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Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

9 de Julho de 2026, 10:03
Mão em estilo ilustrado e um disco de PlayStation
PlayStation vai abandonar mídias físicas em 2028 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A PlayStation pode encerrar contas inativas por 36 meses consecutivos na Europa, de acordo com os Termos de Serviço.
  • Após o encerramento, o usuário perde o acesso aos jogos digitais comprados na PlayStation Store.
  • No Brasil, a política de encerramento de contas não é aplicada, segundo a versão do contrato disponibilizada no site da PlayStation.

Após anunciar o fim da produção de mídias físicas para seus jogos a partir de 2028, o PlayStation voltou a ser alvo de reclamações por conta de um trecho polêmico em seus Termos de Serviço na Europa. Na seção 21 do documento, a empresa afirma que pode encerrar contas que estiverem inativas por 36 meses consecutivos.

Antes do encerramento em si, o documento garante o envio de um aviso por email. A partir disso, o usuário tem um período de seis meses para logar no perfil ou entrar em contato solicitando que a conta siga ativa. Caso contrário, a empresa tem o direito de cancelar seus acessos.

Em outras palavras, além de perder os serviços online da PlayStation, o usuário também fica impedido de abrir jogos ou quaisquer outros produtos digitais comprados na PlayStation Store desde que a conta foi criada. A versão do documento analisada pelo TB foi atualizada em abril deste ano.

Mídia física seria uma garantia de acesso

A preocupação da comunidade com o trecho no documento oficial parte do princípio que, a partir de 2028, a PlayStation vai parar de vender novos jogos em mídia física. Dessa forma, games lançados daqui a menos de dois anos serão exclusivamente digitais, acessados apenas por meio da PlayStation Store.

Considerando os Termos de Serviço europeus, todos seus jogos de PS4, PS5 ou PS6, no futuro, podem ser perdidos caso você fique os 36 meses sem acessar sua conta. Isso não aconteceria tendo a mídia física em mãos, já que o disco garante acesso ao game independente de qual perfil está sendo utilizado.

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Biblioteca de jogos digitais pode ser perdida caso seu login não esteja “em dia” (Imagem: Reprodução/PlayStation 5)

É importante lembrar que jogos em mídia física também são produtos licenciados. Isso significa que, na teoria, podem ter seu licenciamento revogado a qualquer momento, assim como os títulos digitais. Mas o disco em si, é do usuário e não pode ser “desativado”, trazendo todo o conteúdo do game para ser jogado offline.

Essa preocupação quanto ao prazo relativamente longo de três anos parece específica demais, mas pode fazer sentido. Caso você tenha uma conta antiga e tenha perdido o acesso, seja por utilizar um e-mail já encerrado ou simplesmente por ter esquecido sua senha, pode ser que esse período passe batido – assim como os games comprados naquele login.

Essa regra vale para o Brasil?

Não. No documento de Termos de Serviço do PlayStation Brasil não há nenhum trecho que permita à empresa encerrar sua conta após três anos sem atividade. Pelo menos é o que diz a versão do contrato disponibilizada no site da PlayStation por aqui.

Para quem estiver curioso ou mesmo para usuários portugueses preocupados com a política da PS Europa, o documento também está disponível em uma versão em português que cita o prazo de 36 meses. 

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

PlayStation vai abandonar mídias físicas em 2028 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jogos do PS4 no PS5 (Imagem: Reprodução/PlayStation 5)

GoPro vê dificuldade com empréstimos e pode decretar falência

3 de Junho de 2026, 08:34
GoPro é nova vítima da crise dos chips de memória e pode declarar falência em breve (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • A GoPro publicou um documento financeiro indicando possíveis problemas para seguir operando nos próximos meses devido à crise dos chips de RAM.
  • A empresa tem cerca de US$ 50 milhões em empréstimos com bancos e enfrenta dificuldades para cumprir esses acordos.
  • A GoPro está à venda e aguarda interessados para evitar a falência, tendo anunciado a demissão de 23% dos seus funcionários e queda de 14% no valor das ações.

A GoPro publicou um documento financeiro indicando possíveis problemas para seguir operando nos próximos meses. O alerta veio por meio do chamado formulário 8-K, um aviso dado por empresas de capital aberto nos Estados Unidos quando têm notificações importantes para seus investidores.

De acordo com a mídia especializada, o grande problema é a crise dos chips de RAM, que tem afetado desde o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6) até a produção de cartões de memória da Sony. Os preços desses componentes tiveram um aumento de até 115%. Os principais fornecedores estão focando em memórias específicas para data centers de inteligência artificial.

As vendas da empresa já caíram 26% em relação ao último levantamento financeiro, e há ainda uma incerteza quanto ao cumprimento de contratos em empréstimos.

Crise das memórias RAM afeta mercado de eletrônicos

Esse é só mais um caso de problemas envolvendo a escassez de chips de RAM e fabricantes de hardware. A alta demanda de componentes adequados para os servidores de IA tem reajustado a produção global de memória, e a situação vem sendo monitorada desde 2025 pelas big techs.

Ao longo dos últimos meses foram anunciados diversos aumentos de preços em celulares Android e videogames como o Steam Deck, interrupção na produção de cartões de memória da Sony, além de atrasos previstos para a próxima geração de consoles, como o PS6.

Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Datacenters de inteligência artificial têm aumentado a demanda de memória RAM (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Agora é a vez da GoPro. De acordo com o site financeiro Investing, a empresa tem cerca de US$ 50 milhões (R$ 250 milhões, em conversão direta) em empréstimos com bancos como o estadunidense Wells Fargo. E a expectativa é de dificuldades para cumprir esses compromissos.

Próximos passos da fábrica de câmeras de ação

Na prática, a GoPro fica agora “aberta a novos investimentos” – ou seja, está à venda e aguarda interessados para evitar a falência. A empresa já anunciou a demissão de 23% dos seus funcionários e teve uma queda de 14% no valor das ações.

Vale lembrar que, em novembro, o CEO Nicholas Woodman anunciou a compra de US$ 2 milhões (R$ 10 mi) em ações para demonstrar confiança em seu produto. Hoje, as ações beiram o preço de US$ 1, cerca de R$ 5 em conversão direta.

GoPro vê dificuldade com empréstimos e pode decretar falência

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

iPhone 18 Pro pode manter preço da geração atual mesmo com a crise de chips

14 de Maio de 2026, 09:30
Imagem mostra iPhones expostos em uma mesa de madeira dentro de uma loja da Apple. Cada aparelho está preso a um suporte de metal com base circular branca, usada para carregamento MagSafe. O iPhone em destaque é alaranjado e está em primeiro plano, com outros modelos alinhados ao fundo sob iluminação de teto difusa.
iPhone 18 Pro pode manter o preço do atual iPhone 17 Pro (imagem: reprodução/Consomac)
Resumo
  • O iPhone 18 Pro pode manter o preço do iPhone 17 Pro, segundo o analista de mercado Jeff Pu.
  • Ele afirma que, mesmo com a crise dos chips de RAM que afeta fabricantes de celulares Android, a Apple deve conseguir segurar os preços.
  • A estratégia pode garantir preços mais agressivos graças à produção em larga escala e à redução de custos em componentes como telas e câmeras.

O iPhone 18 Pro pode manter a mesma faixa de preço do atual iPhone 17 Pro, interrompendo a sequência agressiva de aumentos vista nos últimos lançamentos da Apple. É o que sugere o analista de mercado Jeff Pu, que aponta a atual crise no mercado de memória RAM como um problema para a próxima geração de celulares Android — mas não necessariamente para os modelos da Maçã.

De acordo com o insider, a empresa deve superar a concorrência com uma “estratégia agressiva de preços”, sobretudo no iPhone 18 Pro. Atualmente, o iPhone 17 Pro é comercializado no Brasil por R$ 11.499 na opção de 256 GB. A expectativa é que a próxima geração tenha um valor aproximado.

Conforme divulgado pelo site MacRumors, isso aconteceria devido à produção em larga escala de modelos específicos por parte da Apple, além da diminuição de custos em outros componentes, como tela e câmeras. No entanto, como o próprio Tim Cook declarou, a Maçã não vai passar imune da crise e deve sofrer com o aumento nos preços de memórias.

Racks no datacenter SP01 (imagem: divulgação/Odata)
Expansão de data centers de inteligência artificial é a principal causa da escassez (imagem: divulgação)

Crise de chips afeta fabricantes pelo mundo

A indústria de hardware tem sofrido com a baixa oferta de componentes relacionados à fabricação das memórias RAM, que vêm sendo utilizadas principalmente na expansão dos servidores de inteligência artificial. O setor também sofre impactos da escassez de hélio — insumo essencial na produção de chips —, agravada pelos conflitos no Oriente Médio.

Assim, além de celulares, data centers, computadores e até videogames estão sendo impactados — o prazo para a chegada do PlayStation 6 sofreu atrasos e houve cortes na produção de memory cards da Sony.

Expectativas para o iPhone 18 Pro

Além do preço próximo ao do iPhone 17 Pro, é esperado que o modelo traga uma Dynamic Island menor e uma nova traseira.

Os rumores também sugerem que o modelo vai estrear uma nova tela OLED da Samsung — que fornece displays para a Apple há anos —, com tecnologia para permitir o Face ID sob a tela.

iPhone 18 Pro pode manter preço da geração atual mesmo com a crise de chips

iPhones ficam suspensos em bases com MagSafe nas lojas da Apple (imagem: reprodução/Consomac)

Cloudflare tem datacenters em mais dde 100 países (imagem: divulgação/Odata)
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