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Após atacar Bolsa Família, Huck exibe jantar de mais de R$ 3 mil em Paris

6 de Junho de 2026, 16:03
Angélica e o marido Luciano Huck em Paris

Na semana passada, durante o 5º Fórum Esfera Brasil, o apresentador Luciano Huck atacou o Bolsa Família. Segundo ele, o programa falha em estimular a saída da pobreza e acaba criando uma “dependência eterna”. Huck afirmou que o uso de tecnologia e inteligência artificial poderia tornar a política pública mais eficiente na promoção da mobilidade social.

No último dia 4, o apresentador desembarcou em Paris com a mulher, Angélica, e publicou em suas redes sociais uma série de vídeos da viagem.

Só esse cafezinho que o Luciano Huck está tomando em Paris custa os mesmos 600 reais do Bolsa Família que ele acha ruim que as pessoas recebem. pic.twitter.com/lHJKDMY9Ls

— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) June 6, 2026

Em uma das gravações, ele aparece jantando no restaurante Langosteria, localizado no luxuoso Hôtel Cheval Blanc, um dos endereços mais exclusivos da capital francesa.

O vídeo mostra o menu personalizado com o nome de Luciano Huck. Entre os itens servidos estavam:

  • Crudo Langosteria (crudo de peixe com tomate, alcaparras e rúcula);
  • Brittany lobster “spicy blue” (lagosta da Bretanha com chilli fermentado);
  • Black grouper chateaubriand (garoupa negra acompanhada de berinjela e molho agridoce);
  • Paccheri with sea bass (massa paccheri com robalo, azeitonas, alcaparras e amlfi lemon);
  • Sorbets de morango e limão cedra;
  • Tartelettes de morango, framboesa e tiramisù;
  • Vinho branco Thierry Violot-Guillemard 2018;
  • Vinho tinto Aloxe-Corton Premier Cru Les Fournières 2019.
Ilustrativa
Menu personalizado para Huck do restaurante Langosteria, em Paris. Foto: Reprodução/Instagram (@lucianohuck)

A Langosteria ocupa o sétimo andar do Cheval Blanc Paris, instalado no histórico edifício da antiga La Samaritaine.

O restaurante é conhecido pela vista para a Torre Eiffel e pela culinária italiana de alto padrão. As reservas costumam ser disputadas e, segundo informações do hotel, é recomendável agendar mesas com semanas de antecedência.

De acordo com valores divulgados pelo restaurante, uma refeição para duas pessoas pode chegar a cerca de 504 euros, o equivalente a mais de R$ 3 mil na cotação atual.

Em outro vídeo publicado por Huck, Angélica aparece escolhendo produtos em uma farmácia parisiense. Enquanto a filma, o apresentador pergunta: “Está feliz? Está na Disney?”.

A Angélica e o Luciano Huck nunca pisam em uma farmácia no Brasil, mas acham chique ir a uma farmácia em Paris. Isso diz muito sobre a elite brasileira que acha que o Brasil é inferior e não é bom o suficiente para eles. pic.twitter.com/mb9QPQ4FMw

— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) June 6, 2026

Caso Epstein: modelo brasileira conta como foi “negociada” por US$ 10 mil

11 de Março de 2026, 14:10
Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Foto: Reprodução

Aos 16 anos, Ana (nome fictício) deixou a casa dos pais no Sul do Brasil para perseguir o sonho de ser modelo. Um ano depois, sem trabalhos na agência em que atuava, o dono do local lhe apresentou uma mulher de São Paulo que prometia oportunidades na capital paulista. Com o apoio da família, ela embarcou pouco antes de completar 18 anos, nos anos 2000, com passagem paga pela nova contato.

A adolescente acabou vivendo um pesadelo: ao chegar, teve seus documentos retidos e descobriu que não haveria carreira, apenas exploração sexual. “A mulher era, na verdade, uma cafetina. A coisa foi se desenrolando e, quando eu vi, ela estava me negociando para prostituição”, conta Ana à BBC News Brasil.

Segundo ela, um dos clientes foi o bilionário americano Jeffrey Epstein, que pagou US$ 10 mil por seus serviços à intermediária, identificada como Lúcia. O depoimento é o primeiro de uma mulher que relata ter sido aliciada pelo financista no Brasil e foi corroborado por documentos apresentados por ela.

Ana descreve encontros com Epstein em um hotel de luxo no Jardim Paulista, em São Paulo, onde foi levada por Lúcia junto com outras duas garotas para que o americano escolhesse com quem ficar. “E aí ele me escolheu”, lembra.

No quarto, ela relata que Epstein não manteve relação sexual, mas pediu que ela tirasse a roupa enquanto ele se tocava. “Comparado com os outros homens com quem estive antes, ele foi muito legal. Não teve ato sexual em si. O barato dele era ficar me olhando enquanto ele se tocava. Era nojento, mas… dos males, o menor”.

Prédio de Jeffrey Epstein em Paris, na França. Foto: AFP

Dias depois, Ana foi levada a uma festa em São Paulo, onde conheceu Ghislaine Maxwell, companheira e cúmplice de Epstein, e o agente francês Jean-Luc Brunel. Foi durante o evento que o bilionário a informou: “Amanhã estou indo a Paris e você vai junto comigo. Já combinei com a Lúcia”.

A brasileira viajou com ele e relata que Brunel teria pedido para ter relações com ela, pedido negado por Epstein, que disse: “Eu não deixei porque você é minha”. Ela tinha um passaporte com visto americano de negócios emitido em nome da agência Karin Models, de Brunel, usada segundo as autoridades para atrair mulheres para o financista.

Ela fez ao menos seis viagens aos EUA até ter o visto cancelado por suspeitas das autoridades em Miami. Ao longo de quatro meses, viajou com Epstein a Paris e à ilha particular do bilionário no Caribe, onde convivia com outras jovens.

“Já não estava mais me sentindo a garota de programa. Estava achando que era namorada dele. Até então ainda não tinha caído a ficha de que ele fazia isso com muitas garotas”, contou. A brasileira decidiu encerrar o contato ao se incomodar com as mentiras para a família.

“Olhando pra trás, eu vejo que ele me tirou das mãos da Lúcia. Ele me salvou dela. Ela é que estava abusando de mim. Não tenho jamais a intenção de defender nem dizer que ele era bonzinho. Comigo foi desse jeito, mas sinto muitíssimo pelas meninas que não tiveram a mesma sorte que eu. Acredito na justiça divina, e dela ninguém escapa, nem morrendo”, completou.

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