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Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

11 de Maio de 2026, 10:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

  • motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

  • modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5
Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

29 de Abril de 2026, 18:07
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;

  • nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;

  • Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.

A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.

Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)

Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:

  • mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
  • função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
  • visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.

Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 KDE Plasma Desktop

Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.

Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.

É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.

O que mais há de novo no Fedora Linux 44?

Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.

Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.

Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.

Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.

Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Fedora Linux 44?

O Fedora 44 pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a versão Workstation para usar o Gnome ou a versão KDE Plasma Desktop para contar com esse ambiente.

Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.

Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

29 de Abril de 2026, 15:23
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation 5 dAgora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é) (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • especialista em segurança Andy Nguyen liberou ferramentas para rodar o Ubuntu 24.04 no PS5;

  • procedimento exige firmwares específicos (3.00 a 4.51) e uso de payload;

  • Nguyen fez demonstração do Linux no PS5 rodando GTA 5 Enhanced com ray tracing.

A Sony não lançou e, provavelmente, nunca lançará uma distribuição Linux para o PlayStation 5. Mas isso não impede que a “comunidade” assuma essa missão. É o caso do especialista em segurança Andy Nguyen: ele conseguiu fazer o Ubuntu rodar no PS5 e liberou as ferramentas necessárias para isso.

Por que alguém rodaria o Linux no console da Sony? Há vários motivos, entre eles, “hackear o sistema” (tanto no sentido literal quanto no figurado) e, principalmente, fazer o PS5 rodar jogos que não estão disponíveis oficialmente para a plataforma.

Para executar a façanha, é necessário usar um PlayStation 5 com disco e que tenha firmware em uma das seguintes versões: 3.00, 3.10, 3.20, 3.21, 4.00, 4.02, 4.03, 4.50 ou 4.51. Firmwares mais antigos ou posteriores poderão contar com suporte em algum momento, mas isso não é garantido.

O procedimento começa com o uso de um payload (basicamente, um código que explora vulnerabilidades) e um script que gera a imagem inicializável de uma implementação do Ubuntu 24.04.

Que fique claro que a instalação não é fácil. O processo requer o uso de uma ferramenta de jailbreak (umtx2) para que o payload seja ativado, só para você ter ideia. E ainda é necessário recorrer a ferramentas para a execução a partir de SSDs M.2 ou para o usuário ter acesso aos controles das ventoinhas.

Os passos necessários são descritos na página do projeto no GitHub.

Ubuntu Linux rodando no PS5
Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Como é o comportamento da distribuição Linux no PS5?

Incrivelmente completa para um projeto em fase inicial. Os gráficos são executados de modo satisfatório, embora a taxa de atualização de saída esteja limitada a 60 Hz nas resoluções 1080p, 1440p e 4K, no momento.

Além disso, é possível configurar o uso da memória de vídeo (VRAM) e, como já destacado, controlar as ventoinhas do PS5. Também há ferramentas para ajustes das frequências de CPU e GPU, bem como acesso a todas as portas USB disponíveis.

Como mostra a postagem no X logo abaixo, Andy Nguyen fez uma demonstração do Linux no PS5 executando o jogo GTA 5 Enhanced com ray tracing ativado.

I ported Linux to the PS5 and turned it into a Steam Machine. Running GTA 5 Enhanced with Ray Tracing. 🤯 pic.twitter.com/aMbT0PQ1dS

— Andy Nguyen (@theflow0) March 6, 2026

Mas, na atual fase, o projeto tem uma limitação importante: o Ubuntu roda como um “soft mod”, isto é, não oferece uma instalação permanente. Isso significa que os procedimentos anteriores precisam ser executados sempre que você quiser rodar o Linux no PlayStation 5. O lado positivo disso é que o sistema nativo do console não é afetado pela distribuição.

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

16 de Abril de 2026, 16:47
Zorin OS 18
Versão 18.1 aprimora alguns aspectos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18.1 continua focado em usuários do Windows, oferecendo suporte aprimorado para rodar ou substituir apps para o sistema da Microsoft;

  • nova versão inclui softwares recentes, como LibreOffice 26.2, é baseada no Ubuntu 25.10 e utiliza kernel Linux 6.17;

  • projeto traz de volta edição Lite, voltada para PCs antigos, e mantém versões Core (gratuita) e Pro (paga).

Uma das distribuições Linux que mais conquistaram usuários após o fim do suporte ao Windows 10 acaba de ganhar uma nova versão: o Zorin OS 18.1 refina a compatibilidade com aplicativos para Windows, aprimora a usabilidade da área de trabalho e traz softwares atualizados.

Como a numeração sugere, esta não é uma versão totalmente nova da distribuição, mas uma atualização do Zorin OS 18, lançado em outubro de 2025, justamente no dia em que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10. De lá para cá, a distribuição já acumula 3,3 milhões de downloads.

Pelo menos até certo ponto, o projeto tem a proposta de atrair usuários acostumados com o sistema operacional da Microsoft, mas que não querem ou não podem usar o Windows 11. Está aí uma das razões para o Zorin OS suportar softwares para Windows, algo que é feito por meio da incorporação do Wine à distribuição.

De modo complementar a essa abordagem, o Zorin OS 18.1 passa a reconhecer mais de 240 aplicativos para Windows. Essa dinâmica funciona assim: ao tentar instalar um app para Windows incluído nessa lista, o Zorin OS te direcionará à loja de aplicativos da plataforma para que você possa instalar uma versão do mesmo software, mas disponível para Linux.

Caso você tente instalar um aplicativo exclusivo para Windows, a distribuição recomendará alternativas que têm versão para Linux. Por exemplo: o Evolution Mail será sugerido se você tentar instalar o Microsoft Outlook.

Sobre a área de trabalho, que é baseada em uma versão bastante modificada do ambiente Gnome, os modos de organização de janelas da distribuição chamam a atenção pela variedade de configurações possíveis.

Esse recurso recebeu alguns incrementos. Por exemplo, agora pode você mudar a ordem dos layouts personalizados para aplicativos organizados em mosaico. Ou fazer todas as janelas que estão dentro de um layout de mosaico aparecerem juntas em primeiro plano.

Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex
Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex (imagem: reprodução/Zorin)

O que mais há de novo no Zorin OS 18.1?

O Zorin OS 18.1 também atualiza os softwares que compõem a distribuição. Nesse sentido, o destaque vai para a presença do LibreOffice 26.2, a versão mais recente do pacote de escritório.

Além disso, a novidade é baseada na versão mais recente do Ubuntu 25.10 e, como tal, traz o kernel Linux 6.17, que melhora o suporte a chips gráficos Nvidia e Intel, entre outros avanços.

Um detalhe que não pode passar despercebido é que o Zorin OS 18.1 traz de volta a versão “Lite”, uma opção mais leve da distribuição que, sendo assim, é indicada para computadores antigos ou com poucos recursos de hardware.

O Zorin OS 18.1 roda o ambiente de desktop Xfce 4.20, traz um gerenciador de arquivos redesenhado, suporta leitor de impressões digitais, entre outros atributos.

Zorin OS 18.1 Lite
Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Como obter o Zorin OS 18.1?

Para quem já usa o Zorin OS 18, basta acessar a função de atualização de software para que o próprio sistema se atualize para a versão 18.1.

Já para quem pretende fazer uma instalação nova, basta acessar a página de downloads do Zorin OS e usar um software como o Rufus para gerar um pendrive de instalação.

Na página de download, você deve baixar o Zorin OS 18.1 Core se não quiser pagar nada pelo sistema operacional. A versão Pro oferece mais recursos, como suporte avançado e mais opções de personalização, mas é paga.

Por fim, o Zorin OS 18.1 Lite pode ser baixado aqui.

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

6 de Abril de 2026, 15:21
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

6 de Abril de 2026, 10:53
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • kernel Linux deve iniciar remoção do suporte aos chips i486 na versão 7.1;
  • suporte ao i486 gera código legado e rotinas de emulação x86-32 para CPUs 32 bits antigas, o que consome tempo de manutenção;
  • Linux já encerrou suporte a chips i386 em 2012 por motivo semelhante.

Introduzidos no final dos anos 1980 e popularizados na década seguinte, os processadores i486 deverão deixar de ser suportados pelo kernel Linux. Desenvolvedores do projeto já se movimentam para que as linhas de código referentes a esses chips deixem de existir. Entre eles está Linus Torvalds.

O motivo: os chips i486 são muito antigos e, consequentemente, são pouco utilizados atualmente. Sobre isso, há cerca de um ano, Torvalds chegou a comentar:

Eu realmente tenho a sensação de que é hora de deixar o suporte ao i486 para trás.

Não há nenhuma razão real para alguém desperdiçar um segundo de esforço de desenvolvimento com esse tipo de problema.

Linus Torvalds

A qual problema Torvalds se refere? Também no ano passado, Ingo Molnar, outro importante desenvolvedor do projeto, explicou o porquê de o suporte a chips i486 ser complicado no Linux:

Na arquitetura x86, nós temos vários recursos complexos de emulação de hardware em x86-32 para suportar CPUs antigas de 32 bits que pouquíssimas pessoas usam com kernels modernos.

Essa compatibilidade às vezes causa problemas que as pessoas gastam tempo para resolver, tempo este que poderia ser gasto em outras atividades.

Ingo Molnar

Faz sentido. Código pouco usado em um projeto tão importante e complexo como o Linux exige esforços de manutenção, adaptação e até otimização para que o kernel não fique “inchado” ou tenha problemas de desempenho. Convém direcionar esforços para aquilo que tem mais prioridade.

Em tempo, o nome i486 faz referência à linha de processadores 80486 (ou somente 486) de 32 bits que a Intel lançou no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. Também houve alternativas oferecidas pela concorrência, a exemplo dos chips Am486, da AMD.

Não seria um movimento inédito. Basta nos lembrarmos de que, em 2012, o kernel Linux perdeu suporte aos chips i386, que antecederam os processadores i486, por razões parecidas.

Processador Intel 486 DX
Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Quando o suporte a i486 deixará de existir no Linux?

Linus Torvalds e sua turma trabalham atualmente no kernel Linux 7.0, versão que pode ser anunciada oficialmente já no próximo fim de semana. Porém, o Phoronix observou que uma alteração de código que dá início à remoção do suporte a i486 foi inserida recentemente em uma ramificação relacionada ao kernel 7.1.

Isso significa que a versão seguinte ao Linux 7.0 é que deve dar início ao processo de aposentadoria dos chips 486 na plataforma. Mas não pense que esta será uma decisão tomada às pressas: discussões sobre o fim do suporte a chips i486 no Linux existem pelo menos desde 2022.

Quem tem um PC 486 em atividade não ficará desamparado, porém. Neste caso, a solução é recorrer a uma distribuição Linux com uma versão anterior do kernel e que, como tal, mantém suporte a esse tipo de processador.

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

24 de Março de 2026, 14:51
Fedora 42 no WSL para Windows 11
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
  • melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
  • expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.

Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.

Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.

O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.

O que vai melhorar no WSL do Windows 11?

A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):

  • desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
  • compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
  • experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
  • melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.

O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.

A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando veremos novidades no WSL?

Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.

Vale lembrar que a Microsoft também prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11 (tal como no Windows 10 e versões anteriores), bem como fazer uma integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Vale a pena ficarmos de olho.

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

19 de Março de 2026, 17:23
Gnome 50 "Tokyo"
Gnome 50 “Tokyo” é lançado (imagem: reprodução/Gnome)
Resumo
  • Gnome 50 “Tokyo” introduz melhorias em acessibilidade, a exemplo do leitor de tela Orca com configurações globais e troca automática de idioma;
  • ambiente agora inclui controles parentais que permitem monitorar e limitar o tempo de uso de tela para contas infantis;
  • visualizador de documentos foi reformulado para facilitar inserção de notas e o gerenciador de arquivos Files agora otimiza o carregamento de miniaturas e o consumo de RAM.

Um dos ambientes de desktop mais populares do universo Linux (se não for o mais) acaba de ganhar uma nova versão. O Gnome 50 “Tokyo” foi anunciado oficialmente trazendo avanços em acessibilidade, controles parentais, visualização de arquivos e mais.

No aspecto da acessibilidade, uma das novidades está no leitor de tela Orca, que agora pode salvar configurações de modo global (válidas para todos os aplicativos) e permite troca automática de idioma, tanto em apps quanto em páginas web.

Além disso, o Gnome 50 passou a contar com uma opção de redução de movimento nas configurações de acessibilidade para amenizar desconfortos causados por animações na interface do ambiente.

Sobre os controles parentais, agora os pais podem monitorar o tempo de uso do computador pelos filhos (com contas infantis), bem como definir limites de tempo de uso de tela para evitar, por exemplo, que as crianças passem da hora de dormir.

Controles parentais no Gnome 50 "Tokyo
Controles parentais no Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

Também foram adicionadas bases técnicas para que, em versões futuras do Gnome, o ambiente de desktop possa filtrar automaticamente conteúdo nocivo a crianças em páginas web.

Outra novidade está no Papers, visualizador nativo de documentos (útil para leitura de PDFs, por exemplo), que foi reformulado para facilitar a inserção de notas a arquivos, permitindo não só a adição de textos, como também de linhas e marcas de destaque.

O gerenciador de arquivos Files, por sua vez, agora carrega mais rapidamente miniaturas e ícones, otimiza o consumo de memória RAM, deixou a função de renomear arquivos em lote mais intuitiva, passou a suportar o modo de autocompletar na barra de endereços sem distinguir letras maiúsculas e minúsculas, entre outras melhorias.

O visualizador de arquivos do Gnome 50
O visualizador de arquivos do Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

O que mais há de novo no Gnome 50?

Como de hábito, a nova versão traz um conjunto numeroso de pequenas novidades. Entre as demais podemos destacar:

  • função de área de trabalho remota com mais desempenho graças ao suporte à aceleração por hardware (GPU);
  • suporte aprimorado ao recurso de Taxa de Atualização Variável (VRR);
  • a ferramenta de agenda (Calendar) melhorou a função de inserção rápida de compromisso e a visualização mensal, e agora respeita a configuração do sistema para o primeiro dia da semana;
  • suporte ao antigo mecanismo gráfico X11 completamente removido (o Wayland é que manda nesse aspecto agora), algo que deveria ter ocorrido no Gnome 49;
  • como sempre, há novos papéis de parede (e eles são muito bonitos!).
Ambiente de desktop Gnome 50
Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It’s Foss)

Um detalhe interessante é que os mantenedores do Gnome mantêm uma iniciativa de nome Circle, que reconhece, promove e apoia aplicativos criados pela comunidade com foco no ambiente de desktop.

Pois bem, os apps do Circle que foram destacados junto ao Gnome 50 são estes:

  • Gradia: permite fazer capturas de tela elaboradas e inserir anotações gráficas nelas;
  • Sudoku: uma versão do famoso jogo de lógica;
  • Constrict: compacta vídeos com base em tamanhos específicos de arquivos;
  • Sessions: aplicativo de cronômetro com visual minimalista e foco na técnica de produtividade Pomodoro.
O app de captura de tela Gradia
O app de captura de tela Gradia (imagem: reprodução/Gnome)

Como obter o Gnome 50 “Tokyo”?

Como o Gnome 50 é um ambiente de desktop, não um aplicativo que pode ser instalado com poucos cliques do mouse, a melhor maneira de ter acesso a ele é aguardar a atualização da sua distribuição Linux (se ela tiver uma versão com Gnome, é claro).

Você pode esperar pela novidade nas próximas versões de distribuições como Ubuntu, Fedora, Zorin OS, Manjaro e Big Linux.

Os apressados de plantão podem experimentar o Gnome 50 por meio do Gnome OS, que não é bem um sistema operacional, como o nome sugere, mas um ambiente de testes do projeto.

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It's Foss)

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

19 de Março de 2026, 12:52
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)
Resumo
  • Opera GX agora está disponível para distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE
  • navegador oferece personalização com GX Mods e controle de recursos como RAM e rede entre seus recursos;
  • Opera GX inclui ainda barra lateral para Twitch e Discord, bloqueadores de anúncios e VPN opcional.

O Opera GX foi lançado há seis anos como um navegador voltado ao público gamer que usa Windows. No mesmo ano, uma versão para macOS foi lançada. Só o ecossistema Linux ficou de fora. Bom, não mais: o Opera GX agora está disponível para distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE.

De acordo com a Opera, o lançamento de uma versão do Opera GX direcionada ao Linux foi bastante pedido à empresa em comunidades online. Demorou para essa solicitação ser atendida, mas, na primeira olhada, o resultado faz parecer que a espera compensou.

A Opera enfatiza, por exemplo, que usuários de Linux são fortemente adeptos de personalização, razão pela qual o Opera GX segue permitindo diversos tipos de ajustes, como aplicações de temas, efeitos sonoros ou elementos de interface por meio da função GX Mods.

Ainda nesse sentido, a Opera afirma que o usuário pode recorrer à GX Store para baixar mais de 10.000 mods com as mais diversas temáticas, muitos dos quais foram criados por outros usuários do navegador.

É claro que recursos funcionais também estão presentes, a exemplo das funções que permitem controlar quanto de memória RAM e recursos de rede o navegador pode consumir enquanto você está jogando. Existe também uma função (Hot Tabs Killer) que fecha abas automaticamente quando elas consomem muitos recursos durante a jogatina.

Opera GX para distribuições Linux
Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Outros atributos do Opera GX incluem:

  • barra lateral integrada ao Twitch e Discord, permitindo acompanhar streamings ou participar de conversas sem troca de janela;
  • bloqueadores de anúncios e rastreadores;
  • VPN integrada opcional.

Como baixar o Opera GX para Linux?

O Opera GX está disponível por meio de pacotes DEB e RPM, o que garante seu suporte em distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE, como já mencionado. Uma versão compatível com Flatpak já está em desenvolvimento, de acordo com a Opera.

O download pode ser feito na página oficial do Opera GX para Linux, gratuitamente.

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)

Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Linux 7.0 vem aí e Linus Torvalds brinca sobre temer “números grandes”

24 de Fevereiro de 2026, 12:08
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linux 7.0 está a caminho e Linus Torvalds brinca sobre “números grandes” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.0 foi anunciado por Linus Torvalds, com lançamento previsto para abril de 2026, mas salto de numeração reflete apenas “progresso sólido”, sem grandes novidades;
  • Torvalds afirmou que mudou número principal para evitar confusão com contagens; em tom de brincadeira, ele comentou esperar que seu sucessor lide melhor com números altos;
  • Atualização trará suporte para novos processadores da Intel e AMD, além de otimizações de desempenho; o uso da linguagem Rust sairá da fase experimental.

O kernel Linux 7.0 vem aí. O número arredondado nos faz pensar em uma grande novidade na versão. Mas Linus Torvalds tratou de avisar que a numeração representa apenas um “progresso sólido” do projeto e fez até uma brincadeira sobre seu sucessor não ter medo de números altos.

Atualmente, o Linux está na versão 6.19, que foi anunciada no último dia 8. Uma simples continuidade do projeto nos faria pensar em uma versão “6.20”. Vem daí a suspeita de que o salto para a versão 7.0 representaria algum avanço muito expressivo.

No último domingo (22/02), o Linux 7.0 rc1 (Release Candidate 1) foi anunciado. A fase “rc” consiste na última antes do lançamento da versão final do projeto. Como o projeto avança dentro do prazo, é bastante provável que o Linux 7.0 chegue no momento esperado: abril de 2026.

Torvalds aproveitou o anúncio para explicar o salto de numeração: “temos um novo número de versão principal simplesmente porque me confundo facilmente e não me dou bem com números grandes”.

Ele continuou, sem perder o bom humor:

Não fazemos lançamentos baseados em recursos (ou em “estável versus instável”) há muito tempo. Portanto, esse novo número de versão principal não significa que temos algum novo recurso incrível ou que estamos abandonando interfaces antigas. É apenas o marcador usual de “progresso sólido”, nada mais.

E sim, não tenho um plano concreto para quando o próprio número da versão principal ficar grande. Mas, fazendo as contas, até lá, espero que tenhamos alguém mais competente no comando, que não tenha medo de números maiores que 10. Então, não vou me preocupar com isso.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

Ao comentar sobre um sucessor, talvez Torvalds tenha feito uma referência ao plano criado para quando o Linux precisar de um novo líder.

Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian em gravação no ano passado (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

O que o Linux 7.0 trará de novo?

Tradicionalmente, cada nova versão traz um conjunto de pequenos aprimoramentos. Não será diferente no Linux 7.0. Essa versão reserva novidades como:

  • suporte para os futuros processadores Intel Nova Lake e Diamond Rapids;
  • suporte para os futuros chips AMD com arquitetura Zen 6;
  • suporte melhorado aos chips Qualcomm Snapdragon X2;
  • ajustes de desempenho para arquiteturas como RISC-V e LoongArch;
  • otimizações em sistemas de arquivos, a exemplo do ext4 e do exFAT.

Um detalhe interessante é que, na nova versão, o uso de Rust (linguagem mais moderna e segura) no desenvolvimento de determinados componentes do kernel deixará a fase “experimental” para ser definitiva.

Vale relembrar que a versão final do Linux 7.0 é esperada para abril. Talvez o anúncio seja feito no dia 12 ou no dia 19 desse mês (dependerá do número de versões “rc” lançadas).

Linux 7.0 vem aí e Linus Torvalds brinca sobre temer “números grandes”

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

AsteroidOS 2.0: conheça o sistema Linux que dá vida nova a smartwatches

19 de Fevereiro de 2026, 11:14
Sequência de relógios rodando o AsteroidOS
AsteroidOS 2.0: conheça o sistema Linux que dá vida nova a smartwatches (imagem: reprodução/AsteroidOS)
Resumo
  • AsteroidOS 2.0 é um projeto Linux para smartwatches focado em privacidade;
  • Nova versão oferece otimizações de interface, melhorias na autonomia da bateria e mais recursos funcionais, como tela sempre ativa e monitoramento de frequência cardíaca;
  • AsteroidOS 2.0 é compatível com modelos como Fossil Gen 4 a 6, Huawei Watch, LG Watch W7, Moto 360 e Oppo Watch.

É comum o uso de distribuições Linux para dar sobrevida a PCs antigos. Mas essa mesma ideia funciona para smartwatches? O projeto AsteroidOS tenta provar que sim. Esse é o nome de um sistema Linux direcionado justamente a relógios inteligentes. A versão 2.0 acaba de ser lançada.

O AsteroidOS aparece como uma alternativa a sistemas como Wear OS e Tizen OS, pelo menos até certo ponto. Além de aumentar o tempo de vida útil de um smartwatch cujo sistema operacional já não é mais atualizado, o projeto pode ser uma opção para quem prefere soluções abertas.

Quem se preocupa com a privacidade também encontra no AsteroidOS uma opção promissora. Isso porque o sistema operacional não rastreia dados e não tem integração nativa com serviços comerciais, por exemplo.

O que o AsteroidOS 2.0 oferece?

O AsteroidOS 2.0 traz um conjunto de pequenos aprimoramentos e de novos recursos. Começa pela otimização da interface, o que inclui animações e efeitos de transição mais fluidos. Uma série de otimizações também promete aumentar a autonomia da bateria.

Em termos funcionais, as novidades incluem o modo de tela sempre ativa (que deixa o visor ligado o tempo todo), um recurso que ativa a tela quando o braço é levantado e a opção que desliga a tela quando ela é coberta com a palma da mão.

Outras novidades incluem:

  • mostradores que combinam com o papel de parede;
  • modo “Mesa de Cabeceira” que faz o smartwatch funcionar como um relógio de… mesa de cabeceira;
  • aplicativo de cronômetro que agora funciona em segundo plano;
  • app de calculadora aprimorado com uma nova interface;
  • aplicativo que monitora frequência cardíaca;
  • função de contagem de passos, ainda que em fase inicial de suporte;
  • controles para reprodução de música.

O AsteroidOS 2.0 não tem o mesmo leque de recursos ou aplicativos existente em plataformas mais populares, até porque o seu desenvolvimento é todo baseado em esforços voluntários. Mesmo assim, o sistema pode atender a usuários que fazem uso básico de um relógio inteligente.

Medidor de batimentos cardíacos e cronômetro no AsteroidOS 2.0
Medidor de batimentos cardíacos e cronômetro no AsteroidOS 2.0 (imagem: reprodução/AsteroidOS)

Como baixar o AsteroidOS 2.0?

O AsteroidOS 2.0 pode ser baixado a partir do site oficial. É necessário observar, porém, se há suporte para o seu smartwatch. A lista de compatibilidade inclui os seguintes modelos:

  • Fossil Gen 4
  • Fossil Gen 5
  • Fossil Gen 6
  • Huawei Watch
  • Huawei Watch 2
  • LG Watch W7
  • Moto 360 2015
  • MTK6580
  • Oppo Watch
  • Polar M600 (pike)
  • Ticwatch C2/C2+
  • Ticwatch E/S
  • Ticwatch E2/S2
  • Ticwatch Pro, Pro 2020 e LTE
  • Ticwatch Pro 3

Os seguintes relógios têm suporte experimental, ou seja, ainda não implementado totalmente:

  • Casio WSD-F10/F20
  • LG Watch Urbane 2
  • Moto 360 Gen 1
  • Samsung Gear 2
  • Samsung Gear Live

AsteroidOS 2.0: conheça o sistema Linux que dá vida nova a smartwatches

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AsteroidOS 2.0 chega como alternativa aberta para relógios inteligentes antigos. Sistema foca em privacidade e é baseado no Linux.

AsteroidOS 2.0: distro Linux promete dar vida nova a smartwatches antigos (imagem: reprodução/AsteroidOS)

Medidor de batimentos cardíacos e cronômetro no AsteroidOS 2.0 (imagem: reprodução/AsteroidOS)

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

12 de Fevereiro de 2026, 16:38
Microsoft Store CLI no Windows 11
Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Store CLI permite instalar e gerenciar aplicativos via linha de comando no Windows 10 e 11;
  • Comandos principais incluem “store browse-apps”, “store install” e “store –help”;
  • Microsoft Store CLI é voltada principalmente a desenvolvedores e usuários avançados.

No universo do Linux, você pode instalar softwares via linha de comando usando ferramentas como APT e Snap. E se você pudesse ter uma experiência minimamente parecida com essas opções, mas no Windows? Com a Microsoft Store CLI isso é possível.

CLI é a sigla para Command Line Interface, ou seja, Interface de Linha de Comando. A ideia é permitir que você instale e gerencie aplicativos no Windows digitando instruções via Prompt de Comando (CMD) ou via Windows PowerShell.

A condição é a de os apps em questão estarem disponíveis na Microsoft Store, obviamente. Além disso, a Microsoft Store precisa estar ativada no computador.

De acordo com a companhia, a Microsoft Store CLI foi criada para atender a desenvolvedores e usuários avançados. A nova abordagem vinha sendo testada há algum tempo e, nesta semana, foi anunciada oficialmente.

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI
Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar a Microsoft Store CLI?

Para usar a novidade, tudo o que é necessário fazer é abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e digitar o comando store, tanto no Windows 11 quanto no Windows 10. Se preferir, você pode digitar diretamente comandos mais específicos. Os principais são estes:

  • descobrir aplicativos: store browse-apps [parâmetro]
  • instalar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • atualizar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • obter ajuda: store –help
Instalação de app via Microsoft Store CLI
Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por exemplo, suponha que você queira descobrir a lista de aplicativos mais populares na loja. O comando é este:

store browse-apps top-free

Ou, então, imagine que você queira instalar o Firefox no computador. O comando é este:

store install firefox

A loja buscará os aplicativos que tiverem o nome “firefox”. Na sequência, você deverá selecionar a opção a ser instalada usando as setas do teclado e a tecla Enter.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma opção de instalação de softwares via linha de comandos. Em 2021, quando o Windows 10 ainda era suportado, a companhia lançou o Winget 1.0 (ou Windows Package Manager 1.0), que tem uma proposta parecida.

A principal diferença entre as duas opções, um tanto óbvia, é que a Store CLI é direcionada apenas aos aplicativos disponíveis na Microsoft Store, enquanto o Winget é mais generalista.

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linus Torvalds anuncia Linux 6.19; veja o que há de novo

9 de Fevereiro de 2026, 14:47
Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds
Linus Torvalds anuncia Linux 6.19 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 6.19 melhora compatibilidade com GPUs AMD antigas e suporte a máquinas virtuais com chips da companhia;
  • Atualização traz suporte a chips Intel Nova Lake e para tecnologia de segurança Intel LASS, que previne ataques baseados em vulnerabilidades de hardware;
  • Sistema de arquivos EXT4 foi otimizado e dispositivos portáteis como Steam Deck e Asus ROG Ally ganharam suporte oficial para controle de hardware.

O Linux 6.19 é oficial. Manda a tradição que o anúncio de uma nova versão do kernel seja feito em um domingo. Pois bem, Linus Torvalds apresentou a novidade no último dia 8. O que há de novo? Principalmente ajustes ou acréscimo de compatibilidade com chips AMD e Intel. Mas há outros avanços, é claro.

No e-mail em que anuncia o Linux 6.19, Linus Torvalds fez o seguinte comentário:

Sem grandes surpresas na semana passada [com relação ao kernel], então a versão 6.19 foi lançada conforme o esperado — justamente quando os EUA se preparam para uma paralisação completa ainda hoje, assistindo à última leva de comerciais de TV.

Apostadores diriam que todos eles [os comerciais] foram gerados por IA, mas talvez alguma empresa empreendedora decida ir contra essa tendência? Duvido, mas sempre há uma pequena chance.

Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux

Ao falar de paralisação nos Estados Unidos, Torvalds brinca com a final do Super Bowl, que ocorreu justamente no último domingo. Mas vamos ao que interessa: o Linux em si.

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Distribuição Ubuntu (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que o kernel Linux 6.19 traz de novo?

Há várias pequenas novidades no kernel Linux 6.19. Entre as que se destacam está a que torna GPUs AMD antigas, como as séries Radeon R9 200 e HD 7000, plenamente compatíveis com o driver aberto RADV para a API gráfica Vulkan. Essa novidade pode tornar a execução gráfica baseada em Vulkan ou em OpenGL até 40% mais rápida, de acordo com os benchmarks.

Ainda no universo da AMD, agora há suporte para máquinas virtuais com até 4.096 CPUs via tecnologia x2AVIC. O suporte anterior era de 512 CPUs. Isso significa que o Linux ficou mais potente em virtualização profissional a partir de processadores AMD.

Há ainda ajustes de desempenho na criptografia AES-GCM para processadores com arquitetura Zen 3 e suporte para inserção inteligente de dados no cache em processadores como o AMD Epyc 9005.

No ecossistema da Intel, as novidades incluem suporte para áudio em máquinas baseadas nos chips Nova Lake, a serem introduzidos ainda em 2026.

Agora também há suporte para a tecnologia Intel LASS (Linear Address Space Separation), que previne uma série de ataques baseados em vulnerabilidades de processadores, a exemplo das famosas falhas Spectre e Meltdown.

Outras novidades dignas de nota incluem:

  • EXT4: o sistema de arquivos agora tem suporte a blocos maiores que o tamanho da página do sistema, o que pode agilizar a cópia de arquivos grandes ou a extração de arquivos compactados, por exemplo;
  • Asus ROG Ally e Steam Deck: agora há suporte oficial ao controle de hardware de ambos os dispositivos, o que pode melhorar a experiência do usuário com jogos;
  • IdeaPad: agora há suporte a carregamento rápido via porta USB-C em vários notebooks da linha da Lenovo;
  • Tela azul: lembra que o Linux agora tem a sua própria versão da “tela azul da morte”? Pois bem, esse recurso foi ampliado para funcionar com uma variedade maior de hardware.
PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)
PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)

Como obter o Linux 6.19?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, portanto, a sua implementação não é trivial, a não ser que você seja um usuário com conhecimentos avançados sobre Linux: quem sabe como compilar e atualizar o kernel pode baixar o Linux 6.19 a partir do site oficial.

Para os demais casos, convém aguardar pela liberação do novo kernel nas distribuições Linux, de modo oficial. Algumas delas, como o Arch Linux e o Fedora, poderão contar com o Linux 6.19 em breve.

Mas tenha em mente que, dependendo da distribuição, a implementação do novo kernel pode levar mais tempo. Isso porque costuma não haver pressa para isso. Cada projeto implementa a versão mais otimizada para determinada fase da distribuição, não necessariamente a mais recente.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: Linus Torvalds revelou que a próxima versão do kernel será chamada de Linux 7.0.

Com informações de Phoronix e OMG! Ubuntu

Linus Torvalds anuncia Linux 6.19; veja o que há de novo

Tux, o símbolo do Linux, e Linus Torvalds (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PC gamer portátil ROG Ally X (imagem: divulgação/ROG Ally X)

Computador de bolso com Linux tem acessórios modulares e tela touch

5 de Fevereiro de 2026, 15:22
Dois computadores de bolso Mecha Comet, um preto e um branco, posicionados verticalmente ao fundo. À frente deles, três módulos coloridos estão alinhados: um teclado cinza-escuro, um controle de jogos amarelo com botões pretos e uma placa de expansão vermelha com pinos de conexão. O cenário possui uma parede de tijolos ao fundo. A composição exemplifica a natureza modular do produto, exibindo as diferentes opções de cores e acessórios de controle.
Mecha Comet tem três acessórios que se encaixam na parte de baixo do aparelho (foto: divulgação)
Resumo
  • O Mecha Comet é um computador de bolso com Linux, tela touch AMOLED de 3,92 polegadas, e acessórios modulares como teclado e joypad.
  • O projeto é aberto, permitindo modificações nos componentes, e está disponível no Kickstarter a partir de US$ 159.
  • O hardware inclui até 8 GB de RAM, até 128 GB de armazenamento, portas USB-C e HDMI, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4, e câmera de 8 MP.

Um novo projeto de hardware combina Linux, formato de smartphone, tela sensível ao toque e acessórios modulares. O Mecha Comet está disponível na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter, com preços a partir de US$ 159 (aproximadamente R$ 830, em conversão direta).

O aparelho vem sendo desenvolvido desde 2021 pela startup Mecha Systems, que conta com 15 funcionários e está sediada no estado americano do Missouri.

Como é o Mecha Comet?

O Comet lembra um smartphone na altura e na largura, mas tem mais espessura (14 mm) e é mais pesado (225 g). A tela usa tecnologia AMOLED e tem formato quase quadrado, com 3,92 polegadas na diagonal. Ela é sensível ao toque, permitindo navegação.

O display fica na metade de cima do aparelho. Na metade de baixo, está uma das partes mais interessantes do Comet: um espaço para acoplar acessórios.

Inicialmente, há três possibilidades: teclado, joypad e placa com conector GPIO de 40 pinos. O projeto tem código aberto, então, teoricamente, outras pessoas poderão criar seus próprios módulos.

Uma mão segura o computador de bolso Mecha Comet em frente a uma parede cinza. O aparelho é preto e possui uma tela sensível ao toque com interface escura e detalhes laranjas. Abaixo do visor, há um módulo de teclado físico QWERTY preto com botões de navegação. Na lateral esquerda, são visíveis botões de comando. A pessoa veste um casaco de cor terracota. A imagem destaca a portabilidade do dispositivo e seu formato vertical.
Tela AMOLED tem 3,92 polegadas (foto: divulgação)

Na parte de software, o Comet usa Linux 6.12 e sua própria distro, chamada Mechanix, baseada no Fedora 43. A interface é adaptada para a tela touch e lembra um pouco um smartphone, com tela de bloqueio, ícones grandes e teclado virtual.

Em hardware, ele vem com 2, 4 ou 8 GB de RAM; 64 ou 128 GB de armazenamento flash; CPU com quatro núcleos Cortex-A53 ou seis núcleos Cortex-A55; duas portas USB-C, uma porta HDMI e saída para fones de ouvido; bateria de 4.100 mAh; suporte a Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.4; câmera de 8 megapixels.

O que dá para fazer com o Mecha Comet?

Eu tive um breve contato com uma versão anterior do Mecha Comet durante a CES 2025. Naquela época, o sistema ainda tinha uma interface bem mais rudimentar, com acesso apenas ao navegador Chromium e a um terminal Linux. Os acessórios eram só mockups, sem funcionamento real.

Dispositivo retangular preto sobre mesa escura. A tela exibe um painel de sistema com o horário "17:27" e widgets de desempenho. Na metade inferior, está encaixado um teclado físico modular na cor azul-claro com teclas cinzas. O design é compacto, assemelhando-se a um smartphone espesso com acessórios acoplados.
Mecha Comet apresentado na CES 2025 foi refinado em revisões posteriores (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Um ano e três revisões depois, o time da Mecha mostra que o Comet já conta com um tocador de música, um bloco de notas e até um joguinho simples de corrida.

A verdade é que o aparelho tem pouca finalidade prática. A ideia, ao comprar um, é explorar o que dá para fazer com ele, construir módulos próprios, modificar componentes e desenvolver programas para a plataforma.

A campanha no Kickstarter já levantou mais de US$ 880 mil (R$ 4,6 milhões), bem acima da meta de US$ 50 mil (R$ 263 mil). A recompensa mais barata já está esgotada: era um Mecha Comet de 2 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, vendido a US$ 159. Se tudo sair como a Mecha Systems espera, logo veremos novos módulos e acessórios para o Comet criados pela própria comunidade.

Computador de bolso com Linux tem acessórios modulares e tela touch

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Mecha Comet tem formato de celular, saída HDMI e espaço para encaixar teclado e joypad. Projeto é aberto e compradores podem modificar componentes.

Tela AMOLED tem 3,92 polegadas (foto: divulgação)

Mantenedor do sudo para Linux e Unix pede ajuda para continuar o projeto

4 de Fevereiro de 2026, 13:49
Sudo em distribuição Linux
Sudo em distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • sudo, ferramenta de segurança para Linux e Unix, precisa de apoio para manutenção e desenvolvimento; Todd C. Miller, mantenedor há mais de 30 anos, busca patrocínio desde 2024;
  • ferramenta permite executar tarefas com privilégios de administrador sem login como root;
  • trata-se de um recurso muito usado em distribuições Linux e outros sistemas baseados no Unix.

Alguns recursos são tão bem integrados a sistemas Linux que parecem ser funções nativas, quando não o são. É o caso do sudo: o principal responsável por essa ferramenta usou seu site para pedir ajuda financeira para continuar mantendo o projeto, que existe há mais de 30 anos.

O sudo é comumente encontrado em distribuições Linux e em outros sistemas operacionais baseados no Unix. Estamos falando de uma simples, mas poderosa ferramenta de segurança.

Isso porque o sudo funciona como um comando que executa uma ou mais tarefas que exigem privilégios de administrador (ou de root), sem que você tenha, de fato, que fazer login no sistema com uma conta do tipo.

Em uma comparação grosseira, é como se você ganhasse permissão para entrar em uma sala que só é acessada por seu chefe, mas, ao fazê-lo, você só pode executar ali uma única tarefa definida previamente.

Como exemplo, suponha que você queira instalar o reprodutor de mídia VLC em um computador com Linux. Você pode, então, usar o comando abaixo para iniciar a instalação como root. Observe, porém, que você não ficará permanentemente com privilégios de administrador, pois o comando foi acionado apenas para a tarefa em questão:

sudo apt install vlc

O que está acontecendo com o sudo?

Do ponto de vista técnico, o sudo continua cumprindo a sua função. Porém, Todd C. Miller, principal desenvolvedor do projeto, declarou em seu site pessoal que está procurando patrocínio para continuar mantendo o sudo:

Há mais de 30 anos tenho sido o mantenedor do sudo. Atualmente, estou em busca de um patrocinador para financiar a manutenção e o desenvolvimento continuado do sudo. Se você ou sua organização estiverem interessados em patrocinar o sudo, entre em contato comigo.

Todd C. Miller

Neste ponto, é importante contextualizar. Tal como explica o Register, a empresa Quest Software contribuía financeiramente para o projeto desde 2010. Porém, esse patrocínio terminou em fevereiro de 2024, ano em que Miller saiu da One Identity, uma subsidiária da Quest Software.

Sudo em distribuição Linux
Sudo em distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O desenvolvedor fez o pedido de apoio para o sudo depois que a Quest deixou de apoiar financeiramente o projeto. Mas, como nada mudou depois de dois anos, é de se presumir que o sudo ainda precise de um grande patrocinador. O projeto até recebe ajuda financeira de indivíduos, mas, aparentemente, não em volume suficiente para a sua plena manutenção.

Iniciativas como o sudo realmente precisam de apoio, afinal, trabalho não falta por lá. Por exemplo, Miller ajudou, nos últimos meses, no desenvolvimento do sudo-rs, variação da ferramenta criada em linguagem Rust e, por isso, considerada mais segura.

Para completar, o desenvolvedor contribui com outros projetos que demandam tempo, a exemplo do sistema operacional OpenBSD.

Mantenedor do sudo para Linux e Unix pede ajuda para continuar o projeto

Sudo em distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Sudo em distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Comunidade Linux traça plano para quando Linus Torvalds der adeus

27 de Janeiro de 2026, 13:30
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedores do Linux documentaram um plano de sucessão para quando Linus Torvalds não puder mais liderar o projeto;
  • Se os principais mantenedores não puderem substituir Torvalds, será convocada uma reunião em 72 horas para eleger um ou mais sucessores;
  • Decisão sobre o sucessor será comunicada à comunidade em até duas semanas. Linus Torvalds concordou com o plano.

Linus Torvalds é chamado de “pai do Linux” não só por ter criado o kernel no início dos anos 1990, mas também por mantê-lo até hoje. Mas o que acontecerá quando Torvalds não puder mais conduzir o projeto? A comunidade Linux finalmente decidiu traçar um plano para esse cenário.

Que fique claro desde já: Linus Torvalds não anunciou planos de aposentadoria, ano sabático, hiato ou qualquer coisa do tipo. Mas, partindo do pressuposto de que ele ficará à frente do projeto até o fim da vida, esse dia inevitavelmente chegará, e alguém terá que ocupar o seu lugar.

O tal plano foi documentado no repositório oficial em um arquivo de nome engraçadinho: “conclave.rst“. Eu não sou do tipo que explica piadas, mas aí vai uma rápida explicação para quem não captou a referência: conclave é o nome do processo de eleição de um novo papa pela cardeais da Igreja Católica.

Qual é o papel de Linus Torvalds no Linux?

Pois bem, a parte inicial do documento explica que o kernel Linux é um projeto “amplamente distribuído, com mais de 100 mantenedores, cada um trabalhando para manter as mudanças em andamento em seus próprios repositórios”.

Mais à frente, o texto explica que a etapa final, que contém as alterações que resultam no lançamento de uma nova versão do kernel, é um trabalho centralizado e “normalmente executado por Linus Torvalds”.

Ocasionalmente, outros mantenedores assumem o papel de Torvalds. Isso ocorreu, por exemplo, em 2018. Durante o período de desenvolvimento do kernel 4.19, ele se afastou do projeto por cerca de um mês para, aparentemente, descansar e refletir sobre o seu temperamento até então enérgico, por assim dizer.

O próprio documento do “conclave” cita esse episódio. À época, Greg Kroah–Hartman, outro nome importante do projeto, assumiu as decisões que seriam tomadas por Torvalds.

Bill Gates e Linus Torvalds
Bill Gates e Linus Torvalds em encontro realizado em 2025 (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Quem substituirá Linus Torvalds, de acordo com plano?

Basicamente, o documento determina que, se os principais mantenedores não puderem cobrir Linus Torvalds diretamente, o projeto deverá eleger um ou mais substitutos o quanto antes.

Para tanto, caberá ao organizador da última Cúpula de Mantenedores do kernel ou ao presidente do Conselho Consultivo Técnico (TAB) da Linux Foundation convocar uma reunião a ser realizada em até 72 horas (após a saída de Torvalds, presumivelmente).

Poderão participar da reunião tanto integrantes da Cúpula de Mantenedores quanto membros do TAB, e todos eles poderão convidar participantes externos. Se nenhuma cúpula tiver sido realizado nos 15 meses anteriores à reunião, o TAB convocará os participantes.

Pois bem, a reunião visa eleger justamente o sucessor de Linus Torvalds no projeto do kernel Linux. Ou os sucessores. A decisão deverá ser comunicada à comunidade em até duas semanas na lista de discussão ksummit@lists.linux.dev.

Para quem gosta de um pouco de drama, eis o momento de frustração: este não é nenhum plano maligno para tirar Torvalds do poder ou algo assim. Ele próprio ratificou o documento, expressando plena concordância com o plano.

Comunidade Linux traça plano para quando Linus Torvalds der adeus

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates e Linus Torvalds (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

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21 de Janeiro de 2026, 16:48
Ícones de Edge, Firefox, Chrome, Opera e Brave lado a lado
Just the Browser remove IA, telemetria e mais do Chrome, Edge e Firefox (foto: Denny Müller/Unsplash)
Resumo
  • O Just the Browser remove funções de IA, coleta de dados e conteúdos patrocinados do Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.
  • O script edita configurações de política de grupo e preferências do sistema para desativar recursos indesejados sem modificar arquivos originais.
  • Compatível com Windows, Linux e macOS, o script requer privilégios de administrador e é reversível; não há versão para dispositivos móveis.

Um desenvolvedor de software lançou recentemente o Just the Browser, uma interessante ferramenta de código aberto que remove recursos de inteligência artificial, coleta de dados e conteúdos patrocinados dos principais navegadores. Ela funciona em Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.

A novidade foi disponibilizada publicamente por meio do GitHub e de um site dedicado, oferecendo scripts que automatizam o processo de “limpeza”. Segundo seu criador, Corbin Davenport, o objetivo é combater o que ele classifica como “assédio da IA” e o excesso de ferramentas comerciais que desviam o propósito original dos produtos.

Como a ferramenta funciona?

Diferentemente de extensões para bloqueio de anúncios (ad block), o script atua em um nível mais profundo. Ele edita as configurações de política de grupo (Group Policy) e preferências do sistema – mecanismos utilizados por administradores de TI em ambientes corporativos – para restringir o acesso a recursos, visando segurança e produtividade.

Ao aproveitar essas “configurações ocultas”, a ferramenta instrui o navegador a se comportar como se estivesse em um ambiente gerenciado. Isso permite desativar funcionalidades que muitas vezes não possuem botões de “desligar” nas configurações padrões, sem modificar arquivos executáveis originais ou depender de aplicativos de terceiros. É justamente o caso dos recursos relacionados a IA, que são embutidos nos navegadores a forceps.

Quais recursos são removidos?

Os principais alvos do script são:

  • Remoção de assistentes como o Gemini no Chrome e integrações de barra lateral no Edge
  • Bloqueio de artigos sensacionalistas no “feed” de nova guia (comum no Microsoft Edge)
  • Desativação de pop-ups de cupons de desconto e comparadores de preços nativos
  • Bloqueio de relatórios de dados enviados aos desenvolvedores sobre hábitos de uso

“O Chrome oferece cupons de desconto durante as compras. O Microsoft Edge enche a página Nova guia com artigos sensacionalistas. A era da IA generativa piorou ainda mais a situação“, explicou Corbin. “O objetivo é fornecer ‘apenas o navegador’ e nada mais.”

Como usar o script?

Script do Just the Browser rodando no Windows 11 (imagem: reprodução)

Atualmente, o Just the Browser é compatível com Windows, Linux e macOS. O processo é reversível, mas exige atenção e privilégios de administrador no sistema. Ele inclui os seguintes passos:

  1. Acesse o guia oficial: o site do projeto exibe comandos específicos para Windows, macOS e Linux
  2. Execute o comando: copie o script fornecido na página, cole no terminal (ou PowerShell no Windows) e execute. Em alguns casos, pode ser necessário baixar um arquivo .reg ou script .bat
  3. Reinicie o navegador: as alterações só entram em vigor após fechar e reabrir o programa
  4. Verifique a instalação: vá até as configurações do navegador. Se vir a mensagem “Gerenciado pela sua organização”, o procedimento funcionou e as regras de bloqueio estão ativas

Além disso, como o script altera políticas do sistema, ele pode desativar recursos como sincronização de histórico ou sugestões de pesquisa. É recomendável ler a lista de alterações com atenção antes de aplicar.

Ainda não há versão do script para celulares e tablets.

A iniciativa reflete um movimento da comunidade de tecnologia contra a inserção forçada de IA em produtos de consumo. Recentemente, desenvolvedores também criaram scripts para remover funcionalidades de IA do Windows 11. A questão afeta até a Mozilla: a organização enfrentou reações negativas após anunciar que o Firefox evoluiria para uma plataforma com IA integrada.

Cansou da IA em tudo? Este script limpa o seu navegador

Vários navegadores foram afetados (foto: Denny Müller/Unsplash)

Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux

14 de Janeiro de 2026, 17:20
Imagem ilustrativa que mostra várias taças de vinho em alusão ao Wine 10.0
Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux (imagem ilustrativa: Kelsey Knight/Unsplash)
Resumo
  • Wine 11.0 oferece suporte completo ao modo WoW64, permitindo conversão de chamadas de sistema de 32 bits para 64 bits;
  • Wine 11.0 inclui ainda suporte ao NTSync, mecanismo de sincronização do kernel Linux, que melhora o desempenho ao replicar a sincronização de threads do Windows;
  • Novidade também implementa a API Vulkan 1.4.335, suporta extensões do Vulkan Video e melhora a integração com Wayland e X11, além de corrigir mais de 600 bugs.

Virou tradição. Todo começo de ano marca a chegada de uma nova versão do Wine, a popular ferramenta de código aberto que faz o Linux e outros sistemas baseados no Unix executarem softwares para Windows. O Wine 11.0, como a novidade foi batizada, traz um conjunto de pequenos, mas importantes aprimoramentos funcionais.

Sempre convém destacar que “Wine” é um acrônimo para “Wine Is Not an Emulator”, que significa “Wine não é um emulador”. Esse nome brincalhão tem seu fundo de verdade: o que a ferramenta faz, basicamente, é trabalhar como uma camada que traduz instruções de softwares para Windows em instruções equivalentes para Linux/Unix.

De fato, não estamos lidando com um mero emulador.

O que o Wine 11.0 tem de novo?

Uma das novidades do Wine 11.0 em relação ao Wine 10.0 e versões anteriores é o suporte completo ao modo WoW64. Esse recurso converte chamadas de sistema oriundas de aplicativos de 32 bits em equivalentes para 64 bits.

Sem o WoW64, o Wine só pode trabalhar corretamente com softwares de 64 bits. A implementação completa do recurso torna o Wine 11.0 mais compatível e otimizado com softwares de 32 bits, portanto.

Outra novidade é o suporte oficial ao NTSync. Esse é um mecanismo de sincronização do kernel Linux capaz de melhorar sensivelmente o desempenho do Wine. Isso porque o NTSync, um recurso nativo do Linux 6.14 e versões superiores, permite ao Wine replicar a forma como sistemas Windows lidam com a sincronização de threads.

Tem mais. No Wine 10.0, um dos avanços oferecidos foi o suporte a Arm64EC, solução que permite que um software combine código Arm com código x64. Mas esse suporte era limitado, pois aquela implementação trabalhava com tamanho de página de sistema de apenas 4 KB. O Wine 11.0 atenua essa limitação “simulando” tamanhos como 16 KB e 64 KB, mais condizentes com as demandas atuais.

As demais novidades incluem:

  • implementação da API Vulkan 1.4.335, que melhora o suporte a recursos gráficos;
  • nesse sentido, também há suporte às extensões do Vulkan Video, permitindo codificação e decodificação mais eficientes de vídeos, aqui, com o uso do codec H.264;
  • integração melhorada com os mecanismos gráficos Wayland (mais moderno) e X11 (antigo, mas ainda relevante para determinadas aplicações);
  • mais de 600 correções de bugs e cerca de 6.300 alterações individuais no código do projeto como um todo.

Todos esses recursos tornam o Wine 11.0 especialmente interessante para a execução de jogos para Windows. Mas a ferramenta pode lidar com diversos tipos de software, é claro.

Wine 11.0 em uma distribuição Linux
Wine 11.0 em uma distribuição Linux (imagem: Pinguinpc/Phoronix Forum)

Como obter o Wine 11.0?

A forma menos trabalhosa de se obter o Wine 11.0 consiste em aguardar que essa versão seja adicionada à distribuição Linux que você usa. Quem não quiser esperar pode fazer o download da novidade a partir do site oficial.

Ali, basta baixar o pacote direcionado à sua distribuição Linux ou o mais próximo disso. Por exemplo, quem instalar o recém-lançado Linux Mint 22.3 pode obter o Wine 11.0 para Ubuntu (como você deve, o Linux Mint é baseado no Ubuntu).

Wine 11.0 chega para melhorar execução de softwares Windows no Linux

Wine 10.0 é a nova versão da ferramenta que executa softwares para Windows no Linux (imagem ilustrativa: Kelsey Knight/Unsplash)

Wine 11.0 em uma distribuição Linux (imagem: Pinguinpc/Phoronix Forum)

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

14 de Janeiro de 2026, 10:37
Zorin OS 18
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
  • Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
  • Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linus Torvalds testa vibe coding e aprova experiência

13 de Janeiro de 2026, 15:29
Imagem mostra o criador do Linux, Linus Torvalds, de óculos, sorrindo para a câmera. Um pinguim de desenho animado, mascote do sistema operacional, está sentado em seu ombro esquerdo. O fundo vermelho escuro tem ícones de computador em marca d'água. No canto inferior direito, lê-se "tecnoblog".
Linus Torvalds, o “pai do Linux” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Vibe coding utiliza modelos de linguagem de larga escala para desenvolvimento de software usando linguagem natural, conceito cunhado por Andrej Karpathy em 2025;
  • Linus Torvalds usou vibe coding no projeto AudioNoise, especificamente no visualizador de amostras de áudio do projeto, usando o Google Antigravity;
  • Torvalds aprova o uso de vibe coding para projetos menores, mas mantém métodos tradicionais em projetos críticos como o Linux.

Linus Torvalds não carrega apenas a fama de “pai do Linux”. Ele também é conhecido por seu comportamento altamente crítico. Diante disso, era de se esperar que Torvalds “demonizasse” o vibe coding. Mas não foi o que aconteceu em sua recente experiência com o conceito.

O que é vibe coding e por que o conceito é polêmico?

Vibe coding é uma expressão que descreve o uso de modelos de linguagem de larga escala (LLM) no desenvolvimento de software, de modo que o programador tenha que usar apenas linguagem natural em vez de linguagem de programação para isso. Trata-se de um termo cunhado por Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, em fevereiro de 2025.

Teoricamente, o vibe coding permite que uma pessoa desenvolva um projeto de software tendo pouco ou nenhum conhecimento sobre desenvolvimento. Mas o conceito também é visto como uma forma de acelerar ou poupar o trabalho de desenvolvedores profissionais.

A polêmica reside aí: há quem veja o vibe coding como um conceito para “preguiçosos”; outros entendem que o vibe coding pode resultar em código de baixa qualidade ou até inseguro.

Como foi a experiência de Linus Torvalds com o vibe coding?

Além de ter desenvolvido o Linux (e liderar o projeto até hoje) e o Git, Torvalds se aventura em projetos menores, ocasionalmente. Um deles é o AudioNoise, projeto de código aberto focado em efeitos de áudio digital.

Pois bem, o arquivo README.md mais recente do AudioNoise informa o seguinte em sua parte final (em tradução livre):

Note também que a ferramenta de visualização em Python foi basicamente escrita com vibe coding. Eu sei mais sobre filtros analógicos — e isso não quer dizer muita coisa — do que sobre Python.

Começou como meu típico método de programação de “pesquisar no Google e fazer o que o outro faz”, mas depois eliminei o passo intermediário — eu mesmo — e simplesmente usei o Google Antigravity para criar o visualizador de amostras de áudio.

Em outras palavras, Linus Torvalds admitiu ter usado vibe coding no desenvolvimento de um dos recursos do AudioNoise. Mas, sim, há uma razão para isso.

Grande parte do projeto foi desenvolvido em C, linguagem que Torvalds domina. Contudo, o visualizador de amostras de áudio do AudioNoise é baseado em Python, linguagem com a qual Linus é menos familiarizado. Para não perder tempo pesquisando sobre como trabalhar com o desenvolvimento desse recurso, Torvalds recorreu ao Google Antigravity.

Google Antigravity
Google Antigravity é editor de código baseado em IA (imagem: reprodução/Google)

O Google Antigravity é um ambiente de desenvolvimento lançado em novembro de 2025 como um fork do popular Visual Studio Code, mas que tem o suporte a múltiplos agentes de IA com diferencial. Trata-se de uma ferramenta que dá abertura para o trabalho com vibe coding, portanto.

Foi o que Linus Torvalds fez e, por ter reconhecido a experiência na documentação do AudioNoise, sugere ter aprovado o resultado. Não chega a ser surpresa: em novembro do ano passado, Torvalds disse não encontrar problemas no uso do vibe coding, embora tenha ressalvas sobre o uso do conceito em projetos realmente importantes.

Ao que tudo indica, essa premissa está sendo levada a sério aqui: o visualizador do AudioNoise é algo pequeno; mas o Linux em si, que é um projeto crítico, continua sendo mantido por Torvalds nos moldes tradicionais, com os desenvolvedores do projeto cuidando rigorosamente de cada linha de código.

Com informações de Phoronix

Linus Torvalds testa vibe coding e aprova experiência

Linus Torvalds, o "pai do Linux" (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA (imagem: reprodução/Google)

Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro Linux para fãs do macOS

23 de Dezembro de 2025, 15:12
Captura da tela principal do Elementary OS 8.1
Tela principal do Elementary OS (imagem: divulgação/Elementary)
Resumo
  • O Elementary OS 8.1, inspirado no macOS, agora adota a Secure Session como padrão, usa Wayland e redesenha janelas de autenticação.
  • A atualização da distro Linux lançada em 2024 também melhora multitarefa, AppCenter e adiciona suporte a Arm64 e processadores Intel Lunar Lake.
  • Mais de 1.100 falhas foram corrigidas, e o sistema está disponível para download no modelo “pague o quanto quiser”.

Após mais de um ano desde o último grande lançamento, o Elementary OS 8.1 foi disponibilizado ao público com uma série de melhorias. A distribuição, inspirada no macOS, usa kernel Linux 6.14 e traz novos recursos, ajustes visuais e um pacote robusto de correções relatadas pela comunidade.

A atualização também aprofunda metas traçadas no Elementary OS 8, lançado em novembro de 2024, ao adotar tecnologias mais modernas e reforçar o suporte a diferentes tipos de dispositivos.

Entre os destaques estão a adoção da sessão segura como padrão, avanços em multitarefa, melhorias no AppCenter e uma base técnica atualizada com kernel e drivers mais recentes.

O que o Elementary OS 8.1 tem de novo?

A principal mudança estrutural está na adoção da Secure Session como sessão padrão do sistema. Ela utiliza o Wayland, mecanismo de composição mais moderno e seguro. Contudo, usuários ainda podem optar pela sessão clássica.

As janelas de autenticação também foram redesenhadas, com o restante da tela escurecido durante o uso, em uma experiência semelhante à de sistemas mais recentes do mercado. Além disso, a atualização inclui:

  • Multitarefa ajustada, com o Dock agora exibindo aplicativos em segundo plano;
  • Novo ícone para acesso à visualização de áreas de trabalho;
  • Opção de cantos ativos mesmo com aplicativos em tela cheia;
  • AppCenter agora mostra avaliações do ODRS, capturas de tela específicas do Elementary e suporte a complementos de aplicativos, além de ajustes na forma como apps gratuitos são exibidos.
Imagem mostra um 8.1, sinalizando para a nova versão da distro Linux Elementary OS
Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro que lembra o macOS (imagem: divulgação/Elementary)

Mais avanços técnicos

A nova versão adota a pilha de habilitação de hardware LTS mais recente do Ubuntu, incluindo o já citado kernel Linux 6.14 e a biblioteca gráfica Mesa 25.

Isso resulta em melhor desempenho, menor consumo de energia em certos chips AMD e Intel, novos recursos de segurança e suporte a processadores Intel Lunar Lake. Um dos avanços mais relevantes é o suporte a PCs Arm64 com firmware UEFI, incluindo Macs com Apple Silicon.

Em acessibilidade, o Elementary OS 8.1 amplia o suporte a leitores de tela, melhora o contraste de textos, adiciona opções como reduzir animações e permite pausar o agendamento do modo escuro. Há também novos aplicativos, como Monitor e Maps, além de atualizações em ferramentas nativas como Files, Terminal e Music.

Segundo a fundadora e CEO do projeto, Danielle Foré, o foco esteve em consolidar objetivos e responder às demandas dos usuários. “Com o OS 8.1, nos concentramos em cumprir os objetivos do lançamento do OS 8, melhorar o suporte aos seus dispositivos e atender ao feedback”, escreve. Ela afirma que mais de 1.100 relatos de problemas foram corrigidos.

O Elementary OS 8.1 está disponível no modelo “pague o quanto quiser” no site oficial do projeto.

Elementary OS 8.1 é a nova versão da distro Linux para fãs do macOS

Tela principal do Elementary OS 8.1 (imagem: divulgação/Elementar)

Elementary OS 8.1 (imagem: divulgação/Elementar)

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

19 de Dezembro de 2025, 17:05
Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nova versão LTS também trará renovação em apps nativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 LTS será lançado em abril de 2026 com o kernel Linux 6.20 ou 7.0, dependendo da decisão de Linus Torvalds sobre a numeração.
  • A nova versão incluirá atualizações de aplicativos, como a substituição do Totem pelo Showtime e do Monitor de Sistema do GNOME pelo Resources.
  • Usuários do Ubuntu 25.10 poderão atualizar imediatamente, enquanto usuários do 24.04 LTS receberão a notificação de atualização em agosto.

A Canonical anunciou oficialmente nesta sexta-feira (19/12) que o Ubuntu 26.04 LTS, codinome “Resolute Raccoon”, será lançado em abril de 2026, trazendo a versão mais recente do kernel Linux disponível na data de finalização do sistema — tradição que começou na versão 24.10.

A estratégia resolve uma das críticas antigas às versões de suporte de longo prazo do Ubuntu (as LTS): a defasagem de drivers no lançamento. Ao optar pelo kernel 6.20 — ou 7.0, dependendo da nomenclatura final adotada —, a Canonical assegura que o sistema será compatível com processadores, placas de vídeo e componentes de hardware recentes, dispensando a necessidade de o usuário aguardar atualizações ou instalar drivers manualmente.

Segundo o cronograma divulgado pela equipe de desenvolvimento, a janela de lançamento será apertada. A previsão atual indica que o kernel 6.20 deve atingir a versão estável por volta do dia 5 de abril. Para alinhar o desenvolvimento do sistema a essa data, a Canonical definiu o lançamento da versão final do Ubuntu 26.04 LTS para 23 de abril.

Kernel Linux pode mudar para 7.0

Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Canonical vai adotar numeração final escolhida por Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uma dúvida comum entre entusiastas e usuários do sistema diz respeito à numeração do kernel. Embora a documentação oficial da Canonical e as previsões de lançamento citem o “Linux 6.20”, existe uma forte possibilidade de que essa versão seja renomeada para Linux 7.0 antes da estreia.

Isso ocorre devido ao histórico de Linus Torvalds, criador do kernel, de evitar que os números de versão secundária cresçam indefinidamente. Torvalds tende a incrementar o número da versão principal (de 5.x para 6.x, por exemplo) quando a versão secundária se aproxima da casa do x.19 ou x.20.

Se Torvalds decidir que o número “6.20” é muito complexo ou simplesmente quiser marcar um novo ciclo, ele pode designar a versão como 7.0. Para o usuário final, a mudança é apenas semântica: as funcionalidades, o suporte a hardware e as melhorias de segurança serão as mesmas, independentemente da numeração.

Aplicativos renovados e ciclo de atualização

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 rodando em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além das mudanças no núcleo do sistema, o Ubuntu 26.04 LTS deve trazer atualizações relevantes nas aplicações. A distribuição caminha para substituir ferramentas clássicas do ambiente GNOME por alternativas mais modernas.

Entre as mudanças prováveis, está a substituição do reprodutor de vídeo Totem pelo Showtime, e a troca do tradicional Monitor de Sistema do GNOME pelo aplicativo Resources. Essas novas aplicações utilizam tecnologias de interface mais atuais (como GTK4 e Libadwaita), oferecendo uma experiência de uso mais fluida.

Vale destacar que versões LTS do Ubuntu são projetadas para serem utilizadas por pelo menos cinco anos, sendo a escolha preferencial para empresas, servidores e usuários que priorizam estabilidade. A inclusão de um kernel recente e aplicativos renovados garante que o sistema permaneça relevante e capaz de lidar com novas tecnologias por mais tempo.

Quanto à disponibilidade, o processo de atualização seguirá o padrão da Canonical. Usuários que estiverem na versão intermediária, Ubuntu 25.10, poderão migrar para o 26.04 LTS logo após o lançamento em 23 de abril.

Já para quem utiliza a versão LTS atual (Ubuntu 24.04), a notificação de atualização automática só deve aparecer no lançamento do primeiro “point release”, o Ubuntu 26.04.1 LTS, previsto para agosto. Essa espera é intencional e permite garantir que bugs críticos iniciais sejam corrigidos antes de migrar uma base maior de usuários.

Com informações de Neowin e Phoronix

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Jolla resiste: celular com Linux ganha nova versão

9 de Dezembro de 2025, 12:55
Novo Jolla Phone
Novo Jolla Phone (imagem: reprodução/Jolla)
Resumo
  • Novo Jolla Phone chega em pré-venda com Sailfish OS 5 (com kernel Linux) e hardware atualizado;

  • Especificações incluem tela AMOLED, câmera dupla, 12 GB de RAM e bateria removível;

  • Preços variam conforme lote, e entregas começam no primeiro semestre de 2026.

Criada por ex-membros da antiga Nokia, a Jolla atraiu os olhares em 2013 ao anunciar o Jolla Phone, celular que roda o Sailfish OS, sistema operacional baseado em Linux que é mantido até hoje. Não por acaso, eis que um novo aparelho com Sailfish OS entrou em pré-venda na Europa.

A primeira versão do Jolla Phone, chamada simplesmente de “Jolla”, tinha tela de 4,5 polegadas, conectividade 4G e o Sailfish OS, que surgiu como um projeto disposto a continuar o legado do MeeGo, sistema operacional de código aberto oriundo da fusão do Maemo, da Nokia, com o Moblin, da Intel, para rodar em celulares, tablets, TVs e outros dispositivos.

O MeeGo fracassou por vários motivos, entre eles, a adoção do Windows Phone pela Nokia e a desistência da Intel de produzir chips para dispositivos móveis.

Mas desenvolvedores e entusiastas do projeto mantiveram o espírito do MeeGo ao criarem o Sailfish OS, que tem kernel Linux como característica mais notável. A sua principal proposta é ser uma alternativa ao Android, mas capaz de executar softwares deste último via Jolla AppSupport (uma espécie de ambiente Android dentro do Sailfish OS).

Embora o primeiro celular tenha vendido pouco, a Jolla vinha mantendo o Sailfish OS e chegou a registrar lucro pela primeira vez em 2021.

A surpresa, agora, é a retomada dos trabalhos com hardware. Não que a Jolla já não tivesse tentado antes. A organização lançou o Jolla C em 2016 e o Jolla C2 no ano passado. Mas ambos os celulares têm hardware simples. O novo Jolla Phone parece ser muito mais ousado.

O novo Jolla Phone
O novo Jolla Phone tem duas câmeras na traseira (imagem: reprodução/Jolla)

Como é o novo Jolla Phone?

Começa com um novo conjunto de hardware, obviamente. As especificações do novo Jolla Phone incluem uma tela AMOLED de 6,36 polegadas com resolução full HD e proteção Gorilla Glass.

Já a traseira traz duas câmeras: principal de 50 megapixels com lente grande angular; secundária de 13 megapixels com lente ultra grande angular.

Internamente, o aparelho conta com um chip MediaTek cujo modelo ainda não foi revelado. Há ainda 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno expansíveis com cartão microSD. Já a bateria tem 5.500 mAh de capacidade e pode ser trocada pelo próprio usuário.

O botão de liga/desliga tem leitor de impressões digitais. As demais características incluem 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4 e NFC.

O sistema operacional é o Sailfish OS 5 que, além de rodar aplicativos de Android via AppSupport, promete preservar os aspectos da segurança e privacidade por não rastrear ou coletar dados do usuário.

Um detalhe interessante é que as especificações do smartphone foram definidas por meio de uma votação na comunidade do Sailfish OS.

Novo Jolla Phone na cor laranja
Novo Jolla Phone na cor laranja (imagem: reprodução/Jolla)

Disponibilidade e preço do Jolla Phone

Por ora, o Jolla Phone está em pré-venda, via campanha de financiamento, no site oficial da Jolla. O primeiro lote tinha preço de 499 euros. O segundo e atual lote custa 549 euros. Quando for lançado oficialmente, a novidade custará entre 599 e 699 euros (entre R$ 3.800 e R$ 4.450, na conversão direta).

O celular está sendo oferecido em três cores: branca, preta e laranja. As entregas estão previstas para o primeiro semestre de 2026, em países da Europa.

Jolla resiste: celular com Linux ganha nova versão

Novo Jolla Phone (imagem: reprodução/Jolla)

Linus Torvalds defende Microsoft em casos de “tela azul” no Windows

4 de Dezembro de 2025, 15:37
Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)
Resumo
  • Linus Torvalds defendeu a Microsoft, afirmando que falhas de hardware, não bugs de software, são responsáveis por muitas “telas azuis” do Windows;
  • Torvalds destacou a importância das memórias ECC para evitar problemas causados por falhas de hardware;
  • A “Tela Azul da Morte” do Windows foi alterada para uma “tela preta” no Windows 11.

Há quem acredite que o “pai do Linux” tem repulsa por tudo que venha da Microsoft, mas a realidade é diferente. Linus Torvalds tem mantido uma postura respeitosa com relação à companhia, tanto que a defendeu recentemente ao comentar um tópico sempre polêmico: a “Tela Azul da Morte” (“BSOD”) do Windows.

O episódio ocorreu na participação de Linus Torvalds em um vídeo no popular canal no YouTube Linus Tech Tips. No vídeo, Torvalds acompanha a montagem de um PC com Linux ao lado do apresentador Linus Sebastian.

Em dado momento, quando Sebastian manipulava um módulo de RAM, a conversa enveredou para a predileção de Torvalds por memórias com ECC (Error Checking and Correction), tecnologia para detecção e correção de erros nesse tipo de componente.

Como módulos com ECC costumam ser mais caros, memórias com esse recurso tendem a ser usados em servidores, workstations ou aplicações profissionais, sendo pouco comuns em PCs domésticos.

Mas Torvalds defende o uso abrangente dessa tecnologia por entender que a sua ausência pode causar problemas sérios ao computador, pois, não raramente, falhas ocorrem no nível do hardware, não no software.

Foi quando, para exemplificar, Linus Torvalds comentou que nem sempre a Microsoft é culpada pela famosa e temível “tela azul”:

Estou convencido de que todas as brincadeiras sobre a instabilidade do Windows e a tela azul… Bom, creio que não é mais uma tela azul [atualmente, é preta]… Na verdade, uma grande porcentagem dessas falhas não eram bugs de software. Uma grande porcentagem eram efeito de hardware não confiável.

Linus Torvalds

Na sequência, Torvalds comentou que o ECC é tão essencial para tornar o computador confiável que ele não toca em PCs que não tenham o recurso, deixando claro que esse tipo de tecnologia é importante independentemente do sistema operacional em uso.

Os comentários de Torvalds sobre ECC e sobre “tela azul” começam no minuto 8 do vídeo:

A “Tela Azul da Morte” do Windows agora é preta

A “Tela Azul da Morte” é informalmente chamada assim porque aparece de modo repentino, exibindo um mensagem de erro com fundo azul quando algo impede o funcionamento do computador.

Tela preta com texto branco centralizado exibindo uma mensagem de erro do sistema operacional Windows. A mensagem diz: "Your device ran into a problem and needs to restart. 0% complete". Na parte inferior da tela, em menor tamanho, está escrito: "Stop code: CRITICAL_PROCESS_DIED (0xEF)" e "What failed: rdbss.sys". Não há outros elementos visuais presentes.
Tela azul do Windows 11 que agora é preta (imagem: divulgação/Microsoft)

Mas, no Windows 11, a Microsoft começou a trocar a “tela azul” por uma “tela preta” neste ano. Aparentemente, trata-se de uma tentativa da companhia de simplificar e otimizar o tratamento de erros que interferem no funcionamento do sistema operacional, sejam eles causados por falhas de hardware ou software.

Vale lembrar ainda que, também em 2025, Linus Torvalds e Bill Gates se encontraram pela primeira vez.

Linus Torvalds defende Microsoft em casos de “tela azul” no Windows

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Torvalds comentou sobre importância de memórias com ECC (correção de erros), exemplificando que "tela azul" do Windows muitas vezes ocorre por falha de hardware.

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

780 mil pessoas dizem não ao Windows 11 e adotam Linux

25 de Novembro de 2025, 11:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Usuários do Windows 10 buscam refúgio em sistema com suporte garantido até 2029 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Zorin OS 18 atingiu 1 milhão de downloads em cinco semanas, com 780 mil instalações oriundas de sistemas Microsoft.
  • A distribuição oferece interface híbrida e compatibilidade com softwares do Windows, como Office 365 e Microsoft Teams.
  • Trata-se de uma versão LTS com suporte até 2029, proporcionando uma alternativa viável ao Windows 11.

O fim do suporte oficial ao Windows 10 em outubro de 2025 vem reconfigurando o mercado de sistemas operacionais para desktops. Diante das exigências rígidas do Windows 11 e de preocupações com segurança, milhares de usuários estão migrando para distribuições Linux. O exemplo mais recente desse movimento é o Zorin OS 18.

Segundo os desenvolvedores da distribuição, a versão mais recente atingiu nada menos que um milhão de downloads em cinco semanas. Dados de telemetria divulgados pela equipe indicam que mais de 78% desses downloads — cerca de 780 mil instalações — vieram de computadores que rodavam sistemas da Microsoft.

O número sugere que a barreira técnica, historicamente um obstáculo para a adoção do Linux, está sendo superada pela necessidade de manter computadores considerados obsoletos pela Microsoft funcionais e seguros.

Linux é uma opção viável para usuários leigos?

Captura de tela mostra a distribuição Zorin OS 18 rodando em um PC
Zorin OS 18 foi lançado quando o suporte ao Windows 10 se encerrou (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Uma grande dúvida de quem abandona o Windows é a curva de aprendizado e compatibilidade de softwares no Linux. O Zorin OS 18 procura resolver essa insegurança ao oferecer uma interface híbrida, que mescla layout similar do Windows com elementos visuais modernos.

A distribuição foca em reduzir o atrito da troca, com integração com serviços de nuvem, como o OneDrive da Microsoft, permitindo que o fluxo de trabalho do usuário permaneça praticamente inalterado.

Além da estética, a barreira da compatibilidade de software foi reduzida. A nova versão do sistema aposta na instalação facilitada de Aplicativos Web Progressivos (PWA), permitindo o uso de ferramentas como Office 365, Microsoft Teams e Google Docs como se fossem programas nativos.

Para softwares legados do Windows, o sistema utiliza camadas de compatibilidade (como o Wine) com configurações pré-ajustadas, minimizando a necessidade de intervenção técnica manual.

Outro fator que reduz a rejeição ao Linux é o avanço no suporte a jogos, impulsionado nos últimos anos pelo desenvolvimento da camada Proton pela Valve, que permite rodar títulos populares do Windows no sistema do pinguim.

Suporte até 2029

Se a aposta da Microsoft era uma conversão em massa para o Windows 11, os números mostram que uma parcela do mercado decidiu que é hora de testar novos horizontes. O Linux surge como uma alternativa gratuita e de longo prazo.

O Zorin OS 18, por exemplo, é uma versão LTS (Long Term Support), com atualizações de segurança garantidas até 2029, estendendo a vida útil de computadores perfeitamente capazes que seriam descartados por “incompatibilidade” no sistema da Microsoft.

Com informações do Tom’s Hardware

780 mil pessoas dizem não ao Windows 11 e adotam Linux

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA

19 de Novembro de 2025, 17:40
Google Antigravity
Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Antigravity é uma IDE focada em IA, derivada do Visual Studio Code, com suporte a múltiplos agentes de IA e baseada no Gemini 3;
  • A interface principal do Antigravity é a tela de interação com o chatbot; novidade executa testes, revisões, relatórios e mais;
  • Antigravity está em fase preview pública, e pode ser baixado gratuitamente para Windows, macOS e Linux.

Editores de código integrados com recursos de inteligência artificial já não são novidade, mas o Google Antigravity chega com a proposta de levar essa combinação a um novo patamar. Estamos falando de um ambiente de desenvolvimento (IDE) que usa agentes de IA para realizar numerosas tarefas.

Embora o Google não tenha comentado a respeito no anúncio oficial, sabe-se que o Antigravity é um fork do popular Visual Studio Code, tendo como principal diferencial em relação a este último o suporte a múltiplos agentes de IA que, por sua vez, têm o também novo Google Gemini 3 como principal alicerce.

Essa abordagem abre um leque de possibilidades, pois permite que o desenvolvedor direcione agentes de IA para atividades específicas, com muitas delas podendo ser executadas automaticamente.

Com base nisso, o Antigravity pode fazer capturas ou gravações de tela regularmente para reportar o avanço de uma atividade, permitir ajustes posteriores ou contribuir com a documentação. Nesse sentido, o usuário pode usar as capturas de tela para pedir que o Gemini 3 ajuste determinado código ou o descreva de modo mais detalhado, por exemplo.

Não é por acaso que a interface mais útil do Antigravity não é a tradicional área de edição de código, mas a tela de interação com o chatbot. Por ali, também é possível acionar agentes e acompanhar as atividades realizadas por cada um deles, o que permite até que projetos diferentes sejam conduzidos simultaneamente.

Tela inicial do Antigravity
Tela inicial do Antigravity, com campo de interação com o chatbot (imagem: reprodução/Google)

O Antigravity pode também realizar testes, fazer revisões, produzir relatórios e assim por diante.

No anúncio oficial, o Google explica o porquê de ter criado o Antigravity:

Queremos que o Antigravity seja a base do desenvolvimento de software na era dos agentes [de IA]. Nossa visão é, em última instância, a de permitir que qualquer pessoa com uma ideia a faça decolar e a transforme em realidade.

O Google explica ainda que o Antigravity segue quatro princípios básicos: confiança, autonomia, feedback e autoaperfeiçoamento. A companhia dá a entender que esses fundamentos fazem o projeto se tornar adequado para projetos colaborativos ou para quem busca aumento de produtividade.

Tela inicial do Antigravity
Tela inicial do Antigravity (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade do Google Antigravity

O Google Antigravity está em fase preview pública, ou seja, já pode ser testado por qualquer desenvolvedor ou entusiasta. A novidade tem versões para Windows, macOS e Linux.

No momento, o Antigravity é gratuito e tem como base o Gemini 3 Pro, embora também possa funcionar com o Claude Sonnet 4.5 e o GPT-OSS. O Google fala em limites “generosos” de créditos de uso, mas sem informar quais.

A página do projeto informa que, em etapas futuras, o Antigravity terá planos para equipes e organizações que, presumivelmente, terão um custo mensal e darão acesso a mais recursos.

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA

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Google Antigravity é uma IDE que usa agentes de IA para automatizar tarefas. Novidade é baseada no Gemini 3 e tem versões para Windows, Linux e Mac.

Google lança Antigravity, editor de código todo baseado em IA (imagem: reprodução/Google)

Tela inicial do Antigravity

Tela inicial do Antigravity (imagem: reprodução/Google)

Firefox abandona suporte a Linux de 32 bits

11 de Novembro de 2025, 12:47
Janela do navegador Firefox exibe a tela “Choose a Firefox profile”, com opções de perfis separados para uso. Três cartões aparecem: “Work”, com ícone de mala em fundo verde; “Personal”, com ícone de flor em fundo lilás; e “Create a profile”, com símbolo de adição. O fundo mostra uma floresta com árvores altas e luz natural.
Firefox 145 chegou com fim do suporte a sistemas Linux de 32 bits (imagem: divulgação)
Resumo
  • Mozilla lançou o Firefox 145, que abandona o suporte a Linux de 32 bits.
  • A recomendação é migrar para 64 bits ou usar a versão ESR 140, que tem suporte até 2026.
  • As novidades da nova versão incluem melhorias de privacidade e atualização do leitor de PDF para adicionar notas.

A era dos sistemas Linux de 32 bits chegou oficialmente ao fim para o Firefox. A Mozilla lançou a nova versão 145 do navegador, que abandona a compatibilidade com máquinas mais antigas. Com a mudança, o Firefox 144 se torna a última versão que rodará nesses sistemas.

Para quem ainda utiliza Linux 32 bits, a Mozilla recomenda a migração para um sistema operacional de 64 bits. Caso não seja possível, a única alternativa para se manter seguro será usar a versão com suporte estendido (Firefox ESR) 140, que continuará recebendo atualizações de segurança até setembro de 2026.

Com o encerramento do suporte à arquitetura, o Firefox se junta a outros dos principais navegadores concorrentes. O Google Chrome, por exemplo, abandonou o Linux 32 bits há anos. Da mesma forma, Opera, Microsoft Edge e Brave também já não oferecem mais versões modernas para a arquitetura.

O que mais o Firefox 145 trouxe?

Além do fim do 32 bits no Linux, a nova versão traz pequenas mudanças no design — como abas ligeiramente mais arredondadas — e melhorias de privacidade. Entre elas, o Firefox 145 promete reduzir a “impressão digital” (fingerprinting) do usuário em quase 50% ao usar a Navegação Privativa ou a “Proteção Aprimorada contra Rastreamento” no modo Rigoroso.

O leitor de PDF integrado também recebeu uma atualização para melhorar a funcionalidade, permitindo agora que o usuário adicione notas e comentários diretamente nos arquivos abertos pelo navegador.

Captura de tela do leitor de PDF no Firefox, com um trecho do texto marcado e uma caixa de comentário aberta
Leitor de PDF ganhou novas funcionalidades (imagem: reprodução/Mozilla)

Outras pequenas melhorias incluem:

  • Pré-visualização de abas ao passar o mouse sobre um grupo
  • Gestão de senhas salvas diretamente na barra lateral
  • Função “Copiar link para o destaque” (cria uma URL para um texto específico)
  • Compressão dos modelos de tradução local (com Zstandard), reduzindo o tamanho do download e o espaço de armazenamento usado pelo recurso.

Para usuários do Windows — incluindo o Windows 10, que segue recebendo atualizações completas — a Mozilla também testa um novo atalho na área de trabalho.

A ideia é ajudar quem sincroniza o desktop pelo OneDrive em um computador novo: se o Firefox não estiver instalado, o atalho perguntará se o usuário deseja baixá-lo, em vez de simplesmente exibir um erro.

Com informações de Neowin

Firefox abandona suporte a Linux de 32 bits

Perfis podem ter até temas diferentes (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/Mozilla)

Equipe do Ubuntu Unity faz apelo para que distro não vire um abandonware

30 de Outubro de 2025, 15:22
Ubuntu Unity (imagem: reprodução/Ubuntu Unity)
Distribuição acumula “bugs críticos” e pode não ter versão LTS em 2026 (imagem: reprodução/Ubuntu Unity)
Resumo
  • O Ubuntu Unity enfrenta “bugs críticos” devido à falta de liderança técnica após o principal desenvolvedor, Rudra Saraswat, priorizar os estudos.
  • A distribuição não conseguiu lançar a versão 25.10 e enfrenta instabilidade, podendo se tornar um abandonware se não receber suporte.
  • A equipe busca ajuda de desenvolvedores da comunidade Ubuntu para corrigir falhas e garantir o lançamento do Ubuntu 26.04 LTS.

O Ubuntu Unity enfrenta um futuro incerto. Membros do projeto de desenvolvimento da distribuição publicaram um pedido de ajuda em fóruns oficiais no início da semana, informando que enfrentam “bugs críticos”. A situação ocorre porque o mantenedor principal, o jovem desenvolvedor Rudra Saraswat, precisou priorizar os estudos, deixando o projeto sem liderança técnica para corrigir as falhas.

A admissão da crise veio de Maik Adamietz, membro da equipe Unity. Na publicação, ele explicou que Saraswat agora é um adolescente que não consegue dedicar o tempo necessário para os problemas que se acumularam.

O que é o Ubuntu Unity?

O Ubuntu Unity é um “sabor” do sistema operacional Ubuntu, baseada em Linux. Seu principal diferencial é o uso do ambiente de trabalho Unity, uma interface gráfica desenvolvida originalmente pela Canonical, a empresa responsável pelo Ubuntu, e utilizada como padrão em suas versões principais entre 2010 e 2017.

A interface Unity foi descontinuada pela Canonical em 2017, quando o ambiente GNOME se tornou o novo padrão. A decisão gerou controvérsia e desapontou usuários que preferiam a aparência e o fluxo de trabalho do Unity, que incluía uma barra lateral característica e um menu global.

Interface Unity foi lançada em 2010 (imagem: reprodução/Canonical)

O projeto foi revitalizado de forma independente em 2020 por Rudra Saraswat, então com dez anos, sob o nome Unity Remix. O objetivo era resgatar a interface e mantê-la funcional e atualizada. Em 2022, a iniciativa foi reconhecida pela própria Canonical, tornando-se o Ubuntu Unity de agora, uma das variações oficiais do sistema, ao lado de Kubuntu (com interface KDE) e Xubuntu (com XFCE), entre outras.

Quais são os impactos para os usuários?

A falta de manutenção já gerou consequências negativas. Segundo Adamietz, a equipe não conseguiu lançar a nova versão 25.10 do Ubuntu Unity, prevista para o início de outubro. Ele disse que os atuais bugs ““”Esses bugs ”também estão presentes ao atualizar da versão 25.04 para a 25.10 ou ao tentar instalar o ambiente de trabalho Unity sobre outra distribuição”.

Na prática, a distribuição Linux está se tornando instável e pode parar de funcionar para usuários que tentarem atualizá-la. Se a situação persistir, o projeto pode se tornar um abandonware, ou seja, um software que não recebe mais suporte e se torna obsoleto.

A equipe restante admitiu que não possui capacidade técnica para resolver a situação e fez um apelo direcionado a desenvolvedores da comunidade Ubuntu dispostos a colaborar. O objetivo imediato é corrigir as falhas e trazer o projeto “de volta a um estado funcional”. Eles também buscam garantir que o projeto não perca o lançamento do Ubuntu 26.04 LTS (Suporte de Longo Prazo), previsto para abril de 2026.

Equipe do Ubuntu Unity faz apelo para que distro não vire um abandonware

Uma das novidades: escolhar a cor que quiser para o Dash. Menos essa, muito feia.

Zorin OS 18: distro Linux chega com proposta de substituir o Windows 10

16 de Outubro de 2025, 11:49
Zorin OS 18
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui kernel Linux 6.14 e oferece suporte até 2029;
  • Distribuição tem interface similar ao Windows 10, e pode atrair usuários que procuram alternativas a esse sistema;
  • Zorin OS 18 suporta aplicativos Windows via Wine 10.0 e oferece versões Core (gratuita), Pro (paga) e Education (gratuita).

O dia 14 de outubro marcou o fim do suporte ao Windows 10. Mas a data também serviu para o lançamento do Zorin OS 18. Coincidência? Provavelmente, não. A nova versão da distribuição chega justamente com a proposta de substituir o agora descontinuado sistema operacional da Microsoft.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, tem kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longe prazo (LTS), garantido até junho de 2029. As diferenças entre os dois projetos ficam visíveis no ambiente de desktop padrão: o Zorin OS 18 conta com uma implementação bastante modificada do Gnome 46.

Visual padrão do Zorin OS 18
Visual padrão do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Essa modificação faz a interface ter uma organização que remete ao Windows 10. Há uma espécie de barra de tarefas com um menu de início à esquerda, enquanto o lado direito abriga o relógio, bem como atalhos para funções básicas, a exemplo dos controles de áudio e de redes Wi-Fi.

Tão ou mais interessantes são as opções de organização de janelas que o Zorin OS 18 oferece, recurso útil especialmente para quem tem um monitor ou notebook com tela grande. Basta arrastar uma das janelas abertas para o topo que as opções de organização aparecem imediatamente. Na sequência, basta escolher a que mais te agrada.

Opções de organização de janelas no Zorin OS 18
Opções de organização de janelas no Zorin OS 18 (imagem: reprodução/Zorin)

Ainda sobre a interface, o tema padrão Zorin OS 18 exibe fundo branco e cinza, e pastas e elementos de seleção na cor azul. Mas também é possível escolher um tema com detalhes em amarelo, bem como outro com elementos em tons de marrom. Todos os temas, incluindo o padrão, têm um modo escuro.

A distribuição também traz um bom conjunto de aplicativos, a exemplo do navegador Brave, da suíte LibreOffice, e das ferramentas nativas de calculadora, agenda e gerenciamento de arquivos.

O sistema operacional oferece ainda o Web Apps, modo muito conhecido na distribuição Linux Mint que transforma qualquer site em um aplicativo para desktop.

Chama mais a atenção o suporte a aplicativos do Windows, graças à incorporação do Wine 10.0 ao Zorin OS 18, recurso que deve ajudar os usuários que estão vindo do Windows 10. Apesar disso, a distribuição é capaz de recomendar alternativas nativas para Linux, quando disponíveis, sempre que o usuário tenta instalar um software para Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Zorin OS 18?

A distribuição tem duas versões principais. O Zorin OS 18 Core é a opção gratuita, que traz os recursos mais essenciais e, portanto, é capaz de atender à maior parte dos usuários domésticos.

Já o Zorin OS 18 Pro custa US$ 47,99 ou, no Brasil, R$ 199 (pode haver variações nesse valor por conta da conversão para euros), e oferece um pacote maior de recursos, incluindo temas extras, mais opções de personalização e suporte avançado. Essa é uma opção que ajuda a financiar a distribuição.

Há ainda o Zorin OS 18 Education, que também é gratuito e, como o nome sugere, traz ferramentas direcionadas a estudantes.

Zorin OS 18 Core
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Todas as opções podem ser baixadas a partir do site da Zorin. Após o download, basta usar uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Quem já usa o Zorin OS 17 precisa apenas aguardar. A atualização automática para a versão 18 estará disponível em breve.

Em tempo: o Windows 10 deixou de ser suportado pela Microsoft. Isso significa que o sistema operacional não receberá mais atualizações regulares.

Zorin OS 18: distro Linux chega com proposta de substituir o Windows 10

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Visual padrão do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desenvolvedor mantém GPU de 13 anos viva no Linux

30 de Setembro de 2025, 13:07
Uma placa de vídeo (GPU) de alto desempenho nas cores vermelho e preto é exibida em um fundo branco. A placa é longa, com um sistema de resfriamento que inclui três ventoinhas pretas e a inscrição "DEVIL 13" na lateral.
Patches visam melhorar compatibilidade de placas de mais de uma década (imagem: reprodução)
Resumo
  • Timur Kristóf, funcionário terceirizado da Valve, lança patches para GPUs GCN 1.0 e 1.1, melhorando compatibilidade com hardwares modernos.
  • As atualizações permitem que GPUs antigas utilizem o driver AMDGPU, superando limitações do Radeon e garantindo suporte a APIs modernas como Vulkan.
  • O objetivo é ampliar a funcionalidade e desempenho das GPUs no ambiente Linux.

Um desenvolvedor a serviço da Valve, empresa por trás da plataforma de jogos Steam, está trabalhando para dar sobrevida a GPUs lançadas há pelo menos 13 anos. O esforço é focado em placas com arquitetura GCN 1.0 — inaugurada com a série Radeon HD 7000 em 2012 — e 1.1, que agora recebem novas atualizações para garantir a compatibilidade e corrigir problemas de funcionamento.

O responsável é Timur Kristóf, que atua como terceirizado para a Valve na equipe de gráficos para Linux. Os novos pacotes de correção (patches) visam permitir que o hardware antigo funcione melhor com tecnologias de software mais recentes, um trabalho importante para quem ainda utiliza essas placas ou as adquire no mercado de usados.

Por meio de patches, Kristóf tenta garantir que os chips antigos se beneficiem de tecnologias modernas — corrigindo bugs, ajustando rotinas e adaptando o suporte para camadas de software atuais. O desenvolvedor já submeteu o código para revisão e pode se integrar ao futuro kernel Linux 6.18.

O que as novas atualizações corrigem?

De acordo com as notas de atualização divulgadas pelo desenvolvedor, os patches resolvem problemas específicos que os usuários dessas placas enfrentavam em cenários modernos. Segundo Kristóf, um deles era um flicker em monitores 4K, que fazia a parte inferior da tela piscar quando a taxa de atualização estava em 60 Hz.

Outro ajuste importante é voltado a PCs com processadores AMD da geração mais recente (Zen 4). Nessas máquinas, as GPUs antigas podiam provocar travamentos aleatórios em momentos de baixo uso.

Além disso, o desenvolvedor aplicou mudanças de compatibilidade no driver para que o hardware funcione de forma mais estável dentro do código moderno do Linux.

Como destacou o site Phoronix, um dos principais entraves para que as placas GCN 1.0 e 1.1 usassem o driver moderno AMDGPU era a ausência de suporte a conectores de vídeo analógicos, como DVI-I e VGA. Kristóf anunciou a correção desse empecilho em julho deste ano.

Adaptação a drivers mais recentes

Imagem mostra a GPU AMD Radeon HD 7790, de cor preto e vermelho
AMD Radeon HD 7790, que possui arquitetura GCN 1.1 (Bonaire) (imagem: divulgação/AMD)

A arquitetura GCN (Graphics Core Next) 1.0 e 1.1 substituiu a antiga TeraScale, estreando em placas da série Radeon HD 7000. À época, a série abrangia modelos intermediários, como a HD 7750, e até mesmo topos de linha, como a HD 7970, que rivalizava diretamente com placas poderosas da Nvidia.

Por padrão, o Linux passa a usar para esses modelos o driver Radeon, que hoje raramente recebe atualizações importantes. Além disso, esse driver não integra suporte nativo às APIs gráficas mais recentes, como a Vulkan, que muitos jogos e motores modernos já adotam.

Por outro lado, o driver AMDGPU é a base usada atualmente para as placas mais recentes da AMD (a partir da arquitetura GCN 1.2). Ele é essencial para o bom desempenho em jogos atuais, inclusive para rodar games de Windows no Linux via Proton, a camada de compatibilidade mantida pela Valve.

O trabalho que Kristóf vem fazendo é adaptar e corrigir o suporte para que essas GPUs de 13 anos possam rodar com o driver moderno AMDGPU, garantindo acesso a otimizações e tecnologias atuais.

Com informações de XDA Developers

Desenvolvedor mantém GPU de 13 anos viva no Linux

Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds; confira as novidades

29 de Setembro de 2025, 16:52
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Kernel Linux 6.17 chega com avanços importantes em drivers e estabilidade do sistema;

  • A versão melhora o suporte a chips AMD e Intel, além de trazer compatibilidade aprimorada com Macs, por exemplo;

  • Novidade já está disponível no site oficial, mas distribuições Linux devem liberar novo kernel de acordo com seus cronogramas de lançamentos.

Pede a tradição que uma nova versão do kernel Linux seja anunciada oficialmente aos domingos. Pois bem, Linus Torvalds aproveitou o último domingo (28/09) para lançar a versão final do Linux 6.17. A novidade chega com vários pequenos aprimoramentos que envolvem chips da AMD e Intel, por exemplo.

Anunciado dois meses após o Linux 6.16, o kernel 6.17 não traz nenhuma grande novidade. Mas o próprio Torvalds sinaliza que isso não é ruim, pois significa que os desenvolvedores não enfrentaram nenhum grande desafio ou contratempo recente nos trabalhos com a nova versão:

Nenhuma grande surpresa na semana passada, então aqui estamos nós, com o kernel 6.17 lançado e pronto para uso.

(…) Não é empolgante, o que é ótimo. Acho que o maior patch disponível são correções para travamento de alguns conflitos de Bluetooth que poderiam causar situações de “use after free” [tipo de erro de memória].

(…) Fora isso, há as correções de driver habituais (GPU e rede dominam [esse aspecto] como sempre, mas essa “dominância” ainda é bem pequena), há algumas pequenas atualizações aleatórias de outros drivers, algum ruído no sistema de arquivos, kernel e mm [gerenciamento de memória].

Linus Torvalds, líder de desenvolvimento do kernel Linux

O que o Linux 6.17 tem de novo?

As novidades do kernel 6.17 podem não ser empolgantes, mas são relevantes. No que diz respeito aos chips da AMD, os avanços envolvem, por exemplo, o suporte ao driver Hardware Feedback Interface (HFI), que contribui para o uso mais eficiente dos processadores Ryzen por meio da distribuição mais inteligente das cargas de trabalho entre os núcleos.

Também há suporte para a função SmartMux, que permite alternar de modo mais eficiente entre uma GPU integrada e um chip gráfico dedicado em computadores que contam com esses dois componentes.

No universo da Intel, o kernel 6.17 mantém o suporte a múltiplos núcleos de CPU sempre ativado para assegurar que as cargas de trabalho sejam distribuídas de modo mais eficiente entre todos eles.

Além disso, a nova versão traz suporte aprimorado ao driver de webcam IPU7, de modo a melhorar a compatibilidade do Linux com câmeras de notebooks que têm um processador recente da Intel.

Com relação a sistemas de arquivos, uma das novidades está nos ajustes de escalabilidade de alocação de blocos em partições EXT4. Isso contribui para deixar o sistema como um todo mais estável.

Outras novidades incluem:

  • suporte melhorado ao sistema de arquivos Btrfs;
  • suporte inicial aos codecs HEVC(H.265) e VP9 no decodificador de vídeo Qualcomm Iris;
  • drivers gráficos para notebooks com os futuros chips Intel Panther Lake (linha Core Ultra);
  • compatibilidade aprimorada em Macs com chip M1 ou M2;
  • adição de recursos para a Touch Bar de MacBooks Pro com processador Intel.

Mais detalhes sobre o kernel Linux 6.17 podem ser encontrados aqui e aqui (ambas as páginas descrevem recursos de modo bastante técnico).

Ícones de aplicativos no Ubuntu 25.2
O Ubuntu está entre as distribuições que devem trazer o Linux 6.17 na próxima atualização (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como obter o Linux 6.17?

Usuários que sabem como compilar e atualizar o kernel podem baixar o Linux 6.17 a partir do site oficial.

Note que o procedimento exige conhecimentos avançados. Para o público em geral, o ideal é aguardar que o kernel 6.17 seja liberado pelos desenvolvedores das distribuições Linux.

Costuma não haver pressa para isso, porém. Em linhas gerais, as distribuições usam o kernel mais otimizado para determinada versão do projeto, não necessariamente o mais recente.

Com informações de It’s Foss e OMG! Ubuntu

Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds; confira as novidades

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os aplicativos do Ubuntu 25.04 incluem o LibreOffice 25.2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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