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Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

10 de Abril de 2026, 13:18
Microsoft Excel
Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft Excel mantém “bug do ano 1900”, que trata esse ano como bissexto (não é);
  • Microsoft avisa que não corrigirá bug porque mudança alteraria cálculos de datas em planilhas existentes e afetaria compatibilidade com outros arquivos de planilha;
  • problema vem do Lotus 1-2-3, lançado em janeiro de 1983; Excel adotou o mesmo sistema de datas para manter compatibilidade.

Quando uma falha é descoberta em um software, os seus desenvolvedores trabalham na solução. Mas não neste caso: o Microsoft Excel tem um bug que o faz assumir 1900 como um ano bissexto (não é). Mas a correção poderia causar grandes transtornos. Isso explica o fato de o problema ter sido descoberto no Lotus 1-2-3 e nunca ter sido corrigido.

A própria Microsoft explica o contexto nesta página de ajuda:

Quando o Lotus 1-2-3 foi lançado, o programa assumia que o ano de 1900 era bissexto, embora na realidade não fosse. Isso facilitava o processamento de anos bissextos e não afetava praticamente nenhum cálculo de datas no Lotus 1-2-3.

O Lotus 1-2-3 foi lançado em janeiro de 1983, inicialmente para MS-DOS. Já o Microsoft Excel foi introduzido pouco tempo depois, em setembro de 1985, mas para Mac. A versão para PCs só chegou em 1987. Isso pode ter contribuído para o Lotus 1-2-3 reinar nos anos 1980. O Excel só assumiu a liderança do mercado na década de 1990.

Dada a relevância do software de planilhas rival, a Microsoft tomou o cuidado de fazer o Excel utilizar o mesmo sistema de datas do Lotus 1-2-3. Era uma forma de garantir alguma compatibilidade entre os dois programas e, nesse sentido, permitir que planilhas de um pudessem ser migradas para o outro.

Bom, o Lotus 1-2-3 virou assunto de museu, mas o Excel é, até hoje, a solução de planilhas mais popular que existe. O problema é que, paralelamente a tamanha longevidade, o Excel manteve o “bug do ano 1900”.

Talvez esse não seja exatamente um bug. Até hoje não há confirmação sobre se tratar 1900 como um ano bissexto foi um erro ou uma decisão dos desenvolvedores do Lotus 1-2-3 para simplificar o cálculo de datas em uma época em que os recursos de processamento e memória eram severamente limitados.

Você pode reproduzir o erro com um teste simples: abra o Excel e, em uma célula, digite:

=DATA(1900;2;29)

O Excel deveria retornar a data 01/03/1900, mas exibirá 29/02/1900, data que não existiu.

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel
Reproduzindo o “bug do ano 1900” no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft não vai corrigir o “bug do ano 1900” no Excel?

É tecnicamente possível corrigir a tal falha, admite a Microsoft. Mas a companhia declarou que não o fará porque as consequências poderiam ser maiores do que os benefícios. Muito maiores!

Em planilhas já existentes, funções que tratam de datas poderiam acabar gerando valores diferentes. Isso porque a correção faria o Excel executar cálculos com um dia a menos no calendário, afinal, o bug considera que o dia 29 de fevereiro de 1900 existiu.

Além disso, o Excel também poderia exibir valores diferentes em planilhas oriundas de softwares concorrentes, tornando os dados pouco confiáveis.

Para muitos profissionais e organizações, esses problemas poderiam causar enormes transtornos.

Mas a própria Microsoft ressalta: os demais anos, bissextos ou não, são tratados corretamente pelo Excel. Somente planilhas que precisam realizar cálculos que envolvam o ano de 1900 é que podem ter problemas com o tal bug.

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

6 de Março de 2026, 09:04
Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Proton lança alternativa ao Excel e Google Sheets focada em privacidade

4 de Dezembro de 2025, 10:38
Proton Sheets tem criptografia ponta a ponta
Proton Sheets tem criptografia ponta a ponta (imagem: divulgação/Proton)
Resumo
  • Proton Sheets é um serviço de planilhas online com criptografia ponta a ponta, disponível gratuitamente para usuários do Proton Drive;
  • Novidade suporta fórmulas comuns e formatos populares como CSV e XLS, permitindo importação fácil e edição colaborativa em tempo real;
  • Criptografia impede até que a própria Proton acesse o conteúdo das planilhas.

A Proton começou suas operações com um serviço de e-mail, em 2014. Desde então, a companhia vem aumentando seu leque de ferramentas. A mais recente atende pelo nome de Proton Sheets: trata-se de um serviço de planilhas online que tem como diferencial um mecanismo de criptografia ponta a ponta.

O novo serviço suporta as fórmulas mais usadas em outros serviços do tipo para evitar que o usuário tenha uma extensa curva de aprendizado. Além disso, os formatos mais populares, como CSV e XLS, são suportados.

Arquivos nesses padrões podem ser importados facilmente para o Proton Sheets, o que torna a novidade uma alternativa em potencial a ferramentas de planilhas como Google Sheets e, claro, Microsoft Excel.

Outro atributo está na possibilidade de equipes trabalharem juntas nas mesmas planilhas, inclusive com possibilidade de edição em tempo real — as atualizações aparecem para todos os participantes, instantaneamente.

Serviço de planilhas Proton Sheets
Proton Sheets suporta múltiplos usuários (imagem: divulgação/Proton)

Nesse sentido, também é possível definir níveis de acesso, de modo que determinadas pessoas tenham autorização para editar ou somente visualizar planilhas específicas, por exemplo.

Mas o ponto forte do Proton Sheets é mesmo a criptografia ponta a ponta. Esse recurso impede até que a própria Proton acesse o conteúdo das planilhas ou que os dados sejam utilizados para treinamento de modelos de inteligência artificial, de acordo com a empresa.

É por isso que criamos o Proton Sheets: uma alternativa robusta e focada na privacidade que coloca o controle, a segurança e a confiança de volta onde pertencem — firmemente nas mãos dos usuários.

Anant Vijay Singh, chefe de produto do Proton Drive

Proton Sheets usa fórmulas já conhecidas em outros serviços
Proton Sheets usa fórmulas já conhecidas em outros serviços (imagem: divulgação/Proton)

Quem pode usar o Proton Sheets?

Qualquer pessoa que tiver uma conta no Proton Drive pode usar o Proton Sheets, gratuitamente. O novo serviço também está disponível para organizações que têm planos como o Proton Drive Professional ou o Proton Business Suite.

A novidade aumenta a capacidade da Proton de disputar espaço no segmento de ferramentas de produtividade online com gigantes como Google e Microsoft. A companhia já oferecia serviços como Proton Docs (editor de textos), Proton Calendar (agenda) e Proton Meet (para reuniões por vídeo).

Proton lança alternativa ao Excel e Google Sheets focada em privacidade

Proton Sheets tem criptografia ponta a ponta (imagem: divulgação/Proton)

Serviço de planilhas Proton Sheets (imagem: divulgação/Proton)

Proton Sheets usa fórmulas já conhecidas em outros serviços (imagem: divulgação/Proton)

Claude Opus 4.5 chega com conversas infinitas e foco em agentes

24 de Novembro de 2025, 19:23
Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Claude Opus 4.5, superando concorrentes em programação e melhorando visão, raciocínio e matemática.
  • O Opus 4.5 oferece conversas infinitas, criando resumos para liberar espaço na janela de contexto, disponível para usuários de planos pagos.
  • Ferramentas Claude for Chrome e Excel serão ampliadas, com acesso para assinantes dos planos Max, Team e Enterprise.

A Anthropic lançou nesta segunda-feira (24/11) o Claude Opus 4.5, nova geração do seu modelo de inteligência artificial mais avançado. Com ele, a família está completa — o Haiku 4.5 e o Sonnet 4.5 chegaram ao mercado entre setembro e outubro.

Segundo a startup, ele é o primeiro a marcar mais de 80% no respeitado benchmark de programação SWE-Bench, superando concorrentes como o Gemini 3 Pro, do Google, e o GPT-5.1-Codex-Max, da OpenAI.

A empresa afirma ainda que o Opus 4.5 tem desempenho melhor do que todos os modelos lançados anteriormente pela própria companhia em visão, raciocínio e matemática, atingindo novos níveis de pensamento e flexibilidade para resolver problemas complexos.

Ferramentas para Chrome e Excel serão ampliadas

A Anthropic alega que o novo modelo atinge “o estado da arte em desempenho” em tarefas “agênticas”, como uso de ferramentas e uso de computador.

Por isso, a startup vai ampliar o acesso a duas de suas ferramentas: o Claude for Chrome, para executar tarefas no navegador, e o Claude for Excel, assistente para gerar e explicar fórmulas de planilhas.

Ambas continuam em fase de testes, mas, a partir de agora, assinantes do plano Max poderão usar a IA para Chrome, enquanto usuários dos pacotes Max, Team e Enterprise receberão a funcionalidade para o Excel.

Opus 4.5 dribla limite da janela de contexto

Outra novidade do Opus 4.5 é a função de conversa infinita. Chatbots de IA sempre chegam a um limite em que não é mais possível processar a quantidade de informações daquela interação — é o limite da chamada janela de contexto.

A nova versão do Claude poderá criar um resumo dos prompts e respostas, liberando espaço para que o usuário possa continuar usando a ferramenta. Essa opção, no entanto, estará disponível apenas para usuários de planos pagos.

Com informações do Cnet, do ZDNet e do TechCrunch

Claude Opus 4.5 chega com conversas infinitas e foco em agentes

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Anthropic afirma que seu novo modelo de IA supera concorrentes em programação. Ferramentas para Chrome e Excel foram expandidas.

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

29 de Setembro de 2025, 15:46
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word.
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Agent Mode, que chega ao Word e Excel com IA da OpenAI e Anthropic para automatizar tarefas em documentos e planilhas.
  • A empresa também revelou o Office Agent no Copilot, que gera arquivos a partir de prompts no chat, incluindo textos, apresentações e planilhas.
  • As novidades estão disponíveis somente na versão web dos softwares.
  • O Office Agent chega apenas para assinantes do programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (29/09) uma nova etapa na integração da inteligência artificial às suas ferramentas de produtividade. O chamado Agent Mode agora está disponível no Word e no Excel, permitindo que usuários elaborem documentos e planilhas complexas a partir de um simples comando em linguagem natural.

Além disso, a empresa revelou o Office Agent, recurso que funciona dentro do Copilot e pode gerar apresentações no PowerPoint ou relatórios no Word a partir de prompts, contando com modelos desenvolvidos pela Anthropic.

A companhia afirma que está levando ao Office o conceito de “vibe working” — uma forma de criação de documentos e planilhas inspirada no vibe coding, já adotado na programação.

Como funciona?

O Agent Mode chega como uma versão avançada do Copilot, que já vinha sendo testado em aplicativos do Office. No Excel, o sistema usa o modelo GPT-5 da OpenAI para dividir tarefas em etapas lógicas, executar cálculos e até sugerir visualizações de dados.

Segundo a Microsoft, o Agent Mode no Excel atingiu 57,2% de precisão no benchmark SpreadsheetBench, que mede a habilidade de IAs em editar planilhas reais. O índice supera rivais como Shortcut.ai e Claude Files Opus 4.1, mas ainda fica atrás da precisão humana, de 71,3%.

No Word, o Agent Mode transforma a escrita em uma experiência interativa. O usuário pode, por exemplo, pedir que o Copilot atualize relatórios mensais com base em e-mails recentes, ou que sugira melhorias no estilo de um documento corporativo.

“O Agent Mode no Word transforma a criação de documentos em uma experiência interativa e coloquial de escrita”, afirmou Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo do grupo de produtos Office.

Agent Mode em ação no Excel.
Agent Mode em ação no Excel (imagem: divulgação/Microsoft)

E o Office Agent no Copilot?

O Office Agent amplia o alcance dos recursos fora dos aplicativos tradicionais, permitindo que tudo comece a partir de uma conversa no chat do Copilot. Usando modelos da Anthropic, o recurso é capaz de montar apresentações completas no PowerPoint ou relatórios no Word com base em um prompt.

A ferramenta pode, por exemplo, pesquisar na web as principais tendências de um setor, gerar slides estruturados e exibir pré-visualizações em tempo real. “O PowerPoint é uma das ferramentas mais utilizadas para criar apresentações, mas, nos últimos dois anos, a IA frequentemente falhou na criação de slides”, disse Chauhan.

Como usar?

O Agent Mode no Copilot já pode ser usado no Word e no Excel na versão web e deve chegar em breve às versões para desktop.

O Office Agent está disponível no programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos, tanto para assinantes corporativos quanto para assinantes dos planos Pessoal e Família.

Com informações da Microsoft e do The Verge

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: reprodução/Microsoft)

Agent Mode em ação no Excel (imagem: reprodução/Microsoft)
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