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Drones na agricultura: como reduzem custos e aumentam produtividade?

23 de Junho de 2026, 07:15

O agronegócio vive uma revolução digital acelerada e a tecnologia no campo se tornou indispensável para quem busca eficiência. Se antes o monitoramento de lavouras dependia de vistorias manuais demoradas, hoje o cenário é bem diferente.

Os drones agrícolas surgem como uma solução ágil para otimizar o cultivo e transformar a gestão financeira das fazendas.

Na prática, o uso de robôs voadores melhora o uso de insumos e corta despesas operacionais logo nos primeiros meses de implementação.

Confira abaixo como funciona esse ecossistema tecnológico e saiba como ele gera economia real no campo.

O que são drones agrícolas?

Drones agrícolas são aeronaves não tripuladas equipadas com sensores, câmeras especiais ou tanques de pulverização voltados para otimizar a produção do agronegócio.

São equipamentos que aplicam os conceitos da agricultura de precisão, que consiste em gerenciar o cultivo de forma localizada e detalhada.

O Brasil já conta com uma frota estimada de 35.000 dessas aeronaves em operação, de acordo com o site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Drone mapeando lavoura.
Segundo especialistas, drones são o futuro da agricultura. (Fonte: Ekkasit919/Getty Images)

Além disso, de acordo com o pesquisador Ben Belton em entrevista ao instituto internacional IFPRI, essa inovação cresceu de forma notável nos últimos cinco anos.

“Diferente de outras tecnologias, a expansão dos drones começou com força total no Sul Global e depois avançou para os países do Norte", explica Belton.

Como drones ajudam na agricultura?

Os drones ajudam na agricultura executando tanto o mapeamento detalhado da fazenda quanto a aplicação de insumos diretamente nas plantas com foco na economia.

As aeronaves agilizam processos que demorariam dias para serem concluídos por equipes humanas em tratores tradicionais.

O impacto dessa agilidade gera vantagens imediatas em todas as etapas do plantio.

Dito isso, as funções dos drones no agronegócio se dividem atualmente em duas frentes principais de atuação no dia a dia, detalhadas a seguir.

1) Execução de tarefas mecânica

A aplicação de produtos por via aérea é uma das principais utilidades dos drones mecânicos nas lavouras modernas.

Eles realizam de forma direta o trabalho de semear sementes, espalhar fertilizantes, distribuir ração para o gado e pulverizar defensivos agrícolas nas plantas.

A operação evita o uso constante de tratores pesados, solucionando o problema da compactação do solo, que prejudica o crescimento das raízes.

Segundo levantamento feito pela BBC, ao eliminar o tráfego pesado sobre a terra, o agricultor protege a estrutura física do seu solo de cultivo.

2) Coleta de dados informacionais

O monitoramento de lavoura por meio de imagens aéreas de alta resolução é a função central dos drones de inteligência. Eles voam sobre a fazenda gerando dados úteis para o mapeamento completo do terreno, contagem do gado e avaliação da saúde das colheitas.

Munidos de sensores de última geração, esses drones agrícolas geram mapas detalhados que revelam pontos exatos com falta de nutrientes ou focos de pragas.

Desse modo, o produtor sabe exatamente onde agir, eliminando o desperdício de defensivos em áreas saudáveis.

Drones na agricultura e o aumento de produtividade

A produtividade aumenta com o uso de drones na agricultura porque eles distribuem sementes, fertilizantes e defensivos de maneira muito mais uniforme na lavoura.

Um processo tecnológico capaz de promover o crescimento homogêneo das plantas e reduzir as perdas causadas pelo esmagamento de culturas por maquinário pesado. Na prática, a fazenda produz muito mais utilizando a mesma extensão de terra.

O reflexo econômico desse ganho técnico traz melhorias para a rotina do produtor rural, confira!

  • Redução drástica de insumos: os sensores indicam o local correto da aplicação, cortando gastos desnecessários com defensivos químicos por hectare;
  • Segurança para o trabalhador: diminui o contato direto dos funcionários com produtos tóxicos, eliminando os riscos da pulverização manual com costal;
  • Agilidade e economia de tempo: o monitoramento aéreo cobre grandes áreas em poucos minutos, liberando o produtor para focar em decisões estratégicas;
  • Atração para os jovens: a introdução de setups tecnológicos modernos e robótica torna a carreira no agronegócio mais atraente para as novas gerações;
  • Menor consumo de energia: os motores elétricos dos drones gastam menos energia do que os grandes tratores movidos a combustíveis fósseis.

Drones agrícolas e o futuro da tecnologia no campo

O investimento em drones agrícolas se prova altamente vantajoso. Além disso, os estudos como o do pesquisador Belton apontam que o valor de locação desses aparelhos costuma ser igual ou menor do que o custo de diárias de trabalhadores.

"Os drones estão se difundindo mais rapidamente em países de renda média e alta, onde a mão de obra agrícola é escassa. Em locais com mão de obra abundante, a demanda é muito menor, portanto, não esperamos que o efeito de deslocamento seja muito grande”, complementa Belton.

Vale lembrar que o mercado global de drones agrícolas e destinados à pecuária deve movimentar US$ 17,5 bilhões até 2028. Somente em 2023, foram US$ 4,5 bilhões, cerca de R$ 25 bilhões (via Forbes).

O futuro reserva novidades como o reconhecimento automático de imagens integrado com IA generativa, facilitando a identificação imediata de ervas daninhas,por exemplo.

Por outro lado, o produtor precisa estar atento a novos riscos digitais, como a necessidade de segurança para a privacidade de dados.

Na balança de custo-benefício, a agricultura de precisão apoiada por drones é uma inovação indispensável para a rentabilidade da fazenda. A tendência é que os robôs voadores operem de maneira autônoma com intervenção humana mínima.

Quer acompanhar outras novidades sobre o universo da tecnologia e inovação? Leia a nossa matéria sobre os drones capazes de fazer detecção de radiação e compartilhe este guia útil nas suas redes sociais!

© Diy13/Getty Images

Uber vai banir motociclistas que acelerarem em excesso

26 de Março de 2026, 18:30

A Uber anunciou na quarta-feira (25) o "Painel de Direção", função projetada para incentivar melhorias nos hábitos de direção, como a redução do excesso de velocidade nas viagens. A novidade é integrada à modalidade Moto.

Reunindo dados coletados automaticamente, baseados no GPS do smartphone do condutor, com as avaliações dadas pelos passageiros, a plataforma vai gerar uma nota para cada parceiro. Dependendo dos resultados, motociclistas que cometerem excessos poderão ser banidos do app.

Como funciona o Painel de Direção do Uber Moto?

Disponível em todo o Brasil, o novo recurso do app de transporte tem no celular do condutor um importante aliado. Ele aproveita as métricas fornecidas pelo GPS do dispositivo para analisar o comportamento do motociclista no trânsito.

  • Em uma tela detalhada, o condutor parceiro irá verificar os registros de cada corrida, incluindo os detalhes sobre a velocidade;
  • Nos eventuais casos de excesso, o sistema apresentará o momento exato da viagem em que o motociclista acelerou demais;
  • O painel também inclui uma seção dedicada aos comentários dos passageiros;
  • Nessa parte, o usuário terá a possibilidade de relatar se o motociclista usou o celular durante a viagem e não respeitou os limites de velocidade das vias.
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O Painel de Direção foi testado durante meses antes da estreia oficial. (Imagem: Uber/Divulgação)

Avaliações baixas, somadas às análises dos dados de viagens, poderão resultar no envio de alertas e conteúdos educativos para melhorar o comportamento. Nos casos mais graves, o condutor poderá ser banido do Uber Moto.

"Nosso foco é alavancar a tecnologia própria da Uber para buscar avanços significativos que possam salvar vidas. O painel é uma forma de trazer uma visão rápida e prática dos comportamentos que podem ser melhorados", afirmou o líder de operações de segurança do app no Brasil, Rafael Thosi.

Outras infrações serão avaliadas

Ainda em 2026, o Painel de Direção do Uber Moto passará por atualizações para adicionar a análise de outros hábitos de direção. Com isso, a tecnologia vai avaliar mais tipos de infrações eventualmente cometidas.

Movimentos de zigue-zague, mudanças de faixa repentinas e curvas fechadas estão entre os próximos hábitos de direção a serem monitorados. O app também incluirá o uso do celular na direção e as frenagens bruscas.

Nos últimos anos, a modalidade reforçou a segurança com a chegada de alerta de velocidade, selfie de capacete e lembrete de uso do capacete. Porém, a plataforma tem enfrentado problemas para operar em São Paulo (SP).

Siga no TecMundo e confira detalhes da operação da modalidade na maior cidade do Brasil.

© Joa_Souza/Getty Images

O papel da micromobilidade elétrica na redução do estresse urbano e na saúde mental da população

22 de Março de 2026, 09:00

O debate sobre micromobilidade elétrica costuma se concentrar em temas como sustentabilidade, redução de custos e inovação tecnológica. Esses pontos são relevantes, mas existe um aspecto que muitas vezes passa despercebido: o impacto que esse modelo de deslocamento pode ter na saúde mental das pessoas, especialmente em cidades cada vez mais congestionadas e barulhentas, como as principais capitais do Brasil. 
 

A forma como nos movimentamos diariamente influencia diretamente os níveis de estresse, a qualidade de vida e até a sensação de bem-estar ao longo do dia. 


Para milhões de pessoas, o transporte é uma experiência marcada por trânsito intenso, longos tempos de espera, ruído constante e imprevisibilidade.  Isso cria um ambiente de tensão que se repete diariamente e acaba se acumulando. 

O resultado é um desgaste emocional que começa antes mesmo da jornada de trabalho e muitas vezes se estende até o retorno para casa. 
Enquanto grandes mudanças estruturais não chegam, as pessoas já encontraram formas de melhorar o cenário — especificamente, com e-bikes.

Segundo a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), já existem cerca de 300 mil bicicletas elétricas em circulação no país, e a previsão é que o crescimento continue, possivelmente alcançando 55% de aumento ainda este ano. 

A razão é simples. Bicicletas e scooters elétricas ocupam um espaço intermediário entre caminhada e carro. A velocidade é o suficiente para trajetos médios, e a estrutura dos veículos é leve o bastante para caber na rotina de quem combina diferentes meios de transporte. Elas permitem encontrar percursos mais diretos e longe do trânsito, por exemplo, e até mesmo ter menos dor de cabeça na hora de tentar estacionar ou enfrentar as dificuldades do sistema público de transporte

Além disso, o deslocamento ao ar livre cria uma experiência sensorial diferente daquela vivida dentro de um carro parado no trânsito. Essa participação mais direta no deslocamento contribui para aumentar a sensação de autonomia e controle, fatores frequentemente associados a níveis mais baixos de estresse. 
 

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Além da sustentabilidade, a micromobilidade elétrica, contribui para a redução do estresse nos grandes centros urbanos. (Fonte: Getty Images)

Por fim, também vale dizer que a expansão da mobilidade elétrica leve pode gerar efeitos indiretos que contribuem para a saúde mental coletiva. Quando bicicletas e scooters passam a ocupar um papel mais relevante, ocorre uma redistribuição do espaço nas cidades. Ciclovias, ruas compartilhadas e áreas de tráfego reduzido incentivam uma ocupação mais humana do espaço público. 

Esse tipo de ambiente urbano favorece interações sociais, caminhabilidade e permanência em espaços abertos. Esses fatores, por sua vez, estão associados a níveis mais altos de satisfação com a cidade e menor percepção de estresse cotidiano. 

Em outras palavras, a mobilidade elétrica não transforma apenas o transporte individual. Ela pode influenciar a forma como as pessoas se relacionam com a cidade. E, de uma forma ou de outra, o impacto chega diretamente na saúde mental.

© Getty Images

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