Os índices futuros de ações dos Estados Unidos operavam próximos da estabilidade no início desta segunda-feira (1), após Wall Street encerrar maio com novos recordes, enquanto petróleo e dólar avançavam em meio à incerteza sobre um acordo duradouro entre Estados Unidos e Irã.
Em maio, os três principais índices americanos acumularam ganhos, com liderança do Nasdaq, que subiu mais de 8% no mês. O S&P 500 avançou cerca de 5% e o Dow Jones adicionou quase 3%. O S&P 500 engatou nove semanas seguidas de alta e renovou máximas intradiária e de fechamento na sexta-feira (29).
Na noite deste domingo (31), já segunda-feira no mercado asiático, o Brent operava por volta de US$ 93 por barril no começo da sessão, enquanto o dólar ganhava força frente às principais moedas.
As negociações para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz seguem sem clareza de avanço. Washington e Teerã trocaram mensagens com pedidos de emendas a um rascunho de acordo, mas não há sinal de desfecho imediato.
Com Gustavo Kuerten nas arquibancadas da Philippe-Chatrier, em Paris, João Fonseca dedicou a vitória sobre Casper Ruud às referências que carrega no tênis. Ao garantir vaga nas quartas de final de Roland Garros neste domingo (31), o carioca fez questão de exaltar o tricampeão do torneio, que acompanhou a partida e demonstrou se emocionar em alguns momentos.
Na entrevista em quadra, Fonseca resumiu o sentimento ao ver o ídolo no principal palco do Grand Slam francês: “Ele é um ídolo para o esporte e para o nosso país. Pelo carisma dele e pelo jeito dele. É um prazer ganhar com ele aqui, contra um adversário difícil. Só estou muito feliz”.
O jovem também recordou que Kuerten esteve presente quando disputou Roland Garros pela primeira vez, ainda no juvenil, reforçando a ligação entre gerações do tênis brasileiro.
“He was here for my first match as a junior at Roland-Garros. It’s a pleasure to have him here.”
Questionado sobre as deixadinhas que vêm chamando a atenção na campanha em Paris, Fonseca explicou que a escolha tem mais a ver com sentimento do que com cálculo: “É mais coração do que cabeça. Só tento estar feliz. Variar entre winners e deixadinhas. E tento entreter”. Em conversa com a ESPN, ele descreveu o plano de jogo que neutralizou o norueguês, dizendo que a partida foi como “muito xadrez”, fácil de entender e difícil de executar, e que conseguiu impor ritmo e comandar os pontos.
Com o resultado, Fonseca passou a integrar o grupo dos sete brasileiros que já alcançaram as quartas de final de Roland Garros; entre os homens, é o primeiro a chegar a essa fase desde 2004, quando o último representante do país foi o próprio Kuerten. O próximo adversário será o tcheco Jakub Mensik, nas quartas, previstas para terça-feira (2), em horário a ser confirmado pela organização do torneio.
A Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6 a 2 no Maracanã neste domingo (31), em amistoso de despedida diante da torcida antes da viagem aos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026. Diante de 72 mil pessoas nas arquibancadas, o Brasil garantiu um placar elástico em uma partida que serviu para o técnico Ancelotti testar todas possibilidades.
Vinicius Junior marcou no primeiro minuto e Amir Murillo empatou em cobrança de falta desviada. Ainda no primeiro tempo, Casemiro recolocou o Brasil em vantagem de cabeça.
A equipe voltou do intervalo com dez mudanças de uma vez, e os reservas decidiram. Na etapa final, Rayan, Lucas Paquetá e Igor Thiago, de pênalti, ampliaram. Danilo Santos fechou a contagem após passe de Paquetá. Carlos Harvey descontou para os visitantes em chute de longa distância.
O amistoso teve arbitragem do alemão Daniel Schlager, parte de um intercâmbio entre CBF e federação alemã, e serviu também para testar ajustes de jogo aprovados pela IFAB que estarão na Copa, como prazos de cinco segundos para laterais e tiros de meta e ampliação do escopo do VAR.
Com o resultado, o retrospecto do duelo passou a ser de cinco vitórias brasileiras e um empate. A Seleção volta a campo contra o Egito, desta vez já nos Estados Unidos, em 6 de junho.
Neymar, desfalque por lesão grau dois na panturrilha direita, esteve no estádio e foi ovacionado. De acordo com o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, os exames indicaram a lesão e a expectativa é de liberação em “de duas a três semanas”.
João Fonseca garantiu um salto relevante de receita em Roland Garros. Neste domingo (31), após superar Casper Ruud nas oitavas, o brasileiro assegurou 470 mil euros em premiação, o equivalente a R$ 2,77 milhões na cotação atual. O valor consolida a melhor campanha do carioca em um Grand Slam e eleva a perspectiva de ganhos caso siga avançando em Paris.
A organização de Roland Garros paga 470 mil euros aos tenistas que alcançam as quartas de final no simples. Nas etapas anteriores, os valores foram de 87 mil euros na primeira rodada, 130 mil euros na segunda, 187 mil euros na terceira e 285 mil euros nas oitavas.
Se Fonseca avançar à semifinal, a premiação sobe para 750 mil euros, cerca de R$ 4,43 milhões. Para o finalista, o cheque é de 1,4 milhão de euros, enquanto o campeão recebe 2,8 milhões de euros.
No comparativo entre os quatro Majors, Roland Garros tem a terceira maior premiação ao campeão, atrás do US Open, com 4,3 milhões de euros, e de Wimbledon, com 3,5 milhões de euros, e à frente do Aberto da Austrália, com 2,55 milhões de euros.
João Fonseca confirmou a grande fase em Roland Garros. Neste domingo (31), o brasileiro derrotou o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 1, com parciais de 7-5, 7-6, 5-7 e 6-2, em uma batalha de mais de três horas na quadra Philippe-Chatrier. O resultado leva o carioca de 19 anos às quartas de final do Aberto da França.
Ruud, número 16 do mundo, é bicampeão de finais em Roland Garros e tinha amplo histórico de resultados no saibro parisiense. A vitória foi acompanhada de perto por Gustavo Kuerten, tricampeão do torneio, que estava na primeira fila e aplaudiu o desempenho do conterrâneo.
O avanço de Fonseca recoloca o tênis brasileiro entre os oito melhores do torneio no simples masculino, marca que não era alcançada desde os tempos de Guga. O ex-número 1 foi o último brasileiro a chegar a esta fase em Paris.
Foto: Guglielmo Mangiapane / Reuters
Dois dias antes, Fonseca já havia causado impacto ao eliminar Novak Djokovic após virar um jogo em que perdia por dois sets, feito que reforçou a confiança para encarar Ruud. “Foi duro. Joguei muito bem nos momentos importantes dos dois primeiros sets”, disse o brasileiro após a partida, ao site da ATP. Ele também agradeceu a presença de Kuerten nas arquibancadas e o definiu como um ídolo do esporte nacional.
Nas quartas, Fonseca terá pela frente o tcheco Jakub Mensik, que superou Andrey Rublev em cinco sets. O duelo por uma vaga na semifinal está previsto para terça-feira (2) ou quarta-feira (3), datas reservadas pela organização para esta fase do torneio. Segundo a ATP, os dois já se enfrentaram uma vez no circuito, com vitória do brasileiro nas Next Gen ATP Finals de 2024.
Foto: Guglielmo Mangiapane / Reuters
Caminho até aqui
A campanha em Paris soma resultados expressivos e atuações consistentes, com o brasileiro alternando agressividade no forehand e solidez na defesa em momentos de pressão. Contra Ruud, a combinação voltou a funcionar, especialmente nos pontos decisivos dos dois primeiros sets, o que abriu caminho para administrar a vantagem no quarto set.
A presença de Kuerten na arquibancada também trouxe simbolismo ao momento. O tricampeão acompanhou a partida no principal estádio do complexo e viu o compatriota sustentar o plano de jogo diante de um adversário experiente no saibro.
Com a vaga entre os oito melhores, Fonseca mantém a ascensão em sua primeira aparição nas quartas de final de um Grand Slam e entra na reta decisiva em Roland Garros com moral elevada para encarar a sequência em Paris.