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Em hotel do Alibaba, robôs entregam toalhas e drinques

23 de Janeiro de 2019, 14:38
Ao percorrer os corredores do futurista hotel FlyZoo, da gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba, robôs de cerca de um metro de altura entregam comida e toalhas aos hóspedes. LEIA MAIS: Hotel robótico demite metade de seus robôs As máquinas são parte de um conjunto de ferramentas que o Alibaba diz que reduzirá drasticamente o custo trabalhista do hotel e eliminará a necessidade de hóspedes interagirem com outras pessoas. Aberto oficialmente ao público no mês passado, o hotel de 290 quartos é uma incubadora de tecnologia que a empresa quer vender para a indústria hoteleira e uma oportunidade de mostrar a força do grupo em inteligência artificial. O hotel também é um experimento para testar os níveis de conforto das pessoas com transações comerciais não mediadas por seres humanos. "Trata-se de eficiência e consistência de serviço. Os robôs não são perturbados pelo humor dos humanos. Algumas vezes, nós dizemos que não estamos bem, mas o sistema e o robô sempre estarão bem", diz Andy Wang, presidente-executivo do Alibaba Future Hotel Management. Dentro do hotel, paredes brancas e com iluminação suave lembram o interior das naves espaciais de Hollywood. Hóspedes fazem check-in em totens que identificam seus rostos, bem como passaportes e outras formas de identidade. Cidadãos da China podem usar seus celulares para fazer check-in antecipado. Elevadores identificam os rostos dos hóspedes novamente para verificar qual andar eles podem acessar e as portas dos quartos são abertas depois de nova checagem da face do usuário. "É muito rápido e seguro...Posso estar no meu quarto em um minuto", disse Tracy Li, uma das hóspedes. Em outros quartos, a tecnologia de comando de voz do Alibaba é usada para alterar a temperatura do ambiente, fechar cortinas, ajustar a iluminação e pedir serviço de quarto. VEJA TAMBÉM: Alibaba compra startup alemã de análise de dados No restaurante do hotel, robôs entregam os pratos que os hóspedes pedem por meio do aplicativo do FlyZoo, enquanto em um bar separado um grande braço robô é capaz de preparar mais de 20 tipos diferentes de coquetéis. Câmeras de reconhecimento facial fazem a cobrança automaticamente na conta do hóspede. Na hora do checkout, os visitantes têm que pressionar um botão no aplicativo que tranca o quarto e a conta é automaticamente debitada na carteira online do cliente no Alibaba. Depois disso, segundo Wang, os dados de reconhecimento facial do hóspedes são imediatamente apagados. O FlyZoo foi erguido em Hangzhou, a 170 quilômetros ao sudoeste de Xangai e próximo da sede da gigante de comércio eletrônico. Os quartos custam a partir de 1.390 iuans (US$ 205 dólares) por noite.

Primeiro hotel robótico do mundo demite metade de seus robôs

18 de Janeiro de 2019, 06:30
O Henn Na, ou Strange Hotel, é um empreendimento robótico no Japão, que chegou a ter mais de 50% de robôs em sua força de trabalho desde que foi lançado. O hotel estampou as manchetes em 2015, quando foi inaugurado, e o "Guinness World Records" o reconheceu oficialmente como o primeiro empreendimento do tipo do mundo. LEIA MAIS: Como impedir que robôs roubem nossos empregos No entanto, segundo uma reportagem do "The Wall Street Journal", mais da metade dos 243 droides do hotel teriam sido demitidos, já que estavam dando mais trabalho do que ajudando. “Ficou fácil agora que não somos frequentemente chamados por hóspedes devido a problemas com os robôs”, disse um membro da equipe. O hotel inicialmente esperava que os robôs ajudassem a superar a escassez de mão-de-obra na área rural em que está construído. O intuito era usar os robôs para tudo, desde misturar coquetéis até responder a uma infinidade de perguntas dos clientes. Mas os robôs não são avançados o suficiente para executar muitas das tarefas esperadas. Os hóspedes ficaram frustrados, por exemplo, quando o droide do quarto, "Churi", que fica atrás de outras inteligências artificiais como Siri e Alexa, não conseguiu responder às suas perguntas. Um hóspede supostamente foi acordado diversas vezes porque o robô achava que ele estava fazendo uma pergunta, quando, na verdade, estava apenas roncando. Segundo a reportagem, houve um robô que agradou: um enorme braço mecânico que guarda e retira bagagens do guarda-volumes.
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