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Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

26 de Março de 2026, 14:50
Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta promove cortes em diferentes áreas da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta realizou demissões em várias áreas, incluindo Reality Labs, para focar em inteligência artificial.
  • Segundo a CNBC, a empresa ofereceu a alguns funcionários a chance de mudar de função, mas exigindo mudança de cidade.
  • A Meta continua investindo em dispositivos vestíveis e soluções de IA, mas tem abandonado gradualmente o metaverso.

A Meta iniciou uma nova rodada de demissões que afeta centenas de funcionários em diferentes áreas da companhia, incluindo operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs, segundo informações da CNBC.

Os cortes acontecem em um momento de reestruturação interna, com a empresa redirecionando recursos para inteligência artificial. Segundo o jornal, parte dos colaboradores impactados recebeu oferta para migrar de função dentro da companhia, embora algumas dessas oportunidades exijam mudança de cidade.

Funcionários orientados a trabalhar de casa

Segundo o Business Insider, alguns funcionários foram orientados a trabalhar remotamente, em meio à iminência de demissão. De acordo com um porta-voz da empresa, as “equipes da Meta se reestruturam ou implementam mudanças regularmente para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”.

Nos últimos meses, a Meta já vinha sinalizando mudanças: a movimentação faz parte de um ajuste na estratégia da empresa, que vem priorizando investimentos em IA para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic.

De acordo com a CNBC, em janeiro, a companhia cortou mais de mil postos ligados à Reality Labs, o equivalente a cerca de 10% da unidade responsável por produtos como os headsets Quest e a plataforma Horizon Worlds.

Além disso, há relatos de que a empresa estuda medidas mais amplas de redução de custos, com estimativas indicando a possibilidade de cortes que poderiam atingir uma parcela significativa da força de trabalho global.

O que acontece com a Reality Labs?

A divisão Reality Labs, voltada ao desenvolvimento de realidade virtual e aumentada, tem sido uma das mais impactadas pelas mudanças. A Meta, inclusive, tem abandonado cada vez mais o metaverso.

Ao mesmo tempo, a Meta segue investindo em outras áreas consideradas estratégicas, como dispositivos vestíveis e soluções baseadas em IA. A divisão de wearables — que inclui óculos inteligentes e iniciativas de realidade aumentada — é considerada uma das áreas estratégicas de investimento da empresa.

Outro ponto relevante é a criação de novos pacotes de remuneração em ações para executivos de alto escalão, como forma de retenção em meio ao reposicionamento da empresa. Segundo a Meta, esses incentivos estão atrelados ao desempenho futuro e só terão valor caso metas ambiciosas sejam atingidas.

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

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Empresa realizou cortes em várias áreas, incluindo a Reality Labs. Funcionários teriam sido orientados a trabalhar de casa sob risco iminente de demissão.

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

14 de Janeiro de 2026, 10:46
Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
  • A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
  • A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

  • Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.
  • Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.
  • Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

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Empresa iniciou cortes na força de trabalho como e deve focar em dispositivos com inteligência artificial.

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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