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Uber vai banir motociclistas que acelerarem em excesso

26 de Março de 2026, 18:30

A Uber anunciou na quarta-feira (25) o "Painel de Direção", função projetada para incentivar melhorias nos hábitos de direção, como a redução do excesso de velocidade nas viagens. A novidade é integrada à modalidade Moto.

Reunindo dados coletados automaticamente, baseados no GPS do smartphone do condutor, com as avaliações dadas pelos passageiros, a plataforma vai gerar uma nota para cada parceiro. Dependendo dos resultados, motociclistas que cometerem excessos poderão ser banidos do app.

Como funciona o Painel de Direção do Uber Moto?

Disponível em todo o Brasil, o novo recurso do app de transporte tem no celular do condutor um importante aliado. Ele aproveita as métricas fornecidas pelo GPS do dispositivo para analisar o comportamento do motociclista no trânsito.

  • Em uma tela detalhada, o condutor parceiro irá verificar os registros de cada corrida, incluindo os detalhes sobre a velocidade;
  • Nos eventuais casos de excesso, o sistema apresentará o momento exato da viagem em que o motociclista acelerou demais;
  • O painel também inclui uma seção dedicada aos comentários dos passageiros;
  • Nessa parte, o usuário terá a possibilidade de relatar se o motociclista usou o celular durante a viagem e não respeitou os limites de velocidade das vias.
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O Painel de Direção foi testado durante meses antes da estreia oficial. (Imagem: Uber/Divulgação)

Avaliações baixas, somadas às análises dos dados de viagens, poderão resultar no envio de alertas e conteúdos educativos para melhorar o comportamento. Nos casos mais graves, o condutor poderá ser banido do Uber Moto.

"Nosso foco é alavancar a tecnologia própria da Uber para buscar avanços significativos que possam salvar vidas. O painel é uma forma de trazer uma visão rápida e prática dos comportamentos que podem ser melhorados", afirmou o líder de operações de segurança do app no Brasil, Rafael Thosi.

Outras infrações serão avaliadas

Ainda em 2026, o Painel de Direção do Uber Moto passará por atualizações para adicionar a análise de outros hábitos de direção. Com isso, a tecnologia vai avaliar mais tipos de infrações eventualmente cometidas.

Movimentos de zigue-zague, mudanças de faixa repentinas e curvas fechadas estão entre os próximos hábitos de direção a serem monitorados. O app também incluirá o uso do celular na direção e as frenagens bruscas.

Nos últimos anos, a modalidade reforçou a segurança com a chegada de alerta de velocidade, selfie de capacete e lembrete de uso do capacete. Porém, a plataforma tem enfrentado problemas para operar em São Paulo (SP).

Siga no TecMundo e confira detalhes da operação da modalidade na maior cidade do Brasil.

© Joa_Souza/Getty Images

O papel da micromobilidade elétrica na redução do estresse urbano e na saúde mental da população

22 de Março de 2026, 09:00

O debate sobre micromobilidade elétrica costuma se concentrar em temas como sustentabilidade, redução de custos e inovação tecnológica. Esses pontos são relevantes, mas existe um aspecto que muitas vezes passa despercebido: o impacto que esse modelo de deslocamento pode ter na saúde mental das pessoas, especialmente em cidades cada vez mais congestionadas e barulhentas, como as principais capitais do Brasil. 
 

A forma como nos movimentamos diariamente influencia diretamente os níveis de estresse, a qualidade de vida e até a sensação de bem-estar ao longo do dia. 


Para milhões de pessoas, o transporte é uma experiência marcada por trânsito intenso, longos tempos de espera, ruído constante e imprevisibilidade.  Isso cria um ambiente de tensão que se repete diariamente e acaba se acumulando. 

O resultado é um desgaste emocional que começa antes mesmo da jornada de trabalho e muitas vezes se estende até o retorno para casa. 
Enquanto grandes mudanças estruturais não chegam, as pessoas já encontraram formas de melhorar o cenário — especificamente, com e-bikes.

Segundo a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), já existem cerca de 300 mil bicicletas elétricas em circulação no país, e a previsão é que o crescimento continue, possivelmente alcançando 55% de aumento ainda este ano. 

A razão é simples. Bicicletas e scooters elétricas ocupam um espaço intermediário entre caminhada e carro. A velocidade é o suficiente para trajetos médios, e a estrutura dos veículos é leve o bastante para caber na rotina de quem combina diferentes meios de transporte. Elas permitem encontrar percursos mais diretos e longe do trânsito, por exemplo, e até mesmo ter menos dor de cabeça na hora de tentar estacionar ou enfrentar as dificuldades do sistema público de transporte

Além disso, o deslocamento ao ar livre cria uma experiência sensorial diferente daquela vivida dentro de um carro parado no trânsito. Essa participação mais direta no deslocamento contribui para aumentar a sensação de autonomia e controle, fatores frequentemente associados a níveis mais baixos de estresse. 
 

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Além da sustentabilidade, a micromobilidade elétrica, contribui para a redução do estresse nos grandes centros urbanos. (Fonte: Getty Images)

Por fim, também vale dizer que a expansão da mobilidade elétrica leve pode gerar efeitos indiretos que contribuem para a saúde mental coletiva. Quando bicicletas e scooters passam a ocupar um papel mais relevante, ocorre uma redistribuição do espaço nas cidades. Ciclovias, ruas compartilhadas e áreas de tráfego reduzido incentivam uma ocupação mais humana do espaço público. 

Esse tipo de ambiente urbano favorece interações sociais, caminhabilidade e permanência em espaços abertos. Esses fatores, por sua vez, estão associados a níveis mais altos de satisfação com a cidade e menor percepção de estresse cotidiano. 

Em outras palavras, a mobilidade elétrica não transforma apenas o transporte individual. Ela pode influenciar a forma como as pessoas se relacionam com a cidade. E, de uma forma ou de outra, o impacto chega diretamente na saúde mental.

© Getty Images

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