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Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança

15 de Maio de 2026, 12:47
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É preciso acessar as configurações do Windows 11 para iniciar o modo de segurança do sistema (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Usar o modo de segurança do Windows 11 é fundamental para diagnosticar problemas, já que ele executa o sistema operacional apenas com os drivers básicos para o funcionamento.

Para iniciar o Windows 11 no “Modo Seguro“, acesse as configurações do dispositivo, vá em ajustes do sistema e selecione a opção “Reinicialização avançada“, para abrir o ambiente de recuperação do Windows.

Também é possível entrar no modo de segurança pressionando “Shift” + botão “Reiniciar” na tela de login do PC. A seguir, veja o passo a passo com detalhes de como ativar o recurso no sistema operacional.

Índice

Como entrar no modo de segurança do Windows 11 pelas configurações

1. Acesse as configurações do Windows 11

Clique no ícone de configurações do Windows 11 para acessar a página de ajustes do sistema operacional. Você também pode pressionar o atalho “Windows + I” para abrir a página.

Acessando as configurações do Windows 11
Acessando as configurações do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá em “Recuperação” na guia “Sistema” do Windows

Selecione a aba “Sistema” e procure pela opção “Recuperação“. Clique para exibir as opções de inicialização do Windows 11.

Acessando o menu de recuperação do sistema operacional
Clique em “Sistema” e vá em “Recuperação” nas configurações (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Inicie a recuperação avançada do sistema operacional

Em “Reinicialização avançada“, clique no botão “Reiniciar agora“. Você será redirecionado ao Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) para entrar no modo de segurança do sistema operacional.

Reiniciando o PC pelo botão de reinicialização avançada do Windows 11
Reinicie o computador pelo botão de inicialização avançada (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Selecione “Solução de problemas” no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE)

Quando o ambiente de recuperação for inicializado, escolha a opção “Solução de problemas“.

Escolha a opção "Solução de problemas" no Ambiente de Recuperação do Windows
Vá até o menu “Solução de problemas” (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Vá em “Opções avançadas”

Clique ou selecione o menu “Opções avançadas” para exibir novas opções de inicialização, incluindo o modo de segurança do Windows 11.

Entre em "Opções avançadas" para encontrar outras opções de reinicialização
Entre em “Opções avançadas” para encontrar outras opções de reinicialização (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

6. Escolha “Configurações de Inicialização”

Selecione o o menu “Configurações de Inicialização“, caracterizado pelo ícone de engrenagem.

Escolha "Configurações de Inicialização" do Windows 11
Escolha “Configurações de Inicialização” do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

7. Reinicie o Windows 11 para confirmar sua escolha

Uma série de informações sobre o procedimento serão exibidas na tela. Clique em “Reiniciar“.

Clique em "Reiniciar" pelo botão exibido na tela
Clique em “Reiniciar” pelo botão exibido na tela (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

8. Digite a senha de recuperação do BitLocker (caso necessário)

Alguns computadores podem estar protegidos pelo BitLocker, um recurso de segurança do Windows. Nesse caso, será necessário inserir a chave de recuperação da unidade.

Basta seguir as orientações exibidas pela Microsoft na tela para encontrar o seu código.

Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário
Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

9. Inicie o Windows 11 em modo de segurança

Escolha como deseja habilitar o modo de segurança do Windows 11:

  • Pressione “F4” para iniciar o modo de segurança padrão;
  • Pressione “F5” para o habilitar modo de segurança com rede;
  • Pressione “F6” para entrar no modo de segurança com prompt de comando.
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança, de acordo com sua necessidade (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança na tela de login

Você também pode acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) a partir da tela de login do sistema operacional, caso não saiba da senha ou não se lembre do código de acesso.

Pressione o botão “Shift“, enquanto clica no menu “Reiniciar” para ativar o ambiente de recuperação, e, em seguida, iniciar o modo de segurança do Windows 11.

Acesse "Reiniciar" pressionando a tecla "Shift" para entrar no ambiente de recuperação do Windows 11
Segure “Shift” e clique em “Reiniciar” para acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O que acontece ao iniciar o Windows 11 em modo de segurança?

Entrar no modo de segurança do Windows 11 desabilita alguns drivers, recursos ou serviços disponíveis no PC, variando de acordo com as seguintes opções:

  • Modo de segurança: executa drivers básicos e arquivos essenciais para o funcionamento do sistema. É comum que ocorra mudanças na resoluções de vídeo e falta de conexão com a internet, devido à não inicialização dos drivers de rede;
  • Modo de segurança com rede: executa drivers básicos para a inicialização do Windows, incluindo drivers de rede que podem ser necessários para o diagnóstico e solução de problemas no sistema operacional;
  • Modo de segurança com prompt de comando: modo de segurança voltado para usuários avançados do Windows. Executa o CMD (Prompt de Comando) para resolução de problemas por meio de códigos.

Dá para entrar no modo de segurança do Windows 11 pelo boot?

Sim, pressionar a tecla “F8” durante o boot do Windows 11 pode inicializar o WinRE em alguns dispositivos — mas pode não funcionar em aparelhos mais modernos.

Nesse caso, você pode pressionar o botão “liga/desliga” por alguns segundos até o sistema operacional desligar, por algumas vezes.

Em alguns casos, essa reinicialização abrupta do Windows 11 irá abrir o ambiente de recuperação para iniciar o modo de segurança do sistema.

Tem como tirar o Windows 11 do modo de segurança?

Sim, reiniciar o Windows 11 deve remover o modo de segurança do sistema operacional.

Caso persista, pressione “Windows + R” para abrir o utilitário “executar“, digite “msconfig” e dê enter. Em seguida, desative a opção “Inicialização segura“, ou selecione “inicialização normal“, para tirar o Windows 11 do modo de segurança.

Selecione a opção "Inicialização normal" ao executar o comando "msconfig" no Windows 11
Selecione a opção “Inicialização normal” ao executar o comando “msconfig” no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

14 de Maio de 2026, 10:18
Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
  • CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
  • recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.

A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.

Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.

Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.

É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.

Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.

Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.

Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.

Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?

De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.

Convém lembrar que outra promessa da Microsoft que envolve o Windows Update é uma nova configuração que permite ao usuário pausar facilmente as atualizações do Windows 11.

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

12 de Maio de 2026, 18:24
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou expansão da compatibilidade do AirDrop com aparelhos Android, permitindo troca de arquivos com iPhones e iPads de forma mais fácil;
  • mais aparelhos de marcas como Oppo, OnePlus, Samsung, Vivo, Xiaomi e Honor receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop em 2026;
  • Quick Share poderá ainda ser integrado a aplicativos de terceiros, como o WhatsApp, permitindo compartilhamento de arquivos sem conexão à internet, e também permitirá gerar QR Code para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

Entre as novidades que o Google anunciou nesta terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, está a expansão da compatibilidade de aparelhos Android com a tecnologia AirDrop, da Apple. Com isso, ficará cada vez mais fácil trocar arquivos com iPhones, iPads e afins.

Esse movimento começou no fim de 2025. Mas, até recentemente, apenas celulares da família Google Pixel suportavam essa integração. Depois, o suporte ao AirDrop chegou à linha Galaxy S26. Recentemente, o Oppo Find X9 Ultra e o Vivo X300 Ultra (ou Jovi X300 Ultra) também passaram a suportar a funcionalidade, só para citar mais alguns exemplos.

Faz sentido que mais aparelhos sejam beneficiados por esse recurso, até porque já está claro que essa integração realmente funciona. No lado do Android, a comunicação é feita via Quick Share; no lado da Apple, via AirDrop, obviamente.

Pois bem, o Google revelou que mais aparelhos receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop no decorrer de 2026. Os modelos ainda não foram especificados, mas correspondem a unidades de marcas como Oppo, OnePlus, Vivo (Jovi, no Brasil), Xiaomi e Honor. Mais smartphones da Samsung também serão contemplados, o que deve incluir linhas como Galaxy S25 e Galaxy S24.

Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quick Share em aplicativos

Um detalhe interessante é que o Quick Share também poderá ser integrado a aplicativos de terceiros (que não são mantidos pelo Google). O primeiro deles será o WhatsApp, embora ainda não haja prazo para essa implementação.

Com a integração, você poderá compartilhar arquivos com pessoas que estiverem perto de você usando o WhatsApp, com o envio sendo feito via Quick Share, de modo que não seja necessário ter uma conexão à internet para isso.

Também vale destacar que, a partir de hoje, você poderá gerar um QR Code no Quick Share de qualquer dispositivo Android compatível para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

O aparelho de destino deve fazer a leitura do código para que o arquivo seja baixado a partir das nuvens (esse procedimento, sim, exigirá conexão à internet), com o compartilhamento sendo protegido por criptografia de ponta a ponta.

Em tempo: o Google anunciou algumas novidades específicas para o Android 17. Entre elas, estão:

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

12 de Maio de 2026, 14:02
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou novos recursos para o Android 17 voltados à criação de conteúdo;
  • novidades incluem parceria com a Meta para melhorar publicação de fotos e vídeos no Instagram, a exemplo do modo Ultra HDR, que garante cores mais realistas nas postagens;
  • outra novidade é um recurso nativo para gravação de vídeos de reação.

O Android 17 está vindo aí e, como toda nova versão, promete uma série de novos recursos. Alguns deles, mostrados pelo Google no evento The Android Show: I/O Edition 2026, foram desenvolvidos para apoiar criadores de conteúdo: eles tornam o sistema mais amigável ao Instagram e facilitam a criação de vídeos de reações, por exemplo.

Comecemos pela função Screen Reactions (Reações de Tela). A ideia é facilitar a criação de vídeos de… reações. Estamos falando de vídeos em que a imagem da pessoa aparece em miniatura no canto inferior da tela enquanto o conteúdo principal é assistido por ela.

Para tanto, a nova funcionalidade consegue gravar o conteúdo que aparece na tela ao mesmo tempo em que a câmera frontal captura a imagem da pessoa, sem que seja necessário usar aplicativos de terceiros para sobrepor um conteúdo ao outro.

O vídeo resultante pode, então, ser publicado rapidamente nas redes sociais. Falando nisso…

Android 17 promete melhorar o conteúdo enviado ao Instagram

O que deve fazer diferença para a maioria dos usuários é a parceria que o Google fechou com a Meta. Por meio dela, ambas as companhias prometem facilitar a publicação de conteúdo no Instagram. E o mais importante: melhorar a qualidade de imagem desse conteúdo.

De acordo com o Google, isso será proporcionado por meio de recursos como:

  • Ultra HDR: permite que o conteúdo gerado no celular tenha cores mais vibrantes e realistas;
  • Estabilização de vídeo: ajuda a diminuir o tremor de vídeos feitos quando o usuário caminha, dança ou, como o próprio Google brinca, “está sob o efeito de muita cafeína”;
  • Night Shift: otimiza a captura de fotos durante a noite ou em ambientes com luminosidade reduzida.
Função Screen do Android 17
Função Screen do Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Repare que nada disso faz sentido se, durante o processamento do conteúdo no Instagram, houver redução da qualidade de imagem, certo? Pois bem, o Google garante que os processos de captura e upload foram otimizados para que o conteúdo continue nítido quando a publicação for feita.

Tem mais uma novidade para usuários da rede social da Meta: o Instagram Edits, aquele aplicativo criado para ser uma alternativa ao CapCut, contará com IA para aprimorar a resolução de fotos e imagens, bem como para facilitar a separação de faixas de áudio. Esses recursos serão exclusivos da versão do app para Android.

Será que tudo isso será suficiente para o Google acabar com a fama de que só o iPhone presta para conteúdo no Instagram? Talvez. Mas há um ponto de atenção aqui: o Google diz que a sua parceria com a Meta promete “trazer o melhor do Instagram para nossos dispositivos Android mais avançados“.

Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17
Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Outras novidades para “creators”

Entre as demais novidades para criadores de conteúdo está a chegada do Adobe Premiere ao Android para os próximos meses, embora o aplicativo não deva se limitar à versão 17 do sistema. “Com o Premiere, você terá acesso a modelos e efeitos exclusivos para criar e publicar YouTube Shorts”, afirma o Google.

Já para quem foca na criação de vídeos profissionais, o Google promete, também, ampliar o acesso ao codec Advanced Professional Video (APV), que é próprio para filmagens a partir de dispositivos móveis.

Desenvolvido em parceria com a Samsung, o APV já está disponível no Galaxy S26 Ultra e no Vivo X300 Ultra. A expansão permitirá o seu uso em outros dispositivos, mais precisamente, naqueles equipados com chips Snapdragon 8 Elite a serem lançados ainda em 2026.

A versão final do Android 17 está prevista para junho.

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

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Além de melhorar experiência do usuário com o Instagram, Android 17 também promete facilitar gravação de vídeos de reação.

Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

12 de Maio de 2026, 13:20
O Android Show começa às 14h (imagem: reprodução)
Resumo
  • O evento via internet “The Android Show” ocorre hoje às 14h, transmitido pelo YouTube e site do Android, apresentando novidades do ecossistema Android.
  • O evento deve destacar o Android 17, com refinamentos de interface, recursos para dispositivos Pixel e bloqueio de apps por biometria.
  • O Google também pode anunciar atualizações para vestíveis, como o Android XR para realidade estendida e Wear OS 7 para relógios.

O Google realiza nesta terça-feira (12/05) o The Android Show, evento dedicado às novidades do ecossistema Android. A apresentação acontece às 14h no horário de Brasília e será transmitida pelo canal oficial do Android no YouTube e pelo site do Android.

A empresa apresenta o evento uma semana antes da conferência principal, o Google I/O 2026, marcada para 19 e 20 de maio, na Califórnia, EUA. A ideia é separar os anúncios do Android de novidades mais complexas sobre IA, ferramentas para desenvolvedores e mais detalhes sobre plataformas, que devem aparecer no I/O.

Novidades para o Android 17

O Android 17, que teve beta liberada em fevereiro, deve ocupar boa parte do evento. Espera-se que o Google destaque:

  • Refinamentos de interface
  • Recursos específicos para alguns dispositivos, como celulares Pixel
  • Ajustes na tela de apps recentes
  • Suporte mais amplo a bolhas de aplicativos
  • Recurso nativo de bloqueio de apps por biometria.

Espera-se também mais recursos do Gemini, já que o mascote lembra a identidade visual da IA no próprio teaser do evento. As novidades, caso se confirmem, devem ser mais sobre as interações com o Gemini dentro do sistema, segundo o Phone Arena.

Atualizações para o ecossistema

Os vestíveis também podem ganhar atenção. A expectativa é que o evento traga novas informações sobre o Android XR, plataforma para dispositivos de realidade estendida, como óculos inteligentes e headsets.

Já para os relógios, é possível que vejamos algo sobre o futuro Wear OS 7, segundo o Tom’s Guide. O evento também pode mencionar Android Auto, smart home e outros formatos em que o Android já está presente. A lógica é mostrar o sistema como uma plataforma espalhada por relógios, carros, TVs, óculos e computadores.

Android em PCs: Aluminium OS pode aparecer

Captura de tela da interface Aluminium OS
Aluminium OS deve aparecer no evento (imagem: reprodução)

Falando em PCs, eles devem ganhar uma nova plataforma baseada em Android, integrando o sistema ao ChromeOS. O projeto apareceu hoje em um vazamento massivo com um vídeo de 16 minutos do sistema, e também dá mais força a outro rumor recente que indica uma possível versão da OneUI, da Samsung, para notebooks.

O novo sistema operacional apresentaria características clássicas de computadores, como barra inferior e gaveta de apps, janelas e multi-tarefas e otimização para telas grandes. A interface, ao menos na tela inicial, lembra bastante a do Windows 11, adaptada ao Material Design.

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

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Evento The Android Show antecipa novidades antes do Google I/O. Rumores sugerem atualizações para smartphones e vestíveis, além de novo sistema para PCs.

(imagem: reprodução)

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

11 de Maio de 2026, 14:33
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
  • Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
  • Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.

A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.

Como o recurso “acelera” o Windows 11?

A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.

O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.

Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.

A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.

TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.

We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31

— Windows Central (@WindowsCentral) May 8, 2026

Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.

Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.

“Apple faz isso e vocês adoram”

Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.

A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.

“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.

Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

11 de Maio de 2026, 10:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

  • motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

  • modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5
Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

1 de Maio de 2026, 11:48
Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Notebook da família Samsung Galaxy Book (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung estaria desenvolvendo notebooks da família Galaxy Book para rodar Android 17 em vez do Windows 11;
  • supostos novos notebooks teriam ainda interface One UI 9 e viriam em três modelos: um de entrada, um intermediário e um topo de linha;
  • Samsung não deve abandonar Windows, mas ampliar variedade de linhas de notebooks Galaxy; novos produtos podem ser lançados ainda em 2026.

Faz tempo que o Android conta com interfaces e recursos que permitem a sua execução em PCs. Parece que a Samsung está disposta a levar essa ideia mais a sério: há rumores de que a companhia lançará laptops da família Galaxy Book que rodam Android 17 em vez do Windows 11.

É o que conta o SamMobile, site especializado na marca coreana. O veículo afirma ter descoberto que a Samsung está desenvolvendo três notebooks que, além do Android 17, contarão com a futura interface One UI 9: um modelo de entrada, outro intermediário e o terceiro como topo de linha.

Não seria um ato de rebeldia contra a Microsoft ou algo nesse sentido, afinal, não há planos de abandonar o Windows. Os novos produtos viriam para ampliar a variedade de linhas de notebooks Galaxy que a Samsung mantém.

Nesse sentido, daria até para dizer que os laptops Galaxy Book com Android seriam a resposta da Samsung à linha MacBook Neo, da Apple.

Para a Samsung, a ideia pode trazer outro benefício. A companhia tem colocado a One UI em dispositivos que vão além de celulares e tablets, como TVs e smartwatches. Logo, levar a interface a notebooks pode ajudar a companhia a transformar a One UI em um ecossistema abrangente e, claro, exclusivo da marca.

Notebook branco Galaxy Book 5 Pro está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025. A tela exibe ícones coloridos, com um show em reprodução numa metade e, na outra, o site do Tecnoblog.
Galaxy Book 5 Pro, este com Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando a Samsung lançará notebooks com Android?

Ainda não há informação sobre datas, até porque os tais laptops Galaxy Book com Android não foram confirmados até o momento. Mas veja que os burburinhos falam em Android 17 e em One UI 9. Ambos estão previstos para serem liberados em meados do ano. Isso sugere que os novos notebooks da Samsung poderão ser lançados ainda em 2026.

Também não há informação sobre o hardware desses equipamentos. Mas, como estamos falando de Android, é provável que a Samsung recorra a chips Arm desenvolvidos originalmente para celulares e tablets ou que foram adaptados para notebooks.

Talvez vejamos um SoC Exynos (da própria Samsung) ou até um Qualcomm Snapdragon comandando essas máquinas.

Sobre a interface, o SamMobile cogita a possibilidade de ela ser baseada em uma versão aprimorada do Samsung DeX, aquele modo que “transforma” celulares ou tablets em PCs por meio da conexão de um monitor a esses dispositivos.

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Galaxy Book 5 Pro tem versões com tela de 14 polegadas e 16 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como mudar o nome do AirDrop no iPhone ou Mac

30 de Abril de 2026, 15:17
AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O AirDrop é uma tecnologia de compartilhamento de arquivos entre dispositivos Apple, e compatível com alguns aparelhos Android da linha Samsung Galaxy.

Para facilitar o processo de transferência de fotos ou vídeos, pode ser necessário alterar o nome de identificação do recurso, encontrando, assim, seu aparelho com mais facilidade no momento da conexão.

Basta acessar as configurações gerais do iOS ou macOS, selecionar a aba “Sobre” e trocar o nome vinculado ao dispositivo. Essa mudança também altera o nome em conexões Bluetooth, no Acesso Pessoal ou na identificação do dispositivo no iCloud.

Veja, a seguir, como trocar o nome do seu AirDrop e tire suas dúvidas sobre o recurso de compartilhamento da Apple.

Como mudar o nome do AirDrop no iPhone

1. Acesse as configurações gerais do iPhone

Para trocar o nome do AirDrop, você precisa acessar o menu de ajustes do seu iPhone. Em seguida, vá até “Geral” para encontrar todas as configurações do seu celular.

Acesse “Ajustes” no iPhone e vá até “Geral” para alterar o nome do AirDrop (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até “sobre” para trocar o nome do AirDrop

Selecione a opção “Sobre” para verificar as informações do seu iPhone. Toque em “Nome” para trocar a identificação pessoal do dispositivo.

Em “Sobre”, selecione a aba “Nome” para fazer a alteração dos dados (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Altere o nome do AirDrop e verifique se a alteração foi realizada

Escreva o novo nome do AirDrop e toque no ícone azul de “check” para concluir o processo. Verifique se as alterações foram realizadas na aba “Nome“. O tutorial é similar em todas as versões modernas do iOS.

Faça a troca do nome do AirDrop, conclua o processo e verifique se as alterações foram realizadas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O AirDrop é um sistema de transferência de arquivos que também está disponível no macOS. Veja abaixo como fazer a alteração no computador da Apple.

Como mudar o nome do AirDrop no Mac

1. Acesse a página de configurações do Mac

Para mudar o nome do AirDrop no Mac, é necessário acessar as configurações do dispositivo. Clique para abrir a página de ajustes do sistema operacional.

Acesse as configurações do macOS pelo ícone de ajustes (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até “Geral” no Mac para alterar o nome do AirDrop

No menu posicionado na lateral da página, escolha a opção “Geral” para acessar as configurações do Mac.

Selecione a opção “Geral” para acessar as configurações gerais do macOS (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Selecione a opção “Sobre” para abrir uma nova página

Abra a página “Sobre” para encontrar as informações sobre o Mac, incluindo o nome do dispositivo usado pelo AirDrop.

Vá até “sobre” para alterar o nome do AirDrop no Mac (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Altere o nome do AirDrop no macOS

Basta clicar no nome do dispositivo para mudar a identificação do AirDrop. O passo a passo é o mesmo em todas as versões modernas do macOS, incluindo distribuições de testes.

Clique no nome do dispositivo para alterá-lo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O que acontece ao mudar o nome do AirDrop?

Mudar o nome do AirDrop altera a o nome de identificação do seu aparelho. Dessa forma, outra nomenclatura será exibida durante a transferência de arquivos pelo recurso ou via Quick Share.

Além disso, a mudança de nome também altera a identificação do seu aparelho em conexões Bluetooth, no Acesso Pessoal, ao procurar a localização do seu iPhone ou Mac, e na identificação do dispositivo no iCloud.

Por que não consigo mudar o nome do AirDrop?

A mudança de nome do AirDrop pode não ser concluída pelos seguintes motivos:

  • Nome diferente em “Meu Cartão”: pode ser necessário alterar as suas configurações pessoais na página de contatos do dispositivo. Para isso, vá até “Contatos” e toque em “Meu Cartão“. Altere seu nome na seção “Editar” e verifique se as alterações foram realizadas; pode ser necessário ativar o compartilhamento de nome e foto na seção, segundo relatos de usuários no Reddit.
  • Falta de reinicialização do sistema: em alguns casos, pode ser necessário reiniciar o iPhone ou Mac para que as alterações de nome do AirDrop tenham efeito;
  • Tempo de alteração nos servidores da Apple: a mudança de nome do AirDrop pode levar um tempo para surtir efeito devido à lentidão nos servidores usados pela Apple. Nesse caso, aguarde alguns instantes e verifique se a mudança foi realizada.

Como mudar o nome do AirDrop no iPhone ou Mac

AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

29 de Abril de 2026, 18:07
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;

  • nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;

  • Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.

A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.

Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)

Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:

  • mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
  • função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
  • visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.

Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 KDE Plasma Desktop

Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.

Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.

É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.

O que mais há de novo no Fedora Linux 44?

Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.

Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.

Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.

Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.

Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Fedora Linux 44?

O Fedora 44 pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a versão Workstation para usar o Gnome ou a versão KDE Plasma Desktop para contar com esse ambiente.

Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.

Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

29 de Abril de 2026, 15:23
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation 5 dAgora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é) (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • especialista em segurança Andy Nguyen liberou ferramentas para rodar o Ubuntu 24.04 no PS5;

  • procedimento exige firmwares específicos (3.00 a 4.51) e uso de payload;

  • Nguyen fez demonstração do Linux no PS5 rodando GTA 5 Enhanced com ray tracing.

A Sony não lançou e, provavelmente, nunca lançará uma distribuição Linux para o PlayStation 5. Mas isso não impede que a “comunidade” assuma essa missão. É o caso do especialista em segurança Andy Nguyen: ele conseguiu fazer o Ubuntu rodar no PS5 e liberou as ferramentas necessárias para isso.

Por que alguém rodaria o Linux no console da Sony? Há vários motivos, entre eles, “hackear o sistema” (tanto no sentido literal quanto no figurado) e, principalmente, fazer o PS5 rodar jogos que não estão disponíveis oficialmente para a plataforma.

Para executar a façanha, é necessário usar um PlayStation 5 com disco e que tenha firmware em uma das seguintes versões: 3.00, 3.10, 3.20, 3.21, 4.00, 4.02, 4.03, 4.50 ou 4.51. Firmwares mais antigos ou posteriores poderão contar com suporte em algum momento, mas isso não é garantido.

O procedimento começa com o uso de um payload (basicamente, um código que explora vulnerabilidades) e um script que gera a imagem inicializável de uma implementação do Ubuntu 24.04.

Que fique claro que a instalação não é fácil. O processo requer o uso de uma ferramenta de jailbreak (umtx2) para que o payload seja ativado, só para você ter ideia. E ainda é necessário recorrer a ferramentas para a execução a partir de SSDs M.2 ou para o usuário ter acesso aos controles das ventoinhas.

Os passos necessários são descritos na página do projeto no GitHub.

Ubuntu Linux rodando no PS5
Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Como é o comportamento da distribuição Linux no PS5?

Incrivelmente completa para um projeto em fase inicial. Os gráficos são executados de modo satisfatório, embora a taxa de atualização de saída esteja limitada a 60 Hz nas resoluções 1080p, 1440p e 4K, no momento.

Além disso, é possível configurar o uso da memória de vídeo (VRAM) e, como já destacado, controlar as ventoinhas do PS5. Também há ferramentas para ajustes das frequências de CPU e GPU, bem como acesso a todas as portas USB disponíveis.

Como mostra a postagem no X logo abaixo, Andy Nguyen fez uma demonstração do Linux no PS5 executando o jogo GTA 5 Enhanced com ray tracing ativado.

I ported Linux to the PS5 and turned it into a Steam Machine. Running GTA 5 Enhanced with Ray Tracing. 🤯 pic.twitter.com/aMbT0PQ1dS

— Andy Nguyen (@theflow0) March 6, 2026

Mas, na atual fase, o projeto tem uma limitação importante: o Ubuntu roda como um “soft mod”, isto é, não oferece uma instalação permanente. Isso significa que os procedimentos anteriores precisam ser executados sempre que você quiser rodar o Linux no PlayStation 5. O lado positivo disso é que o sistema nativo do console não é afetado pela distribuição.

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

29 de Abril de 2026, 12:37
Código do 86-DOS original, em papel
Código do 86-DOS original, em papel (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00, sistemas operacionais que precederam o MS-DOS;
  • 86-DOS, criado por Tim Paterson em 1980, foi adquirido pela Microsoft em 1981 e adaptado para se tornar o MS-DOS;
  • liberação do código-fonte permite que desenvolvedores e entusiastas estudem e preservem a história de dois sistemas operacionais marcantes.

A última terça-feira (28/04) marcou o aniversário de 45 anos do 86-DOS 1.00, o sistema operacional que preparou o terreno para a chegada do popular MS-DOS. A Microsoft decidiu comemorar a data de uma forma peculiar: abrindo o código-fonte tanto do 86-DOS 1.00 quanto do PC-DOS 1.00.

Peculiar, mas não inédita. Talvez você se lembre que, dois anos atrás, a Microsoft liberou o código-fonte do MS-DOS 4.0 sob uma licença aberta MIT.

Agora, a companhia repete esse gesto. Stacey Haffner e Scott Hanselman, dois executivos da Microsoft, explicam que a liberação inclui “o código-fonte do kernel do 86-DOS 1.00, vários snapshots de desenvolvimento do kernel do PC-DOS 1.00 e alguns utilitários conhecidos, como o CHKDSK”.

Mas o que é 86-DOS e PC-DOS?

86-DOS é o nome de um sistema operacional baseado em linha de comando criado por Tim Paterson. A primeira versão oficial foi lançada em 1981. Originalmente, o projeto era batizado como QDOS (Quick and Dirty Operating System), mas mudou para 86-DOS em alusão ao processador Intel 8086, relativamente popular na época.

Ainda em 1981, a Microsoft comprou os direitos do 86-DOS e adaptou o sistema para o que, mais tarde, ficou conhecido como MS-DOS. Nesse período, a companhia fechou um acordo para fornecer um sistema operacional para o IBM PC, computador lançado no mesmo ano.

A versão fornecida para a IBM era chamada de PC-DOS. Já a versão do sistema que a Microsoft licenciava para outras empresas foi batizada como MS-DOS. Assim, podemos dizer que o 86-DOS é o “pai” de ambos os sistemas operacionais.

IBM PC rodando o PC-DOS
IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Por que a abertura do código do 86-DOS e do PC-DOS é importante?

Por várias razões. Para começar, a liberação do código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00 permite que desenvolvedores e entusiastas estudem as entranhas de dois sistemas que marcaram a história da computação pessoal.

Falando em história, a decisão da Microsoft também contribui para a preservação desses sistemas.

Levemos em conta também que a liberação mais recente passa a integrar um “pacote”: cerca de dez anos antes de liberar o código do MS-DOS 4.0, a companhia havia feito o mesmo com os códigos-fonte do MS-DOS 1.25 e do MS-DOS 2.0.

Os códigos relacionados ao 86-DOS 1.00 e ao PC-DOS 1.00 estão disponíveis no GitHub, novamente sob licença MIT.

É interessante o comentário que Hanselman fez sobre o anúncio:

O código-fonte mais antigo do DOS foi encontrado em papel de impressora na garagem de Tim Paterson, então o disponibilizamos como código aberto no 45º aniversário do 86-DOS 1.00! Isso é arqueologia de software de última geração para preservação e pura curiosidade.

Scott Hanselman, VP e membro da equipe técnica da Microsoft/GitHub

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

27 de Abril de 2026, 11:05
Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 permitirá escolher um período específico para pausar as atualizações do sistema operacional;

  • pausas no Windows Update poderão durar até 35 dias, mas serem renovadas após esse prazo;
  • outros ajustes no Windows Update permitem pular downloads durante a instalação do Windows 11 e garantem botões de desligamento e reinicialização sem atualização obrigatória.

Quem já passou pela experiência de ter que aguardar uma atualização do Windows 11 ser concluída antes de uma jogatina ou reunião online sabe o quão frustrante isso é. Felizmente, a Microsoft começou a liberar um recurso que permite agendar pausas no Windows Update para prevenir situações como essas.

Em março, a Microsoft fez uma série de promessas para melhorar a experiência de uso do Windows 11, entre elas, a de permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações do sistema operacional. É o que estamos vendo aqui.

A mudança mais recente permite que você escolha uma data para as atualizações do Windows Update serem pausadas. Isso significa que, até que a data chegue, as atualizações do sistema operacional não serão aplicadas. Isso permitirá que você evite que o Windows 11 seja atualizado durante um período de viagem, por exemplo.

É possível escolher uma data com até 35 dias à frente. Porém, se essa quantidade de dias não for suficiente, você poderá renovar o período de pausa, novamente com limite de até 35 dias.

Na abordagem atual, só é possível pausar atualizações por períodos que vão de uma a cinco semanas, mas sem especificação de data ou possibilidade de renovar a paralisação.

A renovação poderá ser feita indefinidamente, mas é prudente não abusar desse recurso para o sistema operacional não deixar de receber atualizações de segurança e recursos importantes.

Programando pausas no Windows Update do Windows 11
Programando pausas no Windows Update do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A Microsoft anunciou mais novidades sobre o Windows Update?

Sim. Outra novidade é a confirmação do recurso que permite que você pule o download de atualizações durante a instalação do Windows 11. Com isso, o tempo de duração do procedimento, que pode superar uma hora, tende a cair drasticamente.

A Microsoft também prometeu assegurar que os botões “Desligar” e “Reiniciar” apareçam no Menu Iniciar quando houver atualizações pendentes de reinicialização para serem instaladas.

Na abordagem atual, essas circunstâncias fazem os botões “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar” aparecerem com prioridade. O problema é que a reinicialização que instala as atualizações pode ser demorada. Então, se o usuário escolher “Desligar” ou “Reiniciar”, a atualização não será efetuada naquele momento.

Por fim, a Microsoft prometeu:

  • dar descrições mais claras sobre as atualizações disponíveis para Windows 11;
  • agrupar atualizações para que o usuário seja interrompido menos vezes quando elas surgirem;
  • reduzir o tempo de atualização e implementar mecanismos de recuperação automática em caso de falha durante o procedimento para garantir a segurança do sistema.
Botões Desligar e Reiniciar do Windows 11
Botões Desligar e Reiniciar estão garantidos (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando as novidades do Windows Update serão liberadas?

Os incrementos do Windows Update começaram a ser liberados para usuários que participam do programa de testes Windows Insider, especificamente nos canais Dev e Experimental (novo, substituirá os canais Dev e Canary).

Ainda não há data definida para os novos recursos chegarem à versão final do Windows 11, mas isso deve ser feito no decorrer dos próximos meses.

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

22 de Abril de 2026, 11:26
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;

  • atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;

  • parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.

A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.

Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.

Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.

Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.

Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.

Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?

Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).

Já o aprimoramento da área Configurações está no canal Dev, portanto, deve levar um pouco mais de tempo para ser liberado massivamente. Mas não muito: vale relembrar que a Microsoft pretende melhorar diversos parâmetros do Windows 11 até o fim de 2026; isso também deve valer para parâmetros de desempenho.

Ainda no que diz respeito às mudanças mais recentes, também podemos esperar por:

  • ajustes de desempenho no histórico da Área de Transferência (Windows + V);
  • interface otimizada no gerenciamento de discos e volumes da área Configurações;
  • Windows Hello que não atrasa o reconhecimento da impressão digital após o computador sair do estado de suspensão;
  • digitação aprimorada no painel de emojis (Windows + .).

Bônus: também pode esperar por mais mudanças no Menu Iniciar do Windows 11, embora não necessariamente ligadas ao desempenho.

Se essas e as demais alterações serão suficientes para diminuir as queixas relacionadas ao Windows 11, é cedo para dizer. Mas fiquemos de olho.

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

20 de Abril de 2026, 16:22
Novo Menu Iniciar do Windows 11
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
  • Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
  • componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.

Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.

Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.

Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.

Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.

As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.

As quatro áreas do novo Menu Iniciar
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?

Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.

Entre as demais novidades estará o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11, vale relembrar.

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As quatro áreas do novo Menu Iniciar (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

23 de Abril de 2026, 18:06
Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon"
Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” é uma versão LTS com suporte garantido pela Canonical até abril de 2031;

  • sistema operacional introduz ambiente de desktop Gnome 50 e já vem com o kernel Linux 7.0;

  • Entre as mudanças visuais, pastas voltam a ser alaranjadas; Showtime assume como reprodutor de mídia oficial e há um novo visualizador de documentos.

Preservando a tradição, a Canonical reservou este mês de abril para o anúncio oficial de uma nova versão de sua distribuição Linux. O Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” chega como uma edição com suporte de longo prazo (LTS) e tem o ambiente de desktop Gnome 50 como principal novidade.

Principal, mas não a única. Para começar, sendo esta uma versão LTS (Long Term Support), o seu suporte está garantido por pelo menos cinco anos, isto é, até abril de 2031.

Mas, neste momento, o que mais nos interessa são os recursos funcionais. Pois bem, você conhecerá os atributos mais importantes da nova versão a seguir. Os detalhes exibidos aqui foram baseados na versão beta, mas valem para a versão final, liberada oficialmente nesta quinta-feira (23/04)*.

Gnome 50 rodando no Wayland

O Ubuntu 26.04 traz o Gnome 50 como ambiente de desktop padrão. Anunciada em março, essa versão traz novos recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual), controles parentais inéditos e melhorias em aplicativos ou recursos nativos.

Um exemplo: agora é possível configurar mais facilmente aplicativos para inicializarem automaticamente após o login. Outro: o Gnome 50 traz um visualizador de documentos em PDF e outros formatos chamado Papers no lugar do Evince. Entre os seus recursos está a adição mais prática de anotações, que incluem não somente textos, como também marcas e linhas.

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04
O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro detalhe interessante tem relação com o desempenho. O Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland que, por ser mais moderno que o antigo X11/X.Org, pode oferecer mais fluidez em animações, suporte avançado a tecnologias atuais, como VRR, além de segurança aprimorada. O mecanismo gráfico X.Org deixou de ser usado, definitivamente.

Recursos específicos do Ubuntu 26.04

Sobre características implementadas no Gnome especificamente para o Ubuntu 26.10, a barra lateral à esquerda continua lá. A Ubuntu Dock, como é chamada, agora tem fundo opaco, não oferecendo mais efeito translúcido.

Como sempre, também há um novo pacote de papéis de parede, o que inclui a imagem padrão que faz referência ao codinome da nova versão do sistema operacional.

Outra mudança notável está no Showtime assumindo a função de reprodutor de mídia padrão do sistema. O player tem um visual minimalista que, como tal, torna seu uso mais fácil e tende a contribuir com o fator estabilidade. O Showtime foi introduzido no Gnome 49, mas somente agora virou padrão no Ubuntu.

Não há outras grandes novidades sobre os aspectos visuais, porém, quem tem um olhar mais atento vai notar que as pastas deixaram de ser predominantemente cinzas e voltaram a ser alaranjadas. Quem não curtir essa mudança pode alterar os padrões de cores nas configurações do sistema.

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04
Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outra novidade — ou “não novidade” — é a remoção da ferramenta Programas e Atualizações, que permitia atualizar softwares e recursos como drivers, mas já é considerada obsoleta e insegura pelos desenvolvedores do Ubuntu. Ainda é possível usar esse utilitário, mas só se você o instalar manualmente.

Já o Centro de Aplicativos (App Center), que é o gerenciador de softwares oficial da distribuição, agora lida oficialmente com pacotes Debian (.deb), e não apenas com os Snaps.

Isso pode agradar aos usuários que preferem trabalhar diretamente com pacotes .deb, seguindo a dinâmica tradicional. Os Snaps, vale dizer, são uma implementação da própria Canonical que têm a vantagem de englobar as dependências de cada app, mas podem ser mais pesados ou ter inicialização mais lenta, entre outras possíveis desvantagens.

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb
App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais há de interessante no Ubuntu 26.04?

Entre as demais características de destaque do Ubuntu 26.04 estão:

  • kernel Linux 7.0: a distribuição é baseada na versão mais recente do kernel, que traz gerenciamento de swap melhorado, aprimoramentos em sistemas de arquivos, mais compatibilidade com chips Intel e AMD, entre outros;
  • sudo com asteriscos: agora você pode configurar o sudo para exibir asteriscos na digitação de senha (por padrão, a ferramenta não exibe nada durante esse procedimento);
  • drivers gráficos: mais recentes, os drivers Nvidia 590 e Mesa 26.0.2 (abertos) também estão aqui;
  • ROCm para GPUs AMD: essa é uma plataforma de código aberto da AMD que permite que chips gráficos da marca sejam usados para tarefas de IA, aprendizado de máquina e afins; ela está mais bem integrada ao Ubuntu;
  • ajustes de segurança: há vários novos recursos para esse aspecto, como criptografia de disco com suporte a TPM (antes, esse recurso era experimental) e criptografia pós-quântica ativada por padrão;
  • softwares atualizados: como não poderia deixar de ser, a nova versão também traz um conjunto atualizado de aplicativos, que incluem LibreOffice 26.2, Thunderbird 140 e Firefox 149/150.
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”?

A versão final do Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” pode ser baixada a partir do site oficial. Ali, basta escolher a opção de desktop e usar uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Se você não simpatiza com o Gnome, saiba que é possível recorrer aos outros “sabores” do Ubuntu (versões baseadas em ambientes de desktop diferentes). Vale ressaltar, porém, que o Ubuntu Mate e o Ubuntu Unity não devem ter suporte de longo prazo.

Um último detalhe: o Ubuntu 26.04 exige um pouco mais de RAM nos requisitos mínimos.

*Texto publicado originalmente em 17 de abril de 2026.

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apple vai corrigir mudança que impediu usuário de usar seu próprio iPhone

17 de Abril de 2026, 13:47
iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone ficou inacessível sem o caractere especial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple trabalha em correção de mudança no teclado do iOS que impediu um usuário de digitar a senha de desbloqueio do iPhone.
  • O caso envolve o estudante Connor Byrne, que usou uma senha alfanumérica com o caractere caron (ˇ), removido do teclado tcheco na atualização do iOS 26.
  • Byrne disse, em entrevista, que pretende trocar o iPhone por um Android.

A Apple está trabalhando em uma correção para a mudança no teclado que impediu um usuário de digitar sua senha e, com isso, poder usar seu iPhone.

As informações foram obtidas pelo site The Register e são um desdobramento do caso do estudante Connor Byrne, que teve repercussão durante a semana. O conserto deve vir em uma futura atualização do iOS, mas ainda não se sabe como isso se dará na prática.

O que aconteceu com a senha do iPhone?

Celular exibe a tela da troca de senha do iPhone
PIN é a forma mais simples de senha (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Byrne usava uma senha alfanumérica (com letras, números e caracteres especiais) para desbloquear seu iPhone. Essa é uma opção menos conhecida de usuários do iOS, que geralmente preferem PINs (senhas numéricas) de quatro ou seis dígitos. As senhas alfanuméricas são mais seguras.

O estudante foi além e incluiu um caractere especial pouco comum na sua combinação: o caron ou háček, que é uma espécie de acento circunflexo invertido (ˇ).

O caron é usado em línguas bálticas e eslavas. Ele estava presente no teclado tcheco do iOS, mas foi removido na atualização para o iOS 26. Ainda é possível digitar letras com o sinal (“ě”, por exemplo), mas não o acento sozinho.

Byrne, então, deixou de ter como digitar sua senha e ficou sem acesso a fotos e arquivos, além de não poder usar o aparelho.

No Reddit, outras pessoas relataram problemas semelhantes: um usuário disse que não conseguiu mais digitar sua senha em um iPad depois do iPadOS 15, problema que só teria uma correção no iPadOS 17. O tablet, porém, não tinha suporte à atualização.

Estudante vai trocar iPhone por Android

Em entrevista ao Register, Byrne disse ter sentimentos contraditórios sobre a informação: estava impressionado por um conserto estar a caminho nove dias após o relato, mas também estava incrédulo que a mudança havia sido aprovada.

O estudante também revelou que, mesmo com o reparo, vai trocar de aparelho e comprar um com Android, em busca de câmeras melhores.

Com informações do Register

Apple vai corrigir mudança que impediu usuário de usar seu próprio iPhone

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Veja o passo a passo para criar uma nova senha para o iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

16 de Abril de 2026, 16:47
Zorin OS 18
Versão 18.1 aprimora alguns aspectos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18.1 continua focado em usuários do Windows, oferecendo suporte aprimorado para rodar ou substituir apps para o sistema da Microsoft;

  • nova versão inclui softwares recentes, como LibreOffice 26.2, é baseada no Ubuntu 25.10 e utiliza kernel Linux 6.17;

  • projeto traz de volta edição Lite, voltada para PCs antigos, e mantém versões Core (gratuita) e Pro (paga).

Uma das distribuições Linux que mais conquistaram usuários após o fim do suporte ao Windows 10 acaba de ganhar uma nova versão: o Zorin OS 18.1 refina a compatibilidade com aplicativos para Windows, aprimora a usabilidade da área de trabalho e traz softwares atualizados.

Como a numeração sugere, esta não é uma versão totalmente nova da distribuição, mas uma atualização do Zorin OS 18, lançado em outubro de 2025, justamente no dia em que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10. De lá para cá, a distribuição já acumula 3,3 milhões de downloads.

Pelo menos até certo ponto, o projeto tem a proposta de atrair usuários acostumados com o sistema operacional da Microsoft, mas que não querem ou não podem usar o Windows 11. Está aí uma das razões para o Zorin OS suportar softwares para Windows, algo que é feito por meio da incorporação do Wine à distribuição.

De modo complementar a essa abordagem, o Zorin OS 18.1 passa a reconhecer mais de 240 aplicativos para Windows. Essa dinâmica funciona assim: ao tentar instalar um app para Windows incluído nessa lista, o Zorin OS te direcionará à loja de aplicativos da plataforma para que você possa instalar uma versão do mesmo software, mas disponível para Linux.

Caso você tente instalar um aplicativo exclusivo para Windows, a distribuição recomendará alternativas que têm versão para Linux. Por exemplo: o Evolution Mail será sugerido se você tentar instalar o Microsoft Outlook.

Sobre a área de trabalho, que é baseada em uma versão bastante modificada do ambiente Gnome, os modos de organização de janelas da distribuição chamam a atenção pela variedade de configurações possíveis.

Esse recurso recebeu alguns incrementos. Por exemplo, agora pode você mudar a ordem dos layouts personalizados para aplicativos organizados em mosaico. Ou fazer todas as janelas que estão dentro de um layout de mosaico aparecerem juntas em primeiro plano.

Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex
Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex (imagem: reprodução/Zorin)

O que mais há de novo no Zorin OS 18.1?

O Zorin OS 18.1 também atualiza os softwares que compõem a distribuição. Nesse sentido, o destaque vai para a presença do LibreOffice 26.2, a versão mais recente do pacote de escritório.

Além disso, a novidade é baseada na versão mais recente do Ubuntu 25.10 e, como tal, traz o kernel Linux 6.17, que melhora o suporte a chips gráficos Nvidia e Intel, entre outros avanços.

Um detalhe que não pode passar despercebido é que o Zorin OS 18.1 traz de volta a versão “Lite”, uma opção mais leve da distribuição que, sendo assim, é indicada para computadores antigos ou com poucos recursos de hardware.

O Zorin OS 18.1 roda o ambiente de desktop Xfce 4.20, traz um gerenciador de arquivos redesenhado, suporta leitor de impressões digitais, entre outros atributos.

Zorin OS 18.1 Lite
Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Como obter o Zorin OS 18.1?

Para quem já usa o Zorin OS 18, basta acessar a função de atualização de software para que o próprio sistema se atualize para a versão 18.1.

Já para quem pretende fazer uma instalação nova, basta acessar a página de downloads do Zorin OS e usar um software como o Rufus para gerar um pendrive de instalação.

Na página de download, você deve baixar o Zorin OS 18.1 Core se não quiser pagar nada pelo sistema operacional. A versão Pro oferece mais recursos, como suporte avançado e mais opções de personalização, mas é paga.

Por fim, o Zorin OS 18.1 Lite pode ser baixado aqui.

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

7 de Abril de 2026, 11:17
O clássico Painel de Controle no Windows 11
O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft trabalha na migração de controles antigos do Painel de Controle para o moderno aplicativo Configurações do Windows 11;
  • March Rogers, da Microsoft, afirmou que processo exige cuidado por causa da compatibilidade com dispositivos e drivers de rede e de impressora;
  • Microsoft não informou prazo para concluir a migração ou, eventualmente, descontinuar o Painel de Controle.

Chega a ser engraçado. O Windows 11 tem uma interface moderna, mas alguns de seus componentes preservam o visual das versões anteriores do sistema operacional por serem herdados, por assim dizer. É o caso do Painel de Controle que, de tão antigo, tende a deixar de existir.

Pelo menos é o que March Rogers, diretor de design na Microsoft, deu a entender. Em declarações recentes no X, o executivo explicou que a companhia está fortemente focada em melhorar a qualidade de design do sistema. Parte desses esforços já será visível nas atualizações de abril do Windows 11 para participantes do programa de testes Windows Insider.

Foi quando um usuário comentou que o Painel de Controle é melhor do que a função Configurações do Windows 11 para ajustes de rede e sugeriu que esse aspecto seja melhorado. Ele também destacou que, mesmo na área Configurações, o acesso às propriedades de impressoras ainda leva ao Painel de Controle, o que é um contrassenso.

Rogers respondeu:

Nós estamos trabalhando na migração de todos os controles antigos do Painel de Controle para os modernos aplicativos de Configurações. Estamos fazendo isso com cuidado, pois há muitos dispositivos e drivers de rede e impressora diferentes que precisamos garantir que não sejam afetados durante o processo.

March Rogers, diretor parceiro de design da Microsoft

Embora Rogers não tenha afirmado que o Painel de Controle será descontinuado, a migração de seus recursos para a função Configurações dá abertura para isso.

Quando a migração for concluída, é possível que a Microsoft mantenha o Painel de Controle no sistema para atender a usuários acostumados com essa área. Por outro lado, a permanência de recursos obsoletos pode aumentar os custos ou o tempo de manutenção do sistema ou, em situações extremas, elevar os riscos de vulnerabilidades.

Área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a área Configurações será aprimorada?

Nenhum prazo foi dado. Como Rogers enfatizou, os aprimoramentos do Windows 11 estão sendo implementados com cuidado para prevenir intercorrências, e isso pode exigir algum tempo.

Porém, a Microsoft prometeu uma série de ajustes e novidades para o sistema no decorrer de 2026, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11. Talvez a área Configurações seja incluída nesses ajustes.

Coincidência ou não, o discurso de March Rogers condiz com outro plano recente da Microsoft: o de criar aplicativos 100% nativos para o Windows 11, isto é, que não dependam de interface web.

No fim das contas, parece que o Windows 11 está caminhando para um cenário promissor. Mas, por ora, apenas parece.

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

6 de Abril de 2026, 16:20
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft instalará Windows 11 25H2 de forma automática em PCs com versão 24H2;
  • companhia usará “distribuição inteligente”, com aprendizado de máquina, para liberar a atualização em PCs considerados aptos;
  • Windows 11 24H2 perderá suporte em 13 de outubro de 2026; versão 25H2 será exigida para continuar recebendo atualizações de segurança.

Usa o Windows 11? Então digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas. Se a janela que abrir mostrar que o sistema operacional está com a versão 24H2 instalada, prepare-se: a versão 25H2 será instalada em seu computador em breve, obrigatoriamente.

Bom, quase obrigatoriamente. De acordo com a Microsoft, a atualização será aplicada seguindo um processo de “distribuição inteligente”, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada computador desatualizado está apto ou não a receber a versão 25H2.

O processo tende a seguir adiante se essa checagem concluir que os riscos de falha no sistema operacional após a atualização são baixos. Estando tudo ok, a atualização será aplicada sem que o usuário tenha que executar alguma ação para isso.

Por que a Microsoft vai forçar a atualização para o Windows 11 25H2?

A documentação da Microsoft dá a entender que essa é uma medida de segurança. Isso porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela companhia em 13 de outubro de 2026, o que significa que essa versão não receberá mais updates de segurança. Para continuar recebendo as atualizações, é necessário migrar para a versão 25H2.

Como já dito, a atualização será aplicada de modo automático, embora esse processo siga uma dinâmica progressiva. Por conta dessa abordagem, alguns PCs receberão a atualização antes do que outros. Mas a intenção da Microsoft é a de que todas as máquinas aptas para a versão 25H2 a recebam antes de outubro.

Quem quiser acelerar esse processo pode fazê-lo indo em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Posso impedir a instalação da versão 25H2?

Você pode adiar a instalação do pacote. Para isso, no Windows Update, vá em “Pausar atualizações”. Ali, escolha o período de pausa (de uma a cinco semanas).

Normalmente, não é recomendável ignorar a atualização para não deixar o sistema suscetível a vulnerabilidades em momentos futuros. Mas o adiamento pode ser uma opção para quem está preocupado com o histórico de problemas com atualizações do Windows 11.

Leve em conta, porém, que a atualização automática é válida para licenças individuais do Windows 11 Home ou não administradas do Windows 11 Pro. Já as licenças para organizações podem seguir dinâmicas diferentes, que são determinadas por departamentos de TI, por exemplo.

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

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Atualização para o Windows 11 25H2 será instalada automaticamente em computadores que ainda rodam a versão 24H2 do sistema.

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

6 de Abril de 2026, 15:21
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

6 de Abril de 2026, 10:53
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • kernel Linux deve iniciar remoção do suporte aos chips i486 na versão 7.1;
  • suporte ao i486 gera código legado e rotinas de emulação x86-32 para CPUs 32 bits antigas, o que consome tempo de manutenção;
  • Linux já encerrou suporte a chips i386 em 2012 por motivo semelhante.

Introduzidos no final dos anos 1980 e popularizados na década seguinte, os processadores i486 deverão deixar de ser suportados pelo kernel Linux. Desenvolvedores do projeto já se movimentam para que as linhas de código referentes a esses chips deixem de existir. Entre eles está Linus Torvalds.

O motivo: os chips i486 são muito antigos e, consequentemente, são pouco utilizados atualmente. Sobre isso, há cerca de um ano, Torvalds chegou a comentar:

Eu realmente tenho a sensação de que é hora de deixar o suporte ao i486 para trás.

Não há nenhuma razão real para alguém desperdiçar um segundo de esforço de desenvolvimento com esse tipo de problema.

Linus Torvalds

A qual problema Torvalds se refere? Também no ano passado, Ingo Molnar, outro importante desenvolvedor do projeto, explicou o porquê de o suporte a chips i486 ser complicado no Linux:

Na arquitetura x86, nós temos vários recursos complexos de emulação de hardware em x86-32 para suportar CPUs antigas de 32 bits que pouquíssimas pessoas usam com kernels modernos.

Essa compatibilidade às vezes causa problemas que as pessoas gastam tempo para resolver, tempo este que poderia ser gasto em outras atividades.

Ingo Molnar

Faz sentido. Código pouco usado em um projeto tão importante e complexo como o Linux exige esforços de manutenção, adaptação e até otimização para que o kernel não fique “inchado” ou tenha problemas de desempenho. Convém direcionar esforços para aquilo que tem mais prioridade.

Em tempo, o nome i486 faz referência à linha de processadores 80486 (ou somente 486) de 32 bits que a Intel lançou no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. Também houve alternativas oferecidas pela concorrência, a exemplo dos chips Am486, da AMD.

Não seria um movimento inédito. Basta nos lembrarmos de que, em 2012, o kernel Linux perdeu suporte aos chips i386, que antecederam os processadores i486, por razões parecidas.

Processador Intel 486 DX
Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Quando o suporte a i486 deixará de existir no Linux?

Linus Torvalds e sua turma trabalham atualmente no kernel Linux 7.0, versão que pode ser anunciada oficialmente já no próximo fim de semana. Porém, o Phoronix observou que uma alteração de código que dá início à remoção do suporte a i486 foi inserida recentemente em uma ramificação relacionada ao kernel 7.1.

Isso significa que a versão seguinte ao Linux 7.0 é que deve dar início ao processo de aposentadoria dos chips 486 na plataforma. Mas não pense que esta será uma decisão tomada às pressas: discussões sobre o fim do suporte a chips i486 no Linux existem pelo menos desde 2022.

Quem tem um PC 486 em atividade não ficará desamparado, porém. Neste caso, a solução é recorrer a uma distribuição Linux com uma versão anterior do kernel e que, como tal, mantém suporte a esse tipo de processador.

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

3 de Abril de 2026, 16:13
Ilustração mostra o logotipo do Microsoft Edge ao centro, nas cores azul e verde, em gradiente. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Edge é o navegador oficial da Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está testando a abertura automática do Edge ao iniciar o Windows 11, ativada por padrão.
  • Nos testes, o Edge abriu automaticamente mesmo quando o Google Chrome estava marcado como navegador padrão.
  • Tudo indica que o teste está sendo realizado com uma pequena parcela de usuários e pode não chegar à versão estável.

Há poucos dias, a Microsoft revelou um plano para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Pois bem, no caso do Edge, a abordagem pode ser um pouco diferente: a companhia está testando a abertura automática do navegador sempre que o sistema é iniciado.

Não é o primeiro aplicativo a adotar esse comportamento no Windows. O que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos apps — que pedem autorização prévia para iniciar com o sistema —, a função já viria ativada por padrão, cabendo ao usuário desativá-la.

O pessoal do Windows Central visualizou a “novidade”. Um banner aparece no topo informando que o Edge “agora é iniciado quando você entra no Windows”. 

Captura de tela mostra um recurso em versão beta no navegador Microsoft Edge
Banner no topo do navegador avisa que o Edge abrirá sozinho (imagem: reprodução/Windows Central)

De acordo com o portal, tudo indica que o teste tem sido feito com uma parcela pequena de usuários. E, como é apenas um beta, pode ser que não chegue à versão estável do browser.

Vale citar que, por padrão, o Windows já pré-carrega o Edge em segundo plano para iniciar mais rápido. Hoje, é possível configurar o navegador para inicializar com o sistema, mas isso ainda é opcional.

Edge abre mesmo sem ser navegador padrão

Nos testes, o comportamento do Edge se manteve mesmo com o Google Chrome marcado como navegador padrão. Resta aguardar para ver se a Microsoft manterá a mudança.

Também não custa lembrar que a empresa vem integrando cada vez mais o Edge ao Copilot — o que, na prática, pode transformar essa abertura automática em mais uma porta de entrada para a IA.

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Microsoft Edge (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

3 de Abril de 2026, 10:12
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • engenheiro da Microsoft divulgou vídeo, já apagado, mostrando Barra de Tarefas móvel do Windows 11;
  • como previsto, Barra de Tarefas móvel permitirá movimentação para a esquerda, direita, topo ou inferior;
  • não há data prevista de liberação, mas espera-se que novidade até o fim de 2026.

Depois de muitas críticas de usuários, a Microsoft prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11. Mas deve demorar para essa novidade chegar, certo? Talvez não demore: um engenheiro da companhia divulgou um vídeo que sugere que o recurso já está em fase avançada de desenvolvimento.

No Windows 10 (e versões anteriores), você pode posicionar a Barra de Tarefas na parte superior, bem como nas laterais esquerda e direita da Área de Trabalho. Mas, no Windows 11, a Barra de Tarefas fica presa à parte inferior da tela.

Embora a grande maioria dos usuários prefira usar a Barra de Tarefas a partir da parte inferior (é o meu caso), há quem queira ter liberdade para mover esse componente, seja para fins estéticos, seja para melhorar a experiência com uma aplicação específica.

Recentemente, a Microsoft causou surpresa ao anunciar um pacote de novidades para o sistema operacional. No meio desse pacote está justamente uma Barra de Tarefas móvel no Windows 11.

Em breve, a novidade será liberada para usuários que participam do programa de testes Windows Insider. Porém, antes do que deveria, um engenheiro da Microsoft publicou um vídeo no X que mostra a Barra de Tarefas móvel em ação.

Barra de Tarefas à direita do Windows 11
Barra de Tarefas à direita do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como funciona a nova Barra de Tarefas do Windows 11?

O vídeo foi apagado, mas o Windows Latest conseguiu guardar o conteúdo antes de sua exclusão. As imagens não têm alta qualidade porque a demonstração foi feita a partir de uma máquina virtual, mas dão uma noção de como o recurso funcionará.

Sabemos, com base nas imagens divulgadas pela Microsoft na ocasião do anúncio, que o campo de pesquisa some se a Barra for posicionada à esquerda ou à direita, dando lugar a um ícone de lupa.

Já com base nas capturas do vídeo (as imagens desta notícia), vemos um menu que surge com um clique sobre a Barra de Tarefas que dá opções de movimentação para a esquerda, a direita, o topo ou a parte inferior. O Windows Latest ressalta que essas opções estão ali apenas para depuração, então, não está claro se elas farão parte da novidade. Tomara que sim.

Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11
Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Eu espero que também seja possível reposicionar a Barra de Tarefas arrastando-a com o cursor do mouse, tal como no Windows 10.

De todo modo, será possível alterar a posição da Barra de Tarefas na área de configurações do Windows 11. Por ali também deverá estar outra funcionalidade prometida: a possibilidade de ajustar as dimensões da Barra de Tarefas (e não apenas o tamanho de seus ícones, como é possível atualmente).

Quando a Barra de Tarefas móvel chegará ao Windows 11?

A Microsoft não deu um prazo para isso, mas sinalizou que as mudanças prometidas para o Windows 11 chegarão até o fim de 2026, o que deve incluir a Barra de Tarefas móvel.

Há boas chances de que a liberação do recurso para testadores do Windows Insider seja feita ainda neste trimestre.

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

27 de Março de 2026, 16:10
Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

27 de Março de 2026, 14:13
Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
  • Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
  • não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.

O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.

Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.

Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.

No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:

Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.

Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde"
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?

Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.

É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.

Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung libera One UI 8.5 beta para mais aparelhos Galaxy

26 de Março de 2026, 13:13
Mão segurando smartphone
Galaxy S24 e mais modelos começam a recebera a One UI 8.5 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung começou a liberar One UI 8.5 beta para aparelhos como Galaxy S24, Galaxy Fold 6 e Galaxy Tab S11 em mercados como Coreia do Sul, EUA, Índia e Reino Unido;
  • One UI 8.5 inclui ajustes de design, novos efeitos visuais, Now Bar com widget de alarme, ocultação por IA de dados sensíveis, Math Solver no Samsung Notes e Bixby com IA do Perplexity;
  • Samsung planeja expandir o programa beta em abril de 2026, mas alguns modelos, como Galaxy S21 e Galaxy Fold 3, não receberão a atualização.

A One UI 8.5 foi lançada no fim de fevereiro de 2026 como característica oficial da família Galaxy S26. Mas a Samsung segue liberando a interface para linhas anteriores, ainda que dentro da fase beta. Nesta semana, modelos como Galaxy S24, Galaxy Fold 6 e Galaxy Tab S11 foram contemplados.

Tal como nas versões anteriores, a liberação da One UI 8.5 tem sido feita de modo gradativo, quase sempre beneficiando dispositivos Galaxy mais recentes na ordem de prioridade.

Prova disso é que o programa beta da One UI 8.5 começou com linhas como Galaxy S25, Galaxy Z Fold 7 e Galaxy Z Flip 7. Nesta semana, a liberação passou a ser feita para as seguintes linhas ou modelos:

  • Galaxy S24, incluindo a versão FE
  • Galaxy Z Fold 6
  • Galaxy Z Flip 6
  • Galaxy S25 FE
  • Galaxy Tab S11

Só há uma porém: a liberação não é global, mas segmentada em países específicos. No momento, o programa é válido para mercados como Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

A Samsung promete expandir o programa beta da One UI 8.5 para mais dispositivos Galaxy em abril de 2026. Eventualmente, isso pode envolver a liberação da interface em mais países, incluindo o Brasil. Mas é prudente sermos realistas: há boas chances de que usuários em território brasileiro só tenham acesso à interface quando ela chegar à fase final.

Também é importante ter em mente que alguns aparelhos não receberão a novidade. Entre eles estão modelos de linhas como Galaxy S21, Galaxy Fold 3, Galaxy Z Flip 3, Galaxy A23 e anteriores.

Confira a lista de aparelhos Galaxy que receberão a One UI 8.5.

O que há de interessante na One UI 8.5?

One UI 8.5
One UI 8.5 (animação: reprodução/Samsung)

A nova versão da interface traz uma série de pequenas e médias novidades. Eis alguns exemplos:

  • interface com ajustes de design, novos efeitos visuais em menus e otimização de navegação;
  • Now Bar com widget de alarme;
  • ocultação por IA de dados sensíveis em fotos (como números de documentos);
  • função Math Solver (para equações matemáticas) no Samsung Notes;
  • Bixby integrada com os recursos de IA do Perplexity;
  • filtro de chamadas potencializado com IA;
  • mecanismo que pode “silenciar” aplicativos que emitem muitas notificações.

Em tempo: nesta quinta-feira (26/03), o navegador Samsung Browser foi lançado para Windows, de modo global.

Samsung libera One UI 8.5 beta para mais aparelhos Galaxy

💾

Samsung expandiu programa beta da One UI 8.5 para modelos como Galaxy S24 e Z Fold 6. Liberação ocorre em mercados selecionados, não incluindo o Brasil até o momento.

Galaxy S24 é o caçula da família S24, com apenas 6,2 polegadas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

25 de Março de 2026, 15:29
Windows 95
Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos (imagem: tsuyo16/Wallpapers.com)
Resumo
  • Windows 95 usava pasta C:\Windows\SYSBCKUP para armazenar backups de componentes do sistema frequentemente sobrescritos;
  • após instalação de softwares, Windows 95 verificava se arquivos em backup foram sobrescritos e restaurava versões mais recentes, se necessário;
  • Microsoft não impedia sobrescrições de arquivos de sistema devido a limitações técnicas, preferindo corrigir erros após a instalação.

Raymond Chen é um engenheiro de software da Microsoft que trabalhou no desenvolvimento de versões antigas do Windows. É por isso que, vira e mexe, ele revela curiosidades da plataforma. Aqui vai uma delas: o Windows 95 seguia um truque simples para não parar de funcionar se arquivos do sistema fossem sobrescritos.

Há muito tempo que o Windows tem mecanismos que evitam que componentes do sistema operacional sejam sobrescritos ou apagados indevidamente. Mas Chen conta que, nos tempos do Windows de 16 bits, esses componentes eram “redistribuíveis”.

O que Chen quer dizer é que instaladores de softwares podiam conter cópias de componentes específicos que eram instaladas por cima de arquivos já existentes no Windows 95, desde que a seguinte condição fosse respeitada: a reescrita só seria feita se o instalador tivesse uma versão mais atual do componente.

Quando essa regra era seguida, não costumava haver problemas, pois os componentes do sistema eram atualizados de modo a manter compatibilidade com funções existentes em suas versões anteriores.

Mas diz a sabedoria popular que regras existem para serem quebradas. Pois bem, Chan relata que não era incomum arquivos de sistema serem sobrescritos por versões mais antigas:

Era comum que os instaladores de programas sobrescrevessem qualquer arquivo que estivesse no caminho, independentemente do número da versão do arquivo existente.

Quando esses instaladores eram executados no Windows 95, eles substituíam as versões do Windows 95 desses componentes pelas versões do Windows 3.1. Você pode imaginar o desastre que isso causava ao resto do sistema.

Raymond Chen, engenheiro da Microsoft

Tela do Windows 95
Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: Reprodução/Microsoft)

Como a Microsoft evitava panes no Windows 95 com arquivos sobrescritos?

Para contornar o problema, os desenvolvedores da Microsoft recorreram a uma ideia bastante simples, mas funcional: fazer backup de arquivos do sistema.

De acordo com Chen, o Windows 95 mantinha uma pasta oculta no endereço C:\Windows\SYSBCKUP que guardava cópias de componentes importantes do sistema que eram frequentemente sobrescritos.

Sempre que a instalação de um software era concluída, o Windows 95 checava se um ou mais arquivos mantidos em backup tinham sidos sobrescritos. Se positivo, acontecia o seguinte:

  • arquivo sobrescrito por uma versão mais recente: neste caso, o componente era copiado para a pasta SYSBCKUP para o sistema ter uma cópia mais atual;
  • arquivo sobrescrito por uma versão anterior: o Windows 95 sobrescrevia essa versão pela cópia mais recente existente na pasta SYSBCKUP.

Não era mais fácil impedir que arquivos de sistema fossem sobrescritos?

Raymond Chen também conta que a Microsoft tentou fazer isso, mas havia uma série de limitações nessa abordagem. Por exemplo, o instalador poderia sobrescrever determinado arquivo durante a reinicialização do sistema operacional, quando não havia bloqueio.

“A melhor solução era deixar o instalador sobrescrever o que quisesse e depois tentar corrigir os erros”, concluiu Chen.

Eram outros tempos. Na época do Windows 95, não havia acesso fácil à internet a ponto de permitir que componentes essenciais estivessem sempre atualizados. As abordagens de segurança também não eram tão evoluídas. Se levarmos tudo isso em conta, o truque da pasta SYSBCKUP era simples, mas genial.

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

24 de Março de 2026, 14:51
Fedora 42 no WSL para Windows 11
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
  • melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
  • expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.

Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.

Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.

O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.

O que vai melhorar no WSL do Windows 11?

A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):

  • desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
  • compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
  • experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
  • melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.

O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.

A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando veremos novidades no WSL?

Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.

Vale lembrar que a Microsoft também prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11 (tal como no Windows 10 e versões anteriores), bem como fazer uma integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Vale a pena ficarmos de olho.

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

23 de Março de 2026, 12:20
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
  • exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
  • executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.

Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.

Até um passado recente, era relativamente fácil fazer uma instalação do sistema usando uma conta local, criada na hora. Porém, em 2024 e em 2025, a companhia desativou os principais recursos que permitiam instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft.

Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.

Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).

Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.

Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11

Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galaxy S26 agora tem suporte ao AirDrop da Apple

23 de Março de 2026, 11:25
Galaxy S26 ganha atualização para facilitar a vida de quem usa Android e Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung lançou uma atualização para o Galaxy S26 que adiciona suporte ao AirDrop.
  • A novidade permite transferência direta de arquivos entre dispositivos Android e Apple e encerra uma barreira histórica.
  • Atualização está disponível inicialmente na Coreia do Sul e será expandida para outros países, incluindo o Brasil.

A Samsung começou a distribuir, já nesta segunda-feira (23/03), uma aguardada atualização de software que adiciona suporte nativo ao protocolo AirDrop, da Apple, para smartphones da série Galaxy S26.

A novidade, viabilizada pela integração com o aplicativo Quick Share, permite transferir dados de forma direta entre o ecossistema Android e os dispositivos da Maçã (iPhone, iPad e Mac), resolvendo um gargalo na comunicação sem fio entre as duas principais plataformas do mercado de tecnologia.

Para utilizar a nova ferramenta e enviar arquivos do Galaxy para um iPhone, o usuário precisa primeiro habilitar a função manualmente. O recurso vem desativado de fábrica.

Por enquanto, a atualização chega à Coreia do Sul, mas será expandida gradualmente e também chegará aos dispositivos no Brasil. Neste primeiro momento, a novidade está restrita aos modelos da geração atual: Galaxy S26, Galaxy S26 Plus e Galaxy S26 Ultra.

Como funciona o envio por AirDrop no Galaxy S26?

O procedimento de ativação é rápido. Basta seguir os passos:

  1. Acesse as configurações do seu smartphone;
  2. Toque no menu “Dispositivos conectados”;
  3. Selecione a opção “Quick Share” (ou Compartilhamento Rápido);
  4. Ative a opção que diz “Compartilhar com dispositivos Apple”.
Usuário precisa ativar a ponte com o AirDrop manualmente (imagem: reprodução/Samsung)

Além de acionar o botão nas configurações do aparelho, a integração exige requisitos de software. O celular Android precisa rodar a versão 26.11 (ou superior) do Google Play Services e ter o aplicativo Quick Share devidamente atualizado pela Galaxy Store. As conexões Bluetooth e Wi-Fi de ambos os equipamentos também devem permanecer ativas durante todo o processo.

Na outra ponta da transferência, o proprietário do aparelho da Apple precisa configurar o seu AirDrop para a opção “Todos”. Essa etapa é fundamental para garantir que o dispositivo fique visível na rede, permitindo que o sistema do Google realize o pareamento e inicie o envio dos dados.

O pacote de atualização pesa pouco mais de 700 MB e, como de praxe, também traz as mais recentes correções de estabilidade e segurança para o sistema.

Ecossistema sem barreiras

A movimentação da gigante sul-coreana acompanha uma tendência que já vinha ganhando forma nos bastidores. Desde novembro, o Quick Share do Android é compatível nativamente com o AirDrop. Essa mudança abriu caminho para maior integração entre smartphones do sistema do Google e o ecossistema da Apple.

Na prática, a comunicação direta entre sistemas historicamente isolados elimina de vez a dependência de cabos físicos ou o uso de mensageiros que comprimem a qualidade da mídia. Com a atualização, um usuário pode gravar um projeto em vídeo na resolução 4K utilizando as lentes do Galaxy S26 Ultra e enviar o arquivo pesado diretamente para edição em um MacBook sem perdas.

Essa quebra de paradigma reflete também a crescente pressão governamental sobre as empresas de tecnologia. O fim do isolamento dos ecossistemas atende a exigências recentes impostas por diversos órgãos reguladores. A União Europeia, em especial, tem liderado esse movimento, aprovando leis rigorosas projetadas para impedir que as gigantes do setor prendam os consumidores em plataformas fechadas, forçando a abertura de protocolos proprietários.

Galaxy S26 agora tem suporte ao AirDrop da Apple

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

20 de Março de 2026, 18:32
Ilustração do logo do GrapheneOS
GrapheneOS é o sistema operacional móvel para quem deseja mais segurança ao usar o smartphone (Imagem: Reprodução/GrapheneOS)

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código aberto que foca em recursos de privacidade e segurança. O sistema é baseado no Android Open Source Project, e tem sido desenvolvido desde 2014 pelo pesquisador e engenheiro de segurança Daniel Micay.

Combate à exploração de vulnerabilidades desconhecidas, execução do Google Play em ambiente isolado e desativação de sensores estão entre os principais recursos do GrapheneOS.

Devido às exigências rígidas de hardware e software, o sistema operacional é limitado a uma porção de smartphones Pixel, do Google. No futuro, o GrapheneOS também deve ganhar suporte por celulares da Motorola, por conta de uma parceria firmada entre ambas as partes.

A seguir, conheça história do GrapheneOS, confira os principais recursos do sistema operacional, e veja as vantagens e desvantagens de uso.

O que é GrapheneOS?

GrapheneOS é um projeto de sistema operacional móvel para smartphones e tablets, baseado no código-fonte aberto do Android (Android Open Source Project). O sistema foca em privacidade e segurança, além da usabilidade e da compatibilidade com aplicativos.

O que significa GrapheneOS?

O termo “Graphene” significa “grafeno” em tradução livre, enquanto “OS” é a abreviação traduzida de “sistema operacional”. Logo, “GrapheneOS” pode significar algo como “Sistema operacional Grafeno”.

O grafeno é conhecido por ser um elemento robusto e resistente, o que ajuda a explicar o foco em proteção contra vulnerabilidades vista no GrapheneOS.

Qual é a história do GrapheneOS?

A história do GrapheneOS começa em setembro de 2014, quando o pesquisador e engenheiro de segurança Daniel Micay iniciou um projeto solo focado em aumentar a privacidade e segurança do Android. A princípio, a ideia era de apenas desenvolver melhorias para o sistema operacional do Google.

No final de 2015, uma empresa foi lançada e tornou-se a principal patrocinadora do projeto, conhecido até então como CopperheadOS. O projeto avançou rapidamente nessa época, e a ideia de implementações específicas foi escalando para um ecossistema completo.

Contudo, divergências entre Micay e a patrocinadora começaram a surgir: Daniel Micay idealizou usar a empresa para sustentar financeiramente o desenvolvimento do projeto, enquanto a patrocinadora tinha intenção de comercializar o sistema, vendendo suporte, serviços sob contrato e variantes do sistema operacional.

Interface do GrapheneOS
Interface do GrapheneOS (Imagem: kettoshidesu/Reddit)

Essa desconexão de ideias fez com que Micay e a patrocinadora rompessem a parceria. O pesquisador então decidiu seguir com o projeto de forma paralela, renomeando a iniciativa para AndroidHardening em 2018. Um ano depois, em 2019, o projeto foi novamente renomeado para GrapheneOS, sob a mesma premissa inicial de ser um projeto independente e open source.

Desde então, o projeto GrapheneOS ganhou vários desenvolvedores em tempo integral e parcial, e segue como uma iniciativa de sistema operacional seguro baseado em Android, compatível com diversos smartphones Pixel.

E a expectativa é que o GrapheneOS se desenvolva ainda mais e se consolide como um sistema operacional completo para dispositivos móveis. Isso porque a Motorola anunciou uma parceria com a GrapheneOS Foundation em março de 2026, sugerindo que futuros smartphones da marca possam ser compatíveis com o SO.

Quais são os principais recursos do GrapheneOS?

O GrapheneOS inclui diversas funcionalidades novas ou melhoradas que não estão no Android, principalmente relacionadas a segurança e privacidade. Dentre os principais recursos do sistema operacional, estão:

  • Proteção contra ameaças: o GrapheneOS tem como foco proteger usuários contra explorações de vulnerabilidades desconhecidas (zero-day), e implementa uma série de configurações para mitigar ameaças remotas e físicas.
  • Google Play em ambiente isolado: o sistema roda o Google Play em um ambiente isolado (sandbox), eliminando acesso ou privilégio especial da plataforma do Google, e limitando a coleta de dados.
  • Privacidade reforçada: o sistema operacional não inclui aplicativos e serviços do Google por padrão para evitar a coleta de dados; o GrapheneOS também evita a inclusão de apps ou serviços que não estão alinhados com as ideias de privacidade e segurança do projeto.
  • Desativação de apps: usuários podem desativar aplicativos do sistema sem ter que desinstalá-los.
  • Correções mais amplas: a empresa alega que o sistema operacional inclui várias correções de vulnerabilidades que ainda não foram corrigidas no Android.
  • Permissões de rede: o GrapheneOS conta com opção de permissão de rede para bloquear acessos diretos e indiretos a qualquer rede disponível, além de proteger a rede local do dispositivo.
  • Permissões de sensores: há uma função para desabilitar sensores como câmera, microfone, acelerômetro, bússola, entre outros componentes.
  • Ampla disponibilidade de operadoras: o sistema operacional oferece suporte a mais operadoras do que o Android Open Source Project.
  • Perfis de usuários aprimorados: o GrapheneOS apresenta melhorias nos perfis de usuário do Android, como aumento do limite de perfis e encerramento de sessão facilitado.

Quais dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS?

Até o momento, o GrapheneOS tem suporte oficial para os dispositivos listados abaixo. Mas é preciso destacar que esses aparelhos só vão ser compatíveis se forem desbloqueados — sem limitação de uso a operadoras específicas.

  • Pixel 10 Pro Fold;
  • Pixel 10 Pro XL;
  • Pixel 10 Pro;
  • Pixel 10;
  • Pixel 9a;
  • Pixel 9 Pro Fold;
  • Pixel 9 Pro XL;
  • Pixel 9 Pro;
  • Pixel 9;
  • Pixel 8a;
  • Pixel 8 Pro;
  • Pixel 8;
  • Pixel Fold;
  • Pixel Tablet;
  • Pixel 7a;
  • Pixel 7 Pro;
  • Pixel 7;
  • Pixel 6a;
  • Pixel 6 Pro;
  • Pixel 6.

A lista deve ficar mais extensa, visto que a Motorola firmou uma parceria com o GrapheneOS em março de 2026. No entanto, ainda não sabemos se a parceria vai vingar, e nem quais linhas de celular da Motorola receberiam suporte ao sistema operacional.

Pixel 10 Pro Fold, smartphone dobrável que alterna entre modo de smartphone e modo de tablet, abrindo sobre uma superfície
Pixel 10 Pro Fold está entre os smartphones compatíveis com o GrapheneOS (Imagem: divulgação)

Posso instalar o GrapheneOS em qualquer smartphone?

Não. A página de FAQ do GrapheneOS até menciona que existem outros dispositivos (além dos citados na lista acima) que podem suportar o sistema operacional, mas a compatibilidade demandaria um “trabalho substancial” para chegar aos padrões exigidos.

Além disso, os desenvolvedores afirmam que os aparelhos compatíveis com o GrapheneOS são cuidadosamente selecionados com base em seus méritos, e que uma ampla compatibilidade contraria os objetivos do projeto porque desviaria o foco para melhorias de hardware e firmware ao invés da iniciativa original.

Quais são as vantagens do GrapheneOS?

O sistema operacional GrapheneOS oferece diversos benefícios de uso, incluindo:

  • Proteção reforçada: o GrapheneOS é conhecido pelos mecanismos de proteção contra ameaças e exploração de vulnerabilidades, o que reforça a segurança do aparelho e dos dados de usuários.
  • Mais privacidade de uso: o sistema operacional limita permissões de apps e pode desabilitar sensores para evitar coletas de informações dos usuários.
  • Foco em melhorias reais: como o foco está voltado para segurança e privacidade, os colaboradores podem voltar as atenções para esses temas, sem a necessidade de desenvolver recursos sem benefícios reais.
  • Maior controle de permissões: o GrapheneOS prioriza a decisão do usuário, e inclui opções de permissão que não são vistas em outros sistemas operacionais.
  • Projeto comunitário: o projeto de código-aberto estimula a comunidade para o desenvolvimento de melhorias e resolução de problemas.

Quais são as desvantagens do GrapheneOS?

Apesar de oferecer segurança e privacidade, o GrapheneOS também tem desvantagens de uso. Dentre as principais limitações do sistema operacional, estão:

  • Limitações de dispositivos compatíveis: pouquíssimos dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS, devido às exigências rígidas do sistema operacional.
  • Ecossistema diferente do padrão: usuários acostumados com Android ou iOS podem encontrar dificuldades ao usar o sistema operacional diferente e com configurações mais complexas.
  • Dependência de colaboradores: a sustentabilidade do GrapheneOS dependerá da manutenção dos colaboradores; se todos desistirem do projeto, o futuro do sistema operacional pode ficar comprometido.

Existem alternativas ao GrapheneOS?

Sim. A exemplo do GrapheneOS, existem sistemas operacionais móveis com foco em segurança e privacidade do usuário, a exemplo de:

  • CalyxOS: sistema operacional baseado no Android Open Source Project com foco em privacidade digital; o projeto está paralisado, mas existem indícios de retorno para 2026.
  • ProtonAOSP: sistema baseado no Android Open Source Project, com design limpo, e opções que ajudam a manter os dados dos usuários privados.
  • iodéOS: sistema baseado no LineageOS, livre de rastreadores do Google, e que inclui apps que respeitam os ideais de privacidade do projeto.
  • CopperheadOS: sistema operacional desenvolvido para celulares criptografados e seguros, e com semelhanças ao GrapheneOS — já que surgiu do mesmo projeto.

Qual é a diferença entre GrapheneOS e Android?

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código-aberto, baseado no Android Open Source Project. O sistema é compatível com poucos dispositivos e tem foco em privacidade e segurança, incluindo diversos mecanismos de proteção e permissões que não são vistos nos sistemas operacionais móveis mais populares.

Já o Android é o sistema operacional móvel mais popular do mundo, pertencente ao Google. O sistema tem ampla compatibilidade com diversos aparelhos, e prioriza a experiência do usuário com um ecossistema mais fácil de usar.

Qual é a diferença entre GrapheneOS e CopperheadOS?

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel criado por Daniel Micay, que segue o princípio de ser um projeto independente e open source. Importante destacar que o GrapheneOS de hoje é resultado do antigo projeto CopperheadOS de 2015 a 2018.

Já CopperheadOS consiste em um sistema operacional móvel com propósitos comerciais, que também se baseia em recursos de segurança e privacidade como o GrapheneOS. No passado, o Copperhead foi o projeto que antecedeu o GrapheneOS, mas hoje segue como um sistema operacional da empresa Copperhead.

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

20 de Março de 2026, 18:06
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
  • Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
  • empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.

Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.

O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:

Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.

Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft

Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).

Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.

A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).

Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?

Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.

Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11, outro recurso em teste (imagem: reprodução/Microsoft)

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

19 de Março de 2026, 17:23
Gnome 50 "Tokyo"
Gnome 50 “Tokyo” é lançado (imagem: reprodução/Gnome)
Resumo
  • Gnome 50 “Tokyo” introduz melhorias em acessibilidade, a exemplo do leitor de tela Orca com configurações globais e troca automática de idioma;
  • ambiente agora inclui controles parentais que permitem monitorar e limitar o tempo de uso de tela para contas infantis;
  • visualizador de documentos foi reformulado para facilitar inserção de notas e o gerenciador de arquivos Files agora otimiza o carregamento de miniaturas e o consumo de RAM.

Um dos ambientes de desktop mais populares do universo Linux (se não for o mais) acaba de ganhar uma nova versão. O Gnome 50 “Tokyo” foi anunciado oficialmente trazendo avanços em acessibilidade, controles parentais, visualização de arquivos e mais.

No aspecto da acessibilidade, uma das novidades está no leitor de tela Orca, que agora pode salvar configurações de modo global (válidas para todos os aplicativos) e permite troca automática de idioma, tanto em apps quanto em páginas web.

Além disso, o Gnome 50 passou a contar com uma opção de redução de movimento nas configurações de acessibilidade para amenizar desconfortos causados por animações na interface do ambiente.

Sobre os controles parentais, agora os pais podem monitorar o tempo de uso do computador pelos filhos (com contas infantis), bem como definir limites de tempo de uso de tela para evitar, por exemplo, que as crianças passem da hora de dormir.

Controles parentais no Gnome 50 "Tokyo
Controles parentais no Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

Também foram adicionadas bases técnicas para que, em versões futuras do Gnome, o ambiente de desktop possa filtrar automaticamente conteúdo nocivo a crianças em páginas web.

Outra novidade está no Papers, visualizador nativo de documentos (útil para leitura de PDFs, por exemplo), que foi reformulado para facilitar a inserção de notas a arquivos, permitindo não só a adição de textos, como também de linhas e marcas de destaque.

O gerenciador de arquivos Files, por sua vez, agora carrega mais rapidamente miniaturas e ícones, otimiza o consumo de memória RAM, deixou a função de renomear arquivos em lote mais intuitiva, passou a suportar o modo de autocompletar na barra de endereços sem distinguir letras maiúsculas e minúsculas, entre outras melhorias.

O visualizador de arquivos do Gnome 50
O visualizador de arquivos do Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

O que mais há de novo no Gnome 50?

Como de hábito, a nova versão traz um conjunto numeroso de pequenas novidades. Entre as demais podemos destacar:

  • função de área de trabalho remota com mais desempenho graças ao suporte à aceleração por hardware (GPU);
  • suporte aprimorado ao recurso de Taxa de Atualização Variável (VRR);
  • a ferramenta de agenda (Calendar) melhorou a função de inserção rápida de compromisso e a visualização mensal, e agora respeita a configuração do sistema para o primeiro dia da semana;
  • suporte ao antigo mecanismo gráfico X11 completamente removido (o Wayland é que manda nesse aspecto agora), algo que deveria ter ocorrido no Gnome 49;
  • como sempre, há novos papéis de parede (e eles são muito bonitos!).
Ambiente de desktop Gnome 50
Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It’s Foss)

Um detalhe interessante é que os mantenedores do Gnome mantêm uma iniciativa de nome Circle, que reconhece, promove e apoia aplicativos criados pela comunidade com foco no ambiente de desktop.

Pois bem, os apps do Circle que foram destacados junto ao Gnome 50 são estes:

  • Gradia: permite fazer capturas de tela elaboradas e inserir anotações gráficas nelas;
  • Sudoku: uma versão do famoso jogo de lógica;
  • Constrict: compacta vídeos com base em tamanhos específicos de arquivos;
  • Sessions: aplicativo de cronômetro com visual minimalista e foco na técnica de produtividade Pomodoro.
O app de captura de tela Gradia
O app de captura de tela Gradia (imagem: reprodução/Gnome)

Como obter o Gnome 50 “Tokyo”?

Como o Gnome 50 é um ambiente de desktop, não um aplicativo que pode ser instalado com poucos cliques do mouse, a melhor maneira de ter acesso a ele é aguardar a atualização da sua distribuição Linux (se ela tiver uma versão com Gnome, é claro).

Você pode esperar pela novidade nas próximas versões de distribuições como Ubuntu, Fedora, Zorin OS, Manjaro e Big Linux.

Os apressados de plantão podem experimentar o Gnome 50 por meio do Gnome OS, que não é bem um sistema operacional, como o nome sugere, mas um ambiente de testes do projeto.

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It's Foss)

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

19 de Março de 2026, 09:32
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
  • A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
  • Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

One UI 9 aparece em firmware de testes do Galaxy S26 Ultra

16 de Março de 2026, 15:04
S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • One UI 9 da Samsung surgiu em um vazamento, apresentando mudanças pontuais.
  • Segundo o SamMobile, as mudanças incluem controles deslizantes de brilho e volume mais largos e uma seção própria para “Controle Parental” no menu de configurações.
  • Firmware de testes ainda lista o Android 16, mas a versão final será baseada no Android 17, o que indica que se trata de uma compilação embrionária.

A Samsung mal lançou a linha Galaxy S26 e já tem uma versão preliminar da One UI 9 circulando na internet. O firmware de testes, instalado em um Galaxy S26 Ultra e descoberto em servidores internos da empresa, revela as primeiras mudanças que a fabricante prepara para a sua próxima interface.

Como a One UI 8.5 já entregou uma reformulação visual maior, a versão 9 parece focar em ajustes pontuais e, até o momento, tem mudanças bastante discretas. A maior delas, segundo o portal SamMobile, está no painel rápido: os controles deslizantes de brilho e volume aparecem visivelmente mais largos.

No menu de configurações, o “Controle Parental” — que antes ficava dentro da aba de Bem-Estar Digital — ganhou seção própria na tela principal.

Capturas de tela da interface One UI 9
Primeira build de testes da One UI 9 apresenta mudanças pontuais de design (imagem: reprodução/SamMobile)

Ainda de acordo com o site, o firmware continua listando o Android 16, de codinome interno Cinnamon Bun, nas informações de software. Isso indica uma compilação bastante embrionária, já que a versão final da interface será baseada no Android 17.

O que mais se sabe sobre a One UI 9?

Uma tela de smartphone centralizada exibe a interface "One UI" da Samsung, com widgets de clima e calendário e diversos ícones de aplicativos. Ao redor do celular, flutuam outros ícones de apps borrados. As palavras "One" e "UI" aparecem em destaque. O fundo é azul gradiente e no canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
One UI é a interface usada em aparelhos Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Imagens compartilhadas anteriormente já mostravam que a Samsung está refinando as barras de navegação inferiores, adotando um formato de “pílula” mais compacto e arredondado na nova versão da One UI.

A novidade mais relevante, porém, pode ser voltada para dobráveis. O Android Authority encontrou linhas de código que indicam um recurso de “Detecção de Material Estranho”. Nele, caso o celular não feche completamente por conta de algum detrito na dobradiça — uma pedra pequena, por exemplo —, o sistema dispara um alerta orientando o usuário a abrir o aparelho e limpar a tela antes que ocorra algum dano.

Como a função não parece depender de sensores inéditos, a expectativa é que ela chegue também a dobráveis mais antigos por atualização de software.

Quem tem um Galaxy não precisa aguardar nada no curto prazo. A previsão da mídia especializada é que a One UI 9 seja lançada oficialmente no segundo semestre, chegando pré-instalada nos próximos dobráveis da marca. Por enquanto, a prioridade da Samsung é expandir a versão 8.5 para o restante do seu portfólio.

One UI 9 aparece em firmware de testes do Galaxy S26 Ultra

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Primeiros detalhes da próxima interface da Samsung revelam mudanças pontuais de design.

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/SamMobile)

One UI é a interface usada em aparelhos Samsung (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acesso negado ao disco C? Saiba resolver o problema de permissões em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 14:30

Usuários do Samsung Galaxy Book estão enfrentando problemas para acessar o Disco Local (C:) no Windows 11. A falha C:\ não é acessível – Acesso negado impossibilita a abertura do principal disco do sistema operacional, seja para ler arquivos ou instalar novos softwares no PC.

No entanto, você pode corrigir o problema configurando novas permissões no HD ou SSD em questão. Basta acessar as propriedades de segurança do disco, editar quais usuários terão acesso ao armazenamento e selecionar “Administradores“, “Usuários“, “Usuários autenticados” e “SISTEMA“.

Será necessário permitir “Controle total” das informações. Veja, a seguir, como corrigir o problema do Disco (C:) no Galaxy Book sem precisar esperar por uma atualização do Windows 11 ou por parte da Samsung.

Notebook cinza Galaxy Book 5 360 está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025.
Problema no app Samsung Galaxy Connect impede o acesso ao principal disco do Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

1. Acesse as propriedades do disco (C:) no Windows 11

Abra a pasta “Este computador” no Windows 11, clique com o botão direito do mouse sobre o disco (C:) (ou outro que apresente o erro) e acesse as propriedades. Se preferir, pressione o atalho “Alt + Enter“.

Acessando as propriedades do disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acessando as propriedades do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até a guia “Segurança” para editar as permissões de usuários

No menu de propriedades, vá até a aba “Segurança” e clique em “Editar“.

Acessando as configurações de segurança do disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acessando as configurações de segurança do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Clique em “Adicionar” nas propriedades do disco (C:)

O Windows 11 abrirá um menu de permissões do disco. Clique em “Adicionar” para configurar novas permissões no sistema operacional.

Configurando novas permissões do disco C no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Configurando novas permissões do disco (C:) no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Selecione a opção “Avançado”

Em um novo menu, vá em “Avançado” para procurar por novos usuários. O sistema irá exibir novas configurações do disco (C:) do Windows 11.

Acessando novas configurações do disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acessando novas configurações do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Vá em “Localizar agora” para identificar os usuários do Windows 11

Para identificar novos usuários que terão acesso ao disco (C:), clique em “Localizar agora“.

Menu que permite identificar novos usuários que terão acesso ao disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Menu que permite identificar novos usuários que terão acesso ao disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

6. Selecione os usuários que terão acesso ao disco (C:)

Assim que a lista de usuários aparecer, será necessário selecionar os seguintes para resolver o problema de acesso negado ao disco (C:):

  • Administradores;
  • Usuários;
  • Usuários autenticados;
  • SISTEMA.

Clique em cada um dos usuários separadamente e vá em “Ok” para adicionar na lista de permissões.

Selecionando usuários que terão acesso ao disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Selecionando usuários que terão acesso ao disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

7. Confirme a adição das permissões de usuários

Confirme novamente se todos os usuários citados no passo anterior foram adicionados na lista. Assim que finalizar, clique em “Ok” novamente para fechar o menu de permissões.

8. Permita “Controle total” para “Administradores”, “Usuários” e “SISTEMA”

Será preciso conceder acesso total para “Administradores“, “Usuários” e “SISTEMA“. Clique em “Controle total” e finalize o procedimento em “Aplicar“. Caso alguma nova janela seja exibida, será preciso confirmar as alterações.

Por que estou com acesso negado no Disco Local (C:)?

O problema de acesso negado no Disco Local (C:) acontece pela falta de permissões de usuários no armazenamento e leitura de arquivos do sistema operacional.

Quando o Windows 11 não reconhece que o usuário tem permissão para acessar o disco (C:), automaticamente o sistema bloqueia o acesso por motivos de segurança, protegendo os arquivos armazenados.

Esse bloqueio compromete o funcionamento de diversos aplicativos, visto que não é possível acessar o HD ou SSD em questão para ler ou gravar informações. A falha nas permissões tambem afeta a instalação de novos softwares no PC.

O problema no Disco Local (C:) é no Windows 11?

Não. De acordo com a Microsoft, a causa do problema está no aplicativo Samsung Galaxy Connect, que vem pré-instalado em alguns computadores da marca. Caso a hipótese seja confirmada, esse erro teria acontecido durante a configuração do sistema operacional pela Samsung, antes de os notebooks chegarem ao varejo.

Para evitar que o problema seja maior, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

A Samsung vai corrigir o problema do Disco Local (C:) no Galaxy Book?

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung para verificar se o problema será corrigido em atualizações futuras do aplicativo Samsung Galaxy Connect, provável causador do problema.

Acesso negado ao disco C? Saiba resolver o problema de permissões em notebooks da Samsung

Galaxy Book 5 360 tem tela touchscreen de 15,6 polegadas e utiliza painel AMOLED com suporte para resolução Full HD (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 13:07
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Usuários de notebooks Samsung relatam erro que bloqueia acesso ao disco C: (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Um bug em notebooks Samsung tem bloqueado o acesso ao disco C:, afetando principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11.
  • Aparentemente, a falha está ligada ao app Samsung Galaxy Connect, e não a uma atualização do Windows.
  • Modelos afetados incluem NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA, DM501SGA.

Usuários de notebooks da Samsung têm relatado um bug que bloqueia completamente o acesso ao Disco Local (C:) no Windows 11. O problema é que essa é a unidade principal do sistema.

Segundo os relatos, o erro exibe a mensagem “C:\ não é acessível – Acesso negado”, impedindo a leitura e a gravação de arquivos essenciais nas máquinas afetadas.

Inicialmente, comunidades no Reddit e nos fóruns da Microsoft indicaram que a atualização KB5077181, liberada pela Microsoft no tradicional Patch Tuesday, poderia ser a causa. No entanto, outras investigações rastrearam a falha até um aplicativo pré-instalado nos computadores da marca sul-coreana, isentando o pacote de segurança do sistema operacional.

Por que o bug bloqueia o disco C: em PCs Samsung?

Tudo indica que o bloqueio da unidade não é causado por uma falha nativa do Windows 11. A Microsoft, na verdade, afirma que a causa do problema está no Samsung Galaxy Connect, app pré-instalado em alguns computadores da marca.

Quando o erro se manifesta, o sistema perde subitamente a permissão para acessar o diretório raiz do disco C:. Isso compromete o funcionamento de diversos aplicativos e serviços em segundo plano que dependem da leitura de dados no armazenamento principal para operar.

Na prática, o bloqueio gera um efeito cascata no uso diário do computador. Sem acesso ao diretório raiz, o usuário fica impossibilitado de instalar novos programas, salvar documentos na partição principal ou executar tarefas rotineiras. Como muitos softwares criam arquivos temporários ou de configuração na unidade principal durante o uso, a falta de privilégios resulta em travamentos repentinos.

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator
Notebooks da linha Galaxy Book 4 têm apresentado o bug (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O bug parece ser o resultado de uma implementação incorreta da Lista de Controle de Acesso Discricionário (DACL). Esse é um recurso de segurança vital do Windows que define com precisão quais usuários, grupos ou programas têm permissão para ler, gravar ou modificar determinados arquivos e pastas.

Se essa hipótese for confirmada, o erro teria ocorrido durante a configuração da imagem do sistema operacional — um processo de preparação feito pela própria Samsung antes de os computadores chegarem às lojas.

Alguma solução?

De acordo com os relatos no Reddit, as ferramentas convencionais de reparo do Windows não estão sendo suficientes para contornar o bloqueio. A única solução eficaz seria o uso do utilitário de linha de comando Diskpart, inserindo o comando list disk no terminal (CMD) e, depois, executando o comando clean no disco afetado.

Mas, atenção: não é uma medida oficial e se trata de um método destrutivo. Ao executar o comando “clean”, a tabela de partição é removida e todos os dados do SSD/HD são apagados, permitindo apenas uma instalação limpa do sistema do zero.

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Quais são os modelos afetados?

Os relatórios de falha concentram-se principalmente nos notebooks da linha Galaxy Book 4, embora alguns computadores de mesa da Samsung também figurem na lista oficial de dispositivos impactados.

Os modelos específicos que apresentam o bloqueio de disco incluem os seguintes códigos:

  • NP750XGJ
  • NP750XGL
  • NP754XGJ
  • NP754XFG
  • NP754XGK
  • DM500SGA
  • DM500TDA
  • DM500TGA
  • DM501SGA

Todos esses equipamentos rodam as versões mais recentes do sistema da Microsoft (24H2 e 25H2). Para conter o avanço do problema, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo

13 de Março de 2026, 16:40
Mozilla Firefox
No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo (imagem: divulgação/Mozilla)
Resumo
  • Mozilla estendeu suporte ao Firefox 115 ESR para Windows 7, 8 e 8.1 até agosto de 2026;
  • prazo anterior era até o fim de fevereiro de 2026;
  • como fim do suporte tinha sido adiado várias vezes, parecia que não haveria mais adiamentos, mas houve.

No mês passado, a Mozilla havia revelado que o suporte oficial do Firefox aos sistemas operacionais Windows 7, Windows 8 e Windows 8.1 chegaria ao fim quando fevereiro de 2026 terminasse. Tudo indicava que a decisão era definitiva, mas eis que, quando chegou o momento de encerrar o suporte, a Mozilla estendeu o prazo.

O suporte às versões antigas do Windows é oferecido por meio do Firefox 115, versão lançada em 2023, mas que recebe atualizações básicas e de segurança por meio do canal Extended Support Release (ESR).

Originalmente, a Mozilla manteria o suporte ao Firefox 115 ESR até setembro de 2024. Mas esse prazo acabou sendo adiado várias vezes até chegar março de 2026. Por conta da quantidade de adiamentos anteriores, parecia que não haveria um novo prazo.

Agora sabemos que houve. O suporte ao Firefox 115 ESR irá durar até agosto de 2026, o que garante mais sobrevida do navegador nos Windows 7, 8 e 8.1. A Mozilla explica:

As atualizações serão distribuídas pelo canal ESR até o final de agosto de 2026. Anteriormente, foi anunciado que o suporte terminaria em fevereiro de 2026, mas, para garantir que nossos usuários possam continuar navegando na web, estendemos o suporte do Firefox para esses sistemas operacionais por mais seis meses e, em seguida, reavaliaremos a situação.

Observe o fim do trecho em destaque: “reavaliaremos a situação”. Isso significa que, quando agosto de 2026 chegar, a Mozilla poderá estender o suporte por mais tempo.

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores
Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

E se a Mozilla decidir aposentar o Firefox 115 ESR?

A própria Mozilla afirma que, neste caso, “os usuários deverão atualizar seu sistema operacional para continuar recebendo atualizações de segurança e recursos do Firefox”.

Mas vale ressaltar: quem mantiver o Windows 7, 8 ou 8.1 rodando ainda poderá continuar com o Firefox 115. O navegador não deixará de funcionar, apenas não receberá mais atualizações, entrando em modo “use por sua conta e risco”.

No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo

Mozilla Firefox (Imagem: Divulgação/Mozilla)

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

13 de Março de 2026, 13:55
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Confirmado: botão de teste de velocidade na Barra de Tarefas do Windows 11 é um atalho para o Bing;
  • Recurso abre o navegador padrão no Bing, que utiliza o Speedtest para medir a conexão à internet;
  • Não é possível desativar ou configurar o botão para outros serviços de medição.

Em fevereiro de 2026, a Microsoft começou a liberar um pacote de pequenas novidades para o Windows 11. Entre elas está um botão na Barra de Tarefas que permite medir a velocidade da sua conexão à internet. É um recurso bem-vindo, mas que revelou-se frustrante até certo ponto: trata-se apenas de um atalho para o Bing.

Não foi surpresa. Já se sabia, desde a fase interna de testes do botão de velocidade, que o recurso levava ao testador do Bing. Porém, havia expectativa de que a Microsoft transformasse o botão em um recurso executado pelo próprio Windows 11 ou em um widget para o recurso do Bing que não exige a sua abertura no navegador.

Mas, na realidade, funciona assim: você clica com o botão direito do mouse no ícone de conexão Wi-Fi ou Ethernet, no canto direito da Barra de Tarefas, e escolhe “Executar teste de velocidade” no menu que aparecer.

Na sequência, o Windows 11 abrirá o seu navegador padrão (ainda bem que isso é respeitado) em uma página do Bing que traz o medidor de velocidade da conexão à internet que, por sua vez, é baseado no popular Speedtest. Aí é só clicar em “Iniciar” e esperar o resultado.

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador
Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Funciona. Então, qual o problema?

Funciona, de fato. Os resultados mostram as taxas de download e upload da conexão, bem como a latência (ping). Apesar disso, era de se esperar que um botão de teste de velocidade levasse para uma ferramenta do próprio sistema operacional, não a um atalho para uma página web.

É como se a Microsoft tivesse ficado com “preguiça” de desenvolver algo nativo ou, pior, estivesse tentando aumentar artificialmente os acessos ao Bing, até porque o botão não deixa claro, em nenhum momento, que esse buscador será acessado para o teste.

Além disso, me pergunto se, caso o navegador esteja com muitas abas abertas, o consequente consumo de RAM ou processamento não poderia interferir nos resultados.

Para completar, pelo menos por ora, não é possível desativar o tal botão, muito menos configurá-lo para funcionar com outros serviços de medição.

Felizmente, nem tudo está perdido. Há recursos recentes no Windows 11 que são bons, a exemplo dos ícones coloridos de bateria, que informam com mais precisão o status de carga do notebook.

Em tempo: a Ookla, dona do Speedtest, foi comprada recentemente pela Accenture. Antes da parceria com a Ookla, o Bing exibia um teste de velocidade de internet próprio, baseado no Azure, segundo Windows Latest. Ou seja, bagagem para implementar algo próprio a Microsoft tem.

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google revela como irá melhorar o desempenho do Android

11 de Março de 2026, 11:11
Dois bonecos do mascote do Android
Google revela como irá melhorar o desempenho do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou técnica AutoFDO para otimizar kernel do Android, prometendo ganhos de desempenho significativos;
  • testes em celulares Pixel mostraram ganhos de desempenho entre 2% e 22% com a AutoFDO, que está sendo implementada nas versões 6.12 e 6.6 do kernel;
  • plano do Google é expandir técnica para outros recursos e versões futuras do kernel do Android.

AutoFDO é uma contração em inglês para Otimização Automática Direcionada por Feedback. Mas o mais importante é saber que esse é o nome da técnica que o Google anunciou para atender a um objetivo nobre: otimizar o desempenho do Android no nível do kernel.

O kernel é o núcleo do sistema operacional e, como tal, é responsável por permitir que aplicativos e outros recursos de software se comuniquem com o hardware do dispositivo.

De acordo com o Google, o kernel do Android responde por cerca de 40% do tempo de uso da CPU em um dispositivo com esse sistema operacional. Otimizações no nível do kernel podem trazer ganhos de desempenho realmente relevantes, portanto. É o que a AutoFDO promete.

O que é AutoFDO?

A AutoFDO não é, necessariamente, uma técnica nova. O Google a implementou pela primeira vez em 2021, no Android 12, mas para otimização de módulos e bibliotecas específicas do sistema operacional. Agora, como já sabemos, o recurso chega ao nível do kernel.

Tal como o próprio Google explica, durante uma atividade de compilação de software, o compilador toma uma série de pequenas decisões “com base em dicas de código estáticas”. Essas “dicas” consistem em informações que o compilador extrai da análise do código-fonte, como estruturas de funções ou condicionais presentes.

Na prática, é como se o compilador usasse as tais “dicas” para prever quais partes do código devem ser executadas com prioridade ou são mais críticas para o desempenho. O problema é que nem sempre essa antecipação é precisa, ou seja, corresponde ao uso real do software.

É aí que a AutoFDO entra em cena. A técnica se baseia em dados coletados durante a execução em tempo real do software. Como o compilador é, então, orientado por informações mais realistas, as chances de a otimização certa para aquele cenário de execução ser aplicada são consideravelmente maiores.

Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android
Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android (imagem: reprodução/Google)

De quanto é o ganho de desempenho do Android com a AutoFDO?

Ainda de acordo com o Google, a AutoFDO permitiu melhorar em 4% a inicialização de aplicativos e reduzir em 1% o tempo de inicialização do sistema quando a técnica foi aplicada em executáveis e bibliotecas no nível do usuário. Parece pouco, não? Mas, no nível do kernel, os ganhos são mais expressivos.

Como mostra o gráfico mais acima, em testes feitos com celulares da linha Pixel rodando as versões 6.1, 6.6 e 6.12 do kernel do Android, os ganhos de desempenho variaram entre 2% e 22%, dependendo do componente mensurado. Como este ainda é um trabalho em andamento, ganhos maiores podem ser registrados em etapas futuras.

A AutoFDO já está sendo implementada pelo Google nas ramificações 6.12 do kernel para Android 16 e 6.6 para Android 15. O plano inclui levar a técnica para as versões futuras do kernel, é claro. Também está nos planos implementar a AutoFDO em outros componentes, incluindo drivers.

Google revela como irá melhorar o desempenho do Android

Mascotes do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android (imagem: reprodução/Google)

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

10 de Março de 2026, 18:07
Eventos no calendário do Windows 11
Como seriam os eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft adiou adição de eventos ao calendário do Windows 11, inicialmente prevista para testes no final de 2025;
  • função ainda está nos planos, mas data de liberação da prévia não foi especificada;
  • recurso já existia no Windows 10, mas foi retirado do Windows 11 pela Microsoft.

Em novembro de 2025, a Microsoft revelou estar trabalhando em uma atualização que faria o calendário do Windows 11 permitir inserção de eventos ou lembretes. A companhia não deu data para liberar a funcionalidade, mas havia expectativa de que isso ocorresse no início de 2026. Sabemos, agora, que não será assim.

Essa expectativa girava em torno da promessa da Microsoft de iniciar testes do recurso com participantes do programa Windows Insider no fim do ano passado. Mas, até agora, não há sinal da nova função.

Foi então que o Windows Central descobriu que a Microsoft atualizou o anúncio original para remover o trecho que falava sobre a prévia do recurso em dezembro de 2025.

Teria a Microsoft desistido da ideia, então? Felizmente, não. Procurada pelo veículo, a companhia explicou que ainda está trabalhando na funcionalidade, mas que a liberação da prévia irá ocorrer nos “próximos meses”, sem dar uma data precisa.

Em outras palavras, a função de eventos do calendário flutuante do Windows 11 ainda está nos planos da Microsoft, a companhia apenas decidiu tirá-la da agenda (desculpa a ironia).

Motivo? Não está claro. Mas, quando o recurso foi anunciado, descobriu-se que o seu desenvolvimento estava sendo feito em WebView (com interface web), o que poderia afetar o seu desempenho.

O Windows Central levanta a possibilidade de a companhia ter recebido queixas contra isso e, assim, ter decidido basear o projeto na interface nativa do Windows, o que requer mais tempo de desenvolvimento.

O calendário do Windows 10 permite evento
O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que eventos no calendário do Windows 11 são importantes?

Porque, atualmente, o calendário flutuante que aparece quando você clica na área à direita da Barra de Tarefas do Windows 11 serve apenas para consulta de datas.

No Windows 10, você pode usar o calendário para adicionar eventos ou lembretes facilmente, o que torna a ferramenta muito mais útil. A remoção desse recurso no Windows 11 foi uma das derrapadas que a Microsoft deu com essa versão do sistema operacional.

Com o retorno do recurso ao Windows 11, espera-se que, além de eventos e lembretes, o calendário também permita ao usuário visualizar um botão direto para reuniões online agendadas.

Há boas chances de a funcionalidade ser realmente útil, portanto. É esperar que a Microsoft faça um bom trabalho (e em tempo hábil, de preferência).

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

4 de Março de 2026, 16:44
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 agora possui ícones coloridos de status de bateria: verde, laranja, vermelho e preto, indicando diferentes níveis de carga e conexão à tomada;
  • porcentagem de carga pode ser exibida na Barra de Tarefas, mas precisa ser ativada manualmente em Configurações / Energia e bateria;
  • atualização que inclui ícones coloridos está sendo liberada gradativamente no Windows 11 25H2 ou 24H2.

Depois de pouco mais de um ano de testes, a Microsoft tornou os ícones coloridos de status de bateria oficiais no Windows 11. Eles não são um mero capricho: as cores ajudam o usuário a saber rapidamente se é preciso ligar o notebook à tomada ou não. A novidade já está sendo liberada massivamente.

São quatro cores:

  • ícone verde: indica que o notebook está ligado à tomada e que sua bateria tem alto nível de carga;
  • ícone laranja: informa que o notebook está operando em modo de economia de energia, que ocorre quando há 30% de carga ou menos;
  • ícone vermelho: indica que o nível de carga está abaixo de 6% e que o computador deve ser ligado à tomada o quanto antes;
  • ícone preto: informa que a carga está em 100% ou em um nível próximo a isso, mas sem o notebook estar ligado à tomada.

Também é possível mostrar a porcentagem de carga

Além de assumir cores condizentes com o status da bateria, o ícone também pode mostrar a porcentagem de carga disponível, informação que fica permanentemente visível na Barra de Tarefas.

Porém, essa opção precisa ser ativada manualmente pelo usuário. Para isso, basta ir em Configurações / Energia e bateria e ativar a opção Porcentagem de bateria. O mesmo caminho permite que a exibição de porcentagem seja desativada, obviamente.

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga
Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como ativar os ícones coloridos de bateria no Windows 11?

Os ícones coloridos de bateria consistem em uma mudança de interface no Windows 11, por isso, a sua ativação é automática e depende de uma atualização do sistema operacional.

Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que essa atualização começou a ser liberada massivamente no Windows 11 25H2 ou 24H2 há alguns dias, mas de modo gradativo, com mais usuários devendo receber a novidade no decorrer das próximas semanas.

Se a sua instalação do Windows 11 ainda não exibe os novos ícones, é possível tentar acelerar esse processo instalando a atualização KB5077241. Para tanto, você pode verificar se esse pacote já aparece no Windows Update como atualização opcional.

A instalação também pode ser feita a partir do catálogo online do Microsoft Update (observe que o pacote tem cerca de 4,5 GB, afinal, traz outras funções e modificações).

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

4 de Março de 2026, 16:39
Ilustração vetorial em tons de azul, verde e cinza mostra um monitor de computador e parte de um smartphone à esquerda. O monitor exibe uma janela de navegador branca com barra de busca, uma mancha verde abstrata no centro e um cursor de mouse verde limão. Ao lado, o desktop escuro contém três ícones de pastas azuis. No canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria. Uma linha verde conecta os dispositivos.
Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Android 16 QPR3 introduziu um modo PC nativo, disponível apenas para a linha Pixel, que não é vendida no Brasil.
  • O modo PC permite conectar o celular a um monitor via USB-C, oferecendo uma interface similar a de um desktop, com suporte a mouse e teclado Bluetooth.
  • Fabricantes como a Samsung e a Motorola já possuem soluções próprias de modo desktop, como o DeX e o Ready For, respectivamente.

O Android 16 QPR3 trouxe uma novidade: ao ser conectado a um monitor usando um cabo USB-C, ele oferece uma interface similar à de um desktop. Assim, basta conectar um mouse e um teclado por Bluetooth para usar o celular como um computador. O recurso foi desenvolvido em parceira com a Samsung, que oferece o modo DeX há anos, com funcionamento praticamente idêntico.

A atualização, portanto, é uma novidade apenas na linha Pixel, com aparelhos Pixel 8 e posteriores oferecendo suporte. Como os smartphones da marca própria do Google não são vendidos por aqui, pouca coisa muda para o público brasileiro no momento.

O modo desktop já estava presente na versão beta QPR1 Beta 2, distribuída em junho de 2025. Agora, a disponibilidade é mais ampla. O Android QPR é uma versão trimestral do sistema, liberada para aparelhos da linha Pixel. Posteriormente, essas novidades podem chegar à versão estável do sistema, cabendo a outras fabricantes implementá-las.

Como é o desktop mode do Android?

GIF mostra celular conectado a monitor externo. O monitor mostra duas janelas, com Gmail e Chrome. Na parte de baixo, há ícones de aplicativos. No canto direito, há três botões (voltar, início e multitarefas).
Telefone fica liberado para uso (imagem: divulgação)

O ambiente de desktop do sistema operacional é bem parecido com o de concorrentes como Windows e macOS. Os apps rodam em janelas, em modo tablet/dobrável (quando disponível), e é possível redimensioná-las livremente, bem como movê-las ou sobrepô-las.

Na parte de baixo da tela, fica uma barra de tarefas, com atalhos para aplicativos e os três botões padrão do sistema: voltar, tela inicial e tela multitarefas. Na parte superior, há uma barra bastante familiar aos usuários de Android, com hora, data e indicadores de Wi-Fi e bateria.

Um ponto importante é que o smartphone fica liberado para uso, liberando recursos como câmera e ligações, por exemplo. Se for conectado a um tablet, é possível colocar o monitor para funcionar como segunda tela. No momento, nenhum tablet da linha Pixel oferece esse suporte, então isso só funciona com o Galaxy Tab S11 e alguns modelos de gerações anteriores.

O modo desktop do Android gera curiosidade extra porque o Google já confirmou que trabalha em uma versão do sistema para PCs, ainda sem previsão de lançamento. As imagens que vazaram, porém, mostram algumas diferenças para o recurso da linha Pixel, como os botões no canto inferior direito e a barra na parte superior da janela.

Fabricantes já têm soluções próprias

O modo desktop do Android é bastante aguardado, mas muitos usuários do sistema já contam com esse recurso, graças a iniciativas das próprias fabricantes de celulares. Uma delas é a própria Samsung, com o modo DeX.

Outra pioneira nesse tipo de conectividade é a Motorola. Lá em 2011, ela vendia o Atrix, que podia ser conectado a um acessório chamado Lapdock, que era basicamente um monitor e um teclado montados em formato de notebook.

Mais recentemente, os aparelhos mais potentes da marca contam com o recurso Ready For, que também oferece uma interface de desktop ao serem conectados a um monitor.

Com informações do Android Headlines e Android Authority

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

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Atualização permite conectar celular a um monitor externo e ativar interface de PC. Solução só está disponível para dispositivos selecionados de Google e Samsung.

Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)

Linux 7.0 vem aí e Linus Torvalds brinca sobre temer “números grandes”

24 de Fevereiro de 2026, 12:08
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linux 7.0 está a caminho e Linus Torvalds brinca sobre “números grandes” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.0 foi anunciado por Linus Torvalds, com lançamento previsto para abril de 2026, mas salto de numeração reflete apenas “progresso sólido”, sem grandes novidades;
  • Torvalds afirmou que mudou número principal para evitar confusão com contagens; em tom de brincadeira, ele comentou esperar que seu sucessor lide melhor com números altos;
  • Atualização trará suporte para novos processadores da Intel e AMD, além de otimizações de desempenho; o uso da linguagem Rust sairá da fase experimental.

O kernel Linux 7.0 vem aí. O número arredondado nos faz pensar em uma grande novidade na versão. Mas Linus Torvalds tratou de avisar que a numeração representa apenas um “progresso sólido” do projeto e fez até uma brincadeira sobre seu sucessor não ter medo de números altos.

Atualmente, o Linux está na versão 6.19, que foi anunciada no último dia 8. Uma simples continuidade do projeto nos faria pensar em uma versão “6.20”. Vem daí a suspeita de que o salto para a versão 7.0 representaria algum avanço muito expressivo.

No último domingo (22/02), o Linux 7.0 rc1 (Release Candidate 1) foi anunciado. A fase “rc” consiste na última antes do lançamento da versão final do projeto. Como o projeto avança dentro do prazo, é bastante provável que o Linux 7.0 chegue no momento esperado: abril de 2026.

Torvalds aproveitou o anúncio para explicar o salto de numeração: “temos um novo número de versão principal simplesmente porque me confundo facilmente e não me dou bem com números grandes”.

Ele continuou, sem perder o bom humor:

Não fazemos lançamentos baseados em recursos (ou em “estável versus instável”) há muito tempo. Portanto, esse novo número de versão principal não significa que temos algum novo recurso incrível ou que estamos abandonando interfaces antigas. É apenas o marcador usual de “progresso sólido”, nada mais.

E sim, não tenho um plano concreto para quando o próprio número da versão principal ficar grande. Mas, fazendo as contas, até lá, espero que tenhamos alguém mais competente no comando, que não tenha medo de números maiores que 10. Então, não vou me preocupar com isso.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

Ao comentar sobre um sucessor, talvez Torvalds tenha feito uma referência ao plano criado para quando o Linux precisar de um novo líder.

Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian em gravação no ano passado (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

O que o Linux 7.0 trará de novo?

Tradicionalmente, cada nova versão traz um conjunto de pequenos aprimoramentos. Não será diferente no Linux 7.0. Essa versão reserva novidades como:

  • suporte para os futuros processadores Intel Nova Lake e Diamond Rapids;
  • suporte para os futuros chips AMD com arquitetura Zen 6;
  • suporte melhorado aos chips Qualcomm Snapdragon X2;
  • ajustes de desempenho para arquiteturas como RISC-V e LoongArch;
  • otimizações em sistemas de arquivos, a exemplo do ext4 e do exFAT.

Um detalhe interessante é que, na nova versão, o uso de Rust (linguagem mais moderna e segura) no desenvolvimento de determinados componentes do kernel deixará a fase “experimental” para ser definitiva.

Vale relembrar que a versão final do Linux 7.0 é esperada para abril. Talvez o anúncio seja feito no dia 12 ou no dia 19 desse mês (dependerá do número de versões “rc” lançadas).

Linux 7.0 vem aí e Linus Torvalds brinca sobre temer “números grandes”

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Cenário do Windows XP é refotografado no ângulo original após 30 anos

20 de Fevereiro de 2026, 12:59
Bliss, papel de parede padrão do Windows XP
Bliss, papel de parede padrão do Windows XP (imagem: reprodução/Wallpaperswide)
Resumo
  • papel de parede “Bliss” do Windows XP é uma foto real tirada por Charles O’Rear em 1996 no Condado de Sonoma, EUA;
  • um usuário do Reddit recriou a imagem em 18/02, com ângulo quase idêntico ao original, mas com céu nublado e vegetação menos uniforme;
  • apesar das mudanças na vegetação e no céu, cena remete instantaneamente ao sistema da Microsoft.

Há quem acredite que o icônico papel de parede do Windows XP é uma montagem, mas a verdade é que, ainda que a imagem tenha passado por ajustes, ela consiste na foto de um local real. Eis que, nesta semana, uma pessoa foi até lá e conseguiu produzir uma foto muito parecida com a original.

Chamado de Bliss, o papel de parede do Windows XP exibe um céu azul com algumas nuvens brancas e uma colina ondulada com grama verde. Esse contraste de cores é o que, provavelmente, ajudou a imagem a ser tão marcante.

A foto original foi registrada por Charles O’Rear, que trabalhou como fotógrafo da National Geographic, em janeiro de 1996. O local que aparece na imagem é um ponto de uma área rural do Condado de Sonoma, ao norte de San Francisco (Estados Unidos).

Posts from the windows
community on Reddit

“Bliss” é recriada 30 anos depois

No decorrer dos últimos 30 anos, o local foi registrado em novas imagens por várias pessoas, mas, geralmente, em ângulos diferentes do original ou com a paisagem bastante modificada por causa de fatores climáticos ou das atividades agrícolas da região.

Porém, um usuário do Reddit que se identifica como SuperPJG123 visitou o local na última quarta-feira (18/02) e conseguiu registrar uma foto muito parecida com a imagem que foi transformada em papel de parede no Windows XP.

Foto Bliss do Windows XP recriada
A Bliss recriada (imagem: Reddit/SuperPJG123)

É verdade que, na nova foto, o céu está quase todo coberto por nuvens e a vegetação está menos uniforme. Por outro lado, o ângulo da imagem é quase idêntico ao do registro de Charles O’Rear.

Isso faz a nova imagem ser uma das reproduções mais fiéis da Bliss. Com alguma edição de imagem, talvez para aumentar a saturação de cores e remover a pilha de detritos que aparece ali, seria possível criar uma “Bliss 2.0”.

Em tempo: as fotos tiradas nesta semana foram compartilhadas pelo autor no Google Drive.

Em tempo²: você pode conferir o local da imagem no Google Maps.

Cenário do Windows XP é refotografado no ângulo original após 30 anos

Bliss, papel de parede padrão do Windows XP (imagem: reprodução/Microsoft)

A Bliss recriada (imagem: Reddit/SuperPJG123)

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

19 de Fevereiro de 2026, 10:06
Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
  • O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
  • A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.

A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.

Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.

Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?

O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.

Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.

A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.

iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.

Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.

Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)

Versões beta dos sistemas da Apple já mostram mudanças em teste (imagem: reprodução/Apple)

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

12 de Fevereiro de 2026, 16:38
Microsoft Store CLI no Windows 11
Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Store CLI permite instalar e gerenciar aplicativos via linha de comando no Windows 10 e 11;
  • Comandos principais incluem “store browse-apps”, “store install” e “store –help”;
  • Microsoft Store CLI é voltada principalmente a desenvolvedores e usuários avançados.

No universo do Linux, você pode instalar softwares via linha de comando usando ferramentas como APT e Snap. E se você pudesse ter uma experiência minimamente parecida com essas opções, mas no Windows? Com a Microsoft Store CLI isso é possível.

CLI é a sigla para Command Line Interface, ou seja, Interface de Linha de Comando. A ideia é permitir que você instale e gerencie aplicativos no Windows digitando instruções via Prompt de Comando (CMD) ou via Windows PowerShell.

A condição é a de os apps em questão estarem disponíveis na Microsoft Store, obviamente. Além disso, a Microsoft Store precisa estar ativada no computador.

De acordo com a companhia, a Microsoft Store CLI foi criada para atender a desenvolvedores e usuários avançados. A nova abordagem vinha sendo testada há algum tempo e, nesta semana, foi anunciada oficialmente.

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI
Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar a Microsoft Store CLI?

Para usar a novidade, tudo o que é necessário fazer é abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e digitar o comando store, tanto no Windows 11 quanto no Windows 10. Se preferir, você pode digitar diretamente comandos mais específicos. Os principais são estes:

  • descobrir aplicativos: store browse-apps [parâmetro]
  • instalar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • atualizar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • obter ajuda: store –help
Instalação de app via Microsoft Store CLI
Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por exemplo, suponha que você queira descobrir a lista de aplicativos mais populares na loja. O comando é este:

store browse-apps top-free

Ou, então, imagine que você queira instalar o Firefox no computador. O comando é este:

store install firefox

A loja buscará os aplicativos que tiverem o nome “firefox”. Na sequência, você deverá selecionar a opção a ser instalada usando as setas do teclado e a tecla Enter.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma opção de instalação de softwares via linha de comandos. Em 2021, quando o Windows 10 ainda era suportado, a companhia lançou o Winget 1.0 (ou Windows Package Manager 1.0), que tem uma proposta parecida.

A principal diferença entre as duas opções, um tanto óbvia, é que a Store CLI é direcionada apenas aos aplicativos disponíveis na Microsoft Store, enquanto o Winget é mais generalista.

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

12 de Fevereiro de 2026, 16:15
Logotipo do Windows 11
Windows 11 26H1 não será uma atualização de recursos do 25H2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chips Arm e não estará disponível para dispositivos com processadores Intel ou AMD.
  • Microsoft interromperá o ciclo tradicional de atualizações anuais, focando em otimizações de hardware para os novos processadores Arm.
  • A maioria dos usuários continuará na versão 25H2, recebendo atualizações mensais de segurança e correções de bugs.

A Microsoft quebrará o tradicional ciclo de atualizações anuais com o lançamento do Windows 11 26H1, que será exclusivo para novos computadores com arquitetura Arm. A maioria dos usuários, com dispositivos em x86, não poderá instalá-lo. Máquinas equipadas com os recém-anunciados chips Snapdragon X2 Elite, da Qualcomm, já chegarão com a nova versão.

Diferentemente dos pacotes de recursos que chegam habitualmente para todos via Windows Update, o 26H1 “não é uma atualização de recursos para a versão 25H2”, explica a gerente de produto Aria Hanson, em um post no blog da Microsoft. Isso significa que a vasta maioria dos PCs atuais — sejam eles equipados com processadores Intel, AMD ou até modelos Arm mais antigos — não receberá essa atualização.

Chip Snapdragon X2 Elite
Windows 11 26H1 chega para PCs com base no Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)

O sistema operacional foi bifurcado temporariamente para atender às necessidades de hardware dos novos processadores. Com a decisão, quem está hoje nas versões 24H2 ou 25H2 do Windows seguirá na versão já instalada.

De acordo com apuração do Ars Technica, usuários dos PCs que receberão a 26H1 também não devem receber a atualização do fim do ano, a 26H2, prevista para o restante do ecossistema.

A expectativa é que a Microsoft volte a unificar os ecossistemas até março de 2028, quando o suporte às atualizações de segurança do Windows 11 26H1 deve ser encerrado. Até lá, desenvolvedores e outros profissionais terão que lidar com esse período de sobreposição, testando softwares em versões distintas do sistema em hardwares diferentes.

Compromisso com arquitetura Arm

O lançamento da versão dedicada ao Arm reforça o compromisso da Microsoft com a arquitetura, após décadas de domínio do x86, usado amplamente pelas rivais Intel e AMD.

A atualização anterior, 24H2, já havia sido um marco nesse sentido, introduzindo mudanças profundas no kernel e o tradutor “Prism” para melhorar a compatibilidade de apps antigos.

Vale lembrar que a Microsoft já vem tratando as versões Arm com certa prioridade. Recursos de inteligência artificial que exigem NPUs potentes, como o polêmico Recall e o Click To Do, chegaram primeiro aos PCs com Arm meses antes de serem liberados para as versões x86.

Chip Arm
Microsoft foca em compatibilidade para chips Arm (imagem: divulgação/Arm)

Updates não param para PCs “comuns”

Apesar da exclusividade da nova atualização, a Microsoft garante que o Windows 11 26H1 não traz recursos visuais inéditos ou ferramentas exclusivas que fariam falta no uso diário. O foco, segundo a empresa, é quase inteiramente em otimizações de baixo nível para extrair o máximo dos novos processadores da Qualcomm.

Para a grande maioria dos usuários que permanecerá na versão 25H2, nada muda. A empresa continuará liberando atualizações mensais de segurança, correções de bugs e novos recursos via feature drops.

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Chip Arm (imagem: divulgação/Arm)

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

12 de Fevereiro de 2026, 10:22
Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3
Linux Mint 22.3, a versão mais recente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedores do Linux Mint planejam estender intervalo entre lançamentos para priorizar qualidade, possivelmente a partir de 2026;
  • Atual ciclo semestral limita desenvolvimento de novos recursos, segundo Clement Lefebvre, líder do projeto;
  • Mudança no cronograma ainda não é oficial, mas há indicações de que ocorrerá em breve.

O Linux Mint segue um ciclo de desenvolvimento semestral, o que significa que uma nova versão da distribuição é lançada a cada seis meses, podendo haver pequenas variações nesse intervalo. Mas a frequência de lançamentos deve diminuir, talvez já em 2026. Isso porque os desenvolvedores do projeto querem priorizar a qualidade em vez da quantidade.

Não que o atual ciclo semestral esteja resultando em um sistema operacional ruim. Na verdade, o Linux Mint é bastante elogiado por ser estável e fácil de usar, tendo inclusive aparecido com uma alternativa viável ao Windows 10, que deixou de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2025.

Mas, em uma postagem recente no blog do projeto, Clement Lefebvre, líder do Linux Mint, explicou que o atual cronograma de lançamentos dificulta a criação de recursos, pois os desenvolvedores precisam utilizar o prazo apertado disponível para executar testes e aplicar ajustes na distribuição:

Lançar com frequência é importante porque significa que recebemos muitos feedbacks e relatórios de bugs quando introduzimos mudanças. (…) É um processo que funciona muito bem e produz melhorias incrementais a cada lançamento.

Mas isso consome muito tempo e limita nossa ambição em termos de desenvolvimento. Com um lançamento a cada seis meses, além do LMDE, gastamos mais tempo testando, corrigindo e lançando do que desenvolvendo.

Clement Lefebvre, líder do Linux Mint

Ao citar “LMDE”, Lefebvre se refere à variante Linux Mint Debian Edition que, como o nome deixa claro, usa a distribuição Debian como base. O Linux Mint convencional, por assim dizer, é baseado no Ubuntu.

Desktop do Linux Mint 22.3 "Zena" com navegador Firefox aberto
Desktop do Linux Mint 22.3 “Zena” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual será o novo ciclo de atualizações do Linux Mint?

Ninguém sabe ao certo, afinal, a decisão de mudar o cronograma de lançamentos ainda não é oficial. Os desenvolvedores apenas avisaram que mudanças podem ocorrer em breve.

Mas eu apostaria em um ciclo anual de lançamento. Essa abordagem daria mais tempo para os desenvolvedores trabalharem em novos recursos e, ao mesmo tempo, diminuiria o risco de usuários passarem a ter a impressão de que a distribuição está ficando ultrapassada.

Curiosamente, Lefebvre comentou que o próximo Linux Mint será baseado em uma nova versão LTS (com suporte de longo prazo), mas que os desenvolvedores perceberam que estão sem ideia de codinome para a versão.

Ele dá a entender que a falta de codinomes é outro motivo para aumentar o intervalo de lançamentos entre versões. É claro que há um certo nível de brincadeira com relação a esse aspecto, mas a observação serve para reforçar que os desenvolvedores realmente estão dispostos a mudar o ciclo de atualizações do Linux Mint.

Em tempo, a versão mais atual da distribuição é o Linux Mint 22.3 “Zena”, que foi lançado em meados de janeiro.

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desktop do Linux Mint 22.3 "Zena" com navegador Firefox aberto (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

iOS 26.3 traz opção nativa para migrar do iPhone para Android

11 de Fevereiro de 2026, 17:12
Uma composição de vários ícones de aplicativos do iOS, organizados em círculos concêntricos e desfocados ao fundo, em um degradê de branco para um roxo claro. No centro, sobre um quadrado branco com bordas arredondadas, destaca-se o texto "iOS 26". No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
iOS 26.3 chega com novidade na transferência de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 26.3 introduz uma ferramenta nativa para migrar dados do iPhone para Android.
  • A atualização permite encaminhar notificações do iPhone para dispositivos de terceiros.
  • O update também inclui melhorias na privacidade de localização para modelos com modems C1 e C1X (a partir do iPhone 16e).

A Apple liberou para todos os usuários a versão final do iOS 26.3 nesta quarta-feira (11/02). A atualização foca em pequenos ajustes, mas traz uma nova ferramenta nativa e simplificada para migrar dados do iPhone para um celular Android.

A novidade havia aparecido no Android e na versão beta disponibilizada para desenvolvedores em dezembro do ano passado e agora faz a estreia oficial. O objetivo é tornar a troca de plataforma menos complicada, dispensando o uso de cabos e softwares de terceiros.

Captura de tela da tela de atualizações do iPhone, indicando a instalação do iOS 26.3
Download do iOS 26.3 pesa 12,38 GB (imagem: Bruno Andrade e Felipe Faustino/Tecnoblog)

Novo método de transferência

Até então, Google e Apple mantinham ferramentas que facilitavam trazer dados de dispositivos do sistema operacional rival, como o Mudar para Android e o Migrar para o iOS. A experiência, no entanto, sempre foi criticada por usuários dos dois ecossistemas, com transferências incompletas e lentidão no processo.

O novo recurso mantém a ideia da transferência via conexão sem fio (Wi-Fi ou Bluetooth) para mover o conteúdo de um aparelho para o outro. A ferramenta, segundo um aviso que aparece ao usá-la, consegue transferir fotos, mensagens, notas, aplicativos gratuitos equivalentes e o número de telefone.

No entanto, outros dados, como os de saúde, dispositivos emparelhados via Bluetooth e itens protegidos (como notas bloqueadas), não são transferidos.

Como transferir dados do iOS para o Android?

Captura de tela do processo de transferência de dados do iOS para o Android em um iPhone
Opção de transferir para o Android já está disponível (imagem: Bruno Andrade e Felipe Faustino/Tecnoblog)

Para iniciar o processo, é necessário que os dois aparelhos estejam próximos. O sistema gera um código QR no Android, que deve ser escaneado pelo iPhone para estabelecer a conexão.

No iOS, o caminho é simples:

  1. Acesse Ajustes;
  2. Toque em Geral;
  3. Selecione Transferir ou Redefinir o iPhone;
  4. Escolha a nova opção Transferir para Android.

Mais novidades

Além da ponte para o Android, a atualização traz mudanças focadas em personalização e privacidade. Uma delas é o Encaminhamento de Notificações. O recurso, projetado para atender à Lei de Mercados Digitais (DMA) da União Europeia, permite que notificações recebidas no iPhone sejam encaminhadas para dispositivos de terceiros (como relógios que não sejam o Apple Watch).

Outros destaques incluem:

  • Privacidade de localização: usuários de iPhones equipados com os modems C1 e C1X (introduzidos a partir do iPhone 16e) ganharam um recurso para ofuscar dados precisos de localização junto às operadoras.
  • Papéis de parede: a Apple separou as categorias de imagem de fundo “Tempo” e “Astronomia”, oferecendo novas opções de design para a tela de bloqueio baseada no clima.

iOS 26.3 traz opção nativa para migrar do iPhone para Android

Apple pode adotar novo padrão nos nomes dos sistemas, usando o ano seguinte ao lançamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Android para PC terá atalhos do Gemini no teclado e na barra de status

10 de Fevereiro de 2026, 17:32
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Gemini será parte importante do sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android para PC, conhecido como Aluminium OS, incluirá o assistente Gemini acessível via atalho de teclado ou ícone na barra de status.
  • O código beta do app do Google versão 17.5 menciona a ativação do Gemini através de ícone ou botão do Google com a barra de espaço.
  • Animações do Gemini no PC incluem um ícone animado e uma tela cheia ao ser ativado.

A nova versão beta do app do Google para Android traz dois trechos de código que indicam como o Gemini vai funcionar na versão do sistema para computadores.

O assistente com inteligência artificial generativa estará disponível para acesso rápido por meio de um atalho de teclado ou por um ícone na barra superior da interface do Aluminium OS, codinome interno do substituto do ChromeOS.

Como será o Gemini no Android para PC?

O código da versão 17.5 do app do Google, ainda em versão beta, foi obtido e analisado pelos sites 9to5Google e Android Authority.

São duas linhas de código que fazem menção ao Gemini no computador. Uma delas revela que é possível ativar o assistente clicando no ícone no canto superior direito da tela ou apertando o botão do Google, presente em vários Chromebooks, e a barra de espaço do teclado físico.

Captura de tela da interface de um sistema operacional para desktop. A área de trabalho exibe duas janelas de navegador abertas lado a lado, preenchendo quase toda a tela. Na parte superior, há uma barra de status preta com o relógio à esquerda e ícones de conectividade à direita. Na base, uma barra de tarefas flutuante e centralizada organiza dez ícones de aplicativos circulares e coloridos.
Imagens vazadas anteriormente já indicava ícone do Gemini na barra superior (imagem: reprodução/9to5Google)

A outra linha tem uma breve apresentação do Gemini, dizendo: “Peça ao Gemini ajuda para escrever, planejar, ter ideias e mais”. O código dessa mensagem traz duas informações importantes.

A primeira é que se trata de um “placeholder”, termo usado para definir elementos que estão de forma provisória em algum lugar, apenas para ocupar aquele espaço. A segunda é que a mensagem aparecerá ao pedir o consentimento do usuário para ativar o Gemini.

O Android Authority encontrou ainda duas animações ligadas ao Gemini no PC. O ícone que ficará no canto superior direito da tela será animado, com um efeito de “respiração”, crescendo e encolhendo de forma alternada. Além disso, o assistente terá uma animação de tela cheia ao ser configurado.

O que mais sabemos sobre o Android no PC?

O projeto para levar o Android aos computadores já foi confirmado por executivos do Google, mas ainda há poucos detalhes sobre ele. Sabe-se, por exemplo, que o codinome interno é Aluminium OS, mas o nome oficial ainda é um mistério.

No fim de janeiro de 2026, um desenvolvedor compartilhou publicamente vídeos do sistema em um fórum de discussão de bugs do Chromium. O visual lembra bastante o dos tablets Android, mas traz adaptações para aproveitar o espaço extra da tela de um notebook.

Com informações do Android Authority e do 9to5Google

Android para PC terá atalhos do Gemini no teclado e na barra de status

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Código do app do Google traz referências ao Android para PC. Sistema é conhecido como Aluminium OS, mas ainda não tem data de lançamento.

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

10 de Fevereiro de 2026, 12:19
Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tanques de tinta de impressora (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinua atualizações de drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e Windows Server 2025;
  • Impressoras antigas continuarão funcionando, mas drivers V3 e V4 não serão atualizados pelo Windows Update;
  • Microsoft quer focar em drivers mais modernos, no padrão Mopria/IPP.

Se você tem uma impressora antiga, que (milagrosamente) funciona até hoje, precisa ficar atento: a Microsoft confirmou que, desde janeiro de 2026, não atualiza mais drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e no Windows Server 2025. Mas o que isso quer dizer?

Que fique claro desde já que a sua impressora antiga continua compatível com o Windows 11. A mudança em questão apenas acaba com atualizações de drivers por meio do Windows Update, com exceção para casos pontuais (que envolvem problemas de segurança, por exemplo).

O termo V3 é uma referência a uma classe de drivers para impressoras comercializadas na época em que o Windows XP e o Windows Server 2000 eram os sistemas operacionais mandatórios da Microsoft.

Drivers V3 são caracterizados por terem muitos elementos proprietários e, principalmente, por acessarem numerosos recursos do sistema operacional. Eles são mais inseguros, portanto.

Mais tarde, com a dupla Windows 8 e Windows Server 2012, a Microsoft tentou amenizar esses problemas com uma classe mais avançada, os drivers V4, que são mais leves e baseados em menos arquivos DLL em relação aos drivers V3.

Porém, drivers V4 não tiveram a adesão esperada por parte dos fabricantes e mantêm algumas limitações técnicas importantes, e isso tudo os torna apenas “menos piores” do que os drivers V3.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 perderá suporte a drivers V3 e V4 via Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que acontece agora com a minha impressora no Windows 11?

Se você comprou uma impressora nos últimos dez anos, não precisa se preocupar, pois, provavelmente, o equipamento utiliza drivers no padrão Mopria/IPP, que são mais seguros, estáveis e menos dependentes de software fornecido por fabricantes.

Para quem tem uma impressora antiga, no padrão V3 ou V4, elas continuam funcionando no Windows 11 ou no Windows Server 2025.

No caso de uma instalação nova do sistema operacional, porém, drivers V3 ou V4 ainda poderão ser baixados via Windows Update, mas não há garantia de disponibilidade para todos os modelos. Diante dessas circunstâncias, a recomendação é a de que o usuário baixe os drivers junto ao fabricante da impressora.

O plano de descontinuação do suporte a drivers V3 e V4 foi anunciado pela Microsoft em setembro de 2023. A partir de julho de 2026, o Windows passará a priorizar drivers Mopria/IPP da Microsoft quando mais de uma opção estiver disponível.

Por fim, a partir de julho de 2027, drivers de impressoras fornecidos por fabricantes não poderão mais ser atualizados via Windows Update, exceto para correções de segurança. Assim, quem preferir drivers de fabricantes terá que instalá-los separadamente.

Com informações de Windows Latest

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linus Torvalds anuncia Linux 6.19; veja o que há de novo

9 de Fevereiro de 2026, 14:47
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linus Torvalds anuncia Linux 6.19 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 6.19 melhora compatibilidade com GPUs AMD antigas e suporte a máquinas virtuais com chips da companhia;
  • Atualização traz suporte a chips Intel Nova Lake e para tecnologia de segurança Intel LASS, que previne ataques baseados em vulnerabilidades de hardware;
  • Sistema de arquivos EXT4 foi otimizado e dispositivos portáteis como Steam Deck e Asus ROG Ally ganharam suporte oficial para controle de hardware.

O Linux 6.19 é oficial. Manda a tradição que o anúncio de uma nova versão do kernel seja feito em um domingo. Pois bem, Linus Torvalds apresentou a novidade no último dia 8. O que há de novo? Principalmente ajustes ou acréscimo de compatibilidade com chips AMD e Intel. Mas há outros avanços, é claro.

No e-mail em que anuncia o Linux 6.19, Linus Torvalds fez o seguinte comentário:

Sem grandes surpresas na semana passada [com relação ao kernel], então a versão 6.19 foi lançada conforme o esperado — justamente quando os EUA se preparam para uma paralisação completa ainda hoje, assistindo à última leva de comerciais de TV.

Apostadores diriam que todos eles [os comerciais] foram gerados por IA, mas talvez alguma empresa empreendedora decida ir contra essa tendência? Duvido, mas sempre há uma pequena chance.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

Ao falar de paralisação nos Estados Unidos, Torvalds brinca com a final do Super Bowl, que ocorreu justamente no último domingo. Mas vamos ao que interessa: o Linux em si.

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Distribuição Ubuntu (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que o kernel Linux 6.19 traz de novo?

Há várias pequenas novidades no kernel Linux 6.19. Entre as que se destacam está a que torna GPUs AMD antigas, como as séries Radeon R9 200 e HD 7000, plenamente compatíveis com o driver aberto RADV para a API gráfica Vulkan. Essa novidade pode tornar a execução gráfica baseada em Vulkan ou em OpenGL até 40% mais rápida, de acordo com os benchmarks.

Ainda no universo da AMD, agora há suporte para máquinas virtuais com até 4.096 CPUs via tecnologia x2AVIC. O suporte anterior era de 512 CPUs. Isso significa que o Linux ficou mais potente em virtualização profissional a partir de processadores AMD.

Há ainda ajustes de desempenho na criptografia AES-GCM para processadores com arquitetura Zen 3 e suporte para inserção inteligente de dados no cache em processadores como o AMD Epyc 9005.

No ecossistema da Intel, as novidades incluem suporte para áudio em máquinas baseadas nos chips Nova Lake, a serem introduzidos ainda em 2026.

Agora também há suporte para a tecnologia Intel LASS (Linear Address Space Separation), que previne uma série de ataques baseados em vulnerabilidades de processadores, a exemplo das famosas falhas Spectre e Meltdown.

Outras novidades dignas de nota incluem:

  • EXT4: o sistema de arquivos agora tem suporte a blocos maiores que o tamanho da página do sistema, o que pode agilizar a cópia de arquivos grandes ou a extração de arquivos compactados, por exemplo;
  • Asus ROG Ally e Steam Deck: agora há suporte oficial ao controle de hardware de ambos os dispositivos, o que pode melhorar a experiência do usuário com jogos;
  • IdeaPad: agora há suporte a carregamento rápido via porta USB-C em vários notebooks da linha da Lenovo;
  • Tela azul: lembra que o Linux agora tem a sua própria versão da “tela azul da morte”? Pois bem, esse recurso foi ampliado para funcionar com uma variedade maior de hardware.
PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)
PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)

Como obter o Linux 6.19?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, portanto, a sua implementação não é trivial, a não ser que você seja um usuário com conhecimentos avançados sobre Linux: quem sabe como compilar e atualizar o kernel pode baixar o Linux 6.19 a partir do site oficial.

Para os demais casos, convém aguardar pela liberação do novo kernel nas distribuições Linux, de modo oficial. Algumas delas, como o Arch Linux e o Fedora, poderão contar com o Linux 6.19 em breve.

Mas tenha em mente que, dependendo da distribuição, a implementação do novo kernel pode levar mais tempo. Isso porque costuma não haver pressa para isso. Cada projeto implementa a versão mais otimizada para determinada fase da distribuição, não necessariamente a mais recente.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: Linus Torvalds revelou que a próxima versão do kernel será chamada de Linux 7.0.

Com informações de Phoronix e OMG! Ubuntu

Linus Torvalds anuncia Linux 6.19; veja o que há de novo

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

6 de Fevereiro de 2026, 11:23
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
  • O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
  • A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.

Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.

Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?

A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.

A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).

Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.

Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.

No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.

Como realizar a desinstalação?

O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.

Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.

É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.

A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

5 de Fevereiro de 2026, 18:11
Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou que Quick Share será compatível com mais dispositivos Android, além do Pixel 10, permitindo integração com AirDrop, da Apple;
  • Integração Quick Share-AirDrop facilita troca de arquivos entre dispositivos Android e iPhones próximos, e também cobrirá iPads e MacBooks;
  • Expansão para mais aparelhos Android irá ocorrer “em breve”, afirma Google.

O Quick Share, tecnologia que compartilha arquivos entre dispositivos Android, já é capaz de funcionar em conjunto com o AirDrop, da Apple. Porém, apenas os celulares Pixel 10 suportam essa integração oficialmente. A boa notícia é que o Google confirmou que a compatibilidade chegará a outros aparelhos Android.

A integração entre Quick Share e AirDrop possibilita a troca de arquivos entre celulares Android e iPhones que estiverem fisicamente próximos entre si. É um recurso interessante para compartilhar fotos tiradas em grupo, só para dar um exemplo.

Ao anunciar a integração do Quick Share com o AirDrop, em novembro de 2025, o Google explicou que a novidade era destinada à linha Pixel 10 na fase inicial, mas que havia planos de expandir o recurso para mais dispositivos.

Pois bem, o Android Police relata ter participado de uma recente coletiva de imprensa do Google. No evento, a companhia confirmou planos de lançar uma atualização do Quick Share neste ano que torna a comunicação com o AirDrop possível em mais dispositivos Android.

Android Qick Share com compatibilidade com Apple AirDrop
Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone (imagem: divulgação/Google)

Quando a integração Quick Share-AirDrop chegará a mais celulares Android?

O Google se limitou a informar que “em breve”. A companhia não deu uma data precisa porque a liberação do recurso depende do apoio de fabricantes de smartphones.

Mas esperar um pouco mais deverá valer a pena, afinal, a integração não se limitará aos iPhones, como o próprio Google explicou:

Dedicamos muito tempo e energia para garantir que pudéssemos criar algo compatível não apenas com o iPhone, mas também com iPads e MacBooks.

Agora que comprovamos que isso é possível, estamos trabalhando com nossos parceiros [fabricantes] para expandir a funcionalidade para o restante do ecossistema, e vocês verão alguns anúncios interessantes em breve.

Eric Kay, vice-presidente de engenharia

Um detalhe curioso é que o Google não dependeu da Apple para fazer essa integração. No ano passado, a União Europeia exigiu a implementação do Wi-Fi Aware no AirDrop, padrão aberto que permite a dispositivos fisicamente próximos trocarem informações entre si. Foi essa tecnologia que possibilitou a comunicação do Quick Share com o AirDrop.

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

30 de Janeiro de 2026, 11:11
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

28 de Janeiro de 2026, 10:44
Captura de tela da interface de um sistema operacional para desktop. A área de trabalho exibe duas janelas de navegador abertas lado a lado, preenchendo quase toda a tela. Na parte superior, há uma barra de status preta com o relógio à esquerda e ícones de conectividade à direita. Na base, uma barra de tarefas flutuante e centralizada organiza dez ícones de aplicativos circulares e coloridos.
Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)
Resumo
  • O Android para PC terá uma interface semelhante à de tablets, com adaptações para telas maiores, incluindo uma barra de tarefas centralizada e uma barra de status mais alta.
  • O sistema operacional é identificado como Android 16, codinome “ALOS” ou Aluminium OS, e foi testado em um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.
  • O Google confirmou o desenvolvimento do Android para computadores em 2025, com o planos para substituir gradualmente o ChromeOS.

Um desenvolvedor se descuidou e publicou imagens da interface da futura versão do Android para desenvolvedores. Elas revelam um visual parecido com o de tablets com o sistema, mas com algumas diferenças importantes.

As gravações de tela foram compartilhadas na plataforma de desenvolvimento do Chromium (projeto de código aberto que serve de base para o Chrome) para mostrar um bug no sistema. A página de discussão agora mostra apenas uma mensagem de acesso negado, mas o 9to5Google conseguiu salvar e publicar os vídeos.

Como será a interface do Android para PC?

As imagens mostram uma barra de tarefas idêntica à usada em tablets com Android, com ícones centralizados, incluindo um para acessar aplicativos à esquerda e outros para apps abertos à direita.

A barra de status no topo da tela, no entanto, é diferente. Ela é mais alta. Nas capturas de tela, essa área contém relógio (com segundos) e data à esquerda; na direita, ficam um ícone do Gemini, um controle de idioma do teclado, um indicador de Wi-Fi e um mostrador de bateria. Outro detalhe é um cursor de mouse ligeiramente maior, com design mais tradicional, incluindo uma haste.

Captura de tela da interface desktop do Android exibindo a Google Play Store sobreposta a janelas do Chrome. A janela da Play Store mostra detalhes do app "Chrome Dev", com botões de categorias "Communication", "Tools" e "Browsers". Ao fundo, abas do navegador exibem "chrome://flags". A barra de tarefas inferior contém ícones de sistema e aplicativos abertos, incluindo o logo colorido do Google Fotos e do YouTube. O cursor do mouse está posicionado sobre o ícone de estrela para avaliação do app.
Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Nas imagens, há duas janelas do Chrome lado a lado, indicando um possível recurso multitarefas do sistema. O navegador tem, inclusive, um ícone de extensões — elas estão disponíveis apenas na versão para desktops e não na para tablets.

Os botões para fechar, minimizar e abrir em tela cheia ficam no canto direito superior das janelas e são praticamente idênticos aos do ChromeOS.

O que mais sabemos sobre o Android para PC?

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Android para PC ainda não tem nome definido nem data para chegar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os indícios de que as gravações de tela são realmente da futura versão do Android para PC aparecem logo no início, em uma página de versão do Chrome. Ela informa que o sistema operacional é o Android 16, com a compilação ZL1A.260119.001.A1.

O desenvolvedor se refere a essa build como “ALOS” — um código para Aluminium OS, codinome interno do sistema. Ele também informou qual aparelho estava usando: um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.

Os rumores de uma versão do Android para computadores circulam há alguns anos, mas o sistema ganhou confirmação oficial só no segundo semestre de 2025.

Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Além disso, a empresa abriu vagas de trabalho específicas para o projeto. As descrições indicam que o Aluminium OS é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”, que estará disponível para todos os formatos, como laptops, tablets, destacáveis e mini-PCs.

Também há indícios de que haverá um período de transição do ChromeOS para o novo sistema, incluindo suporte e atualizações para os produtos lançados nos últimos anos. Já o nome não é definitivo e ainda está no campo das especulações — Android, Chrome e Chromebook são marcas muito fortes, e há chances de que elas sejam reaproveitadas no novo sistema.

Com informações do 9to5Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

27 de Janeiro de 2026, 17:08
Microsoft Edge
Saiba o passo a passo para excluir o Microsoft Edge no Windows 10 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem diferentes métodos de desinstalar o navegador Microsoft Edge no Windows 10. Quando a desinstalação está bloqueada pelo Painel de Controle do sistema, é necessário usar comandos manuais via Prompt de Comando ou Windows PowerShell.

A Microsoft impede a remoção nativa do Edge porque ele é o motor de renderização do sistema. No Windows 11, recursos como o assistente Copilot, a busca no Menu Iniciar e os Widgets dependem dessa infraestrutura para funcionar corretamente.

Assim, remover o navegador pode causar instabilidades críticas e erros em atualizações automáticas do sistema operacional. Além disso, o Windows Update costuma reinstalar o navegador silenciosamente para evitar o comprometimento dos recursos nativos.

A seguir, veja como desinstalar o Edge no Windows 10 via Painel de Controle, Prompt de Comando ou Windows PowerShell. Também saiba como a ausência do navegador pode impactar no desempenho do sistema operacional da Microsoft.

Índice

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Painel de Controle

Este método funciona ao desinstalar o Microsoft Edge em versões mais antigas e desatualizadas do Windows 10. Portanto, ela pode não estar disponível em todos os computadores com o sistema operacional.

1. Acesse as “Configurações” do Windows 10

Abra o Menu Iniciar e digite “Configurações” para acessar o painel de controle do Windows 10.

Acessando as configurações do Windows 10
Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Aplicativos”

Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” para ver todos os softwares instalados na sua máquina com Windows 10.

Abrindo o menu "Aplicativos"
Abrindo o menu “Aplicativos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Aplicativos e recursos”

Clique na guia “Aplicativos e recursos”, no canto esquerdo da tela, para visualizar a lista de programas instalados no computador.

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos"
Selecionando a guia “Aplicativos e recursos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Clique em “Desinstalar” Microsoft Edge

Busque o “Microsoft Edge” na lista de aplicativos e clique no nome do software para ver mais opções. Em seguida, clique em “Desinstalar” e siga as instruções na tela para completar o processo para remover o Microsoft Edge do Windows 10.

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows
Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Prompt de Comando

1. Acesse o “Sobre o Microsoft Edge”

Abra o Microsoft Edge no seu PC e clique no botão de três pontos, no canto superior direito, para ver mais opções. Selecione “Ajuda e comentários” e clique em “Sobre o Microsoft Edge” para ver informações sobre o navegador.

Acessando as informações do Microsoft Edge
Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Copie a versão do Microsoft Edge

Na seção “Sobre”, copie ou anote os números, incluindo os pontos, da versão do Microsoft Edge instalada no computador. Essa informação será importante para desinstalar o navegador via Prompt de Comando do Windows 10.

Copiando o número da versão do Microsoft Edge
Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o Prompt de Comando como Administrador

Aperte a tecla Windows e digite “Prompt de Comando”. Em seguida, clique na opção “Executar como administrador” para acessar a ferramenta com todos os privilégios.

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10
Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Insira o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge

No Prompt de Comando, digite o seguinte comando:

cd %PROGRAMFILES(X86)%\Microsoft\Edge\Application\XX\Installer

Importante: substitua o “XX” pelos números da versão do Microsoft Edge instalada no PC – incluindo os pontos – e aperte “Enter” para avançar.

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador
Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Force a desinstalação do Microsoft Edge

Ao acessar a pasta do Microsoft Edge pelo Prompt de Comando, insira o seguinte comando:

setup –uninstall –force-uninstall –system-level

Aperte “Enter”, aguarde a ação ser executada e feche a janela do Prompt de Comando. Em seguida, reinicie o computador para completar o processo e excluir o Edge.

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando
Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo PowerShell

1. Abra o Windows PowerShell

Aperte o botão Windows no teclado e digite “Windows PowerShell”. Em seguida, clique em “Executar como Administrador” para abrir o prompt de comando do PowerShell.

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador
Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Busque a versão do Microsoft Edge

Com o PowerShell aberto, digite o comando abaixo e aperte “Enter”: 

Get-AppxPackage | Select Name, PackageFullName

Essa ação listará todos os programas instalados na máquina e o nome completo do pacote. Isso facilita a localização do Microsoft Edge e o endereço da pasta do navegador.

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina
Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Copie as informações do Microsoft Edge

Veja a lista de programas instalados e localize o “Microsoft.MicrosoftEdge.Stable”. Em seguida, copie o caminho mostrado na coluna no canto direito da tela.

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge
Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Realize a remoção do Microsoft Edge

Insira o seguinte comando para desinstalar o Microsoft Edge via PowerShell:

Get-AppxPackage *MicrosoftEdge* | Remove-AppxPackage

Importante: no lugar do *MicrosoftEdge*, cole o caminho copiado nas informações obtidas pelo PowerShell. Após executar o comando, reinicie o computador para concluir a desinstalação.

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell
Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estes são alguns pontos que podem impedir a desinstalação do Edge no PC Windows:

  • Integração nativa ao sistema: o Edge é um componente essencial que fornece o motor WebView2 para widgets e aplicativos do Windows. Por ser parte do “núcleo” do sistema operacional, a opção de desinstalação fica propositalmente desativada no Painel de Controle;
  • Bloqueio no registro do Windows: chaves específicas no Registro, como a NoRemove, atuam como travas de segurança integradas pela Microsoft. Essas marcações impedem a remoção do navegador mesmo usando ferramentas de terceiro;
  • Erro ao informar a versão do Edge: o processo de desinstalação via Prompt de Comando pode não funcionar se a versão do navegador não for digitada corretamente com os pontos;
  • Restrições de versão e build: versões recentes do Windows possuem proteções que bloqueiam comandos via PowerShell. O sistema retorna erros de “parte do SO”, tratando o navegador como um arquivo protegido e imutável;
  • Processos ativos e atualizações: serviços como o EdgeUpdate e processos em segundo plano impedem qualquer tentativa de modificação nos arquivos. Além disso, o Windows Update pode baixar e reinstalar o navegador automaticamente se detectar sua ausência.

Caso não consiga remover o Edge, é possível desativar a inicialização automática no Gerenciador de Tarefas e bloquear a execução em segundo plano nas configurações do Windows. Isso minimiza o consumo de recursos sem comprometer a estabilidade do Windows.

É possível desinstalar o Microsoft Edge do Windows 11?

Não dá para desinstalar o Edge no Windows 11, pois ele atua como componente estrutural para funcionamento de widgets e da interface web do sistema. A Microsoft restringe a remoção para garantir a estabilidade do sistema e evitar falhas em processos nativos que dependem do motor de renderização.

Embora ele permaneça instalado, o usuário pode mudar o navegador padrão do Windows 11 nas configurações do sistema. Essa alteração redireciona a abertura de links e arquivos externos para o software da preferência da pessoa, reduzindo a presença do Edge no uso cotidiano.

O que acontece ao desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estas são algumas ações que ocorrem ao desinstalar o Microsoft Edge do PC:

  • Ausência de navegação emergencial: sem um navegador reserva pré-instalado na máquina, o usuário perde o principal meio de baixar drivers, novos softwares ou abrir determinados arquivos;
  • Ruptura do WebView2: muitos aplicativos de terceiros e nativos, como Widgets e Clima, perdem a capacidade de exibir conteúdo web, resultando em janelas em branco ou erros de script;
  • Comprometimento da Busca e Ajuda: a pesquisa do Menu Iniciar e os links de suporte do sistema (tecla F1) ficam inoperantes, pois são programados exclusivamente para abrir via motor do Edge;
  • Falhas em aplicativos essenciais: serviços como Outlook e Teams podem parar de funcionar corretamente, pois dependem do motor de renderização do Edge;
  • Riscos de corrupção do registro: como o Edge é integrado ao Kernel do Windows, sua remoção forçada via scripts pode corromper chaves do Registro, gerando instabilidade ou lentidão em processos;
  • Ciclo de restauração forçada: o Windows Update trata o Edge como um componente de segurança crítico, reinstalando-o automaticamente na próxima verificação para garantir a integridade do sistema operacional.

Tem algum problema desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Sim, desinstalar o Microsoft Edge compromete recursos nativos como a busca do Menu Iniciar, o Copilot e a integração do Microsoft 365, prejudicando a experiência do sistema. Essa ação também gera instabilidade técnica, afetando as atualizações de segurança e o funcionamento de diversos componentes internos do Windows.

Qual é a diferença entre desativar e desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Desativar o Microsoft Edge significa interromper os processos em segundo plano e impedir a inicialização automática, mantendo os arquivos preservados no sistema. É a escolha ideal para evitar conflitos, já que muitos recursos do Windows usam o motor do navegador para funcionar corretamente.

Desinstalar o Microsoft Edge remove permanentemente os executáveis do computador, processo que geralmente requer o uso do Prompt de Comando ou PowerShell. Embora libere espaço em disco, essa prática pode gerar instabilidade no sistema e o Windows costuma reinstalar o programa em atualizações futuras.

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Aplicativos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Comunidade Linux traça plano para quando Linus Torvalds der adeus

27 de Janeiro de 2026, 13:30
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedores do Linux documentaram um plano de sucessão para quando Linus Torvalds não puder mais liderar o projeto;
  • Se os principais mantenedores não puderem substituir Torvalds, será convocada uma reunião em 72 horas para eleger um ou mais sucessores;
  • Decisão sobre o sucessor será comunicada à comunidade em até duas semanas. Linus Torvalds concordou com o plano.

Linus Torvalds é chamado de “pai do Linux” não só por ter criado o kernel no início dos anos 1990, mas também por mantê-lo até hoje. Mas o que acontecerá quando Torvalds não puder mais conduzir o projeto? A comunidade Linux finalmente decidiu traçar um plano para esse cenário.

Que fique claro desde já: Linus Torvalds não anunciou planos de aposentadoria, ano sabático, hiato ou qualquer coisa do tipo. Mas, partindo do pressuposto de que ele ficará à frente do projeto até o fim da vida, esse dia inevitavelmente chegará, e alguém terá que ocupar o seu lugar.

O tal plano foi documentado no repositório oficial em um arquivo de nome engraçadinho: “conclave.rst“. Eu não sou do tipo que explica piadas, mas aí vai uma rápida explicação para quem não captou a referência: conclave é o nome do processo de eleição de um novo papa pela cardeais da Igreja Católica.

Qual é o papel de Linus Torvalds no Linux?

Pois bem, a parte inicial do documento explica que o kernel Linux é um projeto “amplamente distribuído, com mais de 100 mantenedores, cada um trabalhando para manter as mudanças em andamento em seus próprios repositórios”.

Mais à frente, o texto explica que a etapa final, que contém as alterações que resultam no lançamento de uma nova versão do kernel, é um trabalho centralizado e “normalmente executado por Linus Torvalds”.

Ocasionalmente, outros mantenedores assumem o papel de Torvalds. Isso ocorreu, por exemplo, em 2018. Durante o período de desenvolvimento do kernel 4.19, ele se afastou do projeto por cerca de um mês para, aparentemente, descansar e refletir sobre o seu temperamento até então enérgico, por assim dizer.

O próprio documento do “conclave” cita esse episódio. À época, Greg Kroah–Hartman, outro nome importante do projeto, assumiu as decisões que seriam tomadas por Torvalds.

Bill Gates e Linus Torvalds
Bill Gates e Linus Torvalds em encontro realizado em 2025 (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Quem substituirá Linus Torvalds, de acordo com plano?

Basicamente, o documento determina que, se os principais mantenedores não puderem cobrir Linus Torvalds diretamente, o projeto deverá eleger um ou mais substitutos o quanto antes.

Para tanto, caberá ao organizador da última Cúpula de Mantenedores do kernel ou ao presidente do Conselho Consultivo Técnico (TAB) da Linux Foundation convocar uma reunião a ser realizada em até 72 horas (após a saída de Torvalds, presumivelmente).

Poderão participar da reunião tanto integrantes da Cúpula de Mantenedores quanto membros do TAB, e todos eles poderão convidar participantes externos. Se nenhuma cúpula tiver sido realizado nos 15 meses anteriores à reunião, o TAB convocará os participantes.

Pois bem, a reunião visa eleger justamente o sucessor de Linus Torvalds no projeto do kernel Linux. Ou os sucessores. A decisão deverá ser comunicada à comunidade em até duas semanas na lista de discussão ksummit@lists.linux.dev.

Para quem gosta de um pouco de drama, eis o momento de frustração: este não é nenhum plano maligno para tirar Torvalds do poder ou algo assim. Ele próprio ratificou o documento, expressando plena concordância com o plano.

Comunidade Linux traça plano para quando Linus Torvalds der adeus

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates e Linus Torvalds (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Apple libera rara atualização para iPhone 5S e iPhone 6

27 de Janeiro de 2026, 13:18
iPhone 5s (Imagem: Kārlis Dambrāns/Flickr)
iPhone 5s foi lançado em 2013 (foto: Kārlis Dambrāns/Flickr)
Resumo
  • Apple lançou novas atualizações que estendem certificados de segurança para celulares como o iPhone 5s e iPhone 6.
  • As atualizações não adicionam novos recursos ou alteram interfaces, mas garantem o funcionamento de serviços como iMessage e FaceTime.
  • iPad Air, iPad mini 2, iPad mini 3 e iPod touch (6ª geração) também receberam atualizações de segurança.

Após anos, a Apple segue mantendo alguns de seus aparelhos mais antigos vivos, ao menos para funções básicas. Nessa segunda-feira (26/01), a empresa liberou uma nova atualização para o iOS 12, que ainda roda em aparelhos como o iPhone 5s e o iPhone 6.

De acordo com o portal MacRumors, o iOS 12.5.8 não adiciona novos recursos nem altera a interface dos aparelhos. O objetivo da atualização é renovar certificados de segurança necessários para a continuidade do funcionamento de serviços básicos do sistema.

Outras séries antigas que receberam a renovação foram os iPhones 6s e iPhone 7, que puderam atualizar para o iOS 15. No mesmo dia, a Apple disponibilizou a versão 15.8.6 para os aparelhos que pararam nessa versão do software e a 16.7.13, para o iOS 16.

O que muda?

Captura de tela com atualização do iPhone 7
iPhones antigos recebem atualização do iOS (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A Apple explica que esses certificados são usados em processos como comunicação via iMessage, chamadas no FaceTime e ativação inicial do dispositivo. Com a extensão, esses recursos devem seguir operando normalmente por mais alguns anos.

O iPhone 5s, lançado em setembro de 2013, e o iPhone 6, de setembro de 2014, voltam a receber uma atualização de software 13 e 12 anos após o lançamento, respectivamente. Antes disso, ambos haviam recebido uma última atualização em janeiro de 2023, também voltada a correções de segurança.

Os novos patches de segurança, vale reforçar, não trazem de volta a disponibilidade de apps que já encerraram o ciclo para os aparelhos que pararam, especialmente, no iOS 12. Aplicativos como o WhatsApp, Instagram e YouTube exigem versões mais recentes do sistema para funcionar nativamente.

Modelos compatíveis

As atualizações estão disponíveis para um conjunto de dispositivos que ficaram limitados aos sistemas anteriores. Entre os dispositivos com iOS 12, 15 e 16 que receberam os patches, estão as linhas:

  • iPhone 5s
  • iPhone 6
  • iPhone 6s
  • iPhone 7
  • iPhone SE
  • iPhone 8
  • iPhone X

Da mesma forma, as respectivas versões do iPadOS também foram atualizadas. Entre os dispositivos beneficiados estão o iPad Air, iPad mini 2, iPad mini 3 e iPod touch (6ª geração).

Esses aparelhos não recebem novas versões do sistema há vários anos, mas continuam sendo mantidos com correções pontuais pela Apple.

Apple libera rara atualização para iPhone 5S e iPhone 6

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

27 de Janeiro de 2026, 10:00
Capa com os dizeres "Xiaomi HyperOS 3"
HyperOS 3 deixou usuários com ROMs alternativas na mão (imagem: reprodução/Xiaomi)
Resumo
  • A atualização HyperOS 3 da Xiaomi, baseada no Android 16, inutilizou celulares com ROM global não oficial, especialmente importados da China.
  • A Xiaomi não oferece suporte para dispositivos modificados fora de seus canais oficiais, deixando usuários sem correções para o problema.
  • Reverter para o HyperOS 2.2 pode ser a única solução, exigindo reinicializações repetidas para acionar o rollback de emergência do Android.

Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.

Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.

Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.

O que causa o problema?

Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.

Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

Foto de um smartphone da Xiaomi em tela de recuperação
Smartphones ficam bloqueados após atualização (imagem: reprodução/Gizchina)

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.

Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.

Como resolver?

Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.

Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:

  • O usuário deve forçar a reinicialização do celular repetidamente (pressionando o botão liga/desliga). Pode ser necessário fazer esse processo entre 10 e 15 vezes seguidas.
  • Essa sequência de falhas propositais no boot pode acionar o protocolo de rollback de emergência do Android, desinstalando a atualização problemática e restaurando o HyperOS 2.2.
  • Se o aparelho voltar a ligar, é importante desativar imediatamente as atualizações automáticas para evitar que o HyperOS 3 tente se instalar de novo.

A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Interface HyperOS 3 está a caminho (imagem: reprodução/Xiaomi)

(imagem: reprodução/Gizchina)

Mais um bug: falha no Windows 11 impede PC de dar boot após atualização

26 de Janeiro de 2026, 15:21
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 apresenta falha que exibe tela preta durante boot, impedindo inicialização nas versões 24H2 e 25H2;
  • Rrro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” ocorre após atualização do Patch Tuesday, sem correção disponível no momento;
  • Microsoft corrigiu bugs anteriores, incluindo falha que causa reinicialização em vez de desligamento.

O ano não começou bem para muitos usuários do Windows 11. Uma série de bugs surgiu no sistema operacional após a primeira atualização de Patch Tuesday do ano. A falha identificada mais recentemente faz o Windows 11 exibir uma tela preta durante o boot, impedindo a inicialização do computador.

Para quem não sabe, o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Pelo o que se sabe até o momento, o problema em questão afeta as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11.

Quando a falha se manifesta, uma tela preta reportando o erro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” é exibida durante a inicialização. Como o usuário fica impedido de acessar o sistema operacional do PC afetado, deve tentar abordagens técnicas para solucionar o problema.

Uma delas consiste em recorrer ao Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), que pode ser acessado com o botão de energia pressionado junto com a tecla Shift durante a inicialização, com a opção “Reiniciar” devendo ser escolhida na sequência.

Como a Microsoft segue investigando as causas desse bug — sequer há confirmação de sua relação com o Patch Tuesday —, nenhuma correção específica para o problema está disponível no momento.

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11
Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Histórico de bugs recentes no Windows 11

O primeiro problema relacionado ao Patch Tuesday de janeiro de 2026 faz o Windows 11 reiniciar em vez de desligar. Felizmente, o bug só afetou o Windows 11 23H2, portanto, o número de máquinas comprometidas não foi expressivo.

De todo modo, a Microsoft lançou uma correção para a falha que faz o Windows 11 reiniciar, bem como corrigiu um bug nos Windows 11 24H2 e 25H2 que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.

Mais recentemente, a companhia corrigiu uma falha que faz apps travarem no Windows 11 durante o acesso a serviços de armazenamento nas nuvens. Entre outros transtornos, esse problema pode impedir o funcionamento correto do Outlook no sistema.

Em todos os casos, a boa notícia é que não há registro de um número massivo de usuários prejudicados. Mesmo assim, todos os problemas relatados causam a impressão de que a Microsoft não foi devidamente cuidadosa com o Patch Tuesday mais recente.

Com informações de Neowin, AskWoody

Mais um bug: falha no Windows 11 impede PC de dar boot após atualização

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

26 de Janeiro de 2026, 12:13
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É a segunda atualização emergencial liberada neste mês (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft lançou uma correção de emergência para o Windows 11 devido a falhas relacionadas a serviços de armazenamento na nuvem, como OneDrive e Dropbox.
  • O bug afeta as versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11, causando travamentos em aplicativos ao salvar ou abrir arquivos na nuvem.
  • A atualização de emergência é a segunda em janeiro de 2026 e corrige também problemas de login na Área de Trabalho Remota.

O Windows 11 começou a receber uma atualização de emergência para consertar um problema envolvendo apps que usam armazenamento na nuvem. É a segunda vez que a Microsoft precisa liberar um update às pressas no mesmo mês, algo que raramente acontece.

O patch de correção desse erro está disponível no Windows Update. Ele pode ter um dos seguintes códigos, dependendo da versão do Windows:

  • KB5078127 (Windows 11 25H2 ou 24H2)
  • KB5078167 (Windows 11 25H2, versão Enterprise)
  • KB5078132 (Windows 11 23H2, versões Enterprise e Education)

Qual é o bug envolvendo o Windows 11 e o armazenamento em nuvem?

Logo do OneDrive
Dados salvos no OneDrive eram o motivo dos problemas do Outlook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns aplicativos travam ao tentar salvar ou abrir arquivos em serviços de cloud, como o OneDrive e o Dropbox. A falha ocorre nas versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11.

Um exemplo disso é o Outlook. Devido ao bug, o programa pode travar e não abrir novamente, a menos que o processo seja encerrado ou o computador seja reiniciado. Além disso, itens enviados podem não aparecer na pasta correspondente, e o cliente pode baixar novamente mensagens já disponíveis no computador.

Esse problema foi notado há cerca de duas semanas, logo após uma atualização de segurança, mas sua causa ainda não era conhecida. Agora, tudo faz sentido: dependendo das configurações escolhidas pelo usuário, o cliente de email salva arquivos PST, com dados necessários para seu funcionamento, no OneDrive.

Microsoft sofre com bugs

É o segundo update emergencial que a Microsoft libera neste mês de janeiro de 2026, o que raramente acontece. Antes, a empresa precisou corrigir uma falha que impedia o Windows 11 de desligar — em vez disso, o computador reiniciava.

Além dos problemas do Outlook e do desligamento, o sistema também teve dificuldades envolvendo o login na Área de Trabalho Remota, que serão corrigidas nesse mesmo patch, e falhas de boot em algumas máquinas, ainda sem solução.

Com informações do Thurrott e do Verge

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

23 de Janeiro de 2026, 16:36
ReactOS
O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • ReactOS completou 30 anos desde seu primeiro commit e recebeu apoio de mais de 300 desenvolvedores ao longo desse período;
  • Projeto busca ser uma alternativa gratuita e aberta ao Windows, com compatibilidade com softwares e drivers do sistema da Microsoft;
  • Sistema enfrenta desafios de compatibilidade e desempenho, ainda estando em fase “alpha”, mas promete avanços.

Esta semana marca o aniversário de 30 anos de um dos projetos mais clássicos do universo do código aberto: o ReactOS, sistema operacional que tem a missão de ser uma alternativa gratuita, mas tão próxima quanto possível do Windows, principalmente em PCs.

Carl Bialorucki, um dos principais desenvolvedores do projeto, conta que, na verdade, o último dia 22 marcou os 30 anos em que o código-fonte do ReactOS recebeu o seu primeiro commit (quando um conjunto de alterações é registrado em um código). Desde então, o sistema já recebeu mais de 88 mil commits oriundos do trabalho de mais de 300 desenvolvedores.

Não surpreende, afinal, ser uma alternativa aberta ao Windows não é uma missão fácil. Normalmente, quando pensamos em opções ao sistema operacional da Microsoft, lembramos de distribuições Linux. Mas não é o caso aqui, o que torna o desenvolvimento do projeto ainda mais desafiador. Os esforços de desenvolvimento envolvem engenharia reversa, para você ter ideia.

O ReactOS conta com um kernel próprio e se propõe a ser compatível tanto com softwares quanto com drivers para Windows. A sua interface atual, em vigor desde 2016, é muito parecida com a do Windows XP (o que dá um ar de nostalgia ao projeto). Antes disso, o sistema tinha um visual que remetia ao Windows 95 ou ao Windows 98.

Para um projeto sem fins lucrativos durar tanto tempo, é de se presumir que ele tem sucesso. Pode ser o caso aqui. Mas isso não significa que não surgiram obstáculos pelo caminho.

Firefox no ReactOS
Firefox no ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

30 anos de projeto com alguns percalços

No texto dos 30 anos do ReactOS, Bialorucki relata, como exemplo, que o sistema teve avanços substanciais no período entre 2003 e 2006, mas que, ao mesmo tempo, houve preocupações sobre a possibilidade de seus desenvolvedores terem usado código-fonte vazado do Windows em suas contribuições, o que configuraria uma violação de propriedade intelectual.

Isso fez o ReactOS ter seu desenvolvimento paralisado e uma auditoria ter início na época. O projeto quase sucumbiu a essa situação, mas acabou ganhando fôlego, principalmente depois de as linhas de códigos suspeitas terem sido reescritas.

Esse acontecimento é um dos indicativos de que, na verdade, a durabilidade do projeto não é efeito do que se entende como sucesso, mas da insistência dos desenvolvedores, que continuam acreditando que, um dia, o ReactOS irá cumprir a sua missão integralmente.

Isso ainda não é realidade. Prova disso é que não é incomum pessoas que experimentam o sistema relatarem problemas de compatibilidade com softwares ou de desempenho, por exemplo.

Na prática, o que se vê é um projeto em andamento, que está longe de cumprir totalmente os seus objetivos, mesmo após 30 anos de trabalho. Não é por acaso que, até hoje, o ReactOS está em fase “alpha” de desenvolvimento.

ReactOS com o jogo Paciência
ReactOS traz até o jogo Paciência (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que vai ser ReactOS a partir de agora?

Apesar dos numerosos desafios, os desenvolvedores do projeto não desistem. Para as próximas etapas, eles prometem avanços importantes, como um “novo ambiente de compilação para desenvolvedores (RosBE)”, “um novo driver NTFS” e “suporte a sistemas UEFI classe 3”.

Se você quiser experimentar o sistema, o ReactOS pode ser baixado aqui. A mesma página tem um link para o código-fonte.

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Moto G75 começa a receber o Android 16 no Brasil

21 de Janeiro de 2026, 17:40
Smartphone Motorola Moto G75 cinza com duas mãos o segurando
Moto G75 foi lançado em 2024 (imagem: divulgação)
Resumo
  • Moto G75 começou a receber o Android 16 após a fase de testes.
  • A atualização é liberada gradualmente, identificada pelo firmware W1UQ36H.73-6, e requer um download de 1,8 GB.
  • O update traz melhorias em compatibilidade com aparelhos auditivos, segurança reforçada e ajustes de desempenho e estabilidade.

A Motorola começou a distribuir o Android 16 para o Moto G75. A atualização chega algumas semanas após o encerramento do programa beta e marca mais um passo da empresa na atualização de dispositivos da linha intermediária.

O pacote começou a ser distribuído de forma gradual e ainda não está disponível para todos os usuários. Se você ainda não recebeu a notificação, deve receber em breve.

Como é comum em grandes atualizações, a fabricante adota um cronograma em etapas para reduzir riscos de falhas críticas e monitorar eventuais problemas após o lançamento inicial.

Como funciona a atualização do Android 16 no Moto G75?

A nova versão do sistema chega ao Moto G75, lançado em outubro de 2024, identificada pelo firmware W1UQ36H.73-6. Na época do lançamento, a fabricante prometeu cinco anos de updates.

Usuários relatam no Reddit o recebimento da atualização em diferentes países, incluindo a Argentina, o que indica que a liberação na América Latina começou. Um dos prints compartilhados está em português do Brasil, sugerindo que aparelhos por aqui já estão sendo contemplados. A distribuição, ao que tudo indica, não segue apenas critérios regionais.

Captura de tela do Moto G75 mostra atualização do Android 16 baixada no aparelho
Print em português indica que o Moto G75 no Brasil está recebendo o update (imagem: reprodução)

A atualização exige um download relativamente grande, com cerca de 1,8 GB. Por isso, a recomendação é realizar o processo conectado a uma rede Wi-Fi estável e com bateria acima de 50%, além de espaço livre suficiente no armazenamento interno.

Para verificar a disponibilidade, o caminho é o padrão da Motorola: Configurações > Atualizações do sistema > Verificar atualizações.

Caso o update ainda não apareça, pode ser necessário aguardar alguns dias ou até semanas, já que a liberação ocorre por lotes e varia conforme região e operadora.

Apesar de se tratar de uma atualização principal do Android, o usuário não deve esperar mudanças visuais marcantes na interface. A proposta do Android 16, ao menos nesta etapa, está mais focada em ajustes funcionais, estabilidade e melhorias pontuais na experiência cotidiana de uso.

Quais novidades do Android 16?

O Android 16 foi lançado em junho de 2025. Entre os recursos adicionados ao Android 16 está o chamado “resfriamento de notificações”, que reduz automaticamente o volume de alertas quando um mesmo aplicativo envia muitas notificações em um curto intervalo de tempo. A ideia é diminuir interrupções excessivas sem que o usuário precise desativar notificações manualmente.

Outra novidade é a possibilidade de se conectar ao hotspot de outro dispositivo sem precisar digitar senha, desde que ambos estejam vinculados à mesma conta Google. Trata-se de uma mudança discreta, mas que simplifica situações comuns no dia a dia, como o compartilhamento rápido de internet.

No design, a atualização estreou o Material 3 Expressive, novo padrão visual do Google para o sistema operacional.

O Android 16 também reorganiza alguns modos do sistema. Funções como Não Perturbe, Modo Hora de Dormir e Modo Direção passam a ficar concentradas em Configurações > Modos, além da opção de criar modos personalizados conforme a rotina do usuário.

Há ainda melhorias voltadas à compatibilidade com aparelhos auditivos, reforços em segurança do sistema e ajustes gerais de desempenho e estabilidade.

Moto G75 começa a receber o Android 16 no Brasil

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Nova versão do sistema chega ao intermediário da Motorola após fase de testes. Atualização está sendo liberada de forma gradual.

Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo

19 de Janeiro de 2026, 16:35
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Atualização KB5073455 do Windows 11 23H2 causa bug que reinicia o sistema em vez de desligá-lo. Microsoft liberou correção KB5077797 para resolver problema;
  • Correção KB5077744 foi liberada para resolver falha de conexão remota nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11;
  • Atualização KB5074109 causou problemas no Outlook nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11. Ainda não há correção oficial.

As atualizações do Patch Tuesday de janeiro de 2026 para o Windows 11 causaram um bug bizarro: alguns computadores reiniciam quando o usuário vai em Menu Iniciar / Desligar. Felizmente, a Microsoft agiu rápido e já liberou uma correção para essa falha.

O Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. O primeiro pacote do ano foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema.

De acordo com a própria Microsoft, somente computadores que receberam a atualização KB5073455 (com Windows 11 23H2, portanto) foram afetados. E, neles, é preciso que o recurso de segurança Inicialização Segura (Secure Boot) esteja ativado para a falha se manifestar.

Além de impedir o computador de desligar quando há uma ordem para isso, o problema impede a máquina de entrar em hibernação (opção Suspender).

Se o seu PC foi afetado pelo problema, tudo o que você precisa fazer é buscar a atualização KB5077797 no Windows Update. É ali que está a correção para a falha. Se não encontrá-la, baixe-a a partir do Catálogo do Microsoft Update (lembre-se de que esse pacote está disponível apenas para o Windows 11 23H2).

A Microsoft também liberou a correção KB5077744, direcionada ao Windows 11 nas versões 24H2 e 25H2. Neste caso, o objetivo é solucionar uma falha que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.

Modo escuro no Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tem correção para o bug que afeta o Outlook no Windows 11?

A Microsoft reconheceu um bug que faz a versão clássica do Outlook travar ou não funcionar corretamente no Windows 11. Aqui, o problema se manifesta após a instalação do pacote KB5074109 do Patch Tuesday, ou seja, afeta as versões 24H2 e 25H2 do sistema.

Esse problema ainda não tem correção oficial, porém. Por conta disso, quem não pode esperar pela solução tem a opção de remover o pacote problemático acessando o histórico de instalações do Windows Update, indo em “Desinstalar atualizações” e selecionando a atualização KB5074109.

Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

16 de Janeiro de 2026, 17:04
Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Problema começou após update de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A atualização de segurança KB5074109 causou problemas no Outlook clássico, como travamentos e falhas ao enviar mensagens, principalmente para usuários que utilizam o método POP.
  • A Microsoft está investigando o problema, mas ainda não encontrou uma solução. A desinstalação da atualização é uma alternativa, mas pode comprometer a segurança do sistema.
  • O problema afeta mais usuários com POP, enquanto IMAP e Exchange têm menos relatos de falhas.

Usuários do Windows 11 relatam que a versão clássica do Outlook está com problemas como travar durante o uso ou não reiniciar corretamente quando fechado. O comportamento estranho começou após a atualização de segurança KB5074109, distribuída para as versões 25H2 e 24H2 do sistema na terça-feira (13/01).

O problema parece afetar com mais frequência quem usa o software com o método POP para baixar os emails que estão em um servidor.

Ilustração do Outlook
Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Quem tem contas configuradas com IMAP ou Exchange escapou dos bugs, ao que tudo indica, mas há alguns relatos esparsos de problemas quando esses protocolos são utilizados.

A notícia pode causar alguma preocupação para quem acessa suas mensagens usando o método, já que o Gmail vai deixar de oferecer suporte ao POP ainda em janeiro de 2026. Se o Outlook deixar de ser confiável, restarão poucas opções de clientes desse tipo.

O que aconteceu com o Outlook?

Um usuário diz que, após fechar o software, não consegue abrir novamente o programa, a menos que vá até o Gerenciador de Tarefas e mate o processo que roda em segundo plano. Ele também relata que as mensagens enviadas não aparecem na pasta em que deveriam estar.

Outro conta que, mesmo após desinstalar a atualização e reparar o Outlook, o programa continua travando e não consegue enviar emails.

O que a Microsoft vai fazer?

A Microsoft está ciente dos travamentos, mas ainda não descobriu como solucioná-los. As equipes do Windows e do Outlook estão investigando os relatos para identificar a causa, mas ainda não há previsão de corrigir o defeito.

“Esse é um problema emergente, e ainda não temos todos os sintomas, mas vamos atualizar esse tópico assim que compreendermos melhor essa questão”, afirmou a empresa em um documento de suporte.

Enquanto isso, quem quer continuar usando o Outlook clássico tem uma alternativa para solucionar o problema, mas ela é radical: desinstalar a atualização de segurança.

A opção fica dentro do histórico do Windows Update, no app Configurações, mas é desaconselhável, já que pode deixar o computador exposto a ameaças. Além disso, alguns usuários tentaram esse método, mas nem isso fez o programa voltar a funcionar.

Com informações do Bleeping Computer

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

16 de Janeiro de 2026, 10:30
Windows 11
Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Bug no Windows 11 faz sistema reiniciar em vez de desligar após a atualização KB5073455 para a versão 23H2;
  • Microsoft está ciente do problema e trabalha em solução, mas ainda não há previsão de liberação;
  • Problema afeta PCs com Inicialização Segura ativada e pode ser contornado usando o comando “shutdown /s /t 0” no Prompt de Comando.

Você abre o Menu Iniciar e escolhe a opção “Desligar”. Mas, em vez disso, o computador reinicia. Você tenta de novo e o comportamento se repete. Pois saiba que esse problema está afetando alguns PCs com Windows 11 após a instalação do Patch Tuesday de janeiro de 2026.

Sempre é bom lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Esse pacote foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema operacional.

O Patch Tuesday visa corrigir problemas, mas, às vezes, acaba causando falhas. É o caso aqui. Além de fazer o sistema operacional reinicializar em vez de se desligar, o bug também impede o computador de entrar em estado de hibernação.

Microsoft já está ciente do problema

A Microsoft não demorou a reconhecer a falha e afirma que já está trabalhando em uma solução. Contudo, ainda não há previsão de quando a correção será liberada.

Felizmente, o número de PCs afetados pelo bug não é expressivo. De acordo com a Microsoft, o problema afeta apenas máquinas que receberam o pacote KB5073455, ou seja, que têm o Windows 11 23H2 instalado.

Além disso, para o problema se manifestar, é preciso ter a função Inicialização Segura (Secure Boot) ativada. Esse é um recurso que ajuda a proteger o sistema operacional contra malwares durante o seu carregamento.

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Enquanto o problema não é solucionado, os computadores afetados podem ser desligados por meio do seguinte passo a passo:

  1. acesse a barra de pesquisa no topo do Menu Iniciar
  2. ali, digite o comando cmd para abrir o Prompt de Comando
  3. no Prompt de Comando, digite shutdown /s /t 0 e pressione Enter

O PC será desligado imediatamente. Mas a própria Microsoft alerta que não há opção no Prompt de Comando para fazer o computador hibernar, se for essa a intenção.

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux

14 de Janeiro de 2026, 17:20
Imagem ilustrativa que mostra várias taças de vinho em alusão ao Wine 10.0
Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux (imagem ilustrativa: Kelsey Knight/Unsplash)
Resumo
  • Wine 11.0 oferece suporte completo ao modo WoW64, permitindo conversão de chamadas de sistema de 32 bits para 64 bits;
  • Wine 11.0 inclui ainda suporte ao NTSync, mecanismo de sincronização do kernel Linux, que melhora o desempenho ao replicar a sincronização de threads do Windows;
  • Novidade também implementa a API Vulkan 1.4.335, suporta extensões do Vulkan Video e melhora a integração com Wayland e X11, além de corrigir mais de 600 bugs.

Virou tradição. Todo começo de ano marca a chegada de uma nova versão do Wine, a popular ferramenta de código aberto que faz o Linux e outros sistemas baseados no Unix executarem softwares para Windows. O Wine 11.0, como a novidade foi batizada, traz um conjunto de pequenos, mas importantes aprimoramentos funcionais.

Sempre convém destacar que “Wine” é um acrônimo para “Wine Is Not an Emulator”, que significa “Wine não é um emulador”. Esse nome brincalhão tem seu fundo de verdade: o que a ferramenta faz, basicamente, é trabalhar como uma camada que traduz instruções de softwares para Windows em instruções equivalentes para Linux/Unix.

De fato, não estamos lidando com um mero emulador.

O que o Wine 11.0 tem de novo?

Uma das novidades do Wine 11.0 em relação ao Wine 10.0 e versões anteriores é o suporte completo ao modo WoW64. Esse recurso converte chamadas de sistema oriundas de aplicativos de 32 bits em equivalentes para 64 bits.

Sem o WoW64, o Wine só pode trabalhar corretamente com softwares de 64 bits. A implementação completa do recurso torna o Wine 11.0 mais compatível e otimizado com softwares de 32 bits, portanto.

Outra novidade é o suporte oficial ao NTSync. Esse é um mecanismo de sincronização do kernel Linux capaz de melhorar sensivelmente o desempenho do Wine. Isso porque o NTSync, um recurso nativo do Linux 6.14 e versões superiores, permite ao Wine replicar a forma como sistemas Windows lidam com a sincronização de threads.

Tem mais. No Wine 10.0, um dos avanços oferecidos foi o suporte a Arm64EC, solução que permite que um software combine código Arm com código x64. Mas esse suporte era limitado, pois aquela implementação trabalhava com tamanho de página de sistema de apenas 4 KB. O Wine 11.0 atenua essa limitação “simulando” tamanhos como 16 KB e 64 KB, mais condizentes com as demandas atuais.

As demais novidades incluem:

  • implementação da API Vulkan 1.4.335, que melhora o suporte a recursos gráficos;
  • nesse sentido, também há suporte às extensões do Vulkan Video, permitindo codificação e decodificação mais eficientes de vídeos, aqui, com o uso do codec H.264;
  • integração melhorada com os mecanismos gráficos Wayland (mais moderno) e X11 (antigo, mas ainda relevante para determinadas aplicações);
  • mais de 600 correções de bugs e cerca de 6.300 alterações individuais no código do projeto como um todo.

Todos esses recursos tornam o Wine 11.0 especialmente interessante para a execução de jogos para Windows. Mas a ferramenta pode lidar com diversos tipos de software, é claro.

Wine 11.0 em uma distribuição Linux
Wine 11.0 em uma distribuição Linux (imagem: Pinguinpc/Phoronix Forum)

Como obter o Wine 11.0?

A forma menos trabalhosa de se obter o Wine 11.0 consiste em aguardar que essa versão seja adicionada à distribuição Linux que você usa. Quem não quiser esperar pode fazer o download da novidade a partir do site oficial.

Ali, basta baixar o pacote direcionado à sua distribuição Linux ou o mais próximo disso. Por exemplo, quem instalar o recém-lançado Linux Mint 22.3 pode obter o Wine 11.0 para Ubuntu (como você deve, o Linux Mint é baseado no Ubuntu).

Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux

Wine 10.0 é a nova versão da ferramenta que executa softwares para Windows no Linux (imagem ilustrativa: Kelsey Knight/Unsplash)

Wine 11.0 em uma distribuição Linux (imagem: Pinguinpc/Phoronix Forum)

Microsoft coloca última pá de cal no Windows Server 2008

14 de Janeiro de 2026, 16:28
Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Microsoft encerra ciclos de atualização estendida do Windows Server 2008 (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo

Agora é oficial: o Windows Server 2008 descansou. Segundo o portal The Register, a Microsoft finalmente encerrou o suporte estendido do sistema operacional até mesmo para os clientes corporativos que aderiram ao plano Premium Assurance (PA).

Com o fim das atualizações, a empresa encerra um ciclo de quase 18 anos de um software que, curiosamente, sobreviveu muito além do que a própria fabricante planejava inicialmente. A versão mais recente do software, Windows Server 2025, foi lançada em novembro de 2024.

Baseado no mesmo código do Windows Vista, o Windows Server 2008 já havia “morrido” oficialmente mais de uma vez. O suporte estendido padrão terminou em janeiro de 2020, seguido pelo fim das Atualizações Estendidas de Segurança (ESU) em 2023 e por uma sobrevida adicional oferecida a clientes que migraram cargas de trabalho para o Azure, encerrada em 2024.

O que se extinguiu agora foi a última exceção: os contratos remanescentes de Premium Assurance, firmados anos antes e honrados pela empresa até o fim.

O que foi o Windows Server 2008?

captura de tela do sistema operacional windows server 2008 sp2
Windows Server 2008 introduziu Hyper-V e se aproveitou de arquitetura do Windows Vista (imagem: reprodução/Microsoft)

Lançado em fevereiro de 2008, o Windows Server 2008 foi o sucessor do Windows Server 2003 e marcou uma mudança importante na infraestrutura da Microsoft.

Ele foi construído sobre o mesmo kernel do Windows Vista (NT 6.0), o que permitiu a inclusão de recursos de segurança mais robustos, como o BitLocker, e uma interface gráfica modernizada — embora o foco fosse o desempenho em servidores.

O sistema foi direcionado principalmente para empresas, data centers e ambientes corporativos que precisavam gerenciar redes, hospedagem web e virtualização.

Foi nele que a Microsoft introduziu o Hyper-V, a ferramenta nativa para criar máquinas virtuais, além da opção de instalação “Server Core”, que permitia rodar o sistema apenas com linha de comando para economizar recursos.

Sistema se estendeu por anos

O plano Premium Assurance foi uma oferta paga da Microsoft, adicionada ao Software Assurance, projetada justamente para manter atualizações de segurança por seis anos extras.

Embora a Microsoft tenha descontinuado a venda do Premium Assurance e, posteriormente, passado a adotar o modelo de Extended Security Updates (ESU), ela honrou os termos firmados com clientes que já haviam adquirido o serviço.

Com o patch final, a base de código do Windows Vista — lançado em 2006 — finalmente deixa de ser atualizada. Como nota o portal The Register, a arquitetura do sistema operacional, tão criticado durante sua vida, acabou recebendo suporte por mais tempo do que o aclamado Windows XP (quando consideramos as extensões corporativas).

Microsoft coloca última pá de cal no Windows Server 2008

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Microsoft)

Linux Mint 22.3 “Zena” já está entre nós; descubra as novidades

14 de Janeiro de 2026, 13:27
Desktop do Linux Mint 22.3 "Zena" com navegador Firefox aberto
Desktop do Linux Mint 22.3 “Zena” com navegador Firefox aberto (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux Mint 22.3 “Zena” é baseado no Ubuntu 24.04 LTS e no kernel Linux 6.14, melhorando o suporte a chips AMD Ryzen AI, Intel e Qualcomm Snapdragon;
  • Ambiente Cinnamon 6.6 é destaque com melhorias no menu de aplicativos, ícones simbólicos e personalização mais fácil;
  • Gerenciador de arquivos Nemo agora suporta expressões regulares na busca, e permite pausar e retomar operações de transferência de arquivos.

Boas novas para quem quer começar o ano com um sistema operacional diferente: a versão final do Linux Mint 22.3 “Zena” foi lançada oficialmente. O ambiente de desktop Cinnamon 6.6 é o atributo de destaque, mas a distribuição traz vários outros atrativos.

Para começar, o Linux Mint 22.3 tem como base a distribuição Ubuntu 24.04 LTS e o kernel Linux 6.14, versão que melhora o suporte a chips AMD Ryzen AI, Intel e Qualcomm Snapdragon, por exemplo.

Sim, essas são as mesmas características do Linux Mint 22.2, a versão anterior. A razão disso é que ambas as versões, bem como a anterior a essas (Linux Mint 22.1), fazem parte de uma série, de modo que cada nova distribuição é lançada com uma otimização da antecessora.

Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3
Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as novidades funcionais do Linux Mint 22.3?

Como já dito, o Cinnamon 6.6 é o principal atrativo da distribuição. As mudanças começam no menu de aplicativos. Ali, a abordagem de três colunas foi mantida: a primeira coluna do menu dá acesso rápido às principais pastas e aplicativos; a segunda coluna reúne categorias de aplicativos, de modo que estes apareçam na terceira.

Uma novidade está na implementação do avatar e dos apps favoritos na primeira coluna. Aliás, a lista de favoritos não repete mais os aplicativos que já estão fixados na área de trabalho.

Outra novidade está nos ícones mais discretos da segunda coluna. Estamos falando de “ícones simbólicos”, que são mais simples, têm tons monocromáticos e se adaptam melhor a diferentes resoluções de tela. Esses ícones são padronizados, de modo que aplicativos podem fazer referência direta a eles em vez de contarem com ícones próprios.

O menu também pode ser personalizado mais facilmente. Pode-se, por exemplo, mover a barra de pesquisa para a parte superior ou inferior, bem como efetuar mudanças nos ícones, fazendo a segunda coluna exibir símbolos coloridos no lugar dos monocromáticos, por exemplo.

Menu principal do Linux Mint 22.3
Menu principal do Linux Mint 22.3 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro destaque vai para o gerenciador de arquivos Nemo, que já era bastante funcional, mas recebeu pequenas melhorias que o tornaram ainda mais versátil. Por exemplo, agora é possível o uso de expressões regulares na busca de arquivos. Até então, expressões regulares só eram aceitas na busca do conteúdo de arquivos.

Além disso, o Nemo agora permite pausar e retomar determinadas operações, como a transferência de arquivos para um pendrive ou cartão de memória.

A ferramenta traz ainda um gerenciador de modelos de arquivos (para você definir quais tipos de arquivos criar rapidamente) e dá acesso mais rápido à opção de dividir a interface de visualização em duas partes.

Outras novidades da distribuição incluem:

  • o Hypnotix (app para IPTV) agora oculta o cursor do mouse no modo de reprodução em tela cheia;
  • o gerenciador de atualizações agora informa na bandeja do sistema quando é necessário reiniciar o computador;
  • o gerenciador de teclado agora suporta mais layouts e métodos de entrada;
  • um botão “Incluir tudo” foi adicionado ao mintbackup para agilizar a seleção de um conteúdo a passar por backup.
Gerenciador de arquivos Meno do Linux Mint 22.3 com campos de busca
Gerenciador de arquivos Meno do Linux Mint 22.3 com campos de busca(imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Linux Mint 22.3 “Zena”?

Links para download do Linux Mint 22.3 podem ser encontrados no site oficial. Além da versão com Cinnamon, a página dá acesso a links para download das versões baseadas nos ambientes de desktop Xfce e Mate. Use um software como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Os requisitos mínimos para a instalação do sistema operacional são estes:

  • 2 GB de memória RAM (mínimo recomendado de 4 GB)
  • 20 GB de espaço livre de armazenamento (mínimo recomendado de 100 GB)
  • Tela com resolução de pelo menos 1024×768 pixels

Observe que esta é uma versão LTS (com suporte de longo prazo). Por esse motivo, o Linux Mint 22.3 receberá suporte até 2029.

Linux Mint 22.3 “Zena” já está entre nós; descubra as novidades

Desktop do Linux Mint 22.3 "Zena" com navegador Firefox aberto (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Menu principal do Linux Mint 22.3 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos Meno do Linux Mint 22.3 com campos de busca(imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

14 de Janeiro de 2026, 10:37
Zorin OS 18
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
  • Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
  • Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 terá descrições mais claras nas atualizações de drivers

12 de Janeiro de 2026, 18:27
Dell XPS 13 2024 tem opção de tela OLED (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pretende melhorar descrições de atualizações de drivers no Windows 11, exibindo nome da classe de dispositivo;
  • Mudança visa substituir descrições genéricas por informações mais claras sobre o tipo de dispositivo a ser atualizado;
  • Não há prazo definido para a implementação, pois isso depende de colaboração com fabricantes de PCs e empresas relacionadas.

Talvez você já tenha se deparado com atualizações de drivers no Windows Update que usam nomes genéricos e, portanto, deixam pouco claro o que, exatamente, está sendo atualizado. Antes tarde do que mais tarde, a Microsoft promete acabar com esse problema no Windows 11.

Nessas circunstâncias, o Windows Update exibe descrições como “Microsoft Corporation Atualização de Driver” seguido de um número entre parênteses ou, quando muito, informa apenas o nome do fabricante do dispositivo a ser atualizado.

A página de descrição da atualização pode fornecer detalhes sobre o driver em questão. Mesmo assim, o ideal seria o próprio Windows Update dar essa informação em sua tela principal, para que você não precise pesquisar por mais detalhes.

Pois bem, o Windows Latest relata que a Microsoft pretende exibir um nome de classe de dispositivo na descrição das atualizações de drivers do Windows 11. O nome de classe nada mais é do que um rótulo que descreve o tipo de dispositivo que está recebendo um novo driver, como câmera, placa de vídeo, adaptador de rede e assim por diante.

Só há um problema: essa mudança não será implementada de imediato.

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a descrição das atualizações de drivers será melhorada?

Não há um prazo definido para isso. A Microsoft informou ao Windows Latest que ainda está trabalhando junto a fabricantes de PCs e empresas relacionadas para definir quais metadados podem ser obtidos para contribuir com uma descrição mais clara das atualizações de drivers.

Depois disso, será necessário definir como essas informações serão repassadas para a Microsoft. Fica claro, portanto, que a nova abordagem não depende só da companhia de Redmond. Trata-se de uma mudança que deve envolver a indústria de PCs.

Por ora, o que importa é o fato de o primeiro passo ter sido dado.

Windows 11 terá descrições mais claras nas atualizações de drivers

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

iOS 26 enfrenta baixa adesão dos donos de iPhone

9 de Janeiro de 2026, 10:30
Uma composição de vários ícones de aplicativos do iOS, organizados em círculos concêntricos e desfocados ao fundo, em um degradê de branco para um roxo claro. No centro, sobre um quadrado branco com bordas arredondadas, destaca-se o texto "iOS 26". No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Novos recursos não foram suficientes para impulsionar o iOS 26 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Dados da StatCounter mostram que apenas 16% dos iPhones ativos utilizam o iOS 26, lançado em setembro de 2025.
  • Os motivos podem estar ligados ao redesenho visual Liquid Glass, que gerou recepção mista, contribuindo para a resistência à atualização.
  • A Apple também manteve atualizações de segurança para o iOS 18, permitindo que usuários adiem a migração sem riscos de vulnerabilidade.

Donos de iPhone estão com uma resistência incomum à instalação do iOS 26, a versão mais recente do sistema da Apple. Segundo dados atuais da StatCounter, que analisa estatísticas de mercado, a taxa de adoção está bem abaixo dos padrões históricos da fabricante.

Enquanto versões anteriores costumavam ultrapassar a marca de 50% de instalação nos primeiros meses, a atual ficou longe do mesmo padrão: apenas 16% dos usuários ativos possuem alguma versão do novo sistema (26, 26.1 ou 26.2). Dessa parcela, o iOS 26.1 detém a maior fatia até aqui, com 10,57%. Em contraste, em janeiro de 2025, o iOS 18 já operava em 63% dos aparelhos compatíveis.

Quebra de padrão histórico

Os dados, mesmo que não sejam oficiais da Apple, evidenciam uma mudança de comportamento. O ecossistema da Apple sempre foi reconhecido pela rapidez nas atualizações, já que a empresa disponibiliza o software simultaneamente para todos os modelos suportados globalmente, ao contrário do cenário de fragmentação observado no Android.

A disparidade sugere que o interesse do consumidor em novas funcionalidades foi substituído por uma postura de cautela. Os portais especializados Cult of Mac e TechRadar indicam que, pela primeira vez em anos, a percepção de estabilidade do iOS 18 parece superar o apelo para experimentar as novidades da versão 26.

Por que os usuários estão evitando o iOS 26?

Imagem em close-up da parte superior de uma tela de iPhone. No topo, a barra do sistema exibe a "Ilha Dinâmica". Abaixo, dois widgets: um de previsão do tempo para "San Francisco", exibindo "53°", e outro de localização, mostrando um mapa e o nome "Marina Green".
Mudanças visuais introduzidas no iOS 26 dividiram o público (imagem: divulgação/Apple)

A rejeição ao sistema pode ser atribuída a uma combinação de fatores. O principal identificado por analistas é o Liquid Glass, o redesenho visual da interface introduzido nesta versão.

O conceito alterou elementos de navegação e a iconografia clássica do iPhone, gerando uma recepção mista. Muitos usuários ainda preferem a interface anterior e evitam a atualização para não lidar com uma nova curva de aprendizado.

Além do aspecto visual, a própria estratégia da Apple contribuiu para a baixa adesão. Diferente de ciclos passados, em que a permanência em sistemas antigos poderia expor o dispositivo a vulnerabilidades críticas, a companhia manteve o fornecimento de atualizações de segurança para o iOS 18 ao longo de 2025. Essa política permitiu adiar a migração por mais tempo sem correr riscos imediatos de segurança.

Há também um debate sobre a relevância das novas funcionalidades. O iOS 26 trouxe o aplicativo nativo Apple Games, melhorias em inteligência artificial e o Modo de Energia Adaptável. No entanto, esses recursos podem não ter sido suficientes para motivar o update.

A expectativa é que a base de usuários do iOS 26 cresça gradualmente à medida que novos dispositivos, já equipados com o sistema de fábrica, entrem no mercado. Contudo, o cenário atual parece um sinal de que o consumidor prioriza continuidade e confiabilidade, com menor tolerância a mudanças estéticas radicais.

iOS 26 enfrenta baixa adesão dos donos de iPhone

Apple pode adotar novo padrão nos nomes dos sistemas, usando o ano seguinte ao lançamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Liquid Glass iOS 26 (imagem: divulgação)

Windows 11 agora pode espelhar apps Android em tamanho maior

7 de Janeiro de 2026, 17:34
Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11
Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • Windows 11 agora suporta espelhamento de aplicativos Android em modo “Tela expandida” por meio da função Vincular ao Celular;
  • Função foi aprimorada na versão 1.25112.36.0 e começou a ser liberada após testes com o programa Windows Insider;
  • Nem todos os aplicativos Android funcionam bem no modo de tela expandida, e a compatibilidade do Vincular ao Celular varia entre dispositivos Android.

A função Vincular ao Celular (Phone Link) permite ao Windows 11 sincronizar seu celular Android com o PC. Essa integração, que possibilita ao sistema operacional da Microsoft mostrar aplicativos executados via Android, foi aprimorada recentemente para fazer o espelhamento em tela expandida.

Entenda como espelhamento a ação de executar um aplicativo no dispositivo Android, mas fazê-lo ser exibido e manipulado no Windows 11. Até recentemente, esse recurso mostrava o app Android no PC com visualização compacta, isto é, com tamanho próximo ao do visor do celular.

Mas, a partir da versão 1.25112.36.0, o Vincular ao Celular passou a suportar o modo “Tela expandida”, que faz o computador exibir o app Android em um tamanho correspondente a até 90% da Área de Trabalho. É quase uma tela cheia, portanto.

Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida
Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida (imagem: reprodução/Windows Latest)

Para tanto, o ícone de expansão é exibido no topo da janela que exibe o aplicativo. Quando esse ícone é clicado, o aplicativo Android é reinicializado para ser executado em um layout mais amplo que, em seguida, é transmitido para o Windows 11.

A novidade começou a ser liberada oficialmente depois de um período de testes com participantes do programa Windows Insider. Isso indica que os testes deram resultados satisfatórios.

Apesar disso, é importante estar ciente de que o modo de tela expandida não funciona a contento com todos os aplicativos Android. O Windows Latest, que reportou a chegada do recurso, dá o WhatsApp como exemplo: o app ficou com a interface borrada no modo de tela expandida.

Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho
Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como usar o Vincular ao Celular (Phone Link) com o Android?

O passo a passo é este:

  • procure e abra a função Vincular ao Celular no Menu Iniciar do Windows 11;
  • escolha Android (o recurso também funciona com o iPhone, mas de modo mais limitado);
  • leia o QR Code exibido na sequência usando o dispositivo Android;
  • o aparelho será direcionado à Play Store para download e instalação do app Vincular ao Windows (se não instalado previamente);
  • abra o Vincular ao Windows depois da instalação e toque em “Continuar”;
  • agora, informe, no smartphone, o código que o Vincular ao Celular exibe no Windows;
  • um pedido de autorização de acesso também poderá ser solicitado via Microsoft Authenticator ou Outlook, por exemplo;
  • no celular, dê as permissões solicitadas e aguarde a sincronização entre os dois dispositivos.

Nem todos os celulares Android são compatíveis com o Vincular ao Celular. Entre os aparelhos suportados estão linhas como Galaxy S22 ao S25 (e suas variações), Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, Xiaomi 14T e similares, série Oppo Reno e modelos da Realme. Esta página da Microsoft contém uma lista de compatibilidade.

Windows 11 agora pode espelhar apps Android em tamanho maior

Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida (imagem: reprodução/Windows Latest)

Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho (imagem: reprodução/Windows Latest)

Apple melhora Wi-Fi de Macs e iPads lançados nos últimos anos

6 de Janeiro de 2026, 15:15
MBP de 14 polegadas está entre os contemplados (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple lançou iPadOS 26.2 e macOS Tahoe 26.2, dobrando a largura de banda Wi-Fi para dispositivos compatíveis com Wi-Fi 6E.
  • A atualização permite que iPads e MacBooks alcancem 160 MHz em redes de 5 GHz, melhorando a transferência de dados e estabilidade em streaming.
  • Dispositivos compatíveis incluem iPad Pro com chip M4, iPad Air com chip M3, iPad Mini com chip A17 Pro, MacBook Pro com M2 a M5, e MacBook Air com M2 a M4.

A Apple liberou oficialmente nesta segunda-feira (5) as atualizações iPadOS 26.2 e macOS Tahoe 26.2, destinadas a otimizar o desempenho da conectividade sem fio em modelos selecionados de iPad e Mac. A mudança técnica, detalhada nos documentos de suporte, permite que dispositivos compatíveis com o padrão Wi-Fi 6E alcancem agora o dobro da largura de banda em redes de 5 GHz.

Anteriormente, esses aparelhos operavam limitados a canais de 80 MHz nessa frequência. Com o novo firmware, a largura de banda máxima suportada sobe para 160 MHz, igualando a taxa de transferência teórica encontrada nativamente no espectro de 6 GHz. Essa paridade técnica é uma boa notícia, uma vez que roteadores operando em 5 GHz ainda são maioria no mercado, em residências e escritórios, enquanto a infraestrutura para 6 GHz exige novos equipamentos.

Como a mudança impacta o cotidiano?

A expansão da largura de banda traz mais capacidade de tráfego de dados simultâneos entre o dispositivo e o ponto de acesso sem fio. Sob condições ideais, proprietários dos aparelhos atualizados notarão maior agilidade em tarefas pesadas, como a transferência de arquivos grandes via AirDrop e realização de backups e uploads na nuvem.

Além disso, a estabilidade em serviços de streaming de alta resolução (4K) e chamadas de vídeo é aprimorada devido ao aumento do teto de velocidade teórica suportada pelo hardware sem exigir a troca imediata dos roteadores.

Ilustração sobre Wi-Fi
Ajuste técnico iguala desempenho do Wi-Fi de 5 GHz ao padrão de 6 GHz (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Dispositivos compatíveis e exigências

A lista de aparelhos compatíveis abrange os lançamentos mais recentes da fabricante. No segmento de tablets, estão incluídos:

  • iPad Pro com chip M4
  • iPad Air com chip M3
  • iPad Mini com chip A17 Pro

O benefício também se estende aos notebooks:

  • MacBook Pro com M2 a M5
  • MacBook Air com chip M2 a M4

Contudo, a melhoria é condicionada à infraestrutura de rede local. Para que o ganho de velocidade seja efetivo, o roteador utilizado deve suportar canais de 160 MHz na faixa de 5 GHz. Caso o ponto de acesso opere limitado ao padrão de 80 MHz, o desempenho permanecerá inalterado.

Apple melhora Wi-Fi de Macs e iPads lançados nos últimos anos

MBP de 14 polegadas está entre os contemplados (imagem: divulgação)

Saiba como proteger sua rede Wi-Fi em casa ou no trabalho (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualização de sistema dá pau e trava smartphone por completo

26 de Dezembro de 2025, 10:50
Imagem mostra um smartphone Fairphone 4 sendo segurado em uma mão.
Atualização causou falhas graves em smartphones Fairphone (imagem: divulgação)
Resumo
  • A atualização FP4.QREL.15.15.2 do Fairphone 4 inutilizou alguns aparelhos, que não ligam nem reagem ao carregador.
  • A fabricante interrompeu a distribuição da atualização e investiga as falhas, que não afetam todos os dispositivos.
  • Usuários afetados devem registrar o problema no portal de reparos ou contatar o suporte ao cliente.
  • O Fairphone 4 não é vendido oficialmente no Brasil.

Uma atualização de software liberada nesta semana acabou transformando celulares em “pesos de papel”, após relatos de usuários que ficaram com os aparelhos completamente inutilizados. O problema surgiu depois da liberação de um novo pacote do sistema para o Fairphone 4, modelo lançado em 2021 com promessa de garantia de cinco anos.

Segundo os relatos, a atualização FP4.QREL.15.15.2, liberada na terça-feira (23/12), fez com que os celulares não ligassem e nem reagissem ao carregador. Diante do aumento das queixas, a fabricante holandesa confirmou a existência de falhas inesperadas e decidiu suspender imediatamente a distribuição do software enquanto investiga o ocorrido.

O que aconteceu com a atualização?

Pouco depois da liberação do pacote, usuários relataram que, após concluir a instalação e reiniciar o sistema, o aparelho permanecia completamente desligado, sem qualquer resposta a comandos básicos. O Fairphone 4 saiu de fábrica com o Android 11.

“Meu telefone parece estar completamente inutilizado agora”, escreveu um usuário. “Atualizei ontem à noite, reiniciei hoje de manhã e ele simplesmente morreu”. Em outro post no fórum oficial, outro relato afirma: “Estou na mesma situação e o celular não reage nem quando conectado ao carregador”.

A fabricante confirmou ao site Android Authority que detectou “problemas inesperados” logo após o início do rollout. Em comunicado, informou que pausou a atualização para evitar que mais usuários fossem afetados enquanto a equipe técnica analisa os erros.

Imagem mostra três smartphones Fairphone 4 lado a lado. Um é verde, outro é cinza e o terceiro está  virado para a frente
Fairphone 4 apresentou problemas após atualização de sistema (imagem: divulgação)

Todos os aparelhos foram afetados?

Apesar da gravidade dos relatos, o problema não parece atingir todos os dispositivos que receberam a atualização. Há usuários que instalaram o software sem enfrentar falhas críticas, o que indica que o bug pode estar relacionado a combinações específicas de hardware, configurações ou estados anteriores do sistema.

A empresa orientou quem teve o celular inutilizado a registrar o problema por meio do portal oficial de reparos ou a entrar em contato diretamente com o suporte ao cliente. Ainda não há confirmação sobre a necessidade de reparo físico, reinstalação manual do sistema ou substituição dos aparelhos afetados.

Até o momento, não há previsão para a retomada do rollout nem detalhes técnicos completos sobre a causa do problema. A empresa afirmou que divulgará as notas oficiais da atualização apenas quando uma versão corrigida estiver pronta para ser distribuída.

O caso chama atenção justamente porque a marca é reconhecida por oferecer uma das políticas de update mais longas do mercado e se posicionar contra a obsolescência programada, embora o ritmo das atualizações já tenha sido alvo de críticas no passado. O Fairphone 4 não é vendido oficialmente no Brasil.

Atualização de sistema dá pau e trava smartphone por completo

Fita da primeira versão do Unix em C é recuperada com sucesso

24 de Dezembro de 2025, 08:41
Técnica sofisticada permitiu recuperar dados sem danificar a mídia física (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A fita magnética do Unix V4 de 1973 foi recuperada e restaurada por Al Kossow, do Museu da História da Computação.
  • A recuperação utilizou uma técnica que preserva o fluxo magnético, gerando um arquivo de 1,6 GB a partir de 40 MB de dados reais.
  • O Unix V4, reescrito em C, tornou o sistema portátil e influenciou sistemas modernos como Linux e macOS.

Uma das peças mais raras da história da tecnologia foi salva do esquecimento digital. Al Kossow, curador de software do Museu da História da Computação (CHM), conseguiu recuperar o conteúdo de uma fita magnética do Unix V4, datada de 1973. A mídia, encontrada por acaso no mês passado em um depósito da Universidade de Utah, contém a primeira versão do sistema operacional reescrita na linguagem C — um marco que mudaria para sempre a forma como interagimos com computadores.

Os arquivos foram reconstruídos e o sistema já está “vivo” novamente, rodando via emulação. O artefato foi encontrado pelo professor Robert Ricci, da Escola de Computação Kahlert, enquanto fazia uma faxina em uma sala de armazenamento da universidade. Dada a importância do achado, a mídia foi enviada com urgência para a Califórnia, segundo o jornal The Register.

Como conseguiram ler a fita magnética de 50 anos?

Recuperar dados de uma mídia magnética dessa idade não é tão simples. Se a equipe tentasse ler os arquivos da maneira tradicional, a degradação física da fita poderia causar erros irreversíveis. Por isso, os especialistas optaram por uma técnica mais sofisticada: preservar o fluxo magnético.

Em vez de tentar decifrar os “zeros e uns” imediatamente, eles usaram conversores de alta velocidade para criar uma “imagem” analógica das ondas magnéticas gravadas na fita. É um processo parecido com o que preservadores fazem com disquetes antigos: o objetivo é capturar o sinal bruto.

Essa leitura gerou um arquivo de 1,6 GB que representa cerca de 40 MB de dados reais. Depois, um software especial analisou essas ondas digitalizadas para reconstruir a informação original. Para quem quiser ver a história com os próprios olhos, uma versão pronta para uso foi disponibilizada. O sistema pode ser iniciado no emulador SimH, que simula o computador da época (um PDP-11), permitindo até digitar comandos em um prompt de 1973.

Imagens do sistema rodando já circulam no Mastodon, onde entusiastas colocaram o Unix V4 para funcionar em máquinas antigas por simulação.

Interface de linha de comando do Unix V4 rodando no emulador (imagem: reprodução/Mastodon)

Por que essa versão do Unix é tão importante?

A recuperação do Unix V4 preenche uma lacuna na história. As versões anteriores haviam sido escritas em Assembly, uma linguagem complexa e presa ao hardware específico da máquina. Foi na versão V4 que Ken Thompson e Dennis Ritchie reescreveram a maioria do sistema em C. Isso tornou o software “portável”, permitindo que ele fosse levado para outros computadores sem precisar ser recriado do zero. Sem esse passo, sistemas modernos como Linux e macOS talvez não existissem da forma como conhecemos.

O material bruto agora está preservado no Internet Archive, garantindo que não se perca novamente.

Fita da primeira versão do Unix em C é recuperada com sucesso

Unix é considerado o pai dos sistemas operacionais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro Linux para fãs do macOS

23 de Dezembro de 2025, 15:12
Captura da tela principal do Elementary OS 8.1
Tela principal do Elementary OS (imagem: divulgação/Elementary)
Resumo
  • O Elementary OS 8.1, inspirado no macOS, agora adota a Secure Session como padrão, usa Wayland e redesenha janelas de autenticação.
  • A atualização da distro Linux lançada em 2024 também melhora multitarefa, AppCenter e adiciona suporte a Arm64 e processadores Intel Lunar Lake.
  • Mais de 1.100 falhas foram corrigidas, e o sistema está disponível para download no modelo “pague o quanto quiser”.

Após mais de um ano desde o último grande lançamento, o Elementary OS 8.1 foi disponibilizado ao público com uma série de melhorias. A distribuição, inspirada no macOS, usa kernel Linux 6.14 e traz novos recursos, ajustes visuais e um pacote robusto de correções relatadas pela comunidade.

A atualização também aprofunda metas traçadas no Elementary OS 8, lançado em novembro de 2024, ao adotar tecnologias mais modernas e reforçar o suporte a diferentes tipos de dispositivos.

Entre os destaques estão a adoção da sessão segura como padrão, avanços em multitarefa, melhorias no AppCenter e uma base técnica atualizada com kernel e drivers mais recentes.

O que o Elementary OS 8.1 tem de novo?

A principal mudança estrutural está na adoção da Secure Session como sessão padrão do sistema. Ela utiliza o Wayland, mecanismo de composição mais moderno e seguro. Contudo, usuários ainda podem optar pela sessão clássica.

As janelas de autenticação também foram redesenhadas, com o restante da tela escurecido durante o uso, em uma experiência semelhante à de sistemas mais recentes do mercado. Além disso, a atualização inclui:

  • Multitarefa ajustada, com o Dock agora exibindo aplicativos em segundo plano;
  • Novo ícone para acesso à visualização de áreas de trabalho;
  • Opção de cantos ativos mesmo com aplicativos em tela cheia;
  • AppCenter agora mostra avaliações do ODRS, capturas de tela específicas do Elementary e suporte a complementos de aplicativos, além de ajustes na forma como apps gratuitos são exibidos.
Imagem mostra um 8.1, sinalizando para a nova versão da distro Linux Elementary OS
Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro que lembra o macOS (imagem: divulgação/Elementary)

Mais avanços técnicos

A nova versão adota a pilha de habilitação de hardware LTS mais recente do Ubuntu, incluindo o já citado kernel Linux 6.14 e a biblioteca gráfica Mesa 25.

Isso resulta em melhor desempenho, menor consumo de energia em certos chips AMD e Intel, novos recursos de segurança e suporte a processadores Intel Lunar Lake. Um dos avanços mais relevantes é o suporte a PCs Arm64 com firmware UEFI, incluindo Macs com Apple Silicon.

Em acessibilidade, o Elementary OS 8.1 amplia o suporte a leitores de tela, melhora o contraste de textos, adiciona opções como reduzir animações e permite pausar o agendamento do modo escuro. Há também novos aplicativos, como Monitor e Maps, além de atualizações em ferramentas nativas como Files, Terminal e Music.

Segundo a fundadora e CEO do projeto, Danielle Foré, o foco esteve em consolidar objetivos e responder às demandas dos usuários. “Com o OS 8.1, nos concentramos em cumprir os objetivos do lançamento do OS 8, melhorar o suporte aos seus dispositivos e atender ao feedback”, escreve. Ela afirma que mais de 1.100 relatos de problemas foram corrigidos.

O Elementary OS 8.1 está disponível no modelo “pague o quanto quiser” no site oficial do projeto.

Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro Linux para fãs do macOS

Tela principal do Elementary OS 8.1 (imagem: divulgação/Elementar)

Elementary OS 8.1 (imagem: divulgação/Elementar)

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

19 de Dezembro de 2025, 17:05
Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nova versão LTS também trará renovação em apps nativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 LTS será lançado em abril de 2026 com o kernel Linux 6.20 ou 7.0, dependendo da decisão de Linus Torvalds sobre a numeração.
  • A nova versão incluirá atualizações de aplicativos, como a substituição do Totem pelo Showtime e do Monitor de Sistema do GNOME pelo Resources.
  • Usuários do Ubuntu 25.10 poderão atualizar imediatamente, enquanto usuários do 24.04 LTS receberão a notificação de atualização em agosto.

A Canonical anunciou oficialmente nesta sexta-feira (19/12) que o Ubuntu 26.04 LTS, codinome “Resolute Raccoon”, será lançado em abril de 2026, trazendo a versão mais recente do kernel Linux disponível na data de finalização do sistema — tradição que começou na versão 24.10.

A estratégia resolve uma das críticas antigas às versões de suporte de longo prazo do Ubuntu (as LTS): a defasagem de drivers no lançamento. Ao optar pelo kernel 6.20 — ou 7.0, dependendo da nomenclatura final adotada —, a Canonical assegura que o sistema será compatível com processadores, placas de vídeo e componentes de hardware recentes, dispensando a necessidade de o usuário aguardar atualizações ou instalar drivers manualmente.

Segundo o cronograma divulgado pela equipe de desenvolvimento, a janela de lançamento será apertada. A previsão atual indica que o kernel 6.20 deve atingir a versão estável por volta do dia 5 de abril. Para alinhar o desenvolvimento do sistema a essa data, a Canonical definiu o lançamento da versão final do Ubuntu 26.04 LTS para 23 de abril.

Kernel Linux pode mudar para 7.0

Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Canonical vai adotar numeração final escolhida por Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uma dúvida comum entre entusiastas e usuários do sistema diz respeito à numeração do kernel. Embora a documentação oficial da Canonical e as previsões de lançamento citem o “Linux 6.20”, existe uma forte possibilidade de que essa versão seja renomeada para Linux 7.0 antes da estreia.

Isso ocorre devido ao histórico de Linus Torvalds, criador do kernel, de evitar que os números de versão secundária cresçam indefinidamente. Torvalds tende a incrementar o número da versão principal (de 5.x para 6.x, por exemplo) quando a versão secundária se aproxima da casa do x.19 ou x.20.

Se Torvalds decidir que o número “6.20” é muito complexo ou simplesmente quiser marcar um novo ciclo, ele pode designar a versão como 7.0. Para o usuário final, a mudança é apenas semântica: as funcionalidades, o suporte a hardware e as melhorias de segurança serão as mesmas, independentemente da numeração.

Aplicativos renovados e ciclo de atualização

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 rodando em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além das mudanças no núcleo do sistema, o Ubuntu 26.04 LTS deve trazer atualizações relevantes nas aplicações. A distribuição caminha para substituir ferramentas clássicas do ambiente GNOME por alternativas mais modernas.

Entre as mudanças prováveis, está a substituição do reprodutor de vídeo Totem pelo Showtime, e a troca do tradicional Monitor de Sistema do GNOME pelo aplicativo Resources. Essas novas aplicações utilizam tecnologias de interface mais atuais (como GTK4 e Libadwaita), oferecendo uma experiência de uso mais fluida.

Vale destacar que versões LTS do Ubuntu são projetadas para serem utilizadas por pelo menos cinco anos, sendo a escolha preferencial para empresas, servidores e usuários que priorizam estabilidade. A inclusão de um kernel recente e aplicativos renovados garante que o sistema permaneça relevante e capaz de lidar com novas tecnologias por mais tempo.

Quanto à disponibilidade, o processo de atualização seguirá o padrão da Canonical. Usuários que estiverem na versão intermediária, Ubuntu 25.10, poderão migrar para o 26.04 LTS logo após o lançamento em 23 de abril.

Já para quem utiliza a versão LTS atual (Ubuntu 24.04), a notificação de atualização automática só deve aparecer no lançamento do primeiro “point release”, o Ubuntu 26.04.1 LTS, previsto para agosto. Essa espera é intencional e permite garantir que bugs críticos iniciais sejam corrigidos antes de migrar uma base maior de usuários.

Com informações de Neowin e Phoronix

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

19 de Dezembro de 2025, 10:46
Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • LG comunicou que vai permitir que usuários removam o ícone do Microsoft Copilot de suas smart TVs.
  • A instalação automática do Copilot gerou críticas por ser considerada invasiva, mas a fabricante afirma que o atalho não compromete a privacidade.
  • Ainda não há uma data para a atualização que permitirá a remoção.

A LG anunciou que vai alterar o comportamento de seu sistema operacional para permitir que os usuários removam o ícone do Microsoft Copilot da tela inicial de suas smart TVs. A inclusão do sistema da Microsoft viralizou nas últimas semanas com críticas de consumidores que se sentiram invadidos pela instalação automática do recurso.

Visualmente, o Copilot aparece na interface do webOS ao lado de serviços como Netflix e YouTube, comportando-se como qualquer outro aplicativo, conforme o Tecnoblog noticiou no começo desta semana.

No entanto, a companhia esclareceu, em nota enviada ao The Verge, que o item não é um “serviço baseado em aplicativo embutido”, mas sim um “atalho” que redireciona o usuário para a versão web da IA através do navegador da TV.

Ao portal, Chris De Maria, porta-voz da fabricante, afirmou que a companhia “respeita a escolha do consumidor” e tomará medidas para permitir a exclusão do ícone de atalho.

Copilot no webOS

A polêmica começou na última semana, quando proprietários de TVs LG notaram que uma atualização automática do sistema webOS havia instalado o Copilot em seus aparelhos. O problema não era apenas a presença do software, mas a impossibilidade de removê-lo.

Diferente de aplicativos de streaming como Netflix ou Disney+, os quais os donos da TVs podem gerenciar livremente, a marca implementou o atalho da Microsoft como um aplicativo de sistema ou pré-instalado.

Segundo a documentação de suporte da própria marca, usuários não podem desinstalar apps dessa categoria, apenas ocultar ou movê-los para o final da lista. Essa impossibilidade o que gerou acusações de “bloatware” em fóruns como o Reddit.

LG nega invasão de privacidade

Além do incômodo visual, a instalação forçada levantou dúvidas sobre privacidade, mas a LG garante, no comunicado, que o atalho não ativa o microfone da TV automaticamente. “Recursos como a entrada de microfone são ativados apenas com o consentimento explícito do cliente”, reforçou a empresa.

Apesar da promessa de correção, a LG não forneceu uma data específica para a liberação do update que tornará o ícone deletável. A integração faz parte da estratégia de AI TV anunciada pela marca em parceria com a Microsoft durante a CES 2025, no início do ano.

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

18 de Dezembro de 2025, 11:01
Logotipo do Windows 11
Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
  • A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
  • Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.

A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.

O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.

Empresas são as principais afetadas

Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.

A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.

Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.

Placa com o nome da Microsoft ao centro e prédios no fundo
Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Solução temporária exige ajuste no registro

Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.

O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:

reg add "HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\WinLogon\ShellPrograms\RdpShell.exe" /v "ShouldStartRailRPC" /t REG_DWORD /d 1 /f

Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.

Microsoft já aplicou a reversão automática

Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.

Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.

Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.

A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Android ganha transferência fácil de eSIM da Vivo

17 de Dezembro de 2025, 18:02
Celular com logo da Vivo
Vivo lança recurso para facilitar gestão de eSIM do Google (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo
  • A Vivo lançou uma ferramenta que permite transferir eSIMs em dispositivos Android sem QR codes ou atendimento ao cliente, desenvolvida com o Google.
  • A funcionalidade permite converter chips físicos em eSIMs em dispositivos Android, inicialmente disponível para modelos Motorola com Android 14 ou superior.
  • A Vivo é a primeira operadora na América Latina a integrar essa funcionalidade de transferência nativa do Google.

A Vivo anunciou nesta quarta-feira (17) um novo recurso que simplifica a gestão de chips virtuais (eSIM) em smartphones Android. Desenvolvida em parceria com o Google, a funcionalidade permite que os clientes da operadora transfiram um eSIM de um aparelho antigo para um novo sem a necessidade de escanear novos QR codes ou buscar o atendimento ao cliente.

A Vivo é a primeira operadora da América Latina a integrar a nova funcionalidade nativa de transferência do Google. Até então, a troca de aparelho para quem usava eSIM envolvia, muitas vezes, o deslocamento até uma loja física para a compra de um novo voucher de ativação.

Com a atualização, o processo passa a ser realizado diretamente nas configurações do dispositivo. A ferramenta permite também a conversão do chip físico tradicional para o formato digital eSIM no mesmo aparelho.

Em dispositivos da Apple, a Vivo e as concorrentes Claro e TIM já fazem instalação ou transferência de eSIM de forma rápida pelo sistema iOS.

Como funciona a transferência?

Ilustração de um celular segurado com a mão direita. Na tela, é exibida uma imagem em formato de chip de celular (retângulo com um chanfro) grafado com "eSIM"
eSIM da Vivo pode ser configurado diretamente pelo sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A ferramenta utiliza os protocolos de segurança do Android para autenticar a propriedade da linha. Para realizar a transferência, é necessário ter o aparelho antigo em mãos para autorizar a operação.

O processo deve ser iniciado no celular novo, conectado a uma rede Wi-Fi, e seguir os seguintes passos, de acordo com o Google:

  1. Durante a configuração inicial do novo Android, escolha a opção de configurar usando o aparelho anterior
  2. Faça o pareamento dos dispositivos lendo o QR code exibido na tela
  3. Autentique a operação usando a senha ou biometria do celular antigo
  4. O sistema oferecerá a transferência da linha imediatamente

Caso o usuário decida fazer isso depois da configuração inicial, o caminho é pelas configurações do sistema:

  1. Acesse Configurar > Rede e Internet
  2. Toque em Chips e Rede Móvel
  3. Selecione Baixar novo chip
  4. Escolha Transferir um chip de outro dispositivo e siga as instruções

Conversão de chip físico

Para quem ainda utiliza o cartão SIM tradicional e deseja migrar para o digital sem trocar de operadora ou plano, a Vivo liberou a conversão via software. Inicialmente, o recurso para transformar o chip físico em eSIM no mesmo dispositivo está disponível para modelos Motorola rodando Android 14 ou superior.

Nesse caso, o usuário deve acessar as configurações de “Rede e Internet”, selecionar o número do chip físico ativo e clicar na opção “Converter para eSIM”. Após a conclusão do processo, o cartão físico é desativado e pode ser removido da bandeja do aparelho.

Android ganha transferência fácil de eSIM da Vivo

Vivo tem promoções na Black Friday em planos móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

eSIM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

17 de Dezembro de 2025, 13:07
Ilustração mostra o logo do Windows 11 ao centro
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
  • O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
  • Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.

A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.

A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.

Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.

O que muda com o NVMe nativo?

Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.

Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.

Captura de tela de testes divulgados pela Microsoft mostrando os ganhos em operações por segundo no Windows Server 2025 com NVMe nativo
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)

Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.

Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.

Como habilitar no Windows 11?

Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.

A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:

reg add HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Policies\Microsoft\FeatureManagement\Overrides /v 1176759950 /t REG_DWORD /d 1 /f

É recomendável criar pontos de restauração antes de alterar o registro. Administradores de servidores e usuários podem validar os ganhos usando o DiskSpd e o Monitor de Desempenho após a alteração e reinício do sistema.

A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.

Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.

E funciona?

Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.

Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.

não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB

— Alexandre Ziebert (@aziebert) December 16, 2025

Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.

Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Microsoft corrige falha no Explorador de Arquivos do Windows 11

11 de Dezembro de 2025, 10:18
Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Explorador de Arquivos do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft corrigiu bug no Explorador de Arquivos do Windows 11 que causa flashes brancos ao usar o modo escuro;
  • Correção está na atualização KB5072033, lançada junto ao Patch Tuesday de dezembro de 2025;
  • O pacote também corrige problemas no Windows PowerShell, Copilot e configurações de redes.

É irônico que um bug faça uma interface em modo escuro exibir flashes brancos na tela. Mas é justamente o que vem acontecendo com o Explorador de Arquivos do Windows 11. Bom, não mais: a Microsoft liberou uma correção para o sistema operacional que corrige o problema.

A tela branca aparece justamente quando o Explorador de Arquivos é aberto com o modo escuro do Windows 11 ativado, antes de pastas, arquivos e atalhos serem exibidos. A falha também se manifesta diante de outras ações, como quando o usuário sai da ou volta para a tela de início, ou abre uma nova guia na ferramenta.

O problema dos flashes no Explorador de Arquivos afeta compilações como 26100.7309 e 26200.7309 do Windows 11, mas não está descartada a possibilidade de o bug se manifestar em outras versões. Isso porque a falha ocorre após a instalação do pacote opcional KB5070311.

Até então, a única solução disponível também era irônica: desativar o modo escuro do sistema operacional.

"Flash" na inicialização do Explorador de Arquivos do Windows 11
“Flash” na inicialização do Explorador de Arquivos do Windows 11 (imagem: reprodução/The Verge)

Correção chega com Patch Tuesday de dezembro

A correção para o problema vem com a atualização KB5072033, liberada nesta semana junto ao Patch Tuesday de dezembro de 2025 (o conjunto de atualizações de software que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês).

O mesmo pacote traz correções para o PowerShell do Windows, o Copilot e para configurações de redes, por exemplo.

Para instalar a atualização, basta acessar o Windows Update no Windows 11 e verificar se o pacote KB5072033 já está disponível. Se negativo, você pode aguardar para a atualização chegar até o seu computador.

Você também pode fazer o download a partir do site da Microsoft. No link, escolha o pacote correspondente à versão do seu sistema (25H2 ou 24H2) e plataforma (x64 para Intel ou AMD, arm64 para Snapdragon ou outro chip Arm).

Microsoft corrige falha no Explorador de Arquivos do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft promete melhorar Windows 11 para jogos em 2026

10 de Dezembro de 2025, 13:17
Mesa com notebook rodando Windows e monitor mostrando um jogo
Microsoft promete melhorar Windows 11 para jogos em 2026 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft ampliará tecnologias que melhoram experiência com jogos no Windows 11 a partir de 2026;

  • Com isso, recursos como ASD, FSE e Auto Super Resolution devem chegar a mais computadores;

  • Estratégia pode evitar avanço de plataformas concorrentes, como SteamOS.

A Microsoft não quer que usuários deixem de usar seus sistemas operacionais para jogar em PCs. É por isso que a companhia revelou que o Windows 11 será ainda mais otimizado para games a partir de 2026. Se a promessa for cumprida, a companhia dará sequência a um trabalho que ganhou força em 2025.

Nos últimos meses, vimos o segmento de PCs portáteis para jogos ganhar muito espaço no mercado. Alguns desses modelos têm o SteamOS como sistema operacional, que consiste em um projeto baseado na distribuição Arch Linux, mas que oferece interface e recursos específicos para games.

Sentindo a aproximação de uma ameaça, a Microsoft agiu para evitar que o Windows 11 perdesse espaço significativo para o SteamOS ou, eventualmente, para outras plataformas focadas em jogos.

Uma das ações da Microsoft consistiu em se aproximar de fabricantes de PCs para jogos, com a Asus aparecendo como o exemplo mais notável. Isso levou ao aprimoramento da linha de portáteis ROG Xbox Ally, que trouxe recursos até então inéditos para o ecossistema, como o Advanced Shader Delivery (ASD) e o Xbox Full Screen Experience (Xbox FSE).

Como a Microsoft pretende melhorar o Windows 11 para jogos?

O ASD é uma tecnologia da Microsoft que pré-compila shaders (elementos que geram efeitos de iluminação, textura e afins) nas nuvens para otimizar a execução ou a inicialização de jogos, pois essa abordagem diminui a necessidade de esses elementos serem tratados em tempo real pela placa de vídeo.

Já a tecnologia Xbox FSE faz o Windows 11 executar jogos a partir de uma interface otimizada visual e estruturalmente para games, de modo que o usuário não seja distraído por outros recursos do computador ou que estes prejudiquem a experiência de jogar.

Pois bem, a Microsoft deu a entender que pretende expandir essas tecnologias para mais PCs com Windows 11 a partir de 2026. A ideia é a de que esses recursos não se limitem a PCs portáteis, mas atendam também a desktops, notebooks 2 em 1 e afins.

Xbox FSE para Windows 11
Xbox FSE para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nesse sentido, a companhia também pretende expandir outros recursos que podem aprimorar a experiência com jogos, a exemplo da tecnologia Auto Super Resolution, que melhora o detalhamento das imagens e foi introduzida em PCs Copilot+ com chips Snapdragon X. A intenção é levar o recurso a mais computadores em 2026, incluindo os modelos ROG Xbox Ally (com chip AMD).

Estamos comprometidos em tornar o Windows o melhor lugar para jogar e continuaremos aprimorando os comportamentos do sistema que são mais importantes para games: gerenciamento de carga de trabalho em segundo plano, melhorias de energia e agendamento, otimizações da pilha gráfica e drivers atualizados.

Ian LeGrow, executivo da Microsoft para sistemas operacionais

Microsoft promete melhorar Windows 11 para jogos em 2026

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Microsoft levará recursos para jogos, como ASD e Xbox FSE, a mais PCs em 2026. Estratégia pode impedir avanço de plataformas como SteamOS.

Microsoft promete melhorar Windows 11 para jogos em 2026 (imagem: reprodução/Microsoft)

Xbox FSE para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A transferência entre Android e iPhone deve ficar mais fácil

9 de Dezembro de 2025, 11:33
Foto mostra um iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra sendo segurados nas mãos
Novo método cria conexão direta e oficial entre Android e iPhone (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e a Apple estão desenvolvendo um método direto de migração de dados entre Android e iOS, sem necessidade de apps.
  • A funcionalidade deve ser integrada à configuração inicial dos dispositivos, usando autenticação dupla para garantir a integridade dos dados.
  • O recurso foi encontrado em versões de testes no Android Canary, mas a transferência deve exigir que o iPhone esteja atualizado com iOS 26.

Em um movimento raro de cooperação, Google e Apple se uniram para reformular o processo de transferência de dados entre o Android e iOS. Segundo o 9to5Google, um novo recurso deve padronizar e aprimorar a migração de dados entre as plataformas. A funcionalidade será integrada à configuração inicial dos dispositivos, dispensando a necessidade de instalar apps específicos.

No final de novembro, vale lembrar, o Google já havia desenvolvido a compatibilidade entre o Quick Share, serviço de compartilhamento de arquivos do Android, e o AirDrop, da Apple.

O que muda com o novo método de transferência?

Atualmente, a transição entre os ecossistemas depende de apps de terceiros ou das ferramentas proprietárias “Mudar para Android” (do Google) e “Migrar para iOS” (da Apple). No entanto, a experiência com esses softwares nem sempre é positiva. Relatos comuns indicam transferências incompletas, além da perda de dados. A lentidão do processo via conexão sem fio também é um gargalo que a novidade pode eliminar.

Embora as empresas mantenham sigilo sobre o projeto, evidências surgiram em uma versão Canary do Android — uma compilação de testes para desenvolvedores. Identificada como Android Canary 2512 (build ZP11.251121.010), a atualização começou a ser distribuída para smartphones da linha Google Pixel.

A ferramenta fica no menu de configurações do sistema. Ao acessar o caminho Configurações > [Nome e foto de perfil] > Todos os serviços > Emparelhar com iPhone ou iPad, os usuários agora devem encontrar uma nova opção para copiar dados (“Copy data”).

Captura de tela mostra uma nova função no Android, em testes, que permite transferir dados para o iPhone
Recurso em testes no Android exige iOS 26 no iPhone (imagem: reprodução/Android Authority)

O mecanismo foi desenhado para operar como um “aperto de mão” digital entre os dois sistemas operacionais. Conforme a análise da versão de testes, o processo utiliza um sistema de autenticação dupla para garantir a integridade dos dados.

Quando o usuário seleciona a opção de restaurar dados ou copiar informações, o sistema solicita um ID e uma senha específica para estabelecer a conexão sem fio direta entre o aparelho antigo e o novo.

Um detalhe crucial é uma exigência de compatibilidade do lado da Apple. A página de configuração informa explicitamente que, para a transferência ser bem-sucedida, o iPhone de origem ou destino deve estar atualizado com, pelo menos, o iOS 26, lançado em setembro deste ano.

E a Samsung?

Uma questão que ainda fica em aberto diz respeito à integração da nova ferramenta com aparelhos de outros fabricantes. A Samsung, por exemplo, detém a maior participação no mercado global de smartphones Android e já utiliza o Smart Switch, solução proprietária consolidada.

Ainda não está claro se o novo protocolo unificado substituirá ferramentas de terceiros ou se a migração facilitada será, inicialmente, restrita a aparelhos mais próximos do “Android puro”.

A transferência entre Android e iPhone deve ficar mais fácil

iPhone 11 Pro Max e Galaxy S20 Ultra (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

One UI 8.5: Now Bar deve ganhar widget de alarme

8 de Dezembro de 2025, 10:56
Uma tela de smartphone centralizada exibe a interface "One UI" da Samsung, com widgets de clima e calendário e diversos ícones de aplicativos. Ao redor do celular, flutuam outros ícones de apps borrados. As palavras "One" e "UI" aparecem em destaque. O fundo é azul gradiente e no canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
One UI é a interface usada em aparelhos Samsung (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Now Bar deve ganhar suporte a recursos de alarme na futura interface One UI 8.5;

  • Outra possível novidade é a chegada da função Math Solver a smartphones Galaxy, possivelmente apenas em modelos com S Pen;

  • Lançamento da One UI 8.5 é esperado para o início do próximo ano, junto à linha Galaxy S26.

Introduzida como um dos atrativos da One UI 7, a Now Bar deve ficar um pouco mais interessante na One UI 8.5. Isso porque são fortes os rumores de que a Samsung integrará a ferramenta a mais funções do dia a dia do usuário, entre elas, o recurso de alarme dos celulares Galaxy.

A Now Bar funciona como uma área de notificações e ações rápidas que aparece na tela de bloqueio ou na área de status da One UI. Ela pode dar acesso em tempo real aos dados de um exercício monitorado via Samsung Health, pausar ou avançar uma música, exibir informações do clima e por aí vai.

Já havia compatibilidade da Now Bar com as funções de cronômetro e temporizador do relógio da One UI. Mas, de acordo com o site SamMobile, essa integração será expandida na One UI 8.5 para adicionar suporte à função de alarme.

Com isso, a Now Bar poderá exibir um widget para informar que o alarme está prestes a tocar, dando ao usuário a opção de adiar o horário de execução, por exemplo.

Graças à maior integração do relógio à Now Bar, o usuário poderá controlar os recursos de alarme diretamente da tela de bloqueio, sem ter que desbloquear o smartphone para isso.

Now Bar com função de alarme na One UI 8.5
Now Bar com função de alarme na One UI 8.5 (imagem: reprodução/SamMobile)

One UI 8.5 também trará função Math Solver

A atualização da Now Bar é uma das várias novidades esperadas para a One UI 8.5. Entre as demais está a ampliação do acesso à função Math Solver. Trata-se de uma ferramenta capaz de resolver equações matemáticas.

O Math Solver faz parte dos recursos do Samsung Notes direcionado aos tablets da linha Galaxy. Mas, ainda de acordo com o SamMobile, o recurso foi encontrado em um arquivo APK do Samsung Notes para a interface One UI 8.5 direcionada a smartphones.

Isso significa que o Math Solver deverá chegar a celulares, mas há a possibilidade de que isso ocorra apenas em modelos Galaxy compatíveis com a caneta S Pen. Somente no lançamento é que teremos certeza sobre isso.

Math Solver para celulares Galaxy
Math Solver para celulares Galaxy (imagem: reprodução/SamMobile)

Quando a One UI 8.5 será lançada?

A expectativa é a de que a Samsung lance a versão final da One UI 8.5 junto com a futura linha de celulares Galaxy S26, no início do próximo ano, e libere a interface para os demais aparelhos compatíveis logo depois, de modo gradativo.

Cerca de 100 modelos poderão ser contemplados com a One UI 8.5, incluindo os aparelhos Galaxy S lançados entre 2021 e 2025.

One UI 8.5: Now Bar deve ganhar widget de alarme

One UI é a interface usada em aparelhos Samsung (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Now Bar com função de alarme na One UI 8.5 (imagem: reprodução/SamMobile)

Math Solver para celulares Galaxy (imagem: reprodução/SamMobile)

Até o FreeBSD deixou para trás o suporte a 32 bits (com uma exceção)

5 de Dezembro de 2025, 15:53
FreeBSD 15.0
FreeBSD 15.0 (imagem: reprodução/FreeBSD Foundation)
Resumo
  • FreeBSD 15.0 descontinua suporte a 32 bits em x86 e outras arquiteturas;

  • Nova versão do sistema operacional segue movimento de privilegiar plataformas de 64 bits;

  • Atualização inclui ainda novas versões de OpenZFS, OpenSSL, OpenSSH e melhorias gerais.

O FreeBSD 15.0 foi lançado oficialmente nesta semana. A nova versão do sistema operacional traz aprimoramentos funcionais e versões renovadas de ferramentas como o OpenSSL. Mas a novidade também remove, definitivamente, o suporte a 32 bits em computadores x86 (com chip Intel ou AMD).

Com a decisão, o FreeBSD deixa de suportar computadores antigos, como os que são baseados no processadores i386. Não chega a ser um movimento recente. O kernel Linux não suporta chips i386 desde 2012, só para dar um exemplo.

Mas, como o FreeBSD é um sistema operacional de código aberto conservador em termos de compatibilidade de hardware, a decisão pode pegar alguns usuários ou organizações de surpresa.

Além de computadores x86, o fim do suporte também afeta máquinas com chips PowerPC e Armv6 que também trabalham em modo de 32 bits. A exceção fica para a arquitetura Armv7, a única de 32 bits que continua sendo suportada pelo FreeBSD 15.0.

Foco do FreeBSD recai sobre plataformas de 64 bits

Com esse movimento, os desenvolvedores do FreeBSD seguem a tendência de todo o setor de priorizar as plataformas de 64 bits, que estão no mercado há mais de 20 anos, a exemplo de arquiteturas como x86-64 (ou amd64), AArch64, PowerPC64LE e Riscv64.

Computadores de 32 bits que ainda estão ativos podem ser mantidos com uma versão anterior do sistema operacional, como o FreeBSD 14.x, lançado em 2023.

É válido destacar, porém, que a nova versão do sistema suporta softwares de 32 bits em máquinas de 64 bits por meio de um modo nativo de compatibilidade.

Instalador do FreeBSD
Instalador do FreeBSD (imagem: reprodução/Heise)

O que o FreeBSD 15.0 traz de novo?

O FreeBSD 15.0 chega com uma série de pequenas melhorias. Uma delas é a adoção de uma versão mais recente do sistema de arquivos OpenZFS, que se destaca por seu gerenciamento avançado de grandes volumes. Ferramentas como OpenSSL e OpenSSH também foram atualizadas.

A nova versão do sistema traz ainda suporte aprimorado a drivers gráficos, gerenciamento de energia e conectividade Wi-Fi, monitoramento de eventos via inotify, kernel otimizado para inicialização mais rápida, atualizações via gerenciador de pacotes pkg, entre outros.

Não custa destacar: o FreeBSD 15.0 é um sistema operacional aberto e gratuito. O download pode ser feito a partir do site oficial do projeto.

Até o FreeBSD deixou para trás o suporte a 32 bits (com uma exceção)

FreeBSD 15.0 (imagem: reprodução/FreeBSD Foundation)

Instalador do FreeBSD (imagem: reprodução/Heise)

Android terá alerta na tela para ligações urgentes

3 de Dezembro de 2025, 11:00
Captura de tela mostra o novo recurso Call Reason no Android
Nova ferramenta exige discador oficial do Google para funcionar (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google introduziu o recurso Call Reason no Android, permitindo sinalizar chamadas urgentes, visíveis no histórico de chamadas.
  • A funcionalidade está em beta e requer o app Telefone do Google.
  • A empresa também anunciou ferramentas de segurança para detectar fraudes em mensagens e filtros no Google Mensagens para grupos indesejados.

O Google anunciou novas atualizações para o sistema Android e introduziu recursos de comunicação, segurança e personalização. Entre as novidades, está a ferramenta Call Reason (motivo da chamada, em tradução livre), que permite sinalizar a urgência da ligação.

Atualmente em fase beta, o recurso permite que, ao discar para um contato salvo, o usuário selecione a opção “urgente”. O destinatário visualizará esse alerta na tela do celular e, caso a chamada não seja atendida, uma notificação de urgência permanecerá visível no histórico, incentivando o retorno da ligação.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (2).

Quais celulares são compatíveis?

GIF exibe nova função do Android que notifica usuários sobre ligações urgentes
GIF mostra funcionamento da ferramenta Call Reason (imagem: reprodução/Google)

A ferramenta está vinculada ao Telefone do Google, o aplicativo de discagem padrão da empresa. Segundo informações do Google Brasil, a funcionalidade será liberada para todos os idiomas globalmente, mas a disponibilidade depende de o app estar instalado no smartphone.

Aparelhos da linha Google Pixel, assim como modelos recentes da Motorola, Xiaomi (versões globais), Nokia (HMD) e Asus, utilizam o discador do Google nativamente. Esses dispositivos, portanto, receberão a novidade automaticamente via atualização.

No Brasil, o impacto tende a ser menor já que a maior vendedora de smartphones é a Samsung, que utiliza um app próprio de Telefone. No entanto, o Android permite a instalação do Telefone do Google em praticamente qualquer dispositivo. Usuários interessados podem baixá-lo gratuitamente na loja oficial e configurá-lo como o discador padrão.

Segurança e mais IA

O pacote de novidades também apresenta novas ferramentas focadas na segurança e acessibilidade. O recurso Circule para Pesquisar agora usa IA para analisar o conteúdo da tela em busca de potenciais golpes. Ao verificar mensagens de texto ou chats suspeitos, o sistema indica a probabilidade de fraude.

Imagem mostra nova função do Circle to Search em funcionamento
Circle to Search ganhou função para verificar segurança de mensagens (imagem: reprodução/Google)

Nas mensagens de texto via Google Mensagens (padrão também nos aparelhos da Samsung), a empresa implementou novos filtros para grupos indesejados. Ao ser adicionado por um número desconhecido, o usuário receberá um alerta com dicas de segurança e opções rápidas para sair do grupo, bloquear o contato e denunciar spam com um único toque.

Utilizando processamento local, o sistema agora também gera legendas em tempo real que descrevem não só a fala, mas a intensidade e a emoção do interlocutor, além de identificar sons ambientes como aplausos.

Imagem mostra uma legenda em tempo real no Android, durante uma transmissão ao vivo
Google liberou legendas em vídeos ao vivo (imagem: reprodução/Google)

O Google também reestruturou como as notificações são gerenciadas, juntando mensagens longas e conversas em grupo e oferecendo um resumo do conteúdo. Alertas de baixa prioridade, como promoções e avisos de redes sociais, também serão silenciados automaticamente para reduzir distrações.

As configurações de controle parentais, por sua vez, foram migradas para um menu dedicado nas configurações principais do aparelho. Além disso, o sistema expandiu o suporte para ícones temáticos e introduziu uma opção forçada de “tema escuro” para aplicativos que não possuem essa configuração nativa.

Além disso, o Google incluiu a fixação de guias importantes no Chrome para Android e novas combinações de adesivos no “Emoji Kitchen”, do teclado Gboard.

Android terá alerta na tela para ligações urgentes

Nova ferramenta exige discador oficial do Google para funcionar (imagem: reprodução/Google)

Nova ferramenta exige discador oficial do Google para funcionar (imagem: reprodução/Google)

Google liberou legendas em vídeos ao vivo (imagem: reprodução/Google)

Atualização no Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos

2 de Dezembro de 2025, 11:19
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
É possível desinstalar a atualização ou desativar o modo escuro (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A atualização KB5070311 do Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos ao usar o modo escuro.
  • Segundo a Microsoft, o problema afeta as Builds 26200.7309 e 26100.7309.
  • Por enquanto, não há solução definitiva, mas é possível desativar o modo escuro ou desinstalar a atualização.

A Microsoft disponibilizou ontem (01/12) o pacote de atualização KB507031, que deveria trazer melhorias no modo escuro do Windows 11. No entanto, o update veio com um aviso: o Explorador de Arquivos pode exibir um flash de tela branca antes de carregar o conteúdo das pastas.

O problema afeta as compilações identificadas como Builds 26200.7309 e 26100.7309. Segundo os relatórios técnicos, a atualização pretendia modernizar caixas de diálogo antigas do sistema, que passariam a suportar o tema escuro.

Há alguma solução para o erro?

Bug ocorre na inicialização do Explorador de Arquivos (imagem: reprodução/The Verge)

No momento, não existe solução definitiva para o problema, exceto a desinstalação da atualização ou a desativação do modo escuro. A Microsoft informou que trabalha em uma correção, mas não forneceu um cronograma para a liberação do patch de reparo.

Em nota, a empresa descreve que, após instalar o update, “você poderá encontrar problemas ao abrir o Explorador de Arquivos no modo escuro. A janela pode exibir brevemente uma tela branca antes de carregar arquivos e pastas”.

Como contornar o bug?

Enquanto a correção oficial não é liberada, você pode optar por reverter o sistema ou alterar o tema visual, seguindo as instruções abaixo:

Desativar o modo escuro:

  1. Acesse Configurações > Personalização > Cores;
  2. No menu “Escolher seu modo”, altere para Claro.

Desinstalar a atualização:

  1. Vá em Configurações > Windows Update > Histórico de atualizações;
  2. Role até o final da página e clique em Desinstalar atualizações;
  3. Localize a atualização KB5070311 na lista e clique em Desinstalar;
  4. Reinicie o computador.

Busca por consistência visual

O incidente acontece enquanto a Microsoft se esforça para eliminar resquícios visuais de versões antigas do sistema operacional no Windows 11. Uma crítica recorrente de usuários é a falta de uniformidade no design do sistema, em que menus modernos convivem com caixas de diálogo que mantêm a estética de décadas passadas, sem suporte nativo ao modo escuro.

A atualização KB5070311 é parte desta modernização. Além das caixas de diálogo do Explorador de Arquivos, a empresa pretende estender o suporte ao tema escuro para outras áreas legadas do sistema, incluindo a caixa de diálogo “Executar”, além de melhorias visuais em barras de progresso, gráficos de desempenho e janelas de confirmação de erro.

Atualização no Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Dell revela que transição para o Windows 11 está muito lenta

27 de Novembro de 2025, 09:31
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Windows 11 levou quatro anos atingir 50% dos PCs (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 enfrenta adoção lenta, com 10 a 12 pontos percentuais atrás do Windows 10 no mesmo período do ciclo de vida.
  • Cerca de 500 milhões de PCs não atendem aos requisitos do Windows 11, impactando a transição e o crescimento do mercado de PCs.
  • Usuários consideram alternativas como o Linux, com o Zorin OS 18 ganhando popularidade após o fim do suporte ao Windows 10.

A transição do mercado de PCs para o Windows 11 vai demorar para ser concluída. Essa é a avaliação de Jeffrey Clarke, COO da Dell. Em uma chamada com investidores, o executivo também previu que as vendas de computadores da marca não devem crescer no ano que vem.

Clarke apresentou dados que embasam seus comentários. Um deles é a comparação entre as taxas de adoção do Windows 11 e do Windows 10 logo após o fim do suporte da geração anterior. Colocando esses números lado a lado, o Windows 11 está entre 10 e 12 pontos percentuais atrás do que o Windows 10 estava neste mesmo momento do ciclo de vida.

Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies
Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies 2023 (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O COO ainda comentou que existem cerca de 500 milhões de PCs que não contam com os requisitos técnicos para rodar o Windows 11. Por isso, Clarke acredita que o mercado de PCs ainda vai florescer, apesar do crescimento abaixo de 10% da Dell no último ano e da previsão de que não haja crescimento no ano que vem.

Windows 11 enfrenta dificuldades desde o lançamento

O mais recente sistema operacional da Microsoft chegou ao mercado em 2021 e esteve envolvido em polêmicas desde então. Uma das primeiras foi a exigência do módulo de segurança TPM 2.0, um recurso até então pouco presente nos PCs.

A incompatibilidade com máquinas antigas e a falta de atrativos para a migração fizeram com que o Windows 11 levasse mais de quatro anos até representar a maioria da base instalada de computadores.

Monitor exibindo o Windows 10
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Essa demora ganhou contornos críticos nos últimos meses: o Windows 10, preferido de muitos usuários, chegou ao fim do suporte. Isso significa que ele não receberá mais atualizações, nem mesmo correções de segurança e bugs.

Somado a isso, muitos consumidores estão incomodados com as mudanças recentes no Windows 11. Entre os alvos das críticas, estão a adoção generalizada de ferramentas de inteligência artificial e as novas barreiras para a instalação do sistema sem uma conta Microsoft.

Chegou a hora do Linux?

Com o Windows 10 sem suporte e o Windows 11 dependendo de upgrades de hardware, alguns usuários estão recorrendo ao Linux para manter suas máquinas funcionando e atualizadas.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Algumas equipes perceberam a oportunidade e estão pensando justamente nesse público. O Zorin OS 18, por exemplo, é uma distribuição de Linux com visual bastante familiar para quem migra do Windows 10, além de integração com o OneDrive e uso de web apps para facilitar a troca.

Essa versão foi lançada em 14 de outubro, na mesma data em que o Windows 10 perdeu seu suporte. Segundo os desenvolvedores, o sistema foi instalado em aproximadamente 780 mil computadores com Windows ao longo das cinco primeiras semanas.

Com informações do Register

Dell revela que transição para o Windows 11 está muito lenta

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies 2023 (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ex-Microsoft diz que Windows 11 precisa de um “momento SP2”, como no XP

26 de Novembro de 2025, 13:34
Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto
Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)
Resumo
  • Dave Plummer critica Windows 11, sugerindo que Microsoft deve focar em estabilidade, eficiência e segurança, como fez no do Windows XP;
  • Windows XP enfrentou problemas de segurança graves, como o malware Blaster, que forçaram Microsoft a priorizar correções em vez de novos recursos;
  • Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows, reconheceu recentemente necessidade de melhorar experiência de uso do Windows 11.

Dave Plummer foi um importante desenvolvedor do Windows. Ele esteve por trás do Gerenciador de Tarefas e da compatibilidade do sistema com arquivos Zip, por exemplo. É com base nesse histórico que Plummer fez uma crítica contundente à sua antiga casa: “está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2”.

A crítica foi publicada no X. “XPSP2” é a sigla para “Service Pack 2 do Windows XP”. Mas, para entendermos o que isso quer dizer em termos práticos, precisamos voltar no tempo.

Embora o Windows XP seja lembrado por ter sido um sistema operacional estável e funcional, principalmente quando comparado às versões anteriores, como o Windows Me e o Windows 98, os seus primeiros anos de mercado foram marcados por numerosas falhas, principalmente no âmbito da segurança.

Uma das vulnerabilidades do sistema permitiram que o malware Blaster contaminasse, em 2003, milhares de PCs no mundo todo. Isso porque a ameaça não precisava da ação do usuário (como baixar um arquivo contaminado) para se propagar. O Blaster se espalhava por redes locais e pela internet explorando uma brecha no sistema operacional.

O Blaster causou prejuízos a empresas, entidades governamentais e usuários domésticos. No X, Dave Plummer explica que o problema foi tão grave que a Microsoft teve que paralisar o desenvolvimento de recursos do Windows XP para lançar uma correção com urgência.

Plummer também conta que, nos meses seguintes, a companhia ficou focada em corrigir os “muitos bugs” do Windows XP. Eis o efeito: em 2004, o Service Pack 2 (SP2), o segundo grande pacote de atualizações do sistema operacional, foi lançado trazendo recursos funcionais e, principalmente, correções de segurança.

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Windows 11 em um notebook (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que Plummer diz que o Windows 11 precisa de um “momento XPSP2”?

O Windows 11 não tem problemas de segurança com gravidade similar às falhas que causaram estragos no Windows XP. Na verdade, Plummer sequer cita o Windows 11 em sua mensagem. Mas fica claro que o seu manifesto é direcionado a essa versão do sistema operacional.

Isso porque a Microsoft vem sendo criticada por priorizar recursos no Windows 11 que não melhoram, necessariamente, a experiência do usuário com o sistema, a exemplo das funções de IA que, apesar de interessantes do ponto de vista tecnológico, pouco ou nada contribuem para a produtividade.

Não é por acaso que, recentemente, Pavan Davuluri reconheceu que a Microsoft tem que melhorar a experiência de uso do Windows 11. Davuluri é ninguém menos que presidente da divisão Windows na companhia.

Pois bem, ao afirmar que a Microsoft precisa de “outro momento XPSP2”, Plummer quer dizer que a companhia deve parar o que o está fazendo para focar naquilo que mais importa no momento, que é tornar o Windows 11 mais estável, eficiente e seguro.

A julgar pelos comentários e pelas curtidas que a postagem recebeu, muita gente concorda com Plummer.

Dave Plummer
Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave’s Garage)

Íntegra da postagem de Plummer

O texto de Dave Plummer aparece na íntegra e traduzido livremente a seguir:

Está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2. Nada de IA, nada de novos recursos. Apenas correções.

Quando eu trabalhava no Windows XP, o [malware] Blaster surgiu. Foi um problema tão grande que deixamos de lado todo o trabalho de desenvolvimento de recursos.

Durante os meses seguintes, tudo o que fizemos foi aprimorar a segurança. Não adicionamos “recursos de segurança”; nós corrigimos bugs. Muitos bugs. Até que não houvesse mais bugs de segurança para corrigir.

Então, corrigimos aqueles que ainda não conhecíamos.

Resumindo, paramos de tentar “agregar valor” ao produto [Windows XP] por meio de recursos que gerentes achavam que os usuários gostariam de ter e, em vez disso, nos concentramos nos aspectos que eram importantes há mais tempo, mas que foram negligenciados.

Como desempenho e configurabilidade atualmente [no Windows 11].

Em vez de tentar aprimorar e agregar valor ao sistema por meio de novos recursos de IA — agora —, acredito que é hora de a Microsoft estabilizar, aprimorar e tornar o sistema mais eficiente. E mais usável para usuários avançados.

Apenas durante um lançamento. Só até isso deixar de ser ruim.

Dave W. Plummer

Ex-Microsoft diz que Windows 11 precisa de um “momento SP2”, como no XP

Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave's Garage)

Aluminium OS: novo sistema do Google para PCs usará Android como base

25 de Novembro de 2025, 12:48
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Android para PCs está mais perto de se tornar realidade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google desenvolve o Aluminium OS, baseado no Android, como sucessor do ChromeOS para laptops e tablets.
  • A empresa busca um gerente de produto para liderar a transição entre ChromeOS e Aluminium, que coexistirão temporariamente.
  • O nome Aluminium ainda não está definido, e o sistema é testado em processadores recentes, permitindo atualizações em Chromebooks.

O Google está em busca de um gerente de produto para trabalhar em um novo sistema operacional chamado Aluminium OS. Construído com base no Android, ele deve ser o sucessor do ChromeOS e marcar o próximo grande movimento da empresa no mercado de PCs.

As informações foram coletadas pelo site Android Authority, que também encontrou o termo em listas de discussão de desenvolvedores do projeto Chromium. O nome comercial, porém, parece não estar definido.

Vaga de emprego prevê transição entre sistemas

De acordo com o anúncio, a equipe será responsável por desenvolver o ChromeOS e o Aluminium. Entre parênteses, a companhia indica que se trata do Android. Mais adiante, o Google explica que o Aluminium é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”.

O selecionado para a função será responsável por “conduzir o roadmap e selecionar um portfólio de dispositivos comerciais com ChromeOS e Aluminium Operating System (ALOS) em todos os formatos (laptops, destacáveis, tablets e boxes [mini-PCs]) e segmentos (Chromebook, Chromebook Plus, AL Entry, AL Mass Premium e AL Premium)”.

Acer Chromebook C733
Chromebook já roda apps de Android (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

O Android Authority também observa que esse cargo será responsável pela transição do ChromeOS para o Aluminium. Isso dá a entender que as duas plataformas coexistirão por algum tempo, e que os produtos atuais receberão updates e manutenção até o fim do ciclo de vida.

O nome Aluminium também aparece em listas de discussão de desenvolvedores. Nelas, há indicações de que o novo sistema vem sendo testado em processadores lançados nos últimos anos, o que significa que provavelmente haverá a opção de atualizar Chromebooks para o novo sistema.

Nome ainda não está definido

O Android Authority nota que os desenvolvedores usam vários termos diferentes nesse processo de transição. O ChromeOS atual, por exemplo, é mencionado como “ChromeOS Classic” ou “non-Aluminium ChromeOS”, enquanto o novo sistema é chamado de “Android Desktop” algumas vezes.

Isso pode ser um indício de que ainda não há um nome comercial definido para o Aluminium. Por mais que não tenha tanta presença no mercado, os termos “ChromeOS” e “Chromebook” são razoavelmente conhecidos. Já “Android Desktop” pode ser uma forma de pegar carona em uma marca muito famosa.

Unificação vem sendo discutida há anos

O Google tem divulgado gradualmente informações sobre esse projeto. Em outubro de 2025, Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Antes disso, em julho de 2025, Sameer Samat, outro nome importante da empresa, mencionou os planos de unificar as duas plataformas. Ao longo de 2024, também surgiram rumores de que o ChromeOS passaria a usar o kernel do Android, visando facilitar o uso de ferramentas do Gemini.

Com informações do Android Authority

Aluminium OS: novo sistema do Google para PCs usará Android como base

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

780 mil pessoas dizem não ao Windows 11 e adotam Linux

25 de Novembro de 2025, 11:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Usuários do Windows 10 buscam refúgio em sistema com suporte garantido até 2029 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Zorin OS 18 atingiu 1 milhão de downloads em cinco semanas, com 780 mil instalações oriundas de sistemas Microsoft.
  • A distribuição oferece interface híbrida e compatibilidade com softwares do Windows, como Office 365 e Microsoft Teams.
  • Trata-se de uma versão LTS com suporte até 2029, proporcionando uma alternativa viável ao Windows 11.

O fim do suporte oficial ao Windows 10 em outubro de 2025 vem reconfigurando o mercado de sistemas operacionais para desktops. Diante das exigências rígidas do Windows 11 e de preocupações com segurança, milhares de usuários estão migrando para distribuições Linux. O exemplo mais recente desse movimento é o Zorin OS 18.

Segundo os desenvolvedores da distribuição, a versão mais recente atingiu nada menos que um milhão de downloads em cinco semanas. Dados de telemetria divulgados pela equipe indicam que mais de 78% desses downloads — cerca de 780 mil instalações — vieram de computadores que rodavam sistemas da Microsoft.

O número sugere que a barreira técnica, historicamente um obstáculo para a adoção do Linux, está sendo superada pela necessidade de manter computadores considerados obsoletos pela Microsoft funcionais e seguros.

Linux é uma opção viável para usuários leigos?

Captura de tela mostra a distribuição Zorin OS 18 rodando em um PC
Zorin OS 18 foi lançado quando o suporte ao Windows 10 se encerrou (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Uma grande dúvida de quem abandona o Windows é a curva de aprendizado e compatibilidade de softwares no Linux. O Zorin OS 18 procura resolver essa insegurança ao oferecer uma interface híbrida, que mescla layout similar do Windows com elementos visuais modernos.

A distribuição foca em reduzir o atrito da troca, com integração com serviços de nuvem, como o OneDrive da Microsoft, permitindo que o fluxo de trabalho do usuário permaneça praticamente inalterado.

Além da estética, a barreira da compatibilidade de software foi reduzida. A nova versão do sistema aposta na instalação facilitada de Aplicativos Web Progressivos (PWA), permitindo o uso de ferramentas como Office 365, Microsoft Teams e Google Docs como se fossem programas nativos.

Para softwares legados do Windows, o sistema utiliza camadas de compatibilidade (como o Wine) com configurações pré-ajustadas, minimizando a necessidade de intervenção técnica manual.

Outro fator que reduz a rejeição ao Linux é o avanço no suporte a jogos, impulsionado nos últimos anos pelo desenvolvimento da camada Proton pela Valve, que permite rodar títulos populares do Windows no sistema do pinguim.

Suporte até 2029

Se a aposta da Microsoft era uma conversão em massa para o Windows 11, os números mostram que uma parcela do mercado decidiu que é hora de testar novos horizontes. O Linux surge como uma alternativa gratuita e de longo prazo.

O Zorin OS 18, por exemplo, é uma versão LTS (Long Term Support), com atualizações de segurança garantidas até 2029, estendendo a vida útil de computadores perfeitamente capazes que seriam descartados por “incompatibilidade” no sistema da Microsoft.

Com informações do Tom’s Hardware

780 mil pessoas dizem não ao Windows 11 e adotam Linux

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

iOS 27 deve focar em qualidade e desempenho

24 de Novembro de 2025, 13:32
Imagem mostra um ícone do iOS ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
iOS27 deve ser anunciado na WWDC 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 27 deve priorizar estabilidade e desempenho, reduzindo novos recursos para corrigir bugs e otimizar o sistema.
  • Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o sistema também deve preparar o caminho para futuros dispositivos, como os iPhones dobráveis.
  • A atualização pode incluir avanços em IA, como um assistente de saúde e um mecanismo de busca na web, além de melhorias no design Liquid Glass.

A Apple deve priorizar estabilidade e desempenho no iOS 27, segundo Mark Gurman, da Bloomberg. A atualização, prevista para 2026, reduziria temporariamente novos recursos para corrigir bugs e otimizar o sistema.

A estratégia seria comparável à do OS X Snow Leopard, de 2009, que buscou recuperar a confiança dos usuários após críticas recorrentes à qualidade do sistema. A futura grande atualização do iOS pode prepará-lo para futuros dispositivos, como os iPhones dobráveis.

A abordagem teria ganhado força após críticas sobre a qualidade do sistema da Apple nos últimos anos. Vários usuários relataram instabilidades em versões recentes do iOS e macOS, especialmente após a chegada do design Liquid Glass ano passado.

Segundo a Bloomberg, equipes internas já estão revisando códigos para eliminar bugs e reduzir “bloat” (softwares e sistemas desnecessários que acabam ocupando recursos da máquina).

Foco em desempenho após críticas

Imagem mostra uma apresentação da Apple com o logo da Siri ao centro, em um fundo de cor branca
Siri pode ficar mais “esperta” (imagem: reprodução/Apple)

Se confirmado o rumor, essa seria a primeira vez, desde o iOS 12, de 2018, que a Apple priorizaria a otimização do sistema sobre novas funcionalidades. O plano da empresa parece incluir uma revisão de sistemas operacionais como iOS, macOS e visionOS para melhorar a experiência geral, numa abordagem que lembra o Snow Leopard, que pavimentou o caminho para avanços futuros no ecossistema Mac.

Ainda assim, a empresa não deve abandonar totalmente as inovações. A Bloomberg destaca que o iOS 27 pode trazer avanços em inteligência artificial. Dentre as novidades esperadas estão um assistente de saúde baseado em IA, possivelmente vinculado a uma assinatura Apple Health+, e um mecanismo de busca na web alimentado por algoritmos próprios, semelhante ao assistente Perplexity.

Esses recursos seguiriam atualizações recentes, como a reformulação da Siri no iOS 26.4, que deve utilizar uma versão personalizada do Google Gemini. O modelo, adaptado para o Private Cloud Compute da Apple, processaria dados localmente, evitando envio a servidores externos.

Outras apostas do iOS 27

Além da estabilidade, o iOS 27 pode trazer ajustes para empresas, como ferramentas de gerenciamento de dispositivos e funcionalidades específicas para mercados de países emergentes, como modos de economia de dados.

Além disso, mais correções no visual do Liquid Glass também estariam nos planos. O anúncio oficial da nova versão de sistema deve ocorrer na WWDC 2026.

Com informações do 9to5Mac

iOS 27 deve focar em qualidade e desempenho

iOS 18 será anunciado na WWDC 2024 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)

Explorador de Arquivos do Windows 11 pode ficar mais rápido e simples

21 de Novembro de 2025, 19:23
Windows 11
Windows 11 recebeu novidades nos canais Dev e Beta (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • O Explorador de Arquivos do Windows 11 tem um novo menu de contexto mais simples, com opções agrupadas em submenus para gerenciar arquivos e armazenamento em nuvem.
  • A Microsoft implementou um pré-carregamento em segundo plano para abrir a ferramenta mais rapidamente.
  • A build 26220.7271 (KB5070307) do Windows 11 inclui outras novidades, como a experiência Xbox em tela cheia e a restauração point-in-time.

A versão mais recente do Windows 11 traz duas mudanças para o Explorador de Arquivos (File Explorer): um menu de contexto mais simples e um pré-carregamento para deixar a ferramenta mais rápida.

As novidades fazem parte da compilação 26220.7271 (KB5070307), liberada para participantes do programa Insider inscritos nos canais Dev e Beta. Elas podem sofrer mudanças até o lançamento para o público geral, que não tem previsão para acontecer.

Como é o novo menu de contexto?

A Microsoft reorganizou as opções do menu de contexto do Explorador de Arquivos, aquele que aparece quando você clica com o botão direito do mouse.

Ações como girar imagem, colocar como plano de fundo do desktop e comprimir em arquivo ZIP agora estão agrupadas em um submenu para gerenciar arquivos. De modo semelhante, para manter um arquivo no dispositivo ou liberar espaço, o usuário precisará ir até o submenu do armazenamento em nuvem.

Alguns itens foram reordenados, deixando ações de abrir arquivos ou pastas mais próximas, bem como tarefas relacionadas ao envio para outros dispositivos.

Comparação do menu de contexto do Explorador de Arquivos do Windows 11. À esquerda, com o selo “Before”, o menu aparece longo, com várias opções listadas separadamente. À direita, com o selo “After”, o menu está mais compacto e organizado, com itens agrupados em submenus como “Manage file”, que reúne opções como “Compress to…”, “Copy as path”, “Rotate right”, “Rotate left” e “Set as desktop background”. A imagem mostra miniaturas de fotos selecionadas ao fundo.
Menu de contexto pode ficar menor futuramente (imagem: divulgação)

Usuários reclamam há tempos dos menus de contexto do Windows 11, apontando que eles são muito longos, pouco práticos e ocupam muito espaço na tela.

Vale dizer que essas mudanças do File Explorer ainda não usam o formato “split” apresentado pela Microsoft para o WinUI — isso poderia deixar a lista ainda mais enxuta.

Comparação entre dois menus de contexto do Windows. À esquerda, o menu antigo exibe uma lista longa de opções, incluindo “Open with Photos”. À direita, o novo modelo mostra “Open with Photos” como item principal, com um submenu lateral agrupando opções como “Paint”, “Paint 3D” e “Snipping Tool”, reduzindo o tamanho da lista.
Solução “split”, destinada a desenvolvedores independentes, “esconde” opções menos usadas ao lado de ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)

Como o Explorador de Arquivos vai ficar mais rápido?

A Microsoft também está testando um pré-carregamento do File Explorer em segundo plano. A ideia é abrir a ferramenta em menos tempo.

A novidade vem ativada por padrão, mas é opcional e pode ser desligada. Como todo app em segundo plano consome recursos do computador, pode ser que essa solução deixe o sistema um pouco mais lento. Vamos aguardar para ver como isso funciona na prática.

Quais são as outras novidades no Windows 11?

A build 26220.7271 (KB5070307) trouxe várias mudanças interessantes:

  • Experiência Xbox em tela cheia para computadores.
  • Restauração point-in-time, que promete ser flexível e rápida na hora de reverter alterações que causaram problemas na máquina.
  • Ferramenta de ditado fluido, capaz de corrigir gramática e entender palavras que faltaram em tempo real.
  • Opção para continuar a ver no computador as páginas e os documentos do Microsoft 365 abertos em um celular Android.
  • Botão para desinstalar apps diretamente da Microsoft Store.

Com informações da Microsoft e do Neowin

Explorador de Arquivos do Windows 11 pode ficar mais rápido e simples

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Menu de contexto pode ficar menor futuramente (imagem: divulgação)

Com novos controles, opções menos usadas podem ficar "escondidas" sob ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

20 de Novembro de 2025, 20:55
Quick Share para Android
Quick Share para Android ampliou compatibilidade (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google anunciou a compatibilidade do Quick Share com o AirDrop da Apple.
  • A integração foi desenvolvida sem a colaboração da Apple, possivelmente por engenharia reversa.
  • A novidade elimina uma das principais barreiras entre os ecossistemas e estreia no Pixel 10, com a chegada progressiva aos demais aparelhos Android.

O Google anunciou nesta quinta-feira (20/11) a compatibilidade entre o Quick Share, serviço de compartilhamento de arquivos do Android, e o AirDrop, até então um recurso exclusivo para os dispositivos da Apple.

A integração elimina uma das maiores barreiras entre os ecossistemas. Agora, será possível realizar transferências diretas entre smartphones Android e iPhones.

A novidade começa a ser liberada hoje para dispositivos da família Pixel 10. A empresa confirmou que desenvolveu a funcionalidade de forma independente, sem colaboração da Apple.

No anúncio oficial, o Google explicou que a novidade segue iniciativas anteriores para conectar melhor Android e iPhone, como a substituição do SMS pelo RCS, que permite enviar fotos em alta resolução e ver quando o envio foi lido.

Android Quick Share com compatibilidade com Apple AirDrop
Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone agora é possível (imagem: divulgação)

Como o Google fez isso sem a Apple?

O Google não deixou claro como fez a integração, mas segundo o Android Authority, é provável que a companhia tenha trabalhado com engenharia reversa, analisando como o AirDrop funciona por dentro para adaptar o Quick Share.

A tecnologia do AirDrop usa conexões comuns, como Bluetooth e Wi‑Fi, padrões abertos que qualquer empresa pode utilizar, o que permitiria criar compatibilidade sem acesso aos sistemas internos da Apple.

O Google não confirmou oficialmente o método usado, mas reforçou que a atualização passou por testes rigorosos de segurança antes de ser lançada.

“Desenvolvemos isso com a segurança como nosso pilar central. Protegemos seus dados usando salvaguardas rigorosas, testadas por especialistas de segurança independentes. Esta é mais uma iniciativa para oferecer a compatibilidade entre sistemas operacionais que as pessoas tanto solicitam, seguindo o que já fizemos com o RCS e os alertas de rastreadores desconhecidos.”

Google, em comunicado

Quando chega aos outros smartphones Android?

A atualização será liberada progressivamente para outros aparelhos Android nos próximos meses. Por enquanto, não há datas específicas. Segundo o Google, dispositivos com versões recentes do sistema terão prioridade. A compatibilidade inicial com os Pixel 10 serve como teste para ajustes antes da expansão.

Essa não foi a única novidade do Google hoje. Mais cedo, a empresa lançou o Nano Banana Pro, novo modelo de inteligência artificial focado em geração e edição de imagens.

A tecnologia, incorporada ao app Gemini, utiliza recursos do recém-lançado Gemini 3 Pro para transformar textos em ilustrações e ajustar fotos com comandos simples, gratuitamente.

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

Quick Share para Android (imagem: reprodução/Samsung)

Windows 11 vai ocultar avisos de erro que surgem em telões

19 de Novembro de 2025, 15:31
"Tela azul da morte" em telão
“Tela azul da morte” em telão (imagem: reprodução/Tweaktown)
Resumo
  • Windows 11 introduzirá recurso Digital Signage Mode, que oculta mensagens de erro em telas públicas após 15 segundos;
  • Novidade funciona com “tela azul da morte” ou com erros em caixas de diálogo;
  • Tela fica apagada nessas circunstâncias, e só volta a ligar se o mouse ou o teclado for acionado.

É bastante provável que você já tenha se deparado com a “tela azul da morte” do Windows ou outra mensagem de erro do sistema operacional no telão de um aeroporto, shopping ou hospital, por exemplo. Esse problema é tão frequente que a Microsoft anunciou um modo que oculta esses avisos em PCs públicos com Windows 11.

Trata-se de uma funcionalidade chamada Digital Signage Mode (algo como “Modo de Sinalização Digital”) e que é direcionada a telas públicas controladas por PCs com Windows.

Quando ativado, o novo recurso faz a “tela azul da morte” que agora é preta ser exibida na tela por 15 segundos, caso o computador não reinicie após o surgimento da falha. Nessas circunstâncias, a tela é apagada automaticamente, sem necessidade de intervenção humana.

A novidade também pode entrar em ação quando mensagens de erro surgirem na forma de caixas de diálogo, que aparecem quando o Windows continua funcionando. Esses avisos podem incluir falhas em drivers ou em aplicativos, por exemplo. Novamente, nessas circunstâncias, a tela é apagada após 15 segundos.

A tela só voltará a exibir informações se o computador for reativado via mouse ou teclado.

A Microsoft destaca, porém, que o Digital Signage Mode não substitui o Modo Quiosque, que faz o Windows exibir apenas um único aplicativo, impedindo o acesso a outros softwares ou recursos do sistema. Leve em conta também que a funcionalidade deve ser ativada manualmente.

“Este novo modo do Windows é perfeito para máquinas que controlam telas públicas não interativas, como cardápios de restaurantes ou painéis de voos em aeroportos”, complementa a companhia.

Outros recursos para o Windows 11

Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11
Modo agenda no calendário flutuante do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O novo recurso faz parte de algumas funcionalidades que chegarão ao Windows 11 em breve. Outra delas é uma função de restauração que faz o sistema operacional voltar para um estado anterior dentro de um período de tempo que varia entre seis e 72 horas.

Outra novidade permitirá que organizações tenham mais recursos para recuperar ou restaurar o Windows 11 remotamente, via plataforma Microsoft Intune.

Todas essas novidades foram anunciadas no Microsoft Ignite 2025, realizado nesta semana. O evento também serviu de palco para novidades direcionadas ao usuário final, a exemplo da chegada de um modo agenda no calendário flutuante do Windows 11.

Windows 11 vai ocultar avisos de erro que surgem em telões

"Tela azul da morte" em telão (imagem: reprodução/Tweaktown)

Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
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