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Microsoft 365 (Office) não terá mais novos recursos no Windows 10

13 de Agosto de 2026, 17:16
Arte com o logotipo do Microsoft 365 ao centro. Ao fundo, um quadrado composto por quatro quadrados menores, de cores verde, amarelo, laranja e azul. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Microsoft 365 não terá mais novos recursos no Windows 10 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft determinou que softwares do Microsoft 365 não receberão mais recursos novos no Windows 10 a partir deste mês de agosto, embora continue oferecendo atualizações de segurança;
  • suporte a novos recursos no Microsoft 365 para Windows 10 em organizações será oferecido até 13 de outubro de 2026 no canal Enterprise Mensal ou até 12 de janeiro de 2027 no canal Enterprise Semestral;
  • versão 2608 será a última suportada pelo Windows 10, enquanto versões futuras exigirão o Windows 11.

Se você usa o Microsoft 365 (Office) no Windows 10, atenção: depois deste mês de agosto, as ferramentas do pacote, como Word, Excel e PowerPoint, não receberão mais recursos novos nas versões direcionadas a esse sistema operacional. Apenas atualizações de segurança continuarão sendo oferecidas.

A decisão de limitar o suporte ao Microsoft 365 no Windows 10 foi tomada em 2025. À época, a Microsoft estabeleceu o mês de agosto de 2026 como o último a ter eventuais recursos novos liberados para o pacote no Windows 10.

Atualmente, o Microsoft 365 está na versão 2607, tanto na assinatura Family quanto na Personal. Mas computadores com Windows 10 suportarão o Microsoft 365 até a versão 2608, que será liberada justamente neste mês de agosto.

As versões posteriores do Microsoft 365 só serão disponibilizadas para o Windows 11. Como software desatualizado dá abertura para problemas de segurança, a Microsoft continuará lançando correções para a versão 2608 no Windows 10 até 10 de outubro de 2028.

Repare que ferramentas como Word, Excel e PowerPoint continuarão funcionando no Windows 10 depois de agosto. A diferença é que eventuais novidades funcionais não serão mais oferecidas, afinal, elas são implementadas junto com as novas versões do pacote que, como sabemos agora, ficará retida na versão 2608 em computadores com Windows 10.

Como a assinatura continua válida, usuários do Windows 10 ainda poderão contatar a Microsoft para pedir suporte técnico. A companhia alerta, porém, que se o problema reportado se manifestar no Windows 10, mas não no Windows 11, a migração de sistema operacional será sugerida como solução.

Para organizações, o suporte a novos recursos no Microsoft 365 será oferecido até 13 de outubro de 2026 no canal Enterprise Mensal ou até 12 de janeiro de 2027 no canal Enterprise Semestral.

Microsoft Word com salvamento automático ativado
Word faz parte do Microsoft 365 (imagem: reprodução/Microsoft)

Windows 10 ainda tem suporte estendido, mas para quem ativá-lo

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em outubro de 2025. A boa notícia é que ainda é possível atualizar o sistema operacional por meio do programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU).

Para usuários domésticos, o ESU do Windows 10 pode ser ativado por meio de um pagamento de US$ 30 ou via procedimentos gratuitos.

Originalmente, as atualizações seriam oferecidas somente até outubro de 2026 para PCs domésticos. Contudo, a Microsoft estendeu o ESU do Windows 10 para consumidores até outubro de 2027, sem custo adicional.

É importante destacar, porém, que o programa oferece apenas atualizações de segurança. Novas experiências e funcionalidades são direcionadas somente ao Windows 11.

Microsoft 365 (Office) não terá mais novos recursos no Windows 10

Capa Microsoft 365 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft Word com salvamento automático ativado (imagem: reprodução/Microsoft)

Google torna Quick Share do Android ainda mais parecido com o AirDrop

12 de Agosto de 2026, 14:31
Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou uma função para o Quick Share no Android que permite a troca rápida de dados e arquivos entre dois aparelhos com aproximação física, semelhante ao AirDrop da Apple;
  • novidade permite compartilhar informações de contato, fotos e vídeos entre aparelhos Android, com uma simples aproximação física, e será liberada inicialmente para aparelhos Google Pixel 6 e sucessores;
  • recurso será expandido para mais celulares Android, incluindo Samsung Galaxy Z Fold 8 Ultra, Galaxy Fold 8 e Galaxy Flip 8.

É interessante o quanto o Google tem trabalhado para tornar o Quick Share mais útil no Android. No movimento mais recente, a companhia anunciou uma função que permite a troca rápida de dados e arquivos entre dois aparelhos Android com uma simples aproximação física entre eles, em uma abordagem que lembra a do AirDrop, da Apple.

Os dados e arquivos que podem ser trocados com o novo método incluem informações de contato, fotos e vídeos.

A forma de uso varia de acordo com o que você deseja compartilhar. Para a troca rápida de contatos, basta aproximar os dois celulares enquanto estiver na tela inicial para que o procedimento seja executado imediatamente. Já para fotos ou vídeos, basta primeiro abrir a tela de compartilhamento (Share Sheet) e, então, aproximar os aparelhos.

Quando a comunicação entre os dois dispositivos é estabelecida, o que ocorre dentro de poucos segundos, um efeito de luz aparece na borda de cada aparelho. Na sequência, uma tela exibe a identificação do destinatário. Resta, então, selecionar o dado a ser compartilhado e clicar no botão de envio. A outra pessoa terá apenas que aceitar o compartilhamento.

O AirDrop segue uma dinâmica de funcionamento muito parecida, daí a comparação entre os dois serviços.

Compartilhamento por aproximação no Quick Share (vídeo: reprodução/Google)

Quando o novo recurso do Quick Share será liberado?

A novidade começou a ser liberada nesta quarta-feira (12/08), junto com o anúncio oficial dos celulares Pixel 11. Mas há um porém: por ora, o recurso funciona apenas com aparelhos das linhas Google Pixel 6 e sucessoras, devendo chegar em breve aos smartphones Samsung Galaxy Z Fold 8 Ultra, Galaxy Fold 8 e Galaxy Flip 8.

Não chega a surpreender, afinal, o Google já integra o Quick Share com o AirDrop para permitir o compartilhamento de arquivos entre aparelhos Android e iPhones, mas esse recurso ainda é direcionado a smartphones específicos. O compartilhamento rápido via aproximação física segue a mesma política.

De todo modo, o Google promete liberar a nova função do Quick Share para mais celulares Android até o fim do ano, embora sem revelar quais.

Google torna Quick Share do Android ainda mais parecido com o AirDrop

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Google anunciou uma função para o Quick Share que permite trocar contatos, fotos e vídeos rapidamente aproximando dois celulares Android.

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft teria aumentado preço do Windows 11 “OEM”, deixando PCs mais caros

11 de Agosto de 2026, 13:48
A imagem mostra um notebook ASUS Zenbook A14 exposto sobre uma mesa em um ambiente bem iluminado e decorado com grama sintética e plantas ao fundo. Ao lado do notebook, há um pequeno display informativo com o nome e algumas especificações do modelo, destacando o processador Snapdragon. A tela do notebook exibe o sistema Windows com o recurso de tela de bloqueio ativo, mostrando o horário (15:54), a data (quinta-feira, 21 de março) e informações sobre o clima e localização. O design do laptop é moderno e elegante, com acabamento metálico claro e teclado em tom semelhante. No canto inferior direito da imagem, aparece o logo do site Tecnoblog.
Microsoft teria aumentado preço do Windows 11 “OEM”, deixando PCs mais caros (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft teria aumentado os preços das licenças OEM do Windows 11, de acordo com o site taiwanês United Daily News, que ouviu executivos de marcas de PCs;
  • reajustes variam entre 7% e 10% e foram aplicados em julho de 2026; as licenças são reajustadas anualmente.
  • aumento de preços das licenças já estaria sendo repassado aos consumidores, tornando os PCs mais caros em um contexto em que os preços já são pressionados pela crise das memórias RAM e dos chips de armazenamento.

PCs já não estão baratos por conta da crise das memórias RAM e dos chips de armazenamento. Mas a situação pode ficar pior nas próximas semanas. Isso porque a Microsoft teria aumentado os preços das licenças OEM do Windows 11 para um patamar superior ao esperado pelo mercado.

Licenças OEM são aquelas destinadas aos fabricantes de computadores. Quando você compra um notebook com Windows 11, por exemplo, uma licença OEM é o que permite que o sistema operacional venha pré-instalado na máquina. O custo com essa licença está embutido no preço final do equipamento, razão pela qual não é necessário comprá-la à parte.

Os custos com licenças OEM variam de acordo com determinados aspectos. Entre eles estão a quantidade de licenças negociadas, o país de destino (por conta de eventuais impostos ou de taxas de câmbio) e até o tipo de hardware — processadores mais avançados tendem a contar com precificações mais elevadas.

Como as licenças OEM são negociadas com os fabricantes, reajustes não costumam ser tratados publicamente. Mas o site taiwanês United Daily News afirma ter ouvido de executivos de marcas de PCs que, em julho deste ano, a Microsoft promoveu aumentos nos preços das licenças OEM do Windows que variam entre 7% e 10%.

Os mesmos executivos apontaram que as licenças são reajustadas anualmente, mas que, em 2026, o aumento de preços foi mais expressivo do que em anos anteriores.

Dell XPS 13 2024 tem opção de tela OLED (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual o motivo do reajuste das licenças do Windows?

Como a Microsoft não se pronunciou a respeito até o momento, não dá para saber. Mas, se o aumento de preços das licenças for real, uma das possibilidades é a de que as porcentagens aplicadas considerem os custos que a companhia vem tendo com o desenvolvimento de recursos de inteligência artificial.

É claro que o reflexo dessa situação varia de país para país, mas os fabricantes afirmam que, de modo geral, os reajustes já estão sendo repassados para os produtos. Os consumidores notam que os PCs estão mais caros, obviamente, mas associam os preços aumentados aos custos crescentes com memória RAM e soluções de armazenamento.

De quanto é esse aumento? Novamente, depende do mercado ou da marca. Mas Liao Yi-hsiang, gerente-geral da divisão de sistemas da Asus, explicou que, em Taiwan, os computadores da marca ficaram cerca de 30% mais caros entre o quarto trimestre de 2025 e maio de 2026. Com o reajuste das licenças do Windows, mais um aumento de preços deve ser registrado no atual trimestre.

Com informações de Neowin

Microsoft teria aumentado preço do Windows 11 “OEM”, deixando PCs mais caros

Zenbook A14 conta com processador Snapdragon X e roda Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Veja os novos emojis que vão chegar ao seu celular

15 de Julho de 2026, 09:02
Estes emojis devem chegar aos celulares em breve
Atualização 18.0 foca em novas expressões (imagem: reprodução/Jennifer Daniel)
Resumo
  • O consórcio Unicode liberará a atualização Emoji 18.0 nos próximos meses, adicionando seis figuras inéditas, incluindo o “Rosto Sorridente Rachado”, “Farol”, “Borracha”, polegares apontando para a direita e para a esquerda, e a “Rede com alça”
  • A atualização visa padronizar figuras antigas que geravam interpretações erradas entre diferentes sistemas operacionais, garantindo consistência e universalidade no vocabulário utilizado em aplicativos de mensagens
  • A presidente do subcomitê de emojis do Unicode, Jennifer Daniel, afirma que a atualização corrige fragmentações de design, como o “Cometa” sendo exibido como um rastro de gelo azul em todas as plataformas

O consórcio Unicode liberará a atualização Emoji 18.0 nos próximos meses para os teclados de celulares e computadores em todo o mundo. O novo pacote expande as opções de comunicação visual dos usuários e padroniza figuras antigas que geravam interpretações erradas entre diferentes sistemas operacionais.

As novidades refletem o trabalho contínuo do Grupo de Trabalho de Padrões e Pesquisa de Emojis do Unicode. Mais do que desenhar ícones divertidos, a equipe busca garantir que o vocabulário utilizado em aplicativos de mensagens seja consistente e universal.

A meta é evitar que uma figura enviada de um iPhone, por exemplo, tenha um peso ou significado diferente ao ser visualizada no Android, melhorando a precisão.

Quais serão os novos emojis?

A versão 18.0 adiciona seis figuras inéditas à biblioteca principal. Um deles é o “Rosto Sorridente Rachado”, emoji que ilustra quando tudo está dando errado, mas a pessoa ainda mantém a pose intacta no meio digital. A atualização também inclui um “Farol”, para simbolizar luz e orientação, e uma “Borracha”, voltada para representar a ação de recomeçar do zero.

A aba de gestos recebe polegares apontando para a direita e para a esquerda, úteis para destacar mensagens nas laterais do chat. Por fim, a “Rede com alça” entra no catálogo, simbolizando a ação de capturar ou coletar algo.

Fim da crise de identidade

Meteoro ganha código próprio e deixa de ser confundido com o cometa (imagem: reprodução/Jennifer Daniel)

Além das estreias, a atualização resolve fragmentações de design. De acordo com Jennifer Daniel, presidente do subcomitê de emojis do Unicode, sistemas diferentes desenhavam o mesmo código de formas variadas, o que agora será corrigido de vez.

O “Cometa” passará a ser universalmente exibido como um rastro de gelo azul. A versão de “rocha em chamas”, presente em alguns sistemas, ganha seu próprio espaço oficial como “Meteoro”. Na seção de alimentos, o “Pepino” continuará sendo vegetal em todas as plataformas, enquanto o “Picles” terá um código próprio. Ele será útil para representar o alimento e também para indicar que alguém se meteu em uma enrascada em inglês (uma tradução livre para a expressão norte-americana “in a pickle”).

A “Borboleta” passou pela mesma triagem. Antes, a imagem exibia uma espécie azul (Morpho) em alguns aparelhos e laranja (Monarca) em outros. Agora, a Monarca ganhou seu próprio emoji, carregando um significado voltado para resiliência e resistência.

Veja os novos emojis que vão chegar ao seu celular

(imagem: reprodução)

Microsoft vai finalmente dar um jeito na busca do Windows 11

14 de Julho de 2026, 10:22
O antes e depois da busca do Windows 11
O antes e depois da busca do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou mudanças promissoras na busca do Windows 11;
  • tela inicial da busca priorizará arquivos ou programas abertos recentemente em lista, por exemplo;
  • resultados de buscas nas web poderão ser desativados e, se mantidos, não exibirão mais anúncios em destaque.

O buscador do Windows 11 é uma bagunça. Muitas vezes, você quer apenas localizar um aplicativo ou um arquivo local, mas a ferramenta mostra links para páginas web ou para a Microsoft Store. Parece que a Microsoft finalmente entendeu que estamos insatisfeitos com isso e prometeu mudanças na busca do sistema. Mudanças promissoras.

Começa pela organização da tela inicial de pesquisa, a que aparece quando você clica no campo de busca da Barra de Tarefas ou do Menu Iniciar. Hoje, essa área mostra links para notícias, atalhos para os aplicativos mais acessados e arquivos ou softwares abertos recentemente, por exemplo.

Na nova abordagem (imagem acima), a tela inicial prioriza os arquivos ou programas abertos recentemente e o faz na forma de lista, sem o excesso de informações que aparece hoje. Com isso, fica muito mais fácil encontrar o que você precisa.

Quando uma busca é realizada, os resultados aparecem em uma coluna à esquerda e, ao clicar em qualquer um deles, algumas opções surgem na coluna à direita, como abrir ou compartilhar o arquivo. Mas acaba sobrando muito espaço ali.

Na nova experiência, a coluna da direita passa a exibir mais detalhes sobre o arquivo, mostrando localização, data da última modificação e, quando possível, até uma pré-visualização de seu conteúdo, melhorando o aproveitamento de espaço.

A busca do Windows 11 exibirá informações mais úteis sobre um arquivo
Outro antes e depois: a busca do Windows 11 exibirá informações mais úteis sobre um arquivo (imagem: reprodução/Microsoft)

Resultados na web continuarão sendo mostrados, mas o conteúdo local será priorizado. De todo modo, será possível decidir ou não pela exibição de resultados da web ou da Microsoft Store indo em Configurações / Privacidade e Segurança / Pesquisar.

Tem mais: se a busca na web for mantida, o conteúdo promocional (anúncios), com links que levam para sites de compras, por exemplo, não será mais exibido em destaque.

A Microsoft prometeu até fazer o Windows 11 lidar melhor com erros de digitação e letras omitidas ou sobrando quando o usuário busca por um aplicativo. “Buscas como ‘utlook’ ainda podem levar ao Outlook”, exemplifica a companhia.

Um aspecto que me deixou animado é o do desempenho. Já vi o Windows dar “engasgadas” durante as buscas. Nesse sentido, a Microsoft prometeu trabalhar para reduzir o risco de travamentos ou demora no carregamento de informações quando pesquisas são feitas.

Resultados da web com e seu anúncios na busca do Windows 11
Resultados da web com e sem anúncios na busca do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando a nova busca chega ao Windows 11?

Como este é um aprimoramento que ainda está em desenvolvimento, por ora, apenas alguns participantes do programa de testes Windows Insider no canal Experimental têm acesso ao novo buscador do Windows 11.

Mas os trabalhos parecem estar em estado avançado de progresso, o que sugere que a liberação na versão final do sistema não demorará.

Aposto que este será um dos vários aprimoramentos que a Microsoft prometeu implementar ainda em 2026 para amenizar os vários problemas do Windows 11. Tomara!

Microsoft vai finalmente dar um jeito na busca do Windows 11

O antes e depois da busca do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A busca do Windows 11 exibirá informações mais úteis sobre um arquivo (imagem: reprodução/Microsoft)

Resultados da web com e seu anúncios na busca do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Como ativar ou desativar o Modo Fácil do Android

9 de Julho de 2026, 15:04
Tela mostrando “Modo Fácil” no Android, com texto explicando o recurso de acessibilidade para Samsung e Realme
Saiba como ativar o recurso de acessibilidade em celulares Samsung e Realme (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Modo Fácil é um recurso de acessibilidade do Android que transforma a interface do smartphone, ampliando ícones, fontes e botões de comando para facilitar a leitura. Ao simplificar o layout e reforçar o contraste visual, o recurso reduz a poluição visual e torna o manuseio do aparelho mais intuitivo no dia a dia.

Em dispositivos da Samsung e Realme, essa função pode ser ativada nas configurações de tela ou de acessibilidade. Vale dizer que a disponibilidade varia em aparelhos da Motorola e Xiaomi, já que o recurso depende da interface customizada de cada fabricante e da versão do sistema operacional instalada.

Essa ferramenta é voltada especialmente para idosos, pessoas com limitações visuais ou motoras, além de usuários que buscam uma experiência minimalista. O modo torna a tecnologia mais inclusiva e amigável para quem possui dificuldades com interfaces complexas.

A seguir, veja o passo a passo para ativar e desativar o Modo Fácil em celulares Samsung e Realme.

Índice

Como ativar o Modo Fácil do Android no Samsung

1. Abra as configurações do celular Samsung

Abra o aplicativo “Config.” tocando no ícone de engrenagem na tela inicial ou deslize a tela para cima para localizá-lo na gaveta de aplicativos.

Abrindo as configurações do celular Samsung
Abrindo as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Acesse o menu “Visor”

Na tela de configurações, toque em “Visor” para ver as opções de tela do dispositivo.

Entrando no menu “Visor” nas configurações do celular Samsung
Entrando no menu “Visor” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Toque em “Modo Fácil”

Navegue pelo menu até encontrar a opção “Modo Fácil” e toque nela.

Acessando a área “Modo Fácil” nas configurações de acessibilidade do celular Samsung, com o botão de ativação ligado/descrito
Acessando a área “Modo Fácil” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Ative o “Modo Fácil” no celular Samsung

Habilite a chave seletora ao lado da opção “Modo Fácil” para ativar o recurso de acessibilidade. Assim, os textos e ícones da interface One UI da Samsung serão exibidos com proporções maiores.

Mostra a ativação do “Modo Fácil” nas configurações de acessibilidade do Samsung, com o botão ligado
Ativando o “Modo Fácil’ no celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Ajuste os parâmetros do “Modo Fácil”

Se desejar, desça a tela para personalizar o tempo de resposta do toque longo e evitar comandos acidentais. Também é possível ativar ou desativar o teclado de alto contraste e facilitar a digitação.

Ajustes do Modo Fácil no celular Samsung, com as opções Ativar, Atraso do manter pressionado e Teclado de alto contraste
Ajustando as opções do Modo Fácil (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desativar o Modo Fácil do Android no Samsung

1. Abra as configurações do celular Samsung

Toque em “Config.” na tela inicial ou deslize o dedo na tela de baixo para cima para abrir a bandeja de aplicativos e encontrar o atalho para as configurações do dispositivo.

Abrindo as configurações do celular Samsung no ícone “Config.” na tela inicial
Abrindo as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Vá até o menu “Visor”

Navegue pelas configurações do aparelho até encontrar a opção “Visor” e toque nela para avançar.

Tela do celular com o menu “Visor” selecionado em Configurações
Selecionando o menu “Visor” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Entre no menu “Modo Fácil”

Desça a tela e toque em “Modo Fácil” para ver as configurações da ferramenta.

Tela com “Modo Fácil” selecionado nas configurações de acessibilidade do celular Samsung
Entrando na área “Modo Fácil” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Desative a opção “Modo Fácil” no Samsung

Toque na chave seletora ao lado da opção “Modo Fácil” para desativar o recurso de acessibilidade no celular Samsung.

Tela do Samsung com o recurso “Modo Fácil” desativando pela chave seletora no menu de acessibilidade
Desativando o “Modo Fácil” no celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como ativar o Modo Fácil do Android no Realme

1. Acesse os “Ajustes” do smartphone Realme

Abra a gaveta de aplicativos do celular Realme deslizando o dedo de baixo para cima na tela inicial e pesquise pelo app “Ajustes”.

Acessando os “Ajustes” no celular Realme, com busca pelo app “Ajustes”
Acessando os “Ajustes” no celular Realme (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Acessibilidade e comodidade”

Navegue pelas “Configurações” até encontrar a opção “Acessibilidade e comodidade” e toque nela para avançar.

Menu “Acessibilidade e comodidade” aberto nas Configurações do celular Realme, com seta apontando para a opção
Abrindo o menu “Acessibilidade e comodidade” (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Toque em “Modo Simples”

Desça a página até encontrar a seção “Modos” e toque em “Modo Simples” para acessar as configurações do recurso de acessibilidade.

Tela de “Acessibilidade e comodidade” com “Modo simples” selecionado no Realme
Entrando no menu “Modo Simples” (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Ative o “Modo Simples” no celular Realme

Toque no botão “Modo Simples” para alterar as configurações do aparelho, tornando ícones e textos maiores.

Tela do Realme em “Acessibilidade e comodidade” com o botão “Entrar no modo Simples” para ativar o Modo Simples
Ativando o Modo Simples no celular Realme (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como desativar o Modo Fácil do Android no Realme

1. Entre no menu “Ajustes”

Na tela inicial do smartphone Realme, toque em “Ajustes” para acessar as configurações do dispositivo.

Abrindo o app “Ajustes” no celular Realme
Abrindo o menu “Ajustes” (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Toque em “Sair do modo simples”

Deslize a tela de configuração até o final e toque no botão “Sair do modo simples”. Em seguida, na janela pop-up, toque em “Sair” para confirmar a mudança.

Confirmação para sair do modo simples no celular Realme, com botões Cancelar e Sair
Desativando o modo simples no celular Realme (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que acontece ao ativar o Modo Fácil do Android?

Ativar o Modo Fácil no Android altera a interface do smartphone para torná-la mais amigável, especialmente para quem busca praticidade ou tem limitações visuais e motoras. Essas são as principais mudanças:

  • Elementos visuais ampliados: ícones de aplicativos, botões e notificações ganham um tamanho significativamente maior, melhorando a precisão do toque e a legibilidade geral;
  • Fontes e contraste robustos: o tamanho do texto do sistema é ampliado e o contraste visual é reforçado muitas vezes com fontes em negrito, facilitando a leitura de mensagens e menus sem forçar a vista;
  • Tela inicial minimalista: o layout padrão é substituído por blocos grandes que exibem apenas funções essenciais, como Telefone, Mensagens e Câmera, reduzindo a poluição visual;
  • Contatos em destaque: uma página dedicada à discagem rápida permite fixar os contatos favoritos diretamente na tela inicial, além de trazer botões de chamada maiores;
  • Teclado de alto contraste: o teclado virtual assume cores contrastantes, como letras amarelas em fundo preto, para destacar os caracteres e evitar erros de digitação;
  • Prevenção de cliques acidentais: o sistema aumenta o tempo de resposta necessário para o “toque longo”, evitando que comandos indesejados sejam ativados por engano;
  • Navegação e ferramentas simplificadas: os botões virtuais de comando, como Voltar, Início e Recentes, ficam mais evidentes e recursos de acessibilidade, como ferramenta de lupa via câmera, ganham atalhos rápidos.

Por que não consigo ativar o Modo Fácil no Android?

Existem alguns pontos que podem impedir a ativação do Modo Fácil no Android. Os mais comuns são:

  • Incompatibilidade da fabricante: muitas marcas removeram o recurso em aparelhos recentes ou modelos de entrada, eliminando a interface simplificada diretamente do código do sistema;
  • Nomes comerciais diferentes: o recurso pode estar camuflado sob outras nomenclaturas no menu de configuração, como Modo Simples, Modo Simplificado, Lite Mode, EasyHome ou Modo Inicial Fácil;
  • Atualizações de software (OS): atualizações recentes do sistema operacional ou da interface customizada da marca podem ter removido a função que existia antes;
  • Uso de launchers de terceiros: se a pessoa utiliza um inicializador de tela personalizado instalado por fora, o Modo Fácil nativo ficará bloqueado até redefinir para o launcher padrão.

Tem como ativar o Modo Fácil em um celular da Motorola ou da Xiaomi?

Sim, é possível simplificar a interface de um celular Motorola ou Xiaomi, mas a disponibilidade depende do modelo. Na Motorola, smartphones das linhas Razr e Edge trazem a função nativamente no menu de sistema, enquanto a série Moto G exige o ajuste manual de fontes e ícones nas opções de acessibilidade.

Já na Xiaomi, a funcionalidade varia conforme a versão da interface MIUI ou do mais recente HyperOS. Em grande parte dos aparelhos, o chamado Modo Simplificado pode ser ativado diretamente no menu de acessibilidade ou nas configurações do dispositivo.

Como ativar ou desativar o Modo Fácil do Android

Saiba como ativar o recurso de acessibilidade em celulares Samsung e Realme (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Entrando no menu "Visor" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a área "Modo Fácil" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando o "Modo Fácil' no celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ajustando as opções do Modo Fácil (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o menu "Visor" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Entrando na área "Modo Fácil" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desativando o "Modo Fácil" no celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando os "Ajustes" no celular Realme (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Acessibilidade e comodidade" (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando no menu "Modo Simples" (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Ativando o Modo Simples no celular Realme (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Ajustes" (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Desativando o modo simples no celular Realme (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como salvar fotos no iCloud e apagar do iPhone 

8 de Julho de 2026, 17:21
Tela do iPhone mostrando o iCloud Fotos com a opção “Otimizar no iPhone” selecionada para economizar espaço
Entenda como o recurso “Otimizar no iPhone” ajuda e economizar espaço de armazenamento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O iCloud Fotos atua como um espelho sincronizado entre o iPhone e os servidores da Apple, mantendo a biblioteca de mídias sempre atualizada. Essa dinâmica impede a exclusão de imagens apenas no dispositivo sem que elas sejam removidas da nuvem, já que qualquer alteração é refletida em todos os aparelhos conectados.

A melhor solução para contornar a falta de espaço é ativar o recurso “Otimizar no iPhone” nas configurações do iCloud e não perder o acesso às mídias. Essa função substitui as fotos originais em alta resolução por versões menores, liberando o armazenamento físico enquanto mantém os arquivos completos na nuvem.

A seguir, veja o passo a passo para otimizar o espaço para fotos e vídeos no iPhone.

1. Acesse os ajustes do iPhone

Abra o aplicativo “Ajustes” para visualizar as configurações do iPhone.

Acessando o app “Ajustes” no iPhone, para iniciar a configuração do iCloud
Acessando o “Ajustes” do iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Toque na sua ID Apple

No menu “Ajustes”, toque no seu nome no topo da tela para acessar as informações do seu ID Apple.

Tela do app Ajustes com o ID Apple selecionado (Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Abrindo a opção de ID Apple (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o menu “iCloud”

Toque em “iCloud” para ver os aplicativos e opções relacionadas ao serviço na nuvem da Apple.

Abrindo o menu iCloud nas Configurações do iPhone (Conta Apple)
Entrando no menu “iCloud” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Selecione a opção “Fotos”

Na seção “Salvos no iCloud”, toque em “Fotos” para as opções de armazenamento de mídias na nuvem da Apple.

Tela de configurações do iCloud com “Fotos” selecionado, mostrando “43 itens” (para acessar opções do recurso)
Acessando a opção “Fotos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Ative a opção “Otimizar no iPhone”

Toque em cima da opção “Otimizar no iPhone” para ativar o recurso que economiza espaço de armazenamento. Assim, todas as fotos e vídeos do dispositivo serão automaticamente substituídas por versões menores que ocupam menos espaço na memória do dispositivo.

Ativando o recurso “Otimizar no iPhone” nas configurações do iCloud Fotos para liberar espaço no aparelho
Ativando o recurso “Otimizar no iPhone” para liberar espaço de armazenamento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Posso apagar as fotos do iPhone e mantê-las no iCloud?

Não é possível apagar totalmente as fotos do iPhone e mantê-las apenas no iCloud Fotos. O serviço na nuvem atua como um espelho do dispositivo da Apple, o que significa que apagar uma imagem no iPhone irá deletar o arquivo automaticamente da nuvem.

Embora seja possível desativar a sincronização do iCloud para isolar os arquivos, as novas mídias não serão enviadas para a nuvem e integrarão ao backup geral do iPhone. Além disso, essa ação pode excluir todas as fotos do dispositivo ou forçar o download de todas as imagens e lotar a memória do aparelho.

Desativar a sincronização vai manter as fotos apagadas do iPhone no iCloud?

Sim, a desativação da sincronização interrompe o vínculo direto, permitindo que as imagens deletadas no iPhone continuem salvas no iCloud. No entanto, esse método congela a biblioteca na nuvem, impedindo o envio de novas mídias para o serviço de armazenamento da Apple.

Além disso, toda vez que o usuário ativar a sincronização, o sistema tentará unificar os acervos e baixará tudo de volta para o dispositivo. Esse processo gera um retrabalho massivo, forçando o usuário a apagar manualmente as mesmas fotos que retornaram para a memória física do iPhone.

Consigo baixar fotos em alta resolução do iCloud para o iPhone?

Sim, você pode baixar fotos em alta resolução do iCloud fazendo o seguinte caminho: Ajustes > ID Apple > iCloud > Fotos. Entretanto, selecione a opção “Baixar e Manter Originais” em vez de “Otimizar no iPhone”.

Esse ajuste força o sistema a fazer download dos arquivos em qualidade máxima dos servidores da Apple para o iPhone. A desvantagem é que as mídias em alta resolução consomem muito mais espaço de armazenamento, não sendo recomendado se o aparelho tiver pouca memória disponível.

Existem outros meios de salvar fotos do iPhone antes de apagá-las?

Sim, existem diferentes meios de salvar fotos do iPhone antes de apagá-las. Os principais são:

  • Google Fotos: você pode fazer backup das fotos no Google Fotos para guardá-las na nuvem do Google de forma independente, permitindo limpar a galeria do iPhone sem sincronizar com o iCloud;
  • Transferência para o PC: a alternativa física mais segura é transferir fotos e vídeos do iPhone para o PC, armazenando os arquivos diretamente no disco rígido do computador;
  • Serviços de nuvem alternativos: outra opção é fazer upload manual dos arquivos para plataformas como o DropBox, garantindo acesso remoto e seguro às mídias de qualquer dispositivo.

Como salvar fotos no iCloud e apagar do iPhone 

Entenda como o recurso "Otimizar no iPhone" ajuda e economizar espaço de armazenamento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o "Ajustes" do iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo a opção de ID Apple (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Entrando no menu "iCloud" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a opção "Fotos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando o recurso "Otimizar no iPhone" para liberar espaço de armazenamento (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Windows 10: Microsoft dá mais um ano de suporte estendido

25 de Junho de 2026, 16:09
Monitor exibindo o Windows 10
Windows 10 ganha mais um ano de suporte estendido (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft estendeu programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) para Windows 10 até outubro de 2027, uma ampliação de um ano;
  • programa ESU oferece atualizações de segurança para o Windows 10, que deixou de ter suporte em 14 de outubro de 2025;
  • consumidores já inscritos no ESU receberão atualizações de segurança até outubro de 2027, sem necessidade de ação adicional.

A Microsoft deixou de oferecer suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. Porém, consumidores que se inscreveram no programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) continuarão recebendo updates de segurança até outubro de 2026. Ou melhor, até outubro de 2027: sem fazer alarde, a Microsoft adicionou um ano de duração ao programa.

O suporte que era oferecido até outubro de 2025 permitia que o Windows 10 recebesse tanto atualizações funcionais (como novos aplicativos) quanto de segurança. Sem updates, o sistema operacional corre o risco de ficar vulnerável a ataques ou malwares com o passar do tempo.

Diante dessas circunstâncias, a recomendação da Microsoft é a de migrar para o Windows 11, que segue sendo suportado. Porém, esse processo pode ser oneroso ou complexo, tanto para organizações quanto para usuários domésticos.

É por isso que o ESU é oferecido. Trata-se de um programa que oferece atualizações de segurança para softwares que tiveram seu ciclo de suporte encerrado. A intenção da Microsoft, com a iniciativa, é dar mais tempo para que a migração seja feita.

Para usuários domésticos, as atualizações via ESU estavam limitadas a um ano de duração (para organizações, o limite padrão é de três anos). Bom, agora são dois anos. A Microsoft atualizou esta página de ajuda para adicionar essa informação:

O suporte para o Windows 10 terminou. Você pode se inscrever no ESU a qualquer momento até o término do programa em 12 de outubro de 2027. Se você já estiver inscrito, sua cobertura continuará automaticamente até essa data — nenhuma ação é necessária.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft ampliou o suporte estendido ao Windows 10?

Não está claro. Mas uma possibilidade é a de que a atual escassez de chips de memória RAM e armazenamento tenha pesado para a decisão da Microsoft.

Esse cenário tem feito os preços de componentes e computadores aumentarem consideravelmente. Como, em muitos casos, a migração para o Windows 11 requer a compra de um PC novo, há quem esteja adiando a aquisição de uma máquina justamente por causa dos preços aumentados. Talvez a ampliação do ESU vise atender consumidores nessa situação.

Se você tem um computador com esse sistema e quer aproveitar o suporte estendido, veja como se inscrever no ESU do Windows 10. Para quem já está inscrito, o suporte até outubro de 2027 foi aplicado automaticamente, como a Microsoft deixou claro.

Mas vale reforçar: o ESU oferece apenas atualizações de segurança.

Windows 10: Microsoft dá mais um ano de suporte estendido

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 terá widgets menos intrusivos em breve; veja como fica

25 de Junho de 2026, 10:46
Novo painel de widgets do Windows 11
Novo painel de widgets do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 terá atualização que tornará widgets menos intrusivos em breve;
  • Microsoft desativará abertura automática do painel de widgets ao passar o cursor do mouse; usuário poderá escolher ocultar o feed de notícias do MSN;
  • nova abordagem será implementada nos próximos dias, junto com as atualizações opcionais de junho ou com o Patch Tuesday de julho de 2026.

O Windows 11 vai receber algumas novidades interessantes nas próximas semanas. Entre elas estão ajustes que tornarão os widgets do sistema operacional menos inconvenientes ou intrusivos, de modo que eles deixem de te distrair ou de fazer você perder tempo.

Os widgets menos irritantes foram revelados em maio deste ano e já vinham sendo testados por participantes do programa Windows Insider.

É uma mudança mais importante do que parece. Para grande parte dos usuários do Windows 11, os widgets tornaram-se irrelevantes ou inconvenientes porque, por padrão, são exibidos em uma tela que surge quando você passa o cursor do mouse em um ponto à esquerda da Barra de Tarefas.

Note que os widgets, por si só, não são inúteis. Eles podem exibir informações sobre previsão do tempo ou cotação de moedas estrangeiras, por exemplo.

O problema é que a abordagem implementada no Windows 11 é estranha: a ativação com a passagem do cursor do mouse muitas vezes não é intencional, ocorrendo quando você tenta acessar outro recurso. Além disso, o painel de widgets exibe muitas informações, podendo até afetar o desempenho do sistema por alguns instantes.

O que muda nos widgets do Windows 11?

Para começar, o painel de widgets não irá mais abrir automaticamente quando você passar o cursor do mouse sobre ele. Será preciso clicar no ícone do painel para que ele seja exibido.

Além disso, na abordagem atual, os widgets aparecem ao lado de chamadas para notícias, que ocupam grande parte do painel. Com a atualização, você terá a opção de fazer o painel exibir notícias (feed do MSN) com widgets, que podem ser completamente desativadas, ou somente widgets.

Veja a diferença nas capturas de tela abaixo. A primeira vem de um computador ainda não atualizado. A segunda vem de um PC que já conta com a nova abordagem.

Painel de widgets anterior do Windows 11
Painel de widgets anterior do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Painel de widgets reformulado no Windows 11
Painel de widgets reformulado no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para completar, a tela de bloqueio do Windows 11 exibirá apenas o widget de previsão do tempo, pelo menos para novos usuários. Na abordagem atual, essa tela mostra vários cards com informações que, muitas vezes, não interessam ao usuário.

Mas, sim, é possível desativar a função de widgets se você não gostar dela mesmo após a reformulação.

Quando a nova abordagem de widgets chegará ao Windows 11?

De acordo com o Windows Latest, nos próximos dias, junto com as atualizações opcionais de junho ou com o Patch Tuesday de julho, que é obrigatório. Ainda de acordo com o veículo, a atualização trará outras novidades, incluindo um modo que permite pausar atualizações do Windows 11 por tempo indeterminado e ajustes que deixam conexões Bluetooth mais confiáveis. Fiquemos de olho.

Windows 11 terá widgets menos intrusivos em breve; veja como fica

Novo painel de widgets do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Painel de widgets anterior do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Painel de widgets reformulado no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft inicia atualização “forçada” para o Windows 11 25H2

23 de Junho de 2026, 16:07
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 na versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft iniciou a atualização automática para o Windows 11 25H2 em computadores compatíveis que ainda não possuem essa versão, seguindo o ciclo padrão de manutenção do sistema operacional;
  • atualização segue uma dinâmica de distribuição inteligente que usa aprendizado de máquina para determinar se cada PC está apto a receber a versão 25H2;
  • usuários podem adiar a instalação por meio do Windows Update, mas a instalação é recomendada, pois o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado em outubro de 2026.

Se o seu computador com Windows 11 ainda não conta com a versão 25H2 do sistema operacional, contará em breve. Até recentemente, essa atualização era opcional; agora, ela começou a ser aplicada automática e obrigatoriamente nos PCs compatíveis.

Entenda como compatíveis máquinas que não são gerenciadas por equipes de TI — nelas, as atualizações são aplicadas conforme as necessidades e políticas de cada organização — e não estão participando do programa de testes Windows Insider com uma versão mais avançada.

A atualização “à força” para o Windows 11 25H2 era esperada pelo menos desde abril. Mas, ao contrário do que possa parecer, esta não é uma notícia ruim: o procedimento faz parte do ciclo padrão de manutenção do sistema operacional.

Muitos computadores compatíveis já foram atualizados. O que a Microsoft está fazendo, agora, é levando a versão 25H2 para as máquinas em situação pendente.

Explica-se: o procedimento segue uma dinâmica de distribuição inteligente, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada PC está apto ou não a receber a versão 25H2. Esse processo é progressivo e, agora, chegou à fase final. A Microsoft entende que é seguro liberar as atualizações para os PCs ainda não atualizados, portanto.

Tal como exemplifica o Windows Latest, o mesmo ritual foi executado no Windows 11 23H2 quando esta versão foi atualizada para a 24H2. Pois, agora, são justamente os computadores com Windows 11 24H2 que estão sendo atualizados para a versão 25H2 (nos casos pendentes), embora máquinas com versões anteriores também possam ser beneficiadas.

A instalação tende a ser tranquila. Isso porque a versão 25H2 preserva grande parte dos recursos já existentes na versão 24H2 e, como tal, traz principalmente ajustes de desempenho ou segurança. Também há algumas novidades funcionais, como funções de IA e a ativação do modo Quick Machine Recovery para correção automática de falhas na inicialização. Mas não vai muito além disso.

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11
Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Posso impedir a instalação do Windows 11 25H2?

A atualização é obrigatória. No Windows Update, o que você pode fazer é adiar a instalação do pacote 25H2. Basta ir em “Pausar atualizações” e escolher o período de pausa (de uma a cinco semanas). Já o bloqueio definitivo requer alguns artifícios mais complexos, como uma alteração no Registro do Windows.

De todo modo, a instalação é recomendada, até porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2026.

Se, em vez de impedir, você quiser acelerar a atualização, vá em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Para verificar a versão atual, digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas do Windows 11. A informação aparecerá em uma pequena janela.

Microsoft inicia atualização “forçada” para o Windows 11 25H2

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Valve quer levar SteamOS para PCs com chips Intel e Nvidia

23 de Junho de 2026, 13:27
SteamOS em um Stem Deck
SteamOS em um Stem Deck (imagem: divulgação/Valve)
Resumo
  • Valve está trabalhando para tornar SteamOS compatível com PCs equipados com processadores Intel e placas de vídeo Nvidia;
  • SteamOS 3.8.10 já introduziu suporte a chips Intel e esforços estão em andamento para adicionar compatibilidade com GPUs Nvidia, embora isso deva levar mais tempo;
  • objetivo é tornar o SteamOS um sistema operacional mais difundido no mercado.

Poderá o SteamOS se tornar tão acessível em termos de hardware quanto o Windows ou distribuições Linux comuns? Bom, o caminho para isso já está sendo preparado. Pelo menos é o que podemos presumir com a confirmação de que a Valve está trabalhando para tornar o sistema plenamente compatível com máquinas equipadas com processador Intel e/ou placa de vídeo Nvidia.

Cabe contextualizar desde já. O SteamOS foi desenvolvido originalmente para rodar no portátil Steam Deck, que chegou ao mercado com uma APU, isto é, um chip da AMD que reúne CPU e GPU.

A base principal do sistema tem sido o hardware da AMD desde então. Vide o exemplo da nova Steam Machine, que teve seus preços liberados nesta semana após meses de espera. A máquina tem CPU com núcleos AMD Zen 4, bem como GPU baseada na arquitetura AMD RDNA 3.

É possível rodar o SteamOS com hardware de outras empresas, mas isso normalmente envolve um nível maior de trabalho. Ao que tudo indica, isso não vai ser necessário em um futuro próximo. Isso porque o SteamOS 3.8.10 introduziu um “firmware inicial” para portáteis equipados com chips Intel, o que inclui algum nível de suporte para os processadores atuais da companhia.

O suporte oficial a chips gráficos da Nvidia deve demorar mais um pouco, mas também está a caminho. Pierre-Loup Griffais, um dos responsáveis pelo SteamOS, revelou ao The Verge que já há esforços nesse sentido, tanto por parte da Valve quanto por parte da Nvidia. Apesar disso, o suporte a GPUs Nvidia não deve chegar em 2026.

Imagem exibe uma Steam Machine sobre uma mesa de madeira. Se trata de um cubo preto, com um led branco na parte inferior.
Uma Steam Machine (imagem: divulgação/Valve)

SteamOS para todo mundo

Esse movimento faz parte de um plano maior: tornar o SteamOS um sistema operacional mais difundido no mercado, de modo que, eventualmente, ele possa até ser instalado em Steam Machines montadas pelos próprios usuários.

Nesse sentido, Griffais até comentou sobre a possibilidade de o SteamOS rodar em dual boot com o Windows ou outros sistemas operacionais — presumivelmente, uma distribuição Linux convencional. Já é possível fazer isso, mas com algum esforço.

O que é o SteamOS?

O SteamOS é um sistema operacional mantido pela Valve e baseado na distribuição Arch Linux, mas tem o diferencial de ter interface e recursos específicos para a execução de jogos. O foco inicial ficou sobre a linha de portáteis Steam Deck, mas, como já ficou claro, a Valve trabalha para tornar o projeto compatível com mais máquinas.

Apesar do foco em jogos, favorecido pelo Gaming Mode, o SteamOS também oferece o Desktop Mode, que é baseado na interface KDE Plasma e permite o uso do computador para outras atividades.

Valve quer levar SteamOS para PCs com chips Intel e Nvidia

SteamOS em um Stem Deck (imagem: divulgação/Valve)

(imagem: divulgação)

Atualização do Windows 11 causa bugs no Office, OneDrive e até na Lixeira

19 de Junho de 2026, 16:31
Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • atualizações do Patch Tuesday de junho de 2026 para o Windows 11 estão causando falhas no sistema, afetando computadores HP e Dell, por exemplo;
  • usuários também relatam problemas de sincronização no OneDrive, falhas na integração de aplicativos do Office com softwares de terceiros e um bug visual curioso que altera nomes de arquivos deletados na Lixeira;
  • para evitar os problemas, usuários podem pausar as atualizações temporariamente nas configurações do Windows Update enquanto a Microsoft trabalha nas correções.

Não é incomum atualizações de software causarem problemas inesperados. Mas, no Windows 11, isso tem acontecido com uma frequência que chama a atenção. O Patch Tuesday deste mês (junho de 2026) não passou ileso: há relatos de problemas relacionados ao Office, OneDrive e à “tela preta da morte”. Sobrou até para a Lixeira.

Sempre convém lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Pois bem, o pacote KB5094126 foi lançado oficialmente em 9 de junho de 2026 como parte do Patch Tuesday do mês para o Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2.

Eis que, nos dias seguintes, registros de problemas relacionados a essa atualização começaram a aparecer.

Nos casos mais graves, usuários relataram que, após a atualização, determinados computadores de marcas como HP e Dell passaram a exibir tela azul (ou tela preta) na inicialização ou entraram diretamente na tela de recuperação do BitLocker.

Falhas no OneDrive e no Office

Em outros casos, usuários notaram que o conteúdo sincronizado com o OneDrive passou a não abrir corretamente no Explorador de Arquivos. Até o acesso ao serviço a partir do ícone do OneDrive na bandeja do sistema (lado direito da Barra de Tarefas) tem falhado para alguns usuários.

Não acaba aí. Também há registro de, após a atualização, a integração de ferramentas como Word, Excel e PowerPoint a softwares de terceiros ser rompida, afetando principalmente organizações.

Agora, uma falha que não tem gravidade, mas é curiosa: outro pacote, o KB5095051 (voltado ao Windows 11 26H1), pode fazer a Lixeira do sistema exibir o nome interno de um arquivo excluído em vez do nome original na caixa de diálogo que surge quando você pede exclusão permanente; dentro da Lixeira em si, o nome original é exibido normalmente.

Windows 11 escapa de bugs, embora este seja inofensivo
Nem a Lixeira do Windows 11 escapa de bugs, embora este seja inofensivo (imagem: reprodução/Windows Latest)

O que fazer para prevenir esses bugs no Windows 11?

Felizmente, nenhum desses problemas afeta um número grande de computadores. Mas, se mesmo assim você quiser diminuir o risco de problemas, vá em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update / Pausar Atualizações. Ali, escolha um período para interromper os updates temporariamente.

Isso porque a Microsoft já vem trabalhando em correções. Então, a interrupção temporária pode fazer o seu computador ser atualizado quando pelo menos parte das falhas tiver sido corrigida. Mas convém seguir por esse caminho com cuidado, pois o Patch Tuesday traz cerca de 200 correções de segurança, logo, é importante não demorar para instalá-lo.

Fato é que o Windows 11 tem muitos problemas. A boa notícia é que a Microsoft prometeu resolver grande parte deles ainda em 2026. Tomara que um controle de qualidade mais rigoroso com relação ao Windows Update esteja entre os aprimoramentos, afinal, ninguém deveria ter receio de atualizar o sistema operacional.

Com informações de Windows Latest

Atualização do Windows 11 causa bugs no Office, OneDrive e até na Lixeira

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

“Sabores” do Ubuntu Linux só poderão ser lançados se tiverem versões beta

18 de Junho de 2026, 16:53
Os vários sabores do Ubuntu Linux (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
“Sabores” do Ubuntu Linux só poderão ser lançados se tiverem versões betas (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Canonical anunciou que “sabores” oficiais do Ubuntu só terão versões finais se cumprirem prazo de liberação das versões beta;
  • decisão visa padronizar controle de qualidade e estabilidade das variantes após exceções recentes;
  • medida vem depois de variante Ubuntu Kylin ter sido lançada sem sua respectiva versão beta ser liberada dentro do prazo.

O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais populares da atualidade e, como se não bastasse, também conta com “sabores”, como são chamadas as variantes reconhecidas oficialmente. Mas, a partir de agora, elas só poderão ser lançadas se seguirem uma nova condição: terem versões beta liberadas no prazo.

As variantes oficiais do Ubuntu são aquelas que trazem ambientes de desktop diferentes do Gnome (padrão na versão original). É o caso do Kubuntu, que vem com o KDE Plasma, ou do Xubuntu, que é baseado no Xfce.

Um sabor também pode atender a um segmento específico. Por exemplo, o Edubuntu vem com ferramentas educativas pré-instaladas, enquanto o Ubuntu Studio é pré-configurado para atividades de edição de mídia.

Normalmente, os “sabores” são lançados simultaneamente ou logo depois de uma nova versão do Ubuntu original ser liberada. Para tanto, cada projeto deve seguir critérios de qualidade, sendo um deles, agora, a submissão de versões beta dentro do cronograma estabelecido pela Canonical.

Não que isso já não ocorresse, mas, vez ou outra, havia exceções. Um exemplo vem da versão mais recente do Ubuntu Kylin (variante direcionada ao público chinês), que passou do prazo para a liberação da versão beta, mas teve a sua versão final lançada mesmo assim.

Mas isso não vai mais acontecer. Sem uma versão beta, não haverá versão final, como informa a Canonical na lista de discussão oficial:

Para garantir que todos os sabores estejam totalmente preparados para o lançamento final, informamos que nenhuma versão será considerada para um lançamento oficial a menos que tenha submetido com sucesso uma versão beta seguindo o cronograma previsto.

As diferenças entre as versões beta e final devem ser mínimas e conter apenas correções de bugs.

Oliver Reiche, engenheiro de software da Canonical

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon"
Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”, a versão original mais recente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que versões beta agora são obrigatórias nos sabores do Ubuntu?

A liberação de versões beta faz parte de um ritual padrão. O caso do Ubuntu Kylin foi uma ocorrência isolada. O que a Canonical quis quiser com o aviso é que exceções como essa não serão mais aceitas. Motivo: “manter a qualidade e a estabilidade dos nossos produtos finais”, explica Reiche.

Faz sentido. Ainda que a Canonical não controle diretamente o desenvolvimento das variantes, cada uma delas deve seguir critérios de qualidade e segurança para continuarem sendo reconhecidas como “sabores” e, assim, receberem apoio técnico da organização.

Sem esse cuidado, o Ubuntu e a própria Canonical podem ter o “filme queimado” em caso de problemas de qualidade relacionados a uma variante.

Você pode conhecer todos os sabores do Ubuntu nesta página.

Em tempo: a versão mais recente da distribuição original é o Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”, lançado em abril (como de hábito).

Em tempo²: o Kubuntu foi citado mais acima; vale pegar o gancho para lembrar que o ambiente de desktop KDE Plasma 6.7 foi lançado nesta semana.

“Sabores” do Ubuntu Linux só poderão ser lançados se tiverem versões beta

Os vários sabores do Ubuntu Linux (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como atualizar o Android? Saiba fazer o update no Samsung, Motorola e Xiaomi

17 de Junho de 2026, 18:46
Tela do celular com “Atualização de software”, exibindo “Baixar e instalar” e “Download automático: Nunca”
Saiba como manter o software do celular Android sempre atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

É possível atualizar o celular para a última versão do Android a partir das configurações do aparelho. Embora os caminhos variem em smartphones Samsung, Motorola ou Xiaomi, todos eles consultam os servidores oficiais para obter os pacotes de atualização.

O procedimento é essencial para garantir melhorias de desempenho, correções de falhas e reforçar a segurança do sistema operacional. Lembrando que é fundamental ter bateria suficiente e armazenamento livre para concluir a instalação com sucesso.

A seguir, veja o passo a passo de como atualizar o celular Samsung, Motorola ou Xiaomi para a última versão do Android.

Índice

Como atualizar o Android de um celular Samsung

1. Abra as configurações do celular Samsung

Deslize o dedo na tela de cima para baixo e toque no ícone de engrenagem, no canto superior direito, para entrar nas configurações do dispositivo.

Acessando as configurações do celular Samsung
Acessando as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Acesse o menu de “Atualização de software”

Role a página do menu “Config.” e toque em “Atualização de software” para avançar.

Tocar em “Atualização de software” nas Configurações do celular Samsung para iniciar a busca de atualizações
Entrando no menu “Atualização de software” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Acesse “Baixar e instalar”

Toque em “Baixar e instalar” ou “Procurar atualizações” e aguarde a verificação dos servidores para encontrar a versão mais recente da One UI, interface customizada do Android para dispositivos Samsung.

Tocando na opção “Baixar e instalar” na tela de atualização de software do Android
Tocando na opção “Baixar e instalar” atualização do Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Instale a nova versão do Android

Se houver uma nova atualização Samsung disponível, toque em “Baixar” e siga as instruções na tela para concluir o processo de instalação. Caso o dispositivo já esteja na versão mais recente, o próprio software exibirá um aviso de sucesso.

Verificando atualizações e baixando a versão mais recente do One UI no Android (tela “Atualização de software”)
Verificando as atualizações e baixando a versão mais recente do software (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como atualizar o Android de um celular Motorola 

1. Acesse as configurações do celular Motorola

Deslize o dedo de cima para baixo na tela do aparelho para abrir o menu de atalhos rápidos do Android. Em seguida, toque no ícone de engrenagem, no canto inferior direito da tela, para abrir as configurações e descobrir como atualizar o celular Motorola.

Toque na engrenagem para abrir as configurações do celular Motorola e acessar “Atualizações do sistema”
Acessando as configurações do celular Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Atualizações do sistema”

Navegue pelo menu “Configurar” até encontrar a opção “Atualizações do sistema”. Toque nela para acessar o menu que gerencia os arquivos do software e verifica se há novidades do Android.

Abrindo o menu “Atualizações do sistema” nas configurações do celular Motorola (tela “Configurar”)
Abrindo o menu “Atualizações do sistema” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Toque em “Verificação de atualizações”

Toque na opção “Verificação de atualizações” para o dispositivo acessar os servidores e consultar se há atualização de software Motorola disponível.

Tocando em “Verificação de atualizações” nas configurações de atualização de software do Motorola
Tocando em “Verificação de atualizações” do Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Baixe e instale a nova versão do Android

Se houver um pacote novo disponível, confirme o download dos arquivos e siga as instruções automáticas exibidas na tela. Caso o sistema já esteja totalmente em dia, uma mensagem informará que o dispositivo está utilizando a versão mais recente.

Tela exibindo “Tudo certo!” e informando que o Android está atualizado na seção “Atualização de Software”
Verificando se há atualizações do Android disponíveis ou se o software já está atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como atualizar o Android de um celular Xiaomi 

1. Entre nas configurações do celular Xiaomi

Abra a gaveta de aplicativos do aparelho deslizando o dedo de baixo para cima na tela inicial e toque no app “Configurações”.

Abrindo o app Configurações no Xiaomi
Abrindo o app “Configurações” no Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Acesse a opção “Sobre o telefone”

Toque na opção “Sobre o telefone” para acessar os detalhes gerais do dispositivo, incluindo as informações do ecossistema atual do HyperOS, interface do Android para dispositivos Xiaomi.

Toque em “Sobre o telefone” nas Configurações do celular para acessar as informações do dispositivo
Acessando a opção “Sobre o telefone” (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Toque no logotipo do HyperOS

Toque em cima do botão que exibe o nome HyperOS e o número da versão atual da interface para avançar.

Tela do Xiaomi com o menu HyperOS exibindo “Versão do Android” e outras informações do sistema
Abrindo o menu “HyperOS” do Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Baixe o pacote de software mais recente

Toque no ícone de três pontos, no canto superior direito, para abrir um novo menu de opções. Então, selecione “Baixar pacote mais recente” para atualizar o Android no dispositivo Xiaomi diretamente dos servidores.

Iniciando o download do pacote mais recente do software no Xiaomi HyperOS
Iniciando o download do pacote mais recente do software (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Para que serve a atualização de software do celular?

Manter o Android atualizado é como fazer um “check-up” digital no dispositivo, garantindo que ele funcione com eficiência e estabilidade. Estes são os principais motivos para realizar a atualização:

  • Reforço na segurança: adiciona correções contra vulnerabilidades, protegendo dados confidenciais contra malwares e brechas de segurança antes que invasores explorem o sistema;
  • Melhoria de desempenho: ganho de agilidade e fluidez, reduzindo o tempo de carregamento de aplicativos e tornando a navegação pela interface mais veloz;
  • Correção de bugs e falhas: elimina travamentos repentinos, encerramentos inesperados de aplicativos e falhas de armazenamento, devolvendo a estabilidade ao hardware;
  • Novas funções e visual: desbloqueia recursos inéditos diretamente na interface, como ferramentas de inteligência artificial, novos emojis e atalhos que facilitam a rotina;
  • Economia de bateria: otimiza o consumo de energia dos componentes, resultando em uma autonomia de carga muito mais eficiente ao longo do dia;
  • Compatibilidade do sistema: garante que o firmware funcione perfeitamente com os novos aplicativos da loja, evitando erros de incompatibilidade.

Tem como saber qual é a versão do meu Android? 

Sim, é possível descobrir a versão do Android pelo aplicativo de Configurações do smartphone. Basta encontrar a opção “Sobre o telefone” ou semelhante e tocar nela para acessar os dados gerais do dispositivo.

Dentro deste menu, pode ser necessário ir em “Informações do software” para ver o número exato da versão do Android. Essa seção técnica também revela detalhes importantes, como o número de compilação da interface e o nível do patch de segurança do hardware.

Vou perder meus dados se atualizar o Android? 

Não, as atualizações do Android são projetadas para preservar intactos todos os arquivos, fotos, aplicativos e contatos do usuário. Os pacotes de instalação modificam apenas os códigos de infraestrutura do firmware, sem interferir no armazenamento de dados.

A perda de arquivos só acontece em casos raríssimos, como interrupções bruscas de energia que corrompem o processo. Por segurança, o ideal é fazer um backup preventivo na nuvem antes de rodar a atualização para evitar imprevistos caso o sistema trave.

Por que não consigo atualizar o Android?

Existem alguns fatores que impedem a atualização do Android. Os mais comuns são:

  • Falta de armazenamento: o pacote de arquivos exige de 2 GB a 4 GB livres, sendo importante liberar espaço na memória do Android para que o download e a descompactação aconteçam;
  • Instabilidade na conexão de rede: oscilações no Wi-Fi ou uso de redes móveis podem corromper os arquivos, sem contar que o Modo Avião bloqueia o contato com os servidores;
  • Nível de bateria: o sistema interrompe o processo se a carga estiver abaixo de 50% e o dispositivo fora da tomada, uma segurança para evitar que o aparelho desligue no meio do upgrade;
  • Arquivos de cache corrompidos: o acúmulo de dados temporários inválidos no gerenciador de atualizações pode travar o download, exigindo uma limpeza desses dados ou o reinício do aparelho;
  • Conflitos em segundo plano: aplicativos rodando escondidos ou falhas temporárias no firmware podem paralisar a instalação, exigindo verificação manual nas configurações;
  • Fim do suporte oficial: aparelhos antigos deixam de receber atualizações oficiais dos fabricantes após alguns anos, o que significa que o hardware atingiu o limite do ciclo de vida útil.

Por que a atualização do Android não termina?

O congelamento da atualização geralmente ocorre devido a travas de segurança do sistema, acionadas quando algo interrompe o processo. Oscilações na rede Wi-Fi ou falhas na descompactação dos arquivos fazem o smartphone paralisar a instalação preventivamente para evitar danos ao firmware.

Além disso, o processo é pausado se a bateria cair abaixo de 50% ou se houver conflitos com aplicativos em segundo plano. Arquivos corrompidos e até o relógio desconfigurado fazem o hardware interpretar a falha como risco, interrompendo o upgrade por segurança.

É possível reverter uma atualização do Android?

Oficialmente, o processo de fazer downgrade do Android nativamente só é liberado para celulares da linha Google Pixel. Para os donos desses aparelhos, o retorno à versão anterior do software é feito pela própria plataforma oficial de testes da marca.

Já para outras fabricantes, reverter a atualização exige ferramentas complexas de terceiros para forçar a instalação de um firmware antigo. Por ser um procedimento técnico arriscado que apaga todos os dados e pode travar o aparelho, ele não é recomendado por especialistas.

Como atualizar o Android? Saiba fazer o update no Samsung, Motorola e Xiaomi

Saiba como manter o software do celular Android sempre atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as configurações do celular Samsung (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Entrando no menu "Atualização de software" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Tocando na opção "Baixar e instalar" atualização do Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Verificando as atualizações e baixando a versão mais recente do software (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as configurações do celular Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Atualizações do sistema" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Tocando em "Verificação de atualizações" do Motorola (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Verificando se há atualizações do Android disponíveis ou se o software já está atualizado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o app "Configurações" no Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando a opção "Sobre o telefone" (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Abrindo o menu "HyperOS" do Xiaomi (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Iniciando o download do pacote mais recente do software (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Bug no Office: atualização do Windows quebra integração com outros apps

17 de Junho de 2026, 13:46
Windows Update do Windows 11
Pacote de segurança de junho é o vilão da vez (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft confirmou que os pacotes de segurança do Windows 11 lançados em 9 de junho de 2026 causaram um bug que impede a integração de aplicativos de terceiros com o Office.
  • O problema afeta ferramentas como gerenciadores de referências bibliográficas, sistemas de gestão médica e empresarial, e impede que os usuários abram documentos do Office por meio desses sistemas.
  • A Microsoft está trabalhando em uma solução, mas ainda não tem uma data para o lançamento da correção, recomendando aos usuários que usem uma solução paliativa, como abrir os aplicativos do Office pelo menu Iniciar.

A Microsoft confirmou que os pacotes de segurança do Windows 11 lançados a partir de 09/06 trouxeram um bug que quebra a integração de aplicativos de terceiros com o Word, Excel, PowerPoint e Access. O problema está atrapalhando o fluxo de trabalho de milhares de usuários que dependem da comunicação entre diferentes softwares.

A lista de serviços impactados inclui desde gerenciadores de referências bibliográficas populares no meio acadêmico, como o Zotero, até ferramentas contábeis e sistemas de gestão médica e empresarial.

O comportamento da falha costuma deixar os usuários confusos, já que, ao tentar abrir um documento por esses sistemas de terceiros, o PC simplesmente não responde. O suporte da própria Microsoft aponta que, na maioria dos casos, o Office falha ao iniciar sem sequer exibir uma mensagem de erro na tela, dificultando a identificação da origem do travamento.

Por que os aplicativospararam de abrir?

A raiz do problema está na forma como o sistema operacional passou a lidar com o OLE (Object Linking and Embedding), uma tecnologia de automação que atua como uma espécie de “ponte” invisível entre diferentes programas no Windows. Em termos práticos, é ele que permite, por exemplo, que um software de gestão de uma clínica gere um receituário e “chame” o Word para abri-lo automaticamente.

A atualização de junho basicamente bloqueou essa comunicação. A Microsoft explicou a situação: “Recebemos relatos de um problema em que certos aplicativos de terceiros podem não conseguir iniciar aplicativos do Microsoft Office ou abrir documentos após a instalação das atualizações do Windows lançadas a partir de 9 de junho de 2026”.

A empresa reforçou ainda que o bug afeta exclusivamente as ferramentas que recorrem a essa automação específica para interagir com o pacote de produtividade.

Existe solução para o problema?

Solução temporária exige abrir o Word ou Excel manualmente (imagem: divulgação/Microsoft)

No momento, ainda não há um patch de correção definitivo. A Microsoft afirmou que “uma solução está em andamento e será incluída em uma futura atualização do Windows”, mas não estabeleceu uma data exata para o lançamento do update.

Até lá, a saída é adotar a solução paliativa oficial. A orientação da empresa é que os usuários mudem temporariamente sua rotina de trabalho, abrindo o Word ou o Excel pelo menu Iniciar e, por lá, localizem e abram o documento desejado.

Para ambientes corporativos, onde essa mudança manual geraria grande perda de produtividade, a recomendação é que os administradores de rede acionem o Suporte da Microsoft para Empresas. A companhia diz que já possui uma medida que pode ser aplicada nesse caso enquanto a correção definitiva não é liberada.

Vale lembrar que este incidente entra para uma lista crescente de instabilidades no ecossistema da gigante do software. Nos últimos meses, a Microsoft também precisou consertar um bug que impedia o acesso a arquivos no Office para a Web (a versão em nuvem da suíte) e outro erro que bloqueava o download das ferramentas de trabalho para usuários do serviço Windows 365.

Bug no Office: atualização do Windows quebra integração com outros apps

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

16 de Junho de 2026, 19:09
Arte do Android 17 com selo “Android” e número “17”, indicando a chegada da versão oficial
Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou oficialmente Android 17, sistema operacional que estreia na linha de celulares Google Pixel e chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi;
  • Android 17 aprimora produtividade e segurança com recursos como multitarefa com balões, reações de tela e modo que concede acesso temporário à localização exata;
  • liberação da versão final do Android 17 começou para dispositivos “Pixel elegíveis”, como as séries Pixel 6 e posteriores, e dependerá do cronograma de cada fabricante para celulares e tablets das demais marcas.

Depois de meses de testes e características antecipadas, o Google fez, nesta terça-feira (16/06), o anúncio da versão final do Android 17. Oficialmente, o sistema operacional estreia na linha de celulares Google Pixel, mas também chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e tantas outras.

É importante deixar claro desde já que o Android 17 não é uma grande evolução em relação ao Android 16. Podemos entender a nova versão como um conjunto de aprimoramentos em relação ao seu antecessor, principalmente em termos de produtividade e segurança.

O que há de novo no Android 17, precisamente?

Estes são os atributos do Android 17 que o Google destacou no anúncio oficial:

  • Multitarefa com balões (ou bolhas): é uma função que transforma qualquer aplicativo em uma janela flutuante, de modo que você não precise sair da tarefa principal e, com isso, correr o risco de perder o foco;
  • Reações de tela: recurso que permite gravar vídeos de reações, de modo que você possa comentar um vídeo mostrando a sua imagem em miniatura em um canto sem depender de aplicativos de terceiros para isso;
  • Jogos em telas dobráveis: o Android 17 melhora o aproveitamento do espaço da tela em celulares dobráveis para determinados jogos, permitindo que a parte superior mostre a ação e, na inferior, você acesse os respectivos controles virtuais;
  • Mais segurança: entre os recursos dessa categoria está um modo que permite conceder a um app acesso temporário à sua localização exata e uma função que impede a desativação do aparelho quando ele é marcado como perdido; saiba mais sobre os recursos de segurança do Android 17.
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Esses são apenas alguns dos recursos do Android 17. Os demais incluem (mas não se limitam a):

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Outra proteção: Android 17 exige biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Quando o Android 17 será liberado?

A liberação da versão final do Android 17 começou hoje para dispositivos “Pixel elegíveis”. Entre eles estão as séries Pixel 6 e posteriores.

Para celulares e tablets das demais marcas, a liberação dependerá do cronograma e da lista de compatibilidade que cada fabricante definir, tal como você já deve ter imaginado.

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

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Android 17 foca em produtividade e segurança, trazendo recursos como multitarefa em janelas flutuantes. Nova versão chega primeiro a celulares Google Pixel.

Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

15 de Junho de 2026, 12:07
Notebook exibindo o mascote do Linux, o pinguim Tux
Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.1 foi lançado após desenvolvedores enfrentarem problemas com ferramentas de IA gerando notificações de bugs irrelevantes;
  • nova versão do kernel traz novo driver para sistema de arquivos NTFS, com suporte completo a operações de leitura e escrita de dados;
  • Linux 7.1 também inclui suporte oficial ao Intel FRED, recurso que otimiza forma como processador lida com interrupções e chamadas de sistema.

Os desenvolvedores tiveram alguns problemas com a inteligência artificial, mas, no fim das contas, deu tudo certo: a versão final do kernel Linux 7.1 foi lançada. O anúncio foi feito no último domingo (14/06) por Linus Torvalds, como manda a tradição. Entre as novidades estão um novo driver para o sistema de arquivos NTFS e suporte oficial ao Intel FRED (você já irá descobrir o que é isso).

Na mensagem em que anuncia o Linux 7.1 (disponível na íntegra no fim do texto), Torvalds até cogitou adiar o lançamento da versão em uma semana, não necessariamente por conta dos problemas com a IA, mas por ele estar com uma agenda irregular.

Quais são os tais problemas? Os desenvolvedores do kernel receberam muitas notificações de bugs geradas por ferramentas de IA. Contudo, grande parte delas era irrelevante por corresponder a falhas já conhecidas, com baixa prioridade ou até já solucionadas.

Foram tantos relatórios de bugs para serem checados desnecessariamente que os desenvolvedores ficaram sobrecarregados. Torvalds chegou a pedir moderação sobre o uso de ferramentas de IA na caça a bugs. Parece que o apelo (ou “bronca”) deu certo, afinal, o kernel saiu dentro do prazo previsto.

O que o kernel Linux 7.1 tem de novo?

O próprio Linus Torvalds destacou que esta versão traz, principalmente, “várias atualizações menores de drivers”. Pois bem, uma delas envolve o sistema de arquivos NTFS, que agora passa a contar com um driver que oferece suporte completo a operações de escrita e leitura de dados e é mais bem integrado ao kernel, favorecendo o aspecto do desempenho.

Neste ponto, talvez você se pergunte: “mas driver não é só para hardware?”. Nem sempre. Um driver pode ser entendido como um conjunto de instruções que “ensinam” o sistema operacional a lidar com determinado componente. Esse componente pode ser de hardware, ou, a exemplo do NTFS, de software.

E aí chegamos à outra novidade destacada para o Linux 7.1: o Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery — algo como “Entrega Flexível de Eventos e Retorno”). Trata-se de um recurso que otimiza a forma como o processador lida com interrupções, chamadas de sistemas e afins.

Na prática, o Intel FRED tende a melhorar o desempenho de chips Intel Panther em distribuições Linux, o mesmo valendo para as futuras CPUs da companhia (afinal, a tecnologia Intel FRED é direcionada a processadores modernos). O Intel FRED já havia sido introduzido no kernel, mas, na versão 7.1, passa a ser ativado por padrão em chips compatíveis.

Entre as demais novidades estão:

  • suporte melhorado para GPUs Intel Arc Battlemage;
  • suporte melhorado para chips gráficos AMD Radeon mais antigos;
  • otimização de drivers para USB e Thunderbolt;
  • conjunto de pequenas melhorias para sistemas de arquivos como EXT4 e F2FS.
Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Íntegra do anúncio de Linus Torvalds

Abaixo está o anúncio de Torvalds sobre o Linux 7.1:

Então, no meu fuso horário de origem ainda é apenas domingo de manhã, mas onde estou agora já é domingo à tarde, então estou fazendo o lançamento da versão 7.1 no horário habitual — só não no fuso horário habitual.

Isso obviamente significa que a janela de integração (merge window) começa amanhã, mas até lá estarei em mais um fuso horário diferente, então os horários ficarão um pouco irregulares.

Normalmente tento concentrar a maior parte do trabalho no início da janela de integração e fazer o máximo possível nos primeiros dias. Desta vez, não tenho certeza de que isso funcionará, considerando meu notebook e alguns voos longos sem acesso à internet. Mas garanti que já baixei (fetched) os pedidos de integração (pull requests) iniciais (obrigado — vocês sabem quem são), então poderei processar parte deles mesmo estando offline.

De qualquer forma, deixando de lado possíveis pequenos contratempos na janela de integração, a novidade de hoje é a versão 7.1. Abaixo está o resumo (shortlog) da última semana. Nada particularmente interessante ou preocupante se destaca, exatamente como deveria ser.

Trata-se principalmente de várias atualizações menores de drivers (GPU, rede, áudio e outros), além de algumas correções nas ferramentas de rede e rastreamento (tracing). E mudanças aleatórias de menor porte em outras áreas.

Continuem testando [o kernel], apesar de ele já ter sido lançado, e peço desculpas antecipadamente se minha velocidade de processamento durante a janela de integração ficar um pouco imprevisível nos próximos dias. Cheguei a considerar estender este ciclo de lançamento por mais uma semana, mas decidi que não valia a pena. Talvez eu venha a me arrepender dessa decisão.

Linus Torvalds

Como obter o kernel Linux 7.1?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, logo, não pode ser atualizado como se fosse um simples aplicativo. Por esse motivo, convém esperar que a sua distribuição Linux lance uma nova versão do sistema que traga o kernel 7.1.

Mas, para quem já sabe como compilar o kernel, o Linux 7.1 pode ser baixado via site oficial.

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

Notebooks com Panther Lake da Intel já tem suporte ao Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Como ativar o Bluetooth no Windows 11

10 de Junho de 2026, 12:11
O usuário pode ativar o Bluetooth do Windows nas configurações do sistema (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Para ativar o Bluetooth no Windows 11 seu dispositivo precisa ser compatível com a tecnologia e ter os drivers recentes instalados no sistema operacional. Dessa forma, basta acessar as configurações de Bluetooth do Windows e escolher um novo dispositivo para parear.

O usuário pode checar se o PC é compatível com a tecnologia no gerenciador de dispositivos do sistema. Caso não seja, é possível instalar um adaptador Bluetooth em uma das portas USB. A seguir, veja detalhes sobre a ativação da tecnologia sem fio no Windows 11 e tire suas dúvidas.

1. Acesse as configurações do Windows 11

Abra o menu de configurações do Windows 11 para acessar a seção dedicada ao Bluetooth no sistema operacional. Caso o ícone de engrenagem não esteja na barra de tarefas, abra o menu iniciar e procure por “Configurações“.

Você também pode pressionar o atalho “Windows + I” para abrir as configurações do sistema.

Seta vermelha apontando para o ícone do Windows na barra de tarefas (menu Iniciar)
Selecione o menu de configurações na área de trabalho do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até o menu de Bluetooth do sistema

No menu lateral, procure por “Bluetooth e dispositivos“, caso seu PC seja compatível com a tecnologia. Clique para acessar as configurações.

Tela do Windows com o menu “Bluetooth e dispositivos” selecionado nas Configurações
Vá até o menu “Bluetooth e dispositivos” para ativar o Bluetooth no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Ative o Bluetooth

Clique na chave seletora para ativar o Bluetooth do Windows 11, necessário para parear um novo dispositivo.

Tela de configurações do Bluetooth no Windows com o botão “Adicionar dispositivo”, mostrando Bluetooth desativado e a opção para ligá-lo
Ative a chave seletora do Bluetooth (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Adicione novos dispositivos via Bluetooth

Após a ativação, clique em “Adicionar dispositivo“. O Windows 11 oferece duas opções ao usuário.

Tela do Windows “Bluetooth e dispositivos” com seta apontando para o botão “Adicionar dispositivo”
Escolha uma das opções para adicionar um novo dispositivo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Escolha a categoria de dispositivo que deseja adicionar

Um novo menu dedicado ao Bluetooth será exibido na tela. Escolha a categoria de dispositivo que deseja parear e clique para continuar.

Menu “Adicionar um dispositivo” com a opção Bluetooth destacada para emparelhar dispositivos no Windows
Defina o tipo de dispositivo que deseja se conectar via Bluetooth (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

6. Selecione o dispositivo para iniciar a conexão

Ative o pareamento Bluetooth do seu dispositivo — seja um fone de ouvido, caixa de som ou controle de videogame –, e aguarde até que ele seja exibido na lista. Selecione uma das opções para conectar os dois dispositivos.

Janela “Adicionar um dispositivo” do Bluetooth no Windows, com instruções para selecionar um dispositivo detectado
Selecione um dos dispositivos exibidos na lista para parear com o Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Por que não consigo ativar o Bluetooth no Windows?

Os seguintes motivos podem impedir o funcionamento do Bluetooth no Windows:

  • Driver ausente ou corrompido: o Bluetooth precisa de um driver específico para funcionar corretamente. Esse software é responsável por fazer a comunicação entre o hardware e o sistema operacional. Caso o driver esteja ausente ou corrompido, não será possível ativar o Bluetooth do Windows, sendo necessário reinstalar o componente;
  • Problema com o hardware do Bluetooth: o sistema operacional pode não estar reconhecendo a placa física do Bluetooth em seu PC, seja por uma falha temporária ou problema técnico permanente no hardware. Nesse caso, o sistema entende que o dispositivo não é compatível com a tecnologia e não permite a ativação do recurso;
  • Falta de compatibilidade com a tecnologia: o Bluetooth só funciona em dispositivos compatíveis com a tecnologia. Por isso, caso a seção “Bluetooth” não esteja disponível nas configurações do Windows 11, é muito provável que o seu PC ou notebook não tenha suporte à tecnologia sem fio.

Dá para saber se meu PC tem Bluetooth?

Sim, basta acessar o gerenciador de dispositivos do Windows para saber se seu PC é compatível com Bluetooth. Abra o menu iniciar e procure por “gerenciador de dispositivos” na barra de busca.

Um ícone característico do Bluetooth será exibido na lista, caso seu PC ou notebook tenha suporte à tecnologia.

Gerenciador de dispositivos do Windows 11 mostrando a categoria Bluetooth
Gerenciador de dispositivos do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Por que o Bluetooth não aparece no gerenciador de dispositivos?

O Bluetooth pode não aparecer no gerenciador de dispositivos do Windows pelo seguintes motivos:

  • Falta de compatibilidade: o Bluetooth só aparecerá no gerenciador de dispositivos se seu PC ou notebook for compatível com a tecnologia sem fio.
  • Problemas com o driver: caso o driver do Bluetooth esteja corrompido ou ausente, pode ser que o ícone da tecnologia sem fio não apareça na lista de dispositivos. Nesse caso, faça a reinstalação do software do Bluetooth no site da fabricante;
  • Falha no hardware: problemas com a placa de Bluetooth presente no seu dispositivo podem indicar ao sistema que o PC não é compatível com a tecnologia. Certifique-se que a placa esteja em funcionamento, caso contrário, o ícone não será exibido no gerenciador de dispositivos do Windows.

Tem como ativar o Bluetooth em um PC que não tem Bluetooth?

Sim, basta utilizar um adaptador Bluetooth em uma das portas USB do seu PC.

O acessório permite que o usuário adapte um dispositivo incompatível com a tecnologia sem precisar acessar o hardware do aparelho. Assim, é possível conectar diferentes dispositivos sem fio no computador.

Como ativar o Bluetooth no Windows 11

iOS 27 chegará ao iPhone 11; veja todos os modelos compatíveis

8 de Junho de 2026, 16:19
Apple iPhone 11 e 11 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Apple iPhone 11 e 11 Pro Max (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple confirmou que iOS 27 será compatível com iPhone 11 e modelos lançados posteriormente, contrariando rumores;
  • lista de aparelhos compatíveis com o iOS 27 inclui desde o iPhone SE de 2ª geração até o iPhone 17 Pro Max;
  • versão final do iOS 27 está prevista para ser lançada em setembro ou outubro de 2026, com uma versão beta para desenvolvedores disponível a partir de hoje.

Como esperado, a Apple aproveitou a WWDC 2026, que teve início nesta segunda-feira (08/06), para anunciar oficialmente o iOS 27. Contrariando o que alguns rumores diziam (ou o que muitos usuários temiam), a linha iPhone 11 está entre as que receberão a nova versão do sistema operacional.

O mesmo vale para modelos que foram lançados depois do iPhone 11, obviamente. A lista completa de aparelhos que receberão o iOS 27 é esta:

  • iPhone 17
  • iPhone 17 Pro
  • iPhone 17 Pro Max
  • iPhone Air
  • iPhone 16e
  • iPhone 16
  • iPhone 16 Pro
  • iPhone 16 Pro Max
  • iPhone 15
  • iPhone 15 Plus
  • iPhone 15 Pro
  • iPhone 15 Pro Max
  • iPhone 14
  • iPhone 14 Plus
  • iPhone 14 Pro
  • iPhone 14 Pro Max
  • iPhone 13
  • iPhone 13 Mini
  • iPhone 13 Pro
  • iPhone 13 Pro Max
  • iPhone 12
  • iPhone 12 Mini
  • iPhone 12 Pro
  • iPhone 12 Pro Max
  • iPhone 11
  • iPhone 11 Pro
  • iPhone 11 Pro Max
  • iPhone SE de 3ª geração
  • iPhone SE de 2ª geração
Controle deslizante do Liquid Glass no iOS 27
Liquid Glass melhorado é uma das novidades do iOS 27 (imagem: reprodução/Apple)

A incerteza sobre a linha iPhone 11 residia no fato de esses aparelhos terem sido anunciados em 2019 e, portanto, correrem o risco de não atenderem aos requisitos técnicos do iOS 27, o que, como sabemos agora, não se confirmou.

Mas é válido destacar que a WWDC 2026 também serviu de palco para o anúncio da Siri AI que, na família iPhone, está atrelada ao iOS 27. A novidade chegará à linha iPhone 16 e aos iPhone 15 Pro e 15 Pro Max, mas alguns recursos avançados de IA executados localmente exigirão hardware mais potente e podem ficar restritos ao iPhone 17 Pro / Pro Max e ao iPhone Air.

Nesse sentido, os novos recursos da Apple Intelligence continuam igualmente exigindo um iPhone 15 Pro / Pro Max ou superior devido ao fato de essa tecnologia demandar mais memória RAM e, principalmente, o chip A17 Pro ou posterior.

Quando o iOS 27 será lançado?

A Apple liberará uma versão beta do iOS 27 para desenvolvedores a partir de hoje. Já uma versão beta direcionada ao público em geral será disponibilizada em julho de 2026.

Por fim, a versão final do sistema operacional é esperada para setembro ou, no mais tardar, outubro deste ano.

Esses prazos também valem para os demais sistemas operacionais anunciados pela Apple na WWDC 2026, como o macOS 27, o iPad 27 e o watchOS 27.

iOS 27 chegará ao iPhone 11; veja todos os modelos compatíveis

Apple iPhone 11 e 11 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O que é Night Shift? Conheça o filtro de luz azul proprietário da Apple

8 de Junho de 2026, 15:54
Ilustração do recurso Night Shift no iPhone
Night Shift tem o propósito de tornar a visualização mais confortável aos olhos (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O Night Shift é um recurso da Apple que altera cores da tela de dispositivos elegíveis para tons mais quentes, com a missão de otimizar o conforto na visualização de conteúdos.

Uma vez ativado, o Night Shift muda a temperatura das cores de maneira automática de acordo com as configurações. É possível deixar a funcionalidade ativada o dia todo, mas seu uso é recomendado entre o pôr do sol e o amanhecer.

Você pode encontrar o Night Shift em iPhones, iPads, iPods touch, Mac e Macbooks, desde que os modelos sejam compatíveis com o recurso.

A seguir, entenda melhor o que é o Night Shift e saiba como ele funciona em dispositivos da Apple.

O que é Night Shift?

Night Shift é um recurso proprietário da Apple que altera as cores da tela para tons mais quentes do espectro de maneira automática. A função está presente em aparelhos como iPhone, iPad e Mac.

O que significa Night Shift?

O termo “Night shift” significa “período noturno” ou “turno da noite”, em tradução livre. A definição ilustra o período mais recomendado para o uso do recurso da Apple, que é após o pôr do sol.

Para que serve o Night Shift?

O Night Shift tem a função de beneficiar a saúde do usuário ao adaptar as cores da tela para tons mais quentes, com o objetivo de tornar a visualização mais confortável principalmente em períodos noturnos.

Como funciona o Night Shift

O funcionamento do Night Shift combina elementos de software (do sistema operacional) e de hardware (telas compatíveis com o recurso). Mas para entender melhor o recurso, é preciso compreender a luz azul.

De dia, as telas de aparelhos eletrônicos costumam intensificar a emissão de luz azul para uma reprodução mais clara e nítida diante dos raios solares.

O problema é que alguns estudos apontam que a luz azul em excesso pode causar fadiga ocular e prejudicar a qualidade do sono, especialmente à noite — embora existam discordâncias sobre o quanto a luz azul pode ser prejudicial.

Ilustração de smartphone em ambiente escuro
Há estudos que mencionam que a luz azul em excesso pode prejudicar a saúde dos usuários (Imagem: Ron Lach/Pexels)

Por conta disso, o Night Shift funciona como um filtro de luz azul, adaptando as cores da tela para tons mais amarelados automaticamente após o pôr do sol para reduzir a emissão de luz azul.

De manhã, o recurso é desativado para não afetar a visibilidade da tela. Ao anoitecer, o Night Shift é ativado e fica ligado até a manhã seguinte.

Nas configurações do Night Shift, é possível agendar horários para a ativação do recurso, bem como ajustar a temperatura da cor (menos quente ou mais quente).

Preciso ativar o Night Shift?

Sim. Você pode ativar o Night Shift no iPhone, iPad ou iPod touch elegível ao abrir a Central de Controle, tocar e segurar o ícone de brilho e tocar no ícone de Night Shift até que ele apareça como “Ativado”.

Se preferir, é possível ativar o recurso nesses mesmos dispositivos ao acessar as configurações de tela e brilho do dispositivo, entrar na seção “Night Shift” e configurar o período e tons de cores.

Já em Macs ou Macbooks, você pode configurar o Night Shift ao abrir os “Ajustes de sistema”, acessar a guia “Monitores” e entrar na seção “Night Shift”.

O Night Shift ajuda a melhorar o sono?

Não necessariamente. Em sua página oficial, a Apple menciona que “a exposição a luzes azuis brilhantes à noite pode afetar os ritmos circadianos e causar dificuldades para dormir”.

E como o Night Shift atua como um filtro de luz azul, dá a entender que o recurso poderia melhorar o sono dos usuários.

Texto da Apple sobre o Night Shift
Artigo da Apple menciona pontos prejudiciais da luz azul (Imagem: Reprodução/Apple)

Contudo, um estudo de 2021 da Brigham Young University (BYU) constatou que o Night Shift não melhora o sono. Logo, não há como relacionar o Night Shift a um sono mais saudável.

Quais dispositivos são compatíveis com Night Shift?

O Night Shift é restrito a dispositivos da Apple, e está disponível nos seguintes aparelhos:

  • iPhone 5s ou posterior;
  • iPad (5ª geração e posterior), iPad Pro, iPad Air ou posterior e iPad mini 2 ou posterior;
  • iPod touch (6ª geração e posterior);
  • Macs lançados em 2012 ou posteriormente, com macOS Sierra 10.12.4 ou versão mais recente;
  • Macbooks com macOS Sierra 10.12.4 ou versão mais recente.

Qual é a diferença entre Night Shift e filtro de luz azul?

Night Shift é um recurso que adapta as cores da tela para tons mais quentes com a missão de melhorar o conforto visual. O Night Shift funciona como um filtro de luz azul, mas é uma funcionalidade proprietária da Apple.

Já filtro de luz azul refere-se a qualquer recurso ou serviço que tenha como objetivo reduzir a emissão de luz azul de um aparelho. Trata-se de um termo mais abrangente da tecnologia na saúde, que não é vinculado a nenhuma marca específica.

Qual é a diferença entre Night Shift e True Tone?

O Night Shift é um recurso focado na saúde do usuário, que modifica as cores da tela para tons mais quentes para tornar a exibição mais confortável. A funcionalidade é mais indicada para o período noturno.

Já o True Tone é um recurso que adapta a temperatura da cor de acordo com a luz ambiente. A função pode ser usada em qualquer período do dia, e foca na fidelidade de cores sob diferentes iluminações.

Qual é a diferença entre Night Shift e Modo Escuro?

Night Shift foca em adaptar as cores da tela para tons mais quentes. Já o Modo Escuro altera a interface do sistema e de aplicativos para o tema escuro, que usa o preto como cor predominante.

O que é Night Shift? Conheça o filtro de luz azul proprietário da Apple

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Apple apresenta iOS 27, macOS 27 e mais atualizações

8 de Junho de 2026, 14:34
Logotipo da Apple
Apple abriu conferência para desenvolvedores com novas versões de seus sistemas operacionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Apple anunciou, nesta segunda-feira (08/06), as novas versões dos sistemas operacionais de seus produtos: iOS 27, iPad 27, macOS 27, watchOS 27, tvOS 27 e visionOS 27. As atualizações apresentadas na WWDC 2026 terão melhorias de desempenho, visando deixar os sistemas mais rápidos, além de ajustes no design.

O iOS 27 estará disponível para o iPhone 11 e modelos mais recentes — é a mesma lista de compatibilidade do iOS 26. O macOS 27 seguirá a tradição de homenagear a Califórnia receberá o “apelido” de Golden Gate.

Ao contrário do que costuma fazer, a Apple não teve apresentações separadas para cada uma de suas plataformas, preferindo demonstrar em linhas gerais o que estará disponível em todas elas. Grande parte do evento foi dedicada à inteligência artificial, com os anúncios da Siri AI e de novidades da Apple Intelligence.

Visual e desempenho

A Apple deu uma atenção especial a corrigir os problemas envolvendo o Liquid Glass, linguagem de design que fez sua estreia na geração passada dos sistemas operacionais e foi muito criticada.

A interface receberá um controle deslizante para definir a opacidade dos elementos de vídeo. A empresa também aplicou ajustes em grupos de botões e barras laterais. O esquema de cores também marcará uma divisão entre apps em primeiro plano e no fundo da tela. Botões serão agrupados para facilitar na hora de encontrar o que o usuário deseja.

Controle deslizante do Liquid Glass no iOS 27
Liquid Glass terá mais ajustes (imagem: reprodução)

No desempenho, a Apple promete transições de tela mais suaves, além de mais velocidade, como 30% mais na hora de abrir apps no iPhone e no iPad e 80% mais no AirDrop. As novas versões dos sistemas também terão controles otimizados para usar a CPU de forma mais eficiente.

Ainda nesse assunto, a companhia diz que as transições entre Wi-Fi e dados móveis estão mais ágeis, identificando com mais precisão quando é hora de trocar de rede.

Cantos de janelas do Slack e do Música lado a lado, mostrando cantos com mesmo raio
Todas as janelas terão cantos feitos com o mesmo raio, mesmo que os desenvolvedores não tenham adaptado a interface para o Liquid Glass (imagem: reprodução)

A Apple deu destaque à Busca do iOS, iPadOS e macOS em sua apresentação. Segundo a empresa, o método de indexação recebeu uma nova arquitetura, capaz de trazer resultados em menos tempo e ler novos arquivos com mais rapidez.

Novidades em aplicativos e serviços

Nos apps da marca, o Fotos terá compartilhamento de álbuns com resolução máxima, e o Mapas passará a contar com imagens aéreas com melhor definição. O aplicativo de saúde terá suporte a perimenopausa e menopausa no acompanhamento de ciclo menstrual, com avisos sobre irregularidades nos períodos.

O modo especial para crianças e adolescentes ganhou mais proteções, como controle de quais aplicativos podem ser baixados da App Store e permissões extras para tempo de uso em jogos e entretenimento. Será possível bloquear a navegação na web, cabendo às crianças e aos adolescentes pedir, pelo próprio celular, para o adulto responsável liberar o acesso a sites específicos.

Falando de aparelhos específicos, os AirPods terão equalizadores customizáveis, e o Apple Watch terá um grid com cinco apps sugeridos para a Siri.

Tela do iPhone mostrando recurso de equalização de som dos AirPods
AirPods terão equalizador dedicado (imagem: reprodução)

Apps com Apple Intelligence

A Apple também anunciou recursos do Apple Intelligence para aplicativos, em aparelhos compatíveis com o conjunto de ferramentas de IA.

O Safari no macOS terá um recurso de organização automática de abas, que identificará qual o assunto de cada página. O navegador também será capaz de monitorar sites em segundo plano, com suporte a pedidos feitos em linguagem natural. A Apple criou ainda uma ferramenta para gerar extensões para o browser usando vibe coding.

O gerenciador de senhas da Apple vai verificar credenciais comprometidas e será capaz de entrar nos sites de cada serviço e realizar a mudança, sem precisar que o usuário tenha esse trabalho.

O aplicativo de e-mail consegue reconhecer informações nas mensagens e sugerir compromissos. O Calendário agora usa a Apple Intelligence para entender entradas feitas em linguagem natural, sem precisar que o usuário preencha cada campo.

Quem também recebeu novidades de IA é o Atalhos, que também é capaz de usar a Apple Intelligence para entender pedidos feitos em linguagem natural para criar ferramentas e automações.

Apple apresenta iOS 27, macOS 27 e mais atualizações

Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Todas as janelas terão cantos feitos com o mesmo raio, mesmo que os desenvolvedores não tenham adaptado a interface para o Liquid Glass (imagem: reprodução)

AirPods terão equalizador dedicado (imagem: reprodução)

WWDC 2026: como assistir ao evento da Apple ao vivo

8 de Junho de 2026, 06:30
Evento da Apple começa hoje (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A WWDC 2026 ocorre de 8 a 12 de junho, com transmissão ao vivo pelo YouTube e site da Apple a partir das 14h.
  • O evento principal deve destacar o iOS 27, com nova interface e integração com a Siri.
  • A assistente, inclusive, deve ser revelada em novo formato, com recursos potencializados por inteligência artificial.

A WWDC (Worldwide Developers Conference) começa nesta segunda-feira (08/06). Esse é o principal evento de desenvolvedores de software da Apple no calendário e quando a Maçã apresenta ao mundo suas atualizações para sistemas operacionais.

Este ano, o evento vai até o dia 12 de junho e tem como destaque o iOS 27, que deve ganhar uma nova interface e ainda mais integração com a Siri. O grande anúncio, aliás, deve girar em torno da assistente, que pode finalmente ter sua nova versão potencializada com IA revelada.

A abertura da WWDC acontece às 14h, com o Keynote, a principal parte do evento. Você pode assistir ao vivo tanto pelo site da Apple quanto no YouTube, pelo canal da Maçã.

Assista ao vivo a abertura da WWDC 2026

Para quem quiser assistir pelo site da Apple, também é possível incluir o evento na sua agenda para receber notificações e não perder a transmissão.

Vale lembrar que, pouco depois, às 17h, há outra apresentação com mais detalhes sobre apps e games disponíveis para iOS, a chamada Platforms State of the Union. Também é possível adicioná-lo à agenda.

Para os mais curiosos, também ficam disponíveis vídeos com mais detalhes sobre as novidades pelo Apple Developer App, disponível na App Store. Para baixar, basta procurar seu nome na loja de aplicativos do iPhone ou iPad e acessar os conteúdos disponibilizados por lá.

Principais novidades da WWDC 2026

Além do iOS 27 e sua integração ainda maior com a Siri, outras mudanças são aguardadas no ecossistema da Maçã. Rumores e vazamentos recentes apontam para uma repaginação no app de câmera dos iPhones, trazendo inclusive um Modo Siri, assim como novidades para a Apple Wallet.

Outros sistemas operacionais da empresa também têm mudanças aguardadas. Você confere esses e outros rumores em detalhes na nossa matéria.

WWDC 2026: como assistir ao evento da Apple ao vivo

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Conferência de desenvolvedores começa hoje (08/06) e traz novidades dos softwares da Apple. Evento pode finalmente revelar nova versão da Siri com IA.

WWDC26, evento da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como trocar o e-mail do iCloud? Saiba alterar o e-mail da Conta Apple

5 de Junho de 2026, 15:19
Tela do iPhone com a área Ajustes aberta, mostrando “Conta Apple” para acessar as configurações do iCloud
Tela de acesso às configurações do iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Os usuários de dispositivos Apple podem alterar o e-mail do iCloud pelo próprio menu de configurações do sistema, seja iPhone, iPad ou Mac.

Basta solicitar a mudança em “Início de Seção e Segurança“, nos ajustes do iCloud, escolhendo um outro e-mail ou criando um novo pelo serviço da Apple.

No entanto, você só pode mudar o e-mail da Conta Apple se trocar o endereço do iCloud. A seguir, veja detalhes de como alterar o e-mail do serviço e tire suas dúvidas sobre o recurso.

Como trocar o e-mail do iCloud e Conta Apple pelo iPhone

O procedimento para alterar o e-mail do iCloud é praticamente o mesmo no iPhone, iPad ou Mac.

De acordo com a Apple, o único requisito é o dispositivo ter o sistema operacional a partir da versão 18.1 do iOS e iPadOS, e 26.4 do macOS.

1. Acesse sua conta do iCloud pelo iPhone

Abra a página de ajustes do seu dispositivo e selecione a sua conta do iCloud vinculada ao iPhone, iPad ou Mac para continuar.

Demonstra dois iPhones: abrir “Ajustes” e acessar a conta Apple no iCloud para trocar o e-mail
Acessando os ajustes do iPhone e as configurações do iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Abra as configurações de e-mail do iCloud

Toque em “Início de Sessão e Segurança” e selecione o e-mail cadastrado para acessar as configurações da sua conta Apple.

Configurações da Conta Apple no iPhone, com destaque para “E-mail principal” em “Início de sessão e segurança”
Vá até as configurações de segurança de sua Conta Apple e selecione o endereço de e-mail (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Remova seu e-mail atual da Conta Apple

É necessário remover o e-mail atual para vincular sua Conta Apple a novo endereço de e-mail. Selecione a opção “Remover da conta” e confirme sua escolha para continuar.

Você não verá uma opção “Remover da Conta“, caso o único e-mail associado à sua conta for um endereço do iCloud. Nesse caso, será exibida a opção “Alterar Endereço de E-mail“.

Telefones mostrando a opção “Remover” do e-mail principal em “E-mails e números de telefone” na Conta Apple/iCloud
Remova seu e-mail principal para alterar o endereço padrão da Conta Apple (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Adicione um novo e-mail à sua conta Apple

Assim que o endereço de e-mail for removido, você será redirecionado a uma nova página de cadastro.

Será necessário escolher entre informar um e-mail já existente ou criar um novo endereço do iCloud. Siga as etapas de cadastro exibidas na tela para trocar seu e-mail da Conta Apple.

Adicionar novo endereço de e-mail principal no iCloud pelo iPhone (selecionar opção existente ou novo e-mail)
Escolha entre: adicionar um e-mail existente ou criar um novo e-mail do iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como trocar o e-mail do iCloud e Conta Apple pelo navegador

O usuário também pode fazer a mudança de e-mail do iCloud pelo navegador. Nesse caso, é necessário acessar a página da Conta Apple para realizar a alteração.

1. Acesse a página da Conta Apple para alterar o e-mail do iCloud

Acesse “account.apple.com” para gerenciar a sua Conta Apple e toque em “Iniciar sessão“. Confirme seus dados para fazer login.

Tela do iPhone mostrando a Conta Apple e o botão “Iniciar sessão”
Acessando a página principal de uma Conta Apple (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Selecione a seção de e-mail para trocar o endereço

Após o login, abra a seção “e-mails e números de telefone” para acessar as configurações da sua Conta Apple. Em seguida, vá no ícone de “+” para informar um novo endereço do iCloud.

Nessa tela, a Apple também exibirá o ícone de ““, caso queira remover o e-mail antes de cadastrar um novo. No entanto, a opção só está disponível caso a Proteção de Dispositivo Roubado esteja desativada.

Tela “Conta Apple” mostrando E-mails e números de telefone e a seção de e-mail principal com o botão de adicionar
Selecione a seção e-mail e número de telefone para adicionar um novo e-mail ao iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Informe um novo endereço para trocar o e-mail do iCloud

Basta informar um novo endereço de e-mail para atualizar os dados da sua Conta Apple. Siga as instruções exibidas na tela até finalizar o procedimento.

Adicionar novo endereço de e-mail na Conta Apple, com campo de e-mail e botões Continuar e Cancelar
Informe o novo endereço de e-mail que deseja associar à sua conta (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O que acontece ao alterar o e-mail principal da Conta Apple?

Ao alterar o e-mail do iCloud, o comportamento da sua conta muda nos seguintes pontos:

  • Novo endereço de login: você não conseguirá mais acessar sua Conta Apple pelo endereço anterior. Todo e qualquer login em dispositivos deverá ser feito com o novo e-mail associado à sua conta;
  • Comunicações oficiais: todas as mensagens de serviços Apple serão enviadas ao novo endereço, incluindo alertas de segurança e notificações de novas compras;
  • Manutenção de dados: de acordo com a Apple, o usuário não perde o acesso aos contatos e outras informações da conta;
  • Liberação do e-mail antigo: após um prazo de 30 dias, qualquer pessoa poderá associar o endereço de e-mail anterior a uma Conta Apple diferente.

Por que não consigo mudar o e-mail do iCloud e Conta Apple?

Se você está enfrentando problemas para realizar a alteração, os motivos costumam ser:

  • E-mail já em uso: não é possível mudar o e-mail do iCloud para um endereço que já exista e esteja vinculado a outra Conta Apple;
  • Vínculo recente de segurança: a Apple bloqueia a alteração para endereços de e-mail não utilizados, mas que estiveram vinculados a um dispositivo nos últimos 30 dias. Nesse caso, é necessário aguardar o fim do prazo;
  • Incompatibilidade de sistema: usuários de dispositivos com iOS 18.0 ou anterior não podem realizar a mudança de e-mail. O mesmo bloqueio ocorre com o iPadOS (18.0 ou anterior) e macOS (26.3 ou anterior), exigindo a atualização do sistema operacional para versões mais recentes.

Posso trocar o e-mail do iCloud e Conta Apple sem excluir o e-mail antigo?

Sim. O usuário pode adicionar mais e-mails à Conta Apple sem a necessidade de excluir o endereço anterior. Nesse caso, basta sinalizar qual é o e-mail principal do iCloud nos ajustes do seu dispositivo, após adicionar um novo endereço.

Posso voltar a usar o e-mail antigo no iCloud e Conta Apple?

Sim, desde que o endereço de e-mail não esteja vinculado à outra Conta Apple. Se você usava um e-mail de um provedor (Gmail, Outlook, etc) e alterou o endereço para uma conta @icloud, terá que adicionar o e-mail anterior como secundário, e depois solicitar a alteração para principal.

Caso tenha trocado o e-mail da Conta Apple, mas mantendo o provedor original, a mudança de e-mail principal pode ser feita sem problemas, desde que o endereço não esteja sendo utilizado por outro usuário ou dispositivo.

Como trocar o e-mail do iCloud? Saiba alterar o e-mail da Conta Apple

Windows 11: Microsoft vai enfim botar ordem nos menus de contexto

5 de Junho de 2026, 10:54
Menu de contexto no Windows 11
Menu de contexto no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando em solução para reduzir número de opções nos menus de contexto do Windows 11, que podem ser confusos devido ao excesso de recursos exibidos;
  • chefe de design e pesquisa do Windows afirmou que menus de contexto serão mais rápidos e simples por padrão, além de mais configuráveis para atender às necessidades dos usuários;
  • companhia tem desafio de encontrar ponto de equilíbrio para não ocultar opções importantes, mas também não sobrecarregar os menus.

Se você já se sentiu perdido ao clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo ou pasta no Windows 11 por causa das numerosas opções que aparecem no menu que abre com a ação, saiba que a Microsoft está trabalhando em uma solução para isso.

Sim, esta é mais uma das várias promessas que a companhia tem feito para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Esta aqui é um pouco diferente, porém. Ela não surgiu em um blog do Windows Insider ou em uma página de ajuda da Microsoft, mas no X.

Na rede social, um usuário reclamou que o menu que aparece com o botão direito do mouse é muito grande (tem muitas opções). Ninguém menos que Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows, surgiu por lá com a seguinte resposta:

@TeaAndDates (Tali Roth) e @marchr (March Rogers) estão trabalhando para tornar os menus de contexto mais rápidos, mais simples por padrão, configuráveis para o que você mais usa. Mais detalhes sobre nossa abordagem serão compartilhados em breve.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Roth é head de produtos na Microsoft, enquanto Rogers é diretor de design. Não está claro exatamente o que eles estão fazendo, mas a resposta de Ash deixou alguns usuários animados, incluindo o autor da queixa.

This right-click menu is kinda big, isn't it, @Windows ? pic.twitter.com/X6zxjG25g9

— Guilherme (@Galvestz) June 3, 2026

Qual o problema dos menus de contexto do Windows 11?

Eu não considero este um dos grandes problemas do Windows 11. Mas não é difícil encontrar relatos de pessoas que consideram os menus confusos por exibirem muitos recursos, alguns dos quais são pouco usados.

Parece ser um problema pequeno, mas o excesso de opções significa que, no dia a dia, você pode demorar mais do que o ideal para encontrar a função desejada ou, ainda, notar que o menu leva mais tempo do que o esperado para abrir.

São justamente esses aspectos que Ash disse que a Microsoft está atacando. Mas essa é uma tarefa mais difícil do que parece. Os desenvolvedores precisam encontrar um ponto de equilíbrio, ou seja, é necessário que os menus não tenham recursos em excesso, mas também não ocultem opções importantes.

Menus de contexto no Windows 11
À direita, o menu redundante gerada pelo botão “Mostrar mais opções” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Também é preciso que a Microsoft padronize os menus de contexto, tanto quanto possível. Sobre isso, há um aspecto que me incomoda: se você clicar em “Mostrar mais opções” no final de um menu, um menu mais simples é exibido na sequência, mas repetindo algumas opções mostradas no primeiro (vide imagem acima). Não é melhor ter um menu único, então?

Bom, a Microsoft prometeu melhorar uma série de aspectos do Windows 11 ainda em 2026. Este aparenta estar entre eles. Fiquemos de olho.

Windows 11: Microsoft vai enfim botar ordem nos menus de contexto

Menu de contexto no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

À direita, o menu redundante gerada pelo botão "Mostrar mais opções" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung comemora rapidez da One UI no Brasil

2 de Junho de 2026, 19:43
Ilustração promocional de um homem com fones ao lado de celulares representando tecnologia, com marca tecnoblog
Renato Citrini é gerente sênior de produto (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os fãs da Samsung já perceberam: a atualização da One UI mais recente sai lá fora e, em questão de semanas, às vezes dias, já desembarca no Brasil. O gerente sênior de produto Renato Citrini confirmou ao Tecnoblog que a empresa está mais ágil para atender aos anseios dos clientes. Até agora, mais de 20 aparelhos receberam a One UI 8.5.

De acordo com Citrini, a disponibilização desta versão de sistema deve ser concluída “em questão de semanas, bem antes do fim do ano”. Nas últimas horas foi a vez do popularíssimo Galaxy A55 ser contemplado com a novidade.

Google e operadoras participam dos testes

O executivo revelou os bastidores para que a One UI chegue efetivamente aos aparelhos dos consumidores. Tudo começa na Coreia do Sul, que fecha inicialmente o “pacote” da versão 8.5, por exemplo. A partir daí, os softwares são testados de diversas formas. Isso envolve tanto o Google quanto as operadoras, como ocorre no Brasil com a Claro, TIM e Vivo.

Segundo Citrini, todos precisam dar o OK para que, a partir daí, comece a distribuição do sistema. “O Brasil está entre os países mais difíceis por causa do tamanho e das redes muito diferentes”, complementa.

Uma mão segura um smartphone com bordas azuis metálicas, exibindo a tela de "Atualização de software". O texto no visor informa: "Baixando e instalando..". Abaixo, uma imagem ilustrativa mostra widgets coloridos e o texto: "Mais você do que nunca. Atualize para o One UI 8.5...". No canto inferior direito da imagem, está o logotipo do site "tecnoblog" em letras brancas sobrepostas a um fundo desfocado.
Galaxy Z Fold 7 recebe a One UI 8.5 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O gerente sênior de produto me contou que os testes realizados pelo Google focam em todo o funcionamento do celular, enquanto as operadoras costumam focar em recursos de telecomunicações. Citrini disse que é muito raro, mas pode acontecer de algum desses parceiros não dar o OK até que certos ajustes sejam feitos.

As equipes de engenheiros da Samsung costumam trabalhar em alguns poucos modelos por vez. Este é um dos motivos para que a linha do S25 receba a atualização antes do S24, que vem antes do S23, e assim sucessivamente. O processo de portar a One UI para cada modelo leva em consideração, por exemplo, o processador e a placa gráfica. Sim, estamos falando de drivers diferentes para aparelhos distintos.

E por que pode acontecer de algum país receber a atualização antes dos brasileiros? O critério principal é a forma de testagem. Se uma localidade não precisar dos testes de operadora, por exemplo, ela terá mais facilidade em liberar uma One UI.

Por que nem todos os recursos chegam para todos?

Renato Citrini, da Samsung, reconhece que nem todos os novos recursos da One UI 8.5 vão desembarcar em todos os aparelhos que a receberem. Eu cito o filtro de chamadas com inteligência artificial, que estreou no Galaxy S26 e tem aparecido em mais modelos, com diversos elogios entre a clientela. De acordo com o executivo, funcionalidades como essa, que dependem de processamento local, podem ficar de fora dos smartphones mais antigos ou mais fracos em poder computacional.

Esta abordagem tende a comprometer principalmente as funções relacionadas à IA. Algumas delas, como a edição inteligente de fotos – com prompts e tudo mais – dependem diretamente da nuvem, o que facilita a implementação em produtos básicos ou intermediários. Já outras, que rodam direto no hardware, passam por um crivo mais exigente. É o caso do slow motion em vídeos, apresentado junto com o Galaxy S24, de dois anos atrás. “Vídeos normalmente são pesados. Imagina subir para a nuvem?”, pondera Citrini.

A companhia sul-coreana “tem uma demanda gigantesca de trabalho para manter o ritmo atual” – que precisa ganhar ainda mais velocidade na visão do executivo. “Queremos que os updates sejam feitos num tempo adequado, para atender aos anseios dos nossos consumidores”, conclui Citrini.

Samsung comemora rapidez da One UI no Brasil

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Executivo confirma trabalho intenso das equipes de desenvolvimento e detalha os bastidores dos testes feitos com Google, Claro, TIM e Vivo.

Renato Citrini é gerente sênior de produto (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Galaxy Z Fold 7 começou a receber a One UI 8.5 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Microsoft acaba de dar mais um abraço no Linux

2 de Junho de 2026, 16:45
Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Distribuições Linux no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou maior integração do Linux a ambientes Windows durante conferência Build 2026;
  • recurso WSL ganhará suporte nativo a contêineres por API e comandos para CMD ou PowerShell;
  • já projeto Coreutils para Windows foi liberado para levar comandos clássicos do Linux, como o “ls”, ao sistema da Microsoft.

Se 2026 é o ano do Linux, eu não sei. Mas é o ano em que a Microsoft dá mais um “abraço” no Linux. Durante a Build 2026, que teve início nesta terça-feira (02/06), a companhia anunciou que o Windows Subsystem for Linux (WSL) será ainda mais integrado ao seu sistema operacional. Outra novidade é o Coreutils, que, na prática, leva os comandos do Linux para o Windows.

Comecemos pelo WSL, ferramenta desenvolvida pela própria Microsoft que executa determinadas distribuições Linux em ambientes Windows. Trata-se de um recurso que permite que desenvolvedores, profissionais de TI, pesquisadores e afins trabalhem com o Linux a partir do Windows, sem depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

Na Build 2025, a Microsoft anunciou a decisão de tornar o Windows Subsystem for Linux um software de código aberto (ainda que com algumas ressalvas). Agora, na edição 2026 do evento, a companhia anunciou os “contêineres WSL”.

O que a Microsoft quer dizer com “contêineres WSL”?

Aqui, um contêiner pode ser entendido como um pacote que engloba uma aplicação junto com as suas dependências (bibliotecas, arquivos de configuração, módulos complementares, entre outros), de modo a permitir a sua execução padronizada em diferentes ambientes computacionais.

Até então, trabalhar com contêineres no WSL costumava exigir o uso de ferramentas de terceiros, com o Docker Desktop sendo um exemplo notável de solução para esse fim.

Com o anúncio de hoje, o WSL passa a permitir a execução de contêineres Linux por meio de uma API específica para isso. Além disso, a ferramenta contará com uma interface de linha de comando (CLI, na sigla em inglês) própria para a execução de tarefas relacionadas a contêineres no WSL por meio do Prompt de Comando (CMD) ou do PowerShell.

A companhia comenta a novidade:

Os contêineres WSL fornecem uma maneira integrada de criar, executar e interagir com contêineres Linux no Windows. Seja para desenvolvimento local, fluxos de trabalho de IA/ML ou testes em contêineres, os contêineres Linux são executados imediatamente.

Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows

Os contêineres WSL estarão disponíveis nos próximos meses para os interessados, inicialmente em fase preview.

Coreutils para Windows é outra novidade da Microsoft ligada ao Linux

Ainda na Build 2026, a Microsoft anunciou a liberação oficial do Coreutils para Windows. Trata-se de um conjunto de utilitários baseados em linha de comando. Na prática, o seu objetivo é permitir que os usuários usem os mesmos comandos básicos do Unix, Linux ou macOS no Windows.

Por exemplo, se você quiser visualizar o conteúdo de uma pasta no Prompt de Comando, deve digitar o comando dir ali; com o Coreutils, você pode executar a mesma ação em ambiente Windows usando o comando ls.

O Coreutils para Windows está disponível no GitHub. Vale destacar que o projeto é baseado no Uutils que, por sua vez, consiste em uma implementação do GNU Coreutils em linguagem Rust.

Outra novidade da Microsoft na Build 2026, desta vez não ligada diretamente ao Linux, é o Surface RTX Spark Dev Box, um PC “diferentão” direcionado a desenvolvedores.

A Microsoft acaba de dar mais um abraço no Linux

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Windows Subsystem for Linux (WSL) terá suporte nativo a contêineres Linux. Já projeto Coreutils levará comandos clássicos do Linux ao Windows.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo?

28 de Maio de 2026, 17:10
Ilustração que mostra uma janela com vidro quebrado em alusão aos problemas do Windows 11
O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo? (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em 20 de março de 2026, Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows, publicou uma declaração intitulada “Nosso compromisso com a qualidade do Windows”, em tradução livre. Na postagem, a Microsoft promete melhorar vários aspectos do Windows 11 em prol da experiência do usuário. Mas, afinal, o que há de errado com esse sistema operacional para ele ser tão criticado?

A causa não envolve só questões técnicas. As expectativas dos usuários também entram nessa conta. Este ponto, aliás, é a origem do conflito. Como você verá a seguir, há um evidente descompasso entre como a Microsoft espera que as pessoas lidem com Windows 11 e como, de fato, elas usam o sistema.

O Windows 10 tem “culpa”

O Windows 11 foi lançado oficialmente em 5 de outubro de 2021. À época, muita gente aderiu à novidade por ser algo… novo. A Área de Trabalho reformulada, que centraliza a Barra de Tarefas por padrão e fez o Menu Iniciar parecer mais versátil (sem ser), bem como o padrão visual mais moderno, atraíram curiosos e entusiastas.

Também era possível fazer upgrade gratuito para a nova versão a partir do Windows 10, desde que o PC atendesse aos requisitos de hardware. Isso também contribuiu para o Windows 11 conquistar adeptos na fase inicial.

Mas não chegou a haver uma “onda migratória”. Depois que o ar de novidade se dissipou, muita gente simplesmente não sentiu necessidade de mudar para o Windows 11. Não foi, necessariamente, por resistência ao novo, mas devido à percepção de que esse “novo” não era vantajoso ou, pior, causaria um decréscimo de experiência.

É como ter uma poltrona confortável para ver futebol na TV. Ela reclina, é macia, tem resistência e conta até com suporte para bebida. Um dia, alguém te oferece uma poltrona mais moderna, com massageador. Você troca. A massagem é boa. Mas aí você percebe que a nova poltrona não é tão confortável quanto a anterior. E você não quer saber de massagem enquanto assiste ao jogo.

Certamente você percebeu que, aqui, a poltrona antiga é o Windows 10. Essa versão do sistema pode não ser tão requintada quanto o Windows 11, mas é confortável porque funciona a contento. E funciona porque o Windows 10 cumpriu uma missão nobre: resolver os problemas de seus antecessores.

Windows 8
O polêmico Windows 8 sem Menu Iniciar (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Lançado em 2012, o Windows 8 foi, digamos, trágico. A interface Metro dessa versão tentava sobrepor uma experiência de tela sensível a toques ao desktop convencional. Por conta disso, o Menu Iniciar perdeu espaço, aplicativos abriam em tela cheia desnecessariamente e, muitas vezes, era até difícil usar a clássica combinação de mouse com teclado.

Em 2013, a Microsoft tentou amenizar a situação com o Windows 8.1, que trazia o Menu Iniciar de volta (em uma versão ainda baseada em blocos ou “Tiles”, mas trazia) e restaurava o acesso direto à Área de Trabalho. Mas o sistema operacional continuava sendo confuso.

A salvação só veio em 2015, quando o Windows 10 chegou. Ainda que essa versão não fosse perfeita, ela tornou o Menu Iniciar e a Barra de Tarefas mais amigáveis, foi mais competente em separar as experiências de desktop e de tela sensível a toques, e implementou um padrão visual sóbrio, mas ainda moderno.

Mas, talvez, o maior trunfo do Windows 10 foi ser estável. A Microsoft conseguiu lapidar bem o sistema para que ele trabalhasse até com hardware mais simples — os requisitos mínimos desse sistema eram praticamente os mesmos exigidos no Windows 7 —, ainda que esse atributo só tenha sido conquistado com o passar do tempo.

Área de Trabalho do Windows 10
Windows 10: “tá tudo bem agora” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Windows 10 acabou sendo bem aceito, de modo geral. Mas a Microsoft não estava satisfeita. A companhia tinha planos maiores para essa versão, mas ela ainda estava presa a um modelo de operação clássico, que parecia engessado frente ao trabalho que a Apple fazia (e ainda faz) com relação ao macOS ou até que o Google fez com o ChromeOS.

Como, para todos os efeitos, o Windows 10 ainda era um remédio para os problemas de seus antecessores, ele não comportaria mudanças drásticas. Se era para pensar grande, um novo sistema deveria ser lançado. O Windows 11 apareceu em 2021 para abrir essa porta. Só que a Microsoft tocou o projeto sem dar a devida atenção às expectativas dos usuários.

Afinal, quais são os pecados do Windows 11?

O Windows 11 foi lançado em outubro de 2021, mas usuários reclamavam de algumas mudanças já nas versões prévias do sistema operacional. Uma delas foi a exigência do TPM 2.0. Embora este seja um importante recurso de segurança, muita gente viu o requisito como uma forma de a Microsoft forçar a compra de PCs novos, pois o componente não existe em máquinas antigas (em geral, fabricadas antes de 2017).

Para aqueles que conseguiram migrar para o Windows 11 ou, de fato, compraram um computador novo, alguns conflitos de experiência surgiram de imediato, reforçando algumas das queixas antecipadas durante o período de prévias.

A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita
A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dou um exemplo de algo que incomodou a mim. Por causa do meu trabalho, vivo fazendo capturas de tela. No Windows 10, basta pressionar a tecla Print Screen e colar o resultado em um editor de imagem. No Windows 11, o mesmo botão abre a Ferramenta de Captura, que tem vários recursos úteis, mas me é muito menos ágil com esse trabalho.

Questão de costume ou reconfiguração? Talvez. Seja como for, essa é uma fricção particular. Mas é diferente com a Barra de Tarefas. Não demorou para os usuários perceberem que ela ficou limitada, não permitindo ser movida para outros pontos da Área de Trabalho, tendo um relógio que não exibe segundos e um calendário que, basicamente, só exibe datas, sem permitir agendamentos.

E aí veio o Menu Iniciar. Ele exibe ícones mais dispersos entre si, parece ser um pouco mais lento em relação ao Windows 10, e tem recomendações de aplicativos ou arquivos muitas vezes desnecessários, sem contar que ele é menos personalizável. É verdade que a Microsoft acabou atenuando a bagunça do Menu Iniciar do Windows 11. Mesmo assim, ainda prefiro a versão do Windows 10.

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11
O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ao falar de “mais lento” no parágrafo acima, lembrei de outro problema: no início, o Windows 11 parecia ser mais instável na comparação com o Windows 10. Isso ficou mais perceptível para quem migrou de um para o outro no mesmo computador. Hoje, a situação é bem melhor. Mas, às vezes, ainda me parece que falta algum ajuste fino durante a execução de jogos, por exemplo.

Podemos ainda listar probleminhas (ou problemões) como:

  • condicionar a instalação do Windows 11 a uma conta Microsoft;
  • as várias tentativas da Microsoft de empurrar o Edge para o usuário (hoje, menos, felizmente);
  • liberação de recursos que demora para chegar a todos os usuários, gerando fragmentação funcional (o Windows 11 de um PC parece nunca ser igual ao de outro);
  • problemas recorrentes em atualizações do sistema (isso aconteceu com outras versões, mas escalou com o Windows 11 nos últimos meses);
  • para fechar, a Microsoft exagerou na tentativa de integrar o Copilot ao Windows 11, tanto que ficou parecendo que aprimoramentos importantes ficaram em segundo plano (só faltou ter Copilot na tela azul que agora é preta).
Captura de tela mostrando o Cocreator no Paint para Windows 11
IA no Paint para Windows 11; é legal, mas precisava? (imagem: divulgação/Microsoft)

O Windows 11 tem salvação?

Se a Microsoft quiser, sim. Até porque o Windows 11 já tem quase cinco anos de mercado e, nesse meio tempo, passou por aprimoramentos. Eu acho que a companhia tem feito um trabalho muito bom com o Windows Subsystem for Linux (WSL), por exemplo.

Consideremos também que, na publicação de Pavan Davuluri e em anúncios posteriores, a Microsoft prometeu mudanças, ainda para 2026, que vão levar o Windows 11 a um nível de amadurecimento notável se as promessas forem cumpridas. Entre elas, estão:

  • Barra de Tarefas que voltará a ser móvel e mais personalizável;
  • Menu Iniciar com recomendações mais relevantes, além de acesso mais consistente a aplicativos e arquivos;
  • integração menos forçada com recursos de IA (tenho minhas dúvidas quanto a isso, mas ok);
  • Explorador de Arquivos mais rápido e confiável;
  • mais controle do usuário sobre o Windows Update;
  • no desempenho, um Windows 11 mais responsivo, consistente e confiável, o que envolve menor latência em menus e mais cuidados com drivers, por exemplo;
  • mais controle sobre os widgets (quase sempre irritantes ou irrelevantes), menos notificações ou distrações em geral.
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas vai voltar a ser móvel no Windows 11 — mas ainda não é (imagem: reprodução/Microsoft)

Quem acompanha as novidades do Windows 11 por meio do programa de testes Windows Insider nota o esforço da Microsoft para cumprir as promessas. Então, “não deixai toda a esperança, vós que entrais”.

O que ainda alimenta alguma desconfiança é que a Microsoft demorou para admitir os problemas do Windows 11. Parece que o choque de realidade só veio depois que o MacBook Neo fez algum barulho (e ele não é tão impressionante) e, antes disso, com incômodos como o causado pelo SteamOS (quem disse que precisamos do Windows para jogar?).

Não precisava ter chegado a tal ponto. A essa altura, a imagem do Windows 11 seria muito mais positiva se a Microsoft tivesse prestado atenção às demandas dos usuários. E olha que a empresa tem um ótimo canal para isso: o já mencionado Windows Insider, com os seus engajados participantes.

De todo modo, o clima é de “agora vai”. Veremos.

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo?

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo? (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O polêmico Windows 8 sem Menu Iniciar

Windows 10: "tá tudo bem agora" (imagem: Emerson Alecri/Tecnoblog)

A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Dell, Lenovo e HP apoiam projeto que leva firmwares ao Linux sem “gambiarra”

22 de Maio de 2026, 11:17
A imagem mostra o pinguim Tux, mascote do sistema operacional Linux. Ele está sentado de frente para o observador, com a cabeça levemente inclinada para a esquerda. Tux tem corpo preto, barriga branca e bico e pés amarelos. Seus olhos são grandes e redondos, com pupilas pretas e um brilho branco que lhe confere uma expressão amigável e curiosa. O fundo da imagem é um gradiente de laranja, variando de um tom mais claro no centro a um tom mais escuro nas bordas, com uma textura que lembra pinceladas de tinta. No canto inferior direito, em letras brancas, está a marca d'água "Tecnoblog".
Dell, Lenovo e HP apoiam projeto que leva firmwares ao Linux sem “gambiarra” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • HP uniu-se à Dell e à Lenovo como patrocinadora Premier do Linux Vendor Firmware Service (LVFS), com contribuição anual de US$ 100 mil;

  • LVFS facilita a atualização segura de BIOS/UEFI e firmwares diretamente pelas distribuições Linux, eliminando a necessidade de ferramentas externas ou outros sistemas operacionais;

  • projeto já distribuiu gratuitamente mais de 140 milhões de firmwares de 150 fabricantes, e os novos patrocínios ajudarão a cobrir os custos operacionais da plataforma.

É interessante como, ainda que a passos lentos, o universo do Linux ganha apoio de grandes empresas de tecnologia. No começo do mês, Dell e Lenovo passaram a patrocinar o projeto LVFS. Agora, é a vez de a HP fazer o mesmo. Estamos falando de uma iniciativa que viabiliza atualizações de BIOS/UEFI ou firmwares em geral a partir das próprias distribuições Linux.

LVFS é a sigla para Linux Vendor Firmware Service (Serviço de Firmware de Fornecedores para Linux, em tradução livre). Por meio dessa iniciativa, fabricantes de hardware podem oferecer atualizações de firmware para seus produtos por meio de uma plataforma específica para o ecossistema Linux.

O LVFS oferece pelo menos duas vantagens: permite que as atualizações sejam disponibilizadas por meio de um serviço unificado, que atende a vários tipos de hardware a partir de um único lugar; e faz validações de segurança para assegurar que os arquivos disponíveis não foram adulterados.

Na verdade, o LVFS oferece um terceiro benefício: praticidade para indivíduos e organizações que usam Linux. Antes do LVFS, atualizações de firmware no Linux exigiam algumas gambiarras, como dar boot no computador com um sistema operacional simplificado como FreeDOS ou até mesmo o uso do Windows (isso ainda pode ser necessário com hardware de fabricantes que não aderiram ao LVFS).

No computador de destino, o Linux checa e aplica a atualização de firmware por meio do Fwupd, que é um daemon (serviço em segundo plano), mas pode ser gerenciado por meio de ferramentas como Gnome Software e KDE Discover (ambas com interface gráfica).

HP se junta a Dell e Lenovo em apoio ao projeto LVFS
HP se junta a Dell e Lenovo em apoio ao projeto LVFS (imagem: reprodução/Richard Hughes)

O que o apoio ao LVFS por Dell, Lenovo e HP significa?

As três companhias já utilizam o LVFS para atualizar o firmware de seus equipamentos no Linux, e há bastante tempo. Do trio, a Dell foi a primeira a aderir à iniciativa ainda em sua fase inicial, por volta de 2015.

O apoio direcionado ao projeto recentemente é de ordem financeira. Dell, Lenovo e HP tornaram-se patrocinadoras Premier do LVFS, de modo que cada uma passará a contribuir com US$ 100 mil anuais para a iniciativa.

Isso é importante porque o LVFS já distribuiu mais de 140 milhões de firmwares de 150 fabricantes diferentes, gratuitamente (e contando). Contudo, o projeto tem custos financeiros importantes.

Não é por acaso que Richard Hughes, criador do LVFS e de vários recursos do Gnome, comemorou o apoio da Dell, Lenovo e, agora, HP.

A expectativa é a de que, com esse movimento, mais companhias passem a apoiar a iniciativa. E nem precisa ser via patrocínio Premier. A Framework e a Open Source Firmware Foundation apoiam o LVFS com um valor de US$ 10 mil por ano, por exemplo.

Dell, Lenovo e HP apoiam projeto que leva firmwares ao Linux sem “gambiarra”

Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

HP se junta a Dell e Lenovo em apoio ao projeto LVFS (imagem: reprodução/Richard Hughes)

Samsung libera One UI 8.5 para Galaxy A56

21 de Maio de 2026, 19:58
Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56 em primeiro plano, com fundo desfocado e caixa do aparelho ao fundo
Galaxy A56 chegou ao mercado com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung iniciou a liberação da One UI 8.5 baseada no Android 16 para o Galaxy A56 no Brasil.
  • Atualização que também está disponível para os Galaxy A36 e todos os modelos da linha Galaxy S23.
  • A One UI 8.5 oferece novos recursos, como um filtro de chamadas melhorado com IA, função de resolução automática de equações matemáticas no Samsung Notes e novos efeitos visuais na interface.

Os primeiros celulares da linha Galaxy A começaram a receber a desejada atualização para a interface One UI 8.5. Os donos de Galaxy A56 vendidos no Brasil devem ser notificados do update a partir da noite de hoje (21/05). Ele é baseado no Android 16.

O Galaxy A56 se tornou um dos smartphones mais cobiçados de 2025 por aliar bom desempenho ao custo-benefício. Além dele, a Samsung decidiu liberar a atualização para o Galaxy A36 (anunciado junto com ele) e todos os produtos da série Galaxy S23 (base, Plus, Ultra e FE).

Como de costume, a atualização é liberada em ondas. Ou seja, pode ser que para alguns consumidores chegue antes dos outros. O Tecnoblog apurou que os sul-coreanas optaram por acelerar a disponibilização da nova One UI no território nacional, a ponto de avançar mais rápido do que o cronograma extraoficial que havíamos divulgado há duas semanas.

A expectativa agora fica em torno dos outros aparelhos recentes terminados no número 6, como o Galaxy A06, Galaxy A16 e Galaxy A26. No entanto, ainda deve levar algumas semanas para que eles sejam contemplados.

O que tem na One UI 8.5?

Conforme comentamos, a One UI 8.5 é uma atualização baseada no Android 16. Ela foi lançada junto com o Galaxy S26, em fevereiro, e depois começou a chegar aos outros dispositivos da marca. Hoje, está nos flagships das séries S, Flip e Fold, além de desembarcar também nos primeiros A, como uma atualização gratuita.

Confira alguns dos novos recursos:

  • Filtro de chamadas potencializado por IA
  • Bixby com recursos de IA do Perplexity
  • Função no Samsung Notes que resolve equações matemáticas automaticamente
  • Interface com novos efeitos visuais em menus e navegação otimizada
  • Widget de alarme na Now Bar
  • IA que oculta dados sensíveis em fotos (como números de documentos)

Samsung libera One UI 8.5 para Galaxy A56

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Novo sistema também chega para Galaxy A36 e celulares da linha Galaxy S23 vendidos no Brasil.

Tela inicial do Samsung Galaxy A56 com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Android 17 terá modo Continue On para transferir tarefas entre aparelhos

20 de Maio de 2026, 18:16
Android 17 com modo Continue On
Android 17 terá modo ‘Continue On’ para transferir tarefas entre aparelhos (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Android 17 terá recurso chamado “Continue On”, que permite transferir tarefas entre dispositivos, como smartphones e tablets, rapidamente;
  • novidade permite iniciar uma tarefa em um aplicativo de um dispositivo e continuá-la em outro aparelho com o mesmo app ou com uma versão web;
  • Continue On já está disponível em versões de teste do Android 17, mas tem limitações iniciais.

À medida que o lançamento do Android 17 se aproxima, mais recursos do sistema operacional são revelados. Aqui vai mais um deles: o modo Continue On, que permite que você inicie uma tarefa de determinado aplicativo em um dispositivo e continue executando-a em outro.

Por exemplo, suponha que você iniciou retoques em uma foto em um aplicativo de edição de imagens em seu smartphone. Então, você sente necessidade de ajustar um detalhe a partir de uma tela maior. Com o Continue On, você pode transferir essa tarefa para o mesmo aplicativo rodando em um tablet.

É claro que você poderia salvar o arquivo nas nuvens e baixá-lo no tablet para continuar com seu trabalho. Mas o Continue On oferece a praticidade de permitir que você continue exatamente de onde parou, além de permitir mudar de dispositivo mais rapidamente.

Um detalhe interessante é que o Continue On é um recurso bilateral, ou seja, qualquer dispositivo pode tanto receber quanto enviar uma tarefa. Além disso, você pode usar dois ou mais aparelhos com esse modo, desde que todos estejam autenticados com a mesma Conta Google.

Outro detalhe interessante é que o Continue On funciona tanto transferindo tarefas de aplicativo para aplicativo como de aplicativo para a web. Neste último caso, o navegador é acionado e abre uma página correspondente, sempre que possível.

Por exemplo, suponha que você começou a redigir uma mensagem no Gmail via celular, mas enviou a tarefa para um tablet que não tem esse aplicativo; então, o navegador padrão do tablet abre a versão web do Gmail.

Continue On do Android 17 transferindo de app para o navegador
Continue On do Android 17 transferindo de app para o navegador (imagem: reprodução/Google)

Chega com o Android 17, mas com algumas limitações

O Continue On já está disponível nas versões de teste mais recentes do Android 17. Mas há algumas limitações, pelo menos na fase inicial.

Para começar, os desenvolvedores precisam tornar seus aplicativos compatíveis com o recurso. A novidade não funciona com todo e qualquer app automaticamente. Já sabemos, pelo menos, que vários aplicativos do Google serão compatíveis, como o Gmail, o Chrome e o Docs.

Outra restrição é que, inicialmente, o Continue On funciona apenas com transferências de tarefas de celulares para tablets — nestes últimos, uma notificação de transferência aparecerá na barra de tarefas.

É de se imaginar que, em algum momento, o Continue On também funcionará com laptops, afinal, é provável que o Google queira que os Googlebooks também sejam compatíveis com o recurso.

O lançamento do Android 17 é esperado para junho ou, no mais tardar, julho de 2026.

Em tempo: sim, o Continue On lembra o modo Handoff, da Apple.

Android 17 terá modo Continue On para transferir tarefas entre aparelhos

Android 17 terá modo 'Continue On' para transferir tarefas entre aparelhos (imagem: reprodução/Google)

Continue On do Android 17 transferindo de app para o navegador (imagem: reprodução/Google)

Microsoft anuncia a sua própria distribuição Linux para servidores (é sério)

20 de Maio de 2026, 13:19
Azure Linux
Azure Linux (imagem original: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou Azure Linux 4.0 no evento Open Source Summit; sistema operacional foca em infraestrutura de nuvem e cargas de trabalho gerais para servidores;

  • novidade tem como base a distribuição Fedora e evoluiu a partir de um projeto interno da Microsoft lançado em 2020;

  • distribuição possui um repositório no GitHub e, além da instalação convencional, poderá ser executada no Windows 11 por meio do Windows Subsystem for Linux.

É estranho dizer isso, mas a Microsoft agora tem a sua própria distribuição Linux para servidores: o Azure Linux 4.0 foi revelado nesta semana durante o evento Open Source Summit como parte dos projetos de código aberto da companhia.

Não é a primeira vez que a Microsoft anuncia uma implementação própria do Linux. Em 2018, por exemplo, a companhia anunciou o Azure Sphere OS como um sistema operacional focado em Internet das Coisas, mas que é baseado no kernel Linux em vez de corresponder a alguma versão do Windows.

O Azure Linux 4.0 vai além porque é mais abrangente, funcionando, de fato como uma distribuição Linux, ainda que para uso profissional. Mas vale destacar que a novidade não foi criada do zero. Ela tem como base a distribuição Fedora, como a Microsoft explica:

O Azure Linux 4.0 é uma distribuição Linux baseada em RPM, derivada do Fedora, criada e mantida pela Microsoft. É de código aberto, gratuito e otimizado especificamente para a infraestrutura do Azure.

A numeração “4.0” do projeto indica que não estamos tratando exatamente de algo novo, certo? Mais ou menos. O projeto original surgiu em 2020 sob o nome Common Base Linux Mariner (CBL-Mariner), à época, como uma distribuição interna para uso em serviços de infraestrutura da própria Microsoft.

Serviços da plataforma Microsoft Azure foram os mais beneficiados pelo CBL-Mariner. Isso talvez explique o fato de o projeto ter sido rebatizado para Azure Linux em 2024, quando o que podemos entender como a versão “2.0” do sistema surgiu.

No ano seguinte, a companhia anunciou a disponibilidade da versão 3.0 do sistema, mas via Azure Kubernetes Service (plataforma para execução de aplicações em contêineres).

Agora, o aspecto que faz o Azure Linux 4.0 ter dinâmica de projeto novo: a Microsoft preparou essa versão para ser uma distribuição de nuvem de propósito geral. Isso significa que, em vez de focar apenas em aplicações muito específicas (no caso, baseadas em contêineres), o sistema passa a suportar uma grande variedade de cargas de trabalho para servidores ou nuvens.

Provavelmente, é por isso que a Microsoft baseou o Azure Linux 4.0 no Fedora, sendo este outro aspecto que faz esse projeto ter ar de grande novidade.

Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11
Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como obter o Azure Linux 4.0?

A distribuição possui um repositório no GitHub e esta é a página do Azure Linux 4.0 por lá. Mas é preciso deixar claro que o projeto ainda está em desenvolvimento. Quem quiser ser avisado do lançamento oficial pode preencher este formulário.

Também é importante deixar claro que este não é um sistema operacional destinado a desktops, razão pela qual o projeto sequer oferece interface gráfica.

Se mesmo assim você quiser se aventurar com o Azure Linux 4.0, saiba que, além da instalação tradicional, você poderá executá-lo no Windows 11 via Windows Subsystem for Linux (WSL).

Para quem quiser algo específico para o seu PC, convém relembrar que o Fedora 44 foi lançado em abril.

Microsoft anuncia a sua própria distribuição Linux para servidores (é sério)

Azure Linux (imagem original: reprodução/Microsoft)

Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança

15 de Maio de 2026, 12:47
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É preciso acessar as configurações do Windows 11 para iniciar o modo de segurança do sistema (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Usar o modo de segurança do Windows 11 é fundamental para diagnosticar problemas, já que ele executa o sistema operacional apenas com os drivers básicos para o funcionamento.

Para iniciar o Windows 11 no “Modo Seguro“, acesse as configurações do dispositivo, vá em ajustes do sistema e selecione a opção “Reinicialização avançada“, para abrir o ambiente de recuperação do Windows.

Também é possível entrar no modo de segurança pressionando “Shift” + botão “Reiniciar” na tela de login do PC. A seguir, veja o passo a passo com detalhes de como ativar o recurso no sistema operacional.

Índice

Como entrar no modo de segurança do Windows 11 pelas configurações

1. Acesse as configurações do Windows 11

Clique no ícone de configurações do Windows 11 para acessar a página de ajustes do sistema operacional. Você também pode pressionar o atalho “Windows + I” para abrir a página.

Acessando as configurações do Windows 11
Acessando as configurações do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá em “Recuperação” na guia “Sistema” do Windows

Selecione a aba “Sistema” e procure pela opção “Recuperação“. Clique para exibir as opções de inicialização do Windows 11.

Acessando o menu de recuperação do sistema operacional
Clique em “Sistema” e vá em “Recuperação” nas configurações (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Inicie a recuperação avançada do sistema operacional

Em “Reinicialização avançada“, clique no botão “Reiniciar agora“. Você será redirecionado ao Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) para entrar no modo de segurança do sistema operacional.

Reiniciando o PC pelo botão de reinicialização avançada do Windows 11
Reinicie o computador pelo botão de inicialização avançada (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Selecione “Solução de problemas” no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE)

Quando o ambiente de recuperação for inicializado, escolha a opção “Solução de problemas“.

Escolha a opção "Solução de problemas" no Ambiente de Recuperação do Windows
Vá até o menu “Solução de problemas” (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Vá em “Opções avançadas”

Clique ou selecione o menu “Opções avançadas” para exibir novas opções de inicialização, incluindo o modo de segurança do Windows 11.

Entre em "Opções avançadas" para encontrar outras opções de reinicialização
Entre em “Opções avançadas” para encontrar outras opções de reinicialização (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

6. Escolha “Configurações de Inicialização”

Selecione o o menu “Configurações de Inicialização“, caracterizado pelo ícone de engrenagem.

Escolha "Configurações de Inicialização" do Windows 11
Escolha “Configurações de Inicialização” do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

7. Reinicie o Windows 11 para confirmar sua escolha

Uma série de informações sobre o procedimento serão exibidas na tela. Clique em “Reiniciar“.

Clique em "Reiniciar" pelo botão exibido na tela
Clique em “Reiniciar” pelo botão exibido na tela (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

8. Digite a senha de recuperação do BitLocker (caso necessário)

Alguns computadores podem estar protegidos pelo BitLocker, um recurso de segurança do Windows. Nesse caso, será necessário inserir a chave de recuperação da unidade.

Basta seguir as orientações exibidas pela Microsoft na tela para encontrar o seu código.

Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário
Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

9. Inicie o Windows 11 em modo de segurança

Escolha como deseja habilitar o modo de segurança do Windows 11:

  • Pressione “F4” para iniciar o modo de segurança padrão;
  • Pressione “F5” para o habilitar modo de segurança com rede;
  • Pressione “F6” para entrar no modo de segurança com prompt de comando.
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança, de acordo com sua necessidade (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança na tela de login

Você também pode acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) a partir da tela de login do sistema operacional, caso não saiba da senha ou não se lembre do código de acesso.

Pressione o botão “Shift“, enquanto clica no menu “Reiniciar” para ativar o ambiente de recuperação, e, em seguida, iniciar o modo de segurança do Windows 11.

Acesse "Reiniciar" pressionando a tecla "Shift" para entrar no ambiente de recuperação do Windows 11
Segure “Shift” e clique em “Reiniciar” para acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O que acontece ao iniciar o Windows 11 em modo de segurança?

Entrar no modo de segurança do Windows 11 desabilita alguns drivers, recursos ou serviços disponíveis no PC, variando de acordo com as seguintes opções:

  • Modo de segurança: executa drivers básicos e arquivos essenciais para o funcionamento do sistema. É comum que ocorra mudanças na resoluções de vídeo e falta de conexão com a internet, devido à não inicialização dos drivers de rede;
  • Modo de segurança com rede: executa drivers básicos para a inicialização do Windows, incluindo drivers de rede que podem ser necessários para o diagnóstico e solução de problemas no sistema operacional;
  • Modo de segurança com prompt de comando: modo de segurança voltado para usuários avançados do Windows. Executa o CMD (Prompt de Comando) para resolução de problemas por meio de códigos.

Dá para entrar no modo de segurança do Windows 11 pelo boot?

Sim, pressionar a tecla “F8” durante o boot do Windows 11 pode inicializar o WinRE em alguns dispositivos — mas pode não funcionar em aparelhos mais modernos.

Nesse caso, você pode pressionar o botão “liga/desliga” por alguns segundos até o sistema operacional desligar, por algumas vezes.

Em alguns casos, essa reinicialização abrupta do Windows 11 irá abrir o ambiente de recuperação para iniciar o modo de segurança do sistema.

Tem como tirar o Windows 11 do modo de segurança?

Sim, reiniciar o Windows 11 deve remover o modo de segurança do sistema operacional.

Caso persista, pressione “Windows + R” para abrir o utilitário “executar“, digite “msconfig” e dê enter. Em seguida, desative a opção “Inicialização segura“, ou selecione “inicialização normal“, para tirar o Windows 11 do modo de segurança.

Selecione a opção "Inicialização normal" ao executar o comando "msconfig" no Windows 11
Selecione a opção “Inicialização normal” ao executar o comando “msconfig” no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

14 de Maio de 2026, 10:18
Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
  • CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
  • recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.

A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.

Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.

Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.

É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.

Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.

Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.

Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.

Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?

De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.

Convém lembrar que outra promessa da Microsoft que envolve o Windows Update é uma nova configuração que permite ao usuário pausar facilmente as atualizações do Windows 11.

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

12 de Maio de 2026, 18:24
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou expansão da compatibilidade do AirDrop com aparelhos Android, permitindo troca de arquivos com iPhones e iPads de forma mais fácil;
  • mais aparelhos de marcas como Oppo, OnePlus, Samsung, Vivo, Xiaomi e Honor receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop em 2026;
  • Quick Share poderá ainda ser integrado a aplicativos de terceiros, como o WhatsApp, permitindo compartilhamento de arquivos sem conexão à internet, e também permitirá gerar QR Code para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

Entre as novidades que o Google anunciou nesta terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, está a expansão da compatibilidade de aparelhos Android com a tecnologia AirDrop, da Apple. Com isso, ficará cada vez mais fácil trocar arquivos com iPhones, iPads e afins.

Esse movimento começou no fim de 2025. Mas, até recentemente, apenas celulares da família Google Pixel suportavam essa integração. Depois, o suporte ao AirDrop chegou à linha Galaxy S26. Recentemente, o Oppo Find X9 Ultra e o Vivo X300 Ultra (ou Jovi X300 Ultra) também passaram a suportar a funcionalidade, só para citar mais alguns exemplos.

Faz sentido que mais aparelhos sejam beneficiados por esse recurso, até porque já está claro que essa integração realmente funciona. No lado do Android, a comunicação é feita via Quick Share; no lado da Apple, via AirDrop, obviamente.

Pois bem, o Google revelou que mais aparelhos receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop no decorrer de 2026. Os modelos ainda não foram especificados, mas correspondem a unidades de marcas como Oppo, OnePlus, Vivo (Jovi, no Brasil), Xiaomi e Honor. Mais smartphones da Samsung também serão contemplados, o que deve incluir linhas como Galaxy S25 e Galaxy S24.

Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quick Share em aplicativos

Um detalhe interessante é que o Quick Share também poderá ser integrado a aplicativos de terceiros (que não são mantidos pelo Google). O primeiro deles será o WhatsApp, embora ainda não haja prazo para essa implementação.

Com a integração, você poderá compartilhar arquivos com pessoas que estiverem perto de você usando o WhatsApp, com o envio sendo feito via Quick Share, de modo que não seja necessário ter uma conexão à internet para isso.

Também vale destacar que, a partir de hoje, você poderá gerar um QR Code no Quick Share de qualquer dispositivo Android compatível para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

O aparelho de destino deve fazer a leitura do código para que o arquivo seja baixado a partir das nuvens (esse procedimento, sim, exigirá conexão à internet), com o compartilhamento sendo protegido por criptografia de ponta a ponta.

Em tempo: o Google anunciou algumas novidades específicas para o Android 17. Entre elas, estão:

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

12 de Maio de 2026, 14:02
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou novos recursos para o Android 17 voltados à criação de conteúdo;
  • novidades incluem parceria com a Meta para melhorar publicação de fotos e vídeos no Instagram, a exemplo do modo Ultra HDR, que garante cores mais realistas nas postagens;
  • outra novidade é um recurso nativo para gravação de vídeos de reação.

O Android 17 está vindo aí e, como toda nova versão, promete uma série de novos recursos. Alguns deles, mostrados pelo Google no evento The Android Show: I/O Edition 2026, foram desenvolvidos para apoiar criadores de conteúdo: eles tornam o sistema mais amigável ao Instagram e facilitam a criação de vídeos de reações, por exemplo.

Comecemos pela função Screen Reactions (Reações de Tela). A ideia é facilitar a criação de vídeos de… reações. Estamos falando de vídeos em que a imagem da pessoa aparece em miniatura no canto inferior da tela enquanto o conteúdo principal é assistido por ela.

Para tanto, a nova funcionalidade consegue gravar o conteúdo que aparece na tela ao mesmo tempo em que a câmera frontal captura a imagem da pessoa, sem que seja necessário usar aplicativos de terceiros para sobrepor um conteúdo ao outro.

O vídeo resultante pode, então, ser publicado rapidamente nas redes sociais. Falando nisso…

Android 17 promete melhorar o conteúdo enviado ao Instagram

O que deve fazer diferença para a maioria dos usuários é a parceria que o Google fechou com a Meta. Por meio dela, ambas as companhias prometem facilitar a publicação de conteúdo no Instagram. E o mais importante: melhorar a qualidade de imagem desse conteúdo.

De acordo com o Google, isso será proporcionado por meio de recursos como:

  • Ultra HDR: permite que o conteúdo gerado no celular tenha cores mais vibrantes e realistas;
  • Estabilização de vídeo: ajuda a diminuir o tremor de vídeos feitos quando o usuário caminha, dança ou, como o próprio Google brinca, “está sob o efeito de muita cafeína”;
  • Night Shift: otimiza a captura de fotos durante a noite ou em ambientes com luminosidade reduzida.
Função Screen do Android 17
Função Screen do Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Repare que nada disso faz sentido se, durante o processamento do conteúdo no Instagram, houver redução da qualidade de imagem, certo? Pois bem, o Google garante que os processos de captura e upload foram otimizados para que o conteúdo continue nítido quando a publicação for feita.

Tem mais uma novidade para usuários da rede social da Meta: o Instagram Edits, aquele aplicativo criado para ser uma alternativa ao CapCut, contará com IA para aprimorar a resolução de fotos e imagens, bem como para facilitar a separação de faixas de áudio. Esses recursos serão exclusivos da versão do app para Android.

Será que tudo isso será suficiente para o Google acabar com a fama de que só o iPhone presta para conteúdo no Instagram? Talvez. Mas há um ponto de atenção aqui: o Google diz que a sua parceria com a Meta promete “trazer o melhor do Instagram para nossos dispositivos Android mais avançados“.

Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17
Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Outras novidades para “creators”

Entre as demais novidades para criadores de conteúdo está a chegada do Adobe Premiere ao Android para os próximos meses, embora o aplicativo não deva se limitar à versão 17 do sistema. “Com o Premiere, você terá acesso a modelos e efeitos exclusivos para criar e publicar YouTube Shorts”, afirma o Google.

Já para quem foca na criação de vídeos profissionais, o Google promete, também, ampliar o acesso ao codec Advanced Professional Video (APV), que é próprio para filmagens a partir de dispositivos móveis.

Desenvolvido em parceria com a Samsung, o APV já está disponível no Galaxy S26 Ultra e no Vivo X300 Ultra. A expansão permitirá o seu uso em outros dispositivos, mais precisamente, naqueles equipados com chips Snapdragon 8 Elite a serem lançados ainda em 2026.

A versão final do Android 17 está prevista para junho.

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

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Além de melhorar experiência do usuário com o Instagram, Android 17 também promete facilitar gravação de vídeos de reação.

Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

12 de Maio de 2026, 13:20
O Android Show começa às 14h (imagem: reprodução)
Resumo
  • O evento via internet “The Android Show” ocorre hoje às 14h, transmitido pelo YouTube e site do Android, apresentando novidades do ecossistema Android.
  • O evento deve destacar o Android 17, com refinamentos de interface, recursos para dispositivos Pixel e bloqueio de apps por biometria.
  • O Google também pode anunciar atualizações para vestíveis, como o Android XR para realidade estendida e Wear OS 7 para relógios.

O Google realiza nesta terça-feira (12/05) o The Android Show, evento dedicado às novidades do ecossistema Android. A apresentação acontece às 14h no horário de Brasília e será transmitida pelo canal oficial do Android no YouTube e pelo site do Android.

A empresa apresenta o evento uma semana antes da conferência principal, o Google I/O 2026, marcada para 19 e 20 de maio, na Califórnia, EUA. A ideia é separar os anúncios do Android de novidades mais complexas sobre IA, ferramentas para desenvolvedores e mais detalhes sobre plataformas, que devem aparecer no I/O.

Novidades para o Android 17

O Android 17, que teve beta liberada em fevereiro, deve ocupar boa parte do evento. Espera-se que o Google destaque:

  • Refinamentos de interface
  • Recursos específicos para alguns dispositivos, como celulares Pixel
  • Ajustes na tela de apps recentes
  • Suporte mais amplo a bolhas de aplicativos
  • Recurso nativo de bloqueio de apps por biometria.

Espera-se também mais recursos do Gemini, já que o mascote lembra a identidade visual da IA no próprio teaser do evento. As novidades, caso se confirmem, devem ser mais sobre as interações com o Gemini dentro do sistema, segundo o Phone Arena.

Atualizações para o ecossistema

Os vestíveis também podem ganhar atenção. A expectativa é que o evento traga novas informações sobre o Android XR, plataforma para dispositivos de realidade estendida, como óculos inteligentes e headsets.

Já para os relógios, é possível que vejamos algo sobre o futuro Wear OS 7, segundo o Tom’s Guide. O evento também pode mencionar Android Auto, smart home e outros formatos em que o Android já está presente. A lógica é mostrar o sistema como uma plataforma espalhada por relógios, carros, TVs, óculos e computadores.

Android em PCs: Aluminium OS pode aparecer

Captura de tela da interface Aluminium OS
Aluminium OS deve aparecer no evento (imagem: reprodução)

Falando em PCs, eles devem ganhar uma nova plataforma baseada em Android, integrando o sistema ao ChromeOS. O projeto apareceu hoje em um vazamento massivo com um vídeo de 16 minutos do sistema, e também dá mais força a outro rumor recente que indica uma possível versão da OneUI, da Samsung, para notebooks.

O novo sistema operacional apresentaria características clássicas de computadores, como barra inferior e gaveta de apps, janelas e multi-tarefas e otimização para telas grandes. A interface, ao menos na tela inicial, lembra bastante a do Windows 11, adaptada ao Material Design.

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

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Evento The Android Show antecipa novidades antes do Google I/O. Rumores sugerem atualizações para smartphones e vestíveis, além de novo sistema para PCs.

(imagem: reprodução)

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

11 de Maio de 2026, 14:33
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
  • Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
  • Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.

A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.

Como o recurso “acelera” o Windows 11?

A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.

O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.

Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.

A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.

TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.

We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31

— Windows Central (@WindowsCentral) May 8, 2026

Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.

Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.

“Apple faz isso e vocês adoram”

Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.

A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.

“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.

Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

11 de Maio de 2026, 10:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

  • motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

  • modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5
Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

1 de Maio de 2026, 11:48
Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Notebook da família Samsung Galaxy Book (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung estaria desenvolvendo notebooks da família Galaxy Book para rodar Android 17 em vez do Windows 11;
  • supostos novos notebooks teriam ainda interface One UI 9 e viriam em três modelos: um de entrada, um intermediário e um topo de linha;
  • Samsung não deve abandonar Windows, mas ampliar variedade de linhas de notebooks Galaxy; novos produtos podem ser lançados ainda em 2026.

Faz tempo que o Android conta com interfaces e recursos que permitem a sua execução em PCs. Parece que a Samsung está disposta a levar essa ideia mais a sério: há rumores de que a companhia lançará laptops da família Galaxy Book que rodam Android 17 em vez do Windows 11.

É o que conta o SamMobile, site especializado na marca coreana. O veículo afirma ter descoberto que a Samsung está desenvolvendo três notebooks que, além do Android 17, contarão com a futura interface One UI 9: um modelo de entrada, outro intermediário e o terceiro como topo de linha.

Não seria um ato de rebeldia contra a Microsoft ou algo nesse sentido, afinal, não há planos de abandonar o Windows. Os novos produtos viriam para ampliar a variedade de linhas de notebooks Galaxy que a Samsung mantém.

Nesse sentido, daria até para dizer que os laptops Galaxy Book com Android seriam a resposta da Samsung à linha MacBook Neo, da Apple.

Para a Samsung, a ideia pode trazer outro benefício. A companhia tem colocado a One UI em dispositivos que vão além de celulares e tablets, como TVs e smartwatches. Logo, levar a interface a notebooks pode ajudar a companhia a transformar a One UI em um ecossistema abrangente e, claro, exclusivo da marca.

Notebook branco Galaxy Book 5 Pro está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025. A tela exibe ícones coloridos, com um show em reprodução numa metade e, na outra, o site do Tecnoblog.
Galaxy Book 5 Pro, este com Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando a Samsung lançará notebooks com Android?

Ainda não há informação sobre datas, até porque os tais laptops Galaxy Book com Android não foram confirmados até o momento. Mas veja que os burburinhos falam em Android 17 e em One UI 9. Ambos estão previstos para serem liberados em meados do ano. Isso sugere que os novos notebooks da Samsung poderão ser lançados ainda em 2026.

Também não há informação sobre o hardware desses equipamentos. Mas, como estamos falando de Android, é provável que a Samsung recorra a chips Arm desenvolvidos originalmente para celulares e tablets ou que foram adaptados para notebooks.

Talvez vejamos um SoC Exynos (da própria Samsung) ou até um Qualcomm Snapdragon comandando essas máquinas.

Sobre a interface, o SamMobile cogita a possibilidade de ela ser baseada em uma versão aprimorada do Samsung DeX, aquele modo que “transforma” celulares ou tablets em PCs por meio da conexão de um monitor a esses dispositivos.

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Galaxy Book 5 Pro tem versões com tela de 14 polegadas e 16 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como mudar o nome do AirDrop no iPhone ou Mac

30 de Abril de 2026, 15:17
AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O AirDrop é uma tecnologia de compartilhamento de arquivos entre dispositivos Apple, e compatível com alguns aparelhos Android da linha Samsung Galaxy.

Para facilitar o processo de transferência de fotos ou vídeos, pode ser necessário alterar o nome de identificação do recurso, encontrando, assim, seu aparelho com mais facilidade no momento da conexão.

Basta acessar as configurações gerais do iOS ou macOS, selecionar a aba “Sobre” e trocar o nome vinculado ao dispositivo. Essa mudança também altera o nome em conexões Bluetooth, no Acesso Pessoal ou na identificação do dispositivo no iCloud.

Veja, a seguir, como trocar o nome do seu AirDrop e tire suas dúvidas sobre o recurso de compartilhamento da Apple.

Como mudar o nome do AirDrop no iPhone

1. Acesse as configurações gerais do iPhone

Para trocar o nome do AirDrop, você precisa acessar o menu de ajustes do seu iPhone. Em seguida, vá até “Geral” para encontrar todas as configurações do seu celular.

Acesse “Ajustes” no iPhone e vá até “Geral” para alterar o nome do AirDrop (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até “sobre” para trocar o nome do AirDrop

Selecione a opção “Sobre” para verificar as informações do seu iPhone. Toque em “Nome” para trocar a identificação pessoal do dispositivo.

Em “Sobre”, selecione a aba “Nome” para fazer a alteração dos dados (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Altere o nome do AirDrop e verifique se a alteração foi realizada

Escreva o novo nome do AirDrop e toque no ícone azul de “check” para concluir o processo. Verifique se as alterações foram realizadas na aba “Nome“. O tutorial é similar em todas as versões modernas do iOS.

Faça a troca do nome do AirDrop, conclua o processo e verifique se as alterações foram realizadas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O AirDrop é um sistema de transferência de arquivos que também está disponível no macOS. Veja abaixo como fazer a alteração no computador da Apple.

Como mudar o nome do AirDrop no Mac

1. Acesse a página de configurações do Mac

Para mudar o nome do AirDrop no Mac, é necessário acessar as configurações do dispositivo. Clique para abrir a página de ajustes do sistema operacional.

Acesse as configurações do macOS pelo ícone de ajustes (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até “Geral” no Mac para alterar o nome do AirDrop

No menu posicionado na lateral da página, escolha a opção “Geral” para acessar as configurações do Mac.

Selecione a opção “Geral” para acessar as configurações gerais do macOS (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Selecione a opção “Sobre” para abrir uma nova página

Abra a página “Sobre” para encontrar as informações sobre o Mac, incluindo o nome do dispositivo usado pelo AirDrop.

Vá até “sobre” para alterar o nome do AirDrop no Mac (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Altere o nome do AirDrop no macOS

Basta clicar no nome do dispositivo para mudar a identificação do AirDrop. O passo a passo é o mesmo em todas as versões modernas do macOS, incluindo distribuições de testes.

Clique no nome do dispositivo para alterá-lo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O que acontece ao mudar o nome do AirDrop?

Mudar o nome do AirDrop altera a o nome de identificação do seu aparelho. Dessa forma, outra nomenclatura será exibida durante a transferência de arquivos pelo recurso ou via Quick Share.

Além disso, a mudança de nome também altera a identificação do seu aparelho em conexões Bluetooth, no Acesso Pessoal, ao procurar a localização do seu iPhone ou Mac, e na identificação do dispositivo no iCloud.

Por que não consigo mudar o nome do AirDrop?

A mudança de nome do AirDrop pode não ser concluída pelos seguintes motivos:

  • Nome diferente em “Meu Cartão”: pode ser necessário alterar as suas configurações pessoais na página de contatos do dispositivo. Para isso, vá até “Contatos” e toque em “Meu Cartão“. Altere seu nome na seção “Editar” e verifique se as alterações foram realizadas; pode ser necessário ativar o compartilhamento de nome e foto na seção, segundo relatos de usuários no Reddit.
  • Falta de reinicialização do sistema: em alguns casos, pode ser necessário reiniciar o iPhone ou Mac para que as alterações de nome do AirDrop tenham efeito;
  • Tempo de alteração nos servidores da Apple: a mudança de nome do AirDrop pode levar um tempo para surtir efeito devido à lentidão nos servidores usados pela Apple. Nesse caso, aguarde alguns instantes e verifique se a mudança foi realizada.

Como mudar o nome do AirDrop no iPhone ou Mac

AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

29 de Abril de 2026, 18:07
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;

  • nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;

  • Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.

A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.

Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)

Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:

  • mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
  • função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
  • visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.

Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 KDE Plasma Desktop

Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.

Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.

É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.

O que mais há de novo no Fedora Linux 44?

Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.

Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.

Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.

Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.

Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Fedora Linux 44?

O Fedora 44 pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a versão Workstation para usar o Gnome ou a versão KDE Plasma Desktop para contar com esse ambiente.

Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.

Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

29 de Abril de 2026, 15:23
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation 5 dAgora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é) (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • especialista em segurança Andy Nguyen liberou ferramentas para rodar o Ubuntu 24.04 no PS5;

  • procedimento exige firmwares específicos (3.00 a 4.51) e uso de payload;

  • Nguyen fez demonstração do Linux no PS5 rodando GTA 5 Enhanced com ray tracing.

A Sony não lançou e, provavelmente, nunca lançará uma distribuição Linux para o PlayStation 5. Mas isso não impede que a “comunidade” assuma essa missão. É o caso do especialista em segurança Andy Nguyen: ele conseguiu fazer o Ubuntu rodar no PS5 e liberou as ferramentas necessárias para isso.

Por que alguém rodaria o Linux no console da Sony? Há vários motivos, entre eles, “hackear o sistema” (tanto no sentido literal quanto no figurado) e, principalmente, fazer o PS5 rodar jogos que não estão disponíveis oficialmente para a plataforma.

Para executar a façanha, é necessário usar um PlayStation 5 com disco e que tenha firmware em uma das seguintes versões: 3.00, 3.10, 3.20, 3.21, 4.00, 4.02, 4.03, 4.50 ou 4.51. Firmwares mais antigos ou posteriores poderão contar com suporte em algum momento, mas isso não é garantido.

O procedimento começa com o uso de um payload (basicamente, um código que explora vulnerabilidades) e um script que gera a imagem inicializável de uma implementação do Ubuntu 24.04.

Que fique claro que a instalação não é fácil. O processo requer o uso de uma ferramenta de jailbreak (umtx2) para que o payload seja ativado, só para você ter ideia. E ainda é necessário recorrer a ferramentas para a execução a partir de SSDs M.2 ou para o usuário ter acesso aos controles das ventoinhas.

Os passos necessários são descritos na página do projeto no GitHub.

Ubuntu Linux rodando no PS5
Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Como é o comportamento da distribuição Linux no PS5?

Incrivelmente completa para um projeto em fase inicial. Os gráficos são executados de modo satisfatório, embora a taxa de atualização de saída esteja limitada a 60 Hz nas resoluções 1080p, 1440p e 4K, no momento.

Além disso, é possível configurar o uso da memória de vídeo (VRAM) e, como já destacado, controlar as ventoinhas do PS5. Também há ferramentas para ajustes das frequências de CPU e GPU, bem como acesso a todas as portas USB disponíveis.

Como mostra a postagem no X logo abaixo, Andy Nguyen fez uma demonstração do Linux no PS5 executando o jogo GTA 5 Enhanced com ray tracing ativado.

I ported Linux to the PS5 and turned it into a Steam Machine. Running GTA 5 Enhanced with Ray Tracing. 🤯 pic.twitter.com/aMbT0PQ1dS

— Andy Nguyen (@theflow0) March 6, 2026

Mas, na atual fase, o projeto tem uma limitação importante: o Ubuntu roda como um “soft mod”, isto é, não oferece uma instalação permanente. Isso significa que os procedimentos anteriores precisam ser executados sempre que você quiser rodar o Linux no PlayStation 5. O lado positivo disso é que o sistema nativo do console não é afetado pela distribuição.

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

29 de Abril de 2026, 12:37
Código do 86-DOS original, em papel
Código do 86-DOS original, em papel (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00, sistemas operacionais que precederam o MS-DOS;
  • 86-DOS, criado por Tim Paterson em 1980, foi adquirido pela Microsoft em 1981 e adaptado para se tornar o MS-DOS;
  • liberação do código-fonte permite que desenvolvedores e entusiastas estudem e preservem a história de dois sistemas operacionais marcantes.

A última terça-feira (28/04) marcou o aniversário de 45 anos do 86-DOS 1.00, o sistema operacional que preparou o terreno para a chegada do popular MS-DOS. A Microsoft decidiu comemorar a data de uma forma peculiar: abrindo o código-fonte tanto do 86-DOS 1.00 quanto do PC-DOS 1.00.

Peculiar, mas não inédita. Talvez você se lembre que, dois anos atrás, a Microsoft liberou o código-fonte do MS-DOS 4.0 sob uma licença aberta MIT.

Agora, a companhia repete esse gesto. Stacey Haffner e Scott Hanselman, dois executivos da Microsoft, explicam que a liberação inclui “o código-fonte do kernel do 86-DOS 1.00, vários snapshots de desenvolvimento do kernel do PC-DOS 1.00 e alguns utilitários conhecidos, como o CHKDSK”.

Mas o que é 86-DOS e PC-DOS?

86-DOS é o nome de um sistema operacional baseado em linha de comando criado por Tim Paterson. A primeira versão oficial foi lançada em 1981. Originalmente, o projeto era batizado como QDOS (Quick and Dirty Operating System), mas mudou para 86-DOS em alusão ao processador Intel 8086, relativamente popular na época.

Ainda em 1981, a Microsoft comprou os direitos do 86-DOS e adaptou o sistema para o que, mais tarde, ficou conhecido como MS-DOS. Nesse período, a companhia fechou um acordo para fornecer um sistema operacional para o IBM PC, computador lançado no mesmo ano.

A versão fornecida para a IBM era chamada de PC-DOS. Já a versão do sistema que a Microsoft licenciava para outras empresas foi batizada como MS-DOS. Assim, podemos dizer que o 86-DOS é o “pai” de ambos os sistemas operacionais.

IBM PC rodando o PC-DOS
IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Por que a abertura do código do 86-DOS e do PC-DOS é importante?

Por várias razões. Para começar, a liberação do código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00 permite que desenvolvedores e entusiastas estudem as entranhas de dois sistemas que marcaram a história da computação pessoal.

Falando em história, a decisão da Microsoft também contribui para a preservação desses sistemas.

Levemos em conta também que a liberação mais recente passa a integrar um “pacote”: cerca de dez anos antes de liberar o código do MS-DOS 4.0, a companhia havia feito o mesmo com os códigos-fonte do MS-DOS 1.25 e do MS-DOS 2.0.

Os códigos relacionados ao 86-DOS 1.00 e ao PC-DOS 1.00 estão disponíveis no GitHub, novamente sob licença MIT.

É interessante o comentário que Hanselman fez sobre o anúncio:

O código-fonte mais antigo do DOS foi encontrado em papel de impressora na garagem de Tim Paterson, então o disponibilizamos como código aberto no 45º aniversário do 86-DOS 1.00! Isso é arqueologia de software de última geração para preservação e pura curiosidade.

Scott Hanselman, VP e membro da equipe técnica da Microsoft/GitHub

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

27 de Abril de 2026, 11:05
Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 permitirá escolher um período específico para pausar as atualizações do sistema operacional;

  • pausas no Windows Update poderão durar até 35 dias, mas serem renovadas após esse prazo;
  • outros ajustes no Windows Update permitem pular downloads durante a instalação do Windows 11 e garantem botões de desligamento e reinicialização sem atualização obrigatória.

Quem já passou pela experiência de ter que aguardar uma atualização do Windows 11 ser concluída antes de uma jogatina ou reunião online sabe o quão frustrante isso é. Felizmente, a Microsoft começou a liberar um recurso que permite agendar pausas no Windows Update para prevenir situações como essas.

Em março, a Microsoft fez uma série de promessas para melhorar a experiência de uso do Windows 11, entre elas, a de permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações do sistema operacional. É o que estamos vendo aqui.

A mudança mais recente permite que você escolha uma data para as atualizações do Windows Update serem pausadas. Isso significa que, até que a data chegue, as atualizações do sistema operacional não serão aplicadas. Isso permitirá que você evite que o Windows 11 seja atualizado durante um período de viagem, por exemplo.

É possível escolher uma data com até 35 dias à frente. Porém, se essa quantidade de dias não for suficiente, você poderá renovar o período de pausa, novamente com limite de até 35 dias.

Na abordagem atual, só é possível pausar atualizações por períodos que vão de uma a cinco semanas, mas sem especificação de data ou possibilidade de renovar a paralisação.

A renovação poderá ser feita indefinidamente, mas é prudente não abusar desse recurso para o sistema operacional não deixar de receber atualizações de segurança e recursos importantes.

Programando pausas no Windows Update do Windows 11
Programando pausas no Windows Update do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A Microsoft anunciou mais novidades sobre o Windows Update?

Sim. Outra novidade é a confirmação do recurso que permite que você pule o download de atualizações durante a instalação do Windows 11. Com isso, o tempo de duração do procedimento, que pode superar uma hora, tende a cair drasticamente.

A Microsoft também prometeu assegurar que os botões “Desligar” e “Reiniciar” apareçam no Menu Iniciar quando houver atualizações pendentes de reinicialização para serem instaladas.

Na abordagem atual, essas circunstâncias fazem os botões “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar” aparecerem com prioridade. O problema é que a reinicialização que instala as atualizações pode ser demorada. Então, se o usuário escolher “Desligar” ou “Reiniciar”, a atualização não será efetuada naquele momento.

Por fim, a Microsoft prometeu:

  • dar descrições mais claras sobre as atualizações disponíveis para Windows 11;
  • agrupar atualizações para que o usuário seja interrompido menos vezes quando elas surgirem;
  • reduzir o tempo de atualização e implementar mecanismos de recuperação automática em caso de falha durante o procedimento para garantir a segurança do sistema.
Botões Desligar e Reiniciar do Windows 11
Botões Desligar e Reiniciar estão garantidos (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando as novidades do Windows Update serão liberadas?

Os incrementos do Windows Update começaram a ser liberados para usuários que participam do programa de testes Windows Insider, especificamente nos canais Dev e Experimental (novo, substituirá os canais Dev e Canary).

Ainda não há data definida para os novos recursos chegarem à versão final do Windows 11, mas isso deve ser feito no decorrer dos próximos meses.

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

22 de Abril de 2026, 11:26
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;

  • atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;

  • parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.

A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.

Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.

Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.

Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.

Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.

Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?

Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).

Já o aprimoramento da área Configurações está no canal Dev, portanto, deve levar um pouco mais de tempo para ser liberado massivamente. Mas não muito: vale relembrar que a Microsoft pretende melhorar diversos parâmetros do Windows 11 até o fim de 2026; isso também deve valer para parâmetros de desempenho.

Ainda no que diz respeito às mudanças mais recentes, também podemos esperar por:

  • ajustes de desempenho no histórico da Área de Transferência (Windows + V);
  • interface otimizada no gerenciamento de discos e volumes da área Configurações;
  • Windows Hello que não atrasa o reconhecimento da impressão digital após o computador sair do estado de suspensão;
  • digitação aprimorada no painel de emojis (Windows + .).

Bônus: também pode esperar por mais mudanças no Menu Iniciar do Windows 11, embora não necessariamente ligadas ao desempenho.

Se essas e as demais alterações serão suficientes para diminuir as queixas relacionadas ao Windows 11, é cedo para dizer. Mas fiquemos de olho.

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

20 de Abril de 2026, 16:22
Novo Menu Iniciar do Windows 11
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
  • Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
  • componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.

Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.

Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.

Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.

Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.

As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.

As quatro áreas do novo Menu Iniciar
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?

Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.

Entre as demais novidades estará o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11, vale relembrar.

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As quatro áreas do novo Menu Iniciar (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

23 de Abril de 2026, 18:06
Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon"
Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” é uma versão LTS com suporte garantido pela Canonical até abril de 2031;

  • sistema operacional introduz ambiente de desktop Gnome 50 e já vem com o kernel Linux 7.0;

  • Entre as mudanças visuais, pastas voltam a ser alaranjadas; Showtime assume como reprodutor de mídia oficial e há um novo visualizador de documentos.

Preservando a tradição, a Canonical reservou este mês de abril para o anúncio oficial de uma nova versão de sua distribuição Linux. O Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” chega como uma edição com suporte de longo prazo (LTS) e tem o ambiente de desktop Gnome 50 como principal novidade.

Principal, mas não a única. Para começar, sendo esta uma versão LTS (Long Term Support), o seu suporte está garantido por pelo menos cinco anos, isto é, até abril de 2031.

Mas, neste momento, o que mais nos interessa são os recursos funcionais. Pois bem, você conhecerá os atributos mais importantes da nova versão a seguir. Os detalhes exibidos aqui foram baseados na versão beta, mas valem para a versão final, liberada oficialmente nesta quinta-feira (23/04)*.

Gnome 50 rodando no Wayland

O Ubuntu 26.04 traz o Gnome 50 como ambiente de desktop padrão. Anunciada em março, essa versão traz novos recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual), controles parentais inéditos e melhorias em aplicativos ou recursos nativos.

Um exemplo: agora é possível configurar mais facilmente aplicativos para inicializarem automaticamente após o login. Outro: o Gnome 50 traz um visualizador de documentos em PDF e outros formatos chamado Papers no lugar do Evince. Entre os seus recursos está a adição mais prática de anotações, que incluem não somente textos, como também marcas e linhas.

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04
O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro detalhe interessante tem relação com o desempenho. O Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland que, por ser mais moderno que o antigo X11/X.Org, pode oferecer mais fluidez em animações, suporte avançado a tecnologias atuais, como VRR, além de segurança aprimorada. O mecanismo gráfico X.Org deixou de ser usado, definitivamente.

Recursos específicos do Ubuntu 26.04

Sobre características implementadas no Gnome especificamente para o Ubuntu 26.10, a barra lateral à esquerda continua lá. A Ubuntu Dock, como é chamada, agora tem fundo opaco, não oferecendo mais efeito translúcido.

Como sempre, também há um novo pacote de papéis de parede, o que inclui a imagem padrão que faz referência ao codinome da nova versão do sistema operacional.

Outra mudança notável está no Showtime assumindo a função de reprodutor de mídia padrão do sistema. O player tem um visual minimalista que, como tal, torna seu uso mais fácil e tende a contribuir com o fator estabilidade. O Showtime foi introduzido no Gnome 49, mas somente agora virou padrão no Ubuntu.

Não há outras grandes novidades sobre os aspectos visuais, porém, quem tem um olhar mais atento vai notar que as pastas deixaram de ser predominantemente cinzas e voltaram a ser alaranjadas. Quem não curtir essa mudança pode alterar os padrões de cores nas configurações do sistema.

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04
Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outra novidade — ou “não novidade” — é a remoção da ferramenta Programas e Atualizações, que permitia atualizar softwares e recursos como drivers, mas já é considerada obsoleta e insegura pelos desenvolvedores do Ubuntu. Ainda é possível usar esse utilitário, mas só se você o instalar manualmente.

Já o Centro de Aplicativos (App Center), que é o gerenciador de softwares oficial da distribuição, agora lida oficialmente com pacotes Debian (.deb), e não apenas com os Snaps.

Isso pode agradar aos usuários que preferem trabalhar diretamente com pacotes .deb, seguindo a dinâmica tradicional. Os Snaps, vale dizer, são uma implementação da própria Canonical que têm a vantagem de englobar as dependências de cada app, mas podem ser mais pesados ou ter inicialização mais lenta, entre outras possíveis desvantagens.

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb
App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais há de interessante no Ubuntu 26.04?

Entre as demais características de destaque do Ubuntu 26.04 estão:

  • kernel Linux 7.0: a distribuição é baseada na versão mais recente do kernel, que traz gerenciamento de swap melhorado, aprimoramentos em sistemas de arquivos, mais compatibilidade com chips Intel e AMD, entre outros;
  • sudo com asteriscos: agora você pode configurar o sudo para exibir asteriscos na digitação de senha (por padrão, a ferramenta não exibe nada durante esse procedimento);
  • drivers gráficos: mais recentes, os drivers Nvidia 590 e Mesa 26.0.2 (abertos) também estão aqui;
  • ROCm para GPUs AMD: essa é uma plataforma de código aberto da AMD que permite que chips gráficos da marca sejam usados para tarefas de IA, aprendizado de máquina e afins; ela está mais bem integrada ao Ubuntu;
  • ajustes de segurança: há vários novos recursos para esse aspecto, como criptografia de disco com suporte a TPM (antes, esse recurso era experimental) e criptografia pós-quântica ativada por padrão;
  • softwares atualizados: como não poderia deixar de ser, a nova versão também traz um conjunto atualizado de aplicativos, que incluem LibreOffice 26.2, Thunderbird 140 e Firefox 149/150.
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”?

A versão final do Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” pode ser baixada a partir do site oficial. Ali, basta escolher a opção de desktop e usar uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Se você não simpatiza com o Gnome, saiba que é possível recorrer aos outros “sabores” do Ubuntu (versões baseadas em ambientes de desktop diferentes). Vale ressaltar, porém, que o Ubuntu Mate e o Ubuntu Unity não devem ter suporte de longo prazo.

Um último detalhe: o Ubuntu 26.04 exige um pouco mais de RAM nos requisitos mínimos.

*Texto publicado originalmente em 17 de abril de 2026.

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apple vai corrigir mudança que impediu usuário de usar seu próprio iPhone

17 de Abril de 2026, 13:47
iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone ficou inacessível sem o caractere especial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple trabalha em correção de mudança no teclado do iOS que impediu um usuário de digitar a senha de desbloqueio do iPhone.
  • O caso envolve o estudante Connor Byrne, que usou uma senha alfanumérica com o caractere caron (ˇ), removido do teclado tcheco na atualização do iOS 26.
  • Byrne disse, em entrevista, que pretende trocar o iPhone por um Android.

A Apple está trabalhando em uma correção para a mudança no teclado que impediu um usuário de digitar sua senha e, com isso, poder usar seu iPhone.

As informações foram obtidas pelo site The Register e são um desdobramento do caso do estudante Connor Byrne, que teve repercussão durante a semana. O conserto deve vir em uma futura atualização do iOS, mas ainda não se sabe como isso se dará na prática.

O que aconteceu com a senha do iPhone?

Celular exibe a tela da troca de senha do iPhone
PIN é a forma mais simples de senha (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Byrne usava uma senha alfanumérica (com letras, números e caracteres especiais) para desbloquear seu iPhone. Essa é uma opção menos conhecida de usuários do iOS, que geralmente preferem PINs (senhas numéricas) de quatro ou seis dígitos. As senhas alfanuméricas são mais seguras.

O estudante foi além e incluiu um caractere especial pouco comum na sua combinação: o caron ou háček, que é uma espécie de acento circunflexo invertido (ˇ).

O caron é usado em línguas bálticas e eslavas. Ele estava presente no teclado tcheco do iOS, mas foi removido na atualização para o iOS 26. Ainda é possível digitar letras com o sinal (“ě”, por exemplo), mas não o acento sozinho.

Byrne, então, deixou de ter como digitar sua senha e ficou sem acesso a fotos e arquivos, além de não poder usar o aparelho.

No Reddit, outras pessoas relataram problemas semelhantes: um usuário disse que não conseguiu mais digitar sua senha em um iPad depois do iPadOS 15, problema que só teria uma correção no iPadOS 17. O tablet, porém, não tinha suporte à atualização.

Estudante vai trocar iPhone por Android

Em entrevista ao Register, Byrne disse ter sentimentos contraditórios sobre a informação: estava impressionado por um conserto estar a caminho nove dias após o relato, mas também estava incrédulo que a mudança havia sido aprovada.

O estudante também revelou que, mesmo com o reparo, vai trocar de aparelho e comprar um com Android, em busca de câmeras melhores.

Com informações do Register

Apple vai corrigir mudança que impediu usuário de usar seu próprio iPhone

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Veja o passo a passo para criar uma nova senha para o iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

16 de Abril de 2026, 16:47
Zorin OS 18
Versão 18.1 aprimora alguns aspectos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18.1 continua focado em usuários do Windows, oferecendo suporte aprimorado para rodar ou substituir apps para o sistema da Microsoft;

  • nova versão inclui softwares recentes, como LibreOffice 26.2, é baseada no Ubuntu 25.10 e utiliza kernel Linux 6.17;

  • projeto traz de volta edição Lite, voltada para PCs antigos, e mantém versões Core (gratuita) e Pro (paga).

Uma das distribuições Linux que mais conquistaram usuários após o fim do suporte ao Windows 10 acaba de ganhar uma nova versão: o Zorin OS 18.1 refina a compatibilidade com aplicativos para Windows, aprimora a usabilidade da área de trabalho e traz softwares atualizados.

Como a numeração sugere, esta não é uma versão totalmente nova da distribuição, mas uma atualização do Zorin OS 18, lançado em outubro de 2025, justamente no dia em que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10. De lá para cá, a distribuição já acumula 3,3 milhões de downloads.

Pelo menos até certo ponto, o projeto tem a proposta de atrair usuários acostumados com o sistema operacional da Microsoft, mas que não querem ou não podem usar o Windows 11. Está aí uma das razões para o Zorin OS suportar softwares para Windows, algo que é feito por meio da incorporação do Wine à distribuição.

De modo complementar a essa abordagem, o Zorin OS 18.1 passa a reconhecer mais de 240 aplicativos para Windows. Essa dinâmica funciona assim: ao tentar instalar um app para Windows incluído nessa lista, o Zorin OS te direcionará à loja de aplicativos da plataforma para que você possa instalar uma versão do mesmo software, mas disponível para Linux.

Caso você tente instalar um aplicativo exclusivo para Windows, a distribuição recomendará alternativas que têm versão para Linux. Por exemplo: o Evolution Mail será sugerido se você tentar instalar o Microsoft Outlook.

Sobre a área de trabalho, que é baseada em uma versão bastante modificada do ambiente Gnome, os modos de organização de janelas da distribuição chamam a atenção pela variedade de configurações possíveis.

Esse recurso recebeu alguns incrementos. Por exemplo, agora pode você mudar a ordem dos layouts personalizados para aplicativos organizados em mosaico. Ou fazer todas as janelas que estão dentro de um layout de mosaico aparecerem juntas em primeiro plano.

Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex
Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex (imagem: reprodução/Zorin)

O que mais há de novo no Zorin OS 18.1?

O Zorin OS 18.1 também atualiza os softwares que compõem a distribuição. Nesse sentido, o destaque vai para a presença do LibreOffice 26.2, a versão mais recente do pacote de escritório.

Além disso, a novidade é baseada na versão mais recente do Ubuntu 25.10 e, como tal, traz o kernel Linux 6.17, que melhora o suporte a chips gráficos Nvidia e Intel, entre outros avanços.

Um detalhe que não pode passar despercebido é que o Zorin OS 18.1 traz de volta a versão “Lite”, uma opção mais leve da distribuição que, sendo assim, é indicada para computadores antigos ou com poucos recursos de hardware.

O Zorin OS 18.1 roda o ambiente de desktop Xfce 4.20, traz um gerenciador de arquivos redesenhado, suporta leitor de impressões digitais, entre outros atributos.

Zorin OS 18.1 Lite
Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Como obter o Zorin OS 18.1?

Para quem já usa o Zorin OS 18, basta acessar a função de atualização de software para que o próprio sistema se atualize para a versão 18.1.

Já para quem pretende fazer uma instalação nova, basta acessar a página de downloads do Zorin OS e usar um software como o Rufus para gerar um pendrive de instalação.

Na página de download, você deve baixar o Zorin OS 18.1 Core se não quiser pagar nada pelo sistema operacional. A versão Pro oferece mais recursos, como suporte avançado e mais opções de personalização, mas é paga.

Por fim, o Zorin OS 18.1 Lite pode ser baixado aqui.

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

7 de Abril de 2026, 11:17
O clássico Painel de Controle no Windows 11
O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft trabalha na migração de controles antigos do Painel de Controle para o moderno aplicativo Configurações do Windows 11;
  • March Rogers, da Microsoft, afirmou que processo exige cuidado por causa da compatibilidade com dispositivos e drivers de rede e de impressora;
  • Microsoft não informou prazo para concluir a migração ou, eventualmente, descontinuar o Painel de Controle.

Chega a ser engraçado. O Windows 11 tem uma interface moderna, mas alguns de seus componentes preservam o visual das versões anteriores do sistema operacional por serem herdados, por assim dizer. É o caso do Painel de Controle que, de tão antigo, tende a deixar de existir.

Pelo menos é o que March Rogers, diretor de design na Microsoft, deu a entender. Em declarações recentes no X, o executivo explicou que a companhia está fortemente focada em melhorar a qualidade de design do sistema. Parte desses esforços já será visível nas atualizações de abril do Windows 11 para participantes do programa de testes Windows Insider.

Foi quando um usuário comentou que o Painel de Controle é melhor do que a função Configurações do Windows 11 para ajustes de rede e sugeriu que esse aspecto seja melhorado. Ele também destacou que, mesmo na área Configurações, o acesso às propriedades de impressoras ainda leva ao Painel de Controle, o que é um contrassenso.

Rogers respondeu:

Nós estamos trabalhando na migração de todos os controles antigos do Painel de Controle para os modernos aplicativos de Configurações. Estamos fazendo isso com cuidado, pois há muitos dispositivos e drivers de rede e impressora diferentes que precisamos garantir que não sejam afetados durante o processo.

March Rogers, diretor parceiro de design da Microsoft

Embora Rogers não tenha afirmado que o Painel de Controle será descontinuado, a migração de seus recursos para a função Configurações dá abertura para isso.

Quando a migração for concluída, é possível que a Microsoft mantenha o Painel de Controle no sistema para atender a usuários acostumados com essa área. Por outro lado, a permanência de recursos obsoletos pode aumentar os custos ou o tempo de manutenção do sistema ou, em situações extremas, elevar os riscos de vulnerabilidades.

Área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a área Configurações será aprimorada?

Nenhum prazo foi dado. Como Rogers enfatizou, os aprimoramentos do Windows 11 estão sendo implementados com cuidado para prevenir intercorrências, e isso pode exigir algum tempo.

Porém, a Microsoft prometeu uma série de ajustes e novidades para o sistema no decorrer de 2026, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11. Talvez a área Configurações seja incluída nesses ajustes.

Coincidência ou não, o discurso de March Rogers condiz com outro plano recente da Microsoft: o de criar aplicativos 100% nativos para o Windows 11, isto é, que não dependam de interface web.

No fim das contas, parece que o Windows 11 está caminhando para um cenário promissor. Mas, por ora, apenas parece.

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

6 de Abril de 2026, 16:20
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft instalará Windows 11 25H2 de forma automática em PCs com versão 24H2;
  • companhia usará “distribuição inteligente”, com aprendizado de máquina, para liberar a atualização em PCs considerados aptos;
  • Windows 11 24H2 perderá suporte em 13 de outubro de 2026; versão 25H2 será exigida para continuar recebendo atualizações de segurança.

Usa o Windows 11? Então digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas. Se a janela que abrir mostrar que o sistema operacional está com a versão 24H2 instalada, prepare-se: a versão 25H2 será instalada em seu computador em breve, obrigatoriamente.

Bom, quase obrigatoriamente. De acordo com a Microsoft, a atualização será aplicada seguindo um processo de “distribuição inteligente”, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada computador desatualizado está apto ou não a receber a versão 25H2.

O processo tende a seguir adiante se essa checagem concluir que os riscos de falha no sistema operacional após a atualização são baixos. Estando tudo ok, a atualização será aplicada sem que o usuário tenha que executar alguma ação para isso.

Por que a Microsoft vai forçar a atualização para o Windows 11 25H2?

A documentação da Microsoft dá a entender que essa é uma medida de segurança. Isso porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela companhia em 13 de outubro de 2026, o que significa que essa versão não receberá mais updates de segurança. Para continuar recebendo as atualizações, é necessário migrar para a versão 25H2.

Como já dito, a atualização será aplicada de modo automático, embora esse processo siga uma dinâmica progressiva. Por conta dessa abordagem, alguns PCs receberão a atualização antes do que outros. Mas a intenção da Microsoft é a de que todas as máquinas aptas para a versão 25H2 a recebam antes de outubro.

Quem quiser acelerar esse processo pode fazê-lo indo em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Posso impedir a instalação da versão 25H2?

Você pode adiar a instalação do pacote. Para isso, no Windows Update, vá em “Pausar atualizações”. Ali, escolha o período de pausa (de uma a cinco semanas).

Normalmente, não é recomendável ignorar a atualização para não deixar o sistema suscetível a vulnerabilidades em momentos futuros. Mas o adiamento pode ser uma opção para quem está preocupado com o histórico de problemas com atualizações do Windows 11.

Leve em conta, porém, que a atualização automática é válida para licenças individuais do Windows 11 Home ou não administradas do Windows 11 Pro. Já as licenças para organizações podem seguir dinâmicas diferentes, que são determinadas por departamentos de TI, por exemplo.

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

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Atualização para o Windows 11 25H2 será instalada automaticamente em computadores que ainda rodam a versão 24H2 do sistema.

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

6 de Abril de 2026, 15:21
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

6 de Abril de 2026, 10:53
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • kernel Linux deve iniciar remoção do suporte aos chips i486 na versão 7.1;
  • suporte ao i486 gera código legado e rotinas de emulação x86-32 para CPUs 32 bits antigas, o que consome tempo de manutenção;
  • Linux já encerrou suporte a chips i386 em 2012 por motivo semelhante.

Introduzidos no final dos anos 1980 e popularizados na década seguinte, os processadores i486 deverão deixar de ser suportados pelo kernel Linux. Desenvolvedores do projeto já se movimentam para que as linhas de código referentes a esses chips deixem de existir. Entre eles está Linus Torvalds.

O motivo: os chips i486 são muito antigos e, consequentemente, são pouco utilizados atualmente. Sobre isso, há cerca de um ano, Torvalds chegou a comentar:

Eu realmente tenho a sensação de que é hora de deixar o suporte ao i486 para trás.

Não há nenhuma razão real para alguém desperdiçar um segundo de esforço de desenvolvimento com esse tipo de problema.

Linus Torvalds

A qual problema Torvalds se refere? Também no ano passado, Ingo Molnar, outro importante desenvolvedor do projeto, explicou o porquê de o suporte a chips i486 ser complicado no Linux:

Na arquitetura x86, nós temos vários recursos complexos de emulação de hardware em x86-32 para suportar CPUs antigas de 32 bits que pouquíssimas pessoas usam com kernels modernos.

Essa compatibilidade às vezes causa problemas que as pessoas gastam tempo para resolver, tempo este que poderia ser gasto em outras atividades.

Ingo Molnar

Faz sentido. Código pouco usado em um projeto tão importante e complexo como o Linux exige esforços de manutenção, adaptação e até otimização para que o kernel não fique “inchado” ou tenha problemas de desempenho. Convém direcionar esforços para aquilo que tem mais prioridade.

Em tempo, o nome i486 faz referência à linha de processadores 80486 (ou somente 486) de 32 bits que a Intel lançou no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. Também houve alternativas oferecidas pela concorrência, a exemplo dos chips Am486, da AMD.

Não seria um movimento inédito. Basta nos lembrarmos de que, em 2012, o kernel Linux perdeu suporte aos chips i386, que antecederam os processadores i486, por razões parecidas.

Processador Intel 486 DX
Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Quando o suporte a i486 deixará de existir no Linux?

Linus Torvalds e sua turma trabalham atualmente no kernel Linux 7.0, versão que pode ser anunciada oficialmente já no próximo fim de semana. Porém, o Phoronix observou que uma alteração de código que dá início à remoção do suporte a i486 foi inserida recentemente em uma ramificação relacionada ao kernel 7.1.

Isso significa que a versão seguinte ao Linux 7.0 é que deve dar início ao processo de aposentadoria dos chips 486 na plataforma. Mas não pense que esta será uma decisão tomada às pressas: discussões sobre o fim do suporte a chips i486 no Linux existem pelo menos desde 2022.

Quem tem um PC 486 em atividade não ficará desamparado, porém. Neste caso, a solução é recorrer a uma distribuição Linux com uma versão anterior do kernel e que, como tal, mantém suporte a esse tipo de processador.

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

3 de Abril de 2026, 16:13
Ilustração mostra o logotipo do Microsoft Edge ao centro, nas cores azul e verde, em gradiente. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Edge é o navegador oficial da Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está testando a abertura automática do Edge ao iniciar o Windows 11, ativada por padrão.
  • Nos testes, o Edge abriu automaticamente mesmo quando o Google Chrome estava marcado como navegador padrão.
  • Tudo indica que o teste está sendo realizado com uma pequena parcela de usuários e pode não chegar à versão estável.

Há poucos dias, a Microsoft revelou um plano para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Pois bem, no caso do Edge, a abordagem pode ser um pouco diferente: a companhia está testando a abertura automática do navegador sempre que o sistema é iniciado.

Não é o primeiro aplicativo a adotar esse comportamento no Windows. O que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos apps — que pedem autorização prévia para iniciar com o sistema —, a função já viria ativada por padrão, cabendo ao usuário desativá-la.

O pessoal do Windows Central visualizou a “novidade”. Um banner aparece no topo informando que o Edge “agora é iniciado quando você entra no Windows”. 

Captura de tela mostra um recurso em versão beta no navegador Microsoft Edge
Banner no topo do navegador avisa que o Edge abrirá sozinho (imagem: reprodução/Windows Central)

De acordo com o portal, tudo indica que o teste tem sido feito com uma parcela pequena de usuários. E, como é apenas um beta, pode ser que não chegue à versão estável do browser.

Vale citar que, por padrão, o Windows já pré-carrega o Edge em segundo plano para iniciar mais rápido. Hoje, é possível configurar o navegador para inicializar com o sistema, mas isso ainda é opcional.

Edge abre mesmo sem ser navegador padrão

Nos testes, o comportamento do Edge se manteve mesmo com o Google Chrome marcado como navegador padrão. Resta aguardar para ver se a Microsoft manterá a mudança.

Também não custa lembrar que a empresa vem integrando cada vez mais o Edge ao Copilot — o que, na prática, pode transformar essa abertura automática em mais uma porta de entrada para a IA.

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Microsoft Edge (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

3 de Abril de 2026, 10:12
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • engenheiro da Microsoft divulgou vídeo, já apagado, mostrando Barra de Tarefas móvel do Windows 11;
  • como previsto, Barra de Tarefas móvel permitirá movimentação para a esquerda, direita, topo ou inferior;
  • não há data prevista de liberação, mas espera-se que novidade até o fim de 2026.

Depois de muitas críticas de usuários, a Microsoft prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11. Mas deve demorar para essa novidade chegar, certo? Talvez não demore: um engenheiro da companhia divulgou um vídeo que sugere que o recurso já está em fase avançada de desenvolvimento.

No Windows 10 (e versões anteriores), você pode posicionar a Barra de Tarefas na parte superior, bem como nas laterais esquerda e direita da Área de Trabalho. Mas, no Windows 11, a Barra de Tarefas fica presa à parte inferior da tela.

Embora a grande maioria dos usuários prefira usar a Barra de Tarefas a partir da parte inferior (é o meu caso), há quem queira ter liberdade para mover esse componente, seja para fins estéticos, seja para melhorar a experiência com uma aplicação específica.

Recentemente, a Microsoft causou surpresa ao anunciar um pacote de novidades para o sistema operacional. No meio desse pacote está justamente uma Barra de Tarefas móvel no Windows 11.

Em breve, a novidade será liberada para usuários que participam do programa de testes Windows Insider. Porém, antes do que deveria, um engenheiro da Microsoft publicou um vídeo no X que mostra a Barra de Tarefas móvel em ação.

Barra de Tarefas à direita do Windows 11
Barra de Tarefas à direita do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como funciona a nova Barra de Tarefas do Windows 11?

O vídeo foi apagado, mas o Windows Latest conseguiu guardar o conteúdo antes de sua exclusão. As imagens não têm alta qualidade porque a demonstração foi feita a partir de uma máquina virtual, mas dão uma noção de como o recurso funcionará.

Sabemos, com base nas imagens divulgadas pela Microsoft na ocasião do anúncio, que o campo de pesquisa some se a Barra for posicionada à esquerda ou à direita, dando lugar a um ícone de lupa.

Já com base nas capturas do vídeo (as imagens desta notícia), vemos um menu que surge com um clique sobre a Barra de Tarefas que dá opções de movimentação para a esquerda, a direita, o topo ou a parte inferior. O Windows Latest ressalta que essas opções estão ali apenas para depuração, então, não está claro se elas farão parte da novidade. Tomara que sim.

Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11
Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Eu espero que também seja possível reposicionar a Barra de Tarefas arrastando-a com o cursor do mouse, tal como no Windows 10.

De todo modo, será possível alterar a posição da Barra de Tarefas na área de configurações do Windows 11. Por ali também deverá estar outra funcionalidade prometida: a possibilidade de ajustar as dimensões da Barra de Tarefas (e não apenas o tamanho de seus ícones, como é possível atualmente).

Quando a Barra de Tarefas móvel chegará ao Windows 11?

A Microsoft não deu um prazo para isso, mas sinalizou que as mudanças prometidas para o Windows 11 chegarão até o fim de 2026, o que deve incluir a Barra de Tarefas móvel.

Há boas chances de que a liberação do recurso para testadores do Windows Insider seja feita ainda neste trimestre.

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

27 de Março de 2026, 16:10
Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

27 de Março de 2026, 14:13
Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
  • Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
  • não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.

O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.

Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.

Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.

No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:

Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.

Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde"
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?

Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.

É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.

Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung libera One UI 8.5 beta para mais aparelhos Galaxy

26 de Março de 2026, 13:13
Mão segurando smartphone
Galaxy S24 e mais modelos começam a recebera a One UI 8.5 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung começou a liberar One UI 8.5 beta para aparelhos como Galaxy S24, Galaxy Fold 6 e Galaxy Tab S11 em mercados como Coreia do Sul, EUA, Índia e Reino Unido;
  • One UI 8.5 inclui ajustes de design, novos efeitos visuais, Now Bar com widget de alarme, ocultação por IA de dados sensíveis, Math Solver no Samsung Notes e Bixby com IA do Perplexity;
  • Samsung planeja expandir o programa beta em abril de 2026, mas alguns modelos, como Galaxy S21 e Galaxy Fold 3, não receberão a atualização.

A One UI 8.5 foi lançada no fim de fevereiro de 2026 como característica oficial da família Galaxy S26. Mas a Samsung segue liberando a interface para linhas anteriores, ainda que dentro da fase beta. Nesta semana, modelos como Galaxy S24, Galaxy Fold 6 e Galaxy Tab S11 foram contemplados.

Tal como nas versões anteriores, a liberação da One UI 8.5 tem sido feita de modo gradativo, quase sempre beneficiando dispositivos Galaxy mais recentes na ordem de prioridade.

Prova disso é que o programa beta da One UI 8.5 começou com linhas como Galaxy S25, Galaxy Z Fold 7 e Galaxy Z Flip 7. Nesta semana, a liberação passou a ser feita para as seguintes linhas ou modelos:

  • Galaxy S24, incluindo a versão FE
  • Galaxy Z Fold 6
  • Galaxy Z Flip 6
  • Galaxy S25 FE
  • Galaxy Tab S11

Só há uma porém: a liberação não é global, mas segmentada em países específicos. No momento, o programa é válido para mercados como Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

A Samsung promete expandir o programa beta da One UI 8.5 para mais dispositivos Galaxy em abril de 2026. Eventualmente, isso pode envolver a liberação da interface em mais países, incluindo o Brasil. Mas é prudente sermos realistas: há boas chances de que usuários em território brasileiro só tenham acesso à interface quando ela chegar à fase final.

Também é importante ter em mente que alguns aparelhos não receberão a novidade. Entre eles estão modelos de linhas como Galaxy S21, Galaxy Fold 3, Galaxy Z Flip 3, Galaxy A23 e anteriores.

Confira a lista de aparelhos Galaxy que receberão a One UI 8.5.

O que há de interessante na One UI 8.5?

One UI 8.5
One UI 8.5 (animação: reprodução/Samsung)

A nova versão da interface traz uma série de pequenas e médias novidades. Eis alguns exemplos:

  • interface com ajustes de design, novos efeitos visuais em menus e otimização de navegação;
  • Now Bar com widget de alarme;
  • ocultação por IA de dados sensíveis em fotos (como números de documentos);
  • função Math Solver (para equações matemáticas) no Samsung Notes;
  • Bixby integrada com os recursos de IA do Perplexity;
  • filtro de chamadas potencializado com IA;
  • mecanismo que pode “silenciar” aplicativos que emitem muitas notificações.

Em tempo: nesta quinta-feira (26/03), o navegador Samsung Browser foi lançado para Windows, de modo global.

Samsung libera One UI 8.5 beta para mais aparelhos Galaxy

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Samsung expandiu programa beta da One UI 8.5 para modelos como Galaxy S24 e Z Fold 6. Liberação ocorre em mercados selecionados, não incluindo o Brasil até o momento.

Galaxy S24 é o caçula da família S24, com apenas 6,2 polegadas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

25 de Março de 2026, 15:29
Windows 95
Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos (imagem: tsuyo16/Wallpapers.com)
Resumo
  • Windows 95 usava pasta C:\Windows\SYSBCKUP para armazenar backups de componentes do sistema frequentemente sobrescritos;
  • após instalação de softwares, Windows 95 verificava se arquivos em backup foram sobrescritos e restaurava versões mais recentes, se necessário;
  • Microsoft não impedia sobrescrições de arquivos de sistema devido a limitações técnicas, preferindo corrigir erros após a instalação.

Raymond Chen é um engenheiro de software da Microsoft que trabalhou no desenvolvimento de versões antigas do Windows. É por isso que, vira e mexe, ele revela curiosidades da plataforma. Aqui vai uma delas: o Windows 95 seguia um truque simples para não parar de funcionar se arquivos do sistema fossem sobrescritos.

Há muito tempo que o Windows tem mecanismos que evitam que componentes do sistema operacional sejam sobrescritos ou apagados indevidamente. Mas Chen conta que, nos tempos do Windows de 16 bits, esses componentes eram “redistribuíveis”.

O que Chen quer dizer é que instaladores de softwares podiam conter cópias de componentes específicos que eram instaladas por cima de arquivos já existentes no Windows 95, desde que a seguinte condição fosse respeitada: a reescrita só seria feita se o instalador tivesse uma versão mais atual do componente.

Quando essa regra era seguida, não costumava haver problemas, pois os componentes do sistema eram atualizados de modo a manter compatibilidade com funções existentes em suas versões anteriores.

Mas diz a sabedoria popular que regras existem para serem quebradas. Pois bem, Chan relata que não era incomum arquivos de sistema serem sobrescritos por versões mais antigas:

Era comum que os instaladores de programas sobrescrevessem qualquer arquivo que estivesse no caminho, independentemente do número da versão do arquivo existente.

Quando esses instaladores eram executados no Windows 95, eles substituíam as versões do Windows 95 desses componentes pelas versões do Windows 3.1. Você pode imaginar o desastre que isso causava ao resto do sistema.

Raymond Chen, engenheiro da Microsoft

Tela do Windows 95
Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: Reprodução/Microsoft)

Como a Microsoft evitava panes no Windows 95 com arquivos sobrescritos?

Para contornar o problema, os desenvolvedores da Microsoft recorreram a uma ideia bastante simples, mas funcional: fazer backup de arquivos do sistema.

De acordo com Chen, o Windows 95 mantinha uma pasta oculta no endereço C:\Windows\SYSBCKUP que guardava cópias de componentes importantes do sistema que eram frequentemente sobrescritos.

Sempre que a instalação de um software era concluída, o Windows 95 checava se um ou mais arquivos mantidos em backup tinham sidos sobrescritos. Se positivo, acontecia o seguinte:

  • arquivo sobrescrito por uma versão mais recente: neste caso, o componente era copiado para a pasta SYSBCKUP para o sistema ter uma cópia mais atual;
  • arquivo sobrescrito por uma versão anterior: o Windows 95 sobrescrevia essa versão pela cópia mais recente existente na pasta SYSBCKUP.

Não era mais fácil impedir que arquivos de sistema fossem sobrescritos?

Raymond Chen também conta que a Microsoft tentou fazer isso, mas havia uma série de limitações nessa abordagem. Por exemplo, o instalador poderia sobrescrever determinado arquivo durante a reinicialização do sistema operacional, quando não havia bloqueio.

“A melhor solução era deixar o instalador sobrescrever o que quisesse e depois tentar corrigir os erros”, concluiu Chen.

Eram outros tempos. Na época do Windows 95, não havia acesso fácil à internet a ponto de permitir que componentes essenciais estivessem sempre atualizados. As abordagens de segurança também não eram tão evoluídas. Se levarmos tudo isso em conta, o truque da pasta SYSBCKUP era simples, mas genial.

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

24 de Março de 2026, 14:51
Fedora 42 no WSL para Windows 11
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
  • melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
  • expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.

Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.

Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.

O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.

O que vai melhorar no WSL do Windows 11?

A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):

  • desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
  • compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
  • experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
  • melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.

O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.

A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando veremos novidades no WSL?

Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.

Vale lembrar que a Microsoft também prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11 (tal como no Windows 10 e versões anteriores), bem como fazer uma integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Vale a pena ficarmos de olho.

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

23 de Março de 2026, 12:20
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
  • exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
  • executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.

Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.

Até um passado recente, era relativamente fácil fazer uma instalação do sistema usando uma conta local, criada na hora. Porém, em 2024 e em 2025, a companhia desativou os principais recursos que permitiam instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft.

Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.

Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).

Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.

Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11

Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galaxy S26 agora tem suporte ao AirDrop da Apple

23 de Março de 2026, 11:25
Galaxy S26 ganha atualização para facilitar a vida de quem usa Android e Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung lançou uma atualização para o Galaxy S26 que adiciona suporte ao AirDrop.
  • A novidade permite transferência direta de arquivos entre dispositivos Android e Apple e encerra uma barreira histórica.
  • Atualização está disponível inicialmente na Coreia do Sul e será expandida para outros países, incluindo o Brasil.

A Samsung começou a distribuir, já nesta segunda-feira (23/03), uma aguardada atualização de software que adiciona suporte nativo ao protocolo AirDrop, da Apple, para smartphones da série Galaxy S26.

A novidade, viabilizada pela integração com o aplicativo Quick Share, permite transferir dados de forma direta entre o ecossistema Android e os dispositivos da Maçã (iPhone, iPad e Mac), resolvendo um gargalo na comunicação sem fio entre as duas principais plataformas do mercado de tecnologia.

Para utilizar a nova ferramenta e enviar arquivos do Galaxy para um iPhone, o usuário precisa primeiro habilitar a função manualmente. O recurso vem desativado de fábrica.

Por enquanto, a atualização chega à Coreia do Sul, mas será expandida gradualmente e também chegará aos dispositivos no Brasil. Neste primeiro momento, a novidade está restrita aos modelos da geração atual: Galaxy S26, Galaxy S26 Plus e Galaxy S26 Ultra.

Como funciona o envio por AirDrop no Galaxy S26?

O procedimento de ativação é rápido. Basta seguir os passos:

  1. Acesse as configurações do seu smartphone;
  2. Toque no menu “Dispositivos conectados”;
  3. Selecione a opção “Quick Share” (ou Compartilhamento Rápido);
  4. Ative a opção que diz “Compartilhar com dispositivos Apple”.
Usuário precisa ativar a ponte com o AirDrop manualmente (imagem: reprodução/Samsung)

Além de acionar o botão nas configurações do aparelho, a integração exige requisitos de software. O celular Android precisa rodar a versão 26.11 (ou superior) do Google Play Services e ter o aplicativo Quick Share devidamente atualizado pela Galaxy Store. As conexões Bluetooth e Wi-Fi de ambos os equipamentos também devem permanecer ativas durante todo o processo.

Na outra ponta da transferência, o proprietário do aparelho da Apple precisa configurar o seu AirDrop para a opção “Todos”. Essa etapa é fundamental para garantir que o dispositivo fique visível na rede, permitindo que o sistema do Google realize o pareamento e inicie o envio dos dados.

O pacote de atualização pesa pouco mais de 700 MB e, como de praxe, também traz as mais recentes correções de estabilidade e segurança para o sistema.

Ecossistema sem barreiras

A movimentação da gigante sul-coreana acompanha uma tendência que já vinha ganhando forma nos bastidores. Desde novembro, o Quick Share do Android é compatível nativamente com o AirDrop. Essa mudança abriu caminho para maior integração entre smartphones do sistema do Google e o ecossistema da Apple.

Na prática, a comunicação direta entre sistemas historicamente isolados elimina de vez a dependência de cabos físicos ou o uso de mensageiros que comprimem a qualidade da mídia. Com a atualização, um usuário pode gravar um projeto em vídeo na resolução 4K utilizando as lentes do Galaxy S26 Ultra e enviar o arquivo pesado diretamente para edição em um MacBook sem perdas.

Essa quebra de paradigma reflete também a crescente pressão governamental sobre as empresas de tecnologia. O fim do isolamento dos ecossistemas atende a exigências recentes impostas por diversos órgãos reguladores. A União Europeia, em especial, tem liderado esse movimento, aprovando leis rigorosas projetadas para impedir que as gigantes do setor prendam os consumidores em plataformas fechadas, forçando a abertura de protocolos proprietários.

Galaxy S26 agora tem suporte ao AirDrop da Apple

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

20 de Março de 2026, 18:32
Ilustração do logo do GrapheneOS
GrapheneOS é o sistema operacional móvel para quem deseja mais segurança ao usar o smartphone (Imagem: Reprodução/GrapheneOS)

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código aberto que foca em recursos de privacidade e segurança. O sistema é baseado no Android Open Source Project, e tem sido desenvolvido desde 2014 pelo pesquisador e engenheiro de segurança Daniel Micay.

Combate à exploração de vulnerabilidades desconhecidas, execução do Google Play em ambiente isolado e desativação de sensores estão entre os principais recursos do GrapheneOS.

Devido às exigências rígidas de hardware e software, o sistema operacional é limitado a uma porção de smartphones Pixel, do Google. No futuro, o GrapheneOS também deve ganhar suporte por celulares da Motorola, por conta de uma parceria firmada entre ambas as partes.

A seguir, conheça história do GrapheneOS, confira os principais recursos do sistema operacional, e veja as vantagens e desvantagens de uso.

O que é GrapheneOS?

GrapheneOS é um projeto de sistema operacional móvel para smartphones e tablets, baseado no código-fonte aberto do Android (Android Open Source Project). O sistema foca em privacidade e segurança, além da usabilidade e da compatibilidade com aplicativos.

O que significa GrapheneOS?

O termo “Graphene” significa “grafeno” em tradução livre, enquanto “OS” é a abreviação traduzida de “sistema operacional”. Logo, “GrapheneOS” pode significar algo como “Sistema operacional Grafeno”.

O grafeno é conhecido por ser um elemento robusto e resistente, o que ajuda a explicar o foco em proteção contra vulnerabilidades vista no GrapheneOS.

Qual é a história do GrapheneOS?

A história do GrapheneOS começa em setembro de 2014, quando o pesquisador e engenheiro de segurança Daniel Micay iniciou um projeto solo focado em aumentar a privacidade e segurança do Android. A princípio, a ideia era de apenas desenvolver melhorias para o sistema operacional do Google.

No final de 2015, uma empresa foi lançada e tornou-se a principal patrocinadora do projeto, conhecido até então como CopperheadOS. O projeto avançou rapidamente nessa época, e a ideia de implementações específicas foi escalando para um ecossistema completo.

Contudo, divergências entre Micay e a patrocinadora começaram a surgir: Daniel Micay idealizou usar a empresa para sustentar financeiramente o desenvolvimento do projeto, enquanto a patrocinadora tinha intenção de comercializar o sistema, vendendo suporte, serviços sob contrato e variantes do sistema operacional.

Interface do GrapheneOS
Interface do GrapheneOS (Imagem: kettoshidesu/Reddit)

Essa desconexão de ideias fez com que Micay e a patrocinadora rompessem a parceria. O pesquisador então decidiu seguir com o projeto de forma paralela, renomeando a iniciativa para AndroidHardening em 2018. Um ano depois, em 2019, o projeto foi novamente renomeado para GrapheneOS, sob a mesma premissa inicial de ser um projeto independente e open source.

Desde então, o projeto GrapheneOS ganhou vários desenvolvedores em tempo integral e parcial, e segue como uma iniciativa de sistema operacional seguro baseado em Android, compatível com diversos smartphones Pixel.

E a expectativa é que o GrapheneOS se desenvolva ainda mais e se consolide como um sistema operacional completo para dispositivos móveis. Isso porque a Motorola anunciou uma parceria com a GrapheneOS Foundation em março de 2026, sugerindo que futuros smartphones da marca possam ser compatíveis com o SO.

Quais são os principais recursos do GrapheneOS?

O GrapheneOS inclui diversas funcionalidades novas ou melhoradas que não estão no Android, principalmente relacionadas a segurança e privacidade. Dentre os principais recursos do sistema operacional, estão:

  • Proteção contra ameaças: o GrapheneOS tem como foco proteger usuários contra explorações de vulnerabilidades desconhecidas (zero-day), e implementa uma série de configurações para mitigar ameaças remotas e físicas.
  • Google Play em ambiente isolado: o sistema roda o Google Play em um ambiente isolado (sandbox), eliminando acesso ou privilégio especial da plataforma do Google, e limitando a coleta de dados.
  • Privacidade reforçada: o sistema operacional não inclui aplicativos e serviços do Google por padrão para evitar a coleta de dados; o GrapheneOS também evita a inclusão de apps ou serviços que não estão alinhados com as ideias de privacidade e segurança do projeto.
  • Desativação de apps: usuários podem desativar aplicativos do sistema sem ter que desinstalá-los.
  • Correções mais amplas: a empresa alega que o sistema operacional inclui várias correções de vulnerabilidades que ainda não foram corrigidas no Android.
  • Permissões de rede: o GrapheneOS conta com opção de permissão de rede para bloquear acessos diretos e indiretos a qualquer rede disponível, além de proteger a rede local do dispositivo.
  • Permissões de sensores: há uma função para desabilitar sensores como câmera, microfone, acelerômetro, bússola, entre outros componentes.
  • Ampla disponibilidade de operadoras: o sistema operacional oferece suporte a mais operadoras do que o Android Open Source Project.
  • Perfis de usuários aprimorados: o GrapheneOS apresenta melhorias nos perfis de usuário do Android, como aumento do limite de perfis e encerramento de sessão facilitado.

Quais dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS?

Até o momento, o GrapheneOS tem suporte oficial para os dispositivos listados abaixo. Mas é preciso destacar que esses aparelhos só vão ser compatíveis se forem desbloqueados — sem limitação de uso a operadoras específicas.

  • Pixel 10 Pro Fold;
  • Pixel 10 Pro XL;
  • Pixel 10 Pro;
  • Pixel 10;
  • Pixel 9a;
  • Pixel 9 Pro Fold;
  • Pixel 9 Pro XL;
  • Pixel 9 Pro;
  • Pixel 9;
  • Pixel 8a;
  • Pixel 8 Pro;
  • Pixel 8;
  • Pixel Fold;
  • Pixel Tablet;
  • Pixel 7a;
  • Pixel 7 Pro;
  • Pixel 7;
  • Pixel 6a;
  • Pixel 6 Pro;
  • Pixel 6.

A lista deve ficar mais extensa, visto que a Motorola firmou uma parceria com o GrapheneOS em março de 2026. No entanto, ainda não sabemos se a parceria vai vingar, e nem quais linhas de celular da Motorola receberiam suporte ao sistema operacional.

Pixel 10 Pro Fold, smartphone dobrável que alterna entre modo de smartphone e modo de tablet, abrindo sobre uma superfície
Pixel 10 Pro Fold está entre os smartphones compatíveis com o GrapheneOS (Imagem: divulgação)

Posso instalar o GrapheneOS em qualquer smartphone?

Não. A página de FAQ do GrapheneOS até menciona que existem outros dispositivos (além dos citados na lista acima) que podem suportar o sistema operacional, mas a compatibilidade demandaria um “trabalho substancial” para chegar aos padrões exigidos.

Além disso, os desenvolvedores afirmam que os aparelhos compatíveis com o GrapheneOS são cuidadosamente selecionados com base em seus méritos, e que uma ampla compatibilidade contraria os objetivos do projeto porque desviaria o foco para melhorias de hardware e firmware ao invés da iniciativa original.

Quais são as vantagens do GrapheneOS?

O sistema operacional GrapheneOS oferece diversos benefícios de uso, incluindo:

  • Proteção reforçada: o GrapheneOS é conhecido pelos mecanismos de proteção contra ameaças e exploração de vulnerabilidades, o que reforça a segurança do aparelho e dos dados de usuários.
  • Mais privacidade de uso: o sistema operacional limita permissões de apps e pode desabilitar sensores para evitar coletas de informações dos usuários.
  • Foco em melhorias reais: como o foco está voltado para segurança e privacidade, os colaboradores podem voltar as atenções para esses temas, sem a necessidade de desenvolver recursos sem benefícios reais.
  • Maior controle de permissões: o GrapheneOS prioriza a decisão do usuário, e inclui opções de permissão que não são vistas em outros sistemas operacionais.
  • Projeto comunitário: o projeto de código-aberto estimula a comunidade para o desenvolvimento de melhorias e resolução de problemas.

Quais são as desvantagens do GrapheneOS?

Apesar de oferecer segurança e privacidade, o GrapheneOS também tem desvantagens de uso. Dentre as principais limitações do sistema operacional, estão:

  • Limitações de dispositivos compatíveis: pouquíssimos dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS, devido às exigências rígidas do sistema operacional.
  • Ecossistema diferente do padrão: usuários acostumados com Android ou iOS podem encontrar dificuldades ao usar o sistema operacional diferente e com configurações mais complexas.
  • Dependência de colaboradores: a sustentabilidade do GrapheneOS dependerá da manutenção dos colaboradores; se todos desistirem do projeto, o futuro do sistema operacional pode ficar comprometido.

Existem alternativas ao GrapheneOS?

Sim. A exemplo do GrapheneOS, existem sistemas operacionais móveis com foco em segurança e privacidade do usuário, a exemplo de:

  • CalyxOS: sistema operacional baseado no Android Open Source Project com foco em privacidade digital; o projeto está paralisado, mas existem indícios de retorno para 2026.
  • ProtonAOSP: sistema baseado no Android Open Source Project, com design limpo, e opções que ajudam a manter os dados dos usuários privados.
  • iodéOS: sistema baseado no LineageOS, livre de rastreadores do Google, e que inclui apps que respeitam os ideais de privacidade do projeto.
  • CopperheadOS: sistema operacional desenvolvido para celulares criptografados e seguros, e com semelhanças ao GrapheneOS — já que surgiu do mesmo projeto.

Qual é a diferença entre GrapheneOS e Android?

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código-aberto, baseado no Android Open Source Project. O sistema é compatível com poucos dispositivos e tem foco em privacidade e segurança, incluindo diversos mecanismos de proteção e permissões que não são vistos nos sistemas operacionais móveis mais populares.

Já o Android é o sistema operacional móvel mais popular do mundo, pertencente ao Google. O sistema tem ampla compatibilidade com diversos aparelhos, e prioriza a experiência do usuário com um ecossistema mais fácil de usar.

Qual é a diferença entre GrapheneOS e CopperheadOS?

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel criado por Daniel Micay, que segue o princípio de ser um projeto independente e open source. Importante destacar que o GrapheneOS de hoje é resultado do antigo projeto CopperheadOS de 2015 a 2018.

Já CopperheadOS consiste em um sistema operacional móvel com propósitos comerciais, que também se baseia em recursos de segurança e privacidade como o GrapheneOS. No passado, o Copperhead foi o projeto que antecedeu o GrapheneOS, mas hoje segue como um sistema operacional da empresa Copperhead.

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

20 de Março de 2026, 18:06
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
  • Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
  • empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.

Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.

O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:

Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.

Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft

Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).

Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.

A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).

Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?

Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.

Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11, outro recurso em teste (imagem: reprodução/Microsoft)

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

19 de Março de 2026, 17:23
Gnome 50 "Tokyo"
Gnome 50 “Tokyo” é lançado (imagem: reprodução/Gnome)
Resumo
  • Gnome 50 “Tokyo” introduz melhorias em acessibilidade, a exemplo do leitor de tela Orca com configurações globais e troca automática de idioma;
  • ambiente agora inclui controles parentais que permitem monitorar e limitar o tempo de uso de tela para contas infantis;
  • visualizador de documentos foi reformulado para facilitar inserção de notas e o gerenciador de arquivos Files agora otimiza o carregamento de miniaturas e o consumo de RAM.

Um dos ambientes de desktop mais populares do universo Linux (se não for o mais) acaba de ganhar uma nova versão. O Gnome 50 “Tokyo” foi anunciado oficialmente trazendo avanços em acessibilidade, controles parentais, visualização de arquivos e mais.

No aspecto da acessibilidade, uma das novidades está no leitor de tela Orca, que agora pode salvar configurações de modo global (válidas para todos os aplicativos) e permite troca automática de idioma, tanto em apps quanto em páginas web.

Além disso, o Gnome 50 passou a contar com uma opção de redução de movimento nas configurações de acessibilidade para amenizar desconfortos causados por animações na interface do ambiente.

Sobre os controles parentais, agora os pais podem monitorar o tempo de uso do computador pelos filhos (com contas infantis), bem como definir limites de tempo de uso de tela para evitar, por exemplo, que as crianças passem da hora de dormir.

Controles parentais no Gnome 50 "Tokyo
Controles parentais no Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

Também foram adicionadas bases técnicas para que, em versões futuras do Gnome, o ambiente de desktop possa filtrar automaticamente conteúdo nocivo a crianças em páginas web.

Outra novidade está no Papers, visualizador nativo de documentos (útil para leitura de PDFs, por exemplo), que foi reformulado para facilitar a inserção de notas a arquivos, permitindo não só a adição de textos, como também de linhas e marcas de destaque.

O gerenciador de arquivos Files, por sua vez, agora carrega mais rapidamente miniaturas e ícones, otimiza o consumo de memória RAM, deixou a função de renomear arquivos em lote mais intuitiva, passou a suportar o modo de autocompletar na barra de endereços sem distinguir letras maiúsculas e minúsculas, entre outras melhorias.

O visualizador de arquivos do Gnome 50
O visualizador de arquivos do Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

O que mais há de novo no Gnome 50?

Como de hábito, a nova versão traz um conjunto numeroso de pequenas novidades. Entre as demais podemos destacar:

  • função de área de trabalho remota com mais desempenho graças ao suporte à aceleração por hardware (GPU);
  • suporte aprimorado ao recurso de Taxa de Atualização Variável (VRR);
  • a ferramenta de agenda (Calendar) melhorou a função de inserção rápida de compromisso e a visualização mensal, e agora respeita a configuração do sistema para o primeiro dia da semana;
  • suporte ao antigo mecanismo gráfico X11 completamente removido (o Wayland é que manda nesse aspecto agora), algo que deveria ter ocorrido no Gnome 49;
  • como sempre, há novos papéis de parede (e eles são muito bonitos!).
Ambiente de desktop Gnome 50
Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It’s Foss)

Um detalhe interessante é que os mantenedores do Gnome mantêm uma iniciativa de nome Circle, que reconhece, promove e apoia aplicativos criados pela comunidade com foco no ambiente de desktop.

Pois bem, os apps do Circle que foram destacados junto ao Gnome 50 são estes:

  • Gradia: permite fazer capturas de tela elaboradas e inserir anotações gráficas nelas;
  • Sudoku: uma versão do famoso jogo de lógica;
  • Constrict: compacta vídeos com base em tamanhos específicos de arquivos;
  • Sessions: aplicativo de cronômetro com visual minimalista e foco na técnica de produtividade Pomodoro.
O app de captura de tela Gradia
O app de captura de tela Gradia (imagem: reprodução/Gnome)

Como obter o Gnome 50 “Tokyo”?

Como o Gnome 50 é um ambiente de desktop, não um aplicativo que pode ser instalado com poucos cliques do mouse, a melhor maneira de ter acesso a ele é aguardar a atualização da sua distribuição Linux (se ela tiver uma versão com Gnome, é claro).

Você pode esperar pela novidade nas próximas versões de distribuições como Ubuntu, Fedora, Zorin OS, Manjaro e Big Linux.

Os apressados de plantão podem experimentar o Gnome 50 por meio do Gnome OS, que não é bem um sistema operacional, como o nome sugere, mas um ambiente de testes do projeto.

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It's Foss)

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

19 de Março de 2026, 09:32
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
  • A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
  • Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

One UI 9 aparece em firmware de testes do Galaxy S26 Ultra

16 de Março de 2026, 15:04
S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • One UI 9 da Samsung surgiu em um vazamento, apresentando mudanças pontuais.
  • Segundo o SamMobile, as mudanças incluem controles deslizantes de brilho e volume mais largos e uma seção própria para “Controle Parental” no menu de configurações.
  • Firmware de testes ainda lista o Android 16, mas a versão final será baseada no Android 17, o que indica que se trata de uma compilação embrionária.

A Samsung mal lançou a linha Galaxy S26 e já tem uma versão preliminar da One UI 9 circulando na internet. O firmware de testes, instalado em um Galaxy S26 Ultra e descoberto em servidores internos da empresa, revela as primeiras mudanças que a fabricante prepara para a sua próxima interface.

Como a One UI 8.5 já entregou uma reformulação visual maior, a versão 9 parece focar em ajustes pontuais e, até o momento, tem mudanças bastante discretas. A maior delas, segundo o portal SamMobile, está no painel rápido: os controles deslizantes de brilho e volume aparecem visivelmente mais largos.

No menu de configurações, o “Controle Parental” — que antes ficava dentro da aba de Bem-Estar Digital — ganhou seção própria na tela principal.

Capturas de tela da interface One UI 9
Primeira build de testes da One UI 9 apresenta mudanças pontuais de design (imagem: reprodução/SamMobile)

Ainda de acordo com o site, o firmware continua listando o Android 16, de codinome interno Cinnamon Bun, nas informações de software. Isso indica uma compilação bastante embrionária, já que a versão final da interface será baseada no Android 17.

O que mais se sabe sobre a One UI 9?

Uma tela de smartphone centralizada exibe a interface "One UI" da Samsung, com widgets de clima e calendário e diversos ícones de aplicativos. Ao redor do celular, flutuam outros ícones de apps borrados. As palavras "One" e "UI" aparecem em destaque. O fundo é azul gradiente e no canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
One UI é a interface usada em aparelhos Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Imagens compartilhadas anteriormente já mostravam que a Samsung está refinando as barras de navegação inferiores, adotando um formato de “pílula” mais compacto e arredondado na nova versão da One UI.

A novidade mais relevante, porém, pode ser voltada para dobráveis. O Android Authority encontrou linhas de código que indicam um recurso de “Detecção de Material Estranho”. Nele, caso o celular não feche completamente por conta de algum detrito na dobradiça — uma pedra pequena, por exemplo —, o sistema dispara um alerta orientando o usuário a abrir o aparelho e limpar a tela antes que ocorra algum dano.

Como a função não parece depender de sensores inéditos, a expectativa é que ela chegue também a dobráveis mais antigos por atualização de software.

Quem tem um Galaxy não precisa aguardar nada no curto prazo. A previsão da mídia especializada é que a One UI 9 seja lançada oficialmente no segundo semestre, chegando pré-instalada nos próximos dobráveis da marca. Por enquanto, a prioridade da Samsung é expandir a versão 8.5 para o restante do seu portfólio.

One UI 9 aparece em firmware de testes do Galaxy S26 Ultra

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Primeiros detalhes da próxima interface da Samsung revelam mudanças pontuais de design.

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/SamMobile)

One UI é a interface usada em aparelhos Samsung (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acesso negado ao disco C? Saiba resolver o problema de permissões em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 14:30

Usuários do Samsung Galaxy Book estão enfrentando problemas para acessar o Disco Local (C:) no Windows 11. A falha C:\ não é acessível – Acesso negado impossibilita a abertura do principal disco do sistema operacional, seja para ler arquivos ou instalar novos softwares no PC.

No entanto, você pode corrigir o problema configurando novas permissões no HD ou SSD em questão. Basta acessar as propriedades de segurança do disco, editar quais usuários terão acesso ao armazenamento e selecionar “Administradores“, “Usuários“, “Usuários autenticados” e “SISTEMA“.

Será necessário permitir “Controle total” das informações. Veja, a seguir, como corrigir o problema do Disco (C:) no Galaxy Book sem precisar esperar por uma atualização do Windows 11 ou por parte da Samsung.

Notebook cinza Galaxy Book 5 360 está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025.
Problema no app Samsung Galaxy Connect impede o acesso ao principal disco do Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

1. Acesse as propriedades do disco (C:) no Windows 11

Abra a pasta “Este computador” no Windows 11, clique com o botão direito do mouse sobre o disco (C:) (ou outro que apresente o erro) e acesse as propriedades. Se preferir, pressione o atalho “Alt + Enter“.

Acessando as propriedades do disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acessando as propriedades do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Vá até a guia “Segurança” para editar as permissões de usuários

No menu de propriedades, vá até a aba “Segurança” e clique em “Editar“.

Acessando as configurações de segurança do disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acessando as configurações de segurança do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Clique em “Adicionar” nas propriedades do disco (C:)

O Windows 11 abrirá um menu de permissões do disco. Clique em “Adicionar” para configurar novas permissões no sistema operacional.

Configurando novas permissões do disco C no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Configurando novas permissões do disco (C:) no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Selecione a opção “Avançado”

Em um novo menu, vá em “Avançado” para procurar por novos usuários. O sistema irá exibir novas configurações do disco (C:) do Windows 11.

Acessando novas configurações do disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acessando novas configurações do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Vá em “Localizar agora” para identificar os usuários do Windows 11

Para identificar novos usuários que terão acesso ao disco (C:), clique em “Localizar agora“.

Menu que permite identificar novos usuários que terão acesso ao disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Menu que permite identificar novos usuários que terão acesso ao disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

6. Selecione os usuários que terão acesso ao disco (C:)

Assim que a lista de usuários aparecer, será necessário selecionar os seguintes para resolver o problema de acesso negado ao disco (C:):

  • Administradores;
  • Usuários;
  • Usuários autenticados;
  • SISTEMA.

Clique em cada um dos usuários separadamente e vá em “Ok” para adicionar na lista de permissões.

Selecionando usuários que terão acesso ao disco C (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Selecionando usuários que terão acesso ao disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

7. Confirme a adição das permissões de usuários

Confirme novamente se todos os usuários citados no passo anterior foram adicionados na lista. Assim que finalizar, clique em “Ok” novamente para fechar o menu de permissões.

8. Permita “Controle total” para “Administradores”, “Usuários” e “SISTEMA”

Será preciso conceder acesso total para “Administradores“, “Usuários” e “SISTEMA“. Clique em “Controle total” e finalize o procedimento em “Aplicar“. Caso alguma nova janela seja exibida, será preciso confirmar as alterações.

Por que estou com acesso negado no Disco Local (C:)?

O problema de acesso negado no Disco Local (C:) acontece pela falta de permissões de usuários no armazenamento e leitura de arquivos do sistema operacional.

Quando o Windows 11 não reconhece que o usuário tem permissão para acessar o disco (C:), automaticamente o sistema bloqueia o acesso por motivos de segurança, protegendo os arquivos armazenados.

Esse bloqueio compromete o funcionamento de diversos aplicativos, visto que não é possível acessar o HD ou SSD em questão para ler ou gravar informações. A falha nas permissões tambem afeta a instalação de novos softwares no PC.

O problema no Disco Local (C:) é no Windows 11?

Não. De acordo com a Microsoft, a causa do problema está no aplicativo Samsung Galaxy Connect, que vem pré-instalado em alguns computadores da marca. Caso a hipótese seja confirmada, esse erro teria acontecido durante a configuração do sistema operacional pela Samsung, antes de os notebooks chegarem ao varejo.

Para evitar que o problema seja maior, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

A Samsung vai corrigir o problema do Disco Local (C:) no Galaxy Book?

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung para verificar se o problema será corrigido em atualizações futuras do aplicativo Samsung Galaxy Connect, provável causador do problema.

Acesso negado ao disco C? Saiba resolver o problema de permissões em notebooks da Samsung

Galaxy Book 5 360 tem tela touchscreen de 15,6 polegadas e utiliza painel AMOLED com suporte para resolução Full HD (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 13:07
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Usuários de notebooks Samsung relatam erro que bloqueia acesso ao disco C: (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Um bug em notebooks Samsung tem bloqueado o acesso ao disco C:, afetando principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11.
  • Aparentemente, a falha está ligada ao app Samsung Galaxy Connect, e não a uma atualização do Windows.
  • Modelos afetados incluem NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA, DM501SGA.

Usuários de notebooks da Samsung têm relatado um bug que bloqueia completamente o acesso ao Disco Local (C:) no Windows 11. O problema é que essa é a unidade principal do sistema.

Segundo os relatos, o erro exibe a mensagem “C:\ não é acessível – Acesso negado”, impedindo a leitura e a gravação de arquivos essenciais nas máquinas afetadas.

Inicialmente, comunidades no Reddit e nos fóruns da Microsoft indicaram que a atualização KB5077181, liberada pela Microsoft no tradicional Patch Tuesday, poderia ser a causa. No entanto, outras investigações rastrearam a falha até um aplicativo pré-instalado nos computadores da marca sul-coreana, isentando o pacote de segurança do sistema operacional.

Por que o bug bloqueia o disco C: em PCs Samsung?

Tudo indica que o bloqueio da unidade não é causado por uma falha nativa do Windows 11. A Microsoft, na verdade, afirma que a causa do problema está no Samsung Galaxy Connect, app pré-instalado em alguns computadores da marca.

Quando o erro se manifesta, o sistema perde subitamente a permissão para acessar o diretório raiz do disco C:. Isso compromete o funcionamento de diversos aplicativos e serviços em segundo plano que dependem da leitura de dados no armazenamento principal para operar.

Na prática, o bloqueio gera um efeito cascata no uso diário do computador. Sem acesso ao diretório raiz, o usuário fica impossibilitado de instalar novos programas, salvar documentos na partição principal ou executar tarefas rotineiras. Como muitos softwares criam arquivos temporários ou de configuração na unidade principal durante o uso, a falta de privilégios resulta em travamentos repentinos.

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator
Notebooks da linha Galaxy Book 4 têm apresentado o bug (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O bug parece ser o resultado de uma implementação incorreta da Lista de Controle de Acesso Discricionário (DACL). Esse é um recurso de segurança vital do Windows que define com precisão quais usuários, grupos ou programas têm permissão para ler, gravar ou modificar determinados arquivos e pastas.

Se essa hipótese for confirmada, o erro teria ocorrido durante a configuração da imagem do sistema operacional — um processo de preparação feito pela própria Samsung antes de os computadores chegarem às lojas.

Alguma solução?

De acordo com os relatos no Reddit, as ferramentas convencionais de reparo do Windows não estão sendo suficientes para contornar o bloqueio. A única solução eficaz seria o uso do utilitário de linha de comando Diskpart, inserindo o comando list disk no terminal (CMD) e, depois, executando o comando clean no disco afetado.

Mas, atenção: não é uma medida oficial e se trata de um método destrutivo. Ao executar o comando “clean”, a tabela de partição é removida e todos os dados do SSD/HD são apagados, permitindo apenas uma instalação limpa do sistema do zero.

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Quais são os modelos afetados?

Os relatórios de falha concentram-se principalmente nos notebooks da linha Galaxy Book 4, embora alguns computadores de mesa da Samsung também figurem na lista oficial de dispositivos impactados.

Os modelos específicos que apresentam o bloqueio de disco incluem os seguintes códigos:

  • NP750XGJ
  • NP750XGL
  • NP754XGJ
  • NP754XFG
  • NP754XGK
  • DM500SGA
  • DM500TDA
  • DM500TGA
  • DM501SGA

Todos esses equipamentos rodam as versões mais recentes do sistema da Microsoft (24H2 e 25H2). Para conter o avanço do problema, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo

13 de Março de 2026, 16:40
Mozilla Firefox
No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo (imagem: divulgação/Mozilla)
Resumo
  • Mozilla estendeu suporte ao Firefox 115 ESR para Windows 7, 8 e 8.1 até agosto de 2026;
  • prazo anterior era até o fim de fevereiro de 2026;
  • como fim do suporte tinha sido adiado várias vezes, parecia que não haveria mais adiamentos, mas houve.

No mês passado, a Mozilla havia revelado que o suporte oficial do Firefox aos sistemas operacionais Windows 7, Windows 8 e Windows 8.1 chegaria ao fim quando fevereiro de 2026 terminasse. Tudo indicava que a decisão era definitiva, mas eis que, quando chegou o momento de encerrar o suporte, a Mozilla estendeu o prazo.

O suporte às versões antigas do Windows é oferecido por meio do Firefox 115, versão lançada em 2023, mas que recebe atualizações básicas e de segurança por meio do canal Extended Support Release (ESR).

Originalmente, a Mozilla manteria o suporte ao Firefox 115 ESR até setembro de 2024. Mas esse prazo acabou sendo adiado várias vezes até chegar março de 2026. Por conta da quantidade de adiamentos anteriores, parecia que não haveria um novo prazo.

Agora sabemos que houve. O suporte ao Firefox 115 ESR irá durar até agosto de 2026, o que garante mais sobrevida do navegador nos Windows 7, 8 e 8.1. A Mozilla explica:

As atualizações serão distribuídas pelo canal ESR até o final de agosto de 2026. Anteriormente, foi anunciado que o suporte terminaria em fevereiro de 2026, mas, para garantir que nossos usuários possam continuar navegando na web, estendemos o suporte do Firefox para esses sistemas operacionais por mais seis meses e, em seguida, reavaliaremos a situação.

Observe o fim do trecho em destaque: “reavaliaremos a situação”. Isso significa que, quando agosto de 2026 chegar, a Mozilla poderá estender o suporte por mais tempo.

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores
Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

E se a Mozilla decidir aposentar o Firefox 115 ESR?

A própria Mozilla afirma que, neste caso, “os usuários deverão atualizar seu sistema operacional para continuar recebendo atualizações de segurança e recursos do Firefox”.

Mas vale ressaltar: quem mantiver o Windows 7, 8 ou 8.1 rodando ainda poderá continuar com o Firefox 115. O navegador não deixará de funcionar, apenas não receberá mais atualizações, entrando em modo “use por sua conta e risco”.

No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo

Mozilla Firefox (Imagem: Divulgação/Mozilla)

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

13 de Março de 2026, 13:55
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Confirmado: botão de teste de velocidade na Barra de Tarefas do Windows 11 é um atalho para o Bing;
  • Recurso abre o navegador padrão no Bing, que utiliza o Speedtest para medir a conexão à internet;
  • Não é possível desativar ou configurar o botão para outros serviços de medição.

Em fevereiro de 2026, a Microsoft começou a liberar um pacote de pequenas novidades para o Windows 11. Entre elas está um botão na Barra de Tarefas que permite medir a velocidade da sua conexão à internet. É um recurso bem-vindo, mas que revelou-se frustrante até certo ponto: trata-se apenas de um atalho para o Bing.

Não foi surpresa. Já se sabia, desde a fase interna de testes do botão de velocidade, que o recurso levava ao testador do Bing. Porém, havia expectativa de que a Microsoft transformasse o botão em um recurso executado pelo próprio Windows 11 ou em um widget para o recurso do Bing que não exige a sua abertura no navegador.

Mas, na realidade, funciona assim: você clica com o botão direito do mouse no ícone de conexão Wi-Fi ou Ethernet, no canto direito da Barra de Tarefas, e escolhe “Executar teste de velocidade” no menu que aparecer.

Na sequência, o Windows 11 abrirá o seu navegador padrão (ainda bem que isso é respeitado) em uma página do Bing que traz o medidor de velocidade da conexão à internet que, por sua vez, é baseado no popular Speedtest. Aí é só clicar em “Iniciar” e esperar o resultado.

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador
Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Funciona. Então, qual o problema?

Funciona, de fato. Os resultados mostram as taxas de download e upload da conexão, bem como a latência (ping). Apesar disso, era de se esperar que um botão de teste de velocidade levasse para uma ferramenta do próprio sistema operacional, não a um atalho para uma página web.

É como se a Microsoft tivesse ficado com “preguiça” de desenvolver algo nativo ou, pior, estivesse tentando aumentar artificialmente os acessos ao Bing, até porque o botão não deixa claro, em nenhum momento, que esse buscador será acessado para o teste.

Além disso, me pergunto se, caso o navegador esteja com muitas abas abertas, o consequente consumo de RAM ou processamento não poderia interferir nos resultados.

Para completar, pelo menos por ora, não é possível desativar o tal botão, muito menos configurá-lo para funcionar com outros serviços de medição.

Felizmente, nem tudo está perdido. Há recursos recentes no Windows 11 que são bons, a exemplo dos ícones coloridos de bateria, que informam com mais precisão o status de carga do notebook.

Em tempo: a Ookla, dona do Speedtest, foi comprada recentemente pela Accenture. Antes da parceria com a Ookla, o Bing exibia um teste de velocidade de internet próprio, baseado no Azure, segundo Windows Latest. Ou seja, bagagem para implementar algo próprio a Microsoft tem.

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google revela como irá melhorar o desempenho do Android

11 de Março de 2026, 11:11
Dois bonecos do mascote do Android
Google revela como irá melhorar o desempenho do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou técnica AutoFDO para otimizar kernel do Android, prometendo ganhos de desempenho significativos;
  • testes em celulares Pixel mostraram ganhos de desempenho entre 2% e 22% com a AutoFDO, que está sendo implementada nas versões 6.12 e 6.6 do kernel;
  • plano do Google é expandir técnica para outros recursos e versões futuras do kernel do Android.

AutoFDO é uma contração em inglês para Otimização Automática Direcionada por Feedback. Mas o mais importante é saber que esse é o nome da técnica que o Google anunciou para atender a um objetivo nobre: otimizar o desempenho do Android no nível do kernel.

O kernel é o núcleo do sistema operacional e, como tal, é responsável por permitir que aplicativos e outros recursos de software se comuniquem com o hardware do dispositivo.

De acordo com o Google, o kernel do Android responde por cerca de 40% do tempo de uso da CPU em um dispositivo com esse sistema operacional. Otimizações no nível do kernel podem trazer ganhos de desempenho realmente relevantes, portanto. É o que a AutoFDO promete.

O que é AutoFDO?

A AutoFDO não é, necessariamente, uma técnica nova. O Google a implementou pela primeira vez em 2021, no Android 12, mas para otimização de módulos e bibliotecas específicas do sistema operacional. Agora, como já sabemos, o recurso chega ao nível do kernel.

Tal como o próprio Google explica, durante uma atividade de compilação de software, o compilador toma uma série de pequenas decisões “com base em dicas de código estáticas”. Essas “dicas” consistem em informações que o compilador extrai da análise do código-fonte, como estruturas de funções ou condicionais presentes.

Na prática, é como se o compilador usasse as tais “dicas” para prever quais partes do código devem ser executadas com prioridade ou são mais críticas para o desempenho. O problema é que nem sempre essa antecipação é precisa, ou seja, corresponde ao uso real do software.

É aí que a AutoFDO entra em cena. A técnica se baseia em dados coletados durante a execução em tempo real do software. Como o compilador é, então, orientado por informações mais realistas, as chances de a otimização certa para aquele cenário de execução ser aplicada são consideravelmente maiores.

Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android
Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android (imagem: reprodução/Google)

De quanto é o ganho de desempenho do Android com a AutoFDO?

Ainda de acordo com o Google, a AutoFDO permitiu melhorar em 4% a inicialização de aplicativos e reduzir em 1% o tempo de inicialização do sistema quando a técnica foi aplicada em executáveis e bibliotecas no nível do usuário. Parece pouco, não? Mas, no nível do kernel, os ganhos são mais expressivos.

Como mostra o gráfico mais acima, em testes feitos com celulares da linha Pixel rodando as versões 6.1, 6.6 e 6.12 do kernel do Android, os ganhos de desempenho variaram entre 2% e 22%, dependendo do componente mensurado. Como este ainda é um trabalho em andamento, ganhos maiores podem ser registrados em etapas futuras.

A AutoFDO já está sendo implementada pelo Google nas ramificações 6.12 do kernel para Android 16 e 6.6 para Android 15. O plano inclui levar a técnica para as versões futuras do kernel, é claro. Também está nos planos implementar a AutoFDO em outros componentes, incluindo drivers.

Google revela como irá melhorar o desempenho do Android

Mascotes do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ganho de desempenho da AutoFDO em componentes do Android (imagem: reprodução/Google)

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

10 de Março de 2026, 18:07
Eventos no calendário do Windows 11
Como seriam os eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft adiou adição de eventos ao calendário do Windows 11, inicialmente prevista para testes no final de 2025;
  • função ainda está nos planos, mas data de liberação da prévia não foi especificada;
  • recurso já existia no Windows 10, mas foi retirado do Windows 11 pela Microsoft.

Em novembro de 2025, a Microsoft revelou estar trabalhando em uma atualização que faria o calendário do Windows 11 permitir inserção de eventos ou lembretes. A companhia não deu data para liberar a funcionalidade, mas havia expectativa de que isso ocorresse no início de 2026. Sabemos, agora, que não será assim.

Essa expectativa girava em torno da promessa da Microsoft de iniciar testes do recurso com participantes do programa Windows Insider no fim do ano passado. Mas, até agora, não há sinal da nova função.

Foi então que o Windows Central descobriu que a Microsoft atualizou o anúncio original para remover o trecho que falava sobre a prévia do recurso em dezembro de 2025.

Teria a Microsoft desistido da ideia, então? Felizmente, não. Procurada pelo veículo, a companhia explicou que ainda está trabalhando na funcionalidade, mas que a liberação da prévia irá ocorrer nos “próximos meses”, sem dar uma data precisa.

Em outras palavras, a função de eventos do calendário flutuante do Windows 11 ainda está nos planos da Microsoft, a companhia apenas decidiu tirá-la da agenda (desculpa a ironia).

Motivo? Não está claro. Mas, quando o recurso foi anunciado, descobriu-se que o seu desenvolvimento estava sendo feito em WebView (com interface web), o que poderia afetar o seu desempenho.

O Windows Central levanta a possibilidade de a companhia ter recebido queixas contra isso e, assim, ter decidido basear o projeto na interface nativa do Windows, o que requer mais tempo de desenvolvimento.

O calendário do Windows 10 permite evento
O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que eventos no calendário do Windows 11 são importantes?

Porque, atualmente, o calendário flutuante que aparece quando você clica na área à direita da Barra de Tarefas do Windows 11 serve apenas para consulta de datas.

No Windows 10, você pode usar o calendário para adicionar eventos ou lembretes facilmente, o que torna a ferramenta muito mais útil. A remoção desse recurso no Windows 11 foi uma das derrapadas que a Microsoft deu com essa versão do sistema operacional.

Com o retorno do recurso ao Windows 11, espera-se que, além de eventos e lembretes, o calendário também permita ao usuário visualizar um botão direto para reuniões online agendadas.

Há boas chances de a funcionalidade ser realmente útil, portanto. É esperar que a Microsoft faça um bom trabalho (e em tempo hábil, de preferência).

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

4 de Março de 2026, 16:44
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 agora possui ícones coloridos de status de bateria: verde, laranja, vermelho e preto, indicando diferentes níveis de carga e conexão à tomada;
  • porcentagem de carga pode ser exibida na Barra de Tarefas, mas precisa ser ativada manualmente em Configurações / Energia e bateria;
  • atualização que inclui ícones coloridos está sendo liberada gradativamente no Windows 11 25H2 ou 24H2.

Depois de pouco mais de um ano de testes, a Microsoft tornou os ícones coloridos de status de bateria oficiais no Windows 11. Eles não são um mero capricho: as cores ajudam o usuário a saber rapidamente se é preciso ligar o notebook à tomada ou não. A novidade já está sendo liberada massivamente.

São quatro cores:

  • ícone verde: indica que o notebook está ligado à tomada e que sua bateria tem alto nível de carga;
  • ícone laranja: informa que o notebook está operando em modo de economia de energia, que ocorre quando há 30% de carga ou menos;
  • ícone vermelho: indica que o nível de carga está abaixo de 6% e que o computador deve ser ligado à tomada o quanto antes;
  • ícone preto: informa que a carga está em 100% ou em um nível próximo a isso, mas sem o notebook estar ligado à tomada.

Também é possível mostrar a porcentagem de carga

Além de assumir cores condizentes com o status da bateria, o ícone também pode mostrar a porcentagem de carga disponível, informação que fica permanentemente visível na Barra de Tarefas.

Porém, essa opção precisa ser ativada manualmente pelo usuário. Para isso, basta ir em Configurações / Energia e bateria e ativar a opção Porcentagem de bateria. O mesmo caminho permite que a exibição de porcentagem seja desativada, obviamente.

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga
Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como ativar os ícones coloridos de bateria no Windows 11?

Os ícones coloridos de bateria consistem em uma mudança de interface no Windows 11, por isso, a sua ativação é automática e depende de uma atualização do sistema operacional.

Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que essa atualização começou a ser liberada massivamente no Windows 11 25H2 ou 24H2 há alguns dias, mas de modo gradativo, com mais usuários devendo receber a novidade no decorrer das próximas semanas.

Se a sua instalação do Windows 11 ainda não exibe os novos ícones, é possível tentar acelerar esse processo instalando a atualização KB5077241. Para tanto, você pode verificar se esse pacote já aparece no Windows Update como atualização opcional.

A instalação também pode ser feita a partir do catálogo online do Microsoft Update (observe que o pacote tem cerca de 4,5 GB, afinal, traz outras funções e modificações).

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

4 de Março de 2026, 16:39
Ilustração vetorial em tons de azul, verde e cinza mostra um monitor de computador e parte de um smartphone à esquerda. O monitor exibe uma janela de navegador branca com barra de busca, uma mancha verde abstrata no centro e um cursor de mouse verde limão. Ao lado, o desktop escuro contém três ícones de pastas azuis. No canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria. Uma linha verde conecta os dispositivos.
Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Android 16 QPR3 introduziu um modo PC nativo, disponível apenas para a linha Pixel, que não é vendida no Brasil.
  • O modo PC permite conectar o celular a um monitor via USB-C, oferecendo uma interface similar a de um desktop, com suporte a mouse e teclado Bluetooth.
  • Fabricantes como a Samsung e a Motorola já possuem soluções próprias de modo desktop, como o DeX e o Ready For, respectivamente.

O Android 16 QPR3 trouxe uma novidade: ao ser conectado a um monitor usando um cabo USB-C, ele oferece uma interface similar à de um desktop. Assim, basta conectar um mouse e um teclado por Bluetooth para usar o celular como um computador. O recurso foi desenvolvido em parceira com a Samsung, que oferece o modo DeX há anos, com funcionamento praticamente idêntico.

A atualização, portanto, é uma novidade apenas na linha Pixel, com aparelhos Pixel 8 e posteriores oferecendo suporte. Como os smartphones da marca própria do Google não são vendidos por aqui, pouca coisa muda para o público brasileiro no momento.

O modo desktop já estava presente na versão beta QPR1 Beta 2, distribuída em junho de 2025. Agora, a disponibilidade é mais ampla. O Android QPR é uma versão trimestral do sistema, liberada para aparelhos da linha Pixel. Posteriormente, essas novidades podem chegar à versão estável do sistema, cabendo a outras fabricantes implementá-las.

Como é o desktop mode do Android?

GIF mostra celular conectado a monitor externo. O monitor mostra duas janelas, com Gmail e Chrome. Na parte de baixo, há ícones de aplicativos. No canto direito, há três botões (voltar, início e multitarefas).
Telefone fica liberado para uso (imagem: divulgação)

O ambiente de desktop do sistema operacional é bem parecido com o de concorrentes como Windows e macOS. Os apps rodam em janelas, em modo tablet/dobrável (quando disponível), e é possível redimensioná-las livremente, bem como movê-las ou sobrepô-las.

Na parte de baixo da tela, fica uma barra de tarefas, com atalhos para aplicativos e os três botões padrão do sistema: voltar, tela inicial e tela multitarefas. Na parte superior, há uma barra bastante familiar aos usuários de Android, com hora, data e indicadores de Wi-Fi e bateria.

Um ponto importante é que o smartphone fica liberado para uso, liberando recursos como câmera e ligações, por exemplo. Se for conectado a um tablet, é possível colocar o monitor para funcionar como segunda tela. No momento, nenhum tablet da linha Pixel oferece esse suporte, então isso só funciona com o Galaxy Tab S11 e alguns modelos de gerações anteriores.

O modo desktop do Android gera curiosidade extra porque o Google já confirmou que trabalha em uma versão do sistema para PCs, ainda sem previsão de lançamento. As imagens que vazaram, porém, mostram algumas diferenças para o recurso da linha Pixel, como os botões no canto inferior direito e a barra na parte superior da janela.

Fabricantes já têm soluções próprias

O modo desktop do Android é bastante aguardado, mas muitos usuários do sistema já contam com esse recurso, graças a iniciativas das próprias fabricantes de celulares. Uma delas é a própria Samsung, com o modo DeX.

Outra pioneira nesse tipo de conectividade é a Motorola. Lá em 2011, ela vendia o Atrix, que podia ser conectado a um acessório chamado Lapdock, que era basicamente um monitor e um teclado montados em formato de notebook.

Mais recentemente, os aparelhos mais potentes da marca contam com o recurso Ready For, que também oferece uma interface de desktop ao serem conectados a um monitor.

Com informações do Android Headlines e Android Authority

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

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Atualização permite conectar celular a um monitor externo e ativar interface de PC. Solução só está disponível para dispositivos selecionados de Google e Samsung.

Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)

Linux 7.0 vem aí e Linus Torvalds brinca sobre temer “números grandes”

24 de Fevereiro de 2026, 12:08
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linux 7.0 está a caminho e Linus Torvalds brinca sobre “números grandes” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.0 foi anunciado por Linus Torvalds, com lançamento previsto para abril de 2026, mas salto de numeração reflete apenas “progresso sólido”, sem grandes novidades;
  • Torvalds afirmou que mudou número principal para evitar confusão com contagens; em tom de brincadeira, ele comentou esperar que seu sucessor lide melhor com números altos;
  • Atualização trará suporte para novos processadores da Intel e AMD, além de otimizações de desempenho; o uso da linguagem Rust sairá da fase experimental.

O kernel Linux 7.0 vem aí. O número arredondado nos faz pensar em uma grande novidade na versão. Mas Linus Torvalds tratou de avisar que a numeração representa apenas um “progresso sólido” do projeto e fez até uma brincadeira sobre seu sucessor não ter medo de números altos.

Atualmente, o Linux está na versão 6.19, que foi anunciada no último dia 8. Uma simples continuidade do projeto nos faria pensar em uma versão “6.20”. Vem daí a suspeita de que o salto para a versão 7.0 representaria algum avanço muito expressivo.

No último domingo (22/02), o Linux 7.0 rc1 (Release Candidate 1) foi anunciado. A fase “rc” consiste na última antes do lançamento da versão final do projeto. Como o projeto avança dentro do prazo, é bastante provável que o Linux 7.0 chegue no momento esperado: abril de 2026.

Torvalds aproveitou o anúncio para explicar o salto de numeração: “temos um novo número de versão principal simplesmente porque me confundo facilmente e não me dou bem com números grandes”.

Ele continuou, sem perder o bom humor:

Não fazemos lançamentos baseados em recursos (ou em “estável versus instável”) há muito tempo. Portanto, esse novo número de versão principal não significa que temos algum novo recurso incrível ou que estamos abandonando interfaces antigas. É apenas o marcador usual de “progresso sólido”, nada mais.

E sim, não tenho um plano concreto para quando o próprio número da versão principal ficar grande. Mas, fazendo as contas, até lá, espero que tenhamos alguém mais competente no comando, que não tenha medo de números maiores que 10. Então, não vou me preocupar com isso.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

Ao comentar sobre um sucessor, talvez Torvalds tenha feito uma referência ao plano criado para quando o Linux precisar de um novo líder.

Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian em gravação no ano passado (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

O que o Linux 7.0 trará de novo?

Tradicionalmente, cada nova versão traz um conjunto de pequenos aprimoramentos. Não será diferente no Linux 7.0. Essa versão reserva novidades como:

  • suporte para os futuros processadores Intel Nova Lake e Diamond Rapids;
  • suporte para os futuros chips AMD com arquitetura Zen 6;
  • suporte melhorado aos chips Qualcomm Snapdragon X2;
  • ajustes de desempenho para arquiteturas como RISC-V e LoongArch;
  • otimizações em sistemas de arquivos, a exemplo do ext4 e do exFAT.

Um detalhe interessante é que, na nova versão, o uso de Rust (linguagem mais moderna e segura) no desenvolvimento de determinados componentes do kernel deixará a fase “experimental” para ser definitiva.

Vale relembrar que a versão final do Linux 7.0 é esperada para abril. Talvez o anúncio seja feito no dia 12 ou no dia 19 desse mês (dependerá do número de versões “rc” lançadas).

Linux 7.0 vem aí e Linus Torvalds brinca sobre temer “números grandes”

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Cenário do Windows XP é refotografado no ângulo original após 30 anos

20 de Fevereiro de 2026, 12:59
Bliss, papel de parede padrão do Windows XP
Bliss, papel de parede padrão do Windows XP (imagem: reprodução/Wallpaperswide)
Resumo
  • papel de parede “Bliss” do Windows XP é uma foto real tirada por Charles O’Rear em 1996 no Condado de Sonoma, EUA;
  • um usuário do Reddit recriou a imagem em 18/02, com ângulo quase idêntico ao original, mas com céu nublado e vegetação menos uniforme;
  • apesar das mudanças na vegetação e no céu, cena remete instantaneamente ao sistema da Microsoft.

Há quem acredite que o icônico papel de parede do Windows XP é uma montagem, mas a verdade é que, ainda que a imagem tenha passado por ajustes, ela consiste na foto de um local real. Eis que, nesta semana, uma pessoa foi até lá e conseguiu produzir uma foto muito parecida com a original.

Chamado de Bliss, o papel de parede do Windows XP exibe um céu azul com algumas nuvens brancas e uma colina ondulada com grama verde. Esse contraste de cores é o que, provavelmente, ajudou a imagem a ser tão marcante.

A foto original foi registrada por Charles O’Rear, que trabalhou como fotógrafo da National Geographic, em janeiro de 1996. O local que aparece na imagem é um ponto de uma área rural do Condado de Sonoma, ao norte de San Francisco (Estados Unidos).

Posts from the windows
community on Reddit

“Bliss” é recriada 30 anos depois

No decorrer dos últimos 30 anos, o local foi registrado em novas imagens por várias pessoas, mas, geralmente, em ângulos diferentes do original ou com a paisagem bastante modificada por causa de fatores climáticos ou das atividades agrícolas da região.

Porém, um usuário do Reddit que se identifica como SuperPJG123 visitou o local na última quarta-feira (18/02) e conseguiu registrar uma foto muito parecida com a imagem que foi transformada em papel de parede no Windows XP.

Foto Bliss do Windows XP recriada
A Bliss recriada (imagem: Reddit/SuperPJG123)

É verdade que, na nova foto, o céu está quase todo coberto por nuvens e a vegetação está menos uniforme. Por outro lado, o ângulo da imagem é quase idêntico ao do registro de Charles O’Rear.

Isso faz a nova imagem ser uma das reproduções mais fiéis da Bliss. Com alguma edição de imagem, talvez para aumentar a saturação de cores e remover a pilha de detritos que aparece ali, seria possível criar uma “Bliss 2.0”.

Em tempo: as fotos tiradas nesta semana foram compartilhadas pelo autor no Google Drive.

Em tempo²: você pode conferir o local da imagem no Google Maps.

Cenário do Windows XP é refotografado no ângulo original após 30 anos

Bliss, papel de parede padrão do Windows XP (imagem: reprodução/Microsoft)

A Bliss recriada (imagem: Reddit/SuperPJG123)

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

19 de Fevereiro de 2026, 10:06
Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
  • O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
  • A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.

A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.

Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.

Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?

O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.

Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.

A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.

iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.

Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.

Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)

Versões beta dos sistemas da Apple já mostram mudanças em teste (imagem: reprodução/Apple)

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

12 de Fevereiro de 2026, 16:38
Microsoft Store CLI no Windows 11
Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Store CLI permite instalar e gerenciar aplicativos via linha de comando no Windows 10 e 11;
  • Comandos principais incluem “store browse-apps”, “store install” e “store –help”;
  • Microsoft Store CLI é voltada principalmente a desenvolvedores e usuários avançados.

No universo do Linux, você pode instalar softwares via linha de comando usando ferramentas como APT e Snap. E se você pudesse ter uma experiência minimamente parecida com essas opções, mas no Windows? Com a Microsoft Store CLI isso é possível.

CLI é a sigla para Command Line Interface, ou seja, Interface de Linha de Comando. A ideia é permitir que você instale e gerencie aplicativos no Windows digitando instruções via Prompt de Comando (CMD) ou via Windows PowerShell.

A condição é a de os apps em questão estarem disponíveis na Microsoft Store, obviamente. Além disso, a Microsoft Store precisa estar ativada no computador.

De acordo com a companhia, a Microsoft Store CLI foi criada para atender a desenvolvedores e usuários avançados. A nova abordagem vinha sendo testada há algum tempo e, nesta semana, foi anunciada oficialmente.

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI
Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar a Microsoft Store CLI?

Para usar a novidade, tudo o que é necessário fazer é abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e digitar o comando store, tanto no Windows 11 quanto no Windows 10. Se preferir, você pode digitar diretamente comandos mais específicos. Os principais são estes:

  • descobrir aplicativos: store browse-apps [parâmetro]
  • instalar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • atualizar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • obter ajuda: store –help
Instalação de app via Microsoft Store CLI
Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por exemplo, suponha que você queira descobrir a lista de aplicativos mais populares na loja. O comando é este:

store browse-apps top-free

Ou, então, imagine que você queira instalar o Firefox no computador. O comando é este:

store install firefox

A loja buscará os aplicativos que tiverem o nome “firefox”. Na sequência, você deverá selecionar a opção a ser instalada usando as setas do teclado e a tecla Enter.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma opção de instalação de softwares via linha de comandos. Em 2021, quando o Windows 10 ainda era suportado, a companhia lançou o Winget 1.0 (ou Windows Package Manager 1.0), que tem uma proposta parecida.

A principal diferença entre as duas opções, um tanto óbvia, é que a Store CLI é direcionada apenas aos aplicativos disponíveis na Microsoft Store, enquanto o Winget é mais generalista.

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

12 de Fevereiro de 2026, 16:15
Logotipo do Windows 11
Windows 11 26H1 não será uma atualização de recursos do 25H2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chips Arm e não estará disponível para dispositivos com processadores Intel ou AMD.
  • Microsoft interromperá o ciclo tradicional de atualizações anuais, focando em otimizações de hardware para os novos processadores Arm.
  • A maioria dos usuários continuará na versão 25H2, recebendo atualizações mensais de segurança e correções de bugs.

A Microsoft quebrará o tradicional ciclo de atualizações anuais com o lançamento do Windows 11 26H1, que será exclusivo para novos computadores com arquitetura Arm. A maioria dos usuários, com dispositivos em x86, não poderá instalá-lo. Máquinas equipadas com os recém-anunciados chips Snapdragon X2 Elite, da Qualcomm, já chegarão com a nova versão.

Diferentemente dos pacotes de recursos que chegam habitualmente para todos via Windows Update, o 26H1 “não é uma atualização de recursos para a versão 25H2”, explica a gerente de produto Aria Hanson, em um post no blog da Microsoft. Isso significa que a vasta maioria dos PCs atuais — sejam eles equipados com processadores Intel, AMD ou até modelos Arm mais antigos — não receberá essa atualização.

Chip Snapdragon X2 Elite
Windows 11 26H1 chega para PCs com base no Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)

O sistema operacional foi bifurcado temporariamente para atender às necessidades de hardware dos novos processadores. Com a decisão, quem está hoje nas versões 24H2 ou 25H2 do Windows seguirá na versão já instalada.

De acordo com apuração do Ars Technica, usuários dos PCs que receberão a 26H1 também não devem receber a atualização do fim do ano, a 26H2, prevista para o restante do ecossistema.

A expectativa é que a Microsoft volte a unificar os ecossistemas até março de 2028, quando o suporte às atualizações de segurança do Windows 11 26H1 deve ser encerrado. Até lá, desenvolvedores e outros profissionais terão que lidar com esse período de sobreposição, testando softwares em versões distintas do sistema em hardwares diferentes.

Compromisso com arquitetura Arm

O lançamento da versão dedicada ao Arm reforça o compromisso da Microsoft com a arquitetura, após décadas de domínio do x86, usado amplamente pelas rivais Intel e AMD.

A atualização anterior, 24H2, já havia sido um marco nesse sentido, introduzindo mudanças profundas no kernel e o tradutor “Prism” para melhorar a compatibilidade de apps antigos.

Vale lembrar que a Microsoft já vem tratando as versões Arm com certa prioridade. Recursos de inteligência artificial que exigem NPUs potentes, como o polêmico Recall e o Click To Do, chegaram primeiro aos PCs com Arm meses antes de serem liberados para as versões x86.

Chip Arm
Microsoft foca em compatibilidade para chips Arm (imagem: divulgação/Arm)

Updates não param para PCs “comuns”

Apesar da exclusividade da nova atualização, a Microsoft garante que o Windows 11 26H1 não traz recursos visuais inéditos ou ferramentas exclusivas que fariam falta no uso diário. O foco, segundo a empresa, é quase inteiramente em otimizações de baixo nível para extrair o máximo dos novos processadores da Qualcomm.

Para a grande maioria dos usuários que permanecerá na versão 25H2, nada muda. A empresa continuará liberando atualizações mensais de segurança, correções de bugs e novos recursos via feature drops.

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Chip Arm (imagem: divulgação/Arm)

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

12 de Fevereiro de 2026, 10:22
Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3
Linux Mint 22.3, a versão mais recente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedores do Linux Mint planejam estender intervalo entre lançamentos para priorizar qualidade, possivelmente a partir de 2026;
  • Atual ciclo semestral limita desenvolvimento de novos recursos, segundo Clement Lefebvre, líder do projeto;
  • Mudança no cronograma ainda não é oficial, mas há indicações de que ocorrerá em breve.

O Linux Mint segue um ciclo de desenvolvimento semestral, o que significa que uma nova versão da distribuição é lançada a cada seis meses, podendo haver pequenas variações nesse intervalo. Mas a frequência de lançamentos deve diminuir, talvez já em 2026. Isso porque os desenvolvedores do projeto querem priorizar a qualidade em vez da quantidade.

Não que o atual ciclo semestral esteja resultando em um sistema operacional ruim. Na verdade, o Linux Mint é bastante elogiado por ser estável e fácil de usar, tendo inclusive aparecido com uma alternativa viável ao Windows 10, que deixou de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2025.

Mas, em uma postagem recente no blog do projeto, Clement Lefebvre, líder do Linux Mint, explicou que o atual cronograma de lançamentos dificulta a criação de recursos, pois os desenvolvedores precisam utilizar o prazo apertado disponível para executar testes e aplicar ajustes na distribuição:

Lançar com frequência é importante porque significa que recebemos muitos feedbacks e relatórios de bugs quando introduzimos mudanças. (…) É um processo que funciona muito bem e produz melhorias incrementais a cada lançamento.

Mas isso consome muito tempo e limita nossa ambição em termos de desenvolvimento. Com um lançamento a cada seis meses, além do LMDE, gastamos mais tempo testando, corrigindo e lançando do que desenvolvendo.

Clement Lefebvre, líder do Linux Mint

Ao citar “LMDE”, Lefebvre se refere à variante Linux Mint Debian Edition que, como o nome deixa claro, usa a distribuição Debian como base. O Linux Mint convencional, por assim dizer, é baseado no Ubuntu.

Desktop do Linux Mint 22.3 "Zena" com navegador Firefox aberto
Desktop do Linux Mint 22.3 “Zena” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual será o novo ciclo de atualizações do Linux Mint?

Ninguém sabe ao certo, afinal, a decisão de mudar o cronograma de lançamentos ainda não é oficial. Os desenvolvedores apenas avisaram que mudanças podem ocorrer em breve.

Mas eu apostaria em um ciclo anual de lançamento. Essa abordagem daria mais tempo para os desenvolvedores trabalharem em novos recursos e, ao mesmo tempo, diminuiria o risco de usuários passarem a ter a impressão de que a distribuição está ficando ultrapassada.

Curiosamente, Lefebvre comentou que o próximo Linux Mint será baseado em uma nova versão LTS (com suporte de longo prazo), mas que os desenvolvedores perceberam que estão sem ideia de codinome para a versão.

Ele dá a entender que a falta de codinomes é outro motivo para aumentar o intervalo de lançamentos entre versões. É claro que há um certo nível de brincadeira com relação a esse aspecto, mas a observação serve para reforçar que os desenvolvedores realmente estão dispostos a mudar o ciclo de atualizações do Linux Mint.

Em tempo, a versão mais atual da distribuição é o Linux Mint 22.3 “Zena”, que foi lançado em meados de janeiro.

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Tela de informações do sistema no Linux Mint 22.3 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desktop do Linux Mint 22.3 "Zena" com navegador Firefox aberto (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

iOS 26.3 traz opção nativa para migrar do iPhone para Android

11 de Fevereiro de 2026, 17:12
Uma composição de vários ícones de aplicativos do iOS, organizados em círculos concêntricos e desfocados ao fundo, em um degradê de branco para um roxo claro. No centro, sobre um quadrado branco com bordas arredondadas, destaca-se o texto "iOS 26". No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
iOS 26.3 chega com novidade na transferência de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 26.3 introduz uma ferramenta nativa para migrar dados do iPhone para Android.
  • A atualização permite encaminhar notificações do iPhone para dispositivos de terceiros.
  • O update também inclui melhorias na privacidade de localização para modelos com modems C1 e C1X (a partir do iPhone 16e).

A Apple liberou para todos os usuários a versão final do iOS 26.3 nesta quarta-feira (11/02). A atualização foca em pequenos ajustes, mas traz uma nova ferramenta nativa e simplificada para migrar dados do iPhone para um celular Android.

A novidade havia aparecido no Android e na versão beta disponibilizada para desenvolvedores em dezembro do ano passado e agora faz a estreia oficial. O objetivo é tornar a troca de plataforma menos complicada, dispensando o uso de cabos e softwares de terceiros.

Captura de tela da tela de atualizações do iPhone, indicando a instalação do iOS 26.3
Download do iOS 26.3 pesa 12,38 GB (imagem: Bruno Andrade e Felipe Faustino/Tecnoblog)

Novo método de transferência

Até então, Google e Apple mantinham ferramentas que facilitavam trazer dados de dispositivos do sistema operacional rival, como o Mudar para Android e o Migrar para o iOS. A experiência, no entanto, sempre foi criticada por usuários dos dois ecossistemas, com transferências incompletas e lentidão no processo.

O novo recurso mantém a ideia da transferência via conexão sem fio (Wi-Fi ou Bluetooth) para mover o conteúdo de um aparelho para o outro. A ferramenta, segundo um aviso que aparece ao usá-la, consegue transferir fotos, mensagens, notas, aplicativos gratuitos equivalentes e o número de telefone.

No entanto, outros dados, como os de saúde, dispositivos emparelhados via Bluetooth e itens protegidos (como notas bloqueadas), não são transferidos.

Como transferir dados do iOS para o Android?

Captura de tela do processo de transferência de dados do iOS para o Android em um iPhone
Opção de transferir para o Android já está disponível (imagem: Bruno Andrade e Felipe Faustino/Tecnoblog)

Para iniciar o processo, é necessário que os dois aparelhos estejam próximos. O sistema gera um código QR no Android, que deve ser escaneado pelo iPhone para estabelecer a conexão.

No iOS, o caminho é simples:

  1. Acesse Ajustes;
  2. Toque em Geral;
  3. Selecione Transferir ou Redefinir o iPhone;
  4. Escolha a nova opção Transferir para Android.

Mais novidades

Além da ponte para o Android, a atualização traz mudanças focadas em personalização e privacidade. Uma delas é o Encaminhamento de Notificações. O recurso, projetado para atender à Lei de Mercados Digitais (DMA) da União Europeia, permite que notificações recebidas no iPhone sejam encaminhadas para dispositivos de terceiros (como relógios que não sejam o Apple Watch).

Outros destaques incluem:

  • Privacidade de localização: usuários de iPhones equipados com os modems C1 e C1X (introduzidos a partir do iPhone 16e) ganharam um recurso para ofuscar dados precisos de localização junto às operadoras.
  • Papéis de parede: a Apple separou as categorias de imagem de fundo “Tempo” e “Astronomia”, oferecendo novas opções de design para a tela de bloqueio baseada no clima.

iOS 26.3 traz opção nativa para migrar do iPhone para Android

Apple pode adotar novo padrão nos nomes dos sistemas, usando o ano seguinte ao lançamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Android para PC terá atalhos do Gemini no teclado e na barra de status

10 de Fevereiro de 2026, 17:32
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Gemini será parte importante do sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android para PC, conhecido como Aluminium OS, incluirá o assistente Gemini acessível via atalho de teclado ou ícone na barra de status.
  • O código beta do app do Google versão 17.5 menciona a ativação do Gemini através de ícone ou botão do Google com a barra de espaço.
  • Animações do Gemini no PC incluem um ícone animado e uma tela cheia ao ser ativado.

A nova versão beta do app do Google para Android traz dois trechos de código que indicam como o Gemini vai funcionar na versão do sistema para computadores.

O assistente com inteligência artificial generativa estará disponível para acesso rápido por meio de um atalho de teclado ou por um ícone na barra superior da interface do Aluminium OS, codinome interno do substituto do ChromeOS.

Como será o Gemini no Android para PC?

O código da versão 17.5 do app do Google, ainda em versão beta, foi obtido e analisado pelos sites 9to5Google e Android Authority.

São duas linhas de código que fazem menção ao Gemini no computador. Uma delas revela que é possível ativar o assistente clicando no ícone no canto superior direito da tela ou apertando o botão do Google, presente em vários Chromebooks, e a barra de espaço do teclado físico.

Captura de tela da interface de um sistema operacional para desktop. A área de trabalho exibe duas janelas de navegador abertas lado a lado, preenchendo quase toda a tela. Na parte superior, há uma barra de status preta com o relógio à esquerda e ícones de conectividade à direita. Na base, uma barra de tarefas flutuante e centralizada organiza dez ícones de aplicativos circulares e coloridos.
Imagens vazadas anteriormente já indicava ícone do Gemini na barra superior (imagem: reprodução/9to5Google)

A outra linha tem uma breve apresentação do Gemini, dizendo: “Peça ao Gemini ajuda para escrever, planejar, ter ideias e mais”. O código dessa mensagem traz duas informações importantes.

A primeira é que se trata de um “placeholder”, termo usado para definir elementos que estão de forma provisória em algum lugar, apenas para ocupar aquele espaço. A segunda é que a mensagem aparecerá ao pedir o consentimento do usuário para ativar o Gemini.

O Android Authority encontrou ainda duas animações ligadas ao Gemini no PC. O ícone que ficará no canto superior direito da tela será animado, com um efeito de “respiração”, crescendo e encolhendo de forma alternada. Além disso, o assistente terá uma animação de tela cheia ao ser configurado.

O que mais sabemos sobre o Android no PC?

O projeto para levar o Android aos computadores já foi confirmado por executivos do Google, mas ainda há poucos detalhes sobre ele. Sabe-se, por exemplo, que o codinome interno é Aluminium OS, mas o nome oficial ainda é um mistério.

No fim de janeiro de 2026, um desenvolvedor compartilhou publicamente vídeos do sistema em um fórum de discussão de bugs do Chromium. O visual lembra bastante o dos tablets Android, mas traz adaptações para aproveitar o espaço extra da tela de um notebook.

Com informações do Android Authority e do 9to5Google

Android para PC terá atalhos do Gemini no teclado e na barra de status

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Código do app do Google traz referências ao Android para PC. Sistema é conhecido como Aluminium OS, mas ainda não tem data de lançamento.

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

10 de Fevereiro de 2026, 12:19
Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tanques de tinta de impressora (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinua atualizações de drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e Windows Server 2025;
  • Impressoras antigas continuarão funcionando, mas drivers V3 e V4 não serão atualizados pelo Windows Update;
  • Microsoft quer focar em drivers mais modernos, no padrão Mopria/IPP.

Se você tem uma impressora antiga, que (milagrosamente) funciona até hoje, precisa ficar atento: a Microsoft confirmou que, desde janeiro de 2026, não atualiza mais drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e no Windows Server 2025. Mas o que isso quer dizer?

Que fique claro desde já que a sua impressora antiga continua compatível com o Windows 11. A mudança em questão apenas acaba com atualizações de drivers por meio do Windows Update, com exceção para casos pontuais (que envolvem problemas de segurança, por exemplo).

O termo V3 é uma referência a uma classe de drivers para impressoras comercializadas na época em que o Windows XP e o Windows Server 2000 eram os sistemas operacionais mandatórios da Microsoft.

Drivers V3 são caracterizados por terem muitos elementos proprietários e, principalmente, por acessarem numerosos recursos do sistema operacional. Eles são mais inseguros, portanto.

Mais tarde, com a dupla Windows 8 e Windows Server 2012, a Microsoft tentou amenizar esses problemas com uma classe mais avançada, os drivers V4, que são mais leves e baseados em menos arquivos DLL em relação aos drivers V3.

Porém, drivers V4 não tiveram a adesão esperada por parte dos fabricantes e mantêm algumas limitações técnicas importantes, e isso tudo os torna apenas “menos piores” do que os drivers V3.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 perderá suporte a drivers V3 e V4 via Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que acontece agora com a minha impressora no Windows 11?

Se você comprou uma impressora nos últimos dez anos, não precisa se preocupar, pois, provavelmente, o equipamento utiliza drivers no padrão Mopria/IPP, que são mais seguros, estáveis e menos dependentes de software fornecido por fabricantes.

Para quem tem uma impressora antiga, no padrão V3 ou V4, elas continuam funcionando no Windows 11 ou no Windows Server 2025.

No caso de uma instalação nova do sistema operacional, porém, drivers V3 ou V4 ainda poderão ser baixados via Windows Update, mas não há garantia de disponibilidade para todos os modelos. Diante dessas circunstâncias, a recomendação é a de que o usuário baixe os drivers junto ao fabricante da impressora.

O plano de descontinuação do suporte a drivers V3 e V4 foi anunciado pela Microsoft em setembro de 2023. A partir de julho de 2026, o Windows passará a priorizar drivers Mopria/IPP da Microsoft quando mais de uma opção estiver disponível.

Por fim, a partir de julho de 2027, drivers de impressoras fornecidos por fabricantes não poderão mais ser atualizados via Windows Update, exceto para correções de segurança. Assim, quem preferir drivers de fabricantes terá que instalá-los separadamente.

Com informações de Windows Latest

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linus Torvalds anuncia Linux 6.19; veja o que há de novo

9 de Fevereiro de 2026, 14:47
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linus Torvalds anuncia Linux 6.19 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 6.19 melhora compatibilidade com GPUs AMD antigas e suporte a máquinas virtuais com chips da companhia;
  • Atualização traz suporte a chips Intel Nova Lake e para tecnologia de segurança Intel LASS, que previne ataques baseados em vulnerabilidades de hardware;
  • Sistema de arquivos EXT4 foi otimizado e dispositivos portáteis como Steam Deck e Asus ROG Ally ganharam suporte oficial para controle de hardware.

O Linux 6.19 é oficial. Manda a tradição que o anúncio de uma nova versão do kernel seja feito em um domingo. Pois bem, Linus Torvalds apresentou a novidade no último dia 8. O que há de novo? Principalmente ajustes ou acréscimo de compatibilidade com chips AMD e Intel. Mas há outros avanços, é claro.

No e-mail em que anuncia o Linux 6.19, Linus Torvalds fez o seguinte comentário:

Sem grandes surpresas na semana passada [com relação ao kernel], então a versão 6.19 foi lançada conforme o esperado — justamente quando os EUA se preparam para uma paralisação completa ainda hoje, assistindo à última leva de comerciais de TV.

Apostadores diriam que todos eles [os comerciais] foram gerados por IA, mas talvez alguma empresa empreendedora decida ir contra essa tendência? Duvido, mas sempre há uma pequena chance.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

Ao falar de paralisação nos Estados Unidos, Torvalds brinca com a final do Super Bowl, que ocorreu justamente no último domingo. Mas vamos ao que interessa: o Linux em si.

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Distribuição Ubuntu (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que o kernel Linux 6.19 traz de novo?

Há várias pequenas novidades no kernel Linux 6.19. Entre as que se destacam está a que torna GPUs AMD antigas, como as séries Radeon R9 200 e HD 7000, plenamente compatíveis com o driver aberto RADV para a API gráfica Vulkan. Essa novidade pode tornar a execução gráfica baseada em Vulkan ou em OpenGL até 40% mais rápida, de acordo com os benchmarks.

Ainda no universo da AMD, agora há suporte para máquinas virtuais com até 4.096 CPUs via tecnologia x2AVIC. O suporte anterior era de 512 CPUs. Isso significa que o Linux ficou mais potente em virtualização profissional a partir de processadores AMD.

Há ainda ajustes de desempenho na criptografia AES-GCM para processadores com arquitetura Zen 3 e suporte para inserção inteligente de dados no cache em processadores como o AMD Epyc 9005.

No ecossistema da Intel, as novidades incluem suporte para áudio em máquinas baseadas nos chips Nova Lake, a serem introduzidos ainda em 2026.

Agora também há suporte para a tecnologia Intel LASS (Linear Address Space Separation), que previne uma série de ataques baseados em vulnerabilidades de processadores, a exemplo das famosas falhas Spectre e Meltdown.

Outras novidades dignas de nota incluem:

  • EXT4: o sistema de arquivos agora tem suporte a blocos maiores que o tamanho da página do sistema, o que pode agilizar a cópia de arquivos grandes ou a extração de arquivos compactados, por exemplo;
  • Asus ROG Ally e Steam Deck: agora há suporte oficial ao controle de hardware de ambos os dispositivos, o que pode melhorar a experiência do usuário com jogos;
  • IdeaPad: agora há suporte a carregamento rápido via porta USB-C em vários notebooks da linha da Lenovo;
  • Tela azul: lembra que o Linux agora tem a sua própria versão da “tela azul da morte”? Pois bem, esse recurso foi ampliado para funcionar com uma variedade maior de hardware.
PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)
PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)

Como obter o Linux 6.19?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, portanto, a sua implementação não é trivial, a não ser que você seja um usuário com conhecimentos avançados sobre Linux: quem sabe como compilar e atualizar o kernel pode baixar o Linux 6.19 a partir do site oficial.

Para os demais casos, convém aguardar pela liberação do novo kernel nas distribuições Linux, de modo oficial. Algumas delas, como o Arch Linux e o Fedora, poderão contar com o Linux 6.19 em breve.

Mas tenha em mente que, dependendo da distribuição, a implementação do novo kernel pode levar mais tempo. Isso porque costuma não haver pressa para isso. Cada projeto implementa a versão mais otimizada para determinada fase da distribuição, não necessariamente a mais recente.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: Linus Torvalds revelou que a próxima versão do kernel será chamada de Linux 7.0.

Com informações de Phoronix e OMG! Ubuntu

Linus Torvalds anuncia Linux 6.19; veja o que há de novo

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

6 de Fevereiro de 2026, 11:23
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
  • O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
  • A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.

Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.

Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?

A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.

A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).

Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.

Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.

No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.

Como realizar a desinstalação?

O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.

Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.

É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.

A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

5 de Fevereiro de 2026, 18:11
Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou que Quick Share será compatível com mais dispositivos Android, além do Pixel 10, permitindo integração com AirDrop, da Apple;
  • Integração Quick Share-AirDrop facilita troca de arquivos entre dispositivos Android e iPhones próximos, e também cobrirá iPads e MacBooks;
  • Expansão para mais aparelhos Android irá ocorrer “em breve”, afirma Google.

O Quick Share, tecnologia que compartilha arquivos entre dispositivos Android, já é capaz de funcionar em conjunto com o AirDrop, da Apple. Porém, apenas os celulares Pixel 10 suportam essa integração oficialmente. A boa notícia é que o Google confirmou que a compatibilidade chegará a outros aparelhos Android.

A integração entre Quick Share e AirDrop possibilita a troca de arquivos entre celulares Android e iPhones que estiverem fisicamente próximos entre si. É um recurso interessante para compartilhar fotos tiradas em grupo, só para dar um exemplo.

Ao anunciar a integração do Quick Share com o AirDrop, em novembro de 2025, o Google explicou que a novidade era destinada à linha Pixel 10 na fase inicial, mas que havia planos de expandir o recurso para mais dispositivos.

Pois bem, o Android Police relata ter participado de uma recente coletiva de imprensa do Google. No evento, a companhia confirmou planos de lançar uma atualização do Quick Share neste ano que torna a comunicação com o AirDrop possível em mais dispositivos Android.

Android Qick Share com compatibilidade com Apple AirDrop
Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone (imagem: divulgação/Google)

Quando a integração Quick Share-AirDrop chegará a mais celulares Android?

O Google se limitou a informar que “em breve”. A companhia não deu uma data precisa porque a liberação do recurso depende do apoio de fabricantes de smartphones.

Mas esperar um pouco mais deverá valer a pena, afinal, a integração não se limitará aos iPhones, como o próprio Google explicou:

Dedicamos muito tempo e energia para garantir que pudéssemos criar algo compatível não apenas com o iPhone, mas também com iPads e MacBooks.

Agora que comprovamos que isso é possível, estamos trabalhando com nossos parceiros [fabricantes] para expandir a funcionalidade para o restante do ecossistema, e vocês verão alguns anúncios interessantes em breve.

Eric Kay, vice-presidente de engenharia

Um detalhe curioso é que o Google não dependeu da Apple para fazer essa integração. No ano passado, a União Europeia exigiu a implementação do Wi-Fi Aware no AirDrop, padrão aberto que permite a dispositivos fisicamente próximos trocarem informações entre si. Foi essa tecnologia que possibilitou a comunicação do Quick Share com o AirDrop.

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

30 de Janeiro de 2026, 11:11
Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

28 de Janeiro de 2026, 10:44
Captura de tela da interface de um sistema operacional para desktop. A área de trabalho exibe duas janelas de navegador abertas lado a lado, preenchendo quase toda a tela. Na parte superior, há uma barra de status preta com o relógio à esquerda e ícones de conectividade à direita. Na base, uma barra de tarefas flutuante e centralizada organiza dez ícones de aplicativos circulares e coloridos.
Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)
Resumo
  • O Android para PC terá uma interface semelhante à de tablets, com adaptações para telas maiores, incluindo uma barra de tarefas centralizada e uma barra de status mais alta.
  • O sistema operacional é identificado como Android 16, codinome “ALOS” ou Aluminium OS, e foi testado em um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.
  • O Google confirmou o desenvolvimento do Android para computadores em 2025, com o planos para substituir gradualmente o ChromeOS.

Um desenvolvedor se descuidou e publicou imagens da interface da futura versão do Android para desenvolvedores. Elas revelam um visual parecido com o de tablets com o sistema, mas com algumas diferenças importantes.

As gravações de tela foram compartilhadas na plataforma de desenvolvimento do Chromium (projeto de código aberto que serve de base para o Chrome) para mostrar um bug no sistema. A página de discussão agora mostra apenas uma mensagem de acesso negado, mas o 9to5Google conseguiu salvar e publicar os vídeos.

Como será a interface do Android para PC?

As imagens mostram uma barra de tarefas idêntica à usada em tablets com Android, com ícones centralizados, incluindo um para acessar aplicativos à esquerda e outros para apps abertos à direita.

A barra de status no topo da tela, no entanto, é diferente. Ela é mais alta. Nas capturas de tela, essa área contém relógio (com segundos) e data à esquerda; na direita, ficam um ícone do Gemini, um controle de idioma do teclado, um indicador de Wi-Fi e um mostrador de bateria. Outro detalhe é um cursor de mouse ligeiramente maior, com design mais tradicional, incluindo uma haste.

Captura de tela da interface desktop do Android exibindo a Google Play Store sobreposta a janelas do Chrome. A janela da Play Store mostra detalhes do app "Chrome Dev", com botões de categorias "Communication", "Tools" e "Browsers". Ao fundo, abas do navegador exibem "chrome://flags". A barra de tarefas inferior contém ícones de sistema e aplicativos abertos, incluindo o logo colorido do Google Fotos e do YouTube. O cursor do mouse está posicionado sobre o ícone de estrela para avaliação do app.
Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Nas imagens, há duas janelas do Chrome lado a lado, indicando um possível recurso multitarefas do sistema. O navegador tem, inclusive, um ícone de extensões — elas estão disponíveis apenas na versão para desktops e não na para tablets.

Os botões para fechar, minimizar e abrir em tela cheia ficam no canto direito superior das janelas e são praticamente idênticos aos do ChromeOS.

O que mais sabemos sobre o Android para PC?

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Android para PC ainda não tem nome definido nem data para chegar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os indícios de que as gravações de tela são realmente da futura versão do Android para PC aparecem logo no início, em uma página de versão do Chrome. Ela informa que o sistema operacional é o Android 16, com a compilação ZL1A.260119.001.A1.

O desenvolvedor se refere a essa build como “ALOS” — um código para Aluminium OS, codinome interno do sistema. Ele também informou qual aparelho estava usando: um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.

Os rumores de uma versão do Android para computadores circulam há alguns anos, mas o sistema ganhou confirmação oficial só no segundo semestre de 2025.

Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Além disso, a empresa abriu vagas de trabalho específicas para o projeto. As descrições indicam que o Aluminium OS é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”, que estará disponível para todos os formatos, como laptops, tablets, destacáveis e mini-PCs.

Também há indícios de que haverá um período de transição do ChromeOS para o novo sistema, incluindo suporte e atualizações para os produtos lançados nos últimos anos. Já o nome não é definitivo e ainda está no campo das especulações — Android, Chrome e Chromebook são marcas muito fortes, e há chances de que elas sejam reaproveitadas no novo sistema.

Com informações do 9to5Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

27 de Janeiro de 2026, 17:08
Microsoft Edge
Saiba o passo a passo para excluir o Microsoft Edge no Windows 10 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem diferentes métodos de desinstalar o navegador Microsoft Edge no Windows 10. Quando a desinstalação está bloqueada pelo Painel de Controle do sistema, é necessário usar comandos manuais via Prompt de Comando ou Windows PowerShell.

A Microsoft impede a remoção nativa do Edge porque ele é o motor de renderização do sistema. No Windows 11, recursos como o assistente Copilot, a busca no Menu Iniciar e os Widgets dependem dessa infraestrutura para funcionar corretamente.

Assim, remover o navegador pode causar instabilidades críticas e erros em atualizações automáticas do sistema operacional. Além disso, o Windows Update costuma reinstalar o navegador silenciosamente para evitar o comprometimento dos recursos nativos.

A seguir, veja como desinstalar o Edge no Windows 10 via Painel de Controle, Prompt de Comando ou Windows PowerShell. Também saiba como a ausência do navegador pode impactar no desempenho do sistema operacional da Microsoft.

Índice

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Painel de Controle

Este método funciona ao desinstalar o Microsoft Edge em versões mais antigas e desatualizadas do Windows 10. Portanto, ela pode não estar disponível em todos os computadores com o sistema operacional.

1. Acesse as “Configurações” do Windows 10

Abra o Menu Iniciar e digite “Configurações” para acessar o painel de controle do Windows 10.

Acessando as configurações do Windows 10
Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Aplicativos”

Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” para ver todos os softwares instalados na sua máquina com Windows 10.

Abrindo o menu "Aplicativos"
Abrindo o menu “Aplicativos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Aplicativos e recursos”

Clique na guia “Aplicativos e recursos”, no canto esquerdo da tela, para visualizar a lista de programas instalados no computador.

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos"
Selecionando a guia “Aplicativos e recursos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Clique em “Desinstalar” Microsoft Edge

Busque o “Microsoft Edge” na lista de aplicativos e clique no nome do software para ver mais opções. Em seguida, clique em “Desinstalar” e siga as instruções na tela para completar o processo para remover o Microsoft Edge do Windows 10.

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows
Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Prompt de Comando

1. Acesse o “Sobre o Microsoft Edge”

Abra o Microsoft Edge no seu PC e clique no botão de três pontos, no canto superior direito, para ver mais opções. Selecione “Ajuda e comentários” e clique em “Sobre o Microsoft Edge” para ver informações sobre o navegador.

Acessando as informações do Microsoft Edge
Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Copie a versão do Microsoft Edge

Na seção “Sobre”, copie ou anote os números, incluindo os pontos, da versão do Microsoft Edge instalada no computador. Essa informação será importante para desinstalar o navegador via Prompt de Comando do Windows 10.

Copiando o número da versão do Microsoft Edge
Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o Prompt de Comando como Administrador

Aperte a tecla Windows e digite “Prompt de Comando”. Em seguida, clique na opção “Executar como administrador” para acessar a ferramenta com todos os privilégios.

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10
Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Insira o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge

No Prompt de Comando, digite o seguinte comando:

cd %PROGRAMFILES(X86)%\Microsoft\Edge\Application\XX\Installer

Importante: substitua o “XX” pelos números da versão do Microsoft Edge instalada no PC – incluindo os pontos – e aperte “Enter” para avançar.

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador
Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Force a desinstalação do Microsoft Edge

Ao acessar a pasta do Microsoft Edge pelo Prompt de Comando, insira o seguinte comando:

setup –uninstall –force-uninstall –system-level

Aperte “Enter”, aguarde a ação ser executada e feche a janela do Prompt de Comando. Em seguida, reinicie o computador para completar o processo e excluir o Edge.

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando
Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo PowerShell

1. Abra o Windows PowerShell

Aperte o botão Windows no teclado e digite “Windows PowerShell”. Em seguida, clique em “Executar como Administrador” para abrir o prompt de comando do PowerShell.

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador
Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Busque a versão do Microsoft Edge

Com o PowerShell aberto, digite o comando abaixo e aperte “Enter”: 

Get-AppxPackage | Select Name, PackageFullName

Essa ação listará todos os programas instalados na máquina e o nome completo do pacote. Isso facilita a localização do Microsoft Edge e o endereço da pasta do navegador.

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina
Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Copie as informações do Microsoft Edge

Veja a lista de programas instalados e localize o “Microsoft.MicrosoftEdge.Stable”. Em seguida, copie o caminho mostrado na coluna no canto direito da tela.

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge
Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Realize a remoção do Microsoft Edge

Insira o seguinte comando para desinstalar o Microsoft Edge via PowerShell:

Get-AppxPackage *MicrosoftEdge* | Remove-AppxPackage

Importante: no lugar do *MicrosoftEdge*, cole o caminho copiado nas informações obtidas pelo PowerShell. Após executar o comando, reinicie o computador para concluir a desinstalação.

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell
Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estes são alguns pontos que podem impedir a desinstalação do Edge no PC Windows:

  • Integração nativa ao sistema: o Edge é um componente essencial que fornece o motor WebView2 para widgets e aplicativos do Windows. Por ser parte do “núcleo” do sistema operacional, a opção de desinstalação fica propositalmente desativada no Painel de Controle;
  • Bloqueio no registro do Windows: chaves específicas no Registro, como a NoRemove, atuam como travas de segurança integradas pela Microsoft. Essas marcações impedem a remoção do navegador mesmo usando ferramentas de terceiro;
  • Erro ao informar a versão do Edge: o processo de desinstalação via Prompt de Comando pode não funcionar se a versão do navegador não for digitada corretamente com os pontos;
  • Restrições de versão e build: versões recentes do Windows possuem proteções que bloqueiam comandos via PowerShell. O sistema retorna erros de “parte do SO”, tratando o navegador como um arquivo protegido e imutável;
  • Processos ativos e atualizações: serviços como o EdgeUpdate e processos em segundo plano impedem qualquer tentativa de modificação nos arquivos. Além disso, o Windows Update pode baixar e reinstalar o navegador automaticamente se detectar sua ausência.

Caso não consiga remover o Edge, é possível desativar a inicialização automática no Gerenciador de Tarefas e bloquear a execução em segundo plano nas configurações do Windows. Isso minimiza o consumo de recursos sem comprometer a estabilidade do Windows.

É possível desinstalar o Microsoft Edge do Windows 11?

Não dá para desinstalar o Edge no Windows 11, pois ele atua como componente estrutural para funcionamento de widgets e da interface web do sistema. A Microsoft restringe a remoção para garantir a estabilidade do sistema e evitar falhas em processos nativos que dependem do motor de renderização.

Embora ele permaneça instalado, o usuário pode mudar o navegador padrão do Windows 11 nas configurações do sistema. Essa alteração redireciona a abertura de links e arquivos externos para o software da preferência da pessoa, reduzindo a presença do Edge no uso cotidiano.

O que acontece ao desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estas são algumas ações que ocorrem ao desinstalar o Microsoft Edge do PC:

  • Ausência de navegação emergencial: sem um navegador reserva pré-instalado na máquina, o usuário perde o principal meio de baixar drivers, novos softwares ou abrir determinados arquivos;
  • Ruptura do WebView2: muitos aplicativos de terceiros e nativos, como Widgets e Clima, perdem a capacidade de exibir conteúdo web, resultando em janelas em branco ou erros de script;
  • Comprometimento da Busca e Ajuda: a pesquisa do Menu Iniciar e os links de suporte do sistema (tecla F1) ficam inoperantes, pois são programados exclusivamente para abrir via motor do Edge;
  • Falhas em aplicativos essenciais: serviços como Outlook e Teams podem parar de funcionar corretamente, pois dependem do motor de renderização do Edge;
  • Riscos de corrupção do registro: como o Edge é integrado ao Kernel do Windows, sua remoção forçada via scripts pode corromper chaves do Registro, gerando instabilidade ou lentidão em processos;
  • Ciclo de restauração forçada: o Windows Update trata o Edge como um componente de segurança crítico, reinstalando-o automaticamente na próxima verificação para garantir a integridade do sistema operacional.

Tem algum problema desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Sim, desinstalar o Microsoft Edge compromete recursos nativos como a busca do Menu Iniciar, o Copilot e a integração do Microsoft 365, prejudicando a experiência do sistema. Essa ação também gera instabilidade técnica, afetando as atualizações de segurança e o funcionamento de diversos componentes internos do Windows.

Qual é a diferença entre desativar e desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Desativar o Microsoft Edge significa interromper os processos em segundo plano e impedir a inicialização automática, mantendo os arquivos preservados no sistema. É a escolha ideal para evitar conflitos, já que muitos recursos do Windows usam o motor do navegador para funcionar corretamente.

Desinstalar o Microsoft Edge remove permanentemente os executáveis do computador, processo que geralmente requer o uso do Prompt de Comando ou PowerShell. Embora libere espaço em disco, essa prática pode gerar instabilidade no sistema e o Windows costuma reinstalar o programa em atualizações futuras.

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Aplicativos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Comunidade Linux traça plano para quando Linus Torvalds der adeus

27 de Janeiro de 2026, 13:30
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedores do Linux documentaram um plano de sucessão para quando Linus Torvalds não puder mais liderar o projeto;
  • Se os principais mantenedores não puderem substituir Torvalds, será convocada uma reunião em 72 horas para eleger um ou mais sucessores;
  • Decisão sobre o sucessor será comunicada à comunidade em até duas semanas. Linus Torvalds concordou com o plano.

Linus Torvalds é chamado de “pai do Linux” não só por ter criado o kernel no início dos anos 1990, mas também por mantê-lo até hoje. Mas o que acontecerá quando Torvalds não puder mais conduzir o projeto? A comunidade Linux finalmente decidiu traçar um plano para esse cenário.

Que fique claro desde já: Linus Torvalds não anunciou planos de aposentadoria, ano sabático, hiato ou qualquer coisa do tipo. Mas, partindo do pressuposto de que ele ficará à frente do projeto até o fim da vida, esse dia inevitavelmente chegará, e alguém terá que ocupar o seu lugar.

O tal plano foi documentado no repositório oficial em um arquivo de nome engraçadinho: “conclave.rst“. Eu não sou do tipo que explica piadas, mas aí vai uma rápida explicação para quem não captou a referência: conclave é o nome do processo de eleição de um novo papa pela cardeais da Igreja Católica.

Qual é o papel de Linus Torvalds no Linux?

Pois bem, a parte inicial do documento explica que o kernel Linux é um projeto “amplamente distribuído, com mais de 100 mantenedores, cada um trabalhando para manter as mudanças em andamento em seus próprios repositórios”.

Mais à frente, o texto explica que a etapa final, que contém as alterações que resultam no lançamento de uma nova versão do kernel, é um trabalho centralizado e “normalmente executado por Linus Torvalds”.

Ocasionalmente, outros mantenedores assumem o papel de Torvalds. Isso ocorreu, por exemplo, em 2018. Durante o período de desenvolvimento do kernel 4.19, ele se afastou do projeto por cerca de um mês para, aparentemente, descansar e refletir sobre o seu temperamento até então enérgico, por assim dizer.

O próprio documento do “conclave” cita esse episódio. À época, Greg Kroah–Hartman, outro nome importante do projeto, assumiu as decisões que seriam tomadas por Torvalds.

Bill Gates e Linus Torvalds
Bill Gates e Linus Torvalds em encontro realizado em 2025 (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Quem substituirá Linus Torvalds, de acordo com plano?

Basicamente, o documento determina que, se os principais mantenedores não puderem cobrir Linus Torvalds diretamente, o projeto deverá eleger um ou mais substitutos o quanto antes.

Para tanto, caberá ao organizador da última Cúpula de Mantenedores do kernel ou ao presidente do Conselho Consultivo Técnico (TAB) da Linux Foundation convocar uma reunião a ser realizada em até 72 horas (após a saída de Torvalds, presumivelmente).

Poderão participar da reunião tanto integrantes da Cúpula de Mantenedores quanto membros do TAB, e todos eles poderão convidar participantes externos. Se nenhuma cúpula tiver sido realizado nos 15 meses anteriores à reunião, o TAB convocará os participantes.

Pois bem, a reunião visa eleger justamente o sucessor de Linus Torvalds no projeto do kernel Linux. Ou os sucessores. A decisão deverá ser comunicada à comunidade em até duas semanas na lista de discussão ksummit@lists.linux.dev.

Para quem gosta de um pouco de drama, eis o momento de frustração: este não é nenhum plano maligno para tirar Torvalds do poder ou algo assim. Ele próprio ratificou o documento, expressando plena concordância com o plano.

Comunidade Linux traça plano para quando Linus Torvalds der adeus

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates e Linus Torvalds (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Apple libera rara atualização para iPhone 5S e iPhone 6

27 de Janeiro de 2026, 13:18
iPhone 5s (Imagem: Kārlis Dambrāns/Flickr)
iPhone 5s foi lançado em 2013 (foto: Kārlis Dambrāns/Flickr)
Resumo
  • Apple lançou novas atualizações que estendem certificados de segurança para celulares como o iPhone 5s e iPhone 6.
  • As atualizações não adicionam novos recursos ou alteram interfaces, mas garantem o funcionamento de serviços como iMessage e FaceTime.
  • iPad Air, iPad mini 2, iPad mini 3 e iPod touch (6ª geração) também receberam atualizações de segurança.

Após anos, a Apple segue mantendo alguns de seus aparelhos mais antigos vivos, ao menos para funções básicas. Nessa segunda-feira (26/01), a empresa liberou uma nova atualização para o iOS 12, que ainda roda em aparelhos como o iPhone 5s e o iPhone 6.

De acordo com o portal MacRumors, o iOS 12.5.8 não adiciona novos recursos nem altera a interface dos aparelhos. O objetivo da atualização é renovar certificados de segurança necessários para a continuidade do funcionamento de serviços básicos do sistema.

Outras séries antigas que receberam a renovação foram os iPhones 6s e iPhone 7, que puderam atualizar para o iOS 15. No mesmo dia, a Apple disponibilizou a versão 15.8.6 para os aparelhos que pararam nessa versão do software e a 16.7.13, para o iOS 16.

O que muda?

Captura de tela com atualização do iPhone 7
iPhones antigos recebem atualização do iOS (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A Apple explica que esses certificados são usados em processos como comunicação via iMessage, chamadas no FaceTime e ativação inicial do dispositivo. Com a extensão, esses recursos devem seguir operando normalmente por mais alguns anos.

O iPhone 5s, lançado em setembro de 2013, e o iPhone 6, de setembro de 2014, voltam a receber uma atualização de software 13 e 12 anos após o lançamento, respectivamente. Antes disso, ambos haviam recebido uma última atualização em janeiro de 2023, também voltada a correções de segurança.

Os novos patches de segurança, vale reforçar, não trazem de volta a disponibilidade de apps que já encerraram o ciclo para os aparelhos que pararam, especialmente, no iOS 12. Aplicativos como o WhatsApp, Instagram e YouTube exigem versões mais recentes do sistema para funcionar nativamente.

Modelos compatíveis

As atualizações estão disponíveis para um conjunto de dispositivos que ficaram limitados aos sistemas anteriores. Entre os dispositivos com iOS 12, 15 e 16 que receberam os patches, estão as linhas:

  • iPhone 5s
  • iPhone 6
  • iPhone 6s
  • iPhone 7
  • iPhone SE
  • iPhone 8
  • iPhone X

Da mesma forma, as respectivas versões do iPadOS também foram atualizadas. Entre os dispositivos beneficiados estão o iPad Air, iPad mini 2, iPad mini 3 e iPod touch (6ª geração).

Esses aparelhos não recebem novas versões do sistema há vários anos, mas continuam sendo mantidos com correções pontuais pela Apple.

Apple libera rara atualização para iPhone 5S e iPhone 6

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

27 de Janeiro de 2026, 10:00
Capa com os dizeres "Xiaomi HyperOS 3"
HyperOS 3 deixou usuários com ROMs alternativas na mão (imagem: reprodução/Xiaomi)
Resumo
  • A atualização HyperOS 3 da Xiaomi, baseada no Android 16, inutilizou celulares com ROM global não oficial, especialmente importados da China.
  • A Xiaomi não oferece suporte para dispositivos modificados fora de seus canais oficiais, deixando usuários sem correções para o problema.
  • Reverter para o HyperOS 2.2 pode ser a única solução, exigindo reinicializações repetidas para acionar o rollback de emergência do Android.

Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.

Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.

Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.

O que causa o problema?

Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.

Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

Foto de um smartphone da Xiaomi em tela de recuperação
Smartphones ficam bloqueados após atualização (imagem: reprodução/Gizchina)

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.

Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.

Como resolver?

Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.

Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:

  • O usuário deve forçar a reinicialização do celular repetidamente (pressionando o botão liga/desliga). Pode ser necessário fazer esse processo entre 10 e 15 vezes seguidas.
  • Essa sequência de falhas propositais no boot pode acionar o protocolo de rollback de emergência do Android, desinstalando a atualização problemática e restaurando o HyperOS 2.2.
  • Se o aparelho voltar a ligar, é importante desativar imediatamente as atualizações automáticas para evitar que o HyperOS 3 tente se instalar de novo.

A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Interface HyperOS 3 está a caminho (imagem: reprodução/Xiaomi)

(imagem: reprodução/Gizchina)

Mais um bug: falha no Windows 11 impede PC de dar boot após atualização

26 de Janeiro de 2026, 15:21
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 apresenta falha que exibe tela preta durante boot, impedindo inicialização nas versões 24H2 e 25H2;
  • Rrro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” ocorre após atualização do Patch Tuesday, sem correção disponível no momento;
  • Microsoft corrigiu bugs anteriores, incluindo falha que causa reinicialização em vez de desligamento.

O ano não começou bem para muitos usuários do Windows 11. Uma série de bugs surgiu no sistema operacional após a primeira atualização de Patch Tuesday do ano. A falha identificada mais recentemente faz o Windows 11 exibir uma tela preta durante o boot, impedindo a inicialização do computador.

Para quem não sabe, o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Pelo o que se sabe até o momento, o problema em questão afeta as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11.

Quando a falha se manifesta, uma tela preta reportando o erro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” é exibida durante a inicialização. Como o usuário fica impedido de acessar o sistema operacional do PC afetado, deve tentar abordagens técnicas para solucionar o problema.

Uma delas consiste em recorrer ao Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), que pode ser acessado com o botão de energia pressionado junto com a tecla Shift durante a inicialização, com a opção “Reiniciar” devendo ser escolhida na sequência.

Como a Microsoft segue investigando as causas desse bug — sequer há confirmação de sua relação com o Patch Tuesday —, nenhuma correção específica para o problema está disponível no momento.

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11
Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Histórico de bugs recentes no Windows 11

O primeiro problema relacionado ao Patch Tuesday de janeiro de 2026 faz o Windows 11 reiniciar em vez de desligar. Felizmente, o bug só afetou o Windows 11 23H2, portanto, o número de máquinas comprometidas não foi expressivo.

De todo modo, a Microsoft lançou uma correção para a falha que faz o Windows 11 reiniciar, bem como corrigiu um bug nos Windows 11 24H2 e 25H2 que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.

Mais recentemente, a companhia corrigiu uma falha que faz apps travarem no Windows 11 durante o acesso a serviços de armazenamento nas nuvens. Entre outros transtornos, esse problema pode impedir o funcionamento correto do Outlook no sistema.

Em todos os casos, a boa notícia é que não há registro de um número massivo de usuários prejudicados. Mesmo assim, todos os problemas relatados causam a impressão de que a Microsoft não foi devidamente cuidadosa com o Patch Tuesday mais recente.

Com informações de Neowin, AskWoody

Mais um bug: falha no Windows 11 impede PC de dar boot após atualização

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

26 de Janeiro de 2026, 12:13
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É a segunda atualização emergencial liberada neste mês (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft lançou uma correção de emergência para o Windows 11 devido a falhas relacionadas a serviços de armazenamento na nuvem, como OneDrive e Dropbox.
  • O bug afeta as versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11, causando travamentos em aplicativos ao salvar ou abrir arquivos na nuvem.
  • A atualização de emergência é a segunda em janeiro de 2026 e corrige também problemas de login na Área de Trabalho Remota.

O Windows 11 começou a receber uma atualização de emergência para consertar um problema envolvendo apps que usam armazenamento na nuvem. É a segunda vez que a Microsoft precisa liberar um update às pressas no mesmo mês, algo que raramente acontece.

O patch de correção desse erro está disponível no Windows Update. Ele pode ter um dos seguintes códigos, dependendo da versão do Windows:

  • KB5078127 (Windows 11 25H2 ou 24H2)
  • KB5078167 (Windows 11 25H2, versão Enterprise)
  • KB5078132 (Windows 11 23H2, versões Enterprise e Education)

Qual é o bug envolvendo o Windows 11 e o armazenamento em nuvem?

Logo do OneDrive
Dados salvos no OneDrive eram o motivo dos problemas do Outlook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns aplicativos travam ao tentar salvar ou abrir arquivos em serviços de cloud, como o OneDrive e o Dropbox. A falha ocorre nas versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11.

Um exemplo disso é o Outlook. Devido ao bug, o programa pode travar e não abrir novamente, a menos que o processo seja encerrado ou o computador seja reiniciado. Além disso, itens enviados podem não aparecer na pasta correspondente, e o cliente pode baixar novamente mensagens já disponíveis no computador.

Esse problema foi notado há cerca de duas semanas, logo após uma atualização de segurança, mas sua causa ainda não era conhecida. Agora, tudo faz sentido: dependendo das configurações escolhidas pelo usuário, o cliente de email salva arquivos PST, com dados necessários para seu funcionamento, no OneDrive.

Microsoft sofre com bugs

É o segundo update emergencial que a Microsoft libera neste mês de janeiro de 2026, o que raramente acontece. Antes, a empresa precisou corrigir uma falha que impedia o Windows 11 de desligar — em vez disso, o computador reiniciava.

Além dos problemas do Outlook e do desligamento, o sistema também teve dificuldades envolvendo o login na Área de Trabalho Remota, que serão corrigidas nesse mesmo patch, e falhas de boot em algumas máquinas, ainda sem solução.

Com informações do Thurrott e do Verge

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

23 de Janeiro de 2026, 16:36
ReactOS
O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • ReactOS completou 30 anos desde seu primeiro commit e recebeu apoio de mais de 300 desenvolvedores ao longo desse período;
  • Projeto busca ser uma alternativa gratuita e aberta ao Windows, com compatibilidade com softwares e drivers do sistema da Microsoft;
  • Sistema enfrenta desafios de compatibilidade e desempenho, ainda estando em fase “alpha”, mas promete avanços.

Esta semana marca o aniversário de 30 anos de um dos projetos mais clássicos do universo do código aberto: o ReactOS, sistema operacional que tem a missão de ser uma alternativa gratuita, mas tão próxima quanto possível do Windows, principalmente em PCs.

Carl Bialorucki, um dos principais desenvolvedores do projeto, conta que, na verdade, o último dia 22 marcou os 30 anos em que o código-fonte do ReactOS recebeu o seu primeiro commit (quando um conjunto de alterações é registrado em um código). Desde então, o sistema já recebeu mais de 88 mil commits oriundos do trabalho de mais de 300 desenvolvedores.

Não surpreende, afinal, ser uma alternativa aberta ao Windows não é uma missão fácil. Normalmente, quando pensamos em opções ao sistema operacional da Microsoft, lembramos de distribuições Linux. Mas não é o caso aqui, o que torna o desenvolvimento do projeto ainda mais desafiador. Os esforços de desenvolvimento envolvem engenharia reversa, para você ter ideia.

O ReactOS conta com um kernel próprio e se propõe a ser compatível tanto com softwares quanto com drivers para Windows. A sua interface atual, em vigor desde 2016, é muito parecida com a do Windows XP (o que dá um ar de nostalgia ao projeto). Antes disso, o sistema tinha um visual que remetia ao Windows 95 ou ao Windows 98.

Para um projeto sem fins lucrativos durar tanto tempo, é de se presumir que ele tem sucesso. Pode ser o caso aqui. Mas isso não significa que não surgiram obstáculos pelo caminho.

Firefox no ReactOS
Firefox no ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

30 anos de projeto com alguns percalços

No texto dos 30 anos do ReactOS, Bialorucki relata, como exemplo, que o sistema teve avanços substanciais no período entre 2003 e 2006, mas que, ao mesmo tempo, houve preocupações sobre a possibilidade de seus desenvolvedores terem usado código-fonte vazado do Windows em suas contribuições, o que configuraria uma violação de propriedade intelectual.

Isso fez o ReactOS ter seu desenvolvimento paralisado e uma auditoria ter início na época. O projeto quase sucumbiu a essa situação, mas acabou ganhando fôlego, principalmente depois de as linhas de códigos suspeitas terem sido reescritas.

Esse acontecimento é um dos indicativos de que, na verdade, a durabilidade do projeto não é efeito do que se entende como sucesso, mas da insistência dos desenvolvedores, que continuam acreditando que, um dia, o ReactOS irá cumprir a sua missão integralmente.

Isso ainda não é realidade. Prova disso é que não é incomum pessoas que experimentam o sistema relatarem problemas de compatibilidade com softwares ou de desempenho, por exemplo.

Na prática, o que se vê é um projeto em andamento, que está longe de cumprir totalmente os seus objetivos, mesmo após 30 anos de trabalho. Não é por acaso que, até hoje, o ReactOS está em fase “alpha” de desenvolvimento.

ReactOS com o jogo Paciência
ReactOS traz até o jogo Paciência (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que vai ser ReactOS a partir de agora?

Apesar dos numerosos desafios, os desenvolvedores do projeto não desistem. Para as próximas etapas, eles prometem avanços importantes, como um “novo ambiente de compilação para desenvolvedores (RosBE)”, “um novo driver NTFS” e “suporte a sistemas UEFI classe 3”.

Se você quiser experimentar o sistema, o ReactOS pode ser baixado aqui. A mesma página tem um link para o código-fonte.

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Moto G75 começa a receber o Android 16 no Brasil

21 de Janeiro de 2026, 17:40
Smartphone Motorola Moto G75 cinza com duas mãos o segurando
Moto G75 foi lançado em 2024 (imagem: divulgação)
Resumo
  • Moto G75 começou a receber o Android 16 após a fase de testes.
  • A atualização é liberada gradualmente, identificada pelo firmware W1UQ36H.73-6, e requer um download de 1,8 GB.
  • O update traz melhorias em compatibilidade com aparelhos auditivos, segurança reforçada e ajustes de desempenho e estabilidade.

A Motorola começou a distribuir o Android 16 para o Moto G75. A atualização chega algumas semanas após o encerramento do programa beta e marca mais um passo da empresa na atualização de dispositivos da linha intermediária.

O pacote começou a ser distribuído de forma gradual e ainda não está disponível para todos os usuários. Se você ainda não recebeu a notificação, deve receber em breve.

Como é comum em grandes atualizações, a fabricante adota um cronograma em etapas para reduzir riscos de falhas críticas e monitorar eventuais problemas após o lançamento inicial.

Como funciona a atualização do Android 16 no Moto G75?

A nova versão do sistema chega ao Moto G75, lançado em outubro de 2024, identificada pelo firmware W1UQ36H.73-6. Na época do lançamento, a fabricante prometeu cinco anos de updates.

Usuários relatam no Reddit o recebimento da atualização em diferentes países, incluindo a Argentina, o que indica que a liberação na América Latina começou. Um dos prints compartilhados está em português do Brasil, sugerindo que aparelhos por aqui já estão sendo contemplados. A distribuição, ao que tudo indica, não segue apenas critérios regionais.

Captura de tela do Moto G75 mostra atualização do Android 16 baixada no aparelho
Print em português indica que o Moto G75 no Brasil está recebendo o update (imagem: reprodução)

A atualização exige um download relativamente grande, com cerca de 1,8 GB. Por isso, a recomendação é realizar o processo conectado a uma rede Wi-Fi estável e com bateria acima de 50%, além de espaço livre suficiente no armazenamento interno.

Para verificar a disponibilidade, o caminho é o padrão da Motorola: Configurações > Atualizações do sistema > Verificar atualizações.

Caso o update ainda não apareça, pode ser necessário aguardar alguns dias ou até semanas, já que a liberação ocorre por lotes e varia conforme região e operadora.

Apesar de se tratar de uma atualização principal do Android, o usuário não deve esperar mudanças visuais marcantes na interface. A proposta do Android 16, ao menos nesta etapa, está mais focada em ajustes funcionais, estabilidade e melhorias pontuais na experiência cotidiana de uso.

Quais novidades do Android 16?

O Android 16 foi lançado em junho de 2025. Entre os recursos adicionados ao Android 16 está o chamado “resfriamento de notificações”, que reduz automaticamente o volume de alertas quando um mesmo aplicativo envia muitas notificações em um curto intervalo de tempo. A ideia é diminuir interrupções excessivas sem que o usuário precise desativar notificações manualmente.

Outra novidade é a possibilidade de se conectar ao hotspot de outro dispositivo sem precisar digitar senha, desde que ambos estejam vinculados à mesma conta Google. Trata-se de uma mudança discreta, mas que simplifica situações comuns no dia a dia, como o compartilhamento rápido de internet.

No design, a atualização estreou o Material 3 Expressive, novo padrão visual do Google para o sistema operacional.

O Android 16 também reorganiza alguns modos do sistema. Funções como Não Perturbe, Modo Hora de Dormir e Modo Direção passam a ficar concentradas em Configurações > Modos, além da opção de criar modos personalizados conforme a rotina do usuário.

Há ainda melhorias voltadas à compatibilidade com aparelhos auditivos, reforços em segurança do sistema e ajustes gerais de desempenho e estabilidade.

Moto G75 começa a receber o Android 16 no Brasil

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Nova versão do sistema chega ao intermediário da Motorola após fase de testes. Atualização está sendo liberada de forma gradual.

Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo

19 de Janeiro de 2026, 16:35
Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Atualização KB5073455 do Windows 11 23H2 causa bug que reinicia o sistema em vez de desligá-lo. Microsoft liberou correção KB5077797 para resolver problema;
  • Correção KB5077744 foi liberada para resolver falha de conexão remota nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11;
  • Atualização KB5074109 causou problemas no Outlook nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11. Ainda não há correção oficial.

As atualizações do Patch Tuesday de janeiro de 2026 para o Windows 11 causaram um bug bizarro: alguns computadores reiniciam quando o usuário vai em Menu Iniciar / Desligar. Felizmente, a Microsoft agiu rápido e já liberou uma correção para essa falha.

O Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. O primeiro pacote do ano foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema.

De acordo com a própria Microsoft, somente computadores que receberam a atualização KB5073455 (com Windows 11 23H2, portanto) foram afetados. E, neles, é preciso que o recurso de segurança Inicialização Segura (Secure Boot) esteja ativado para a falha se manifestar.

Além de impedir o computador de desligar quando há uma ordem para isso, o problema impede a máquina de entrar em hibernação (opção Suspender).

Se o seu PC foi afetado pelo problema, tudo o que você precisa fazer é buscar a atualização KB5077797 no Windows Update. É ali que está a correção para a falha. Se não encontrá-la, baixe-a a partir do Catálogo do Microsoft Update (lembre-se de que esse pacote está disponível apenas para o Windows 11 23H2).

A Microsoft também liberou a correção KB5077744, direcionada ao Windows 11 nas versões 24H2 e 25H2. Neste caso, o objetivo é solucionar uma falha que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.

Modo escuro no Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tem correção para o bug que afeta o Outlook no Windows 11?

A Microsoft reconheceu um bug que faz a versão clássica do Outlook travar ou não funcionar corretamente no Windows 11. Aqui, o problema se manifesta após a instalação do pacote KB5074109 do Patch Tuesday, ou seja, afeta as versões 24H2 e 25H2 do sistema.

Esse problema ainda não tem correção oficial, porém. Por conta disso, quem não pode esperar pela solução tem a opção de remover o pacote problemático acessando o histórico de instalações do Windows Update, indo em “Desinstalar atualizações” e selecionando a atualização KB5074109.

Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

16 de Janeiro de 2026, 17:04
Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Problema começou após update de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A atualização de segurança KB5074109 causou problemas no Outlook clássico, como travamentos e falhas ao enviar mensagens, principalmente para usuários que utilizam o método POP.
  • A Microsoft está investigando o problema, mas ainda não encontrou uma solução. A desinstalação da atualização é uma alternativa, mas pode comprometer a segurança do sistema.
  • O problema afeta mais usuários com POP, enquanto IMAP e Exchange têm menos relatos de falhas.

Usuários do Windows 11 relatam que a versão clássica do Outlook está com problemas como travar durante o uso ou não reiniciar corretamente quando fechado. O comportamento estranho começou após a atualização de segurança KB5074109, distribuída para as versões 25H2 e 24H2 do sistema na terça-feira (13/01).

O problema parece afetar com mais frequência quem usa o software com o método POP para baixar os emails que estão em um servidor.

Ilustração do Outlook
Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Quem tem contas configuradas com IMAP ou Exchange escapou dos bugs, ao que tudo indica, mas há alguns relatos esparsos de problemas quando esses protocolos são utilizados.

A notícia pode causar alguma preocupação para quem acessa suas mensagens usando o método, já que o Gmail vai deixar de oferecer suporte ao POP ainda em janeiro de 2026. Se o Outlook deixar de ser confiável, restarão poucas opções de clientes desse tipo.

O que aconteceu com o Outlook?

Um usuário diz que, após fechar o software, não consegue abrir novamente o programa, a menos que vá até o Gerenciador de Tarefas e mate o processo que roda em segundo plano. Ele também relata que as mensagens enviadas não aparecem na pasta em que deveriam estar.

Outro conta que, mesmo após desinstalar a atualização e reparar o Outlook, o programa continua travando e não consegue enviar emails.

O que a Microsoft vai fazer?

A Microsoft está ciente dos travamentos, mas ainda não descobriu como solucioná-los. As equipes do Windows e do Outlook estão investigando os relatos para identificar a causa, mas ainda não há previsão de corrigir o defeito.

“Esse é um problema emergente, e ainda não temos todos os sintomas, mas vamos atualizar esse tópico assim que compreendermos melhor essa questão”, afirmou a empresa em um documento de suporte.

Enquanto isso, quem quer continuar usando o Outlook clássico tem uma alternativa para solucionar o problema, mas ela é radical: desinstalar a atualização de segurança.

A opção fica dentro do histórico do Windows Update, no app Configurações, mas é desaconselhável, já que pode deixar o computador exposto a ameaças. Além disso, alguns usuários tentaram esse método, mas nem isso fez o programa voltar a funcionar.

Com informações do Bleeping Computer

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

16 de Janeiro de 2026, 10:30
Windows 11
Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Bug no Windows 11 faz sistema reiniciar em vez de desligar após a atualização KB5073455 para a versão 23H2;
  • Microsoft está ciente do problema e trabalha em solução, mas ainda não há previsão de liberação;
  • Problema afeta PCs com Inicialização Segura ativada e pode ser contornado usando o comando “shutdown /s /t 0” no Prompt de Comando.

Você abre o Menu Iniciar e escolhe a opção “Desligar”. Mas, em vez disso, o computador reinicia. Você tenta de novo e o comportamento se repete. Pois saiba que esse problema está afetando alguns PCs com Windows 11 após a instalação do Patch Tuesday de janeiro de 2026.

Sempre é bom lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Esse pacote foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema operacional.

O Patch Tuesday visa corrigir problemas, mas, às vezes, acaba causando falhas. É o caso aqui. Além de fazer o sistema operacional reinicializar em vez de se desligar, o bug também impede o computador de entrar em estado de hibernação.

Microsoft já está ciente do problema

A Microsoft não demorou a reconhecer a falha e afirma que já está trabalhando em uma solução. Contudo, ainda não há previsão de quando a correção será liberada.

Felizmente, o número de PCs afetados pelo bug não é expressivo. De acordo com a Microsoft, o problema afeta apenas máquinas que receberam o pacote KB5073455, ou seja, que têm o Windows 11 23H2 instalado.

Além disso, para o problema se manifestar, é preciso ter a função Inicialização Segura (Secure Boot) ativada. Esse é um recurso que ajuda a proteger o sistema operacional contra malwares durante o seu carregamento.

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Enquanto o problema não é solucionado, os computadores afetados podem ser desligados por meio do seguinte passo a passo:

  1. acesse a barra de pesquisa no topo do Menu Iniciar
  2. ali, digite o comando cmd para abrir o Prompt de Comando
  3. no Prompt de Comando, digite shutdown /s /t 0 e pressione Enter

O PC será desligado imediatamente. Mas a própria Microsoft alerta que não há opção no Prompt de Comando para fazer o computador hibernar, se for essa a intenção.

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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