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Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

23 de Junho de 2026, 14:48
Seis Meta Glasses de cores variadas em um fundo de cor branca
Linha aposta na diversidade de estilos (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • Meta lançou uma nova linha de óculos inteligentes, os Meta Glasses, em parceria com a EssilorLuxottica.
  • Os óculos estão disponíveis a partir de US$ 299, sendo US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração.
  • Por enquanto, não há preços ou data de lançamento no Brasil.

A Meta e a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban e Oakley e maior fabricante do ramo de armações e lentes de óculos do mundo, anunciaram uma nova linha de óculos inteligentes com inteligência artificial. Os Meta Glasses chegam em três estilos de armação e aceitam diferentes tipos de lentes.

Diferentemente dos modelos anteriores, os novos óculos não trazem a marca Ray-Ban e chegam mais baratos, com preços a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.554). Para comparação, o Ray-Ban Meta de 2ª geração foi lançado por US$ 379 e chegou ao Brasil por R$ 3.299.

Por enquanto, o novo modelo será vendido apenas em mercados selecionados, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e parte da Europa. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Mulher usando óculos inteligentes Meta Glasses sem marca Ray-Ban
Meta Glasses não trazem a marca Ray-Ban (imagem: divulgação/Meta)

Os aparelhos não têm tela — a função segue exclusiva do Meta Ray-Ban Display — e a interação ocorre principalmente por voz e áudio, reproduzido por alto-falantes de ouvido aberto. Para chamadas e comandos de voz, os modelos usam múltiplos microfones com redução de ruído de vento.

A câmera integrada de 12 MP permite tirar fotos e gravar vídeos em até 3K a 30 fps. A Meta afirma que o dispositivo conta com alertas para indicar quando a câmera está em uso, além de controles simplificados para compartilhamento de dados.

A Meta promete mais de 8 horas de uso contínuo, com carregamento diretamente no estojo do produto — o que pode adicionar mais 40 horas de energia.

Três armações e 26 combinações

Três modelos de armação do Meta Glasses
Meta Glasses contam com três formatos de armação (imagem: divulgação/Meta)

A linha estreia em três formatos:

  • Meta Adventurer: possui um formato retangular convencional, focado em um visual versátil, sendo comercializado nos tamanhos padrão e grande
  • Meta Fury: apresenta uma armação com linhas mais grossas e formato robusto
  • Meta Glasses by Kylie: uma armação com formato oval fino, inspirada no estilo pessoal de Kylie Jenner

As armações terão cores como preto, verde, merlot, mogno e arenito. As lentes podem ser de sol, polarizadas, transparentes ou com tecnologia Transitions, que se adapta à luminosidade. Ao todo, a Meta fala em 26 combinações no catálogo de lançamento.

Óculos aceitam lentes de grau

Os modelos também são compatíveis com lentes de prescrição. Para isso, a Meta introduziu o Rx Lens Swap, sistema uqe permite trocar as lentes com um oftalmologista após a compra.

Segundo a empresa, o procedimento não anula a garantia do produto. A ideia é permitir que o usuário adapte os óculos à própria prescrição sem depender apenas das combinações oferecidas no momento da compra.

IA adaptada aos vestíveis

Os Meta Glasses usam o Muse Spark, que permite aos vestíveis usarem a Meta IA para interpretar o contexto ao redor do usuário pela câmera e pelos comandos de voz.

Com isso, os óculos podem responder a perguntas sobre o ambiente, consultar informações do dia a dia, dar recomendações de locais e passar outras informações. As funcionalidades são restritas a usuários nos Estados Unidos e Canadá, por enquanto.

Entre os recursos anunciados estão a foto dinâmica, que captura múltiplos quadros e sugere a melhor imagem para compartilhamento, e uma futura navegação passo a passo para pedestres, adaptada para óculos sem tela.

A tradução de conversas em tempo real também foi ampliada. O recurso ganhou suporte a 14 novos idiomas, passando a funcionar em 20 línguas, incluindo português.

Relembre o lançamento do Meta Ray-Ban Display

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

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Meta Glasses custam a partir de US$ 299 e saem US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação/Meta)

Óculos smart da Meta vão te ajudar a fazer dieta

6 de Abril de 2026, 14:37
Óculos inteligentes da Meta ganham funcionalidade de rastreamento de nutrição (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Meta anunciou rastreamento de nutrição para os óculos Ray-Ban Meta e Oakley Meta.
  • O recurso usa foto ou voz para identificar alimentos e registrar dados no app Meta AI.
  • O sistema registra alimentos, responde perguntas sobre dieta e usa histórico alimentar e metas de saúde para gerar sugestões.
  • A Meta confirmou registro automático de alimentos em atualização futura.

A Meta anunciou uma atualização para Meta Ray-Ban e demais óculos inteligentes com um novo recurso de rastreamento de nutrição que deve facilitar quem usa o smartphone, por exemplo, para registrar refeições e quantidade de macronutrientes. Agora, esse registro é feito usando apenas a câmera ou comandos de voz.

A funcionalidade estará disponível inicialmente nos Estados Unidos para usuários maiores de 18 anos. A novidade chega primeiro aos modelos Ray-Ban Meta e Oakley Meta, enquanto a versão com display deve receber o suporte no decorrer deste verão no hemisfério norte. Não há previsão de lançamento no Brasil.

A última geração dos dispositivos, incluindo os modelos Wayfarer, Skyler, Headliner, HSTN e Vanguard, chegaram por aqui em 2025. Nas lojas oficiais da Ray-Ban e da Oakley, os óculos aparecem em valores entre R$ 3.499 e R$ 4.599.

Como funciona o rastreamento de nutrição?

O sistema utiliza IA para extrair detalhes nutricionais de fotos ou descrições feitas pelo usuário. Então, ele envia essas informações automaticamente para um log de alimentos dentro do app Meta AI. Com o tempo, a ferramenta cruzará esses dados para oferecer dicas e ajudar em escolhas mais saudáveis.

Além do registro, o usuário pode interagir com a IA para tirar dúvidas em tempo real. É possível perguntar, por exemplo, “o que devo comer para aumentar minha energia?”, e receber uma resposta baseada no histórico de alimentação e nos objetivos de saúde definidos no perfil.

A empresa também revelou planos para o futuro: com as próximas atualizações de software, os óculos serão capazes de identificar e registrar os alimentos de forma totalmente automática, sem que o usuário precise dar um comando específico.

Novas armações e funções de produtividade

captura de um vídeo. close no rosto de uma mulher negra utilizando um óculos inteligente ray-ban meta preto
Linha Ray-Ban Meta ganha novas armações para óculos de grau (imagem: reprodução/Ray-Ban)

No anúncio, a Meta também revelou a expansão da linha de hardware com novas opções focadas em que precisa de correção visual. Foram apresentados dois novos estilos de armação, Blayzer Optics e Scriber Optics, desenhados para suportar quase todos os tipos de lentes de grau com foco em conforto para o uso diário.

Além disso, os vestíveis receberam:

  • Resumos de mensagens do WhatsApp e a função de “recordar” detalhes de conversas via comando de voz, no programa de acesso antecipado.
  • Os modelos com display ganharam a possibilidade de ver Reels do Instagram, atalhos para o Spotify e novos jogos como o clássico 2048. Também foram adicionados widgets de clima, calendário e ações na tela inicial.
  • O recurso de tradução ao vivo será expandido para 20 idiomas, e a navegação para pedestres será liberada para todas as cidades dos EUA em maio.

Os novos modelos de grau já estão disponíveis em pré-venda no Brasil por R$ 3.899 no site da Ray-Ban.

Óculos smart da Meta vão te ajudar a fazer dieta

Ray-Ban Meta Gen 2 Wayfarer (imagem: divulgação)

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

13 de Fevereiro de 2026, 13:24
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom.  Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
  • Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.

A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.

A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.

A segunda geração do Ray-Ban Meta é vendida no Brasil desde setembro do ano passado, por R$ 3.299.

Como funcionará o reconhecimento facial da Meta?

Mark Zuckerberg aparece de perfil no lado esquerdo de um palco iluminado, vestindo uma camiseta preta e calças cáqui, gesticulando enquanto fala. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.

O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.

Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.

O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.

Projeto é antigo

Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.

Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.

Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.

A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.

Acessibilidade x Vigilância

Imagem mostra capturas de tela de vários vídeos do TikTok gravados com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)

Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.

Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.

O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.

Em janeiro deste ano, conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses também viralizaram no TikTok e Instagram, com milhões de visualizações.

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

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Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)
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