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Received yesterday — 21 de Maio de 2026Tecnologia

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

21 de Maio de 2026, 08:48
Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)
Resumo
  • Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
  • 70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
  • Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.

As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.

Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho. 

Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.

Pesquisas confirmam descontentamento

De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.

Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Demissões em massa

Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.

Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

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Ex-CEO do Google enfrentou forte reação durante discurso em Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Anthropic não aumentou o preço de Claude. Ele inventou algo melhor: inflação simbólica

24 de Abril de 2026, 20:30

A Anthropic surpreendeu o mercado de inteligência artificial com uma estratégia inusitada para o lançamento do Claude Opus 4.7. Embora o preço nominal por milhão de tokens tenha permanecido inalterado, a empresa introduziu o conceito de inflação de tokens em sua arquitetura. Na prática, o modelo agora consome mais recursos para processar o mesmo volume de texto, elevando os custos operacionais de forma silenciosa para desenvolvedores e empresas.

Como funciona a inflação de tokens na Anthropic?

De acordo com um anúncio oficial publicado no blog da Anthropic, a nova versão do modelo Claude Opus utiliza uma técnica de processamento mais densa. Isso significa que a granularidade da fragmentação das palavras foi alterada, resultando em uma contagem de tokens até 46% maior para entradas de texto idênticas às versões anteriores da ferramenta.

Essa mudança técnica permite que a IA tenha uma compreensão contextual muito mais refinada e profunda. No entanto, o efeito colateral direto para o usuário final é o esgotamento acelerado dos créditos contratados, uma vez que o sistema registra um consumo superior de unidades básicas de processamento para realizar as mesmas tarefas de escrita ou análise que executava antes.

🚀 Lançamento do Opus 4.7: Apresentação da nova arquitetura de processamento linguístico.

📈 Ajuste na Tokenização: Implementação da contagem expandida de tokens por caractere.

💰 Impacto Financeiro: Usuários percebem aumento de até 46% nos custos reais de uso.

Quais são os impactos reais no custo do Claude?

Para empresas que utilizam a API em larga escala, a percepção de custo mudou drasticamente após a atualização. Embora o preço de vitrine continue o mesmo, a métrica de custo-benefício precisa ser recalculada, já que o “poder de compra” de cada token diminuiu consideravelmente diante da nova lógica de processamento da Anthropic.

O impacto é sentido principalmente em fluxos de trabalho que envolvem longos contextos, como análise de documentos jurídicos ou codificação de software. Nesses cenários, o volume de tokens gerados cresce exponencialmente, forçando os usuários a monitorarem de perto seus orçamentos para evitar surpresas no fechamento da fatura mensal.

  • Redução do valor real de cada crédito investido na plataforma.
  • Necessidade de revisão de prompts para reduzir a saída de texto.
  • Aumento da precisão nas respostas em troca de maior consumo.
  • Dificuldade de previsão orçamentária para projetos de longo prazo.
Anthropic não aumentou o preço de Claude. Ele inventou algo melhor: inflação simbólica
O modelo Claude Opus 4.7 consome mais tokens para processar o mesmo texto – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que a contagem de tokens mudou no novo modelo?

Especialistas indicam que a mudança visa sustentar a viabilidade econômica do modelo Opus, que exige um poder computacional imenso para operar. Ao aumentar a densidade de tokens, a Anthropic consegue cobrir os custos de infraestrutura sem precisar anunciar um aumento direto na tabela de preços oficial do serviço.

A arquitetura Emerald, como vem sendo chamada internamente, foca em capturar nuances que modelos mais leves ignoram. Essa profundidade cognitiva exige que a IA “pense” em unidades menores e mais frequentes, o que inevitavelmente infla o contador de tokens final enviado para o sistema de faturamento da empresa.

Métrica de Comparação Claude 3.5 Sonnet Claude 4.7 Opus
Eficiência de Tokenização Alta (Padrão) Baixa (Inflacionada)
Custo por 1k palavras Estável ~46% Superior

Como otimizar o uso da inflação de tokens no dia a dia?

Para mitigar os efeitos desse aumento indireto, é fundamental que os usuários adotem técnicas de “Prompt Engineering” mais enxutas. Evitar instruções redundantes e solicitar respostas diretas e concisas pode ajudar a equilibrar o consumo, mantendo o custo operacional dentro de limites aceitáveis para a maioria das aplicações.

Outra estratégia eficiente é o uso de modelos híbridos, reservando o Opus 4.7 apenas para tarefas que exigem extrema complexidade. Para interações simples, modelos como o Haiku continuam oferecendo uma eficiência de tokens superior, protegendo o saldo do usuário contra a inflação observada nos modelos de topo de linha.

O que esperar das próximas atualizações da Anthropic?

O mercado aguarda para ver se essa tendência de precificação indireta será seguida por outras gigantes do setor, como OpenAI e Google. A transparência na forma como os tokens são contabilizados tornará-se um diferencial competitivo importante, à medida que os custos de IA começam a pesar significativamente no balanço das empresas.

A Anthropic deve continuar refinando suas redes neurais para buscar um equilíbrio entre precisão e economia. Por enquanto, os usuários devem se preparar para um cenário onde a qualidade superior da inteligência artificial exige um investimento proporcionalmente maior, mesmo que as tabelas de preços pareçam congeladas no tempo.

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Data centers da Microsoft chegam à margem do Círculo Polar Ártico

5 de Março de 2026, 05:10

Com o avanço da tecnologia e das inteligências artificiais, os data centers têm se tornado cada vez mais presentes nos planos de grandes empresas. Dessa vez, a Microsoft, em parceria com a empresa britânica Nscale e a norueguesa Aker, instalará um data center na cidade de Narvik, na Noruega, a menos de 250 km do Círculo Polar Ártico. O investimento será de quase US$ 6,2 bilhões.

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft, em conjunto com as empresas europeias Nscale e Aker, anunciou a instalação de data centers a 250 km do Círculo Polar Ártico;
  • De acordo com o CEO da Aker, Øyvind Eriksen, a ideia é minimizar os impactos ambientais com a utilização de energia renovável da região fria.

Atração econômica e climática

Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Atualmente, um dos maiores gastos na manutenção dos data centers é no seu resfriamento. Em 2023, o Google divulgou em estudo que utilizou quase 23 bilhões de litros de água para controlar a temperatura dos seus data centers. Com isso, o posicionamento dos grandes servidores no Círculo Polar Ártico tem como ideia diminuir os gastos dessa manutenção.

Além disso, a região apresenta uma grande capacidade energética renovável, o que seria mais um atrativo para as empresas. Em nota divulgada à imprensa, o presidente e CEO da Aker, Øyvind Eriksen, comentou que a ideia é se utilizar da energia renovável da região.

A inteligência artificial e os centros de dados estão se tornando fundamentais para os negócios globais, e o norte da Noruega está numa posição única para se beneficiar. A região oferece energia hidrelétrica abundante e acessível, além de energia limpa, juntamente com as condições necessárias para atrair investimentos e fomentar a inovação.

— Øyvind Eriksen, CEO da Aker

Levar os data centers para ambientes inóspitos e frios pode ser uma solução para as questões citadas acima, porém, exigirá um desenvolvimento estrutural para manter os servidores em funcionamento.

Mesmo que a intenção seja o resfriamento facilitado, os servidores terão de suportar as baixas temperaturas do ambiente. Já no quesito estrutural, a manutenção feita deverá superar a estrutura instável do Círculo Polar Ártico, que pode facilmente ser derretida ou se movimentar.

Leia mais:

O avanço dos data centers no Ártico pode ser prejudicial o meio ambiente?

Geleiras e derretimento do gelo no Oceano Ártico em imagem de satélite do sistema Copernicus Sentinel (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)

Ainda não existe confirmação sobre os impactos ecológicos dos data centers na região, porém, o calor emitido pelos servidores e as condições de temperatura no Ártico devem ser considerados.

O Círculo Polar Ártico tem sofrido um aumento de temperaturas cada vez mais acelerado. De acordo com o Centro Internacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), desde a década de 1980, o Ártico tem aquecido de duas a quatro vezes mais rápido que o resto do planeta.

Em entrevista ao G1, Julienne Stroeve, cientista de pesquisa sênior no NSIDC, afirmou que “o aquecimento do Ártico contribui para o aquecimento global acelerado e todos os fenômenos climáticos associados a isso”. Essa análise se torna ainda mais alarmante ao considerar um estudo feito pela Copernicus o qual destacou que, em 2024, o aquecimento global atingiu seu “limite seguro” de 1,5°C acima da temperatura pré-industrial.

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