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GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

21 de Abril de 2026, 13:13
Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

10 de Abril de 2026, 15:50
Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • usuário encontrou nos termos do Copilot frase que diz que serviço destina-se apenas a fins de entretenimento; texto também informa que Copilot não deve ser usado para conselhos importantes;
  • mas Microsoft informou que frase “para fins de entretenimento” vem da época do Bing Chat e está desatualizada;
  • empresa disse ainda que texto não reflete uso atual do Copilot e será alterado na próxima atualização.

Você lê os termos de uso dos serviços que assina? Um participante do Reddit leu os do Copilot e descobriu um termo que afirma que o serviço de IA serve apenas para “entretenimento”. Seria prudente não confiar nas respostas da ferramenta, então? A Microsoft tratou de explicar que não é bem assim.

Os tais termos de uso relatados no Reddit têm o seguinte ponto como o mais polêmico (grifo nosso):

O Copilot destina-se apenas a fins de entretenimento. O serviço pode cometer erros e não funcionar como o esperado. Não confie no Copilot para obter conselhos importantes. Use o Copilot por sua conta e risco.

Preocupante, não? Ainda mais para quem usa o Copilot para tratar de questões profissionais ou de saúde, por exemplo.

Contudo, também houve quem entendesse o polêmico termo de uso apenas como uma forma de a Microsoft se resguardar de eventuais responsabilizações por transtornos causados por respostas equivocadas do Copilot.

Mas somente a Microsoft pode explicar as suas reais intenções com relação a esse texto. E a companhia o fez.

Os polêmicos termos de uso do Copilot
Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft nega que Copilot seja só para entretenimento

Ao Windows Latest, a Microsoft deu seguinte explicação sobre os termos de uso do Copilot:

A expressão ‘para fins de entretenimento’ é uma linguagem herdada da época em que o Copilot foi lançado originalmente como um serviço complementar de pesquisa no Bing. À medida que o produto evoluiu, essa linguagem não refletiu mais como o Copilot é usado hoje e será alterada em nossa próxima atualização.

Microsoft

De fato, em seus primórdios, a ferramenta de IA da Microsoft era chamada de Bing Chat. O nome Copilot foi adotado no fim de 2023, quando o logotipo do serviço também foi apresentado.

Naquela época, o Copilot ainda era visto como uma tecnologia experimental, o que justifica a decisão da Microsoft de adotar termos de uso do tipo “use por sua conta e risco”.

Como você já sabe, a Microsoft prometeu atualizar a página em questão. Mas, por ora, os termos de uso polêmicos continuam no ar.

Outro detalhe curioso relacionado à inteligência artificial da Microsoft: recentemente, uma versão de testes do Bloco de Notas teve as referências ao Copilot removidas, mas os recursos de IA da ferramenta continuam por lá.

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

9 de Abril de 2026, 19:32
Copilot no Bloco de Notas
Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prometeu reduzir a presença do Copilot no Windows 11 em março de 2026;
  • Bloco de Notas, na versão 11.2512.28.0 para Windows Insider, remove nome e ícone do Copilot;
  • mas os recursos de IA continuam no editor de texto, como as funções de reescrever e resumir textos.

Recentemente, a Microsoft prometeu diminuir a presença do Copilot no Windows 11. A promessa começou a ser cumprida: o Bloco de Notas (Notepad) para participantes do programa de testes Windows Insider já não menciona esse nome. Mas a tecnologia de IA ainda está por lá.

Vale contextualizar desde já. No Windows 11, o Bloco de Notas deixou de ser o editor de texto “basicão” que aparece no Windows 10 e versões anteriores do sistema operacional. Entre os aprimoramentos que a Microsoft implementou estão recursos de IA que começaram a ser introduzidos no Notepad em 2024.

Os recursos de inteligência artificial do Bloco de Notas ajudam você a reescrever ou resumir textos, por exemplo. E qual o problema disso? Há quem entenda que a Microsoft deve preservar a natureza simplista do Notepad para não deixá-lo pesado ou complexo.

Mas, no entendimento de muitos usuários, o problema não está no Bloco de Notas em si, mas na percepção de que a Microsoft está colocando o Copilot em todo canto do Windows 11, de modo exagerado.

Foi então que, em março de 2026, a companhia prometeu melhorar a experiência do usuário com o Windows 11 em vários aspectos, o que inclui remover o “excesso de Copilot” do sistema. Aparentemente, essa promessa começou a ser cumprida a partir do Bloco de Notas.

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA

O Windows Central notou que, na versão 11.2512.28.0 do Bloco de Notas para participantes do programa Windows Insider, o editor de texto não tem referências ao Copilot. Porém, os recursos de IA ainda estão disponíveis ali.

Sendo preciso, o botão que permite reescrever ou resumir textos ainda está na barra superior do Notepad, mas teve o ícone do Copilot removido. Em seu lugar está o ícone de uma caneta.

Além disso, o menu Configurações não exibe mais uma área com o nome “Recursos de IA” para permitir ativar ou desativar o Copilot. Agora, essa opção é descrita como “Recursos Avançados”.

Isso significa que a Microsoft não está reduzindo a implementação de recursos de inteligência artificial no Windows 11 neste momento, mas controlando o “marketing” em torno do Copilot.

Se é uma estratégia eficiente para melhorar a imagem do Windows 11, eu não sei. Mas acho coerente não eliminar as funções de IA: como os recursos já foram apresentados, convém mantê-los se não há problemas técnicos impeditivos, como queda no desempenho.

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

26 de Março de 2026, 15:54
Mudança afeta contas Free, Pro e Pro+, mas pode ser desativada (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub usará dados de interação de usuários para treinar modelos de IA a partir de 24 de abril de 2026.
  • Dados coletados incluem resultados aceitos ou modificados, entradas fornecidas à IA, contexto do código, comentários e feedback de usuários.
  • Quem não quiser, pode desativar a coleta de dados navegando até “/settings/copilot/features” e desmarcando a opção.

O GitHub anunciou que vai utilizar dados de interação dos usuários para treinar e aprimorar os modelos de inteligência artificial do GitHub Copilot a partir de 24 de abril de 2026. A mudança afeta a base global de programadores que assinam os planos Free, Pro e Pro+ e vai operar no formato de exclusão voluntária — ou seja, quem não quiser compartilhar suas informações terá que desativar a opção manualmente.

Em comunicado oficial no blog da companhia, o diretor de produtos do GitHub, Mario Rodriguez, afirmou que a medida visa ajudar a IA a entender os fluxos de trabalho reais, fornecer sugestões mais seguras e detectar possíveis falhas com mais precisão e rapidez.

Quais dados serão coletados?

A lista de informações que o GitHub passará a extrair durante as sessões de programação inclui:

  • Resultados gerados pelo modelo que foram aceitos ou modificados pelo usuário;
  • Entradas fornecidas à IA, englobando os trechos de código exibidos na tela;
  • O contexto do código ao redor da posição do cursor;
  • Comentários e documentações redigidos durante o desenvolvimento;
  • Nomes de arquivos, estrutura de diretórios do repositório e padrões de navegação;
  • Histórico de interações com os recursos do Copilot, como conversas no chat;
  • Feedback direto do usuário sobre as sugestões (avaliações de “gostei” ou “não gostei”).
imagem de uma tela com códigos de programação
Plataforma vai coletar dados de interação em tempo real (imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

O conteúdo será compartilhado com empresas afiliadas ao grupo corporativo do GitHub, o que engloba a dona do serviço, a Microsoft. Contudo, a empresa garante que não repassará os dados a fornecedores terceirizados de IA ou provedores independentes.

Para justificar a atualização, a plataforma aponta que outras empresas do setor, como a Anthropic, adotam políticas semelhantes de telemetria. Segundo Rodriguez, testes internos demonstraram melhorias na taxa de aceitação de sugestões de código após o treinamento com dados de uso. O GitHub acrescentou que também iniciará a coleta de informações dos próprios funcionários para esse fim.

A coleta de dados em repositórios privados vai ocorrer exclusivamente enquanto o usuário estiver interagindo com o Copilot no ambiente de desenvolvimento. Isso significa que o sistema processa e armazena os trechos apenas durante o uso em tempo real da assistência de IA. Nesse momento, os dados são capturados e enviados para a base de treinamento.

Essa mecânica, conforme analisado pelo portal The Register, redefine o conceito de privacidade dentro da plataforma. Em tese, repositórios privados eram acessíveis apenas ao proprietário e aos colaboradores explícitos. Com a nova política, a blindagem total só é garantida caso o desenvolvedor bloqueie o uso de seus dados.

Como desativar?

Os usuários que preferem manter seus códigos fora da base de treinamento devem navegar até o caminho “/settings/copilot/features” no painel da plataforma e desativar a opção “Permitir que o GitHub use meus dados para treinamento de modelos de IA”, localizada na seção de Privacidade.

O GitHub ressalta que usuários que já haviam desmarcado essa preferência no passado terão suas escolhas preservadas. Os assinantes dos planos Copilot Business e Copilot Enterprise, além de alunos e professores que acessam as ferramentas educacionais, estão isentos da nova regra.

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

(imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

5 de Março de 2026, 10:50
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot para Windows quer facilitar o login nos sites (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft atualizou o Copilot para sincronizar senhas e dados de formulários.
  • O recurso é opcional, desativado por padrão, e requer consentimento do usuário.
  • Por enquanto, a novidade está disponível apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider.

A Microsoft começou a liberar uma atualização para o aplicativo Copilot no Windows que permite à inteligência artificial sincronizar suas senhas e dados de formulários. A novidade, por enquanto distribuída apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider, deve facilitar o login em sites acessados diretamente pela interface do assistente, eliminando a chateação de digitar a mesma credencial várias vezes.

Colocar um gerenciador de senhas dentro de um aplicativo de IA, no entanto, levanta debates sobre segurança. Mas calma: o modelo de linguagem não deve “ler” a sua senha. Conforme apontado pelo portal XDA Developers, o recurso apenas importa o banco de dados de preenchimento automático que você já usa no seu navegador principal.

Dessa forma, as credenciais são gerenciadas pelo sistema interno, sem que a inteligência artificial utilize esses dados sensíveis para gerar respostas ou processar comandos de texto.

É seguro confiar senhas a uma IA?

Do ponto de vista da segurança cibernética, a proximidade entre o seu cofre de senhas e um chatbot exige cautela. Especialistas alertam para o risco de que agentes maliciosos possam, eventualmente, enganar a inteligência artificial por meio de engenharia social, forçando a ferramenta a revelar dados de acesso pessoais ou corporativos.

Ciente da polêmica, a Microsoft confirmou no blog oficial do Windows Insider que a sincronização é um recurso opcional. A ferramenta vem desativada por padrão e exige o consentimento explícito do usuário nas configurações para funcionar.

Ainda assim, para quem prefere manter uma muralha entre a navegação assistida por IA e as credenciais bancárias e de redes sociais, o uso de gerenciadores de senhas dedicados e independentes continua sendo a principal recomendação.

Copilot ganha navegador embutido

Novo painel lateral do Copilot abre links sem sair do app (imagem: reprodução/Microsoft)

Embora as senhas sejam o assunto do momento, a versão 146.0.3856.39 do aplicativo traz outras mudanças importantes. A principal delas é o novo painel lateral. Agora, ao clicar em um link fornecido pelo Copilot, a página é carregada ali mesmo, ao lado do bate-papo, em vez de abrir uma nova aba no Microsoft Edge.

Além de manter tudo na mesma tela, a Microsoft ampliou a leitura de contexto da IA. O Copilot agora consegue analisar os dados de todas as abas abertas dentro de uma conversa específica. Isso permite, por exemplo, pedir para a ferramenta cruzar e resumir informações de três sites diferentes de uma só vez. O app também salva essas abas no histórico para você retomar a pesquisa de onde parou.

A atualização promete ser mais rápida e traz ainda recursos da versão web, como os modos “Podcasts” e “Estudar e Aprender” (Study and Learn). Ainda não há previsão de quando a versão será liberada para todos os usuários.

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

2 de Março de 2026, 11:59
Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Canal da Comunidade Copilot teve permissões desativadas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft bloqueou o servidor do Copilot no Discord após críticas usando o termo “Microslop”.
  • Usuários driblaram filtros de moderação com variações do termo, levando ao banimento de contas.
  • A Microsoft ocultou o histórico e restringiu o envio de mensagens no servidor.

A Microsoft tomou medidas drásticas contra o uso do termo Microslop: decidiu bloquear o acesso ao servidor oficial do Copilot no Discord após a comunidade inundar a plataforma com a expressão. Inicialmente, a empresa tentou banir apenas este termo, mas não deu muito certo. Ele é usado para criticar a estratégia focada em inteligência artificial.

O portal Windows Latest foi o primeiro a relatar que a moderação do Discord do Copilot havia configurado um filtro automático para conter as críticas. Qualquer mensagem contendo a palavra “Microslop” era imediatamente retida. O remetente não via seu texto publicado e recebia um aviso informando que o conteúdo violava as regras do servidor.

Por que a palavra “Microslop” viralizou?

O apelido é uma junção do nome da empresa com o termo slop, usado na internet para descrever conteúdos de baixa qualidade e repetitivos, gerados por inteligência artificial. A expressão ganhou força nas redes sociais como uma manifestação de desagrado de usuários, que acusam a Microsoft de priorizar a integração forçada da IA no Windows 11.

Para essa parcela da comunidade, a fabricante de software está descuidando da estabilidade e desempenho geral do sistema em favor de atualizações voltadas à inteligência artificial. Como o Copilot é o rosto mais visível dessa nova fase, o assistente acabou se tornando o principal alvo das críticas.

Efeito reverso e bloqueio do servidor

Usuários que tentavam enviar o termo proibido recebiam alerta de “frase inadequada” (imagem: reprodução/ Windows Latest)

A tentativa de censura gerou uma reação imediata. Logo após a restrição ser divulgada no X, os membros do servidor iniciaram uma disputa com a moderação. Os usuários passaram a driblar o filtro automático utilizando variações ortográficas, como “Microsl0p”, substituindo a letra “o” pelo número zero.

Como esperado, essas versões alternativas passaram pelas barreiras iniciais. O que começou como um teste das restrições de palavras-chaves escalou rapidamente para envios em massa, resultando no banimento de diversas contas que insistiam em publicar as variações do termo.

Sem conseguir controlar o volume de mensagens, a Microsoft tomou medidas mais severas: ocultou o histórico do canal da Comunidade Copilot, restringiu o acesso a diferentes partes do servidor e desativou as permissões de envio de textos para grande parte do público.

Resta saber como a empresa lidará com a crise de imagem, especialmente num momento em que sua vantagem inicial em IA começa a ser ofuscada por concorrentes como Google, OpenAI e Anthropic.

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

26 de Fevereiro de 2026, 18:09
Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Copilot poderá resumir conteúdo de links recebidos por email (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge abrirá automaticamente o Copilot nos cliques em links do Outlook, cruzando o contexto das mensagens com o conteúdo das páginas de destino;
  • atualização, prevista para maio, visa fornecer insights e sugestões baseadas no conteúdo dos e-mails, mas levanta preocupações sobre segurança de dados;
  • administradores temem conflitos com políticas de segurança, enquanto Microsoft defende integração como um avanço na produtividade.

A Microsoft anunciou que o navegador Edge passará a abrir automaticamente o painel lateral do Copilot quando um usuário acessar um link a partir do Outlook. Com o método, a empresa espera que usuários possam entender o conteúdo mais rápido e, dessa forma, tomar ações com menos etapas, melhorando a produtividade na navegação.

De acordo com a empresa, a atualização, prevista para maio, deve “fornecer insights contextuais e opções de sugestão acionáveis com base no conteúdo do e-mail e do destino”.

Ainda não há confirmação se o usuário deverá ativar a ferramenta voluntariamente ou se isso chegará ativado por padrão. O site The Register questionou a Microsoft sobre o nível de controle que os administradores de sistemas terão sobre a função e o que acontecerá caso o Edge não seja o navegador padrão do sistema, mas ainda não obteve retorno.

Usuários temem pela segurança de dados

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
IA no Outlook burlou configurações de segurança recentemente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A estratégia de integrar o Copilot em todos os softwares tem gerado um desafio para administradores de redes corporativas que ainda não adotaram a tecnologia, segundo a reportagem.

O problema é que a sugestão de ações baseadas no conteúdo de e-mails lidos pela IA pode entrar em conflito com políticas internas de segurança de dados, já que expõe o conteúdo das mensagens lidas para gerar as sugestões no navegador.

A preocupação tem sua razão para existir, já que a ferramenta parece ter dificuldades em respeitar alguns limites. Há pouco mais de um mês, um bug confirmado pela Microsoft permitia que o assistente ignorasse rótulos de sensibilidade e lesse emails confidenciais.

Ao The Register, o CEO do projeto Vivaldi, Jon von Tetzchner, definiu a atualização como “mais um exemplo de tentativa de empurrar o Edge de todas as formas possíveis, forçando também o Copilot para usuários que podem não querê-lo”.

Microsoft ignora críticas à integração forçada

Apesar das críticas, a empresa está confiante de que a integração com a tecnologia em todos os ambientes possíveis é a melhor saída. Para o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a percepção do público sobre a tecnologia está errada e que ela não deve ser vista como uma ferramenta que produz conteúdo de baixa qualidade.

A manifestação do executivo virou pólvora para os críticos, que apelidaram a empresa de Microslop. Além de ganhar funções nas ferramentas do pacote Office, com o mesmo argumento da produtividade, a Microsoft levou o Copilot às TVs e pretende integrá-lo até ao explorador de arquivos.

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

26 de Janeiro de 2026, 13:00
O chip Maia 200, para aceleração de IA, já está em uso numa região do Azure (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Maia 200 da Microsoft oferece mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e 5 petaFLOPS em 8 bits, superando o Amazon Trainium e o TPU do Google.
  • O chip é produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s.
  • O Maia 200 será usado pela equipe Microsoft Superintelligence, no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot, com suporte para o Maia SDK.

A Microsoft anunciou hoje (26/01) o Maia 200, acelerador de inteligência artificial voltado para inferência de modelos em larga escala. A empresa promete desempenho superior ao da Amazon e do Google com o novo hardware, que apresenta custo-benefício 30% maior em relação aos sistemas anteriores da companhia. O chip já está em operação aa região Central dos Estados Unidos do Azure e deve chegar “em breve” à região West 3, no Arizona.

O Maia 200 entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e cerca de 5 petaFLOPS em 8 bits. Segundo os dados técnicos, o hardware atinge desempenho FP4 três vezes maior que o Amazon Trainium de terceira geração e supera o desempenho FP8 do TPU de sétima geração do Google. Segundo a MS, um node Maia 200 é capaz de executar os modelos atuais com margem para futuras expansões.

Este hardware estava previsto para o fim de 2025, mas sofreu um atraso de cerca de seis meses. A companhia atribuiu a situação a mudanças de projeto imprevistas, restrições de pessoal e atlta rotatividade.

Quais são as especificações técnicas do hardware?

Produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, Cada chip é produzido em litografia de 3 nanômetros da TSMC e conta com mais de 100 bilhões de transistores. O hardware utiliza um sistema de memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s e 272 MB de SRAM on-chip, além de mecanismos de movimentação de dados para modelos de alta demanda. O subsistema de memória utiliza tipos de dados de precisão estreita, engine DMA e fabric NoC para garantir a largura de banda.

A arquitetura utiliza um design de scale-up de dois níveis baseado em Ethernet. Cada unidade oferece 1,4 TB/s de largura de banda para operações em clusters de até 6.144 aceleradores. No interior de cada tray, quatro chips Maia são conectados por links diretos. O protocolo de comunicação é padronizado para redes intra-rack e inter-rack, o que permite o escalonamento entre diferentes estruturas de datacenter.

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Onde o Maia 200 será aplicado?

A equipe do Microsoft Superintelligence utilizará o chip para geração de dados sintéticos e aprendizado por reforço. O acelerador também será empregado em cargas de trabalho no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot. De acordo com a empresa, a implementação nos racks de datacenter ocorreu em menos da metade do tempo registrado em projetos anteriores.

A Microsoft também anunciou hoje um preview do Maia SDK para desenvolvedores e laboratórios de pesquisa. O pacote inclui o compilador Triton, suporte para PyTorch, programação em NPL e um simulador para cálculo de custos e otimização de código.

O projeto Maia AI é planejado como uma linha multigeracional para o desenvolvimento de novos aceleradores de processamento.

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Microsoft combina Paint e inteligência artificial para criar livros de colorir

23 de Janeiro de 2026, 10:53
Captura de tela mostra o recurso de criação de livros de colorir no Paint do Windows 11
Recurso gera quatro opções de arte (imagem: reprodução)
Resumo
  • Microsoft testa no Paint uma ferramenta de IA para criar livros de colorir a partir de texto.
  • É possível pintar os desenhos gerados no próprio Paint ou imprimi-los para colorir à mão.
  • A novidade está disponível apenas para PCs Copilot+ e participantes do Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11.

A Microsoft começou a testar no Paint uma ferramenta para criar modelos de livros de colorir. A ferramenta usa inteligência artificial e fica acessível no canto superior direito da interface, acessando o ícone do Copilot.

Porém, a novidade não está acessível para todos. Por enquanto, ela está sendo liberada gradualmente para participantes do programa Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11. A versão com o recurso é a 11.2512.191.0.

Como funciona?

O usuário descreve em texto o que deseja ver no desenho e o Paint gera imagens em preto e branco para colorir. Depois disso, é possível pintar o desenho no próprio Paint ou imprimir a imagem para colorir à mão.

Segundo o comunicado, o recurso só funciona em PCs Copilot+, categoria de computadores voltada a tarefas de IA, e exige login com a conta Microsoft.

Além do “Livro de colorir”, o Paint recebeu uma melhoria de controle da ferramenta Preenchimento. Agora, ao usar o recurso de balde de tinta, o usuário pode ajustar um controle deslizante na lateral da tela para delimitar melhor o preenchimento.

Gif animado mostra uma nova ferramenta da função preenchimento do Paint no Windows 11
Microsoft aprimorou a forma como a ferramenta Preenchimento aplica a cor (GIF: reprodução)

O Bloco de Notas também recebeu uma atualização nos recursos de IA. A versão 11.2512.10.0 agora mostra os resultados de forma progressiva na tela, permitindo pré-visualizar o texto enquanto ele ainda está sendo escrito em vez de esperar pela resposta completa. A ferramenta também melhorou o suporte a markdown.

Todas essas mudanças seguem restritas aos testadores do Windows Insider. A Microsoft ainda não informou quando os recursos chegam à versão estável do Windows 11 para o público geral.

Microsoft combina Paint e inteligência artificial para criar livros de colorir

(imagem: reprodução)

Microsoft quer colocar Copilot até no Explorador de Arquivos

13 de Janeiro de 2026, 12:54
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot ganhou botão dedicado na versão de testes do Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pode integrar o assistente de IA Copilot no Explorador de Arquivos do Windows 11.
  • A funcionalidade está disponível em versões de testes do sistema e permite que o Copilot localize documentos sem a abrir subpastas manualmente.
  • Nos testes, administradores de TI agora conseguem remover o app Copilot de dispositivos corporativos.

Novos indícios encontrados em versões de teste apontam que a Microsoft realiza testes para chegar neste resultado. O botão identificado como “Chat with Copilot” aparece no código do sistema e indica a possível mudança na forma de interagir com o gerenciamento de documentos.

A funcionalidade foi divulgada pelo testador @phantomofearth no X. Segundo o TechRepublic, o recurso permitiria solicitar ao Copilot a localização de documentos, fotos ou tipos de arquivos específicos. Além disso, a ferramenta teria capacidade de navegar profundamente por diretórios, dispensando a abertura manual de subpastas.

IA para resolver problemas de busca?

Just a normal Windows 11 desktop screenshot, nothing to see here, keep scrolling. pic.twitter.com/EkxVf013JO

— phantomofearth ☃ (@phantomofearth) January 7, 2026

A busca nativa do Explorador de Arquivos é, historicamente, um dos pontos mais criticados do Windows. Usuários apontam lentidão, dependência de indexação que consome recursos do sistema e resultados muitas vezes imprecisos. A resposta da Microsoft às críticas pode ser a adoção de mais inteligência artificial.

Diferentemente da busca tradicional, que opera por correspondência de palavras-chave e metadados, o Copilot utilizaria a compreensão semântica para localizar arquivos. Isso permitiria entender o contexto de uma solicitação — como “encontrar o relatório que editei semana passada”, por exemplo, em vez de exigir o nome exato do arquivo.

Se concretizada, essa atualização poderia mitigar as limitações da busca do sistema. Ainda assim, mesmo com os benefícios teóricos, a estratégia de expansão agressiva de IA no Windows tem gerado críticas do outro lado.

Como lembra o TechRadar, uma parcela da comunidade apelidou essas constantes adições de IA como “Microslop” — termo pejorativo para descrever a inserção forçada de recursos de IA que acabam inflando o sistema operacional desnecessariamente.

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto
Busca de arquivos por contexto pode aposentar a indexação (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Tentando equilibrar essa equação, a build de testes também traz uma novidade para o ambiente corporativo. Administradores de TI agora têm a opção de remover o aplicativo Copilot de dispositivos gerenciados, permitindo um controle maior sobre o que está instalado nas máquinas da empresa.

No entanto, essa flexibilidade parece mais restrita a cenários empresariais do que ao usuário doméstico. Por enquanto, a Microsoft não confirmou oficialmente quando, ou se, o recurso será liberado para o público geral.

Mais IA no ecossistema Microsoft

A descoberta no Explorador de Arquivos não é um evento isolado, mas parte de uma estratégia da Microsoft para posicionar o Windows 11 como um hub central de inteligência artificial.

O TechRepublic indica que, nessa toada, o próximo passo lógico da companhia seria a implementação dos chamados Agent Launchers (Iniciadores de Agentes). Essa nova estrutura permitiria que agentes de IA — desenvolvidos tanto pela Microsoft quanto por terceiros — fossem integrados às funções do Windows.

Ao contrário dos chatbots atuais, que reagem a comandos de texto em uma janela de bate-papo, esses agentes teriam autonomia para executar tarefas complexas em segundo plano. Seria possível, portanto, estabelecer um sistema para monitorar calendários, agregar dados de múltiplos aplicativos em um painel unificado e automatizar a coleta de informações, reduzindo o trabalho manual.

Microsoft quer colocar Copilot até no Explorador de Arquivos

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

8 de Janeiro de 2026, 19:16
Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Microsoft Copilot está liberando botão de compras no chat (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Copilot agora inclui o recurso Checkout, que permite compras diretamente na conversa com o chatbot.
  • A empresa destaca que o vendedor mantém controle sobre a transação e dados do cliente, com a IA atuando como intermediária.
  • Por enquanto, o Copilot Checkout está disponível apenas nos EUA, integrando-se a plataformas como PayPal, Stripe e Shopify.

A Microsoft revelou hoje (08/01) um novo recurso para o seu assistente de inteligência artificial: o Copilot Checkout, que permite realizar compras diretamente nas conversas com o chatbot. A ideia é simples: enquanto o usuário pede sugestões de produtos — como tênis, luminária ou peça de roupa —, a IA pode apresentar opções e, se houver interesse, oferecer um botão de compra sem que seja necessário sair do aplicativo.

O recurso é similar ao Shopping Research do ChatGPT. Inclusive, no comunicado oficial, a Microsoft afirma que os “clientes já estão comprando com IA”, fazendo alusão às rivais. Na prática, o Copilot agora passa a concentrar etapas de compra que antes exigiam várias abas abertas.

Como funciona o Copilot Checkout?

O funcionamento lembra iniciativas semelhantes já vistas em outros serviços de IA. Além do já mencionado Shopping Research, do ChatGPT, o Google também passou a testar compras assistidas por agentes em resultados de busca e no AI Mode.

Um exemplo divulgado pela própria Microsoft mostra um usuário pedindo indicação de uma luminária de mesa. A resposta vem acompanhada de um botão de “Detalhes” e outro de “Comprar”. Esse botão de compra abre uma tela de checkout no Copilot para inserir os dados e finalizar a compra.

Captura de tela mostra a opção de compra que está sendo integrada ao Microsoft Copilot
Resultados das interações e experiência com o produto podem variar (imagem: divulgação/Microsoft)

Segundo a companhia, a grande diferença no recurso é o foco no varejista, e não apenas no comprador. A Microsoft afirma que o vendedor será responsável direto pela transação, mantendo controle sobre a venda, dados do cliente e relacionamento pós-compra. A IA seria uma intermediária.

Por enquanto, o recurso está sendo disponibilizado nos Estados Unidos, somente com algumas lojas parceiras. A infraestrutura de pagamentos conta com integrações de empresas como PayPal, Stripe e Shopify. Ainda não há previsão de lançamento em outros países.

Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

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Recurso adiciona checkout integrado às conversas com a IA. Novidade estreia nos EUA e ainda não tem previsão de chegada a outros países.

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os resultados das interações e a experiência com o produto podem variar de acordo com o comerciante e a disponibilidade do item (imagem: divulgação/Microsoft)

Microsoft mudou o nome do Office? Não é bem assim

6 de Janeiro de 2026, 13:11
Imagem mostra o logotipo do Microsoft 365
Microsoft agora prioriza o nome Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um banner no site office.com gerou confusão sobre a mudança de nome do Microsoft Office para Microsoft 365 Copilot.
  • A marca Office continua ativa, e a alteração refere-se ao app lançado em 2019 como portal de acesso, que se tornou Microsoft 365 Copilot em 2025.
  • Microsoft 365 é um serviço de assinatura, enquanto o Office 2024 é uma versão de compra única; o Microsoft 365 Copilot unifica o acesso a eles.

A Microsoft desencadeou, na primeira semana de 2026, uma confusão sobre a identidade do Office. Usuários no Reddit e no X/Twitter sugeriram em posts que o pacote Microsoft Office teria sido renomeado para Microsoft 365 Copilot, confusão que começou com um banner no domínio office.com.

Ao acessar o site, consumidores e clientes corporativos são recepcionados com um aviso que identifica a plataforma como “aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office)”.

Para quem não acompanha as transições recentes da companhia, a frase sugere que o conjunto de ferramentas — que inclui Word, Excel e PowerPoint — teria abandonado o nome utilizado globalmente há décadas em favor da nova nomenclatura focada em IA.

Microsoft Office vai deixar de existir?

Captura de tela mostra uma mensagem da Microsoft sobre o Microsoft 365 Copilot
Marca Copilot agora chega ao site office.com (imagem: reprodução/Microsoft)

A resposta curta é não. Apesar da comunicação vaga no site, a marca Microsoft Office continua sendo utilizada para identificar produtos específicos e importantes no portfólio da gigante de Redmond. O Microsoft Office 2024, por exemplo, ainda está disponível para quem não quer aderir ao modelo de assinatura.

O que ocorreu, na realidade, foi uma transição de identidade em um software específico: o “aplicativo Office”. Este software foi lançado em 2019 para servir como um hub ou portal de entrada.

A ideia era fazer o usuário ter um único local para acessar as versões online dos editores de texto, planilhas e apresentações, além de visualizar documentos recentes salvos no OneDrive, tanto em dispositivos móveis quanto no Windows.

Em 2022, esse hub passou por sua primeira grande mudança: foi renomeado para “Microsoft 365”. Mais recentemente, em novembro de 2024, a Microsoft anunciou que o mesmo aplicativo passaria a se chamar “Microsoft 365 Copilot”.

Essa mudança foi consolidada globalmente em 15 de janeiro de 2025 para usuários de Windows, iOS e Android. Portanto, a mensagem “anteriormente Office” no site refere-se exclusivamente a este portal de acesso e não à suíte de aplicativos ou aos planos de assinatura como um todo.

Vale mencionar que o pacote de serviços por assinatura, que é o carro-chefe da empresa, também permanece sob a marca Microsoft 365 desde 2020 e não sofreu alteração.

Microsoft 365 é assinatura; Office 2024, compra única

A reação negativa nas redes sociais ilustra a complexidade das mudanças de branding que a Microsoft vem adotando. No ano passado, um veterano da Microsoft fez piada com a quantidade de versões do Outlook e seus vários nomes.

No caso do Office, a Microsoft não forneceu uma declaração oficial. Mas, para simplificar, a divisão de produtos fica assim no cenário atual: Microsoft 365 é o serviço focado na nuvem e assinatura, e o Office 2024 é a versão independente de compra única. O novo Microsoft 365 Copilot é o aplicativo que unifica o acesso a todos esses serviços.

Microsoft mudou o nome do Office? Não é bem assim

Microsoft (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Microsoft)

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

29 de Dezembro de 2025, 15:29
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Microsoft Copilot recebe nova atualização do modelo da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-5.2 começou a ser integrado ao Microsoft Copilot na web, Windows e dispositivos móveis, oferecendo maior desempenho para tarefas complexas.
  • O modelo da OpenAI possui três variantes: Instant para interações rápidas, Thinking para raciocínio profundo e Pro para alta performance.
  • Em benchmarks, o GPT-5.2 superou o Gemini 3 Pro, do Google, em engenharia de software e raciocínio abstrato.

A Microsoft iniciou nesta semana a distribuição do GPT-5.2, mais recente modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, para a base de usuários do Copilot. A atualização está sendo implementada nas versões web, Windows e dispositivos móveis gratuitamente. Com isso, os usuários poderão acessar o modelo através do modo “Smart Plus” no seletor.

Nos EUA, a opção já está disponível, mas, nos testes feitos pelo Tecnoblog, ainda não foi possível visualizar a opção. Entramos em contato com a Microsoft para esclarecer se a mudança será gradual e atualizaremos a matéria com a resposta.

A integração acontece poucos dias após o anúncio oficial da tecnologia pela empresa de Sam Altman, em 11/12. No mesmo dia, a Microsoft comunicou que seus serviços de IA seriam integrados ao novo modelo da OpenAI.

Com a atualização, a Microsoft amplia a capacidade do assistente em tarefas que exigem alta precisão e processamento de contexto extenso. Segundo a descrição do recurso, o novo modo deve acelerar fluxos de trabalho, como a criação de planilhas, revisão de códigos de programação e análise de documentos longos.

Apesar de o novo modelo de IA ter chegado, o Copilot ainda mantém o GPT 5.1, denominado “Smart” na plataforma. A versão anterior decide automaticamente, a depender do prompt, se a resposta pode ser rápida ou se deve se aprofundar mais na tarefa e levar mais tempo.

Captura de tela do Copilot, assistente de IA da Microsoft, aberto em um navegador.
Modelo GPT-5.2 aparece como modo “Smart Plus” no Copilot (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

O que mudou no GPT 5.1?

O GPT-5.2 é a nova iteração da IA da OpenAI, projetada para entregar resultados com menor latência e reduzir a incidência de “alucinações” (respostas enganosas) em comparação à geração anterior.

O modelo foi estruturado em três variantes:

  • Instant: interações rápidas do cotidiano.
  • Thinking: raciocínio profundo e resolução de problemas complexos.
  • Pro: uma versão de alta performance para tarefas que exigem o máximo da capacidade da IA.

No lançamento, a OpenAI demonstrou resultados superiores aos do Gemini 3 Pro, do Google, em benchmarks. No teste SWE-bench Verified, utilizado para avaliar a capacidade de resolver problemas de engenharia de software, o GPT 5.2 registrou uma pontuação de 80%, superando os 76,2% obtidos pelo rival.

No benchmark ARC-AGI-2, que avalia raciocínio abstrato, o modelo da OpenAI marcou 52,9%, enquanto o Gemini 3 Pro atingiu 31,1%.

Além da precisão, a empresa afirma ter aprimorado a capacidade de processar prompts (comandos) longos, facilitando a interação em contextos que exigem a leitura de grandes volumes de texto.

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

19 de Dezembro de 2025, 10:46
Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • LG comunicou que vai permitir que usuários removam o ícone do Microsoft Copilot de suas smart TVs.
  • A instalação automática do Copilot gerou críticas por ser considerada invasiva, mas a fabricante afirma que o atalho não compromete a privacidade.
  • Ainda não há uma data para a atualização que permitirá a remoção.

A LG anunciou que vai alterar o comportamento de seu sistema operacional para permitir que os usuários removam o ícone do Microsoft Copilot da tela inicial de suas smart TVs. A inclusão do sistema da Microsoft viralizou nas últimas semanas com críticas de consumidores que se sentiram invadidos pela instalação automática do recurso.

Visualmente, o Copilot aparece na interface do webOS ao lado de serviços como Netflix e YouTube, comportando-se como qualquer outro aplicativo, conforme o Tecnoblog noticiou no começo desta semana.

No entanto, a companhia esclareceu, em nota enviada ao The Verge, que o item não é um “serviço baseado em aplicativo embutido”, mas sim um “atalho” que redireciona o usuário para a versão web da IA através do navegador da TV.

Ao portal, Chris De Maria, porta-voz da fabricante, afirmou que a companhia “respeita a escolha do consumidor” e tomará medidas para permitir a exclusão do ícone de atalho.

Copilot no webOS

A polêmica começou na última semana, quando proprietários de TVs LG notaram que uma atualização automática do sistema webOS havia instalado o Copilot em seus aparelhos. O problema não era apenas a presença do software, mas a impossibilidade de removê-lo.

Diferente de aplicativos de streaming como Netflix ou Disney+, os quais os donos da TVs podem gerenciar livremente, a marca implementou o atalho da Microsoft como um aplicativo de sistema ou pré-instalado.

Segundo a documentação de suporte da própria marca, usuários não podem desinstalar apps dessa categoria, apenas ocultar ou movê-los para o final da lista. Essa impossibilidade o que gerou acusações de “bloatware” em fóruns como o Reddit.

LG nega invasão de privacidade

Além do incômodo visual, a instalação forçada levantou dúvidas sobre privacidade, mas a LG garante, no comunicado, que o atalho não ativa o microfone da TV automaticamente. “Recursos como a entrada de microfone são ativados apenas com o consentimento explícito do cliente”, reforçou a empresa.

Apesar da promessa de correção, a LG não forneceu uma data específica para a liberação do update que tornará o ícone deletável. A integração faz parte da estratégia de AI TV anunciada pela marca em parceria com a Microsoft durante a CES 2025, no início do ano.

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)

LG empurra Copilot em TVs, mesmo sem autorização de usuários

15 de Dezembro de 2025, 16:06
Imagem mostra o app do Microsoft Copilot em uma smart TV da LG
LG começa a distribuir app Copilot sem possibilitar exclusão (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • Usuários de smart TVs LG começaram a notar a presença do Microsoft Copilot após atualização do webOS.
  • Segundo os relatos, o Copilot aparece como atalho para interface web da Microsoft, não sendo uma aplicação nativa.
  • Contudo, não há opção de remover o app, sendo possível evitá-lo apenas ao desconectar a TV da internet, o que limita as funções smart.

Alguns proprietários de smart TVs da LG foram surpreendidos nesta semana com a aparição não solicitada do Copilot nos dispositivos. Diversos relatos em fóruns online indicam que uma atualização recente do sistema operacional webOS instalou a IA, sem oferecer uma maneira nativa de removê-la.

Segundo os consumidores, o ícone do assistente de inteligência artificial aparece fixado ao lado de serviços de streaming populares, como Netflix e YouTube.

A página de suporte da própria LG confirma que certos apps pré-instalados ou de sistema não podem ser deletados, apenas ocultados ou movidos na interface. Para os usuários, a novidade se transforma em um bloatware forçado, ocupando espaço no armazenamento. “Se eu quisesse, eu mesmo instalaria, uma hora ou outra”, diz um comentário no Reddit.

Apesar da instalação intrusiva, a funcionalidade do app parece limitada no momento. De acordo com o portal especializado Tom’s Hardware, a versão do Copilot que surgiu nas TVs LG funciona basicamente como um atalho para a interface web do assistente da Microsoft, e não como uma aplicação nativa e integrada ao hardware da TV.

LG anunciou recurso na CES

CEO da LG Electronics William Cho fala durante coletiva de imprensa na CES 2025. Ele está em um palco preto, com uma tela ao fundo com o logo da LG AI. Ele veste calça preta e blazer creme.
LG Electronics fechou parceria com a Microsoft para usar a IA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Essa integração foi prometida pela sul-coreana durante a CES 2025, realizada em janeiro. O plano da companhia era incorporar o Copilot ao webOS como parte da estratégia de “AI TV”.

Na época, a empresa descreveu o recurso como uma extensão da experiência de busca, projetada para responder a perguntas e fornecer recomendações de conteúdo. A Samsung também revelou parcerias similares no evento, em que apresentou o Vision AI integrado ao Copilot.

Até o momento, a única maneira garantida de evitar a presença do Copilot, segundo os relatos, é manter a TV desconectada da internet, o que inviabiliza o uso de qualquer função smart do aparelho.

LG empurra Copilot em TVs, mesmo sem autorização de usuários

A LG Electronics acertou uma parceria com a Microsoft para usar a tecnologia de IA da fabricante norte-americana (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que é o Copilot? Saiba como usar a IA generativa da Microsoft

11 de Dezembro de 2025, 17:20
Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O Microsoft Copilot é um assistente de inteligência artificial generativa (IA gen) com capacidade para criar novos conteúdos do zero, fazer buscas e automatizar tarefas.

O funcionamento do Copilot é similar ao de outros assistentes de IA generativa: basta inserir prompts de entrada no campo de chat e aguardar pelo retorno da busca ou criação. O diferencial se dá no modo “Work” do Microsoft 365 Copilot, que permite ações integradas a aplicações como Word, Excel e PowerPoint.

Você pode usar o Copilot para tirar dúvidas, criar textos, imagens ou áudios do zero, automatizar cargas de trabalho, organizar sua rotina profissional ou obter sugestões baseadas em análises da ferramenta.

A seguir, entenda melhor o que é o Microsoft Copilot, saiba como usar a ferramenta, e confira vantagens e desvantagens de uso.

O que é o Copilot?

O Copilot é um assistente de conversação baseado em inteligência artificial generativa (IA generativa), com capacidade para criar novos conteúdos (em texto, imagem ou áudio) e otimizar tarefas. Trata-se de uma ferramenta similar às de concorrentes como ChatGPT e Google Gemini.

O que significa Copilot?

O nome “Copilot” significa “copiloto” em tradução livre. Embora a Microsoft não tenha se pronunciado sobre a origem da nomenclatura, é possível associar o nome à função profissional dos auxiliares de aeronaves. Nessa analogia, a ferramenta de IA funciona como um braço direito do piloto — que no caso é o usuário.

Quem criou o Copilot?

O Microsoft Copilot foi criado a partir de um desenvolvimento colaborativo entre Microsoft e OpenAI. No caso, a OpenAI forneceu (e ainda fornece) modelos de IA para alimentar o Copilot da Microsoft, mas a aplicação é um produto proprietário da dona do Windows.

Vale destacar que também existe o produto GitHub Copilot, que é uma aplicação proprietária do GitHub desenvolvida em parceria com a OpenAI. No entanto, o Copilot geralmente é associado ao produto da Microsoft por questões de popularidade e adesão.

Para que serve o Microsoft Copilot?

O Microsoft Copilot tem duas funções principais: criar novos conteúdos e aumentar a produtividade. Sobre o primeiro ponto, você pode usar a ferramenta inteligência artificial da Microsoft para criar textos, imagens, vídeos e áudios, com base em instruções e prompts de entrada.

Já o aumento de produtividade do Copilot se dá por meio da automatização de processos e análises de dados, que tornam as tarefas muito mais velozes em comparação às mesmas demandas feitas de forma manual.

Como usar o Microsoft Copilot

Você pode usar o Microsoft Copilot de diferentes formas, já que a ferramenta pode ser acessada em plataformas distintas e de maneiras variadas. Confira abaixo como acessar e usar a ferramenta de IA da Microsoft.

Microsoft Copilot para PC

O Microsoft Copilot já vem instalado de fábrica em computadores mais recentes com Windows 11, e também foi disponibilizado em atualizações para o Windows 10. Mas você pode baixar manualmente o Copilot para Windows (via Microsoft Store) ou para macOS (via App Store).

No chat da aplicação, insira os prompts de entrada com instruções e aguarde pelos resultados. Os ícones próximos ao chat permitem compartilhamentos de arquivos ou da tela para refinar a busca, bem como o acionamento do comando de voz para as pesquisas.

Interface do app Microsoft Copilot para PC
Interface do app Microsoft Copilot para PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft Copilot para dispositivos móveis

A versão do Copilot para dispositivos móveis (disponível na Play Store para Android e na App Store para iOS) segue o mesmo funcionamento da versão para desktop: você deve adicionar instruções de busca ou para criação de novos conteúdos no campo de chat, e aguardar pelo retorno da ferramenta.

O app móvel traz ainda abas extras para descoberta de tópicos e temas, além de um espaço para armazenar imagens e criações feitas com o Microsoft Copilot.

App do Microsoft Copilot para dispositivos móveis
Interface do app Microsoft Copilot para dispositivos móveis (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft 365 Copilot

Para usar o Microsoft 365 Copilot, você deve ter uma licença do Microsoft 365 elegível. Então, você poderá usar a ferramenta de três maneiras: por meio do aplicativo Microsoft 365 Copilot (para Windows, Mac, Android ou iOS), pela versão web do Microsoft 365 Copilot ou diretamente pelos aplicativos do Microsoft 365.

Na versão app ou web do Microsoft 365 Copilot, você poderá alternar entre os modos “Work” ou “Web”, localizados no topo da tela. O modo “Web” funciona como um chat para criação de novos conteúdos e pesquisas na web em tempo real, enquanto o modo “Work” permite ações em documentos, planilhas, e-mails e aplicações do Microsoft 365 (como Word e Excel).

Interface do app Microsoft 365 Copilot
Interface do app Microsoft 365 Copilot (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Você também pode usar o Copilot dentro de aplicações como Word ou Excel: ao abrir uma das ferramentas do Microsoft 365, você verá um ícone “Copilot” no canto superior direito. Ao clicar no ícone, você terá acesso a diversos recursos específicos para a ferramenta de produtividade aberta.

Ilustração do ícone "Copilot" no Microsoft Excel
Ilustração do ícone “Copilot” no Microsoft Excel (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Microsoft Copilot no navegador

Para usar a versão web do Microsoft Copilot, basta acessar a página copilot.microsoft.com pelo navegador de sua preferência. Você então poderá inserir prompts de entrada no campo de chat para criar novas conteúdos, e deverá aguardar pelos resultados da ferramenta.

Na barra lateral, você pode acessar guias para descoberta de novos conteúdos em texto ou imagem, entrar na sua biblioteca para salvar ou visualizar conteúdos criados, e ainda experimentar recursos do Copilot Labs.

Interface da versão web do Microsoft Copilot
Interface da versão web do Microsoft Copilot (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft Copilot no Microsoft Edge

Para usar o Copilot integrado ao Microsoft Edge, basta abrir o navegador e clicar no ícone do Copilot localizado no canto superior direito da tela. Você então poderá digitar o prompt de comando desejado no campo de chat, além de conseguir enviar fotos e capturas de tela, e adicionar guias de navegação.

Importante mencionar que você pode usar o Copilot no Microsoft Edge normalmente enquanto navega na internet, já que o chat será fixado à direita do browser para não atrapalhar a visualização dos conteúdos.

Interface do Copilot integrado ao Microsoft Edge
Interface do Copilot integrado ao Microsoft Edge (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que dá pra fazer no Copilot?

O Copilot da Microsoft apresenta diversas capacidades, principalmente voltadas para otimização de cargas de trabalho. Dentre as principais ações que você pode fazer com a ferramenta, estão:

  • Criação de novos conteúdos: você pode usar o Copilot para criar textos, imagens, vídeos e áudios do zero, incluindo redação de e-mails e produção de apresentações.
  • Aumento de produtividade: a versão integrada a ferramentas de produtividade do Microsoft 365 é capaz de facilitar tarefas profissionais em aplicações como Word, Excel e PowerPoint.
  • Automatização de tarefas: o Copilot tem capacidade para automatizar tarefas repetitivas e cargas de trabalho, o que torna os processos mais ágeis.
  • Análise de dados: a ferramenta é capaz de analisar dados de gráficos e tabelas, de modo a auxiliar nas tomadas de decisão.
  • Geração de sugestões: o Copilot fornece análises preditivas, insights e recomendações assistidas por IA para otimizar processos e cargas de trabalho.
  • Otimização de processos: a integração com Outlook e Teams facilita o gerenciamento de projetos em prol de uma rotina mais organizada.

Preciso pagar para usar o Copilot?

Não necessariamente. Você pode usar o Copilot gratuitamente pelo site copilot.microsoft.com, pela versão de aplicativo (Windows, macOS, Android ou iOS) ou pela versão integrada ao navegador Microsoft Edge. Todas essas versões gratuitas têm limitações de uso.

No entanto, a versão do Copilot aprimorada e com integração a aplicações do pacote Office exige uma assinatura paga do Microsoft 365, seja em modalidades domésticas ou empresariais. E vale destacar que o Microsoft 365 Copilot tem funcionalidades superiores às das versões gratuitas.

Quais são as vantagens do Copilot?

O Copilot AI apresenta diversas vantagens de uso. E os principais benefícios da ferramenta de IA da Microsoft incluem:

  • Aumento de produtividade: a aplicação pode otimizar a produtividade ao automatizar processos e cargas de trabalho.
  • Potencial multiuso: apesar de ser indicado para tarefas profissionais e acadêmicas, o Microsoft Copilot também serve como um assistente de IA para usos domésticos.
  • Integração a apps da Microsoft: o Copilot tem compatibilidade com aplicações de produtividade da empresa Microsoft, a exemplo de Word, Excel e Teams.
  • Capacidade colaborativa: a ferramenta demonstra boa performance ao lidar em tarefas colaborativas, com várias pessoas acessando ou editando um mesmo arquivo.
  • Diferentes formas de acesso: é possível acessar o Microsoft Copilot em PCs com sistema operacional Windows ou macOS, via app de dispositivos móveis (Android ou iPhone), pelo site próprio da ferramenta ou por meio do Microsoft Edge.

Quais são as desvantagens do Copilot?

O Copilot da Microsoft também apresenta desvantagens de uso, incluindo:

  • Versão completa tem custo: apesar do Copilot ter modalidades gratuitas, a versão com maior capacidade e integração a aplicações do Microsoft 365 exige licenças pagas de uso.
  • Riscos de exposição de dados: o uso voltado para fins profissionais e acadêmicos pode expor conteúdos sensíveis e levantar problemas sobre privacidade de dados, especialmente envolvendo documentos empresariais.
  • Limitações offline: poucas ferramentas do Microsoft Copilot podem funcionar no modo offline, já que a aplicação precisa se conectar a servidores e serviços de nuvem.
  • Risco de dependência operacional: o uso excessivo do Copilot pode impactar no pensamento crítico e causar dependência operacional da ferramenta.

Qual é a diferença entre Microsoft Copilot e Microsoft 365 Copilot?

O Microsoft Copilot é uma ferramenta de IA generativa com capacidade de gerar novos conteúdos. A aplicação pode ser aplicada em diferentes áreas, e é mais indicada para contas pessoas pessoais — segundo a própria Microsoft.

Já o Microsoft 365 Copilot é uma aplicação baseada em IA voltada para profissionais, docentes e estudantes, cuja utilização depende de uma licença para essas categorias. A ferramenta também é mais indicada para produtividade, já que pode atuar de maneira integrada com Word, Excel, One Note, entre outros serviços do Microsoft 365.

Qual é a diferença entre Microsoft Copilot e ChatGPT?

O Microsoft Copilot é uma ferramenta de inteligência artificial da Microsoft. Seu uso é mais indicado para tarefas profissionais e acadêmicas, muito em função da integração com produtos do Microsoft 365, que é um dos seus principais diferenciais.

Já o ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial generativa da OpenAI. A aplicação pode ser usada para usos domésticos ou profissionais, mas geralmente é caracterizada como um assistente geral. Além disso, a ferramenta não tem compatibilidade nativa com os apps de produtividade da Microsoft.

Qual é a diferença entre Microsoft Copilot e Google Gemini?

O Copilot da Microsoft é uma aplicação de IA generativa que usa modelos licenciados da OpenAI. A ferramenta se destaca pelo uso profissional e pela compatibilidade com apps Microsoft 365, como Word, Excel, PowerPoint, entre outros.

Já o Google Gemini é uma ferramenta de IA generativa do Google, baseado em modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela própria big tech. A aplicação também é compatível com ferramentas de produtividade, mas do ecossistema Google (Google Docs, Planilhas, Apresentações, entre outras).

O que é o Copilot? Saiba como usar a IA generativa da Microsoft

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do app Microsoft Copilot para PC (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do app Microsoft Copilot para dispositivos móveis (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do app Microsoft 365 Copilot (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Ilustração do ícone "Copilot" no Microsoft Excel (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Interface da versão web do Microsoft Copilot (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Interface do Copilot integrado ao Microsoft Edge (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Chega pro Natal: Motorola Edge 60 Pro fica 37% mais barato no Mercado Livre

5 de Dezembro de 2025, 17:23
R$ 3.999,0037% OFF

Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Motorola Edge 60 Pro de 256 GB está saindo por R$ 2.519,10 no Mercado Livre, com pagamento à vista no Pix. Esse é um dos smartphones mais avançados do portfólio da Motorola, com diferenciais como bateria de 6.000 mAh, carregamento rápido e câmera com sensor Sony Lytia 700C de 50 MP. Lançado por R$ 3.999, o Edge 60 Pro está 37% mais barato com a oferta de hoje.

Edge 60 Pro tem bateria grande e câmera avançada

Esse é um dos celulares mais completos da Motorola, com diversas características top de linha. Ele conta com três câmeras de 50 MP (principal, ultrawide e frontal), além de uma teleobjetiva de 10 MP e zoom óptico de 3x.

Traseira roxa do Edge 60 Pro, com destaque na câmera tripla, organizada em um quadrado
Edge 60 Pro tem câmera traseira tripla (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O processador é um MediaTek Dimensity 8350 Extreme, com CPU octa-core capaz de atingir 3,35 GHz de frequência. O smartphone conta com 12 GB de RAM e pode usar mais 12 GB de RAM boost, aproveitando espaço do armazenamento. Com esse conjunto, ele é capaz de rodar games e apps pesados, além de alternar facilmente entre tarefas.

A tela POLED de 6,7 polegadas atinge um pico de 4.500 nits de brilho, facilitando a legibilidade em ambientes externos e dias ensolarados. Além disso, ela opera com 120 Hz de taxa de atualização, entregando animações suaves.

Tela do Edge 60 Pro com configurações do botão dedicado da Moto AI
Motorola Edge 60 Pro conta com botão dedicado para Moto AI (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Em software, a Moto AI traz ferramentas de inteligência artificial para criar conteúdos, editar imagens, resumir notificações, resumir áudios e muito mais, além de integrações com Gemini, Perplexity e Copilot.

O Motorola Edge 60 Pro (256 GB) está sendo vendido pelo Mercado Livre por R$ 2.519,10 à vista no Pix, 37% a menos que o preço de lançamento. O smartphone vem equipado com bateria de 6.000 mAh e suporte a até 90 W para carregamento. Ele ainda conta com proteção contra água e poeira nos padrões IP68 e IP69, bem como certificação militar MIL-STD-810H para uso em condições extremas.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Chega pro Natal: Motorola Edge 60 Pro fica 37% mais barato no Mercado Livre

Motorola Edge 60 Pro (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Motorola Edge 60 Pro (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

União Europeia investiga Meta por banir IAs rivais do WhatsApp

5 de Dezembro de 2025, 11:50
Ilustração com a marca do WhatsApp e a marca da Meta AI
Meta baniu integração de chatbots de terceiros na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia investiga a Meta por possível violação de leis antitruste ao banir chatbots de IA rivais do WhatsApp.
  • A Meta atualizou as diretrizes da API do WhatsApp Business, proibindo o uso para integrar tecnologias de IA como assistentes de uso geral.
  • No Brasil, as startups Luzia e Zapia contestam as restrições no Cade, alegando que a política contradiz incentivos anteriores da Meta.

A Comissão Europeia investiga se a Meta abusa da posição no mercado após mudanças nos termos de serviço do WhatsApp, que restringiram chatbots de IA de concorrentes. A ação antitruste visa, segundo o órgão regulador, “prevenir danos irreparáveis à concorrência” no setor de IA.

A decisão ocorre após a Meta atualizar as diretrizes da API do WhatsApp Business em outubro. As novas regras proíbem que provedores de tecnologia utilizem a interface do mensageiro para distribuir chatbots de IA.

O bloqueio impede que milhões de usuários usem alternativas à própria ferramenta da casa, Meta AI, que permanece acessível e integrada ao app. Se for comprovada a infração às leis de concorrência do bloco, a empresa de Mark Zuckerberg pode enfrentar multas de até 10% da receita anual global. Isso, com base nos ganhos de 2024, equivaleria a aproximadamente US$ 16,4 bilhões (R$ 85 bilhões, em conversão direta).

Chatbots não funcionarão no WhatsApp

Imagem mostra a tela de um iPhone aberta no aplicativo WhatsApp, recebendo perguntas no chat da Meta AI
Medida prioriza uso da Meta AI no WhatsApp (imagem: reprodução/WhatsApp)

A política implementada pela Meta distingue como IAs de terceiros podem ser usadas no WhatsApp. Empresas ainda podem utilizar automação para suporte ao cliente (como bots de atendimento), mas veta o uso da API para integrar tecnologias de IA como assistentes de uso geral.

Para novos provedores, a restrição entrou em vigor em 15 de outubro de 2025. Para empresas que já operavam na plataforma, o prazo final para adequação é 15 de janeiro de 2026.

Nesse período, a OpenAI, criadora do ChatGPT, foi uma das empresas que removeu a tecnologia do WhatsApp. Segundo a companhia, mais de 50 milhões de pessoas utilizam o chatbot pela interface do mensageiro.

Caso no Brasil

No Brasil, as startups Luzia e Zapia, impactadas pela decisão, entraram com um pedido semelhante no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo as empresas, que desenvolvem chatbots integrados à plataforma, as limitações da nova política contrariam a postura da própria big tech — que incentivou anteriormente essas soluções no mensageiro.

Procurada pelo The Register, um porta-voz do WhatsApp classificou as acusações de anticompetitividade como “infundadas”.

A defesa da empresa alega questões técnicas: segundo a Meta, os sistemas do WhatsApp Business não foram projetados para suportar a carga de processamento exigida por chatbots de IA de uso geral operando em larga escala. A companhia também argumenta que já existe competição suficiente no mercado de inteligência artificial.

União Europeia investiga Meta por banir IAs rivais do WhatsApp

Chat com Meta AI irá aparecer no WhatsApp dos brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fazendo perguntas no chat da Meta AI no WhatsApp (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Microsoft Copilot será removido do WhatsApp em janeiro

25 de Novembro de 2025, 17:39
Conversa com o Copilot no WhatsApp. O usuário pede mais informações sobre o Tecnoblog e o Copilot responde
Microsoft Copilot no WhatsApp (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrará integração do Copilot ao WhatsApp devido a mudanças nas regras da plataforma;

  • Meta decidiu restringir, no serviço de mensagens, uso de chatbots de IA de empresas com modelos próprios;

  • OpenAI confirmou medida semelhante para o ChatGPT.

Há pouco mais de um ano, a Microsoft anunciava a chegada do Copilot ao WhatsApp. Mas essa integração não vai durar muito mais tempo: a companhia revelou que irá remover o seu chatbot de inteligência artificial do serviço de mensagens instantâneas após 15 de janeiro de 2026.

Para acessar o Microsoft Copilot, era preciso apenas ler, com a câmera do celular, um QR Code presente em uma página da Microsoft. Essa página já foi removida pela companhia, mas ainda é possível experimentar o Copilot no WhatsApp adicionando o número 1 (877) 224-1042 como contato.

A partir daí, você pode fazer perguntas ao Copilot por texto ou voz, bem como pedir para o chatbot realizar tarefas específicas, como revisar um texto ou gerar uma imagem. No fim das contas, o chatbot de IA da Microsoft acaba funcionando como uma alternativa à Meta AI, recurso de inteligência artificial nativo do WhatsApp.

Porém, como já ficou claro, a integração entre as duas ferramentas deixará de existir após 15 de janeiro do próximo ano. A Microsoft explica que o usuário que quiser continuar usando o Copilot em seu celular deverá recorrer ao aplicativo oficial da ferramenta para iOS ou Android, ou à sua versão web.

Usuário pede ao Copilot no WhatsApp uma imagem de um cachorro branco, em estilo de desenho. Copilot envia a imagem.
Copilot gerando imagens no WhatsApp (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Por que o Copilot vai ser removido do WhatsApp?

A própria Microsoft afirma que “o WhatsApp atualizou as suas políticas de plataforma e, como consequência, o Copilot não estará mais disponível no WhatsApp após 15 de janeiro de 2026”.

Ainda que vaga, a explicação da Microsoft deixa claro que essa é uma decisão que vem da Meta. No fim de outubro, a companhia alterou as suas políticas para empresas de modo a proibir que organizações que contam com modelos próprios de IA integrem seus chatbots ao WhatsApp.

Não por acaso, a OpenAI anunciou uma medida similar à da Microsoft relacionada ao ChatGPT:

Infelizmente, devido a uma alteração na política e nos termos do WhatsApp, o ChatGPT não estará mais disponível no aplicativo após 15 de janeiro de 2026. (…) Você pode retomar suas conversas no ChatGPT, disponível para iOS, Android, web e ChatGPT Atlas no macOS.

É importante esclarecer que as mudanças impostas pela Meta não impedirão empresas de usarem recursos de IA para oferecer atendimento a clientes, por exemplo. A nova política afeta somente provedores e desenvolvedores de tecnologias de inteligência artificial.

Isso porque esses serviços podem sobrecarregar o WhatsApp e exigiriam um tipo de suporte que a plataforma não estará preparada para oferecer, explicou a Meta ao TechCrunch.

Microsoft Copilot será removido do WhatsApp em janeiro

Copilot responde a perguntas feitas no WhatsApp (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

Copilot é capaz de gerar imagens também no WhatsApp (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

Microsoft admite erro e pede desculpas por empurrar Copilot a usuários na Austrália

7 de Novembro de 2025, 13:06
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Microsoft admite falha na comunicação com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pediu desculpas a usuários na Austrália e Nova Zelândia por induzir a migração para planos mais caros do Microsoft 365 com Copilot.
  • A empresa prometeu reembolsos e mais transparência após críticas da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores.
  • Mensagens promocionais também foram enviadas na Malásia, Singapura, Taiwan e Tailândia, mas a Microsoft não estendeu o pedido a esses países.

A Microsoft pediu desculpas publicamente a usuários da Austrália e da Nova Zelândia depois de ser acusada por órgãos reguladores de direcionar assinantes do Microsoft 365 para planos mais caros que incluem o Copilot, sua ferramenta de inteligência artificial. A prática foi considerada confusa e potencialmente enganosa, já que muitos consumidores não sabiam que havia versões mais baratas do serviço (sem o recurso de IA).

O caso foi inicialmente divulgado pelo The Register em janeiro, quando a Microsoft enviou comunicações aos usuários sobre um aumento de preços nos planos que incluíam o Copilot. A mensagem mencionava a possibilidade de migrar a versão Classic para evitar o reajuste, mas essa opção não estava detalhada nem disponível no site oficial.

O que aconteceu com os planos Classic?

De acordo com a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC), a Microsoft apresentou informações “falsas ou enganosas” ao omitir a existência de uma terceira opção: o plano Microsoft 365 Personal ou Family na versão Classic. Ele permitia que usuários mantivessem os mesmos recursos do pacote anterior, com preço antigo e sem o Copilot e com o preço antigo.

Usuários que tentaram cancelar suas assinaturas relataram ter encontrado telas com mensagens como “Não quero minha assinatura” e “Quero manter meus benefícios”, mas nenhuma referência ao Classic. Segundo especialistas, esse tipo de abordagem é conhecida como dark pattern — um design intencionalmente confuso para direcionar o consumidor a escolhas mais vantajosas para a empresa.

A Microsoft admitiu o problema na semana passada. Num comunicado enviado por e-mail, a companhia afirmou: “Reconhecemos que poderíamos ter sido mais claros em nossa comunicação sobre toda a gama de opções de assinatura do Microsoft 365, incluindo a opção de migrar para o Microsoft 365 Family Classic.”

Arte com o logotipo do Microsoft 365 ao centro. Ao fundo, um quadrado composto por quatro quadrados menores, de cores verde, amarelo, laranja e azul. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Microsoft se pronuncia após polêmica com planos do 365 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft promete reembolso e nova postura

A empresa também publicou um pedido de desculpas formal, afirmando: “Nosso relacionamento com os clientes é baseado em confiança e transparência, e pedimos desculpas por não termos atingido nossos padrões.”

Além disso, a Microsoft se comprometeu a reembolsar a diferença de preço para usuários que desejarem migrar para os planos sem Copilot, depois de terem sido levados a atualizar involuntariamente.

Os aumentos e mensagens promocionais também foram enviados para clientes da Malásia, Singapura, Taiwan e Tailândia. Ao ser questionada pelo The Register sobre a possibilidade de estender o pedido de desculpas aos demais países, a Microsoft não confirmou a medida até o momento.

Microsoft admite erro e pede desculpas por empurrar Copilot a usuários na Austrália

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Capa Microsoft 365 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

GitHub libera o acesso a vários agentes de IA, como Claude e Codex

29 de Outubro de 2025, 10:37
Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
Iniciativa permite acessar diversos agentes de codificação no mesmo lugar (imagem: divulgação/GitHub)

O GitHub anunciou o Agent HQ, uma nova plataforma centralizada que integra múltiplos agentes de codificação de IA. A iniciativa, revelada ontem no evento GitHub Universe 2025, permitirá que desenvolvedores com uma assinatura paga do GitHub Copilot acessem e gerenciem ferramentas de empresas como Anthropic, OpenAI, Google, Cognition e xAI, além do próprio Copilot.

O objetivo é unificar o fluxo de trabalho de desenvolvimento, atualmente dividido por diferentes interfaces de IA. A novidade será gerenciada por um painel de controle (o mission control), onde os desenvolvedores poderão atribuir tarefas, orientar e rastrear o trabalho de múltiplos agentes de IA.

Como é a nova central de IA do GitHub?

A ideia é oferecer um ecossistema que reúne diferentes agentes em um só lugar. A plataforma permitirá que os desenvolvedores orquestrem “frotas de agentes especializados” para executar tarefas complexas em paralelo. Será possível rastrear o trabalho de múltiplos agentes de IA simultaneamente, inclusive executando vários deles em paralelo na mesma tarefa para comparar resultados.

O sistema também inclui novos controles de ramificação (branch) para supervisionar quando executar verificações de integração contínua (CI) em código gerado por IA, além de recursos de identidade para gerenciar o acesso e as políticas de cada agente, tratando-os como se fosse um desenvolvedor humano trabalhando em uma equipe.

O mission control também se conectará às ferramentas de gerenciamento de projetos Slack, Linear, Atlassian Jira, Microsoft Teams e Azure Boards.

Quando os agentes estarão disponíveis?

Nova plataforma integrará ferramentas da OpenAI, Google, Anthropic e mais (imagem: reprodução/GitHub)

O GitHub informou que os usuários do Copilot Pro+ participantes do programa VS Code Insiders poderão acessar imediatamente o OpenAI Codex, tornando-o o primeiro agente disponível. Os demais serão disponibilizados nos próximos meses, como parte da assinatura paga.

O que mais foi anunciado?

Junto com o Agent HQ, o GitHub introduziu um conjunto de ferramentas focadas em planejamento, personalização e governança corporativa. No VS Code, foi apresentado o “Modo de Plano” (Plan Mode), que faz perguntas ao desenvolvedor para ajudar a construir uma abordagem detalhada antes de iniciar a produção de código. Após a aprovação do plano, ele é enviado ao Copilot ou a outro agente para implementação.

Para empresas, foi lançada uma prévia pública do GitHub Code Quality, que analisa a manutenção, confiabilidade e cobertura de testes do código, e do metrics dashboard, um painel para administradores acompanharem o impacto e o uso do Copilot na organização.

Foi adicionada também uma etapa de revisão de código ao fluxo de trabalho do agente Copilot, permitindo que ele acesse ferramentas, como o CodeQL, para avaliar o código antes de encaminhá-lo a um desenvolvedor humano. Por fim, um “plano de controle” de governança permitirá que administradores corporativos definam políticas de segurança, registrem auditorias e gerenciem quais agentes de IA são permitidos ou não dentro de uma companhia.

GitHub libera o acesso a vários agentes de IA, como Claude e Codex

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O objetivo é unificar o fluxo de trabalho de desenvolvimento. Ecossistema reúne diferentes agentes num lugar só.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)

Lembra do Clippy? Microsoft agora apresenta o Mico

24 de Outubro de 2025, 10:45
Gif animado mostra o novo assistente virtual da Microsoft, que se assemelha a uma nuvem amarela
Microsoft Mico é o novo rosto do Copilot (imagem: divulgação)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Mico, novo modo de voz animado do Copilot.

  • O personagem traz expressões dinâmicas, aprendizado e personalização, e lembra o antigo Clippy.

  • Por enquanto, o assistente virtual está disponível apenas nos Estados Unidos, mas há previsão de expansão para outros países.

Quase 30 anos depois da estreia do Clippy — o clipe de papel que marcou (e irritou) gerações de usuários do Office —, a Microsoft aposta em uma nova forma de interação com o computador. Ontem (23/10), a empresa anunciou o Mico, nova representação do modo de voz do Copilot.

A proposta retoma a ideia de assistentes virtuais, como a Cortana no passado, mas com tecnologia moderna. Ao The Verge, o vice-presidente de produto e crescimento da Microsoft AI, Jacob Andreou, afirmou: “Clippy andou para que nós pudéssemos correr”.

Durante a conversa, o Mico reage em tempo real – muda suas expressões, cores e até gestos de acordo com o tom do diálogo. A animação será ativada por padrão no modo de voz do Copilot, mas poderá ser desativada a qualquer momento. O recurso está sendo lançado inicialmente nos Estados Unidos, com planos de expansão para outros países.

O que o Mico é capaz de fazer?

Imagem mostra o novo assistente virtual da Microsoft, que se assemelha a uma nuvem amarela
Assistente virtual Mico traz novos recursos (imagem: divulgação)

Além de responder perguntas e realizar tarefas, o Mico integra novos recursos de aprendizado e personalização. Um deles é o modo “Learn Live”, que transforma o assistente em uma espécie de tutor virtual.

Ele não apenas entrega respostas diretas, mas orienta o usuário a compreender conceitos, usando quadros interativos e elementos visuais. O objetivo é atender desde estudantes que se preparam para provas até pessoas que estão aprendendo um novo idioma.

Outra novidade é a memória personalizada. O Copilot passará a registrar informações sobre o usuário e os projetos em andamento, para oferecer respostas mais contextuais. Segundo a empresa, essa capacidade reforça o tom mais humano e próximo do assistente.

O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, explicou em um comunicado a visão por trás do projeto: “Ao desenvolvermos isso, não estamos buscando engajamento ou otimização do tempo de tela. Estamos desenvolvendo uma IA que o leva de volta à sua vida. Que aprofunda a conexão humana. Que conquista sua confiança.”

Mais identidade

Imagem mostra o novo assistente virtual da Microsoft, que se assemelha a uma nuvem amarela. Acima, está escrito "Copilot" em fonte de cor branca. Abaixo, está escrito "Mico". O fundo é uma representação do céu
Mico ganha modo de voz com reações em tempo real durante a conversa (imagem: divulgação)

O Mico faz parte da estratégia da Microsoft para dar identidade e “voz” ao Copilot, transformando-o em um assistente com presença digital própria. Em julho, Suleyman afirmou que a ideia é que o Copilot “tenha uma espécie de identidade permanente, uma presença, e terá um espaço onde viverá e envelhecerá”.

Assim como o antigo Clippy, o novo personagem também guarda easter eggs: ao clicar repetidamente sobre o Mico, o usuário verá o personagem se transformar no lendário clipe de papel. A brincadeira reforça o vínculo afetivo com o passado da marca, agora reimaginado em uma era de IA generativa.

Além do Mico, a atualização de outono do Copilot trouxe melhorias em pesquisa profunda, respostas sobre saúde e até novos modos de conversa, como o “Real Talk”. Nesse formato, o Copilot deve adotar uma postura mais autêntica para desafiar as ideias do usuário, com o intuito de estimular reflexões e novas perspectivas.

A empresa também aprimorou a integração entre o Copilot e o navegador Microsoft Edge, que passará a identificar abas abertas, comparar informações e executar ações, como reservas de hotel ou preenchimento de formulários.

Lembra do Clippy? Microsoft agora apresenta o Mico

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Novo assistente virtual da Microsoft está vinculado ao Copilot, com inteligência artificial e voz em tempo real.

(imagem: divulgação)

Microsoft turbina Paint com ferramenta de inteligência artificial

23 de Outubro de 2025, 15:42
Paint vai permitir reestilizar imagens de forma simples com IA (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • A Microsoft iniciou a distribuição do Restyle, novo recurso de IA do Paint para reestilizar imagens.

  • A novidade está disponível inicialmente para usuários do Windows Insider.

  • O Restyle não será liberado para o Windows 10 e exige login com Conta Microsoft.

A Microsoft iniciou nessa quarta-feira (22/10) a distribuição do Restyle, novo recurso de inteligência artificial do Paint no Windows 11. A novidade chega primeiro para participantes do programa Windows Insider e permite aplicar diferentes estilos artísticos nas imagens.

Presente na versão 1.2509.441.0 do app, o Restyle aparece no menu do Copilot e oferece opções de estilos predefinidos, como transformar uma foto comum em uma ilustração com estética Pop Art.

Como funciona o novo recurso do Paint?

O Restyle foi apresentado como uma ferramenta que permite aplicar transformações artísticas complexas sem a necessidade de conhecimento técnico em design ou uso de software de terceiros. O acesso é feito por meio do menu Copilot, na barra de ferramentas principal do Paint.

Conforme as instruções divulgadas pela Microsoft, para usar o recurso o usuário deve:

  1. Abrir uma imagem no Paint;
  2. Clicar em Copilot e selecionar a opção Restyle;
  3. Escolher o estilo artístico predefinido na barra lateral;
  4. Clicar em Gerar.

A Microsoft não especificou se o processamento de IA ocorre localmente no dispositivo (on-device) ou se requer processamento na nuvem.

Uma vez que a imagem é gerada pela IA, o Paint oferece algumas opções de ação ao usuário, como adicionar a imagem à área de trabalho. O usuário também pode copiar a imagem para a área de transferência do Windows ou salvar o resultado como um arquivo de imagem separado.

Logotipo do Windows 11
Nova funcionalidade de IA chega ao Paint no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem já pode usar?

A distribuição do recurso acontecerá de forma gradual. Na fase inicial, o recurso está disponível exclusivamente para os participantes do programa Windows Insider, que recebem compilações de teste do Windows 11 e de aplicativos. A Microsoft especificou que a atualização do Paint (versão 11.2509.441.0) está sendo lançada para os canais Canary, Dev e Beta.

Esses canais representam diferentes níveis de estabilidade e frequência de atualização, com o Canary sendo o mais experimental e o Beta o mais próximo de uma versão pública estável. Este método de lançamento permite à Microsoft coletar feedback e identificar possíveis problemas antes de uma distribuição em larga escala para todos os usuários do Windows 11.

Além de estar em um dos canais Insider mencionados e possuir a versão correta do Paint, os usuários precisam estar logados com uma Conta Microsoft dentro do aplicativo para acessar o recurso.

Segundo a Microsoft, o Restyle estará disponível também em PCs Copilot+ com Snapdragon, que incluem Unidades de Processamento Neural (NPUs) avançadas. A empresa confirmou que a novidade, assim como outras funcionalidades baseadas em IA, não será disponibilizada para o Windows 10, cujo suporte foi encerrado em 14 de outubro.

Microsoft turbina Paint com ferramenta de inteligência artificial

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Conheça os novos ícones do Office

2 de Outubro de 2025, 14:09
Representação gráfica dos novos logos do Pacote Office
Novos ícones representam conexão com inteligência artificial (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft renovou os ícones do Office, adotando um design mais colorido e arredondado, inspirado no Copilot.
  • A mudança alcança 10 apps do Microsoft 365: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva.
  • O novo visual aposta em gradientes e formas simplificadas, priorizando legibilidade e acessibilidade, inspirado no ambiente de IA.

A Microsoft anunciou oficialmente nessa quarta-feira (01/10) a nova identidade visual para os ícones do pacote Office. A mudança, que é a primeira grande atualização de design desde 2018, chega para os dez principais aplicativos do ecossistema Microsoft 365. Agora, os ícones terão uma aparência mais colorida e com formas arredondadas.

O novo design, aplicado em todas as plataformas — web, desktop e mobile — abandona as linhas retas e a solidez dos ícones anteriores para adotar um visual mais fluido e “divertido”. Segundo a empresa, o ícone do Copilot, a inteligência artificial da Microsoft, inspirou a mudança. O novo estilo traz curvas suaves e o uso mais intenso de gradientes de cor para refletir um ecossistema mais conectado e influenciado pela IA.

Os 10 aplicativos que recebem a atualização são: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva. A proposta é criar uma identidade visual mais coesa e que funcione melhor em diferentes tamanhos de tela, desde um monitor até a tela de um celular.

Ícones mais fluidos

Representação gráfica dos novos logos do pacote Office
Aplicativos agora têm ícones com mais dobras e curvas (imagem: divulgação/Microsoft)

Em comunicado oficial, Jon Friedman, vice-presidente corporativo de design e pesquisa para o Microsoft 365, afirmou que a mudança busca simplificar e humanizar a experiência do usuário. “As bordas afiadas e as linhas nítidas são substituídas por dobras e curvas suaves, dando aos ícones uma sensação de movimento lúdico e acessibilidade”, explicou.

Além das formas, o uso de cores foi intensificado. Os gradientes, que antes eram sutis, agora são mais vibrantes para melhorar o contraste e a acessibilidade visual. A Microsoft também realizou simplificações para melhorar a legibilidade em tamanhos menores. O ícone do Word, por exemplo, que antes tinha quatro barras horizontais para representar um documento, agora terá apenas três.

Design dos logos do pacote Office ao longo do tempo. Em uma tabela, os logos dos aplicativos da empresa, desde 2001, representados.
Logos dos aplicativos que formam o pacote Office ao longo do tempo (imagem: divulgação/Microsoft)

A última grande reestilização, em 2018, representava outro momento da empresa: o de transformar o Office em uma suíte de aplicativos multiplataforma, refletindo a maior integração e colaboração entre os apps.

A principal mudança em relação ao design de 2013 (e de todas as versões anteriores) foi separar a letra do símbolo, criando dois painéis distintos. Com isso, o ícone do Word, por exemplo, passou a exibir linhas de texto em vez do contorno de um documento. Essa ideia permaneceu na nova identidade visual.

Tendência de design?

A aposta da Microsoft em gradientes e formas mais orgânicas acompanha, coincidentemente, outra big tech. Nesta mesma semana, o Google oficializou a mudança de seu principal logotipo. Assim como a dona do Windows, a gigante de buscas utiliza a IA para justificar a escolha de design.

No caso, a letra “G” maiúscula, que antes tinha cores sólidas e separadas, ganhou um visual com gradiente misturando as cores. É a primeira mudança no logotipo em 10 anos.

Vale lembrar que a mudança no Google começou a aparecer para os usuários em maio, no app de buscas, enquanto os ícones do pacote Office vazaram pela primeira vez em abril. Como na Microsoft, o novo estilo deve definir a identidade visual da empresa.

Com informações do The Verge

Conheça os novos ícones do Office

(imagem: divulgação/Microsoft)

(imagem: divulgação/Microsoft)

(imagem: divulgação/Microsoft)

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

29 de Setembro de 2025, 15:46
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word.
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Agent Mode, que chega ao Word e Excel com IA da OpenAI e Anthropic para automatizar tarefas em documentos e planilhas.
  • A empresa também revelou o Office Agent no Copilot, que gera arquivos a partir de prompts no chat, incluindo textos, apresentações e planilhas.
  • As novidades estão disponíveis somente na versão web dos softwares.
  • O Office Agent chega apenas para assinantes do programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (29/09) uma nova etapa na integração da inteligência artificial às suas ferramentas de produtividade. O chamado Agent Mode agora está disponível no Word e no Excel, permitindo que usuários elaborem documentos e planilhas complexas a partir de um simples comando em linguagem natural.

Além disso, a empresa revelou o Office Agent, recurso que funciona dentro do Copilot e pode gerar apresentações no PowerPoint ou relatórios no Word a partir de prompts, contando com modelos desenvolvidos pela Anthropic.

A companhia afirma que está levando ao Office o conceito de “vibe working” — uma forma de criação de documentos e planilhas inspirada no vibe coding, já adotado na programação.

Como funciona?

O Agent Mode chega como uma versão avançada do Copilot, que já vinha sendo testado em aplicativos do Office. No Excel, o sistema usa o modelo GPT-5 da OpenAI para dividir tarefas em etapas lógicas, executar cálculos e até sugerir visualizações de dados.

Segundo a Microsoft, o Agent Mode no Excel atingiu 57,2% de precisão no benchmark SpreadsheetBench, que mede a habilidade de IAs em editar planilhas reais. O índice supera rivais como Shortcut.ai e Claude Files Opus 4.1, mas ainda fica atrás da precisão humana, de 71,3%.

No Word, o Agent Mode transforma a escrita em uma experiência interativa. O usuário pode, por exemplo, pedir que o Copilot atualize relatórios mensais com base em e-mails recentes, ou que sugira melhorias no estilo de um documento corporativo.

“O Agent Mode no Word transforma a criação de documentos em uma experiência interativa e coloquial de escrita”, afirmou Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo do grupo de produtos Office.

Agent Mode em ação no Excel.
Agent Mode em ação no Excel (imagem: divulgação/Microsoft)

E o Office Agent no Copilot?

O Office Agent amplia o alcance dos recursos fora dos aplicativos tradicionais, permitindo que tudo comece a partir de uma conversa no chat do Copilot. Usando modelos da Anthropic, o recurso é capaz de montar apresentações completas no PowerPoint ou relatórios no Word com base em um prompt.

A ferramenta pode, por exemplo, pesquisar na web as principais tendências de um setor, gerar slides estruturados e exibir pré-visualizações em tempo real. “O PowerPoint é uma das ferramentas mais utilizadas para criar apresentações, mas, nos últimos dois anos, a IA frequentemente falhou na criação de slides”, disse Chauhan.

Como usar?

O Agent Mode no Copilot já pode ser usado no Word e no Excel na versão web e deve chegar em breve às versões para desktop.

O Office Agent está disponível no programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos, tanto para assinantes corporativos quanto para assinantes dos planos Pessoal e Família.

Com informações da Microsoft e do The Verge

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: reprodução/Microsoft)

Agent Mode em ação no Excel (imagem: reprodução/Microsoft)
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