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Justiça condena Nikolas a pagar R$ 20 mil por chamar PT de “Partido dos Traficantes”

31 de Julho de 2026, 16:20

A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Nikolas Ferreira (PT-MG) a pagar R$ 20 mil em danos morais ao Partido dos Trabalhadores por ter chamado a sigla de “Partido dos Traficantes”. A decisão ocorre em 1ª instância e ainda cabe recurso.

A comparação foi feita em uma publicação na rede social X em outubro de 2025, na qual Nikolas associou a sigla ao crime organizado.

PT – Partido dos Traficantes.

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) October 31, 2025

Na sentença, o Juiz Wagner Pessoa Vieira determinou que a publicação ultrapassa os limites da crítica política ao associar a legenda a uma atividade criminosa sem apresentar provas.

“A critica política pode ser dura, ácida, irônica e injusta, mas não pode sem suporte mínimo de veracidade, creditar associação direta da pessoa jurídica a crimes”, destaca trecho.

Além da indenização, Nikolas terá que retirar a publicação do ar no prazo de cinco dias após o trânsito em julgado. Em caso de descumprimento, o deputado federal terá que pagar multa diária de R$ 1 mil.

Na ação, o Partido dos Trabalhadores destacou que a publicação feriu a sua honra objetiva e a imagem institucional diante seus eleitores e adversários. O partido também argumentou que o alcance das redes sociais de Nikolas amplia o dano da mensagem à imagem do PT.

O partido havia pedido uma indenização de R$ 40 mil em danos morais, fato reconhecido pelo juiz mas reduzido para uma pena em metade do valor solicitado.

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Kane confirma partida de golfe com Trump e diz que o presidente dos EUA joga bem

11 de Julho de 2026, 09:22

O capitão da Inglaterra, Harry Kane, confirmou que uma vez jogou golfe com o presidente dos EUA, Donald Trump, descrevendo a experiência como “surreal” e elogiando a habilidade de Trump no esporte.

Trump disse aos repórteres no início desta semana que havia jogado golfe com Kane, afirmando que o atacante da Inglaterra é um ótimo jogador e um bom golfista.

Falando nesta sexta-feira (10), na véspera das quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, Kane confirmou que a partida aconteceu em Palm Beach, na Flórida, há cerca de 18 meses.

Leia também: Com um a menos, Inglaterra resiste ao México e chega às quartas

“Joguei bem, para ser sincero”, disse Kane aos repórteres em Miami. “Ele me convidou para jogar quando eu estava em Palm Beach. Então, sim, quando o presidente te convida para algum lugar…”

“Foi uma experiência bem surreal só de conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele. Ele joga muito bem, para ser sincero”, acrescentou Kane. “Espero poder jogar tão bem quanto ele quando tiver a idade dele. Então, sim, foi uma experiência única e fiquei grato por ele ter me convidado para jogar.”

Trump havia elogiado o atacante do Bayern de Munique em sua plataforma Truth Social após a vitória da Inglaterra por 3 x 2 sobre o México nas oitavas de final, escrevendo: “Harry Kane, da Inglaterra, é um GRANDE jogador!!!”

No dia seguinte, Trump disse que os dois haviam jogado golfe juntos.

“Acho que Kane é um ótimo jogador”, afirmou Trump. “Joguei golfe com ele e gosto muito dele. Ele é um bom jogador de golfe. É realmente ótimo.”

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Salário, cargo e status já não bastam. Descubra o novo trio que atrai profissionais

11 de Julho de 2026, 08:00
Salário, cargo e status já não bastam. Descubra o novo trio que atrai profissionais


Historicamente, anunciar uma vaga de trabalho seguia um roteiro quase automático.
Salário competitivo. Cargo atrativo. Perspectiva de crescimento. Esses três elementos costumavam ser suficientes para chamar a atenção dos profissionais mais qualificados.

Mas estudos mais recentes sobre mercado de trabalho mostram que muitas empresas continuam apresentando suas oportunidades exatamente dessa forma — enquanto os candidatos passaram a fazer outras perguntas.

Leia também: As empresas aprenderam a contratar; o desafio agora é fazer os talentos ficarem

Antes de analisar apenas a remuneração, um número crescente de profissionais quer entender quem será seu líder, como é a cultura da empresa, quais critérios orientam promoções e se haverá espaço para crescer sem abrir mão da qualidade de vida.

Em suma, a remuneração, o cargo e o status continuam importantes. Mas deixaram de ser o principal diferencial competitivo. As empresas continuam falando de salário. Os candidatos fazem outras perguntas:

Ambiente determina nível de engajamento

O estudo Executive Compensation & Talent Trends 2026, da Page Executive, ajuda a explicar essa mudança.

Embora 59% dos executivos latino-americanos apontem a remuneração competitiva como um dos principais fatores de satisfação profissional, o levantamento mostra que os líderes atuais também procuram confiança na liderança, alinhamento de valores, transparência, oportunidades de desenvolvimento e apoio ao bem-estar.

O dado mais revelador aparece logo em seguida. Mesmo com 60% declarando estar satisfeitos com a remuneração, 94% permanecem abertos a novas oportunidades profissionais.

Se salário fosse suficiente para garantir permanência, dificilmente um número tão elevado continuaria atento ao mercado.

“Os executivos não permanecem por pacotes financeiros mais elevados, mas por ambientes onde possam se desenvolver. A remuneração estabelece a base, mas hoje a clareza, a confiança e o bem-estar determinam o nível de engajamento”, afirma o estudo.

Na prática, o levantamento sugere que o processo de escolha mudou. O salário continua abrindo a conversa. Mas já não é ele quem a encerra.

Leia também: Sucesso na carreira mudou de significado: crescer já não significa virar chefe

Novo diferencial não aparece no holerite

Ao perguntar o que realmente procuram em uma organização, a pesquisa da Page Executive encontrou um padrão bastante diferente daquele que predominava há poucos anos.

Os executivos colocam entre as prioridades alinhamento de valores e confiança na liderança, oportunidades de crescimento e desenvolvimento, bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional e estruturas de remuneração transparentes e justas.

Outro dado chama atenção. Quando questionados sobre o que mais temeriam perder ao trocar de empresa, os entrevistados colocaram a cultura organizacional acima da remuneração e das perspectivas de carreira.

A mensagem é clara: o diferencial competitivo das empresas passou a depender da experiência que o profissional acredita que terá depois da contratação.

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Marketing da vaga ficou para trás

Essa mudança aparece também em outros levantamentos.

Pesquisa da Michael Page mostra que 71% dos profissionais colocam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional entre os fatores mais importantes da carreira, percentual ligeiramente superior ao da remuneração (70%).

Já 54% afirmam que a cultura organizacional influencia diretamente a decisão de permanecer em uma empresa, enquanto 26% destacam o bem-estar como um fator relevante na escolha do empregador.

Os números mostram que muitos profissionais continuam buscando crescimento.
Mas crescer deixou de significar apenas conquistar um cargo maior ou um salário mais alto.

Cada vez mais, desenvolvimento, liderança, ambiente de trabalho e qualidade de vida entram na mesma equação.

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Executivos querem entender processos

Ao mesmo tempo, a edição europeia do estudo da Page Executive mostra que 43% dos executivos consideram o salário a informação mais importante em um anúncio de vaga, mas 40% acreditam que maior transparência salarial ajudaria as empresas a contratar melhor.

Não é uma contradição. É um sinal de que os profissionais continuam querendo saber quanto vão ganhar, mas também querem compreender como as decisões são tomadas, quais critérios orientam promoções e o que esperar da organização no longo prazo.

“A transparência salarial está acelerando na Europa, impulsionada tanto pela regulamentação quanto pelas novas expectativas dos candidatos”, diz Miguel Portillo, diretor-geral da Page Executive na Espanha.

“Os executivos esperam cada vez mais clareza não apenas sobre salários, mas também sobre como as decisões são tomadas e como a progressão na carreira é definida”, prossegue.

A vaga continua sendo a mesma. Quem mudou foi o candidato.

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Novas armas na guerra por talentos

Durante muito tempo, empresas competiram por talentos oferecendo três promessas: salário, cargo e status. Esses fatores continuam importantes.

Mas os estudos indicam que já não são suficientes para convencer os melhores profissionais a aceitar — e principalmente a permanecer — em uma organização.

A disputa por talentos passou a ser travada em outro terreno. As empresas que conseguem se destacar são aquelas capazes de transmitir confiança, oferecer relações mais transparentes e construir ambientes onde desenvolvimento profissional e bem-estar deixam de ser promessas e passam a fazer parte da experiência cotidiana.

O salário continua abrindo portas. Mas, cada vez mais, confiança, transparência e bem-estar são os fatores que, de fato, convencem as pessoas a atravessá-las — e permanecer do lado de dentro por mais tempo.

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