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Microsoft volta a apostar no nome Xbox

24 de Abril de 2026, 11:01
Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
  • A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
  • Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.

A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.

Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.

Straight up. No stops. 💚 pic.twitter.com/hTGpUwFyB3

— Stein (@steinekin) April 22, 2026

A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.

Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil

A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.

A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.

Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.

Fim do Day One para Call of Duty

O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.

Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Escassez de chips de memória pode durar mais que o esperado

20 de Abril de 2026, 11:46
Diversos pentes de memória RAM
Foco das fabricantes em IA já afeta PCs e smartphones (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A escassez global de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028, segundo informações do jornal japonês Nikkei Asia.
  • As fabricantes em memórias de alta largura de banda (HBM) tem focado no mercado de data centers de IA e baixa expansão de memórias de uso geral (DRAM).
  • Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% desse mercado, mas devem conseguir suprir 60% da demanda global somente até o fim de 2027.

Se você pretende fazer um upgrade no PC ou trocar de smartphone, é bom preparar o bolso. A escassez global de chips de memória pode continuar assombrando o mercado de eletrônicos nos próximos anos: novas informações do jornal Nikkei Asia indicam que o cenário não deve ter um alívio antes de 2028. O motivo já sabemos: o boom da inteligência artificial.

Com o desabastecimento batendo à porta desde o fim do ano passado, as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para surfar na onda da IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. É essa conta que está chegando ao bolso do consumidor.

Entre janeiro e março de 2026, os preços da memória deram um salto assustador de cerca de 90% em comparação ao trimestre anterior.

Quando a produção vai dar conta do recado?

Hoje, a matemática não fecha. As líderes do setor preferiram focar as atenções nas memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pisaram no freio da expansão da produção das memórias de uso geral (DRAM). O detalhe é que Samsung, SK Hynix e Micron Technology dominam 90% do mercado global de DRAM e são, basicamente, as únicas que fabricam chips HBM em larga escala.

Segundo o jornal japonês, o ritmo de expansão atual desse trio só será capaz de suprir 60% da demanda global até o final de 2027. A Counterpoint Research, empresa de pesquisas de consumo, estima que o mercado precisaria crescer 12% ao ano na produção para normalizar as coisas, mas os planos atuais preveem uma expansão tímida de 7,5%. O diretor de pesquisa da consultoria, MS Hwang, afirmou que um alívio não deve chegar antes de 2028.

O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, foi além e jogou um balde de água fria nas expectativas, alertando que os gargalos de fornecimento podem se arrastar até 2030.

imagem do interior do gabinete de computador exibindo a placa-mãe, cooler e pentes de memória RAM
Mercado de hardware deve normalizar só a partir de 2028 (imagem: Erik G/Pexels)

Impacto é global

Esse cenário atinge em cheio os custos de fabricação dos eletrônicos que chegam às prateleiras. A consultoria IDC já prevê um tombo de 13% nas vendas globais de smartphones em 2026, justamente porque a margem de lucro das empresas despencou. Para se ter uma ideia, a memória representa hoje cerca de 20% do custo de um celular de entrada, mas essa fatia deve dobrar, encostando nos 40% até o meio deste ano.

Aqui no Brasil, o sinal de alerta já está aceso. Em conversa com o Tecnoblog, o vice-presidente sênior da Samsung no país, Gustavo Assunção, avisou que os eletrônicos devem ficar até 20% mais caros este ano. A indústria até tentou segurar e absorver os impactos iniciais, mas o salto nos custos da memória RAM tornou o repasse para o consumidor inevitável. O problema também afeta fabricantes como Dell e Lenovo, que já confirmaram que os notebooks vão encarecer globalmente.

A crise força o mercado a tomar decisões drásticas. A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos. Enquanto isso, a japonesa Kioxia (fabricante de memórias flash NAND) condiciona novos investimentos ao crescimento real do setor. Até o futuro PlayStation 6 vem sofrendo com essas dores de cabeça.

Escassez de chips de memória pode durar mais que o esperado

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

27 de Março de 2026, 16:10
Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI planeja superapp para PC com ChatGPT, Codex e Atlas

20 de Março de 2026, 14:42
Ilustração mostra Sam Altman, CEO da OpenAI. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Sam Altman lidera nova fase de integração da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para desktop que integra o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma Codex.
  • O projeto busca resolver problemas de fragmentação e compatibilidade, criando um ecossistema multiplataforma.
  • A estratégia é uma resposta à concorrência com a Anthropic e envolve a implementação de agentes autônomos no app.

A OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para computadores que combina o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma de programação Codex, centralizando o ecossistema da empresa em um único ambiente de trabalho. O objetivo do projeto seria reduzir a fragmentação de serviços e concentrar esforços no mercado corporativo, abandonando a estratégia de manter várias ferramentas independentes.

Segundo informações do The Wall Street Journal, essa pulverização de lançamentos descentralizou as equipes técnicas. Como resultado, alguns desses serviços não alcançaram a tração esperada e geraram gargalos no controle de qualidade da organização.

Como funcionará a integração?

A responsabilidade de liderar o projeto está nas mãos de Fidji Simo, que também coordenará a equipe de vendas do novo software para parceiros corporativos. Oficialmente, a empresa mantém cautela e não comenta o assunto.

A novidade pode resolver um problema de compatibilidade entre sistemas. Atualmente, o Atlas, navegador web com IA integrada, é restrito aos usuários de macOS. Ao fundir essas ferramentas, a OpenAI criaria um ecossistema multiplataforma robusto. A versão móvel do ChatGPT, no entanto, deve continuar operando como um app independente.

O cronograma interno de lançamento prevê uma abordagem em fases. Nos próximos meses, a companhia injetará as novas capacidades autônomas diretamente no Codex, expandindo sua utilidade. Para fortalecer essa infraestrutura, a OpenAI investiu na compra da Astral, desenvolvedora focada em ferramentas para a linguagem Python.

Somente após a consolidação dessa etapa, o ChatGPT e o navegador Atlas serão definitivamente incorporados ao software final.

Por que a OpenAI unificaria seus aplicativos?

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT será peça central do novo superaplicativo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A decisão nasce de uma necessidade de buscar mais eficiência. Em um memorando interno vazado para a imprensa, a CEO de aplicações da OpenAI, Fidji Simo, explicou que a direção da empresa percebeu que estava “espalhando seus esforços” por muitos aplicativos distintos.

O realinhamento não é uma decisão isolada. Executivos do alto escalão, incluindo o próprio CEO Sam Altman, passaram as últimas semanas revisando todo o portfólio da companhia para definir quais áreas deveriam perder prioridade.

Fidji Simo utilizou o X para confirmar publicamente a mudança de rota, pontuando que as companhias de tecnologia passam por fases de exploração e reorientação.

“Código vermelho” contra a Anthropic

O senso de urgência nos corredores da OpenAI também tem uma motivação comercial: a rápida ascensão da Anthropic. De acordo com o WSJ, o sucesso da rival em atrair desenvolvedores e clientes empresariais fez com que a OpenAI passasse a operar sob “código vermelho”.

A disputa ganha contornos mais competitivos devido à pressão do mercado financeiro. Ambas as startups avaliam a possibilidade de realizar ofertas públicas iniciais (IPO) até o final deste ano, forçando uma corrida para atingir as metas de crescimento de receita apresentadas aos investidores.

Para vencer essa batalha, a grande aposta da OpenAI é a implementação de “agentes” dentro do novo superaplicativo. Na prática, a IA deixaria de ser apenas uma interface reativa de chat e passaria a atuar de forma autônoma no computador do usuário, executando tarefas complexas em segundo plano, desde a análise de dados financeiros até redação e depuração de linhas de código de software.

OpenAI planeja superapp para PC com ChatGPT, Codex e Atlas

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

4 de Março de 2026, 16:39
Ilustração vetorial em tons de azul, verde e cinza mostra um monitor de computador e parte de um smartphone à esquerda. O monitor exibe uma janela de navegador branca com barra de busca, uma mancha verde abstrata no centro e um cursor de mouse verde limão. Ao lado, o desktop escuro contém três ícones de pastas azuis. No canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria. Uma linha verde conecta os dispositivos.
Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Android 16 QPR3 introduziu um modo PC nativo, disponível apenas para a linha Pixel, que não é vendida no Brasil.
  • O modo PC permite conectar o celular a um monitor via USB-C, oferecendo uma interface similar a de um desktop, com suporte a mouse e teclado Bluetooth.
  • Fabricantes como a Samsung e a Motorola já possuem soluções próprias de modo desktop, como o DeX e o Ready For, respectivamente.

O Android 16 QPR3 trouxe uma novidade: ao ser conectado a um monitor usando um cabo USB-C, ele oferece uma interface similar à de um desktop. Assim, basta conectar um mouse e um teclado por Bluetooth para usar o celular como um computador. O recurso foi desenvolvido em parceira com a Samsung, que oferece o modo DeX há anos, com funcionamento praticamente idêntico.

A atualização, portanto, é uma novidade apenas na linha Pixel, com aparelhos Pixel 8 e posteriores oferecendo suporte. Como os smartphones da marca própria do Google não são vendidos por aqui, pouca coisa muda para o público brasileiro no momento.

O modo desktop já estava presente na versão beta QPR1 Beta 2, distribuída em junho de 2025. Agora, a disponibilidade é mais ampla. O Android QPR é uma versão trimestral do sistema, liberada para aparelhos da linha Pixel. Posteriormente, essas novidades podem chegar à versão estável do sistema, cabendo a outras fabricantes implementá-las.

Como é o desktop mode do Android?

GIF mostra celular conectado a monitor externo. O monitor mostra duas janelas, com Gmail e Chrome. Na parte de baixo, há ícones de aplicativos. No canto direito, há três botões (voltar, início e multitarefas).
Telefone fica liberado para uso (imagem: divulgação)

O ambiente de desktop do sistema operacional é bem parecido com o de concorrentes como Windows e macOS. Os apps rodam em janelas, em modo tablet/dobrável (quando disponível), e é possível redimensioná-las livremente, bem como movê-las ou sobrepô-las.

Na parte de baixo da tela, fica uma barra de tarefas, com atalhos para aplicativos e os três botões padrão do sistema: voltar, tela inicial e tela multitarefas. Na parte superior, há uma barra bastante familiar aos usuários de Android, com hora, data e indicadores de Wi-Fi e bateria.

Um ponto importante é que o smartphone fica liberado para uso, liberando recursos como câmera e ligações, por exemplo. Se for conectado a um tablet, é possível colocar o monitor para funcionar como segunda tela. No momento, nenhum tablet da linha Pixel oferece esse suporte, então isso só funciona com o Galaxy Tab S11 e alguns modelos de gerações anteriores.

O modo desktop do Android gera curiosidade extra porque o Google já confirmou que trabalha em uma versão do sistema para PCs, ainda sem previsão de lançamento. As imagens que vazaram, porém, mostram algumas diferenças para o recurso da linha Pixel, como os botões no canto inferior direito e a barra na parte superior da janela.

Fabricantes já têm soluções próprias

O modo desktop do Android é bastante aguardado, mas muitos usuários do sistema já contam com esse recurso, graças a iniciativas das próprias fabricantes de celulares. Uma delas é a própria Samsung, com o modo DeX.

Outra pioneira nesse tipo de conectividade é a Motorola. Lá em 2011, ela vendia o Atrix, que podia ser conectado a um acessório chamado Lapdock, que era basicamente um monitor e um teclado montados em formato de notebook.

Mais recentemente, os aparelhos mais potentes da marca contam com o recurso Ready For, que também oferece uma interface de desktop ao serem conectados a um monitor.

Com informações do Android Headlines e Android Authority

Android 16 ganha modo PC nativo, desenvolvido em parceria com a Samsung

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Atualização permite conectar celular a um monitor externo e ativar interface de PC. Solução só está disponível para dispositivos selecionados de Google e Samsung.

Modo desktop está disponível no Android 16 QPR3 (imagem: divulgação)

Sony pode parar de lançar jogos do PlayStation no PC

4 de Março de 2026, 15:53
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Sony estuda manter grandes títulos apenas no PlayStation 5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony pode interromper o lançamento de jogos single-player do PlayStation no PC, mantendo-os exclusivos para o console.
  • Segundo a Bloomberg, jogos com forte componente online, como Marathon, devem continuar com lançamentos multiplataforma.
  • A decisão teria sido influenciada por preocupações com a identidade da marca e o desempenho comercial de jogos no PC.

A divisão de jogos da Sony vai interromper a adaptação de grandes títulos do PlayStation para computadores. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que a empresa cancelou os planos de levar alguns projetos recentes ao PC, incluindo um possível port do jogo Ghost of Yōtei, lançado em outubro do ano passado.

O movimento representa uma grande mudança em relação à estratégia adotada pela Sony nos últimos anos. Em 2020, a companhia expandiu seus lançamentos para além do console, levando franquias conhecidas ao PC com a meta de disponibilizar metade de seus jogos a outras plataformas até 2025. Agora, fontes ouvidas pela reportagem indicam uma reavaliação dessa diretriz.

O que muda na estratégia do PlayStation?

De acordo com pessoas familiarizadas com o tema, títulos focados em campanha single player — como Ghost of Yōtei, sequência de Ghost of Tsushima, e o futuro jogo de ação Saros — devem permanecer exclusivos do PlayStation 5. Já produções com forte componente online, como Marathon, seguiriam com lançamentos multiplataforma.

A agência afirma que, nas últimas semanas, a empresa teria recuado da estratégia de levar ao PC alguns jogos desenvolvidos por seus estúdios internos. Ainda assim, títulos produzidos por estúdios parceiros e publicados sob a marca PlayStation seguem com versões para computador previstas para este ano.

Um dos exemplos é Death Stranding 2: On the Beach, da Kojima Productions, que está entre os mais aguardados no PC e já tem lançamento marcado para 19 de março.

Ghost of Yōtei está entre os títulos que podem ficar restritos ao PlayStation 5.
Ghost of Yōtei pode nunca chegar ao PC oficialmente (imagem: divulgação/Sony)

Por que a Sony pode abandonar os ports para PC?

Entre os fatores considerados estaria o desempenho comercial abaixo do esperado de alguns lançamentos no PC. Parte da liderança da divisão também teria demonstrado preocupação com o impacto da estratégia sobre a identidade da marca e sobre as vendas do PS5 e de seus sucessores.

Durante décadas, a fabricante utilizou exclusivos como principal atrativo para seu hardware. Essa lógica sempre foi aplicada pela Nintendo Co., enquanto a Microsoft ampliou a presença do Xbox no PC e até em consoles rivais.

Outro elemento no radar é a próxima geração do Xbox, que, segundo rumores, pode adotar base Windows e rodar jogos de PC. Internamente, haveria receio de ver franquias associadas ao PlayStation funcionando em um console concorrente.

A Sony não comentou oficialmente o assunto, mas fontes ouvidas pela Bloomberg ressaltam que o planejamento pode mudar, dada a volatilidade do mercado de games.

Sony pode parar de lançar jogos do PlayStation no PC

PlayStation 5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

3 de Março de 2026, 10:34
Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
  • Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
  • A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

imagem de uma mulher segurando um cartão de crédito na frente de um notebook
Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Rupixen/Unsplash)

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

23 de Fevereiro de 2026, 12:54
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Nvidia quer ser o “cérebro” do seu próximo notebook (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo

A Nvidia estaria preparando uma nova e ambiciosa aposta para o mercado de PCs ainda no primeiro semestre. Segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal, a empresa pode lançar processadores para laptops de marcas como Dell e Lenovo, unindo CPU e GPU num único componente.

O movimento teria como objetivo consolidar a liderança da companhia na era da IA, oferecendo chips que priorizariam eficiência energética para competir diretamente com o hardware da Apple e Qualcomm.

Quais seriam os diferenciais dos novos chips Nvidia?

Os novos processadores seriam projetados sob o conceito de System-on-a-Chip (SoC), integrando o processador central (CPU) às unidades de processamento gráfico (GPUs) que tornaram a Nvidia a empresa mais valiosa do mundo. Esse padrão de integração já é comum em smartphones e MacBooks com chips da linha M, mas ainda não é a norma em PCs Windows.

Conforme o portal Digital Trends, essa arquitetura permitiria lançar notebooks ainda mais finos e leves, mantendo uma bateria de longa duração. Jensen Huang, CEO da Nvidia, teria descrito a tecnologia em eventos recentes como algo de “baixo consumo, mas muito poderoso”.

Ao introduzir chips para computadores pessoais, a Nvidia se posicionaria para enfrentar concorrentes como Qualcomm, Intel e AMD no crescente ecossistema de PCs com IA, os chamados AI PCs em inglês.

Parcerias com MediaTek e Intel

Para viabilizar essa empreitada, a Nvidia estaria buscando uma colaboração com a taiwanesa MediaTek, focada em chips baseados na arquitetura Arm. Essa parceria buscaria entregar um desempenho de IA local robusto, aproveitando a experiência da MediaTek em dispositivos móveis.

A segunda frente seria um trabalho conjunto com a Intel, que ainda detém cerca de 70% do mercado de PCs, para integrar gráficos Nvidia e tecnologias de aceleração de IA nos processadores de próxima geração da companhia, garantindo que a sua tecnologia esteja presente também em arquiteturas tradicionais x86.

Desafios de compatibilidade e preço

Apesar do otimismo, o projeto pode enfrentar barreiras técnicas. Analistas da consultoria Digitimes indicariam que a arquitetura Arm, usada na parceria com a MediaTek, precisaria superar problemas históricos de compatibilidade com jogos e softwares profissionais desenhados para o padrão x86 (Intel/AMD). Em 2024, problemas semelhantes teriam sido relatados por usuários de chips Qualcomm.

Além disso, para a tecnologia ganhar escala, a Nvidia precisaria viabilizar laptops na faixa de preço entre US$ 1.000 e US$ 1.500 (abaixo da faixa de R$ 8 mil em conversão direta). Caso contrário, a novidade poderia ficar restrita a um nicho premium.

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

19 de Fevereiro de 2026, 10:20
Rockstar Games / GTA IV / códigos gta 4
Descubra os macetes para se dar bem na Liberty City de GTA 4 (imagem: Divulgação/Rockstar)

Grand Theft Auto 4, ou GTA 4, foi lançado em 2008 para PS3, Xbox 360 e PC. No sexto jogo da popular franquia da Rockstar Games, o jogador controla o veterano de guerra Niko Bellic durante sua aventura pela cidade fictícia de Liberty City.

Conforme a tradição dos títulos da série, os jogadores podem usar códigos especiais para obter vantagens e desbloquear veículos especiais. Além disso, o jogo possui uma dinâmica de Níveis de Amizade que ajuda o player a ganhar suporte de outros personagens durante a história.

A seguir, conheça os principais códigos, cheats e truques para usar em GTA 4 no PS3, Xbox 360 e PC.

1. Códigos de Status e Armas

Para inserir os cheats do GTA 4, abra o celular do personagem ao apertar o botão direcional analógico duas vezes para cima ou o comando semelhante no teclado. Em seguida, digite o número de telefone do código desejado para visualizar o menu “Cheats”.

Importante: ao usar os cheats no GTA 4, alguns troféus/conquistas específicas podem ser bloqueadas. Então, sempre salve o jogo antes de inserir os códigos durante as partidas.

CheatNúmero de Telefone
Recuperar Energia e Armadura:362-555-0100
Recuperar Energia, Armadura e Munição:482-555-0100
Kit de Armas 1 (Faca, Molotov, Uzi, AK-47):486-555-0150
Kit de Armas 2 (Taco, Granadas, MP5, carabina):486-555-0100
Diminuir o nível de procurado:267-555-0100
Aumentar o nível de procurado:267-555-0150
Mudar o clima (Repita para intercalar entre os climas):468-555-0100
imagem do jogo GTA 4
Os cheats do GTA 4 permitem recuperar energia e obter kits de armas (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

2. Códigos de veículos

Seguindo o mesmo passo a passo para ativar os cheats de Status ou Armas, os códigos abaixos são usados para fazer veículos específicos surgirem na frente do personagem.

Importante: caso insira outro código de veículo, o anterior irá sumir.

CheatNúmero de Telefone
Cognoscenti:227-555-0175
Comet:227-555-0142
FBI Buffalo:227-555-0100
SuperGT:227-555-0168
Turismo:227-555-0147
Moto NRG-9000:625-555-0100
Moto Sanchez:625-555-0150
Lancha Jetmax938-555-0100
Helicóptero Annihilator359-555-0100
Rockstar Games / GTA IV / códigos gta 4
GTA 4 possui códigos especiais para obter veículos específicos imediatamente (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

3. Bônus de amizade

O GTA 4 traz uma dinâmica de Nível de Amizade com outros personagens do game. Ao atingir um certo nível de interação com o NPC, o jogador pode ativar alguns recursos bônus que ajudam a avançar na história ou economizar dinheiro.

PersonagemNível de AmizadeBônus desbloqueável
Alex:80%Desconto de 50% em qualquer loja de roupa
Brucie:70%Ao ligar para Brucie, é possível solicitar para o NPC buscar Niko de Helicóptero
Carmen80%Recebe um aumento de Energia quando for necessário
Dwayne60%Ao ligar para Dwayne, o NPC ajudará a enfrentar um carro cheio de membros de gangue
Kiki80%Ao ligar para Kiki, é possível solicitar a remoção de até 3 estrelas de procurado
Little Jacob60%Desconto na compra de armas
Packie75%Ao ligar para Packie, você receberá um carro-bomba
Roman60%Ao ligar para Roman, você recebe uma carona grátis
imagem do jogo GTA 4
Desevolver o nível de amizade com alguns NPCs podem fazer eles ajudarem em missões (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

4. Bônus desbloqueáveis

O jogador recebe alguns bônus especiais ao realizar certas missões ou ações dentro do GTA 4:

Item ou Status desbloqueávelAção necessária
Helicóptero Annihilator:Eliminar os 200 pombos (ratos voadores)
SUV Rastah Color Huntley:Complete 10 missões de entrega de encomendas
Munição Infinita:Conclua 100% do jogo
Camiseta da Estátua da Liberdade:Entre pela porta no 2º andar durante uma visita à Estátua da Liberdade de Liberty City.

5. Localizações de armas, energia, armadura, veículos e outros itens

No GTA 4, você pode visualizar a localização de itens e locais secretos ao acessar um computador no próprio jogo. Então, use o navegador para abrir o site whattheydonotwantyoutoknow.com.

Um mapa mostrará as localizações de todas as armas, energia, armadura e veículos. Também dá para ver onde estão escondidos os pombos secretos, rampas e opções de entretenimento de Liberty City.

6. Glitch de Dinheiro

O GTA 4 tem um glitch que permite ganhar dinheiro rapidamente sem usar cheats. Para isso, é necessário bloquear as ruas perto de um caixa eletrônico para causar um engarrafamento e evitar que ambulâncias cheguem até o local.

Em seguida, aguarde um NPC ir até o caixa eletrônico para sacar dinheiro e, depois, mate essa pessoa. Então, pegue o dinheiro, afasta-se um pouco da vítima e retorne ao local para ver se aparecem novos pacotes de dinheiro perto do corpo.

Esse glitch pode ser repetido várias vezes para conseguir ganhar dinheiro rapidamente no jogo sem usar códigos. Ele é recomendado para quem deseja obter todas as conquistas/troféus do game.

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

Mais um bug: falha no Windows 11 impede PC de dar boot após atualização

26 de Janeiro de 2026, 15:21
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 apresenta falha que exibe tela preta durante boot, impedindo inicialização nas versões 24H2 e 25H2;
  • Rrro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” ocorre após atualização do Patch Tuesday, sem correção disponível no momento;
  • Microsoft corrigiu bugs anteriores, incluindo falha que causa reinicialização em vez de desligamento.

O ano não começou bem para muitos usuários do Windows 11. Uma série de bugs surgiu no sistema operacional após a primeira atualização de Patch Tuesday do ano. A falha identificada mais recentemente faz o Windows 11 exibir uma tela preta durante o boot, impedindo a inicialização do computador.

Para quem não sabe, o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Pelo o que se sabe até o momento, o problema em questão afeta as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11.

Quando a falha se manifesta, uma tela preta reportando o erro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” é exibida durante a inicialização. Como o usuário fica impedido de acessar o sistema operacional do PC afetado, deve tentar abordagens técnicas para solucionar o problema.

Uma delas consiste em recorrer ao Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), que pode ser acessado com o botão de energia pressionado junto com a tecla Shift durante a inicialização, com a opção “Reiniciar” devendo ser escolhida na sequência.

Como a Microsoft segue investigando as causas desse bug — sequer há confirmação de sua relação com o Patch Tuesday —, nenhuma correção específica para o problema está disponível no momento.

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11
Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Histórico de bugs recentes no Windows 11

O primeiro problema relacionado ao Patch Tuesday de janeiro de 2026 faz o Windows 11 reiniciar em vez de desligar. Felizmente, o bug só afetou o Windows 11 23H2, portanto, o número de máquinas comprometidas não foi expressivo.

De todo modo, a Microsoft lançou uma correção para a falha que faz o Windows 11 reiniciar, bem como corrigiu um bug nos Windows 11 24H2 e 25H2 que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.

Mais recentemente, a companhia corrigiu uma falha que faz apps travarem no Windows 11 durante o acesso a serviços de armazenamento nas nuvens. Entre outros transtornos, esse problema pode impedir o funcionamento correto do Outlook no sistema.

Em todos os casos, a boa notícia é que não há registro de um número massivo de usuários prejudicados. Mesmo assim, todos os problemas relatados causam a impressão de que a Microsoft não foi devidamente cuidadosa com o Patch Tuesday mais recente.

Com informações de Neowin, AskWoody

Mais um bug: falha no Windows 11 impede PC de dar boot após atualização

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

17 de Dezembro de 2025, 13:07
Ilustração mostra o logo do Windows 11 ao centro
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
  • O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
  • Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.

A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.

A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.

Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.

O que muda com o NVMe nativo?

Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.

Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.

Captura de tela de testes divulgados pela Microsoft mostrando os ganhos em operações por segundo no Windows Server 2025 com NVMe nativo
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)

Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.

Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.

Como habilitar no Windows 11?

Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.

A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:

reg add HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Policies\Microsoft\FeatureManagement\Overrides /v 1176759950 /t REG_DWORD /d 1 /f

É recomendável criar pontos de restauração antes de alterar o registro. Administradores de servidores e usuários podem validar os ganhos usando o DiskSpd e o Monitor de Desempenho após a alteração e reinício do sistema.

A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.

Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.

E funciona?

Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.

Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.

não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB

— Alexandre Ziebert (@aziebert) December 16, 2025

Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.

Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.

Microsoft libera recurso que pode aumentar desempenho do PC em 80%

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Aluminium OS: novo sistema do Google para PCs usará Android como base

25 de Novembro de 2025, 12:48
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Android para PCs está mais perto de se tornar realidade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google desenvolve o Aluminium OS, baseado no Android, como sucessor do ChromeOS para laptops e tablets.
  • A empresa busca um gerente de produto para liderar a transição entre ChromeOS e Aluminium, que coexistirão temporariamente.
  • O nome Aluminium ainda não está definido, e o sistema é testado em processadores recentes, permitindo atualizações em Chromebooks.

O Google está em busca de um gerente de produto para trabalhar em um novo sistema operacional chamado Aluminium OS. Construído com base no Android, ele deve ser o sucessor do ChromeOS e marcar o próximo grande movimento da empresa no mercado de PCs.

As informações foram coletadas pelo site Android Authority, que também encontrou o termo em listas de discussão de desenvolvedores do projeto Chromium. O nome comercial, porém, parece não estar definido.

Vaga de emprego prevê transição entre sistemas

De acordo com o anúncio, a equipe será responsável por desenvolver o ChromeOS e o Aluminium. Entre parênteses, a companhia indica que se trata do Android. Mais adiante, o Google explica que o Aluminium é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”.

O selecionado para a função será responsável por “conduzir o roadmap e selecionar um portfólio de dispositivos comerciais com ChromeOS e Aluminium Operating System (ALOS) em todos os formatos (laptops, destacáveis, tablets e boxes [mini-PCs]) e segmentos (Chromebook, Chromebook Plus, AL Entry, AL Mass Premium e AL Premium)”.

Acer Chromebook C733
Chromebook já roda apps de Android (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

O Android Authority também observa que esse cargo será responsável pela transição do ChromeOS para o Aluminium. Isso dá a entender que as duas plataformas coexistirão por algum tempo, e que os produtos atuais receberão updates e manutenção até o fim do ciclo de vida.

O nome Aluminium também aparece em listas de discussão de desenvolvedores. Nelas, há indicações de que o novo sistema vem sendo testado em processadores lançados nos últimos anos, o que significa que provavelmente haverá a opção de atualizar Chromebooks para o novo sistema.

Nome ainda não está definido

O Android Authority nota que os desenvolvedores usam vários termos diferentes nesse processo de transição. O ChromeOS atual, por exemplo, é mencionado como “ChromeOS Classic” ou “non-Aluminium ChromeOS”, enquanto o novo sistema é chamado de “Android Desktop” algumas vezes.

Isso pode ser um indício de que ainda não há um nome comercial definido para o Aluminium. Por mais que não tenha tanta presença no mercado, os termos “ChromeOS” e “Chromebook” são razoavelmente conhecidos. Já “Android Desktop” pode ser uma forma de pegar carona em uma marca muito famosa.

Unificação vem sendo discutida há anos

O Google tem divulgado gradualmente informações sobre esse projeto. Em outubro de 2025, Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Antes disso, em julho de 2025, Sameer Samat, outro nome importante da empresa, mencionou os planos de unificar as duas plataformas. Ao longo de 2024, também surgiram rumores de que o ChromeOS passaria a usar o kernel do Android, visando facilitar o uso de ferramentas do Gemini.

Com informações do Android Authority

Aluminium OS: novo sistema do Google para PCs usará Android como base

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs

6 de Novembro de 2025, 16:54
Monitor exibindo o Windows 10
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 10 permanece em 41,71% dos PCs com Windows após fim do suporte em 14 de outubro de 2025, mostra Statcounter;
  • Windows 11 lidera com 55,18% de participação no mercado, mas crescimento parece avançar em ritmo lento;
  • Suporte estendido ao Windows 10 pode ajudar a explicar resistência dessa versão.

14 de outubro de 2025 é a data que marcou o fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft. Apesar disso, o sistema operacional continua sendo utilizado em larga escala. Dados da Statcounter mostram que o mês passado terminou com a versão 10 estando presente em 41,71% dos PCs com Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 significa que o sistema operacional não recebe mais atualizações regulares para correções de falhas, ajustes de desempenho ou acréscimo de funcionalidades. Além disso, a Microsoft deixou de oferecer atendimento padrão a usuários ou organizações que precisam de apoio para resolver problemas no sistema.

Apesar dessas desvantagens, a migração para o Windows 11, a versão mais atual da plataforma, é um processo demorado ou indesejado para um grande número de pessoas físicas e jurídicas.

Isso ajuda a explicar os números mais recentes da Statcounter, que mostram o Windows 10 como o segundo sistema operacional mais usado em PCs em outubro de 2025, em escala global (a lista só considera sistemas operacionais da Microsoft):

PosiçãoVersãoParticipação
1Windows 1155,18%
2Windows 1041,71%
3Windows 72,52%
4Windows XP0,22%
5Windows 80,17%
6Windows 8.10,16%

É importante levar em conta que os dados da Statcounter não são precisos. As estatísticas do serviço são baseadas na análise dos acessos aos sites que utilizam as ferramentas da empresa, podendo haver variações importantes entre um mês e outro.

Mesmo assim, esses dados têm alguma relevância, até porque a Microsoft não divulga abertamente as estatísticas de uso de seus sistemas operacionais.

Podemos observar, como exemplo, que a penetração do Windows 11 no mercado aumentou em outubro, mas em ritmo relativamente lento. Basta considerarmos que o Windows 11 estava presente em 49% dos PCs em agosto deste ano, ainda de acordo com os números da Statcounter.

Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025
Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)

Suporte estendido pode explicar resistência do Windows 10

Presumivelmente, outro fator que contribui para a permanência do Windows 10 em uma proporção tão grande de máquinas é o programa de suporte estendido oferecido pela Microsoft.

Por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber atualizações para o Windows 10 durante um ano. Já o ESU para organizações pode ser contratado por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor em cada renovação anual.

A Microsoft oferece o ESU com o objetivo de dar mais tempo para que consumidores e organizações planejem uma migração para o Windows 11. Contudo, o programa oferece apenas atualizações importantes de segurança, deixando updates funcionais de fora.

Saiba mais sobre como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

4 de Novembro de 2025, 18:09
Apple MacBook Air 2022
MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple planeja lançar um MacBook econômico, codinome J700, para competir com Chromebooks e PCs Windows de entrada. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.
  • O J700 usaria um chip de iPhone em vez dos processadores da série M e terá um display LCD menor que 13,6 polegadas. O preço seria inferior a US$ 1.000.
  • A Apple busca expandir sua participação no mercado de PCs, atualmente em 9%, enfrentando concorrência de Lenovo, HP e Dell.

A Apple estaria desenvolvendo o primeiro laptop de baixo custo da marca para competir diretamente com os Chromebooks e PCs Windows de entrada no setor educacional e corporativo.

O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conversou com fontes familiarizadas com o assunto e revelou que o novo dispositivo tem o codinome J700. Ele já estaria em fase de testes ativos e em produção inicial com fornecedores na Ásia. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.

O Mac foi a categoria de hardware que mais cresceu no último trimestre, com uma alta de 13%, atingindo US$ 8,73 bilhões, o que dá R$ 47,1 bilhões em conversão direta.

MacBook com chip de iPhone

Tela de apresentação da Apple mostrando o logotipo do chip A18
Chip de iPhone deve equipar MacBooks baratinhos (imagem: reprodução)

Para conseguir um preço final “bem abaixo de US$ 1.000”, a Apple estaria cortando custos em componentes-chave. De acordo com a publicação, o J700 não usará os processadores da série M (projetados para computadores), mas sim um chip de iPhone.

Seria a primeira vez que um chip de smartphone da Apple equiparia um Mac. Entretanto, testes internos teriam mostrado que o componente para dispositivos móveis (que não foi especificado) ainda consegue superar o desempenho do M1, lançado para laptops da marca poucos anos atrás.

Além do processador, o corte de custos também viria da tela. O J700 pode chegar com um painel LCD e menor display que qualquer Mac atual, com tamanho inferior às 13,6 polegadas do modelo Air.

O novo Mac se posicionaria em uma faixa de preço similar à do iPad de entrada com o teclado Magic Kaeyboard Folio, mas oferecendo a experiência completa do macOS. Atualmente, o Mac mais barato da Apple é o MacBook Air M4, de R$ 12.999, enquanto Chromebooks são vendidos por menos.

Mudança de estratégia?

Tim Cook, CEO da Apple
Estratégia seria abocanhar mercado dominado por Chromebooks e PCs Windows (imagem: divulgação/Apple)

O movimento pode representar uma mudança significativa de estratégia para a Apple, que historicamente foca em produtos premium com altas margens de lucro.

A Bloomberg aponta que a empresa enfrenta uma “ameaça crescente” dos Chromebooks e vê uma oportunidade de atrair usuários de Windows 10 que não migraram para a versão mais recente do sistema da Microsoft, o polêmico Windows 11.

Atualmente, a Apple ocupa o quarto lugar no mercado global de PCs, com cerca de 9% de participação no terceiro trimestre, segundo dados da consultoria IDC. A empresa fica atrás de Lenovo, HP e Dell, todas focadas em dispositivos Windows ou ChromeOS.

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

MacBook Air de 2022 (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Chip A18 do iPhone 16e é compatível para Apple Intelligence (imagem: YouTube/Apple)

Tim Cook irá apresentar iPhone 15 (Imagem: Divulgação / Apple)

O que são ferramentas de desenvolvimento? Conheça softwares para programação

29 de Outubro de 2025, 11:11
Ferramentas de desenvolvimento auxiliam no desenvolvimento de software e aplicativos (Imagem: Unsplash)

As ferramentas de desenvolvimento são programas usados na criação de softwares e aplicativos, seja para celular ou PC.

Essas ferramentas podem ser divididas em diferentes tipos, cada uma com um papel diferente no desenvolvimento de um software. IDEs (Ambiente de Desenvolvimento Integrado), bibliotecas, ferramentas de testagem e de hospedagem são alguns dos exemplos usados por desenvolvedores.

A seguir, veja detalhes sobre as ferramentas de desenvolvimento e conheça programas usados por devs na criação de softwares.

O que são ferramentas de desenvolvimento?

Ferramentas de desenvolvimento são programas usados por desenvolvedores e profissionais de tecnologia na criação de novos softwares, aplicativos, sites, servidores ou sistemas.

Essas ferramentas são desenvolvidas por empresas ou comunidades e permitem também testar, depurar e manter apps e softwares atualizados em diversos sistemas, seja na internet, em computadores ou smartphones.

Para que servem as ferramentas de desenvolvimento?

As ferramentas de desenvolvimento servem para agilizar e aumentar a produtividade dos desenvolvedores no ambiente de trabalho. Com as ferramentas, os profissionais de tecnologia são capazes de criar novos códigos, controlar as versões do projeto, realizar testes e automatizar tarefas repetitivas.

Dessa forma, é possível que um projeto seja realizado por equipes, o que aumenta a produtividade e reduz o tempo de desenvolvimento.

Tela de desenvolvimento de software no Visual Studio Code (Imagem: Divulgação/Microsoft)
Tela de desenvolvimento de software no Visual Studio Code (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Quais são os exemplos de ferramentas de desenvolvimento?

Existe uma série de ferramentas de desenvolvimento que podem ser agrupadas em categorias. Conheça os principais exemplos de softwares ou aplicativos disponíveis aos desenvolvedores.

  • Ambientes de Desenvolvimento Integrado (IDEs): softwares que reúnem todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de um aplicativo, como editores de código, compiladores e ferramentas de execução. Ex.: Visual Studio Code, Android Studio, Eclipse;
  • Controladores de versão: ferramentas que registram todas as mudanças no código feitas por desenvolvedores. São essenciais para o desenvolvimento de projetos colaborativos. Ex.: Git, GitHub;
  • Ferramentas de build: recursos que automatizam tarefas de compilação de código de forma autônoma, garantindo a possibilidade de realizar testes e atualizações. Ex.: Gradle, Maven;
  • Ferramentas de teste: programas usados por profissionais de tecnologia na testagem de código, verificação de bugs e análises de desempenho em sistemas. Ex.: Selenium, Cypress, TestComplete;
  • Bibliotecas: as bibliotecas e os frameworks são conjuntos de códigos já desenvolvidos que podem ser implementados no desenvolvimento de software e aplicativos, aumentando a produtividade. Ex.: React, Django e Laravel;
  • Gerenciadores de dependências: ferramentas usadas para gerenciar bibliotecas externas de um projeto. Ex.: npm, pip;
  • Ferramentas de integração e entrega contínua (CI/CD): ferramentas que auxiliam na integração dos códigos, garantindo agilidade e segurança em atualizações. Ex.: Jenkins, Travis CI;
  • Ferramentas de hospedagem: sistemas usados por desenvolvedores para publicar e executar aplicativos ou softwares em servidores, sejam locais ou em nuvem. Ex.: AWS, Microsoft Azure, Vercel, HostGator;
  • Ferramentas de monitoramento: softwares que permitem monitorar o desempenho das aplicações desenvolvidas. Permitem detectar e solucionar problemas. Ex.: Datadog, Google Cloud Monitoring;
  • Gerenciadores de projetos: ferramentas disponíveis em software ou web que oferecem a possibilidade de gerenciar projetos de desenvolvimento, mantendo a organização das equipes envolvidas. Ex.: Jira, Asana, Trello;
  • Ferramentas de design: softwares usados por profissionais de design na criação de interfaces gráficas e protótipos de aplicativos. Ex.: Figma, Sketch.
  • Ferramentas de Inteligência Artificial: softwares baseados em IA que auxiliam desenvolvedores em diversas etapas do desenvolvimento de um sistema. Ex.: OpenAI Codex, Claude AI;
Tela de desenvolvimento de código no OpenAI Codex (Imagem: Divulgação/OpenAI)
Tela de desenvolvimento de código no OpenAI Codex (Imagem: Divulgação/OpenAI)

Quais são as vantagens das ferramentas de desenvolvimento?

As ferramentas de desenvolvimento oferecem as seguintes vantagens aos profissionais de tecnologia:

  • Aumento da produtividade: ferramentas de desenvolvimento podem aumentar a produtividade do profissional de TI, visto que tarefas repetitivas podem ser automatizadas;
  • Auxílio na manutenção de código: a evolução dos softwares de desenvolvimento permite detectar erros em tempo real, além de organizar a estrutura do código, facilitando sua manutenção;
  • Maior colaboração: ferramentas de desenvolvimento são úteis para equipes de TI, visto que permitem que várias pessoas trabalhem simultaneamente no código;
  • Agilidade: ferramentas de hospedagem em nuvem oferecem maior agilidade aos profissionais na implementação do código;
  • Garantia de qualidade: inúmeras ferramentas de desenvolvimento são capazes de identificar erros, problemas de compatibilidade e até realizar sugestões, garantindo a qualidade final do projeto.

Quais são as limitações das ferramentas de desenvolvimento?

Apesar das vantagens oferecidas pelos softwares de desenvolvimento, essas ferramentas também apresentam as seguintes limitações:

  • Dificuldade de aprendizado: ferramentas de desenvolvimento são complexas, visto que foram criadas para profissionais de TI. Dessa forma, desenvolvedores iniciantes podem enfrentar dificuldades no uso;
  • Custos: parte das ferramentas de desenvolvimento exige que o usuário assine planos para liberar acessos, o que pode ser um problema em projetos independentes.
  • Consumo de recursos: desenvolver softwares ou aplicativos exige computadores que suportem as ferramentas de desenvolvimento, já que consomem grande quantidade de memória e processamento;

Qual é a diferença entre ferramentas de desenvolvimento e ferramentas de edição?

As ferramentas de desenvolvimento são softwares usados por profissionais de tecnologia na criação de novos aplicativos, sites, sistemas ou servidores. Esses programas incluem uma série de recursos que permitem realizar a criação do código, manutenção, acompanhamento e testes.

Já as ferramentas de edição são aplicativos que permitem a manipulação de arquivos digitais, como fotos e vídeos, por exemplo. São ferramentas usadas por profissionais de comunicação, designers e produtores audiovisuais na criação de conteúdo para internet.

Qual é a diferença entre ferramentas de desenvolvimento e ferramentas de produtividade?

As ferramentas de desenvolvimento são programas que oferecem diversos recursos usados por desenvolvedores na criação de aplicativos. Já as ferramentas de produtividade são softwares usados para aumentar a produtividade de usuários no ambiente de trabalho.

Ambas ferramentas podem ser usadas em conjunto, principalmente em empresas de desenvolvimento de software, já que a produtividade é um fator importante na criação de software e aplicativos.

O que são ferramentas de desenvolvimento? Conheça softwares para programação

Aumenta procura por Devs no mercado de TI (Imagem: Unsplash)

Tela de desenvolvimento de software no Visual Studio Code (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Tela de desenvolvimento de código no OpenAI Codex (Imagem: Divulgação/OpenAI)

O que são jogos eletrônicos? Confira a história e os gêneros dos videogames

29 de Outubro de 2025, 10:35
Ilustração de videogame
Videogames se consolidaram no mundo todo como produtos culturais e de entretenimento (Imagem: Onur Binay/Unsplash)

Jogos eletrônicos ou videogames são softwares baseados em dois pilares: interações dos jogadores (players) e reprodução dos conteúdos em um dispositivo com tela.

O primeiro videogame surgiu em 1947, como fruto de um experimento tecnológico. Depois de servir como objeto de estudo por mais alguns anos, os jogos eletrônicos se consolidaram como produto comercial e foram incorporados ao cotidiano.

Existem diversos gêneros de videogames, que exploram diferentes mecânicas e atendem a públicos distintos. E dentre os gêneros mais populares, estão Role-playing game (RPG), Massive Multiplayer Online (MMO), shooters, jogos de luta e Multiplayer Online Battle Arena (MOBA).

A seguir, saiba o que são e para que servem os jogos eletrônicos, conheça a história e os principais gêneros de videogames, e confira suas vantagens e riscos.

O que são jogos eletrônicos?

Jogos eletrônicos ou videogames são jogos em formato de softwares, baseados na interação dos jogadores a partir de controladores, e na reprodução de áudio e vídeo.

Em outras palavras, jogos eletrônicos são programas audiovisuais com interação direta do jogador, e que rodam em dispositivos eletrônicos (como consoles de videogame, computadores (PCs) e smartphones) mediante saída de vídeo e áudio.

Qual é a função dos jogos eletrônicos?

Os jogos eletrônicos são principalmente conhecidos pela função de entretenimento, servindo como produtos para momentos de lazer e descontração. Mas fato é que os videogames têm diversas outras funções.

Jogos eletrônicos têm uma função cultural importante, uma vez que são obras artísticas e podem registrar ensinamentos, contextos ou histórias (sejam elas reais ou não). Os produtos também podem ter cunho educacional, funcionando como mecanismo para aprendizado e estímulo do intelecto.

Já no contexto social, videogames podem facilitar a colaboração em equipe e até novas conexões com outros indivíduos. E por estarem em constante desenvolvimento, jogos eletrônicos também fomentam o progresso tecnológico, à medida que novas pesquisas e descobertas em inovação surgem no mercado.

Qual é a história dos jogos eletrônicos?

A história dos videogames tem início em 1947, durante o período Pós-Guerra Mundial. Naquele ano, os físicos Thomas T. Goldsmith Jr. e Estle Ray Mann solicitaram uma patente para o dispositivo eletrônico analógico Cathode-Ray Tube Amusement, que viria a ser considerado o primeiro videogame da história.

O dispositivo trazia um jogo de funcionamento simples, baseado no direcionamento de mísseis aos alvos, com alguns níveis de dificuldade. A interface era bem similar à de um radar militar, o que ilustrava a ideia de um protótipo mais voltado para experimentos tecnológicos.

Cathode-Ray Tube Amusement Device nunca chegou a ser oficialmente lançado, por rodar em uma máquina grande e extremamente cara. Os mesmos motivos fizeram com que os videogames subsequentes como Nimrod Computer (1951), OXO (1952) e Tennis for Two (1958) nunca chegassem aos ambientes domésticos.

Mas com a chegada da década de 70, a história dos jogos eletrônicos começou a mudar: videogames surfaram na onda do entretenimento comercial, e passaram a ganhar espaço nas casas e bares.

Em 1972, o engenheiro Ralph Baer (conhecido como “pai dos videogames”) lançou o primeiro console de videogame doméstico chamado de Magnavox Odyssey. O aparelho contava com controles, cartuchos de jogos esportivos, e filtros plásticos que eram colados nas telas das TVs para simular cenários.

Curiosamente naquele mesmo ano, os engenheiros Nolan Bushnell e Ted Dabney fundaram uma empresa chamada Atari, focada em videogames. E ainda em 1972, Bushnell e Dabney lançaram o game de arcade Pong, considerado o primeiro videogame lucrativo da história.

Pong abriu espaço para a indústria de videogames expandir, e popularizou os arcades (também conhecidos como fliperamas). E depois de um período de saturação do mercado gamer no começo da década de 80, o segmento voltou a crescer nos anos seguintes com a chegada de novos consoles (como o Nintendo Entertainment System) e a popularização dos jogos para PC.

Foto de videogames arcade
Fliperamas marcaram o início da era comercial de videogames (Imagem: Joey kwok/Unsplash)

Inclusive, a consolidação dos jogos para computador deu luz aos motores gráficos de jogos (game engines): estruturas de software que facilitavam o desenvolvimento de games com bibliotecas de pacotes básicos, o que eliminava o processo de criação de cada jogo “do zero”.

Com isso, a indústria de jogos se consolidou em PCs e videogames, sob domínio das marcas Nintendo, Sony e Microsoft. A chegada dos smartphones nos anos 2000 também levou os jogos eletrônicos para os dispositivos móveis, complementando a experiência móvel que já havia sido introduzida em consoles portáteis e celulares.

Desde então, os jogos eletrônicos se tornaram um produto culutural e de entretenimento multiplataforma, para praticamente qualquer dispositivo eletrônico com tela. E o avanço tecnológico tem permitido que desenvolvedores consigam produzir títulos cada vez mais realistas e imersivos, mas que exigem hardwares mais potentes para as jogatinas.

Como funcionam os jogos eletrônicos

Jogos eletrônicos são softwares que funcionam a partir da leitura e execução de suas linhas de código. Em outras palavras, o funcionamento dos videogames depende de dispositivos de hardware ou software específicos para a execução e reprodução dos conteúdos.

Por ser um programa, um jogo eletrônico é desenvolvido por linhas de código, seja via motor de jogos ou programação “do zero”. Logo, cada elemento do jogo (a exemplo de personagens, objetos, cenários e texturas) é definido por um conjunto de instruções que “dizem” ao hardware como os conteúdos devem ser reproduzidos e como as interações devem acontecer.

Para ler e executar os videogames, os hardwares (como consoles, PCs ou smartphones) precisam ter capacidade adequada. Como exemplo, se um jogo exige alto poder computacional e gráfico, será preciso um dispositivo equipado com peças de alta performance para que o game inicialize e rode sem maiores problemas.

Ilustração de Xbox Series S
Jogos eletrônicos dependem de consoles ou outros eletrônicos com capacidade para rodar videogames (Imagem: Anthony/Unsplash)

Há também questões de compatibilidade de plataforma: se a versão do jogo é voltada para computadores, apenas PCs poderão rodar o game. Por conta disso, é comum que videogames recebam diferentes versões para rodar em dispositivos distintos, incluindo versões em mídias físicas específicas (como CD e cartucho).

Em alguns casos, é possível burlar a questão de compatibilidade com emuladores de jogos. Em suma, emuladores são softwares que simulam um hardware de videogame. Isso permite, por exemplo, que um computador consiga rodar um jogo de PlayStation a partir de uma mídia física ou digital.

Vale destacar que atualmente, o funcionamento dos videogames está atrelado à conexão com internet, seja para conexão com uma plataforma de jogos, salvamento, acesso a conteúdos online ou outros recursos. Isso significa que você precisará conectar-se à rede para desfrutar da experiência completa dos jogos eletrônicos mais recentes.

Em quais dispositivos dá para jogar videogames?

Os videogames rodam em diversos dispositivos, incluindo:

  • Consoles de videogame;
  • Fliperamas (arcades);
  • PCs ou notebooks;
  • Smartphones e tablets;
  • Smart TVs com serviços de jogos;
  • Dispositivos vestíveis (como relógios inteligentes ou óculos virtuais).

Vale mencionar que existem outros eletrônicos de consumo com tela capazes de rodar jogos, mediante adaptações dos códigos de jogo. Exemplo disso é o jogo Doom, que já foi executado em calculadoras, testes de gravidez e até cigarros eletrônicos.

Quais são os principais gêneros de jogos eletrônicos?

Existem diversos gêneros de jogos eletrônicos, que exploram diferentes temas e mecânicas e são voltados para públicos distintos. Dentre os principais gêneros de videogames, estão:

  • Arcade: tipos de jogos com estética pixel art e que costumam ter versões para máquinas de fliperama, como Pac-Man, Pong e Space Invaders.
  • Aventura: videogames focados em explorações, incluindo missões e combates durante a trama; o gênero abrange jogos de mundo aberto (como Red Dead Redemption) e jogos lineares (a exemplo de God of War).
  • Battle Royale: games com vários players jogando simultaneamente, em que há apenas um jogador ou uma equipe sobrevivente; Fortnite e Call of Duty: Warzone são exemplos do gênero.
  • Card gaming: jogos eletrônicos baseados em cartas e geralmente em turnos de jogadas, como Pokémon TCG, Heartstone e Balatro.
  • Co-op: videogames focados em gameplays colaborativas com mais de um jogador, a exemplo de It Takes Two ou A Way Out; em alguns títulos, o multiplayer (local ou online) é algo obrigatório.
  • Esportes: jogos baseados em modalidades esportivas, incluindo corridas; EA Sports FC, NBA, Mario Kart e Forza Horizon são exemplos de títulos do gênero.
  • Estratégia: títulos focados em planejamentos e tomadas de decisão; podem ser baseados em turnos (a exemplo de Total War) ou do tipo Real-Time Strategy (como Starcraft).
  • Shooters: videogames com foco em combate de armas de fogo e outros tipos de projéteis, geralmente do tipo First-Person Shooter (FPS) ou Third-Person Shooter (TPS); o gênero abrange títulos como Doom, Counter-Strike e Medal of Honor.
  • Luta: jogos eletrônicos de luta em fases, cenários ou arenas; alguns dos principais fighting games envolvem franquias como Super Smash Bros., Street Fighter, The King of Fighters e Mortal Kombat.
  • Massive Multiplayer Online (MMO): videogames com uma quantidade massiva de players jogando simultaneamente em um mesmo mundo online, a exemplo de World of Warcraft (WoW), Diablo e Path of Exile.
  • Multiplayer Online Battle Arena (MOBA): jogos de equipes, conhecidos pelo fator competitivo (que inclui colaboração e estratégia) e pelo objetivo de destruir a fonte ou base inimiga; League of Legends e Dota 2 são dois dos maiores exemplos do gênero.
  • Plataforma: videogames que mesclam ação com aventura, incluindo saltos entre plataformas e desvio de obstáculos; Super Mario Bros, Hollow Knight e Donkey Kong são títulos característicos do gênero.
  • Puzzle: jogos com ênfase na exploração do raciocínio lógico para a resolução de quebra-cabeças, como Tetris, Portal e Candy Crush.
  • Role-playing game (RPG): gênero bastante popular, que envolve progresso do personagem e tomadas de decisão que influenciam o desenrolar da trama; o gênero tem games característicos como Final Fantasy, Pokémon e Baldur’s Gate.
  • Roguelike: jogos baseados no título Rogue, tendo mortes permanente como a principal característica; Rogue (que deu origem ao gênero) e ADOM são exemplos do gênero.
  • Roguelite: gênero similar ao roguelike, com mortes permanentes, mas manutenção de algumas habilidades ou recursos pós-morte; exemplos do gênero incluem títulos como The Binding of Isaac e Hades.
  • Rítmico ou musical: videogames cujas mecânicas dependem do ritmo de músicas ou batidas, a exemplo de Guitar Hero e Beat Saber.
  • Sandbox: títulos que exploram a criatividade, liberdade e criação dos jogadores, além do caráter escalável; Minecraft e Roblox são dois dos nomes mais populares do gênero.
  • Simulação: jogos focados em simular situações da vida real ou fictícia, como rotina do dia a dia, tarefas profissionais ou vida sob a ótica de animais; o gênero conta com jogos famosos como The Sims, RollerCoaster Tycoon e Flight Simulator.
  • Soulslike: gênero inspirado na franquia Dark Souls, que tem como características alto nível de dificuldade e esquivas durante o combate; Dark Souls, Elden Ring e Sekiro: Shadows Die Twice são exemplos de jogos do gênero.
  • Terror: videogames cujas tramas envolvem suspense ou terror (principalmente psicológico), a exemplo de Silent Hill e Resident Evil.
  • VR: gênero à parte dos videogames, que envolvem títulos voltados para dispositivos de realidade virtual; Half-Life: Alyx e Resident Evil Village são exemplos do gênero.

Importante mencionar que os videogames podem ser classificados em mais de um gênero, dependendo dos temas, mecânicas e recursos usados.

Quais são os tipos de jogos eletrônicos?

Os videogames também podem ser classificados segundo a forma com que são executados e acessados. Neste sentido, os jogos eletrônicos podem ser do tipo:

  • Online: jogos que dependem de conexão com a internet para serem executados;
  • Offline: títulos que podem rodar sem conexão com internet;
  • Em nuvem: videogames online carregados e executados diretamente da nuvem, sem a necessidade de download ou instalação.

Vale destacar que a maioria dos jogos atuais solicitam conexão com a internet, seja para inicialização, carregamento do save ou acesso a recursos online.

Quais são os principais jogos eletrônicos da história?

Videogames se tornaram uma das atividades de entretenimento mais famosas no mundo inteiro. De acordo com um mapeamento de 2025 do veículo GameSpot, exemplos dos jogos eletrônicos mais vendidos da história incluem (em ordem):

  1. Tetris
  2. Minecraft
  3. GTA V
  4. Wii Sports
  5. Mario Kart 8 Deluxe
  6. Red Dead Redemption II
  7. PUBG: Battlegrounds
  8. The Elder Scrolls V: Skyrim
  9. The Witcher 3: Wild Hunt
  10. Super Mario Bros.
Ilustração do game Tetris
Lançado em 1984, Tetris ainda figura como o videogame mais vendido da história (Imagem: Tom Tang/Unsplash)

Quais são os benefícios dos videogames?

Videogames podem apresentar benefícios para indivíduos, desde que sejam usados de maneira controlada. Dentre as principais vantagens dos jogos eletrônicos, estão:

  • Estímulo cognitivo e cerebral: estudos apontam benefícios cognitivos de videogames e desenvolvimento cerebral.
  • Estímulos de coordenação motora: jogos que estimulam movimentação corporal podem beneficiar jogadores sem hábito de atividades físicas ou movimentos no dia a dia.
  • Sensação de bem-estar: jogos eletrônicos podem auxiliar na saúde mental de indivíduos, quando usados de forma moderada.
  • Impacto cultural: jogadores podem descobrir mais sobre determinadas regiões, povos e culturas apresentadas em jogos.
  • Finalidades educacionais: videogames podem estimular o aprendizado de outras línguas e temas variados.
  • Benefícios interpessoais: jogos multiplayer ou cooperativos podem estimular relações com outras pessoas.

Quais são os riscos dos jogos digitais?

Apesar de benefícios, jogos eletrônicos também apresentam riscos, principalmente envolvendo fatores psicológicos. Alguns dos principais riscos dos jogos digitais envolvem:

  • Vício em jogos: a OMS já reconheceu o vício em jogos como transtorno, que pode impactar em áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais e ocupacionais dos indivíduos.
  • Prejuízos financeiros: o vício em jogos também pode desencadear em prejuízos financeiros, especialmente quando envolve videogames baseados em microtransações.
  • Fuga da realidade: o uso exagerado de jogos eletrônicos pode afastar o indivíduo da realidade e das relações interpessoais da vida real.

Qual é a diferença entre jogos e jogos eletrônicos?

Jogos abrangem um conceito mais amplo, já que reúnem atividades recreativas físicas ou que envolvem meios digitais. Jogos podem envolver tanto jogos com interações físicas (como xadrez, pôquer ou amarelinha) quanto jogos eletrônicos que dependem de hardwares.

Já jogos eletrônicos ou videogames são jogos baseados na interação do jogador e na reprodução de conteúdos de vídeo a partir de dispositivos eletrônicos. Isso significa que para jogar videogames, é necessário de um dispositivo capaz de ler e executar o game, a exemplo de PC ou console de videogame.

Em suma, todos os jogos eletrônicos são jogos, mas nem todo jogo é necessariamente um jogo eletrônico.

O que são jogos eletrônicos? Confira a história e os gêneros dos videogames

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Além de serem produtos voltados para entretenimento, videogames também têm grandes impactos culturais, sociais, econômicos e tecnológicos

(Imagem: Onur Binay/Unsplash)

(Imagem: Joey kwok/Unsplash)

(Imagem:
Anthony/Unsplash)

(Imagem: Tom Tang/Unsplash)

O que é um PC gamer? Saiba o que um computador para jogos precisa ter

22 de Outubro de 2025, 16:29
Ilustração de PC gamer
Computadores gamer têm hardwares para bom desempenho em jogos (Imagem: Abdullah Abid/Unsplash)

PC gamer ou gaming PC é um computador com capacidade para oferecer boa performance em jogos. E assim como existem jogos dos mais básicos aos mais exigentes, há PCs gamer de entrada até máquinas capazes de lidar com games mais pesados.

Um PC gamer possui a maioria dos hardwares vistos em PCs comuns, mas com especificações mais robustas. Além disso, placa de vídeo dedicada, fonte de alimentação adequada, sistema de resfriamento e periféricos voltados para jogos são essenciais em um setup gamer.

Importante destacar que computadores gamer podem ser usados para outras finalidades devido à potência dos componentes, e por isso são mais caros. Já PCs comuns não são necessariamente capazes de rodar jogos por possuírem peças voltadas para usos básicos do dia a dia.

A seguir, saiba o que é um PC gamer, confira quais hardwares são essenciais nessas máquinas, e veja vantagens e desvantagens de um computador voltado para jogos.

O que é um PC gamer?

PC gamer (ou gaming PC, em inglês) é um computador voltado para jogos. Trata-se de um PC com hardware e periféricos de performance superior ao de um PC tradicional, e com poder computacional e gráfico suficientes para garantir bom desempenho em games.

O que um PC gamer precisa ter?

Um PC gamer precisa ter componentes e periféricos que ajudem para uma boa performance em jogos. Não existe uma regra geral sobre quantos megabytes (MBs), gigabytes (GBs) ou terabytes (TBs) determinados componentes precisam ter para o setup ser considerado “gamer”.

Inclusive, a maioria dos componentes de um PC gamer são encontrados em um PC comum. A diferença é que esses componentes costumam ter especificações melhores nos setups para jogos, e algumas peças são mais comuns apenas em computadores voltados para jogatinas.

De modo geral, um PC gamer precisa ter:

Importante ressaltar que esses componentes não são necessariamente obrigatórios: um PC não vai deixar de ser gamer se não tiver algum desses hardwares. Contudo essas peças são comuns em setups gamer por beneficiar a experiência em jogos.

Componentes de um PC gamer
PCs gamer costumam ter componentes superiores aos de computadores comuns (Imagem: Andrey Matveev/Pexels)

Um PC com placa de vídeo é considerado gamer?

Não necessariamente. Placa de vídeo dedicada é um dos componentes fundamentais para que um computador seja classificado como gamer, mas todo o resto do setup (incluindo processador, memória RAM, sistema de resfriamento e periféricos) precisa ter boa performance para atender a demanda de jogos.

Como exemplo, um computador com placa de vídeo ultrapassada pode não garantir performance suficiente para rodar jogos. Assim como um setup formado por uma boa placa de vídeo e hardwares para uso básico talvez não consiga alcançar potência suficiente para se enquadrar como um PC voltado para jogos.

Em muitos casos, marcas e fabricantes podem vender computadores com o rótulo “gamer” apenas por um processador de boa performance ou um conjunto de luzes. Mas é preciso avaliar a performance como um todo, considerando todos os componentes, para classificar o PC como gamer ou não.

Quais são as categorias de PCs gamer?

PCs gamer podem ser classificados em níveis baseados na performance e preço, assim como categorizações feitas com smartphones e outros eletrônicos. De modo geral, podemos classificar os computadores para jogos nas seguintes categorias:

  • PCs gamer de entrada: setup de baixo orçamento, composto por hardwares mais básicos, e voltado para quem está entrando no universo de jogos; geralmente consegue rodar apenas games mais leves que não exigem tanto poder computacional ou gráfico.
  • PCs gamer intermediários: PCs com componentes intermediários, mais potentes que computadores básicos, porém, inferiores aos setups de ponta; costumam rodar jogos intermediários e até mais pesados, mas geralmente com resolução máxima de 1080p e com configurações mínimas ou médias de vídeo.
  • PCs gamer high-end: computadores extremamente potentes, com processadores e placas de vídeo de última geração, além de monitores com altas taxas de atualização e periféricos de ponta; esses setups são caros e podem rodar qualquer tipo de jogo com as melhores configurações gráficas.

Quais são as vantagens de um PC gamer?

Os PCs gamer possuem vários benefícios devido aos componentes de bom desempenho. As principais vantagens dos computadores voltados para jogos incluem:

  • Hardwares avançados: PCs gamer costumam ter hardwares com especificações superiores aos de computadores comuns.
  • Bom desempenho em jogos: computadores voltados para jogos rodam games com desempenho muito superior em comparação a computadores que não são focados em jogatinas.
  • Compatibilidade com tecnologias gamer: setups gamer costumam ter compatibilidade com alguns recursos voltados para jogos, como DLSS da Nvidia e AMD FidelityFX.
  • Versatilidade de uso: apesar de serem voltados para jogos, PCs gamer atendem a outras funcionalidades devido à boa capacidade de processamento.

Quais são as desvantagens de um PC gamer?

Computadores voltados para jogos têm desvantagens, principalmente tratando-se de custos elevados. Dentre as principais vantagens desses eletrônicos de consumo, estão:

  • Custo elevado: os componentes de um computador para jogos são mais caros quando comparados a peças de um PC comum.
  • Necessidade de atualização: à medida que a indústria se desenvolve e os jogos se tornam mais exigentes, pode ser necessário atualizar peças com determinada frequência para manter compatibilidade com jogos mais recentes.
  • Espaço dedicado: alguns componentes de alta performance e com tamanhos robustos exigem gabinetes grandes, e será necessário ter espaço suficiente na bancada para alocar o computador e seus periféricos.
Ilustração de um setup gamer
Setups gamer são mais caros que setups de uso diário (Imagem: Atahan Demir/Unsplash)

Um PC gamer serve para estudo ou trabalho?

Sim. Um PC gamer serve para estudar ou para trabalhar além da finalidade de jogatinas, já que tem poder computacional e gráfico suficiente para lidar com pesquisas, navegação na web, ferramentas de produtividade e até aplicações profissionais mais pesadas.

Contudo, a situação inversa nem sempre se aplica: computadores para estudo ou trabalho têm hardwares para atender a tarefas mais básicas, e por isso não costumam apresentar boa performance em jogos.

De modo geral, um PC gamer quase sempre poderá ser usado para estudo ou trabalho, mas computadores para estudo ou trabalho geralmente não vão servir para jogatinas.

Qual é a diferença entre um PC gamer e um PC comum?

Um PC gamer é um computador voltado para bom desempenho em jogos, mas que pode atender a outras necessidades pelas configurações de alta performance. Essas máquinas possuem componentes físicos (hardwares) superiores aos de PCs comuns e, consequentemente, têm custos mais elevados.

Já um computador pessoal (PC) comum é uma máquina voltada para usos básicos diários, como navegação na internet e reprodução de conteúdos. PCs simples até podem rodar alguns jogos leves, mas podem ter a experiência comprometida por não serem projetados para games.

Posso transformar um PC comum em um PC gamer?

Sim. Computadores são estruturados de modo com que você possa trocar uma ou mais peças, seja de uma vez ou gradualmente. Logo, você pode substituir hardwares por componentes mais potentes, transformando o seu computador de uso básico em um PC gamer.

Mas é importante destacar que pode ser necessária uma reformulação robusta, dependendo da performance e dos componentes do seu computador. E em alguns casos, a transformação de um PC comum para um PC gamer pode exigir a troca de todos os componentes do computador, incluindo os periféricos.

Qual é a diferença entre um PC gamer e um notebook gamer?

Um PC gamer é um dispositivo que costuma ficar em lugares fixos, devido ao seu porte. As peças desses aparelhos costumam ser mais potentes que as de notebook e são vendidas separadamente, o que aumenta as possibilidades de expansão. Além disso, PCs para jogos exigem periféricos, como monitor, mouse e teclado.

notebooks ou laptops gamer são portáteis, facilitando o transporte de seus usuários. Notebooks gamer não precisam de monitores ou teclados à parte como os PCs gamer, mas algumas peças são soldadas na placa de circuito e dificultam expansões. Laptops gamer também costumam ter especificações inferiores aos de PCs gamer, devido ao espaço reduzido para componentes.

O que é um PC gamer? Saiba o que um computador para jogos precisa ter

(Imagem: Abdullah Abid/Unsplash)

(Imagem: Andrey Matveev/Pexels)

(Imagem: Atahan Demir/Unsplash)

Nvidia começa a vender supercomputador de IA com formato de miniPC

14 de Outubro de 2025, 15:00
Fotografia colorida mostra o Project Digits da Nvidia sobre uma mesa de cor branca. Ele é uma pequena caixa quadrada de cor dourada.
DGX Spark AI, antes chamado de Project Digits (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • DGX Spark AI da Nvidia é um supercomputador de IA em formato de miniPC, lançado por US$ 3.999;
  • Chip GB10, que equipa a novidade, é fruto de parceria com a MediaTek e oferece desempenho de até 1 petaflop em FP4;
  • DGX Spark AI conta ainda com até 128 GB de memória DDR5X, 4 TB de armazenamento flash, consome 240 W e roda o sistema Nvidia DGX (baseado no Ubuntu).

Revelado no início do ano, durante a CES 2025, o DGX Spark AI tem formato de miniPC e, ainda que vagamente, remete a um Mac Mini. Mas, na prática, estamos falando de um supercomputador da Nvidia direcionado a aplicações de inteligência artificial. A companhia finalmente colocou o equipamento à venda.

O preço oficial é de US$ 3.999, o que corresponde a R$ 22.000 na cotação atual. Por esse valor, o DGX Spark AI oferece o Nvidia GB10 Grace Blackwell, SoC que conta com CPU Nvidia Grace de 20 núcleos e arquitetura Arm, e com uma GPU Blackwell com núcleos Cuda e Tensor.

Resultado de uma parceria com a MediaTek, o GB10 oferece desempenho de até 1 petaflop em FP4. Isso significa que o chip pode executar 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo seguindo o modelo de precisão FP4.

É possível aumentar o desempenho de aplicações baseadas na novidade por meio da combinação de duas unidades do DGX Spark AI via tecnologia Nvidia ConnectX.

As demais especificações incluem até 128 GB de memória DDR5X e até 4 TB de armazenamento flash, um conjunto que, apesar de avançado, não faz feio no quesito eficiência energética: tipicamente, o DGX Spark AI trabalha com 240 W. Já o sistema operacional é o Nvidia DGX, que é baseado no Ubuntu.

Tudo isso dentro de um equipamento que mede 150 x 150 x 50,5 mm e pesa 1,2 kg.

Fotografia colorida mostra o Project Digits da Nvidia sobre uma mesa de cor branca. Ele é uma pequena caixa quadrada de cor dourada.
Conexões do DGX Spark AI (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Disponibilidade e preço do DGX Spark AI

Em janeiro, quando a Nvidia apresentou o equipamento ainda sob o nome Project Digits, a companhia planejava comercializar o DGX Spark AI a partir de maio deste ano com preço inicial de US$ 3.000.

Como sabemos agora, as vendas começaram com cinco meses de atraso e com um preço padrão consideravelmente mais alto, de US$ 3.999. Mas o custo maior parece não ter afastado os clientes. A própria Nvidia revelou que unidades do DGX Spark AI já estão sendo testadas e validadas por companhias como Google, Meta e Microsoft.

Nvidia começa a vender supercomputador de IA com formato de miniPC

O supercomputador com IA da Nvidia tem design que lembra um Mac Mini (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Project Digits une alto desempenho e estética minimalista (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Xbox Game Pass fica até 99% mais caro no Brasil

1 de Outubro de 2025, 12:32
Imagem mostra um monitor exibido a tela do Game Pass no aplicativo Xbox
Game Pass ficou mais caro no país (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Xbox Game Pass teve aumento de preços no Brasil em todos os planos.
  • O plano Ultimate subiu de R$ 59,99 para R$ 119,90, aumento de 99,9%.
  • Os planos Core e Standard foram renomeados para Essential e Premium, com aumentos de 25,4% e 33,3%, respectivamente.

O Xbox Game Pass ficou mais caro no Brasil. O aumento de preços, anunciado hoje (01/10), ocorre nas três categorias de assinatura. O plano Ultimate teve o maior salto: a mensalidade passou de R$ 59,99 para R$ 119,90, um reajuste de 99,9%.

O plano Core foi rebatizado e passa a ser Essential. Nele, o valor da mensalidade foi para R$ 43,90. Já o plano Standard passa a se chamar Premium e custa agora R$ 59,90. Os assinantes atuais dessas categorias serão migrados automaticamente para os novos planos. As mensalidades ficaram assim: 

  • Essential (antigo Core): de R$ 34,99 para R$ 43,90 – aumento de 25,4%.
  • Premium (antigo Standard): de R$ 44,99 para R$ 59,90 – aumento de 33,3%.
  • Ultimate: de R$ 59,99 para R$ 119,90 – aumento de 99,9%, praticamente o dobro.
Infográfico mostra novos planos e valores do Xbox Game Pass. Em tom verde, a imagem destaca os benefícios dos planos Essential, Premium e Ultimate
Novos valores e benefícios dos planos do Game Pass (imagem: divulgação)

Os novos valores já estão valendo. Em comunicado, a empresa diz que avalia “regularmente as taxas de câmbio e as condições de mercado, por isso os preços podem variar de acordo com a região”. 

A Microsoft também oficializou o Cloud Gaming, que sai do beta e passa a integrar todas as modalidades de assinatura. Todos os planos agora oferecem jogos em console, PC e nuvem.

Xbox Game Pass fica até 99% mais caro no Brasil

Conheça as opções de planos do Xbox Game Pass para PC e consoles (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

Snapdragon X2 Elite: Qualcomm revela chips ainda mais potentes para PCs

25 de Setembro de 2025, 10:25
Chip Snapdragon X2 Elite
Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm
Resumo
  • Qualcomm apresentou três chips da linha Snapdragon X2 Elite no Snapdragon Summit 2025;

  • O modelo Extreme é o mais avançado, com 18 núcleos, GPU potente e foco em “PCs ultra premium”;

  • Os primeiros computadores com a nova geração devem ser lançados no primeiro semestre de 2026.

A Qualcomm deu mais um passo para avançar em PCs. Durante o evento Snapdragon Summit 2025, a companhia anunciou os chips Snapdragon X2 Elite e X2 Elite Extreme, que chegam para equipar computadores com Windows 11. Trata-se da segunda geração de chips da companhia para o segmento.

São três novos chips, todos baseados no processo de fabricação NP3 (de 3 nm), da TSMC.

O mais avançado é o Snapdragon X2 Elite Extreme, que tem codinome X2E-96-100. O chip conta com 18 núcleos de CPU, 12 dos quais são de alto desempenho (Prime).

Ele é complementado com uma GPU X2-90 de 1,85 GHz e uma NPU que alcança 80 TOPS. Esse conjunto faz o modelo Extreme ser indicado para “PCs ultra premium”, de acordo com a Qualcomm.

O Snapdragon X2 Elite chega em duas versões. O modelo X2E-88-100 tem quase as mesmas especificações da versão Extreme, incluindo os 18 núcleos. Mas as frequências são menores aqui, bem como a largura de banda de memória.

Já o modelo X2E-80-100 traz 12 núcleos (sendo seis do tipo Prime), uma GPU um pouco mais simples (X2-85) e, novamente, menor largura de banda de memória. Mas a NPU de 80 TOPS está presente aqui.

A Qualcomm direciona os chips Snapdragon X2 Elite a “PCs premium” que, presumivelmente, são um pouco menos avançados, mas ainda oferecem alto nível de desempenho.

As principais especificações de cada modelo aparecem na tabela a seguir:

 X2 Elite ExtremeX2 EliteX2 Elite
ModeloX2E-96-100X2E-88-100X2E-80-100
Núcleos Prime / Performance12 / 612 /66 / 6
Clock simples / múltiplo5 GHz / 3,6 GHz4,7 GHz / 3,4 GHz4,7 GHz / 3,4 GHz
Cache53 MB53 MB34 MB
GPUX2-90, 1,85 GHzX2-90, 1,7 GHzX2-85, 1,7 GHz
NPU80 TOPS (INT8)80 TOPS (INT8)80 TOPS (INT8)
MemóriaLPDDR5X-9523LPDDR5X-9523LPDDR5X-9523
Largura barramento192 bits128 bits128 bits
Largura banda memória228 GB/s152 GB/s152 GB/s

Ainda segundo a Qualcomm, os novos chips são até 31% mais rápidos em desempenho e consome até 43% menos energia em relação à geração anterior (linha Snapdragon X). Já a GPU da nova linha teve um aumento de 2,3 vezes no desempenho por watt, novamente em relação à geração passada.

Chips Snapdragon X2 Elite e Extreme X2 Elite
Chips Snapdragon X2 Elite e Extreme X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Disponibilidade dos chips Snapdragon X2 Elite

A previsão da Qualcomm é a de que os primeiros computadores equipados com os chips Snapdragon X2 Elite cheguem ao mercado no primeiro semestre de 2026.

Convém destacar que esta não é a única novidade da companhia no Snapdragon Summit 2025. No evento, a Qualcomm também anunciou o aguardado Snapdragon 8 Elite Gen 5, chip para celulares avançados.

Snapdragon X2 Elite: Qualcomm revela chips ainda mais potentes para PCs

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Chips Snapdragon X2 Elite e Extreme X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm
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