Rogéria Bolsonaro com os filhos Eduardo, Carlos e Flávio. Reprodução
E agora mais essa. O Instituto Paraná pesquisa mostra que Benedita da Silva tem 32,3% das intenções de voto para o Senado no Rio. Em segundo lugar aparece Rogéria Bolsonaro com 28,1%.
Rogéria é a ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carluxo. Em São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do presidiário, é candidato a deputado federal. Em Santa Catarina, Jair Renan é candidato a deputado federal e Carluxo a senador.
Michelle é candidata ao Senado por Brasília. Flávio é candidato a presidente. E Eduardo, que deve ser condenado pelo Supremo e se transformará em foragido, talvez venha a ser o único adulto não candidato a nada na família (Laura, a filha de Bolsonaro e Michelle, tem 15 anos).
Jair, Carlos, Flávio, Renan e Michelle Bolsonaro. Foto: reprodução
Se não for condenado, Eduardo continuará elegível e terá o direito de ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, com participação remota e virtual na campanha, porque não precisa morar no Brasil.
Carluxo, por exemplo, mora na Lua e poderá se eleger senador por Santa Catarina. Essa é a família antissistema.
E tem gente preocupada porque Neymar não vai pra Copa.
Alckmin e Lula em evento na UFABC nesta quinta. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que a vaga de vice em sua chapa está “aberta” ao atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), mas indicou que o aliado pode avaliar uma candidatura ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante evento que marcou a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
Ao comentar o futuro político de seu companheiro de chapa em 2022, Lula revelou conversas recentes e destacou a relação de confiança entre os dois. “Conversei com o Alckmin essa semana. ‘O que você quer ser?’ Pedi para ele conversar com o Haddad. Ficarei imensamente feliz em ter ele como vice outra vez. É um companheiro que aprendi a gostar, é de muita lealdade, só me ajuda. Mas tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais frutos dele. Se ser candidato ao Senado não ajuda mais. Eles não têm senador para disputar conosco”.
Lula reforçou que a definição dependerá de articulações políticas em São Paulo, especialmente com Haddad. “Se ele for meu vice, estou tranquilo, mas o Haddad precisa de uma chapa para ganhar. E eles não tem candidato para ganhar da gente. Não sei se o Geraldo vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta para ele”, afirmou.
No mesmo evento, Alckmin sinalizou apoio à candidatura de Haddad e prometeu participação ativa na campanha. “Escrevam aí: o Haddad vai ganhar essa eleição. E conte conosco, Haddad, pra gente percorrer a geografia de São Paulo, desde o litoral até as barrancas do Rio Paraná; desde o Rio Grande até o Rio Paranapiacaba. Ouvindo o povo, as críticas , sugestões, propostas, porque o Haddad vai apresentar a melhor plataforma, o melhor programa pra gente sair dessa inércia de São Paulo para um grande projeto de desenvolvimento, humanista, com alma, com sentimento, em benefício da nossa população”.
Fernando Haddad, por sua vez, confirmou a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes e afastou a ideia de que disputaria apenas para cumprir papel político. “Quando vejo dizerem que o Haddad está indo para o sacrifício, é porque essa pessoa nunca tomou um chope comigo”, afirmou. Em seguida, completou: “Eu disputo a eleição para ganhar”.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que apoia a possibilidade de Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.
“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.
O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade. “Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, afirmou.
“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”.
Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: Reprodução
Ele também falou sobre negociações comerciais e defendeu que os países do Mercosul mantenham acordos em bloco, em vez de tratativas isoladas. “O Paraguai acredita na negociação do bloco do Mercosul. Acreditamos que sempre negociando como bloco vamos ter mais força”, afirmou.
Para Peña, acordos bilaterais com os Estados Unidos dificilmente resultarão em tratados de livre-comércio neste momento.
Sobre a relação com o Brasil, o mandatário disse que as negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu continuam e que existe intenção de concluir o acordo. “Temos o desejo de poder concluir o mais rápido possível, mas também sabemos que é um acordo que tem mais de 50 anos, então não é algo que se pode solucionar rapidamente”, afirmou. Segundo ele, o diálogo entre os dois países segue aberto.
Presidente Lula – Imagem: Roberto Sungi/Estadão Conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou neste domingo, 8, seu check-up anual no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo o boletim médico, todos os exames estão dentro da normalidade. O presidente de 80 anos seguirá com acompanhamento médico regular, conduzido pelas equipes lideradas por Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.
O check-up de Lula ocorre no início de cada ano. Em janeiro, ele foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, um procedimento de baixa complexidade realizado com anestesia local. A operação foi concluída sem intercorrências, e o presidente teve alta no mesmo dia.
Em maio de 2025, Lula havia enfrentado um episódio de vertigem, o que levou ao cancelamento de sua agenda. Na ocasião, ele foi submetido a uma série de exames no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde foi diagnosticado com labirintite. Já em outubro de 2024, precisou ser atendido após cair no banheiro e sofrer um ferimento na cabeça. O boletim médico divulgado na época informou que Lula teve um “ferimento corto-contuso na região occipital”, sendo necessário um procedimento para tratar um sangramento no cérebro.
O presidente mantém um acompanhamento contínuo de sua saúde, conforme recomendado por suas equipes médicas. A rotina de exames, bem como as atividades físicas que pratica regularmente, têm sido essencial para garantir o bem-estar do mandatário, que mantém sua agenda de compromissos políticos e internacionais.
Lula retorna para Brasília ainda neste domingo. Na segunda, 9, vai receber o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto. No meio da semana, viajará para o Chile, na posse do presidente José Antônio Kast.
Um vídeo gravado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) relatando uma conversa com Jair Bolsonaro (PL) vazou nas redes sociais antes mesmo de o encontro acontecer. Na gravação, o parlamentar afirma ter se reunido com o ex-presidente e diz que recebeu apoio político para projetos eleitorais no Mato Grosso.
Segundo a publicação, Fagundes deve visitar Bolsonaro neste sábado (7) na prisão, em Brasília. O objetivo do encontro seria pedir o aval do ex-presidente para disputar o governo do Mato Grosso nas próximas eleições.
No vídeo que circulou nas redes, o senador afirma: “No sábado, estive pessoalmente com o presidente Bolsonaro e levei o abraço dos mato-grossenses”. Na mesma fala, ele cita a possibilidade de uma chapa com Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e seu próprio nome como candidato ao governo estadual.
A gravação chamou atenção por descrever a conversa como se já tivesse ocorrido, mesmo antes da visita prevista. O conteúdo acabou sendo divulgado publicamente e repercutiu em ambientes políticos e nas redes sociais.
Nos bastidores do partido, a situação ocorre em meio a debates sobre a estratégia eleitoral no Mato Grosso. A direção nacional do PL defende uma aliança com o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Pivetta deve assumir o governo do estado no próximo mês após a renúncia prevista do governador Mauro Mendes (União Brasil). A expectativa é que ele dispute a reeleição no cargo, o que pode influenciar as negociações políticas dentro da base aliada.