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Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

14 de Maio de 2026, 16:00
imagem de uma moeda de bitcoin e um painel de analise de mercado ao fundo
Usuário teria perdido acesso à carteira há mais de uma década (imagem: Andre Francois McKenzie/Unsplash)
Resumo
  • Claude ajudou um usuário a recuperar 5 BTC (Bitcoin) perdidos há 11 anos, avaliados em aproximadamente R$ 1,9 milhão.
  • Segundo o usuário, a IA da Anthropic foi a única alternativa após ter testando cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha.
  • A IA cruzou informações e recuperou um backup do arquivo wallet.dat, permitindo que o usuário descriptografasse as chaves privadas.

Um usuário afirma ter conseguido recuperar sua carteira digital de Bitcoin que estava inacessível há 11 anos. Identificado na rede social X como Cprkrn, ele afirma ter usado o Claude, chatbot de IA da Anthropic, para localizar arquivos antigos que permitiram reabrir o acesso a 5 BTC.

A história viralizou depois que o usuário publicou o relato na rede social e agradeceu à Anthropic e ao CEO da empresa, Dario Amodei. De acordo com o site Dexerto, no momento, o Bitcoin era negociado por volta de US$ 79,6 mil (cerca de R$ 394 mil), o que colocava o valor total recuperado em aproximadamente US$ 398 mil (R$ 1,9 milhão).

O usuário teria comprado os bitcoins ainda na faculdade, por cerca de US$ 250 a unidade. No entanto, segundo ele, alterou a senha da carteira enquanto estava sob efeito de entorpecentes e esqueceu a combinação.

Como o Claude ajudou na recuperação?

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude auxiliou na organização e verificação de arquivos (imagem: divulgação)

Antes de recorrer ao Claude, o usuário afirma ter tentado recuperar a carteira por conta própria durante anos, mas nenhuma das várias combinações de senha tentadas funcionou. De acordo com o relato, foram cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha testadas.

Em um print, o usuário mostra um resumo do processo feito pelo Claude, incluindo o uso de ferramentas conhecidas de recuperação, como BTCRecover e Hashcat, usadas para testar variações de senha em carteiras antigas. O processo incluiu:

  • 34 bilhões de senhas testadas pelo BTCRecover
  • 3,4 trilhões de combinações testadas pelo Hashcat

Last tweet + muting, asked Claude to summarize our recovery efforts:

TLDR, tried ~3.5 trillion passwords + none worked, ended up matching an old seed phrase found in a college notebook with an old wallet file 🙂 pic.twitter.com/iOaIIVsiHd

🍜 (@cprkrn) May 13, 2026

O caminho ficou mais fácil após o homem encontrar uma frase de segurança em um caderno antigo, que permitiu chegar a senhas antigas da carteira. Após isso, o Claude vasculhou arquivos para identificar um backup do wallet.dat — que armazena dados de acesso — que ainda poderia abrir com a senha antiga.

Isso se concretizou, finalmente, em um computador antigo que ele utilizava na faculdade. Com todas as informações disponíveis, o Claude orientou a análise até chegar a descriptografia.

Não houve hack

O site Dexerto destaca que o Claude não quebrou a criptografia da carteira, nem invadiu nenhum sistema. Ela apenas encontrou credenciais legítimas que ainda estavam salvas em backups antigos.

A IA ajudou a identificar que o algoritmo correto envolvia a combinação entre sharedKey e senha. Depois disso, o Claude usou o BTCRecover para descriptografar as chaves privadas e permitir a recuperação dos 5 BTC.

No X, o dono dos bitcoins revela que a senha que causou o bloqueio era “lol420fuckthePOLICE!*:)”.

Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

8 de Abril de 2026, 15:50
Ilustração sobre bitcoin
Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • The New York Times publicou reportagem que aponta o Adam Back como Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin;
  • Adam Back, um britânico de 55 anos e criador do Hashcash, negou ser Satoshi Nakamoto e afirmou que não sabe quem usa esse nome;
  • mistério continua porque não há confirmação do Adam Back nem provas concretas sobre a identidade real de Satoshi Nakamoto.

Um dos maiores mistérios dos últimos tempos parecia ter chegado ao fim. Só parecia: o jornal The New York Times publicou uma matéria recentemente revelando a identidade de Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin. Mas, pouco tempo depois, Adam Back, o homem apontado na reportagem, negou ser o criador da criptomoeda.

O Bitcoin surgiu em 2009 e, um ano antes, um artigo foi publicado descrevendo o conceito dessa criptomoeda. O artigo é assinado por Satoshi Nakamoto, mas, até hoje, ninguém sabe quem é essa pessoa. Existe até a crença de que, em vez de representar um único indivíduo, o nome represente um grupo de autores.

Depois de muitos anos de especulações, o New York Times publicou, nesta quarta-feira (08/04), uma reportagem que aponta que Satoshi Nakamoto é um pseudônimo de Adam Back, um britânico de 55 anos especializado em criptografia.

Adam Back é mencionado no documento que descreve o Bitcoin. No artigo, ele é descrito como o criador do Hashcash, um sistema que inspirou o mecanismo de proof of work (“prova de trabalho”, em tradução livre) usado no Bitcoin para validar blocos de transações por meio da resolução de problemas matemáticos.

Por conta disso, Back já foi apontado em outras ocasiões como a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto, mas ele sempre negou esse tipo de apontamento.

A reportagem do New York Times surgiu como a resposta definitiva para o mistério, não só por conta da relevância do veículo, mas também devido ao peso do nome de seu autor: John Carreyrou, jornalista que ficou muito conhecido depois de publicar um livro que expôs a fraude da startup de saúde Theranos e de Elizabeth Holmes, sua fundadora.

A investigação de Carreyrou é extensa, mas, basicamente, ele afirma que começou a desconfiar de Back depois de assistir ao documentário Money Electric: The Bitcoin Mystery e, ali, notar que o britânico pareceu ter ficado tenso ao ser questionado se é Satoshi Nakamoto.

Depois disso, Carreyrou descreveu uma série de associações pertinentes entre Back e Nakamoto que o fizeram concluir que ambos são uma só pessoa.

Adam Back
Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

Adam Back: “eu não sou Satoshi”

Logo depois da publicação da reportagem, Back usou a rede social X para negar, mais uma vez, ser a real identidade de Satoshi Nakamoto, bem como afirmar que desconhece quem está por trás desse nome:

Não sou o Satoshi, mas fui um dos primeiros a me concentrar intensamente nas implicações positivas para a sociedade da criptografia, privacidade online e moeda digital, daí meu interesse ativo a partir de ~1992 em pesquisa aplicada sobre ecash, tecnologia de privacidade na lista cypherpunks, o que levou ao Hashcash e a outras ideias.

(…) Eu também não sei quem é o Satoshi, e acho que é bom para o Bitcoin que seja assim, pois ajuda o Bitcoin a ser visto como uma nova classe de ativos, a commodity digital matematicamente escassa.

Adam Back

Sem a confirmação do “acusado” e sem provas concretas, o mistério sobre a identidade verdadeira de Satoshi Nakamoto continua. E eu diria que a diversão em torno dessa história também.

Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

O que é DeFi? Entenda o papel das finanças descentralizadas

26 de Novembro de 2025, 12:23
Ilustração sobre criptomoedas
Saiba como as finanças descentralizadas se conectam as criptomoedas e oferecem serviços transparentes para os usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

DeFi, ou finanças descentralizadas, é um ecossistema de serviços financeiros construídos em tecnologia blockchain e criptomoedas. O objetivo é eliminar intermediários tradicionais, promovendo transparência e tornando as finanças mais acessíveis a qualquer pessoa com internet.

A tecnologia opera por meio de contratos inteligentes (smart contracts), códigos autoexecutáveis que automatizam os acordos financeiros. Uma vez que as condições predefinidas são cumpridas, ele se executa automaticamente na blockchain, garantindo a segurança e a imutabilidade das transações.

Com o DeFi, usuários podem realizar empréstimos, trocas de ativos digitais e obter rendimentos diretamente. Isso simplifica a burocracia, permite que transações ocorram 24 horas por dia e promove maior flexibilidade e inclusão financeira globalmente.

A seguir, entenda melhor o conceito de DeFi, como elas surgiram e se relacionam com as criptomoedas. Também conheça os pontos positivos e as ameaças dessa tecnologia.

O que é DeFi?

DeFi (Decentralized Finance ou finanças descentralizadas) é um sistema financeiro construído sobre a tecnologia blockchain. Ele recria serviços financeiros tradicionais de forma aberta e transparente, usando contratos inteligentes para automatizar transações e eliminar intermediários como bancos.

Para que servem as finanças descentralizadas?

O DeFi cria um sistema financeiro transparente baseado na tecnologia blockchain e contratos inteligentes. Ele permite que qualquer pessoa com acesso à internet interaja com serviços financeiros, como empréstimos e negociações, sem a necessidade de intermediários tradicionais como bancos.

Seu objetivo é democratizar o acesso aos serviços financeiros, promovendo a inclusão financeira para um público que não possui contas em instituições tradicionais. Além disso, ele oferece maior controle sobre os ativos e reduz custos operacionais.

imagem de uma moeda de bitcoin e um painel de analise de mercado ao fundo
O DeFi usa criptomoedas para oferecer serviços financeiros para pessoas sem contas em instituições tradicionais (imagem: Andre Francois McKenzie/Unsplash)

Quando o DeFi surgiu?

O conceito de finanças descentralizadas surgiu a partir da criação do Bitcoin em 2009. A criptomoeda estabeleceu o princípio básico de um sistema de dinheiro eletrônico descentralizado, embora as funções fossem limitadas a transações diretas (peer-to-peer).

A base do DeFi moderno foi lançada com a blockchain Ethereum em 2015, introduzindo os contratos inteligentes (smart contracts). Os códigos autoexecutáveis possibilitaram que a lógica financeira fosse automatizada e executada diretamente na rede, viabilizando aplicações mais complexas.

A ascensão do DeFi, enquanto ecossistema, ocorreu a partir de 2017 com a criação de protocolos que permitiam empréstimos, negociações e poupanças sem intermediários. A estreia da stablecoin DAI pela MakerDAO em 2017 foi um marco significativo, demonstrando o poder das aplicações descentralizadas.

O termo “DeFi” começou a ser popularizado por volta de 2018, época em que plataformas como Uniswap e Compound ganharam destaque ao introduzir novas funções financeiras. Elas estabeleceram as bases para mercados automatizados (Automated Market Makers) e pools de liquidez na blockchain.

Em 2020, período conhecido como “DeFi Summer”, houve um crescimento massivo de usuários e o aumento exponencial do valor total bloqueado (Total Value Locked). Nos últimos anos, o DeFi tem focado na expansão para múltiplas redes (multi-chain), com ênfase em sustentabilidade, governança e novos produtos derivativos.

Moeda dourada representando o blockchain Ethereum e criptomoeda ether
O blockchain Ethereum introduziu os contratos inteligentes, peça-chave do DeFi (imagem: Executium/ Unsplash)

Como o DeFi funciona?

O DeFi funciona por meio do uso da blockchain para oferecer serviços financeiros, sem intermediários tradicionais. Este sistema sem permissão (permissionless), garante que qualquer pessoa com acesso à internet realize empréstimos ou negocie ativos.

As regras e acordos financeiros são automatizados por contratos inteligentes. O mecanismo de códigos autoexecutáveis garante que as transações ocorram de forma transparente e imutável, além de tornar o sistema financeiro mais acessível e eficiente.

No DeFi, os usuários fornecem liquidez ao depositarem criptomoedas em pools de empréstimo, gerando rendimento sobre os ativos digitais. Outros usuários podem tomar empréstimos destes pools, onde todos os termos do empréstimo e a gestão de garantia são gerenciados e aplicados pelos contratos inteligentes.

Já as plataformas como as exchanges descentralizadas (DEXs) permitem que a negociação de criptomoedas aconteça diretamente entre usuários (peer-to-peer). Ou seja, isso elimina a custódia dos ativos por uma corretora centralizada.

Ilustração sobre Blockchain
Blockchain é uma parte essencial das finanças descentralizadas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as principais aplicações de DeFi?

As principais aplicações das finanças descentralizadas abrangem diversos setores do mercado de criptomoedas, oferecendo serviços financeiros sem intermediários:

  • Corretoras descentralizadas (DEXs): permitem a troca de criptomoeda diretamente entre as carteiras dos usuários (peer-to-peer), garantindo que a pessoa mantenha custódia total dos ativos, sem depender de uma entidade central;
  • Empréstimo e geração de renda (Yield farming): usuários podem emprestar ativos digitais para ganhar juros ou tomar empréstimos garantidos, com recompensas adicionais por fornecer liquidez a esses protocolos;
  • Fornecimento de liquidez: usuários depositam seus fundos em pools de liquidez nas DEXs, permitindo que as corretoras facilitem negociações de criptomoedas mais rápidas e eficientes para outros participantes;
  • Stablecoins descentralizadas: criptomoedas projetadas para manter um valor estável, geralmente atrelado a moedas fiduciárias como o dólar, mas são emitidas e gerenciadas por algoritmos e garantias na blockchain, sem uma entidade emissora central;
  • Mercado de previsões e apostas: plataformas descentralizadas onde os participantes podem apostar e negociar no resultado de eventos futuros, usando criptomoedas de forma transparente e sem censura;
  • Tokens não-fungíveis (NFTs): representam a propriedade digital exclusiva de ativos únicos na blockchain, sendo um nicho popular para colecionadores e investidores que usam criptomoedas como meio de troca.
Ilustração sobre NFT
NFTs são um dos exemplos de aplicações negociaveis pelo DeFi (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as vantagens das finanças descentralizadas?

Estes são alguns dos benefícios da tecnologia DeFi:

  • Acessibilidade e inclusão: as plataformas DeFi estão disponíveis para qualquer pessoa com internet, democratizando o acesso a serviços financeiros para aqueles que não possuem contas em banco tradicionais;
  • Sem intermediários (permissionless): os usuários podem interagir com serviços como empréstimos e negociações diretamente por meio de contratos inteligentes, eliminando a necessidade de instituições financeiras tradicionais, como bancos e corretoras;
  • Controle total dos fundos: os usuários mantêm a custódia total dos ativos por meio de carteiras criptográficas, garantindo que nenhum terceiro, incluindo o protocolo DeFi, possa congelar as contas ou confiscar os fundos;
  • Custos mais baixos: a eliminação de intermediários e a automação por meio de contratos inteligentes reduzem significativamente as taxas de transação e os custos operacionais, tornando os serviços financeiros mais eficientes e acessíveis;
  • Transações mais rápidas: as transações e a liquidação de ativos ocorrem mais rapidamente e a qualquer hora do dia, em comparação com sistemas financeiros tradicionais;
  • Transparência e auditabilidade: todas as transações são registradas em uma blockchain pública e imutável, permitindo a verificação em tempo real e auditoria por qualquer pessoa, sem revelar identidades pessoais;
  • Código aberto (Open-source): muitos protocolos DeFi são de código aberto e podem ser combinados entre si, acelerando a inovação e permitindo que novos serviços financeiros sejam construídos sobre os existentes de forma modular.

Quais são os riscos das finanças descentralizadas?

Estas são algumas desvantagens da tecnologia DeFi:

  • Complexidade e responsabilidade total do usuário: possui uma curva de aprendizado íngreme, exigindo que os usuários compreendam os protocolos e sejam inteiramente responsáveis por gerenciar suas chaves privadas;
  • Vulnerabilidades de softwares e ataques hackers: o código aberto de plataformas DeFi pode conter falhas exploráveis que, se descobertas por hackers ou terceiros mal-intencionados, podem levar ao roubo maciço de fundos;
  • Falhas de contrato inteligente: defeitos, bugs ou erros lógicos no código do smart contract podem causar falhas operacionais, glitches ou perdas financeiras irreversíveis;
  • Transações irreversíveis e perda de chave privada: uma vez que a transação é enviada para a blockchain, ela não pode ser desfeita, e a perda da chave privada da carteira digital resulta na perda permanente e irrecuperável do acesso aos fundos;
  • Volatilidade extrema do mercado: os ativos de criptomoedas e, consequentemente, os de DeFi, estão sujeitos a grandes e rápidas oscilações de preço, podendo gerar perdas financeiras significativas em um curto período;
  • Falta de regulamentação e proteção ao consumidor: não há regulamentação clara ou proteção legal ao consumidor, como seguro ou mecanismos de recuperação de fundos, deixando os usuários vulneráveis a fraudes e sem recursos de ressarcimento.

Qual é a diferença entre DeFi e as finanças tradicionais?

DeFi é um ecossistema financeiro construído sobre a tecnologia blockchain, buscando recriar todos os serviços financeiros sem depender de intermediários centralizados como bancos. Ele usa contratos inteligentes para automatizar, executar e garantir a transparência e imutabilidade das transações financeiras.

Finanças tradicionais são o sistema financeiro convencional que opera por meio de entidades centralizadas e regulamentadas, como bancos comerciais, bolsas de valores e corretoras. Essas instituições atuam como intermediários e custodiantes, controlando e facilitando a maioria das transações financeiras globais.

O que é DeFi? Entenda o papel das finanças descentralizadas

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Andre Francois McKenzie/Unsplash)

Ethereum é o blockchain favorito para se criar contratos inteligentes (Imagem: Executium/ Unsplash)

Blockchain é uma parte essencial da Web3 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

NFTs são um dos exemplos práticos da Web3 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins

12 de Novembro de 2025, 14:18
Ilustração mostra duas moedas ilustrando o bitcoin, ao lado de notas de yuan chinês
Ataque hacker esvaziou ativos de pool de mineração chinês em 2020 (imagem: reprodução)
Resumo
  • O governo da China acusa os EUA de roubar US$ 13 bilhões em bitcoin do pool de mineração LuBian em 2020.
  • EUA confirmam posse dos fundos, mas dizem que se tratou de apreensão por lavagem de dinheiro ligada a Chen Zhi, do Prince Group.
  • A defesa de Chen Zhi contesta a versão e alega que os fundos foram roubados.

Os Estados Unidos teriam roubado aproximadamente US$ 13 bilhões em bitcoin da China, segundo a agência de cibersegurança do país asiático. Em um relatório publicado no domingo (09/11), a instituição acusa os EUA de estarem por trás do roubo de 127.272 bitcoins do pool de mineração LuBian, que ocorreu em dezembro de 2020.

A denúncia partiu do Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus de Computador da China (CVERC), segundo reportagem do Nikkei Asia. Vale lembrar que a China combate o bitcoin desde 2021 e negociações da moeda são proibidas no país, ainda que não seja ilegal possuí-las.

Segundo o CVERC, o comportamento dos fundos após o roubo sugere uma ação coordenada e não comum. O relatório aponta que os tokens permaneceram parados na carteira do invasor por quatro anos, o que “claramente não é o comportamento de um hacker típico, ansioso para lucrar”, diz o documento. Por conta disso, a agência classifica o ato como uma operação hacker de nível estatal.

A China já havia acusado os EUA de outros ataques cibernéticos este ano. No mês passado, o país acusou o governo estadunidense de atacar o Centro Nacional de Serviços de Tempo. A Bloomberg observa, contudo, que as alegações chinesas carecem de detalhes forenses.

O que dizem os EUA?

Imagem mostra uma moldura no Departamento de Justiça dos EUA
Departamento de Justiça dos EUA nega participação em roubo (imagem: Dallas County District Attorney’s Office/Flickr)

O governo dos EUA admitiu que, de fato, está com os fundos. O Departamento de Justiça (DOJ) anunciou em outubro a apreensão de 127.271 bitcoins, no que chamou de maior ação de confisco da história. No entanto, as autoridades norte-americanas negam o roubo.

A versão estadunidense é que os fundos foram apreendidos como parte de um processo contra Chen Zhi, um magnata sino-cambojano fundador do Prince Group. Chen foi indiciado em Nova York por acusações de fraude e lavagem de dinheiro, além de supostamente comandar operações de centros de golpes com uso de trabalho forçado no Camboja.

Segundo a acusação do DOJ, Chen e outros cúmplices usaram lucros ilícitos para financiar operações de mineração de criptomoedas “em grande escala”, incluindo a LuBian.

Magnata também tem uma versão

Ilustração sobre bitcoin
Defesa de magnata chinês rejeita acusações do governo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O advogado de Chen Zhi, Matthew L. Schwartz, rejeitou as acusações do governo dos EUA e classificou o confisco dos bitcoins como uma “apreensão ilegal de ativos”.

Em carta ao tribunal dos EUA, conforme relatado pela Bloomberg, a defesa de Chen pediu mais tempo para “rastrear o bitcoin que o governo apreendeu”. Segundo o advogado, os fundos foram, na verdade, roubados em 2020, corroborando a data do hack.

O Prince Group, de Chen Zhi, também é alvo de investigações em outros países. Autoridades de Hong Kong, Taiwan e Singapura já congelaram ou apreenderam centenas de milhões de dólares em ativos ligados à empresa.

China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins

Departamento de Justiça dos EUA (Imagem: Dallas County District Attorney's Office/Flickr)

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De Made in a Created in: os países do BRICS+ estão moldando uma nova economia criativa

30 de Outubro de 2025, 12:47
Mesa de debate cinco participantes sentados, em um palco iluminado em tons de azul. Uma das pessoas está com microfone em mãos, fazendo uma intervenção. A tela ao fundo mostra o nome do evento “RICs – Russian International Creative Seasons” e o tema da discussão sobre IA, blockchain e novas economias. Flores decoram a parte frontal do palco.
Painel discute indústria criativa e tecnologia nos países do BRICS+ (imagem: divulgação)

Os países do BRICS+ podem se tornar centros de desenvolvimento de soluções criativas baseadas em tecnologias inovadoras. Essa é a avaliação de Vladislav Kreinin, vice-presidente sênior e diretor do departamento de marketing e comunicação do Sberbank, da Rússia.

Kreinin abriu uma sessão intitulada “Created in BRICS+”, que aconteceu no dia 9 de outubro durante o Fórum Internacional RICS, em São Petersburgo (Rússia). “Estamos prestes a passar da lógica do ‘Made in’ para a lógica do ‘Created in’ – para a criação de valor e significados em primeiro lugar”, comentou o executivo na abertura do debate.

Participantes de diversos países da aliança discutiram como a inteligência artificial, a blockchain e as indústrias criativas podem se tornar a base de uma nova estrutura econômica.

Uma mesa de discussão em um palco de evento, com cinco participantes sentados em poltronas, olhando para o público. Uma das pessoas fala ao microfone. Ao fundo, há uma tela grande com o título da sessão em russo e inglês sobre criatividade, inteligência artificial e blockchain no BRICS+. A plateia aparece desfocada na frente.
Evento aconteceu em outubro de 2025 na cidade de São Petersburgo (imagem: divulgação)

As indústrias criativas crescem em um ritmo 15% maior que os demais setores da economia, formando um mercado global de mais de US$ 1,6 trilhão. A nova economia supera a noção de capacidade de produzir bens físicos, voltando-se para a geração de ideias, conteúdos, design e códigos culturais.

Esse é um setor que já contribui com mais de 4% para o PIB mundial, número que tende a aumentar nos próximos anos. Para os países do BRICS+ – muitos dos quais têm sido historicamente vistos como exportadores de matérias-primas ou locais de produção –, essa é uma oportunidade para reformatar e mudar o seu papel na economia global.

Sber investe em tecnologia própria

Nos últimos anos, a Sber transformou-se em uma empresa de TI capaz de desenvolver seu próprio ecossistema de ferramentas de inteligência artificial e blockchain. A companhia conta com três redes neurais emblemáticas: GigaChat, Kandinsky e SymFormer. Juntas, elas formam um conjunto de soluções totalmente adequado às indústrias criativas.

O GigaChat é capaz de gerar texto, responder a perguntas e criar códigos de programação. Recentemente, ele ganhou a habilidade de criar apresentações por meio da análise de prompts e estruturação de conteúdos.

Já o Kandinsky gera imagens, animações e pequenos vídeos a partir dos pedidos em texto dos usuários. Por fim, o SymFormer é especializado em música, sendo capaz de processar descrições de texto e convertê-las em faixas de música, além de aperfeiçoar partituras e criar trilhas sonoras.

IA e humanos caminham juntos rumo ao futuro da arte

A colaboração entre a tecnologia e os seres humanos permite transformar em realidade produtos criativos marcantes para a comunidade global. Um exemplo disso é a primeira ópera do mundo concluída com a ajuda da IA: Mandrágora.

Mandrágora é baseada em uma ideia de Pyotr Tchaikovsky e Sergei Rachinsky. Ela foi recriada e concluída com a ajuda do compositor russo contemporâneo Pyotr Dranga e das redes neurais da Sber. O GigaChat escreveu o libreto, o SymFormer finalizou a música e o Kandinsky criou os efeitos visuais.

A ópera foi apresentada no Novo Palco do Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, em junho de 2025. Além disso, ela entrou no repertório do teatro, tornando-se uma obra artística de pleno direito e marcando uma nova etapa no desenvolvimento da síntese da arte e da tecnologia.

Blockchain pode ajudar indústria criativa

Não é somente a IA que pode fomentar o desenvolvimento de produtos criativos. A tecnologia blockchain pode contribuir em outra etapa do processo.

O Laboratório de Blockchain do Sberbank é responsável pela pesquisa das cadeias de blocos existentes, bem como pelo desenvolvimento de novos sistemas. As soluções usam como base a própria plataforma de blockchain da Sber, que permite a implementação de contratos inteligentes e a emissão e negociação de ativos digitais (DFA) sem programação.

Para as indústrias criativas, isso significa licenciamento transparente, controle da utilização de conteúdos e automatização dos pagamentos de royalties, formando novos modelos de colaboração.

“O ecossistema da Sber pode constituir a base para uma infraestrutura para as indústrias criativas interagirem”, sublinha Vladislav Kreinin, do Sberbank. “Isso vai desde a IA generativa e a blockchain até os serviços de proteção de propriedade intelectual e a promoção de conteúdos.”

De Made in a Created in: os países do BRICS+ estão moldando uma nova economia criativa

Como usar a inteligência artificial para fazer cerveja

12 de Fevereiro de 2019, 06:00
A inteligência artificial (IA) tem muitas contribuições a dar ao mundo. Algumas cervejarias, por exemplo, já estão usando IA para melhorar a própria produção. Seria isso algo brilhante ou inacreditável? Ainda é cedo para dizer, mas é certo que o uso de dados na tomada de decisão dos fabricantes, e no fabrico de cervejas artesanais, faz com que a bebida produzida pela IA instigue a curiosidade de muitos. LEIA MAIS: Blockchain chega à mesa de jantar A cerveja produzida pela IA A inteligência artificial oferece um ótimo suporte à produção. Depois de falar como as cervejarias multinacionais usaram os dados para tomar decisões publicitárias, Hew Leith e Rob McInerney, fundadores da IntelligentX, cervejaria que faz uso de IA, resolveram usar a tecnologia para melhorar o próprio produto. A IntelligentX se diferencia pelo fato de ter criado a primeira cerveja com algoritmos do mundo. A empresa criou quatro rótulos: Black AI, Golden AI, Pale Al e Amber AI. O endereço online da marca é impresso na embalagem, para que os consumidores deem um feedback via Facebook Messenger e digam o que acharam da cerveja. Ao responder a uma série de dez perguntas, mais de 80% das pessoas que entraram em contato com a empresa forneceram a ela mais de 10 mil informações para um valioso banco de dados. Esses dados são processados por um algoritmo IA e, em seguida, a cervejaria decide se deve ou não atender aos pedidos. A ideia de Leith e McInerney não é substituir um mestre cervejeiro, mas, por meio da IA, obter insights para aprimorar a produção. Uma vez que a empresa é capaz de atender aos pedidos, pode ser possível encomendar uma cerveja com base nos gostos pessoais do cliente, criando assim bebidas personalizadas. Projeto de impressão digital da Carlsberg A Carlsberg, uma cervejaria de Copenhagen, iniciou um projeto milionário de impressão digital da bebida em parceria com a Microsoft, a Universidade de Aarhus e a Universidade Técnica da Dinamarca. A cada dia, eles criam cerca de mil amostras diferentes de cerveja, num esforço que, esperam, mude a forma como a bebida é produzida. O projeto emprega sensores que podem determinar a impressão digital do sabor de cada amostra, além de analisar leveduras diferentes. Os dados são coletados por um sistema de IA para utilização no futuro. O sistema não apenas permite que os produtos cheguem ao mercado com mais rapidez, mas também garante uma melhor qualidade. A India Pale Ale perfeita Uma cervejaria da Virgínia usa o aprendizado de máquina para desenvolver a India Pale Ale (IPA) perfeita. A Champion Brewing se associou à Metis Machine, uma empresa de IA, em uma espécie de estímulo para fabricar uma nova IPA ML (sigla para machine learning, ou aprendizado de máquina). O primeiro passo foi inserir informações sobre as dez IPAs mais vendidos dos Estados Unidos, assim como os dados sobre as dez marcas mais comercializadas. Com base em tudo, o algoritmo determina a melhor receita. SAIBA TAMBÉM: Programa de TV mais visto do mundo será exibido em IA Esses dados também foram utilizados em um outro processo de fabricação de cerveja por meio da IA, um experimento que combinou receitas de Brewdog e classificações da Untappd -- rede social de troca de experiência sobre cervejas -- para dar início a uma rede de cervejas artificiais. A rede seria então empregada na avaliação de novas receitas, e para determinar quais eram mais propensas a obter altas classificações. Tal experimento concluiu que a IA poderia ser uma aliada poderosa para a criatividade de um cervejeiro ou para otimizar rótulos já existentes, mas que não substituiria o trabalho humano. Barman robô A espuma da cerveja pode não atender às expectativas da maioria das pessoas. Para determinar o que faz uma espuma perfeita, uma equipe de pesquisa australiana criou o RoboBeer, um robô que pode derramar a cerveja com precisão suficiente para criar uma espuma mais consistente. Os pesquisadores fizeram um vídeo da máquina derramando a bebida e rastrearam o tamanho da bolha, a cor da cerveja e outras características. Em seguida, mostraram o vídeo para os participantes do projeto e pediram um feedback sobre a qualidade da bebida. Os pesquisadores também gravaram suas reações enquanto observavam o robô. Uma máquina de IA analisou os dados biométricos dos participantes da pesquisa enquanto assistiam ao vídeo. Esses dados foram alimentados em uma rede neural para saber o que os participantes pensavam sobre a cerveja, antes mesmo de provar ou preencher o formulário. A rede foi capaz de prever com precisão de 80% se a altura da espuma de uma cerveja atendia ao gosto do público. A equipe também descobriu que poderia prever, com 90% de precisão, a receptividade da cerveja fornecida, usando apenas os dados do robô.
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