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VÍDEO: Ao lado de Flávio Bolsonaro, André Fernandes manda indireta para Michelle

11 de Julho de 2026, 10:23
André Fernandes e Flávio Bolsonaro em evento do PL-CE. Foto: reprodução

Um ato do PL em Fortaleza nesta sexta-feira (10), com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), expôs a crise interna da família Bolsonaro e a resistência de parte da base bolsonarista à aliança com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará. Durante o evento, o deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente da sigla no estado, mandou uma indireta para a ex-primeira-dama, chamando o ex-presidente Jair Bolsonaro de “nosso galego”, apelido carinhoso dado por ela.

O evento lançou a pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado e reuniu nomes bolsonaristas que pretendem disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O palanque também serviu para o grupo ligado a Flávio e André Fernandes avançar na montagem da chapa estadual.

Flávio e as demais lideranças que discursaram não citaram Ciro Gomes, apesar dos protestos no local. Um grupo de apoiadores levou cartazes com a mensagem “Ciro não”, e houve princípio de confusão quando outros presentes tentaram arrancar os cartazes das mãos dos manifestantes.

André Fernandes reagiu no microfone e atribuiu o tumulto a adversários. “Tem alguns petistas infiltrados, querendo bagunçar o nosso evento. Façam o seguinte, ignorem. Vamos derrubar o PT. A todo momento vai ter gente querendo dividir a oposição”, disse. Em seguida, afirmou: “Entenda aqui, petista, quem dá moral à merd* é mosca”.

🚨URGENTE – Deputado André Fernandes manda indireta para Michelle Bolsonaro em evento do PL no Ceará

“Nosso eterno presidente, NOSSO galego. Não é de ninguém individual, não tá! É NOSSO galego!” pic.twitter.com/7Xxs94HINI

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) July 11, 2026

Disputa com Michelle entrou no palanque do PL

André Fernandes também fez uma indireta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao mencionar Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado. “Eu fico olhando ali o rosto dele, o nosso eterno presidente. O nosso galego, não é de ninguém individual, não. É o nosso galego”, declarou, em referência ao apelido usado por Michelle para tratar o marido.

A crise entre Michelle e Flávio veio à tona no mês passado, quando a ex-primeira-dama publicou um vídeo com críticas ao enteado por causa das articulações no Ceará. Ela defendia a vereadora de Fortaleza Priscila Costa para a segunda vaga do PL ao Senado, além da candidatura de Alcides Fernandes.

A eventual entrada de Priscila na disputa ameaçava a aliança com Ciro Gomes, já que os tucanos devem indicar o segundo nome da chapa apoiada pelo PL. Michelle se opõe à parceria por considerar que Ciro fez ataques imperdoáveis a Jair Bolsonaro e aos filhos do ex-presidente.

Com Michelle afastada da exposição pública após renunciar à presidência do PL Mulher, Priscila viajou a Portugal nesta sexta-feira (10) para participar de um evento de mulheres conservadoras da Europa. A ausência abriu caminho para o grupo de André, Flávio e Alcides conduzir o ato sem interferência da ala ligada à ex-primeira-dama.

No discurso, Flávio fez acenos ao eleitorado feminino e prometeu endurecer penas para crimes contra mulheres. “Eu vou ser radical na segurança pública. Vocês mulheres vão ser finalmente protegidas no governo Bolsonaro. A gente vai botar agressor e assassino de mulher atrás das grades por 40 anos. Quem violenta mulher e criança vai ser preso e sofrer castração química”, afirmou.

O senador também repetiu a promessa de construir 500 mil vagas em presídios, defendeu a redução da maioridade penal e prometeu um conjunto habitacional no bairro Vila Velha, na periferia de Fortaleza. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha presidencial de Flávio, sugeriu que Priscila Costa pode disputar outro cargo, como deputada federal, mas o nome dela não apareceu entre os pré-candidatos à Câmara citados no palanque.

Boa André!!!!
NOSSO galego. pic.twitter.com/QaMMeZNHyO

— Marcele Rojo (@MarceleRojo) July 11, 2026

VÍDEO – Senador bolsonarista é desmentido ao vivo na CNN após fake news sobre Lula

21 de Maio de 2026, 17:20
O senador Rogério Marinho durante entrevista na CNN. Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), passou por um momento de constrangimento após reproduzir uma informação que acabou sendo desmentida durante debate na CNN Brasil.

O parlamentar foi desmentido pela apresentadora Elisa Veeck após afirmar que os filmes do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer foram patrocinados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Só para acrescentar aqui para o senhor, os diretores e produtores, as pessoas envolvidas com os filmes que o senhor citou negam que tenha havido essa conexão que o senhor acabou de afirmar aqui, senador”, disse a apresentadora, deixando o bolsonarista claramente desnorteado.

Fake News do Vorcaro patrocinar filme do Lula é desmentida ao vivo na CNN. Olha o constrangimento do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flavio Bolsonaro. pic.twitter.com/ctb7htYId8

— GugaNoblat (@GugaNoblat) May 21, 2026

A fake news começou após a publicação da coluna de Lauro Jardim, no O Globo, que afirmava que Vorcaro também teria financiado produções ligadas ao presidente Lula e Michel Temer.

A informação foi rapidamente compartilhada por perfis e grupos bolsonaristas nas redes sociais, que passaram a utilizá-la para rebater as acusações envolvendo o caso atribuído a Flávio Bolsonaro.

A circulação da coluna alimentou a narrativa de que Vorcaro teria mantido relações semelhantes com projetos ligados a diferentes grupos políticos. A estratégia buscava estabelecer uma equivalência entre os casos, sugerindo que o empresário também teria financiado iniciativas associadas a Lula e Temer.

Entretanto, começaram a surgir manifestações contestando a informação. Pessoas diretamente ligadas às produções mencionadas negaram a existência de qualquer aporte financeiro do banqueiro nos projetos citados pela coluna.

Entre elas estava Elsinho Mouco, ex-assessor de Michel Temer, que rejeitou a versão de que Vorcaro teria financiado o documentário relacionado ao ex-presidente. A negativa enfraqueceu a principal sustentação da narrativa que circulava nas redes sociais.

Posteriormente, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também se manifestou sobre o tema. A Secom informou que o governo Lula não realizou pedido de financiamento para o documentário dirigido pelo cineasta Oliver Stone, outro ponto citado durante a repercussão do caso.

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