob estresse, o capital tem migrado para o ouro, não para o BTC. Além disso, a "fuga de cérebros" para o setor de Inteligência Artificial e a obsolescência de mineradores — que agora preferem transformar seus galpões em data centers de IA — criam um esvaziamento de propósito que o setor nunca viu.

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4. How WhatsApp took over the global conversation. A plataforma tornou-se tecnologia mundial. Qual nossa responsabilidade nela? - Equipe TradeNews

O que começou como uma tentativa frustrada de Jan Koum para mostrar se os amigos estavam "na academia" ou "dormindo" transformou-se na ferramenta de comunicação mais poderosa do planeta. Hoje, com mais de 3 bilhões de usuários, o WhatsApp não é apenas um app de mensagens; em países como Brasil, Índia e Quênia, ele é descrito como uma "tecnologia de vida", servindo para coordenar desde governos nacionais até compras de supermercado e socorro em desastres. A reportagem revela que a simplicidade do app — sem anúncios (até recentemente), sem jogos e focado na identidade real do usuário — foi o que permitiu que ele superasse o SMS e se tornasse o padrão global.

O texto resgata o conceito antropológico de Bronisław Malinowski para explicar que o WhatsApp é, antes de tudo, uma "arquitetura de presença". Muitas vezes, as mensagens não transmitem ideias, mas apenas o conforto de saber que o outro está lá.

Confira o texto completo

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5. Software vs. AI. Ações de software enfrentam forte pressão recente, reflexo de temores sobre codificação via IA - Equipe TradeNews

Enquanto o mercado precifica o fim do software (o chamado "SaaSpocalypse"), a Vision Investing propõe uma visão mais pragmática: não estamos vendo a morte do setor, mas sim uma seleção natural impulsionada pela IA. A tese central é que o mercado está reagindo de forma indiscriminada a uma queda iniciada em outubro de 2025, ignorando que softwares de missão crítica e sistemas deterministas (onde o erro não é uma opção) continuam protegidos e fundamentais.


  1. A Fórmula Mágica de Joel Greenblatt para Bater o Mercado de Ações | Joel Greenblatt - Marco Saravalle, CIO da MSX Invest

Muitas vezes, a simplicidade é a forma mais sofisticada de investir. É essa a premissa de "A Fórmula Mágica", de Joel Greenblatt, obra recomendada por Marco Saravalle (CIO da MSX Invest). O livro é um guia direto para o Value Investing, ensinando como bater o mercado focando em apenas dois pilares: comprar empresas excelentes (com alto retorno sobre capital) a um preço atrativo Embora o nome pareça promessa de enriquecimento rápido, o autor deixa claro que o sucesso exige a disciplina de manter a estratégia mesmo quando o mercado testa a paciência do investidor.

“Acho que o livro é muito bom. São conceitos relativamente simples, embora tenha esse esse nome bem chamativo. São conceitos que o investidor vai usar sempre. Sempre, ciclo de alto, ciclo de baixa, todas as empresas… Principalmente, de uma forma bem resumida”, resumiu Marco.

Onde encontrar


7. Mundo fraturado: Reflexões sobre a crise da ordem liberal | Diogo Ramos Coelho - Leandro Manzoni, Economista do Investing.com

Se o final do século XX foi marcado pela ideia do “Fim da História” e o triunfo das democracias liberais, o cenário atual é de fragmentação e incerteza. Recomendado pelo economista Leandro Manzoni (Investing.com), o livro Mundo Fraturado, do diplomata Diogo Ramos Coelho, é um guia essencial para decifrar as fissuras que estão redesenhando o mapa global. A obra conecta pontos complexos — como a rivalidade EUA-China, a guerra na Ucrânia e a ascensão de líderes populistas — para explicar como o livre-mercado e as instituições internacionais estão reagindo a forças que desafiam a globalização como a conhecemos.

O grande diferencial desta recomendação é a capacidade do autor de traduzir o “jargão diplomático” em uma linguagem direta para o investidor e o leitor leigo. Ramos Coelho utiliza uma abordagem interdisciplinar que une economia, história e política para mostrar que os riscos contemporâneos, como o protecionismo e a desigualdade de renda, não são eventos isolados, mas sintomas de uma crise estrutural. Para quem busca entender a volatilidade dos mercados internacionais além do gráfico do dia, esta leitura oferece a base necessária para compreender as disputas geopolíticas que definirão o fluxo de capitais nos próximos anos.

Onde encontrar


8. Building an AI-powered automated trading system from scratch: making ClawdBot(OpenClaw) your trading brain - Michael Garcia, Especialista de Projetos e Inovação da Nomos

A fronteira final do investimento quantitativo não é apenas automatizar ordens, mas automatizar a própria tomada de decisão. Este projeto propõe a criação de um sistema onde a IA não é apenas um assistente, mas o "cérebro" da operação. A arquitetura apresentada resolve o maior medo dos investidores — o risco de alucinação da IA — ao separar as funções em duas camadas: o ClawdBot (Cérebro), responsável pela análise de dados e notícias, e a Plataforma FMZ Quant (Mãos), que executa as ordens sob rigorosas travas de controle de risco e monitoramento em tempo real.

Confira o conteúdo completo


9. Pare de perder dinheiro: o vídeo que todo jogador deveria ver - Erik Pajunk, Head da Mesa Trader da Nomos e Nomos Sports

Acumular uma fortuna é apenas metade do desafio; a outra metade, muito mais difícil, é não deixá-la evaporar. Eric Pajunk, Head da Mesa Trader da Nomos e Nomos Sports, especialista em investimentos para atletas de alta performance, traz um choque de realidade: estatísticas mostram que até 78% dos jogadores da NFL quebram apenas dois anos após a aposentadoria. O problema raramente é o baixo salário, mas a incapacidade de controlar o gasto e a falta de distinção entre patrimônio imobilizado (casas e cavalos) e patrimônio gerador de renda.

Como o próprio Pajunk define:

“O que separa quem acumula de quem perde tudo pode ser resumido em uma só palavra: gasto. Não é o quanto você ganha, é o quanto você consegue não gastar de forma inconsequente.”

Duas apostas da Hix Capital

9 de Fevereiro de 2026, 13:51

A gestora HIX Capital divulgou sua carta aos investidores referente ao segundo semestre de 2025, destacando os sinais de recuperação do Ibovespa. A disparidade de valuation entre empresas focadas no mercado doméstico e os grandes índices permanece elevada, criando janelas de oportunidade para investidores de longo prazo.

Leia a carta completa clicando na imagem.

Segundo a gestora, diversos setores negociam atualmente a múltiplos significativamente abaixo de suas médias históricas. O levantamento aponta que segmentos como Software, Varejo e Serviços Financeiros (ex-Bancos) operam próximos ou até abaixo de um desvio padrão de suas médias de preço/lucro (P/E) dos últimos dez anos

Eneva [ENEV3]: única plataforma gas-to-wire no Brasil

A tese da Eneva sustenta-se em sua posição como única plataforma integrada gas-to-wire no Brasil, operando com fluxo de caixa robusto e oportunidades claras de expansão. O modelo de negócios combina receita fixa, garantindo previsibilidade e proteção ao capital, com uma plataforma ágil para alocação de recursos em projetos de alto retorno.

Recentemente, a evolução regulatória do Leilão de Reserva de Capacidade tornou-se marco central, pois a portaria final corrigiu distorções e permitiu que ativos térmicos existentes concorram de maneira competitiva para suprir a necessidade de potência confiável do sistema elétrico.

Além da geração de energia, a companhia diversifica sua monetização através da entrega de gás natural via logística rodoviária para clientes industriais, gerando EBITDA anual relevante, somado aos ganhos obtidos por sua mesa de comercialização em arbitragens de mercado.

Orizon [ORVR3]: líder no setor de resíduos

Para a Orizon, o cenário é de consolidação estratégica e liderança absoluta no setor de resíduos após a aquisição da Vital, transação que elevou sua participação de mercado para 18,4%.

A operação core de destinação final beneficia-se de uma agenda consistente de reprecificação, com tarifas médias em trajetória de alta devido à renovação de contratos legados acima da inflação.

No segmento de biometano, a empresa posiciona-se como a maior produtora nacional, utilizando um pipeline robusto e novas plantas operacionais para transformar resíduos em vetor de crescimento e redução de riscos.

A estrutura de gestão integrada permite que a companhia capture valor adicional em toda a cadeia, desde a coleta até soluções de Waste-to-Energy, sustentando um ciclo prolongado de geração de caixa e múltiplas opções de crescimento para a gestão.

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Criptos em pânico

8 de Fevereiro de 2026, 13:48

O mercado cripto atravessa correção intensa. Este vídeo da Nomos TV, com participação de Igor Carneiro da Vault Capital, aborda fatores macroeconômicos, decisões do Fed e a correlação entre investimentos em Inteligência Artificial e liquidez digital. O especialista explora a psicologia de mercado, diferenciando o acúmulo institucional do pânico no varejo, enquanto detalha indicadores como o RSI e suportes críticos de preço. Compreenda por que este cenário representa a oportunidade para quem foca no longo prazo.


A divulgação do IPCA de janeiro no Brasil e do relatório de empregos (payroll) de janeiro nos EUA são os grandes destaques da semana de 8 a 14 de fevereiro, fundamentais para definir o ritmo de corte de juros pelo Copom e pelo Fed. No cenário brasileiro, o mercado projeta uma alta de 0,34% para a inflação oficial, com foco total no comportamento do setor de serviços para validar um possível corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março. Nos EUA, o payroll, atrasado por um breve shutdown governamental, deve mostrar a criação de 68 mil vagas, testando a tese de estabilidade do mercado de trabalho defendida por Jerome Powell.

A semana também conta com eventos externos de alto impacto. No Japão, as eleições parlamentares de domingo (8) podem encarecer o financiamento global (carry trade) caso o partido da primeira-ministra Sanae Takaichi conquiste uma supermaioria. Na China, dados de inflação e preços de imóveis servirão de termômetro para a demanda por commodities.

No Brasil, além do IPCA na terça-feira (10), o mercado aguarda os dados de volume de serviços (quinta) e vendas no varejo (sexta) referentes a dezembro. Esses indicadores de atividade ajudarão o Banco Central a calibrar a política monetária em um momento de “inflexão econômica”, onde números de produção industrial e PMIs já sinalizam contração.

Rentabilidade das Principais Classes de Ativo

Fluxo estrangeiro

Probabilidade de cortes na taxa Selic - Reunião de março

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa encerrou a semana próximo da estabilidade, após dias de forte volatilidade, alternando altas e quedas e fechando em torno dos 182.000 pontos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, indicadores técnicos já acendem um sinal de atenção no curto prazo. “O IFR mostra uma divergência baixista, com o índice renovando topo sem confirmação do indicador”, afirma. Para ele, esse comportamento aumenta a probabilidade de lateralização ou de uma correção pontual em parte dos ativos. “Abaixo dos 180.000 pontos, vejo espaço para uma correção mais ampla, com regiões entre 175.000 e 173.000 pontos”, diz Borges, ressaltando que um eventual ajuste seria saudável após a alta contínua desde a faixa dos 163.000 pontos.

Petrobras [PETR4]

Após uma alta expressiva, que levou as ações da Petrobras de R$ 29,50 para R$ 38,50, o papel iniciou um movimento corretivo considerado natural. Borges destaca que o comportamento do volume reforça essa leitura. “Tivemos aumento de volume na alta e redução durante a correção, o que é bastante saudável”, avalia. O analista projeta uma possível zona de oportunidade entre R$ 34,00 e R$ 32,00. “Nessa faixa, passo a avaliar novas compras, pensando inclusive em posições de mais longo prazo”, afirma, destacando que, antes disso, o papel ainda pode ser explorado em operações na ponta vendedora até os níveis mais baixos dessa região.

Vale [VALE3]

As ações da Vale começam a dar sinais de perda de fôlego após uma forte valorização recente, que levou o papel de cerca de R$ 52,00 para próximo de R$ 90,00. De acordo com Filipe, houve falha no rompimento das máximas nesta semana, apesar do fluxo ainda elevado no ativo. “O movimento mostra um possível cansaço da alta, o que me faz aguardar correções para novas compras”, explica. O analista avalia que, caso o papel perca o patamar de R$ 82,00, pode haver uma queda mais acentuada. “Vejo regiões interessantes de compra entre R$ 71,00 e R$ 65,00”, afirma, recomendando proteção ou realização parcial de lucros para quem já está posicionado.

Vamos [VAMO3]

A Vamos segue como uma das apostas da NMS Research no curto prazo, com posição comprada na faixa de R$ 4,31 em operações de swing trade. Segundo Filipe Borges, o ativo apresenta uma estrutura técnica favorável após o rompimento de uma linha de tendência relevante. “O rompimento de R$ 4,60 abre espaço para movimentos mais fortes de alta”, diz o analista. Ele projeta como próximos objetivos a região de R$ 5,05 e, posteriormente, R$ 5,45 por ação. “Seguimos na ponta compradora, atentos a novas oportunidades dentro dessa movimentação”, acrescenta.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

XP Macro Strategy

A XP divulgou monitor de posicionamento dos fundos macro com dados atualizados até 4 de fevereiro. O indicador de posicionamento no kit Brasil avançou na métrica de curto prazo, puxado pelo aumento de posições que se beneficiam da apreciação do real.

Confira o relatório completo

Direto ao Ponto: Vale - Itaú BBA

O banco elevou o preço-alvo da Vale, atualizando suas projeções para a companhia:

“Atualizamos nossas projeções para a Vale levando em conta a forte alta recente dos preços de metais básicos, a revisão para baixo do capex (investimentos) de longo prazo anunciada pela própria companhia e os novos parâmetros de custo de capital definidos pelo time de estratégia.”

Confira o relatório completo

Brasil Macro Mensal - XP

XP: “Elevamos nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026, de 1,7% para 2,0%. A demanda deve ganhar tração em meio à expansão da renda e medidas de crédito. Continuamos a prever alta de 1,2% em 2027, refletindo menor impulso fiscal e condições monetárias ainda apertadas.”

Confira o relatório completo

Trade Idea: Temporada de resultados 4T25 - BTG Pactual

BTG: “Observamos que a Localiza apresenta melhores tendências em seus três principais segmentos. No RAC, o repasse efetivo de preços, volumes resilientes e ganhos de eficiência sustentam a expansão das margens.”

Confira o relatório completo

Carta Mensal - Santander Asset Management

No Brasil, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15,0% na última reunião. Segundo o Santander, a comunicação da decisão sinalizou que, caso o cenário esperado se confirme, o ciclo de cortes de juros pode começar já na reunião de março.

De acordo com o banco, apesar da abertura para a flexibilização monetária, o tom do comunicado segue cauteloso, o que mantém incertezas sobre a magnitude do primeiro corte. O Santander projeta um movimento inicial de redução de 0,5 ponto percentual.

Confira o relatório completo

Saúde - BTG Pactual

O BTG Pactual avalia que o setor de saúde passou por um ciclo prolongado de normalização pós-pandemia, com melhora nas tendências de utilização e nas glosas, apesar de condições de pagamento ainda piores que no período pré-Covid. Em 2025, o banco destaca forte dispersão de desempenho entre as empresas, com a Rede D’Or como principal destaque positivo, enquanto companhias mais alavancadas ou com integrações complexas seguem enfrentando desafios, cenário que deve persistir mesmo com a queda dos juros.

Confira relatório completo

Itaú bate recorde histórico com lucro de R$ 46,8 bilhões e ações disparam

5 de Fevereiro de 2026, 14:20

As ações preferenciais do Itaú subiam 2,02%, após o banco reportar lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no 4T25, crescimento de 13,2% na comparação anual. No acumulado de 2025, o lucro atingiu R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% frente a 2024 e novo recorde do setor bancário brasileiro, segundo a consultoria Elos Ayta. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 24,4% no trimestre, reforçando a percepção de rentabilidade elevada e consistente.

Para o JP Morgan, o resultado veio amplamente em linha, mas com leitura qualitativa positiva. O banco destacou a boa execução da estratégia, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas (SME), historicamente um dos mais rentáveis da instituição. Segundo o relatório, o crescimento da carteira SME, aliado à evolução do volume transacionado na adquirência (Rede), sinaliza ganhos de participação de mercado e potencial de crescimento estrutural. O JP Morgan também chamou atenção para o controle da inadimplência, com o índice de NPL acima de 90 dias praticamente estável em 1,9%, além da melhora contínua na eficiência, com redução de 180 pontos-base no custo operacional em um ano.

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Já o BTG Pactual classificou o trimestre como mais um encerramento “em tom alto” para o Itaú. A casa ressaltou que o principal destaque do balanço foi a qualidade dos ativos, com melhora ou estabilidade em todos os indicadores de risco de crédito, o que permitiu ao banco iniciar 2026 com um balanço considerado saudável. O BTG também apontou que o guidance divulgado para 2026, com lucro próximo de R$ 51 bilhões no ponto médio, está em linha com o consenso e reforça a capacidade do Itaú de sustentar retornos elevados mesmo em um ambiente macro mais desafiador.

Em coletiva realizada nesta quinta-feira, o diretor financeiro do Itaú, Gabriel Amado de Moura, afirmou que a inadimplência curta, entre 15 e 90 dias, caiu para 2,7% na operação brasileira, o menor nível da história da instituição, reforçando a leitura de controle de risco mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.

[Fonte: BTG Pactual]

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Carteiras de fevereiro: confira a atualização das principais casas para o mês

2 de Fevereiro de 2026, 14:09

O post será atualizado à medida que novas divulgações estiverem disponíveis

Max Small Caps - NMS Research

A carteira Max Small Caps promoveu mudanças em sua composição para o mês de fevereiro. O portifólio gerido por Max Bohm, analista da NMS Reserch, retirou a Oceanpact [OPTC3] em detrimento da entrada de Vulcabras [VULC3] e Armac [ARML3].

Composição da carteira Max Small Caps [Fonte: NMS Research]

Onde Investir em Renda Fixa Internacional - XP

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A estratégia de Renda Fixa Internacional da XP para fevereiro de 2026 prioriza ativos com prêmios de retorno entre 4,5% e 5,0% ao ano em dólar, focando em um prazo médio de 4 a 5 anos. A recomendação combina títulos soberanos (Treasuries) de curto prazo com emissões privadas (Corporate Bonds) para equilibrar a volatilidade e diversificar o portfólio global, reduzindo a exposição ao risco-país brasileiro.

Composição da carteira [Fonte: XP Research]

Carteira Dividendos Gráfica - XP

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A nova atualização da Carteira Técnica de Dividendos foca em ativos com tendência de alta confirmada e projeções otimistas via médias móveis de 21 e 200 dias. Para este ciclo, a seleção é composta por Santander [SANB11], Itaú Unibanco [ITUB4], Petrobras [PETR4], Telefônica Brasil [VIVT3] e Energisa [ENGI11], todos com peso igual de 20%. Destaque para o setor bancário e de energia, com projeções que buscam alvos como R$ 42,15 para SANB11 e R$ 59,00 para ENGI11.

Composição da carteira [Fonte: XP Research]

Carteira de Ganho de Capital - XP

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A XP ampliou sua exposição em lajes corporativas e recebíveis para fevereiro, elevando em 1,0% as posições no Tellus Properties [TEPP11], JS Real Estate [JSRE11] e Pátria Crédito Imobiliário [PCIP11]. Para viabilizar os novos aportes, o gestor reduziu a participação no Hedge Top FOF [HFOF11] (-2,0%) e no Bresco Logística [BRCO11] (-1,0%), focando em ativos com descontos atrativos e potencial de valorização.

Destinada a investidores de renda variável, a estratégia busca superar o IFIX no longo prazo através de uma seleção de 14 ativos. O desempenho recente reforça a tese: em janeiro, a carteira subiu 3,61% contra 2,27% do índice, acumulando alta de 34,4% nos últimos 12 meses. Com um dividend yield anualizado de 10,5%, a composição atual prioriza fundos com perspectivas de melhora na distribuição de rendimentos e preços convidativos.

Carteira Renda Total - XP

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A Carteira Renda Total da XP reforçou sua exposição em lajes corporativas e fundos de papel defensivos para fevereiro, ampliando em 1,0% as posições em Tellus Properties [TEPP11], JS Real Estate [JSRE11] e Kinea Crédito Imobiliário [KNCR11], além de 0,5% no Capitânia Securities [CPTS11] e Mauá Capital Recebíveis [MCCI11]. Em contrapartida, reduziu a alocação no Riza Agro [RZAG11] (-2,0%), Hedge Top FOF [HFOF11] (-1,0%) e FGMA Agro [FGAA11] (-1,0%), realizando lucros em ativos já bem precificados.

Com perfil moderado, a estratégia busca superar o IMA-B 5+ combinando FIIs, Fiagros e FI-Infras. Em janeiro, a carteira subiu 3,7% frente aos 0,84% do benchmark, gerando um dividend yield anualizado de 12,3%. Os ajustes atuais visam capturar o carrego atraente de recebíveis e o potencial de valorização do setor de escritórios.

Carteira Top 5 - Itaú BBA

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O Itaú BBA renovou a maioria de sua carteira de maior convicção com três substituições estratégicas: entram Eneva [ENEV3], Axia [AXIA3] e Embraer [EMBR3] nas vagas de Equatorial [EQTL3], Bradesco [BBDC4] e Suzano [SUZB3]. A entrada da Eneva [ENEV3] foca no despacho elevado de termelétricas e no leilão de reserva de capacidade, enquanto a Axia [AXIA3] é impulsionada pela alta nos preços de energia e dividendos projetados acima de 10%. Já a Embraer [EMBR3] substitui a Suzano como tese de descorrelação doméstica, apoiada por ciclos positivos em defesa e aviação comercial.

As mudanças visam capturar catalisadores de curto prazo e resultados operacionais robustos em setores resilientes. A Eneva [ENEV3] destaca-se como a maior operadora privada de gás onshore, a Axia [AXIA3] (ex-Eletrobras) apresenta avanços em governança e a Embraer [EMBR3] possui gatilhos concretos, como a certificação da EVE até o fim de 2026.

Carteira Dividendos - Itaú BBA

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A seleção de proventos do banco ganha o reforço da Axia [AXIA3] e da Cury [CURY3], que entram nos lugares de Copel [CPLE6] e Caixa Seguridade [CXSE3]. A Axia [AXIA3] foi escolhida pela expectativa de fluxos generosos de caixa e yield médio superior a 10% nos próximos cinco anos. No setor de construção, a Cury [CURY3] assume o posto por sua forte geração de caixa e eficiência no programa Minha Casa Minha Vida, com dividendos estimados em 9% para 2026.

A estratégia foca em empresas com alta capacidade de execução e fundamentos favoráveis em seus nichos. Enquanto a Axia [AXIA3] se beneficia da alavancagem controlada e preços de energia, a Cury [CURY3] se destaca pela velocidade de vendas e dominância nas regiões metropolitanas de SP e RJ.

[Fonte: Itaú BBA]

Carteira Small Caps - Itaú BBA

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A Carteira Small Caps passa por uma rotação setorial completa com as entradas de BR Partners [BRBI11], Panvel [PNVL3] e Iguatemi [IGTI11], substituindo Vivara [VIVA3], Grupo SBF [SBFG3] e Ecorodovias [ECOR3]. O BR Partners [BRBI11] entra para capturar a retomada de fusões e aquisições, a Panvel [PNVL3] aproveita o bom momento do varejo farmacêutico e a Iguatemi [IGTI11] é selecionada pela gestão ativa de aluguéis e benefícios potenciais da reforma tributária.

As novas escolhas buscam aproveitar tendências macroeconômicas específicas, como o fim de patentes de medicamentos para emagrecimento (impulsionando a Panvel [PNVL3]) e a eficiência tributária em shoppings de alta renda. O portfólio reforça a aposta em nomes que lideram seus segmentos com operações consistentes e escala regional.

Carteira Max Ações - NMS Research

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A casa realizou uma reformulação relevante, destacando-se a saída da Metalúrgica Gerdau [GOAU4] (-5%) para a entrada da Moura Dubeux [MDNE3] (+6%). O gestor também promoveu ajustes finos para reequilibrar o risco, com reduções de 1% em C&A Modas [CEAB3], Localiza [RENT3], Inter & Co [INBR32] e Iguatemi [IGTI11], além de 3% na Plano & Plano [PLPL3], enquanto elevou em 1% a exposição em Caixa Seguridade [CXSE3], Itaúsa [ITSA4], XP Inc [XPBR31] e Azzas 2154 [AZZA3], com aporte adicional de 2% na Axia [AXIA3].

[Fonte: NMS Research]

Carteira Smart Allocation - NMS Research

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A Carteira Smart Allocation da NMS Research reduziu em 5% sua posição no Kinea Infraestrutura [KDIF11], direcionando esse capital para o aumento do peso no Fator IFIX [BRZP11].

Smart FIIs - NMS Research

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A Carteira Smart FIIs da NMS Research atualizou sua composição com a redução de 3% no VBI Prime Offices [PVBI11], redirecionando o capital para o aumento de 1% no Capitânia Securities [CPTS11] e 2% no Vinci Logística [VILG11]. As movimentações visam ajustar o equilíbrio entre renda de títulos e ativos reais no portfólio.

Estratégia Global - NMS Research

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Na atualização mais recente, a gestora promoveu uma mudança estratégica visando o setor de semicondutores, com a saída da Alphabet Inc. [GOOGL] para a entrada da ASML Holding [ASML], que passa a deter um peso de 8% na carteira.

A Estratégia Global da NMS Research é desenhada para investidores de perfil moderado a agressivo que buscam crescimento e diversificação no mercado americano. Composta por uma seleção de 15 a 20 ativos entre ações, ETFs e ADRs, a carteira foca no equilíbrio entre risco e retorno para horizontes de médio e longo prazo.

[Fonte: NMS Research]

Carteira Viva de Renda com FIIs - XP

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A Carteira Viva de Renda com FIIs da XP renovou sua estratégia para fevereiro de 2026, focando no aumento de exposição aos segmentos de Tijolo e FoF em detrimento de Papel e Híbridos. O portfólio registrou as entradas de Valora Hedge Fund [VGHF11], JS Real Estate [JSRE11], BTG Pactual Terras Agrícolas [BTHF11], Kinea Crédito Imobiliário [KNCR11], Kinea Securities [KNSC11], Bresco Logística [BRCO11] e Vinci Logística [VILG11], enquanto Guardian Logística [GARE11] e Riza Terrax [RZTR11] foram removidos. A movimentação busca otimizar os dividendos mensais através de critérios quantitativos, priorizando ativos com baixa volatilidade e alta liquidez para investidores que aceitam maior risco em busca de renda superior.

Com modelos estatísticos calibrados pela performance histórica, a carteira entregou um retorno de 23,6% nos últimos 12 meses, superando os 21,3% do IFIX. Além da valorização, a estratégia garantiu um dividend yield de 13,3% no período, consolidando-se como uma alternativa eficaz para maximizar o fluxo de caixa. Ao ajustar a alocação entre as diferentes classes de fundos imobiliários, a XP aproveita o cenário macroeconômico para potencializar o crescimento patrimonial e a recorrência dos proventos pagos aos cotistas.

Carteira Top Dividendos - XP

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A atualização da Carteira Top Dividendos da XP para fevereiro de 2026 foca na captura de valor através de commodities e na retomada do mercado financeiro nacional. Com esse objetivo, a exposição em Petrobras [PETR4] subiu para 12,5%, ajustando a participação no setor de Óleo & Gás, ao mesmo tempo em que a B3 [B3SA3] teve seu peso elevado para 12,5%, aproveitando o cenário de juros baixos e o contínuo ingresso de capital externo. Para equilibrar esses aumentos, a Energisa [ENGI11] teve sua fatia reduzida para 5% e a Copasa [CSMG3] foi removida da seleção, permitindo a realização de lucros após a forte alta recente e reduzindo o peso do setor de Utilidade Pública diante da menor atratividade atual dos prêmios de risco.

Mantendo o rigor na escolha de empresas maduras com gestão de excelência, a carteira prioriza papéis que garantam um fluxo recorrente de proventos e apresentem resiliência operacional. Os resultados recentes comprovam o sucesso dessa tese, com a carteira registrando alta de 13,8% em janeiro de 2026, superando os 12,6% do Ibovespa. No histórico de longo prazo, a estratégia acumula uma rentabilidade de 328,7%, mais que o dobro dos 149,3% do índice de referência, reforçando sua eficiência como uma alternativa defensiva e rentável para o investidor focado em dividendos.

[Fonte: XP Research]

Carteira Top Small Caps - XP

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A Carteira Top Small Caps XP passou por mudanças relevantes em fevereiro, com ajustes de peso, entradas e saídas para reposicionar o portfólio. A XP reduziu a participação de Aura [AURA33] de 12,5% para 10%, após a forte valorização da ação em janeiro e desde sua inclusão na carteira. Ao mesmo tempo, incluiu 3Tentos [TTEN3], com peso de 10%, citando expectativas de ganho de participação em insumos agrícolas, recuperação de margens industriais, aumento de escala em trading e avanço das operações de etanol de milho.

O portfólio também elevou a exposição a Cury [CURY3], de 7,5% para 12,5%, diante de perspectivas positivas para construtoras focadas no segmento de baixa renda e de valuation considerado atrativo. Em sentido oposto, a XP reduziu Marcopolo [POMO4] de 7,5% para 5%, diante de um cenário de demanda doméstica mais fraca em 2026 e menor espaço para revisões de lucro. Vivara [VIVA3] e Vulcabras [VULC3] foram retiradas da carteira para reduzir a exposição ao varejo, enquanto Pague Menos [PGMN3] entrou com peso de 10%, com expectativa de ganhos de produtividade, menor pressão competitiva e benefícios de tendências estruturais no setor farmacêutico.

Carteira ESG - XP

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A Carteira ESG XP segue sem alterações em fevereiro e mantém as 10 ações selecionadas com base em critérios ambientais, sociais e de governança, combinados a fundamentos considerados sólidos pelo time de Research da XP. O portfólio tem como objetivo superar o desempenho do índice B3 ISE1 no longo prazo e passa por revisões mensais, com possibilidade de ajustes conforme a avaliação dos analistas.

Top Ações - XP

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A Carteira Top Ações XP passou por ajustes para fevereiro com foco em ampliar a exposição ao setor de commodities. A XP incluiu Petrobras [PETR4], com peso de 5%, para reduzir a posição abaixo do neutro em Óleo e Gás. Para abrir espaço na alocação, a casa retirou Gerdau [GGBR4] do portfólio, citando preocupações com a dinâmica operacional no Brasil, apesar do bom desempenho da companhia nos Estados Unidos.

A carteira reúne as principais recomendações do time de Research da XP e tem revisão mensal, com possibilidade de mudanças a cada período. O objetivo é superar o desempenho do Ibovespa no longo prazo, com foco em visão de longo prazo, diversificação setorial, valuation atrativo e perspectivas de crescimento. Em janeiro, a carteira registrou retorno de 12,3%, abaixo do avanço de 12,6% do Ibovespa.

Composição da carteira Top Ações [Fonte: XP Research]

Carteira de Alocação PJ - XP

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Para a Carteira de Alocação PJ, a estratégia de Renda Fixa foca na preservação de capital e captura de prêmios em prazos intermediários. Os ativos Pós-fixados continuam como pilar central devido aos juros reais elevados, mas a recomendação é de cautela no crédito privado, priorizando emissores de alta qualidade e liquidez. Nos títulos atrelados à Inflação, a casa mantém exposição neutra, concentrando-se em vencimentos intermediários com duration de seis anos para equilibrar o carrego real atrativo com uma volatilidade moderada, evitando os riscos da ponta longa da curva.

Já nos Prefixados, a exposição permanece acima do nível neutro, com a duration elevada de três para quatro anos neste mês. A aposta baseia-se no potencial de fechamento dos juros futuros, sustentada pela melhora na inflação corrente e um câmbio mais estável. Embora o cenário fiscal ainda gere prêmios de risco nos vértices mais longos, a XP identifica uma oportunidade tática nos vencimentos médios, onde a convergência das expectativas de inflação pode favorecer a valorização dos papéis.

[Fonte: XP Research]

Carteira Alocação PF - XP

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A estratégia de alocação da XP para Renda Fixa mantém o foco na otimização da relação risco-retorno, com destaque para a atratividade dos ativos Pós-fixados. Com retornos reais elevados e spreads de crédito apertados, a recomendação é de cautela, priorizando a qualidade dos emissores e a liquidez. Já no segmento de Inflação, a casa adota uma postura neutra, concentrando-se em vencimentos intermediários com duration média de seis anos. Essa escolha visa capturar juros reais robustos e potencial de valorização, evitando a volatilidade excessiva das taxas de longo prazo.

Nos ativos Prefixados, a XP elevou a exposição para um nível acima do neutro, estendendo a duration de três para quatro anos. A mudança aposta no fechamento adicional das taxas de juros futuros, impulsionado por uma inflação corrente mais controlada e um câmbio comportado. Embora o cenário fiscal ainda exija atenção e gere prêmios de risco nos vértices longos, a análise identifica oportunidades nos prazos intermediários, onde o equilíbrio entre carrego e risco de marcação a mercado mostra-se mais favorável para o investidor.

Carteira Top Dividendos Plus - XP

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A seleção da Carteira Top Dividendos Plus para este mês foca em equilibrar o retorno imediato via proventos com a solidez dos fundamentos. A estratégia, que seleciona os 10 nomes mais consistentes entre Ibovespa, IBrX 100 e Small Caps, prioriza ativos com alta recorrência de pagamentos e boas perspectivas de crescimento. A principal movimentação é a inclusão do Bradesco [BBDC4], impulsionada por um dividend yield atrativo e pela revisão positiva nas expectativas de crescimento por parte dos analistas (LSEG).

Em contrapartida, a PetroReconcavo [RECV3] deixou o portfólio no período. A exclusão reflete a deterioração no consenso das recomendações de mercado, conforme apontado pelos dados da LSEG, sinalizando um cenário de menor previsibilidade para a petroleira no curto prazo. Com esse ajuste, a carteira busca manter a qualidade do carrego e a resiliência do portfólio diante das oscilações do mercado local.

Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliário - XP

A XP anunciou ajustes na sua Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários para fevereiro, priorizando ativos defensivos para superar o IFIX no longo prazo. O movimento principal consistiu na redução da exposição ao setor logístico, com cortes em BTLG11 e BRCO11, além da saída total de KNSC11. A estratégia foca em realizar lucros em ativos já bem precificados, redirecionando o capital para fundos de papel com rendimentos mais atrativos e maior proteção.

As novas alocações reforçam as posições em KNCR11 e MCCI11, além de marcar a inclusão do fundo de shopping HSML11, escolhido por seu preço descontado e solidez operacional. Com as mudanças, a carteira mantém uma diversificação estratégica liderada por Recebíveis (43%), seguidos por Logística (20%) e Shoppings (11,5%), consolidando um perfil focado em geração de renda e resiliência patrimonial.

[Fonte: XP Research]

Top Ações Globais - XP

Confira a carteira completa

A carteira Top Ações Globais XP passou por ajustes estratégicos focados em assimetria de valor e resiliência setorial. No segmento de tecnologia, o rali da ASML motivou um rebalanceamento em favor da TSMC, que apresenta um valuation mais atrativo na cadeia de inteligência artificial. Paralelamente, a exposição à China foi ajustada com a redução de Baidu e aumento de Alibaba, após a convergência de fundamentos eliminar a vantagem relativa que antes favorecia a primeira.

No campo defensivo, a gestão reduziu a exposição em bens de consumo, setor pressionado por tarifas e pela migração do consumidor americano para produtos mais baratos. Em contrapartida, houve um reforço em Utilidades Públicas com a inclusão da Exelon; a escolha prioriza a baixa volatilidade do ativo para enfrentar o cenário de juros longos elevados, garantindo maior estabilidade ao portfólio frente à dinâmica de mercado atual.

[Fonte: XP Research]

Top Dividendos Globais - XP

Confira carteira completa

A XP promoveu ajustes na carteira Top Dividendos Globais no setor financeiro, com foco no segmento de atuação das instituições e não na exposição geográfica. A casa reduziu a posição em HSBC e elevou a participação em US Bancorp.

Segundo a XP, o movimento busca maior alinhamento ao benchmark da estratégia, o iShares Select Dividend ETF, que tem maior peso em bancos regionais dos Estados Unidos. A mudança também contribui para elevar o dividend yield total da carteira, atualmente em 2,6%.

[Fonte: XP Research]

Small Caps - BTG Pactual | Fevereiro

O BTG Pactual atualizou a carteira de Small Caps para fevereiro com a inclusão de Vitru [#VTRU3] e C&A [#CEAB3]. Segundo o banco, as mudanças buscam capturar oportunidades em empresas com valuation atrativo e gatilhos operacionais, em um cenário ainda marcado por forte fluxo de recursos para ações brasileiras.

Permanecem no portfólio Aura [#AURA33], Inter [#INBR32], Copasa [#CSMG3], Sanepar [#SAPR11], GPS [#GGPS3], 3tentos [#TTEN3], Pague Menos [#PGMN3] e Tenda [#TEND3]. Já Unifique [#FIQE3] e Vivara [#VIVA3] deixaram a carteira após a revisão mensal.

[Fonte: BTG Pactual]

10SIM – BTG Pactual | Fevereiro

Confira a carteira completa

O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM para fevereiro, mantendo a estratégia geral, mas com ajustes pontuais diante do forte fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes. Segundo o banco, as entradas elevaram as avaliações do Ibovespa para patamares mais próximos da média histórica, o que levou a casa a buscar ações ainda com preços atrativos ou gatilhos específicos de valorização.

Axia entra no lugar da Equatorial; Rede D’Or sai, Localiza ganha peso

O BTG manteve a exposição a utilities em 20%, mas substituiu a Equatorial por Axia, mantendo a Eneva na carteira. A casa avalia que a Axia se beneficia do atual cenário de preços mais elevados de energia. Após forte desempenho, a Rede D’Or deixou o portfólio. Para preservar a exposição a empresas de fluxo de caixa de longo prazo, o banco aumentou o peso da Localiza para 15%, ante 10%.

Stone entra; PRIO substitui Embraer

A carteira ampliou a exposição ao setor financeiro. A Stone entrou com peso de 5%, apoiada em valuation considerado atrativo e na expectativa de pagamento relevante de dividendos após a venda da Linx. Os bancos seguem com 25% da carteira, com aumento da participação do Nubank para 15% e redução do Itaú para 10%. A Embraer saiu após forte valorização e foi substituída pela PRIO, que, segundo o BTG, negocia com elevado fluxo de caixa livre projetado para 2026. A Aura foi mantida, preservando a exposição a ativos dolarizados.

Allos substitui Cyrela; Raia completa a carteira

No setor imobiliário, a Cyrela deixou a carteira após a alta recente das ações. O BTG incluiu a Allos, operadora de shoppings, citando valuation atrativo e projeção de dividend yield de dois dígitos em 2026. A Raia Drogasil permanece entre as dez ações selecionadas para o mês.

Demais posições são mantidas

Além de Eneva, Axia, Localiza, Nubank, Itaú, Stone, PRIO, Aura, Allos e Raia Drogasil, o banco destaca que a composição segue equilibrada entre setores domésticos, exportadores e empresas com geração recorrente de caixa, em um cenário ainda sustentado pelo fluxo de investidores estrangeiros.

[Fonte: BTG Pactual]

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Fevereiro começa com ata do Copom, e 'payroll', Bolsa já sobe 12,6% no ano.

1 de Fevereiro de 2026, 11:06

A primeira semana de fevereiro será marcada pela ata do Copom, pelos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pelo início da temporada de balanços no Brasil. No foco doméstico, investidores buscam mais detalhes sobre a sinalização do Banco Central de início do corte da Selic em março, enquanto, no exterior, o payroll e revisões do emprego americano devem calibrar as apostas sobre o próximo movimento do Federal Reserve.

No Brasil, a ata do Copom, que será divulgada na terça-feira (3), deve detalhar os condicionantes para a flexibilização monetária, após o BC praticamente sacramentar um corte em março. O mercado também acompanha o Boletim Focus, a produção industrial de dezembro, o Índice de Commodities do BC, a balança comercial de janeiro e o IGP-DI, além dos primeiros resultados corporativos do quarto trimestre de 2025.

Nos EUA, a atenção se volta ao mercado de trabalho, com a divulgação dos dados de janeiro e a revisão da criação de vagas no segundo semestre de 2025. Apesar da manutenção dos juros pelo Fed, Manzoni avalia que os números de emprego serão decisivos para confirmar o cenário de estabilidade monetária até, ao menos, junho.

Rentabilidades das principais classes de ativos

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa entrou em uma fase de maior esforço comprador, mas já dá sinais de um possível processo corretivo no curto prazo, sem comprometer a tendência principal de alta, avalia Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. Segundo ele, o índice pode passar por ajustes após as fortes valorizações recentes. “Vejo espaço para correções entre 175.000 e 171.000 pontos”, afirma. Para Borges, essa faixa pode se transformar em nova oportunidade de entrada caso o fluxo seja mais fraco do que o observado no movimento de alta. “Se o mercado corrigir até essa região, pode ser um excelente ponto de compra para posições de médio prazo”, acrescenta.

Petrobras [PETR4]

As ações da Petrobras mantiveram o movimento de alta após o rompimento do nível de R$ 32,50, conforme já vinha sendo monitorado pela NMS Research. O papel avançou até a região de R$ 38,00, que correspondia ao primeiro alvo técnico, e agora pode buscar patamares mais elevados. “Com a superação de R$ 38,00, vejo espaço para a ação trabalhar entre R$ 40,00 e R$ 42,50”, diz Filipe Borges. Para quem entrou em níveis mais baixos, o analista recomenda cautela. “Vale considerar uma realização parcial e acompanhar o comportamento do ativo nos próximos dias”, completa.

Banco do Brasil [BBAS3]

O Banco do Brasil apresentou uma forte valorização após o rompimento de uma linha de tendência de baixa de longo prazo, movimento considerado técnico e relevante. As ações subiram de R$ 21,80 para R$ 25,80, uma alta próxima de 19%. De acordo com Filipe Borges, o papel agora tende a entrar em uma região de lateralização. “Estamos exatamente na área de preenchimento de gap deixado após a divulgação do balanço, quando o mercado reagiu mal aos números”, explica. Para novas compras, o analista prefere aguardar. “Depois de uma alta tão forte, o ideal é esperar uma correção para montar posições com uma relação risco-retorno mais interessante”, afirma, citando alvo posterior em R$ 29,50.

Bitcoin

O Bitcoin voltou a apresentar uma dinâmica semelhante à observada no fim do último ciclo de alta, com sinais de enfraquecimento da tendência e aumento da pressão vendedora, segundo a análise técnica da NMS Research. Para Filipe Borges, o movimento atual pode levar a novas quedas no curto prazo. “Se perder a região dos US$ 81.000, o Bitcoin pode buscar US$ 75.000”, avalia. Nesse cenário, o ativo poderia entrar em uma faixa mais lateralizada entre US$ 50.000 e US$ 65.000. “Essa seria, na minha visão, a melhor região para acumular Bitcoin pensando no próximo ciclo”, diz o analista, que vê o momento como uma oportunidade gradual para investidores de médio e longo prazo.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Money Flow - BTG Pactual

“S&P começa o ano com sentimento positivo em Equities, mas posicionamento elevado nos deixa marginalmente mais cautelosos”, informa o BTG.

Confira o relatório completo

FIIs: ativos financeiros (1S26) - Itaú BBA

Para 2026, a expectativa de início do ciclo de cortes de juros e o alívio observado nas curvas futuras reforçaram o melhor desempenho dos fundos imobiliários de tijolo, avalia o Itaú BBA. Segundo o banco, o movimento já começou a se materializar no mercado.

Apesar disso, o Itaú BBA mantém a preferência pelos fundos de papel para 2026. A instituição destaca que esses ativos devem seguir como principais geradores de rendimentos distribuídos ao longo do ano.

Confira o relatório completo

Randoncorp & Frasle Mobility - Safra

O banco revisou o valuation das companhias para incorporar os últimos resultados divulgados. Dessa forma, elevou o preço-alvo para ambas as empresas.

Confira o relatório completo

GPS - Safra

“Após um primeiro semestre de 2025 desafiador para o crescimento orgânico, em razão de um ambiente macroeconômico mais fraco que levou clientes a reduzir o escopo dos contratos ou migrar para soluções de menor preço, observamos um ponto de inflexão no terceiro trimestre. Além disso, esperamos uma melhora gradual das margens”, contam os analistas do Safra, em relatório.

Confira o relatório completo

China Focus - BTG Pactual

A leitura do PIB da China no quarto trimestre de 2025 mostrou crescimento de 1,2% frente ao trimestre anterior, ligeiramente acima das expectativas do mercado, aponta o BTG Pactual. Com o resultado, a economia chinesa atingiu a meta de expansão de 5% definida pelo governo para o ano.

Segundo o BTG Pactual, apesar da desaceleração das vendas no varejo, o consumo das famílias acelerou no período, movimento atribuído ao fortalecimento do consumo de serviços.

Confira o relatório completo

JP Morgan sugere os bancos para 2026

28 de Janeiro de 2026, 11:02

O mercado financeiro projeta uma temporada positiva para os bancos no quarto trimestre de 2025, mas com atenção voltada para o rumo de 2026. Relatório do JP Morgan aponta que as instituições devem concentrar suas mensagens em crescimento da carteira de crédito, qualidade dos ativos e evolução das despesas administrativas. O documento destaca ainda temas como evolução da folha privada, atuação do FGC e redução da rede física.

Segundo o JP Morgan, a Febraban projeta desaceleração do crédito de cerca de 9% em 2025 para aproximadamente 8% em 2026. O ano deve contar com novas rodadas de investimentos: o Banco do Brasil tende a manter aportes em tecnologia, enquanto o Bradesco acelera seu plano de transformação, que inclui ajustes na rede. O banco afirma que não está claro se 2026 será um ano de despesas acima da inflação para o Itaú.

O relatório lembra que este será o primeiro trimestre sem a divulgação mensal de balanços pelo Banco Central, que passou a adotar apenas reportes trimestrais. A mudança reduz a visibilidade dos resultados antes da temporada de balanços. Por outro lado, o quarto trimestre costuma apresentar volumes maiores, o que tende a beneficiar margem financeira e receitas de tarifas.

A inadimplência deve continuar controlada, sem sinais de deterioração relevante. Linhas como crédito pessoal e cartão mostram melhora entre 15 e 90 dias, acima da sazonalidade histórica. Mesmo assim, o JP Morgan avalia que a qualidade dos ativos será um ponto de atenção para 2026 devido ao endividamento das famílias e à Selic média elevada. O banco trata 2027 como ano mais provável para virada do ciclo de crédito diante de estímulos do governo, cortes tributários e inflação baixa esperada para 2026.

Nas despesas, o trimestre deve refletir o impacto integral do reajuste salarial de setembro, de 5,68%, além de gastos maiores com marketing em algumas instituições. “Esperamos uma boa temporada de resultados para os bancos”, afirma o relatório. Antes da divulgação dos números, o JP Morgan mostra preferência por Nubank e Itaú.

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Nubank [ROXO34]: receita forte e provisões maiores

O JP Morgan avalia que o Nubank deve apresentar mais um trimestre forte em receita, com sazonalidade favorável no Brasil. O banco cita aumento do uso de limites no cartão, o que pode elevar provisões. Também aponta que o terceiro trimestre teve recuperações atípicas, que não devem se repetir. No México, dados regulatórios resumidos indicam alta de 14% no crédito e leve avanço da inadimplência, mas com baixas menores. O JP Morgan projeta lucro de US$ 846 milhões no trimestre e US$ 3,8 bilhões para 2026.

Inter [INBR32]: atenção para folha privada e provisões

O Inter deve registrar trimestre sólido em crescimento e receita, impulsionado por cartões, folha de pagamento e crédito imobiliário. A carteira de folha pode encerrar 2025 perto de R$ 2 bilhões, ante R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre. O avanço deve elevar provisões e custo de risco. O JP Morgan projeta lucro de R$ 367 milhões e ROE de 15%.

Itaú [ITUB4]: estabilidade e previsibilidade

O Itaú deve entregar mais um trimestre sem surpresas. O crescimento do crédito tende a ser mais forte no quarto trimestre por causa de cartões e imobiliário. A margem com clientes deve avançar cerca de 5% no trimestre, apesar de estabilidade no NIM. A qualidade dos ativos segue saudável, mas provisões devem subir e alcançar o ponto médio do guidance. A projeção indica lucro recorrente de R$ 12,2 bilhões e ROE de 24% no trimestre, além de R$ 51,9 bilhões em lucro para 2026.

Bradesco [BBDC4]: receita forte, custo maior

O JP Morgan prevê outro trimestre forte em receita e margem no Bradesco, mas com impacto do plano de transformação, que pode aumentar contingências trabalhistas e cíveis. A projeção aponta lucro de R$ 6,6 bilhões, alta de 6% sobre o trimestre anterior, com ROE de 15,5%. Para 2026, o crédito pode desacelerar, mas a receita permanece como foco da gestão.

Banco do Brasil [BBAS3]: expectativas baixas, espaço para surpresa

O Banco do Brasil deve registrar trimestre desafiador, com lucro apoiado por reversões fiscais e provisões ainda pesadas. A estimativa do JP Morgan é de lucro de R$ 4,2 bilhões no trimestre. A instituição avança em programa de repactuação do agronegócio, que pode reduzir inadimplência inicial em 2026 e elevar renegociações. Para 2026, o JP Morgan revisou o lucro estimado para R$ 23,8 bilhões, com ROE de 13%.

Santander [SANB11]: despesas como fator positivo

O Santander deve reportar trimestre ainda fraco em crescimento da carteira, mas com potencial de melhora em 2026 devido à base comparativa. O JP Morgan projeta lucro de R$ 4 bilhões e ROE de 17%. Para o próximo ano, o banco identifica controle de custos como principal motor, com despesas abaixo da inflação.

Regionais e médios

O Banrisul deve encerrar 2025 com crescimento de crédito em 6% e custo de risco de 1,8%. A projeção do JP Morgan indica lucro de R$ 718 milhões no trimestre. O Banco ABC deve entregar trimestre estável, com lucro de R$ 272 milhões e ROE de 16%.

O relatório do JP Morgan indica que os bancos brasileiros entram em 2026 com cenário operacional controlado, inadimplência em níveis administráveis e foco em despesas. A incerteza maior está na segunda metade do ciclo, com o banco tratando 2027 como ano de maior risco para virada do crédito.

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Para onde ir se a Selic cair? BTG Pactual projeta corte antecipado e aponta os setores que podem saltar

26 de Janeiro de 2026, 17:04

Com o mercado ainda apostando em um início de corte de juros apenas para março, o BTG Pactual divulgou uma visão fora do consenso: o ciclo de flexibilização monetária pode começar já nesta semana. Para os analistas do banco, um corte de 0,25 ponto percentual (25 bps) agora é tecnicamente justificável pela ausência de pressões de demanda e pela natureza prospectiva da política econômica.

Se a previsão se confirmar, o cenário abre uma janela de oportunidade para investidores buscarem ativos que se beneficiam diretamente do crédito mais barato e da redução das despesas financeiras.

Oportunidades na alavancagem: por que olhar para Educação e Saúde?

A lógica por trás da tese do BTG é direta: empresas com maior alavancagem (relação dívida líquida/EBITDA) sentem um alívio imediato no caixa quando os juros caem. Isso acontece porque o custo de carregar suas dívidas diminui, permitindo revisões para cima nos lucros e uma valorização das ações.

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Educação: a aposta favorita do banco

O setor de educação é classificado como de “beta alto”, ou seja, tende a reagir com mais intensidade aos movimentos do mercado. O BTG prefere educação ao setor de saúde neste momento, citando um fluxo de caixa livre (FCF) mais forte e valuations mais atraentes.

O banco sugere uma “cesta” de ações focada neste setor:

  • Small Caps (Maior alavancagem): Ânima (2,4x dívida/EBITDA) e Vitru (2,1x).

  • Large Caps: YDUQS e Cogna.

Alavancagem das empresas de educação e sensibilidade do lucro líquido a um corte de juros de 100 bps [Fonte: BTG Pactual]

Saúde: seletividade é a palavra de ordem

Embora o setor de saúde também possua nomes alavancados que podem se beneficiar, como Hypera (5,0x dívida/EBITDA) e Oncoclínicas (4,2x), o BTG mantém uma postura mais cautelosa e focada em qualidade (buy and hold).

A principal recomendação no setor de saúde continua sendo a Rede D’Or [RDOR3]. Mesmo não sendo a mais alavancada do grupo (projeção de 2,0x dívida/EBITDA após distribuição de dividendos), a empresa é vista como uma “compounder” de alta qualidade, com forte momento de lucros e potencial de crescimento via fusões e aquisições (M&A).

Alavancagem das empresas de saúde e sensibilidade do lucro líquido a um corte de juros de 100 bps [Fonte: BTG Pactual]

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Primeira super quarta do ano e balanço das techs: O guia completo para sua semana financeira

25 de Janeiro de 2026, 18:31

O Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) realizam, nesta quarta-feira (28), a primeira “Super Quarta” de 2026. A expectativa consensual é de manutenção das taxas de juros: a Selic em 15% ao ano e os juros americanos no intervalo de 3,5% a 3,75%. Mais do que a decisão atual, investidores buscam nos comunicados pistas sobre o início do ciclo de queda no Brasil e a retomada da flexibilização nos EUA.

No cenário doméstico, a resiliência da economia brasileira desafia o Banco Central. Com o desemprego em mínimas históricas e a massa salarial recorde, a inflação de serviços voltou a acelerar, dificultando a convergência do IPCA para a meta de 2027. O mercado, que antes previa cortes agressivos, agora se divide sobre a viabilidade de uma redução na Selic em março, mantendo as projeções para o fim de 2026 em patamares restritivos (12,25%).

Nos Estados Unidos, o cenário é de espera. A inflação persistente próxima de 3% e o crescimento robusto do PIB (acima de 5% no 4º trimestre, segundo o Fed de Atlanta) sugerem que Jerome Powell pode encerrar seu mandato em maio sem novos cortes. A atenção se volta para a sucessão no comando do Fed, com o nome de Rick Rieder (BlackRock) ganhando força nos bastidores do governo Trump.

Rentabilidades do Mês

O Ibovespa fechou a semana com alta expressiva renovando máximas e registrando o melhor desempenho semanal desde abril de 2020. A dinâmica global seguiu marcada pela rotação de capital para fora dos EUA, enfraquecendo ações americanas e o dólar, enquanto metais preciosos lideraram ganhos, com ouro e prata em forte rali. Dólar recuou para R$ 5,29 e a curva de juros fechou de forma consistente.

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa encerrou a semana em forte valorização e ultrapassou as expectativas do mercado. Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, explica que houve “entrada relevante de fluxo de capital” e que isso “refletiu diretamente na alta do índice”. A leitura técnica indica espaço para continuidade do movimento, com alvo na faixa dos 182.600 pontos. O suporte mais relevante está distante, na região dos 163.500 pontos, reforçado por uma linha de tendência de alta.

Petrobras [PETR4]

A Petrobras rompeu níveis importantes ao longo da semana, ativando sinal de compra monitorado anteriormente. Borges destaca que a operação foi iniciada em R$ 32,52 e já acumula retorno próximo de 7%. Na visão do analista, a ação tem potencial para buscar a região das máximas históricas, o que representaria avanço de cerca de 28%. Caso ocorra rompimento dos R$ 42,60, o alvo técnico projetado sobe para R$ 50,00.

Fleury [FLRY3]

A Fleury apresentou o melhor fechamento semanal desde 2021, com rompimento técnico que acionou compra. A posição recomendada partiu de R$ 15,75 e já acumula ganho aproximado de 5%. Para Borges, o alvo projetado está em R$ 20,50, com ganho potencial de cerca de 30%. Parte da posição já foi realizada e o restante segue protegido no ponto de entrada, aguardando desdobramentos do mercado no curto prazo.

Alupar [ALUP11]

A Alupar também entrou no radar de compras com rompimento no gráfico semanal e confirmação de máximas históricas. Borges relata que a operação foi iniciada em R$ 33,35, com alvo técnico em R$ 41,95, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 25%. O trade segue ativo com gerenciamento de risco em curso, alinhado ao cenário de continuidade da tendência de alta.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Gerdau - BTG Pactual

O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Gerdau para “Neutra” e afirmou que é “tempo para uma pausa”.

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Smart Fit - BTG Pactual

BTG Pactual avalia que a SmartFit mantém ritmo forte de crescimento desde o IPO em 2021. O banco aponta avanço consistente da receita líquida e ganho de alavancagem operacional. Após a queda recente do papel, a casa vê as ações sendo negociadas a 13 vezes o lucro estimado para 2026. A expectativa é que o lucro por ação cresça 25% em 2025, com taxa média de 32% ao ano entre 2025 e 2028, o que coloca a empresa entre as teses mais atraentes da cobertura. Depois do CEO Day de varejo, o BTG atualizou as estimativas e reduziu o preço-alvo para 2026.

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Sabesp - Safra

Safra afirmou que as ações da Sabesp avançaram 51% em 2025, acima dos 34% do Ibovespa. O banco atribuiu o movimento às melhorias de gestão após a privatização e ao menor risco regulatório depois da revisão tarifária final. Mesmo assim, o Safra rebaixou a recomendação para Neutro, observando que a ação negocia a 1,2 vez EV/RAB 2026 e 6,9 vezes EV/EBITDA 2026. O banco avaliou que a companhia pode buscar novas avenidas de crescimento e ganhos de eficiência.

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Trade Idea [Long Ethereum] - BTG Pactual

“O Ethereum se consolidou como a principal infraestrutura para a integração entre o mercado financeiro e a tecnologia blockchain. No segmento de tokenização, a rede concentra cerca de US$ 13,9 bilhões em ativos emitidos, o que representa aproximadamente 61% do mercado”, destacou o BTG como parte de sua análise.

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Varejo & Consumo - BTG Pactual

BTG Pactual avaliou que o valuation do varejo não está pressionado, mas depende de sinais macro. O banco lembrou que a alta dos juros entre 2021 e 2023 reduziu múltiplos, especialmente em empresas de alto crescimento. Após recuperação no primeiro semestre de 2025, a maior aversão ao risco voltou a pressionar as ações. Na amostra de 27 empresas, o BTG apontou mediana histórica de 15 vezes o lucro para os próximos 12 meses, ante 10 vezes atualmente, nível 1,3 desvio padrão abaixo da média em 15 anos.

O P/L do setor mostrou correlação com juros de um e dez anos (R² de cerca de 0,53). A casa alertou que o cenário macro afeta múltiplos e estimativas para 2026 após um fim de 2025 mais fraco. O relatório analisou dez varejistas sob cobertura, entre elas Renner, Raia Drogasil, Mercado Livre, Vivara, SmartFit, SBF, C&A, Track&Field, Assaí e Grupo Mateus.

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12 ideias-chave para 2026 - BTG Pactual

“Apresentamos nossas 12 ideias-chave para 2026. Este relatório está dividido em quatro seções, cada uma com análises e insights em sua área”, informou o BTG.

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A "janela de ouro" da LatAm: por que a volta da direita sinaliza um rali, segundo o JP Morgan

23 de Janeiro de 2026, 11:46

A América Latina está atravessando uma nova mudança em sua pele política e o mercado financeiro já começou a fazer as contas. Um relatório recente do JP Morgan mostra que o “pêndulo ideológico” da região, que passou os últimos anos inclinado à esquerda, voltou a oscilar para a direita. Para os investidores, essa transição costuma ser sinônimo de ganhos robustos.

A análise do banco mapeou dez países da região desde o ano 2000. O veredito é que o placar atual de governos de direita retornou aos níveis vistos entre 2016 e 2022. Na prática, isso significa que a região volta a ter uma maioria de administrações conservadoras ou liberais.

Espectro ideológico da América Latina [Fonte: JP Morgan Research]

Embora o índice MSCI LatAm apresente, historicamente, uma média de retorno mensal ligeiramente superior sob governos de esquerda (0,8% contra 0,1% da direita), a grande oportunidade reside no momento da virada. O JP Morgan destaca que os ralis mais fortes acontecem justamente quando o espectro está mudando para a direita.

Foi assim entre o final de 2015 e meados de 2016, quando o índice saltou 26% em meio a trocas de comando na região. O movimento parece se repetir agora. De setembro de 2025 a março de 2026, período que engloba a posse de José Antonio Kast no Chile, o mercado regional já acumula uma alta de 22,2%.

Desempenho do MSCI LatAm (média móvel de 12 meses) vs. Orientação governamental de Direita/Esquerda dos membros do MSCI [Fonte: JP Morgan Research]

A dinâmica por país revela nuances curiosas. Brasil e Chile, onde a esquerda governou por cerca de 70% do tempo nas últimas duas décadas, performaram melhor sob essa bandeira. Já Argentina, México e Peru entregaram retornos superiores com a direita no poder. No caso argentino, o entusiasmo do mercado com as gestões de Mauricio Macri e Javier Milei compensou o fato de a direita ter ocupado a Casa Rosada em menos de 30% do tempo desde 2000.

Desempenho do MSCI: Direita e Esquerda [Fonte: JP Morgan Research]
Nº de anos no poder: Direita e Esquerda [Fonte: JP Morgan Research]

No campo macroeconômico, o JP Morgan pondera que não há uma correlação direta e pura entre ideologia e crescimento do PIB. Os números mostram que o crescimento médio foi maior sob a esquerda (2% contra 0,2%), mas os analistas lembram que esses governos surfaram o auge do boom das commodities. Por outro lado, a direita herdou períodos de vacas magras e enfrentou o choque da pandemia de Covid.

Para a estratégia de alocação, o banco mantém o Brasil em overweight (acima da média), apesar de o país ter sido um detrator de performance no acumulado do ano. A aposta é que o ciclo de queda de juros e a proximidade das eleições presidenciais de outubro criem janelas de valor. No entanto, o JP Morgan deixa o aviso de que o cenário não é para amadores. A recomendação é buscar ativos de menor risco e maior qualidade, o chamado fator quality, para navegar a volatilidade.

Além do Brasil, o México também está no topo das preferências, impulsionado pela renegociação do USMCA e pela tese do nearshoring. Já Colômbia e Peru seguem com recomendação de venda (underweight).

No portfólio de ações recomendadas, o banco fez movimentos táticos relevantes. Entraram na lista nomes como Localiza, GMEX, Arca Continental e Credicorp. Saíram XP, Tim, Falabella e KOF. O setor de materiais básicos foi elevado para neutro, refletindo uma postura mais otimista com as commodities dentro dos mercados emergentes.

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O "segredo" da Sabesp: Por que o JP Morgan diz que você não deve se preocupar com a falta de chuva

22 de Janeiro de 2026, 10:25

O banco JP Morgan reduziu o preço-alvo das ações da Sabesp [SBSP3] para R$ 152,00 (de R$ 160,00 anteriormente) até o final de 2026, mas manteve sua recomendação de Compra. Em novo relatório distribuído aos investidores, os analistas da instituição financeira destacam que o mercado tem focado excessivamente na volatilidade do Sistema Cantareira, ignorando o que chamam de “previsível”: uma estrutura regulatória robusta que blinda o fluxo de caixa da companhia contra crises hídricas e variações no volume de chuvas.

A análise técnica do banco aponta que a integração dos reservatórios da Sabesp fora do Sistema Cantareira, que representam 50% do total e operam com entrada de água acima da média, é frequentemente subestimada. Além disso, o JP Morgan ressalta que o atual modelo de regulação da companhia limita os riscos econômicos de curto prazo. Caso haja uma redução no consumo de água ou uma crise hídrica severa, a legislação prevê compensações financeiras e revisões tarifárias extraordinárias, garantindo o equilíbrio econômico da empresa em ciclos futuros.

EBITFDA: Cenário base vs cenário bear [Fonte: JP Morgan Research]
Entrada de água acumulada em janeiro [Fonte: JP Morgan Research]

Estrutura regulatória e blindagem contra riscos hídricos

De acordo com o levantamento do banco, a percepção de risco ligada ao clima é mitigada pelo mecanismo de compensação tarifária. Se os volumes de vendas caírem em 2026, por exemplo, o impacto negativo nos lucros seria compensado pelo regulador entre 2028 e 2029. O relatório enfatiza que a eficiência operacional e o regime de capital aberto, consolidado após a privatização em julho de 2024, tornam a empresa menos vulnerável a ruídos externos do que o investidor médio supõe.

O banco também incorporou dados marginais positivos em seu modelo, como a entrada de água em janeiro de 2026, que ficou próxima da média histórica agregada. A estratégia de expansão da companhia prevê a transferência de novos volumes de água de outros reservatórios nos próximos 24 meses, o que deve adicionar cerca de 9 metros cúbicos por segundo à produção total, um incremento de aproximadamente 12% na capacidade de abastecimento.

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Decisões de juros e PIB global: O guia completo para sua semana financeira

18 de Janeiro de 2026, 14:15

A agenda econômica de 18 a 23 de janeiro terá foco no exterior, com dados relevantes na China, nos Estados Unidos e no Japão, enquanto o Brasil acompanha a prévia da inflação de janeiro. A divulgação do PIB chinês de 2025, do PIB dos EUA do terceiro trimestre e da decisão do Banco do Japão ditará o ritmo dos mercados globais no período.

A semana começa com dados da China no domingo à noite, incluindo PIB, produção industrial, vendas no varejo, investimentos e preços de imóveis. O ING projeta crescimento anual de 5% da economia chinesa e avanço de 4,5% no quarto trimestre. Na segunda-feira, o Banco Popular da China decide sobre juros, com expectativa de manutenção em 3% ao ano.

No Brasil, o Boletim Focus, também na segunda, deve atualizar expectativas de inflação e juros. Ao longo da semana, o IPCA-15 mostrará o comportamento dos preços no início do ano, especialmente de serviços.

Nos EUA, destaque para quinta-feira (22) com o PIB do terceiro trimestre e o índice PCE, referência para o Federal Reserve. Por fim, no Japão, a decisão do Banco do Japão ocorre na madrugada de sexta, com o mercado avaliando sinais sobre futuros ajustes na taxa hoje em 0,75% ao ano.

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa fechou o pregão com sequência de alta e renovou máximas históricas ao longo da semana. O índice sustentou topos e fundos ascendentes e abriu espaço para buscar a região dos 172 mil pontos, segundo avaliação de Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. Ele afirmou que “o suporte principal permanece nos 156.100 pontos, com um nível intermediário em 161.400 pontos”, destacando que a estrutura segue positiva enquanto o índice estiver acima da linha de tendência de alta. Borges também citou Petrobras como possível catalisadora de movimentos mais fortes no curto prazo.

Petrobras [PETR4]

Petrobras avançou no gráfico após romper uma linha de tendência de baixa iniciada em março do ano passado. O papel superou a faixa dos R$ 32,50 e consolidou uma estrutura de alta. Para Borges, o movimento mostra força porque a correção recente apresentou baixa pressão vendedora. Ele afirmou que “acima dos R$ 32,50, o papel oferece oportunidade de compra com alvo entre R$ 38,00 e R$ 40,00”.

Global X Uranium ETF [BURA39]

O BURA39, ETF que replica o Global X Uranium ETF (URA), manteve trajetória ascendente com forte demanda. O ativo formou um fundo arredondado e ativou um pivô de alta no gráfico, com estrutura para buscar avanço próximo de 70% até as máximas anteriores. Borges avaliou que o aumento de interesse por metais sustenta o cenário e vê possibilidade de retorno ampliado, com alvo próximo de 75%.

Para conferir a análise completa de BURA39 por Filipe Borges, clique aqui e tenha acesso ao relatório.

Bitcoin

No mercado de criptoativos, o Bitcoin ainda não mostra padrão claro de reversão no diário. A moeda registrou queda forte em novembro e tenta recuperar, mas mantém estrutura de continuação de baixa, com topos anteriores rompidos e volume decrescente. Borges não se mostrou otimista no curto prazo e indicou que o ativo precisaria superar a região de 5 mil dólares e corrigir de forma consistente antes de demonstrar reversão mais firme. No swing trade, o analista acompanha a perda dos 89 mil dólares como gatilho de venda, com testes projetados nos 80 mil e depois nos 75 mil dólares.

Relatórios da semana

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Brazil Equity Strategy - Itaú BBA

O Itaú BBA elevou o preço-alvo do Ibovespa para 185.000 pontos em 2026. Segundo o banco, a projeção indica assimatria 2 para 1 e retorno total estimado de 20% incluindo dividendos e recomprar.

Ao reavaliar seu portfólio de “Top Picks” para o Brasil, o Itaú BBA removou Sabesp [SBSP3] e Direcional [DIRR3] para a entrada de Axia [AXIA3] e Cyrela [CYRE3].

A casa estima retorno total de 28% para o portfólio, incluindo dividendos, mantém preferência por large caps domésticas e reduz levemente a posição Underweight em commodities.

Confira o relatório completo

Direto ao ponto: Sabesp e Copasa -Itaú BBA

O banco avaliou que as empresas do setor representam oportunidade de investimento no cenário atual, impulsionadas pelos processos de privatização e expectativa de expansão dos serviços de saneamento.

Confira o relatório completo

Petrobras - BTG Pactual

O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Petrobras para neutra, destacando que o cenário financeiro deve pesar mais que o ruído eleitoral de 2026. Apesar da forte produção, os analistas alertam para um descasamento entre a política de dividendos e a geração real de caixa livre, causado pelo ciclo pesado de investimentos em FPSOs e altos custos de afretamento.

Confira o relatório completo

The 2026 starting pack: GPS - BTG Pactual

“Esperamos que o cenário de crescimento orgânico mais forte persista no ano fiscal de 2026 (FY26), sustentando a expansão tanto da receita bruta quanto das margens. Esse crescimento orgânico anual (y/y) mais acelerado é impulsionado principalmente pela maturação (ramp-up) de novos contratos (incluindo o segmento offshore), bem como por um ambiente de preços mais favorável (à medida que os concorrentes reduzem o uso indevido das isenções fiscais do PERSE)”, apontou o BTG.

Confira o relatório completo

3Tentos: Não é um sprint. É um triathlon. Construída para gerar valor - XP

“Vemos o setor do Agronegócio brasileiro como uma corrida de resistência, não uma corrida de velocidade, e a 3Tentos como um triatleta de alta performance, preparado para superar ciclos. Seu modelo verticalizado integra insumos agrícolas, indústria e trading em um ecossistema resiliente que permite à Companhia crescer, reinvestir e gerar retornos compostos no longo prazo, mesmo em um setor volátil e intensivo em capital”, informaram os analistas da XP.

Próxima semana tem CPI e oportunidade em FLRY3

11 de Janeiro de 2026, 15:16

A semana entre 12 e 16 de janeiro será marcada por dados de inflação, indicadores de atividade e decisões judiciais relevantes nos Estados Unidos. A inflação ao consumidor (CPI) de dezembro, prevista para terça-feira, será o principal dado econômico do período, em meio ao debate sobre o ritmo da retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve. O mercado revisou as apostas para o início da flexibilização monetária de abril para junho, após dados mais fortes do mercado de trabalho.

No Brasil, o foco estará nos indicadores de atividade de novembro e no comportamento da inflação após o último IPCA, que afastou a possibilidade de corte da Selic na reunião de janeiro. A expectativa do mercado financeiro é que o ciclo de flexibilização comece apenas em março. A agenda doméstica inclui ainda a divulgação do volume de serviços na terça-feira, vendas no varejo na quinta e IBC-Br na sexta, considerado uma prévia do PIB.

O cenário político e geopolítico também terá influência sobre os mercados. Investidores acompanham a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas de importação, prevista para quarta-feira, e o avanço das negociações para a assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, marcada para 17 de janeiro.

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa teve uma semana de forte valorização, encerrando perto das máximas e voltando a testar níveis históricos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o aumento de fluxo comprador sustentou o movimento. “Vimos retorno de volume e isso elevou a probabilidade de continuidade da alta”, afirmou.

Para ele, o índice pode romper os 165 mil pontos e buscar a faixa de 169 mil a 170 mil pontos no curto prazo. Borges acrescentou que o ponto de atenção está no suporte: “Enquanto o mercado respeitar a região dos 160 mil pontos, o cenário segue construtivo”.

Fleury [FLRY3]

A ação da Fleury está entre as operações de swing trade acompanhadas pelo analista e encerrou a semana com rompimento de máximas no gráfico semanal. Borges vê continuidade do movimento caso o papel confirme o rompimento do topo de 2023. A projeção é de alta até R$ 18,55, o que representaria avanço entre 18% e 19%. O stop técnico está localizado abaixo do último fundo do gráfico diário, na região de R$ 14,38. Para Borges, o cenário atual “segue favorável para compras”.

Banco do Brasil [BBAS3]

Já o Banco do Brasil permanece consolidado no curto prazo, mas com sinais técnicos relevantes. Borges destacou o rompimento de uma linha de tendência de baixa com aumento de volume, o que, segundo ele, indica chance de retomada da movimentação de alta. “Não significa entrar comprado a mercado, é observar os gatilhos”, disse o analista. Se o papel perder a região de suporte entre R$ 21,00 e R$ 21,08, Borges projeta correção até pelo menos R$ 18,00. Para quem opera médio e longo prazo, ele considera o rompimento consistente dessa linha como ponto de entrada.

Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]

O Hashdex Nasdaq Crypto Index segue em movimento lateral desde novembro do ano passado, refletindo a falta de tendência mais forte no Bitcoin, que tem grande peso dentro do ETF. Borges chamou atenção para a perda recente de uma linha de tendência de alta, o que expõe o ativo a nova correção. Em sua leitura, o ETF tem espaço para cair até a faixa de R$ 59,00 a R$ 58,00, zona que pode funcionar como suporte relevante. Segundo o analista, esse patamar pode ser “um bom ponto de compra para médio prazo” diante da atual ausência de fluxo comprador.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Carta Global Asset Strategy - BTG Pactual

O cenário político americano ganha atenção com as eleições de meio de mandato, mas o banco avalia menor espaço para políticas extremas. Decisões da Suprema Corte sobre tarifas podem atuar como fator desinflacionário.

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Carta Adam Capital

A gestora vê pressões inflacionárias internas em serviços, salários e demanda. Além disso, a Adam avalia que a desinflação será limitada sem aperto financeiro adicional ou desaceleração da atividade.

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The 2026 starting pack: Embraer - BTG Pactual

Para 2026, o banco aponta que o desafio é manter o ritmo. No comercial, a expectativa é de novas campanhas apoiadas por restrições globais de oferta no narrowbody. Na Defesa, o cenário segue favorável com orçamentos militares maiores. Na aviação executiva, o foco recai sobre ampliar capacidade de produção para atender à demanda. O mercado também observa a evolução da EVE, a aposta em eVTOL.

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The 2026 starting pack: WEG - BTG Pactual

O ano fiscal de 2026 deve ser não linear, especialmente na percepção de crescimento. No início do ano, a empresa tende a enfrentar bases de comparação mais difíceis, menor crescimento doméstico e impactos tarifários, pressionando o crescimento anual.

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The 2026 starting pack: Localiza - BTG Pactual

Em 2026, investidores voltam a olhar com otimismo para os segmentos de aluguel e Seminovos. No aluguel, com o spread de ROIC normalizado, a expectativa é de retomada de crescimento com foco em volume e utilização, aproveitando queda no custo de capital. Em Seminovos, o desafio é aumentar o volume de vendas, apoiado por um mercado automotivo mais aquecido com juros menores. A tese é positiva.

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Brazilian utilities outlook 2026 - BTG Pactual

Após um desempenho excepcional em 2025, o setor de serviços básicos (utilities) continua sendo uma das principais apostas do BTG Pactual para o mercado de ações brasileiro em 2026.

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20 prime equity - BTG Pactual

As ações tiveram forte desempenho em 2025, apesar da volatilidade no período. Após um começo fraco e uma correção relevante entre fevereiro e abril, os índices S&P 500 e Nasdaq se recuperaram com alta próxima de 45%, apoiados por indicadores econômicos melhores, revisão positiva das expectativas de crescimento e resultados sólidos das empresas de tecnologia nos EUA.

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Setor de seguros - Safra

“Estamos revisando nossas estimativas para o setor de Seguros e incorporando novas premissas macroeconômicas e resultados.”

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Mapa do Goldman Sachs para LatAm em 2026

9 de Janeiro de 2026, 15:16

“Aquele que muito espera, pouco pode aguardar”. A citação de Gabriel García Márquez abre o novo relatório do Goldman Sachs sobre a América Latina, e o tom dos analistas para 2026 é de cautela pragmática. Em um documento detalhado, o banco traça um cenário onde o crescimento da região permanece estagnado abaixo de 3% e o Brasil enfrenta desafios estruturais em sua dívida pública.

Confira os principais pontos que devem guiar o mercado nos próximos meses:

O “teto” de 3% e o crescimento medíocre

Para quem espera um salto na atividade econômica regional, o Goldman Sachs é direto: “Não, muito improvável”. O PIB real agregado da região (LA7) deve ficar em 1,9% em 2026. No Brasil, a expectativa é de moderação para um ritmo inferior a 2%.

O relatório destaca que a incerteza política no Brasil, Colômbia, México e Peru continua gerando “ventos contrários às decisões de gastos e investimentos”. O México, em particular, deve ser a economia mais fraca da região pelo segundo ano consecutivo.

O crescimento do PIB real permaneceu travado em modestos 2% entre 2023 e 2026F [Fonte: Goldman Sachs]
Crescimento irrelevante do PIB real das LA7 em 2026 [Fonte: Goldman Sachs]

Brasil: o risco fiscal em ano eleitoral

Uma das maiores dúvidas dos investidores é se 2026, sendo um ano de eleição presidencial, trará uma deterioração fiscal aguda no Brasil. A resposta dos analistas é matizada: “Não, provavelmente não” no sentido de um descontrole súbito, mas o cenário de base continua preocupante.

“Vemos um risco limitado de um desvio fiscal significativo em 2026, mas o cenário fiscal de base continuará fraco e a dívida pública continuará a aumentar, ultrapassando os 80% do PIB”, afirmam os analistas do banco.

O Goldman Sachs critica a estratégia de “arrecadar e gastar” (tax & spend) adotada nos últimos três anos, observando que a credibilidade das metas fiscais é “muito baixa” e que a administração atual não demonstra inclinação para controlar gastos primários.

Dívida Bruta do Governo Geral [Fonte: Goldman Sachs]

Juros: o fim do ciclo de alívio?

O relatório aponta que o Brasil foi forçado a iniciar um ciclo de alta de juros em 2024 que se estendeu pelo primeiro semestre de 2025. Para 2026, o Goldman projeta cortes moderados na Selic (-250bp, levando a taxa para 12,50%), mas ressalta que as taxas ex-ante (reais) devem permanecer em território restritivo em solo brasileiro e colombiano.

O cenário geopolítico: México e USMCA

A revisão do acordo comercial USMCA (EUA-México-Canadá) em 2026 é um ponto de atenção crítica. Embora o banco acredite que as preferências comerciais devam ser preservadas, o risco de o acordo se tornar meramente bilateral (EUA-México) é real. O México tem uma dependência massiva: exportações para os EUA representam quase 28% do seu PIB (US$ 504 bilhões).

Argentina e Equador: a volta aos mercados

Em uma nota mais otimista, o Goldman Sachs acredita que tanto a Argentina de Javier Milei quanto o Equador de Daniel Noboa podem conseguir emitir dívida nos mercados internacionais em 2026. No caso argentino, a queda expressiva dos spreads do EMBI (de 1.920bp para cerca de 560bp) abre essa janela de oportunidade, ancorada no compromisso “inabalável” de Milei com a disciplina fiscal.

Política: um 2026 agitado

Ao contrário do que alguns poderiam esperar, 2026 não será um ano tranquilo. O calendário inclui:

  • Brasil: Eleições gerais em outubro (consideradas de impacto “binário” para os mercados).

  • Colômbia: Eleições presidenciais em maio.

  • Peru: Eleições gerais em abril.

Sobre o Brasil, o relatório observa que, embora o Presidente Lula seja visto como favorito pelos mercados de apostas, a eleição deve ser “fechada e competitiva”.

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Venezuela e petróleo: onde se posicionar agora

5 de Janeiro de 2026, 09:17

A escalada geopolítica envolvendo Estados Unidos e Venezuela reacendeu um dos principais fantasmas do mercado de energia: choques inesperados de oferta.

O JP Morgan avalia que o episódio adiciona incerteza ao equilíbrio global de oferta, mas alerta que ainda há baixa visibilidade sobre os desdobramentos práticos para a produção venezuelana. Em vez de tentar antecipar o desfecho político, o banco optou por um exercício mais pragmático: analisar como um ambiente de preços de petróleo mais baixos impactaria as empresas sob sua cobertura na América Latina — e onde o investidor estaria mais protegido.

A conclusão é clara. Em um cenário adverso para o Brent, a preferência do banco recai sobre empresas com custos baixos, alta flexibilidade de capex e menor risco de execução. Nesse ranking, a PRIO [PRIO3] aparece como a mais defensiva, seguida pela Vista [VIST]. A Petrobras [PETR4], apesar da qualidade dos ativos, fica em posição menos favorável no curto prazo.

Venezuela: risco de curto prazo, recuperação rápida no radar

Segundo a área de commodities do JP Morgan, uma eventual transição política pós-Maduro pode gerar um choque inicial negativo na produção venezuelana. O banco lembra precedentes como a greve da PDVSA em 2002–2003, quando paralisações operacionais, perda de mão de obra e interrupções preventivas derrubaram temporariamente a produção.

Esse efeito, no entanto, tende a ser passageiro. Em um cenário de maior estabilidade política, com renovação de licenças, restabelecimento do fluxo de diluentes e operações sem restrições, a produção venezuelana poderia subir rapidamente para cerca de 1,2 milhão de barris por dia em poucos meses. Isso representaria um aumento de aproximadamente 250 mil barris diários em relação à média recente, que gira entre 900 mil e 950 mil barris por dia.

Ou seja, o risco não é apenas de escassez, mas também de uma eventual recomposição rápida da oferta — um fator que pode limitar ganhos sustentáveis no preço do petróleo.

PRIO: a mais protegida em um cenário adverso

Dentro desse contexto, o JP Morgan aponta a PRIO como a melhor forma de atravessar um ambiente de petróleo mais fraco. O principal diferencial está na estrutura de custos enxuta e na natureza dos ativos. Como operadora de campos maduros, a companhia tem grande flexibilidade para ajustar investimentos, reduzindo capex quando necessário sem comprometer de forma relevante a geração de caixa.

Essa combinação sustenta os maiores rendimentos de fluxo de caixa livre da cobertura do banco, mesmo com preços mais baixos. No cenário base do JP Morgan, a PRIO teria um FCF yield de 19,7% em 2026. Se o Brent cair para US$ 55 por barril, esse rendimento ainda ficaria em sólidos 14,1%.

Para o banco, eficiência operacional, opcionalidade de capex e disciplina na alocação de capital colocam a PRIO em uma posição superior de proteção contra perdas.

Sensibilidade da Prio ao preço do petróleo
Sensibilidade da PRIO ao preço do petróleo [Fonte: JP Morgan Research]

Vista: flexibilidade do shale ajuda a amortecer o choque

A Vista aparece logo atrás no ranking defensivo. A empresa se beneficia de custos de extração competitivos e da flexibilidade típica dos ativos de shale, que permitem ajustes relativamente rápidos no nível de atividade.

Embora a Vista precise reinvestir mais para sustentar e expandir a produção, o ritmo desse investimento pode ser desacelerado se os preços do petróleo enfraquecerem, priorizando a preservação de caixa. Essa capacidade de ajuste compensa parcialmente a maior ciclicidade do modelo.

No cenário base, o JP Morgan projeta um FCF neutro para 2026. Com Brent a US$ 55, o fluxo de caixa livre ficaria levemente negativo, em -2,6%, ainda assim um desempenho melhor que o de produtores mais intensivos em capital.

Sensibilidade da Vista ao preço do peróleo
Sensibilidade da Vista ao preço do petróleo

Petrobras: ativos de classe mundial, mas menos flexibilidade

A Petrobras surge como a menos preferida entre as principais escolhas do banco em um cenário de petróleo mais baixo. O diagnóstico não questiona a qualidade dos ativos — especialmente no pré-sal, com destaque para Búzios — nem os retornos de longo prazo do portfólio.

O problema está no curto prazo. A estatal tem menor flexibilidade para ajustar o capex, dado o tamanho do pipeline de projetos offshore e as considerações estratégicas e políticas envolvidas. Esses projetos são altamente rentáveis, mas também intensivos em capital e difíceis de adiar.

Nesse ambiente, preços mais baixos de petróleo tendem a se traduzir em rendimentos de caixa inferiores aos dos pares mais flexíveis. O JP Morgan estima um FCF de 6,5% em 2026 no cenário base, que cairia para apenas 2,1% com Brent a US$ 55.

sensibilidade da Petrobras ao preço do petróleo
Sensibilidade da Petrobras ao preço do petróleo [Fonte: JP Morgan Research]

Brava: a mais exposta ao risco de preço

A Brava Energia é apontada como a companhia mais sensível a choques negativos no preço do petróleo. Apesar de uma base de ativos diversificada, com exposição onshore e offshore, a empresa sofre com uma estrutura de custos mais pressionada e necessidade contínua de capex.

O JP Morgan destaca que a política de hedge pode ajudar a mitigar a volatilidade, mas a resiliência estrutural a preços mais baixos é limitada. Com menor flexibilidade de capital e um balanço menos robusto, a companhia enfrenta desafios maiores se o petróleo entrar em uma trajetória mais fraca.

No cenário base, o banco projeta um FCF negativo de -6,3% em 2026, que se aprofunda para -8,7% caso o Brent fique em US$ 55.

Sensibilidade da Brava ao preço do petróleo [Fonte: JP Morgan Research]

Onde o investidor fica?

A mensagem do JP Morgan é menos sobre prever o próximo passo da Venezuela e mais sobre se posicionar diante da incerteza. Em um mercado onde choques geopolíticos podem tanto apertar quanto afrouxar a oferta rapidamente, empresas com custos baixos, flexibilidade de investimento e disciplina financeira tendem a oferecer a melhor proteção.

Nesse jogo, a PRIO lidera, a Vista aparece como alternativa intermediária, e Petrobras e Brava exigem maior tolerância a volatilidade — cada uma por razões diferentes.

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Carteiras de janeiro: confira a atualização das principais casas para o mês

2 de Janeiro de 2026, 09:36

O post será atualizado à medida que novas divulgações estiverem disponíveis

Calendário da Semana

No cenário internacional, a agenda dos Estados Unidos trará os principais indicadores de mercado de trabalho de dezembro, com ênfase ao Payroll e à taxa de desemprego.

Na China, serão conhecidos os índices de inflação ao consumidor e ao produtor do último mês.

No Brasil, o protagonista da próxima semana será o IPCA de dezembro e, por consequência, o fechamento anual do índice.

Rentabilidade das principais classes de ativos em 2025

Ativos reais lideraram com folga. Ouro assumiu protagonismo, impulsionado por busca global por proteção, juros reais menores e ruído geopolítico persistente. Bolsa brasileira entregou desempenho expressivo, com Ibovespa, small caps e ações de dividendos surfando combinação rara de corte de juros, reprecificação de risco local e retorno do investidor estrangeiro.

Carteira Top Dividendos - XP

A XP promoveu mudanças na Carteira Top Dividendos para janeiro de 2026, com a retirada de AXIA3 após a valorização recente das ações, que já incorporou os anúncios de distribuição de dividendos e o cenário de preços mais altos de energia no longo prazo.

No lugar, a casa aumentou a exposição a CPLE3, elevando o peso de 10% para 15%. A decisão considera a queda recente do papel, o histórico consistente de pagamento de dividendos e a melhora nos resultados operacionais. A migração para o Novo Mercado também elevou a liquidez e os padrões de governança da companhia, o que pode ampliar o interesse de investidores estrangeiros. A XP estima uma TIR de 9,4% para a ação.

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Carteira Top Small Caps - XP

A Carteira Top Small Caps da XP passou por ajustes para janeiro de 2026, com redução de CURY3, de 10% para 7,5%, em movimento de realização de lucros após a recente valorização das ações. A casa segue com visão positiva para a companhia no longo prazo.

Ao mesmo tempo, a XP elevou a participação de POMO4, de 5% para 7,5%, citando um cenário operacional mais favorável em 2026, sobretudo no mercado externo, além de dividend yield atrativo e valuation descontado.

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Carteira Top Ações - XP

A XP realizou ajustes na Carteira Top Ações para janeiro de 2026, com foco em realização de lucros e reforço em teses com melhor assimetria. A principal mudança foi a saída de Axia [#AXIA3], após a valorização recente do papel já refletir os anúncios de dividendos e o cenário de preços de energia no longo prazo.

Em seu lugar, a corretora incluiu Sabesp [#SBSP3], com peso de 5%, destacando a revisão tarifária anunciada em dezembro como um evento relevante de redução de risco, além da melhora operacional desde a privatização. A XP também reduziu a participação em Cyrela [#CYRE3], de 10% para 5%, em movimento de realização de lucros, e elevou o peso de Mercado Livre [#MELI34], de 5% para 10%, avaliando a recente fraqueza do papel como oportunidade de compra.

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Carteira de Alocação PF - XP

Com a Selic ainda em patamar elevado e a inflação mostrando sinais de maior controle, a XP manteve em janeiro de 2026 uma estratégia de alocação para pessoa física focada em capturar retorno real na renda fixa, com ajustes pontuais no perfil de risco.

Na renda fixa pós-fixada, a recomendação segue acima do nível neutro. A XP avalia que os ativos atrelados ao CDI continuam oferecendo retorno real acima da média histórica, mas alerta para a necessidade de cautela em emissões de crédito privado, diante de uma relação risco-retorno menos atrativa para alguns emissores.

Para a renda fixa indexada à inflação, a alocação permanece neutra, com duration média próxima de seis anos. Apesar da compressão dos spreads ao longo de 2025, os retornos nominais seguem elevados, sustentando o carrego. A casa reforça a importância de seletividade, priorizando emissores de melhor qualidade e fundos com gestão ativa.

Nos prefixados, a XP mantém recomendação acima da neutra. A expectativa é de ganhos adicionais com marcação a mercado caso a inflação siga comportada e as expectativas permaneçam ancoradas. A orientação é concentrar a exposição em títulos de duration intermediária, ao redor de três anos, para mitigar riscos fiscais e a volatilidade associada ao cenário eleitoral.

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Small Caps - BTG Pactual

A carteira de Small Caps do BTG para janeiro conta com duas novidades. Sanepar [#SAPR11] e Pague Menos [#PGMN3] passaram a integrar o portfólio. Em contrapartida, Eztec [#EZTC3] e Track&Field [#TFCO4] deixaram a carteira. As demais posições foram mantidas.

Sanepar e Pague Menos entram
Segundo o BTG, a Sanepar negocia a múltiplos baixos e apresenta potencial relevante de reprecificação, especialmente diante do cenário político de 2026, que pode destravar ganhos de eficiência ou avanços em direção à privatização. Já a Pague Menos foi incluída após melhora do momento operacional, com revisão positiva de estimativas, ganhos de eficiência e expectativa de desempenho acima do setor farmacêutico.

Quem permanece na carteira
Aura, Copasa, GPS, 3tentos, Vivara, Tenda, Unifique e Inter seguem no portfólio. O banco destaca que as empresas mantidas apresentam fundamentos sólidos, gatilhos relevantes para os próximos trimestres e bom equilíbrio entre crescimento, rentabilidade e valuation.

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Top ações globais - XP

A XP Investimentos promoveu ajustes na carteira Top Ações Globais para janeiro de 2026, com foco em reduzir a exposição ao setor industrial e ampliar a aposta em comunicações. A principal mudança foi a saída de Lockheed Martin [#LMT], cuja posição foi zerada, e o aumento do peso de Disney [#DIS].

No setor industrial, a XP retirou a Lockheed Martin após um período de correções no segmenvato de defesa e aliação de que o nível atual de preços oferece mais riscos do que gatilhos claros de valorização, apesar da alta registrada pelo papel em dezembro.

Já em comunicações, a corretora elevou a participação da Disney, destacando a recuperação recente das ações e a avaliação de que a empresa segue negociando a múltiplos atrativos. O streaming continua como principal vetor de crescimento, enquanto os negócios de mídia tradicional e parques seguem como suporte de resultados.

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Top dividendos globais - XP

A XP manteve inalterada a carteira Top Dividendos Globais para janeiro de 2026, após um mês de desempenho positivo. Em dezembro, a estratégia avançou 2,6%, superando em 316 pontos-base o iShares Select Dividend ETF, que recuou no período. A avaliação é de que os fundamentos seguem sólidos para o início do ano.

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10SIM - BTG Pactual

O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM para janeiro, com ajustes voltados a um início de 2026 positivo, mas marcado por maior volatilidade. A casa avalia que o ciclo de queda de juros no Brasil deve sustentar o desempenho das ações no curto prazo, mesmo com política monetária mais estável nos EUA e aumento das incertezas políticas ao longo do primeiro trimestre.

Raia e Itaú entram; Smartfit e Copel saem

O banco aumentou a exposição ao setor financeiro para 25%, com o retorno do Itaú [#ITUB4], com peso de 15%. O Nubank [#ROXO34] foi mantido, mas teve participação reduzida para 10%. No varejo, a Raia Drogasil [#RADL3] entrou na carteira no lugar da Smartfit [#SMFT3]. A Copel [#CPLE6] deixou o portfólio para acomodar as mudanças.

Mais proteção com Aura; Direcional sai

Buscando maior equilíbrio, o BTG elevou a exposição a exportadoras para 15% com a inclusão da Aura [#AURA33], produtora de ouro, com peso de 5%. A Embraer [#EMBJ3] segue na carteira. Para a entrada da Aura, a Direcional [#DIRR3] foi excluída e a exposição ao setor de habitação caiu para 10%, com Cyrela [#CYRE3] mantida.

Demais posições são mantidas

A carteira segue com 20% alocados em utilities, com Eneva [#ENEV3] e Equatorial [#EQTL3], e outros 20% em empresas de fluxo de caixa mais longo, como Localiza [#RENT3] e Rede D’Or [#RDOR3].

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Petz-Cobasi: mercado não deve pagar agora, aponta JP Morgan

29 de Dezembro de 2025, 11:34

O JP Morgan avaliou os impactos da incorporação da Cobasi pela Petz após a aprovação do Cade com restrições e manteve recomendação neutra para as ações PETZ3. Segundo o banco, as sinergias estimadas pela administração são relevantes, mas tendem a ser incorporadas de forma gradual pelo mercado, diante dos riscos de execução e do ambiente competitivo do setor pet no Brasil.

“As sinergias indicadas, entre R$ 220 milhões e R$ 330 milhões de EBITDA incremental anual, são substanciais e podem representar cerca de 25% do EBITDA da empresa combinada”, afirma o JP Morgan no relatório. Ainda assim, o banco destaca que, aos preços atuais, as ações já refletem a participação da Petz na NewCo, de 52,6%, além do pagamento em caixa da Cobasi aos acionistas da Petz, deixando as sinergias como principal vetor de valorização adicional.

Composição do valor justo da PETZ3 [Fonte: JP Morgan Research]
Composição do valor justo da NewCo [Fonte: JP Morgan Research]

Mercado deve precificar sinergias com cautela

O JP Morgan aponta três razões principais para a postura mais conservadora dos investidores. A primeira é o risco de execução, considerando o histórico de integrações malsucedidas no varejo. A segunda é o horizonte de captura das sinergias, já que “cerca de 80% dos ganhos devem ser desbloqueados apenas até o terceiro ano”, o que reduz o apelo no curto prazo. O terceiro ponto é o ambiente competitivo, com pressão relevante de marketplaces digitais.

Segundo o banco, “o alto nível de competição pode exigir que uma parcela significativa das sinergias seja reinvestida para sustentar o posicionamento da companhia”, que deve deter aproximadamente 11% de participação de mercado após a fusão.

Diante desse cenário, o JP Morgan incorporou em suas estimativas apenas 50% do ponto médio das sinergias anunciadas. Essa premissa adiciona cerca de R$ 0,90 por ação ao novo preço-alvo de R$ 5,50 para dezembro de 2026, ante R$ 5,25 anteriormente. O banco ressalta que, ao incluir o pagamento extraordinário da Cobasi, estimado em aproximadamente R$ 0,70 por ação PETZ3, o potencial de valorização pode chegar a cerca de 30%.

Avaliação e múltiplos em linha com o setor

Com base nas projeções atualizadas, o JP Morgan estima que a empresa combinada negocie a 12 vezes o lucro projetado para 2026 e a 9 vezes para 2027, quando as sinergias devem ganhar maior relevância. “Os múltiplos estão em linha com o varejo brasileiro”, afirma o banco, que ressalta, porém, que o processo de integração operacional ainda representa um fator de cautela.

O relatório também chama atenção para a liquidez reduzida das ações, atualmente em torno de US$ 3 milhões por dia, embora destaque que esse patamar tende a melhorar após a consolidação da fusão.

Na análise de soma das partes, o JP Morgan concluiu que os preços atuais incorporam, em grande parte, o valor das operações independentes de Petz e Cobasi, além do caixa a ser pago pela Cobasi. “As sinergias permanecem como upside”, afirma o banco. O relatório também destaca que, excluindo sinergias, a Cobasi passa a responder por uma fatia maior do valor da NewCo, impulsionada por melhorias relevantes de rentabilidade e menor alavancagem financeira.

Cobasi se destaca em crescimento e rentabilidade em 2025

O desempenho operacional da Cobasi é apontado como um dos destaques do relatório. O JP Morgan projeta crescimento de 10% nas vendas da Cobasi em 2025, ante 8% da Petz. A margem bruta da Cobasi avançou 200 pontos-base, para 37,8% nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre, sustentada por mix de produtos mais eficiente e ganhos tributários.

Além disso, o banco destaca a redução de 90 pontos-base na relação entre despesas gerais e administrativas em caixa, beneficiada por alavancagem operacional e controle de custos. Com isso, a Cobasi deve encerrar 2025 com margem EBITDA ajustada de 8,6%, acima dos 7,3% estimados para a Petz.

Segundo o JP Morgan, “parte da melhora recente da rentabilidade da Cobasi pode ser vista como uma antecipação de algumas sinergias potenciais”, especialmente aquelas ligadas à eficiência de despesas e tributação.

Projeções para 2026 indicam foco na integração

Para 2026, o JP Morgan projeta crescimento moderado para as duas empresas, em função do foco na integração e dos remédios concorrenciais, que devem afetar cerca de 3% das vendas combinadas. Nesse cenário, a Petz deve crescer 8% em vendas, enquanto a Cobasi deve avançar 7%.

No consolidado, o banco estima crescimento de 8% da receita líquida, para R$ 7,1 bilhões, margem EBITDA ajustada de 8,4% e lucro líquido próximo de R$ 250 milhões. A captura de sinergias deve ocorrer de forma mais relevante apenas a partir do segundo semestre de 2026, sendo parcialmente compensada pelos custos de implementação.

Sinergias e expansão no médio prazo

O JP Morgan projeta crescimento médio anual de 7% das vendas nos próximos cinco anos, apoiado por expansão de área de cerca de 3% ao ano. Para 2026, são projetadas 12 novas lojas e o fechamento de 26 unidades como parte das exigências do Cade.

O banco estima que entre 70% e 80% das vendas das lojas fechadas migrem para unidades próximas ou para o canal online, que já responde por cerca de 40% das vendas totais. Segundo o relatório, “cerca de 90% das sinergias devem se concentrar em despesas operacionais”, ligadas à otimização da rede e à eliminação de redundâncias administrativas.

Valuation e riscos mapeados pelo banco

O JP Morgan manteve preço-alvo de R$ 5,50 para PETZ3 em dezembro de 2026. O valuation é baseado em fluxo de caixa descontado para Petz e Cobasi, incluindo sinergias, com custo de capital próprio de 13,6% e crescimento em perpetuidade de 5,5%, além do pagamento esperado de R$ 320 milhões pela Cobasi após o fechamento da operação.

Entre os principais riscos, o banco cita a entrega de sinergias diferente do esperado, dificuldades no processo de integração, ambiente competitivo mais intenso, ritmo de expansão de lojas fora do previsto, maior pressão do comércio eletrônico, operações de M&A com impacto negativo e mudanças no cenário macroeconômico e no ambiente de consumo.

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Bolsas renovam fôlego enquanto rali de Natal ganha tração

28 de Dezembro de 2025, 17:48

Os últimos dias de 2025 terão uma agenda econômica esvaziada, com atenção concentrada nos indicadores brasileiros e no noticiário político doméstico, enquanto o exterior segue com poucos dados relevantes. Segundo Leandro Manzoni, economista do Investing.com, o mercado entra no fim do ano “com foco redobrado nas expectativas de inflação e na trajetória fiscal, que seguem como os principais vetores de risco para 2026”.

Na segunda-feira (29), o destaque é o IGP-M de dezembro, com expectativa de alta de 0,29%, além da última edição do Boletim Focus do ano. As projeções para o IPCA de 2025 recuaram para 4,33%, abaixo do teto da meta, e a de 2026 caiu para 4,06%. Já a estimativa para 2027 permanece parada em 3,8%, ponto que, segundo Manzoni, “segue sendo o principal termômetro para as decisões futuras do Banco Central”.

A terça-feira (30) concentra a agenda mais cheia, com a divulgação dos dados fiscais de novembro pelo Banco Central, números do mercado de trabalho pelo IBGE e pelo Ministério do Trabalho e a acareação do caso Banco Master no STF. Com a B3 fechada na virada do ano, a atividade nos mercados diminui, e o primeiro indicador macroeconômico de 2026 será o PMI industrial de vários países, divulgado no dia 2 de janeiro.

Confira a rentabilide das principais classes de ativos

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa opera em fase de consolidação técnica, formando um triângulo com topos descendentes e fundos ascendentes. O principal suporte está na região dos 156.300 pontos, com um nível inferior relevante em 153.500 pontos. Já a resistência mais forte aparece em torno dos 163.000 pontos, patamar que, se rompido, pode abrir espaço para o índice buscar novas máximas.

Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o mercado mostra dificuldade para ganhar tração no curto prazo, o que aumenta a probabilidade de um movimento lateral nas próximas semanas”. Ele acrescenta que “o cenário atual pede cautela e paciência para buscar novas posições, tanto na ponta compradora quanto na vendedora, em operações de swing trade”.

Petrobras [PETR4]

As ações da Petrobras seguem em tendência de baixa no curto e médio prazo, após fracassar na tentativa de romper a resistência em R$ 33,00. O papel negocia próximo de R$ 30,00 e encontra uma faixa importante de suporte entre R$ 29,50 e R$ 29,00, nível que coincide com uma linha de tendência de alta e que vem sendo respeitado desde maio. Para Filipe Borges, “esse suporte é decisivo; se for perdido, o gráfico passa a indicar alvos mais baixos, em R$ 27,00, R$ 25,50 e, em um cenário mais extremo, R$ 22,60”. O analista avalia que “não há sinal técnico de compra no momento”, destacando que uma eventual entrada só faria sentido caso o papel teste a região entre R$ 29,00 e R$ 29,50 e apresente retomada consistente do fluxo comprador.

Banco do Brasil [BBAS3]

O Banco do Brasil se encontra em um ponto técnico sensível, que pode anteceder um movimento mais intenso nos próximos pregões. Caso a ação rompa a linha de tendência de baixa, com aumento de volume, e supere a região de R$ 23,00, o gráfico passa a indicar uma operação compradora com alvo em R$ 29,00, o que representaria uma valorização potencial superior a 25%. Por outro lado, a perda do suporte em R$ 21,00 abriria espaço para uma correção até a faixa de R$ 18,00. “O ativo ainda está em tendência de baixa, o que mantém maior probabilidade de teste dos suportes”, afirma Filipe Borges. Segundo ele, “o mais importante é operar sem viés: se o rompimento vier para cima, entramos com stop bem definido e deixamos o mercado trabalhar”.

Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]

O HASH11 atravessa um momento técnico mais delicado após perder o suporte relevante entre R$ 71,00 e R$ 74,00. Desde então, o fundo vem estruturando um movimento de baixa, com atenção especial para os níveis de R$ 63,00 e, principalmente, R$ 61,50. A perda dessa região pode intensificar a pressão vendedora, levando o ativo a buscar alvos entre R$ 49,00 e R$ 46,00 por cota. Para Filipe Borges, “no curto prazo, o gráfico não favorece operações de compra”, e ressalta que “a ponta compradora faz mais sentido apenas para investidores com foco de longo prazo em Bitcoin, utilizando compras recorrentes semanais”. Já para operações de curto prazo, o analista recomenda aguardar uma definição mais clara do movimento antes de novas entradas.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

The 10 best stocks to own: 2026 - MarketBeat

Apesar do ambiente ainda marcado por incertezas, 2026 pode ser um ano favorável para as ações, segundo análise do MarketBeat. O impacto das tarifas nos resultados de 2025 ficou abaixo do esperado, enquanto fatores como petróleo em níveis baixos, câmbio favorável para empresas globais do S&P 500 e expectativa de queda dos juros tendem a sustentar o mercado.

Confira o relatório completo

Relatório setorial: imobiliário - BB Investimentos

BBI: “A divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2025 trouxe uma evolução na representatividade do setor de construção na atividade doméstica. O PIB da construção registrou crescimento de 1,3% na comparação com o trimestre anterior, ante avanço de 0,1% do PIB consolidado. Na comparação anual, o setor cresceu 2%, frente a 1,8% da economia brasileira no período.”

Confira o relatório completo

Outlook 2026: seekin catalysts amid complecity - Goldman Sachs

O cenário de investimentos para 2026 tende a ser moldado por múltiplos fatores. As decisões dos bancos centrais, uma nova ordem comercial, riscos fiscais, mudanças geopolíticas e a inteligência artificial criam um ambiente de investimentos complexo, porém dinâmico, como indicou Marc Nachmann, Global Head de Asset e Wealth Management do Goldman Sachs.

Confira o relatório completo

Money Flow - BTG Pactual

De acordo com o Índice NAAIM, a exposição dos investidores institucionais ao mercado de ações está elevada, com 100,7% dos membros posicionados, acima da média histórica de 81,8%.

Confira o relatório completo

Feliz ano novo!

Melhores livros de 2025

26 de Dezembro de 2025, 13:29

A equipe do TradeNews reuniu livros que nos ajudaram a pensar sobre dinheiro.

A lista passa por investimentos, política monetária, tecnologia e comportamento, temas que seguem no centro do debate entre investidores.


Nomos+

Quero apresentar nossa ferramenta. A NOMOS+ é a iniciativa da Nomos de centralizar todos nosso benefícios para clientes de diferentes categorias, desde o trader vidrado na tela o dia todo até o investidor de longo prazo que só checa o portfólio uma vez ao ano.


Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman’s OpenAI

de Karen Hao - Indicação de Luís Gustavo Novais, repórter do TradeNews

Karen Hao acompanha a OpenAI desde seus primeiros anos e usa esse acesso para contar como a empresa que prometia colocar a segurança no centro da inteligência artificial se transformou em um dos pilares da nova corrida tecnológica. A autora narra, por dentro, a ascensão de Sam Altman, os conflitos internos e o episódio que culminou em sua saída — e retorno — à companhia.

Mais do que uma história corporativa, o livro chama atenção para os custos do avanço da IA: concentração de poder, consumo elevado de energia, impacto ambiental e trabalho precarizado em países periféricos. É uma leitura relevante para quem tenta entender como o atual ciclo tecnológico afeta mercado, regulação e competição global.


A arte de gastar dinheiro: escolhas simples para uma vida equilibrada

de Morgan Housel - Indicação de Caio Rouxinol, da Curadoria TradeNews

Depois de discutir como pensamos sobre investimentos, Morgan Housel volta o olhar para um tema menos explorado: o gasto. A pergunta que guia o livro é simples — para que serve acumular dinheiro se ele não melhora a vida?

Housel argumenta que muitas decisões financeiras ruins nascem da comparação social e de expectativas mal calibradas. O livro defende gastar de forma coerente com valores pessoais e lembra que disciplina financeira não se limita à carteira de investimentos, mas também ao estilo de vida.


Our Dollar, Your Problem

de Kenneth Rogoff - Indicação de Beto Saadia, economista chefe da Nomos

Kenneth Rogoff revisita a trajetória do dólar como moeda dominante e mostra que a hegemonia americana não foi construída apenas sobre fundamentos econômicos, mas também sobre circunstâncias favoráveis. Ao longo do livro, o autor questiona a ideia de que a “Pax Dollar” é permanente.

Rogoff aponta riscos claros: dívida pública elevada, uso frequente de sanções financeiras e tensões políticas internas nos Estados Unidos. Para investidores, a obra ajuda a entender os limites do chamado “privilégio exorbitante” e os possíveis impactos de um sistema financeiro global menos dependente do dólar.


Cezar: A história de Luiz Cezar Fernandes

de Alessandro Greco - Indicação de Diogo Carneiro, head de produtos da Nomos

A biografia de Luiz Cezar Fernandes é também um retrato da formação do mercado financeiro brasileiro. Fundador dos bancos Garantia e Pactual, Cezar esteve por trás de inovações que moldaram o setor, como a Selic, o Cetip e o CDI.

Alessandro Greco não evita os conflitos. O livro aborda a saída traumática do Pactual e os episódios que tornaram Cezar uma figura tão influente quanto controversa. A leitura ajuda a entender como o mercado evoluiu em um ambiente marcado por inflação alta, mudanças institucionais e disputas de poder.


Fora da nova curva: Como grandes investidores atravessam os altos e baixos do mercado

por Florian Bartunek, Giuliana Napolitano, Pierre Moreau - Indicação de Larissa Siqueira, assessora de investimentos da Nomos

O novo volume da série Fora da Curva reúne relatos de investidores que conseguiram atravessar ciclos adversos e mudanças estruturais no mercado. As histórias passam por diferentes classes de ativos, da renda variável ao venture capital.

Com nomes como Luiz Barsi, Alex Behring e Luis Stuhlberger, o livro prioriza processos de decisão, gestão de risco e adaptação a cenários incertos. É menos sobre acertos pontuais e mais sobre consistência ao longo do tempo.


1929: Inside the Greatest Crash in Wall Street History

de Andrew Sorkin - Indicação de Beto Saadia, economista chefe da Nomos

1929: Inside the Greatest Crash in Wall Street History--And How It Shattered a Nation

Em 1929, o mundo assistiu, em choque, Wall Street entrar em um buraco tão profundo a ponto de destruir fortunas e desencadear uma depressão econômica que redefiniria toda uma geração.

Do autor best-seller de A Grande Aposta,obra consagrada como a história definitiva da crise bancária de 2008, surge uma narrativa sobre o colapso mais célebre do mercado acionário.

Com menos densidade histórica e mais foco em personagens que marcaram a decada, o livro impõe o mesmo ritmo de thriller que o filme A Grande Aposta do diretor Adam Mccay , 1929 expõe ganância, otimismo cego e falhas humanas que conduziram a um colapso definidor de época — cujos efeitos em cadeia ainda moldam a sociedade contemporânea.


A metodologia Wyckoff em profundidade

de Rubén Villahermosa - Indicação de Filipe Borges, analista técnico da NMS Research

Voltado à análise técnica, o livro organiza a metodologia Wyckoff a partir da relação entre preço, volume, oferta e demanda. Villahermosa estrutura conceitos como acumulação, distribuição e fases de mercado de forma prática e direta.

A obra é indicada para traders que operam ativamente e buscam uma leitura mais objetiva de gráficos, sem depender de indicadores tradicionais, com foco em gestão de posição e tomada de decisão.


A política monetária do século XXI: da Grande Inflação à Covid-19

de Ben S. Bernanke - Indicação de João Tonello, analista pleno da NMS Research

Ex-presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke explica como a política monetária americana se transformou ao longo das últimas décadas. O livro detalha o uso de ferramentas não convencionais, como o quantitative easing, e a resposta do Fed a crises como a de 2008 e a pandemia.

Ao combinar teoria e experiência prática, Bernanke ajuda o leitor a entender como decisões de bancos centrais influenciam ciclos econômicos, preços de ativos e momentos de estresse no mercado financeiro.

A semana de Natal terá agenda curta

21 de Dezembro de 2025, 12:28

A semana de Natal terá agenda econômica mais curta, mas com indicadores relevantes para os mercados. Os principais destaques são a divulgação do IPCA-15 de dezembro no Brasil e a primeira leitura do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no terceiro trimestre, segundo análise de Leandro Manzoni, do Investing.com. Também entram no radar dados de inflação no Japão, em um período marcado por menor liquidez e maior sensibilidade a surpresas.

No Brasil, a atenção se concentra na terça-feira, com a prévia da inflação ao consumidor de dezembro. O mercado acompanha se o IPCA-15 confirma a permanência da inflação dentro da banda de tolerância da meta, cujo centro é de 3% ao ano. Antes disso, na segunda-feira, o Banco Central divulga o Boletim Focus, com expectativa sobre possíveis ajustes nas projeções para o IPCA de 2027, além da Pesquisa Firmus, que reúne a visão das empresas do setor real sobre a economia.

No cenário internacional, os Estados Unidos divulgam na terça-feira a leitura do PIB do terceiro trimestre, estimada em crescimento de 3,2% na comparação anual. No Japão, o Banco do Japão publica a ata da última reunião de política monetária, após a elevação dos juros para 0,75%, enquanto na noite do dia 25 serão conhecidos dados de inflação em Tóquio, produção industrial, vendas no varejo e desemprego. A semana se encerra na sexta-feira com a divulgação das estatísticas monetárias e de crédito de novembro pelo Banco Central do Brasil.

Confira a rentabilidade das principais classes

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa [IBOV] encerrou a semana em queda, mantendo um padrão recente de maior intensidade nos movimentos de baixa em relação às altas. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o índice tem apresentado dificuldade para sustentar avanços prolongados. “O mercado demora vários pregões para subir, mas em um único dia acaba devolvendo todo esse movimento”, afirma. Apesar de um pregão positivo no fechamento da sexta-feira, o saldo semanal permaneceu negativo.

De acordo com o analista, o índice encontra um suporte relevante na região dos 155 mil pontos. A perda desse patamar pode abrir espaço para uma correção mais ampla nas próximas semanas. “Abaixo dos 155 mil pontos, sim, vejo início de um movimento corretivo mais consistente”, diz Borges. No curto prazo, o cenário é de lateralidade, com ações se movendo de forma descolada entre si, enquanto a principal resistência está localizada em torno dos 163,2 mil pontos.

Vale [VALE3]

No caso da Vale, o movimento segue construtivo após o rompimento de uma linha de tendência de baixa. A ação confirmou a retomada da trajetória de alta e voltou a apontar para níveis próximos às máximas históricas, já ajustadas por proventos. Para quem mantém posição no papel, Borges recomenda cautela e proteção de ganhos. “Depois desse movimento, é saudável trabalhar com stops abaixo dos candles semanais positivos”, afirma. Segundo ele, uma realização de lucros passa a fazer sentido abaixo de R$ 68,20, enquanto a região de R$ 73,74 pode justificar ao menos uma realização parcial.

Minerva [BEEF3]

A Minerva apresenta um quadro técnico mais negativo. A ação confirmou uma reversão de tendência e segue apontando para baixo, com alvo no fechamento de um gap próximo a R$ 4,78. Isso representa um potencial de queda de cerca de 16% em relação aos níveis atuais. “O ativo já reverteu, cai com facilidade e tem dificuldade para corrigir”, avalia Borges. O analista observa regiões entre R$ 6,00 e R$ 6,20 como pontos para possíveis realizações na ponta vendedora e afirma que não há sinais de compra no curto prazo.

Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]

Já o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice permanece em movimento lateral pela quinta semana consecutiva, oscilando entre R$ 62,00 e R$ 71,00. Segundo Borges, o comportamento reflete a consolidação das principais criptomoedas da carteira. “Bitcoin e Ethereum têm peso relevante no fundo, o que justifica essa movimentação mais travada”, explica. Para o analista, compras semanais podem fazer sentido enquanto o ativo se mantém nesse intervalo.

O especialista alerta para níveis técnicos decisivos. A perda do suporte em R$ 59,40 pode levar o fundo a uma queda mais acentuada, em direção à faixa entre R$ 41,00 e R$ 43,00. Em contrapartida, o rompimento da resistência em R$ 71,50 deve destravar um movimento mais forte de alta. “Quanto mais tempo o ativo consolida, maior tende a ser a movimentação seguinte”, diz Borges, que projeta alvo em torno de R$ 95,00 por cota caso a resistência seja superada.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Outlook de Estratégia Brasil 2026 - BTG Pactual

BTG: “Esperamos que 2026 comece de forma semelhante aos últimos meses de 2025, com bom desempenho das ações brasileiras, sustentado pela flexibilização dos ciclos monetários nos Estados Unidos e no Brasil. Deve haver menos impulso vindo dos EUA, já que as taxas tendem a permanecer estáveis no primeiro semestre de 2026. Ainda assim, a queda das taxas no Brasil pode ser suficiente para continuar impulsionando os mercados locais.”


Confira o relatório completo

Mater Dei [MATD3] - Banco Safra

O Banco Safra elevou a recomendação da Mater Dei para outperform, ao avaliar que a ação negocia a um valuation atrativo diante da melhora operacional e do foco maior nos ativos centrais. O banco destaca a reaceleração do crescimento, avanço de margens e maior eficiência após a venda de ativos não estratégicos, além do desconto de cerca de 31% em relação à Rede D’Or.

Confira o relatório completo

Intelbras [INTB3] - Banco Safra

O Banco Safra iniciou a cobertura da Intelbras com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 13,70 por ação, o que implica potencial de alta de cerca de 16%. Na avaliação do banco, a companhia mantém posição de liderança nos segmentos de segurança, comunicação e energia, apoiada por marca forte, portfólio integrado e ampla rede de distribuição no Brasil.

Confira o relatório completo

Latam Pulse - Bloomberg

Latam Pulse é uma iniciativa conjunta da AtlasIntel e da Bloomberg que fornece dados mensais sobre a situação política, social e econômica de seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

Confira o relatório completo

Boas festas!

XP Inc. (XPBR31)

18 de Dezembro de 2025, 15:54

Recomendação:COMPRA

Preço Alvo: R$ 130,00
Preço Mercado: R$ 95,68
Potencial de Valorização: 36%

DADOS TÉCNICOS E VALUATION

P/VP: 2,1x
P/L: 8,1x
Valor de Mercado (R$ Mi): 47.458
Retorno 12M: 22%
Retorno YTD: 32%
Retorno 6M: -11%

A XP Inc. é uma das principais plataformas de investimentos do Brasil, com atuação relevante em corretagem, produtos financeiros, crédito e serviços de advisory, atendendo tanto investidores pessoa física quanto institucionais. A companhia se consolidou como um dos principais canais de acesso ao mercado de capitais no país, com forte capilaridade comercial e escala operacional.

Para 2026, enxergamos um cenário favorável para a companhia, sustentado pelo aumento da volatilidade nos mercados acionários em função da corrida eleitoral. Historicamente, esse ambiente tende a elevar os volumes negociados em Bolsa, beneficiando empresas com maior exposição ao mercado de capitais.

Adicionalmente, um dólar mais fraco, a retomada do apetite dos investidores institucionais e a migração gradual do investidor pessoa física da renda fixa para a renda variável podem impulsionar os resultados da XP, que apresenta elevada alavancagem operacional ao aumento de volumes.

No comparativo setorial, entendemos que a ação da XP negocia a múltiplos descontados frente a concorrentes como o BTG Pactual, cujo prêmio de valuation nos parece exagerado. Esse descompasso cria uma assimetria atrativa e potencial oportunidade de arbitragem entre os papéis.

Em termos de valuation, acreditamos que XPBR31 negocia a um múltiplo de 8x em relação ao lucro estimado de R$ 6,2 bilhões para 2026. Do ponto de vista patrimonial, entendemos que, quando comparado ao BTG Pactual, XPBR31 é negociado com um desconto de 36% em relação ao seu Book Value (P/VP) e de 29% em relação ao lucro.

Performance das ações XPBR31 e BPAC11

Acreditamos que esse gap deve mudar estruturalmente em 2026, favorecendo a XP.

Disclaimer

Analista(s) Signatário(s):
Max Bohm, CNPI 6687
Reydson Matos, CNPI 9680

  1. Propósito do Relatório: Este relatório foi elaborado com o objetivo exclusivo de fornecer informações aos destinatários, conforme as exigências da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021 (“Resol. CVM nº 20/21”). Visa auxiliar o investidor a tomar suas próprias decisões de investimento, não constituindo oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou valores mobiliários.

  2. Confiabilidade das Informações: As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data de divulgação e foram obtidas de fontes públicas consideradas fidedignas. Opiniões refletem julgamentos na data de publicação e podem mudar sem aviso prévio.

  3. Adequação dos Instrumentos Financeiros: Os instrumentos discutidos podem não ser adequados a todos os investidores. O relatório não considera objetivos, situação financeira ou necessidades específicas. Rentabilidade passada não garante desempenho futuro.

  4. Decisões de Investimento: Decisões cabem exclusivamente ao leitor.

  5. Rentabilidades: Rentabilidades divulgadas não são líquidas de impostos e baseiam-se em simulações.

  6. Responsabilidade do Analista: Analistas declaram responsabilidade pela elaboração do relatório, credenciamento pela APIMEC e ausência de conflitos de interesse.

  7. Código de Conduta e Conflitos de Interesse: Analistas seguem a Resolução CVM nº 20/21 e o Código de Conduta da APIMEC.

  8. Propriedade e Reprodução: Conteúdo pertence à NMS Research Ltda. Reprodução total ou parcial exige autorização prévia por escrito.

Semana Carregada de Dados

14 de Dezembro de 2025, 15:24

A última semana completa de 2025 reúne uma agenda intensa no Brasil e no exterior, antes do recesso de Natal e Ano Novo. Investidores acompanham indicadores relevantes de atividade e inflação, decisões de política monetária e temas políticos, além da expectativa pela possível assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

O calendário começa no domingo (14) com dados da China referentes a novembro, como produção industrial, vendas no varejo, investimentos em ativos fixos e preços de imóveis. A projeção aponta leve aceleração da indústria e manutenção do crescimento do varejo, enquanto investimentos e setor imobiliário seguem pressionados.

No Brasil, a segunda-feira (15) traz o Boletim Focus e o IBC-Br de outubro, prévia do PIB, com atenção às projeções do IPCA para 2027, horizonte relevante para a Selic, hoje em 3,8%. Na terça-feira (16), o Banco Central divulga a ata do Copom. Nos Estados Unidos, dados do mercado de trabalho de novembro podem influenciar apostas sobre cortes de juros pelo Fed em 2026.

A nova pesquisa Quaest de avaliação de Lula, a 1ª após o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro

A última pesquisa Genial/Quaest de 2025 com os cenários eleitorais do ano que vem será divulgada na quinta-feira com uma novidade: será a primeira rodada sem Jair Bolsonaro – e também sem Michelle e Eduardo.

A semana segue com inflação na zona do euro e nos EUA, decisões de juros no Reino Unido, Europa e Japão, além de dados do setor externo brasileiro. No campo político, o mercado acompanha a votação do Orçamento de 2026 e medidas fiscais.

*Nesta edição, excepcionalmente, não teremos a sessão “De olho nos gráficos”

Rentabilidada das principais classes de ativos

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

As tendências que os investidores não podem ignorar - XP

A XP avalia que, apesar da volatilidade macroeconômica e geopolítica no curto prazo, a transição energética e os investimentos ESG devem abrir oportunidades relevantes para os investidores. Segundo a casa, temas como a corrida por data centers, a demanda por minerais críticos, o papel das baterias, o fortalecimento dos mercados de carbono e o avanço da transparência ESG devem orientar a alocação de capital ao longo do próximo ano.


Confira o relatório completo

Carta mensal - Verde

A Verde informa que registrou ganhos em outubro em diferentes estratégias, com destaque para a exposição à bolsa brasileira, ao crédito local, ao ouro e à posição aplicada em juro real no Brasil. As perdas, segundo o fundo, ficaram concentradas em posições em moedas e criptoativos.

Confira o relatório completo

Estratégia Brasil - BTG Pactual

Lucros devem crescer 17% a/a em 2026, acima de 2025. A equipe de research do BTG Pactual projeta que os lucros das empresas brasileiras listadas, excluindo Petrobras e Vale, avancem 17% na comparação anual em 2026, acelerando em relação ao crescimento de 14% esperado para 2025.

Confira o relatório completo

A política monetária vai influenciar o desempenho do setor de bens de capital no próximo ano? - XP

A XP avalia que o sentimento dos investidores segue dividido às vésperas de 2026. Estrangeiros mostram preferência por empresas exportadoras e resilientes, enquanto investidores locais buscam papéis ligados a cortes de juros. A casa destaca a liderança da Embraer no desempenho do setor, o bom momento da WEG e vê companhias exportadoras de alta qualidade bem posicionadas em meio à incerteza política no Brasil.

Confira o relatório completo

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Onde está o dinheiro em 2026? JP Morgan aponta os setores que podem surpreender

9 de Dezembro de 2025, 10:19

O JP Morgan reuniu nesta semana os principais executivos de petróleo e gás, metais e mineração, e papel e celulose na Brazil Opportunities Conference. Ao longo de dois dias, o banco colheu impressões diretas de companhias e investidores, condensando um retrato claro das preocupações, apostas e vetores que devem guiar 2026.

O tom geral: um setor de óleo e gás pressionado por preços mais baixos, a mineração sob um humor melhor com o ferro a US$ 100 a tonelada, e o pulp & paper com um curto prazo mais animador, mas ainda com dúvidas estruturais no horizonte. Para o JPMorgan, Petrobras, PRIO, Vale, Gerdau e Suzano seguem como os nomes preferidos nas suas respectivas áreas.

Óleo e gás: queda do petróleo leva discussão para disciplina de capital

O recuo recente do petróleo virou o centro de gravidade das conversas com executivos do setor. Segundo o JP Morgan, a combinação de preços menores e volatilidade ampliou a atenção sobre capex, flexibilidade de investimentos e estratégias para blindar o balanço em 2026.

Nos encontros, PRIO foi uma unanimidade positiva entre gestores — brasileiros e estrangeiros. O otimismo vem da forte expansão de produção projetada até 2026, dos níveis de breakeven muito baixos e da expectativa de geração de caixa robusta.

Já Petrobras dividiu o público. Investidores estrangeiros analisam com lupa o potencial de produção nos próximos anos, em especial o desempenho de Búzios. Locais, por sua vez, demonstram incômodo com o capex elevado no curto prazo. Mesmo assim, o banco mantém Petrobras como favorita no setor, destacando que a maior parte do investimento vai para “barris altamente lucrativos”, com potencial de acelerar ainda mais o output se não houver contratempos. Um aumento de 100 mil barris por dia, lembra o relatório, adicionaria cerca de R$ 1 bilhão ao caixa operacional.

O banco também observa uma Petrobras mais vocal sobre disciplina de capital e com camadas adicionais de flexibilidade no plano de investimentos. A entrega das próximas FPSOs — incluindo a P-80 — continua sendo prioridade.

PRIO: execução, custos e caixa

A companhia reforçou ao JPMorgan que seguirá com foco total em eficiência operacional e desalavancagem. A meta é trazer o lifting cost consolidado de volta para a faixa de US$ 6 a US$ 7 por barril após a rampa de Wahoo e o ganho de escala em Peregrino.

O plano de capital prevê redução de dívida como prioridade, embora a empresa avalie um novo programa de recompra. A régua de M&A continua rígida: taxa interna de retorno mínima de 20% com Brent a US$ 60. A produção deve chegar a cerca de 200 mil barris/dia até o fim de 2026.

O banco manteve recomendação Overweight, citando fluxo de caixa forte, baixo breakeven e alto potencial de retorno ao acionista.

Brava e PetroReconcavo: foco em governança, eficiência e estabilidade

A Brava, que acaba de nomear Luiz Carvalho como CFO, delineou três pilares para criar valor: resiliência operacional, governança mais forte e alocação disciplinada de capital. A empresa espera normalizar operações em 2026 e crescer produção em 2027, com novos poços previstos para Papa Terra e Atlanta.

Na PetroReconcavo, a reorganização interna foi o tema dominante. A companhia redesenhou funções estratégicas para reforçar execução, supply chain e confiabilidade operacional. Após um 2024 e 2025 abaixo do planejado, a empresa espera estabilizar produção no próximo ano, apoiada por um capex entre R$ 800 milhões e R$ 850 milhões.

Metais & Mineração: humor melhora para o minério; setor de aço depende de medidas antidumping

Investidores chegaram à conferência mais positivos sobre o minério de ferro para 2026. O suporte consistente acima de US$ 100 ao longo de 2025 dissipou parte dos temores de uma queda abrupta, mesmo com a entrada de Simandou.

O nome favorito continua sendo Vale. O banco destaca que a melhora gradativa no mix de produtos aumenta visibilidade de preço e deve reforçar margens. A ação negocia a 4,6 vezes EV/EBITDA, bem abaixo dos 6,8 vezes dos pares australianos.

No aço, o sentimento é mais cauteloso, mas há uma grande expectativa pela aprovação de medidas antidumping no primeiro trimestre do ano. No evento, o interesse dos investidores se dividiu entre Usiminas e Gerdau. O JP Morgan mantém Gerdau como sua top pick, citando a exposição aos Estados Unidos — um mercado com mais proteção tarifária — e a disciplina de longo prazo da gestão.

Gerdau: EUA seguem como ponto forte

A companhia disse esperar margens estáveis ou maiores no quarto trimestre nos EUA, mesmo com queda de 10% nos volumes. Para 2026, o ambiente permanece positivo. No Brasil, as operações caminham conforme o esperado, embora os volumes menores no quarto trimestre devam reduzir receita. Investigações antidumping avançam e podem beneficiar produtos longos.

Para o JPMorgan, a ação segue barata: 3,5 vezes EV/EBITDA, ante 5,9 vezes dos concorrentes.

CSN e Usiminas: projetos, preços e incertezas

A CSN informou que o projeto P15 segue dentro do cronograma para 2027, com ramp-up até 2029. A potencial venda de participação na MRS — apoiada pelos minoritários da CSN Mineração — continua no radar. Os preços do aço subiram 5% desde outubro, mas o excesso de oferta limita novas altas.

Na Usiminas, a discussão dominante continua sendo antidumping. Importações menores aliviaram a pressão, mas estoques ainda elevados devem manter preços sob pressão no curto prazo. No minério, a empresa ainda avalia investimentos para expansão, com decisões esperadas para 2026.

Papel & Celulose: otimismo de curto prazo, dúvidas no longo

Entre investidores, o pessimismo estrutural com preços de celulose permanece, mas o curto prazo virou. Pouca oferta nova e paradas de manutenção podem ajudar os preços até 2026.

Ainda assim, o setor carrega preocupações de longo prazo. Entre elas, a oferta de madeira na China e o risco de excesso de capacidade.

Suzano: top pick, com ambiente mais favorável em 2026

A empresa vê um cenário mais construtivo no curto prazo. A expectativa é de preços melhores no próximo ano, apoiados por capacidade limitada, shutdowns e menor incerteza tarifária.

O desafio está na madeira: dificuldades de rendimento na China podem ser estruturais, mas o impacto ainda é incerto. A Suzano quer manter o caixa abaixo de R$ 800 por tonelada e trabalha com um plano para reduzir capex em 2026. A alavancagem deve cair para 2,5 vezes até 2027.

O JP Morgan mantém Suzano como melhor nome do setor, projetando 65 por cento de upside, com a ação negociando a 5 vezes EV/EBITDA 2026.

Klabin: desalavancagem e estabilidade no papel

A Klabin projeta a celulose convergindo para US$ 560 a tonelada até o fim do ano e espera estabilidade nos mercados de papel, apesar da pressão das importações chinesas. A companhia reforçou que 2026 deve trazer novas oportunidades para kraft e embalagens, apoiadas por fechamentos de capacidade nos Estados Unidos.

A desalavancagem continua como prioridade para os próximos anos.

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BC deve segurar a Selic, mas comunicado pode mudar tudo

8 de Dezembro de 2025, 15:35

O Copom faz nesta quarta-feira (10) a última reunião do ano e deve repetir o roteiro das últimas decisões. XP e JP Morgan afirmam que a Selic permanecerá em 15%, mas o comunicado pode marcar uma mudança importante. O Banco Central deve começar a abandonar, ainda que de forma suave, a linguagem de manutenção dos juros por um “período muito prolongado” e migrar para um tom mais dependente de dados.

É o primeiro passo para abrir espaço aos cortes em 2025.

A desaceleração da atividade, o comportamento benigno da inflação e a queda das commodities criaram um ambiente mais confortável para o BC. Ainda assim, as expectativas inflacionárias seguem acima da meta e o mercado de trabalho continua apertado, fatores que impedem qualquer movimento já nesta reunião.

XP resume essa tensão de forma direta: a inflação melhorou, mas não o suficiente para liberar o Copom agora.

[Fonte: JP Morgan/ Probabilidade de manutenção da taxa Selic precificada pelo mercado]

Inflação mais benigna, atividade mais fraca e câmbio relativamente estável

Desde a reunião de novembro, o conjunto de indicadores ficou marginalmente favorável ao BC. A inflação ao consumidor surpreendeu para baixo e as medidas de núcleo rodaram perto da meta pela primeira vez em muitos meses. Os preços industriais seguiram comportados e o IPA voltou ao território negativo, puxado pela queda disseminada dos alimentos.

No câmbio, o real se manteve firme entre R$ 5,30 e R$ 5,45 por semanas, embora a depreciação repentina da última sexta-feira, que levou a moeda para perto de R$ 5,50, deva aumentar a cautela do Comitê.

A atividade doméstica também perdeu fôlego. O PIB do terceiro trimestre ficou praticamente estável e os setores sensíveis ao crédito mostram desaceleração gradual. Para a XP, esse quadro reforça a percepção de que o hiato do produto não está se fechando rapidamente, o que ajuda o Copom a sustentar a posição atual.

No exterior, a queda do petróleo e dos grãos cria um ambiente positivo para o IPCA dos próximos meses. O processo de desinflação global continua, e a desaceleração da economia americana mantém aberta a porta para cortes de juros pelo Fed em 2025.

O ponto de atenção: a política fiscal

Mesmo com a melhora do quadro inflacionário, XP e JP Morgan afirmam que a política fiscal expansionista se tornou o principal risco para 2026. O governo prepara medidas que devem manter a demanda interna aquecida no próximo ano, num momento em que o mercado de trabalho já opera perto do pleno emprego.

Segundo a XP, uma aceleração prematura da economia poderia limitar a extensão do ciclo de cortes e impedir que a Selic convergisse ao juro neutro, estimado pela casa em cerca de 5,5% reais. Para isso, dizem os economistas, será necessária uma redução clara no ritmo de crescimento das despesas públicas.

O comunicado deve começar a mudar

A maior dúvida da reunião está concentrada na comunicação. O JP Morgan afirma que o BC não deve fornecer qualquer promessa de corte, mas acredita que o famoso trecho que fala em manter a Selic estável por um “período muito prolongado” deve ser modificado ou removido.

Seria a primeira sinalização explícita de que o Comitê pretende se mover para um modo mais dependente dos dados, abrindo espaço para flexibilização já no início de 2025.

XP concorda e diz que, mesmo com a confiança crescente de que a estratégia atual está funcionando, o BC ainda não vê condições para adotar esse modo já em janeiro. O comunicado, porém, deve reconhecer que a inflação evoluiu melhor do que o esperado e que parte das incertezas está se dissipando.

Quando começam os cortes

XP e JP Morgan convergem na mesma direção. Os dois esperam que o ciclo de cortes comece no primeiro trimestre. Para a XP, março é o cenário-base, com risco moderado de antecipação para janeiro. O JPM também trabalha com março, mas reconhece que a combinação de dados fracos e inflação em queda pode antecipar o movimento.

Ambos os bancos, porém, destacam que as expectativas inflacionárias ainda desancoradas impedem uma flexibilização mais cedo.

A XP projeta seis cortes consecutivos de 0,50 ponto, levando a Selic a 12% ao final do ciclo. O JPM vê trajetória semelhante, com espaço para afrouxamento gradual a partir do primeiro trimestre.

O impacto na renda fixa

A curva de juros passou por um movimento misto nas últimas semanas. Novembro foi de fechamento nos vértices intermediários e longos, reflexo da desaceleração da atividade e da queda da inflação. A primeira semana de dezembro trouxe abertura forte, puxada por ruídos políticos domésticos.

Segundo a XP, o ambiente segue favorável ao carrego. Os papéis indexados ao IPCA seguem com taxas reais historicamente altas, os pós-fixados continuam atrativos para quem busca liquidez e os prefixados começam a ganhar espaço com a proximidade do ciclo de cortes.

A XP recomenda evitar movimentos táticos mais agressivos e reforça a importância da seletividade no crédito privado, especialmente diante da volatilidade recente.

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Bolsa devolve ganhos com candidatura 'fake'

7 de Dezembro de 2025, 19:08

Nos últimos meses, o temor acerca da “bolha da IA” tem crescido consideravelmente. O assunto foi comentado por gigantes da tecnologia, como CEO da OpenAI, Sam Altman, que tratou como uma irracionalidade o investimento cego em empresas com “três pessoas e uma ideia”.

Ativos de risco devolveram os ganhos de dezembro por conta da candidatura “blefe” de Flavio Bolsonaro.

No entanto, nem todos compartilham deste pensamento. O BTG Pactual divulgou um relatório listando “16 razões pelas quais a IA é uma ideia de longo prazo e não uma bolha”. Entre elas, o ROI em investimentos em IA, alavancagem mais baixa e taxas de juros em queda.

Clique aqui e confira o relatório completo.

Raio-X macro

A última Super Quarta de 2025 vai concentrar as atenções dos mercados, com decisões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve na quarta-feira (10). Investidores devem focar mais nos comunicados das autoridades monetárias e, no caso do Fed, na coletiva de Jerome Powell e nas novas projeções econômicas, que podem confirmar cortes de juros nos EUA em 2026.

A semana começa com a divulgação do PIB do Japão no domingo, em meio às expectativas de alta de juros no país e ao impacto do recente pacote fiscal. Ainda no domingo para segunda, saem os dados do setor externo da China, enquanto no Brasil o Boletim Focus abre a agenda da segunda-feira. Também será divulgada a produção da indústria automotiva pela Anfavea.

Na terça-feira, o mercado deve acompanhar discursos do presidente do Banco do Japão e indicadores de emprego dos EUA. Na noite desse dia, Japão e China divulgam números de inflação ao produtor e ao consumidor, respectivamente. Na quarta-feira, antes das decisões de política monetária, o IBGE publica o IPCA de novembro, com projeção de ligeira alta e possível entrada na banda de tolerância anual.

No fim da semana, o IBGE segue com dados de atividade referentes a outubro, incluindo vendas no varejo e volume de serviços. Os números devem ajudar a calibrar expectativas sobre o início do ciclo de corte da Selic em 2026.

De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa iniciou a semana pressionado pela perda de força compradora e pela aproximação do suporte de 153.800 pontos, nível que pode definir a intensidade da correção, segundo João Tonello, analista pleno da NMS Research. Ele afirma que a perda desse patamar pode levar o índice para a faixa entre 148.000 e 143.700 pontos, enquanto a resistência imediata permanece em 165.035 pontos. Tonello destaca que o forte volume do último pregão indica atuação institucional e que o cenário político adiciona volatilidade. “O mercado mostrou sinal claro de exaustão após o rali”, diz. “A leitura agora é de cautela e monitoramento dos próximos suportes.”

JBS [JBSS32]

As ações da JBS mantêm uma leitura técnica favorável mesmo após a realização recente. Tonello explica que o papel segue em estrutura de alta e rompeu a antiga linha de tendência de baixa com volume expressivo em abril. No movimento mais recente, a ação recuou da região de 80,75 para 75,20, onde mostrou sinais de absorção de venda. “A defesa institucional sugere potencial para retomada da tendência”, diz o analista. O alvo segue em 90,27, com resistência intermediária em 80,75, enquanto a perda de 75,20 reabre espaço para teste do fundo em 72,45.

Intelbras [INTB3]

INTB3 entrou em movimento de correção após falhar no rompimento da resistência de 13,06. Para Tonello, a perda da mínima da barra anterior reforçou o enfraquecimento da pressão compradora e abriu oportunidade para operação de venda com stop curto. Ele explica que o papel pode buscar 12,20 e 11,68, mesmo que o volume abaixo da média reduza a convicção sobre a força da reversão. “O contexto gráfico segue favorável à correção e permite manejo de risco mais objetivo”, afirma.

BTG Pactual [BPAC11]

BPAC11 anulou o rompimento do topo de 57,31 e fechou o pregão com forte rejeição, o que Tonello classifica como sinal relevante de exaustão compradora no curtíssimo prazo. O suporte imediato está em 51,57, e a perda desse nível pode levar o papel à região entre 49,40 e 47,80. O analista explica que a tendência terciária continua de alta, mas o controle mudou de mãos no intraday. Ele afirma que um fechamento de 30 minutos acima de 54,60 pode configurar armadilha vendedora e reabrir caminho para o topo anterior. “Sem esse gatilho, o cenário segue mais favorável à continuidade da correção”, diz.

Carteiras atualizadas para dezembro

Com o início de um novo mês, as principais casas atualizam suas carteiras mensais. Confira algumas delas:

Carteira BTG 10SIM

O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM de dezembro e manteve a estratégia ligada ao início do ciclo de cortes de juros no Brasil, projetado para janeiro de 2026. A casa entende que a expectativa de queda de 300 pontos-base no próximo ano continua sustentando o apetite por renda variável.

Confira o relatório completo

Carteiras XP

Veja todas as carteiras atualizadas pela XP.

  • Top Ações - aqui

  • Top Small Caps - aqui

  • Top Dividendos - aqui

  • Top Dividendos Plus - aqui

  • Dividendos Gráfica - aqui

  • Top Ações Globais - aqui

  • Top Dividendos Globais - aqui

  • Carteira ESG XP - aqui

  • Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários - aqui

  • Estratégia Quant: Carteira Viva de Renda com FIIs - aqui

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Top picks títulos incentivados de crédito privado - BTG Pactual

BTG: “O Top Picks – Títulos Incentivados de Crédito Privado reúne debêntures incentivadas, certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) e certificados de recebíveis imobiliários (CRI) que, na avaliação da casa, oferecem pontos de entrada atrativos e boa relação entre risco, retorno e liquidez para investidores qualificados pessoa física.”


Confira o relatório completo

Petrobras: atualização da tese pós 3T25 - BTG Pactual

O BTG atualizou seu modelo para Petrobras, incorporando os resultados do 3T25 e o recente plano de negócios.

“Continuamos identificando uma assimetria positiva caso ocorra uma compressão do risco-país após as eleições de 2026. Esse movimento, somado ao aumento da produção em Búzios, pode impulsionar a geração de caixa e favorecer uma repricing das ações”, informou o banco.

Confira o relatório completo

Brasil Macro Mensal - XP

Atualizando sua visão para o Brasil, a XP elevou sua projeção para o PIB de 2025,de 2,1% para 2,3%.

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Estratégia Brasil - BTG Pactual

Com empresas antecipando seus dividendos após a aprovação do projeto de lei que, entre outras coisas, elimina a isenção fiscal geral sobre o pagamento de dividendos, o BTG destacou empresas como potencial pagadoras.

Confira o relatório completo

Equity Strategy - Itaú BBA

O Itaú BBA divulgou seu monitos de dados de mercado, ressaltandoque investidores estrangeiros foram vendedores líquidos de R$ 4,8 bilhões nos últimos cinco pregões; setor financeiro superou o mercado.

Confira o relatório completo

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Totvs [TOTS3] já está precificicada? BTG explica espaço pra crescimento

5 de Dezembro de 2025, 11:18

O BTG Pactual divulgou análise atualizada sobre a Totvs e afirmou que os fundamentos da empresa finalmente alcançaram o avanço recente do preço das ações. O banco manteve recomendação de compra e elevou o preço-alvo para R$ 55, o que indica potencial de valorização de cerca de 16% em relação à cotação atual.

A Totvs aparece entre as dez ações com melhor desempenho do Ibovespa desde 2018. Nesse período, o papel acumulou alta de 470%, bem acima dos 87% do índice. A reestruturação conduzida pela atual gestão impulsionou o crescimento e atraiu investidores estrangeiros, que hoje detêm 92% do free float. A empresa sustenta expansão orgânica próxima de 20% ao ano e aumento contínuo de margem.

Em 2025, o papel rompeu a faixa dos R$ 30 após quase quatro anos de oscilação limitada. A ação acumula alta de quase 80% no ano e se aproxima dos níveis considerados adequados pelos analistas. Mesmo assim, o BTG mantém projeções conservadoras. O banco estima que a Totvs deve alcançar receita de R$ 6,3 bilhões em 2025, superando expectativas anteriores do mercado e mantendo margem EBITDA perto de 27%. A previsão é de avanço para 30% até 2030.

O relatório mostra que o segmento de Gestão — responsável por cerca de 90% da receita — segue como principal motor da companhia. Os analistas destacam a capacidade da empresa de repassar integralmente o impacto da reoneração da folha aos clientes, o que reforça o poder de precificação. A projeção de ARR indica avanço anual de 12% entre 2025 e 2030.

Já as unidades RD Station e Techfin entregam ritmo mais lento do que o esperado há um ano, mas o BTG afirma que o potencial de longo prazo permanece. O banco trabalha com estimativas mais conservadoras para essas divisões e prevê crescimento de receita de 15% até 2030, com expansão gradual de margens.

A aquisição da Linx, que deve ser concluída nos próximos meses, compõe parte importante do cenário projetado pelo BTG. A Totvs pagará R$ 3,05 bilhões pelo ativo e buscará recuperar o crescimento do negócio, que hoje avança abaixo da inflação. O banco calcula que a Linx pode voltar a crescer em ritmo de dois dígitos até 2027 e atingir margem EBITDA próxima à da Totvs até 2030. O valor estimado da Linx é de R$ 2 por ação dentro do preço-alvo consolidado.

O BTG também aponta que o desconto da Totvs em relação à alemã SAP diminuiu ao longo do ano. A empresa brasileira negocia a 26 vezes o lucro futuro, enquanto a SAP opera em torno de 30 vezes. Com a consolidação da Linx, o múltiplo da Totvs deve subir para 28–29 vezes, praticamente eliminando a diferença histórica. Ainda assim, o banco afirma que a Totvs tem perfil de crescimento superior e pode recuperar o prêmio tradicional sobre a concorrente internacional.

Segundo o BTG, o conjunto de expansão consistente, capacidade de execução e sinergias com a Linx reforça a tese de investimento. O banco calcula potencial de retorno total de 16,6%, somando valorização esperada e dividendos.

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J.P. Morgan projeta rali com início de queda de juros

4 de Dezembro de 2025, 14:54

São Paulo — O J.P. Morgan afirma que o rali brasileiro de 2025 refletiu, sobretudo, ventos externos — em especial a fraqueza do dólar —, mas projeta que 2026 marcará um ponto de inflexão, com o país emergindo como um dos poucos mercados capazes de entregar retornos acima da média. O banco destaca dois motores: o ciclo de cortes de juros previsto para o primeiro trimestre e a dinâmica eleitoral mais intensa em duas décadas.

Segundo o banco, o real carrega o maior juro do planeta, força que derrubou a inflação e abriu espaço para flexibilização monetária. O comitê do Banco Central deve iniciar cortes de 50 pontos-base por reunião, acumulando entre 350 e 400 pontos-base de redução ao longo do ano. “O impacto sobre ações tende a ser expressivo”, afirma a equipe liderada por Rajiv Batra.

A conjuntura eleitoral, porém, adiciona volatilidade. O pleito de outubro, visto como altamente competitivo, cria um ambiente binário: o mercado pode renovar máximas após o início dos cortes ou mergulhar numa correção profunda caso investidores interpretem risco fiscal adiante.


Metas e Cenários

O banco define 190 mil pontos como projeção-base para o Ibovespa no fim de 2026 — mas ressalta que esse é o ano mais difícil em uma década para fixar alvos de fim de ciclo. O motivo é a divergência entre dois vetores: juro estruturalmente mais baixo, que impulsiona múltiplos, versus incerteza fiscal pós-2027.

O relatório lembra que, apesar da valorização robusta em 2025, o Brasil segue entre os mercados mais descontados, negociando abaixo da média histórica e com múltiplos inferiores aos de seus pares emergentes. Sete de dez setores ainda operam com P/L abaixo do padrão global.

O avanço dos lucros deve ser modesto — baixa casa de um dígito — refletindo a desaceleração do PIB de 2% para 1%. Mas custos financeiros menores tendem a sustentar margens no segundo semestre.


Calendário Crítico

O J.P. Morgan mapeia marcos que definem o rumo dos ativos brasileiros:

  • 28 de janeiro – Reunião do Copom que pode iniciar o ciclo de cortes.

  • 18 de março – Segunda janela provável de flexibilização se o corte não ocorrer em janeiro.

  • Semana de 23 de fevereiro – Reativação legislativa e articulação mais clara das campanhas.

  • 4 de abril – Prazo final para renúncia de cargos públicos por candidatos, incluindo eventual saída de Tarcísio de Freitas do governo paulista.

  • 4 e 25 de outubro – Primeiro e segundo turno das eleições.

  • 1º de janeiro de 2027 – Posse do novo governo.


Riscos

O maior foco está no cenário político. Uma eleição incerta, combinada com deterioração fiscal ou hesitação do Banco Central em iniciar cortes, pode reduzir o prêmio de risco do Brasil. Uma desaceleração global mais aguda também teria impacto relevante.

Top Picks do J.P. Morgan

O banco destaca empresas expostas a juros menores e crescimento doméstico.

Ações favoritas

  • NU Holdings – ROE robusto, tese de penetração bancária.

  • Rede D’Or – Expansão e eficiência operacional.

  • Embraer – Forte backlog e ciclo favorável em aeronaves.

  • Cyrela – Lucratividade elevada e valuations atrativos.

  • RaiaDrogasil – Crescimento defensivo.

  • Suzano – Exposição ao dólar e ciclo positivo de celulose.

Menos preferidas

  • Telefônica Brasil

  • Tupy

  • Hapvida


Visão por Setor

Setores beneficiados pela queda dos juros lideram a lista de recomendações:

  • Overweight: Financeiro, Industriais, Utilities, Saúde

  • Underweight: Energia, Materiais, Tecnologia, Staples

  • Neutro: Consumo Discricionário, Comunicações

O Brasil mantém postura Overweight no portfólio emergente do banco.


Conclusão

Para o J.P. Morgan, 2026 será o ano mais binário da última década no Brasil. O rali de 2025 foi global; o próximo movimento dependerá da política monetária doméstica e da disputa presidencial. “O mercado deve acelerar com o início do ciclo de cortes, mas o desfecho eleitoral definirá se o Ibovespa encerra o ano em cenário de euforia ou frustração”, conclui o relatório.

Kevin Hassett no Fed? Chefe republicano é favorito do mercado

3 de Dezembro de 2025, 15:02

Kevin Hassett é um dos economistas mais influentes da ala republicana nas últimas décadas e figura central na formulação de política econômica dos EUA. Sua trajetória começa no próprio Federal Reserve, onde atuou como economista sênior, acompanhando de perto a dinâmica da política monetária, dos ciclos econômicos e dos processos internos do banco central — experiência que hoje pesa fortemente em sua cotação para a presidência da instituição.

Ao sair do Fed, Hassett consolidou carreira acadêmica e intelectual de destaque. Foi professor da Columbia Business School, pesquisador do American Enterprise Institute (AEI) — um dos think tanks mais relevantes do campo conservador — e membro da Hoover Institution, centro de pesquisa ligado a Stanford e historicamente influente na formulação de políticas públicas nos EUA. Nesses espaços, produziu estudos sobre tributação, produtividade, política fiscal e mercado de trabalho, tornando-se uma referência dentro da bancada republicana no Congresso.

Sua entrada na política partidária ganhou força nos anos 2000. Hassett participou como conselheiro econômico de campanhas presidenciais importantes: John McCain, em 2000; George W. Bush, em 2004; e Mitt Romney, em 2012. Nesses ciclos, ajudou a moldar propostas de cortes de impostos, desoneração empresarial, estímulos à competitividade e reformas estruturais no sistema tributário — temas que mais tarde o aproximariam de Donald Trump.

Durante o primeiro mandato de Trump (2017–2021), Hassett assumiu papel de protagonismo como presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca (CEA). Tornou-se um dos maiores defensores da reforma tributária de 2017, que reduziu o imposto corporativo e reestruturou regras de dedução. Internamente, era visto como uma das vozes mais influentes no desenho da política econômica republicana, conciliando visão pró-mercado com agenda de crescimento e desregulamentação.

Mesmo após a saída de Trump da Casa Branca, Hassett manteve vínculo estreito com o ex-presidente, atuando como conselheiro informal em temas econômicos e estratégicos. Com o retorno de Trump à presidência, sua influência voltou ao centro das decisões — e seu nome rapidamente se destacou nas discussões sobre a sucessão de Jerome Powell no comando do Federal Reserve.

Nos últimos meses, Hassett endureceu críticas ao ritmo da política monetária, acusando o Fed de tardar na redução dos juros e mencionando possíveis vieses nos dados de emprego divulgados pelo governo anterior. Essas declarações reforçaram sua sintonia com a visão econômica de Trump, que pressiona por cortes mais acelerados para estimular crescimento e crédito.

Hoje, plataformas de apostas como a Polymarket atribuem a ele probabilidade acima de 80% de ser o indicado oficial — uma vantagem esmagadora em relação a outros nomes citados, como Kevin Warsh ou Christopher Waller. Para aliados de Trump, Hassett reúne três atributos decisivos: experiência técnica dentro do Fed, trajetória acadêmica sólida e alinhamento político com a Casa Branca.

Se confirmado, Kevin Hassett deverá conduzir o Federal Reserve a partir de 2026, assumindo o posto em um momento crucial para a economia americana, no qual o país atravessa transição após um ciclo de inflação elevada, juros altos e desaceleração gradual da atividade.

Estímulo secreto e IA: JP Morgan eleva China para "compra"

2 de Dezembro de 2025, 11:23

O mercado chinês está prestes a sair da UTI e correr uma maratona, segundo o JP Morgan. Em um movimento que sacode os portfólios de mercados emergentes, o banco de investimento elevou a recomendação para as ações da China de forma enfática para “Overweight” (equivalente a compra), projetando que o risco de “grandes ganhos é substancialmente maior” do que o de perdas significativas nos próximos anos.

A aposta do JP Morgan não é apenas em uma recuperação cíclica, mas em uma transformação estrutural impulsionada por três pilares: a liderança global na Inteligência Artificial (IA), um volume significativo de estímulo fiscal antecipado e uma inédita agenda de retorno ao acionista.

A China, que viu suas ações caírem 33% em relação ao pico de 2020, está agora nos estágios iniciais de saída de um ciclo de baixa de quatro anos. Para o banco, as avaliações atuais são “aceitáveis” e o posicionamento dos investidores ainda está “leve”, indicando espaço de sobra para o rally.

A nova corrida da IA: China com vantagem de “power play”

O ponto de inflexão mais quente, segundo o relatório, é a IA Generativa. A China não está apenas na corrida, mas tem uma vantagem competitiva crucial que a diferencia dos EUA: o custo-benefício e o fornecimento de energia.

O lançamento dos Large Language Models (LLMs) DeepSeek V3 e R3, em 2025, foi o gatilho. O JP Morgan argumenta que a China tem uma abordagem holística que inclui open-source, aplicações nativas e, fundamentalmente, uma vantagem na geração de energia – um insumo caríssimo para rodar a IA em escala.

Gigantes da tecnologia como Alibaba, Baidu e Tencent estão integrando a IA profundamente. O Alibaba, por exemplo, tem um plano de capex de US$ 53 bilhões em nuvem e IA e está posicionado para capturar uma fatia desproporcional do valor gerado, com a tecnologia sendo aplicada da robótica à direção autônoma.

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O empurrão de Pequim: estímulo e o fim da competição destrutiva

Pequim está abrindo o caixa e reformando as regras do jogo corporativo.

A expectativa é de um impulso fiscal substancial, com a maior parte do aumento de 1 trilhão de yuans na emissão de títulos governamentais sendo front-loaded (antecipada). Economistas do JP Morgan elevaram a projeção de crescimento do PIB para 2026 para 4,4%, com o governo disposto a injetar um thrust fiscal de 0,4% do PIB.

Além disso, o 15º Plano Quinquenal traz uma política estrutural chamada “anti-involution” – um esforço para frear a competição destrutiva por preços, reduzir o excesso de capacidade e restaurar a lucratividade das empresas em setores que vão do aço e carvão a carros elétricos e e-commerce. Embora seja um freio no crescimento top-line, o JP Morgan afirma que esta é uma política “muito positiva para as margens e lucros corporativos” dos líderes de mercado.

O foco no acionista e a busca por autossuficiência

O movimento mais pragmático para o investidor é a nova atenção ao retorno dos acionistas.

Como parte de uma reforma do mercado de capitais iniciada em 2024, as empresas, sobretudo as estatais (SOEs), estão alinhando seus KPIs com o mercado. Isso se traduz em um aumento notável nas recompras de ações e nos pagamentos de dividendos, melhorando a governança e a saúde fiscal percebida.

Em paralelo, a busca por autossuficiência tecnológica impulsiona inovação em áreas estratégicas: robótica humanoide, biotecnologia (com empresas quebrando monopólios globais) e semicondutores, visando desenvolver chips de IA domésticos.

Em suma, o JP Morgan vê potencial para que o lucro por ação (EPS) chinês acelere para dois dígitos em 2026, com o risco-país diminuindo graças a tréguas comerciais e medidas para mitigar crises estruturais. O banco recomenda “Overweight” em Serviços de Comunicação, Bens de Consumo Essenciais, Tecnologia da Informação e Materiais.

JP Morgan derruba teses do agro e revisa preços para baixo

1 de Dezembro de 2025, 14:47

O agronegócio latino-americano entra em 2026 sem gatilhos de preços, com estoques globalmente confortáveis, oferta crescente e um ciclo de expansão de capex que deve consumir caixa das companhias. A avaliação é do JP Morgan, que ficou mais cauteloso com todo o setor, reduziu projeções e anunciou mudanças relevantes nas recomendações: Sao Martinho [SMTO3] foi rebaixada de Compra para Neutral, Adecoagro [AGRO] voltou da restrição já em Venda, e SLC Agrícola [SLCE3] teve a recomendação mantida em Neutral.

No relatório, o banco resume o cenário em uma frase direta: “Falhamos em enxergar qualquer catalisador tangível para preços no curto prazo, especialmente porque todos os mercados parecem superofertados e não há eventos climáticos no radar capaz de apertar a oferta.”

Segundo o JPM, 2026 será um ano de caixa pressionado, com alavancagem subindo em todas as empresas acompanhadas. E, diante desse conjunto de fatores, a mensagem aos investidores é clara: a probabilidade é que o mercado permaneça em compasso de espera até que haja “evidências mais claras de recuperação das commodities ou uma mudança de momentum no setor.”

O pano de fundo: oferta demais, preços de menos

O banco traça um diagnóstico duro: praticamente todos os mercados agrícolas relevantes da região caminham para um ciclo de superoferta, sem risco climático relevante no curto prazo e sem choques capazes de restringir produção.

No açúcar e etanol — normalmente o segmento mais volátil e sensível a oferta — o relatório afirma que, desta vez, a parte baixa do ciclo será “mais dura”, principalmente por causa do avanço agressivo do etanol de milho no Brasil.

O JPM esperava alguma sustentação nos preços do açúcar em função de uma moagem mais lenta no Centro-Sul. Mas as chuvas no fim da temporada frustaram a tese, produziram um aumento inesperado de ATR e ampliaram a perspectiva de oferta para a próxima safra. O banco agora estima um superávit global de 1,4 milhão de toneladas em 2025/26.

No etanol, a combinação de mais cana e 3,2 bilhões de litros adicionais de etanol de milho projetados para 2026 deve deixar o mercado ainda mais frouxo. O banco projeta preços 29% menores ano contra ano.

O cenário das grãos segue a mesma lógica: estoques globais confortáveis e preços próximos aos custos de produção. No Brasil, as margens do produtor devem continuar pressionadas, com fertilizantes mais caros e preços mais fracos em termos de reais.

Por que o investidor está em compasso de espera?

O JPM sintetiza o comportamento atual do mercado: “os investidores devem permanecer à margem até que haja sinais mais claros de recuperação das commodities ou uma mudança no momentum do setor.”

Mesmo com múltiplos aparentemente razoáveis — SLC a 5,8x EV/EBITDA 2026e; Sao Martinho a 4,0x; Adecoagro a 5,4x — o banco vê valuations mais próximos de valor justo do que de oportunidade.

Além disso, todas as empresas estão navegando um ciclo de capex pesado, que vai consumir caixa até pelo menos 2027. Com juros ainda elevados e moedas locais relativamente apreciadas, o custo de capital pesa mais.

SLC Agrícola: boa história, mas sem gatilho

A SLC — a empresa considerada por parte do mercado como a mais previsível do setor — manteve recomendação Neutral. O JPM reduziu levemente o preço-alvo para R$ 19, revisando projeções de EBITDA para R$ 2,6 bi em 2025 e R$ 2,9 bi em 2026.

O banco destaca que a companhia tem vantagens estruturais: escala, disciplina de capital e diversificação entre soja, milho e algodão. Mas observa que o mercado quer trigger, algo ainda ausente.

A empresa deve enfrentar produção com custos 9,6% mais altos, mesmo com rendimentos melhores nas culturas de segunda safra. Do lado das vendas, o relatório projeta preços líquidos menores para 2026: US$ 8,8/bu na soja, R$ 47/saca no milho e 70 cents/lb no algodão.

O JPM diz: “SLC é uma excelente história de longo prazo que carece de gatilhos de curto prazo.”

O principal alívio só viria em 2027, quando a geração de caixa deve voltar a ser positiva.

Sao Martinho: corte drástico e mudança de tom

Na Sao Martinho, o JPM mudou de posição. O banco rebaixou a ação para Neutral, com um corte expressivo do preço-alvo para R$ 17, contra R$ 30 anteriormente.

A razão é direta: um cenário estrutural mais pressionado para açúcar e, especialmente, para etanol, em função do crescimento acelerado do etanol de milho.

O relatório reconhece a eficiência da companhia, a qualidade da operação e a disciplina histórica de capital, mas afirma que essas fortalezas hoje não são suficientes para compensar o ambiente adverso. O banco agora estima R$ 2,9 bilhões de EBITDA em 2027, cerca de 23% abaixo do consenso.

Além disso, o capex elevado e o ambiente de juros altos devem impedir geração de caixa significativa pelo menos até 2027, limitando dividendos e ampliando alavancagem.

Adecoagro: complexidade crescente e valuation “rico”

Entre as três empresas, Adecoagro recebeu o veredito mais duro. A ação retorna da restrição já com recomendação Underweight (venda), e o preço-alvo foi reduzido de US$ 12 para US$ 7.

O banco aponta uma combinação de fatores:

  • commodities fracas;

  • maior volatilidade cambial;

  • baixa liquidez das ações;

  • aumento relevante de alavancagem;

  • e, acima de tudo, uma crescente complexidade estratégica.

A companhia passou a investir em operações de fertilizantes e até mineração de bitcoin, sob a nova estrutura acionária. Para o JPM, isso eleva o risco de execução e coloca dúvidas sobre alocação de capital.

“É difícil subscrever essa história neste momento”, diz o relatório.

O banco estima US$ 299 milhões de EBITDA em 2025, com forte consumo de caixa — cerca de US$ 400 milhões — impulsionado por capex e despesas financeiras.

O relatório dedica ainda uma longa seção à aquisição da Profertil, vista como relevante, porém carregada de incertezas: impacto na alavancagem, retorno duvidoso e poucas sinergias claras.

As projeções para as commodities: açúcar, etanol, soja, milho e algodão

O relatório também atualiza a visão da equipe global de commodities do JPM.

  • Açúcar: projeção média de 16,1 c/lb em 2026, com viés altista caso haja quebra de safra.

  • Etanol: viés claramente negativo por causa da expansão do milho.

  • Soja: curto prazo pressionado; estoques globais ainda elevados.

  • Milho: demanda da indústria de etanol segue como ponto de sustentação no Brasil.

  • Algodão: a única visão realmente construtiva, com preços sustentados por estoques apertados.

Cotton é, inclusive, apontado como a melhor aposta entre as soft commodities no horizonte 2026/27.

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Bolsa lidera em novembro e só perde para o Ouro em 2025

30 de Novembro de 2025, 13:04

O PIB do terceiro trimestre do Brasil será o principal indicador da próxima semana e pode definir o momento do primeiro corte da Selic em 2026. A divulgação ocorre na quinta-feira (4), às 9h, pelo IBGE. Caso o resultado confirme a retração de 0,9% apontada pelo IBC-Br, crescem as chances de flexibilização monetária já na reunião de janeiro.

Antes disso, o mercado acompanhará a reunião da Opep no domingo (30), o Boletim Focus na segunda-feira (1º) e o discurso de Jerome Powell no mesmo dia, que pode sinalizar o rumo da política monetária dos EUA.

A agenda inclui ainda dados industriais no Brasil, indicadores de emprego e inflação na Europa e nos EUA, além do PCE americano, que será divulgado na sexta-feira (5).

A semana começa com eventos de destaque no exterior. No domingo (30), a Opep se reúne com expectativa de manutenção dos atuais níveis de produção, já que o Brent opera perto de US$ 60. No mesmo dia, o presidente do Banco do Japão discursa sobre o futuro da política de juros do país. Na segunda-feira (1º), investidores acompanham o Boletim Focus no Brasil e a fala de Jerome Powell nos EUA.

Na terça-feira (2), o mercado brasileiro recebe a produção industrial de outubro, enquanto a Zona do Euro divulga sua prévia de inflação e a taxa de desemprego. Na quarta-feira (3), os EUA publicam os dados de emprego privado da ADP e números atualizados da produção industrial.

O ponto central da semana ocorre na quinta-feira (4), com o PIB do Brasil. Também serão divulgados dados de demissões no setor privado americano e a balança comercial brasileira. A sexta-feira (5) encerra a agenda com a inflação ao produtor no Brasil, o índice PCE — referência para o Federal Reserve — e a prévia da confiança do consumidor nos EUA.

Rentabilidades dos principais indicadores

De olho nos gráficos

Itaú [ITUB4]

O Itaú mantém o movimento de alta nesta sexta-feira e opera na região de R$ 41,60 após firmar suporte em R$ 39,50. O papel abriu com gap e registrou volume acima da média. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o comportamento de preço mostra uma força compradora evidente no pregão de hoje”. Para operações de curto prazo, ele considera viável manter stops abaixo de R$ 41,00 e aponta alvos entre R$ 43,00 e R$ 44,00. Borges lembra que Itaú, assim como o Ibovespa, ainda não realizou uma correção de 50%, o que reduz a probabilidade de manutenção da tendência no longo prazo.

Hashdax Nasdaq [HSH11]

O Hashdax Nasdaq sustenta um cenário positivo enquanto permanece acima das faixas de R$ 55,00 a R$ 58,00 por cota. A avaliação segue alinhada ao repique do Bitcoin, que voltou a respeitar um suporte importante no gráfico mensal. Borges projeta avanço da criptomoeda para a zona entre US$ 100 mil e US$ 105 mil nas próximas semanas e estima que o Ethereum pode sair dos atuais US$ 3.000 para níveis de até US$ 3.500. Ele afirma que “Bitcoin e Ethereum respondem por quase toda a composição relevante do índice, e isso reforça a leitura de oportunidade no curto prazo”, com possibilidade de movimentos até a região de R$ 90,00.

Hapvida [HAPV3]

Hapvida segue em tendência de baixa e mantém espaço para recuar até R$ 12,50 no curto prazo. Borges recomenda cautela e não vê sinais de reversão enquanto o fluxo vendedor permanecer dominante. Mesmo que a ação teste a região projetada, ele pretende aguardar correções em gráficos de 15 e 30 minutos antes de avaliar compras. Investidores têm buscado entender se já é o momento de entrar no papel, mas o analista reforça que a pressão vendedora ainda limita qualquer tentativa de recuperação no curto prazo.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Year Ahead 2026 - UBS

O relatório do Itaú BBA aponta que as empresas listadas no Ao entrar em 2026, o mundo se encontra em um ponto de inflexão: o avanço da IA e da inovação será capaz de dar aos mercados e às economias uma “velocidade de escape”, rompendo a gravidade do aumento da dívida, da incerteza política e da inflação persistente? Ou essas forças voltarão a nos puxar para baixo?

A projeção “Year Ahead 2026”, intitulada “Velocidade de escape?”, foi criada para ajudar a identificar os sinais relevantes, filtrar o ruído e agir com confiança. A expectativa aponta para alta das ações, sustentada por tendências fortes em IA, energia e recursos, e longevidade. Com a queda dos juros, o foco volta a ser a renda das carteiras.

Confira o relatório completo

Money Flow: novembro - BTG Pactual

Segundo o BTG, o Bull-Bear Spread do AAI está em –11%, indicando pessimismo do investidor de varejo. Em novembro, os ETFs registraram entrada líquida de US$ 119,6 bilhões, enquanto os Mutual Funds tiveram saídas de US$ 59,7 bilhões.

Nos EUA, os ETFs de renda variável avançaram US$ 87,9 bilhões, 43% acima da média anual. O índice NAAIM mostrou forte exposição institucional, em 86,6%, e o volume negociado nas bolsas americanas somou US$ 21,7 trilhões, abaixo da média dos últimos 12 meses.

Confira o relatório completo

Kepler Weber: Construindo resiliência por meio da diversificação - XP

Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, fatores estruturais como a expansão da base agrícola do Brasil e um déficit persistente de armazenamento continuam a sustentar a demanda, mitigando a ciclicidade e mantendo uma rentabilidade saudável, ao mesmo tempo em que mantendo uma alocação disciplinada de capital.

Confira o relatório completo

Monitor de posicionamento dos fundos macro - XP

Segundo o relatório, o posicionamento estimado comprado no kit Brasil subiu em todas as métricas na última semana, principalmente devido ao aumento no posicionamento vendido no USDBRL (apostando na apreciação do BRL).

Confira o relatório completo

Petrobras: ntregando mais, mas com menos espaço para manobra - BTG Pactual

A Petrobras divulgou o Plano de Negócios 2026–30 com uma projeção de produção mais elevada. A estimativa para 2026 subiu para 2,5 milhões de barris por dia, ante 2,4 milhões anteriormente, número que ainda pode ser conservador diante da produção de outubro de 2025, que atingiu 2,6 milhões de barris por dia. Por outro lado, o capex previsto para 2026 veio um pouco acima do esperado e deve atingir o pico apenas em 2027, principalmente por causa de Búzios.

Confira o relatório completo

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Come-cotas: A mordida do Leão nos fundos de investimento

28 de Novembro de 2025, 00:44

Além da comodidade de ter a gestão de portfólio feita por terceiros, o investimento em fundos concede ao investidor o alívio de não ter preocupação com pagamentos de DARFs e esse tipo deprestação de contas com a Receita Federal.

Contudo, fundos de investimento não estão livres de tributação. Ela acontece de forma automática hoje (28), assim como em todo último dia útil de maio e novembro.

Conhecida como come-cotas, a cobrança nada mais é que o pagamento antecipado de IR — isto é, antes mesmo de o investidor embolsar os lucros. Portanto, não se trata de um imposto adicional.

Essa antecipação fiscal funciona como um imposto retido na fonte, e se aplica exclusivamente sobre fundos de investimento.

Percentual cobrado pelo come-cotas

A cobrança do imposto de maio ocorre com base no ganho registrado desde dezembro, enquanto a cobrança de novembro cobre a rentabilidade acumulada a partir de junho.

A alíquota é de 15% para fundos de longo prazo — ou seja, com vencimento médio acima de 365 dias — e de 20% para fundos de curto prazo — com vencimento máximo de 365 dias. Se não há lucros, não há cobrança de imposto via come-cotas.

Não se assuste

Quem estiver posicionado nesta sexta-feira (28) em fundos de investimento sujeitos ao imposto vai notar uma redução na quantidade de cotas destes fundos. Porém, quando realizar um resgate do fundo posteriormente, não haverá dupla cobrança.

O valor pago no come-cotas será descontado do IR a ser pago no momento de saída do investimento. Assim, quem realizar um resgate do fundo posteriormente, não pagará novamente.

A tabela das alíquotas sobre ganhos no momento do resgate da aplicação é regressiva, na qual quanto mais tempo de posição no fundo, menos se paga.

Fundos isentos do come-cotas

O débito do come-cotas não ocorre sobre fundos de ações ou fundos long biased com tributação de renda variável, fundos de debêntures incentivadas (isento apenas para Pessoa Física), fundos de previdência, fundos imobiliários, ETFs e aplicações com performance negativa no período em questão.

Destes, alguns são isentos de cobrança de IR e outros têm cobrança apenas no resgate.

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