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Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

15 de Maio de 2026, 09:41
Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
IA deve acelerar a criação de conteúdo infantil para a Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix criou um estúdio de animação chamado INKubator para produzir conteúdos utilizando inteligência artificial generativa.
  • Segundo o The Verge, a nova unidade busca profissionais como produtores, engenheiros de software e artistas de computação gráfica.
  • O estúdio será liderado por Serrena Iyer, executiva com experiência em Hollywood e inteligência artificial.

A Netflix está organizando um novo estúdio de animação, batizado de INKubator, dedicado exclusivamente à produção de conteúdos utilizando inteligência artificial generativa. A nova unidade já busca profissionais como produtores, engenheiros de software e artistas de computação gráfica para compor o time técnico e artístico.

Segundo o The Verge, a Netflix tem mantido os planos sob sigilo. No entanto, movimentações no LinkedIn indicam que a unidade começou a operar discretamente em março de 2026. A liderança do estúdio está a cargo de Serrena Iyer, executiva com passagens pela DreamWorks Animation e A24 Films, sinalizando uma estratégia que combina experiência de Hollywood com inteligência artificial.

O foco do INKubator deve ser diferente de outras investidas da empresa no setor. No início deste ano, a Netflix adquiriu a InterPositive, startup de IA fundada pelo ator Ben Affleck. No entanto, a InterPositive foca em processos de pós-produção e efeitos visuais com IA, enquanto o INKubator é descrito em vagas de emprego como um estúdio “nativo de GenAI” (IA Generativa).

Por que criar animações com IA?

A estratégia de distribuição para os conteúdos produzidos pelo INKubator aponta para o fortalecimento do Clips, o feed de vídeos verticais inspirado no TikTok que a Netflix lançou recentemente em seu aplicativo oficial.

Atualmente, o recurso exibe apenas trailers e bastidores, mas a criação de curtas originais nativos de IA pode transformar o espaço em um canal de entretenimento, retendo o usuário por mais tempo dentro da plataforma. A ideia lembra o Sora, da OpenAI, que foi descontinuado em março deste ano.

Além disso, há o valioso mercado de conteúdo infantil. A Netflix busca se consolidar como uma alternativa ao YouTube Kids. O uso de IA permitiria produzir em larga escala desenhos animados e especiais educativos, facilitando a competição com estúdios nativos do YouTube que já adotam essas ferramentas, como o Animaj (responsável pelo sucesso Pocoyo) e a Toonstar.

Embora o foco inicial sejam os curtas e experimentos de formato rápido, as vagas também mencionam que o investimento em tecnologia deve permitir a expansão para conteúdos de longa duração no futuro. Isso indica que, se os pilotos de IA funcionarem bem, poderemos ver filmes inteiros gerados por algoritmos no catálogo principal da Netflix.

Claquete com os nomes "Netflix" e "InterPositive"
Startup de IA fundada por Ben Affleck já pertence à Netflix (imagem: divulgação/Netflix)

Resistência na indústria

A movimentação da Netflix ocorre em meio a uma polarização na indústria sobre o papel da IA. Enquanto empresas buscam eficiência e redução de custos, vozes influentes demonstram resistência. O lendário animador Hayao Miyazaki, cofundador do Studio Ghibli, já classificou publicamente o uso de IA na animação como “um insulto à própria vida”.

Além das críticas individuais, há uma pressão institucional. Sindicatos de animadores e artistas de diversos países realizaram protestos no Festival de Annecy em 2025 contra o avanço desregulado da tecnologia. O temor é que a “geração de conteúdo” em massa acabe prejudicando o trabalho criativo e a identidade artística das obras.

Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Netflix)

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

14 de Maio de 2026, 11:41
Arte mostra o logo da Netflix, uma letra "N" vermelha, ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • plano com anúncios da Netflix atingiu marca de 250 milhões de usuários globais em 2026;

  • empresa planeja expandir a modalidade para novos países e novos formatos de conteúdo em 2027;

  • no Brasil, o plano com anúncios custa R$ 20,90 mensais e oferece resolução Full HD em até duas telas.

No evento Upfront 2026, realizado nesta semana, a Netflix deixou claro que a ideia de oferecer um plano com mensalidade mais barata, mas apoiada em publicidade, deu certo. Tanto que a companhia pretende explorar ainda mais essa opção, o que significa que os assinantes da modalidade poderão esperar por mais anúncios em um futuro próximo.

A Netflix introduziu o plano com anúncios em 2022, inclusive no Brasil. No ano passado, a companhia revelou que essa opção contava com 94 milhões de assinantes ativos mensais em escala global. Agora, em 2026, esse número saltou para 250 milhões de pessoas.

Desse total, mais de 80% consomem o conteúdo da plataforma de streaming pelo menos uma vez por semana. Já não há dúvidas, portanto, de que o plano com anúncios é um sucesso para a companhia.

Como a Netflix vai expandir o plano com anúncios?

Começa pela oferta do plano com anúncios em mais países. A partir de 2027, essa opção chegará a mercados como Áustria, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, Filipinas, Holanda, Indonésia, Irlanda, Noruega, Nova Zelândia, Peru, Polônia, Suécia, Suíça e Tailândia.

Também para 2027, a Netflix pretende exibir anúncios publicitários em outros formatos de conteúdo, como podcasts em vídeo e vídeos verticais (direcionados a celulares).

Depois vem a expansão do uso de IA para que anunciantes possam criar planos de mídia mais condizentes com seus objetivos, otimizar compras de anúncios na plataforma e ajustar as peças para exibição adequada em diferentes formatos, por exemplo.

A Netflix afirma que também já vem testando novas configurações que ajustam o limite de frequência de anúncios e quais deles devem ser exibidos a cada usuário, o que é feito com base na análise das visualizações pelos assinantes. Esse é outro aspecto que favorece o aumento da quantidade de anúncios que o usuário pode encontrar no serviço.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Preços da Netflix no Brasil

Chamado de “Padrão com anúncios”, o plano que exibe publicidade custa R$ 20,90 por mês no Brasil. A tabela a seguir resume as características de cada plano da plataforma no país:

PlanoMensalidadeResoluçãoTelasDownloads
Padrão com anúnciosR$ 20,90Full HD (1080p)2Até 15 por aparelho/mês em até 2 dispositivos
PadrãoR$ 44,90Full HD (1080p)2Em até 2 dispositivos
PremiumR$ 59,904K + HDR4Em até 6 dispositivos

Só para não deixar dúvidas: os planos Padrão e Premium são as opções para quem não quer se deparar com anúncios na Netflix.

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Como assistir a filmes com amigos online? Veja 4 serviços de watch party

30 de Abril de 2026, 16:15
Ilustração de sessão de filme conjunta
Serviços de terceiros permitem que você assista a filmes com outras pessoas online; confira (Imagem: Gustavo Fring/Pexels)

Assistir a filmes com amigos online é uma da forma de consumir conteúdos com pessoas que estão longe de você, de maneira sincronizada. A prática também é conhecida como “watch party”.

Para isso, você precisa usar serviços de terceiros como Teleparty ou SharePlay, uma vez que as plataformas de streaming (como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+) não oferecem esse recurso de maneira nativa.

Também é necessário que todos os participantes da sessão usem suas respectivas contas de streaming, já que a retransmissão de conteúdos para não assinantes não é permitida pelas detentoras de direitos autorais.

A seguir, listamos quatro serviços para você ver filme com amigos remotamente.

1. Teleparty

O Teleparty (antigo Netflix Party) é um serviço que permite que você e seus amigos consigam assistir a filmes juntos, à distância. A aplicação pode operar como extensão para navegador (Google Chrome, Microsoft Edge, Safari e Opera) ou como aplicativo móvel (disponível no Google Play ou App Store).

Funciona assim: o host da sessão faz login na plataforma de streaming, executa a extensão do Teleparty e compartilha o link com até mil amigos; os convidados então precisam fazer login com suas próprias contas na plataforma escolhida, e todos assistem ao conteúdo simultaneamente.

Você pode usar o Teleparty no modo gratuito, que é compatível com Netflix, YouTube, Disney+, HBO Max, Hulu, Amazon Prime Video, Spotify, Pluto TV e Tubi. Já usuários pagos têm acesso a mais plataformas (como Paramount+ e Apple TV) para as watch parties, e podem usar recursos como chat de voz ou vídeo e reações customizadas.

Interface do Teleparty, serviço para assistir filme com amigos online
Teleparty funciona como uma sessão virtual de cinema (Imagem: Divulgação/Teleparty)

2. SharePlay

O SharePlay também pode ser usado para ver filme com amigos: a funcionalidade do FaceTime permite que participantes da ligação vejam filmes de plataforma de streaming juntos e de maneira sincronizada — desde que eles também tenham contas no streaming escolhido.

Apple TV+, Disney+, Hulu, Paramount+ e HBO Max estão entre as principais plataformas de streaming compatíveis com o serviço. O único problema é que somente usuários de iPhone, iPad e Mac podem usar o SharePlay.

Interface do SharePlay da Apple
SharePlay é compatível com várias plataformas de streaming, mas está disponível apenas para dispositivos Apple (Imagem: Divulgação/Apple)

3. Scener

O Scener é outro serviço para assistir a filmes com amigos remotamente, com funcionamento similar ao do Teleparty. A aplicação está disponível como extensão para Google Chrome.

O funcionamento é baseado em salas cujos participantes podem assistir a filmes da Netflix, Disney+, Amazon Prime Video, HBO Max, entre outras plataformas em sincronia. E todos os participantes devem usar suas respectivas contas de streaming.

Interface do Scener
Scener está disponível como extensão do Google Chrome (Imagem: Divulgação/Scener)

4. Watch Together (Discord)

Por fim, o recurso Watch Together do Discord é um recurso colaborativo para assistir a vídeos do YouTube (incluindo filmes e documentários) com outros participantes da sala. A ferramenta está disponível no app do Discord para desktop e para dispositivos móveis (Android ou iOS).

Assim que um usuário iniciar uma sessão no Watch Together, ele se tornará o host. Então, outros participantes do chat de voz vão poder entrar na atividade e assistir aos vídeos de maneira simultânea. Também é possível adicionar mais conteúdos à playlist.

Ilustração do Watch Together do Discord
Watch Together do Discord se limita a filmes públicos no YouTube (Imagem: Divulgação/Discord)

Consigo ver filmes online com amigos de forma nativa?

Não. Atualmente, você só consegue ver filmes junto de amigos por meio de extensões de navegador ou aplicativos de terceiros, que fazem integrações com as plataformas de streaming oficiais.

Disney+ e Amazon Prime Video chegaram a lançar recursos nativos de Watch Paty no passado, mas eles foram descontinuados. E as demais streamings baseadas em assinatura também não oferecem funções de sessões em grupo em suas próprias plataformas.

Serviços de watch parties são permitidos?

Sim, mas há ressalvas. Serviços de terceiros que permitem assistir a um filme online e em grupo não têm aval oficial das plataformas, mas costumam ser tolerados desde que exijam que cada participante da watch party use sua própria conta de streaming.

Já retransmitir conteúdos de streaming protegidos por direitos autorais para não assinantes consiste em uma prática que vai contra as políticas das plataformas de streaming. E nesses casos, as responsabilidades jurídicas podem recair na pessoa que fez a transmissão, e não necessariamente sobre o serviço utilizado.

Como assistir a filmes com amigos online? Veja 4 serviços de watch party

(Imagem: Divulgação/Teleparty)

(Imagem: Divulgação/Scener)

(Imagem: Divulgação/Discord)

Cofundador da Netflix decide deixar a empresa

17 de Abril de 2026, 11:50
Imagem mostra um executivo em frente ao ao logo da Netflix, de cor vermelha. O executivo veste blazer e camisa azul.
Reed Hastings deixará conselho da empresa em junho (imagem: reprodução)
Resumo
  • Reed Hastings deixará a presidência executiva da Netflix em junho.
  • Ele é um dos cofundadores da empresa e está lá desde a sua fundação, há quase 30 anos.
  • Hastings foi o principal nome por trás da transformação da Netflix de aluguel de DVDs para a gigante do streaming.

Reed Hastings, cofundador da Netflix, está de saída da plataforma. Em junho, ele deixará de ser presidente executivo da empresa que ajudou a fundar há quase 30 anos. O anúncio foi feito juntamente com o relatório de resultados do primeiro trimestre da companhia, informando que Hastings não buscará a reeleição para o colegiado.

Ele ocupou o cargo de CEO até 2023 e, agora, pretende focar os esforços em “filantropia e outras atividades”. Hastings foi um dos responsáveis pela transformação da marca de um serviço de aluguel de DVDs por correio em uma potência global de streaming. Atualmente, a Forbes estima que Hastings tenha um patrimônio líquido de US$ 5,8 bilhões.

Legado de projetos filantrópicos

Fotografia de Reed Hastings, executivo da Netflix, falando em um evento
Reed Hastings em evento da Netflix (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Hastings cofundou a Netflix em 1997 e é amplamente reconhecido por construir uma cultura de inovação e alta performance, o que moldou o setor de entretenimento na última década. Em uma carta aos acionistas, ele destacou que teve como principal contribuição o foco na satisfação dos usuários e na criação de uma cultura corporativa resiliente.

O envolvimento dele com causas sociais já soma doações expressivas, como o repasse de US$ 1,1 bilhão para a Silicon Valley Community Foundation e o lançamento da Hastings Initiative for AI and Humanity. Além disso, o executivo tem se dedicado ao desenvolvimento da estação de esqui Powder Mountain, em Utah (EUA).

Sucessão e reação do mercado financeiro

A transição ocorre em um momento de consolidação para os atuais co-CEOs, Greg Peters e Ted Sarandos. Peters afirmou que Hastings permanecerá como o maior defensor da companhia, enquanto Sarandos ressaltou o modelo de liderança disciplinado e altruísta que continuará a guiar a gestão atual.

Apesar do tom de homenagem, o mercado reagiu negativamente aos indicadores financeiros gerais. Segundo o Business Insider, as ações da Netflix recuaram mais de 9,1% nas negociações após o fechamento do mercado. A desvalorização foi motivada por projeções para o segundo trimestre que ficaram abaixo das expectativas dos investidores.

No ano passado, a empresa tentou comprar a Warner Bros. Discovery por um valor inicial de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 410 bilhões, em conversão direta), negócio que teve grande participação pública de Ted Sarandos. Entretanto, após meses de briga, a empresa perdeu a negociação para a Paramount Skydance, liderada por David Ellison.

Após encerrar a guerra de lances, os co-CEOs anunciaram a preferência pelo próprio crescimento e o investimento de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 100 bilhões) em filmes e séries originais para este ano.

Cofundador da Netflix decide deixar a empresa

Reed Hastings (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

3 de Abril de 2026, 11:39
Ilustração mostra boneco saindo da marca da Netflix, que está com um cadeado. Moedas estão pelo caminho.
Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Tribunal de Roma determinou que Netflix reembolse clientes na Itália por aumentos de preços considerados indevidos;
  • decisão se baseia na ausência de cláusulas contratuais que justifiquem reajustes, conforme exigido pela legislação italiana;
  • Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial.

De tempos em tempos, a Netflix aplica reajustes nas mensalidades de suas assinaturas, em escala global. Porém, na Itália, aumentos de preços aplicados pela empresa desde 2017 foram considerados indevidos pelo Tribunal de Roma, e isso deve resultar em reembolsos que podem chegar a 500 euros por cliente.

O entendimento da justiça italiana tem como base reajustes que foram aplicados pela Netflix no país entre 2017 e 2024. Foram pelo menos quatro aumentos de preços nesse período: em 2017, 2019, 2021 e novembro de 2024.

Não é que reajustes de preços sejam proibidos na Itália. O problema é que os aumentos promovidos pela Netflix entre 2017 e 2024 se basearam em cláusulas contratuais que, segundo um processo judicial aberto pelo Movimento Consumatori (entidade de defesa dos interesses dos consumidores) são abusivas.

De acordo com a legislação italiana, informar o cliente com 30 dias de antecedência sobre o aumento de preço e dar a ele a opção de cancelar a assinatura não são medidas suficientes. É necessário que o contrato também tenha cláusulas que expliquem o porquê de eventuais reajustes de preços poderem ser aplicados.

Como as tais cláusulas estavam ausentes, o Tribunal de Roma concluiu que os reajustes aplicados pela Netflix entre 2017 e 2024 são indevidos. Houve alterações contratuais referentes a reajustes entre janeiro de 2024 e abril de 2025, mas elas também foram consideradas problemáticas.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Eis as consequências: a Netflix terá que publicar o conteúdo da sentença em seu site e em jornais de circulação nacional, bem como notificar seus clientes sobre o direito a reembolso, o que vale inclusive para aqueles que não assinam mais o serviço.

O reembolso varia de acordo com o plano contratado pelo usuário e o tempo de assinatura. Quem assinou a Netflix no plano Premium entre 2017 e 2024 terá direito a um reembolso de aproximadamente 500 euros (montante equivalente a R$ 2.975), só para dar um exemplo.

A Netflix também terá que reduzir os valores das assinaturas vigentes atualmente e estará sujeita ao pagamento de indenizações individuais.

Em abril de 2025, a Netflix incluiu cláusulas em seus contratos condizentes com as exigências italianas (ou seja, agora há indicação de motivos que justifiquem reajustes) e, portanto, reajustes aplicados após esse mês não são considerados indevidos.

Qual é a reação da Netflix?

Procurada, a Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial, como esperado:

Vamos apresentar um recurso contra a decisão. Na Netflix, nossos assinantes vêm em primeiro lugar. Levamos os direitos do consumidor muito a sério e acreditamos que nossas condições sempre estiveram em conformidade com a legislação e a prática italianas.

Com informações de Il Sole 24 Ore

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

Netflix é multada em R$ 11 milhões pelo Procon-MG (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Emergência Radioativa: entenda o caso Césio-137, que chocou o Brasil e inspirou a série da Netflix

24 de Março de 2026, 15:52

Na última semana, a Netflix lançou a série “Emergência Radioativa”, que vem chamando a atenção do público e da crítica. Ambientada em Goiânia, Goiás, a produção acompanha médicos e físicos em uma corrida contra o tempo para conter um desastre radiológico e salvar vidas. A trama é inspirada no acidente real com o Césio-137, ocorrido em 1987, que chocou o Brasil. Todos os episódios foram disponibilizados na quarta-feira (18).

Logo no fim de semana de estreia, a série alcançou o Top 1 no Brasil e o Top 2 global, aparecendo ainda no Top 10 de diversos países, como Portugal. A popularidade gerou debates nas redes sociais, comparações com Chernobyl e discussões sobre a verossimilhança dos fatos, com críticos elogiando a direção e as atuações, mas questionando a fidelidade histórica.

Comparações no X entre “Emergência Radioativa” e “Chernobyl”. Créditos: Captura de tela/X

O ponto central da série é o acidente radiológico de Goiânia ocorrido em setembro de 1987. Um aparelho de radioterapia abandonado no Instituto Goiano de Radioterapia foi aberto de forma indevida. O equipamento continha uma cápsula de Césio-137 de alta radioatividade, que acabou sendo espalhada pela cidade, provocando contaminação em diversas pessoas.

Segundo a Secretaria de Saúde de Goiás, a cápsula tinha 50,9 TBq (1.375 Ci) de radioatividade e continha cloreto de césio, um composto altamente solúvel. O Césio-137 é um isótopo radioativo artificial com comportamento químico semelhante ao potássio. Ele pode se acumular em animais, plantas e, consequentemente, no corpo humano.

Escombros do Instituto Goiano de Radioterapia, localizado no Centro de Goiânia. Crédito: CRCN-CO/CNEN

Como o material radioativo contaminou a população

Após a violação do aparelho, pedaços do material radioativo se espalharam pelo ambiente em forma de pó azul brilhante. Esse pó acabou em casas, depósitos de ferro-velho e até distribuído entre parentes e amigos, que não sabiam do perigo. O interesse pelo chumbo presente no aparelho também contribuiu para a venda e a circulação do material.

O contato com o Césio-137 causou sintomas graves nas primeiras horas: náuseas, vômitos, diarreia, tontura e queimaduras. Algumas pessoas procuraram hospitais locais. A situação só foi identificada corretamente quando a esposa do dono do ferro-velho levou o material à Divisão de Vigilância Sanitária, que confirmou a radioatividade.

Sucata do aparelho de radiologia nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia. Crédito: CRCN-CO/CNEN

As principais formas de exposição ao produto foram a inalação de partículas, ingestão de alimentos contaminados e irradiação externa. Segundo Luiz Antonio Andrade de Oliveira, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), elementos radioativos superpesados demoram décadas para se desintegrar, emitindo radiação continuamente.

No caso do Césio-137, a meia-vida é de cerca de 33 anos. Isso significa que uma amostra do elemento leva esse tempo para reduzir sua radioatividade à metade. “A recomendação principal é não manipular esse tipo de substâncias. Se houver contato com a pele, lavar abundantemente com água e sabão. Se inalado ou ingerido, a situação é mais complicada”, explicou Oliveira em entrevista ao Olhar Digital.

O professor detalha que, em acidentes como o de Goiânia, sinais visíveis – como o brilho azul do Césio – ajudam na identificação. Mas, na maioria das situações, a exposição passa despercebida. “Naquele caso, as pessoas que ingeriram o Césio em elevada concentração foram tratadas em hospitais com substâncias para tentar retirar o Césio-137 do organismo. Mesmo assim, muitas delas morreram.”

Ele compara o episódio brasileiro a um caso nos EUA, em 1995, quando um adolescente tentou montar um reator nuclear caseiro. “No caso do rapaz dos EUA, como ele lidava com pequenas quantidades de material radioativo, não se esperaria algo tão dramático. Em pequenas doses, os efeitos aparecem depois de muito tempo”.

Vista aérea do ferro-velho que comprou o material e repassou para outros depósitos, dando início à corrente de contaminação radioativa. Imagem: Yosikazu Maeda via Secretaria de Estado de Saúde de Goiás

Governo monitorou milhares de vítimas

Em Goiânia, no total, foram monitoradas 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram significativa contaminação interna e/ou externa, sendo que em 120 delas a contaminação era apenas em roupas e calçados, e as mesmas foram liberadas após a descontaminação.

As outras 129 passaram a receber acompanhamento médico regular. Destas, 79 com contaminação externa receberam tratamento ambulatorial; dos outros 50 radioacidentados com contaminação interna, 30 foram assistidos em albergues em semi-isolamento, e 20 foram encaminhados ao Hospital Geral de Goiânia. Destes últimos, 14 em estado grave foram transferidos para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, onde quatro deles foram a óbito, oito desenvolveram a Síndrome Aguda da Radiação (SAR), 14 apresentaram falência de medula óssea e um sofreu amputação do antebraço.

Medição de radioatividade na população. Imagem: Arquivo da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás

No total, 28 pessoas desenvolveram em maior ou menor intensidade, a Síndrome Cutânea da Radiação (as lesões cutâneas também eram ditas “radiodermites”). Os casos de óbito ocorreram cerca de quatro a cinco semanas após a exposição ao material radioativo, devido a complicações esperadas da SAR – hemorragia (dois pacientes) e infecção generalizada (também dois pacientes).

Para realizar o monitoramento sobre os efeitos da exposição à radiação ionizante nas pessoas que foram vítimas do acidente, o governo goiano criou, em fevereiro de 1988, a Fundação Leide das Neves Ferreira. Foram definidos grupos de monitoramento dos pacientes, de acordo com normas internacionais, que consideram como critérios de classificação a gravidade das lesões cutâneas e a intensidade da contaminação interna e externa, e que determinou a metodologia dos protocolos de acompanhamento médico.

A avaliação da contaminação externa usou análises cromossômicas, enquanto a contaminação interna foi medida em excretas e com detectores próximos ao corpo. A técnica de contagem de corpo inteiro (monitoração in vivo) e análise de excretas (monitoração in vitro) permitiu estimar a dose de radiação recebida.

Descontaminação de áreas na Rua 57. Ao fundo, a entrada do Mercado Central de Goiânia. Crédito: CRCN-CO/CNEN

Leia mais:

Desastre do Césio-137 transformou os protocolos de segurança

O acidente gerou 3.500 m³ de lixo radioativo, armazenado em contêineres de concreto. O repositório definitivo está em Abadia de Goiás, a 23 km de Goiânia, sob responsabilidade do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O local realiza monitoração e controle ambiental contínuo.

O episódio também deixou lições valiosas para a ciência e para a sociedade. Ele reforçou a necessidade de conhecer os riscos ao lidar com elementos radioativos, priorizando ética e responsabilidade. O aprendizado vai além da física ou química: envolve cuidado com a vida humana e a preservação do meio ambiente.

Em resumo, o acidente com o Césio-137 marcou Goiânia e o Brasil. Ele transformou protocolos de segurança, inspirou estudos científicos e permanece vivo na memória coletiva. “Emergência Radioativa” cumpre o papel de relembrar essa história, ao mesmo tempo em que educa e alerta sobre os perigos da radiação.

O post Emergência Radioativa: entenda o caso Césio-137, que chocou o Brasil e inspirou a série da Netflix apareceu primeiro em Olhar Digital.

Netflix: lançamentos da semana (23 a 29 de março)

23 de Março de 2026, 04:00

O Olhar Digital traz os principais lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 23 e 29 de março de 2026.

Dentre as estreias, os assinantes poderão assistir a nova série Algo Horrível Vai Acontecer. Também chega ao catálogo da Netflix a série norueguesa Os Casos de Harry Hole.

Lançamentos da Netflix de 23 e 29 de março de 2026

Confira abaixo a lista completa de lançamentos da Netflix no período entre 23 e 29 de março de 2026:

Segunda-feira – 23/03

  • Inside — Temporada 3
    • Série (3 Temporadas) | Original Netflix | Reality Show | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
    • Uma casa, um milhão de libras e muitos influenciadores. Criadores de conteúdo enfrentam desafios de tirar o fôlego, disputando um prêmio gigantesco neste reality dos Sidemen, os YouTubers virais.

Terça-feira – 24/03

  • Partiu Texas! — Temporada 1
    • Série (1 Temporada) | Original Netflix | Relity Show | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Partiu Texas! acompanha Lee Seo-jin e o produtor Nah Yung-suk em uma jornada espontânea e sem roteiro pelos Estados Unidos. Lee Seo-jin viaja como se o país fosse o quintal de casa, sempre ao lado de amigos que o seguem por impulso e com total confiança nele. Juntos, eles exploram Dallas, a cidade em que Lee Seo-jin sonha em morar depois que se aposentar. Famoso por criar realities naturalmente cativantes, Nah Yung-suk e sua equipe têm fãs que estão loucos para conferir esta aventura.
  • Espíritos 2: Você Nunca Está Sozinho (filme)
  • Phobia (filme)
  • O Mal Está à Sua Espera (filme)
  • Jeff Ross: Take a Banana for the Ride (stand-up)

Quarta-feira – 25/03

  • Heartbreak High: Onde Tudo Acontece — Temporada 3
    • Série (3 Temporadas) | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Austrália)
    • A turma do último ano do Colégio Hartley está prestes a se formar e embarcar com tudo na vida adulta. Mas, após uma tentativa de vingança dar errado, Amerie e os amigos precisam enterrar seus segredos para não perder tudo.
  • Homicídio — Temporada 3
    • Série (3 Temporadas) | Original Netflix | Documental | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • “Homicídio”, uma produção da Wolf Entertainment e da Alfred Street Industries, está de volta para revisitar alguns dos crimes mais notórios da cidade que nunca dorme. Nesta série documental, uma equipe de detetives de elite do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) revive as investigações mais marcantes de suas carreiras. Estas são as histórias deles.
  • Noite de Abertura da MLB: Yankees vs. Giants (ao vivo: pré-jogo às 20h, jogo às 21h)
    • Especial | Original Netflix | Ao Vivo | Esporte | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • O New York Yankees, sob o comando de Aaron Judge, eleito All-Star sete vezes e três vezes jogador mais valioso da Liga Americana, encarará o San Francisco Giants, de Rafael Devers, que já foi selecionado All-Star três vezes. O jogo de Noite de Abertura da MLB será transmitido ao vivo na Netflix na quarta-feira, 25 de março de 2026.
  • Uma Mulher Diferente (filme)
  • Movimento de Jesus (filme)

Quinta-feira – 26/03

  • Algo Horrível Vai Acontecer — Temporada 1
    • Série (1 Temporada) | Original Netflix | Mistério | Drama | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Algo Horrível Vai Acontecer é uma série de terror sobre um casamento. A história acompanha a noiva e o noivo na semana anterior ao malfadado matrimônio. Não é spoiler. É só ler o título!
  • A Promotora
    • Minissérie | Original Netflix | Documental | Ano de Produção: 2026 (México)
    • Esta série documental acompanha a primeira diretora do Departamento de Feminicídio da Cidade do México, uma nova divisão dedicada a acabar com a violência contra as mulheres.
  • Os Casos de Harry Hole — Temporada 1
    • Série (1 Temporada) | Original Netflix | Suspense | Mistério | Drama | Ano de Produção: 2026 (Noruega)
    • Criada por Jo Nesbø, um dos maiores escritores de ficção policial, “Detective Hole” é um mistério de assassinato em série conduzido pelo famoso anti-herói Harry Hole. A série retrata a trama de dois policiais – supostos colegas – que operam em lados opostos da lei. Ao longo de toda a primeira temporada, Harry tem embates com seu adversário de longa data, Tom Waaler, um policial corrupto. Harry é um investigador de homicídios brilhante, mas atormentado por seus próprios demônios. Conforme esses dois personagens percorrem a linha tênue da ética do sistema penal, Harry precisa fazer tudo o que puder para pegar um assassino em série e levar Waaler perante a justiça antes que seja tarde demais.
  • Desligue!
    • Filme | Original Netflix | Suspense | Drama | Ano de Produção: 2026 (Tailândia)
    • Um grupo de mulheres cai em um golpe por telefone, e a polícia não ajuda. Determinadas a reconquistar suas vidas, elas se unem para investigar e fazer justiça com as próprias mãos.

Sexta-feira – 27/03

  • BTS: O Reencontro
    • Filme | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Este documentário em longa-metragem acompanha o aguardadíssimo retorno da realeza do pop: o BTS. Com direção do aclamado Bao Nguyen (“O Freelancer: O Homem Por Trás da Foto”, “A Noite que Mudou o Pop”) e produção das renomadas This Machine (Martha, Karol G) e HYBE, o filme oferece acesso inédito ao grupo, acompanhando o BTS nos preparativos para a reunião que promete entrar para a história da cultura pop, ao mesmo tempo em que refletem sobre a jornada que transformou estes jovens coreanos em ícones globais. Desde a estreia em 2013, o BTS construiu uma das comunidades de fãs mais apaixonadas do mundo. Após cumprirem o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul, os sete se reúnem em Los Angeles para voltar a fazer música, retomando um espaço criativo transformado pelo tempo que passaram separados e pelas mudanças pessoais na vida de cada um. Enquanto milhões de fãs aguardam o retorno da década, o BTS encara questões íntimas e profundas: como recomeçar, honrar o passado sem ficar preso a ele e seguir em frente juntos. Entre momentos de dúvida, risadas e redescoberta, eles criam novas músicas que refletem quem são hoje. O resultado é um álbum que tem tudo para virar um marco de sua era. Intimista, emocionante e cheio de alegria, “BTS: O Reencontro” é uma história de resiliência, fraternidade e reinvenção.
  • O Predador de Sevilha — Temporada 1
    • Série (1 Temporada) | Original Netflix | Documental | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
    • Durante muitos anos, Manuel Blanco foi conhecido por estudantes estrangeiros como “Manu White”, um guia simpático que organizava viagens baratas pela Espanha. Mas essa imagem alegre escondia uma história sombria. O caso veio à tona quando várias mulheres começaram a conectar experiências de abuso que pareciam não estar relacionadas.
  • 53 Domingos
    • Filme | Original Netflix | Comédia | Drama | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
    • Três irmãos se reúnem para decidir o que fazer com o pai de 86 anos, que começou a se comportar de um jeito bem peculiar. Será que eles devem mandá-lo a uma casa de repouso? Ou é melhor levá-lo para morar com um dos filhos? O que começa como uma pacata reunião de família logo se transforma em uma situação inusitada, engraçada e totalmente fora de controle.
  • Imóveis de Luxo em Família — Temporada 6
    • Série (6 Temporadas) | Original Netflix | Reality Show | Ano de Produção: 2026 (França)
    • Entre bebês, casamentos, novos horizontes e grandes mudanças, a família Kretze vende imóveis ainda mais luxuosos, de Mykonos à Cidade do Cabo, de Portofino e Hong Kong.
  • Não Se Preocupe, Querida (filme)

Sábado – 28/03

  • Os Mercenários 4 (filme)
  • Serra Pelada (filme)
  • Jesus (série)

Domingo – 29/03

  • Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo (filme)

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Como ver a senha da Netflix pelo celular ou PC

16 de Março de 2026, 12:58
Ilustração com a tela de visualizar a senha da Netflix
É possível visualizar a senha da Netflix, se você a salvou antes em algum gerenciador de senhas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode ver a senha da Netflix pelo celular, ao acessar o gerenciador de senhas do Google ou o app Senhas do iPhone. Também é possível ver a senha da plataforma pelo PC, por meio do gerenciador de senhas do navegador.

Importante destacar que você só vai conseguir visualizar a senha da Netflix se tiver salvado a credencial anteriormente. Caso contrário, talvez seja necessário redefinir a senha para ter certeza de qual password está usando.

A seguir, saiba como ver a senha da Netflix pelo smartphone (Android ou iPhone) ou pelo PC.

Como ver a senha da Netflix no celular Android

Importante

O método abaixo só vai funcionar caso você tenha escolhido salvar a senha da Netflix em sua Conta Google anteriormente

1. Abra as configurações da Conta Google

Abra o aplicativo do Google em seu smartphone Android. Depois, toque no seu ícone de avatar (localizado no canto superior direito), e vá em “Gerenciar sua Conta do Google”.

Acessando as configurações da Conta Google
Acessando as configurações da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Acesse o gerenciador de senhas do Google

Entre na seção “Segurança e login”. Na tela seguinte, acesse a guia “Gerenciador de senhas”.

Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google
Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Veja a senha da Netflix salva na Conta Google

Use o campo de pesquisa para facilitar a busca (se necessário) e escolha a opção da Netflix. Por fim, toque no ícone de olho para ver a senha da Netflix no celular.

Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google
Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver a senha da Netflix pelo iPhone

Importante

O passo a passo abaixo só vai dar certo se você escolheu salvar a senha da Netflix em seu iPhone anteriormente.

1. Abra o aplicativo Senhas em seu iPhone

Abra o app Senhas em seu iPhone. Em seguida, toque na seção “Todas” para abrir todas as senhas salvas na sua Conta Apple.

Acessando o app Senhas do iPhone
Acessando o app Senhas do iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Selecione “Netflix” para ver a senha da plataforma

Selecione a opção “Netflix”. Depois, basta tocar uma vez no campo da senha para ver a senha da Netflix pelo iPhone.

Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone
Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como ver a senha da Netflix pelo PC

Importante

O processo abaixo só vai funcionar se você permitiu o salvamento da senha da Netflix no seu navegador anteriormente.

1. Acesse as configurações do seu navegador

No navegador de sua preferência, acesse as configurações do browser. No Google Chrome, basta clicar no menu de três linhas e acessar “Configurações”. Em outros navegadores, vale procurar pela opção ou ícone de configurações.

Acessando as configurações do navegador
Acessando as configurações do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Entre no gerenciador de senhas do browser

Digite “senha” no campo de busca e entre na seção do navegador que armazena senhas salvas. Vale destacar que o nome da guia pode variar de browser para browser.

Entrando nas senhas salvas do navegador
Entrando nas senhas salvas do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

3. Procure por “Netflix” na lista de senhas salvas

Procure por “Netflix” e clique na opção da plataforma de streaming. Você pode fazer a busca manual ou usar o campo de pesquisa.

Acessando a senha da Netflix salva no navegador
Acessando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

4. Confira a senha da Netflix salva no navegador

Clique no ícone de olho para descobrir a senha da Netflix já conectada em seu computador.

Visualizando a senha da Netflix salva no navegador
Visualizando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Por que não consigo ver a senha da Netflix?

Há casos em que você pode não conseguir visualizar a senha da Netflix, mesmo que já tenha feito login anteriormente ou que esteja logado na plataforma. Alguns dos principais problemas que impedem a visualização da credencial envolvem:

  • Senha não salva anteriormente: não será possível encontrar a senha da Netflix nos gerenciadores de senha se você escolher por não salvar a credencial anteriormente.
  • Login feito de outra forma: não há como salvar a senha da Netflix se o login foi feito via QR Code ou algum outro método que não exige a senha da conta.
  • Senha salva em outra conta ou navegador: verifique se está usando a mesma Conta Google, Conta Apple ou navegador em que salvou a senha da Netflix.

Posso ver a senha da Netflix pela TV?

Não. Diferentemente de smartphones, televisores não oferecem aplicativos que exibem senhas salvas no aparelho. Smart TVs podem adicionar login automático para a Netflix, mas não vão mostrar as credenciais para o usuário.

O que fazer se eu não visualizar a senha da Netflix?

Você terá que redefinir a senha da Netflix para ter certeza de qual é o password, caso não consiga visualizar a credencial a partir de gerenciadores de senha. O processo é simples, e envolve acessar o site da plataforma de streaming, usar o mecanismo “Esqueceu a senha?”, confirmar sua identidade e criar uma nova senha.

E se por acaso estiver com problemas para descobrir ou trocar sua senha, vale falar com o SAC da Netflix para buscar ajuda frente ao suporte da plataforma.

É possível ocultar a senha da Netflix salva?

Sim. Você pode ocultar a senha da Netflix na lista de senhas salvas ao abrir o gerenciador de senhas do seu smartphone ou navegador, e remover os dados da Netflix.

Vale destacar que essa ação vai remover a senha da Netflix do gerenciador de senhas, impedindo que você visualize a credencial posteriormente em caso de esquecimento.

Como ver a senha da Netflix pelo celular ou PC

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando no gerenciador de senhas da Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva na Conta Google (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando o app Senhas do iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando as configurações do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Entrando nas senhas salvas do navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Acessando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Visualizando a senha da Netflix salva no navegador (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Mergulhe em Criaturas Brilhantes com Sally Field e Lewis Pullman

15 de Março de 2026, 17:47

A jornada emocional de Tova ganha vida em Remarkably Bright Creatures na Netflix, explorando as complexidades da solidão humana com maestria. O enredo mergulha no luto e na busca por novos propósitos, oferecendo uma reflexão profunda sobre as conexões inesperadas que a vida proporciona em seus momentos mais silenciosos. Prepare-se para um drama que desafia os clichês tradicionais de Hollywood e entrega uma sensibilidade ímpar aos espectadores.

Como Remarkably Bright Creatures na Netflix aborda as camadas do luto?

De acordo com o artigo oficial da Netflix Tudum, a produção foca na trajetória de Tova Sullivan, uma mulher que utiliza a rotina como um escudo contra a dor. A narrativa é construída para mostrar que o luto não é um estado linear, mas uma presença constante que molda cada pequena interação social e decisão cotidiana da protagonista.

A série utiliza o ambiente do aquário de Sowell Bay como um palco metafórico, onde o isolamento da vida marinha espelha o estado emocional de Tova. Através dessa ambientação, o espectador é convidado a entender como o tempo pode estagnar após uma perda significativa e como o movimento é necessário para a cura definitiva.

🐙 O Encontro Inusitado: Tova estabelece uma conexão profunda e inteligente com Marcellus, um polvo gigante do Pacífico.

🕯️ Enfrentando o Passado: Memórias sobre o desaparecimento de seu filho começam a ser processadas com a ajuda de novos amigos.

A Descoberta da Verdade: Segredos de décadas são revelados, trazendo finalmente o fechamento emocional necessário para Tova.

Quais são os principais temas explorados na jornada de Tova?

O enredo foca na jornada de Tova e explora camadas emocionais densas que ressoam com qualquer pessoa que já enfrentou a maturidade. O isolamento social é apresentado não como uma escolha, mas como uma consequência natural de uma vida marcada por saudades familiares e pelo declínio físico que a idade impõe gradualmente.

Além da tristeza, a produção aborda a resiliência e a descoberta de novos propósitos quando tudo parece perdido. A interação com outros personagens secundários serve para humanizar a dor e mostrar que a comunidade, mesmo em pequenas doses, é um remédio poderoso contra o luto não resolvido.

  • O isolamento social como barreira para novas experiências.
  • O peso do luto não resolvido ao longo das décadas.
  • A rotina na velhice como mecanismo de defesa emocional.
  • A busca por novos propósitos em fases avançadas da vida.
Mergulhe em Criaturas Brilhantes com Sally Field e Lewis Pullman
A amizade entre Tova e o polvo inteligente Marcellus é o coração pulsante dessa narrativa sensível – Créditos: Netflix / Divulgação

Como o elenco de Remarkably Bright Creatures na Netflix eleva a narrativa?

A escolha dos atores foi fundamental para transmitir a melancolia e a esperança que permeiam o roteiro original. Cada performance é cuidadosamente calibrada para evitar o melodrama exagerado, focando em sutilezas, olhares e silêncios que dizem muito mais do que diálogos extensos ou expositivos sobre o sofrimento.

A dinâmica entre os personagens humanos e a representação de Marcellus cria um equilíbrio perfeito entre o realismo e a fábula existencial. Essa combinação permite que o público se identifique com as dores reais da protagonista, enquanto se maravilha com a possibilidade de conexões interespécies repletas de empatia.

Pilar Emocional Impacto na História
Solidão Define o ritmo lento e contemplativo da obra.
Conexão Mostra que a cura vem de fontes inesperadas.
Saudade Motiva a busca de Tova pela verdade sobre seu filho.

O que torna o polvo Marcellus um personagem tão marcante?

Marcellus não é apenas um animal no aquário, mas um narrador observador que possui uma compreensão única sobre a fragilidade humana. Sua inteligência superior e seu tempo de vida limitado servem como um lembrete constante da impermanência das coisas e da importância de agir enquanto ainda há tempo.

A amizade entre ele e Tova é o coração pulsante da obra, oferecendo momentos de leveza e sabedoria que quebram a tensão do luto. Através dos olhos do cefalópode, o público é forçado a questionar suas próprias percepções sobre o que significa estar verdadeiramente vivo e conectado ao mundo ao redor.

Por que esse drama existencial é essencial para entender a solidão?

A produção foge dos estereótipos comuns sobre a terceira idade ao retratar Tova como uma mulher complexa e ativa, apesar de suas feridas internas. O drama serve como um espelho para a sociedade moderna, que muitas vezes negligencia as dores de quem envelhece sozinho em um mundo cada vez mais acelerado.

Ao final da jornada, a lição que permanece é a de que a cura requer coragem para abrir mão do controle e permitir que outros entrem em nosso espaço sagrado. É um convite para olhar além das aparências e encontrar beleza na vulnerabilidade, transformando perdas amargas em um novo começo luminoso.

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Netflix confirma sequência de “KPop Demon Hunters”

12 de Março de 2026, 22:32

A Netflix confirmou, nesta quinta-feira (12), que uma sequência de “KPop Demon Hunters” está em desenvolvimento. Este anúncio surge a partir da colaboração entre a plataforma de streaming e os codiretores Maggie Kang e Chris Appelhans.

A continuidade da animação marca o primeiro projeto do contrato de múltiplos anos, exclusivo para escrita e direção, assinado pelos cineastas. A narrativa de “KPop Demon Hunters” é focada em um trio de K-idols, que, além de serem estrelas pop, também são caçadores de demônios.

O sucesso de “KPop Demon Hunters” na Netflix

  • O filme original, animado pela Sony Pictures Animation, narra a história do trio feminino de K-Pop chamado Huntrix, composto por Rumi, Mira e Zoey;
  • Elas dividem a rotina de superestrelas com a vida secreta de caçadoras de demônios;
  • O sucesso da trilha sonora contribuiu para a popularidade do filme. A canção “Golden“, interpretada pelas vocalistas EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami, alcançou a primeira posição na Billboard Hot 100;
  • Essa conquista evidenciou o impacto global da música presente no filme e reforçou o poder de alcance do K-Pop, que já vinha conquistando públicos ao redor do mundo;
  • A performance da canção impulsionou o projeto a outros patamares, não se restringindo apenas ao ambiente do streaming.

No que diz respeito à crítica, a produção também obteve reconhecimento. O filme recebeu prêmios importantes, como melhor animação e melhor canção na 31ª edição do Critics Choice Awards. Além disso, foi agraciado com os prêmios de melhor animação e melhor canção original na 83ª edição do Globo de Ouro.

O reconhecimento estendeu-se às indicações ao Oscar, concorrendo nas categorias de melhor filme de animação e melhor canção original. O destaque mais significativo foi o Grammy de melhor canção escrita para mídia visual concedido à faixa “Golden”, tornando-a a primeira canção de K-Pop a receber um Grammy.

Personagens de KPop Demon Hunters
KPop Demon Hunters segue batendo recordes (Imagem: Divulgação/Netflix)

Impacto e audiência global

Em janeiro de 2026, a Netflix anunciou que o filme estabeleceu novos recordes de audiência na plataforma. Em um período de seis meses, “KPop Demon Hunters” acumulou 482 milhões de visualizações, somando-se a 32 milhões de visualizações para os clipes musicais. A trilha sonora do filme continua a ser um fenômeno global, mantendo-se nas paradas e sendo reproduzida em diversas partes do mundo.

A diretora Maggie Kang expressou seu orgulho como cineasta coreana, destacando a importância de se ver a audiência demandando mais da história e dos personagens coreanos. Ela mencionou que o universo construído é rico em detalhes e que há muito mais a ser revelado, sugerindo que a sequência é apenas o começo de novas possibilidades.

O codiretor Chris Appelhans, em entrevista à Reuters em janeiro, ressaltou a necessidade de uma direção criativa clara para a sequência desde o início. Ele destacou que é fundamental saber para onde se está indo criativamente, caso contrário, o risco de se perder no processo é alto.

Appelhans enfatizou a importância de criar algo que seja significativo e que se conecte com o público, acreditando que, se bem feito, o projeto será bem-sucedido.

A confirmação da sequência de “KPop Demon Hunters” sinaliza um movimento estratégico da Netflix em investir em conteúdos que dialogam diretamente com as tendências globais e com o público jovem-adulto.

O sucesso estrondoso do primeiro filme, tanto em números de visualização quanto em reconhecimento de premiações, estabelece um precedente para a qualidade e o impacto que a próxima produção pode alcançar.

A manutenção da direção criativa com Maggie Kang e Chris Appelhans, sob um acordo de exclusividade, garante uma continuidade na visão artística que se conectou com milhões de espectadores. A expectativa é que a nova etapa da jornada das Huntrix continue a explorar o universo do K-Pop e a caça a demônios, entregando mais ação, música e profundidade aos personagens. Os fãs da dupla de cineastas e do K-Pop aguardam os próximos capítulos dessa aclamada saga animada.

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10 séries escondidas da Netflix que quase ninguém conhece

12 de Março de 2026, 21:27

Cansou de receber sempre as mesmas recomendações no topo da sua tela inicial do streaming? Existe um lado do catálogo que o algoritmo nem sempre prioriza, repleto de tramas de suspense, espionagem e drama que são verdadeiras joias. Conhecer as séries escondidas da Netflix é o primeiro passo para encontrar roteiros impecáveis e fugir do óbvio agora mesmo.

Quais são as melhores séries escondidas da Netflix para maratonar hoje?

De acordo com um de acordo com o Tudum, produções como Vladimir e Dept Q lideram uma nova onda de conteúdos que privilegiam a narrativa densa em vez do marketing agressivo. Essas obras costumam focar em desenvolvimento de personagens e reviravoltas que desafiam o espectador comum da plataforma, entregando experiências memoráveis.

Mergulhar nessas histórias permite uma imersão cultural vasta, já que muitas dessas joias vêm de diferentes países e trazem estéticas visuais renovadas para o gênero. Para ajudar você a organizar sua próxima sessão, criamos um cronograma simples para explorar esses títulos de forma eficiente e gratificante durante o seu tempo livre no final de semana.

🔍 Passo 1: O Garimpo: Ignore a seção “Em Alta” e utilize a busca por categorias de nicho ou produções internacionais.

📺 Passo 2: A Imersão: Inicie tramas como Dept Q ou Ponies para validar a qualidade do roteiro logo no primeiro episódio.

🏆 Passo 3: O Veredito: Adicione as séries aprovadas à sua lista para treinar o algoritmo a sugerir conteúdos mais densos e autorais.

Como o catálogo oculta esses títulos de alta performance?

O algoritmo de recomendação é treinado para sugerir conteúdos baseados no que a massa está assistindo, o que acaba enterrando produções independentes ou de línguas não inglesas. Isso cria uma espécie de bolha onde o usuário raramente é exposto a formatos narrativos que fogem do padrão comercial pré-estabelecido pelos grandes estúdios americanos.

Para romper essa barreira e encontrar conteúdo de elite, é necessário realizar buscas diretas ou explorar as categorias secundárias do menu de navegação do serviço. Abaixo, listamos os dez elementos indispensáveis que compõem o atual cenário de descobertas imperdíveis da plataforma que você deve conferir agora mesmo para renovar sua lista.

  • Vladimir: Um thriller político tenso com roteiro afiado e direção de arte impecável.
  • Dept Q: Mistério nórdico ideal para quem gosta de investigações criminais complexas.
  • The Survivors: Drama pós-apocalíptico focado no desenvolvimento e na psique humana.
  • Terra de Pecados: Trama policial envolvente ambientada em cenários rurais sombrios.
  • Ponies: Espionagem clássica com estética visual marcante e ritmo narrativo ágil.
  • Adolescência: Um olhar sensível e visceral sobre os dilemas da juventude moderna.
  • Asura: Fantasia épica oriental com efeitos visuais e narrativa fora do comum.
  • Boots: Comédia dramática ácida que explora relações interpessoais e cotidianas.
  • Dark Winds: Thriller psicológico com ambientação única em terras áridas e isoladas.
  • Supacell: Uma nova abordagem ao gênero de heróis com forte impacto e relevância social.
10 séries escondidas da Netflix que quase ninguém conhece
Produções como Dept Q e Vladimir priorizam narrativas densas e roteiros originais – Créditos: Netflix / Divulgação

Onde as séries escondidas da Netflix de suspense mais se destacam?

O gênero de suspense é onde a plataforma mais brilha fora do mainstream, entregando produções que não dependem de grandes orçamentos, mas de tensão constante. Séries como Dark Winds e Terra de Pecados provam que o silêncio e a fotografia podem ser tão importantes quanto o diálogo para manter a audiência completamente presa à tela.

Além da alta qualidade técnica, essas produções oferecem uma visão autêntica de diferentes culturas, longe dos clichês habituais que dominam as produções globais. A tabela a seguir destaca os principais diferenciais entre três dos títulos mais comentados pelos críticos exigentes para facilitar a sua escolha na hora de dar o play.

Série Oculta Gênero Principal Nível de Tensão
Vladimir Político Alto
Dept Q Investigação Extremo
Supacell Sci-Fi Moderado

Vale a pena investir tempo em produções menos conhecidas?

Muitos usuários hesitam em começar uma série sem o selo de popularidade, mas a recompensa de descobrir uma obra-prima antes que ela viralize é incomparável. Essas produções costumam ter finais mais ousados e arcos de personagens que não precisam seguir fórmulas comerciais pré-estabelecidas para agradar o grande público das redes sociais.

Investir tempo nessas obras é também uma forma de educar o seu próprio algoritmo, fazendo com que a plataforma entenda seu interesse por conteúdos mais densos. No longo prazo, isso garante que sua interface esteja sempre recheada de sugestões que realmente conversam com o seu gosto pessoal mais refinado e exigente.

Qual o impacto dessas séries na renovação do entretenimento?

A presença de títulos como Asura e Adolescência mostra que o streaming está se tornando um refúgio para contadores de histórias que buscam liberdade criativa total. Essa liberdade resulta em episódios que desafiam gêneros e misturam drama com fantasia de uma forma totalmente inovadora e impactante para o espectador moderno.

Ao consumir e compartilhar essas produções, os fãs ajudam a garantir que novas temporadas e projetos similares recebam sinal verde para produção futura. É um ciclo positivo que beneficia quem busca qualidade máxima e quer fugir da monotonia dos conteúdos repetitivos que dominam o debate nas comunidades de cinema atualmente.

Leia mais:

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Netflix compra empresa de IA fundada por Ben Affleck

5 de Março de 2026, 17:11
Fotografia em preto e branco mostra o ator Ben Affleck sentado, olhando para a câmera. À esquerda, há o logo vermelho da Netflix.
Netflix comprou empresa de IA de Ben Affleck (imagem: divulgação/Netflix)
Resumo
  • Netflix adquiriu a InterPositive, startup de IA fundada por Ben Affleck, para aprimorar produção de filmes com ferramentas de colorização e efeitos visuais.
  • O ator assumirá o cargo de consultor sênior na Netflix, e a equipe da InterPositive, composta por 16 pessoas, será incorporada à empresa.
  • Os termos financeiros do acordo não foram revelados.

Poucos dias após abandonar a compra da Warner Bros. Discovery, a Netflix anunciou outro investimento: a aquisição da InterPositive, startup de inteligência artificial fundada em 2022 pelo ator e cineasta Ben Affleck. O negócio, divulgado nesta quinta-feira (05/03), não teve os termos financeiros revelados.

Com a compra, a equipe inteira da empresa — 16 pessoas entre engenheiros, pesquisadores e profissionais criativos — passa a integrar a Netflix. Affleck, inclusive, assumirá o cargo de consultor sênior da plataforma. A Netflix não pretende comercializar as ferramentas no mercado, oferecendo-as apenas aos parceiros criativos.

O que faz a InterPositive?

Ao contrário de modelos de IAs generativas, como o Sora, da OpenAI, ou o Veo 3, do Google, a tecnologia da InterPositive não gera vídeos a partir de comandos de texto. O sistema aprende durante o uso e serve para refinar o material bruto gravado pelos estúdios.

Com isso, cineastas podem realizar tarefas como mixagem de cores, correção de iluminação, adição de efeitos visuais e reenquadramentos de planos, usando métodos já familiares a diretores e diretores de fotografia.

A empresa foi criada a partir da insatisfação do próprio ator com os usos de IA que começavam a aparecer em sets de filmagem.

Elizabeth Stone, diretora de produto e tecnologia da Netflix, ressaltou que a ferramenta não tem como objetivo tornar filmes mais baratos ou mais rápidos de produzir. “As ferramentas da InterPositive são projetadas para ajudar cineastas a produzir conteúdo de maior qualidade”, afirmou.

O que a Netflix diz sobre a compra

Imagem mostra o logo vermelho estilizado da Netflix, um "N" grande com uma curva na parte inferior. Abaixo e ligeiramente à direita do logo, um controle remoto preto está parcialmente visível. Ao fundo, uma parede composta por várias telas de televisão desfocadas exibe diversas cenas de filmes e séries em tons de cinza. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Netflix julga que tecnologia permite controle aos criadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Netflix costuma desenvolver tecnologia internamente, e a aquisição de uma startup é algo fora do padrão para a empresa. A diretora de conteúdo da plataforma, Bela Bajaria, disse em comunicado que a tecnologia da InterPositive dará aos parceiros “mais escolhas, mais controle e mais proteção para a visão deles”.

Em 2023, sindicatos de atores e roteiristas paralisaram as produções em uma greve histórica que tinha a regulação do uso de IA como um dos pontos centrais. O acordo firmado ao fim estabeleceu, entre outras coisas, que textos já produzidos não podem ser reescritos por ferramentas de IA e que a tecnologia não pode ser a fonte primária de roteiros, pontos que não são visados pela tecnologia (ao menos não publicamente) pela InterPositve.

Em vídeo de divulgação, Affleck tenta afastar as críticas sobre a expansão de uso de IA. Segundo ele, a tecnologia da InterPositive “não se trata de digitar algo em um computador e receber um filme pronto. Isso não é o que fazemos”.

Segundo a Bloomberg, estúdios como Walt Disney e Paramount Skydance também exploram aplicações da tecnologia.

Netflix compra empresa de IA fundada por Ben Affleck

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InterPositive usa inteligência artificial para auxiliar cineastas em etapas como colorização e efeitos visuais. Ator assumirá cargo de consultor sênior na Netflix.

Netflix comprou empresa de IA de Ben Affleck (imagem: divulgação/Netflix)

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Onde assistir online aos filmes de Todo Mundo Em Pânico

5 de Março de 2026, 06:30

Recentemente, foi divulgado pela Paramount o novo trailer da franquia cômica de filmes Todo Mundo Em Pânico com estreia nos cinemas brasileiros para 6 de junho. A saga se popularizou em criar uma “comédia de absurdos” ao misturar clichês do terror e personagens conhecidos da cultura pop.

Para auxiliar quem deseja reassistir aos filmes antigos, o Olhar Digital separou uma lista que informa onde cada um dos títulos está disponível no streaming. Confira mais informações a seguir.

Todo Mundo em Pânico (2000)

imagem mostra três mulheres abraçadas lado a lado
Cena do filme Todo Mundo em Pânico (Reprodução: IMDb/Paramount Pictures e Miramax)

O primeiro filme é uma narrativa-paródia dos filmes Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado e Pânico.

No enredo, um grupo de jovens alcoolizados dirigia um carro que, minutos depois, atropelou um homem inocente. Dias após os adolescentes se desfazerem do corpo da vítima, são perseguidos por um assassino mascarado que busca tirar-lhes a vida.

Além disso, há piadas que alfinetam filmes populares da época, como O Sexto Sentido, Matrix e até programas de TV, satirizando a onda teen‑horror dos anos 90.

O elenco conta com nomes como Anna Faris, Regina Hall, Jon Abrahams, Carmen Electra, Shannon Elizabeth, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Dave Sheridan, Lochlyn Munro.

O filme está disponível na Netflix e Paramount+.

Todo Mundo em Pânico 2 (2001)

Nesta aventura, Cindy e seus amigos são convidados por um professor para passar um tempo numa casa mal-assombrada.

Eventualmente, os alunos são atormentados por fenômenos sobrenaturais inexplicáveis, um gato assassino, uma planta gigante que fuma maconha e muito mais.

As sátiras se voltam para criticar casas assombradas enquanto o cenário da mansão é semelhante ao que vemos no filme O Exorcista, embora o humor também tenha referências a Poltergeist e The Haunting.

O elenco conta com nomes como Anna Faris, Regina Hall, Shawn Wayans, Marlon Wayans, Tim Curry, Tori Spelling, Chris Elliott, Chris Masterson, Kathleen Robertson, David Cross, James Woods.

O filme está disponível na Netflix e Paramount+.

Todo Mundo em Pânico 3 (2003)

todo mundo em panico
Scary Movie 3 (2003) / Crédito: Dimension Films (divulgação)

Nesta sequência, a protagonista Cindy encontra uma fita de vídeo misteriosa, a qual é amaldiçoada por um fantasma assassino: quem a assiste recebe um telefonema anônimo no qual uma voz misteriosa anuncia a morte do telespectador para dali a 7 dias.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos são invadidos por teorias conspiracionistas sobre ET’s após sinais estranhos aparecerem em plantações pelo país. O filme funciona como uma paródia aos filmes O Chamado e Sinais.

O elenco conta com nomes como Anna Faris, Regina Hall, Charlie Sheen, Anthony Anderson, Kevin Hart, Leslie Nielsen, Pamela Anderson, Simon Rex, Simon Cowell.

O filme está disponível na Netflix e Paramount+.

Leia mais:

Todo Mundo em Pânico 4 (2006)

Neste quarto ano, os filmes parodiados foram O Grito, Guerra dos Mundos e Jogos Mortais.

No filme, Cindy agora é enfermeira e atua cuidando de uma idosa. Para além dos desafios diários, ela precisa lidar com eventos sobrenaturais que ocorrem dentro da casa. Ao mesmo tempo, uma invasão alienígena volta a acontecer neste filme e a personagem dá de cara com outra família, que também busca proteger quem ama.

O elenco conta com nomes como Anna Faris, Regina Hall, Leslie Nielsen, Carmen Electra, Bill Pullman, Michael Madsen, Cloris Leachman, Kevin Hart, Simon Rex.

Atualmente, o filme está indisponível no streaming.

Todo Mundo em Pânico 5 (2013)

Todo Mundo Em Pânico 5 (Divulgação: Paramount)

Esse foi o primeiro filme sem as protagonistas Cindy e Brenda. Na história, somos apresentados a um casal que adotou os filhos de um homem recém-falecido. Contudo, antes que todos se adequem à nova dinâmica familiar, eventos estranhos ocorrem dentro da casa, o que tira a razão de todos ali.

O longa critica os clichês que aparecem em filmes como Atividade Paranormal, A Morte do Demônio e Cisne Negro.

O elenco conta com nomes como Ashley Tisdale, Simon Rex, Erica Ash, Katrina Bowden, Terry Crews, Heather Locklear, J. P. Manoux, Mac Miller, Jerry O’Connell, Molly Shannon, Snoop Dogg, Kate Walsh, Katt Williams.

O filme não está disponível no streaming.

Confira o trailer do novo filme

Nesta nova aventura, os personagens satirizaram filmes como A Hora do Mal, A Substância, Corra!, Pecadores e até a série Wandinha.

Diferente dos últimos filmes, este reúne alguns dos nomes mais conhecidos do início da franquia, como Anna Faris, Regina Hall, Marlon Wayans e Shawn Wayans.

A estreia ocorre em 04 de junho.

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Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

26 de Fevereiro de 2026, 23:12
Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Trump pressiona Netflix e exige demissão de ex-assessora de Obama

22 de Fevereiro de 2026, 10:11

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu publicamente que a Netflix retire Susan Rice de seu conselho de administração. A declaração foi feita no sábado, por meio da rede social Truth Social, em meio às negociações da empresa para adquirir ativos da Warner Bros. Discovery, operação que depende de análise antitruste do Departamento de Justiça.

No centro do embate estão declarações recentes de Rice em um podcast, nas quais ela mencionou a possibilidade de uma futura agenda de responsabilização contra empresas que, segundo ela, tenham se alinhado ao presidente. A movimentação ocorre em um momento considerado delicado para a plataforma de streaming, que busca aprovação regulatória para um acordo bilionário.

Placa com o logo da Netflix
Netflix vive conflito com o presidente dos Estados Unidos no momento em que tenta finalizar uma grande aquisição (Imagem: Mijansk786 / Shutterstock.com)

Pressão pública em meio a análise antitruste

Em sua publicação, Trump afirmou que a Netflix deveria “imediatamente demitir” Susan Rice do conselho “ou pagar as consequências”. Ele também compartilhou críticas feitas pela ativista conservadora Laura Loomer, que pediu que o presidente bloqueasse o acordo entre a Netflix e a Warner.

A Netflix deveria demitir a racista e obcecada por Trump Susan Rice, IMEDIATAMENTE, ou pagar as consequências. Ela não tem talento nem habilidades – Puramente uma oportunista política! SEU PODER ACABOU, E NUNCA MAIS VOLTARÁ. Quanto ela está sendo paga, e por quê??? Obrigado pela sua atenção a este assunto. Presidente DJT

Donald Trump em post na Truth Social

Rice atuou como embaixadora dos Estados Unidos na ONU e como assessora de segurança nacional nas administrações de Barack Obama e Joe Biden. Ela integrou o conselho da Netflix entre 2018 e 2021 e retornou ao cargo em 2023.

susan rice
Susan Rice, hoje parte do conselho administrativo da Netflix, foi embaixadora dos Estados Unidos na ONU e assessora de segurança nacional de Obama e Biden (Imagem: lev radin / Shutterstock.com)

As declarações que motivaram a reação de Trump foram feitas no podcast “Stay Tuned with Preet Bharara”, apresentado pelo ex-procurador federal Preet Bharara. Na entrevista, Rice afirmou que, caso os democratas voltem ao poder, empresas que “dobraram os joelhos” ao presidente e tenham violado leis não deveriam esperar perdão, prevendo uma possível “agenda de responsabilização”.

Representantes da Netflix e Susan Rice não responderam aos pedidos de comentário da imprensa internacional.

Leia mais:

Negociação bilionária e disputa com a Paramount

A ofensiva política ocorre enquanto a Netflix tenta concluir a aquisição dos estúdios de cinema e televisão da Warner e da plataforma de streaming HBO Max. O acordo é avaliado em US$ 83 bilhões e depende de aprovação da divisão antitruste do Departamento de Justiça.

O órgão analisa se a transação pode reforçar excessivamente o poder de mercado da Netflix ou resultar em monopólio. Em dezembro, Trump declarou que a empresa já detinha uma “participação de mercado muito grande” e que a aquisição poderia representar um problema.

Pessoa segurando celular com logomarca da Netflix na tela; ao fundo, um monitor exibe logomarca da Warner Bros.
Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve definir se a aquisição pode representar um monopólio (Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock.com)

Em fevereiro, no entanto, o presidente afirmou que não deveria se envolver diretamente no caso e que a investigação caberia ao Departamento de Justiça. Ainda assim, voltou a comentar o tema publicamente.

Paralelamente, a Paramount apresentou uma oferta hostil avaliada em US$ 77,9 bilhões para adquirir toda a Warner, incluindo sua unidade de canais a cabo, como CNN e TNT. A Warner concedeu um prazo de sete dias para que a Paramount apresente uma proposta final. Esse período se encerra na segunda-feira (23), e a Netflix terá o direito de igualar qualquer oferta.

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Paramount+ fica mais caro no Brasil; confira os preços

12 de Fevereiro de 2026, 13:29
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount+ fica mais caro no Brasil (imagem ilustrativa: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount+ aumentou os preços no Brasil, com o plano Padrão mensal subindo de R$ 27,90 para R$ 34,90 (25%) e o plano Premium mensal de R$ 34,90 para R$ 44,90 (28%);
  • Planos Padrão oferecem resolução full HD e até duas transmissões simultâneas, enquanto planos Premium oferecem resolução 4K com HDR10 e até quatro transmissões simultâneas;
  • Reajuste é justificado pela inclusão de eventos esportivos ao vivo, como UFC e partidas da Conmebol, além da expansão do catálogo com novos conteúdos originais.

Apesar de não ser tão popular quanto plataformas como Netflix e HBO Max no Brasil, o Paramount+ tem uma base importante de usuários no país. Para eles, o serviço ficou mais caro nesta semana, com reajustes que chegam a 29%.

A principal mudança está no plano Padrão do Paramount+, que saltou de R$ 27,90 para R$ 34,90 por mês, um aumento de 25%. Outro salto vem do plano Padrão com pagamento anual, que saiu de R$ 249,90 para R$ 309,90. Aqui, o reajuste é de 24%.

Mas as opções Premium também passaram por aumento de preços. O resumo dos novos valores é este:

PlanoPreço antigoPreço novoReajuste
Padrão mensalR$ 27,90R$ 34,9025%
Padrão anualR$ 249,90R$ 309,9024%
Premium mensalR$ 34,90R$ 44,9028%
Premium anualR$ 309,90R$ 399,9029%

Os planos Básicos, com transmissão para apenas uma tela e foco em dispositivos móveis, não são mais oferecidos no Brasil. Eles estavam disponíveis por R$ 18,90 por mês ou R$ 169,90 por ano.

Observe que, na prática, os planos Padrão assumiram os valores que, até recentemente, eram cobrados pelos planos Premium.

Quais as diferenças entre os planos atuais do Paramount+?

No Brasil, as principais características entre cada modalidade são as seguintes:

Paramount+ Padrão: resolução full HD, até duas transmissões simultâneas, possibilidade de download para reprodução offline;

Paramount+ Premium: resolução 4K com HDR10, Dolby Vision e Dolby Atmos, até quatro transmissões simultâneas, possibilidade de download para reprodução offline.

Os novos valores já estão em vigor para novos assinantes. Para quem já assinava algum dos planos, o novo preço será aplicado no próximo ciclo de renovação ou a partir de 12 de março de 2026.

Nos e-mails enviados a assinantes, o Paramount+ dá a seguinte justificativa para o reajuste:

O reajuste reflete algumas mudanças recentes no Paramount+. Em janeiro de 2026, nos tornamos a casa do UFC, levando você ainda mais perto do octógono, das maiores lutas, dos atletas mais icônicos e de toda a emoção dos esportes de combate ao vivo, além do futebol ao vivo de alto nível, com partidas da Conmebol Libertadores e Conmebol Sulamericana. Também estamos expandindo continuamente nosso catálogo com novos conteúdos originais e séries exclusivas (…).

Paramount+ fica mais caro no Brasil; confira os preços

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

E se a Netflix ficar cara demais? É só cancelar, diz co-CEO

5 de Fevereiro de 2026, 15:59
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix tenta comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que consumidor pode cancelar a assinatura se considerar preços do streaming altos;
  • Netflix ofereceu US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. Discovery, mas aquisição precisa de aprovação regulatória;
  • Netflix justifica negócio alegando que os conteúdos da HBO Max são complementares à sua plataforma.

Poderá a compra da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Netflix pesar no bolso do consumidor por resultar em menos empresas competindo em streaming? Para Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, esse mercado continuará competitivo, mas o usuário sempre terá a opção de cancelar a assinatura se não concordar com seu preço.

A declaração foi dada durante uma audiência recente no Senado dos Estados Unidos. Existe a preocupação, por parte de autoridades americanas, de que a compra da WBD pela Netflix cause uma concentração de mercado que levaria, entre outras consequências, a preços mais altos para os usuários.

Na audiência, Sarandos tentou convencer os senadores presentes de que o negócio não traz risco de monopólio. Para tanto, o executivo explicou que 80% dos assinantes da HBO Max também assinam a Netflix. A HBO Max faz parte do conglomerado da Warner Bros. Discovery, vale relembrar.

Com essa argumentação, Sarandos quis dizer que os conteúdos de cada plataforma se complementam em vez de competirem entre si, o que explica o fato de a grande maioria dos clientes da HBO Max também acessarem a Netflix.

Em dado momento, a senadora democrata Amy Klobuchar perguntou ao executivo que garantias a Netflix poderia oferecer para manter o streaming com preços acessíveis, até porque a companhia tem um histórico de aumento de preços, a exemplo do reajuste que ocorreu no início de 2025 nos Estados Unidos.

Ted Sarandos argumentou que a indústria do streaming continua sendo muito competitiva e que os reajustes anteriores permitiram à Netflix entregar “muito mais valor” aos assinantes.

Foi quando o executivo complementou dizendo que o usuário tem a opção de cancelar a assinatura se não concordar com os valores cobrados:

Nós temos cancelamento de um clique, então, se o consumidor disser “isso é muito [caro] para o que estou recebendo”, ele pode cancelar [a assinatura] com um clique”.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

A Netflix também defende a ideia de oferecer pacotes que combinem seu streaming com os serviços da HBO Max que seriam mais baratos do que a soma das ofertas individuais de ambas as plataformas, o que poderia fazer rivais como a Disney trabalharem com preços competitivos.

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos, da Netflix (imagem: reprodução/Variety)

Netflix ofereceu US$ 82,7 bilhões pela WBD

Era dezembro de 2025 quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 434 bilhões pela cotação atual). Contudo, o negócio precisa ser aprovado por órgãos reguladores para ser finalizado.

A Netflix ainda tem que lidar com a concorrência: a Paramount Skydance ofereceu US$ 108,4 bilhões pela WBD (R$ 569 bilhões). A proposta da Paramount foi rejeitada no começo de 2026, mas a companhia ainda continua na disputa.

E se a Netflix ficar cara demais? É só cancelar, diz co-CEO

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix revela pela primeira vez o quanto embolsou com anúncios

21 de Janeiro de 2026, 16:42
Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
Netflix faturou US$ 1,5 bilhão com anúncios em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix gerou US$ 1,5 bilhão em receita com publicidade em 2025, dobrando o valor do ano anterior.
  • A receita anual total da Netflix em 2025 foi de US$ 45,2 bilhões, com lucro líquido de US$ 10,98 bilhões.
  • Em 2026, a empresa projeta um faturamento de US$ 3 bilhões com anúncios, novamente o dobro do ano passado.

Pela primeira vez desde que adicionou publicidade como forma de renda, a Netflix revelou quanto gerou de receita com a modalidade: US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,9 bilhões) em 2025. O valor é mais que o dobro registrado no ano anterior, terceiro ano de operação do modelo com anúncios.

De acordo com a Netflix, o crescimento da receita publicitária está diretamente ligado à expansão do plano com anúncios, que atingiu mais de 94 milhões de pessoas por mês globalmente até maio de 2025.

Os números foram apresentados no relatório financeiro do quarto trimestre e comentados por executivos da companhia durante uma videoconferência com analistas, disponível no YouTube.

Para o co-CEO da empresa, Greg Peters, esse faturamento deve dobrar em 2026, alcançando a casa dos US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões). “Estamos fazendo um bom progresso e a oportunidade diante de nós é enorme”, afirmou o executivo durante a teleconferência de resultados.

Quanto a Netflix faturou?

A publicidade corresponde a apenas 3,3% do faturamento: no panorama geral, o relatório aponta uma receita anual de US$ 45,2 bilhões (R$ 240 bilhões), alta de 16% na comparação com 2024, e margem operacional anual em 29,5%. O lucro líquido foi de US$ 10,98 bilhões (R$ 58,4 bilhões).

Só no quarto trimestre, a empresa registrou:

  • Faturamento de US$ 12,05 bilhões (R$ 64,1 bilhões);
  • Lucro de US$ 2,42 bilhões (R$ 12,8 bilhões);
  • A empresa cruzou a marca de 325 milhões de assinaturas.

Segundo a Netflix, os usuários assistiram a 96 bilhões de horas de conteúdo na segunda metade de 2025, crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2024.

Para 2026, projeta-se um crescimento entre 12% e 14%, com receita entre US$ 50,7 bilhões (R$ 270 bilhões) e US$ 51,7 bilhões (R$ 275 bilhões), incluindo a expectativa de expansão do negócio de anúncios.

Novos acordos e aquisição da Warner Bros

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Netflix avança em acordos de licenciamento e compra da Warner (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

A promessa é de aumento de 10% no gasto com produções, chegando a US$ 20 bilhões em investimentos originais e licenciados em 2026. Segundo a Variety, site especializado em Hollywood, a Netflix fechou acordos de distribuição recentemente com a Universal Studios e com a Sony Pictures.

Além dos produtos licenciados, a Netflix segue agressiva na negociação para adquirir a Warner Bros. Em dezembro, o streaming havia costurado um acordo de US$ 82,7 bilhões, que incluía parte em dinheiro e parte em ações da Netflix, mas alterou a oferta para um pagamento integral em dinheiro.

Streaming prepara anúncios interativos

A plataforma prepara novos formatos para atrair anunciantes e manter a curva de crescimento, como os anúncios interativos, que devem suavizar a interrupção dos anúncios. De acordo com a Netflix, as futuras ferramentas baseadas em IA devem misturar as propagandas de forma mais orgânica com cenas de filmes e séries.

A modalidade com anúncios desembarcou no Brasil em novembro de 2022 e se consolidou como a porta de entrada mais acessível para o serviço. Atualmente, a Netflix oferece três planos no país: padrão com anúncios, por R$ 20,90; padrão, por R$ 44,90; e premium, por R$ 59,90.

Netflix revela pela primeira vez o quanto embolsou com anúncios

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Estratégia de planos mais baratos com publicidade dobrou o faturamento em um ano, atingindo US$ 1,5 bilhão. Netflix projeta US$ 3 bilhões em 2026.

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Netflix melhora oferta pela Warner, mas sem aumentar valor

20 de Janeiro de 2026, 14:22
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix tenta comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix ajustou proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery, mantendo o valor em US$ 82,7 bilhões, mas oferecendo pagamento totalmente em dinheiro;
  • Mudança visa dar mais segurança aos acionistas da WBD e acelerar aprovação do negócio;
  • Paramount ofereceu US$ 108,4 bilhões pela WBD, mas sua oferta foi rejeitada devido a incertezas financeiras; empresa ainda está no páreo, porém.

A Netflix fez um ajuste em sua proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) para diminuir as chances de o negócio ser recusado. O valor da oferta continua em US$ 82,7 bilhões (R$ 443 bilhões, na conversão atual). Mas, agora, a companhia propõe fazer todo o pagamento em dinheiro.

Na proposta anterior, apresentada no início de dezembro de 2025, a Netflix se comprometeu a fazer o pagamento por meio de dinheiro e ações. Cada ação da WBD foi avaliada em US$ 27,75. Cada acionista receberia, então, US$ 23,25 em dinheiro mais US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da WBD.

Pela proposta revisada, essa dinâmica de pagamento é simplificada: cada acionista receberá US$ 27,75 em dinheiro por cada ação da Warner Bros. Discovery.

Por que a Netflix ajustou a sua proposta pela WBD?

Tanto a Netflix quanto o conselho de administração da Warner Bros. Discovery entendem que essa simplificação dá mais segurança para os acionistas e, com isso, pode acelerar a votação que determinará se a aquisição será ou não aprovada.

O aspecto da segurança se deve, provavelmente, ao fato de o imbróglio em torno da venda da WBD ter feito o valor das ações da Netflix oscilar. Ao contar com pagamento totalmente em dinheiro, os acionistas ficam livres de se depararem com desvalorizações consideráveis dos papéis.

O conselho [de administração] da WBD continua a apoiar e recomendar unanimemente nossa proposta, e estamos confiantes de que ela proporcionará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento.

Ted Sarandos, coCEO da Netflix

Para fazer todo o pagamento em dinheiro, a Netflix recorrerá a uma combinação de recursos próprios e financiamentos.

Letreiro da Netflix em prédio (Imagem: Cameron Venti/Unsplash)
Netflix está determinada a adquirir a WBD (imagem: Cameron Venti/Unsplash)

Paramount continua na briga pela Warner

A nova estratégia da Netflix pode ser uma forma que a companhia encontrou para evitar que a WBD pare nas mãos da Paramount Skydance, que ofereceu US$ 108,4 bilhões (R$ 581 bilhões) pelo grupo. Apesar de maior em valor, a oferta da Paramount foi rejeitada por haver incertezas sobre a capacidade financeira da companhia de honrar o compromisso.

Porém, a Paramount ainda não desistiu do negócio, o que faz o movimento da Netflix ser compreensível. Em sua jogada mais recente, a Paramount abriu um processo contra a Warner para ter acesso a mais informações sobre a oferta da Netflix. A empresa também já fala em indicar novos membros para o conselho da WBD.

Netflix melhora oferta pela Warner, mas sem aumentar valor

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Letreiro da Netflix em prédio (Imagem: Cameron Venti/Unsplash)

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

7 de Janeiro de 2026, 12:10
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Conselho da Warner Bros. Discovery rejeitou oferta de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance por considerá-la inadequada e arriscada;
  • A proposta da Paramount incluía canais como CNN e TNT, mas foi considerada uma aquisição alavancada, sem garantias financeiras sólidas;
  • Rejeição também se deve aos custos associados, como a multa rescisória com a Netflix.

Por decisão unânime, o conselho de administração da Warner Bros. Discovery (WBD) rejeitou a oferta de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance no valor de US$ 108,4 bilhões (R$ 582 bilhões, na conversão direta). Com isso, a Netflix se mantém como vencedora na disputa pelo conglomerado.

A “trama” teve início em dezembro de 2025, quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 447 bilhões na cotação atual).

Dias depois, a Paramount fez uma proposta hostil (sem negociação prévia com o conselho ou liderança do lado a ser adquirido) para ficar com a WBD usando como fator de atração o valor de US$ 108,4 bilhões, montante consideravelmente maior em relação à oferta da Netflix.

Em 17 de dezembro, a liderança da WBD orientou os seus acionistas a rejeitarem a proposta da Paramount Skydance sob o argumento de que a oferta impõe “riscos e custos numerosos e significativos” ao conglomerado por subvalorizar o negócio e não fornecer garantias financeiras sólidas.

Atualmente, a Paramount é controlada pela família de Larry Ellison, cofundador da Oracle. O empresário chegou a oferecer uma garantia pessoal de mais de US$ 40 bilhões para dar segurança à proposta, mas isso não foi o suficiente: como sabemos agora, o conselho seguiu a orientação de rejeitar a oferta.

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix deve ficar com a Warner Bros. Discovery após Paramount ser rejeitada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a justificativa dada pelo conselho da WBD?

Em nota direcionada a acionistas publicada nesta quarta-feira (07/01), o conselho de administração da Warner Bros. Discovery argumentou que a proposta da Paramount Skydance tem valor inadequado. Isso porque a oferta também envolve canais como CNN, Cartoon Network e TNT, que ficaram de fora da proposta da Netflix.

Além disso, o conselho manifestou incerteza sobre a capacidade da Paramount de cumprir o acordo, se ele fosse aceito, por considerar a proposta uma aquisição alavancada, isto é, dependente de recursos financeiros oriundos de outras fontes, como empréstimos bancários.

Outro fator impeditivo são os custos atrelados à aceitação da oferta, que incluem multa rescisória junto à Netflix.

Apesar disso, a Paramount ainda pode tentar adquirir a WBD, seja pelo aumento do valor da oferta, seja pelo pedido de uma nova votação dos acionistas do conglomerado.

Com informações de Reuters

Warner rejeita proposta de aquisição pela Paramount

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix pede CPF e CEP dos assinantes; entenda o motivo

5 de Janeiro de 2026, 16:22
Logotipo da Netflix com pipoca
Netflix entrou em contato com clientes brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Netflix está solicitando CPF e CEP dos clientes para atualizar o cadastro devido à reforma tributária.
  • A atualização é necessária para cumprir novas exigências fiscais, como a individualização de documentos fiscais e o “princípio do destino” para impostos.
  • Clientes que não responderem ao email continuarão acessando o serviço, mas a empresa pode solicitar os dados novamente no futuro.

A Netflix está enviando e-mails para solicitar o CPF e o CEP dos seus assinantes no Brasil. A empresa confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que a comunicação é oficial e serve para atualizar o cadastro da base de usuários. Os avisos começaram a chegar no fim de dezembro e continuam sendo disparados de forma escalonada neste início de 2026.

Nas redes sociais, muitos clientes suspeitaram de um possível golpe. Nada disso – as mensagens são genuínas. Com um recado em letras garrafais – “Adicione detalhes de cobrança à sua conta” –, o email busca coletar dados fundamentais para a adequação da plataforma a novas normas fiscais, conforme apurou o TB.

Imagem com fundo branco exibindo uma comunicação da Netflix. No topo esquerdo, há o logotipo da Netflix em vermelho. Abaixo, em letras grandes e pretas, lê-se: "Adicione detalhes de cobrança à sua conta". Em seguida, em texto menor, está escrito: "Olá, LEONARDO. As autoridades brasileiras exigem que a Netflix solicite seu CPF e CEP. Adicione seus detalhes de cobrança para manter sua conta atualizada. Lembre-se: seus dados estarão sempre em segurança." Na parte inferior, há um botão vermelho com o texto branco "Adicionar detalhes de cobrança".
Email enviado pela Netflix (imagem: reprodução)

Por que perguntar estes dados?

Apesar de a empresa não entrar em detalhes sobre o motivo da solicitação, o Tecnoblog checou com fontes no mercado que a atualização do cadastro dos consumidores tem a ver com a reforma tributária. Embora a implementação definitiva dos novos impostos seja gradual, a fase de testes operacionais e adaptação dos sistemas começou oficialmente neste ano de 2026.

Com isso, as empresas precisam sanear suas bases de dados agora para estarem em conformidade com as novas exigências de fiscalização federal. Aqui estão os motivos para que a Netflix queira confirmar as informações:

  • CPF: Está relacionado à mudança na fiscalização. Antes, a legislação permitia que empresas de serviços digitais emitissem documentos fiscais “em bloco” (de forma consolidada para milhares de usuários). Agora, o novo sistema exige que a emissão seja individualizada, vinculando cada transação ao documento do assinante para garantir o controle fiscal.
  • CEP: Necessário para cumprir o novo “princípio do destino”. Pela nova regra, o imposto deve ser destinado ao município e ao estado onde o consumidor realmente mora, e não mais onde fica a sede da empresa. A Netflix precisa desse dado para garantir que o tributo vá para a prefeitura da sua cidade.

De olho na reforma tributária

Em outras palavras, as autoridades fiscais precisam saber que o cidadão X está no CEP Y enquanto consome determinado produto.

Aqueles clientes que ignorarem o email da Netflix continuarão acessando o serviço normalmente. No entanto, é provável que a empresa volte a solicitar os dados num futuro próximo. Pelo que pudemos notar, o disparo deste comunicado tem ocorrido de forma escalonada.

Netflix pede CPF e CEP dos assinantes; entenda o motivo

Netflix (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Email enviado pela Netflix (imagem: reprodução)

Amazon, Google e Spotify no topo: veja ranking dos serviços mais populares

30 de Dezembro de 2025, 14:25
Ilustração mostra o logotipo da Amazon e várias caixas ao redor. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Amazon Prime custa R$ 19,90 por mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Amazon Prime lidera o ranking de serviços digitais mais populares no Brasil em 2025.
  • O Google e o Spotify também estão entre os serviços mais populares.
  • O ranking inclui serviços de música, filmes, armazenamento na nuvem e games.

O ano de 2025 vai chegando ao fim e provavelmente você gastou mais com serviços digitais – aquelas assinaturas mensais que nos permitem acessar coisas via internet. De todos eles, o mais popular neste período foi o Amazon Prime, de acordo com um levantamento exclusivo da plataforma de controle de gastos Oinc a pedido do Tecnoblog. O Google e o Spotify também estão bem na fita.

O ranking de serviços mais populares tem de tudo: música, filme, armazenamento na nuvem, games, etc. Talvez o principal recado seja de que realmente nos acostumamos com a conveniência e facilidade de fazer as coisas pelo computador ou smartphone – o que tem um custo crescente.

Além de identificar os serviços em si, o pessoal da Oinc também fez um mapeamento de quais são os planos ou modalidades mais populares, de modo a matar a minha (e sua!) curiosidade quanto aos desembolsos mensais com as facilidades do universo digital. Confira abaixo.

Imagem com fundo azul escuro que mostra um mapa do Brasil em traços finos e destaca os cinco serviços digitais mais populares em formato de ranking. No canto esquerdo está o título em letras grandes: "SERVIÇOS DIGITAIS MAIS POPULARES". Abaixo, no canto inferior esquerdo, há a logomarca do Tecnoblog. No topo da imagem, aparece “Fonte: Oinc”. O ranking é apresentado da seguinte forma: em 1º lugar, Amazon Prime, com destaque "plano de R$ 19,90/mês"; em 2º, Google One, com destaque "plano de 100 GB"; em 3º, Spotify, com destaque "plano Individual custa R$ 23,90"; em 4º, Netflix, com destaque "plano Premium tem imagens em 4K"; em 5º, PlayStation Plus, com destaque "plano Essential oferece partidas online".
Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Caso fôssemos completar o top 9, também veríamos produtos digitais do Mercado Livre, Globo, YouTube e Disney.

Quais deles já são figurinha carimbada na fatura do seu cartão de crédito? Conte pra gente nos comentários.

Amazon, Google e Spotify no topo: veja ranking dos serviços mais populares

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bug no Galaxy A34 faz Netflix rodar em baixa resolução

23 de Dezembro de 2025, 14:29
Celular exibe a tela carregando da Netflix
Falha força Netflix a rodar em baixa resolução (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Galaxy A34 enfrenta problemas de streaming em HD após atualização de segurança de setembro de 2025.
  • Segundo o relato de usuários, o bug afeta a resolução ao conectar fones de ouvido com fio, reduzindo a qualidade de vídeo de apps como a Netflix.
  • O problema parece estar ligado ao conflito entre o chipset MediaTek e o sistema DRM Widevine, que rebaixa a segurança para o nível L3 ao usar a porta USB-C.

Usuários do Galaxy A34 no Brasil e outros países da América Latina estão reclamando da queda na qualidade de streaming em HD após uma atualização de software. O problema ocorre ao conectar fones de ouvido ou adaptadores na porta USB-C, o que faz serviços como a Netflix interromperem a reprodução em alta definição.

A falha afeta o modelo SM-A346M após a instalação do pacote de segurança de setembro de 2025 (firmware A346MUBUBEYI7). Segundo os relatos, a imagem fica pixelada imediatamente após a conexão de acessórios com fio, independentemente da velocidade ou da qualidade da internet, mas ao usar fones Bluetooth, o streaming volta para a alta definição.

Por que a falha acontece?

Imagem mostra alguns celulares Galaxy A34 e um fundo de cor branca
Galaxy A34 perde qualidade de vídeo ao conectar fones com fio (imagem: divulgação/Samsung)

De acordo com o Gizmochina, tudo indica que a raiz do problema está no sistema de gerenciamento de direitos digitais (DRM) Widevine. Investigações preliminares e registros técnicos no GitHub sugerem um conflito de drivers entre a descriptografia de hardware do padrão Widevine L1 — necessária para streaming em HD e Full HD — e o roteamento de áudio via USB-C.

O chipset MediaTek, que equipa o Galaxy A34, parece falhar no processo de verificação (handshake) quando a porta física está em uso para áudio. O Widevine é um componente crítico utilizado por serviços como Netflix, Disney+ e Prime Video para proteger conteúdos contra pirataria.

Enquanto o nível L1 utiliza segurança via hardware para liberar resoluções 720p ou superiores, o nível L3 depende de software.

Como resultado dessa falha de comunicação, o sistema não consegue validar a certificação L1 e rebaixa a segurança para o nível Widevine L3. Na prática, isso restringe a reprodução a resoluções como 480p ou 540p. Problemas similares de certificação já foram documentados em outros aparelhos com processadores da MediaTek.

Sem previsão de correção

Até o momento, não há uma solução definitiva ou previsão oficial de correção. Como o erro envolve certificação de segurança e drivers de hardware, a resolução depende exclusivamente de uma nova atualização de firmware enviada pela fabricante.

O Tecnoblog entrou em contato com a equipe de comunicação da Samsung. Este texto será atualizado quando recebermos uma resposta.

Enquanto a correção não chega, a única solução paliativa é evitar fones com fio ao assistir a vídeos ou optar por dispositivos Bluetooth. A recomendação é que os usuários afetados enviem relatórios de erro através do aplicativo Samsung Members para auxiliar a equipe de desenvolvimento a identificar e priorizar o reparo.

Bug no Galaxy A34 faz Netflix rodar em baixa resolução

Descubra como evitar problemas de travamento ao usar a Netflix (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Galaxy A34 (Imagem: Divulgação/Samsung)

Por que clientes básicos da Netflix têm acesso a menos conteúdo?

22 de Dezembro de 2025, 14:30
Imagem mostra o logo vermelho estilizado da Netflix, um "N" grande com uma curva na parte inferior. Abaixo e ligeiramente à direita do logo, um controle remoto preto está parcialmente visível. Ao fundo, uma parede composta por várias telas de televisão desfocadas exibe diversas cenas de filmes e séries em tons de cinza. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Netflix restringe acesso a filmes e séries populares no plano com anúncios (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Assinantes da Netflix foram às redes após notarem um aviso de que algumas obras não estavam disponíveis no plano de assinatura contratado.
  • A restrição existe desde 2022, quando o streaming lançou o plano com publicidade, e está ligada a contratos de licenciamento antigos.
  • No Brasil, o plano com anúncios custa R$ 20,90, enquanto o plano padrão custa R$ 44,90 e o premium R$ 59,90.

Alguns assinantes da Netflix foram às redes sociais para criticar o streaming nos últimos dias. A queixa é sobre o bloqueio de filmes e séries populares no plano mais barato de assinatura, com anúncios, já que certas produções conhecidas simplesmente não aparecem para quem assina esse pacote.

Contudo, apesar da surpresa, a limitação não é nova. Ela existe desde 2022, quando a plataforma lançou o plano com publicidade, e está ligada a acordos de licenciamento que impedem a exibição de certos títulos com interrupções comerciais.

O que está por trás do bloqueio de títulos?

Imagem mostra uma TV com a Netflix, com o filme Kung Fu Panda, o Cavaleiro Dragão selecionado e a exibição de um aviso para trocar de plano de assinatura
Netflix não exibe algumas obras no plano com anúncios (imagem: reprodução/X/@jaojaoedu)

Quem tenta assistir a algumas produções no plano com anúncios se depara com um aviso solicitando a mudança de assinatura para continuar. Séries como House of Cards e Despachos de Outro Lugar, além de filmes como Kung Fu Panda, fazem parte da lista de conteúdos indisponíveis para esse público.

A explicação está nos contratos firmados antes da criação do modelo com publicidade. Em muitos casos, os direitos de exibição não preveem a inserção de anúncios, o que impede que essas obras sejam oferecidas no plano mais barato. Assim, apenas assinantes de pacotes mais caros conseguem acessar esses títulos.

No site oficial, a Netflix reconhece a limitação, embora a informação não apareça com destaque na tela de escolha do plano. “A maioria dos nossos filmes e séries está disponível no plano com anúncios, mas alguns títulos não estão devido a restrições de licenciamento. Esses títulos exibem um ícone de cadeado quando você faz buscas ou navega pelo catálogo da Netflix”, diz a empresa em sua central de ajuda.

Imagem mostra um smartphone com o app da Netflix aberto e um símbolo vermelho, de proibido, ao centro
Parte do catálogo da Netflix é bloqueada no plano com anúncios (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quantos conteúdos ficam de fora do plano com anúncios?

Em termos proporcionais, o número de obras bloqueadas é pequeno, mas suficiente para gerar frustração. Segundo o portal What’s On Netflix, em dezembro, cerca de 135 títulos estavam indisponíveis no plano com anúncios nos Estados Unidos, o equivalente a 1,74% de um catálogo com mais de 7.700 opções.

No Brasil, o plano com publicidade custa atualmente R$ 20,90 por mês. Ele substituiu o antigo plano básico sem anúncios, encerrado em 2023, que custava R$ 25,90. Os assinantes desse pacote foram migrados automaticamente para o modelo com anúncios.

Para ter acesso completo ao catálogo e assistir sem interrupções, o usuário precisa optar pelo plano padrão, de R$ 44,90 mensais, ou pelo premium, que custa R$ 59,90.

Por que clientes básicos da Netflix têm acesso a menos conteúdo?

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix não exibe algumas obras no plano com anúncios (imagem: reprodução/X/@jaojaoedu)

Netflix terá jogo da FIFA, mas não é aquele FIFA

18 de Dezembro de 2025, 15:51
Imagem mostra o logo da FIFA e da Netflix Games. Na parte inferior, centralizado, está o logo da desenvolvedora Delphi
Próximo grande jogo da Netflix será em parceria com a FIFA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Netflix anunciou um novo jogo de futebol com a marca FIFA, que será lançado durante a Copa do Mundo de 2026.
  • O game estará disponível no Netflix Games para assinantes e será jogável na TV com o celular como controle.
  • Apesar do nome e estilo de jogo, o novo FIFA não tem relação com a antiga franquia desenvolvida pela EA Sports.

A Netflix anunciou na quarta-feira (17/12) um jogo de futebol com a marca FIFA, que estará disponível no próximo verão. O game será lançado durante a Copa do Mundo de 2026 e poderá ser jogado direto na TV, usando o celular como controle.

O título será desenvolvido pela Delphi Interactive e ficará disponível aos assinantes do Netflix Games. Segundo o comunicado oficial, o jogo vai permitir partidas solo ou online com amigos.

FIFA, mas não o da EA

O jogo da Netflix não tem relação com a franquia homônima que ficou famosa nos consoles. Aquele jogo FIFA era desenvolvido pela Electronic Arts (EA), que encerrou a parceria com a entidade em 2023, após 30 anos de colaboração e uso da marca. Desde então, o game passou a se chamar EA Sports FC.

Agora, a FIFA busca criar um novo caminho para jogos eletrônicos. Além do título da Netflix, a federação trabalha no FIFA Heroes, um game em estilo arcade que mistura os mascotes oficiais às gameplays. Esse jogo também deve ser lançado em 2026, segundo a ESPN.

Como o novo jogo vai funcionar na TV?

Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
Game usará smartphone como controle (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com a Netflix, o novo simulador de futebol vai aparecer no catálogo ao lado de séries e filmes, na mesma interface que os assinantes já conhecem.

O controle será feito pelo próprio smartphone. O usuário deverá selecionar o jogo na TV e usar o celular para comandar as partidas, sem precisar de controles dedicados. A Netflix já oferece esse formato para outros títulos do seu catálogo de games.

A empresa ainda não divulgou detalhes sobre modos de jogo, quais seleções estarão disponíveis ou se haverá jogadores licenciados. Essas informações, incluindo imagens oficiais de gameplay, devem ser reveladas ao longo de 2026.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a colaboração marca um passo importante no compromisso da entidade com a inovação nos jogos de futebol. Segundo ele, o objetivo é “alcançar bilhões de fãs de futebol de todas as idades em todo o mundo”.

O jogo estará disponível inicialmente em TVs selecionadas em alguns países. A Netflix planeja expandir gradualmente para outros mercados, mas não informou quais regiões terão acesso primeiro.

Netflix terá jogo da FIFA, mas não é aquele FIFA

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

17 de Dezembro de 2025, 12:52
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Warner Bros. Discovery segue inclinada a se vender para a Netflix (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Warner Bros. Discovery (WBD) orientou os acionistas a rejeitarem a oferta pública de aquisição hostil apresentada pela Paramount Skydance. Em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (17), o conselho de administração classificou a proposta de US$ 30 por ação como “ilusória” e reafirmou o compromisso firmado com a Netflix.

O argumento da diretoria é de que a proposta de US$ 108 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) da Paramount, controlada por David Ellison e apoiada pela RedBird Capital, impõe “riscos e custos numerosos e significativos” à empresa.

A WBD sustenta que a proposta hostil subvaloriza o negócio e carece de garantias financeiras sólidas, questionando a estrutura de financiamento apresentada pela família Ellison.

O movimento ocorre em defesa do acordo de US$ 72 bilhões celebrado no início do mês com a Netflix. Considerando dívidas e outras despesas, o valor chega a US$ 82 bilhões (R$ 440 bilhões). Pelo plano atual, a Warner Bros. Discovery passará por uma cisão (spin-off), dividindo-se em duas empresas de capital aberto.

A recomendação do conselho não significa, necessariamente, uma derrota para a Paramount. Mesmo com o direcionamento do conselho, os acionistas ainda podem acatar à proposta de aquisição hostil.

Dúvidas sobre o financiamento da Paramount

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Empresas envolvidas no financiamento levantaram dúvidas do conselho (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Warner desconfia da capacidade de execução da Paramount e alega, segundo apuração do The Wall Street Journal, que a empresa tem “consistentemente enganado” os acionistas da WBD. A crítica foca no fato de que o financiamento da família Ellison estaria atrelado a um fundo fiduciário revogável, o que, na visão do conselho da WBD, é incerto para uma transação desse porte.

A oferta inicial da Paramount contava com o apoio de três fundos soberanos do Golfo Pérsico, além da Affinity Partners, que anunciou a saída do negócio na terça-feira (16/12). Um porta-voz da Affinity declarou que “a dinâmica do investimento mudou significativamente desde que nos envolvemos inicialmente em outubro”, mas ressaltou que a empresa ainda vê “forte lógica estratégica” na proposta da Paramount.

Outro que preferiu se abster da relação com a Paramount foi Donald Trump, indicado como facilitador do negócio a Skydance e a Paramount no começo deste ano. O presidente dos Estados Unidos negou ter amizade com David Ellison e alegou que continua sendo alvo do canal de notícias do grupo, CBS News.

Netflix se mantém otimista

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos segue otimista com negócio firmado anteriormente (imagem: reprodução/Variety)

Enquanto a Paramount tenta seduzir acionistas com uma oferta de compra integral e pagamento em dinheiro vivo, a Netflix defende a sinergia de seu acordo. Em e-mail aos funcionários, os co-CEOs da Netflix, Greg Peters e Ted Sarandos, afirmaram ter um “acordo sólido em vigor” e se mostraram confiantes na aprovação.

Provavelmente visando maior aceitação dos acionistas e do governo, o discurso dos CEOs também mudou quanto ao lançamento de conteúdo exclusivamente nos cinemas. Após críticas pelo discurso anti-cinema, Sarandos agora diz que manterá a janela de lançamento tradicional do conglomerado.

Warner recomenda que acionistas rejeitem Paramount e fechem com Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Projetor portátil XGIMI Elfin Flip chega ao Brasil com base giratória e Netflix nativa

17 de Dezembro de 2025, 11:13
Cena de estilo de vida mostrando três amigos (um homem e duas mulheres) comemorando e vibrando em um sofá cinza. À frente deles, em uma mesa de centro branca e apoiado sobre um livro, o projetor XGIMI Elfin Flip branco está ligado, projetando luz para fora do quadro.
Nothing Projector traz novo XGIMI Elfin Flip ao Brasil (imagem: divulgação/Nothing Projector)
Resumo
  • O XGIMI Elfin Flip possui base giratória de 150 graus, resolução Full HD nativa e brilho de 400 ISO Lumens.
  • O projetor integra som Harman Kardon, sistema XGIMI OS 10 com suporte nativo à Netflix e Modo de Baixa Latência para jogos.
  • Distribuído pela Nothing Projector no Brasil, o Elfin Flip custa a partir de R$ 2.330.

Muitos projetores portáteis prometem mobilidade, mas exigem que o usuário carregue acessórios extras, como tripés, para conseguir o ângulo de visão ideal. O XGIMI Elfin Flip chega ao Brasil com a proposta de resolver essa limitação de design. O aparelho integra uma base articulada ao dispositivo, permitindo projetar imagens em paredes — ou até no teto — sem a necessidade de suportes externos ou improvisos na hora da instalação.

Além da ergonomia, o modelo aposta em especificações técnicas para se diferenciar na categoria de compactos. Pesando apenas 1,18 kg, o Elfin Flip entrega resolução Full HD nativa e um brilho de 400 ISO Lumens, garantindo visibilidade mesmo em ambientes que não estão totalmente escuros.

O dispositivo faz parte do portfólio da XGIMI, fabricante global que soma mais de 7 milhões de unidades vendidas. Por aqui, a distribuição fica a cargo da Nothing Projector, que assegura garantia, assistência técnica e suporte local.

Design flexível

XGIMI traz produtos ao Brasil (imagem: divulgação)

A construção do Elfin Flip é baseada na portabilidade, com medidas de 235 x 218 x 64 mm, e é caracterizada pela presença de um suporte giratório de 150 graus integrado ao aparelho. A estrutura foi desenvolvida para possibilitar a alteração da usabilidade conforme a posição da base.

Sendo assim, quando o aparelho está desligado, o suporte é recolhido e cobre fisicamente a área frontal, atuando como uma proteção para a lente. Isso permite guardar o dispositivo em mochilas sem a necessidade de estojos ou tampas adicionais para evitar riscos no vidro durante o transporte.

Ao ser aberto, o suporte serve como base ajustável, permitindo definir a inclinação do projetor para alinhar a imagem em diferentes alturas na parede ou direcioná-la para o teto, dispensando o uso de tripés externos para estabilização.

Projeção Full HD para telas grandes

Seguindo para a qualidade de imagem, o Elfin Flip opera com um brilho de 400 ISO Lumens, que possibilita a projeção em ambientes como quartos ou salas pequenas, sem exigir escuridão total para que o conteúdo seja visível.

A lente possui taxa de projeção de 1:2:1 e é capaz de gerar telas que variam de 80 a 150 polegadas, dependendo da distância da parede.

Já a geração dessa imagem utiliza a tecnologia DLP (Digital Light Processing), baseada em um chip DMD (Digital Micromirror Devide) de 0,23 polegadas. O hardware entrega resolução nativa Full HD (1920 x 1080 pixels) e conta com suporte para decodificação de conteúdos no padrão HDR10.

Configuração automática e sistema

XGIMI OS 10 traz configurações automáticas (imagem: divulgação/Nothing Projector)

A configuração da imagem é auxiliada por uma tecnologia chamada Intelligent Screen Adaptation (ISA), que integra recursos automáticos para ajustar a projeção e elimina a necessidade de calibração manual a cada uso. As funções incluem:

  • Ajuste de geometria e foco: o aparelho realiza o foco automático na inicialização e a correção trapezoidal de seis eixos, alinhando a tela caso o projetor esteja inclinado;
  • Desvio de obstáculos: o sensor detecta objetos na parede, como interruptores ou quadros, e redimensiona a imagem para ocupar apenas a área livre;
  • Compensação de cor: o algoritmo otimiza as cores da exibição quando a projeção é realizada em superfícies que não são brancas.

O Elfin Flip roda o sistema operacional XGIMI OS 10, com 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno, propiciando maior fluidez e espaço para apps.

A plataforma conta com suporte nativo ao aplicativo da Netflix, além de trazer pré-instalados serviços como YouTube e Prime Video que podem ser acessados rapidamente pelo controle remoto. Para o público gamer, o modelo oferece um Modo de Baixa Latência que reduz o tempo de resposta para cerca de 26,3 ms pelo HDMI.

Som e conectividade

Banner promocional com o título "Mergulhe no Áudio Dolby". À direita, uma mulher sorri relaxada em uma poltrona enquanto o projetor XGIMI Elfin Flip emite ondas sonoras ilustradas. À esquerda, ícones confirmam alto-falantes integrados de 2 x 3W, suporte a Dolby Digital (DD+), Dolby Digital Plus e Dolby Audio.
Além da tela, o Elfin Flip se destaca pela compatibilidade com codecs de áudio de alta qualidade (imagem: divulgação/Nothing Projector)

O sistema de som integrado foi desenvolvido em parceria com a Harman Kardon, e utiliza dois alto-falantes de 3 W cada, com suporte a Dolby Audio, para a reprodução sonora sem a necessidade de caixas eternas.

Nas conexões físicas, o usuário encontra na parte inferior uma porta HDMI e uma porta USB, além de saída para fones de ouvido. A conectividade sem fio completa o pacote, com Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.1.

Disponibilidade exclusiva pela Nothing Projector

XGIMI Elfin Flip e outros produtos chegam ao Brasil exclusivamente pela Nothing Projector (imagem: reprodução/Nothing Projector)

A distribuição oficial da linha XGIMI no Brasil é realizada com exclusividade pela Nothing Projector, oferecendo a segurança do estoque nacional e eliminando o risco de taxas de importação.

Além do lançamento do Elfin Flip, o catálogo da distribuidora inclui outros modelos de destaque, como o ultraleve XGIMI MoGo 3 Pro e a linha XGIMI Horizon, além de trazer ao mercado brasileiro outras marcas renomadas de projeção a laser.

O modelo XGIMI Elfin Flip pode ser adquirido a partir de R$ 2.330 na loja oficial da distribuidora na Amazon.

Projetor portátil XGIMI Elfin Flip chega ao Brasil com base giratória e Netflix nativa

Nothing Projector traz novo XGIMI Elfin Flip ao Brasil (imagem: divulgação/Nothing Projector)

XGIMI OS 10 traz configurações automáticas (imagem: divulgação/Nothing Projector)

Além da tela, o Elfin Flip se destaca pela compatibilidade com codecs de áudio de alta qualidade (imagem: divulgação/Nothing Projector)

XGIMI Elfin Flip e outros produtos chegam ao Brasil exclusivamente pela Nothing Projector (imagem: reprodução/Nothing Projector)

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

9 de Dezembro de 2025, 09:00
Arte mostra uma mão segurando um cartão roxo com o logotipo do Nubank ao centro, em cor branca. O fundo da imagem é roxo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Clientes do Nubank gastam média de R$ 92 por mês com assinaturas recorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Nubank lançou o Gerenciador de Assinaturas, que centraliza cobranças recorrentes como streaming e academias.
  • Cerca de 21 milhões de clientes têm assinaturas ativas, com gasto médio mensal de R$ 92 e ticket médio de R$ 38.
  • A ferramenta permite visualizar pagamentos, histórico e previsão de cobranças, mas não cancela serviços diretamente.

O Nubank lançou nesta terça-feira (9) o Gerenciador de Assinaturas, ferramenta que centraliza em um único lugar todas as cobranças recorrentes dos clientes, como serviços de streaming, academias e aplicativos.

A funcionalidade está sendo liberada de forma gradual para a base de clientes do Nubank no Brasil. Para acessar, é necessário entrar na seção de cartão de crédito e buscar pela área Minhas Assinaturas. Nela, é possível ver valores e nomes como Globoplay, Netflix, Vivo, Smart Fit e Spotify.

Cerca de 21 milhões de clientes têm alguma assinatura ativa, segundo dados internos coletados de outubro de 2024 a outubro de 2025. O gasto médio mensal é de R$ 92 por pessoa, com ticket médio de R$ 38 por transação. Os serviços como streaming, telecomunicações, bem-estar, academias, planos de saúde, ensino a distância e gaming lideram o ranking das diferentes categorias.

Gerenciador de Assinaturas do Nubank (imagem: Tecnoblog)

No período analisado, os clientes gastaram aproximadamente R$ 24 bilhões em assinaturas recorrentes utilizando cartão de crédito, débito e Pix, os meios de pagamento mais utilizados. Mais de 627 milhões de transações foram registradas nos últimos 12 meses.

A ferramenta permite visualizar no celular todos os pagamentos e assinaturas ativas e recorrentes no cartão de crédito, o valor de cada uma, histórico recente de pagamentos e previsão das próximas cobranças. É possível acessar o cartão cadastrado em cada assinatura (virtual, adicional ou físico), caso o cliente precise bloquear, trocar ou reutilizar.

O sistema oferece recursos de personalização, como opção de esconder assinaturas, editar frequência e submeter feedbacks para maior precisão dos gastos.

Apesar do nome, o Gerenciador de Assinaturas não permite cancelar serviços diretamente pelo aplicativo. A ferramenta funciona como uma planilha dos compromissos financeiros, para auxiliar no planejamento e evitar surpresas na fatura. Segundo Emilia Lopes, diretora-geral do Nubank, a funcionalidade traz transparência a uma área que muitos clientes consideram um “ponto cego” em suas finanças, de modo a eliminar a necessidade de planilhas ou aplicativos de terceiros.

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Cartão do Nubank (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

8 de Dezembro de 2025, 14:53
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix quer impedir transmissão para TV, mas este macete ainda funciona

5 de Dezembro de 2025, 18:57
Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
Fim do espelhamento incomodou usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Tizen, da Samsung, permite espelhar conteúdos do celular Galaxy para a TV usando o recurso Smart View, mesmo após a Netflix desabilitar o Google Cast.
  • O espelhamento via Smart View tem limitações: não permite usar o celular simultaneamente e o conteúdo não ocupa toda a tela da TV.
  • A Netflix removeu a transmissão via Google Cast para TVs modernas, exceto dispositivos sem interface própria, como Chromecast de gerações anteriores e alguns modelos de televisores específicos.

A Netflix desabilitou a transmissão de conteúdo para TVs usando o Google Cast, mas ainda não é o fim definitivo do espelhamento: o Tizen, da Samsung, ainda permite a prática, graças a um jeitinho.

O sistema oferece um recurso chamado Smart View, que permite espelhar na TV a tela de um smartphone da linha Galaxy. Com isso, todo o conteúdo do celular aparece no televisor.

Usando essa técnica, é possível escolher o que você quer ver no celular e espelhar para a tela maior. Assim, não é necessário instalar o app da Netflix na TV ou mesmo fazer login.

Nós testamos e conseguimos usar o streaming dessa forma. Imaginamos que haveria problemas envolvendo DRM (tecnologias que bloqueiam conteúdos protegidos por direitos autorais), mas não houve nenhum impeditivo técnico.

O método tem algumas limitações, no entanto. Como ele depende do que está passando na tela do celular, não é possível usar o aparelho e ver TV ao mesmo tempo. Além disso, o conteúdo não ocupa a tela toda, deixando uma borda preta ao redor.

Alt text:
Televisor exibe uma cena do episódio “T1:E1 ‘House – Pilot’”, mostrando um menino sentado em uma cadeira baixa enquanto adultos observam ao fundo. Na tela aparecem controles do player, como barra de progresso, botões de retroceder e avançar “10”, pausa, “Velocidade (1×)”, “Episódios”, “Idioma e legendas” e “Próx. ep.”. À direita da TV há uma orquídea branca em um vaso.
Tela espelhada via Smart View mostra até os controles (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

As TVs Samsung também têm suporte ao AirPlay, da Apple, mas ao tentar espelhar a tela de um iPhone com o app da Netflix aberto, apenas o som é transmitido — as imagens do filme ou série não aparecem.

Mudança da Netflix desagradou usuários

A gigante do streaming atualizou discretamente seu aplicativo e removeu a opção de transmitir filmes e séries do celular para a maioria das TVs modernas. Isso afeta especificamente o Google Cast — o suporte ao AirPlay foi removido em 2019.

A exceção para a nova regra são aparelhos que não contam com interface de navegação própria. Essa lista é bem curta: tem as três primeiras gerações do Chromecast, o Chromecast Ultra, o Google Nest Hub Smart Display e alguns modelos de televisores das marcas Vizio e Compal.

De resto, a regra é clara. O aparelho tem interface própria e dá para instalar o app da Netflix? Se a resposta é sim, não é possível usar o Cast.

Mesmo nos casos permitidos, é necessário ter uma assinatura dos planos Padrão ou Premium, que não têm propaganda. Usuários do pacote Padrão com Anúncios não têm acesso à funcionalidade.

O fim do suporte ao Google Cast incomodou alguns assinantes, que apontam que o recurso era útil para acessar o streaming em casas de amigos, espaços alugados ou hotéis sem precisar fazer login em dispositivos de outras pessoas.

Netflix quer impedir transmissão para TV, mas este macete ainda funciona

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Smart View das TVs Samsung permite espelhar celulares Galaxy e pode ser usado para ver filmes e séries em uma tela maior

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tela espelhada via Smart View mostra até os controles (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Netflix anuncia compra da Warner/Discovery e HBO Max

5 de Dezembro de 2025, 09:55
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix anunciou compra da Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões, incluindo HBO Max;
  • A aquisição inclui estúdios da Warner Bros., canais HBO e direitos sobre franquias populares;
  • A conclusão do negócio depende da separação da divisão Global Networks da WBD e pode levar de 12 a 18 meses.

A Netflix acaba de anunciar um acordo para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD) por US$ 82,7 bilhões (R$ 440 bilhões em conversão direta). O conglomerado WDB estava à venda pelo menos deste outubro deste ano. O surpreendente do anúncio de hoje é ver a Netflix, uma empresa jovem do setor audiovisual, surgir como maior interessada.

Se concluído, o negócio permitirá à Netflix assumir o controle não só dos estúdios de TV e cinema da Warner Bros., como também os canais HBO e a plataforma de streaming HBO Max.

Isso significa, também, que a Netflix terá os direitos sobre franquias muito populares, como Game of Thrones, The Big Bang Theory, The White Lotus, Universo DC, Succession, entre tantas outras.

Netflix
Netflix vai assumir Warner Bros. Discovery se compra não for barrada (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

O valor patrimonial da WBD é estimado em US$ 72 bilhões, mas dívidas e outras despesas fazem o valor do negócio ser calculado em US$ 82,7 bilhões.

A transação envolverá dinheiro e ações. Cada ação da WBD é avaliada, no total, em US$ 27,75. Cada acionista da WBD receberá US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da Warner Bros. Discovery.

A aquisição foi aprovada, por unanimidade, pelos conselhos de administração da Netflix e da WBD.

Na disputa pela WBD, a Netflix enfrentou gigantes como Paramount e Comcast, sendo esta última controladora da Universal Studios e da Sky.

Warner Bros. Discovery
Warner Bros. Discovery (imagem: reprodução/WBD)

O que falta para a Netflix adquirir a Warner Bros. Discovery?

Não havendo empecilhos regulatórios ou de mercado, a conclusão do negócio deverá ocorrer depois que a divisão Global Networks, que controla canais de TV como CNN e TNT, ser separada da WBD, o que deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026. A divisão que inclui esses canais não será assumida pela Netflix.

Isso significa que pode levar de 12 a 18 meses a partir de agora para a Netflix assumir o controle total da Warner Bros. Discovery.

Contudo, não é pequeno o risco de o negócio ser barrado por autoridades regulatórias, principalmente nos Estados Unidos. Isso porque a Netflix e a HBO Max estão entre as maiores plataformas de streaming do mundo. A fusão entre os dois serviços pode gerar uma grande concentração de mercado, portanto.

HBO Max fica mais caro no Brasil
Compra da WBD pela Netflix inclui a HBO Max (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Netflix já sinalizou que pretende manter a HBO Max como uma divisão à parte em suas operações, pelo menos nos primeiros meses de controle.

Por outro lado, a Netflix não nega a possibilidade de absorver conteúdo da HBO e da HBO Max em seu próprio serviço:

Ao combinar o incrível catálogo de séries e filmes da Warner Bros. — de clássicos atemporais como Casablanca e Cidadão Kahn a favoritos contemporâneos, como Harry Potter e Friends — com nossos títulos que definem a cultura pop, como Stranger Things, Guerreiras do K-Pops e Round 6, poderemos fazer isso [entreter] ainda melhor.

Juntos, podemos oferecer ao público mais do que ele ama e ajudar a definir o próximo século da narrativa.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

Netflix anuncia compra da Warner/Discovery e HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon / Tecnoblog)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery (imagem: reprodução/WBD)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Netflix corta espelhamento do celular para TVs modernas e Google TV

1 de Dezembro de 2025, 12:18
Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
Netflix começou a sumir com a função no início de novembro (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix removeu a função de espelhamento de dispositivos móveis para a maioria das TVs modernas e dispositivos de streaming.
  • A mudança impacta dispositivos recentes como Chromecast com Google TV, que não aparecem mais como opções de destino no app.
  • O espelhamento ainda funciona em Chromecasts antigos, mas apenas para assinantes de planos sem anúncios.

Após uma atualização discreta na política de suporte técnico, a Netflix removeu a funcionalidade de transmitir filmes e séries do app para a maioria das TVs e dispositivos de streaming. A mudança encerra a possibilidade de usar dispositivos móveis como controle para aparelhos que possuem interface própria, como o Chromecast com Google TV.

A medida afeta tanto assinantes do plano com anúncios quanto das modalidades premium e vinha sendo notada por usuários nas últimas semanas.

Segundo a apuração do Android Authority, a plataforma agora instrui oficialmente aos clientes, pela página de suporte, que utilizem o controle remoto físico para navegar pelo catálogo. “A Netflix não suporta mais a transmissão de um dispositivo móvel para a maioria das TVs e dispositivos de streaming”, informa o novo texto.

Fim do botão de retransmissão

Não dá para assistir TV por assinatura em dispositivos variados, por exemplo
Netflix começa a remover botão “cast” para maioria dos dispositivos (imagem: Tecnoblog)

A restrição impacta dispositivos recentes inseridos no ecossistema do Google, como as versões HD e 4K do Chromecast com Google TV e o recém-lançado Google TV Streamer. Esses dispositivos deixaram de aparecer como opções de destino no ícone de transmissão do app da Netflix (Android e iOS).

Relatos de usuários no Reddit indicam que a função desapareceu gradualmente a partir de 10 de novembro. Ao entrar em contato com o suporte ao cliente, um usuário foi informado de que a decisão foi tomada para “melhorar a experiência do cliente” e evitar problemas técnicos.

Entretanto, a decisão vai contra a praticidade do uso do celular como controle, o que agiliza a busca de títulos em comparação com o teclado virtual da TV.

Onde ainda funciona?

Chromecast de primeira geração sobre uma mesa
Gerações antigas continuarão disponibilizando função, se usuário pagar (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

Apesar do corte, a funcionalidade de espelhamento não foi completamente extinta. De acordo com o The Verge, o recurso continua operando em modelos antigos do Chromecast (1ª, 2ª e 3ª gerações e Ultra), dispositivos que não possuem controle remoto nem interface visual própria.

Mas a Netflix vai continuar monetizando: mesmo em Chromecasts antigos, o espelhamento só funcionará em contas que assinam planos sem anúncios. Assinantes da modalidade mais barata, que contém publicidade, não conseguirão transmitir conteúdo a partir do celular em nenhuma hipótese.

Netflix corta espelhamento do celular para TVs modernas e Google TV

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Não dá para assistir TV por assinatura em dispositivos variados, por exemplo

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

30 de Outubro de 2025, 09:51
Recursos do YouTube
YouTube investe em novas ferramentas para telas grandes (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube testa upscaling por IA, chamado Super Resolution, para melhorar a qualidade de vídeos em TVs, convertendo resoluções inferiores a 1080p para Full HD e futuramente 4K.
  • A plataforma aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K, e testará vídeos de maior qualidade com criadores selecionados.
  • Novas funções de navegação incluem prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo e busca contextual que prioriza vídeos do canal acessado.

O YouTube anunciou uma série de novidades voltadas à experiência de quem assiste aos vídeos pela TV. A plataforma está testando um recurso de upscaling via inteligência artificial, supostamente capaz de converter automaticamente vídeos com resolução inferior a 1080p para qualidade Full HD – e, no futuro, até 4K.

As atualizações fazem parte da estratégia do YouTube para consolidar sua liderança nas telas grandes. De acordo com dados da Nielsen em abril, o serviço já representa 12,4% do tempo total de visualização de televisão, superando gigantes como Disney, Paramount e Netflix. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29).

O que muda com o upscaling por IA no YouTube?

Chamado de Super Resolution, o novo sistema utiliza inteligência artificial para aprimorar vídeos de baixa qualidade, tornando as imagens mais nítidas em televisores. Segundo o YouTube, os criadores continuarão tendo controle total sobre seus conteúdos — podendo manter a resolução original e até desativar o recurso caso prefiram.

A empresa também afirma que os arquivos originais serão preservados, e o público poderá escolher entre assistir ao vídeo em sua versão original ou com a melhora aplicada pela IA. A ideia é aproximar a experiência visual do YouTube à de concorrentes de streaming, mas sem comprometer a fidelidade do conteúdo.

Vale lembrar que outras plataformas, como a Netflix, já enfrentaram críticas por resultados insatisfatórios em upscaling via IA — incluindo distorções em rostos e artefatos visuais.

YouTube anuncia recursos de upscaling por IA.
YouTube traz vídeos mais nítidos para TVs com IA (imagem: reprodução/YouTube)

Outras novidades no YouTube para TV

Além do aprimoramento de imagem, o YouTube aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K. A empresa também está testando vídeos de maior peso e qualidade com um grupo de criadores selecionados.

Entre as novidades voltadas à navegação, a plataforma incluirá prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo, permitindo que o usuário percorra canais e vídeos sem precisar abrir cada um. Outra adição é a busca contextual, que prioriza vídeos do canal acessado durante a pesquisa.

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

Recursos do YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube anuncia recursos de upscaling por IA (imagem: divulgação/YouTube)

Netflix culpa Brasil por rombo de US$ 619 milhões em resultado financeiro

22 de Outubro de 2025, 10:20
Imagem mostra a fachada do prédio da Netflix em Los Angeles
Resultado abaixo do esperado da Netflix teve origem em imposto no Brasil (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix teve lucro operacional menor que o esperado no trimestre e atribui isso a uma disputa tributária no Brasil que custou US$ 619 milhões.

  • Segundo a empresa, a despesa está ligada à CIDE, imposto federal criado para financiar avanços tecnológicos.
  • Apesar de afetar o resultado global, a receita e a audiência da Netflix cresceram mundialmente.

A Netflix apresentou seus resultados financeiros para o terceiro trimestre de 2025 nessa terça-feira (21/10). Mesmo com boa receita, o lucro operacional ficou abaixo do esperado. E o motivo, segundo a empresa, é o Brasil: uma despesa não prevista de US$ 619 milhões referente a uma disputa tributária no país. O montante equivale a R$ 3,34 bilhões em conversão direta.

O valor, que não estava no guidance (a previsão de resultados), fez o lucro operacional fechar em US$ 3,24 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). No comunicado oficial aos acionistas, a Netflix explica que, sem esse gasto, teria superado a meta de lucro que ela mesma estabeleceu. O impacto teria reduzido a margem operacional do trimestre em mais de cinco pontos percentuais.

Em entrevista a analistas, Spencer Neumann, diretor financeiro da Netflix, explicou que o custo se refere à CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), um imposto federal criado para financiar o desenvolvimento tecnológico no país.

Entenda a despesa vinda do Brasil

Foto da Netflix na TV com lista de opções de legenda. O português brasileiro tem apenas opção de closed captions.
Decisão da Justiça englobou streaming e fez Netflix considerar os gastos no balanço (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No balanço, o valor foi registrado como “custo de receita”. De acordo com a Netflix, refere-se a uma “disputa em andamento com as autoridades fiscais brasileiras” sobre “certas avaliações de impostos não relacionados à renda”. A empresa detalhou que o montante cobre um período retroativo, de 2022 até o terceiro trimestre de 2025.

Segundo a Bloomberg, o número final do lucro operacional ficou cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões) abaixo do projetado por analistas de mercado. Esclarecendo os resultados financeiros a analistas, Neumann descreveu a CIDE como um “custo de fazer negócios no Brasil” e não um imposto comum sobre faturamento.

O imposto incide em cerca de 10% sobre determinados valores pagos por empresas brasileiras e entidades fora do Brasil. No caso da Netflix, o pagamento é feito pela Netflix Brasil à matriz norte-americana pelos serviços que permitem o funcionamento da plataforma no país.

Neumann afirmou que estava otimista em relação ao processo que contestava a aplicação da CIDE sobre serviços que não envolvem “transferência de tecnologia”. A Netflix teria vencido em instância inferior em 2022 sobre o não pagamento do imposto.

No entanto, o CFO considera que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em agosto deste ano, ampliou o entendimento jurídico sobre o alcance da CIDE e a Netflix passou a registrar essa despesa.

“A CIDE é algo único, não temos nada parecido em nenhum outro país onde operamos”, afirmou o executivo. Ele também reforçou a mensagem do comunicado: “Não acreditamos que este assunto terá impacto material nos nossos resultados de agora em diante”.

Receita e engajamento em alta

Fora o impacto da questão tributária, os números da Netflix foram positivos. A receita global cresceu 17% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 11,5 bilhões, um resultado em linha com a projeção da empresa.

A companhia também destacou o sucesso de seus lançamentos no período, incluindo a segunda temporada de Wandinha, o filme Um Maluco no Golfe 2 e o longa sul-coreano Guerreiras do K-pop, que se tornou o filme mais popular da história da plataforma. O relatório também cita a luta de boxe entre Canelo Álvarez e Terence Crawford como sucesso de audiência.

No comunicado, a Netflix também respondeu a preocupações do mercado sobre a concorrência com plataformas gratuitas, como o YouTube. A empresa destaca que atingiu sua “maior participação trimestral de audiência de TV de todos os tempos nos EUA e no Reino Unido”. Vale lembrar que a companhia começará a exibir canais de televisão ao vivo a partir do ano que vem, em uma parceria na França.

Netflix de olho na concorrência

Logotipo da Netflix com pipocas em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Netflix pode expandir com compra da Warner Bros. Discovery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No mesmo dia em que revelou o balanço financeiro, o nome da Netflix apareceu como possível interessada na compra de parte da Warner Bros. Discovery (WBD), controladora do streaming HBO Max. Paramount Skydance e Comcast, dona do estúdio Universal, também aparecem como interessadas.

Entretanto, horas após o anúncio da WBD sobre estar, oficialmente, considerando ofertas do mercado, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, reforçou que a companhia segue sem interesse em adquirir veículos de comunicação tradicionais.

O foco, segundo o CEO, segue em crescimento orgânico e no desenvolvimento da tecnologia da própria plataforma, incluindo a incorporação de inteligência artificial generativa.

Netflix culpa Brasil por rombo de US$ 619 milhões em resultado financeiro

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Gigante do streaming registrou despesa não programada com impostos brasileiros e frustrou previsão de lucro no trimestre. Ainda assim, receita global cresceu.

Netflix (foto: Thiago Mobilon / Tecnoblog)

Se você está assistindo a um programa ou filme originalmente em português brasileiro, a única opção de legenda é no idioma é do tipo closed captions (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Netflix (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Netflix fecha parceria com Spotify para exibir podcasts em vídeo

15 de Outubro de 2025, 08:14
Imagem ilustrativa com pessoa usando fones de ouvido e segurando um celular. Ao fundo, logos do Spotify em diferentes tamanhos
Spotify aposta em podcasts em vídeo para alcançar novos públicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Spotify e a Netflix fecharam uma parceria para exibir podcasts em vídeo a partir de 2026 nos EUA, com expansão global prevista para depois.
  • A Netflix hospedará vídeos de podcasts populares do Spotify, como The Bill Simmons Podcast e Serial Killers, cobrindo temas como esportes, cultura pop e true crime.
  • O Spotify busca expandir seu conteúdo audiovisual e aumentar a receita publicitária, aproveitando o crescimento do consumo de vídeos na plataforma.

O Spotify firmou uma parceria inédita com a Netflix para ampliar a presença de seus podcasts em vídeo. A partir de 2026, assinantes da plataforma de streaming poderão assistir a uma seleção de programas do Spotify Studios e The Ringer, que abordarão temas como esportes, cultura pop, estilo de vida e true crime.

A medida faz parte da estratégia do Spotify de expandir seu conteúdo audiovisual e abrir novas oportunidades de distribuição e monetização.

Em um comunicado, Roman Wasenmüller, vice-presidente e chefe global de podcasts da empresa, afirmou o seguinte: “Esta parceria marca um novo capítulo para o podcasting. Juntos, com a Netflix, estamos expandindo a descoberta, ajudando criadores a alcançar novos públicos e dando aos fãs do mundo todo a chance de vivenciar as histórias que amam e descobrir novas favoritas que nunca imaginaram. Isso oferece mais escolha aos criadores e abre uma oportunidade completamente nova de distribuição.”

O que muda com o acordo entre Spotify e Netflix?

A Netflix passará a hospedar versões em vídeo de alguns dos podcasts mais populares do Spotify, como The Bill Simmons Podcast, The Rewatchables, Dissect e Serial Killers. A seleção inicial também incluirá títulos de sucesso em esportes, entretenimento, cultura e crimes reais.

De acordo com Lauren Smith, vice-presidente de licenciamento de conteúdo e estratégia de programação, “na Netflix, estamos sempre em busca de novas formas de entreter nossos assinantes, onde e como eles quiserem assistir. À medida que os podcasts em vídeo continuam crescendo em popularidade, nossa parceria com o Spotify nos permite trazer versões completas em vídeo desses programas de sucesso para o público da Netflix e do Spotify”.

O movimento reflete uma mudança importante no Spotify, que vem apostando em vídeos como um formato capaz de atrair especialmente o público da geração Z — e de gerar mais receita publicitária. Desde 2024, o consumo de vídeos na plataforma cresceu 20 vezes mais rápido que o de áudios. Já são mais de 430 mil podcasts em vídeo.

Arte mostra o logo da Netflix, uma letra "N" vermelha, ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Netflix passará a exibir podcasts em vídeo produzidos pelo Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vídeos ganham espaço como nova aposta do Spotify

Nos últimos anos, o Spotify investiu bilhões de dólares em podcasts, adquirindo estúdios como Parcast, The Ringer e Gimlet Media, além de fechar contratos exclusivos com grandes nomes, como Joe Rogan e Alex Cooper — acordos que já chegaram ao fim. Apesar do investimento, o retorno financeiro foi abaixo do esperado, o que levou a empresa a reformular sua estratégia em 2023, incluindo demissões e mudanças na liderança.

A parceria com a Netflix representa, portanto, uma nova fase para o ecossistema de podcasts da empresa, que agora aposta na integração entre formatos e plataformas para impulsionar o alcance e o engajamento. O lançamento dos podcasts em vídeo no catálogo da Netflix começará nos Estados Unidos, no início de 2026, com expansão gradual prevista para outros mercados.

Netflix fecha parceria com Spotify para exibir podcasts em vídeo

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Califórnia proíbe streamings de mostrar comerciais em volume mais alto

7 de Outubro de 2025, 15:29
Controle da TV LG OLED evo AI C4 4K
Califórnia proíbe streamings de mostrar comerciais em volume mais alto (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Califórnia aprovou lei que proíbe comerciais em volume mais alto em serviços de streaming, como Netflix, HBO Max e Disney+, a partir de julho de 2026;
  • Prática de aumentar o volume dos comerciais tem origem em canais de TV, mas também ocorre em plataformas de streaming;
  • Estados Unidos já tem lei para volume de comerciais, mas em relação a TVs.

Plataformas de streaming como Netflix, HBO Max e Disney+ oferecem planos que exibem anúncios em troca de uma assinatura mais barata. Mas esses serviços podem exibir os comerciais em volume mais alto em relação ao vídeo reproduzido. Na Califórnia (EUA), essa prática será proibida.

O problema do volume mais alto durante os comerciais vem dos canais de TV. Quem já dormiu no sofá assistindo a um filme e acordou sobressaltado com o som mais alto de um comercial sabe bem como é isso.

Mas esse comportamento também pode ser percebido em serviços de streaming, ainda que com menor frequência, o que motivou a criação de uma lei específica para isso na Califórnia.

Normalmente, a diferença de volume entre o conteúdo reproduzido e os anúncios exibidos nos intervalos ocorre devido a variações técnicas de áudio.

É possível, por exemplo, que comerciais tenham um nível de compressão de áudio que ressalta sons originalmente mais baixos. Essa abordagem pode fazer o áudio ser percebido como mais alto em relação ao filme ou série, que normalmente conta com um método de compressão diferente.

Sim, também pode haver produtoras de comerciais que deixam o volume do comercial mais alto ou não seguem as boas práticas para o áudio de modo intencional, para fazer o anúncio chamar a atenção do usuário.

TV de 55 polegadas exibe interface de streaming com títulos e imagens de séries e filmes, som em barra está posicionado abaixo da tela.
Serviço de streaming em TV (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Lei da Califórnia entre em vigor em julho de 2026

Independentemente do motivo para o volume mais alto em comerciais, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, sancionou uma lei que proíbe que isso ocorra em serviços de streaming. As plataformas terão até 1º de julho de 2026 para se adequar, data em que a nova lei entrará em vigor.

Embora a lei seja restrita a um único local, é possível que ela sirva de “inspiração” para uma legislação que envolva os Estados Unidos como um todo (ou até outros países).

Isso porque, para TVs, o país conta com a lei Commercial Advertisement Loudness Mitigation Act (CALM Act), que desde 2010 proíbe a transmissão de áudio de comerciais em volume mais alto em relação ao programa exibido.

Com informações de Engadget

Califórnia proíbe streamings de mostrar comerciais em volume mais alto

Controle da TV LG OLED evo AI C4 4K (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung Q7F roda sistema One UI Tizen (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Meli+ Mega: novo plano inclui Disney+, Netflix, HBO Max e Apple TV+

7 de Outubro de 2025, 12:30
Ilustração com marca do Meli+ saindo de uma caixa de encomenda do Mercado Livre. Há ainda cifrões no entorno.
Meli+ Mega inclui vantagens do Meli+ Total (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Meli+ Mega inclui Disney+, Netflix, HBO Max e Apple TV+ por R$ 74,90 mensais, com promoção de R$ 39,90 nos dois primeiros meses.
  • O plano oferece frete grátis, cashback, parcelamento estendido e rendimento extra em Cofrinhos do Mercado Pago.
  • É possível personalizar o pacote para opções sem anúncios, elevando o preço para R$ 180 mensais (R$ 143 nos dois primeiros meses).

O Mercado Livre lançou, nesta terça-feira (07/10), o plano Meli+ Mega, ao preço de R$ 74,90 mensais, com promoção de lançamento de R$ 39,90 mensais nos dois primeiros meses. O pacote tem como destaque alguns dos principais streamings do mercado em uma única assinatura: Disney+, Netflix, Apple TV+ e HBO Max.

Além do acesso aos serviços de vídeo, o plano inclui vantagens já presentes no Meli+ Essencial e no Meli+ Total, como cashback, frete grátis, parcelamento com prazo estendido e rendimento extra em Cofrinhos do Mercado Pago.

O que é o Meli+ Mega?

O Meli+ Mega é a assinatura mais avançada do Mercado Livre. Por R$ 74,90 mensais (R$ 39,90 nos dois primeiros meses), o plano inclui:

Imagem mostra três opções de combo do Meli+ para serviços de streaming. À esquerda, “Filmes e séries com anúncios” custa “R$ 39,90/mês por 2 meses”, com 46% de desconto. No centro, “Filmes e séries sem anúncios e com esportes” custa “R$ 112/mês por 2 meses”, com 24% de desconto. À direita, há a opção “Personalize seu combo”, a partir de “R$ 39,90/mês por 2 meses”. Todas incluem logos de Disney+, Netflix, HBO Max e Apple TV+, e botões azuis “Escolher”.
Mercado Livre sugere opção com planos sem anúncios e Disney+ com transmissões esportivas (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

É possível personalizar o pacote para mudar os planos padrão com anúncios do Disney+, da Netflix e do HBO Max por opções sem propaganda ou premium. Escolhendo as melhores opções disponíveis, o preço salta para R$ 180 mensais (R$ 143 mensais nos dois primeiros meses).

Tela de assinatura do Meli+ Mega mostra opções de planos de streaming. À esquerda, há listas de serviços: “Disney+ Premium”, “Netflix Premium”, “HBO Max Platinum” e “Apple TV+ Sem anúncios”, com botões “Alterar” ou “Ver detalhe”. À direita, o resumo indica valores: Meli+ Mega R$ 39,90, Disney+ R$ 38,90, Netflix R$ 39, HBO Max R$ 26 e desconto de R$ 0,80. O total é “R$ 143/mês por 2 meses”, depois “R$ 180”. Botão azul “Continuar” aparece abaixo.
Pacote pode ser personalizado com diferentes opções de cada streaming (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O que mais está incluso no Meli+ Mega?

O pacote inclui vantagens presentes no plano Meli+ Total, como:

  • Frete grátis e rápido em produtos selecionados, nas compras a partir de R$ 19.
  • Até 5% de cashback no Mercado Livre.
  • Até 0,6% de cashback com o cartão de crédito Mercado Pago.
  • Até 3 parcelas extras sem juros em compras no Mercado Livre.
  • Rendimento de 120% do CDI nos Cofrinhos do Mercado Pago.
  • Desconto de 30% no Universal+, no Paramount+ e no Globoplay Premium.

Vale a pena?

Vamos colocar na ponta do lápis, considerando os valores dos planos mensais:

  • Disney+ Padrão com anúncios: R$ 27,99 mensais
  • Netflix Padrão com anúncios: R$ 20,90 mensais
  • HBO Max Básico com anúncios: R$ 29,90 mensais
  • Apple TV+ sem anúncios: R$ 29,90 mensais

Somando tudo, dá R$ 108,69, o que significa que o valor de R$ 74,90 do Meli+ Mega é um desconto de 31%, sem considerar outras possíveis vantagens do pacote, como o frete grátis e o cashback.

Uma coisa a se considerar, porém, é que alguns desses streamings já estão inclusos em outros em pacotes de telefonia, TV a cabo ou internet. Veja alguns exemplos:

Se você já conta com um deles dessa forma, pode não ser tão vantajoso pegar o Meli+ Mega só para ter acesso aos concorrentes. O jeito é fazer as contas para ver o quanto você pagaria assinando separadamente cada serviço.

Meli+ Mega: novo plano inclui Disney+, Netflix, HBO Max e Apple TV+

Mercado Livre reduz preço do Meli+ Total (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado Livre sugere opção com planos sem anúncios e Disney+ com transmissões esportivas (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Pacote pode ser personalizado com diferentes opções de cada streaming (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Star Trek: ordem cronológica para assistir

30 de Setembro de 2025, 18:24
Elenco da série original Star Trek de 1966 (Imagem: Netflix/Divulgação)

Star Trek (também conhecida como Jornada nas Estrelas) é uma franquia de ficção científica criada em 1966. A história é ambientada no futuro, com tripulantes que navegam o espaço em busca de realizar missões, descobrir novos planetas, e eliminar inimigos.

Ao todo, Star Trek conta com aproximadamente 27 obras audiovisuais. E para acompanhar toda a história de forma cronológica, é necessário alternar entre filmes e séries de diferentes anos de lançamento.

A seguir, confira a ordem cronológica para assistir filmes e séries de Star Trek, de acordo com o guia indicado pela própria franquia.

Índice

1. Star Trek: Enterprise (2151 — 2161)

Toda a aventura tem um começo. Star Trek tem como sua nave mais famosa a Enterprise ,e nessa década em específico, tem início a grande revolução humana no espaço. A série tem quatro temporadas e é uma prévia de The Original Series.

Esta série é a primeira na linha do tempo do enredo geral. Sua história gira em torno das primeiras naves capazes de viajar por “dobra 5” produzidas na Terra, a USS Enterprise NX-01, comandada pelo capitão Jonathan Archer.

Quando a Frota Estelar Terrestre lançou sua primeira nave, Archer levou sua tripulação humana para o espaço. Eles tiveram seu primeiro contato com vários alienígenas de Star Trek. O encontro abriu uma nova era de exploração e descobertas para os terráqueos.

  • Ano de lançamento: 2001
  • Plataformas: Netflix e Paramount+

2. Star Trek: Discovery – Temporadas 1 e 2 (2255 — 2258)

Na sequência, as temporadas 1 e 2 de Star Trek: Discovery apresentam Michael Burnham: um oficial, como personagem principal. Burnham é o especialista em ciências do USS Discovery NCC-1031.

Na primeira temporada da série, Michael e sua equipe lidaram com uma galáxia à beira da guerra. Durante a segunda temporada, a protagonista e sua equipe tiveram que perseguir o Red Angel, uma entidade misteriosa.

  • Ano de lançamento: 2017
  • Plataformas: Paramount+

3. Star Trek: Strange New Worlds (2259 — a definir)

Star Trek: Strange New Worlds é um spin-off de Star Treck Discovery, preenchendo a década entre Discovery e The Original Series.

A série se baseia nos anos em que o Capitão Christopher Pike ocupou o comando da U.S.S. Enterprise, acompanhando Pike, o Oficial Spock e a Imediato nos anos antes de Capitão Kirk assumir o comando da Enterprise.

  • Ano de lançamento: 2022
  • Plataformas: Paramount+

4. Star Trek: The Original Series (2265 — 2269)

A próxima obra na ordem cronológica contém a tríade original: Kirk, Spock e McCoy. The Star Trek: The Original Series é onde começou tudo. Enquanto a maioria dos Trekkies considera esta série a “primeira” que deve ser assistida ao começar a acompanhar o universo, cronologicamente deve ser a quarta a ser assistida.

A Série Original começa no ano de 2265, e seguiu a jornada de cinco anos da USS Enterprise. Também acompanhou as aventuras do Capitão Kirk e seu Primeiro Oficial Spock, enquanto eles corajosamente iam a um lugar onde ninguém tinha ido antes para explorar novos mundos estranhos.

  • Ano de lançamento: 1966
  • Plataformas: Netflix e Paramount+

5. Star Trek: The Animated Series (2269 — 2270)

Esta série de animação Star Trek foi uma continuação das viagens da USS Enterprise na série Star Trek The Original Series. O elenco nas duas séries é o mesmo, exceto por Chekov. Toda a animação foi dublada, principalmente, pelo elenco original da série anterior.

Alguns episódios foram sequências de The Original Series Star Trek, como “Once Upon a Planet“, “More Tribbles, More Troubles” e “Mudd’s Passion“. Ao mesmo tempo, os outros episódios de Star Trek eram os conceitos originais de Gene Roddenberry, o criador de Star Trek, mas que não foram usados antes da conclusão da série original.

  • Ano de lançamento: 1973
  • Plataformas: Netflix e Paramount+

6. Star Trek: The Motion Picture (entre 2271 e 2273)

Passada a primeira leva de séries, a sequência cronológica de Star Trek dá início aos seis primeiros filmes da obra, começando por Star Trek: The Motion Picture. Há muita discussão sobre o período exato em que os fatos ocorrem, mas sabe-se que é por volta de 2271 e 2273.

No filme, Kirk assume o posto de almirante da Frota Estelar, e reúne a tripulação da Enterprise para iniciar uma investigação depois que uma nuvem de energia misteriosa começa a causar estragos no espaço.

  • Ano de lançamento: 1979
  • Plataformas: Paramount+

7. Star Trek II: The Wrath of Khan (2285)

Doze anos após os eventos de Star Trek: The Motion Picture, Kirk e a Enterprise encontram um inimigo familiar: Khan Noonien Singh, que é um super-humano geneticamente modificado.

O primeiro encontro com Khan aconteceu por volta de 2265, durante a missão original de cinco anos. Mas em 2285, Khan foi libertado do exílio e busca vingança contra Kirk. E cabe à Enterprise impedi-lo de obter uma poderosa arma espacial, chamada de Genesis.

  • Ano de lançamento: 1982
  • Plataformas: Amazon Prime Video (compra ou aluguel) e YouTube Filmes (compra ou aluguel)

8. Star Trek III: The Search for Spock (2285)

Star Trek III: The Search for Spock sucede o filme anterior (Star Trek II: The Wrath of Khan), logo após a Enterprise retornar da missão contra Khan.

Na história, é revelado que Spock deixou sua essência viva dentro da nave do Dr. McCoy. Então, Kirk decide agir para salvar seus dois oficiais, mesmo contra a vontade da Frota Estelar.

  • Ano de lançamento: 1984
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9. Star Trek IV: The Voyage Home (2286 e 1986)

O quarto filme sequencial de Star Trek acompanha o retorno de Kirk à Terra no ano de 2286, destinado a assumir as responsabilidades de ter roubado e destruído a Enterprise para salvar Spock.

O grande problema é que a Frota Estelar se depara com problemas maiores envolvendo uma grande ameaça contra a Terra. E esses problemas só podem ser resolvidos com uma viagem no tempo para o ano de 1986.

  • Ano de lançamento: 1986
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10. Star Trek V: The Final Frontier (2287)

Um ano após os eventos de Star Trek IV: The Voyage Home, Kirk e sua tripulação são encarregados de levar a Enterprise-A ao espaço e investigar a captura dos embaixadores da Federação, Klingon e Romulan.

A história então coloca os tripulantes contra um vulcano renegado, que busca roubar a U.S.S. Enterprise para encontrar um planeta lendário. E a missão fica ainda mais complicada, quando se descobre que o vilão tem um tipo de ligação com Spock.

  • Ano de lançamento: 1989
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11. Star Trek VI: The Undiscovered Country (2293)

O último dos seis primeiros filmes de Star Trek é situado em 2293, seis anos depois de The Final Frontier. No filme, Kirk e sua tripulação transportam o chanceler Gorkon rumo à Terra para negociar um tratado de paz com a Federação dos Planetas Unidos.

O grande problema é que Gorkon é morto em uma confusão, e Kirk e McCoy são acusados de assinato. Cabe então ao Spock descobrir quem esteve por trás do ataque para evitar uma guerra sem precedentes.

  • Ano de lançamento: 1991
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12. Star Trek: Section 31 (2324)

Star Trek: Section 31 é um spin-off da franquia Star Trek, que não está muito bem situado na linha do tempo. Contudo, a história principal se passa na data estelar 1292.4 e, levando em conta o calendário gregoriano, isso corresponderia ao ano de 2324.

A obra acompanha a imperatriz Philippa Georgiou, que entra para uma divisão secreta da Frota Estelar. E sob a missão de proteger a Federação dos Planetas Unidos, ela também deve enfrentar erros do passado.

  • Ano de lançamento: 2025
  • Plataformas: Paramount+

13. Star Trek: The Next Generation (2364 — 2370)

Star Trek: The Next Generation ocorre quase um século após a jornada inicial de cinco anos do USS Enterprise. Sua versão atual, a USS Enterprise-D inicia sua missão de exploração na série. Setenta anos após os acontecimentos de Star Trek VI, humanos e Klingons finalmente encontraram a paz.

No entanto, o Capitão Jean-Luc Picard, e a tripulação da próxima geração ainda encontram muitas formas de vida alienígena hostil no seu caminho. A série Star Trek: The Next Generation também apresentou a transformação da famosa nave estelar, muito maior do que a nave do capitão James T. Kirk, do século anterior.

  • Ano de lançamento: 1987
  • Plataformas: Netflix

14. Star Trek: Deep Space Nine (2369 — 2375)

A partir daqui, a sequência fica um pouco mais complicada, uma vez que diferentes obras passam a abordar o mesmo período. Dito isso, Star Trek: Deep Space Nine retrata os acontecimentos cinco anos após o início de Star Trek: The Next Generation, no ano de 2369.

A série foca na estação espacial política, defensiva e comercial chamada Deep Space 9, enquanto acompanha o comandante Sisko. Em dado momento, o desenrolar dos fatos acontecem simultanamente com a viagem de Picard de The Next Generations.

  • Ano de lançamento: 1993
  • Plataformas: Netflix e Paramount+

15. Star Trek VII: Generations (2293 e 2371)

A sequência cronológica continua com Star Trek: Generations. O filme começa no ano de 2293, o que pode confundir os espectadores. Mas a maior parte da obra se passa em 2371, quando a série Star Tre: Deep Space Nine já estava em curso.

Em suma, o filme representa a “passagem de bastão” de Kirk para Picard, e conclui as aventuras de Picard e sua tripulação a bordo da Enterprise-D.

  • Ano de lançamento: 1994
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16. Star Trek: Voyager (2371 — 2378)

A série se passa em 2371, quando a Voyager parte da estação espacial Deep Space Nine para encontrar e capturar a nave Maquis. Nessa aventura, a nave é transportada para 70 anos-luz de distância de casa.

Então, a capitã Janeway tem a missão de unir as duas facções, e liderá-las para retornar ao Quadrante Alfa.

  • Ano de lançamento: 1995
  • Plataformas: Netflix e Paramount+

17. Star Trek VIII: First Contact (2373)

Star Trek: First Contact é o segundo filme da franquia a apresentar a tripulação da The Next Generation. Na história, Picard desobedece ordens e leva a Enterprise-E para uma batalha contra o Borg, 300 anos no passado.

A tripulação então tem a missão de preservar o primeiro contato da Terra com formas de vida alienígenas, para proteger o futuro da raça humana.

  • Ano de lançamento: 1997
  • Plataformas: Amazon Prime Video (compra ou aluguel) e YouTube Filmes (compra ou aluguel)

18. Star Trek IX: Insurrection (2375)

Nesta obra, Picard e a tripulação da Enterprise decidem encontrar a fonte da juventude. No entanto, Picard descobre que a busca pode afetar a vida de muitas pessoas.

A partir daí, ele e sua tripulação se rebelam contra a Federação e decidem salvar o pacífico planeta Ba’ku, durante a Guerra do Domínio. Vale mencionar que essa guerra é abordada nas últimas duas temporadas de Deep Space Nine.

  • Ano de lançamento: 1998
  • Plataformas: Amazon Prime Video (compra ou aluguel) e YouTube Filmes (compra ou aluguel)

19. Star Trek X: Nemesis (2379)

Em 2979, após os desfechos dos eventos de Deep Space Nine e Voyager, Picard e a tripulação da Enterprise embarcam em uma última missão juntos: firmar um acordo de paz com os romulanos.

Mas ao chegarem no planeta Romulus, eles se deparam com uma rebelião liderada por um clone genético de Picard, que ameaça destruir a Terra.

  • Ano de lançamento: 2002
  • Plataformas: Paramount+

20. Star Trek: Lower Decks (2380 — 2382)

Star Trek: Lower Decks é uma série animada cômica, com enfoque na tripulação de baixa patente ao invés de enfatizar as jornada do capitão e equipes superiores.

Com a Terra integrando a Federação dos Planetas Unidos, a história é ambientada no ano de 2380, quando um time da Starfleet é encarregado de viajar pelo universo para conhecer novas formas alienígenas e estabelecer contato com outras civilizações.

  • Ano de lançamento: 2020
  • Plataformas: Paramount+

21. Star Trek: Prodigy (2383 — 2385)

A obra Star Trek: Prodigy é outra animação da franquia Star Trek, ambientada entre os anos 2383 e 2385. A história conta sobre um grupo de adolescentes alienígenas que rouba uma nave abandonada da Frota Estelar e passa a explorar o Universo.

No entanto, a tripulação precisa aprender a trabalhar em equipe para chegar ao Quadrante Alfa.

  • Ano de lançamento: 2021
  • Plataformas: Amazon Prime Video e Netflix

22. Star Trek: Pickard (2399 — 2402)

O foco é o capitão Picard vinte anos após seu confronto com Shinzon. Na série, Picard já se aposentou e atualmente trabalha no vinhedo de sua família. Ele lamenta a morte de seus amigos e de Romulus

O planeta foi destruído quando seu sol se tornou uma supernova em 2387 no universo de Star Trek. No entanto, um estranho aparece de repente e pede a ajuda do ex-capitão.

Quando Picard descobre a conexão do estranho com ele, é puxado para sua última missão. Primeiro, o aposentado decide encontrar e eliminar um espião que ascendeu na Frota Estelar. Mais uma vez, a Frota Estelar criou uma dívida imensa com Picard.

  • Ano de lançamento: 2020
  • Plataformas: Amazon Prime Video e Paramount+

23. Star Trek: Discovery – Temporadas 3, 4 e 5 (3188 — 3191)

Se as duas primeiras temporadas de Star Trek: Discovery devem ser assistidas no início da ordem cronológica, as temporadas 3, 4 e 5 são obras para o final da lista. Afinal, a série salta mais de 900 anos no futuro, ambientada no século 32.

A história basicamente vai acompanhar a capitã Michael Burnham na missão de retomar a grandeza e imponência da Federação como visto no passado.

  • Ano de lançamento: 2020
  • Plataformas: Paramount+

24. Star Trek (a partir de 2233)

Finalizada a linha do tempo principal (chamada de Prime Timeline), é hora de mergulhar na Linha do Tempo Kelvin, abordada em uma trilogia de filmes.

Basicamente, a destruição do planeta Romulus em 2387 resulta em um buraco negro que suga uma nave romulana e a leva para o ano de 2233. Neste universo, o capitão Nero destrói a U.S.S. Kelvin, criando a realidade alternativa chamada Kelvin Timeline.

O primeiro filme da trilogia (chamado Star Trek) se passa em 2258, numa realidade alternativa da qual um Kirk mais rebelde se junta à Frota Estelar e encontra um Nero vingativo. Então, a tripulação precisa trabalhar para impedir que os romulanos de Nero destruam a Federação.

  • Ano de lançamento: 2009
  • Plataformas: Paramount+

25. Star Trek: Into Darkness (2259 — 2260)

Um ano após os acontecimentos do filme Star Trek lançado em 2009, Kirk é rebaixado por violar a Primeira Diretriz para salvar Spock e a população de um planeta chamado Nibiru.

Acontece que ele é reintegrado à Frota Estelar para perseguir um terrorista que destruiu uma importante instalação da entidade. Então, na Kelvin Timeline, Kirk e a Enterprise iniciam uma missão de cinco anos para ir a um local até então inexplorado em 2260.

  • Ano de lançamento: 2013
  • Plataformas: Paramount+ e YouTube Filmes (comprar ou alugar)

26. Star Trek: Beyond (2263)

Finalizando a trilogia sobre a linha do tempo Kelvin, Star Trek: Beyond ambienta o espectador em 2263, ou seja, no terceiro ano da missão iniciada em Star Trek: Into Darkness.

Durante a missão, a Enterprise é atacada e a tripulação acaba em um planeta desconhecido. O grupo então precisa se reorganizar, e derrotar o líder mutante por trás do ataque.

  • Ano de lançamento: 2016
  • Plataformas: Paramount+ e YouTube Filmes (comprar ou alugar)

27. Short Treks

Para finalizar as obras de Star Trek na ordem cronológica, vale conferir a minissérie Short Treks. A obra é um compilado de pequenas histórias que se passam entre 2239 e 3300.

A série serve como um complemento para Discovery e Picard, e é vista como a última recomendação após assistir a todas as obras da franquia.

  • Ano de lançamento: 2018
  • Plataformas: Amazon Prime Video

Com informação: Star Trek e Memory Alpha – Fandom.

Star Trek: ordem cronológica para assistir

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Star Trek: ordem cronológica para assistir todo o conteúdo produzido e espalhado no espaço tempo do universo galáctico
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